Melancolia para Rafa, história para Bia
Por José Nilton Dalcim
12 de maio de 2022 às 20:42

Não bastasse Novak Djokovic estar recuperando a cada dia sua grande forma e ao mesmo tempo ter surgido um audacioso Carlos Alcaraz decididamente perigoso, Rafael Nadal ganhou nova preocupação, e talvez esta ainda maior. Apenas cinco jogos depois da parada forçada para tratar de uma fratura na costela, o problemático pé esquerdo voltou a limitar o espanhol e contribuiu sobremaneira para sua eliminação nas oitavas de final de Roma, onde defendia o título do ano passado.

Rafa já deixou claro que é uma lesão crônica, portanto não há tratamento possível. Resta conviver com isso. Como já explicou antes, nem é uma questão de economizar calendário ou treinos. A dor de repente aparece e o atrapalha. Foi exatamente o que aconteceu nesta quinta-feira diante de Denis Shapovalov. Depois de um primeiro set avassalador, veio uma queda no começo da outra série e uma ligeira recuperação, mas já se percebia que aquele Nadal não era o mesmo, mais atrasado para arrancar e muito errático. Ainda saiu com quebra no terceiro set, porém não sustentou e daí em diante foi dominado por um adversário que soube conduzir o momento de forma taticamente esperta.

Eis que o ‘rei do saibro’ passa a ser uma grande incógnita para Roland Garros. Agora, nem é mais uma questão de discutir quem é mais favorito mas de perguntarmos o quanto ele conseguirá se recuperar nos 10 dias que faltam para o Aberto francês e em que medida sua confiança estará abalada. Porque, como todos sabemos, a parte atlética é componente essencial de seu plano de jogo. Será que Nadal se submeterá a infiltrações sucessivas para sua cabeça não desviar o foco? É de se esperar que seus adversários, desde a primeira rodada, ganhem inesperado ânimo. O clima desta noite na entrevista oficial do espanhol era melancólico e ele chegou a insinuar a aposentadoria.

Enquanto isso, Djokovic fez um treino de luxo contra Stan Wawrinka, que apesar de alguns ótimos lances mostra-se obviamente muito longe de estar competitivo num nível alto. No jogo que vale a permanência como número 1, enfrentará pela primeira vez Félix Auger-Aliassime, o novo pupilo de Toni Nadal, que não tem no saibro seu piso mais favorável. Mas será interessante ver se o canadense trará alguma coisa diferente para a quadra, já que a princípio trocar pancadaria da base pouco o beneficiará.

Se vencer, Nole poderá chegar no sábado em condição de anotar a histórica 1.000ª vitória da carreira contra Shapovalov ou Casper Ruud, duelo que revive a final de Genebra do ano passado vencida em dois sets pelo norueguês. Ele aliás precisa desesperadamente de uma grande campanha em Roma para sepultar as últimas semanas e chegar renovado a Paris.

O lado inferior da chave verá o segundo duelo entre Alexander Zverev e Cristian Garin e um imperdível reencontro entre Stefanos Tsitsipas e Jannik Sinner, o terceiro que acontecerá em Roma, com uma vitória para cada lado. Se o alemão leva certa favoritismo devido ao momento instável do chileno, ainda inseguro com o cotovelo, não dá para apostar no grego depois dos altos e baixos contra Grigor Dimitrov e Karen Khachanov. O italiano receberá apoio maciço da torcida mas nunca fez uma semi de Masters sobre o saibro. No ano passado, ganhou só um jogo em cada um deles e agora já fez quartas em Madri e oitavas em Monte Carlo.

Iga sobra na turma
O torneio feminino continua sendo um grande desfile de Iga Swiatek. É bem verdade que sofreu no começo do jogo contra Vika Azarenka, mas a partir do momento em que cortou os erros a polonesa deu outro grande espetáculo, com golpes muito agressivos tanto na cruzada como na paralela. A número 1 está claramente sobrando na turma e é de se esperar que some a 26ª vitória e quinta semi consecutivas contra Bianca Andreescu.

Tenho gostado também de Aryna Sabalenka. Sempre correndo riscos, mas menos ansiosa e se perdoando mais. Terá agora um teste de fogo diante de Amanda Anisimova, para quem perdeu todos os quatro confrontos, incluindo sobre o saibro. Não temos imperdível será a embalada Ons Jabeur contra Maria Sakkari, duas jogadoras de potencial comprovado mas que ainda pecam no emocional. Por fim, Paula Badosa causou nova decepção, foi incrivelmente instável e parou em Daria Kasatkina, que enfrentará a surpresa Jil Teichman.

O grande momento de Bia
Há uma enorme chance de Bia Haddad Maia chegar ao 50º lugar do ranking caso vença nesta sexta-feira a francesa Elsa Jacquemot, 229º do mundo, nas quartas de final do WTA 125 de Paris. As projeções apontam que ela totalizará 1.120 pontos e não poderá ser superada por concorrentes em ação nesta semana.

Caso isso aconteça, Bia será a quinta profissional brasileira a atingir o prestigiado grupo, juntando-se a Maria Esther, Niege Dias, Teliana Pereira e Patrícia Medrado. A última vez que um tenista nacional entrou de forma inédita no top 50 foi em 2015, com a mesma Teliana. O eventual título da canhota paulista em Paris a levará ao 41º posto.

Torçamos


Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

  1. Paulo Almeida

    Que partidaça!!! Os dois jogaram demais, mas o maior gênio já visto, rei de lobs, drop shots, esquerdas e direitas fundas e anguladas, tanto na cruzada quanto na paralela prevaleceu!!!

    E veio a vitória sobre top 10 e 370 semanas como número 1!!! Que sexta-feira feliz no mundo do tênis!!!

    Responder
  2. Luiz Fernando

    Que atuação consistente do Djoko nesse set1, apesar do vacilo na hora de sacar p fechar. E o Aliassime também jogou muito bem, valorizando ainda mais o resultado. Vamos pro set 2.

