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Mais uma façanha de Zverev
Por José Nilton Dalcim
21 de novembro de 2021 às 20:22

É evidente que ainda falta um troféu de Grand Slam para Alexander Zverev entrar num outro patamar do tênis, porém o alemão encerrou com sucesso uma temporada de muito peso e de grande pressão extra-quadra. Além do emocionante título olímpico, venceu outros cinco torneios, que incluíram diferentes Masters. Acima de tudo ele claramente amadureceu.

Deixou de ser o garoto reclamão e passou a encarar seus desafios, mostrou evolução técnica em vários campos e fez um trabalho físico que lhe deu maior resistência e agilidade, o que influíram na sua capacidade defensiva. Sascha está longe de ser um grande voleador, mas não tem mais medo de tentar a rede e adotou um segundo saque forçado que causa espanto. Foi com esse golpe tão arriscado, por exemplo, que ganhou um ponto importantíssimo no tiebreak diante de Novak Djokovic e fechou o jogo diante de Daniil Medvedev.

Sem dúvida, é muito mais jogador do que em 2018, porém seus dois títulos no ATP Finals tem um gabarito particularmente grande. No primeiro, venceu Roger Federer numa duríssima semifinal e dominou Djokovic no dia seguinte. Desta vez, derrotou os dois líderes do ranking em exibições de alta qualidade e firmeza, um feito bem raro num Finals e que não acontecia desde 1990. Automaticamente, encerrou a temporada com maior número de títulos (6) e vitórias (58).

Talvez o melhor parâmetro da atual capacidade física, emocional e técnica de Zverev sejam seus cinco confrontos diante de Djokovic, todos na quadra dura. Ninguém duvida que o sérvio jogou uma temporada magnífica e ainda assim sofreu duas derrotas em eventos imponentes, em Tóquio e no Finals; venceu no US Open e no Australian Open em autênticas batalhas e suou até mesmo na ATP Cup. Claro que estamos falando em pisos velozes, no entanto vale recordar que em 2018 o alemão só tirou 15 games em três jogos e demorou sete confrontos e quatro temporadas para enfim ganhar um set, justamente na ATP Cup de fevereiro.

A opção tática para tentar encerrar o incômodo jejum de cinco derrotas para Medvedev foi bem interessante. Cinco dias atrás, a vitória escapou por pouco na mesmíssima quadra de Turim, já que chegou a ter 4-2 e saque no tiebreak do terceiro set.

Desta vez, ele foi muito mais proativo, tentou encurtar os pontos e fugir dos ralis, utilizando voleios, swing-volleys e qualquer bola na subida que aparecesse. A mudança de ritmo pareceu incomodar o russo, que não sacou bem como de costume e isso criou uma pressão adicional. Ainda assim, foi um jogo de apenas duas quebras em favor de Zverev. Vejam que estatística valiosa: mesmo adotando um estilo de maior risco, não encarou um único break-point e cometeu apenas 13 erros.

Ao que tudo indica, Zverev está pronto para dar esse passo a mais e tentar com real chance um título de Grand Slam. Ele já evoluiu. Fez sua primeira semifinal no Australian Open de 2020, decidiu o US Open há um ano e nesta temporada foi à penúltima rodada até de Roland Garros. Wimbledon é o mais fraco, com duas oitavas, porém a grama não pode ser uma superfície a lhe dar problemas.

Tomara que assim seja, porque o circuito só vai ganhar em emoção se novos e fortes candidatos às façanhas e à ponta do ranking se firmarem.

Desafio do Finals
Joelson de Araújo Diniz Mota foi extremamente bem no palpite sobre o placar e o tempo da partida: cravou o placar e quase acertou os 80 minutos (foram na verdade 74). Assim, ele leva a biografia de Novak Djokovic, grande sucesso da Editora Évora.

Quem será bi no Finals? Dê seu palpite.
Por José Nilton Dalcim
20 de novembro de 2021 às 23:26

ArquivoExibirDaniil Medvedev e Alexander Zverev fazem uma curiosa final na primeira vez que o ATP Finals acontece na veloz quadra coberta de Turim. Quem vencer neste domingo, será bicampeão.

Cada um tem um feito especial pela frente. Zverev pode ser o primeiro desde David Nalbandian, em 2005, a vencer os dois líderes do ranking para levar o título, enquanto Medvedev busca o segundo troféu consecutivo de forma invicta.

