O digno adeus de Tsonga
Por José Nilton Dalcim
24 de maio de 2022 às 20:47

A última partida se tornou um fiel espelho do que foi a carreira profissional de Jo-Wilfried Tsonga. Jogou num nível muito alto a maior parte do tempo, deu espetáculo com lances geniais, Suou, vibrou e sorriu até que veio a contusão que acabou com suas chances.

Tsonga pertence à lista daqueles que tiveram o azar de ter nascido na era do Big 4. Provavelmente, teria feito mais do que uma final de Grand Slam ou somaria outros Masters 1000 aos dois que ganhou, já que sempre se mostrou competitivo em todos os pisos. Não por acaso, integra o grupo dos raros que ganharam de Federer, Nadal e Djokovic enquanto líderes do ranking e em torneios de Slam.

Sempre foi um dos meus tenistas prediletos, principalmente quando se dispunha a abusar do jogo de rede, onde sempre deu show. Entre suas atuações emblemáticas, estão a semi de Melbourne contra Nadal e as quartas de Wimbledon frente a Federer. Mas o corpo grande e pesado lhe custava todo tipo de contusões e isso se agravou ao longo da carreira, com paradas cada vez mais frequentes e longas.

Número 5 do ranking por 12 semanas o levou à condição de maior destaque do tênis francês das últimas duas décadas, período em que ganhou 18 torneios e integrou o time campeão da Copa Davis que resgatou a memória dos Quatro Mosqueteiros.

A comemoração entusiasmada nas vitórias e a semelhança com Muhammad Ali o deixaram ainda mais icônico. Tsonga, tal qual Juan Martin del Potro, fará muito falta ao circuito pela competência, dedicação, carisma e comportamento digno, qualidades que cada dia mais são relevantes neste planeta.

Presente de grego – Stefanos Tsitsipas ganhou o lado mais fácil da chave, mas todo mundo sabia que a estreia seria perigosa. Outra vez, Lorenzo Musetti esteve 2 sets à frente e não levou em Paris por absoluta falta de físico. Isso precisa ser revisto. A parte boa foi ver que Stef não perdeu a cabeça.

Russo em pé de guerra – Tal qual ocorreu com Djokovic, Andrey Rublev está procurando uma desclassificação e vai achar. Descontou raiva na bola e ela passou a centímetros da cabeça de um auxiliar de quadra. Depois se controlou e venceu Soonwoo Kwon. O outro russo. o cabeça 2 Daniil Medvedev, mostra aquele forehand pouco convincente para o saibro mas o contundido Facundo Bagnis não fez mais do que seis games e duas quebras de saque.

Nórdicos avançam – Além de Casper Ruud e sua suadíssima vitória sobre Tsonga, o tênis nórdico avançou com Holger Rune, Emil Ruusuvuori e Mikael Ymer. Nada mal. Destaque absoluto para o garoto Rune, que acabou de fazer 19 anos e ganhar Munique. que não deu chance a Denis Shapovalov e pega o suíço Henri Laaksonen.

Festa francesa – A torcida foi demais, tanto na homenagem a Tsonga como no apoio a Gilles Simon e Hugo Gaston, que fizeram milagres para virar o quinto set. Despedindo-se do torneio, o veterano Simon ganhou os últimos quatro games para surpreender Pablo Carreño. Já o canhoto Gaston, rei das deixadinhas, perdia o set final por 0/3 e levou no supertiebreak diante de Alex de Minaur. O não menos veterano Richard Gasquet atropelou, mas Paire, Mannarino, Pouille, Humbert, Rinderknech e Bonzi deram adeus. No feminino, Cornet e Garcia não perderam set.

Badosa e Halep acordam – Enfim, a espanhola Paula Badosa jogou o que se espera dela sobre o saibro e só perdeu dois games da convidada Fiona Ferro. Tomara que embale. Simona Halep levou um susto com a canhota poderosa da juvenil alemã Nastasja Schunk, mas se achou no terceiro set. Mostrou um tênis mais agressivo, porém o saque precisa melhorar.

Americanas seguem – As quatro americanas que figuram como cabeças de chave no feminino estrearam bem. Danielle Collins, Jessica Pegula e Madison Keys se juntaram a Amanda Anisimova. Curiosidade foram os 9 match-points evitados por Qiang Wang antes de enfim Pegula concluir.

