Sufoco e frustração
Por José Nilton Dalcim
27 de junho de 2022 às 20:18

Nenhum dos quatro ‘top 10’ que estrearam nesta segunda-feira em Wimbledon saiu completamente ileso. Novak Djokovic perdeu set, Carlos Alcaraz ficou contra a parede o tempo todo, Casper Ruud precisou jogar dois tiebreaks e Hubert Hurkacz causou a grande surpresa. E em tal imponente lista é justo incluir também os quatro sets do bicampeão Andy Murray.

Mas frustração mesmo causou Beatriz Haddad Maia. Vinda de atuações empolgantes nas três últimas semanas, a agora top 30 viveu intensos altos e baixos, teve problemas com a devolução e o saque e jogou muito abaixo no terceiro set. Era sabido que Kaja Juvan tinha predicados em pisos mais rápidos e por isso jogar de forma convencional não funcionou.

Decepcionada consigo mesma, o que afinal é um ponto positivo, Bia não se conformava com a postura mais passiva que teve, comparando isso à atuação na derrota para Petra Kvitova da semana passada. Usou palavras duras, mas o desabafo atingiu o ponto crucial: nesse nível que está agora, tem que ser agressiva do começo ao fim, não existe outro caminho.

Sem dúvida foi uma ducha de água fria. Com pés no chão, o esperado era que Bia fosse até a terceira rodada e algo além dependeria de alguns encaixes. Não há no entanto motivo para desânimos. No piso mais difícil do circuito, Bia deu arrancada espetacular no ranking e na carreira, ganhou notoriedade e respeito. Há muito por vir no segundo semestre.

Jogo a jogo
Djokovic enferrujado – Soowon Kwon joga com bolas retas e baixas, portanto natural que cause dificuldades de adaptação. Djokovic avaliou com precisão e sabe que estará um tanto enferrujado nas primeiras rodadas – “é muito diferente treinar de competir” -, admite que o saque funcionou na hora certa e está seguro de que irá melhorar. Enfrenta agora o sacador Thanasi Kokkinakis.

Alcaraz aprende – Mesmo longe dos melhores dias, Jan-Lennard Struff é um tenista muito perigoso num piso veloz. O alemão deixou em Alcaraz o sentimento de que há muito a aprender sobre a grama. “Tudo é muito rápido, é o piso mais difícil de se locomover”, atestou o espanhol, reconhecendo que não se sente à vontade para tentar saque-voleio. A única vantagem: “Não sou favorito, então jogo sem pressão”. Segundo ele, um rali na grama equivale a quatro em outro piso. Seu adversário será Tallon Griekspoor.

Adeus, Hubi – Num duelo completamente maluco, Hubert Hurkacz derrubou muita gente na bolsa de apostas. Quarto maior favorito, sequer passou da estreia. Devia ter levado surra de três sets, mas Alejandro Davidovich não soube fechar ao fazer 40-0. Aí o polonês reagiu, teve quebra à frente no quinto set e abriu 7-4 no match-tiebreak antes de enfim o espanhol virar e vencer. Jiri Vesely vem aí, e é bom não relaxar.

Murray sem dor – Escocês se diz recuperado do estiramento abdominal na vitória de quatro sets sobre James Duckworth. O escocês usou um saque por baixo e diz não entender o preconceito contra isso. “Há muitos jogando muito recuado, então é uma forma de desestabilizar. Taticamente, é inteligente”. Reencontra o ‘freguês’ John Isner, contra quem tem 8 a 0. Gigante cravou 54 aces na estreia de cinco sets.

Raducanu, com louvor – Cercada de expectativa e colocada pela primeira vez na Central, a esperança britânica Emma Raducanu foi bem no importante teste e passou firme por Alison van Uytvanck. Jura que está recuperada fisicamente e muito motivada, mas pede calma: “Foi só o primeiro jogo”. Pega a experiente Caroline Garcia.

Jabeur confiante – Com atuação perfeita e de apenas 54 minutos, Ons Jabeur esqueceu a tragédia de Roland Garros e estreou firme em Wimbledon. A tunisiana diz que a grama combina perfeitamente com ela e avisa: não está satisfeita em ser a número 2 do mundo. A quali polonesa Katarzyna Kawa é o próximo obstáculo.


Comentários
  1. Uedison Pereira

    Olá Dalcim.