    Responder
  3. Rodrigo S. Cruz

    Incrível a sequência de vitórias da Beatriz Haddad. Essa menina vai longe ainda…

    Além de ser das poucas brasileiras que atingiram o Top 50, ela é melhor que a maioria das que compõem esse grupo.

    Só a Maria Esther se coloca acima. A Teliana, por exemplo, é gritantemente inferior a Bia…

    Responder
  4. Paulo F.

    Se o bagre, podre maldito, conseguir passar pelo Felix, ele será massacrado pelo Shapo amanhã, pois El Shapo vai jogar com paciência contra o Cotonete Maldito.
    Não, pera…

    Responder
    1. Carlowagen

      Repete-se tanto a palavra bagre, que fico em dúvida se o cara pesca, cozinha… ou se apenas vive revirando a água barrenta do fundo do Rio mesmo…

      Responder
  5. Vitor Hugo

    O bagre só enfrentou adversários, ou semi aposentados, ou fracos, além de ter contado com a desistência de Murray. Estou me referindo aos dois masters seguidos.
    Quando enfrentou alguém mais gabaritado – Alcaraz – perdeu, mesmo com o rival jogando lesionado.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      O que você ia dizendo mesmo, Marquinhos/Johnny???

      Fora a desfaçatez de se “esquecer” do polonês aplicador de pneus em Wimbledon, rsrs.

      Responder
  6. Rossini Santiago

    Balde de água fria para RG. Queríamos muito vê-lo lá.
    Ele fez um ótimo início de ano, mas isso foi possível porque não sentia nem as costelas nem o pé. Com estas dores é complicado ele ir bem. Não tinha aquela virada sobre o Medvedev nem a vitória em IW sobre o Alcaraz se ele não pudesse focar só no jogo, sentindo o pé doer.
    Infelizmente, acredito que será pior que o RG 2016, quando teve que desistir no meio do torneio por causa do punho, e ele nem irá a Paris.
    Perder um jogador inteligente em quadra é dureza, só perde para perder um inteligente e fora de forma. É mais um Kachanov (cópia do Andreev, lembram dele?) achando que vencerá na pancadaria, quando o jogo é mental e físico.
    Só pra registrar, jogadores em atividade e inteligentes(jogando): Nadal, Djoko, Federer, Alcaraz, Tsitsi, Goffin, Murray(nem sempre),Kyrgios, Lopez(aposentou já?), Wawrinka. Alguns desse o físico já não coopera mais e no caso do Kyrgios, a inteligência falha e termina quando o jogo complica e chega o intervalo entre os pontos

    Responder
  7. Willy

    Dalcin,

    Impressionante como a Swiatek está atropelando as rivais. Vc acha que a geração feminina não está tão forte ou ela que se impõe perante as outras meninas?
    E se a Ashleigh Barty ainda estivesse na ativa, num eventual confronto com a Swiatek hoje, quem acha que levaria a melhor?

    Abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ela está realmente num outro nível, Willy. Já estava super confiante na quadra dura e ao chegar ao saibro, seu piso mais forte, está sobrando na turma. Hoje até se atrapalhou um pouco com a Andreescu. que não é saibrista, mas depois disparou. Seria realmente interessante ver um duelo dela contra a Barty neste momento. A australiana tinha variação de jogo que complicava qualquer uma.

      Responder
  8. Valmir da Silva Batista

    DALCIM, minha avaliação de ortopedista de ocasião é que Nadal deve encerrar sua brilhante carreira ao final de 2022, ou talvez até mesmo após a próxima edição de Roland Garros…

    Responder
  9. Marcelo Costa

    Necessário refletir sobre a dor, essa agonia que lancina sobre corpos e almas daqueles que deveriam ser imortais dentro de quadra, Nadal mancando dentro de uma quadra de saibro, é algo que não deveríamos presenciar, o choro de Federer em 2014, ou o fatítico 40×15 em wb, dilacerou a alma do mago das raquetes, e um sérvio teimoso que foi onde não deveria ter ido, e acaba “preso” em uma espécie de albergue para refugiados, cheio de goteiras, comida ruim, mas ao menos essa teimosia lançou luz sobre as condições precárias daquele lugar.
    E o que dizer sobre o quadril de metal do Murray, e sua vontade de proseguir, os punhos do Delpo, Guga manezinho que fez uma nação de raquetes, chorar quando ele enfim desistiu, Wawrinka, desafiador de titâns, Thien que não retorna mais ao nível antigo. E o que dizer das dores emocionais de Osaka, que trazem a ela todo holofote hateres, Barty que teve suas próprias dores e nos privou de sua genialidade, e porque não Kyrios que claramente tem seus fantasmas e suas dores que o fazem cometer insanidades.
    A famosa frase : “no pain no game” só tem sentido enquanto há saúde, ou tratamento, ou lenitivo,pois, quando essa dor faz o mundo do tênis se compadecer com os pés de um dos maiores, ela perde seu sentido, perde sua razão e perde sua identidade.
    Torçamos para o melhor para Nadal, Osaka, Kyrios, e todo aquele que tem dores como companheira, e não querem mais conviver com elas.

    Responder
    1. José Yoh

      Marcelo, penso que muitas das dores do Big 3 são frutos de uma insistência para atingir a glória de ser o melhor de todos, pulverizar recordes. Eles poderiam ter parado com 16, 18 slams mas vendo a ameaça dos outros preferiram continuar. A dúvida do GOAT sempre existiria de qualquer forma independente dos números (alguns acham que Laver foi o maior de todos).

