Só Medvedev pode impedir o 21. Outra vez.
Por José Nilton Dalcim
28 de janeiro de 2022 às 12:10

Daniil Medvedev está de novo no caminho da história. Há quatro meses, impediu de forma categórica que Novak Djokovic realizasse um dos maiores feitos do tênis e ainda por cima chegasse ao 21ª troféu de Grand Slam. Agora, é o único que pode impedir Rafael Nadal de se isolar como o maior campeão de Slam. Às 5h30 de domingo, ele buscará suas façanhas particulares e abrirá as portas para o número 1. O Australian Open não poderia terminar de forma mais eletrizante.

Tal qual aconteceu em 2017, Rafa chegou pouco cotado a Melbourne, obrigado a se afastar do circuito desde julho devido ao problema crônico no pé. Para piorar, ainda contraiu covid e atrasou a preparação. Não empolgou com o título de 250 conquistado pouco antes e tudo isso o colocava atrás na lista dos favoritos. Sua capacidade de superar desafios o levou a evoluir rapidamente ao longo das rodadas, viu o temido duelo com Alexander Zverev sair do caminho e usou o máximo de sua experiência na reta final. Terá a quinta chance de repetir o título já longínquo de 2009 e se recolocar na discussão sobre quem afinal é o Goat.

Medvedev ao contrário era dado como favas contadas, ainda que suas apresentações na ATP Cup tivessem oscilado. A trajetória no entanto se mostrou mais difícil do que o imaginado quando sorteada a chave, já que Nick Kyrgios e Maxime Cressy chegaram a tirar um set e, mais tenso ainda, Felix Aliassime o encarou de frente e ainda teve match-point para acabar com a festa. Mostrou por algumas vezes estar com os nervos à flor da pele, fez papelão nesta sexta-feira ao gritar com o árbitro porém recuperou a frieza sempre na hora certa. Se ganhar domingo, será o primeiro tenista da Era Aberta a vencer seu segundo Slam imediatamente após o primeiro.

Os dois sets iniciais de Nadal na semi contra Matteo Berrettini foram assustadores, lembrando o jogo contra Denis Shapovalov. Mesmo com teto fechado, o espanhol comandou a partida diante de um italiano incrivelmente frágil. Rafa por certo o surpreendeu ao se posicionar perto da linha para encarar o poderoso saque adversário e golpeou sempre a devolução de segundo serviço com um pé já dentro da quadra. Isso encurtou o tempo de reação de Berrettini e seu backhand foi um fiasco. Mesmo na postura ofensiva, disposto claramente a encurtar pontos, Nadal cometeu apenas sete erros nesses dois sets contra 24 do perdido oponente. Massacre.

Só então Berrettini conseguiu fazer aquilo que foi sua marca no torneio: sair do aperto com o primeiro serviço. Encarou games longos, achou enfim um ritmo lá da base e até foi firme à rede. Isso forçou Nadal a recuar cada vez mais e de repente lá estava ele atrás do ‘Melbourne’, sinal de que precisava agora de muito mais tempo para se defender e contraatacar, embora isso custasse abrir ângulos. O italiano esteve bem perto de esticar o quarto set, mas cometeu erros absurdos com o forehand, tanto num 15-30 decisivo como logo em seguida na perda final do serviço, em que mandou três direitas no meio da rede. Aí é pedir demais frente um adversário com a categoria do espanhol.

O reencontro entre Medvedev e Stefanos Tsitsipas foi talvez o jogo de melhor qualidade técnica do torneio, especialmente o primeiro set. Os dois se encararam em batalha de tirar o fôlego e o grego mostrava uma leitura magnífica, com backhand muito consistente, transições à rede atrás das bolas anguladas, saque preciso e devoluções agressivas. Exigiu o máximo do russo e sua única falha foi também a mais crucial: desperdiçar o 4-1 no tiebreak. Mas ele não se perturbou, seguiu na mesma balada para faturar o segundo set e levar Medvedev à loucura.

Após discussão muito ríspida com o árbitro Jaume Campistol ao ser quebrado e outra frase muito irônica no intervalo, sempre se referindo às instruções do pai Apostolos, Medvedev quase se perdeu no começo do terceiro set, o que poderia ser desastroso. Segurou a cabeça, evitou dois break-points com coragem e daí em diante perdeu um único ponto com o serviço. Ao permitir a quebra no game final do set, Tsitsipas enfim se rendeu e parecia não ter mais pernas para manter o ritmo ofensivo alucinante, chegando geralmente um passo atrasado. Só acertou dois voleios. Coincidência ou não, a partir do terceiro set a comissão de arbitragem colocou a grega Eva Asderaki pertinho de Apostolos.

Como todos devem se lembrar muito bem, Nadal e Medvedev farão a segunda final de Slam entre si, remetendo à emocionante decisão do US Open de 2019, em que o espanhol abriu 2 sets a 0 e depois levou um grande susto. Pouco antes, haviam lutado pelo título do Masters canadense, então com vitória super fácil de Rafa. Ainda no final de 2019, o espanhol venceu na fase classificatória do Finals com 7/6 no terceiro set. Um ano depois. enfim Medvedev venceu no mesmo Finals e de virada.

Claro que o russo evoluiu muito desde então, principalmente na forma de encarar os grandes nomes do circuito. Rafa sabe que terá de mudar radicalmente de estratégia e fazer o adversário correr sempre para a direita, já que o forehand defensivo é o golpe menos eficiente do russo. Os dois devolvem muito atrás da linha, sempre com objetivo de entrar em todos os pontos. Tecnicamente, Nadal tem mais recursos, isso não se discute, porém um duelo muito longo tende a ajudar o número 2 do ranking. Quem sabe, seja sua ideia principal.

E mais

  • Barty tenta às 5h30 deste sábado um feito de peso no circuito: ganhar um Slam em três pisos diferentes, algo que gente do gabarito de Monica Seles, Justine Henin, Venus Williams, Kim Clijsters e Arantxa Sanchez não conseguiram.
  • Primeira tenista da casa numa final em 42 anos e na luta para dar um título feminino que a Austrália não vê desde 1978, pode haver um considerável peso sobre a líder do ranking.
  • Collins faz primeira final de Slam aos 28 anos, já se garantiu no top 10 e venceu Barty no duelo mais recente, há um ano, em Adelaide, depois de sofrer três derrotas.
  • Os estilos são diferentes. Collins joga mais reto e busca pontos curtos, o que exigirá enorme precisão contra Barty, que se defende muito bem com slices e tem sacado com grande qualidade. O título também vale pouco mais de US$ 2 milhões.
  • Logo depois, às 7h30, a Austrália verá final caseira nas duplas masculinas, com parcerias surpreendentes. Kyrgios/Kokkinakis derrubaram os cabeças 1, 3, 6 e 15, enquanto Ebden/Purcell tiraram os 2, 4, 10 e 13.
  • Mladenovic e Dodig ganharam as mistas. A francesa tem agora oito Slam, sendo três nas mistas, e o croata chega ao sexto troféu, sendo quatro nas mistas.

Comentários
  1. José Eustáquio Masculino Cruz

    Já apostei 3×0 para o Espanhol parciais ai só na hora e tempo também.o que tem de fanatismo de gente baixa em noticias não sei como deixam passar a torcida do Djokovic é mala mal educada passa rasteira igual o Sérvio.tomem vergonha na cara principalmente o site e mandem estes caras se ferrarem.Não comento lá justamente por isto.

  2. Ricardo

    Dalcim, vc acha que com essa vitória em duplas o Kyrgios pode ganhar fôlego e ânimo para enfim se dedicar mais à carreira de simples? Ou deve se dedicar mais às duplas, modalidade que, ao que parece, ele se sente mais feliz? Abs.

    1. José Nilton Dalcim

      Difícil dizer. Deveria se animar, claro. E poderia jogar mais duplas, com certeza, onde ele parece mais controlado. Daria para obter alguns grandes resultados.

  3. Eliel

    Primeiramente agradecer pela tua dedicação, sempre muito bom ler o que tu escreve. Faz falta a tua coluna, analisando a final feminina. Sei que tu tem costume de na segunda-feira comentar sobre a final masculina e feminina, mas eu gostando desse esporte, faço uma sugestão, acho que seria muito bom você fazer essa análise após a final feminina e já aproveitava falava das duplas.

  4. Fernando Brack

    Desde que surgiu no cenário, como antítese de Federer, eu torço contra Nadal, diante de qualquer adversário. Não gosto do jogo dele, de seus cacoetes, de seu jeito de falar, de seu físico de halterofilista, enfim, não gosto de nada nele, menos ainda depois que se tornou o maior algoz do Mestre, impondo a este derrotas marcantes e acachapantes, mas não há como negar seus predicados como atleta, como esportista e como tenista. O cara é fera demais.