    Eu gostaria de poder ler algum dia um post seu sobre o quão seria legal (acho que muitos pensam isso) ver o tenis feminino em melhores de cinco sets em Grand Slam. Sei que muito já foi falado mundo a fora mas é bom manter a chama. E sem hora, a queda da Beatriz ( não gosto de me referir às pessoas por apelidos, mesmo que hajam exceções) ainda que dura não diminui o seu grande percurso na grama. Ter uma top 30 no tenis e vencendo torneios é lde alegrar os espíritos. Palmas à Beatriz. Aprendemos com erros e quedas. Todavia também esperava mais de Hurkacz mas Alejandro jogou muito. Queria Serena mas o saque dela não é mais o mesmo, infelizmente: a francesa segue. Por isso penso que os Geands Slams deveriam impor melhor de cinco sets pra todos, afinal todos ganham o mesmo valor. Só agregaria valor ao tenis feminino. Um trofél de Grand Slam não deveria ser para kamikazes, isso é bom para os 1000s,.Grand slam tem de ser somente para os melhores. Abraço.

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que isso já foi debatido aqui por algumas pessoas, e pessoalmente sou contra. Não vejo qualquer motivo para isso no momento, principalmente porque o tênis feminino de hoje está bem atrativo em três sets. Abraços!

  2. Teka+Moraes

    Obrigada, obrigada e obrigada, Serena. Privilégio meu poder, ainda, assistir aos seus vibrantes e emocionantes jogos.

    Fora Ons Jabeur e Coco Gauff, entediada em assistir a outros jogos femininos água com açúcar, bolacha maria e bolacha maizena, tudo igual e de pouco sabor.

    Abraços.

  3. Luis

    Berretini e Aliassime estão fora. Faltam agora o Fritz, Tsitsipas e o Kyrgios (o melhor jogador de tenis na grama segundo ele mesmo). A chave do Nadal começa a ficar mais fácil também. De todos o que me preocupa mais nesse piso é o Fritz.

  4. Rodrigo S. Cruz

    Uma pena mesmo.

    O Kyrgios tem muito talento, mas não chega lá, né?

    Tomar canseira e quase ser eliminado de cara por um tenista desconhecido, affe…

    Vamos ver se esse susto que tomou o faz acordar um pouco e subir de nível.

  5. Miguel BsB

    O “Impoderável de Almeida” (nenhum parentesco com o nosso Paulo rs), vai fazendo das suas. Por isso preferi não emitir palpites de favoritos no post anterior…
    Além dos óbvios Djokovic e Nadal, eu ia incluir na prateleira de baixo Berretini e Hurcazs, e ainda ia colocar o Cilic como um perigo pra qualquer um, vide que foi muito bem em RG.
    O Italiano e o Croata covidaram, e o Polonês perdeu na primeira rodada pra um saibrista sem grande saque.
    Nadal e Djokovic que se cuidem, com as zebras e o vírus. (Principalmente o não vacinado Sérvio).

  6. mauro

    Está cada vez mais indigesto assistir jogos de tenis por conta da gritaria dos tenistas .
    Antes eram mais as mulheres mas agora o masculino também e alguns com gritos e berros longos que atrapalham e muito os adversários .
    A ATP e WTA deveriam proibir esta prática que está cada vez pior, fora os punhos cerrados em direção aos adversários .
    Parecem que querem dizer que o adversário não é de nada.

  7. Luiz Fernando

    Fui assistir a gravação da partida e desisti ao final do set1. Q mediocridade, nada funcionou bem: serviço, movimentação, potência, muitas bolas curtas permitindo drops mortais. Imaginei uma melhora nos últimos games, mas foram muitos erros do gringo e não grandes méritos do Nadal. Como o Paulo comentou ontem em relação ao Djoko, Rafa deve ter comido feijoada antes, mas em dobro. Nem parecia um cara bicampeão do torneio. O único consolo é q é difícil piorar…

  8. Luiz Fernando

    Há uma matéria acerca da grana da família Pegula no site, eu q sempre adorei o futebol americano me lembro da compra do Buffalo Bills, há uns 9 anos, pela modesta quantia de 1.5 bilhão… de dólares, claro!!!

