Mais história para Djokovic
Por José Nilton Dalcim
13 de maio de 2022 às 18:44

Cada vez mais perto da forma necessária para buscar o tri em Roland Garros e seu 21º troféu de Grand Slam, Novak Djokovic estará diante de mais um momento histórico para sua carreira e para o tênis neste sábado, quando jogará a semifinal de Roma para se tornar o quinto profissional da história a somar 1.000 vitórias, primazia limitada hoje a Jimmy Connors, Roger Federer, Ivan Lendl e Rafael Nadal.

Isso o colocará também perto do primeiro título desde novembro e de ampliar seu recorde de conquistas em nível Masters 1000. O número 1 foi mais uma vez mantido pelo sérvio com vitória de peso em cima de um animado Felix Auger-Aliassime, que sacou muito, fez excelentes jogadas, encarou as trocas e exigiu eficiência, pernas e variação de Djokovic. Um grande jogo, que deve encher Nole de confiança.

Vai reencontrar o autêntico saibrista Casper Ruud, a quem superou na semi de Roma em 2020 e tem outra vitória na quadra dura do Finals de Turim. O norueguês parece ter recuperado seu jogo na hora certa e na verdade se testará diante do pentacampeão. Observe-se que ele só pegou jogadores de bolas retas ou estilo agressivo, como Botic van Zandschulp, Jenson Brooksky e Denis Shapovalov. O canadense, que vinha da vitória sobre Rafa Nadal, não soube controlar os nervos nos dois sets tão apertados.

A segunda vaga na final será outra vez decidida entre Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas, autêntico tira-teima. O grego venceu na lentidão de Monte Carlo, o alemão deu o troco na rapidez de Madri e agora vamos ver o que acontece no piso muito mais próximo a Paris. Pena a lesão no quadril sentida por Jannik Sinner – e que também preocupa para Roland Garros – porque o primeiro set diante de Stef foi da mais alta qualidade.

Cabeças definidos para Paris
A sexta-feira também organizou os oito principais cabeças de Roland Garros. Djokovic e Daniil Medvedev irão pontuar a chave, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas serão sorteados como 3 e 4, um para cada lado, e depois virão Rafa Nadal, Carlos Alcaraz, Andrey Rublev e Casper Ruud. Ou seja, não apenas poderemos ter Djoko nas quartas contra Nadal ou Alcaraz, como também é possível que os três caíam no mesmo lado. gerando um óbvio e indesejado desequilíbrio.

O feminino também já definiu as oito principais favoritas em Paris. Iga Swiatek, em sua quinta semi seguida e rumo a mais um WTA 1000, é super favorita. A campeã Barbora Krejcikova, que está inativa, entra no outro extremo, enquanto Paula Badosa e Maria Sakkari serão as 3 e 4. Anett Kontaveit, Ons Jabeur, Aryna Sabalenka e Karolina Pliskova completam o quadro. Jabeur e Sabalenka ainda podem chegar ao quinto lugar em caso de título em Roma, mas isso não muda absolutamente nada no sorteio, já que cabeças de 5 a 8 são livremente sorteadas. O sonho de todas, claro, é ficar bem longe de Swiatek.

Expectativa em Roma
Com Swiatek soberana no circuito, as semifinais de Roma deste sábado podem colocar a polonesa contra a tunisiana Ons Jabeur na decisão, o que teria ares de avant-première de Paris. A polonesa patinou um pouco no começo do jogo contra Bianca Andreescu e teve um inesperado primeiro set duro antes de atropelar. Vai pegar Sabalenka, que enfim quebrou o pequeno tabu contra Amanda Anisimova e tem histórico negativo de 2-1 diante de Swiatek. As duas se cruzaram poucas semanas atrás em Stuttgart e a bielorrussa fez muito pouco.

Jabeur deu um susto. Tinha jogo praticamente perdido quando Sakkari abriu 6/1 e 5/2, com saque. Aí a grega perdeu 11 dos 12 games seguintes quando enfim a tunisiana conseguiu curtinhas precisas e explorou mais a rede. Será ampla favorita contra Daria Kasatkina em busca da segunda final de peso consecutiva no saibro europeu, após o título em Madri.

