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Big 2 se impõe na rodada de surpresas
Por José Nilton Dalcim
5 de julho de 2021 às 19:06

A segunda-feira maluca que marca a rodada completa de oitavas de final de Wimbledon deu esperança e emoção. Se o favorito Novak Djokovic fez uma exibição redonda, Roger Federer subiu mais um degrau na sua tentativa de recuperação e isso aumenta a expectativa de revermos uma final para lá de histórica em Wimbledon.

Mas também foi um dia de muito vento e de surpresas, tanto na chave masculina como na feminina, onde as duas principais favoritas avançaram com jogos trabalhosos como já era esperado.

Djoko nem precisou forçar muito para superar Cristian Garin, que fez o melhor que pôde num piso que lhe é claramente estranho. Com 28 winners, sendo 9 aces, o número até errou um pouco mais do que o normal (23). Chega às quartas de um Grand Slam pela 50ª vez, sendo 12 delas em Wimbledon, onde não perde há 18 jogos. Aliás, são agora 24 vitórias nas últimas 25 de Slam.

Eu esperava que ele agora enfrentasse Andrey Rublev, mas o húngaro Marton Fucsovics mostrou físico e cabeça notáveis para virar depois dos 2 sets a 1, atropelando nas duas séries decisivas mesmo com apenas 40% de primeiro saque em quadra no set final. Derrotado por Nole nos dois duelos que já fizeram, tendo tirado um set no US Open de 2018, o 48º do ranking de 29 anos terá de contar com um dia excepcional na quarta-feira.

A outra vaga no lado superior da chave estará entre Karen Khachanov e Denis Shapovalov, que viveram jogos radicalmente diferentes nas oitavas. Enquanto o russo batalhou quase 4 horas para tirar Sebastian Kordan, num quinto set de 18 games e 13 quebras de serviço, o canhoto canadense passou por cima do experiente Roberto Bautista, numa atuação admirável, em que mesclou paciência e agressividade, como já fizera contra Andy Murray. O vencedor fará sua primeira semi de Slam. O canadense ganhou o único duelo entre eles e confesso nunca tê-lo visto tão maduro numa sequência de vitórias.

Federer ainda melhor
Pela primeira vez desde janeiro de 2020, Federer ganhou quatro jogos seguidos. Foi um tenista muito diferente da tenebrosa estreia, ainda que seu primeiro set contra Lorenzo Sonego tenha sido preso e nervoso. O suíço demorou para explorar o backhand adversário e se atrapalhou em dois games de serviço, mas daí em diante se soltou e os erros despencaram (4 no segundo set e 5 no último). Fez lances muito bonitos, mexeu-se incrivelmente bem e manteve postura ofensiva, com 46 subidas à rede.

Atinge 58 quartas de final em Slam e agora tem ao menos 12 em cada um, sendo 18 em Wimbledon. Aos 39 anos e 337 dias, é agora o mais velho profissional a ir tão longe no torneio. E ainda deu sorte, ao ver que Daniil Medvedev e Hubert Hurkacz terão de voltar à quadra na terça-feira para completar o jogo. Pode ser rápido, se o russo ganhar mais três games e liquidar o quarto set, mas o polonês está firme e vai querer esticar.

O quarto semifinalista sairá de um duelo de amigos: Matteo Berrettini contra Felix Auger-Aliassime. O italiano continua muito firme, mal tomou conhecimento de Ilya Ivashka e conhece muito bem o garoto canadense, com quem já treinou muitas vezes. Aliassime deu uma das grandes surpresas do dia, ao barrar Alexander Zverev no quinto set.

O alemão viveu intensos altos e baixos, cometeu 20 duplas faltas mas ainda assim o jogo foi duro até o finalzinho. Aliassime ganhou os dois primeiros sets em que saiu atrás em ambos, depois viu Zverev crescer muito no saque. Nunca se assustou e continuou buscando os pontos. Fez 54 winners, sendo 17 aces, mas também errou 51 vezes. Gostei muito da postura ofensiva, tendo vencido 31 dos 40 lances junto à rede. Está pela primeira vez nas quartas de um Slam e com um pé no top 15, tudo aos 20 anos. Muito bom.

Demorou, mas aconteceu e o tênis canadense terá dois representantes nas quartas de um mesmo Slam pela primeira vez em sua história.

Virada de Jabeur e show de Kerber
A rodada foi intensa também para as meninas e, apesar de as duas favoritas avançarem, haverá duas não pré-classificadas nas quartas. Ashleigh Barty saiu atrás de Barbora Krejicikova e precisou lutar o tempo todo para evitar um terceiro set, num jogo de alta qualidade técnica e muito empenho. Aryna Sabalenka venceu o duelo de bolas forçadas contra Elena Rybakina, onde cada uma fez 10 aces.

