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Guerra e paz marcam o tênis masculino na Era Aberta
Por José Nilton Dalcim
24 de julho de 2020 às 21:26

A criação da Association of Tennis Professionals (ATP) na primeira semana do US Open de 1972 era bem intencionada, mas não livrou o recém-nascido circuito profissional de conflitos constantes. A paz nunca reinou inteiramente, e isso prossegue até hoje.

A primeira versão da ATP era integrada por cerca de 50 jogadores, presidida por Cliff Drysdale e tendo como diretor executivo Jack Kramer, que mais uma vez surgia como o grande nome nos bastidores do esporte. A ideia era que a ATP cuidaria de todos os assuntos relacionados ao tênis profissional masculino, principalmente contratos, pagamentos, calendário e até mesmo plano de treinamentos. Fixada em Dallas, a entidade passou então a controlar o Grand Prix em parceria com a Federação Internacional, e obteve aumentos gradativos do número de torneios e das premiações aos tenistas.

A dificuldade é que continuavam a existir muitas entidades tentando controlar o esporte. Em 1973, lutavam entre si o Grand Prix, o WCT, o circuito norte-americano de quadras cobertas e o circuito europeu de primavera.

A ATP não era bem vista por seus concorrentes e muito menos pelos promotores de torneio. E o teste de fogo viria na liderança de um ruidoso boicote ao torneio de Wimbledon de 1973. O iugoslavo Nikki Pilic se recusou a jogar uma rodada da Copa Davis, foi suspenso por sua federação e impedido de jogar Wimbledon. Nada menos que 81 dos 84 integrantes da ATP cruzaram os braços, com exceção de Ilie Nastase, Roger Taylor e Ray Keldie, que mais tarde seriam multados por isso.

O sindicato ganhou a batalha e como consequência foi criado o Conselho Profissional (MIPTC), a entidade que realmente comandou o tênis profissional daí até 1989. O órgão era um colegiado, formado por comissões da ITF, dos promotores e de jogadores, e dava a palavra final sobre tudo. Entre 1974 e 78, participantes do WCT que conflitassem com torneios europeus eram impedidos de jogar Roland Garros, o que atingiu diretamente Jimmy Connors.

Quase ao mesmo tempo, a ATP finalmente colocava em prática o ranking internacional, que teve sua primeira edição em 23 de agosto de 1973 e viria para revolucionar o esporte. Até então, inexistia um sistema matemático para classificar os jogadores e, acima de tudo, que fosse usado de forma mais justa para coordenar as entradas nos torneios. Antes do ranking, cada país publicava uma classificação anual e a aceitação em eventos se baseava na indicação dessa federação ou no desempenho de cada jogador nas semanas anteriores. Obviamente, não havia parâmetros claros. O ranking da ATP pretendia estabelecer critérios definidos e, apesar de imperfeito e sempre sujeito a ajustes e críticas, acabou sempre aceito pelos tenistas.

Conflitos permanentes
A convivência entre promotores e jogadores nunca foi fácil, porque havia um óbvio conflito de interesses. Os primeiros queriam sempre contar com os destaques do ranking para vender mais facilmente patrocínios e ingressos, os jogadores por sua vez queriam crescimento proporcional nas premiações e menores obrigações contratuais.

A década de 1980 viveu assim uma guerra, em que os dirigentes tentavam coibir as exibições extra-oficiais, o que segundo eles motivavam a ausência de muitas estrelas em torneios importantes, além de aumentar a chance de contusões. O MIPTC deixou mais rígidas as regras do Grand Prix, tentando obrigar os líderes do ranking a jogar cada vez mais.

Os tenistas ganharam algumas batalhas, como a mudança no formato da Copa Davis, que já não conseguia começar e terminar numa mesma temporada. Em 1981, a Davis mudou para o sistema de acesso e descenso, passou-se a premiar as equipes por rodada e ocupou apenas quatro fins de semana do calendário anual.

