Como a Itália se tornou o exemplo do tênis
Por José Nilton Dalcim
2 de agosto de 2022 às 19:48

Vinte anos atrás, o tênis italiano era um grande problema, sem jogadores de destaque no circuito, crescimento interno estagnado e uma Federação à beira da falência. A transformação notável em espaço de tempo tão curto já chamou a atenção de potências como Estados Unidos, Espanha e França, interessados em compreender e adaptar o modelo de trabalho e de negócios que levou o tênis ao segundo lugar entre os esportes mais praticados da Itália e proporciona hoje 60 milhões de euros para os dirigentes investirem.

O primeiro degrau para se atingir o sucesso de hoje foi dado em 2001, quando Angelo Binaghi assumiu a presidência da Federação Italiana. A entidade sofria para sobreviver. O número de filiados havia desabado de 185 mil para 129 mil e mais de 700 clubes se retiraram. A modalidade deixou de ser motivadora para os patrocinadores e até mesmo o Aberto de Roma, importante fonte de renda, se via em caos financeiro.

Binaghi decidiu fazer profundas mudanças. Inovou o sistema de classificação de jogadores e a organização das competições, fazendo com que tenistas do mesmo nível jogassem entre si, recuperando a competitividade. Introduziu campeonatos regionais e ofereceu mais serviços aos filiados, investindo pesado em comunicação. Procurou também melhorar as relações com os treinadores particulares e graduou as escolas de tênis em cinco níveis. A ênfase maior foi aos estágios iniciais, as chamadas ‘escola do clube’ e a ‘escola básica’. Atualmente, existem 69 unidades espalhadas pelo país, mas apenas algumas com os estágios mais avançados.

A evolução revista ‘Supertennis’ para um canal de televisão foi a primeira grande sacada na questão comercial. O ambicioso projeto nasceu em 2008 e se voltou a divulgar todos os campeonatos nacionais, agregado a uma distribuidora via satélite. Assim, atinge hoje 95% do território nacional com programação ininterrupta. Com jogos de future, challengers, Copa Davis e depois ATPs e WTAs maiores, o canal atraiu fortes patrocinadores e virou fonte de renda fundamental.

O tênis profissional no entanto continuava seu calvário. Em 2003, a Itália chegou a cair para terceira divisão da Copa Davis, ao perder do Zimbábue; não havia top 20 e ninguém passava das oitavas de um Grand Slam. O único jovem promissor era Filippo Volandri.

Binaghi reconhece que houve também o fator sorte para cobrir essa entressafra, entre eles as campeãs Francesca Schiavone e Flávia Penetta; o aparecimento de Fabio Fognini no masculino, campeão de duplas no Australian Open ao lado de Simone Bolelli em 2015, e pouco depois a semifinal de Marco Cecchinato em Roland Garros de 2018.

O jornalista Vincenzo Martucci, que cobriu tênis por décadas na Gazzetta dello Sport, diz em seu livro ‘Il Rinascimento de Tênis italiano’ que Cecchinato mudou o cenário. “Por um lado, trouxe a Itália de volta ao nível semifinal de um Grand Slam masculino e por outro Marco não representa o modelo do jogador talentoso ou da mais alta qualidade, mas sim o de um jogador construído”. Ele ousa a dizer que essa façanha fez Fognini recuperar a vontade de jogar, que o levaria ao título de Monte Carlo logo depois.

Porém, antes mesmo de ressurgirem nomes de ponta para o tênis italiano, é preciso olhar o lento e decisivo trabalho de prospecção de talentos, que dá outra resposta essencial para o grande momento que a Itália vive hoje. Um dos maiores responsáveis é o mesmo Volandri, que em 2016 foi convidado pelo Conselho Nacional – sim, lá existe um Conselho Nacional – para ser o diretor técnico masculino da Federação, focado nos tenistas de 16 a 24 anos. Ele fincou base no centro de alto rendimento de Tirrenia e, numa entrevista dada ao site local Live Tennis, dá uma aula de como conduzir um trabalho coletivo.

“Nunca substitua o papel do treinador pessoal de um garoto, ele é o ponto de referência do tenista. Se dermos indicações contraditórias às crianças, criaremos confusão”. Volandri diz que é essencial compartilhar ideias e por isso acontecem extensas reuniões com os treinadores. “Somos a universidade que prepara os tenistas para o mundo do trabalho. Fornecemos as melhores ferramentas porque queremos que se tornem independentes. Quando andarem com as próprias pernas, teremos atingido nossa meta”, filosofa.

Ele explica que o primeiro trabalho do Centro é observar grupos de 15 crianças, ver características e possibilidades, como trabalha com seu treinador. Então se planeja um esquema e posteriormente acontecem as avaliações de como isso foi executado, o que deu certo ou errado. “Durante anos foi difícil convencer tenistas e treinadores da bondade do projeto e da oportunidade de compartilhar métodos. Temos um código de conduta. Não falamos diretamente com o garoto, mas com o treinador ou só na presença dele. A palavra de ordem é colaboração, o objetivo é trabalhar em conjunto”.