Se Barty será ampla favorita já nesta terça-feira diante da compatriota Ajla Tomlljanovic, que nem precisou terminar o jogo contra a jovem britânica Emma Raducanu, Sabalenka precisará da máxima atenção para encarar a embalada Ons Jabeur. A tunisiana anotou virada espetacular em cima de Iga Swiatek, com duplo 6/1 nos sets finais, à base de um tênis muito criativo e variado e sempre com muita perna. Cada uma venceu uma vez nos duelos. Deve ser o grande jogo do dia.

Aos 33 anos, Angelique Kerber parece de novo em ótima forma física e foi muito inteligente contra Coco Gauff, usando slices matreiros para segurar as bolas ofensivas da adolescente americana de tanto potencial. O sonho do bi agora passa pela tcheca Karolina Muchova, que repete as quartas de 2019 e gosta de comandar pontos. A alemã ganhou os dois confrontos de 2019.

Por fim, Karolina Pliskova não deu bola para a atrevida Liudmila Samsonova, que vinha de ótima série de vitórias, e terá pela frente mais uma novidade da chave feminina, a suíça Viktorija Golubic, de 28 anos e currículo pouco expressivo em Slam. Ainda assim, fez um jogo muito firme, onde o backhand se destaca, e tirou Madison Keys com apenas 9 erros não forçados nos 22 games disputados.

Desafio para Melo
Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot também continuam na luta pelo segundo título em Wimbledon. Não precisaram entrar em quadra por conta da contusão de um dos adversários, mas nesta terça-feira terão de encarar a melhor dupla da temporada, os croatas Mate Pavic e Nikola Mektic, que já venceram 7 torneios em 9 finais mas ainda sonham com um Slam. O ótimo confronto está previsto para as 12h de Brasília.

Medvedev insiste e resiste
Por José Nilton Dalcim
3 de julho de 2021 às 17:44

Jogo de tênis em cinco sets é sempre algo muito especial. Quem está na frente nunca pode entrar no clima do ‘já-ganhou’ por melhor que esteja atuando, quem está atrás  precisa acreditar, insistir, persistir. Daniil Medvedev jamais havia virada uma partida depois de perder os dois primeiros sets, entrou em quadra com o pobre histórico de uma vitória em oito vezes que chegou ao quinto set, porém não desistiu e foi premiado por uma reação completamente inesperada.

Marin Cilic fez dois sets primorosos, surrando a bola, máxima precisão no saque e no forehand, ótimas transições à rede, trocas espertas de direção. Somava então 30 winners e 84% de pontos vencidos com o primeiro saque. Bastou no entanto perder o saque no quinto game do terceiro set para o jogo sofrer mudança radical. Perdeu completamente a confiança, seus golpes morriam na rede, o saque não machucava mais, Medvedev comandava as trocas.

Perdeu quatro serviços consecutivos, um absurdo na grama, e aí é difícil segurar Medvedev.  Quando sacou com 5/0 no quinto set, o russo somava apenas 11 erros não forçados nos três últimos sets e cedido oito pontos quando cravou o primeiro serviço. Deu uma pequena ‘viajada’ na hora de fechar, o público se empolgou, mas o russo acabou com a festa. Não menos surpreendente, Cilic é o quarto tenista que mais ganhou quinto sets na Era Profissional, atrás somente de Djokovic, Federer e Sampras.

Enfrentará na segunda-feira o polonês Hubert Hurkacz, que nunca chegou tão longe num Grand Slam. Ele aliás não perdeu set em Wimbledon até agora, depois de cair nas estreias de Stuttgart e Halle. O campeão de Miami é um tenista de jogo sólido, saque bom e excelente movimentação, que permite buscar sempre uma bola firme de forehand. O duelo é inédito e os nervos podem, pesar.

Primeira meta cumprida
Não fosse o vacilo no final do terceiro set, Roger Federer teria passado com louvor pela terceira rodada de Wimbledon. De qualquer forma, ainda sem mostrar um tênis espetacular, cumpriu seu primeiro objetivo que era entrar na segunda semana, o que faz pela 18ª vez no torneio. Terceiro mais velho a estar nas oitavas de Wimbledon, atrás de Pancho González (41) e Ken Rosewall (40), tem uma chance concreta de dar mais um passo adiante frente ao italiano Lorenzo Sonego. O número 27 jamais havia ganhado jogos em Wimbledon antes deste ano e as únicas oitavas anteriores foram em Paris-2020. Aliás, foi no saibro francês onde cruzou pela única vez com Federer, em 2019, e não deu o menor trabalho.

Mas o suíço ainda mostra buracos no seu jogo. Norrie não é bobo na grama, onde explora bem o fato de ser canhoto, mas está longe de ser uma ameaça. Federer foi bem no primeiro set, escapou de um break-point no segundo e também prevaleceu. Em ambos, sacou bem na hora certa, errou pouco e mal foi à rede. Teve chance de ouro de simplificar o terceiro set, mas foi passivo nos break-points e pagou caro, com um game pavoroso de serviço.