    Dito isso, e como eu prezo a ética, a ciência e o respeito às leis e à coletividade acima de qualquer glória esportiva obtida por mortais (embora esses caras pareçam ser de outro planeta), vou torcer pro ogro nessa final, como manifestação privada de repúdio à conduta de Djokovic. Gostaria que ele tomasse tento e se arrependesse de suas ridículas e desastrosas decisões, mas suspeito fortemente, considerando sua imensa teimosia, que isso não vai rolar. Então, que Nadal vença RG e WB também.

  5. João ando

    Dalcim .Qual o ranking do “brasileiro”Bruno kuzuhara na atp. Ele acaba de ganhar o ao juvenil. Vc acha que ele deslancha no tênis profissional?

  6. Paulo F.

    Boa parte dos próprios australianos vaiando a dupla Kyrgios/Kokkinakis.
    Mas o Rodrigo S. Cruz vivia garantindo por aqui que as pessoas amam o tênis circense de Kyrgios.

  7. Carlo Von Wagen

    Para o Jaocovid atropelar alguém no AusOpen ele deveria “no mínimo” estar vacinado….

    Como não estava, ele foi varrido não só do AusOpen, como também da Austrália por três anos consecutivos.
    E icaso nsista na loucura, ele provavelmente também será varrido de Paris, Londres e Nova York.

    Portanto, não ha de se falar em atropelo dele a outros tenistas neste momento…. rsss

    Continuo achando que o favoritismo de um ou outro na final masculina está ficando a cada dia mais apertado, ainda com leve favoritismo para o russo.

    E queimei minha lingua: para mim, Nadal era carta fora do baralho até metade do torneio. Mas bastou um jogo melhor aqui, uma ajuda de um adversário ali, um ajuste de jogo acolá… e taí ele novamente na final de um GS, pronto como comer o fígado de alguém.

    Interessante a diferença de postura entre um tenista vencedor e o looser. O vencedor: aos 35 troca de raquete, muda o saque, muda a podtura tática e faz o que for para aprimorar o jogo.
    Já o looser: “acho que eu nao preciso mudar nada.. sempre funcionou assim”.

    Os jogadores evoluíram demais e hoje a diferença entre um top 10 e um top 100, é muito menor que no passado. Até um top 300 tem acesso a uma preparaçao física de atleta de ponta, o que era impensavel 20 anos atrás. E tenista nao pode achar que 15 anos depois encontrará a mesma facilidade para ganhar de um top300 que encontrava 20 abos atrás, sem melhorar sua preparação física, técnica ou mesmo tática…

  8. Sérgio Ribeiro

    Dissestes bem , aliás sonhar não custa nada . MEDVEDEV há bastante maduro na Turma repetindo o volume de jogo apresentado na FINAL do USOPEN 2021 contra Novak , o Lendário Espanhol vai precisar mesmo se virar nos 30 ou seria 35 ? rs . Aos 25 ele se iguala a Marat Safin como o outro Russo a atingir 4 FINAIS de SLAM e ainda muito jovem ( quantos não acreditaram na Nova Geração ?) . MED sabe que Rafa vira’ com 100 % pra cima , e que não pode vacilar com o Touro . Eu não tive a convicção do Dalcim pra crava-lo pois o Grego jogou barbaridade encurralando o jovem SINNER . Mas agora sigo o relator no favoritismo pequeno na Grande FINAL. Também acredito em 5 Sets e como ambos chegam em TODAS os 10 anos a menos podem decidir. A conferir. Abs!

    1. Sérgio Ribeiro

      Ps . Comentário em resposta ao THIAGO… Que me desculpe a experiente norte-americana e seu Back espetacular , mas depois de tantos anos , nada como uma N 1 da WTA com TODOS os golpes como a excelente BARTY para encher de orgulho os Aussies e o grande Rod Laver . Vale a torcida !!! . Abs!

  9. Felipe+Velasquez

    Parabéns pelos ótimos textos, Dalcim.

    Quero fazer uma pergunta quanto a forma física e técnica do Nadal. A forma dele jogar, está melhor ou pior comparada a campanha dele em RG/2021?

    Assisti alguns jogos dele, nesta edição do AO/2022, e apesar do declínio físico, achei o estilo de jogo bastante agressivo e com um bom saque.

    Vou torcer por uma vitória dele no domingo. Isso irá dar maior confiança, principalmente para a temporada de saibro.

    Abraços

    1. José Nilton Dalcim

      Ele vem mexendo no saque há algum tempo, Felipe, porque sabe da necessidade de jogar pontos mais curtos. No ano passado, no entanto, essa pequena mudança não vinha dando certo e ele acabava fazendo muitas duplas faltas. Acho que a longa parada também ajudou a aperfeiçoar o ajuste. Abs!

  10. Cassio Carvalho

    Os amantes do tenis na era pós BIG 3 já tem, certamente, uma coisa a comemorar. Vendo a futura nova rivalidade tsitsipas x medvedev jogar, uma coisa me gerou muita satisfação. Ao contrario do Big 3, este dois tem uma preparação de saque rapidissima. Pra quem tá acostumado com Big 3, parecia até que eu tava vendo o jogo no estilo whatsapp velocidade 1.5x hahaahha. Realmente aquilo que o Nadal e o Djoko fazem é um lenga-lenga bárbaro comparado a esses dois novos. Até o Federer demora mais que esses dois. Brindo por isso. Foi um prazer não ver essa “catimba” no jogo deles.

    1. Sérgio Ribeiro

      Federer demorando pra sacar ? Jura ? . Jamais tomou uma advertência e não atinge 15 s . O segundo serviço então … Antes tivesse catimbado em WIMBLEDON 2019 rsrsrs. Abs!

  11. Hendrix

    Caro Dalcin,
    Chamou a atenção do pessoal do Channel 9 a mudança de posicionamento do Nadal ao receber o 2 servico no início do 3 set, já que ele vinha com 11/13 vencidos no 2 saque do italiano nos 2 primeiros sets. Eles mencionaram diversas vezes na transmissão que não entendiam o porque da mudança em algo que vinha dando muito certo e que claramente não funcionava, ja que o italiano comecou a vencer esses pontos. Demorou alguns games pro espanhol começaram a devolver mais perto da linha de novo.
    Sei que você não estava no Box do Nadal, mas o que voce acredita que leva um atleta a mudar uma estratégia super bem sucedida no meio de um jogo. Cansaço? Expectativa de que o adversário comece a atacar mais no 2 saque pelo desespero? Ninguém entendeu nada na transmissão.
    Abs
    Hendrix

    1. José Nilton Dalcim

      É uma característica de vários jogadores e do Nadal, mais ainda. Quando ele fica desconfortável, vai recuando para ganhar tempo. Então somente ele pode dizer o que mudou, mas talvez tenha sido o fato de o Berrettini ter melhorando o saque e o aproveitamento da segunda bola com o forehand.

  12. Luiz Afonso

    Eu só não entendo uma coisa: Nole mostrou, em RG 2021, o caminho das pedras para vencer o Nadal, mesmo no saibro! Claro que Berretini não tem golpes suficientes para bater o espanhol, ainda mais com uma esquerda tão irregular.
    No entanto, embora outros não tenham a qualidade técnica e o arsenal de golpes do sérvio, não vi ninguém tentando fazer o que Djokovic fez com Nadal em Rolanga, que foi basicamente angular bastante no backhand do Rafa, obrigando o espanhol a sair da zona de conforto, e aí então partir para a definição do ponto. Claro que não é qualquer um que é capaz de colocar essa tática em jogo, por isso Novak é o que é, mas ficar disparando tiros do fundo de quadra, contra o Miúra, me parece totalmente ineficiente. Não tenho dúvidas que Djokovic, na Austrália, atropelaria o Rafa, embora este esteja jogando em altíssimo nível.
    Ansioso aqui para saber como Medvedev vai se comportar e como vai tentar conduzir o jogo.

  13. Helena

    PINKY & CÉREBRO : Sinceramente, é um papelão que o número 4 do mundo leve advertência por coaching em praticamente todo torneio que jogue… e nos que não levou foi por pura leniência do juiz. Para se provar que tudo que está ruim sempre pode piorar, o grego ainda se fez de vítima e se disse perseguido na coletiva. Jogo de gente grande, maturidade de adolescente chato.
    Como nem tudo são críticas, eu gosto muito do trabalho da sua equipe de treinadores. Quase sempre ele começa os jogos muito bem, claramente se aplicando taticamente ao que lhe foi orientado antes do jogo. O lado ruim disso é que nem ele e nem a equipe (principalmente os últimos) parece acreditar que seja capaz de buscar soluções por conta própria quando as coisas se complicam. Enquanto ambos não tiverem confiança de que o jogador é capaz de se virar sozinho, duvido que as instruções vão parar.

    PINÓQUIO -> Na coletiva também disse que não dava pra escutar o pai e que o que menos queria era que alguém tentasse dizer o que fazer, o que é exatamente o oposto do que falou ano passado, quando defendeu que o coaching era uma evolução para o esporte e deveria ser permitido.

    OPERAÇÃO EVA ASDERAKI-MOORE -> Pra aumentar o papelão, tão claro é o coaching em todos os jogos que tiveram que colocar uma árbitra grega embaixo do box da equipe para comprovar as instruções que estavam sendo dadas. Aliás, uma pena ela não ter sido a árbitra de cadeira, me parece uma das melhores do circuito.

