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O tênis se agita em três capítulos
Por José Nilton Dalcim
26 de julho de 2019 às 10:15

Em menos de 24 horas, três notícias sobre as principais estrelas do circuito masculino agitaram a semana que parecia tão morna. Vamos a elas:

Djokovic decide descansar
Os promotores do Masters 1000 do Canadá não devem ter gostado nada da decisão de Novak Djokovic em estender seu descanso pós-Wimbledon e só voltar às quadras para defender seu título em Cincinnati, único preparativo para também tentar reter o troféu do US Open.

O sérvio não deu desculpas e deixou claro que precisa de mais tempo para estar totalmente competitivo. No ano passado, ele saiu da inesperada conquista em Wimbledon para Toronto e nem passou das oitavas. Indisposto a cometer o mesmo engano agora em Montréal, onde o piso é ainda mais lento, ele preferiu atrasar seu retorno ao circuito em uma semana. Para mim, faz todo sentido. Se foi possível ganhar outra vez Wimbledon apenas treinando firme na grama, por que seria diferente no US Open?

Montréal também já havia ficado sem Roger Federer e estava na verdade preocupada com a ausência do atual campeão Rafael Nadal. O espanhol deu a entender que não disputaria os dois Masters antes de Nova York para se precaver do joelho. Mas agora, com o caminho bem mais livre, é possível que opte mesmo por saltar o piso muito mais veloz de Cincinnati, a menos é claro que tenha uma atuação desastrosa no Canadá.

A estranha excursão de Federer
Coisa rara de se ver num final de temporada, Roger Federer já anunciou três jogos de exibição pela América Latina em novembro, percorrendo Chile, Argentina e México, indo muito provavelmente também à Colômbia. Os adversários podem ser Alexander Zverev – que não pretende mesmo jogar a fase final da Copa Davis em Madri – ou Dominic Thiem.

Mas o que causa espanto é que a partida a ser feita em Santiago está marcada para 18 de novembro, imediatamente após a decisão de domingo do ATP Finals de Londres. Como Federer está potencialmente classificado para o torneio que encerra a temporada – soma mais de 5 mil pontos em 2019 -, fica a impressão de que ele não acredita muito em ir longe na arena O2.

A exibição no México, a ser promovida numa arena de touros que pode abrigar até 41 mil pessoas, está marcada para dia 23 de novembro. O agente Tony Godsick afirmou que não apareceram interessados para organizar um jogo no Brasil. O cachê estimado de Federer em cada exibição é de 1 milhão de euros.

Lendl está disponível
Sem papas na língua, Zverev fez absurdas críticas públicas ao então técnico Ivan Lendl assim que pisou em Hamburgo, em resposta ao bombardeio da imprensa local sobre sua má fase tão prolongada. Colocou boa parte da culpa no treinador, a quem acusou de não se focar no trabalho como deveria. Algo aliás bem semelhante ao que fez com o espanhol Juan Carlos Ferrero.

Lendl então se demitiu do cargo, como aliás já deveria ter feito há algum tempo. Zverev é bem conhecido por sua personalidade difícil e também está em atrito grande, e judicial, com o ex-agente, o chileno Patricio Apey. Alguns jornalistas alemães já diziam no começo desta semana que Zverev procurava um novo técnico antes mesmo de rescindir o contrato com Lendl.

Não por acaso, Boris Becker comentou logo depois das declarações infelizes de Zverev que ‘algo havia acontecido’ entre ele e Lendl após o título espetacular no Finals de Londres, sem entrar em detalhes. Becker sempre é cogitado como o homem capaz de colocar o garoto nos trilhos. Mesmo estando em situação financeira complicada, é difícil saber se o tricampeão de Wimbledon se mostrará disposto a carregar o fardo. O pai Zverev dá muito palpite.

P.S.: Bia Haddad também foi submetida a exame antidoping durante sua campanha em Wimbledon. E isso pode ser uma boa ou uma má notícia. Caso nada seja encontrado no exame, ajudará muito na defesa. Se no entanto se repetir o positivo dos testes de Bol, a situação ficaria bem grave. Especialistas que falaram comigo nos últimos dias acham difícil ela escapar da suspensão de dois anos.

O tenista perfeito
Por José Nilton Dalcim
6 de fevereiro de 2019 às 18:15

Provavelmente, vocês viram o perfil do ‘tenista perfeito’ da atualidade que o próprio Roger Federer traçou durante entrevista ao jornal australiano Herald Sun.