      Hoje sofrem as consequências dessa decisão. Por isso eu sempre achei que sem um deles nenhum dos outros teriam os mesmos números.
      Abs

      Responder
    2. Sandro

      Não dá pra comparar NADAL com KYRGIOS e OSAKA…
      NADAL já competiu e também já ganhou títulos superando suas lesões, suas dores, suas adversidades… Já KYRGIOS E OSAKA são 2 MIMADOS, XILIQUENTOS que não têm sequer 1% da resiliência do Nadal!!!

      Responder
      1. Marcelo+Costa

        Então, não tenho a pretensão, e muito menos a intenção de lhe convencer, citei a dor em todas suas nuances, sendo elas físicas, emocionais ou até de alma, então sim dói na Osaka, dói em kyrios, todos sentem dor, mas essa é minha visão, não precisa concordar.

        Responder
  10. Miguel BsB

    O pessoal só tem falado de Djoko, Nadal e Alcaraz para RG, mas eu não descartaria de jeito nenhum Tsisipas. Tá entre os favoritos, na minha opinião.

    Responder
      1. Willian Rodrigues

        Prezado Paulo F., você algumas vezes é muito engraçado! KKKKK
        OK. Somos companheiros na Kombi. Rrrss…
        Mas, tenho a impressão que você acaba “sofrendo” um pouco aqui no blog, justamente porque não admite retroceder em relação a algumas opiniões iniciais que emite sobre certos tenistas ou determinados assuntos.
        Relaxe um pouco mais…
        Ninguém está “endeusando” Alcaraz. O fato é que ele nos surpreendeu a todos como uma evolução absurdamente rápida!
        De uma ano para o outro ele saiu da condição de nextgen para favorito em RG.
        Se Djokovic enfrentá-lo, torcerei como sempre torci para que ele derrotasse Federer e Nadal, sem dúvidas.
        Mas, vamos admirar o espanholito.
        Essa ascensão dele está fazendo bem para o tênis… Motivando o próprio sérvio!
        Abraço

        Responder
  11. JONY MARCIO SANTOS

    Excelentes observações, Dalcim. Só uma ressalva a ser feita: a passagem para a semi ainda não sacramenta que a Bia já será Top 50 na próxima semana. Se for derrotada numa eventual semi, ela ainda poderá ser ultrapassada pela egipcia que derrotou a Pigossi ou a belga Uytvanck, caso uma das duas seja campeã na Alemanha. Dai a Bia fecharia a semana como 51 do mundo. Agora uma chegada até a final garantiria sim o Top 50 pra Bia. Vamos torcer.

    Responder
  12. rafael

    Diante do cenário de ontem onde o Nadal claramente sentia dor, somente uma recuperação milagrosa para ele jogar RG. Como disse nosso mestre, somente com medicação intensa!!
    Mestre, parece mesmo que o Djoko está cada dia melhor. Ele segue favorito para Roma e mais ainda para RG?

    Responder
  13. Barocos

    Espero que o Nadal se recupere para RG, primeiro porque o espanhol é um atleta modelo e merece todo respeito e admiração de quem gosta de tênis e, ainda, porque ele torna o torneio ainda mais especial. Na atual fase, e aí estou incluindo os últimos 17 anos, ganhar RG sem passar pelo Nadal não tem o mesmo valor.

    Saúde e paz.

    Responder
    1. Vitor Hugo

      Ganhar do Nadal machucado e depois ganhar o título vale?
      Quem não ganhar de Nadal vai ter um asterisco no título? Especifique, gênio!?

      Responder
  14. Ronildo

    Decepção, decepção, decepção!

    Já estava acreditando que o Ursinho Carinhoso tinha se transformado em um terrível urso polar esfomeado, imaginando como seria o encontro com Djokovic. É me deparo com esta melancólica realidade: Nadal estava lesionado e sentindo dores!

    Depois o Shapovalov declarou que para ele foi muito difícil ver o Nadal sentido dores. Mas alguém notou algum sentimento piedosamente empático em relação ao Nadal no semblante dele durante a partida?

    Bom, por isso que não devemos julgar o próximo! Por mais que Shapovalov aparentasse estar feliz com a partida, distribuindo golpes e comemorando os pontos com fisionomia de satisfação, no seu mais interior íntimo estava triste por causa da situação de Nadal!

    Responder
    1. Sandro

      Pára com isso cara… Shapovalov e Nadal são adversários DENTRO DE QUADRA, porém, FORA DE QUADRA um não tem que desejar o MAL para o outro…
      Shapovalov está certo em estar TRISTE pelo problema físico e crônico do NADAL no pé, apesar de querer vencer o NADAL dentro de quadra, Shapovalov não quer que NADAL não se recupere de seus problemas físicos…
      Você que os jogadores têm que ser RIVAIS 24 h por dia e ficar desejando o MAL para os outros???
      Que pensamento covarde…

      Responder
    2. Luiz Fabriciano

      Ronildo, só faltava essa agora, do cara ter que mostrar compaixão ao outro por conta de dor enquanto a bola está rolando.
      Se ele mostrasse a mínima, tomaria um pneu.
      Compaixão se mostra nos bastidores e ninguém precisa saber disso.

      Responder
      1. Ronildo

        Exato Luiz Fabriciano, nem esperava outra coisa. Apenas destaquei a incompatibilidade das ações e da fala. Não sei quando ele ficou triste, durante o jogo não foi, com certeza.

        Imagino esse ocorrido e essa declaração depois de uma luta de boxe. Você consegue imaginar como seria incompatível?

        Responder
          1. Ronildo

            Não adiantou para você o exemplo do pugilismo Luiz Fabriciano. Ok. Apenas levantei a questão que as ações não demonstravam tal sentimento falado. Se ele ficou triste ou não pelo Nadal é uma coisa não temos como saber. Apenas levantei a questão que tal tristeza não é notada durante a partida.

            Dizer que eu queria que ele ficasse triste ou mostrasse compaixão é uma baita falta de compreensão do que estou escrevendo.

