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O US Open é das meninas
Por José Nilton Dalcim
10 de setembro de 2021 às 00:51

Era de se esperar novidade na chave feminina do US Open, mas a final deste sábado superou de longe qualquer expectativa. De um lado, Leylah Fernandes de 19 anos recém completados, que eliminou sucessivamente Naomi Osaka, Angelique Kerber, Elina Svitolina e Aryna Sabalenka, todas no terceiro set. Do outro, Emma Raducanu, de 18 anos e 10 meses, que se torna a primeira tenista oriunda do qualificatório, entre mulheres ou homens, a atingir uma final de Grand Slam. Não dava para ser mais sensacional.

As vitórias em si já seriam extraordinárias, mas a forma com que Leylah se comporta em quadra fala ainda mais. Joga com alegria e leveza, interage com o público, concentrada. Sem gritaria ou exageros. De 1,68m, faz alavancas perfeitas para arrancar saques eficientes e winners desconcertantes. De repente, solta uma deixadinha ou decide o ponto bem construído no voleio. Dá gosto vê-la jogar.

No duelo diante da número 2 do ranking desta quinta-feira, Fernandez saiu de 1/4 para o empate, evitou set-point e foi firme no tiebreak. Após destruir a raquete, Sabalenka repetiu a dose na outra série, desta vez mais feliz na conclusão forçada dos pontos, e na série decisiva ainda salvou-se após a canadense abrir 4/2. No game final, no entanto, cometeu duas duplas faltas seguidas e mandou longe um forehand, jogando por terra sua segunda chance seguida de decidir o primeiro Slam.

Na tentativa de repetir a compatriota Bianca Andreescu, inesperada campeã de dois anos atrás também aos 19 anos, irá enfrentar no sábado a não menos surpreendente Raducanu, que saiu do quali e já fez nove jogos neste US Open… vencendo todos os sets! Sua trajetória foi um pouco menos vistosa, mas ainda assim incluiu Shelby Rogers, uma rodada depois de a americana ter eliminado Ashleigh Barty, e em seguida Belinda Bencic e Maria Sakkari. O set mais duro dos 18 que disputou chegou a 6/4.

Há muitas qualidades também no jogo desta canadense de nascimento, que se mudou para Londres aos dois anos. As principais são o segundo saque forçado e as devoluções agressivas quase sempre pelo centro da quadra, ao melhor estilo masculino. É muito eficiente no uso das paralelas, tem um forehand veloz e seus voleios são quase tão impecáveis quanto aos de Virginia Wade, a última britânica a ganhar o US Open em 1968, e Tim Henman, que lhe deu conselhos. Os dois estavam na plateia para assisti-la.

Um tanto diferente de Fernandez, Emma não esconde emoções. Quem olha o placar de sua vitória sobre Sakkari desta noite pode achar que a grega tremeu, mas o fato é que Sakkari tentou de tudo e raramente conseguiu ser melhor do que a jovem adversária, que tomou a iniciativa e jamais vacilou, nem mesmo na hora de fechar seu primeiro jogo no Arthur Ashe.

Sábado à noite vem mais história…

Soares vai atrás do sétimo Slam
Competência nunca faltou a Bruno Soares, mas esta final do US Open, a sexta que faz na soma de sua carreira em Flushing Meadows, é ainda mais especial. O mineiro de 39 anos chegou sem treinamento apurado devido à cirurgia inesperada de apêndice e assim sem qualquer ritmo de competição desde Wimbledon.

Está agora muito perto de defender o título do ano passado com parceiro diferente, o croata Mate Pavic, e busca o segundo troféu ao lado de Jamie Murray. Bruno tem outras duas conquistas no US Open em duplas mistas e por pouco não levou também o título de 2013 ao lado de Alexander Peya. É muito fácil amar Nova York dessa maneira, mas Soares também já foi campeão no Australian Open, ao lado do mesmo Murray, e tem final em Roland Garros com Pavic e de mistas em Wimbledon. Um cardápio completo.