  9. Luiz Fernando

    Rafa escapou de um vexame, mas o desgaste exagerado numa primeira rodada vale do cabeça um ao último jogador qualificado, pode cobrar um preço alto na frente. E cedeu um caminhão de breaks, mesmo c alto percentual de primeiro serviço; o baixo aproveitamento com o segundo demonstra a mediocridade do fundamento, essencial nesse piso. Claro q há 3 anos o cara não jogava na grama, mas vejo esse fator como menor, não deve ter jogado bem mesmo. Talvez o único detalhe positivo além da vitória seja a ausência de comentários sobre o pé. No mais é aguardar uma evolução, mas essa primeira rodada me decepcionou…

  10. Heitor

    Alize Cornet:

    Em Roland Garros, houve uma epidemia de Covid, mas ninguém falou sobre isso. No vestiário, todo mundo teve e não falamos nada (…) Acho que é um acordo tácito entre nós. Não vamos testar a nós mesmos para nos metermos em apuros!

  11. Ronildo

    O ALÉM já está cuidando do outro lado da chave: o cara que ia vencer Djokovic na final caso Djokovic chegasse lá, já foi pra casa contaminado por Covid.

    É terrível, terrível.

    1. Paulo Almeida

      Você seca tanto o Djokovic que se esquece do Nadal. Berrettini não passaria de um espanhol embalado na semifinal de jeito nenhum. Aquela esquerda dela confessa tanto quanto a do Federer confessava até 2014 contra o forehand do arquirrival.

      De qualquer forma, foi uma perda importante para o torneio, bem mais que o Cilic.

  12. Marcelo Costa

    Infelizmente os ” vencedores” deste torneio são a covid que tirou um dos favoritos, e a guerra que tirou pontos de todos e excluiu dois paises da competição. Extra quadra deixando suas marcas de morte e destruição.

  13. Valmir

    Bom dia Dalcim,
    Alguém (se alguém concorda comigo e gosta da Bia como eu) pode falar com equipe da Bia que não há como jogar 37 torneios por ano e ter êxito? Que os grandes tenistas descansam antes dos GS. Que quem joga toda semana vive cansado e não tem boa performance em grandes eventos.
    Que a Krejcikova jogou mais de 40 torneios no ano passado e este ano praticamente se arrastou em quadra quando conseguiu entrar em quadra. Ela dizia que e seu lema era “eu descanso jogando”, acho que ela deve estar bem cansada este ano já que não consegue colocar o corpo em condições de jogo…
    Dizer que é preciso diminuir para no máximo 20 torneios por ano sob pena de estourar o corpo em algum lugar.

    Continuo firme na torcida.
    Um abraço

  14. Rafael Darvin

    Dalcim,

    Tudo bem?
    Pelo visto a chave abriu para ambos – nole e rafael. Com a saída de Berrettini o torneio perde muito a graça pois no meu entendimento ele seria um fortíssimo candidato.

  15. Groff

    Como falei no outro post, pode entregar ao taça para o Nole. Agora nem o Berretini para tentar tirar um set.

    Quanto aos jogos, especialmente os que vi (acompanhei o do Hurkacs até uma das paradas por chuva) o que me parecer ter feito uma diferença tremenda para quem vinha dos outros torneios é a lentidão do piso. Zilhões de troquinhas de bola que não se viam em Hallle e outros lugares. Queria, inclusive, que alguém perguntasse isso à Bia. Estou vendo o jogo do Kyrgios no exato instante em que escrevo e ele perdeu o primeiro set entre ralis, mas vai sacar agora em 5-1. Você percebeu essa diferença também, Dalcim? Tem alguém comentando isso?

    1. Sérgio Ribeiro

      Então , caro Groff . Kyrgios ao final da partida para o Eurosport : ” Estou a jogar Roland Garros em Relva ” . Imagine na segunda semana ? … Abs!

    2. Paulo Almeida

      20 anos depois e você ainda reclama disso, Groff?

      Lembrando que o tamanho da bolinha tem um efeito até maior do que o corte da grama. Esqueça aquele Wimbledon dos anos 90, não vai voltar, mas ainda assim verá muitos aces.

      Abs!

        1. Paulo Almeida

          Sim, eu me referia às bolinhas de antigamente. A diferença de Halle pra Wimbledon fica por conta somente do piso.

