Doloroso adeus da mágica Barty
Por José Nilton Dalcim
23 de março de 2022 às 11:34

De repente, fui remetido ao dia 23 de janeiro de 1983, quando chegava para cobrir rodada do torneio do Guarujá logo pela manhã e acabei surpreendido com a notícia de que Bjorn Borg, então com 26 anos. havia decidido se aposentar.

O sentimento de incredulidade diante do anúncio de Ashleigh Barty no finalzinho de noite desta terça-feira foi muito semelhante. Parecia brincadeira, um 1º de abril antecipado.

Até que veio o vídeo da própria australiana explicando sua decisão e aí não houve mais dúvidas: no auge absoluto de sua carreira, dona dos atuais títulos de Wimbledon e do Australian Open, número 1 do mundo por 113 semanas consecutivas, Barty não tem mais motivação para seguir no circuito. Chocante, mas compreensível.

Não foi a primeira vez que Barty sentiu o peso do circuito e se afastou. Depois de um promissor início de carreira, em que se tornou profissional ainda aos 15 anos, ela saiu das quadras logo depois do US Open de 2014 justamente porque se achava imatura demais para encarar tantas viagens e queria viver como uma adolescente comum. Ficou em casa e passou a jogar críquete com sucesso.

O amor pelo tênis no entanto ainda estava lá. Voltou em fevereiro de 2016 e se dispôs a jogar duplas em pequenos torneios de US$ 25 mil. Seu gigantesco talento rapidamente deu frutos e na temporada seguinte já ganhou seu primeiro WTA e virou top 20. Continuava a ser uma grande duplista, porém seu estilo único sempre chamava a atenção, aquela capacidade incrível de variar efeitos e velocidades, de alternar táticas, de ter coragem de ousar nos pontos decisivos.

Esse conjunto levou Barty ao primeiro sonho: vencer um Grand Slam em 2019. Porém, de forma totalmente inesperada, o fez no saibro de Roland Garros, relembrando os feitos de Margaret Court de quase 50 anos antes. Pouco depois, virou também número 1, igualando-se a outro fenômeno australiano, Evonne Goolagong.

Nessa altura, era impossível não se comparar a destreza de Barty sobre as quadras com a habilidade de Justine Henin. Curiosamente, a espetacular belga também anunciou aposentadoria – a primeira delas – dias antes de completar 26 anos e como líder do ranking, dona de sete troféus de Slam. Voltou em 2010 sem o mesmo embalo, porém ainda conseguiu um vice em Melbourne.

Ao menos por enquanto, Barty não abre brechas para um retorno. Ela diz que ganhar Wimbledon no ano passado foi mais do que a realização do maior desejo como tenista e que isso mudou sua perspectiva como pessoa e como atleta. Porém, ainda faltava ganhar em casa e se impôs esse desafio, plenamente concretizado há dois meses.

Então, em suas palavras, se fechou o ciclo e acabou a motivação para treinar e especialmente viajar. Como disse antes, é compreensível. A Austrália é muito longe de qualquer coisa e demanda grande esforço de deslocamento ou muitos meses fora de casa.

Me parece que são justamente os dois fatores que mais pesam. Em primeiro lugar, a pandemia pode ter mostrado a Barty – como há muitos outros – as delícias de uma vida normal. Vale lembrar que ela demorou a encarar de novo o circuito, o que só fez já em 2021 após 11 meses de parada total.

Ao mesmo tempo, Ash sempre se mostrou diferenciada, com muita atenção a sua vida fora das quadras, às amigas e à família. E certamente há um peso grande no fato de estar agora noiva do golfista Garry Kissick, a quem conheceu em 2017 e anunciou pretensão de casamento em novembro.

No seu bate papo de despedida com Casey Dellacqua, que publicou no Instagram, Barty afirma que não tem mais a gana física e emocional para o desafio que é se manter no altíssimo nível. ‘Estou desgastada’, foi sua definição.

Uma pena em todos os sentidos, porque Barty colocou o tênis feminino num outro patamar, onde a força física deu muito mais espaço para o refino técnico e tático. Deixará enorme saudade do toque genial, da deixadinha, do voleio, do slice, mas principalmente de sua simplicidade e do bom humor. Um conjunto um tanto raro e que fazia bem demais ao circuito.

E mais

  • Na mesma terça-feira, outra notícia ruim: Rafael Nadal está com fratura por estresse em uma das costelas e isso o obrigará a ficar entre 4 e 6 semanas fora da quadra. Ou seja, de imediato ficará de fora de Monte Carlo e de Barcelona, com possível volta em Madri.
  • Há quem aposte que ele só jogue em Roma, o que seria a única preparação para Roland Garros. Ou seja, a sempre esperada fase do saibro europeu ficará drasticamente reduzida para o canhoto espanhol, que perderá 680 pontos no ranking.
  • Excepcional atuação de Bia Haddad Maia em sua estreia de Miami, voltando a jogar um tênis agressivo e consistente diante de Nuria Parrizas, 49ª do ranking, para quem havia perdido os dois duelos anteriores. Agora, vem um desafio enorme: Maria Sakkari.
  • Medvedev precisa de semi em Miami para recuperar o número 1. O caminho pode ter Murray na estreia, Bautista nas oitavas e Hurkacz nas quartas. Não está o fim dos tempos.
  • Alcaraz ficou nesse lado superior e pode ter duelos difíceis diante de Cilic e Tsitsipas. Ficaram também nesse quadrante Fritz e Aliassime.
  • Excelente entrevista de Bellucci para Felipe Priante. Recomendo a leitura.

Comentários
  1. Arthur

    E aí, Dalcim? Preparado para o “Clássico Gardenal” do tênis mundial: Kyrgios x Fognini? KKK
    Um oferecimento da Bayer: “Se é Bayer, é bom”. kkkk

    Um abraço.

  2. Fernando Brack

    Taí, ó! Iga feliz da vida recebendo os devidos cumprimentos por chegar ao N°1, após a vitória de há pouco em Miami. Imaginem se Barty teria alguma pretensão de atrasar esse momento ficando no ranking.

  3. Heitor

    o krygios poderia lutar pelo top 10 ao longo de sua carreira?

    Tênis tem para isso, mas Eu penso que não. Não é feito para ficar 300 dias por ano no circuito. Ele precisa de períodos de descanso na Austrália, que não conseguiria se tivesse um horário normal. Se ele está feliz jogando 10 torneios por ano, bom para ele.

  4. Sérgio Ribeiro

    Ninguém pode desmerecer uma vitória maiúscula como essa da Bia , ainda mais depois de tudo que trabalhou nos últimos anos . Está de parabéns a gatinha . Mas Sakkari não demonstra nenhum controle emocional pra estar no TOP 3 e brigava hoje com chances de N 1 . Acho que Swiatek aos 20 , já está mais madura na turma . Abs!

  5. Sérgio Ribeiro

    Boa Perifa . Um bom time mas alguns não chegam até a Copa . Tem um que somente toma frangos. E outos no meio campo muito pendurados nos cartões kkkkkkkkkkkk. Abs!

  6. Maurício Luís *

    Eu tinha mesmo esperança de que se a Bia Maia conseguisse se recuperar daquele afastamento forçado e se infiltrar entre as 100 primeiras, poderia dar dor-de-cabeça pra muitas Top 10. Pra quem achava que a vitória dela sobre a Karolina Pliskova foi só um acaso, ou porque a tcheca é irregular, taí a resposta. Maria Sakari vem do vice em Indian Wells. Está em grande fase a Bia, tanto em simples quanto em duplas.
    E o Kyrgios, acho que quando viu que saiu do Top 100, resolveu arregaçar as mangas. Tipo aquele universitário que falta a torto e a direito, e quando vê que vai estourar em faltas, aparece na aula com cara de ” Desculpem o atraso… perdi alguma coisa?”

  7. Vitor Hugo

    Kyrgios atropelou Rublev… Mas parece que está com um problema no joelho. O cara vive machucado. Creio ser desleixo mesmo e falta de disciplina.
    Se levasse a carreira à sério… Tecnicamente só é interior a Roger no circuito.

  8. Luiz+Fernando

    Sinceramente eu não acreditava na vitoria da Bia, mas q performance espetacular. E q BH incrível, regular, forte, plano e fundo, me pareceu um golpe inclusive mais agressivo d que o FH. Mais importante, foi ela q venceu não a grega q perdeu. E no final creio q todos nos emocionamos um pouco com a emoção da pantera cor de rosa após as manifestações da galera brasileira. Vamos Bia…

  9. Luiz Fernando

    Bia é linda, simpática, está a própria pantera cor de rosa em quadra e… está jogando muito bem. 51 no set 2 nesse momento. O aviso grego q me perdoe… vamos Bia!!!