Bia em dose dupla
Foi muito mais difícil do que se podia esperar, mas Bia Haddad Maia impôs sua maior categoria sobre a francesa Elsa Jacquemot, 229º do ranking, está em outra semi de WTA 125 e muito perto de entrar no top 50. Para isso, precisa vencer neste sábado Ana Bogdan ou esperar que Mayar Sherif não seja campeã no 125 da Alemanha.

Havia tensão. Bia perdeu dois serviços no primeiro set, ameaçou reação mas quase foi quebrada na abertura da segunda série, o que poderia complicar tudo. Reagiu na hora certa, cresceu e empatou. A coisa continou difícil, games longos e chances desperdiçadas, até por fim devolver bem e obter a vantagem decisiva. Um sufoco.

Para completar a ótima sexta-feira 13, a canhota também está na final de duplas ao lado da excelente francesa Kristina Mladenovic, ex-líder da especialidade. O título não mudará grande coisa para a brasileira, mas a manterá entre as top 35 do ranking de duplas.


Comentários

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  1. Paulo Sérgio

    Hoje voltei a frequentar academia depois de 2 anos com medo de me contaminar pela Covid-19 e de bônus um título de M1000 para tornar meu domingo mais especial. Acredito que o recorde de ATP 1000 dificilmente será superado por Nadal com o final da temporada de saibro.
    Basta apenas um slam e um ATP Finals para ser o recordista absoluto do tênis; se empatar em conquistas de slams, o título de goat torna-se indiscutível.
    Imagine o torcedor de Federer que vê Djoko colocar uma vantagem de 10 no números de conquistas de M1000 e agora são 9 Big Titles a mais (63 a 54).
    O jeito é terceirizar torcida para Alcaraz rsrsrs.
    Foi esse grego que disse que o BIG 3 tinha acabado?
    Novak is back!!!

    Que domingo delicioso!

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        1. Sérgio Ribeiro

          O Craque Suíço tem apenas 28 . Destes , tadinho , ZERO na Grama Sagrada. Possui DEZENOVE Títulos contra DEZ de Sampras, nesta Superfície. Lembras o mesmo Paulinho afirmando que Pete era o verdadeiro Rei ??? . E afirmou no Sítio, na Kombi , no fake , digo FaceTenisBrasil e vai por aí…rs . Abs!

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  2. Oswaldo Euclydes Aranha

    DJOKOVIĆ um grande campeão, menos para seus detratores no blog que assim se referem a ele: bagre, pangaré, chiliquento, mau caráter, etc… mas devemos considerar: enquanto …………………..a caravana passa!

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  3. Willian Rodrigues

    Djokovic venceu e convenceu, mais uma vez!
    Volume de jogo considerável: 4/6 break points contra 1/2; 58% dos pontos jogados c/ o 2º serviço; 26 x 14 pontos recebendo o saque; total de 63 x 46 pontos.

    Suficiente para maiores expectativas em Roland Garros

    Único hexacampeão em 3 torneios com superfícies distintas: Roma, Wimbledon e Miami.
    Esta foi a 232ª sobre rivais top 10. Nadal (230); Federer (345).
    Eu não me furtaria a uma leve cutucadinha: 10 Masters 1000 compensam 1 ATP Finals a menos? Rrrsrs…

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  4. Luiz Fernando

    Vitória mais do q esperada de Djoko e com sobras, c direito a pneu, sobre o melhor saibrista da eterna nextgen. Essa é uma geração perdida, respeitarei se o Dalcim me der uma chamada, mas trata-se de uma geração despersonalizada e sem identidade. Os principais expoentes, em conjunto, aos 25 anos de idade, tem uma conquista de GS, num evento em q Medvedev era zebra. Em qual piso qualquer um deles é favorito destacado? Nenhum! Em qual evento um deles é favorito destacado? Nenhum! Vivem dos maus momentos físicos e técnicos do Big 3. E nem se firmaram como estrelas e já estão eclipsados pelo Alcaraz, q veio p salvar o tênis da mediocridade e passividade…

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    1. Israel

      Luiz Fernando, faço minhas as suas palavras. Acho que teremos um Alcarás dominante após a aposentadoria de Nadal e Djokovic (Federer já se aposentou faz tempo). Essa turma que chegou por último (Thiem, Medvedev, Zverev, Tsitsipas…). Até lá, aguentem O CARA!!! Djovodic, a despeito de “NORMAS SANITÁRIAS”, ele domina do tenis mundial! Aceitem que dói menos!

