Arquivo da tag: Diego Schwartzman

Djoko com pé e meio em outro grande recorde
Por José Nilton Dalcim
14 de outubro de 2021 às 01:16

Ainda que exista a famosa ‘possibilidade matemática’, que mesmo assim é muito apertada, Novak Djokovic já nem precisa mais entrar em quadra no restante do calendário para anotar mais um recorde de peso na carreira: a sétima temporada encerrada como número 1, façanha que dividia com Pete Sampras.

Daniil Medvedev já tinha uma caminhada bem difícil na tentativa de superar o sérvio e a maluca derrota desta quarta-feira em Indian Wells enterrou suas chances. Se ele só jogar Paris e Finals, como está previsto, a possibilidade é zero. Se pedir convite para Viena, mesmo o título ainda deixaria Djoko com necessidade de meros 100 pontos. E no caso de insana tentativa de jogar e vencer Moscou também, na próxima semana, Nole se garantiria com 305 pontos. Duvido que o russo se arrisque a tanto.

Como eu já havia dito antes, não me parece haver o menor sentido um tenista ganhar três Grand Slam e ser vice em outro e ficar em segundo lugar do ranking. Embora numericamente possível, seria uma aberração.

É bem verdade que isso tem considerável chance de acontecer no ‘ranking da temporada’, já que ali a distância do russo é de 1900, algo que ele poderá alcançar com os 2.500 em disputa entre Paris e Turim. Seria um imbróglio para a ATP resolver: o que vale, o ranking de 52 semanas ‘costurado’ ou o ranking do ano para definir quem é o melhor de 2021?

Na quadra, Medvedev foi uma decepção. Ninguém pode ignorar as qualidades de Grigor Dimitrov quando o búlgaro joga o seu melhor, porém o russo dominava por 6/4, 4/1 e saque antes de perder a consistência e ver o primeiro serviço sumir. Aí o búlgaro ganhou confiança e jogou um belo terceiro set. Seu adversário será o competente polonês Hubert Hurkacz, que tirou enfim Roger Federer do top 10 e é um candidato sério a seu segundo Masters.

Stefanos Tsitsipas, por sua vez, garantiu lugar nas quartas com uma virada um tanto na marra diante do valente Alex de Minayr. Mas a preocupação com o grego é menos técnica e sim comportamental. De novo, virou objeto de polêmica. Fabio Fognini foi à loucura com supostas intromissões do pai-treinador, o que não é novidade. Apesar do tênis elegante e eficiente, Tsitsipas precisa acabar com essa má fama enquanto dá tempo. Como bem colocou Fernando Meligeni na transmissão do jogo de terça, nada pior pode acontecer a um tenista do que ficar isolado no circuito, e o grego caminha velozmente para isso. A atuação contra De Minaur passou limpa, mas o australiano mal o olhou no cumprimento. Stef será favorito natural contra Nikoloz Basilashvili.

Nas outras quartas, um duelo entre dois tenistas que estão adorando o piso lento: Diego Schwartzman e Cameron Norrie. Vale lembrar que Peque quase perdeu na estreia para o quali Maxime Cressy. A surpresa no entanto é Taylor Fritz, responsável pela queda de Matteo Berrettini e Jannik Sinner sem perder set. O teste de fogo agora é Alexander Zverev. O alemão fez contra Andy Murray o duelo de melhor nível técnico do torneio até agora e derrotou enfim o único Big 4 que faltava no seu belo currículo..E contra Gael Monfils deu show e mostrou outra vez que consegue fazer a bola andar muito mesmo em Indian Wells

Decisões no feminino
A chave feminina confirma a imprevisibilidade de quase toda a temporada: nenhuma das 13 primeiras do ranking chegou sequer nas quartas de final. E isso inclui quedas de Garbiñe Muguruza e Maria Sakkari na estreia, de Karolina Pliskova e Petra Kvitova na terceira rodada, de Iga Swiatek e Elina Svitolina nas oitavas. Simona Halep só venceu um jogo.