Volandri enfatiza a importância do extenso calendário profissional de futures e challengers que a Itália conseguiu nos últimos anos. “Tivemos um challenger por semana entre abril e novembro até a pandemia. E um resultado bom de um tenista puxa o outro. É o que vemos acontecer entre (Jannik) Sinner e (Lorenzo) Musetti, que são muito amigos. No entanto, é preciso ver que esse investimento demora muitos anos”.

A maciça maioria dos grandes nomes atuais passou longas temporadas em Tirrenia, como Matteo Berrettini, Lorenzo Sonego, Sinner, Musetti e os promissores Luca Nardi e Giulio Zeppieri. E Volandri ressalta a parceria que se criou com o time particular de cada um. “Levamos um tempo para mostrar que nossa filosofia era de somar e passamos a apoiar também aqueles que estavam fora do centro nacional, tanto em questão econômica como logística, além de compartilhar métodos. Quando Berrettini e Sonego jogavam futures, colocamos preparadores físicos e técnicos para acompanhá-los quando eles não tinham como levar um profissional. Pouco a pouco, fortalecemos a ideia de um grupo de trabalho”.

A Federtennis também colocou à disposição de todos os jogadores especialistas em psicologia esportiva, liderados pelo competente Lorenzo Beltrame, e repassa aos treinadores os vastos estudos estatísticos tão valiosos hoje em dia. “Na transição para o profissional, tática é fundamental. Muitos possuem técnica perfeita, mas erram na forma de administrar e construir um ponto. Essa é a outra importância dos torneios challengers, porque dá a experiência de como gerir uma partida. Claro que não há fórmula garantida para o sucesso, porque há muitos que não estão dispostos à dura vida do tenista profissional. Como vemos, há muita coisa a se encaixar até chegarmos a um padrão vencedor”.

Segundo estudos recentes, 35% da população italiana praticam alguma atividade esportiva e 2 milhões optaram pelo tênis. Desse total, 365 mil são membros da Federtennis, número apenas inferior ao 1 milhão do futebol e superior aos 320 mil do vôlei. Em nível competitivo, há 122 mil tenistas e 13 mil treinadores, o segundo maior contingente do planeta, atrás somente dos EUA. Existem pouco mais de 10 mil quadras, mas Binaghi não está satisfeito. “Queremos que o tênis chegue a todos os municípios, até mesmo os menores, e temos destinado os lucros do Aberto de Roma para financiar a construção de novas quadras. Temos de investir na base para que surjam campeões”.

“A Federtennis saiu da situação dramática no início dos anos 2000, transformando o passivo em um ativo de 12 milhões de euros por ano”, relata Martucci. “O circuito de challenger e futures permite que os jovens ganhem experiência e os mais velhos financiem seu próprio negócio. A Federação deu a si mesma uma imagem de empresa de nível médio e gerou confiança, a ponto de organizar hoje o Next Gen em Milão e o Finals de Turim. Se mantiver a seriedade, o faturamento anual de 60 milhões de euros mudará completamente o tamanho de tudo”.


Comentários

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  1. João ando

    Dalcim .por que vcs não estão falando do torneio masculino que está sendo realizado na techset na barra .premiação total de 25 mil dólares? E por que não tem a chancela da cbt?

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    1. José Nilton Dalcim

      Não recebemos informação desse torneio. Ele certamente não vale pontos para o ranking mundial, pois não está no calendário da ITF desta semana. Mas claro que se você ou alguém da organização nos enviar os detalhes, será divulgado.

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      1. João ando

        Final .Gabriel Hidalgo ranking atp 844 contra Pedro Sakamoto por volta dos 300 na atp. 6/0 6/1 o argentino Gabriel. no ranking utr do Gabriel 344. Prêmio ao campeão 3600dólares. Vice 1600 dolares.apenas 5 erros nao forcados do argentino. Ele praticamente acertou tudo .nao deu chance ao brasileiro que teoricamente era o favorito. Campeonato na techset da barra da tijuca. Rio de janeiro

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  2. Maurício Luís *

    O Kyrgios tem um sangue-frio pra salvar match-points… impressionante. Tempos atrás salvou um com um ‘ace’ de segundo saque. Hoje deu uma curtinha. Contra o Nadal, safou-se de um com um voleio arriscadíssimo que até tocou a fita. Em Wimbledon, salvou uma uma bacia de match-points contra o Richard Gasquet. O que tem de indisciplinado, tem de talentoso. Mas prefiro o Gael Monfils, que tem talento e é muito mais focado.
    Ah, aquele famoso e histórico 40-15 salvo pelo Nole também entra pra lista. Não foi a primeira vez que o sérvio salvou match-points contra o próprio Federer.
    Em contrapartida ao sangue-frio do australiano, tem coleguinha internauta aí bem esquentadinho. Prima por 2 coisas: reclamar e tentar aparecer. E eu que pensei que este espaço fosse pra trocar ideias…

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  3. DANILO AFONSO

    Belo Texto !!

    Acredito que essa pauta ja estava no radar do Dalcim há um bom tempo. Os títulos de Musseti e Sinner fizeram o mestre nos presentear antecipando tal postagem.