Há duas dificuldades a ser superadas na final desta sexta-feira, ás 13 horas: o dono da casa Rajeev Ram, que faz entrosada parceria com o britânico Joe Salisbury, com quem venceu o Australian Open do ano passado e foi à final de 2021, justamente após superar Soares e Murray numa semi de dois sets.

Bruno já garantiu o prêmio de US$ 165 mil dos US$ 330 mil dedicados aos vices, o retorno ao top 10 como nono colocado e a oitava posição na Corrida para o Finals.

E logo depois, mas no estádio Louis Armstrong, Luísa Stefani busca a quarta final consecutiva ao lado de Gabriela Dabrowski, e obviamente a mais importante delas. As campeãs de Montréal e vices de Cincinnati encaram as jovens Coco Gauff e Caty McNally.

Sonhos na semi masculina
Felix Auger-Aliassime é o intruso nas semifinais masculinas do US Open. Aos 21 anos e com apenas uma presença em quartas na carreira, o canadense ocupa o espaço que deveria ser de Stefanos Tsitsipas. Não derrotou qualquer dos atuais top 20, mas ainda assim fez uma campanha consistente, tendo superado Roberto Bautista, Frances Tiafoe e Carlos Alcaraz.

Por isso mesmo, o favoritismo de Daniil Medvedev é absoluto. O russo já decidiu o US Open de 2019, levando Rafael Nadal ao quinto set numa reação notável, e também foi à final do Australian Open de fevereiro, barrado por Novak Djokovic. O número 2 do mundo tem 12 títulos na carreira – três deles neste ano -, sendo um Finals e quatro Masters, todos no piso duro. Aliassime perdeu as oito decisões que já fez em nível ATP em três pisos diferentes e foi batido no único duelo direto com Medvedev, mas num jogo em 2018 e que terminou no tiebreak do terceiro set.

Ainda assim, dá para acreditar. Aliassime mostrou um saque muito eficiente neste US Open, ficou mais corajoso para tentar pontos junto à rede e tem usado slices, elementos táticos que podem funcionar muito bem contra Medvedev. O russo joga muito atrás da linha e deixa os ângulos mais vulneráveis, porém é uma máquina de bater na bola e muito aplicado taticamente. Muito provável que ataque o segundo saque para tirar a confiança do adversário.

Djokovic e Alexander Zverev, ao contrário, seguem o roteiro imaginado desde o sorteio da chave. O sérvio perdeu set em quatro de seus cinco jogos, tendo saído atrás nos três últimos, mas sempre mostrou a conhecida capacidade de elevar o nível ao longo das partidas. Zverev economizou mais energia, ainda que tenha levado sustos de Jack Sock e Lloyd Harris. Além do saque poderoso, continua a mostrar cabeça bem mais focada.

É de se esperar uma batalha direta entre o saque alemão e a devolução sérvia, ainda que Sascha também tenha evoluído como devolvedor como mostrou na vitória olímpica. São dois dos melhores backhands do circuito atual e será interessante observar quem vai arriscar paralelas primeiro.

O histórico de 7 a 4 é favorável ao sérvio, que também ganhou as duas em Slam, incluindo o recente Australian Open. E se somarmos isso ao fato de Zverev jamais ter vencido um top 10 nas dez vezes que os encarou num Slam, então a aposta mais lógica fica com Djokovic.

Leylah e sua incrível história de sucesso
Por José Nilton Dalcim
7 de setembro de 2021 às 23:49

Com cinco vitórias de qualidade, entre elas duas sobre campeãs de Grand Slam e outra sobre uma top 5, Leylah Fernandez roubou todas as cenas do US Open nesta terça-feira, ao se tornar a mais jovem semifinalista do torneio desde Maria Sharapova, em 2005, justamente um dia depois de completar 19 anos. Curiosamente, sua marca pode cair menos de 24 horas depois, caso a britânica Emma Raducanu, de 18 anos e 10 meses, elimine nesta quarta-feira a campeã olímpica Belinda Bencic.