  10. Manu

    Zverev errou um smash depois de atacar e atacar e o córic se defender muito bem!! A cara de c dele foj a melhor!! Vamos, coric!!

  11. Gustavo

    Já conquistou os objetivos no esporte, já deve ter dinheiro para viver bem o resto da vida dentro do que deseja, mas não tem tempo livre. Tempo livre para fazer o que quiser (e ainda aos 25 anos) é algo de valor inestimável. Decisão totalmente compreensível.

  12. Paulo

    Existe vida além do sucesso profissional ( e ela ainda pode ter sucesso profissional fazendo o que quiser). As mulheres parecem perceber isso melhor que os homens. Seja feliz Barty

  13. Heitor

    Ela deu uma entrevista, falou que tem sonhos que não incluem viajar pelo mundo longe da família para jogar tênis.
    Quer curtir a vida como pessoa e não como atleta, embora nunca vai deixar de amar o tênis.

    Comentou que quando criança tinha o sonho de ganhar Wimbledon, mas depois que ganhou percebeu que nenhuma vitória é definitiva no tênis. Você ganha e na temporada seguinte pega outros vôos para recomeçar.
    Segundo ela o tênis acaba iludindo e consumindo os jogadores.

  14. Carlo V. W. 1200 6V

    Pesou para Ashley Barty o ritmo de treinamento para chegar lá. Ao chegar, apesar de se sentir aliviada pelo degrau alcançado, percebeu que o fardo para se mantér no topo era muito maior. No entanto, ela resignada aumentou o rtimo de trainemento e conseguir se mantér no topo. Foi além disso e após algum tempo no topo começaram a considerá-la para atingir os recordes de Serena, MArtina e Chris. Novamente, ela se resignou: aumentou ritmo de treinamentos, treianava mais e melhor, e percebeu que realmente podia chegar lá, pois tem tênis, tem saúde e disposição, possui todo o apoio necessário também.

    No entanto, a jovem Ashley começou a perceber, quanto mais galgava os degraus da fama, algo não ia certo. Primeiro, ela passou a ser apontada na rua como alguém com fama. Num segundo momento, passou a ser cobrada. Mas o que pesou mesmo é que quando atingiu o número 1 do mundo e posteriormente entrou no foco da discussão para que ela fosse a nova GOAT, as cobranças se acirraram. Diziam desde que ela não tinha postura para GOAT, ou que seu cabelo ou aparÊncia não era o que se esperava para uma GOAT. Até dos seus dentes falaram.

    E aquela menina, que nasceu com o dom, e que foi lapidada para o tênis, começou primeiramente a fugir. Fugia das discussões. deixeou de ler notícias e parou de frequentar as redes sociais.

    Ela percebeu que era vítima de ódio e após algum tempo no topo, Entendeu também que o ódio ao qual ela não sabia de onde vinha, a atingia apenas por consequência de sua posição. Eram pseudo-comentaristas dando pitacos em blogs, sites, instas, tubes, twitters, e até em sites de fofoca lhe agredindo gratuitamente. Nem nos supostos elogios ela se encontrava mais.

    Ashley queria paz e decidiu abdicar daquilo. Abandonou a carreira não precocemente, mas a tempo de não ser vítima desta loucura coletiva que toma conta das pessoas., amplificada pelas redes sociais e com alcance global.GOAT? Comigo não dizia ela. Vão pilhar a Serena…

    A menina sequer queria ver seu nome associado a algo que pudesse lhe trazer fama, e pediu que o retirassem de lá:
    – Me esqueçam, disse ela, apesar da bonita mensagem se despedindo na rede. GOAT? Comigo não… dizia ela.

    E rapaz… chama o Rubem pra escrever em duplas. Escrever sozinho tá igual ao Bob Bryan sem o irmão!

  15. Samuel, o Samuca

    Boa tarde Dalcim,

    A Ashleigh Barty sempre surpreendeu. Se ela resolver nos fazer outra surpresa, voltando a disputar a torneio de Wimbledon deste ano. Se ela não solicitace a retirada de seu nome no ranking, na época do torneio de Wimblebon, teria 5.500 pontos. Como está fora do ranking, tem zero pontos. Ela voltando ao circuíto recuperaria os 5.500 pontos ou recomeçaria do zero???

    Samuel, o Samuca

      1. José Nilton Dalcim

        Nunca houve precedente, Samuel, mas acredito que ela não teria direito a recuperar os pontos e portanto estaria ‘zerada’ e precisaria mesmo de convite.

  16. Periferia

    Escrete escalado (Catar 2022)

    1-Luis Fernando…leva muita bolada (está sempre bem posicionado).

    2-Rafael…vai e volta (lateral moderno)

    3-Valmir…. Só botinada ( zagueiro zagueiro…diria Luxa)

    4-William…zagueiro clássico (necessário…alguém precisa sair jogando)

    6-Brack…lateral perfeito (sabe defender e sabe atacar)

    5 -Sandro… volante…jogou na Ucrânia (faz do meio de campo uma guerra).

    8-CarloWagen…segundo volante…parece que tem um motor…nunca para (1300cc)

    10-Rubens Leme…meia refinado (vive suspenso…muito catimbeiro)

    7-Sérgio Ribeiro…ponta veloz (está sempre em velocidade).

    9-Marcelo…centroavante…”representante” do futebol arte (o gol para ele não é um detalhe…é um negócio)

    11-Miguel BsB…ponta esquerda (foi visto assobiando a Internacional Socialista durante o jogo).

    Técnico : J.N.Dalcim…o estrategista…diria Avallone.

    (Não tem como perder)

    1. Rafael+Azevedo

      Haha, muito bom.
      Só não sei com o Paulo Almeida ficou de fora.
      Mas, é assim mesmo. Sempre tem alguém querendo intervir na escalação do técnico.

    2. Luiz+Fernando

      Se vc me visse jogar no gol nos tempos do colégio nunca me escalaria nessa posição. Mas com esse técnico eu faria um sacrifício…

  17. Jordy

    Pérola que encontrei por aqui, de uma pessoa que justifica a aposentadoria da Barty e critica o comprometimento do Nadal com seu trabalho: “veja o exemplo de Nadal. Feio, careca, acabado, judiado, mentalmente afetado pelos tocs.. Vai acabar parando em uma cadeira de rodas. Vale a pena!?”

    kkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Há uma coisa que se chama amor pelo trabalho. E é isso que OS MAIORES TRÊS MOSQUETEIROS DA HISTÓRIA têm.

    Obrigado, Senhor, por eu poder acompanhar essas obras de suas mãos. E digo mais: o Dalcim comentou com outra pessoa que aceita ver os grandes jogando, ainda que seja de muletas. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Eu também. Imaginem a “cara de raivinha” da NextGen, da NextNextGen e da NextNextNextGen perdendo para três senhores que estão em cadeira de rodas ou usam muletas. Adoro!!!!

  18. Jordy

    Afffffffffffff Não sei por que tanto xororô devido à Barty. Pelo visto o texto sentimental do Dalcim causou histeria coletiva. kkkkkkkkkkkkkkk O tênis feminino está uma droga de ser visto.Na WTA atual a disputa é entre quem é menos criativa e menos irregular. Mesmo a australiana venceu seus três Slam sem enfrentar uma só top 10, mas apenas superando cabeça de melão. Não perco tempo assistindo isso.

    1. Sérgio Ribeiro

      Jura ??? . Se vistes partidas completas de BARTY e não gostastes muda de Esporte amigo . Me impressiona que Todos que caiem aqui de paraquedas , jamais apreciam a WTA . A coincidência é que o fato é corriqueiro no faceTenisBrasil . A Australiana possui todos os golpes do Tênis . Basta conferir no vídeo acima rsrs . Abs!

  19. Sérgio Ribeiro

    BARTY BRILLIANCE fala por si só. Justine era adepta do Back Simples daí todo meu entusiasmo pela Belga que nunca teve medo da cara feia da Rainha num retrospecto apertado de 6 x 8 . Mas com direito a batê-la em RG , WIMBLEDON e USOPEN. A Australiana 15 anos mais jovem que Serena, seria um grande empecilho nas pretensões da Norte-americana em vencer mais um SLAM . Ela vai deixar saudades e conseguiu um feito raro , vencer as últimas DEZ partidas antes da aposentadoria. O resto está no Post pra lá de espetacular !!! . Abs!