    SMELLY CAT -> Não foi bem isso que ele disse, mas foi inaceitável a forma como Medvedev falou com o juiz. Ele estava certíssimo em reclamar (em um jogo que deveria ser um contra um é um absurdo que qualquer jogador possa receber ajuda externa), certíssimo na pergunta (se o pai do grego poderia falar a cada ponto) e incrivelmente errado na forma de falar. Ao final, pediu desculpas, que é o mínimo que se espera, mas a questão é que esse tipo de cena vai continuar a se repetir enquanto não houver uma punição séria. Aliás, é um absurdo de que não há qualquer proteção aos juízes, que são xingados o tempo todo. Hoje foi o Med, ontem Shapo, o Tsitsipas já cansou de fazer e, na verdade, dos jogadores do top 10, mais da metade já fez mais de uma vez (Felix é claro que não). Na verdade, boa parte do circuito faz isso. Os árbitros também fazem parte do espetáculo e precisam ser mais protegidos e respeitados.

    SOLDADO DO INVERNO -> Me lembro que quando Medvedev explodiu em 2019 muitos (eu no meio) imaginaram que ele não conseguiria manter aquele nível. Agora menos, mas ainda parece que existe uma relutância em reconhecer tudo que Daniil já fez. Parece que sempre se espera o momento em que Zverev ou o grego vão explodir e se tornar o melhor jogador da sua faixa etária, mas cada vez mais se mostra que Daniil é o grande nome de sua geração. O jogo de hoje me pareceu clara a diferença de cabeça dos dois. O grego tem talento, dedicação, preparo físico notável e variedade de armas (menos esse slice, que é um horror), mas Daniil tem mais frieza e (muito) mais inteligência. Cada vez mais ele se mostra mais “dono” dos grandes momentos. Também tenho a impressão de que ele se tornou um jogador temido pelo Big 3, o que não vejo nos outros jovens (são respeitados, mas não temidos).

    DESAFIO FINAL -> Depois que se confirmou que Djoko estaria fora, e que Zverev rodou, a rodada final terminou sendo aquela desejada: Rafa x Daniil. Como quase todo mundo no torneio masculino, os dois oscilaram ao longo do torneio, mas como jogadores diferenciados sempre deram seu jeito de vencer. O jogo tem tudo pra ser ótimo e valer a pena acordar em pleno domingo de manhã. Acho que vai dar Medvedev, mas eu que não sou doida de duvidar de Rafa Nadal.

    Por fim, os últimos torneios da WTA vinham sendo muito bons, mas esse AO foi bem sem sal. Apesar da torcida australiana mal-educada, espero que a Barty ganhe.

  14. Maurício Luís *

    Esse jogo do Nadal. o que tem de feio pavorível tem de eficiente. E o que lhe falta de cabelo sobra em garra e luta.
    ***** Do ponto-de-vista da sogra….*****
    O repórter viajou da Austrália até a Espanha porque conseguiu uma entrevista exclusiva com a sogra do baloeiro. Transnoitado, cansado, sentindo a diferença do fuso horário, e ficando em hotel barato pra economizar diária. ” Ah, mas vai valer a pena. Vai ser um FURO! ”
    – Bom dia, D. Maria! Como a senhora vê a ida do bal… digo, do Nadal à final, ainda mais depois de pegar covid e entrar desacreditado?
    – Eu vejo com os olhos.
    Fim da entrevista.

  15. Henrique laffite

    Engraçada sua observação sobre a tendência de medvedev tender a se beneficiar com um jogo longo, essa sempre foi uma marca de Nadal. Os tempos mudam e ele sempre continua a nos surpreender.

  16. Thiago+Silva

    Rafa vai ter que subir a rede e dar muitas curtinhas pra incomodar o Medvedev, ficar trocando 50 bolas por ponto aos 35 anos não dá mais. Pelo menos contra o Medvedev dá pra sonhar, fosse contra o Djokovic eu nem teria esperança.

  17. Jocelino Jr

    Boa tarde mestre Dalcin!
    1 – Vou torcer muito pro Nadal na final e tenho ctz que ele vai assistir o jogo do Aliassime p se inspirar e inclusive falar com o Tio Toni!
    2 – E tbm acho que ” devolvendo la depois de Melbourne” o Medvedev vai sofrer com alguns saques e voleios…

    Enfim até as casas de apostas estao contra o Rafa mas eu acredito no 21. Mestre pode comentar estes 2 pontos?
    Obrigado e parabens pelo trabalho

  18. Marcilio Aguiar

    Sou torcedor do Federer, mas não tenho nenhum problema em reconhecer a grandeza de Nadal e Djoko. Não acredito que o Federer volte a ponto de conseguir mais grandes feitos na carreira e fatalmente verá os rivais irem além do 21º Slam neste ano, salvo ocorram catástrofes impensáveis ao Big 2 em atividade. Estes têm apenas o Danil como uma ameaça real nas quadras duras. Os demais serão ainda figuração em 2022.

    Vou torcer para o russo adiar por mais um pouco o desempate do 20. Não gostaria que o Federer ficasse para trás, mas já que isso parece inevitável prefiro que o recorde seja do Djoko. O seu estilo de jogo não me desgosta, principalmente quando ele joga agressivo. Por mais que o Nadal seja um monstro de qualidades merecidamente exaltadas eu não consigo gostar do seu jogo de forma nenhuma.

    Ao contrário do meu desejo, (torcida não ganha jogo rsrsrs) a razão me diz que o Touro não vai deixar escapar essa oportunidade de forma nenhuma. Ele vai se matar em quadra para ganhar e todos sabemos da sua capacidade de superação. Já aconteceram coisas nesse torneio que, em teoria, lhe favoreceram, como quedas precoces dos rivais potencialmente mais perigosos como Hurkacz e Zverev. Não é nada improvável que o russo entre desligado no domingo e quando acordar estar 0x2 ou que não aguente o tranco físico (vi que ele jogou na quarta e hoje com “emplastros” nas pernas e na barriga . Chega ser uma figura cômica com esses adesivos pelo corpo). Para completar meu sentimento quanto as maiores chances para o Nadal, li abaixo alguns palpites de notórios “visionários” (erram todas as previsões) cravando vitória tranquila do russo.

  19. Rafael+Azevedo

    Não entendo essa programação das finais de duplas.
    A final de duplas masculina será no sábado (mesmo dia da final de simples feminino) enquanto que a final de duplas feminina será no domingo (mesmo dia da final masculina se simples). Uma distância de 3 dias entre a semi e a final das duplas femininas.
    Não dava para colocar dupla feminina no sábado e dupla feminina no domingo, e ambas com 2 dias de descanso?
    É isso mesmo, Dalcim, ou me equivoquei?

      1. Rafael+Azevedo

        É. Eu percebi isso, nos últimos slams, quando passei a acompanhar mais a disputa de duplas. Mas, não entendo ainda o motivo.
        Obrigado.

        1. José Nilton Dalcim

          Permitir que um jogador de simples se entusiasme a jogar as duplas, como foi o caso da própria Krejcikova.

  20. Rafael+Azevedo

    O russo tá com um físico impressionante. Chega voando em todas as bolas. E não erra. Não tá fácil vencê-lo.
    Enquanto que o Nadal está com o físico bem abaixo. Além da movimentação lenta, está caindo drasticamente a partir do terceiro set.
    Mas, ainda assim, acho que o Nadal leva em 4 sets.

  21. Vitor Hugo

    Assisti um pouco do jogo. O italiano tem um grande saque, grande forehand, bom slice mas uma esquerda medíocre, além de muito lento… Só vai ganhar um slam com muita sorte. É bem inferior a Tsipas, Medvedev e Zverev…

    1. Ronildo

      Mas o Nadal tem a melhor esquerda de de todos os tempos, então acha naturalmente a esquerda do Berrentini. Veja que pra outros tenistas não é tão simples assim. Mesmo entrando contundido na final de Wimbledom Berrentini deu bastante trabalho para Djokovic. Aliás se Berrentini tivesse entrado em perfeitas condições físicas teria sido campeão de Wimbledom.

      1. Paulo Almeida

        Você está confundindo forehand com backhand, Ronildo. O Nadal é canhoto e o golpe com a mão esquerda é a direita dele e aquele com as duas mãos é a esquerda, entendeu?

  22. Viktor Ramos

    Número mágico. Até quando? Vem Roland Garros por aí, e um Medvedev quebrado. Mais cedo ou mais tarde o número 20 multiplicado por 3 (Federer, Djokovic e Nadal) cai!

  23. rafael

    O russo é muito sólido de ambos os lados e se movimenta muito bem para os seus 1,98m. Eu ficarei surpreso se ele perder a final. Imagino um 1 set apertado, mas o russo vai levar por 7/5, 6/3, 6/1.