As sensações do US Open não vingaram. A campeã Emma Raducanu sentiu mesmo a pressão e terá que recolocar a cabeça em ordem se ainda competir em 2021. Leylah Fernandez não se achou na quadra áspera, que maximizou sua dificuldade em colocar peso na bola, mas foi muito competitiva.

Fica a sensação que as veteranas irão vingar. Vika Azarenka já está na semi, sua primeira no torneio em cinco anos. Muito mais do que os dois títulos, em 2012 e 2016, está jogando um tênis de grande qualidade até aqui, com destaque para a atuação impecável diante de Kvitova. O saque trabalha muito bem, os golpes de base estão profundos e consistentes, a movimentação flui. É uma de suas melhores semanas da temporada.

A outra que joga com a experiência é Angelique Kerber. A alemã começou com dificuldade de adaptação, depois vem jogando cada vez mais solta e agora encara um belo desafio diante de Paula Badosa, 10 anos mais jovem e que certamente gosta da lentidão. Quem vencer nesta quinta-feira vai encarar Anett Kontaveit, que fez uma partida impecável contra Bia Haddad Maia e coleciona grandes vitórias em 2021, ou a habilidosa Ons Jabeur.

Com justiça, Tsitsipas e Zverev lutam por final e 4º lugar do ranking
Por José Nilton Dalcim
8 de junho de 2021 às 19:29

Os dois jogadores da nova geração com melhor desempenho recente sobre o saibro irão decidir entre si quem fará sua primeira final em Roland Garros. Campeão em Monte Carlo, Stefanos Tsitsipas dará mais um passo de peso na sua curta carreira caso supere o vencedor de Madri, Alexander Zverev, que permanece o mais bem sucedido entre os jovens aspirantes do circuito.

Tsitsipas continua em excepcional momento, e isso vem desde a semi da Austrália, com uma ou outra semana menos brilhante. Saiu do sintético e manteve um padrão muito alto no saibro, o que lhe valeu o primeiro troféu de Masters e o coloca em condições de também fazer uma final inédita de Grand Slam. A atuação contra Daniil Medvedev teve é claro oscilações e forçou o grego a se mostrar frio em dois sets apertados.

O russo não conseguiu se impor lá da base no primeiro set e quase metade do segundo e aí mudou radicalmente de postura, o que merece rasgados elogios. Arriscou-se na rede – e fez excelentes voleios -, foi habilidoso nas curtas, dispõe-se a correr mais ao insistir nas paralelas e principalmente passou a jogar bem perto da linha, incluindo a devolução de saque. Reagiu, chegou a ter dois set-points e ainda liderou o terceiro set por 4/2. Ou seja, esforçou-se ao máximo para ser competitivo, mas o fato é que Tsitsipas fez quase tudo melhor e marcou sua terceira grande vitória, depois de tirar John Isner e Pablo Carreño.

Ao contrário do que se imaginava, Zverev acabou tendo a chave mais tranquila para chegar na semifinal, a ponto de perder apenas 12 games em seus dois últimos jogos. O esforçado espanhol Alejandro Davidovich teve todas as chances de complicar e levar ao menos o primeiro set, mas lhe faltam consistência e maturidade. A partir do momento que o alemão passou a sacar com maior efetividade – o set inicial viu tenebrosas sete quebras em dez games -, foi um massacre.

Zverev está assim na terceira semifinal de Grand Slam da carreira, e agora em três diferentes torneios, somando-se ao Australian Open e o US Open do ano passado. É a performance que se espera dele há tempos, já que o alemão se enfiou entre os grandes na metade de 2017 e nunca mais saiu do top 10, algo necessariamente elogiável. Vinha no entanto falhando na hora dos grandes torneios, onde a exigência emocional é mais intensa, aquela obrigação de manter o foco por muitas horas e achar diferentes soluções ao longo delas.

Sascha perdeu cinco dos sete duelos contra Tsitsipas, incluindo o único no saibro, e por isso o grego leva pequeno favoritismo. O alemão ganhou o primeiro, em agosto de 2018, e o mais recente, em Acapulco de meses atrás. Nem é preciso um incentivo a mais, porém vale saber que esse confronto ainda valerá o quarto lugar do ranking, rebaixando Dominic Thiem. O alemão já foi terceiro, o grego chegaria ao posto mais alto da carreira.

