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Os top 50 que ainda buscam seu primeiro ATP
Por José Nilton Dalcim
23 de janeiro de 2021 às 11:30

Regularidade é o fator essencial para um tenista se sustentar numa classificação alta no ranking internacional. Mas é possível manter uma boa carreira sem ao menos ganhar um título de nível ATP?

No momento em que a temporada 2021 começa, o tênis masculino possui cinco jogadores entre os 50 melhores do mundo que ainda não chegaram lá, como mostra interessante levantamento de Lorenzo Ciotti no Tennis World.

O caso mais relevante é o ainda garoto Felix Aliassime, de 20 anos. O 21º do ranking que já figurou no 17º posto perdeu todas as seis finais de ATP que disputou sem jamais ganhar um set. Três delas foram no ano passado (Roterdã, Marselha e Colonha) e outras três, em 2019 (Rio, Lyon e Stuttgart), o que curiosamente inclui saibro, grama e sintético.

Pela ordem de ranking, aparece depois o sérvio Filip Krajinovic, 31º, que aos 28 anos teve três chances e não cacifou. Sua primeira final foi no Masters de Paris de 2017 e as outras vieram em Budapeste e Estocolmo de 2019. Outro jogador de inegável talento, Krajinovic já foi 26º do mundo.

Já ‘trintão’, Daniel Evans está em 33º e deve ser cabeça no Australian Open. Jogador versátil e cheio de toques, foi vice em Sydney-2017 e Delray Beach-2019, quando chegou a ter três match-points. Recorde-se que o número 1 britânico do momento crescia no circuito em 2017 quando foi flagrado no antidoping por cocaína e acabou suspenso por 12 meses.

Ainda mais curiosa é a situação do alemão Jan-Lennard Struff, 37º hoje e que já figurou no 29º. Dono de um tênis vistoso, ele já passou da casa dos 30 anos e jamais disputou sequer uma final. Fez seis semis na carreira, nenhuma em 2020.

Por fim, o promissor e irreverente Alexander Bublik, de 23 anos e agora 45º do ranking, tem mostrado claro progresso técnico e deixou de ser um jogador limitado a grande saque. Fez duas finais em 2019, em Newport e em Chengdu, onde ficou muito perto da conquista, e já começou 2021 com o vice em Antalya, mas se contundiu ainda no segundo game.

Quem vai acabar com o jejum antes? Façam suas apostas.

Vale comentar
– Cinco vezes finalista, Murray ficará pela terceira vez em quatro anos sem disputar o Australian Open. É um desfalque, ainda que suas chances não fossem significativas. Ele pegou Covid pouco antes de embarcar e não se recuperou com tempo hábil para cumprir a quarentena obrigatória.
– A confirmação da contaminação da espanhola Paula Badosa e seu treinador enterra o discurso contrário às rígidas medidas de segurança adotadas na chegada dos estrangeiros a Melbourne. Os dois fazem parte do extenso grupo colocado em total isolamento. O que teria acontecido se assim não fosse?
– Sobre o esquema cauteloso adotado pela Tennis Australia, recomendo a leitura da entrevista de Milos Raonic
– Ficaram bem interessante as chaves da ATP Cup. Djokovic deverá enfrentar Shapovalov e Zverev, Nadal pode ter pela frente Tsitsipas e De Minaur, Thiem se testará contra Berrettini e Monfils e Medvedev jogará contra Schwartzman e Nishikori. Nada mau para uma pré-temporada tão longa.