    3. Miguel BsB

      Ronildo, por favor…
      Não existe compaixão em uma disputa como essa. Se o Nadal não conseguisse mais jogar, era só ele se retirar da disputa.
      Se tá lá jogando, seu adversário tem que fazer o seu melhor.

      Responder
  15. Carlowagen

    Com as quartas de Roma e a temporada no saibro próxima ao ápice, fuca mais fácil opinir, com o panorama já mais claro:
    – Nadal, Djoko, Alcaraz, Tsitsipas e Zverev sao os tenistas do momento, e se o físico de alguns ajudar, sao os postulantes natrais a Roma e Roland Garros.

    Aliassime e Rublev seguem na cola

    Caso a volta de Medvedev e Berretini seja bem sucedida, acredito já temis a lusta de favoritos aos principais torneios do segundo Semestre.

    Não me surpreenderia se ese fosse o TOP 8 ao funal da temporada, mesmo com Nadal fora de uma parte da temporada, já tem pontos suficientes para garantir tal lugar.

    A partir da nona posição, já podemos chamar de segundo escalão (aliás, um excelente segundo escalão), liderados até o momento por Casper Ruud.

    Responder
  16. Daniel+C

    Foi bem triste ver o Nadal sofrendo com as dores, frustrado por não conseguir jogar como gostaria. Agora fica difícil imaginar que ele consiga se recuperar a tempo para RG, mas espero que consiga.

    Ainda assim, acho que ele tem sido mais vulnerável no saibro nos últimos 2 anos. Dá pra dizer que o último ano que ele realmente jogou no nível habitual dele no saibro foi em 2020. Ano passado ele também sentiu problemas físicos no 3o set contra o Novax DjoCovid. Coitado do Thiem, teria muito mais chances em RG nesses últimos 2 anos.

    Bem, é inegável que o aquele que grita com boleiros subiu de nível, mas ainda acho que ele não pegou verdadeiros testes. O nível atual do circuito não ajuda muito, e com o Nadal combalido, resta torcer para algum Next Gen subir o nível e surpreender. Acredito que no momento atual, Aliassime, Tsitsipas e até o Shapo (se jogar com mais paciência) podem vencer o Cotonete. Fica a torcida!

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Coitado do Thiem: eliminado pelo Dieguito em 2020 e pelo Andújar em 2021, mas teria alguma chance contra o Nadal sim, hahaha.

      O GOAT da 25 de março continuará eternamente mono Slam de carreira e isso graças ao Rolanga terceirizado de 2009 em cima do pobre Soderling, enquanto o GOAT real lutará pelo Triple Career Slam. Segue o choro!

      Responder
      1. Luiz Henrique

        Em 2021 Thiem já estava fora de combate
        Em 2020 chegou cansado do Us Open
        Em 2021 Djokovic teria tido muito mais dificuldades se Thiem estivesse bem, com exceção de Wimbledon

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Que mané cansado de US Open, cara. Djokovic saiu dos EUA, jogou e ganhou Roma e foi finalista de Roland Garros, enquanto o austríaco teve 2 semanas de descanso, além de estar com apenas 27 anos na época.

          Bom, no AO 2021 ele ainda não estava em crise e foi eliminado com justiça pelo Dimitrov, mas depois realmente poderia ter causado alguma dificuldade em RG e no USO. Porém, o fato é que não causou, o que ficou por conta de Musetti, Berrettini três vezes, Nadal, Tsitsipas, Shapovalov, Nishikori, Brooksby e Zverev duas vezes juntando os 4 Slams. Já o Medvedev foi presa fácil em um e no outro o Djoko é quem foi.

          Responder
    2. Vitor Hugo

      Perfeito Daniel! E afirmo: Se estivesse bem, Thiem seria favorito ao título em RG nos últimos anos atrás de Nadal.
      Não vamos esquecer que ele tem 2×1 contra Novak em Paris.

      Responder
    3. Luiz Henrique

      Acho que não só nos últimos 2 anos, desde 2014 que Nadal perdeu aquela regularidade no saibro, virou comum perder antes da final em torneios. 2005 a 2013 foi o período em que ele obrigatoriamente fazia 4 ou 5 finais em 5 torneios. De 2014 pra cá ele só alcançou esse nível de regularidade em 2017/2018

      Responder
  17. Carlowagen

    Wawrinka fez duas ótimas partidas em Roma. Ótimos lances. Mas o principal é que é sempre um espetáculo vê-lo jogar. Os jogos foram cheios de lances desconcertantes e passadas muito bonitas, além de inomum tática de se fugir do backhand do tenista e procurar alternativas, como por exemplo pressionar o forehamd (?!?!?!). No entanto, o nível que ele apresenta hoje, aos 37 poderia até levá-lo ao Top 30 e quem sabe ao Top 20, mas claramente já não é mais o mesmo.

    Aliás, não é apenas ele. Enquanto uns já foram (caso de Delpo,Berdich, Anderson e outros), outros como Federer, Nadal flertam com a aposentadoria e no caso de Nadal, não ficaria surpreso se ele anunciasse fum da carreira ainda esse ano.

    E outros menos badalados que estiveram sempre chegando perto, como Monfils, Verdasco, Isner, Gasquet, Batista Agut e outros), estão bem próximos, já coletando as moedinhas derradeiras.

    A eterna next-gen já passou dos 25. BABY Feferer e Thiem ali pelos 30 . Medvedec, Zverev e Berretini ja passaram dos 25 .e a renovacao já está consolidada.

    Nadal e Djokovic não seráo derrotados por ninguém, a nao ser por eles mesmos, quando o físico de ambos nao os permitir mais jogar.

    Perdemos todos nós, com a eminente aposentadoria de alguns. Mas também agradecemos pela saída de outros, que seguem para fazer número e completarem as chaves com 128 participantes.