Feminino: até a última bola
Nenhuma das quatro meninas que foram à quadra nesta terça-feira está entre nomes badalados do circuito. E isso não tirou o brilho de dois jogos intensamente disputados, onde sobraram lances geniais e um enorme espírito de entrega. As vitórias acabaram decididas em dois sets longos e poderiam ter ido para qualquer lado.

A eslovena Tamara Zindansek é uma tremenda novidade. Aos 23 anos, chegou a Paris como a 85ª do ranking, nenhum título de WTA na carreira e apenas três vitórias em nível Grand Slam. Esteve a dois pontos de repetir a queda na estreia do torneio das edições anteriores, tanto no segundo como no terceiro sets frente a Bianca Andreescu, mas conseguiu levar com 9/7 no terceiro. Pouco depois, levou ‘pneu’ e novamente ficou perto da eliminação diante de Katerina Siniakova.

É assim uma tenista de altos e baixos, como vimos nesta terça-feira diante de Paula Badosa, em que os sets viram constantes reviravoltas no placar, a ponto de quem liderou primeiro cada um dos sets, perdeu. As duas bateram sem medo na bola, provocando diversos erros (39 a 47 para a eslovena) mas também um festival de winners (48 a 31), e muitos deles em momentos tensos. O crucial veio no longo penúltimo game, quando Badosa teve três chances de quebra e a eslovena se mostrou corajosa.

Sua adversária de quinta-feira será a russa Anastasia Pavlyuchenkova, bem mais rodada no circuito porém também em sua primeira semi desse porte. Ela tem 5 vezes mais vitórias em Paris do que Zidansek e oito vezes mais triunfos na carreira. E isso só para falar em simples. A trajetória nesta edição também tem sido muito mais relevante, já que passou por Aryna Sabalenka, Vika Azarenka e agora Elena Rybakina, todos no terceiro set.

A batalha de hoje foi notável. Rybakina começou melhor, abriu distância e a russa foi buscar, mas não impediu a queda no tiebreak. Pavlyuchenkova manteve o padrão, diminuiu os erros e a pressão deu certo. Ganhou fácil o segundo set e aí se viu uma guerra de nervos. Quatro quebras nos seis primeiros games, em que sacar parecia uma tortura. Por fim, as duas se estabilizaram e não houve uma única chance até surgir o primeiro break-point, lá no 16º game, que a russa aproveitou logo de cara. O jogo também viu grande quantidade de bolas vencedoras (46 a 44 para Rybakina), nova prova de que o tênis feminino ganhou uma nova e divertida roupagem.

Público cresce na grande quarta-feira
Com a flexibilização das medidas sanitárias na França, a segunda parte das quartas de final terá mais público, com autorização para até 5 mil na Philippe Chatrier, incluindo a sessão noturna. O jogo entre Novak Djokovic e Matteo Berrettini irá começar mais cedo, às 20h locais, porque o toque de recolher também foi esticado para as 23h.
– Mais um freguês, Schwartzman perdeu 10 dos 11 duelos frente a Nadal, sendo 5 dos 6 no saibro e os 2 em Paris, mas ao menos tirou um set em 2018.
– Nadal pode igualar seu recorde pessoal de 38 sets consecutivos e ficar perto da marca absoluta de Borg, que é de 41.
– Schwartzman também não cedeu set até agora no torneio, mas seu recorde contra top 5 no circuito é de 2-30.
– Só houve um duelo entre Djokovic e Berrettini, no Finals de 2019. O italiano ganhou apenas 3 games.
– Djoko tem agora o recorde de quinto set vencidos em Slam (31) e busca 40ª semi, atrás das 46 de Federer e acima das 34 de Nadal (que pode ir a 35).
– Único italiano a ganhar do cabeça 1 em Slam até hoje foi Panatta sobre Borg nas quartas de Paris-1976. Djoko já perdeu de um italiano, Cecchinato, nas quartas de 2018.
– Djokovic garantiu a 324ª semana como número 1 na lista da próxima segunda-feira e acrescentará pelo menos mais 4, já que nova ameaça de queda acontecerá somente após Wimbledon.
– Se não vencer Nadal, Schwartzman deixará o top 10, superado por Bautista. Davidovich sobe para 35º e está bem perto de ser cabeça em Wimbledon.
– Swiatek x Sakkari e Gauff x Krejcikova são mais duelos inéditos no circuito feminino neste Roland Garros.
– Polonesa está sem perder set há 10 jogos. Aos 19 anos, tenta ser a mais jovem bicampeã efetiva desde o tri de Seles, entre 90-92.
– Gauff é outra que ainda não perdeu set nesta edição. Aos 17, é a mais jovem americana nas quartas de Paris desde Capriati em 1993.
– Swiatek e Krejcikova também estão na semi de duplas. Pavlyuchenkova tentará sua vaga nesta quarta. Krejcikova será nova número 1 da especialidade se ganhar Paris pela segunda vez.