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      1. Sérgio Ribeiro

        Tás de brincadeira L F 2 rs . Quanta bobagem foi dita acima por um cara que não sabe que o que chama de eterna Next Gen , já ultrapassou os 21 . E já venceram uma penca de MASTERS 1000 ( STAN e DEL POTRO somente um cada e ZERO FINALS) . Fatalmente com os problemas de Federer e Nadal , irão junto com ALCARAZ dar muito o que falar . Chamá-los de geração perdida , e’ um desconhecimento total do Esporte que pelo jeito não acompanha . STANIMAL somente venceu seu primeiro SLAM perto dos 29 aninhos . Abs!

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        1. Luiz Fabriciano

          Fico com a do xará também.
          Enquanto Djokovic e Nadal ainda forem favoritos em qualquer torneio, haverá uma NextGen.
          Falta mesmo somente Roger Federer voltar para assumir seu posto, de 3 no Big3.

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  5. Paulo Almeida

    O GOATão é HEXA de Roma na era Nadal, rapaz, enquanto uns e outros possuem exatamente ZERO caneco num dos principais torneios do circuito. E pelo andar da carruagem será difícil não ser o recordista de Masters 1000.

    Será que já tem gente ouvindo Blood Tears do Blind Guardian nesse domingo espetacular?

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    1. Paulo F.

      Grande xará Almeida!
      Esse mesmo tenista, zerado em Roma, possui a mesma quantidade de Roland Garros que o “genial” Gaston Gaudio!
      Kkkkkkkkkkk

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      1. Carlos Reis

        Federer e Djoko tem as mesmas 31 finais de GS e 20 títulos, ambos ganharam o vigésimo na final número 30. Federer não ter vencido Roma e MC é lamentável mesmo, pois fez várias finais em ambos. Os recordes do CRAQUE suiço pareciam insuperáveis, mas o Djoko conseguiu batê-los, tornando o maior vencedor do Tênis Mundial. Mas O CRAQUE desse esporte segue sendo o genial suiço, que poderia ter vencido MUITO MAIS do que venceu.

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        1. Paulo Almeida

          E na minha visão, Djokovic é o maior craque e gênio desse esporte e ganhou bem menos do que deveria. Simples assim, Carlos Reis!

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  6. Alessandro Siqueira

    E como diria João Batista em Apocalipse, “haverá dor e ranger de dentes”. Sim, os detratores devem estar cantando Chitãozinho e Xororó feat Fafá de Belem: “há uma nuvem de lágrimas…”

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    1. Alessandro Siqueira

      Tsitsipas faz 24 anos em agosto. Nessa idade, Djokovic assumiu o #1 pós-Wimbledon em 2011. E olha que o sérvio nunca foi referência em termos de precocidade. Olhando para o BIG3, foi o último a se firmar nas competições de ponta. Ganhou o Aberto da Austrália com 20 anos em 2008, assim como o Finals no final do mesmo ano, mas faltava a consistência, que se revelou de vez em 2011, quando ganhou 7 finais seguidas de Nadal.

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  7. Willian Rodrigues

    Que atropelamento!
    Realmente, Swiatek está alguns degraus acima.
    Venceu 42 dos últimos 43 sets que disputou. Na campanha do título em Roma, cedeu apenas 21 games.
    Pode ser que ela estabeleça novos recordes ainda esse ano.
    Essa polonesa é um exemplo de que se deve ter paciência com alguns jovens que despontam no circuito.
    Logo após aquele título de Roland Garros em 2020, sucumbiu inúmeras vezes diante de adversárias, em tese, mais limitadas.
    Muito pelo aspecto mental…
    E hoje, o que assistimos em quadra é um “monstro” absolutamente focado que está dizimando as adversárias.