Havia também a disputa entre Grand Prix e WCT. As duas entidades fizeram um acordo, que vigorou de 1978 a 1982. O WCT no entanto decidiu se separar outra vez e estabelecer um novo e mais complexo circuito. Mas já havia perdido força e por fim houve a junção definitiva em 1985. A ATP então ganhou coragem para dar o grito de liberdade.

atp

Na famosa reunião no estacionamento do US Open de 1988, o presidente Hamilton Jordan, apoiado por 85 dos top 100, anunciou sua separação definitiva da ITF, através de um manifesto chamado “Tênis na Encruzilhada”. Estava lançado o ATP Tour. Dias depois, 24 dos principais tenistas, sendo oito dos top 10, assinaram contratos. Os promotores de torneio se juntaram em seguida.

Basicamente, a ATP queria modificar o calendário, alongando as férias. No ano seguinte, preparou-se um novo cronograma, com oito semanas de descanso e torneios mais valorizados, com a garantia da presença dos melhores do ranking, e determinou o limite de 76 torneios de nível ATP. Fechou também um pacote com as TVs, lançou um programa beneficente e um departamento de marketing. Os promotores comprometeram-se a aumentar a premiação em 50% e os tenistas, a disputar os principais eventos. Criou-se um quadro permanente de arbitragem, mudou-se o ranking (que era por média aritmética até então) e tirou o Masters de Nova York.

Em 1990, surgia o ATP Tour sem interferência do MTC com um formato revigorado, onde se destacavam os nove mais importantes torneios logo baixo dos Slam, ainda que somassem metade dos pontos no ranking.

Claro que a ITF não gostou nada da história. Embora mantivesse o controle sobre os Grand Slam e a Copa Davis, a entidade se sentiu desprestigiada e então contra-atacou. Instituiu a milionária Grand Slam Cup, com a então incrível premiação de US$ 6 milhões, o que na época soava como uma heresia até para os tenistas. Houve quem se recusasse a jogar, mas quase todos os classificados estiveram lá.

Mudanças prosseguem
Exatamente 10 anos depois, as duas entidades reataram. A ATP passou a dividir com a ITF e o Comitê dos Grand Slam a realização do Masters, que passou a se chamar Masters Cup, além de fazer modificações na pontuação do ranking e nomenclatura dos torneios. Na medida mais relevante, os Slam e os Masters Series se tornavam torneios obrigatórios.

A ATP por sua vez fez novas modificações na estrutura do tênis masculino, com o objetivo de simplificá-lo, e até mesmo mudar alguns pontos da regra. A principal inovação foi a Corrida dos Campeões, um ranking que só considerava os resultados da temporada, com todos os tenistas
partindo do zero, computando pontos de 18 torneios.

Em 2008, a ATP reconheceu que a Corrida era um fracasso, já que o antigo ranking de entradas sempre prevaleceu na mídia e entre os jogadores. Determinou então mudanças para a temporada seguinte, com ajustes no calendário, polêmica ao rebaixamento de Monte Carlo e a introdução dos ATP 500 e 250 para simplificar o ranking.

A paz entre as entidades voltou a estremecer em 2016, quando a ATP exigiu recompensa financeira para amenizar o eventual prejuízo dos torneios diante dos Jogos Olímpicos do Rio. Sem acordo, retirou os pontos do ranking tanto das Olimpíadas como da Davis.

Três anos depois, anunciou a criação da ATP Cup, autêntica versão simplificada da Davis, que por sua vez havia trocado em 2019 seu sistema de disputa, gerando uma onda de  pesadas críticas, ao assinar um milionário acordo comercial com empresa espanhola sem qualquer currículo no tênis. A ‘nova Davis’ foi fracasso de público e deu prejuízo, em contraste total com a ágil ATP Cup, realizada na Austrália com a maciça maioria dos grandes nomes e sucesso absoluto.

A evolução do tênis profissional feminino e a reentrada olímpica ficam para o último posto desta série.

Os 10 jogos inesquecíveis de Wimbledon
Por José Nilton Dalcim
3 de julho de 2020 às 17:03

O coronavírus impediu que o mais tradicional e importante torneio de tênis do calendário fosse à quadra. Wimbledon teria começado na segunda-feira a 134ª edição de sua história e a 53ª da Era Profissional.