    Infelizmente não creio que no Brasil teremos algo parecido nesta década. Difícil imaginar tamanho engajamenro de vários envolvidos de forma duradoura e coordenada.
    Para piorar o BEACH TENNIS, esporte que resisto em jogar para não embaralhar meus movimentos no tênis, tem assustado na captação de novos praticantes no Brasil, inclusive crianças, prejudicando o sonho de massificar mais o tênis. Incrível que beach tênis tem abduzido guerreiros amadores da velha guarda e adolescentes sem paciência em aguardar a evolução no completo tênis. Se no clube onde treino por anos era difícil achar quadras (9 ao total) disponíveis para bater uma bola, agora a ocupação chega a metade. Por causa disso tenho amigos tenistas (raiz ) que tem ódio do beach tennis…kkkk

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    1. DANILO AFONSO

      *Incrível que beach tênis tem abduzido TENISTAS amadores da velha guarda e adolescentes sem paciência em aguardar a evolução no comPLExo tênis.

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    2. Marcelo Costa

      Que me perdoem os praticantes de beach tênis, mas não se compara a intensidade, exigência, inteligência entre outros tantos adjetivos que fazem o tênis ser mais completo. Seu texto está coberto de razão, estão migrando por ser mais fácil, quase intuitivo jogar beach, não requer silêncio e quem pratica pega rápido.
      Eu como você não prático, e não é pelo medo da perda dos movimentos, e sim pela falta de desafio.
      Deixo claro que é minha opinião, não faço julgamento dos praticantes, e sim do esporte.

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  4. Marcelo Costa

    Conheço três casos de prodígios que saíram do país pra treinar, um jovem de 17 anos que foi pra Argentina, por sugestão do fininho, sendo integralmente bancado pelos pais, outra família vendeu tudo pra seguir pra Portugal, com seu filho de 12 anos, e uma promissora garota que com todo esforço de seus pais, pessoas simples rumou pra Espanha. Como evitar esse êxodo? Como manter aqui promessas? Hoje não vejo como, nosso problema não são só as federações ineficazes, ou a confederação que vive envolvida em situações desconfortáveis, última pesquisa sobre torcida de futebol, venceu quem não torce, e somos o país do futebol, não tratamos bem nossos ídolos, Esther Bueno que o diga, adoramos, cultuamos quem vence, e detratamos quem não, vide Barrichelo e Bellucci.
    Nosso problema somos nós, pois, ainda não entendemos o valor do esporte, sua inclusão, sua importância na saúde, então os poucos que vencem tudo e todos, ganham nomes em quadras, estátuas em rodovias e outras justas homenagens.
    Com todas as venias possíveis, não ter um Nobel, fala quanto sobre nós? Admito que gostaria de ver uma estátua de Rui Barbosa na estrada, afinal herói anda devagar também.

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  5. JAN DIAS

    DJOKOVIC FAZENDO CAPOEIRA 🤸‍♂️:

    Saiu no Instagram vídeo de DJOKOVIC fazendo aulas de capoeira com um mestre brasileiro chamado Marcelo Santos, + conhecido pelo apelido de MESTRE PULMÃO.
    Ele disse, em sua conta oficial, que o sérvio está amando o treinamento e que está cantando direto os versos “Paranauê Paraná”… 🎵🎵🎵
    Agora ninguém segura o homi mais, ele vai dar voadora na quadra…😅kkk

    ( FONTE: UOL ESPORTES e BOLA AMARELA.PT)

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  6. JAN DIAS

    Montreal já deu azar de cara: vai ficar sem NADAL e DJOKOVIC…
    E acredito que o US OPEN 🇺🇸 vai pelo mesmo caminho: NADAL fora por lesão e DJOKOVIC fora por falta de vacinação… um péssimo começo pro 2° semestre do ano.

    Eu não consigo acreditar que o NADAL vai se recuperar a tempo pro SLAM americano… pode até entrar e tentar jogar, mas duvido que seu corpo aguente o tranco dessa vez..
    A ver..

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    1. Catlo V. W.

      Achei que pudesse ser comigo. Mas… então li os comentários, e percebi que não passo de um amador nesta arte que você descreveu!

      : – )

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  7. Sérgio Ribeiro

    Bem , a disputa pelo N 1 entre os Espanhóis dependia da recuperação de Rafa Nadal. Ao que parece ele não vai aparecer para disputar os 2000 pontos dos MASTERS. Isso , a meu ver , coloca MEDVEDEV também na briga . Russo está a uma vitória de garantir o N 1 até o USOPEN. Isso tudo pra dizer que até o último SLAM da Temporada e ATP FINALS está tudo em aberto. O caminhão de pontos de Danill é compensado pela ausência do Espanhol e do Sérvio até lá. Abs!

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      1. Sérgio Ribeiro

        Ps 2 . Nenhum Italiano superou o TOP 4 ( nem o grande Adriano Pannata ) na Era Aberta. Talvez Berrettini chegue perto e SINNER supere a marca . Abs!