A coisa foi se complicando, o britânico acreditou mais e a torcida veio com ele. Federer quebrou, mas permitiu reação em seguida. O jogo estava enroscado, bolas escapavam, mas enfim o suíço devolveu bem e fechou em seguida. Na ponta do lápis, foi uma atuação mediana, com 48 winners e 33 erros, 74% dos pontos vencidos com o primeiro saque e 30 de 38 lances positivos junto à rede. Ao menos, fica a impressão que dá para fazer bem mais.

Um novo semifinalista
Se apenas Federer já foi à penúltima rodada no seu quadrante, o outro semifinalista da parte inferior da chave será inédito. Na verdade, os quatro sobreviventes sequer chegaram nas quartas de Wimbledon até hoje, três deles ainda podemos chamar de ‘nova geração’. e dois são top 10. Matteo Berrettini está jogando um tênis primoroso, explorando saque, forehand e slices, e terá pela frente a surpresa Illya Ivashka, mero 79º do ranking e que só havia vencido um jogo de Slam na carreira antes desta semana. A melhor vitória do bielorrusso foi diante de Jeremy Chardy.

Alexander Zverev e Felix Aliassime sempre estão devendo algo devido ao enorme potencial e assim têm uma chance incrível neste Wimbledon. O alemão foi ao menos quartas em seus três Slam mais recentes e encarou teste real diante de Taylor Fritz. Mostrou certa frustração até a metade do segundo set. Aí conseguiu empatar e ficou bem mais consistente. Cravou 19 aces e 9 duplas faltas, mantendo o padrão de forçar sempre.

O canadense por sua vez foi dominado por um Nick Kyrgios inesperadamente consistente, mas o australiano passou a sentir o abdômen já no final do primeiro set e não aguentou muito mais. O recorde de Felix contra Zverev é negativo: três derrotas sem ganhar set, tanto no saibro como na dura, incluindo aquela amarga queda na final de Colônia no ano passado quando buscava de novo seu primeiro ATP.

Feminino: força muito jovem
A já experiente Cori Gauff, 17 anos, e a sensação britânica Emma Raducanu, de 18, provocam saborosa renovação na chave feminina de Wimbledon. Sem perder set até agora, Coco até não sacou tão bem, mas superou a eslovena Kaja Juvan com sobras e agora desafia a campeã de 2018 Angelique Kerber, que virou com autoridade contra Aliaksandra Sasnovich. A alemã, de 33, tem quase o dobro da idade.

Raducanu é agora a esperança nacional em simples. Tenista de mais baixo ranking da chave, entrou como convidada e tem mostrado um tênis muito competente sobre a grama, batendo na bola com vontade e precisão. Tirou Sorana Cirstea, que vinha da vitória sobre Vika Azarenka, ergueu a torcida e o momento Cinderela pode seguir contra a australiana Ajla Tomljanovic. Vale conferir a história dessa sorridente tenista no blog do Mário Sérgio Cruz.

Ashleigh Barty se atrapalhou no final do jogo, porém confirmou o amplo favoritismo e agora é a única top 10 no lado de cima da chave. E confirma o aguardado duelo de campeãs de Paris frente à tcheca Barbora Krejicikova, que precisou lutar muito frente à letã Anastasija Sevastova. Quem vencer, terá vantagem natural contra Karolina Muchova ou Paula Badosa, ainda que a tcheca já tenha estado nas quartas de Wimbledon há dois anos.

E mais
– Depois de uma ótima sexta-feira, o tênis brasileiro sofreu três derrotas no fechamento da primeira semana. A mais dolorosa foi a de Soares, que não embalou ao lado de Murray e só ganhou cinco jogos desde a semi do Australian Open.
– Matos e Monteiro deram trabalho aos atuais campeões Cabal/Farah e o gaúcho deve subir para o 83º posto do ranking após seu primeiro Slam.
– Stefani encarou a parceiia Carter, mas ao lado de Demoliner parou na segunda rodada das mistas.
– Federer atingiu a 1.250ª vitória da carreira e agora faltam 24 para igualar Jimmy Connors. Também precisa fazer mais 33 jogos para chegar aos 1.557 do norte-americano.
– Esquentou o clima na coletiva feminina. Tomjlanovic não gostou da postura e declarações de Ostapenko, que em quadra teria dito para a adversária que ‘você foi pior’ e na entrevista afirmou: ‘se jogasse 50%, teria vencido’. A letã tem sido sempre criticada por suposto menosprezo às adversárias.
– No espaço de dois dias, Medvedev e Rublev se tornaram o sexto e o sétimo russos a ter oitavas em todos os Slam. Safin e Kafelnikov foram únicos a chegar a um título.
– Berrettini marcou a 100ª vitória da carreira em 158 tentativas, sendo 21 delas na grama (8 neste ano).
– Esta é a primeira vez que dois canadenses chegam nas oitavas de um mesmo Wimbledon na Era Aberta e a primeira que isso acontece com dois italianos desde 1955.