Para quem não leu, a seleção de Federer foi:
Melhor primeiro saque: Karlovic ou Isner
Melhor segundo saque: Isner
Melhor voleio: Rafa
Melhor backhand com slice: Federer
Melhor backhand de uma mão: Wawrinka
Melhor backhand de duas mãos: Djokovic
Melhor forehand: Nadal
Melhor smash: preferiu não responder

Sei logo de cara que existem itens controversos. Faço aqui minha lista e quero ouvir a de vocês:
Melhor primeiro saque: Karlovic
Melhor segundo saque: Isner
Melhor voleio: Federer
Melhor backhand com slice: Federer
Melhor backhand de uma mão: Wawrinka
Melhor backhand de duas mãos: Djokovic
Melhor forehand: Del Potro
Melhor smash: Nadal
E acrescento:
Melhor devolução: Djokovic
Melhor jogo de pernas: Nadal
Melhor contragolpe: Djokovic
Melhor ‘mão’: Federer

E como é bem provável que me perguntem, vai também o meu ‘tenista perfeito’ da Era Profissional:
Melhor primeiro saque: Karlovic
Melhor segundo saque: Sampras
Melhor voleio: Becker
Melhor backhand com slice: Federer
Melhor backhand de uma mão: Wawrinka
Melhor backhand de duas mãos: Djokovic
Melhor forehand: González
Melhor smash: Sampras
Melhor devolução: Djokovic
Melhor jogo de pernas: Nadal
Melhor contragolpe: Djokovic
Melhor ‘mão’: Federer

Especial 20 anos: os maiores jogos do tênis masculino
Por José Nilton Dalcim
18 de outubro de 2018 às 19:13

Depois de indicar as maiores tenistas da história, os mais destacados tenistas brasileiros de todos os tempos e as rivalidades inesquecíveis, o Blog do Tênis – em comemoração aos 20 anos de TenisBrasil – lista agora os 20 inesquecíveis jogos do tênis masculino.

Tarefa tão difícil que desta vez me dei ao trabalho de consultar alguns amigos para ajudar na escolha e classificação. Esquecemos algum? Aguardo como de hábito suas participações!

1. Borg x McEnroe
Final de Wimbledon de 1980, 16 75 63 67(16) 86

2. Nadal x Federer
Final de Wimbldon de 2008, 64 64 67(5) 67(8) 97

3. Federer x Nadal
Final do Australan Open de 2017, 64 36 61 36 63

4. Djokovic x Nadal
Semifinal de Wimbledon de 2018, 64 36 76(9) 36 108

5. Del Potro x Federer
Final do US Open de 2009, 36 76(5) 46 764 62

6. Djokovic x Federer
Semifinal do US Open de 2011, 67(7) 46 63 62 75

7. Safin x Federer
Semifinal do Australian Open de 2005, 57 64 57 76(6) 97

8. Djokovic x Nadal
Final do Australian Open de 2012, 57 64 62 67(5) 75

9. Agassi x Ivanisevic
Final de Wimbledon de 1992, 67(8) 64 64 16 64

10. Becker x Lendl
Final do ATP Finals de 1988, 57 76(5) 36 62 76(5)

11. Djokovic x Wawrinka
Oitavas do Australian Open de 2013, 16 75 64 67(5) 1210

12. Sampras x Agassi
Quartas de final do US Open de 2001, 67(7) 76(2) 76(2) 76(5)

13. Federer x Del Potro
Semifinal dos Jogos Olímpicos 2012, 36 76(5) 1917

14. Connors x Krickstein
Quartas de final do US Open de 1991, 36 76(8) 16 63 76(4)

15. Wilander x Cash
Final do Australian Open de 1988, 63 67(3) 36 61 86

16. Del Potro x Murray
Semifinal da Copa Davis de 2016, 64 57 67(5) 63 64

17. McEnroe x Wilander
Quartas de final da Copa Davis de 1982, 97 62 1517 36 86

18. Lendl x McEnroe
Final de Roland Garros de 1984, 36 26 64 75 75

19. Wilander x  Lendl
Final do USOpen de 1988, 36 26 64 75 75

20. Connors x McEnroe
Final de Wimbledon ode 1982, 36 63 67(2) 76(5) 64

Menção honrosa: Isner x Mahut pela segudna rodada de Wimbledon de 2010