    Responder
  18. Sandro

    Há de se ressaltar que os canadenses Shapovalov e Aliassime, atuais CAMPEÕES DA ATP CUP, vem fazendo belas apresentações no saibro de Roma e quem os encontrar pelo caminho não terá vida fácil, assim como os espanhóis Nadal e Davidovich Fokina que encontraram muitas dificuldades contra Shapovalov e Aliassime em Roma.

    Responder
  19. Sandro

    Nadal está farto de perguntas sobre Alcaraz: “Não posso falar dele todos os dias!!!”
    Ao ser “NOVAMENTE” perguntado sobre Alcaraz, Nadal, incomodado, disparou: “Não sei, homem. Já não sei como é que eu era, mas não posso falar dele todos os dias, sobre se quem vai ser o melhor ou quem é mais forte agora. Só podemos desfrutar da sua carreira. Deixem de o comparar comigo, por muito interessante que possa ser para vocês. Se ganhar 25 Grand Slams será genial para ele e para o nosso país, mas deixem-no desfrutar. Eu pude gerir a minha carreira como quis, é o momento para o deixar fazer isso também”.

    Responder
  20. Sandro

    ONS JABEUR tem feito fortalecimento psicológico para adequar sua confiança dentro de quadra com o belo tênis que ela joga…
    E IGA tem se demonstrado muito dominante e superior as adversárias, até o momento…
    Acharia muito interessante uma possível final entre ONS JABEUR, recém Campeã de Madrid, contra IGA SWIATEK, recém Campeã de Stuttgart…

    Responder
  21. Sandro

    Espero que Nadal se recupere a contento para Roland Garros… Nunca duvido da capacidade de Nadal se recuperar, além do que, mesmo com dores e limitações, já vimos várias vezes que o cara dá o sangue em quadra…
    Em relação à quantidade de torneios, não vou condená-lo por isso, pois acho que cada tenista tem sua motivação de uma forma diferente, e a vontade de disputar torneios e de treinar muito sempre foram características motivacionais de Nadal…

    Responder
  22. Sandro

    Temos que levar em conta também o quanto Shapovalov vem jogando em Roma, porque Nadal, além do problema no pé, enfrentou um Shapovalov que vem de partidaças em Roma, embalado e cheio de confiança para enfrentar o Nadal.
    A estreia de Shapovalov em Roma contra Lorenzo Sonego, que foi semifinalista em Roma em 2021, foi um dos melhores jogos de primeira rodada que já vi nos últimos tempos… Este jogo foi um divisor de águas para a confiança de Shapovalov no torneio pois enfrentou quadra lotada de torcida italiana inflamada torcendo contra, e um Sonego que levou a decisão para o terceiro set e, apesar das polêmicas com a arbitragem e com a torcida, Shapovalov deu a volta por cima e venceu o terceiro set com muita determinação.
    Depois, Shapovalov foi testado num tie break nervoso contra Basilashivili na rodada seguinte fechado em 7 a 5, dando mais confiança para em seguida enfrentar Nadal.
    O jogo seguinte contra Casper Ruud promete ser jogaço, pois Ruud vem fazendo também um belo torneio, se redimindo das eliminações precoces em alguns torneios anteriores…
    Pra mim, acho difícil estabelecer um favorito entre Ruud e Shapovalov a esta altura do campeonato.

    Responder
  23. Maria Izabel

    Muito complicado para Nadal daqui até RG.Tomara que ele fique melhor,livre do problema no pé, já se sabe que não.É esperar como reagirá. Uma pena assistir tênis sem Federer e Nadal.
    A Iga está demais, jogando muito!!

    Responder
  24. Helena

    Uma tristeza essa lesão do Nadal. Como fã do tênis, só me resta lamentar. A temporada do saibro do ano passado foi um dos momentos em que mais notei o quanto o Big 3 atuando em conjunto nos deixou mal acostumados.

    Ano passado Stefapostolos chegou na final de Barcelona no ponto de maior confiança da carreira, vinha do primeiro título de M1000 e todos sabemos que no saibro é outro tipo de jogador. Antes do jogo, fez um treino de 20 minutos de alta intensidade, chegando na final na ponta dos cascos contra um Nadal que voltava de meses de inatividade e que havia perdido para o Rublev em MC. Resultado: ganhou Nadal. Na minha opinião, esse tipo de jogo demonstra muito mais a superioridade de um jogador do que um atropelo no placar com os dois jogadores jogando no seu máximo.

    Já em RG, tivemos as duas semifinais em um dia. De um lado, Djoko X Nadal, do outro os dois melhores jogadores da nova geração no saibro (com licença do lesionado Thiem). Vistas as duas, nem parecia que era o mesmo esporte. A semifinal dos jovens não foi ruim, pois são extremamente talentosos. No entanto, não chegou nem perto do nível da final dos veteranos. No 5 set ainda foi bem decepcionante, com os dois jogadores morrendo de medo de perder. Do outro lado, tivemos o melhor jogo da temporada e um dos melhores jogos de saibro de sempre. No meio de tanta qualidade, ainda destaco o quanto as duas lendas se esforçaram para vencer. Depois do atropelo que levou em 2020, o grito do sérvio após derrotar Berretini mostrava o quanto ele queria enfrentar de novo Rafa em RG. Esses caras são feitos de outro material.

    Apesar da lesão, caso Rafa participe de RG – e não vi indicativos de que não deva ir – ainda acho prematuro rever a lista de favoritos. Considerando que o Medvedev vai participar, o sorteio das chaves pode mudar qualquer prognóstico, já que podemos ter um lado bem mais forte que o outro.