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  8. Rodrigo S. Cruz

    Djoko-Pangarevic conseguiu enfrentar um tenista ainda mais aborrecido do que ele próprio.

    O inexpressivo Casper Rudd, arghh!

    Contudo, esperamos uma final mais interessante entre o Bagrevic e o talentoso Tsitsipas…

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    1. Paulo Almeida

      Que estranho: o jogador supostamente mais talentoso tomou, além de um pneu, 24×8 em winners. O Craque nem precisou mostrar muito da caixa de ferramentas mais completa da história hoje, o que ficou mais na partida épica contra o Aliassime. E assim coloca 10 Masters de vantagem no GUAT.

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  9. Sérgio Ribeiro

    Tanto se leu neste espaço sobre a fraqueza da WTA , que após a saída da genial Ashley BARTY , teremos uma FINAL de WTA 1000 com Iga e Jabeur , Tenistas com grande Arsenal , motivo pra casa cheia no Foro Itálico . Swiatek , Campeã Junior de WIMBLEDON 2020 e vencedora de RG 2021 , foi Semi do AOPEN 2022 perdendo exatamente pra Ash . Em 15 FINAIS na carreira venceu 7 WTA e 7 ITF . Uma N 1 pra todos os pisos . Ao contrário do que postaram , não há surpresa no Saibro da ATP . Sempre os mesmos e Novak e’ a meu ver , favorito contra Tsitsipas amanhã , como para RG 2022 . Com o problema de Nadal , ninguém é melhor Saibrista que o Sérvio . Abs!

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    1. Sérgio Ribeiro

      Ps. Não há surpresa porque , na ausência de Carlitos , tem sempre um da nova geração presente nas FINAIS dos MASTERS 1000 desde 2020 rs. Abs!

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  10. Maria Izabel

    Já estou receosa com tanta badalação em cima do garoto Alcaraz . Será que ele aguenta essa pressão de favorito em RG?Acredito que seu talento é inegável, e sua cabeça ?Me parece ser ele light, mas…chegar na Phillip Chartrier é outro departamento. Se Nadal ficar fora, é dele minha torcida.

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    1. José Nilton Dalcim

      Ela já tem jogado a maioria dos torneios em simples e duplas, Francisco. Acho que vai tentar fazer isso o máximo que puder.

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  11. Paulo F.

    Um dos 5 jogadores da história do tênis a ter 1000 vitórias na carreira.
    Como assim, se o Vitor Hugo nos assegura que ele é um bagre?

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    1. Alessandro Siqueira

      Sendo que Djoko, há muitos e muitos anos, prioriza grandes títulos, daí a expressiva vantagem na contagem de vitórias sobre o TOP 10. Connos lidera a contagem de vitórias e de títulos gerais, mas boa parte desses números foram inflados em torneios de menor expressão. Por isso mesmo, nunca a ser cogitado na discussão sobre o GOAT.

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  12. Carlowagen

    Já que aqui só tratamos de preferências (e não de favoritismo), também vou opinar:
    – Meu preferido para ganhar Roland Garros é Casper Ruud.

    Já sei que todos vão atirar pedras, por conta do meu “preferido” não ser candidato a GOAT.

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  13. Ronildo

    Amanhã Tsitsipas será campeão do Master de Roma. Djokovic tem uma certa dificuldade contra tenistas habilidosos e Tsitsipas está grandemente motivado.

    Podem anotar: Tsitsipas será campeão do Master de Roma e entrará como um dos favoritos em RG.

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    1. Paulo Sérgio

      Mico de número 1 milhão, trezentos e cassetada. Mais um tenista habilidoso devorado pelo comedor de fígados. Agora são 10 masters 1000 a mais frente ao freguês suíço. Também o que pensar de um torcedor que argumenta que uma seleção com Serginho Chulapa é a melhor da história do futebol.

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  14. Willian Rodrigues

    Aaaah, que final de semana!
    Bia Haddad atingiu o sonhado Top 50.
    Jabeur em outra final e, desta vez, contra a melhor da atualidade.
    Djokovic vencendo, e convencendo, contra um ótimo saibrista, para chegar à milésima!
    Roland Garros promete!
    Djokovic x Tsitsipas. Avant-première do que teremos na França?
    Espero um grande jogo, até porque o grego está numa ótima fase nessa temporada de saibro.

