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Nadal é o maior vencedor do tênis profissional
Por José Nilton Dalcim
10 de junho de 2019 às 22:16

Com as sete vitórias obtidas em Roland Garros, que lhe garantiram o feito surreal de 12 troféus num mesmo Grand Slam, domínio que nenhum outro tenista possui em qualquer nível ATP, Rafael Nadal ratificou sua condição de tenista com maior eficiência em toda a Era Profissional.

O canhoto espanhol atinge 951 vitórias em 1.146 partidas disputadas em sua carreira, o que lhe proporciona o percentual de sucesso de 82,98%. Deixa assim para trás o sueco Bjorn Borg, que ganhou 642 jogos e tem eficiência de 82,73%, e o sérvio Novak Djokovic, que está com 864 triunfos e 82,68%. O quarto posto pertence a Roger Federer, com 1.208 e 82,1%.

Obviamente, o destaque no currículo de Nadal é o saibro. Já fez 475 partidas no piso e perdeu apenas 39, o que lhe confere 91,8% de aproveitamento, a maior soberania de um tenista sobre uma superfície. Borg vem bem atrás no saibro, com 86,2%, e Ivan Lendl chegou a 81%.

Federer está com 87,1% sobre a grama (176 vitórias e 26 derrotas), à frente dos 85,8% de Jimmy Connors, e Djokovic lidera o sintético, com 84,1% (552 triunfos em 656 possíveis), meio ponto percentual superior a Federer.

O espanhol também disparou na liderança em quadras abertas, somando-se todos os pisos, com 84,7% (873 vitórias e 158 vitórias), descolando-se dos 83,8% de Borg e dos 83,5% de Djokovic.

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Mais façanhas
– Nadal é único profissional com mais de 10 títulos em um mesmo torneio. Na verdade, tem em três deles: 12 em Paris e 11 em Monte Carlo e Barcelona. Soma ainda 9 em Roma e aí fica ao lado de Federer, em Halle e na Basileia.
– Rafa também é o único a disputar 12 finais num Slam (Paris) e em qualquer Masters (Monte Carlo). Federer lidera nos ATP 500, com 14 na Basileia e 12 em Halle. Os dois também se dividem com 11 finais: Federer tem em Wimbledon e Nadal, em Roma e Barcelona.
– Ao ganhar Roma, o espanhol garantiu ao menos um título anual por 16 temporadas consecutivas, ou seja desde 2004, outro recorde absoluto. Federer chegou a 15 e Djokovic está no momento com 14.
– Nadal tem ainda a maior série de vitórias no saibro (81) e de sets vencidos na terra (50). Federer ficou invicto 65 jogos na grama e 56 na dura.
– O total oficial de premiação de Rafa sobe para US$ 109,5 mi, atrás somente dos US$ 131 mi de Djoko e dos US$ 124 mi de Roger.

Recordes e façanhas: os principais números de Roland Garros
Por José Nilton Dalcim
25 de maio de 2019 às 13:48

A poucas horas da largada do Aberto da França, nada melhor do que destacar recordes, façanhas e todos os números mais importantes que homens e mulheres já marcaram sobre o saibro parisiense. Também dá para ver quantas marcas espetaculares e obviamente históricas têm chance de cair:

– Nas 51 edições profissionais do torneio, a partir de 1968, a Espanha ganhou 19 vezes no masculino, 11 delas com Nadal, e os EUA levou 29 no feminino (7 com Chris Evert). Esta é a 86ª vez que está o torneio está sediado no complexo de Roland Garros, inaugurado em 1928.

– Nadal e Margaret Court são os únicos campeões de Slam com 11 troféus num mesmo torneio. A australiana venceu em casa, sendo sete consecutivos. A única tenista a ter 12 conquistas num campeonato na Era Aberta é Martina Navratilova, em Chicago.

– Djokovic tenta igualar Rod Laver como únicos a deter os quatro troféus de Slam simultaneamente por duas vezes, repetindo a mesma série que fez entre Wimbledon-2015 e Paris-2016. A maior sequência pertence a Don Budge, com seis Slam, entre 1937 e 38.

– Djoko e Federer concorrem para se tornar o primeiro profissional e o terceiro no geral a ter ao menos dois troféus em cada Slam. Apenas Laver e Roy Emerson obtiveram tal feito.

– Campeão há 10 anos, Federer também pode superar Connors (oito temporadas em Wimbledon) na maior distância entre o primeiro e segundo título de um mesmo Slam.

– O Big 3 ganhou todos os últimos 9 Slam, desde que Wawrinka foi campeão no US Open-16. É a terceira maior sequência (18 a primeira e 11 a segunda). Em Roland Garros, Wawrinka também é o único fora do Big 3 a ter vencido desde 2005.

– Serena é a recordista na distância entre o primeiro e o mais recente Slam conquistado (17 anos e cinco meses), seguida de longe por Federer (14 anos e sete meses) e Nadal (13 anos). Mais uma vez, ela corre atrás do 24º troféu para se igualar a Court, mas desta vez suas chances parecem pequenas.

– Nadal e Djokovic podem se juntar a Laver, Rosewall e Federer se atingirem seu quarto Slam após completar 30 anos.