  24. Marcelo+Costa

    Consolidar, este verbo pode: Consolidar Nadal como maior vencedor de slam, o russo como um urso, não só uma promessa, Barty como uma aussie campeã, trazendo de volta pra casa o troféu, Bia consolidando a resignação, fé e esperança, Kyrios, que pode enfim ser feliz jogando tênis.
    Enfim cartas na mesa, que os melhores vençam, mas que sejam, Nadal, Bia, Barty e Kyrios rsrseses

    1. José Nilton Dalcim

      Olha, se eu soubesse até faria uma fezinha… rsrs… Minha impressão é que o Medvedev vai ganhar.

    1. Rafael+Azevedo

      Caro, Samuel. Imagino o quão frustrado vc deve estar. Desde a primeira rodada vc crava a eliminação do Nadal. É agora ou nunca!

  25. Lucas

    Parabéns pela excelente análise como de costume, Dalcim!

    Acredito que o grego tem que sair de cabeça erguida de Melbourne. É incrível que ele tenha alcançado uma nova SF de Grand Slam menos de dois meses após uma cirurgia no cotovelo. Além de já ser sua 5ª SF de Slam, algo que temos que colocar em perspectiva já que ele só tem 23 anos, enquanto o russo já está para fazer 26. Eu fiquei muito impressionado com a evolução técnica jogo a jogo! O nível técnico do grego nos últimos dois jogos foi extremamente alto e sólido! Eu não vejo muito outros jogadores apresentando exibições assim. É legal ver que ele também melhorou o desempenho contra o russo se compararmos com a SF do ano passado, muito mais competitivo e com chances nos três primeiros sets. Mas aí acho que todo o drama e confusão tiraram ele de jogo, deu uma desconcentrada, ficou mais ansioso e cansado e foi presa fácil. Mas acho que a campanha tem que ser vista de forma muito positiva e mais uma vez o reafirmando como um dos maiores expoentes do tênis “pós-Big 3“. Até porque já é a quarta temporada seguida com ao menos uma SF de Slam e olha que ele tinha respectivamente 20, 21, 22 e 23 anos. Concorda, mestre?

    1. José Nilton Dalcim

      Tsitsipas para mim é o melhor de todos da nova geração em termos técnicos e se iguala em preparo físico. A questão dele ainda é emocional, mas isso se corrigirá, tomara. Porque o potencial dele é para ganhar alguns Slam, aliás qualquer um deles.

  26. DANILO AFONSO

    Replicar um comentário que vi no facebook:

    “Se Djokovic sonhasse que Nadal chegaria à final, ele teria tomado umas 4 vacinas.”

    Kkkkk

    1. Luiz Afonso

      Cara, fiquei muito chateado de terem proibido o Nole de jogar o agora “semi aberto da Austrália”, mas esse comentário foi muito engraçado!
      Rindo muito aqui.
      kkkkkkkkk

  27. Alexandre

    Dalcim,
    Levando em consideração apenas os estilo de jogo e se o russo tivesse o poder para escolher, quem você acha que ele escolheria para jogar uma final de Slam:
    Djokovic, Nadal ou tanto faz?
    Palpite: Pela emoção do Nadal no final do jogo, acho que mesmo não sendo o favorito a levar o título ele vai mostrar uma tamanha garra e entrega que vai surpreender o Medvedev, já que esse Slam em quadras duras será muito provavelmente o último em que o espanhol terá chances reais de se sagrar campeão. Acho que se o espanhol não vencer na técnica e no físico, vai vencer na alma!…
    Abraços e mais uma vez parabéns pelo seu post Dalcim!…

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ele preferiria o Nadal, porque o Djoko tem um posicionamento próximo da linha que acelera demais o jogo.

  28. Barocos

    Estou muito feliz com a classificação do Nadal para mais uma final e vou torcer por ele, que é um jogador que merece muito mais um título deste nível. Já os torcedores do Federer, eu acredito que estes estão divididos entre torcer pelo maior algoz do seu ídolo e, ainda, ver este ser ultrapassado no número dos títulos mais importantes do esporte, ou para o Medvedev, já que a conquista abriria as portas para este ultrapassar o sérvio na liderança do ranking.

    Entre as mulheres, estou em dúvida, já que o que a Barty tem mostrado em quadra é de primeiríssima linha e só estava torcendo pela americana por causa da sua beleza. Nah, vou torcer mesmo pela Barty, mas só saberemos mesmo o nível que ela atingiu neste jogo mais duro.

    Saúde e paz.

  29. FLAVIO

    É Mestre depois daquela pipocada do Zverev perante Shapovalov eu já imaginava uma final entre Nadal x Medvedev, tu lembra? Pois é, e acabou se confirmando e o jogo Medvedev x Tsitsipas foi um duelo um pouco mais parelho até o 3 set, que depois daí o russo se agigantou e atropelou Tsitsipas no 4 set, agora em relação a Nadal x Berretine era favas contadas porque o limitadíssimo Berretine não seria rival para Nadal caso tivesse em boas condições como mostrou que estava aí não teve jeito, e o Berretine se quiser evoluir mesmo tem que trocar de treinador para que possa na mão de outro bom profissional o ensinar a melhorar a sua esquerda que é ridícula parecendo esquerda de amador, ou seja não sei se você concorda comigo Mestre mas acho que a esquerda do Berretine é a pior daqueles que compõem o top 10, ou melhor uma das piores do tênis profissional nem Rublev e Hurcackz tem uma esquerda tão ridícula como a do italiano, logo ele tem que se concientizar nisso porque do jeito que esta ele nunca vai ganhar Slam(embora tenha chegado à final de Wimbledon devido ao bom saque dele que talvez na grama isso tenha ajudado e nessa final o Djokovic arrebentou a esquerda frágil que ele tem), Finals ou Máster e vai ser sempre humilhado quando enfrentar os tops: Djokovic,Nadal, Medvedev,Tsitsipas, Zverev, Thiem (depois que se recuperar) e até o quase aposentado maestro(Federer que se voltar bem e torço para que volte) vão ganhar dele porque todos vão explorar a sua esquerda amadora e o seu jogo manjado que é a boa direita ou o saque, pois quando falha esses quesitos aí ele fica vulnerável porque não tem esquerda que nem falhou hoje no set 4 a sua direita, então Mestre se o Berretine quiser ser um jogador diferente vai precisar evoluir muito,muito a sua esquerda, agora em relação a final entre Medvedev x Nadal eu não sei o que você pensa mas eu não apostaria em nenhum porque qualquer um tem potencial pra ganhar pelo que o Medvedev fez ao ganhar do Djokovic no Usopen faz com que eu tenha um pouco de cautela ainda mais eu que sou mineiro,né kkkk , assim como não se pode duvidar do Nadal também e tudo indica vai depender como os dois vão conseguir manter os nervos para adquirir um desempenho melhor sobre o outro, mas honestamente espero que seja uma grande final porque o torneio merece, então o que você acha Mestre?

    1. José Nilton Dalcim

      Final bem aberta, Flávio. Vai depender muito de como cada um conseguirá executar seu plano de jogo. Imagino que vá até o quinto set.

  30. Fabio Riella Fernandes

    Não é por eu ser torcedor do Rafa… mas desde o começo desse AO eu tava com um cutuque que o Touro iria aprontar. O resultado esta aí…ou quase aí! O que você acha Dalcim ?? Que venha o 21 !!

    1. José Nilton Dalcim

      Eu alertei lá no começo do torneio que nunca se pode descartá-lo, porque o torneio é longo e muitas coisas acontecem, como a queda do Zverev. Quando todo mundo esperava seu 21 em Paris, olha só o que pode acontecer.

  31. Wilson Rocha

    Mestre Dalcim,

    Comparando o Medvedev de 2019 com a versão atual, acredito que tenha melhorado em todos os aspectos (físico/técnico/mental), sem contar que ganhou muita confiança com os títulos conquistados, ou seja, diferentemente da maioria dos tenistas, não “amarela” quando está diante do famoso big three. Nadal tem que entrar preparado para enfrentar longos ralis, coisa que não aconteceu contra Shapovalov e Berrettini, tendo em vista a instabilidade do primeiro e o backhand pífio do segundo.
    Um número que chama atenção no jogo do Medvedev e Tsitsipas foi o percentual de pontos ganhos pelo russo com o primeiro e segundo saques – 86% e 84% respectivamente.

    Como você diz: nunca duvide de Rafael Nadal. Todavia vislumbro uma tarefa hercúlea para chegar 21 slam.

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que depende muito de o Nadal conseguir largar bem no jogo. Ganhar o primeiro set me parece essencial para se dar ao luxo de reduzir o ritmo em algum momento e lutar mais à frente. Ele vai precisar fazer um jogo de risco. Vai ser muito interessante.

  32. Joaquim Saraiva

    Dalcim, duas coisas:
    1. O Nadal só merece elogios por tudo que faz pelo tênis, mas tenho percebido que o espanhol, ao menos nesse AO, tá mais “quebrável” fisicamente; e
    2. Enquanto o Berrettini não aprender a fazer coisa melhor com o backhand, vai ficar difícil ganhar algo importante, principalmente se o adversário for um tático astuto como o Nadal.