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  8. Weslei

    O que falta para o BIG 3 para assumior os records principais do tenis:

    DJOKOVIC
    Total de titulos: Falta 18
    Grand Slam: Falta 2
    Master 1000: ##Lider##
    ATP Finals: Falta 2
    Olimpiadas: Falta 1 (O lider é o Murray 2, mas 1 já ta de bom tamanho)
    Semana como Nº 1: ##Lider##
    Teminando o ano como Nº 1: ##Lider##

    NADAL
    Total de titulos: Falta 22
    Grand Slam: ##Lider##
    Master 1000: Falta 3
    ATP Finals: Falta 7
    Olimpiadas: OK
    Semana como Nº 1: Falta 165
    Teminando o ano como Nº 1: Falta 3

    FEDERER
    Total de titulos: Falta 7
    Grand Slam: Falta 3
    Master 1000: Falta 11
    ATP Finals: ##Lider##
    Olimpiadas: Falta 1 (O lider é o Murray 2, mas 1 já ta de bom tamanho)
    Semana como Nº 1: Falta 67
    Teminando o ano como Nº 1: Falta 3

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  9. Luiz Fernando

    Eu estava estranhando não ver Rafa treinando ou confirmando sua presença no Canadá e agora está tudo explicado. Agiu de forma correta ao não ir ao torneio é só deve voltar estando clinicamente bem. Se não for possível em Cincy q seja no USO.

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  10. Maurício Luís *

    Quando vi a notícia da desistência do Nadal por desconforto abdominal, pensei a princípio que era algum desarranjo intestinal ou coisa parecida. Mas pelo visto é o mesmo problema que o tirou da semi de Wimbledon. Ano a ano, a parte física começa a atrapalhá-lo cada vez mais. Esta é a má notícia pros fãs dele. A boa notícia é que ele parece ter aprendido que bom senso nunca é demais. Tem que dar o tempo certo do organismo se recuperar, em vez de ficar fazendo tratamentos emergenciais a torto e a direito.
    Embora eu não morra de amores pelos “lindos” balões dele, obviamente que é um grande campeão e faz falta onde quer que seja.
    DJOKO – Num “tendi” porque é que ele desistiu…

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  11. Luiz Fernando

    Interessante a matéria sobre os resultados de Alcaraz frente ao Big3 no início da carreira. E mais uma vez observou-se que um deles (do Big, claro), é o terceirão indiscutível…

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  12. evaldo moreira

    Boa noite,
    È mestre, é surpreendente como o tenis italiano se desenvolvei, a partir do momento que estava no fundo poço, e ai o trabalho foi de longo prazo realmente. Me impressiona a qualidade do tenis italiano, tive a oportunidade de assitir grandes jogos: Penneta, Schiavone, Fognini, e mais recentemente, Musetti e Sinner, o tal do Sonnego, acho muito aquém, embora tenha evoluido pouco.

    Sobre o tenis brasileiro, há muito tempo atrás, fiz uma pergunta ao Dalcim, de o porque o tenis não avançou por aqui na era Gugamania, era o moneto chave, e o Dalcim para um internauta, basicamente tudo o que me ele me disse lá trás, e de novo, temos o tenis brasileiro em evidência, pela Bia Haddad, Luisa Stefani e a Laura, e de novo, casualmente na sorte, por assim dizer, uma pena que temos dirigentes apequenados, egos a rios, e cada qual, quer ganhar o seu, fato.

    Vi por aqui, assunto sobre a longevidade dos atletas, Dalcim frisou bem, hoje a medicina esportiva cresceu demais, aliados e equipamentos de treino de primeira, e ainda com fisioterapeuta trabalhando com os tenistas, claro que, quando se tem recursos financeiros, um bom tenista consegue se manter, mas o que não tem, vemos casos de alguns com contusões que poderiam ser evitadas, uma pena realmente.

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  13. Roberval Lofeu Junior

    Dalcim, incrível o Brasil não ter surfado a onda de disseminar o tênis pelo Brasil com o Guga como número 1 e os bons resultados de Meligeni, André Sá, entre outros.

    Essa mescla de associação forte, ex-tenistas, e profissionais de todas as áreas envolvidos e engajados em um projeto bem desenhado, realmente é acredito ser a melhor fórmula. Claro, não há certezas, mas um trabalho como esse visando o longo prazo é certeza de bons frutos.

    O que falta no Brasil? Acredito que tenha muito política envolvida e um que de “aquele profissional não”, “fulano tbm não”. Muitas federações, todas querendo algo em benefício próprio, nada em conjunto. Apoio, alguns tem demais, outros de menos. Muito ego envolvido.

    Dalcim, na sua opinião o que poderia mudar o cenário atual do Tênis no Brasil? Pq temos é sorte de surgir alguns tenistas. Não precisa ir longe né, após o bronze da Luiza e Laura, parece que nada mudou, fica a impressão que está tudo certo.

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    1. José Nilton Dalcim

      Eu já falei bastante sobre isso, Roberval. Acho que o exemplo da Itália deixa claro que o trabalho é sempre a longo prazo, não existe mágica. Se surgem tenistas de ponta sem trabalho planejado, podemos mesmo chamar de ‘sorte’ e isso aconteceu também lá. Então precisa haver uma mudança a partir da base. Pela ordem, mais quadra e mais gente em quadra. isso já aumentaria não apenas nossa chance de termos maior qualidade, mas principalmente fazer o mercado girar. Depois vem o sério e nunca corrigido problema da prospecção de talentos, que nunca é feita. Só investimos quando surge alguém com potencial. Não vamos buscar, esperamos acontecer. E aí fica bem mais restrito.

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  14. Rafael Azevedo

    Parabéns, pelo post, Dalcim. Deve ter dado um trabalhão pesquisar e analisar isso tudo. Tenho a impressão de que você vinha trabalhando nesse artigo há um bom tempo.