  20. evaldo moreira

    Boa noite,
    Que texto maravilhoso, desenvoltura, e o mais bacana, o mestre se recordar de Borg, esse tenista foi fera demais, o que dizer de Justine Henin, poxa vida.
    Barty, acompanhei alguns jogos dela, vou falar: os slice dela, é muito melhor de se ver, do que muitos no masculino, que outrora vi fazer, ridiculo demais,
    kkkkkkkkkkkkkkkk, que maestria dela, nas variações, parou cedo, que curta esse momento, vai ser maravilhoso com certeza.
    Mas temos muitas jogadores, que jogam demais, vai suprir com certeza a ausência da australiana, menos uma, que vi o jogo dela hoje, vai ser sem graça assim na tasmânia, misericórdia, a Kerber perdeu para a Osaka hoje, jogo medonho, mas torço para que a Kerber volta a jogar como antes, ôooo alemã bonita , tá doido, e com respeito, que belas pernas non, kkkkkkkkk

  21. Jordy

    kkkkkkkkkkkkkkkk

    100% de chance de os fisioterapeutas terem quebrado as costelas do Nadal, aplicando técnicas paleolíticas.

    Um horror!

    1. Jordy

      Apesar que, como foi inédito nos 21 GS, o espanhol também pode ser o primeiro homem na história da Medicina a “fraturar costelas por esforço”.

  22. Pedro

    Putz, o tênis como um todo já está num período de baixa miserável, principalmente a WTA que não tem nada, nada, de interessante, e agora mais essa?

    1. Vitor Hugo

      É apenas quando lhe convém. Dias atrás vc estava chamando o jogador de idiota por algumas coisas que ele fez, enquanto passava pano para o sérvio por coisas muito piores.
      Hipocrisia pouca é bobagem.

      1. Luiz+Fernando

        Garanto q ele não comemora cirurgia de apendicite ou atribui vitoria dos outros a doping, isso é coisa de caras q… melhor não postar…

    2. Fernando Brack

      Achei uma declaração inócua e desnecessária do grego. O que ele quer dizer com não mirar o Big3? Que não se esforça muito ao jogar contra um deles (ao contrário do Kyrgios, que só demonstra interesse pelo jogo quando os enfrenta) ou que não visa atingir os n°s sobrenaturais deles? De todo jeito, uma declaração que não serve pra nada. O cara tá no circuito pra jogar contra todos e ganhar o que puder. Apenas isso. O que vier de títulos e eventualmente recordes é consequência.

  23. Periferia

    Volkswagen

    Quem nunca possuiu um Volkswagen Fusca???
    Dos idos de 1953…quando começou a ser montado no pais…até 1993…quando pela segunda vez parou de ser fabricado…o “carrinho” tem uma ligação afetiva com muita gente (principalmente aqueles com mais de 50 anos).
    Muitos aprenderam a dirigir nele…equipado com o mítico motor 1300cc (certa vez desmontei um…troquei as juntas de cabeçote…montei novamente…sobrou 15 parafusos…e o motor nem percebeu…continuou funcionando normalmente…era indestrutível).
    O carro tem muita história pra contar…
    Uma delas:
    Certa vez pai e filho visitam uma exposição de carros antigos…tinha um setor apenas com Fuscas…o pai aponta cheio de orgulho…
    -Olha…filho…um carro com o nome parecido com o seu…
    O filho…constrangido e com um olhar de raiva responde asperamente o patriarca:
    – Eu odeio esse nome…
    O pai não gostou da resposta…para mostrar autoridade grita com o garoto:
    – Não fale assim CarloWagen…

    (Buscando a origem dos nomes)

    1. Carlo V. W.

      È isso aì! Resiliência, não se abatendo com crìticas e seguindo em frente è apenas uma das caracterìsticas que fazem um grande campeâo. E tambèm é uma das caracterìsticas que diferencia a geração anterior desta que chegou agora, jà que vc entregou sua idade dizendo que trabalhou na mecânica desta jóia que fez parte da vida d emuita gente.

      A outra caracterìstica que vc mosteou è a superaçâo. O grande campeão, assim como vc, procura se superar a cada nova jornada. Mesmo que para isso tenha que ser desafiado.

      ;- )

      1. Periferia

        Ola Thiago Silva

        Quando o assunto é choro…não tenho argumentos para debater com vc …prezado zagueiro….rs

  24. Jacques Moreleinbaun

    Dalcim, você acha que situações como essa de Nadal desqualificam um pouco quando se usa o termo GOAT para quem tem mais GS?
    Nada contra o espanhol, inclusive digo que a única certeza que temos no tênis é a de que o Nadal é o melhor da história do saibro, porém quando se vê um jogador ganhando um GS e depois prejudicando semanas por lesão, oriunda inclusive do esforço do GS, acaba mostrando que aquele título foi muito mais ao acaso do que devido a uma dominância.
    Por exemplo, entre 2004-2007, Federer conseguiu 11 GS, era pra ter sido 12 mas se não tem jogo ganho sendo perdido não é Federer, e nesse período ele também ganhou mais de 40 títulos e foi n1 durante todo esse período, ou seja, aqueles GS’s refletiram exatamente o que foi a dominância de Federer, do mesmo jeito que os 10 anos de GS de Djokovic refletira em sua dominância, vez ganhava 3 num ano, vez 1, vez dois, mas sempre ganhando, o que mostra que não foram títulos ao acaso.
    Assim como os 13 títulos de RG, que por si só mostrariam que não era por acaso, mas as toneladas de títulos no saibro antes do GS mostra que é quase uma sequencia lógica os títulos de Nadal em RG.
    Porém quando se vê que na verdade Nadal fez um sacrifício enorme para ganhar o AO 2022, em que pese ninguém ganhe GS por acaso, mostra no fim das contas que foi algo isolado, uma vez que após a lesão depois da derrota para Fritz, mostra que aquilo não refletiu uma dominância de Nadal, pois ele não mais tem capacidade de dominar.

    E aí vem a reflexão, quantos títulos de GS o Big 3 ganhou, mas que isso apenas foram títulos isolados, refletiram apenas aquele torneio. Bom, na minha análise, parece que esse GS de Nadal é que acabou por ser um título isolado, não refletindo a condição atual do espanhol. Federer quase ganharia também um título isolado em Wimbledon 2019, mas amarelou, e acredito que o AO 2008 de Nole também tenha sido um título isolado.

    Mas só pra deixar claro, não quero dizer que não mereceu ganhar, longe disso, apenas demonstrar que aquele título não necessariamente vão refletir a qualidade do jogador naquele momento, apenas que fez um bom torneio.

    1. José Nilton Dalcim

      Não consigo concordar com você. Lá no meio do seu argumento, você mesmo diz que ninguém ganha um Slam por acaso, então é impossível qualquer demérito. Se ele esgotou sua última gota de esforço para vencer o Slam, mérito absoluto. Quanto à discussão sobre ‘goat’, acho que tudo continua aberto e não será essa parada que irá tirar Nadal da briga porque ele pode muito bem ganhar Roland Garros, não acha? Abs!

    2. william

      “Mas só pra deixar claro, não quero dizer que não mereceu ganhar, longe disso, apenas demonstrar que aquele título não necessariamente vão refletir a qualidade do jogador naquele momento, apenas que fez um bom torneio.”

      Nadal ganhou acapulco e chegou a final de IW tbm, só aí esse argumento já fica sem sentido

    3. Thiago+Silva

      Que volta gigante pra terminar dizendo nada. Se for pra desqualificar alguma coisa tem que desqualificar o Australian Open 2006 que o Federer ganhou em cima do Baghdatis.

  25. Maurício Luís *

    Uma coisa que não foi mencionada pela Barty, mas que deve pesar para todos os tenistas, é o tal do fuso horário. Quando aqui havia o horário de verão, eu demorava 1 semana pra me adaptar. Imaginem os tenistas tendo que se deslocar de um lado ao outro do globo por anos a fio, de hotel em hotel, tendo que se adaptar rapidamente a horários diferentes. E tendo que manter o físico 100% se quiser ganhar jogos. Nunca entendi como que fazem isso. Talvez a poder de medicamentos, sei lá.
    N A D A L – A diferença entre perseverança e teimosia é tênue. Um fio de cabelo apenas. Então a mesma característica de personalidade considerada virtude, pode se tornar um defeito. O Nadal parece sempre querer dar uma de heroi. Lembro que anos atrás, no Australian Open, jogando contra o compatriota Davi Ferrer, teve um problema físico no meio da partida. Foi aconselhado a parar pelo fisioterapeuta. ” – Não saio nem c..ando” foi a resposta do baloeiro. Podem ver que a coisa vem não é de hoje não.
    K Y R G I O S – O que tem de talentoso, tem de indisciplinado. E fica nessa: ” – Gosto + de basquete do que tênis”. ” – Tô enjoado.” ” Acho que vou parar”. ” Oooolha que eu paaaaro, hein? ”
    Enquanto isso, a Barty parou sem fazer milonga.