    Responder
    1. José Yoh

      Helena, concordo com tudo que disse, apenas uma ressalva: acho que o grito do sérvio no jogo do Berretini era para um pequeno grupo de pessoas que o atormentaram durante o jogo, e não porque ele queria rever Nadal.
      Eu achei uma das cenas mais grotescas do sérvio (e olhe que ele tem várias). Aliás na mesma partida ele conseguiu fazer uma pior que foi quebrar a placa de propaganda – coisa que deve ter afetado o jogo do italiano.
      Abs

      Responder
  25. Maurício Luís *

    As cenas de dor do Nadal impressionam e comovem. Qualquer outro teria se retirado. Por respeito ao público ou por ser avesso a abandonar a luta… ou talvez as duas coisas juntas, ele foi até o fim.
    Por isso que não adianta esse pessoal ficar dando uma de vidente, projetando resultados futuros.
    DALCIM, uma pergunta: se Wimbledon não pontuar, como fica a situação dos que tem pontos a defender? Só o Djokovic tem 2 mil…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Essa foi a primeira pergunta que fiz a mim mesmo, Maurício. Tenho a impressão que a ATP vai manter os pontos de 2021, mas é puro palpite.

      Responder
  26. O LÓGICO

    O L Fernando deve estar muito tristinho com a derrota do robozinho das trevas. Tadinho, o pezinho voltou a doer – mas só quando ele vai sacar kkkkkkkkkkkkkkkkk. Ele é um Super Homem, consegue correr de um lado para o outro sem que o efeito da dor o faça apresentar uma ruga sequer na careca ululante kkkkkkk.
    Eu, não acredito!!! Eu, não acredito!!!. Coro comigo, galera kkkkk: eu, não acredito; eu, não acredito!!!!!!!
    Não é crônico, é cômico kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Claro q estou triste, sou e sempre serei Rafa, mas acima de tudo sou realista e já postei q ele não é favorito p RG esse ano, aliás talvez nem jogue. Diferente de outro segmento q expôs q vencer o magistral Norrie seria um divisor de águas p depois levar pneu, lembra? De qual segmento será q estou falando kkkkkk???? Se cuida hein, olha o coração…

      Responder
    2. José Alves

      Esse Lógico é um recalcado . Pelo menos desde 2015 vejo esse cara publicando asneira nesse blog. É a obsessão de ver djokovic superar Rafael Nadal?
      Nadal é melhor tenista ,superou lesões e problemas físicos que nenhum de seus rivais apresentou .Ganhou mais torneios com menos participações em campeonatos. Custa entender isso?

      Responder
  27. Willian Rodrigues

    Com relação ao tênis feminino, estou muito curioso para assistir ao embate entre Andreescu e Swiatek.
    Em forma, essa canadense me parece ser uma daquelas que pode fazer frente à polonesa.
    Outro jogão deve ser mesmo entre Ons Jabeur e Sakkari.
    Por último, parabéns à nossa Bia Haddad por atingir o Top 50!
    Um alento para o esporte nacional que anda carente de maiores destaques.
    Apesar das conquistas recentes da Luisa Stefani…
    Aliás, sabe dizer a quantas anda a recuperação dela Dalcim?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ela continua treinando, William, até já pedi para a redação apurar qual a expectativa de retorno agora que o saibro praticamente acabou. Aliás, vejo cada vez maior a chance de ela jogar ao lado da Bia, que melhorou muito o ranking.

      Responder
      1. Willian Rodrigues

        Obrigado, Dalcim.
        Seria sensacional se as duas constituíssem uma dupla!
        Quando foi a última vez que tivemos uma dupla feminina com duas brasileiras?

        Responder
  28. Willian Rodrigues

    Realmente muito triste assistir ao grande Rafa Nadal sofrendo com uma lesão às vésperas do torneio mais importante de sua temporada.
    Quem perde somos nós, apaixonados por tênis.
    Independentemente de torcida ou preferências pessoais, o Touro fará tanta falta a esse RG quanto a ausência de Djokovic no AO.
    Seria muito legal se pudéssemos assistir aos maiores da atualidade num mesmo torneio.
    Thiem não atingiu boa forma e não me parece que chegará em reais condições de almejar a 2ª semana. Nadal, contundido…
    Murray e Wawrinka já não são os mesmos… Toda essa história da guerra na Ucrânia prejudicando Medvedev…
    Não creio que Sinner, Rune, Brooksby, Aliassime e outros jovens possam surpreender tanto assim. Não no saibro.
    A disputa deverá se restringir mesmo ao quarteto Alcaraz, Tsitsipas, Djokovic e Zverev. Talvez nessa ordem.

    Dalcim, você acha que se o sérvio pegasse o Shapovalov mais inspirado como hoje, ele teria passado?? Em minha opinião, ele não jogou tão bem assim.

    Responder
  29. Chico Bioca

    Dalcim, acredita que Zverev consegue o n1 pós Wimbledon?
    Pelos meus cálculos, se Nole cai amanhã e o alemão vence Roma (resultados que não seriam impossíveis de acontecer), bastava manter o resultado em RG para se tornar n1, caso Medvedev não jogue o GS, e também Nole não jogue algum atp 250 pré RG

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Djoko certamente não vai jogar mais nada até Roland Garros. Sim, o Zverev está de novo com chance de brigar pelo número 1, como aconteceu em Madri. Está agora na semi de Roma e pode ainda melhorar.

      Responder
  30. sandra

    Dalcim, se Nadal se aposentar ainda veremos Federer, a essa altura da vida ainda ganhar alguma coisa , ia até ser bonito ele ganhar da garotada ! Deve ser idade , estou nostálgica , rsss vendo esses treis indo para o chuveiro!,,

    Responder
    1. Carlo Wagen

      Visto tratar-se de um atleta de grande destaque na Sérvia e em blogs mundo afora, quantas pessoas será que já morreram ao segui-lo na intenção de não se vacinar, ou que tiveram familiares em situaçao de risco contaminados por “influencer” dele? Será que já passamos da casa de 1000??? Ou vamos atingir esta semana…

      Responder
      1. Luiz Fabriciano

        A pergunta não foi para mim, mas até agora, não vi nenhum caso de alguém que não se vacinou por segui-lo.
        Seu staff é vacinado. Não sabemos nem se toda sua família, pais e dois irmãos também não se vacinaram.
        Sou fã do sérvio desde 2007 e já tomei 3 doses.
        Nome para isso: autoconhecimento.