    Fiquei com uma dúvida em uma parte…quando você diz:
    “Desse total, 365 mil são membros da Federtennis, número apenas inferior ao 1 milhão do futebol e superior aos 320 mil do vôlei.”

    O que é a Federtennis? É a federação italiana de tênis (análogo ao nosso CBT)?
    Esses números do futebol e do vôlei estão relacionados a atletas federados?

    Me assustei em saber que o tênis na Itália está superando o vôlei. O campeonato de vôlei Italiano é, talvez, o maior do planeta!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Isso, é como é conhecida a Federação Italiana. Os números são de atletas registrados, porque obviamente o futebol deve ser muito maior em termos de praticantes em geral. E sim, o tênis superou o vôlei nesse quesito, algo aliás muito comemorado pelos dirigentes.

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  15. Valmir da Silva Batista

    LUIZ FABRICIANO, não é que você tenha que parar de postar o que pensa, só porque discordo, democraticamente, de um ou outro parecer seu. É natural que, num debate, haja rota de colisão entre os que dele participam, e se você, que não é melhor que ninguém neste espaço, é incapaz de entender isto, é melhor enfiar a viola no saco e ir bater em outra freguesia, ainda que não seja atribuição minha me expressar aqui em tom administrativo. Porém, ao invés de perder o sono, em razão de uma ou outra contrariedade minha às suas postagens, se atenha mais aos comentários melhores que os meus, não é legal você me atribuir tanta importância assim. Mas em caso de ir bater e outra freguesia, não será porque eu assim o queria, obviamente. Penso que se não é provido de competência para brincar, simplesmente não desce para o playground. Aprenda uma coisa bem basiquinha: este é um espaço democrático, ainda que com alguns defeitos primários…

    Responder
      1. Valmir da Silva Batista

        DALCIM, não me importo que você e outros não entendam, basta que eu saiba a razão de ter postado aqui o comentário qual você se referiu, e lhe afianço que faz muito sentido tê-lo feito. Seu( !!! ) blog é um espaço de foro público e, assim sendo, peço, enquanto eu não estiver ofendendo ninguém, que você deixe minhas postagens em paz. Se não gostar, obviamente que pode descer o porrete, só não me venha falar em proibição, a exemplo do que já andou fazendo algumas vezes…

        Responder
          1. Valmir da Silva Batista

            JOSÉ NILTON DALCIM, já que “regras são regras”, então pública uma cartilha, para que essa bobagem retilínea não se configure apenas como uma prosopopeia da sua parte. Caso eu não goste dos itens enumerados na tal cartilha, me eximo de participar deste espaço sem problema nenhum. Minha obrigação aqui, além de ser honesto com o que penso, é respeitar os demais comentaristas. De resto, não tenho que me ater a nenhuma regra de boca, ainda que seja proferida pelo proprietário desta casa. Seguirei postando meus comentários normalmente, sem obedecer a nada que fira o senso democrático, e, para tanto, não vou me prender a falsetas retinhas, casadinhas, bem embaladinhas e bonitinhas, só para agradar a audiência…

          2. José Nilton Dalcim

            Você tem esse direito, mas saiba que respostas deslocadas não serão publicadas para o bom andamento do Blog.

          3. Valmir da Silva Batista

            JOSÉ NILTON DALCIM, o “bom andamento do blog” independe da presença ou da ausência dos meus comentários, e, sinceramente, não é legal você atribuir a mim tamanha importância, apesar da isenção honesta e do providencial discernimento dos meus pareceres. Me deixa escrever e postar meus comentários em paz, como qualquer outro cidadão participante, tenha senso democrático, por favor. Você que pertence a uma classe tão vilipendiada pelo escroto do Bolsonaro, com sua gestão espúria, não se preste apenas ao papel de dono deste espaço, não lhe cai bem, você é um ideólogo que criou este blog para ver ideias fluírem. Suponho…

          4. José Nilton Dalcim

            Estou dando a você a mesma importância de todos os demais que comentam aqui. Todos seguem as normas. Você e o Rodrigo Cruz vivem querendo atenção mais relevante a suas postagens. Não é justo. Não acontecerá.

          5. Valmir da Silva Batista

            JOSÉ NILTON DALCIM, quem está me proporcionando “atenção mais relevante” é você e não eu requerendo, haja vista essa sua sanha em rebater sistemática e contrariamente os meus comentários. Já disse a você que serei capaz de me ater às regras deste espaço, desde que estas não sejam apenas de boca, assim como já afirmei também que deixaria de participar do blog, caso as mesmas não me agradem. Como até agora não me foi mostrado porcaria de regra nenhuma delimitando o modus operandi dos participantes, vou continuar postando meus comentários da forma que sempre fiz, ou seja, com isenção, discernimento e sem fisiologismo para agradar a audiência e sobretudo o proprietário deste blog. Eu não sou fantoche, Dalcim, e por isso, o que posso fazer de mais interessante por este espaço, ao escrever sobre tênis, é ser honesto comigo mesmo, a fim de que os demais não me tenham como um mero enganador…

  16. João ando

    Acho que ja falei isso antes .antes os tenistas estouravam com 25/26 anos. Atualmente estão explodindo com 27/28/29 anos .Ok e pouca diferença mas vemos tenistas com 31 anos avançando muito no ranking
    O que acha disso dalcim
    Martina Trevisan tem 27 anos se não me engano….