Duplas brasileiras – Rafael Matos ganhou seu primeiro jogo de Grand Slam, sinal do bom momento ao lado do espanhol David Hernandez. Já Marcelo Melo, finalista em Lyon no sábado, entrosou bem com o argentino Maximo Gonzalez e vai encarar agora o incansável Feliciano López que joga com Maxime Cressy;


Comentários
  1. Sérgio Ribeiro

    Bem , o Post de Novak ou Rafa ou ALCARAZ, nunca foi tão pertinente. Como já tinha sido abordado também no Post bem antes de RG , que o moleque poderia sentir a responsabilidade do favoritismo absoluto, nada como mais de 74 ENFs pra confirmar. A velocidade de Madri não bate com o Saibro de Paris . Daí que de nada adiantaram mais de 70 WINNERS para não passar sufoco danado contra um Canhoto bastante conhecido seu , e que Novak e Nadal provavelmente varreriam da quadra em Roland Garros . Tudo isso pra dizer que Carlitos mesmo fazendo coisas inacreditáveis em quadra , deixou o sangue assim com Zverev e Tsitsipas, mas não ainda o suficiente pra enfrentar, a meu ver , Novak e Nadal numa Semi neste SLAM , nesta superfície. Abs!

  2. Willian Rodrigues

    Conforme já foi colocado por inúmeros frequentadores aqui do blog, os jogadores estarão cada vez mais estudando o jogo do Alcaraz, buscando explorar os pouquíssimos pontos fracos em seu jogo. Trata-se de um novo fenômeno, sem dúvidas, mas ainda perderá algumas partidas/torneios até se tornar hegemônico no circuito. Em inúmeros slams que venceram, os membros do Big 3 tiveram que enfrentar jogos longos, e isso serviu como combustível, apenas aumentou a motivação pelo título. Jogos vencidos assim, salvando match point, provocam crescimento no torneio. A confiança sobe muito! Penso que um jogo assim logo na 2ª rodada acaba tornando esse garoto ainda mais favorito. Vejamos…

  3. Ronildo

    Molcan estava igualando as ações. Se vencesse o terceiro set iria virar o jogo. Porém Djokovic reuniu as últimas forças para conquistar o terceiro set e encerrar a partida. Se Djokovic vencer a próxima, tudo indica que vai pegar Dimitrov nas oitavas. Tomara que Dimitrov não entre contundido contra Djokovic, porque está jogando um belo tênis. Se continuar jogando assim, encontrará Nadal nas quartas. Podemos ter um semi Dimitrov vs Alcaraz. Neste caso vou torcer para Dimitrov.

  4. Groff

    Que coisa mais triste a aposentadoria do Tsonga. Tive a sorte de vê-lo ao vivo na exibição do Federer em São Paulo e era, de longe, um dos meus favoritos do circuito. Um pacote impressionante: ótimo saque, direita devastadora, grande jogo de rede e uma esquerda versátil, inclusive com a rara possibilidade de troca de empunhadura para bater com duas ou uma mão, nesse caso para slice e até flat em alguns momentos. Sensacional jogador. Para abordar o que faltou para o francês ganhar mais durante a carreira, vou usar um trecho do texto do Dalcim:

    “Mas o corpo grande e pesado lhe custava todo tipo de contusões e isso se agravou ao longo da carreira.”

    Pois é, o excesso de movimentação lateral exigido pelo tênis moderno fez mais uma vítima. Fosse jogador do período de uns dez anos, pelo menos, antes de quando começou a despontar e teria obtido bem mais sucesso.

    Dalcim, sei que o tema é espinhoso e suscita controvérsias aqui no blog; sei também que já discutimos aqui e concordo com sua posição de que o tenista tem que se adaptar. Mas, fazendo um exercício de hipóteses, fosse o circuito menos lento do que é há tanto tempo, você não acha que o Tsonga – assim como diversos outros que não aguentaram a exigência física – teria sido bem mais vitorioso do que foi? Lembro principalmente do período dominado pelo Sampras, quando a bola corria mais do que o jogador. Penso, nesse sentido, em outros jogadores também grandes e pesados, mas a meu ver mais limitados que o francês, como Goran Ivanisevic, que foram campeões de Slam. O que acha? O tênis dito “moderno”, em que até a grama de Wimbledon está vagarosa, teria “matado” esses jogadores? Abraço!

    1. José Nilton Dalcim

      É uma real possibilidade, Groff, porque a maior lentidão do circuito, aliada à modernização do equipamento, fortaleceram muito a devolução e as passadas. Até os grandes voleadores, como Tsonga e Federer, tiveram de recuar para o fundo de quadra e achar caminhos alternativos. Mas nunca saberemos como os outros tenistas teriam se desenvolvido nessa outra realidade do tênis para podermos comparar.

  5. Paulo Almeida

    Djokogênio deu mole e ficou mais um pouco em quadra do que deveria, mas tá valendo.

    Alcaraz sofrendo contra o Ramos é meio preocupante para as viúvas de El Sparrón, não?