Como homenagem, listei os 10 jogos inesquecíveis da fase aberta, mas não resisti e inclui mais cinco que tiveram importância inquestionável.

Vamos lá:

1. Rafael Nadal v. Roger Federer, 6/4 6/4 6/7(5) 6/7(8) 9/7 – final de 2008
Cinco vezes campeão e pronto para superar a marca de Bjorn Borg, Federer havia vencido Nadal nas finais dos dois anos anteriores. O duelo foi excepcional em qualidade e drama, com direito a duas paradas por chuva, dois match-points perdidos por Nadal no tiebreak do quarto set e disputado quase sem luz algum no game final, às 21h16 locais, após 4h48 de esforço. Merecidamente, ganhou um livro.

2. Bjorn Borg v. John McEnroe, 1/6 7/5 6/3 6/7(16) 8/6 – final de 1980
Jogo que virou filme, colocou em quadra o contraste de estilo e personalidade. O quarto set protagonizou o tiebreak talvez mais icônico da história, com um 18-16 de 22 minutos. Borg, que já havia perdido dois match-points com saque, teve mais cinco chances ao longo do desempate, evitando seis set-points. Por fim, ergueu o quinto troféu consecutivo e virou lenda.

3. Novak Djokovic v. Roger Federer, 7/6(5) 1/6 7/6(4) 4/6 13/12(3) – final de 2019
Mais longa final do torneio, com 4h57, e primeira a usar o tiebreak no 25º game do set final. Os dois faziam a terceira decisão entre si no Club e Federer teve duas chances de ganhar o nono troféu e o 21º Slam quando sacou com 40-15 no 8/7 do quinto set. Djokovic teve reação espetacular e se tornou o primeiro desde 1948 a ganhar Wimbledon com match-points defendidos.

4. Roger Federer v. Andy Roddick, 5/7 7/6(6) 7/6(5) 3/6 16/14 – final de 2009
Jogo cheio de história, foi então a mais longa final de Slam em games (77) e o mais extenso quinto set em games (30). Durou 4h17 e viu Roddick perdeu um único game de serviço, exatamente o último. Na terceira final entre ambos, Federer chegava ao sexto Wimbledon e batia o recorde com o 15º Slam, sendo assistido na arquibancada por Sampras, Borg e Laver. Roddick teve quatro set-points para abrir 2 sets a 0 e mais tarde desperdiçou 15-40 no 8/8.

5. Andre Agassi v. Goran Ivanisevic, 6/7(8) 6/4 6/4 1/6 6/4 – final de 1992
Inesperadamente, Agassi foi ganhar seu primeiro Slam em Wimbledon, torneio que chegou a evitar por três anos seguidos devido à dificuldade que tinha com o piso. Desta vez, no entanto, chegou à final com vitórias sobre Becker e McEnroe. O canhoto croata também era um estreante em decisões de Slam, tendo vencido Lendl, Edberg e Sampras. Exímio sacador, fez 39 aces na final mas não foi o bastante diante da devolução segura de Agassi.

6. Arthur Ashe v. Jimmy Connors, 6/1 6/1 5/7 6/4 – final de 1975
O clima não era nada amistoso. Duas semanas antes, Connors abrira processo de US$ 5 milhões contra Ashe por críticas a sua ausência na Copa Davis. Rebelde de 22 anos, dez a menos que Ashe, entrou em quadra com o uniforme da Davis como provocação. Era favorito absoluto: atual campeão, não perdeu set até a final e havia vencido Ashe nos três jogos anteriores, todos também finais. Ashe no entanto inovou, abusou de efeitos e curtinhas para se transformar no primeiro homem negro a ganhar Wimbledon.

7. Jimmy Connors v. John McEnroe, 3/6 6/3 6/7(2) 7/6(5) 6/4 – final de 1982
Foi uma edição com muita chuva e acúmulo de jogo nas rodadas decisivas. Connors e McEnroe, que haviam diminuído a rivalidade entre si, eram os dois principais cabeças de chave. Mac era o atual campeão, mas Jimbo vinha do título em Queen’s justamente em cima deles. Em duelo de 4h14, então o mais longo da história do torneio, recuperou o título conquistado oito anos antes e recuperou-se da frustração das derrotas nas finais de 1975, 77 e 78. Fato curioso, cada tenista marcou 173 pontos no jogo.