    Responder
  17. Heitor

    Vi no Instagram do Meligeni:

    “Vou colocar nomes e fotos de jogadores e falamos a primeira coisa que vem a cabeça e um golpe deles. Vamos?

    Federer
    Gênio e saque

    Nadal
    Resiliência e forehand

    Mcenroe
    Irreverência e saque

    Sampras
    Presença e forehand

    Djokovic
    Competidor e devolução de saque

    Borg
    Frieza e spin

    Guga
    Carisma e backhand na paralela

    Meligeni
    deixo pra vocês responderem

    Koch
    Personalidade e voleio”

    Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        E o inigualável forehand na corrida ? . Seu jogo de rede com Voleios e bate-prontos geniais sem dúvidas o seu ganha pão. Mas Pistol Pete Sampras compensava seu Backhand onde cozinhava o oponente, pra soltar seus mísseis na corrida ( sempre WINNERS ) pra desespero de Agassi … rsrs. Abs!

        Responder
        1. JAN DIAS

          Sim, os forehands dele eram muito bons, é que fiquei + com os voleios na mente como marca registrada dele… mas tá tudo bem 😊👍🏻
          Abraços Sérgio!

          Responder
  18. Valmir da Silva Batista

    ENTENDI O SEU DISCERNIMENTO, DALCIM, e, obviamente, é muito melhor que o descuido na sua postagem. Porém, o tal Angelo Binaghi se expressou muito mal, pois deu margem a interpretação dúbia em sua( ? ) fala, e, nesse caso, eu fiquei muito puto, já que tanto Schiavone quanto Pennetta ficaram a mercê de um contexto dissertativo tacanho…

    Responder
  19. Teka Moraes

    Achei ser artigo bem interessante Dalcim, daí lembrei que aqui no Brasil tenistas famosos vendem aulas de tenis remotas. Isso mesmo, você leva o computador pra quadra e manda ver…
    Podem rir he he he…

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    1. Ronildo

      Sim, verdade. É difícil decidir entre Nadal e Djokovic, quem dos dois ocupa a segunda posição e a terceira. Na verdade o grande público que elege Federer não está atento a esta questão de segundo e terceiro.

      Responder
      1. Valmir da Silva Batista

        RONILDO, no que tange à tríade Djokovic/Federer/Nadal, ainda bem que o público “não está atento a esta questão do segundo e terceiro”, já que se trata de uma bobagem sem tamanho, que não tem nada a ver com a prática do tênis por parte dos três nomes citados, bem como pelos demais tenistas…

        Responder
  20. Valmir da Silva Batista

    DALCIM, SUA POSTAGEM diz que “Binaghi reconhece o fator sorte para cobrir essa entressafra”, no que concerne à evolução do tênis italiano. Porém, como não há sequer uma vírgula entre aspas a respeito da fala( suposta? ) do mesmo Binaghi, afirmo que a postagem em questão está de acordo com a ideia de que o tênis feminino não é tão relevante quanto o masculino, a saber: observei( o faço continuamente ) que tenistas mulheres, até quando se consagram num grande feito, não são reconhecidas no mesmo patamar que tenistas homens. Francamente, enquadrar Francesca Schiavone( Roland Garros/2010 ) e Flavia Pennetta( US Open/2015 ) apenas na mediocridade do “fator sorte”( com a anuência da postagem ) e, por conseguinte, conferir melhor status a figuras masculinas( algumas merecidas ), no que se refere à mesma evolução do tênis italiano, é, no mínimo, falta de bom senso, para não dizer que se trata de misoginia…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não posso falar pelo dirigente, mas entendi que ele quis dizer de forma honesta que Pennetta, Schiavone, Fognini não foram frutos de um trabalho organizado, muito menos de sua gestão. Foi ‘sorte’ no sentido de terem surgido talentos independentemente do trabalho de prospecção. O que aliás acontece aqui praticamente o tempo todo. Tivemos também muita ‘sorte’ com o surgimento de tantos bons jogadores sem um trabalho oficial de base.

      Responder
  21. Rafael

    Olá, Dalcim

    Primeiro, que matéria gostosa de ler e informativa. Às vezes leio esse tipo de matéria em um tom muito mais explicativo, dissertativo, o que torna a leitura enfadonha e desestimula. É notável como você tem o dom de escrever de forma que prende a atenção.

    Segundo, queria falar sobre um assunto e tomar como exemplo a Maria Sakkari. Acho que quando perdeu a primeira partida para a Bia, era 3 do mundo. A Maria tem bons golpes, boa movimentação, é forte, bate forte, mas é difícil ganhar um título. De qualquer forma, faz quartas, semis e (menos) disputa títulos com uma boa consistência, daí imagino o pq de estar sempre bem colocada no ranking. Quando perde o controle, bate MUITO fora da linha, ela mesma já disse que falta evoluir em algumas coisas – já faz um tempo – inclusive a mentalidade.

    Muito bem. A Bia, muito mais alta, um pouco menos atlética, movimentação pior, backhand pior, evoluiu e chegou ao top 20-30. Não sei por quanto tempo conseguirá se manter por lá.