    1. Fernando Brack

      É parecido com a diferença entre ser assertivo e ser agressivo, e até ofensivo. Eu vivi o mundo corporativo por muitos anos e os rótulos pregados em colaboradores, especialmente líderes, dependia do gosto ou do humor de quem lhes era superior hierárquico.

  26. Luiz+Fernando

    Barty optou por parar, só nos resta respeitar. Iga é uma jogadora excepcional, que deve tornar-se número um, por sinal com todos os méritos. E agora torcerei p q o avião grego também comece a alçar grandes voos, além de gatíssima e ótima tenista, essa moça tem uma garra ímpar…

  27. Luiz Fabriciano

    Dalcim, vi hoje que o veteraníssimo Tommy Robredo também já marcou data para sua”retirement” do tour.
    Posso garantir que se trata de uma pessoa atenciosa. Certa vez, no Brasil Open, dispensou alguns minutos comigo para umas fotos, sem nenhuma pressa de ir embora.

  28. Sandra

    Dalcim , temos que pensar que a Barty e um ser humano fantástico, desistiu para ser uma simples mortal , para ele poder viver , ela tem só 25 anos , acho até que você vai concordar comigo , o Kyrgios parece sofrer do mesmo problema, não sabe se para ou fica , com essa história de pandemia acredito que eles e todos nós queremos mais e viver !!!

    1. Valmir da Silva Batista

      SANDRA, mais uma vez você não diz coisa com coisa, ao comparar o parecer de Nick Kyrgios sobre o suposto encerramento de sua carreira com a firme e bem pensada decisão de fazê-lo de Ashleigh Barty. Ela não está, ou não esteve, na mesma situação que seu compatriota, ou seja, é por isso que acho tolice você afirmar que “Kyrgios parece sofrer do mesmo problema, não sabe se para ou se fica”, primeiro porque Barty não tomou sua decisão por “sofrer do mesmo problema”, pois não só não estava sofrendo ao decidir, como também não tinha problema algum ao fazê-lo, e segundo porque ela jamais esteve em dúvida tipo “não sabe se vai ou se fica”, já que tomou a decisão de forma segura e bem refletida, haja vista não ter disputado nenhum torneio após vencer o Grand Slam de seu país, justamente por estar a fim de tomar a decisão de encerrar sua vitoriosa carreira de forma tranquila e ponderada. Dito isto, SANDRA, mais uma vez sugiro que você se informe um pouco mais antes de postar as bobagens de costume…

  29. Maurício Luís *

    Não é a primeira vez que vejo tenista pedindo pra tirar o nome do ranking. Pra que isso? Ela poderia ficar em primeiro por um bom tempo ainda. Com 2 Slams nas costas, não seria alcançada tão cedo. Não vejo qual é a utilidade disto. Entregar ‘de bandeja’ a outra um status conseguido com tanto trabalho. 🤔

    1. Valmir da Silva Batista

      MAURÍCIO LUÍS, “Pra que isso?” Ora, manter o nome rankeado como primeiro na ordem das coisas apenas porque “Ela poderia ficar em primeiro por um bom tempo ainda”, é o típico fator desimportante que fez com que Barty encerrasse prematuramente( ? ) sua vitoriosa carreira, e se ela o fez foi por considerar que o próprio tênis em geral não tinha mais tanta importância no seu dia a dia, ou seja, está se afastando até por questão de respeito ao esporte pelo qual ela um dia sentiu tanto prazer em praticar. Creio que há até uma regra quanto a manutenção do nome no ranking, por um certo tempo, do tenista que encerra a carreira, mas a uma tenista de personalidade séria como Barty, suponho que isto pareceria fake demais, justamente porque ela não estaria em atividade, além de que seria como flertar com a ideia de um possível retorno, como aliás, já andaram fazendo alguns de seus ex colegas de raquete. Barty não solicitar que seu nome seja extinto do ranking da WTA, seria puro fisiologismo, e ela não está para tal tipo de pobreza, ao menos demonstrou isto dizendo adeus ao tênis, por colocar o que sente em primeiro lugar, este sim, o ranking que ela escolheu para si…

    2. Fernando Brack

      Pra quem abdica da carreira, abdicar de uma posição em um ranking do qual não mais participará deve ser bico. O mais difícil, por ampla margem, ela já fez. E ela não parece fazer o tipo que sente prazer em embaçar o sucesso dos outros.

      1. Valmir da Silva Batista

        FERNANDO BRACK, perfeito, foi isso mesmo que eu quis em meu comentário, até porque, soaria fútil Barty optar por não solicitar a retirada do seu nome do ranking, o que não combinaria de jeito algum com a nobre atitude de ter encerrado a carreira por ter ouvido seu coração…

    3. Fernando Brack

      Além do mais, o que ela ganharia ficando no ranking? Vc não vê utilidade na saída dela e eu não vejo utilidade nenhuma em ela permanecer.

      1. Maurício Luís *

        Em termos estatísticos, seria favorável para o país dela. Mas é uma questão de ponto de vista.

        1. Valmir da Silva Batista

          MAURÍCIO LUÍS, o tênis é basicamente um esporte individual e sobre o pouco de sentido coletivo que nele há, Barty contribuiu com seu país vencendo três Grand Slam, além de ter participado de uma olimpíada e de jogos da Federation Cup. Se formos levar em conta essa bobagem de que ela estaria beneficiando a Austrália, se não solicitasse a retirada de seu nome do ranking da WTA, chegar-se-ia à conclusão de que ela simplesmente prejudicou seu país, já que fez exatamente o inverso, aliás, o fez muito bem feito, pois colocou em primeiro seus sentimentos, e isto sem prejudicar ninguém…

        2. Fernando Brack

          Maurício, me parece claro que Barty nunca daria a esse fato importância maior do que conceder a uma de suas ex-colegas de profissão a possibilidade de ascender o quanto antes ao topo do ranking, este sim um feito notável e que marca a vida de qualquer atleta. A Austrália já é repleta de feitos espetaculares no tênis. Ter a Barty no ranking sem jogar não adicionaria nada a esse histórico.

    4. Carlos Reis

      Concordo com o Maurício. Ela deveria permanecer no Rkg até ZERAR sua pontuação. A WTA não devia ter aceitado o pedido.

  30. Davi Poiani

    É natural haver este lamento por parte de todos nós que apreciamos este nobre e belíssimo esporte. Então o tênis feminino não terá mais este talento de uma jogadora diferenciada como a Barty, com tanta habilidade e recursos. Eis que não muito longe no tempo, logo ali adiante, será a vez de Federer oficializar algo e então Nadal e Djokovic. Que mudança vai ser… já está sendo na verdade. Uma das certezas neste mundo é a inexorável passagem do tempo.

    A história da Barty e suas razões para tal decisão traz uma reflexão sobre o ser humano, em seu âmbito interior, seus objetivos, aquilo que almeja, o que o motiva. De um lado, você tem os gigantes do Big 3 motivados pela quebra de recordes e não somente por isto… Mas também por um grande amor ao tênis, como muitas vezes cada um dos três já declarou. Histórias de grandes campeões, histórias que sempre tem muito valor, que despertam admiração e também vão muito além das paixões mundanas de torcidas aqui e acolá, para este ou para aquele.

    E de outro lado você tem histórias como a da Barty, que já sente ter cumprido sua missão no esporte, dentre outras questões… Como muito bem o Dalcim pontuou no blog, o fato da Austrália ser longe de tudo é um desafio considerável para quem sente falta de estar próximo à sua família. Também foi preciso coragem da parte dela para tomar uma decisão desta natureza. Imagine… sendo a tenista n° 1 do mundo é preciso muito desprendimento e consciência para se aposentar assim, tão jovem ainda.

  31. José+Yoh

    Uma coisa é bater um recorde de 10 slams. Outra é bater um de mais de 20.
    Soa meio desanimador. Será que este seria um dos motivos pelo qual a Barty está se aposentando?

    O outro motivo, mais certo e conhecido é sua vontade de viver outros ares, fora das pressões e holofotes muitas vezes cruéis e difíceis de entender.
    A impressão que eu tenho é que fica cada vez mais difícil surgir novos nomes resilientes, justamente por estes motivos. O mundo está cada vez menos empático e mais sedento por descontar nos teclados a própria frustração do dia a dia.
    Abs

    1. Marcelo+Costa

      Essa excessiva cobrança, sempre houve, vide agassi que sofreu com pressão, borg que parou cedo, entre outros exemplos. Hoje só se potencializou.