8. Roger Federer v. Pete Sampras, 7/6(7) 5/7 6/4 6/7(2) 7/5 – oitavas de 2001
Foi o único duelo entre os dois, considerados os maiores campeões sobre a grama da Era Profissional. Suíço tinha então 19 anos e ainda era uma promessa. Enfrentou o dono de sete Wimbledon e 13 Slam, que sonhava com o quinto consecutivo para igualar Borg. A partida foi equilibradíssima do primeiro ao último game, com os dois praticando genuíno saque-voleio, e Federer surpreendeu também pela frieza nos pontos decisivos.

9. Goran Ivanisevic v. Patrick Rafter, 6/3 3/6 6/3 2/6 9/7 – final de 2001
O mau tempo mudou a decisão masculina para a segunda-feira e aí tudo foi diferente em Wimbledon. Cerca de 10 mil ingressos foram vendidos na hora, formando-se filas quilométricas, e o público levou bandeiras à arquibancada. Ivanisevic fazia sua quarta final, mas vinha de sucessão de contusões e queda no ranking. Por isso, precisou de convite para entrar na chave. Na semi, venceu o herói da casa Henman também em cinco sets e não se abalou ao perder três match-points no quinto set.

10. John Isner v. Nicolas Mahut, 6/4 3/6 6/7(7) 7/6(3) 70/68 – 1ª rodada de 2010
Tecnicamente, não empolgou. Porém, os recordes ficarão eternos: 11h05 de duração, 138 games num quinto set de 8 horas, 215 aces e 980 pontos disputados. Apenas três serviços foram quebrados. O jogo levou três dias para se completar, com adiamento de 59/59 no segundo dia.

Menções necessárias:

Pete Sampras v. Patrick Rafter, 6/7(10) 7/6(5) 6/4 6/2, na final de 2000. Mesmo com dor nas costas e tendinite no tornozelo direito, Sampras chegou ao histórico sétimo troféu e ao 13º Slam. Rafter liderou tiebreak do segundo set por 4-1.

Roger Federer v. Marin Cilic, 6/3 6/1 6/4, na final de 2017. Sem perder set, Federer isolou-se de Sampras e Renshaw ao somar o oitavo troféu em Wimbledon e aumentar para 19 os troféus de Slam

Boris Becker v. Kevin Curren, 6/3 6/7(4) 7/6(3) 6/4, final de 1985. Então 20º do mundo, Becker se tornou o mais jovem campeão de Wimbledon aos 17 anos e 227 dias e primeiro não cabeça de chave.

Andy Murray v. Novak Djokovic, 6/4 7/5 6/4, na final de 2013. Derrotado na final anterior, escocês carregava sonho de dar um título masculino em Wimbledon ao tênis britânico depois de 77 anos. Nas quartas, estava dois sets atrás contra Verdasco e virou.

John McEnroe v. Tom Gullikson, 7/6 7/5 6/3, na 1ª rodada de 1981. O eventual campeão disparou contra o juiz a frase mais icônica do tênis, seu famoso “You cannot be serius”. A fúria lhe rendeu multa de 1.500 dólares. Apesar do título de 1981, Big Mac não recebeu o título honorário do Club – que só seria dado em 1982 – porque se recusou a ir ao jantar dos campeões.

Todos juntos?
Por José Nilton Dalcim
23 de abril de 2020 às 13:04

Roger Federer lançou a ideia, Rafael Nadal e Billie Jean King aderiram na hora e ficou aberta a porta para que ATP e WTA se unam numa entidade só. A ideia vai além de um trabalho conjunto para o tênis pós-pandemia, mas sim uma ação definitiva e permanente. Pela reação de alguns jogadores, a sugestão já vinha sendo discutida nos bastidores.

Há muitos lados dessa moeda. A ATP aprofundou sua distância da Federação Internacional (ITF), que historicamente sempre contou com apoio irrestrito da WTA. E talvez a criação de uma entidade profissional única conseguisse aparar mais as arestas. Sempre importante lembrar que a ITF mantém controle sobre os quatro Grand Slam, da Copa Davis e da Fed Cup, além do circuito juvenil.