    1. Gildokson

      Tem gente de todas as torcidas, imprensa e ex jogadores elogiando esse mlk. Não tente transferir aos federistas a admiração pelo tênis do garoto já ajeitando uma possível zuera quando Djokovic chuta-lo de RG.
      Se isso vier acontecer neh…. Rsrs

      1. Paulo Almeida

        Elogiar eu já elogiei também, mas quem eu vejo desesperadamente torcendo para o moleque tomar conta logo do circuito são vocês, já que o Big 2 ainda está firme e forte em busca de mais recordes, enquanto o Federer…

        1. Sérgio Ribeiro

          P. A. , tu ainda não entendestes o que significa o Esporte Tênis. Esses teus papinhos de Big 2 , Terceiretes , sparros , é de uma criancice sem limites . Surge um fenômeno neste maravilhoso Esporte ( mais um ) e em vez de apreciar , tu mostras o porque parte da Turma da Kombi , realmente não aprecia o Esporte e tão somente o macho alfa paraguaio rs . Na boa , veja os highlights no outro Post e como ele toma conta da torcida Francesa , como pouco se viu com até mesmo membro do Big 3 . Caia na real , o N 6 do momento já pertence ao mundo. Abs!

          1. Paulo Almeida

            Beleza, rei do playground. Talvez algum dia todos nós aqui cheguemos no seu grau de sapiência.

            Abs!

  6. Luis

    Oi Dalcim, foi muito emocionante a última partida do Tsonga, que cara legal. achava que deveria ter perdido para o Nadal ou outro jogador de peso mas estranhamente foi uma despedida perfeita.
    O Casper foi muito legal também. Um momento memorável

        1. Paulo Almeida

          Verdade, juntos com mais de 8 horas de diferença entre os posts, fora que essa foi das raríssimas vezes em que me dirigi ao Heitor.

          Vá amadurecer, Sr. SR. Ainda dá tempo.

          Abs!

  7. Gildokson

    Esse mlk italiano tem problema sério, o cara já deixou de marcar duas vitórias gigantescas em RG por desabar do terceiro set em diante mesmo sendo só um menino, é inacreditável isso justamente no cenário de hoje onde Nadal, Djokovic e cia já mostraram que o físico é um dos principais alicerces para uma carreira vitoriosa.
    E o Zverev também já foi a 5 sets kkkkkk

  8. Sandro

    Bia não foi páreo e não ofereceu nenhuma resistência à musculosa e vitaminada Kaia Kanepi, um verdadeiro trator, que machucou muito a Bia com seu potentíssimo primeiro serviço e, com isso, tornou a partida muito fácil, sem sofrer riscos nos seus games de serviço…

  9. Paulo F.

    E o outro filho de Krypton deixou um set no torneio contra o magistral Ramos-Vinolas.
    Como assim, Alcaraz não iria triturar a tudo e a todos?
    Pelo alento da imprensa, eu achei que o jovem GOAT dos GOATs rira meter triplos 6-0 nos sete jogos.

    1. Sérgio Ribeiro

      Essa é a tal decantada maturidade de certos membros da “ Turbinada “ , agora acompanhada por um “ paspalho “ que se diz juiz , e outro mais estupido dono da chave do jardim de infância. Se incomodar tanto com o jovem fenômeno, demonstra mais uma vez o quanto gostas do Esporte. Na boa , quando se referes a ALCARAZ, o faz com comentários pra lá de risíveis rsrs. Abs!

    2. Ronildo

      Ele está treinando nas situações mais diversas possíveis. Permitiu que o Ramos sacasse para o jogo para testar seu poder de reação. Temos que admitir: foi um excelente treino.

  10. Ronildo

    Não se desesperem, é uma trilogia. Só tem mais uma se tudo der certo:

    Ohh princesa das quadras duras
    Não atuaste em teu território
    Quão grande foram as agruras
    Por isso o resultado simplório.

    És jovem e aguerrida
    Tens muitos anos futuros
    Não te sintas perdida
    Basta não levantares muros.

    Vamos à próxima etapa
    Tens uma força inata
    Desfilarás em quadra de grama
    É onde iniciaste tua fama
    A terra da realeza,
    Onde todos contemplarão tua beleza!

    1. Carlowagen

      Agora sim, Ronildo. Que bonito. Espero que chegue aos ouvidos da menina. Tenho certeza que ela se sentiria nas nuvens ao ler tal poema.

      Principalmente num paìs como o nosso, um paìs de escrotos, onde um gesto de gentileza cem seguido de uma cantada barata!

    2. Paulo Almeida

      Apesar de você detestar o Djokovic, reconheço que seus poemas são de bom gosto. Outro nível.