    1. José Nilton Dalcim

      Concordo em ambos os casos, Joaquim. Nadal é um fenômeno e esta campanha difícil na quadra dura, que certamente está desgastando muito seu físico, é a prova de como ele é espetacular.

  33. Marcus

    Nadal, como ninguém, sabe enrolar jogadores baseliners de saque e forehand. Seria uma zebra o Berretine levar essa.

    O espanhol tá jogando demais, aquele forehand descomunal está afiado. E quando está assim, meus amigos: Sai da frente.
    Claro que o Medvedev tem os recursos que precisa pra bater o Nadal, mas com o drive do véio desse jeito, acho brabo o russo levar. Fora que está meio afetado da cabeça, muito nervosinho, porque sabe que não está jogando seu melhor. Aquele forehand na corrida creio que vai apitar domingo.

    Acho Nadal favorito pro 21 Slam, pra Goat e o escambau.

    Olhei no espelho hoje
    Meus olhos já não pareciam tão brilhantes
    Perdi mais alguns cabelos
    Acho que estou ficando careca
    Acho que estou ficando careca
    Parece que foi ontem
    Ficávamos sentados e falando sobre nossos sonhos à noite toda
    Sonhos de juventude
    E simples verdades
    Agora estamos tão envolvidos
    Tão envolvidos com a vida

    Antigamente amávamos as flores
    Agora perguntamos o preço do terreno
    Antigamente bebíamos água
    Mas agora tem que ser vinho
    Agora que já fomos
    E agora que já vimos
    Que o preço da paz da mente
    Custou um pedaço da minha mente

    Neil Peart – I Think I’m Going Bald

    Bamos 🖖

  34. Leonardo Carvalho

    Dalcim, um eventual título de Nadal e mais nenhuma conquista de Grand Slam por parte do Big3 o colocaria na condição de GOAT, mesmo tendo muito menos semanas na liderança que Djokovic e Federer e nenhum título do Finals?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que essa discussão sobre Goat não pode ser levada tão a sério enquanto todos os três maiores candidatos estão com as carreiras em andamento, Leonardo. Claro que é um tema palpitante e é legal que haja controvérsia saudável. A meu ver, Nadal embaralha as cartas, com certeza.

      1. Mie

        Dalcin, porque quando o djokovic chegou no títulos de grand slam do federer e nadal vc o chamou de maior de tenistas de todos os tempos? e quando o federer também detinha isolado o maior título de grand slams, também era considerado por você o maior de todos os tempos? Aí caso o nadal passe os dois em títulos de grand slams, ele apenas ”embaralha” as cartas?

        1. José Nilton Dalcim

          Se você pensar exclusivamente em títulos de Grand Slam para determinar ‘maiores’, Nadal saltaria à frente, obviamente. Mas não me parece um cenário tão simples assim. É preciso considerar uma série de outros feitos ao longo da carreira, não acha? A questão de liderança do ranking, por exemplo, o deixa bem atrás do Djokovic e do Federer. Enfim, a avaliação pode variar conforme critério que se adote. Como diria Zagallo, tudo é relativo.

          1. Gabriel

            Dalcim, ele é o único campeão olímpico em simples, isso pesa muito, só ver a obsessão do Djokovic, que, creio eu, daria todos seus Finals por um ouro olímpico

  35. Rodrigo Figueiredo

    Medvedev é um monstro. Pode até perder domingo, mas quando eu o vejo jogar nos grandes momentos (na quadra dura, em especial) eu o admiro imensamente. Lutador demais, movimentação impressionante para 1,98, o saque é um petardo. E a inteligência dele quando fala, a articulação que demonstra em suas entrevistas? Que o público dos grandes torneios não goste dele é apenas um exemplar a mais que de que o “problema” está com o público que vai aos jogos de tênis, e não com atletas excepcionais como Djokovic e Medvedev (não por acaso, um sérvio e um russo).

    Como fã do Djokovic, espero muito que Daniil seja o futuro n1 – a partir da semana que vem, de preferência.

    1. Helena

      As entrevistas do Medevdev são um show à parte, tanto em quadra quanto nas coletiva. Em quadra gosto muito da coragem dele de peitar o público, às vezes com provações, outras dizendo o que pensa, e não só querendo bajular os torcedores. Fora de quadra é um estilo diferente, mas igualmente interessante. Inteligente, bem articulado, falando além do óbvio, mas sem aquela necessidade de querer dizer algo marcante a cada entrevista.

  36. Ronildo

    Ainda bem que Medvedev venceu novamente. Será campeão no domingo, salvo alguma contusão. Se fosse Tsitsipas Nadal se encheria de confiança, mas como vai ser Medvedev já vai entrar em quadra sabendo que o resultado esperado é a derrota certa. Nadal até vai dar trabalho no primeiro set, mas depois será trucidado no segundo e terceiro. Ele já chorou hoje, acredito que pode chorar mais que Djokovic na final.
    Federer chorou
    Djokovic chora
    Nadal chorará

    Medvedev triunfará!

    Federer Atenas é arte, filosofia, beleza, atleticidade; sua influência perdurará por eras; porém sempre sofreu o assédio de Nadal Esparta, com sua força, tática, empenho e controle impressionantes. Depois de se degladiarem por um longo período viram seu domínio sucumbir à DjokovicTebas, que copiou táticas, implantou novos recursos e adquiriu a hegemonia. Com o tempo apareceu Medvedev Felipe da Macedônia, a quem Djokovic Tebas acreditou ser mais fraco e propôs amizade. Porém Medvedev dominará completamente até aparecer seu sucessor que ao que tudo indica será Alcaraz, o Grande.

    1. Zan

      Haha… muito criativo, meu caro. Só acrescentaria que o Zeverev Dário III da Pérsia pode talvez dificultar essas transiçoes pela glória do tênis

      1. Ronildo

        Esqueci completamente desta outra força kkkk. Zverev de vez em quando promove um grande estrago em qualquer território, deve ser Viking. E tem o Único Verdadeiro Grego, Tsitsipas. E também o Aliassime chegando como Aníbal sobre Roma, entre outros tantos perigosos.

        1. Rafael

          Ronildo

          Estava lendo curiosamente e a surpresa final veio quando vc citou Aníbal. Achei que poucos conheciam esse antigo estrategista de combates.

          Parabéns!

          1. Ronildo

            Dificilmente alguém gosta de história e não conhece a história de Aníbal, Rafael, um dos homens mais impressionantes do passado e que não mudou a história porque queria conquistar Roma sem pilhar a cidade. Sei que você conhece estes detalhes 👍

      1. Ronildo

        Com certeza, que falta faz a sabedoria. Djokovic está se enrolando na carreira como Tebas se enrolou quando fez acordos com Felipe da Macedônia.

    2. Luiz Afonso

      Ronildo, excelente o último parágrafo do seu comentário. Que bela analogia!
      E ainda teve a contribuição do Zan e o brilhantismo final com Zverev, Tsitsipas e Aiassime.
      Parabéns.

  37. Groff

    Excelente o segundo jogo das semis. Nível extremamente alto, trocas alucinantes, agressividade em alta, com muitas opções e variações táticas. Mas, como eu havia dito após o jogo contra Felix, o russo está muito sólido. Batê-lo com essa mentalidade não será fácil. Acho até que poderia ter sido em sets diretos após o TB do primeiro, mas aí houve a questão toda da discussão e o urso se enrolou mentalmente, entregando um set para o qual ele tinha lutado muito para voltar (havia recuperado uma quebra). No mínimo, seria outro TB ali.

    Sobre o episódio com o árbitro, fiquei um pouco intrigado: o russo claramente vem sendo perseguido por uma parte bem ruidosa da torcida. Isso ficou claro no último serviço que ele perdeu junto com o set, com gritos bem na hora do saque. Assim como no jogo do Aliassime, a arbitragem não fez nada. Entenda-se: não estou respaldando o comportamento vergonhoso de Daniil perante o juiz de cadeira hoje. O que quero dizer é que discordo, mas entendo a explosão de raiva. E se o pai/técnico do grego estava atrapalhando (e terem colocado a Eva ali perto leva a crer que sim), colocou um elemento a mais na frigideira de emoções e toda a tranquilidade que ele teve nas quartas desmoronou, acontecendo tudo o que vimos. Um tanto menos ruim ficou a questão quando ele pediu desculpas ao final do jogo. Agora, o juiz ser chamado de “estúpido” na cara dura, só ficar na advertência e ainda conversar com o russo do jeito que fez me deu aquela velha impressão de um “umpire” que sabia que o Medvedev estava sendo prejudicado com os barulhos e não estava a fim de se estressar, tomando uma atitude específica (tipo, expulsar torcedores ou até o técnico/pai). Meio que parece ter tentado “ver no que vai dar” em vez de adotar uma posição mais enérgica. Não sei, na verdade. Só penso que foi lamentável, mais do lado do russo, que abusou, mas aparentemente ele não errou sozinho. Qual foi sua impressão específica disso, Dalcim?