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  15. Paulo Almeida

    E mais um show do melhor jogador que já pisou em uma quadra de tênis, que infelizmente só detém 20 títulos de Grand Slam, quando merecia ao menos 25.

    Bora pra final contra o Tripas!

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  16. Luiz+Afonso

    E não é que a organização do ATP1000 de Roma resolveu repetir a lambança do ATP1000 de Madrid e colocou um jogo feminino entre as duas semifinais masculinas!

    Não basta errar. O importante é repetir o erro.

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  17. Luiz+Afonso

    Não vejo favoritismo para RG 2022.

    A ótima notícia é que Djokovic voltou ao seu alto nível. Porém, os jogos têm mostrado que algumas partidas podem ir para qualquer lado. Questão de detalhes. A diferença de idade tem pesado e tem provocado o sérvio a ir ao seu limite físico nos jogos.

    RG não tem as condições ideais para o jovem Alcaraz. Assim mesmo, seu repertório permite colocá-lo como um forte candidato.

    Não vislumbro uma recuperação do Nadal que o ponha na condição de favorito, com esse problema crônico no pé. Sem falar em outras lesões.

    Tsitsipas tem suas chances. Não pode ser descartado.

    Vejo um RG 2022 bastante em aberto. Com alguns fortes candidatos, mas sem favorito.

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  18. Gildokson

    O grego é candidato mesmo a Rolanga hein…
    O cara tá jogando bem e quem sabe dessa vez não falhe o mental como na virada do ano passado.
    Mesmo com o comportamento feio dele não dá pra dizer que já não tenha passado da hora dele vencer um Grand Slam.

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  19. Thierry Soares

    Acredito que Ruud fugindo de Nadal, Alcaraz e Djokovic, será semifinalista… E acho que o sorteio vai nos presentear com Djokovic x Alcaraz na final!

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    1. Carlowagen

      Acho difícil apontar o principal favorito. E principal: não arrisco. Quando a segunda semana de RG começar, então começarei a fazer minha lista de favoritos.

      Mas acredito esta ser a situacao normal. *Anormal* é o Nadal rer sido favorito a toda a temporada de saibro de 2006 até 2021. Só quando termina, é que nos damos conta do tamanho do feito para um único tenista.

      Lembrando que em 2005 ele foi “surpresa”, e que em 2022 ele vëm de cerra forma desacreditado.

      Como podemos classificar um domínio desta magnitude???

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  20. Hemerson

    No jogo de IW entre Nadal e Alcaraz eu fiquei com uma sensação estranha de que apesar da ventania do dia o Alcaraz alternava pontos muito bem jogados com jogadas apressadas e com pouco capricho como se não tivesse que ganhar aquele jogo e o Nadal parecia que não usava toda a caixa de ferramenta que ele tinha. Impressão.
    No jogo de Madrid apesar de vários match points o Goffin não finalizava o jogo enquanto que o Nadal deu 2 drop shots em match points contra…me deu a impressão que Nadal iria terminar ali sua participação . Mas o outro não concluia e acabou perdendo. No jogo contra o Alcaraz este dominou com muita facilidade o primeiro set, se machucou no segundo e perdeu e voltou às boas no terceiro e ganhou.Alcaraz foi para a frente bateu Djoko e levou a final do espantado Zverev.
    Em Roma Nadal defendia o titulo mas para ele ser campeao de um Master e ter um slam em RG não tenho duvida que preferiu tentar o segundo……o que eu acho? Nadal tá escondendo o jogo.

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  21. Luiz Fernando

    A Portuguesa claramente sentiu o aspecto físico na prorrogação, aliás no meio do segundo tempo já dava sinais disso. O Juventus venceu c méritos, está mais bem preparado fisicamente, mas se a final de amanhã for contra um dos 3 grandes deverá amargar outro vice; se for contra o São Bento de Sorocaba deve vencer…

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  22. Ronildo

    Os dois grandes adversários de Djokovic vão se matar na semifinal, como sempre acontece quando Djokovic está num torneio. Invariavelmente ele pega um adversário fraco em uma semi enquanto outros dois fortes postulantes se matam no outro lado da chave.