Federer sofre pior e perigosa frustração
Por José Nilton Dalcim
16 de junho de 2021 às 12:47

Roger Federer não poderia ter sofrido derrota mais dura na sua tentativa de retorno ao melhor nível. Em plena quadra de grama e no torneio tão favorito que até o nome da rua é seu, o suíço levou virada do fã Felix Aliassime e novamente interrompeu a procura por ritmo e confiança de forma muito precoce. E desta vez no piso mais indicado para seu estilo. É mais do que natural que surjam dúvidas sobre suas condições de ir longe em Wimbledon.

O primeiro ponto que se precisa ver é que Aliassime vem embalado de boa campanha semana passada em Stuttgart, onde derrotou jogadores de currículo considerável na grama, como Lloyd Harris e Sam Querrey antes de cair na final em placar equilibrado diante de Marin Cilic. Ou seja, ainda que não seja um tenista com histórico na grama, o canadense obteve vitórias importantes onde justamente seus maiores adjetivos foram o primeiro saque bem forçado e boas devoluções.

Essa combinação barrou Federer na rápida grama de Halle. O suíço começou a ter dificuldade para manter os serviços já na metade do primeiro set, mas conseguiu então uma quebra e sustentou a vantagem até finalizar a série. Aliassime no entanto continuou a ameaçá-lo, ainda que o suíço ainda mantivesse média de primeiro saque na casa dos 70%. Federer escapou de mais quatro break-points antes de enfim ceder o serviço no sexto game e aí começou seu drama.

Desse momento em diante, Aliassime perdeu apenas três pontos com seu serviço, ou seja, nos seis games seguintes Federer não achou jamais uma força de devolver. Isso aliás tem sido um dos seus defeitos nesse retorno. Se o piso veloz ajuda sua ideia tática principal de encurtar pontos, de outro lado exige uma devolução compacta para colocar pressão no adversário. Aliassime está longe de ser um mega-sacador no circuito, ainda que seu primeiro saque não seja nada ruim. Colocou nesta partida 70% do primeiro saque e só perdeu seis pontos.

O canadense, que tem quase metade da idade, não escondeu sua emoção pelo resultado. Falou da idolatria por Federer quando começava a carreira e que jamais imaginou que dividiria a quadra com o suíço justamente devido à enorme diferença, mas que isso foi uma honra e a vitória, algo muito especial. Tomara que embale ainda mais sua carreira, que ainda tão precoce vive abalo por ter somado oito vices em finais de ATP sem vencer um set na hora ‘h’.

E Federer? Houve imagem clara do suíço de cabeça baixa antes do game final, o que poderia ser tentativa de concentração mas que me pareceu desilusão. Saiu nas oitavas de Roland Garros para se preservar fisicamente e não comprometer a curta temporada de grama, porém só conseguiu fazer dois jogos em Halle e complica de vez sua preparação para Wimbledon. Poderia até arriscar e pedir convite para Mallorca ou Eastbourne na próxima semana e assim tentar mais ritmo de competição. A questão que fica é o quanto esse esforço o prejudicaria fisicamente ou, pior ainda, o que uma nova derrota faria com sua cabeça.

Dono de um tênis reconhecidamente espetacular, Federer encara a dificuldade que é o retorno a um circuito tão competitivo, em que há tantos garotos dispostos a tudo pela vitória, e isso perto dos 40 anos. A parada de 14 meses é compreensivelmente uma montanha a se escalar, mas com a proximidade de Wimbledon e das Olimpíadas o que o suíço menos tem no momento é tempo. Nessa altura, o sensato é se esperar uma campanha digna. Título? Seria quase um milagre.

Desafio de Roland Garros
Leandro Silva faturou o Desafio feito para as semifinais de Roland Garros e ganhou a biografia de Novak Djokovic, grande sucesso da Editora Évora. Seis participantes acertaram os finalistas e a quantidade de sets de cada semi masculina, mas nenhum imaginou a virada de Djoko nem a vantagem de 2 a 0 de Tsitsipas. Quatro no entanto acertaram que o duelo entre Djoko e Nadal ficaria empatado por 1 set. Leandro levou a apertada disputa porque também acertou o placar de um set no jogo do sérvio e mais dois na partida do grego, além de ter ido muito bem no tempo, errando a semi de Djoko por apenas 1 minuto e a de Tsitsipas, em meros 8. Ele deve enviar nome e endereços completos e o CPF para que a Editora Évora faça o envio.