O confronto direto é equilibrado nos números – 6 a 5 para o russo -, porém o alemão sofreu cinco derrotas consecutivas, incluindo o jogo equilibradíssimo de dias atrás na fase classificatória.

Vale portanto um Desafio no Blog do Tênis: indique o campeão, o placar e a duração do jogo, seguindo o formato abaixo. Quem chegar mais perto do andamento da partida, leva a biografia de Novak Djokovic, grande sucesso da Editora Evora. Se o vencedor residir no Exterior, deverá indicar um endereço no Brasil para receber o livro.

Exemplo:
Daniil Medvedev v. Alexander Zverev, 6/4 4/6 7/6, em 2h15

O prazo para votar é até o primeiro saque da partida, que começa 13h de Brasília.

Como sempre, deixe neste post apenas os palpites numéricos para facilitar a apuração. Comentários devem ser feitos no post anterior.

Vamos ver que é bom de palpite!

Começa o Finals para Djokovic
Por José Nilton Dalcim
19 de novembro de 2021 às 20:40

Com apenas 16 games perdidos em três jogos – oito deles nas duas últimas rodadas – Novak Djokovic fez um aquecimento perfeito para o verdadeiro ATP Finals que fará a partir de agora. Neste sábado, reencontra Alexander Zverev e o vencedor terá grande chance de decidir o título no domingo contra Daniil Medvedev, franco favorito diante de Casper Ruud.

Sascha venceu apenas três dos 10 duelos contra Nole, mas duas vitórias foram muito especiais: a do título no Finals de 2018 e a semi olímpica de três meses atrás. Nesta temporada, Djokovic ganhou os outros três confrontos, na ATP Cup, no Australian Open e no US Open, jogos também de peso. Então promete ser o grande momento de Turim, um piso veloz que agrada a ambos. Embora seja mais limitado no plano técnico-tático, o saque é um aliado poderoso do alemão.

Tanto Zverev como Medvedev tiveram de correr muito mais atrás da bola nesta semana. O alemão até foi ajudado fisicamente pelo abandono de Matteo Berrettini, porém já disputou três tiebreaks e viveu maratona diante do próprio russo. E Medvedev ainda suou muito para derrotar o garotão Jannik Sinner, com direito a salvar match-points, e assim garantir sua oitava vitória no Finals consecutiva.

Ruud se classificou no último segundo, virada e tiebreak decisivo apertado contra Andrey Rublev, seu oitavo set disputado na semana. Numa superfície pouco adequada, não deixa de ser uma campanha notável do norueguês. Perdeu os dois jogos para Medvedev sem tirar set, um deles na grama, mas levou o russo a placares duros e portanto pode jogar relaxado, o que sempre é um perigo.

Números de peso
Djokovic busca o hexa tal qual Federer e portanto tem os mesmos cinco títulos de Ivan Lendl e de Pete Sampras, com conquistas em 2008 e depois quatro sucessivas entre 2012 e 2015, o que é um feito único desde que o Finals (ex-Masters) surgiu, lá em 1970.

Se chegar a sua oitava final, iguala Boris Becker e fica ainda atrás de Lendl (9) e Federer (10). O sérvio assumiu já o segundo posto em vitórias, com 41, duas acima de Lendl mas bem distante das 59 do suíço.

Curiosamente, o Finals tem visto diferentes campeões desde 2016, com Andy Murray, numa sequência que viu depois Grigor Dimitrov, Alexander Zverev, Stefanos Tsitsipas e Medvedev. Portanto, apenas a ‘zebra’ Ruud poderia manter esse inusitado padrão.

Pavic garante número 1 de duplas
Apenas dois dos oito semifinalistas de duplas têm menos de 30 anos. Com a classificação difícil, Mate Pavic garante o número 1 de final de temporada, já que o único que poderia alcançá-lo é exatamente seu parceiro Nikola Mektic. Enfrentam Rajeev Ram e Joe Salisbury. A outra semi terá Pierre Herbet/Nicolas Mahut contra Marcel Granollers/Horacio Zeballos.

Quatro jogadores concorrem para o segundo título, algo que é um tanto raro na história do Finals: Mektic (2020), Herbert e Mahut (2019) e Granollers (2012). Apenas 17 duplistas e 7 parcerias conseguiram ao menos dois troféus no torneio em 45 edições realizadas, já que a chave de duplas não foi disputada por cinco vezes desde 1970.