A campanha de Fernandez, uma canhota franzina de 1,68m, é assombrosa. Tirou na estreia Ana Konjuh, ex-top 20; superou Kaia Kanepi, que já chegou seis vezes nas quartas de um Slam; eliminou a bicampeã Naomi Osaka e em seguida superou Angelique Kerber, outra vencedora do torneio e que vinha de 17 vitórias em 19 jogos. Por fim, encarou grande batalha e levou o tiebreak do terceiro set em cima de Elina Svitolina, a quinta do ranking. Todos seus jogos foram marcados pelo estilo agressivo, forehand preciso, ótima movimentação e enorme frieza.

Essa competência toda se mostra ainda mais assustadora quando vemos a história de Leylah, filha da filipina-canadense Irene e do equatoriano Jorge. A menina se empolgou com o tênis aos 5 anos, rebatendo contra a parede, até passar a treinar aos 7. Mas não conseguiu entrar num programa de treinamento, só aceitava ser orientada pelo pai e coube a ele a dura tarefa de aprender tudo sobre tênis para tentar atender ao sonho da filha, que assistia Justine Henin no YouTube e se inspirava na belga.

Jorge conta que sua primeira preocupação foi com a parte mental e estudou a história de pais que treinaram filhas, espelhando-se em Richard Williams. Adotou um critério penoso de ‘recompensa e castigo’, e deu certo. Aos 12 anos, Leylah ganhou o nacional de 16, recebeu apoio oficial da federação e a família se mudou para a Flórida, onde moram até hoje. Jorge então contratou o mesmo rebatedor que trabalhou com Henin e Kim Clijsters, um técnico para viajar e um preparador físico. Leylah, que esteve em Porto Alegre e ganhou a então Gerdau, foi campeã juvenil de Roland Garros aos 16 anos. O pai continua a ser o mentor e traça os planos táticos de cada partida.

Fernandez é agora a 18ª mais jovem semifinalista do US Open, mas está longe de ameaçar as recordistas: Andrea Jaeger foi semi aos 15, Pam Shriver chegou à final com 16 e 2 meses e Tracy Austin ganhou aos 16 anos e 8 meses. Se Raducanu também vencer, será a repetição de 1991, quando Jennifer Capriati, de 15, e Monica Seles, de 17, estiveram na penúltima rodada. De qualquer forma, este é o 13º Slam consecutivo que a chave feminina tem uma semifinalista inédita.

Já com o 36º posto do ranking garantido, num salto de 37, seu próximo desafio será a vice-líder Aryna Sabelenka, que na rodada noturna atropelou a tcheca Barbora Krejcikova numa partida um tanto estranha. A bielorrussa repete assim a campanha de Wimbledon e tenta enfim decidir um Slam em sua 16ª tentativa. Seus dois troféus desse quilate vieram em duplas, um deles no US Open de 2019.

E a festa canadense cresce
Só houve um set e meio do aguardado duelo da novíssima geração entre Felix Aliassime e Carlos Alcaraz e, como eu suspeitava, o espanhol estava mesmo no limite físico de seu monumental esforço nesta excelente e inesperada campanha nas quadras duras. Então cabe ao tênis canadense comemorar, com justiça, mais um semifinalista no US Open. E não vamos esquecer que Gabriela Dabrowski disputa as quartas de duplas nesta quarta-feira ao lado de Luísa Stefani.

Embora o jogo não tenha sido o que se esperava, ver Aliassime em seu primeiro grande momento num Slam tão importante é excelente. Em que pese suas falhas emocionais em tantos vices acumulados em nível ATP, ninguém nunca duvidou de seu potencial. A entrada de Toni Nadal no time parece ter lhe dado a estabilidade necessária e isso gerou fluidez maior no seu tênis, centrado em grandes golpes da base. Agora, vemos um Felix com saque bem mais eficiente e um jogo de rede vistoso.