  32. Bruno Macedo

    O kyrgios fala e fala, reclama e reclama, todo dia diz que quer parar, mas nunca para. Aí a compatriota foi lá e parou.
    Que azar ou sorte da Austrália. Produziu 2 talentos incontestáveis, porém não muito apaixonados pelo tênis.

    1. Willian Rodrigues

      Saudações, Bruno Marcelo!
      Creio que a Barty seja sim, apaixonada pelo tênis!
      Ela apenas, e tão somente, não vê sentido em prescindir de inúmeras outras coisas mais importantes que a profissão, como vida em família, matrimônio, maternidade, amigos, lazer, etc.
      A tendência é projetarmos nas pessoas aquilo que faríamos…
      Particularmente, eu não interromperia uma carreira brilhante como a que ela esteve desenvolvendo nos últimos anos, mesmo às custas de muito sacrifício.
      Porque sou competitivo… Consciente de minhas possibilidades, eu buscaria vorazmente os recordes! HeHeHeHe
      MAS, respeito muitíssimo o posicionamento dela e de quem veja de outra forma.
      Barty fará muita falta ao circuito! Em minha modesta opinião, foi o que de melhor surgiu no circuito feminino em mais de uma década.
      Já vislumbrava uma bela rivalidade pela liderança com Swiatek …
      Abs

      1. Bruno Macedo

        Boa noite, William!
        Concordo com vc, pois TB acho q a Barty tenha sim uma dose de paixão pelo tênis. Mas é q eu gostaria que a paixão fosse maior, como acontece com Federer, Nadal, Murray e Serena. Queria q ela ficasse. Rsrs
        Como vc bem disse, as pessoas não são como nós gostaríamos que fossem, infelizmente ou felizmente.
        Abraços.

  33. Flavio

    Nossa Mestre Dalcin estou sem entender mesmo e deve ter pegado a todos essa notícia do abandono da carreira da Barthy, pois é a melhor jogadora do mundo atualmente e tinha uma carreira promissora e eu que fiz críticas ao duvidar do seu talento de fato nessa o tempo e você Mestre me mostraram que eu estava errado e reconheci que ela era uma boa jogadora,então agora ela sai de cena por vontade própria, mas só ela sabe o que é bom para ela e nisso não cabe a nós encontrar motivo nisso,mas é uma pena pois o tênis feminino já é limitadíssimo pois tirando a Swiatek,Krejikova,Osaka e talvez Muguruza,Kontaveit,e Badosa não sobra mais nada e agora sem ela vai ficar mais fraco o tênis feminino e por isso acho que ela fará falta não é Mestre?

    1. José Nilton Dalcim

      Claro que fará falta, Flavio, mas discordo quando você limita o tênis feminino atual a esses nomes. Há muita gente jogando um tênis divertido de se ver, como a Sakkari, a Leylah. E a Raducanu é ótima tenista, basta recuperar a confiança.

      1. Valmir da Silva Batista

        EMMA não passa de uma enganadora. Hoje demonstrou isso mais uma vez, apanhando da apenas n° 53 do ranking Katerina Siniakova, e outra vez no princípio de um torneio. Aos entusiastas dela, que façam bom proveito, pois é um prato cheio…

    1. Paulo F.

      Vou falar o quê sobre a retirada da Barty depois de um comentário tão curto e tão perfeito igual a este?

    2. SANDRO

      Perfeito comentário!!! Muito mais de pessoas como a Barty e menAs, muito menAs da MIMADA EGOCÊNTRICA da OSAKA!!!
      Agora o foco é no fenômeno de 20 anos IGA SWIATEK, ESSA SIM VEM QUE VEM CHEGANDO…

  34. Fernando Brack

    Só tenho uma coisa a dizer: estou surtado e extremamente decepcionado. Barty era minha substituta para a ausência de Federer das quadras. Ainda não identifiquei um substituto no masculino.
    Ela bem podia ter colocado 30 anos como idade limite pra ficar no circuito e, até lá, buscar fechar o Grand Slam. Teria bastante tempo pela frente para fazer outras coisas, mas a vida dos outros não é como a gente gostaria que fosse, e nem deve ser.

  35. Maria Izabel

    Irrepreensível seu texto,Parabéns!
    Barty,joga muito bem.Uma pena aos 25 anos ,aposentar as raquetes.
    Penso que são submetidas a uma pressão dos patrocinadores absurda para vencer.o mesmo acontece com vários outros,patinação no gelo,ginástica olímpica e por aí vai.
    Acompanhamento psicológico desde cedo.Não no caso da Barty,ela já realizou seu sonho e agora,quer se casar ter sua família e viver uma vida normal.As viagens são muitas e desgastantes,somadas a várias outras circunstâncias mundiais como a pandemia que mudou tudo.
    Gostava de vê-la jogando, vai fazer falta.
    Desejo que seja feliz,me pareceu uma atitude muito pensada e segura de sua parte.A felicidade não se compra.Boa sorte Barty!

  36. Valmir da Silva Batista

    DALCIM, até que enfim, neste espaço, é atribuído de forma séria o merecido destaque a JUSTINE HENIN( com o perdão do trocadilho, é muitíssimo justo ), na sequência do texto em que é destacada “a habilidade de JUSTINE HENIN” e também é relativizado o encerramento de sua carreira ao de ASHLEIGH BARTY, aliás, BARTY é linda porque o está fazendo por dar ouvidos a seu coração e não porque “sentiu o peso” de porra nenhuma, como reporta, de forma apressada, a postagem em questão, que, de resto, contempla de maneira competente o crepúsculo feliz de sua carreira. Voltando a HENIN, ela jogava muita bola e, no entanto, a mídia burra sempre cismou em dar mais destaque a sua compatriota Kim Clijsters, que jogava bem menos, sendo que JUSTINE possui três títulos de Grand Slam a mais que ela( 7 a 4 ) e um título de WTA Finals a menos( 2 a 3 ), ou seja, tal mapeamento numérico mostra bem o quanto HENIN tinha a “habilidade” acima transcrita. Adeus, BARTY, seja feliz como você já o foi jogando críquete, praticando tênis e também desistindo, acertadamente, do mesmo…

  37. Maurício Luís *

    Enquanto o Dalcim se lembrou do Borg, eu da minha parte me lembrei de uma que não foi tenista, mas cantora. Celly Campello abandonou a carreira no auge da fama. O marido dela contou numa entrevista em 2012 (ela faleceu em 2002) que o produtor musical, ao se deparar com a inesperada decisão dela no começo da década de 60, disse: ” – Menina, você está jogando dinheiro pela janela! ” Resposta da Celly: ” – Eu prefiro uma casa cheia de amor do que uma conta cheia de dinheiro.” Voltou 15 anos depois em 1976 por causa da novela de época Estúpido Cupido. 6 meses depois, terminada a novela, abandonou a carreira outra vez.
    Se bem que a australiana já tem também a conta devidamente “recheada” de cifrões.
    O estilo diferenciado e variado dela deu um ‘nó’ na cabeça da maioria das adversárias, adeptas à moda Serena de ‘porrada’. Acredito que futuramente ela poderá se quiser, “desaposentar”. O tempo dirá.

    1. Luiz Fabriciano

      Maurício, boa lembrança da Celly Campello.
      Curtir muito a novela Estúpido Cupido. Obrigado por ter trazido à tona.
      Quem se despediu recentemente foi a eterna Maria Tereza – Françoise Fourton.

  38. Sergio Brandão

    Estranho! Fiquei profundamente triste. Normalmente, torcia contra ela, pois gosto da Halep, da Osaka e da Serena; grandes adversárias . Achava ela com a fisionomia enfezada. Besteira minha! O tênis dela é invejável e ela mostrou que, por trás da fisionomia séria, quando tinha que ser pela seriedade do momento, é uma grande pessoa e ser humano. Fará falta no tênis e , agora, torço muito por ela, que continue realizando sonhos e grandes coisas nessa vida passageira. Obrigado Ashley!!!

  39. Ronildo

    Dalcim caprichou no post. Uma obra prima.

    Gostaria de destacar que embora a Justine Henin fosse número 1 do mundo quando parou de jogar no circuito, não tinha o domínio tão expressivo que a Barty alcançou neste momento. Inclusive o número 1 da Justine pode ter coincidido com algum momento de menos atenção da Serena Willians em sua carreira tenística. Não lembro exatamente como foi, mas de memória, desde que Serena despontou a primeira vez como número 1 até o declínio natural da idade para um atleta de alto nível, nunca apareceu alguém que pudesse rivalizar com ela de igual para igual durante um período, desde que ela estivesse com vontade. Evidentemente que derrotas sempre aparecem para qualquer um a qualquer momento, uma vez que até mesmo Federer já perdeu em Wimbledon para tenistas menos expressivo.

