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O atleta do ano
Por José Nilton Dalcim
18 de fevereiro de 2019 às 19:02

Novak Djokovic teve um reconhecimento e tanto nesta segunda-feira, ao levar pela quarta vez nos últimos sete anos o Prêmio Laureus, considerado o Oscar do Esporte, repetindo a consagração de 2012, 2015 e 2016.

A nomeação do sérvio de 31 anos me parece ainda mais valiosa quando se vê os concorrentes: o campeão do mundo Kylian Mbappé e o vice  Luka Modric, o megaastro Lebron James, o multicampeão Lewis Hamilton e o premiadíssimo etíope Eliud Kipchoge, campeão olímpico e recordista mundial da maratona.

O tênis historicamente sempre foi um destaque no Laureus, em que os votos pertencem a jornalistas esportivos desde o ano 2000. Roger Federer ganhou cinco vezes e Rafael Nadal, outra; Serena Williams faturou cinco vezes, Justine Henin e Jennifer Capriati, uma.

Naomi Osaka levou como revelação da temporada, também muito justo.

Trintões dão show em Roterdã
Pertinho dos 34 anos, Stan Wawrinka voltou a jogar um tênis exuberante em Roterdã. Seus agressivos golpes da base e uma evidente melhor condição física o levaram a ótimas vitórias em cima de Benoit Paire, Milos Raonic, Denis Shapovalov e Kei Nishikori, de estilos tão distintos.

Foi barrado por Gael Monfils, 32 anos, que ganhou de nomes menos pesados, mas ainda assim eram David Goffin, Andreas Seppi e Danill Medvedev. Levou o título com justiça, porque mostrou seriedade e competência. Como é bom ver Monfils ofensiivo, sem exagero no exibicionismo, nem no apelo passivo.

Difícil dizer o quanto Roterdã pode significar na temporada de cada um, porque ambos têm joelhos como maior entrave.

Aliás, alguém tem percebido o quanto todos os jogadores, principalmente os trintões, estão indo mais e mais para a rede?

Novatos dominam Nova York
Numa chave cheia de jogadores de vasto currículo, Nova York viu os garotos Reilly Opelka e Brayden Schnur atingirem a final. O gigante americano de 2,10m disparou 156 aces na semana e barrou Adrian Mannarino, Denis Istomin, Guillermo Garcia e John Isner.

Schnur é mais uma sensação canadense. Aos 23 anos, furou o quali e venceu seus quatro primeiros jogos de nível ATP, entre eles Steve Johnson, Sam Querrey e o veteraníssimo Paolo Lorenzi. Fez uma exibição notável na final, mostrando frieza ao salvar match-points e sair de momentos delicados. Ao contrário de Opelka, não depende tanto do saque, apesar de seus 1,93m. Dá para apostar que vai mais longe.

Saibro mais rico
Foi uma pena que Dominic Thiem tivesse vacilado tanto na semi, porque seria interessante rever o duelo entre ele e Marco Cecchinato, dois nomes que precisam ser levados a sério sobre as quadras de saibro. Claro que Diego Schwartzman merece todos os elogios por sua garra, mas era um tanto previsível que não teria pernas no domingo, principalmente porque insistiu em ainda jogar a semi de duplas na noite anterior.

Cecchinato, Thiem, Schwartzman e o sempre respeitável Fabio Fognini são os candidatos ao título do Rio Open a partir desta segunda-feira, e representam boa parte do que há de melhor sobre o saibro. Vale acompanhar de perto.

O feito de Mertens
No clima de renovação, a belga Elise Mertens eliminou três top 10 – Kiki Bertens, Angelique Kerber e Simona Halep – para faturar seu mais importante título, o Premier de Doha.

Aos 23 anos, ela havia sido surpresa do Australian Open do ano passado, quando atingiu a semi para depois avançar ao 12º lugar do ranking, mas faltou a ela na maior parte da temporada o que mais procura agora: consistência. Dois dias depois, caiu na estreia de Dubai. Nada anormal.