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Chuva na sexta é chance de equilibrar Roland Garros
Por José Nilton Dalcim
5 de junho de 2019 às 18:28

Não é qualquer novidade que a chuva sempre apareça em algum momento durante Roland Garros para causar dores de cabeça aos organizadores. Apesar disso, apenas duas vezes em toda a Era Profissional havia acontecido de uma rodada inteira ser totalmente adiada, uma em 2000 e outra em 2016.

O mau tempo no entanto não poderia ter vindo em pior hora nesta edição: justamente na divisão das quartas de final masculinas, deixando preocupação justificável para o destino de duas fortes candidatos ao título.

Novak Djokovic e Dominic Thiem terão agora de jogar na quinta-feira – que também gera expectativa de algumas pancadas no fim da tarde – e correm o risco de ter de voltar à quadra no dia seguinte para quem sabe um duelo direto nas semifinais.

Se a previsão do tempo local for confiável, há no entanto uma grande chance de a crise ser amenizada. Ao menos para os jogadores. Porque se espera chuva torrencial e ventos de até 50 km/h na sexta-feira, o que também deve impedir qualquer ação nas quadras.

Nessa hipótese, ao menos haverá maior equilíbrio, com as duas semifinais acontecendo no sábado. Aí será uma questão de quem conseguir se poupar mais para a final de domingo. A sugestão de se mudar a decisão masculina para a segunda-feira ainda é algo impensável em Paris. A meteorologia diz que vai estar frio no fim de semana, mas sem risco de chuva.

Claro que as meninas também estão prejudicadas, mas é uma situação bem menos estressante, porque afinal elas estão bem acostumadas a disputar quartas, semi e final em dias consecutivos nos torneios tradicionais, sempre em melhor de três sets. Eventual dolo acontecerá apenas se alguma dessas partidas decisivas for extremamente longa.

A Federação Francesa apressou-se a anunciar que o ingresso desta quarta-feira será totalmente reembolsado – existe a opção de se adquirir o de 2020 na mesma rodada – e quem quiser poderá ir ao complexo gratuitamente também nesta quinta-feira, exceto é claro entrar nos dois estádios principais.

Desastre à vista
Por José Nilton Dalcim
30 de maio de 2016 às 19:53

Você pensa que o adiamento total dos jogos desta segunda-feira foi ruim em Roland Garros? Pois prepare-se, porque neste momento a previsão diz que vai chover também durante toda a terça-feira em Paris e só um milagre conseguirá colocar algum jogo em quadra, assim mesmo sem a certeza de que conseguirá ser concluído.

O infortúnio afeta todo mundo que está no lado superior da chave masculina. As meninas, ainda que sofram um atraso expressivo, estão mais do que acostumadas a jogar partidas de três sets em dias consecutivos, o que portanto não coloca em risco a decisão do título no sábado.

Mas para a rapaziada a coisa é bem complicada. É bem provável que Novak Djokovic só consiga tentar a vitória sobre Roberto Bautista na quarta-feira e assim teria de jogar imediatamente na quinta para recuperar as quartas de final e depois na sexta nas semifinais. Possível? Claro, desde que os vencedores consigam liquidar a tarefa sempre em três sets.

Nole é totalmente capaz disso contra Bautista e depois diante de David Ferrer ou Tomas Berdych. Bem mais difícil para Dominic Thiem, por exemplo, que é barbada contra Marcel Granollers mas depois teria David Goffin ou Ernests Gulbis. De qualquer forma, não será apenas uma questão de administrar o físico, mas também o mental, como a ansiedade para fechar logo a partida. Já imagino a quantidade de reclamações que o diretor Guy Forget terá de aguentar.

Muitos me perguntam se a cobertura da quadra principal não seria a solução urgente e necessária. Sem dúvida, mas vamos entender que isso não resolveria o problema desta segunda-feira, porque é praticamente impossível se jogar quatro partidas masculinas de Grand Slam numa só quadra. Alguém sairia prejudicado, e isso é também incorreto.

O fato inegável é que São Pedro está no time de Andy Murray e Stan Wawrinka, porque o pior que pode acontecer esses dois mais cotados finalistas é terem de jogar somente na quarta-feira, mas depois teriam a sexta para a semi e o domingo para a final, portanto um calendário totalmente normal, com um dia de descanso.

O adiamento da final para segunda-feira ainda é prematuro. Há enormes interesses comerciais em jogo. Acredito pessoalmente que isso só acontecerá caso o finalista na parte superior – e acima de tudo se for Djokovic – sofrer um desgaste muito grande nessas três partidas seguidas que terá de fazer entre quarta e sexta. Posso apostar que Nole já deve estar fulo da vida por ter de ‘madrugar’ e entrar em quadra às 11h locais desta terça. Nenhum tenista gosta de jogar tão cedo e os favoritos nem estão acostumados a isso.

Enfim, só resta esperar e torcer para que tudo dê certo. Aproveito para lembrar que Roland Garros só deve ter sua quadra principal coberta em 2020, quatro anos depois do US Open e um após Wimbledon já ter teto também na Quadra 1. O Australian Open está a anos-luz: inaugurou a terceira e com isso é o único que pode tocar qualquer programação sem sustos a partir da terceira rodada, o que significa máximo respeito aos protagonistas, ao público e aos direitos de TV.