  40. viktor labuto

    Uma das 15 melhores jogadoras da história. Veloz, ofensiva e forte mentalmente, seria no Feminino o que Nadal foi entre 2007/2010. Porém, nem todos estão dispostos ao mesmo sacrifício. Ainda acho que ela se arrepende e volta ao circuito ano que vem…
    Osaka, Barty, Biles na Ginástica… Obviamente o trabalho mental e físico no feminino deve ser diferenciado do Masculino… O que para um mundo machista é difícil de se entender!
    Enquanto isso, temos veteranos como Nadal, Federer, CR7, Messi e até Phelps e Bolt encerrando a carreira super tarde com recordes atrás de recordes em troféus, enquanto no feminino profissionais encerrando a carreira no auge (a exceção talvez seja a Serena Williams que a meu ver em seu auge ganhava torneio até bebada ou jogando de costas).
    Enquanto não existirem profissionais motivacionais específicos para carreiras de alto rendimento no feminino será isso.

  41. Vitor Hugo

    Sobre Nadal:

    Viu uma grande possibilidade de voltar a ser número 1 do mundo, pois sabe que a geração atual é fraca e irregular além de seu grande algoz, Novak bagre, estar com problemas para jogar alguns torneios. Viu uma oportunidade de ouro. O baloeiro sabe que precisa aumentar sua medíocre(medíocre para um cara com 21 slam) quantidade de semanas na liderança que o deixam muito atrás da POSSIBILIDADE de ser chamado de goat. Nadal nunca foi um cara muito dominante no circuito. Lideranças esporádicas devido ao fato de não ser tão competente na grama e hards, se comparado aos seus dois maiores rivais.

    A ganância falou mais forte e acabou sifu…

    Sobre Barty:

    Daqui dois anos volta para o circuito e reconheceu que, o ápice da carreira de qualquer tenista é vencer Wimbledon, cujo o rei é Roger GOATERER, único a vencer o torneio antes e depois da padronização, que como foi dito pelo próprio blogueiro e sabido por todos, começou em 2008, a não ser pra alguns ignorantes.

    1. Rafael Pereira

      👏🏻👏🏻👏🏻
      O Rei de Wimbledon é o cara que perdeu 3 finais para o Djokovic lá??
      Que pena a lesão do Nadal, espero que esteja inteiro já para jogar Madrid e que Djoko reveja sua posição quanto a vacina e volte a jogar em alto nível.
      O circuito precisa dos dois melhore da história.
      E torço para o Federer largar o osso e se aposentar com dignidade, outro pneu onde ele supostamente é o melhor seria desnecessário demais

      1. Vitor Hugo

        Se não me engano, são 20 títulos de Roger na grama contra 8 de Novak… Um atropelo. Novak só venceu Roger com o suíço com mais de 34 e longe do auge. . Só assim mesmo.

        1. Paulo Almeida

          Realidade: perdeu com 32, 33 e por último com 37, jogando a melhor partida da vida e percorrendo uma distância maior do que a do sérvio durante a partida. E nem assim venceu, pois é patão nato mesmo. 😃😃😃

          E com o que Djoko e Nadal fizeram/estão fazendo depois dos 30 anos, a desculpa esfarrapada de idade de outrora é facilmente aniquilada.

        2. SANDRO

          Grandes coisas 20 t´tulos no pasto jogando contra as vacas ruminantes… Quando enfrentou Djokovic em FINAIS de WIMBLEDON, Roger FREGUESer perdeu TODAS!!!!

    2. Paulo

      Gildokson e SR, cadê vcs dizendo: o post é sobre a Barty e o cara não esquece o Federer?? O post foi sobre Nadal e o VH vem falar de novo de RF que tá fora do circuito no momento??

      1. Gildokson

        De novo? Eu já falei na outra pasta onde você me citou por motivo parecido. Mas se você quer saber, não compactuo com muito do que o Vitor Hugo escreve e as vezes desconfio que ele continua só para fazer frente aos outros 3 obcecados (de forma negativa) pelo Federer no blog.
        O mister caixa alta rei das teorias mirabolantes e o “nobres” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        1. Paulo

          De novo porque de novo não te vejo condenando o VH ou outros federistas que fazem a mesma coisa o que vc condena nos nolistas…
          👍🏻

        2. Luiz Fernando

          Os obcecados (kkkkk) sempre atribuíram as vitórias do Federer a doping? Comemoraram cirurgias do suíço? A verdade é q vcs nunca tiveram coragem de repreender estas barbaridades postadas, talvez lá no fundinho gostariam de concordar mas faltou coragem…

    3. SANDRO

      Quanta inveja!!! Como você diz que um FENÔMENO que tem 21 GRAND SLAMS e 36 MASTERS MIL no currículo “SIFU”???
      NADAL está pouco ligando pra sua posição no ranking, ele que TÍTULOS e quem tem 21 GRAND SLAMS e 36 MASTERS MIL é sim o GOAT do tênis!!!
      O único que pode ter condições de barrar o NADAL na luta pelo GOAT é o DJOKOVIC, e só !!! O Roger FREGUÊSer é freguês demais do NADAL para querer ser GOAT!!!

    4. Paulo Almeida

      E o mais ignorante deles deve ser o Saretta, que esteve lá algumas vezes e falou com propriedade do assunto.

      Continue chorando e passando recibo, freguês 40-15.

    5. Carlo Van Wagen

      Blà, Blà, Blà, Bagre, blà, blà, blà Nadal, blà, blà, blà, goat, blàblàblà recordes e blàblàblàblàblàblàblà..zzzzzZZZZZ

  42. George Beco

    Dalcim, essa provável volta apenas em Roma deixa Nadal em pé de igualdade em RG contra jogadores como Ruud, por exemplo.

    1. José Nilton Dalcim

      Ah, acho que nunca Nadal estaria em pé de igualdade com um tenista tão pouco experiente em Slam. Talvez ele fique em pé de igualdade com o Djokovic.

  43. Miguel BsB

    Nós, fãs de tênis, perdemos muito com a aposentadoria precoce da Barty…
    Ela poderia dar mais um gás, tentar vencer USopen, fechar o Grand Slam, e aí sim parar. Mas isso sou eu dizendo.
    Por sorte, assinei há 1 mês o YouTube Premium. Prefiro assistir os jogos dela no YouTube do que assistir ao vivo 90% do circuito feminino, e digo mais, até do masculino…

  44. Periferia

    Uma mulher jovem…

    Pertence a uma minoria…

    Vencedora de vários Slam(s)…

    Milionária….

    Admira jogadoras que vieram antes dela…pavimentando um caminho difícil…

    A família e os amigos são tudo para ela…

    A pressão do circuito e as viagens cobram um preço que ela não consegue pagar…

    Não suporta mais o esporte que sempre amou…

    Não se sente confortável…

    Quer fazer outras coisas…

    …Naomi Osaka…

    (Tratamos coisas iguais de modo diferente)

    1. Marcelo+Costa

      Como sempre tocou na ferida, aliás de uma tocamos a nota dó, a outra repetimos e definimos a nota mi, de mimimi.

    2. Thiago+Silva

      Não são coisas iguais, uma não tem nada a ver com a outra, a Barty é muito mais inteligente, articulada e educada que a Osaka que só enxerga o próprio umbigo.

    3. Willian Rodrigues

      Prezado Periferia, seus textos são sempre muito reflexivos e, algumas vezes, contundentes.
      Desta vez, respeitosamente, preciso discordar.
      Entendo seu ponto de vista: devido a preferências por uma ou outra atleta, movidos por paixões, ou mesmo por sentimentos racistas arraigados, a reação do grande público, e até mesmo da mídia especializada, foi mais agressiva e destrutiva em relação às declarações da Osaka.
      Contudo, não encontro registros de um único episódio sequer me que Ashleigh Barty tenha polemizado sobre algo.
      Ela tomou uma decisão adulta, serena (sem trocadilhos), consciente, e optou por priorizar matrimônio, convívio em família, amigos, etc.
      Não se rebelou vociferando contra o sistema que obriga as tenistas a viajarem tanto e serem submetidas a um nível de estresse muitas vezes descabido para manter-se em altíssimo nível.
      Ela foi sensacional na forma de se pronunciar, inclusive.
      Perdoe-me, mas muita gente “caiu-de-pau” em cima da Osaka (e me incluo nisso), porque ela não soube (imatura, mal assessorada) se expressar em relação ao que ela via de errado no circuito, no sistema. Ao perceber que suas declarações dividiram a opinião pública decidiu se declarar com depressão (talvez esteja mesmo) e surgiu toda aquela polêmica.
      Acho admirável o engajamento no Black Lives Matter e outras bandeiras que ela já levantou. Mas, algumas lacrações como mostrar o dedo do meio junto ao seu namorado em frente às câmeras acho absolutamente pueril.
      Em relação ao potencial tenístico, e me parece ser a opinião de muitos aqui, ela está alguns degraus abaixo da Barty. Não é nem de longe tão versátil…
      Acho natural que a aposentadoria de uma tenista mais talentosa, MAIS CARISMÁTICA, e mais promissora cause maior comoção.
      Semelhanças… MAS, muitas diferenças…
      Abs