        Responder
  31. André

    Parece improvável pensar num título de Nadal em RG esse ano. Com esse problema crônico, jogando partidas de 5 sets contra jogadores talentosos uma década mais novos e sedentos por uma vitória sobre o rei do saibro. Por outro lado, uma coisa que o circuito ensinou é que não se pode duvidar das façanhas desse espanhol…

    Responder
  32. JAN DIAS

    EVOLUÇÃO DO TÊNIS: ⚾️⚾️⚾️

    A evolução do tênis foi feroz, há 30 anos atrás era até possível ganhar jogos sem físico….hoje é impossível.
    A potência e velocidade que os tenistas aplicam na bolinha aumentou gigantemente a demanda física do esporte, a preparação física se tornou primordial..
    É só compararmos as diferentes gerações:

    ⚾️ 1960 – 1980 (VILLAS, BORG, MACENROE):
    Festas, noitadas, sem dieta planejada,
    preparação física quase inexistente, e
    até uso de cocaína (Borg).

    ⚾️ 1980 – 2000 (AGASSI, SAMPRAS, EDBERG):
    Noitadas ocasionais, corte de frituras e
    açúcar mas sem rigidez, preparação fisi-
    ca leve (corridas, alongamento).

    ⚾️ 2000 – atual (FEDERER, NADAL, DJOKO):
    Vida pessoal regrada e planejada, dieta
    muito + rígida e c/ fundamento nutricio-
    nal e antioxidante, preparação física in-
    tensa (musculação, trabalho de força,
    etc), uso de medicina desportiva e equi-
    pamentos p/ melhoria de performance.

    Hoje o tênis se tornou um esporte de super atletas, quem não cuidar do físico não irá longe…

    Responder
    1. Fernando S Prado

      Eu não acompanhei a geração de Borg, mas na década de 80 os esportes já eram super profissionais e o tênis (um dos mais rentáveis) não era diferente.

      A velocidade do saque do Sampras já é por si só uma evidência de quanto os tenistas de sua geração treinavam e se cuidavam. Que viajada legal essa de achar que Sampras e cia só davam um trotinho e faziam alongamento…rs.

      Responder
      1. Paulo F.

        Sem dúvidas, bota viagem.
        Alguém que tinha um segundo serviço igual.a Sampras só iria fazer um Cooperzinho.
        Kkkkk
        Aham, senta lá Cláudia.

        Responder
      2. joao ando

        nos anos 80 ja se fazia musculacao e treinos de forca …veja martina navratilova e o boris becker …os juvenis faziam musculacao

        Responder
      3. José Yoh

        Penso que a idéia do texto não é dizer exatamente o que faziam, mas as diferenças nos treinos, vida pessoal e medicina esportiva. Eu diria mais: a diferença de investimento financeiro conta muito.

        Na época os treinos já eram bons, mas hoje são nitidamente melhores. Senão não teriam jogadores com mais de 30 anos correndo e se esticando como garotos.
        Abs

        Responder
    2. Luiz Fabriciano

      E tudo isso compensa com muita sobra o chororô que não há mais quadras rápidas.
      Os jogos atuais são muito mais rápidos que os dessas gerações citadas aí. Quem sacava com média de 220 km/h?

      Responder
      1. Vitor Hugo

        Se a força dos golpes é maior hj, os equipamentos eram mais pesados ontem.
        Só sendo muito ignorante pra afirmar que o jogo é mais rápido hj.

        Responder
      2. José Yoh

        Fabriciano, isso para mim é mais um motivo para aumentarem as velocidades das quadras. Os jogos estão demorando demais, os grandes jogadores estão sempre lesionados e o interesse por tênis vai cair se não tomarem alguma atitude.
        Abs

        Responder
          1. José Yoh

            Talvez na Europa o tênis ainda seja interessante, já que lá e os EUA concentram os maiores torneios e os melhores jogadores. Mas no resto do mundo, não vejo como manter o público fiel depois que os três aposentarem. Eu mesmo comecei a jogar beach tênis e digo que é muito mais interessante, fácil e dinâmico. Várias pessoas que conheço migraram também.

            Claro que é uma visão tupiniquim. Mas os jovens estão cada vez menos pacientes com os esportes. E a população jovem, cada vez menor em países de 1o. mundo.
            Abs

          2. Luiz Fabriciano

            Mas a Europa e os EUA é que sustentam o tênis mundial, prezado Yoh.
            Sobre o beachtennis, será que um dia, assistir um jogo, nos causará tamanha emoção/aflição quanto a que sentimos atualmente no tênis?

    3. Luis

      Ótimo texto, mais pura verdade
      Uma pena isso que está acontecendo com o Nadal, de outro lado, o corpo dele está pedindo para parar faz tempo. Eu discordo do que ele falou, se tivesse um calendário mais enxuto durante a carreira poderia estar menos machucado, mas convenhamos que 36 anos, ganhando slams e tudo mais eh algo fantástico, não da para ir muito mais longe que isso de qualquer maneira, quem sabe só o djoko conseguirá, já que ele faz milagres com o corpo dele.
      Para mim, ver tenis sem o espanhol vai ser menos legal, cada dia que passa parece que o fim esta mais próximo. De outro lado fico muito feliz que ele ganhou o segundo AO e que agora tem o Alcaraz seguindo no mesmo espírito.