Assim como Fernandez, a tarefa agora é muito dura: encarar o número 2 do mundo, Daniil Medvedev, um jogador já com considerável experiência em Grand Slam com dois vice-campeonatos. O russo perdeu seu primeiro set nesta edição do US Open para o quali holandês Botic van de Zandschulp, que pareceu um tanto perdido nos dois primeiros sets mas depois elevou o nível, passou a sacar melhor e ficou bem sólido na base, exigindo toda a atenção do adversário num quarto set disputado palmo a palmo.

É favorito absoluto contra Aliassime, mas tomara que o canadense veja isso como um ponto positivo.

Soares, a dois jogos do tri
Depois do susto da apendicite, Bruno Soares recuperou a melhor forma, cresceu jogo a jogo neste US Open e está agora nas semifinais, ou seja, a duas vitórias de conquistar um espetacular tricampeonato em Flushing Meadows, que seria também o segundo ao lado do escocês Jamie Murray, cinco anos depois da primeira conquista.

Atual campeão, quando jogava com Mate Pavic, o mineiro de 39 anos fez uma exibição sólida nesta noite contra Marcel Granollers e Horacio Zeballos, com o único senão de cometer dupla falta no set-point que definiu o tiebreak do primeiro set. Isso no entanto acabou se transformando num elogio, porque Bruno não se abateu e sua parceria não perdeu qualquer outro serviço nos sets seguintes.

Os adversários de quinta-feira serão os experientes John Peers e Filip Polasek, que tiraram Pierre Herbert/Nicolas Mahut. A outra vaga na final será entre Rajeev Ram/Joe Salisbury e Steve Johnson/Sam Querrey. De todos, Polasek é o único que pode repetir um Slam na temporada, já que ganhou na Austrália ao lado de Ivan Dodig.

Sangue novo nas quartas
Por José Nilton Dalcim
6 de setembro de 2021 às 02:14

Dois cabeças de chave, um deles top 5, e duas grandes novidades marcam as quartas de final da parte inferior da chave masculina do US Open, com uma interessante realidade: a média de idade entre estes postulantes à decisão é de apenas 22,2 anos. O feminino não fica muito atrás, 23 de média, sendo 26 a maior e 18 a menor.

O grande favorito deste grupo masculino é obviamente Daniil Medvedev, que continua jogando um tênis de primeiríssima qualidade e mais uma vez economizou energia ao despachar o agressivo Daniel Evans em sets diretos e com autoridade absoluta. O britânico foi quem mais tirou games do cabeça 2 neste US Open: apenas 10.

Seu adversário será o quali holandês Botic van de Zandschulp, que tem os mesmos 25 anos porém nunca figurou sequer no top 100, tendo agora 6 vitórias em 9 jogos de Slam, curiosamente 2 delas de virada após perder os dois primeiros sets. Fez um longo e entediante duelo contra Diego Schwartzman, recheado de trocas e de erros. Deveria ter vencido em sets diretos, mas a garra do argentino conseguiu esticar a batalha antes de ser totalmente dominado no quinto set.

A outra vaga para a semi estará entre dois dignos representantes da nova geração e do tênis moderno: Felix Aliassime e Carlos Alcaraz. O canadense é muito mais rodado, faz quartas pelo segundo Slam seguido e tem o diferencial importante de sacar com maior qualidade. O espanhol no entanto mostra personalidade de campeão, com aquele espírito de jamais se entregar e, mais valioso ainda, buscar diferentes soluções.

Aliassime fez uma belíssima exibição diante de Frances Tiafoe e da torcida. Perdeu o set inicial, mas manteve um padrão agressivo, com excelente produtividade no saque (24 aces), ótimas transições à rede e nenhum desespero para finalizar os pontos. Alcaraz jogou bem menos do que fez contra Stefanos Tsitsipas e sofreu complicada instabilidade com o serviço (11 quebras em 18 break-points). Pareceu bem exausto. A sorte é que o quali alemão Peter Gojowczyk sentiu demais a longa jornada e mal andou no quinto set, totalizando incríveis 84 erros não-forçados.