    Minha pergunta é: Tendo provado que Sakkari não é nenhum bicho papão (ganhou dela de novo), além de vencer Halep, Muguruza (mais lá atrás) e outras top ten, tendo verificado que boa parte das top 15 sofre de instabilidade constante (a cazaque que ganhou Wimbledon perdeu na estreia de seu próximo torneio, enfim, que tirando a aposentada Barty e a Iga, é sim possível ganhar de qualquer uma em um determinado dia,

    – o que falta à Bia para entrar e permanecer no top 15?

    Sinceramente, não vejo quase ninguém assombrosamente MUITO melhor do que ela, atualmente.

    Grande abraço

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que a palavra mágica é ‘consistência!’, Rafael. Existe é claro níveis diferentes de consistência, ou seja, o que te deixa no top 100 ou no top 50. Para ficar no top 20, realmente a exigência é grande, porque precisa manter um padrão em torneios de maior grandeza, ou seja, não basta um resultado isolado. O otimismo com a Bia reside no fato de ela estar bem adaptada ao piso sintético, que equivale a 70% da temporada. No entanto, precisamos de alguma paciência porque o nível de suas adversárias vai subir muito também e assim exigirá muito da parte emocional.

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    2. Valmir da Silva Batista

      RAFAEL E DALCIM, Bia joga bem tênis, e só, mas não no sentido de diminuir determinado( ! ) nível de seu jogo, e explico melhor meu parecer: o simples fato de vocês relacionarem a atual evolução em seu jogo, bem como um possível próximo passo evolutivo no mesmo, e não creditar tais evoluções apenas às suas qualidades(!) por si só, dão bem o tom do quanto ela é, com muito boa vontade da minha oftalmologia, uma tenista apenas mediana. Não é que eu esteja sendo pessimista, mas também não sou alienado, como os que são chegados a uma boa patriota, e, assim sendo, o que quero dizer é que o que Bia tinha para evoluir, já evoluiu, pois 26 anos é a idade que, via de regra, os tenistas já estão no auge, ou, pelo menos, próximo a este patamar, no caso, o auge dela já foi alcançado em meados de 2022, ou seja, não existe mais auge à sua espera, e isto equivale, obviamente a não ter mais evolução. Você, Dalcim, falou algo como não ser relevante vencer, de forma isolada, adversárias bem rankeadas, ou que já ocuparam as primeiras posições do ranking, já que não é isto que propicia consistência ao jogo de nenhum tenista, o que vale, é óbvio, também para Bia…

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      1. lEvI sIlvA

        Olha, Valmir, talvez no caso da Bia 26 anos talvez não seja ou represente a idade do seu auge…
        Apesar da idade, a brasileira teve quase 3 anos “perdidos” por conta da suspensão a que foi submetida. Ou seja, 3 anos de estagnação no seu jogo e potencial, creio eu.
        Outra coisa que, pra mim fica muito evidente, é que o tenista que deseja evoluir, só o faz quando joga contra a nata, os tops dentre a classe. E isso, ela só vem fazendo muito recentemente, por conta do ranking pessoal.
        Isso significa que ela vai subir mais? Bom, isso nem eu, nem ninguém sabe ao certo.
        O fato é, só jogando contra adversários fortes, como é o caso atual, é que ela se prova pra poder subir o nível do próprio jogo.
        Não só masculino, mas também no feminino, temos visto jogadores acima dos 25/26 anos, se achando dentro de quadra como nunca antes.
        Tomara que, Beatriz Haddad Maia, se encontre mais e mais, também…!!!

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        1. Valmir da Silva Batista

          IEVI SILVA, quanto a ausência de Bia do circuito por um tempo, não deixei de considerar em minha avaliação, até porque há inúmeros tenistas que se ausentaram do circuito e depois retomaram, evolutivamente, sua condição, sendo que Bia já teve tempo para tal, tanto que já evoluiu, chegando a seu ápice em meados de 2022, ou seja, não tem mais, simples assim; já a respeito do fator idade, simplesmente exclua-o e fiquemos apenas com o jogo dela em si. Entendeu o resultado alcançado pelo meu parecer isento e sem tentar empurrar com a barriga a ideia de que Bia tem mais a oferecer e/ou que joga mais bola do que temos visto, e não falo aqui sobre o fator ranking, não, sou um analista sério e penso nos números como algo secundário. Comigo, IEVI, não tem essa de patriotada…

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    1. Valmir da Silva Batista

      JOSÉ EUSTÁQUIO, a Espanha já faz parte do patamar de excelência do tênis mundial há muito tempo, trata-se de um país cujo sucesso neste especto, pode ser considerado fator histórico. Já a postagem do Dalcim sobre a evolução do tênis italiano, alude ao período de 2001 para cá, ou seja, não tem nenhuma comparação com um país que bem antes de 20 anos atrás, já ostentava talentos como Manuel Santana, Manuel Orantes, Sergui Bruguera, Alex Corretja, Juan Carlos Ferrero, Albert Costa, Carlos Moyà, Conchita Martínez e Arantxa Sánchez, dentre outros. E mesmo no referido período citado pelo Dalcim, no entanto, antes até de Francesca Schiavone( Roland Garros/2010 ) e Flavia Pennetta( US Open/2015 ) terem mostrado o que viria a ser o tênis italiano, a Espanha revelou ao mundo Fernando Verdasco, David Ferrer, Garbiñe Muguruza, Paula Badosa e, sobretudo, o multicampeão Rafael Nadal. O que quero dizer, José, é que a sua comparação dos últimos 20 anos de evolução do tênis italiano com a já bem sedimentada história do tênis espanhol, está muito mal situada…

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  22. Ruy Machado

    Bom dia!
    Excelente matéria, Dalcim. Muito bom quando conhecemos todo o processo de um trabalho que começou praticamente do zero, para se tornar um sucesso! Não pode ser apenas o acaso ter 2 tenistas no TOP 15, além do Musetti que deve subir no decorrer da temporada (apenas 20 anos). Fica a dica para outras federações se espelharem… Abc!