  11. Barocos

    Sandro,

    Acredito que ninguém discorde ou duvide que a invasão praticada pela Rússia é estúpida, cruel e criminosa, não é isto o que se discute, o que muitos analistas têm se indagado, é se a forma como o presidente americano, Biden, o 1º ministro inglês, Boris, e o presidente da Ucrânia, Zelensky, lidaram com toda a sucessão de eventos, inclusive retribuindo o discurso belicoso do Putin no início da crise (antes mesmo da invasão de fato) na mesma moeda, foi a melhor maneira de prevenir toda a tragédia que agora se desenrola. Não se deve atiçar alguém poderoso, raivoso, insensato, com visões deturpadas de acontecimentos históricos e cercado de apoiadores com os mesmos vícios a agir de acordo com as suas fantasias distorcidas sobre o mundo, mas isto foi feito.

    De fato, é, tragicamente, a história se repetindo com diferentes atores e cenários. Leia a história da 1ª Guerra, se já não o fez (e de muitas outras, se assim lhe aprouver). Ao menos para mim, agnóstico e defensor de que o maior bem de todo ser humano é a vida, sem a qual nada se pode almejar, retrocessos temporários nas liberdades individuais são menos danosas do que a perda gigantesca de milhares de universos (é isto o que cada ser humano é).

    Leia e pense: https://www.bbc.com/news/world-61570444

    Saúde e paz.

    1. SANDRO

      Pelo seu texto, o senhor é o único que lê , o único que estuda, o único que sabe das coisas, então te convido ao senhor ler, estudar e dar a sua opinião livremente dentro de uma ditadura dessas que o senhor apoia…
      Vale ressaltar, que há pena de 15 anos, em regime de trabalhos forçados a Rússia para quem falar contra a a INVASÃO DA UCRÂNIA…
      Ooops, na Rússia eu sequer posso falar que a Ucrânia está sendo invadida, pois o Putin insiste em dizer que é apenasuma OPERAÇÃO ESPECIAL MILITAR e não uma GUERRA, uma INVASÃO, um MASSACRE, um GENOCÍDIO…
      Não!!! Os ucranianos não querem isso!!! Eles querem LIBERDADE!!! Eles não querem algemas de prata russas!!!

      1. Barocos

        Sandro,

        Não sei o que lhe levou a concluir que eu apoio o ditador russo, decerto que nas opiniões postadas por mim não existem subsídios para tal.

        Saúde e paz.

  12. Miguel BsB

    Ronildo meu caro, bota mais uma profecia furada pra sua lista rs
    A Raducanu já foi eliminada na segunda rodada…

    Quanto ao Tsonga, era um dos jogadores dos quais eu mais gostava de assistir jogando.
    Aquela semifinal na ditadura Australiana contra o Nadal foi uma das melhores atuações que eu já vi na história do tênis. Foi um show de voleios, saques, forehand, deixou o Nadal zonzo e sem saber o que fazer.
    Pra quem não viu, vale a pena procurar no YouTube, Ausopen 2008.

    1. Ronildo

      Ela está passando por um penoso processo de maturação reflexiva-autodeterminante. Evidentemente virou uma celebridade. O poder de concentração no jogo se perdeu. Tomara que seja uma crise passageira. Ela está gerindo vários problemas, desafios e crises ao mesmo tempo, sendo muito jovem. Até perseguidor masculino apareceu para desestabilizar a moça.

  13. Carlo Wagen

    – Tsonga: jogava demais em seu auge.
    – Musetti: eu iria perguntar exatamente o que acontece com ele, mas a resposta já está no texto…
    – Armada Argentina: muitos tenistas de qualidade, mas poucos com chances reais de atingir a segunda semana. O que não desmerece ‘los hermanos’ em nada. Uma semana para ser lembrada pelo tênis argentino.
    – Bia HAddad: faria bem a ela (e ao tênis brasileiro) se ela passasse ao menos mais duas rodadas jogando em simples. Fica minha a torcida à tenista.
    – Medveded: vai ser difícil esta zebra chegar a uma eventual final pelo que vi apresentar em quadra. :- D
    – Favoritos no masculino de simples: três favoritos (quatro, se contarmos com o Tsitsipas) é uma novidade em RG em muitos anos, onde o único favorito desde 2005 chama-se Nadal (as vezes na companhia do Djoko). Federer não conta, pois nunca fez frente ao NAdal em RG, sem desmerecer seu título, nem suas quatro outras finais.
    – Tenistas russos: deve haver muita pressão (e ofensas) nas ruas de Paris contra Rublev e contra os tenistas russos. A Europa tem a questão étnica muito forte e o seu local de origem ainda conta bastante. Momento de muita calma. Talvez em algum momento, ele desabafe em frente as câmeras e poderemos saber o que se passa para tanta revolta que não me lembro ser parte dele até o presente momento no circuito.