      1. Sérgio Ribeiro

        É assim que eu aprendo com ti e Saretta ??? . De uma vez por todas , tu não sabes nada . Podes tirar onda com essa meia dúzia que te aguenta aí na Kombi . Até Federer na última que esteve em RG , afirmou que estava mais rápido do que muitas quadras do Circuito. Na segunda semana Wimbledon fica praticamente igual a RG . E’ claro que tem Aces , assim como Paris . Veja o estrago que este Norte-americano , com saque-voleio, fez com Aliassime. Veremos na segunda semana . Abs!

        1. Paulo Almeida

          Assim e de outras formas também, rs. Não adianta ficar nervosinho: essa asneira de saibro verde não cola e é desculpa de perdedor. E quem é que te aguenta aqui? Eu ainda sou um dos poucos.

          Eu nem vou discutir velocidade de Wimbledon com Roland Garros e muito menos a quantidade de aces; é absurdamente nítida a diferença. O Cressy se sobressaiu hoje porque a GRAMA favoreceu seu jogo de saque-voleio. Aprenda mais essa!

          Abs!

          1. Sérgio Ribeiro

            Tu que me aguentas ? Jura ??? . Na primeira semana a GRAMA mesmo com o corte MADE IN padronização, ainda está nos conformes , embora bem mais lenta que em 2001 . Tu não sabias nem quando isto ocorreu pois se entregastes legal . Não acompanhavas o Esporte e teve que se pendurar em Saretta . Na segunda semana além de bastante irregular ela fica em grande parte ( na linha de base principalmente) somente terra . Os jogadores em sua maioria não saem lá do fundo . Negar isto é assinar um atestado de ignorância rsrs. Abs!

          2. Sérgio Ribeiro

            Ps . E quem está nervosinho ??? . Pelo jeito estás tu , que não estás podendo dizer “ goat “ todo dia, devido o paraguaio permanecer atrás nos SLAM . Não passou nem o Craque Suíço kkkkk. Abs!

          3. Paulo Almeida

            Sim, muitos não gostam das suas graças e já vão logo lhe dando patada, enquanto eu não me incomodo tanto.

            Eu sei que vira terra lá no fundo, mas ainda assim essa terra oferece menos atrito do que o saibro e logo menos lentidão. O ideal seria um estudo científico sobre isso, mas visualmente dá pra perceber comparando um jogo em cada superfície.

            Ainda acho que ele é o GOAT por pouco, mas no final dificilmente será se não jogar mais AO e USO. Enfim, há outras formas de me referir ao Craque, sem problemas!

            Abs!

  16. Sandra

    Dalcim , Wimbledon e sempre correto , será que eles não vão verificar esse surto de Covid ! Sei que vc não gosta mas quem pegou Covid foram todos na chave do Nadal , se não é o pé de Cinderela e a sorte que ele tem , só resta saber quem ele vai enfrentar na final ?

  17. Gilvan

    Uma pena o mau desempenho da Bia em Wimbledon. Ao menos isso não irá interferir no ranking dela. Aliás, Dalcim, já calculou se ela vai ganhar algum posto no ranking, depois de descontados os pontos de Wimbledon do ano passado?
    O foco da Bia agora deve ser direcionado para o grosso do circuito: quadras duras. Aproveite esse período livre para fazer a transição e chegar voando quando iniciar a gira de quadras duras, onde tem ótimas chances de subir ainda mais seu ranking e, quem sabe, faturar torneios.

  18. Lucas Pires

    Acredito que esse tipo de derrota da Bia faz parte de uma evolução como atleta profissional. Eu sempre gosto de ouvir atleta experiente falar “tal derrota me ensinou muito”. Talvez daqui 4-5 anos vamos escutar a Bia falando sobre como essa derrota ajudou na evolução dela. Abraço a todos.

  19. EDVAL CARDOSO

    É, mais uma baixa de peso nesse wb, Berretine era o mais cotado pra uma possível final contra o Djoko, mas desistiu.
    Abriu a porta pra mais um sensacional Djoko x Nadal, claro que se os dois fizerem sua parte né?

  20. Sérgio Ribeiro

    Bem , que Juan Carlo Ferrero nunca venceu nada na grama todo mundo sabe , mas fez duas Quartas em WIMBLEDON. Daí que surpreende mesmo as declarações de seu pupilo . ALCARAZ ano passado jogou 5 Sets , portanto não era pra se surpreender tanto com o piso verde . Tem que se dar um desconto ao moleque ainda muito imaturo. Mas de longe a grama é muito mais difícil de adaptação que o Saibro, isto somente jenios discordam rs. Abs!