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    1. Sandro

      Deve estar cheio de GASTRITE ou até ÚLCERAS de tanta inveja…
      Então DJOKOVIC é o RECORDISTA-MOR de MASTERS MIL porque todos os jogadores da FACE DA TERRA que o Djoko enfrenta são FRACOS???
      KKKKKKKK
      Que lógica patética e desesperada…

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    2. Luiz Fabriciano

      Certa vez, os dois maiores do saibro, se degladiaram na semi de Madrid, terminando com Djokovic deixando Nadal amassadinho para Federer fechar tampa do caixão na final.
      Pão comido é pão esquecido, certo caro Ronildo?

      Responder
    3. Alessandro Siqueira

      As semis de Roma reproduzem Madri, com exceção de Alcaraz, agora representado por Ruud. Djokovic pegou o adversário mais forte na capital espanhola e ficou em quadra muito mais de 3 horas nas semis. Zverev, que passou do outro lado da chave, não fez cócegas no jogo do ibérico na final. Então sua tese carece de metodologia, porque resta desmentida no torneio imediatamente anterior.

      Responder
    4. Paulo Almeida

      Realidade: como quase sempre acontece em Roma, o GOAT Djoko joga por último e tem menos tempo de recuperação, contudo dessa vez resolveu todas as partidas em dois sets e não deve sentir desgaste na final. Já adianto que essa desculpa não colará DESSA vez, tampouco a de idade.

      Responder
  23. Carlos+Eduardo+Annechino+Moreira+Miguel

    Mestre, ainda bem que o Tênis continua despertando paixões; isso pelo fato de termos gigantes do naipe do Nole, Nadal, Federer e jovens que vão dinamizando a lógica do jogo.
    Dalcim, você acha que a Bia consegue chegar ao topo ten?
    Parabéns pelo excelente nível de seus comentários.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho muito difícil com o nível de jogo de hoje, Carlos Eduardo. Ela terá de elevar muito em todos os campos, inclusive físico.

      Responder
  24. Pedro+Batista

    Bom dia, Mestre Dalcin!
    Se vc fosse escalar um pódio para RG hoje, quem estariam nos três primeiros degraus? Ps. Não valeria dois num mesmo degrau.

    Responder
      1. Sandro

        Um BELO podium para um SÁBADO às 10h da manhã…
        Seria bem por aí mesmo nas CNTP (CONDIÇÕES NORMAIS DE TEMPERATTA E PRESSÃO), porém, o tênis é maravilhoso pelas suas surpresas de última hora…
        Lembrando-se que os digníssimos semifinalistas de ROMA: RUUD, ZVEREV e TSITSIPAS, entre outros, farão de tudo para tentar quebrar esse prognóstico.

        Responder
  25. Vitor

    Dalcim a Bia tem mostrado que realmente é uma tenista diferenciada nos padrões do Brasil, ela já vinha bem mas depois que conseguiu aquela grana que dá segurança p ela jogar sem preocupação parece que o tênis dela está melhor.
    Quanto vc acha que a questão da grana atrapalha os tenistas?

    Responder
    1. Luiz+Afonso

      Vitor, você levantou uma questão bastante interessante: realmente, jogar sem tanta pressão financeira ajuda muito. Não tinha me atentado para isso no jogo da Bia.
      O filme “Quinto Set”, ótimo por sinal, retrata esse aspecto.

      Responder
  26. Bartolomeu

    Independente do que acontecer em Roma, Djoko entra como maior favorito em Roland Garros.

    Alcaraz seria o segundo postulante, mas não o coloco muito acima de Tsitipas. Apesar do vacilo do grego na final do ano passado, e de um segundo semestre instável, eventual título em Roma o coloca – salvo engano – como o tenista que mais pontuou no ano. Não é pouca coisa, e ele está em seu piso favorito.

    Zverev é a zebra possível, pois não vejo ninguém além desses que citei com chance de título.