Também não é novo que ATP e WTA estudam incansavelmente uma forma de realizar mais eventos simultâneos aos dois sexos fora dos Slam. Isso começou com Miami, passou para Indian Wells e chegou a Madri, Cincinnati, Pequim e Roma (que antes fazia em semanas sucessivas). O Canadá faz o mesmo, ainda que em cidades diferentes. Até mesmo os ATP 500 abriram brecha, como Acapulco e Washington, onde existem chaves femininas menores, como já houve aqui no Brasil Open e no Rio Open. Entre os pequenos, Moscou também faz um 250 e uma versão das mulheres.

O problema esbarra na questão estrutural, já que apenas lugares com muitas quadras de tênis, vestiários e restaurantes podem se candidatar a eventos conjuntos. Sem falar num forte patrocinador para bancar as duas premiações e hospedagens. Mas não resta dúvida de que esses eventos encorpados aumentam o interesse do público e diminua custos para as TVs ou ‘streamings’. O torcedor sairia ganhando sempre, tanto quem vai ao estádio como quem assiste em casa.

Assim, imagina-se que a fusão de ATP e WTA almeje aumentar a quantidade de torneios conjuntos, o que pode também melhorar e desafogar o calendário, ainda que não seja possível abrir mão de campeonatos menores de cada sexo espalhados pelos continentes de forma isolada, já que o circuito precisa continuar forte e dar oportunidade aos tenistas de ranking menos privilegiado.

A possível retomada do circuito a partir do segundo semestre já pode ser um excelente teste para essa tentativa de união, uma vez que me parece essencial a criação de um novo calendário neste restante de 2020 que seja mais enxuto, prático e econômico.

A saída do confinamento
O tênis se prepara para sair do confinamento. Em vários lugares, a aposta imediata são torneios nacionais ou regionais que evitem ao máximo o deslocamento dos tenistas. Todos eventos sem público.

Assim, está bem firme o projeto de Patrick Mouratoglou para um evento de várias semanas no Sul da França, outro com boas perspectivas na Alemanha. Também já falaram do assunto espanhóis, indianos e australianos.  O primeiro programado é o da Alemanha, já no começo de maio. O da França começaria dia 16 e duraria cinco semanas.

É sem dúvida o caminho mais curto para que os tenistas retomem atividade com segurança. A TV e a Internet certamente terão papel essencial na transmissão desses jogos. Stefanos Tsitsipas, Fabio Fognini, David Goffin, Jo-Wilfried Tsonga,  Lucas Pouille e Dustin Brown são alguns dos tenistas de ponta a endossar a proposta.

O Tennis Channel se prontificou a transmitir para os EUA.

O novo tênis
Tenho lido interessantes propostas na imprensa internacional de como o tênis terá de se adaptar aos tempos de coronavírus quando sair da quarentena.

As mais ousadas falam na extinção dos juízes de linha (viável, mas financeiramente pouco prática fora dos grandes torneios), porém algumas mais realistas sugerem reduzir ou eliminar os boleiros e principalmente o ato de os garotos levar a toalha ao tenista. Outras ideias falam da necessidade de vestiários mais amplos ou de vários vestiários para diminuir a aglomeração de tenistas, assim como horários bem mais espaçados na programação.

Há muitos tenistas admitindo a possibilidade de haver redução drástica na premiação dos eventos, já que a pandemia causará efeitos duros na economia global. Na quarta-feira, a toda poderosa Adidas pediu ajuda bilionária ao governo alemão para sobreviver.

Apoio da nova geração
O TenisBrasil Crowdfunding recebe todo dia apoio de tenistas. A nova geração aderiu à ‘vaquinha’ de ajuda aos informais. João Menezes, Orlando Luz, Carol Alves, Felipe Meligeni e Marcelo Zormann doaram lindos uniformes para ser sorteados entre os que contribuírem com R$ 60. Para doar ou ver detalhes, acesse benfeitoria.com/juntospelotenis.