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    1. lEvI sIlvA

      Olha só, o MC pondo a culpa na imprensa, pela falta de incentivo ao tênis no país…!!!
      Cuidado, Dalcim, o cara lá já de Montes Claros quer botar a culpa em ti de qualquer jeito, viu?!?! 😬😬😬

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          1. Valmir da Silva Batista

            VAI SE APROXIMANDO A DATA do pleito e o escroto que se acha presidente vai se aproximando, como que de forma sintomática, do estado que ambientou aquela cena ridícula do peixeirada desprovida de sangue. O risca-faca em questão foi a seis de setembro de 2018, ou seja, um mês e um dia antes do primeiro turno da eleição presidencial daquele ano, o que, a meu ver, o ajudou no ganho de votos. Minas Gerais, especificamente Juíz de Fora, foi o palco da pantomima que creio ter sido de tônus politiqueiro. O inútil acabou sendo eleito, para, posteriormente, fazer de sua gestão um grande desserviço ao povo brasileiro…

  23. Rubem Corveto Azeredo

    A Itália atualmente é uma das principais potências do Tênis superando a França e Austrália no top 100. A França é um exemplo ao contrário, uma decepção, pois há dez anos tinham 10/12 tenistas francês no topo e até três no Top10 – Tsonga, Principalmente.
    Hoje of francês melhor ranqueado é Número 32.

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  24. Carlos Primo

    Lembrando também de Roberta Vinci, que foi finalista x Flavia Penetta do USOPEN 2015, Número um de duplas venceu quatro Grand Islam.

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  25. Maurício Luís *

    O país que quiser ver dezenas de seus jogadores se destacando no circuito profissional, é só fazer o contrário do que o Brasil faz. Dá certinho.

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  26. Periferia

    Olhando os números do post e principalmente a forma como o tênis é administrado na Itália…mesmo sabendo que são mundos diferentes…vem aquela vontade de comparar.
    No Brasil cerca de 2.2 milhões de pessoas praticam tênis…
    Temos cerca de 280 quadras públicas…se dividir os praticantes pela quantidade de quadras públicas…seria aproximadamente 8 mil pessoas para cada quadra (existe estado que nem quadra pública tem).
    Dos 2.2 milhões… 35 mil são filiados a CBT (menos de 0,2%).
    O esporte ainda se esconde em seletos clubes da classe privilegiada.
    Não existe uma política pública para a base buscando a massificação…nem resistência contra a situação.
    As Confederações são verdadeiros feudos onde todos são “abnegados”…enquanto o esporte fica estagnado aguardando um “gestor”(no Brasil não existem gestores… é uma lenda criada por duendes).

    Sigamos

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    1. Carlo V. W.

      No Brazil atualmente o Beach Tennis sofreu uma explosâo, com aumento de praticantes.

      Tenho dois amigos que gerem alguns espaços que eles construíram para a prática de tênis no interior de Sâo Paulo, e que estavam apenas “se virando”, mantendo o espaço mais por amor ao tênis mesmo, mas que bo momento estão com melhores condições devido ao crescimento da receita. Inicialmente eles converteram várias das quadras para o B.T.

      Num segundo momento, isso foi muito bom, pois eles puderam ampliar e recuperar o espaço dedicado ao tênis.

      Mas o que quero dizer com tudo isso: que é necessário encontrar alternativas ao nosso inexistente financiamento e fomento ao esporte por aqui, até que esta situação mude, apesar da falta de compromisso da cartolagem.

      Muito legal a reportagem. Nao sei por qual razao, sempre que leio alho do gênero me vêm a cabeça a formaçao dos nossos jogadores de voley.

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  27. Verdades que doem

    Que bom… a Itália começou sua guinada, enquanto a gente festejava com o Guga e lá nenhum jogador relevante. Enquanto aqui desperdiçamos esse cometa Guga, lá eles viraram uma potência do tenis.

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  28. PIETER

    Se deu certo por lá que é também um país corrupto e cheio de mazelas políticas, quem sabe um dia não aconteça também por aqui. Há alguma esperança.
    Falando em renovação e futuro no tênis, Dalcim, você já viu a potiguar Victória Barros jogar? Se sim, o que achou?
    Pareceu-me diferenciada e bem talentosa. E treina, em São Paulo, no mesmo centro de treinamento da Bia, o que é bem auspicioso…

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    1. José Nilton Dalcim

      Vi apenas lances, Pieter, insuficiente para análise mais profunda. No entanto, ela está bem assessorada e isso é importante.

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