    Não mencionei Nadal porque a sua condição física não permite que se faça qualquer previsão, embora todos aqui saibam que nunca um tenista foi tão dominante num torneio como ele em Roland Garros.

    Responder
  27. Luiz Fernando

    Depois do q eu vi hj mudei de ideia: Djoko é o cara a ser batido em RG. Infelizmente não vejo Rafa como forte candidato, Alcaraz, q terá toda a minha torcida no caso de Rafa perder, está em segundo lugar, mas Djoko, q bagre espetacular, que cracaço…

    Responder
    1. Paulo F.

      Nobre Luiz Fernando:
      Fica aqui meu desejo e torcida para a pronta recuperação de Rafa.
      Para que o torneio de Roland Garros que se avizinha não perca muito de seu brilho.
      Abraço e bom fim-de-semana.

      Responder
    2. Luiz Fabriciano

      Xará, aquele ponto de break no segundo set, finalizando com um lob espetacular, para ir a 4 x 2 foi o que?
      Gostaria da opinião de pessoas que entendem do assunto, pois não entendo nada, para saber como um tenista limitado a passador de bolas, sem técnica, que só tem um superfísico pode fazer aquilo. E está às portas de quebrar o record histórico da liderança do ranking, no geral.
      Mestre Dalcim, fique à vontade se quiser opinar também, rsss.

      Responder
      1. Sandro

        Amigo, essa LIMITAÇÃO toda do Djokovic só povoa as mentes delirantes e invejosas das VIÚVAS DO ROGER FREGUÊSer, que vivem num mundo paralelo, num metaverso, habitantes de Nárnia…

        Responder
  28. rafael

    Belo resumo, mestre!
    Tudo muito bem pontuado e acredito que a vitória 1000 do sérvio virá até mais tranquila que a vitória em cima do canadense. O Djoko chegando à final e/ou vencendo o master, ele se segura até quando como n.1 do mundo??

    Responder
  29. Paulo Sérgio

    Eu sou formado na área de economia e atuo nessa área. Se Djoko é “bagre” no tênis, eu só tenho uma coisa a dizer: como eu queria ser “BAGRE” na Economia, pois ganharia o Prêmio Nobel de Economia. Pelos meus cálculos, Djoko já garante 372 semanas como número 1 e o recorde de Grafi está perto de ser superado. Sinceramente, já penso no Djoko chegando a 400 semanas no total, o que será incrível. Enfim, é um delícia torcer para o sérvio mesmo com as besteiras que ele apronta e que lhe podem custar a perda de alguns recordes no tênis. Todos os caminhos nos levam a RG/2022.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Vou discordar: estaria muito perto se tivesse jogado e pontuado bem no AO e nos Masters 1000. Agora ele continua no fio da navalha, mas garantiu pelo menos as 370, um número redondo. Só vai garantir 372 se vencer o Ruud amanhã, creio eu.

      Responder
  30. EDVAL CARDOSO

    Eu só vou entrar nessa onda carlitusiana depois de RG, por enquanto, não vi nada diferente de zverev, Tsitsipas, Siner, Rublev, Medvedev e outros quando surgiram.
    Claro, devido a idade pode ser que ele tenha um algo a mais, mas os slans é que separam os homens dos meninos, então prefiro esperar pra ver como se sai o Carlito em RG.

    Responder
  31. João ando

    Dalcim.vc acha que o Nadal tem condições físicas de aguentar jogo de 5 sets. Podendo ficar 3/4 hs dentro de uma quadra….acho que se ele for jogar cai na terceira ou quarta rodada

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      É sempre muito difícil de dizer, Ando. Eu sinceramente torço demais para que ele se recupere e seja um dos favoritos no torneio. Claro que, se o físico não estiver 100%, suas chances caem muito.

      Responder
  32. Sandra

    Dalcim, vc acha que o Grego está mal ??só vejo ele virar jogo e sempre que está no buraco só da ace, difícil ele perder , Zverev também , nada como saber sacar bem !