Big 2 ensina a arte da consistência aos garotos
Por José Nilton Dalcim
7 de junho de 2021 às 19:03

Novak Djokovic levou um susto ao perder os dois primeiros sets para um atrevido e aplicado Lorenzo Musetti, Rafael Nadal esteve ameaçado de ceder o primeiro set no torneio desde a final de 2019 para o já top 20 Jannik Sinner, mas os ‘velhinhos’ mostraram que lhes sobram consistência técnica, tática e física e que ainda é preciso fazer muito mais sobre o saibro de Roland Garros para tirá-los da luta pelo título.

Musetti deve ter surpreendido todo mundo. Nem tanto pela reconhecida qualidade de seus golpes, mas pela fidelidade ao plano de jogo e cabeça fria que o levou a ganhar dois tiebreaks do número 1 do mundo, o que não é para qualquer um. Aliás, o garoto nunca perdeu um tiebreak em torneios de primeira linha e ganhou todos os oito que fez nesta temporada, o que reafirma sua capacidade de ser ousado e frio.

Bem orientado, Musetti usou dois recursos que sempre incomodam Djokovic: o slice no backhand e a bola sem peso no centro da quadra. Soube esperar a hora certa de mudar o ritmo e atacar, aplicando-se ao máximo no serviço. O cabeça 1 então cometeu mais erros do que o habitual, porque muitas vezes precisou dar o peso na bola com o forehand acima da cintura, o que nem sempre é tão confortável como parece.

Mas num Slam não basta ser brilhante por dois sets. É preciso dosar o físico para uma eventual batalha e isso talvez tenha sido a experiência que faltou ao italiano. Djoko vendeu muito caro esses dois sets perdidos, fez o adversário se mexer muito, atrás de ângulos e deixadas, e o preço foi pago já no terceiro set.

Enquanto o adversário 15 anos mais jovem desabava, Nole continuou no seu ritmo firme e sufocante, resultando num massacre. Completamente esgotado, com dor lombar e cãibra conforme revelou depois, Musetti nem conseguiu terminar a partida. De qualquer forma, foi o grande nome do dia e provou, logo no seu primeiro Slam, que tem mesmo muita chance de brilhar no circuito.

O entusiasmo de Sinner durou bem menos. Depois de falhar nos dois games iniciais, ganhou consistência e virou o placar anotando quatro seguidos, vantagem que permitiria a ele sacar para o set com 5/4. Não colocou um único primeiro saque na quadra, foi quebrado de zero e aí Nadal se agigantou, ganhando oito games seguidos.

O espanhol no entanto voltou a oscilar, jogou mal em mais dois serviços no segundo set e deu a chance do empate, que Sinner desperdiçou. Seria querer demais que Rafa lhe desse mais alguma cancha. Nadal foi absoluto daí em diante, arrancou para mais uma série de oito games consecutivos e permitiu apenas 10 pontos ao italiano no terceiro set, dos quais apenas dois foram erros não forçados do megacampeão.