  21. Ronildo

    Quando Thanasi Kokkinakis despontou no circuito, tinha ambição de um dia chegar ao número 1. Infelizmente as contusões atrapalharam muito sua carreira. Porém quando vê um tenista com bom ranking pela frente, e Djokovic é o atual número 5, fica totalmente inspirado. Esse jogo é imperdível. Estou pressentindo que Djokovic vai ser eliminado quarta-feira.

    1. Paulo F.

      Concordo.
      Kokkinakis pertence à mesma geração australiana dourada de Kyrgios e Tomic.
      Jovens comprometidos e atletas exemplares.
      Agora, livre de lesões, irá demonstrar contra o sérvio todo o seu talento à la Borg.
      O greco-australiano deverá aplicar um sonoro triplo 6-2.

      1. SANDRO

        Geração DOURADA só se for pelo bronze do Sol escaldante da Austrália, porque os caras não ganham nada de Torneios…

        1. Paulo F.

          O Sérgio Ribeiro, dada a sua dificuldade de interpretação, eu entendo que não consegue compreender ironia.
          Mas tu, Sandro?

      2. Sérgio Ribeiro

        Falando em geração, informadissimo P. F. De onde tirastes que GUGA parou nas Quartas de WIMBLEDON para o magistral Alexandre Popp ??? … Abs!

  22. Gildokson

    Interessante a análise do Alcarzaz sobre o tênis jogado na grama. Mas quem é ele perto do Sandro que comenta aqui?
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. Sérgio Ribeiro

      E’ caro, Gildokson. Mas o Tourinho assassino nunca passou da segunda rodada . Se chegar na quarta rodada , vera’ uma diferença na grama absurda . Lá no fundo onde jogam 99% dos Tenistas atuais , vira e’ um Saibro Verde mesmo kkkkkk. Abs!

    2. Valmir da Silva Batista

      GILDOKSON, você tem razão, afinal de contas, ambos sequer chegaram a uma final de Grand Slam… rsrsrsrs…

  23. Evaldo Aparecido Moreira

    Boa noite Mestre
    Realmente frustração , mas que arrancada espetacular , isso sim foi tremendo, maravilhoso mesmo .
    Mestre , vc me respondeu no posto anterior, o que foi o Plano A mesmo , poderia me explicar melhor esses atenuantes do Plano A que tanto faltou ao jogo da Bia!?

    1. José Nilton Dalcim

      Eu brinquei, Evaldo. O que faltou à Bia não foi um plano alternativo, foi o plano principal dar certo. Como ela própria explicou, não conseguiu ser agressiva, a devolução estava muito abaixo do que vinha fazendo e isso fez enorme diferença. Ela poderia talvez ter bloqueado mais a devolução, mas isso deixaria uma bola lenta de ataque e talvez não fizesse tanta diferença.

      1. Valmir da Silva Batista

        TROCANDO EM MIÚDOS, a Bia não jogou porra nenhuma ante a uma adversária de ranking infinitamente inferior. Claro que as explicações colocadas por você, Dalcim, são cabíveis, mas se forem comparadas com o que Bia poderia ter produzido, perdem o sentido e acabam adquirindo ares de desculpa esfarrapada, pelo vexame da derrota. Bia é profissional há cerca de dez anos e sua carreira é permeada, quantitativamente, por sequências como a desta derrota, ou seja, a Bia Haddad normal é a que vimos na referida derrota e não a dos dois torneios vencidos, com méritos, nas duas semanas anteriores a Wimbledon, tais semanas, aliás, ficam como sendo o auge de sua carreira, pois disso não que passará. Quanto aos arquibaldos e geraldinos, pretensos comentaristas deste blog, espero que aprendam, com o fator Bia, a não deixarem mais as patriotadas infames lhes subirem à cabeça, afinal de contas, uma analogia menos rasteira não faz mal a ninguém…

        1. Maurício Luís *

          Pode até ser que você tenha razão, mas eu me reservo no direito de acreditar que ela mudou de patamar e vai ficar neste nível ou daí pra cima. Embora não seja nenhuma menina-prodígio, mas acontece que ela teve a carreira interrompida algumas vezes.