      1. Periferia

        Olá William

        Não se preocupe…não estamos discordando…nem tão pouco concordando…rs.
        Estamos observando um fato de lugares diferentes (não existe o certo nem tão pouco o errado aqui).
        Existe um fato…a dificuldade de suportar um circuito (tênis) que consome cada vez mais o indivíduo.
        Esse é o fato que cerca as duas tenistas…
        Cada uma tem suas particularidades e forma de encarar o mundo…o que é normal.
        O problema não está nelas…está em quem observa o fato (eu e vc).
        Existe um viés racista…
        Vivemos em uma sociedade onde o racismo precisa ser reconhecido…aceitar que ele existe.
        Não estou aqui dizendo que aqueles que tem uma opinião contrária…que criticam a Osaka de forma violenta sejam racistas…não é isso que estou dizendo (não ligue…eu falo quando durmo e quando escrevo..rs).
        Estou dizendo que para ser racista é necessário reconhecer que o racismo existe…e principalmente quando ele existe.
        O cara não pode ser racista se ele não consegue identificar o racismo.
        Osaka será massacrada por ser negra e de personalidade frágil (dinheiro não deixa ninguém forte…no máximo com alguns quilos a mais)…as pessoas que pagam pela sua imagem hoje…serão aquelas que destruirão sua alma.
        E não se engane…será destruída por ser negra.

        Abs…fique bem.

      2. Marcelo+Costa

        Eugenie Bouchard, finalista de gs, carreira promissora, potencial para brilhar, hoje vive no ostracismo, devido sua falta de postura, profissionalismo e até juízo. Demos a ela o mesmo tratamento, julgamento e pior veredito que destinamos a Osaka? Se sua resposta for não, se pergunte o motivo de tratarmos diferente, quem deveria ser igual?
        Agora uma provocação, se Osaka parar agora, quantos irão chamar ela de covarde? E porque Barty é corajosa? Será que Barty seria tão maravilhosa se sentisse na pele, ter outro tom de pele?

        1. Willian Rodrigues

          Prezado Marcelo Costa, é muito bom trocarmos ideias, prezado.
          Eugenie Bouchard vive mesmo no ostracismo! Isto, devido a tudo que você colocou, somado à falta de verdadeiro talento. Nunca fui grande admirador dela como tenista… Creio que o universo tenha conspirado a favor, e ela acabou atingindo o top 5. Carreño já atingiu o top ten… (Unbelievable!) Embora, como mulher, eu digo que a pegaria com muita alegria! Também considero a Osaka uma delícia! Perdão Dalcim! Rrssrss… Afirmei isso aqui mesmo no Blog quando ela despontou no circuito. Considero que a miscigenação ali deu bom… Uma coisa não está relacionada a outra, porque Bouchard não criou nenhuma celeuma em virtude do assédio de fãs, ou da mídia, ou do estresse ocasionado pelo grande número de torneios do circuito.
          Respondendo à sua pergunta: o motivo de tratarmos o caso da Osaka de forma diferente é porque suas declarações saíram de mau jeito! Ela não soube protestar contra o que a incomodava. Ficou parecendo muito mais um ataque de estrelismo. Daí eu dizer que foi mal assessorada.
          Uma vez que se sentia desconfortável com a obrigatoriedade das entrevistas e outros aspectos do circuito, ela poderia ter convocado uma coletiva e falado abertamente a respeito. Haveria uma grande repercussão POSITIVA, eu tenho certeza disso.
          Se Osaka parasse agora, eu não a trataria como covarde! Eu respeitaria seu posicionamento… Deixaria o circuito desfalcado e a esperada rivalidade com Swiatek não ocorreria. Simples assim.
          “Será que Barty seria tão maravilhosa se sentisse na pele, ter outro tom de pele?” Quanto a esta última pergunta, parece-me que a Barty é descendente dos povos originários da Austrália, não? Historicamente aculturados, massacrados. Ou estou enganado?
          Posso dizer então que Barty já sabe bem o que é ser discriminada…
          Finalizo dizendo que procuro manter o discernimento.
          Todos aqui sabem que torço para Djokovic desde 2007.
          Porém, fui um dos primeiros a “bater pesado” no sérvio aqui quando surgiram suas primeiras babaquices durante a pandemia.
          Algumas vezes, pregando no deserto, inclusive. Meus então companheiros da Kombi não fizeram coro até bem recentemente. KKKKK
          Abraços

  45. Teka+Moraes

    Completamente atordoada pela aposentadoria de Barty, mas entendo. Há sonhos na vida que se tornam escravizadores após serem alcançados. Família, fins de semana, festas, vida simples, sossego e vida mental saudável valem, muitas vezes, bem mais que fama, paparazzis, riquezas, assédios, lesões constantes e outros sacrifícios exigidos pelo sistema do esporte. São escolhas que devem ser respeitadas.
    Eu sentirei a ausência dela nos torneios, mas ao mesmo tempo a aplaudo por sua coragem e o peso que dá à sua felicidade pessoal.
    Está certíssima.

  46. Rogerio+R+Silva

    Boa tarde!
    Mais importante de tudo é entender que ela se sente realizada.
    Voltou a praticar o esporte predileto quando se sentiu mais confortável e saiu das competições quando achou que era o momento certo,jovem ainda para poder viver a vida como achar melhor.
    Não notei nenhum problema psicológico e sim uma paz e alegria transbordantes.

  47. Daniel+C

    O tênis feminino perde muito com a aposentadoria da Barty. Enquanto o tênis masculino nos últimos anos tem sido dominado por um padrão repetitivo de jogo, baseado em resistência física e solidez do fundo da quadra, o tênis feminino estava com a sorte de ter como expoente máximo uma jogadora talentosa, criativa e muito técnica, com um jogo agradável de ver. O tênis feminino vivia o mesmo momento mágico que o tênis masculino viveu naqueles anos 2003 a 2009, com o maestro Federer. Que doloroso adeus, realmente.

    E nessas horas eu lamento que o suíço não tenha escolhido o momento certo de parar, assim como a australiana. Deveria ter parado ao vencer o AO 2018 ou tivesse encaixado um acezinho na final de WB/19 e ter anunciado ali mesmo (nunca vou perdoá-lo por esse tremendo vacilo kkkkk). Mas o cara foi ser teimoso, obstinado e tentou continuar jogando, dando a cara à tapa como sempre fez durante a carreira (nunca foi jogador de abandonar jogos, mesmo não estando em boa forma). Não adiantou nada, só fez a alegria dos haters. Se ao menos tivesse pendurado as raquetes no AO 2018, sairia por cima e deixando a sensação para de que não teria como saber se continuaria vencendo GS ou não. O status de “Goat” estaria mais forte do que hoje, certamente.

    Mas enfim, o que importa mesmo pra mim é o legado do suíço e a minha convicção de que foi o maior que já vi jogar. Foi um privilégio, assim como foi ver a Barty jogar.

    1. Paulo Almeida

      Ns verdade, o status de GOAT vai facilmente pras cucuias quando a gente vê que o cara ganhou míseros 4 Slams nos últimos 12 anos e apenas um passando por seu principal algoz no hard e na grama Djokovic.

      Sim, imagino que devia ser mágico (para seus torcedores somente) não ter rivais decentes até 2007 (exceto no saibro) e não até 2009. Em 2008, o bem já começou a prevalecer, com o sérvio ganhando seu primeiro GS e Nadal tomando o número 1 do entressafreiro.

      1. Gildokson

        “O bem já começou a prevalecer…”
        Um cara com o desvio de caráter como o de Djokovic jamais representará o bem de coisa nenhuma.
        E você está sendo muito perfeccionista ao ignorar o AO 2010 viu. Com ele, WB12, AO17, WB17 e AO18 dá 5 e não 4 nos últimos 12 anos kkkkkkkkkk

        1. Paulo Almeida

          O bem dentro das quatro linhas com o tênis mais completo que já existiu.

          O AO 2010 terminou em 31/01/2010 e, se voltarmos exatos 12 anos no tempo, chegaremos em 24/03/2010. Portanto, minha assertiva foi corretíssima, amigão.