    Agora.. vamos ler os comentários das crianças falando sobre o seu GOAT…. e sobre como é bom torcer para alguém que satisfaça minhas condições de quase nunca perder e ser o melhor dos melhores (ou o famosos campeão dos campeões).

  14. Barocos

    O retrospecto de previsões do Ronildo continua beirando a perfeição, claro, se lembrarmos de aplicar o operador lógico booliano de negação antes de suas afirmações.

    Dá-lhe Ronildo! 😉

    Saúde, paz e humor.

  15. Henrique Cipriano

    Realmente, foi um digno adeus esse do Tsonga. De todos os jogadores que não conquistaram slam na era do Big 4, Tsonga era o que eu mais torcia para que conseguisse pelo menos um, pois sempre gostei do tênis dele. Seus golpes tinham muita potência, além de também saber volear. Me lembro daquela partida sensacional contra o Federer em Wimbledon 2011, em que o francês praticamente não deu chances para o suíço a partir do terceiro set. Mudando de assunto, o grego se safou ontem, o que contribuiu muito foi a falta de físico do Musetti. Aliás, penso ser muito estranho um atleta tão jovem ter uma resistência física tão limitada. Certamente isso precisa ser investigado.

  16. Daniel+C

    Rapaz, a Raducanu não é nem sombra do que foi no US Open. Regrediu tecnicamente e parece não manter a intensidade o jogo todo. Tem que reavaliar urgentemente a equipe técnica, ou seria um problema de foco como foi o caso da Bouchard.

    Nem sei mais dizer se ela realmente tem potencial para ser protagonista, pq o conjunto tênis + físico está risível. Só espero que não seja mais um caso de tenista destruída pelos holofotes da mídia e pela pressão por conta dos contratos milionários.

    Só sei de uma coisa: demitir o técnico logo após o US Open e comparecer a vários eventos ou festas de gala já foi um péssimo sinal. E por conta dessa demissão (que achei injusta) do técnico, certamente atraiu mau olhado também.

    1. Barocos

      Daniel+C,

      Pelo jeito, não é só o sérvio que é adepto de crendices, “mau olhado”?

      Saúde e paz.

  17. Marcelo Costa

    No emocionante adeus do francês, que lembrou quem esteve junto dele diante de sua iluminada trajetória, e em um palco recheado de pessoas que se renderam a justa homenagem. Mas notem que ninguém falou em semanas, ninguem quis saber sobre o pé de um, a falta de vacina de outro, ou o joelho de um terceiro, não foram avaliados golpes de Tsonga, não vociferaram goat, não rebateram qualquer elogio ao nobre francês, ou seja, só a emoção do esporte em sua sintese, só houve ali amantes de tênis, vendo o adeus de um dos que mais o amam, Tsonga entra pra história, deixando o tênis na sua eternidade.
    Veremos o dia que outros icônes irão pelo mesmo caminho, haverão emocionantes homenagens, não irão citar semanas, os pés, o smash, só rendição a emoção daqueles que param, para o tênis prosseguir.

  18. Rossini Santiago

    Já teve um special da ATP sobre o Musetti. Passou um dia na ESPN enquanto eu aguardava um jogo começar. O rapaz é novo, o técnico consciente do problema do físico, mas até agora não encontraram solução. Uma pena.

    O Berretini também é um cara grandão, aí nos melhores anos da carreira até então, deve estar sujeito também ao que passou com o Tsonga. Tomara que eu esteja errado.

    1. Luis

      Uma pena o que acontece com o Musetti, hoje é um dos jogadores que mais gosto de ver, tem um pouco de tudo, menos fisico… queria ver ele melhorando e virando um grande jogador, seria ótimo para o tenis

    2. Luiz Fabriciano

      Realmente, durante Roma, esse documentário se repetiu algumas vezes.
      Espero também que encontrem o caminho.

  19. Rubem+Corveto

    Tsonga um dos grandes talentos do Tênis Francês com Richard Gasquet, ótimos Tenistas que ficaram no quase e deixaram o Tênis francês no topo do ranking.
    Mas há dez anos que o tênis francês vem perdendo espaço, sem renovação e sem títulos significativos. Em pleno RG grand Slam Francês nenhum tenista do país deve chegar às quartas e talvez nem as oitavas.
    Decepção para um país que sempre tinha mais de 10 tenistas no Top100 rivalizando com a Espanha e Estados Unidos.