Nadal e Djokovic ficam assim a apenas uma vitória do aguardadíssimo reencontro na semifinal de sexta-feira. O espanhol terá antes de aumentar a ‘freguesia’ sobre Diego Schwartzman, que já está em 10 a 1. O argentino fez um péssimo começo contra Jan-Lennard Struff e chegou a estar 5/1, tendo de salvar sete set-points. Achou a forma de segurar o alemão no fundo de quadra e estava pertinho de fechar o terceiro set com rapidez quando outra vez veio a instabilidade e Struff quase empatou no 10º game. Ou seja, o valente Peque não está nem perto do nível que mostrou em Roma do ano passado na sua única vitória sobre Nadal. Está muito mais para o fácil placar da semi de Paris em 2020.

Djokovic por seu lado terá outro italiano pela frente, mas curiosamente só cruzou com Matteo Berrettini uma vez, na fase classificatória do Finals de 2019, quando perdeu meros três games. Se obtiver alto índice de primeiro saque, que permita principalmente disparar seu excelente forehand, Berrettini tem condições de ser competitivo e quem sabe empurrar os sets para tiebreaks. Ainda que seu backhand tenha evoluído a olhos vistos, não me parece ter consistência e muito menos confiança para aguentar a artilharia pesada do número 1 se ficar no fundo de quadra. Vão faltar pernas se fugir o tempo todo para o lado esquerdo, como costuma fazer.

Swiatek amplia favoritismo
Se Iga Swiatek chegou a Paris cheia de moral após seu título em Roma, o andamento da edição 2021, com a sucessão de queda das favoritas em Roland Garros, deixa a polonesa de 19 anos cada vez mais candidata a conquistar o bicampeonato. Curiosamente, ela foi quem teve mais trabalho nesta segunda-feira para avançar às quartas de final, já que ucraniana Marta Kostyuk, um ano mais jovem, mostrou qualidades e resistência. Foi quem mais tirou games de Swiatek até aqui.

Assim como seu ídolo Nadal, a polonesa também está sem perder set desde o início da campanha do ano passado. Sofreu um pouco porque encarou a sempre diferente sessão noturna, que deixa tudo mais lento. Kostyuk foi esperta, abusou das deixadinhas e até quebrou antes. Continuou ameaçando, games longos, mas por fim prevaleceu a consistência de Swiatek. O próximo desafio também é inédito: a divertida Maria Sakkari, que atropelou a finalista de 2020 Sofia Kenin e aumentou a festa grega no saibro parisiense. Nunca o país teve dois nomes nas quartas de um mesmo Slam.

Os outros dois jogos foram logo cedo num piso mais veloz e surpreenderam pela rapidez: Coco Gauff nos seus tenros 17 anos não deu muita chance à tunisiana Ons Jabeur, usando o saibro quase como se fosse um piso duro. E enfrentará agora uma sensação, a tcheca Barbora Krejcikova, outra tenista de jogo solto que só permitiu dois games a Sloane Stephens, vice de 2018. Krejcikova também está viva nas quartas de duplas e caiu nesta segunda nas quartas de mistas, prova de que o físico e a disposição estão em dia.

A rodada de terça
– Medvedev e Tsitsipas tentam a quarta semi de Slam, e até hoje nenhum deles perdeu quando chegou nas quartas. Se o russo tem 5-1 nos duelos e única vitória no saibro, Tsitsipas é o líder de vitórias na temporada (37) e na terra (20).
– Grego só ganhou 1 dos últimos 8 jogos contra adversário top 5 e no saibro soma 2 em 8. Mas tem marca muito superior em jogos de 5 sets na carreira: 5-4 diante de 1-7 do russo.
– Zverev ganhou os cinco sets que jogou em duas partidas diante de Davidovich, mas sempre na quadra dura. Espanhol venceu mais jogos no saibro este ano (14 a 13).
– Zverev ganhou todos seus jogos que foram ao quinto set em Paris (7) e tenta semi no terceiro diferente Slam. Davidovich venceu 9 dos 11 tiebreaks que fez nesta temporada.
– Separadas por 10 posições no ranking (22 a 32) e oito anos na idade, Rybakina e Pavlynchenkova fazem duelo inédito e buscam primeira semi de Slam. As duas jogam lado a lado e estão nas quartas de duplas.
– Também não há histórico entre Badosa (35 do ranking) e Zidansek (85). A Eslovênia nunca havia tido uma jogadora sequer nas oitavas de um Slam.