          Abs!

      2. Daniel+C

        Cara, eu não tenho mais paciência para responder a provocações diretas. Preguiça demais. Fique a vontade discutindo com Vitor Hugo e cia e seja feliz torcendo pro sérvio antivax 😉

      1. Carlos Reis

        Federer foi superior naquela final, bem superior, a vitória de Novak foi o maior milagre do Tênis Profissional moderno. Federer merecia MUITO MAIS o título, venceu o Nadal com autoridade na semi e uma apresentação incrível na final, Djoko é um gigante Ok, mas esse título ele não mereceu.

        1. Paulo Almeida

          Sim, ele mereceu, pois foi quem venceu mais sets, na bola e sem auxílio de arbitragem. Não foi milagre: foi competência do rei dos big points e tremedeira do rei dos small points.

  48. Luiz Fernando

    Esperando por alguns nadalistas alienados virem aqui e postarem q Rafa deve disputar todos os ATP 250 e 500 possíveis. Teve gente inclusive q perguntou ao Dalcim em Fevereiro pq ele não viria p o Rio Open???? Meu Deus…

    1. Miguel BsB

      Luiz, na boa. Tá todo mundo lamentando e comentando respeitosamente sobre a aposentadoria da Barty, e tu vem chamando os outros de alienados por causa dessa enésima lesão do Nadal, que sempre foi isso aí, joga até quebrar, volta, joga até quebrar, volta…
      Isso já foi bastante discutido, deixa isso quieto um pouco.

      1. Daniel+C

        O Luiz parece que tem 4 botões de temas padrão, que ele fica alternando ou apertando mais de 1:
        1) Reclamar do Nadal jogar muitos torneios e cobrar a galera que quer ver o espanhol jogar
        2) Falar mal da torcida do Federer (relembrando acusações de doping de anos atrás – apesar de eu ter visto esse tema aparecer aqui recentemente e ficar decepcionado com isso)
        3) Trocar gentilezas com o Sérgio Ribeiro rs
        4) Dizer que aqui é diversão garantida rs

        Muda um pouco o disco!!! Kkkkkkk

        Abs!

        1. Luiz Fernando

          Vc deveria evitar ler o q eu postar então. Aqui cada um posta o q quiser desde q liberado pelo Dalcim…

      2. Luiz Fernando

        Miguel me perdoe a sinceridade mas cada um comenta o q quiser. O post é sobre a Barty, mas o tênis não se resume a ela no momento, eu, pex, tenho outros interesses. Abs.

  49. rafael

    Que pena a aposentadoria da australiana, mas, como bem disse mestre, muito compreensível. Narty foi a jogadora que mais gostei de assistir depois da Henin. Que ela seja feliz fora das quadras!
    Agora é torcer para a Bia seguir firme e que Nadal se recupere para os torneios do saibro. Mestre, me parece que os deuses, mesmo por um péssimo motivo, ajudaram o Djoko nessa, hein? Não acha?

    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, tirar um adversário do porte de Nadal do caminho é uma dádiva divina. Mas cuidado com o Alcaraz… rsrs…

      1. Sandra

        Mas Dalcim , porque se tornou mais fácil para o Djoko ganhar de Nadal e Federer e tão difícil ganhar dessa
        garotada, apesar da minha torcida gostaria muito de ver ele ganhar da garotada, inclusive do Alcatraz e dó Kyrgios

        1. Valmir da Silva Batista

          SANDRA, será que não se cansa de fazer tanta avaliação tacanha? Entre Djokovic, Federer e Nadal, devo lembrar à sua memória ruim que todos venceram dentre os todos, um um pouco mais em relação ao outro, porém, todos com vitórias em boas quantidades, em se tratando da referida tríade. Portanto, vejamos: FEDERER 23 x 27 DJOKOVIC; NADAL 28 x 30 DJOKOVIC; e NADAL 24 x 17 FEDERER. Quanto a eles vencerem os tenistas mais jovens, seu parecer está muito fora de contexto, além de não se tratar de algo assim tão relevante…

        2. SANDRO

          Alô Sandra, em que PLANETA vc vive??? Em 2021, Djokovic foi CAMPEÃO de Australian Open, Wimbledon e Roland Garros só vencendo tenistas velhos??? Não venceu nenhum jovem não??? Faça-me o favor…

        1. José Nilton Dalcim

          Como expliquei no Podcast de hoje, a Barty pode pedir para ser retirada do ranking. Caso não o faça, os pontos irão caindo de forma natural e portanto acredito que as concorrentes ainda terão de se esforçar para chegar à liderança. Caso não consigam, após Wimbledon será inevitável.

          1. Luiz Fabriciano

            Vi hoje que a Barty já pediu baixa e que basta que Iga vença seu primeiro jogo em Miami para se consagrar como nova #1, na semana posterior.

  50. André Aguiar

    Impressionante o número e o teor respeitoso e carinhoso das mensagens das colegas/rivais do circuito. A Barty deve ser mesmo uma pessoa especial.

  51. Luis+Alves

    Oi Dalcim, que notícia surpreendente e inesperada.

    Triste pelo esporte que ficará sem as jogadas geniais dessa super talentosa jogadora, mas fico feliz de ver pessoas que nos mostram que dinheiro, estar no topo e fama não são as coisas mais importantes da vida, como acreditam alguns.
    Toda sorte do mundo para ela em suas novas empreitadas

  52. SANDRO

    NADAL é um FENÔMENO!!! O cara joga uma final de MASTERS MIL com lesão crônica no pé e com uma costela quebrada que estava lhe atrapalhando a respirar e mesmo assim leva o jogo para o TIE BREAK, ainda por cima tem uma MONTE DE URUBU DO OLHO GORDO, viúvas do Roger FREGUESer jogando praga direto no cara…
    Só falta vir agora aquela menina perguntar ao Dalcim se Nadal não quebrou a costela DE PROPÓSITO para desculpar-se por ter perdido a final… MenAs, muita menAs com essas insinuações maldosas e dissimuladas…

  53. Gildokson

    E ainda tem gente que faz beicinho quando alguém diz que Wimbledon é diferente e o maior disparado dos Slans.
    Barty se sente realizada a ponto de parar depois de ter realizado seu sonho.

    1. Marcelo+Costa

      Acho que é o mais tradicional, mais charmoso e único por ser na grama, e não ter torneios master 1000 nesse piso, tudo isso o deixa mais atrativo, no mais toda contagem de pontos, premiações, jogadores é a mesma então dar toda essa enfase a WB em detrimento dos demais GS’s é leviano, ou passional, coisa que temos demais por aqui.
      Garanto que Nadal ao vencer AO pela segunda vez esse ano foi incrível, Novak ganho RG pela segunda vez, foi mágico e Federer vencer RG em 2009 foi inesquecível, e Barty ter vencido em casa, imagina sua alegria, impossível medir algo tão subjetivo, como tentam fazer de forma tão passional.

      1. Vitor Hugo

        Não é leviano. Ivan Lendl declarou que trocaria TODOS seus títulos em RG por UM em Wimbledon, e falou muito sério.

        Vale mais 1 na grama sagrada que 5 no chiqueiro francês.

  54. Paulo Almeida

    Tomara que a Barty repense sua decisão e volte. Talvez precise de um ano sabático.

    A rockeira Iga, que não tem nada a ver com isso, vê ainda mais possibilidades de faturar outros Majors agora.

  55. Aipim 2006

    Olá Dalcim e amigos!

    Realmente muito triste esse afastamento repentino da Ashley. Digo repentino porque tenho esperança de que ela volte a brilhar em breve, nem que seja por pouco tempo. Verdadeira fada no tenis feminino, dava gosto de se ver como tudo parecia fácil para ela. Não tenho como não lembrar de Roger Federer e suas mágicas realizadas em quadra. Cada vez mais caracterizado pela força física, nada enche mais os nossos olhos do que essa técnica caracterizada pelos golpes variados e refinados. Continuo acompanhando e gostando do tenis, mas me sinto muito órfão de jogadores(as) como Ashley. Siga seu caminho com alegria, mas lembre de nós em algum tempo e volte, rss

  56. Groff

    Absolutamente chocante o anúncio da Barty. Ficamos novamente órfãos de mais um expoente de tênis técnico, habilidoso e extremamente agradável de ver. Um grande, enorme pena. Espero apenas que o “pé-de-meia” a mantenha bem confortável para o restante de suas empreitadas, porque ela parece ser muito merecedora.

  57. Ricardo Fukuha

    Nossa que noticia pra nós telespectadores que admiram o tenis como arte além do esporte, quanta falta vai fazer, já que era incrivel como esportista e pessoa, pra mim noticia extremamente triste.

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