    1. José Nilton Dalcim

      Entendo a irritação do Medvedev, mas me pergunto como ele pode ouvir a instrução do pai ao Stef estando do outro lado da quadra, com o barulho da arquibancada. Claro que isso acontece e a atitude da organização foi perfeita ao colocar alguém ali do lado. O russo deveria receber no mínimo uma multa pesada pelas ofensas ao árbitro, já que agora não dá mais para puni-lo em quadra. Está faltando um pouco mais de atitude e rigor dos árbitros, a meu ver. Shapovalov fez isso, Medvedev também. Não falo em desclassificar, mas em advertir severamente e punir com pontos e games, como manda a regra, a cada advertência. Abs!

      1. Groff

        Pois é, depois de ter escrito o comentário, voltei à página do TenisBrasil e vi o que o grego falou, o que me pareceu razoável. Tanto é que minha primeira impressão, vendo ao vivo pelo aplicativo e antes de ouvir a discussão, foi que o russo estaria irritado por ser muito atrapalhado pela torcida entre o primeiro e o segundo saques. A questão do pai só fui vir que estava em discussão quando a ESPN recuperou a cena. Abs!

      2. Rodrigo

        De acordo sobre o Medvedev.
        Mas ainda voltando ao pai do Tsitsipas: em todo torneio há a mesma reclamação de que o pai dele não para de dar instruções para o filho. Se a regra proíbe essa comunicação (que é bem mais insistente no caso dele do que o usual que os juízes fingem que não viram), os juízes também não deveriam ser mais incisivos e punir o grego com advertências, perda de pontos ou até mesmo desclassificação? Parece que em ambos os casos os juízes estão perdendo as rédeas dos jogos. Ou então libera o técnico dentro da quadra como na Copa Davis para que todos possam conversar de forma igual..

        1. José Nilton Dalcim

          Da mesma forma que vejo dificuldade para o Medvedev ouvir isso lá do outro lado da quadra, também não é fácil para o árbitro de cadeira ouvir isso, ainda mais se for algo discreto. A máscara aliás ajuda nisso. Quando havia os juízes de linha, havia uma inibição maior porque eles ficam bem mais próximos e geralmente reportam ao árbitro o que ouvem. Mas no geral concordo também com você. Existe uma regra e ela tem de ser cumprida. Ou então que se libere tudo.

  38. Roberto Rocha

    Coisas que o espanhol apresentou durante o torneio.
    Saque uns 10 ou 15 km/h mais rápido e muito bem colocado.
    Devoluções muito afiadas e ataques aos segundos serviços dos adversários.
    Golpes profundos.
    Mudanças de direção muito precisas.
    Se isso fosse uma constância em seu jogo, não estaria empatado em 20 Slans com Roger e Nole.
    Um jogo para escrever novas Páginas Gloriosas no Livro da História e para definitivamente exigir um lugar de destaque no Panteão dos deuses do Tênis. Imaginem quão motivado o espanhol entrará nesse jogo.
    E o russo novamente será o Obstáculo a ser superado… Imaginem quão motivado também estará… que jogo incrível será esse…

      1. Daniel+C

        Sensacional, Dalcim rsrs. Tive o mesmo sentimento rs. Já era pro russo. Agora tenho medo do Pessanha cravar o Verdão como campeão no Mundial rs.

  39. Paulo Sérgio

    Dalcim,

    Tava pensando comigo mesmo:
    “Não seria mais justo que houvesse revezamento na realização do Atp Finals em diferentes pisos, a cada ano. Por exemplo, nesse ano faz na quadra dura, em 2023 na grama e em 2024 no saibro”.
    Isso já foi especulado?
    O que você acha? Na minha opinião, seria mais justo e contemplaria tenistas como Nadal, por exemplo. Existe algum problema de logística ou comercial que impeça tal possibilidade? Existem contratos de longo prazo que impeçam esse tipo de possibilidade?
    Acho injusto um tenista como Nadal terminar a carreira sem o ATP Finals. Sou torcedor do Nole, mas acima de tudo fã do esporte. É a mesma coisa que Messi ou Cristiano Ronaldo terminar a carreira sem Copa do Mundo; ou Charles Barkley que terminou sem título da NBA.

    O que você acha?

    Sobre a final: Nole já tem o recorde de semanas como número 1. Por isso, torcerei pelo russo que será meu preferido após a aposentadoria de Nole. No entanto, o título de Nadal pode abrir a cabecinha “dura” de Novak para ele tomar a vacina, pois não dá para ser considerado o rei incontestável do tênis sem o recorde do principal título da modalidade.

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que é uma questão de sensatez, Paulo Sèrgio. Você vem da quadra dura desde julho, passando pelo sintético coberto em outubro e novembro… e de repente vai fazer os jogadores se readaptarem ao saibro ou, pior ainda, à grama? Não tem muito saída, o piso duro coberto é o correto.

  40. Periferia

    A Escolha de Sofia

    Sofia Zawistowka…uma polonesa católica…presa no campo de concentração de Auschwitz com seus dois filhos (Jen e Eva) é forçada a escolher entre seus dois filhos…um deles seria exterminado pelos nazistas na camara de gás…o outro continuaria vivo.
    Caso se negasse a escolher…os dois seriam mortos.
    Desesperada frente a situação…Sofia escolhe salvar Jan por considerar que ele teria maiores chances de sobreviver aos horrores que ainda viveria.
    Eva é conduzida para câmera de gás…e exterminada.
    Jan foi enviado para o campo de concentração para crianças…continuaria vivo.
    Sofia havia feito sua escolha e sabia que sua decisão desesperada…marcaria sua vida para sempre.

    Na política brasileira somos todos “Sofias”…
    Não existe a possibilidade de não escolher…
    Não escolher é para os fracos.

    1. Fernando Brack

      Não, Perifa, nada disso. Me perdoe a franqueza, mas é estultice comparar as 2 situações.
      Aqui ninguém é obrigado a escolher entre 2 péssimas opções, e menos ainda condena-se alguém à morte caso a escolha não seja feita. Situações completamente distintas.

      1. Periferia

        Olá Brack

        Vários já foram condenados a morte por falta de uma escolha (milhares).
        importante lembrar que o nosso bem-estar depende também do bem-estar comum…
        Vc fará uma escolha (qualquer que seja)….não por vc…sera pelo Pedro….pelo José….pela Maria….por aqueles que vc não conhece…mas dependem de vc…
        Aguardamos uma escolha…

        Abs

    2. Leo Gavio

      No caso do Brasil é melhor escolher ir pra câmara de gás.

      O PT vai voltar a praticar os mesmos crimes, vai aparelhar o estado como fez anteriormente, continuar com populismo (porque o povo brasileiro é clientelista, voce pode roubar tranquilamente se colocar uma vantagem no bolso deles, tipo um auxilio motel, auxilio gasolina e etc, qualquer bullshit)

      A imprensa vai ser paga novamente, pra mostrar o Brasil da propaganda do PT. Todas as mazelas e falácias do PT vão ser aval do voto, uma lastima.

      Por outro lado temos o Governo Bozo e a sua macaquice boçal, eu confesso que votei nesse animal (risos, culpa do PT, eu votei no Amoedo no primeiro turno) porque era o certo, perpetuar o PT no poder seria um desastre, o desastre do Bozo é a pessoa dele, não é um partido, uma ideologia, se fosse o Mourão no lugar dele teriamos um governo 90% menos ruim. Confesso, tambem, que me decepcionei com Paulo Guedes, a expectativa sempre foi por um real mais forte e ele deixou a moeda desvalorizar.

      Hoje eu não escolheria nenhum, TORCERIA muito pro Romeu Zema, se fosse candidato, mas o jeito vai ser votar num keynesiano como Ciro. Não suporto mais o Bozo, PT não é opção legítima; é uma quadrilha.

      Sou minarquista, liberal na economia e nos costumes, mas entre Bozo, caPeTa, Ciro e Moro, eu acho que o Ciro tem mais preparo e projetos (mesmo que eu discorde ideologicamente) eu não sou intransigente e acho que ideias radicais dele não passam no CN e não receberão apoio do empresariado.

      O brasileiro é o grande culpado de tudo, foi ele que reelegeu Dilma, é ele que coloca Lula na liderança das pesquisas, é ele que não larga mão do Bozo. Pra finalizar, não seria ruim se o Temer voltasse, diante do Bozo e do Lula, por que não o Temer? Pior que estes dois não é.

      1. Luiz Afonso

        Leo, obrigado por descrever exatamente o que eu penso.
        Agora, desculpe-me Periferia, mas apesar de gostar muito das suas colocações, acredito que você não foi feliz com essa comparação. Ao escolher por um dos filhos, Sofia ao menos tinha uma esperança de salvação. O brasileiro, por sua vez, não resta essa esperança, e se tivesse que escolher entre os dois candidatos que têm sobrado, eleição a eleição, mandaria ambos para a câmara de gás, e com bastante satisfação.