    Responder
      1. Sandra

        Eu li errado , para ser sincera os dois com aqueles saques que sempre estão ajudando na hora do perigo fica difícil eles não serem favoritos

        Responder
  33. lEvI sIlvA

    …O sonho de todas, claro, é ficar bem longe de Swiatek…!!😁😁😁
    Dalcim, como sempre, preciso e muito feliz com a frase final!!!

    Responder
  34. Paulo F.

    Mestre Dalcim:
    Infelizmente por questão de trabalho não pude assistir por enquanto nada de Roma.
    Ma vi alguns highlights e lhe pergunto:
    – o nível de jogo e ritmo de Djokovic está realmente num crescente?

    Responder
      1. Paulo F.

        Pois então, lhe perguntei pois aquela paralela de backhand que ele deu no match point foi digna daquele áureo ano dele de 2011. Grato!

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  35. Oswaldo Euclydes Aranha

    Com essa vitória de Djokovic os seus detratores juramentados devem estar roendo as unhas; cuidado para não ficarem que nem a Vênus de Milus.

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  36. Willian Rodrigues

    Frase do nobre Paulo F. na pasta anterior:
    “Ninguém terá a menor chance de título com a presença de Carlos Alcaraz.”

    Prezado Paulo F., você algumas vezes é muito engraçado! KKKKK
    OK, somos companheiros na Kombi. Rrrss…
    Mas, tenho a impressão que você acaba “sofrendo” um pouco aqui no blog, justamente porque não admite retroceder em relação a algumas opiniões iniciais que emite sobre certos tenistas ou determinados assuntos.
    Relaxe um pouco mais…
    Ninguém está “endeusando” Alcaraz. O fato é que ele nos surpreendeu a todos como uma evolução absurdamente rápida!
    De uma ano para o outro ele saiu da condição de nextgen para favorito em RG.
    Se Djokovic enfrentá-lo, torcerei como sempre torci para que ele derrotasse Federer e Nadal, sem dúvidas.
    Mas, vamos admirar o espanholito.
    Essa ascensão dele está fazendo bem para o tênis… Motivando ainda mais o próprio sérvio!
    Abraço

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    1. Paulo F.

      Prezado Willian Rodrigues:
      Eu obviamente vejo virtudes em Carlos Alcaraz.
      E muitas.
      Mas a quantidade de alento que ele recebe, massiva igual a um buraco negro, é irritante.

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      1. Willian Rodrigues

        Possível carência de ídolos pós big 3 gerou certos exageros no passado recente. É bem verdade.
        Contudo, em se tratando do Espanholito, conforme o próprio Dalcim já colocou, ele possui técnica mais apurada e mais recursos que qualquer membro do Big 3 possuía nessa faixa etária (18-19 anos). Sem contar que a equipe está muito bem estruturada e o garoto tem uma força mental digna de nota.
        Desta vez, parece-me que não será um “cavalo paraguaio”…
        A não ser que ocorra uma catástrofe, ele será número 1 dentro em breve.
        Abs

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  37. Willian Rodrigues

    Em relação ao feminino, eu esperava uma resistência um pouco maior da Andreescu contra Swiatek.
    Ou a Barty retorna ao circuito, ou essa polonesa vai conquistar 234 vitórias consecutivas. PQP
    Creio que a Bia Haddad esteja fazendo por merecer esse posto entre as 50 melhores do circuito.
    Assisti a uma parte do jogo contra a Jacquemot e ela, inclusive, se arriscou a algumas subidas à rede. Está evoluindo, o que é sensacional.

    Quanto à elevação do nível de jogo do sérvio, creio que haja motivação extra por todo esse alvoroço (justíssimo, por sinal) que surgiu na mídia em relação a Alcaraz. Djokovic talvez seja o mais competitivo entre os três gigantes…
    Além, é claro, da possibilidade de romper o recorde de Steffi Graf (377 semanas), de conquistar o 21º grand slam, de terminar mais uma ano na liderança, de vencer um 3º RG e igualar nosso Guga (Yes!), de alcançar outros recordes…
    Isso é muito bom para o tênis.
    Reitero minha tristeza pelo fato de Nadal, eventualmente, não chegar tinindo para o slam francês.
    Na torcida por mais um grande espetáculo.

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