  20. SANDRO

    Tsonga se despediu em alto estilo, em Roland Garros, porém, o novo queridinho do tênis francês é o jovem Hugo Gaston, de 21 anos, conhecido na França como o “Rei do dropshot”, golpe que usa com bastante frequência e seu piso preferido é justamente o saibro. Resta saber até onde a torcida francesa consegue empurrar a sua jovem promessa nesta edição de Roland Garros…

  21. George Beco

    Dalcim, vendo essa geração francesa, SImon, Tsonga, Gasquet e Monfils, todos coadjuvantes entre os tops, você acha que se o Brasil tivesse uma geração dessa o tênis brasileiro teria avançado?
    Ou melhor, faço outra pergunta, o que seria melhor, um Guga isoladamente sendo n1, ou pelo menos 4 tenistas flutuando no entre os tops?

    1. José Nilton Dalcim

      É uma pergunta muito difícil de responder, George. Ter um número 1 ou um campeão de Slam, ainda mais do porte carismático de um Guga, é o sonho de qualquer país, o que impulsa tudo para cima. Mas ter apenas um grande nome traz um peso enorme sobre ele e por isso seria sempre bom dividir os holofotes. Acho que ter vários tenistas tops é sinal de que o país faz um trabalho de base bem feito. Ter apenas um grande nome mostra geralmente trabalho totalmente individual.

    2. SANDRO

      Na minha opinião particular, eu prefiro ter um Gustavo Kuerten brilhando em ROLAND GARROS a ter 10 ou mais coadjuvantes como a Argentina tem atualmente…

  22. Rodrigo S. Cruz

    Você tem toda razão nessa, Paulo F.

    O Federer já foi chamado aqui de “boca murcha”, o Nadal de “Ogro careca”, e por aí vai.

    E ninguém nunca deu a mínima pra isso, e nem deveriam ligar mesmo.

    Tenista são figuras públicas, e sujeitas a tudo isso…

    O absurdo é tentar usar isso como pretexto para poder atacar participantes do blog.

    (e não estou falando de você)

    Abs.

    1. José Nilton Dalcim

      Pela última vez, Rodrigo. Responda na sequência do assunto, não abra assunto novo para tratar de uma resposta. Siga a lógica do Blog. por favor.

  23. Bartolomeu

    Sempre fico triste quando um tenista que jogou com o top 3 se aposenta, pois o fim de uma época dourada vem assim, aos poucos, das margens para o centro.

    Há alguns anos foi o Ferrer, ontem o Del Potro, hoje o Tsonga, amanhã o Wawrinka, o Federer já não joga há um ano, Murray já não é o que um dia foi, e assim vai. Mais quanto tempo teremos Nadal e Djokovic? Dois, três anos?

    É bom que o tênis continue. Mais do que bom: é essencial o aparecimento de um jovem como Alcaraz, mas o fim é sempre crepuscular. Como diria Eliot: o mundo termina não com um estrondo, mas com um murmúrio, um muxoxo. Vai indo, vai indo, e todos passam.

  24. evaldo moreira

    Agora………….
    Comentário atrasado, mas gostaria de deixar registrado aqui na nossa comunidade.
    Embora RG/2022, tenha começado, me espanta e fiquei horrorizado quando vi na chave masculina, em que não teremos nenhum tenista masculino na chave masculina, o Guga que faz falta, tantos outros lá trás.
    Temos a Beatriz Haddad, ok. Mas entre os homens, dificil de aceitar.
    Veja os hermanos, nossos vizinhos, 11 tenistas argentinos, senão me falha a memória, 11 los hermanos, inacreditável tenis club, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    Dalcim, uma pergunta, grato se puder responder:
    Até quando o tenis brasileiro vai continuar assim?
    O que é preciso fazer de fato, embora vc já tenha respondido, mas é preciso mais, concorda!?
    Do jeito que está, não se pode continuar, temos bons tenistas, apenas bons e nada mais, e preciso mais………

    1. José Nilton Dalcim

      Não existe fórmula, Evaldo, e nem sempre a questão é apoio financeiro. Britânicos gastam rios de dinheiro e têm a mesma dificuldade, apenas como exemplo. Eu acho que nosso sistema falha ao esperar aparecer o resultado para aí investir no tenista que mostrou tal potencial, ao invés de ir em busca do talento, que pode estar ‘escondido’ em muitos torneios e centros menores. Veja o exemplo do vôlei, com aquelas imensas ‘peneiras’ que acabam descobrindo sempre um grande potencial. Abs!

      1. Luis

        Dalcim, se você tivesse um filho talentoso no tenis e ainda novo, com mesmo de 19 anos, no Brasil. Qual caminho você tentaria trilhar para ele hoje em dia?