        1. Periferia

          Olá Afonso

          Nas últimas eleições um terço do eleitorado (cerca de 41 milhões de pessoas) não escolheram um nome de candidato a presidente.
          Vejo com ceticismo várias pessoas dizendo que preferem não escolher ninguém…afinal o voto é individual…os dois se equivalem…
          Não penso assim…não votar é um ato de covardia (desculpe a sinceridade).
          Deixo aqui um pequeno texto muito elogiado pelo Brack durante a defesa da vacinação feita pela jornalista Milly Lacombe…retirei a palavra “vacina” e coloquei “votar”…

          “Votar é um pacto coletivo: ou todos fazemos e escolhemos alguém…ou o sistema continuará o mesmo.
          Vc não vota só por vc…vc vota pelos demais…pelos mais vulneráveis…pela esperança de um novo governo.
          Votar é um ato de amor…de solidariedade…de afeto.
          É a consciência que estamos nisso juntos…somos viajantes em uma mesma nave que voa pelo Cosmos.
          É a noção de que não existimos sozinhos e de que a saída é coletiva e não individual…”

          A vacina é um pacto coletivo…votar não é???

          Abs

    3. José+Yoh

      Periferia, o grande motivo de precisar escolher entre dois políticos péssimos é justamente porque acreditamos nessa coisa do voto útil.

      Se há um descontentamento com os candidatos, deve ser demonstrado na urna. Experimente ter uma eleição com 50% dos votos nulos para ver o que acontece. Fica evidente que o povo não quer nenhum dos dois e é necessária uma reforma no sistema.

      Vamos supor que Sofia tivesse dois filhos corruptos e que ela os odiasse. Provavelmente não escolheria nenhum.

      Prefiro não ser cúmplice disso.
      Abs

      1. Periferia

        Olá Yoh

        Corre-se o risco…na eleição de 2022…atingir 50% de pessoas que não irão escolher um nome para presidente….
        Muito provável que aconteça.

        Abs

    4. Rafael

      Não escolher entre o lixo e a podridão já é uma escolha. E não tem nada a ver com fraqueza.

      Essa analogia não deu certo.

      1. Rafael

        Aliás, considerando a canalhice dos ratos que propuseram a escolha à mãe, fosse eu ela, atacaria os “propositores” no ato, mesmo que morrêssemos todos. Afinal, provavelmente o filho que ela escolhesse ou seria morto de qualquer forma ou corrompido por aqueles que determinaram a escolha. Fraqueza é muito diferente de dignidade, moral e princípios, principalmente para aqueles que participaram da luta para que todos pudessem “escolher”.

        Reiterando o conceito do Yoh, eu escolheria que ninguém que se dispõe a vender a alma ao diabo como os que invariavelmente se apresentam como candidatos pudesse, precisamente, se candidatar.

        1. Rafael

          A mãe de uma ex-namorada, divorciada do pai da moça, certa vez, resolveu se candidatar ao cargo de vereadora, acho, em Guarulhos. Qual minoria ela propunha defender? Nenhuma. Com qual ideologia política ela se identificava? Nenhuma. Que conhecimento ela tinha, fora a “amizade” de meia dúzia de corruptos que incentivaram a ideia e viabilizaram sua candidatura? Nenhum.

          Afinal, o que ela queria com isso? (a candidatura) – Um salário e a possibilidade de fazer parte de negociações envolvendo o orçamento público.

          Não teve 20 votos. Teve de achar outra forma de continuar pagando o aluguel da casinha simples onde morava e seus remédios de labirintite e pressão alta . Seus sonhos de “grandeza” pela “via fácil” não passaram de delírios. Ainda bem.

          Na última vez que a vi, estava gerenciando um pequeno lava-rápido de autos do bairro, trabalhando duro, com 50 anos de idade, jovem ainda. Pensei comigo: AGORA está construindo um pouco de caráter.

  41. Ricardo

    Nadal chega batendo forte e preciso o forehand como nos bons tempos, difícil jogar contra. Se fizer isso e subir à rede vai se dar bem. O russo tem a tendência de devolver com bolas altas no meio da quadra facilitando o voleio, o que Nadal faz muito bem. Além disso, encurta o jogo algo que está na mudança de forma de jogar do Nadal. Vamos ao 21!!!!

  42. Gildokson

    Federer jogou para o 21 e veio o maldito 40/15, Djokovic jogou para o 21 e veio atropelo e choro, agora é a vez de Nadal sofrer com a maldição do 21 kkkkkkkkkkkkkk

    Seria Berrettini mais um daqueles “Reis magos” que o cara tanto fala???
    Acho que sim.
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. Paulo Almeida

      Se o Berrettini ganhar um Masters 1000, já deixa de ser um Rei Mago, nobre Gildokson, hahaha.

      Tudo bem, eu já admiti que Wimbledon 2021 é o único Slam não-parrudo do Craque, apesar da semifinal e da final não terem sido muito fáceis. Continua 19×7.

      1. Gildokson

        É tudo questão do ponto de vista Paulo, como sempre digo.
        Até o momento Tsonga, Anderson, Berrettini é até mesmo o ótimo Tsitsipas tem um total de 0 Grand Slam do mesmo jeitinho que os “reis magos” kkkkkkkkk
        O que não quer dizer que não são bons tenistas que só não chegaram a tanto por ter o azar de encarar o Big 3. Apesar que no caso do Italiano eu não consigo ver ele um grande campeão nem se o Big 3 não existisse, o cara é praticamente um capenga que depende da direita pra tudo, e está tendo uma vantagem que González não teve, pegando os gênios em fim de carreira.

    2. Carlos Henrique

      HAHAHAHA
      Berretini comeria com farinha o magistral Baghdatis num hipotetico duelo, seja nas hards, seja na grama.

  43. Marcos Marinho

    Embora esteja a uma vitória do título, a verdade é que Rafa ainda está bem longe. Medvedev será seu primeiro adversário de real gabarito no torneio. Shapovalov e Berretini são atletas bem ranqueados, mas a estratégia para enfrenta-los era muito óbvia, já que ambos possuem pontos fracos muito claros no jogo de fundo de quadra. O russo será o primeiro jogador completo a cruzar o caminho do espanhol. E até mesmo Kachanov foi capaz de dar trabalho a Nadal. Missão dificílima pra ele.

    Desde 2019, não vejo muita evolução do espanhol sobre o piso duro. O russo, por outro lado, adquiriu mentalidade de vencedor e melhorou muito técnica e taticamente. A única coisa que nos faz ter alguma dúvida sobre o resultado é o passado glorioso de Rafa. No piso duro, os últimos anos foram muito discretos.

    1. Groff

      Posso quebrar a cara no domingo, Marinho, mas concordo plenamente contigo. Para mim, fora o episódio de superação contra o canadense, Nadal não foi ainda testado. Sobre o Italiano, veja o que escrevi aqui no dia 25 (terça passada):

      “Vi boa parte do jogo do Berretini com La Monf hoje. Muito bom e divertido. Mas minha impressão geral é a seguinte: entrou no ponto e deslocou o italiano, são grandes as chances de ele se perder. Não acompanho tanto assim a carreira dele, mas aquela esquerda mostra-se praticamente nula, a julgar por hoje e à exceção de alguns slices (inclusive um venenoso que ele mandou para winner – lindo!). Não consegui ver as partidas do Rafa até aqui, mas ficava só a imaginar ele sacando aberto ali no revés e vendo o Berretini se desesperar. Ou nos momentos em que ele, Rafa, conseguisse colocar o serviço do italiano em jogo, ficaria fustigando sua esquerda sem piedade, como ele passou boa parte da carreira fazendo contra um certo jogador. Chance do Berretini, para mim, só se ele conseguir manter o padrão de serviço dos dois primeiros sets do jogo de quartas, mas ainda assim em 5 sets o Rafa tem bastante tempo para achar o ritmo das devoluções. Deve dar Nadal em 4.”

      Eu devia ter feito uma fezinha hehehehe. Mas eram favas contadas. Acho até que o francês teria mais chance de incomodar o Nadal hoje, dia em que ele cumpriu o script e fez a festa pra cima da esquerda do Berretini, que sabia exatamente o que ia acontecer e não achou meios de sair da sinuca. Abraço!

      1. Luiz Afonso

        Groff, você foi cirúrgico na previsão Nadal x Berretini.
        Eu agora dou uma de comentarista que já viu os fatos, mas era óbvio que Berretini não resistiria ao espanhol explorando a fragilidade de seu backhand.
        Se o próprio Federer, com uma esquerda muito mais eficiente a do Berretini, e muito mais bonita também (diga-se), várias vezes sucumbiu a essa tática do Rafa, não seria o Berretini que conseguiria encontrar um antídoto. Aliás, vejo o jogo do Berretini muito parecido com o do Del Potro, porém o Torre de Tandil é muito mais jogador. E esse tipo de tenista não casa bem contra o Nadal. Em melhor de três têm suas chances, mas em melhor de 5 sets, que não seja na grama ou num piso extremamente rápido, muito complicado. Lembro de um jogo em que Del Potro estava dominante, abriu 2 x 0, mas o espanhol encontrou o buraco no jogo do argentino e mudou o ritmo da partida até com certa facilidade. Não me recordo qual foi o torneio, se W, USO ou AO.
        Abraço.