Aos 18 anos recém completados, Alcaraz é agora o mais jovem profissional nas quartas do US Open e o de menor idade desde o gaúcho Thomaz Koch, sensação do torneio em 1963, ainda sobre a grama. O duelo contra Aliassime serão as quartas mais jovens de um Slam desde Nadal-Djokovic de 2006 e do US Open desde Cash-Wilander de 1984.

Leylah se mete entre as grandes
A adolescente Leylah Fernandez aprontou mais uma, derrubou a campeã e ex-número 1 Angelique Kerber de virada e é a única não cabeça entre as quadrifinalistas na parte inferior da chave feminina. Outra vez, a canadense mostrou incrível cabeça, tanto na aplicação tática como na frieza para jogar pontos muito delicados. Enfrentar o poder defensivo e de contragolpe de Kerber não é tarefa fácil, daí o valor dobrado da nova façanha.

Sua adversária não será menos complicada: Elina Svitolina, que sabe alternar o ritmo da partida com maestria e está com tanta confiança que passou sem sustos por Simona Halep. A ucraniana fez semi na última ida a Flushing Meadows, em 2019.

Aryna Sabalenka segue no seu sonho de enfim decidir um Slam. Chegou perto em Wimbledon. Neste domingo, passou por Elise Mertens sem grande esforço e sem sacar tão bem, porém mostrou-se outra vez mais comedida e conseguiu equilibrar winners e erros (22 a 21), algo que será importante diante de Barbora Krejcikova.

A tcheca, campeã de Roland Garros meses atrás, curiosamente joga a chave de simples do US Open pela primeira vez. Venceu um jogo um tanto maluco contra Garbiñe Muguruza, em que chegou a ter 6/3 e 4/0, sendo obrigada depois a salvar set-point. Sentiu então algum incômodo que a levou ao atendimento no vestiário e então dominou o tiebreak. A espanhola, em dia muito diferente daquele que passou por Victoria Azarenka, não gostou nada da parada. De qualquer forma, o US Open segue o único dos Slam em que Muguruza não fez quartas até hoje..

O show de Luísa
A apertadíssima vitória nas oitavas de final comprovou que Luísa Stefani é hoje uma das jogadoras mais eficientes junto à rede do circuito feminino. A paulistana deu um show de voleios, com ótima movimentação, reflexos e improvisos, que foram muito importantes diante de adversárias que pegaram bem pesado na bola: Petra Martic e Shelby Rogers.

Nem de longe se pode esquecer que a canadense Gabriela Dabrowski também foi muito bem, com passagens importantes pelo serviço e segurando firme as trocas de bola. Também é uma voleadora esperta. As duas não vão ter muito tempo para comemorar e já voltam à quadra às 14h desta segunda-feira para encarar as ucranianas Marta Kostyuk e Dayana Yastremska, que também se focam muito mais em simples do que em duplas no circuito.

Outro importante resultado para o tênis brasileiro veio com Marcelo Demoliner. O gaúcho se juntou à australiana Ellen Perez e está nas quartas de duplas mistas. Com chances.

US Open muito especial
– Este foi o segundo US Open consecutivo em que houve quatro representantes da nova geração nas oitavas masculinas (Alcaraz, Sinner, Aliassime e Brooksby).
– Houve três adolescentes nas oitavas (Alcaraz, Fernandez e Raducanu), algo que não acontecia no torneio desde 1998 (Safin, Venus, Hingis e Kournikova)
– 33 jogos já foram ao quinto set, marca superada apenas pelos 35 em 1983 e os 34 em 2004.
– Já aconteceram 10 viradas de 0-2, igualando os recordes de 1974 e 2012.
– 7 jogos foram ao tiebreak de quinto set, recorde dividido com 1980 e 1983.
– Nove cabeças chegaram às oitavas, menor número num Slam desde os nove em Wimbledon-2013 e no US Open desde os oito de 2005.
– Onze homens têm no máximo 25 anos entre os classificados para as oitavas, maior número desde os 11 de Roland Garros-2010 e os 11 do US Open-2006.