        1. José Nilton Dalcim

          Existem muitas variáveis a se considerar. Talentoso apenas, mas já com resultados consistentes no juvenil que dê esperança no profissional? Aí eu tentaria mandá-lo para a Espanha. Se fosse talentoso porém sem carreira juvenil concreta, mandaria para o universitário americano.

    2. Sandro

      O que adianta ter quantidade e não ter qualidade? A Grécia, por exemplo, tem apenas um TOP no masculino e uma TOP no feminino, TSITSIPAS e SAKARI, que fazem muito mais diferença que esses 11 tenistas argentinos que juntos não possuem os resultados que TSITSIPAS e SAKARI têm…
      Talento não escolhe bandeira, vc pode ter um na Grécia, outro na Sérvia, uma na Tunísia e por aí vai…
      Quer mais investimento no tênis que a França tem? E há quanto tempo não temos um francês Campeão de Grand Slam?
      O Brasil teve seu único Campeão isolado no masculino que o foi o Guga, agora quando surgirá outro super talento como o Guga é difícil saber…

  25. evaldo moreira

    Boa noite,
    Nada contra o grego, joga demais, apesar do comportamento em quadra, em que pese, como memso disse o Dalcim, ele não perdeu a cabeça, fato.
    Agora, convenhamos, esse staf do Lorenzo Museti é muito ruim, mas muito ruim, como não perceberam ainda que, precisam trabalhar a parte fisica do rapaz?
    Principalmente na parte da resistência fisica por exemplo, para aguentar uma melhor de 5 sets por exemplo?
    Veja o Alcaraz, era magrelo, trabalharam o corpo do cara, sem chegar ao exagero, e muito bem trabalhado, vi a estreia do moleque, vai longe.
    Museti tem potencial demais, demais, backhand de uma mão, muito bom, tomara que não fique a esmo, e melhore esse lado fisico.

  26. Paulo Almeida

    Eu nunca vou confiar na esquerda do Tsitsipas, mas acho que a chance de ele cair antes da final era hoje. Vamos observar o desenrolar da parte manca da chave e se isso se concretizará mesmo.

    1. Sérgio Ribeiro

      Nunca vai confiar no Bachand Simples de TSITSIPAS pois pra ti , isto significa “ Esquerda atrofiada “ . O Cara e’ TOP 3 do Mundo e duvido que já tenhas assistido um jogo inteiro do Grego a não ser contra o “ goat “ . Com este mesmo Back ele foi um dos poucos a sair de 0 x 2 contra o Touro ( AOPEN 2020 ) e mandá-lo pra casa . Lembrando que Laver , Pete Sampras e Federer também possuíam mesma esquerda atrofiada. Abs!

      1. Paulo Almeida

        Já vi vários e vários jogos do catimbeiro e a esquerda dele é atrofiada mesmo (assim como a do GOAT falsificado), pois machuca muito pouco e é presa fácil para quem consegue explorá-la. Já falei pra você que as de Thiem e Wawrinka são boas.

        Abs!

    2. Sandro

      Bom Dia Paulo!
      Acho que TSITSIPAS deve tomar cuidado com a pressão psicológica caso enfrente o jovem e talentoso canhoto francês HUGO GASTON…
      O futebol é esporte francês mais popular, porém, em se tratando de esporte individual, os franceses são totalmente fanáticos por tênis. o sangue latino ferve e as arquibancadas vibram como se estivessem num estádio de futebol quando tem um francês em quadra…
      E os tenistas franceses rendem mais com esse empurrão da torcida e dão mais o sangue do que quando jogam fora da França.
      Estou acompanhando os jogos de alguns franceses ou pela ESPN ou pelo EUROSPORT ou pelo canal árabe BeIN, porque acho uma atração à parte acompanhar a torcida de sangue quente latino dos franceses apoiando seus tenistas.
      Zapeando por esses canais assisti a 3 partidas incríveis em que a torcida fanática francesa influenciou muito no resultado e deram aquele belo empurrão motivacional nos tenistas franceses, que foram:
      – Ruud 3 x 1 Tsonga: pena que Tsonga se contundiu, porque senão poderia até ter vencido esta partida no calor torcida.
      – Hugo Gaston 3 x 2 de Minaur: o mais jovem talento francês e novo queridinho da torcida veio pra ocupar o lugar de Tsonga na coração da torcida francesa…
      – Gilles Simon 3 x 2 Pablo Carreño Busta: outro veterano que escolheu Roland Garros para encerrar a carreira, assim como Tsonga, e teve um final de partida tão emocionante que ele mal conseguia falar na entrevista…
      Enfim, acho que se TSITSIPAS não se mantiver altamente concentrado e deixar se influenciar pelos torcedores fanáticos franceses, um possível encontro com o embalado Hugo Gaston pode se tornar perigoso, já que Ruud, de Minaur e Carreño Busta foram muito incomodados pela torcida francesa e isso ficou nítido em quadra…

      1. Paulo Almeida

        Sandro,

        Você tem razão. Esse confronto pode acontecer nas oitavas e o Gaston realmente incomodou muito o Thiem em RG 2020 e o Medvedev em Paris-Bercy 2021, porém ainda acho que o Rune é quem chegará lá.