        1. Groff

          Muito bom, Afonso! Sim, você tem toda a razão sobre o back do Federer. Eu adiciono ao que você disse uma questão que já falei outras vezes: o revés do RF foi muito afetado pela mudança do circuito, por causa principalmente do bounce mais alto das bolas. Abraço.

  44. Daniel+C

    Torcer para o Nadal ultrapassar o sérvio em GS (e ter a chance de abrir ainda mais em RG), ou torcer para o Medvedev se consolidar finalmente como grande jogador, se tornar no1 e ganhar ainda mais confiança para o resto da temporada (o que pode significar um certo domínio dele em termos de ranking, que é tudo o que o tênis precisa agora – novos vencedores). Ô dúvida cruel, ainda não decidi pra quem torcer rs. Mas a tendência é eu acabar torcendo pro russo mesmo.

  45. Rafael Pereira

    Rafa precisa entender que precisa jogar o terceiro set igual ao primeiro e o segundo. Se não vai perder! Não está tendo mais pernas pra jogos de 5 sets. É isso, já não é de hoje. Percebi isto muito claramente na final entre os mesmos no US open 19. Espanhol mal conseguia andar, assim como no jogo contra Shapovalov. Tem que entrar ficado no 3×0. No máximo, e olhe la, um 3×1. 5 sets, contra o número 2, deve perder! Concorda mestre? Abraço

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ele precisa mesmo investir em pontos mais curtos, mas na final vai encarar uma quadra um pouco mais lenta do que jogou em quase todo o torneio. E Medvedev deve mesmo investir nas trocas.

      1. William fenelon

        Faz sentido sua linha de raciocínio, por outro lado não vejo o Medvedev ganhando se deixar o Nadal ganhar terreno nas trocas, e isso só não acontece caso o Medvedev tenha uma certa agressividade… aparentemente as chaves do jogo são o saque de cada um e a capacidade de dosar corretamente a agressividade

        1. José Nilton Dalcim

          Os dois preferem um piso mais veloz, Caio, mas acho que se estiver lento acabará ajudando o Medvedev a prolongar a partida.

  46. Gustavo

    Boa tarde, Dalcim!

    Qual a % para cada tenista?

    Abaixo, qual a mais provável a favor do russo?

    55-45?
    60-40?
    65-35%?

    Grato!

  47. Isaías

    Dalcin, seria exagero dizer que Medevedv está “2 passos” a frente do Tsitsipas e do Zverev no aspecto mental e físico?? Eu tive essa impressão vendo os jogos do torneio no segundo semestre do ano passado e nesse australian open.

  48. Leo Gavio

    Eu tenho certeza que Djokovic é deficiente mental, olha a bullshit que ele fez.

    Nadal não tinha a menor chance de ganhar um Aopen novamente. Agora tá na final contra um jogador acessível.

    essa quadra ta bem lenta, não duvidaria de um bicampeonato do bezerro, mas se Medvedev jogar no modo campeão, ele leva.

    1. Groff

      Minha impressão é que a final seria tranquilamente Nole x Urso, não fosse a presepada do sérvio, Léo. E com boa vantagem para o Nole, tendo em vista que a quadra parece mais lenta. Ele jogou para o ar a chance do 21.

    2. Gustavo

      Ainda bem q vc admite Leo Gavio
      Inacreditável mesmo que Djokovic tenha se enrolado por causa de uma simples vacina
      Será que vai aprender a lição e se vacinar? Se ele n voltar Nadal pode ganhar até wimbledon de novo. E até federer pode voltar e fazer graça aos 41

    3. José+Yoh

      Acessível? De repente o melhor dessa geração tornou-se um jogador mediano?

      Seria admitir uma entressafra? rs
      Abs

  49. Tiago Santana

    Boa tarde, nobre Dalcim! Ontem estava refletindo sobre o big 3 e as tão faladas entressafras (termo que acho muito mal aplicado, por sinal). Vi a sua resposta em outro post sobre a comparação entre determinados jogadores de épocas diferentes, porém não quero entrar nesse mérito. Minha questão é mais relacionada aos 3 grandes. Ao ver Rafa chegar em mais uma final de spam após volta de contusão, covid, preparação fora do ideal, e ganhando jogos exigentes de adversários muito mais novos, fiquei me questionando se realmente temos entressafras, jogadores que não evoluíram tanto quanto o esperado, ou se nossos parâmetros estão viciados pela expectativa de vermos os 3 grandes serem superados. Digo isso porque vejo o sucesso dessa geração atual atrelado a uma queda do nível físico do big 3. Apesar de Medvedev ter sido campeão de spam ano passado, tivemos o título definido em um jogo de enorme pressão para Nole. Salvo engano, após muitos anos, ano passado foi a primeira vez que os Master n tiveram a presença de um big 3 sequer. Claro que há as conquistas dos finais por zverev e tsitsipas, mas, lembremos q Delpo e Stan também conquistaram suas ( p n citar o magistral Murray). Lembremos, ainda, que federer está fora de quadra há algum tempo e Rafa diminuindo cada vez mais a quantidade de torneios. Minha conclusão é que não há entresafra alguma, mas uma comparação injusta entre épocas, e uma comparação também injusta entre mortais e lendas, pois o sucesso (em maiores níveis) dos demais tenistas parece ainda atrelado a problemas físicos ou ausência nos torneios do big 3.

    1. Groff

      Muito bom o comentário, Tiago. Alguns colegas daqui ficam bravos comigo quando falo de circunstâncias e alternância de gerações. Para ficar na história mais recente, Sampras dominou a dele, foi superado pela seguinte, dominada pelo Federer, que precisou não de um, mais dois (ou três, se incluirmos o Murray) dos maiores da história para atrapalhar sua carreira, que não ficou limitada à sua própria geração, estendendo-se às posteriores. Sempre achei uma bobagem essa história de entressafra, mas falei várias vezes aqui também que, pós Nadal-Nole, nada mais chegou perto do nível que esses caras apresentaram nos respectivos auges, o que deixou o circuito um tanto chato e previsível (pois o domínio do Big-3 estaria fadado a só acabar por conta do declínio deles, não porque alguém chegou para ocupar o espaço). Quem sabe agora, após muitos anos e finalmente, estejamos vendo surgir alguém capaz de ser o próximo grande campeão? Abraço.

    2. Gilvan

      Creio que há sim uma “entressafra” localizada logo abaixo da geração do Nadal, Djocovid, Wawrinka e Murray (sequer considero o Federer da mesma geração dessa turma). Jogadores como Nishikori, Raonic, Dimitrov, Gulbis, Goffin, todos tinham plenas condições de estarem disputando (e ganhando) Grand Slams, mas não conseguiram superar a barreira mental e física que o Big 3 (e agregados) representa. Com a padronização dos pisos a coisa ficou ainda mais difícil para eles, mas não é desculpa. Veja que hoje mesmo a geração abaixo dessa está dominando as chaves dos GS.

      1. Gilvan

        Só corrigindo: Gulbis é da mesma geração dessa turma. Aliás, Djocovid era um grande freguês dele no juvenil.

  50. Alessandro Macedo

    Parabéns pelos textos de excelente qualidade, tanto na forma quanto no conteúdo. Acompanho tênis pela TV desde os anos 80, mas comecei a ter informações mais aprofundadas sobre o assunto a partir da leitura deste – o melhor – e de outros blogs conduzidos por abnegados como você. Força na jornada, Dalcim.

    P.S.: entre os integrantes do “Big 4”, sempre torci pelo Djokovic, mas ele merece ver Nadal chegar ao 21º título de Grand Slam primeiro – espero que isso o faça repensar as ideias tão anacrônicas que insiste em difundir.

  51. Felipe Oliveira Pacheco

    Fala, mestre Dalcim! Acredito que não poderia haver melhor final para esse eletrizante AUS Open. Sou nadalista, mas realista. Dou 60% a 40% pró-Medvedev na final de domingo. Minha análise, leiga por certo, é de que o russo tem três armas que vão dificultar muito o jogo do espanhol: o baixo número de erros não-forçados, a ótima movimentação lateral e a grande capacidade de mudar a direção da bola. Concordo plenamente contigo, Medvedev se defende muito melhor com o backhand. Logo, seria correto dizer que Nadal terá que usar muito mais vezes o forehand na paralela? Qual teu percentual para cada tenista no domingo?Abraços!

  52. Pedro+Batista

    Boa tarde Mestre! Nessa que promete ser uma eletrizante final, vc ainda considera o russo favorito? Se sim, em qual proporção?

      1. Sandra

        Do jeito que Nadal e iluminado , não tenho dúvidas que ele leva !! Minha torcida e para o Medevedev, um batalhador que a mídia não da valor , ! Ainda bem , vai comendo pelas beiradas! Se não levar esse leva outro

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