          1. Valmir da Silva Batista

            MAURÍCIO LUÍS, vários outros tenistas já tiveram suas carreiras interrompidas muitas vezes, isto não ocorreu apenas com a Bia e tampouco é fator determinante para que um jogador se recoloque bem no circuito ou não, ou seja, você está é querendo forçar a barra, só porque se trata de uma tenista brasileira, o que corresponde à tal patriotada infame qual me referi acima …

      2. Evaldo Moreira

        kkkkkkk, Eita mestre, brincadeira á parte
        compreendi a sua explicação, vamos adiante e vermos se Bia continua neste embalo, esperamos que sim, que é o correto, boa sorte Bia

  24. Pedro H

    Tv hj resolveu mostrar o jogo da Bia em vez do jogo do alcaraz. Meio que para se redimir dos ataques das semanas anteriores em que não mostrou a Bia.
    Mas não tinha Wimbledon junto né.
    Eu, Pedro Henrique,, prefiro ver os jogos do masculino.

    1. Rafael Azevedo

      No meu caso, eu preferi assistir o jogo da Bia, mesmo.
      Inclusive, eu tenho a assinatura do Star + e poderia ter acompanhado o jogo do espanhol, mas quando tem brasileiro em quadra, eu fico tenso.

  25. Rafael Azevedo

    A devolução da Bia estava terrível. Era só a Juvan colocar a bolinha dentro da quadra no saque que a brasileira devolvia para fora.
    Foi frustrante.
    Mas, ainda acredito em um bom segundo semestre da nossa tenista.
    Ele mostrou que tem potencial para disputar contra as grandes. Agora, é hora de se firmar, de adquirir consistência, de permanecer nas posições altas do ranking.

  26. Maria Izabel

    Wimbledon começou triste com a Bia saindo.
    Treino é treino jogo é jogo.Todos com problemas para decidir os jogos.Alcaraz pela idade e tenis que tem ,saiu de um buraco em grande estilo.
    Há pouco ,acabei de ler no As, que Marin Celic está fora de Wimbledon porque está com Covid.
    Esse Wimbledon vai ter muitas surpresas,vamos aguardar e tomara sejam boas surpresas.

    .

  27. Luciano Bernal

    Não penso que os problemas enfrentados pela Bia em suas duas derrotas sejam simplesmente falta de agressividade, como ela destacou ou seu time demonstrou, principalmente na derrota para Kvitova, quando insistiam pra ela atacar na devolução de saque. Nitidamente ela estava sem o tempo de bola para receber tão adiantada o serviço, como ela gosta. Portanto, acho que faltou variação tática, tentando entrar mais nos pontos pra tirar um pouco a confiança das adversárias. Utilizar também o slice, seria uma ótima opção pra tentar mudar jogos como estes.

  28. Paulo Almeida

    Triste a queda da Bia e surpreendente a do triturador do Sparrón. Esse cara é muito 8/80, mas agora é menos um sacador no caminho, caso o Craque siga avançando.

  29. Sandra

    Dalcim , o Alcaraz estava alegando contusão no cotovelo , não é muito cedo , 19 anos para começar a se contundir ? Só vi Federer e Djokovic se contundirem depois de muitos anos no circuito e uma última coisa , o coaching ajudaria em alguma coisa os Tops?

      1. Barocos

        Dalcim,

        É verdade que não há idade para isto, mas pode ser um indicativo de que o jovem espanhol precisará dosar melhor as pancadas na redonda. A energia impressa à bolinha é proporcional ao quadrado da velocidade e esta está relacionada ao impacto/pressão sobre as articulações. A grosso modo, se o jogador rebate a bola a 165 km/h, ao invés de 150 km/h, embora a relação entre as velocidades seja de 10%, o potencial impacto sobre as articulações é 21% maior, algo bem considerável e, provavelmente, o motivo pelo qual o Delpo desenvolveu tantas lesões. Claro, atletas diferentes têm articulações diferentes e limites igualmente diferentes.

        Saúde e paz.

  30. Sandra

    Dalcim uma curiosidade, o Guga ganhou algum torneio na grama , ou ao menos conseguiu chegar longe em algum torneio ?

      1. Paulo F.

        Uma pena que nesse ano perdeu para o “famoso” Alexander Popp.
        Mas é a saibrodependência que tanto vitima o tenista latino.
        Por essas e outras foi um grande sopro de alento o que a Bia fez esse ano na grama.
        Por decepcionante que tenha sido a eliminação de ontem.

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