        Abs.

    3. Groff

      Além da esquerda que você mencionou, não gosto do movimento de saque dele. A mim parece que desperdiça muita energia no giro de trás para a frente, e alguém com aquela altura e envergadura poderia ter um “service motion” bem mais “limpo”, por assim dizer. O Thiem, por exemplo, é mais baixo e tem um saque mais potente e confiável (o problema dele é outro…).

      1. Paulo Almeida

        Cara, eu acho que ele sacava mais em 2018 e 2019, quando derrotou o Djoko duas vezes. Não sei se mudou o movimento.

  27. Heitor

    Pelo segundo ano seguido, o italiano abre 2 a 0 em um top e não sustenta. É uma das coisas que faz os cinco sets serem tão diferentes

    1. Sérgio Ribeiro

      Pra sustentar em qualquer Torneio sobre um Top , precisa ter físico. Não necessariamente os 5 Sets e’ que diferenciam . Ex N 1 juvenil do Mundo , Musetti aos 20 , já levou uma penca de viradas incompatíveis com o seu talento. Possui ZERO ATP. O Grego sobrava em quadra fisicamente. Abs!

    2. Luiz Fabriciano

      Ano passado, ele abriu 2×0 com dois tie-breaks, que em tese, basta apenas um erro do adversário para você fechar o set.
      Ontem, ele abriu 2×0 com autoridade, ou seja, ano passado, passado o susto dos primeiros sets, o sérvio engrenou a marcha e o motor do italiano deu pane, indo para o box antes da hora.
      Ontem, ele não conseguiu administrar a vantagem com a cabeça e no final, apitou novamente.

  28. Vitor Hugo

    Concordo com as qualidades técnicas e jogo excelente de rede que Tsonga tem, muito melhor que o fake sérvio e Nadal, apesar do back do francês ser pífio.
    Mas sobre a personalidade do francês, sempre achei um cara arrogante que acha que joga mais do que realmente joga.

    Mas fato é que, além de Federer, Nadal, Djokobagre e Murray, Stan representa muito mais que Tsonga, que ainda está abaixo tanto de Delpo quanto de Cilic, que são campeões de slam.

    1. Rodrigo S. Cruz

      Tava sumido, hein Vitor.

      Bem-vindo de volta.

      Vamos “secar” o Antivax, para que ele tenha o inglório fim que merece nessa edição de RG.

      kkkkk

  29. Daniel+C

    Caramba, que despedida maravilhosa que fizeram para o Tsonga. Fico só imaginando o quanto será emocionante a do Federer, mas é claro que torço para esse dia demorar para chegar. Mesmo que esse suíço não atue bem na volta e não consiga mais ser competitivo, gostaria de ver ele jogando apesar disso, quem sabe até nas duplas.

    Voltando ao Tsonga, foi um dos meus jogadores prediletos. Aquela semi do AO 2008 contra o Nadal foi memorável. Ele jogou uma barbaridade, pena que perdeu a final para um maratenista. O francês tinha que ter vencido pelo menos 1 GS, mas deixa um belo legado.

    E o Musetti hein, mais uma vez mostra que tem muito potencial, mas perde pro físico. Isso precisa ser corrigido logo. Senão corre o risco de estagnar como o Shapovalov, que vai decepcionando cada vez mais… O Nadal devia estar muito mal em Roma mesmo para perder pro canadense rsrs.

    1. SANDRO

      Só na sua cabeça que Shapovalov está estagnado, o cara joga muito, e ganhou do Nadal justamente porque é um tenista muito talentoso, ele só se perde na falta de paciência, é muito esquentadinho, e isso atrapalha sua concentração às vezes. Shapobalov também é o atual Campeão da ATP CUP, onde fez um torneio espetacular. A estreia de Shapovalov foi difícil, ele não enfrentou qualquer tenista, afinal Rune, de 19 anos, é Campeão Junior de Roland Garros, logo, Rune está em casa e sabe o que é vencer em Paris…

  30. José Eduardo Pessanha

    Mestre, essa participação do López no quali do torneio de simples conta como participação em Grand Slam?
    Abs

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