– O jejum de conquista francesa no masculino chega a 36 anos. Cabeça 16, Gael Monfils é o mais bem cotado, mas está na chave de Thiem, Del Potro e Djokovic. No feminino, a França não leva desde 2000 e conta com Caroline Garcia.

– O tênis masculino poderá ver seu 150º diferente campeão de Slam na história, caso Cilic, Delpo, Djoko, Federer, Nadal ou Wawrinka não vençam.

– Nadal tem 111 vitórias e apenas 2 derrotas em partidas de cinco ses sobre o saibro. As únicas derrotas foram para Soderling e Djokovic em Paris. Com 58 títulos no piso, até hoje só perdeu 39 jogos (3 deles nesta temporada).

– Nenhum profissional conseguiu defender por cinco vezes seu título num Slam. Nadal (Paris), Borg (Wimbledon) e Federer (Wimbledon e US Open) são únicos pentacampeões autênticos.

– Venus (82) e Federer (76) ampliam seus recordes de participação em Slam. E Feli López, para 69 consecutivos. O espanhol é também quem mais disputou Roland Garros até hoje (19) entre os homens. Venus chega a 22 presenças (só não competiu em 2011).

– Nicolas Mahut tem agora 12 convites para a chave de um Slam, sendo 9 deles em Paris.

– Com a ascensão de Thiago Monteiro à chave principal, serão 11 sul-americanos na chave masculina, sendo 6 argentinos, 2 chilenos, um uruguaio e um boliviano. Delpo x Jarry e Pella x Andreozzi serão duelos diretos. Não há meninas do continente.

– 77 anos somam Ivo Karlovic e López para o jogo de estreia. O primeiro duelo entre eles aconteceu há 15 temporadas. O croata é o recordista de aces em Paris para uma só partida: 55 anotados em 2009 contra Lleyton Hewitt.

O padrão Djokovic está de volta
Por José Nilton Dalcim
12 de maio de 2019 às 22:31

Demorou, mas enfim Novak Djokovic voltou ao padrão com que se habituou a dominar o circuito. Saque calibrado, devoluções apuradas, golpes batidos na subida, troca constante de direções, toques magistrais, contragolpes mortíferos, trabalho de pernas invejável. Em qualquer piso, esse arsenal sufoca adversários e é sinônimo de sucesso.

A reação começou no sábado contra Dominic Thiem. Ficou duas vezes contra a parede, obtendo reações dignas de seu currículo nos dois sets. A parte mental se destacou acima dos golpes e isso foi o primeiro importante indício de que Nole havia readquirido a determinação ferrenha de ganhar.

A final deste domingo nos mostrou no entanto aquele Djokovic que toma a iniciativa, coloca o oponente sob pressão constante, é aplicadíssimo na parte tática e fecha todas as portas. Sim, Stefanos Tsitsipas parecia mais lento e menos paciente do que na véspera diante de Rafael Nadal. Tentaria jogar um pouco mais no risco, seja nos voleios ou nas deixadinhas.

O número 1 estava preparado para isso desde que pisou na quadra. Fez o grego se mexer o tempo inteiro, teve ótima leitura das variações que Stef buscou e acima de tudo sacou com enorme eficiência, sem permitir um único break-point. Deixou Tsitsipas com mínimas opções. Padrão Djokovic.

O aquecimento para Roland Garros ainda terá Roma, onde os favoritos devem estrear entre terça e quarta, mas para o sérvio isso já não tem tanta importância. Ele já deu a resposta esperada, readquiriu confiança, avisou que está pronto fisica e mentalmente para as batalhas de cinco sets em Paris. Seus concorrentes, especialmente Rafael Nadal, que corram atrás.

E mais
– Djokovic empatou novamente com Nadal no número de Masters, com 33, e poderemos ter um interessante tira-teima em Roma. A chave está muito boa para o sérvio, que viu Thiem, Tsitsipas e Fognini – os três algozes do espanhol no saibro europeu das últimas semanas – ficarem do lado do canhoto espanhol.
– O título em Madri fará com que Nole apareça 4.170 pontos à frente de Rafa nesta segunda-feira, o que é mais do que toda a pontuação do atual número 6 Kei Nishikori. Entre Roma e Paris, o espanhol tem 2.280 pontos para defender a mais do que o sérvio. Está cada vez mais difícil tirar Djokovic da ponta.
– No ranking da temporada, que projeta alguma reviravolta lá no fim do ano, Djokovic abriu 1.005 pontos  para o quarto colocado, o próprio Tsitsipas. O grego por sua vez está a apenas 105 de Nadal, o vice, e a meros 60 de Federer.
– Esta foi a 200ª vitória de Djokovic sobre um adversário top 10, aproximando-se das 218 do recordista Federer. Com 90 derrotas nesse patamar, a eficiência do sérvio subiu para 69% e continua atrás de Borg, com 69,8% (81 em 116).
– Com 205 vitórias e 53 derrotas sobre o saibro na carreira, Djokovic é o quinto profissional em eficiência (79,5%), atrás de Nadal, Borg, Lendl e Vilas.
– De seus 74 títulos, 14 agora vieram sobre a terra. Já em nível Masters, são 9 dos 33.