      Responder
    4. Miguel BsB

      Há excessões Jan…Lendl fazia uma preparação física de primeira na década de 80, e cuidava muito da alimentação.
      Já Agassi não resistia a uma junkie food e andou usando suas droguinhas recreativas…

      Responder
  33. JAN DIAS

    Se WAWRINKA 🇨🇭 tivesse um físico + privilegiado (nem vou dizer igual ao do BIG3 porque aí já é covardia), ele com certeza teria tido uma carreira muito + vencedora, pois talento nunca lhe faltou…

    Fora que é o tenista + educado e gentil que já vi no tênis (coloco ele até um degrauzinho acima do FEDERER)…

    Responder
    1. Luis

      pena mesmo, excelente jogador e pessoa, ele mesmo sempre falou que tinha dificuldades em se empenhar na parte física, se tivesse a disciplina do Djoko..

      Responder
  34. Robson Couto

    Saudações Dalcim,
    Apesar de o problema no pé esquerdo do Nadal ser crônico, ele ter treinado após o jogo contra o Isner pode ter contribuído para as dores no jogo de hoje, por não ter dado um maior tempo de descanso para o seu corpo?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ele afirmou hoje que diminuir o calendário ou os treinos não fazem diferença devido ao problema ser crônico, mas sem dúvida é uma possibilidade. Ele começou muito bem a partida, estava perfeito por um set e meio.

      Responder
  35. Eduardo

    Oi Dalcim, você acredita que já se poderia entregar a taça de Roland Garros a Djokovic ? Ele está jogando melhor a cada partida, deve ganhar Roma e vai chegar gigantesco em Paris. Não bastasse sua confiança nas alturas, as probabilidades de Nadal lhe fazer frente em uma melhor de 05 sets acredito que são pra lá de remotas nesse momento; restaria talvez somente a Alcaraz poder pará-lo, mas ainda é inexperiente e o jogo em melhor de 05 sets é um outro jogo…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      De forma alguma, Eduardo. Djokovic passará a ser o favorito se o problema do Nadal realmente for grave, mas não há vencedor por antecipação. No ano passado, ele esteve em várias situações difíceis em Paris, chegou a perder os dois primeiros sets na final.

      Responder
      1. Sandro

        Bom dia Dalcim! Concordo plenamente, quem acompanha tênis sabe que, hoje, favoritismo não é garantia de taça pra ninguém, basta ver nos últimos torneios a quantidade de campeões diferentes que tivemos, apesar do favoritismo de alguns poucos. O fato é que “FAVORITISMO É UMA TENDÊNCIA E NÃO UMA CERTEZA”…

        Responder
    2. Paulo F.

      Que viagem, todos sabemos que já se pode dar essa taça de Roland Garros a Carlos Alcaraz.
      Favoritaço sem contestações para esse Roland Garros.

      Responder
    3. Paulo Almeida

      Esse se empolgou demais, rs.

      Calma, cara. DjokoGOAT ainda está nas quartas de Roma e enfrentará somente jogadores top dessa geração fortíssima.

      Abs.

      Responder
  36. JAN DIAS

    É…eu vi antes do jogo com ALCARAZ que NADAL estava sem físico e questionei a decisão dele voltar em Roma (achei rápido demais)…
    Se ele conseguir eliminar a dor no pé até RG, ele ainda tem chances de chegar lá e ser competitivo… Agora a idade e as lesões serão seus maiores rivais, pois o desgaste de partidas de 5 sets é enorme…
    Ele já retornou vitorioso várias vezes, vamos ver…

    Responder
  37. Bruno

    Não serei vulgar, como alguns foram aqui ,mas a aposentadoria do Nadal está próxima.
    Uma pena ,para quem realmente gosta de tênis.

    Responder
  38. Ruy+Machado

    Depois de um início quase que irretocável de temporada, Nadal fraqueja em seu melhor habitat… Pior, volta a sentir o problemático pé esquerdo que o aflige por praticamente toda a sua carreira (e às vésperas de RG). Como o Dalcim levantou, pode usar infiltração para amenizar a dor. Nesse cenário, só um milagre para recolocar seu favoritismo no torneio. Alcaraz e Djokovic, nesse momento, estarão sobrando… Por mais que não haja previsibilidade de quando irá ocorrer a dor, penso que o Nadal tem parte de culpa nisso. Quantos torneios dispensáveis ele participou? Nesse ponto, aparentemente, vejo a equipe do Alcaraz muito mais responsável em preservar o garoto. Agora, só com reza forte e seu staff médico para colocar o Touro em condições de jogo nos próximos dias…

    Responder
  39. Paulo Almeida

    O Príncipe de Roma fez uma exibição de gala hoje contra aquele que causou a tragédia tenística de 2015, ao impedi-lo de fechar o Calendar Slam na melhor temporada de um tenista na história. Vai chegando aos 35 e jogando cada vez melhor.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Ele chega aos 35 jogando muito , não há dúvidas. Mas precisa ser muito fanático pra dizer cada vez melhor . E logo neste dia triste devido ao problema do Touro Miura , não imaginei que um cara que estava se borrando a cada jogo do Sérvio, não postarias uma linha sobre o Espanhol . Gostas muito mais do homem do que do Esporte. Provavelmente tomarás em Roland Garros 2022 , uma lição muito maior da que tomastes com WAWRINKA . A conferir. Abs!

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Na verdade, você e outros membros da ala freguesiana que andam se borrando com a nítida evolução de Djokogênio. Eu preferi enaltecer a grande partida dele, mas, se faz tanta questão de ler da minha parte, também lamento o fato do seu maior rival e também detonador do terceirete ter sentido o pé novamente. Espero que jogue Roland Garros.

        Bom, pelo menos o sérvio ainda tem chance de ganhar Slam e outros títulos, enquanto você tem que viver definitivamente de vídeos do YouTube até pra comemorar ATP 250.

        Abs!

        Responder
        1. José Yoh

          Assistir jogos no YouTube será o destino de todos que curtem mais seu ídolo do que o tênis, caro Paulo… Eu mesmo faço isso com Senna.

          Abs

          Responder