A força mental de Medvedev
Por José Nilton Dalcim
20 de janeiro de 2022 às 13:03

Só havia uma chance para Nick Kyrgios complicar a vida do cabeça 2 do Australian Open: o russo entrar na ‘pilha’ de seus devaneios e na guerrinha da torcida, perder a cabeça e a consistência necessárias. Ainda que tenha cedido um set e jogado outros dois bem apertados, Danill Medvedev confirmou o favoritismo e saiu muito forte rumo à terceira rodada.

Na maior parte do tempo, Medvedev sacou com grande qualidade, explorando o maior defeito do australiano, que sempre foi a devolução. Quando precisou do segundo serviço e não foi contundente o bastante, Kyrgios agrediu com a incrível habilidade que possui. O russo também se aventurou bem mais à rede, aproveitando certa lentidão do adversário. Este jogo foi um grande exemplo de como Kyrgios desperdiça sua carreira por falta de entusiasmo, já que exigiu atenção máxima de Medvedev o tempo inteiro, com variações táticas e técnicas de enorme qualidade diante do jogador talvez em melhor momento em todo o circuito.

No entanto, o que chama de novo a atenção é a fortaleza mental que Medvedev construiu em tão pouco tempo. Encarou a torcida barulhenta, os ruídos provocativos entre o saque, os delírios de Kyrgios e sua própria frustração. E na hora da entrevista, diante de vaias, ainda deu bronca e exigiu que o público respeitasse pelo menos o entrevistador, o bicampeão Jim Courier. Esse Urso não é pouca coisa.

Outros pontos altos da rodada masculina foram os jogos muito equilibrados e de enorme empenho em que Felix Aliassiame superou Alejandro Fokina e Benoit Paire barrou Grigor Dimitrov. Na soma, oito sets e seis tiebreaks. O francês aliás é mais um que melhorou o forehand e hoje nem foge mais do golpe como antes. Stefanos Tsitsipas demorou para bater o baixinho Sebastian Baez, mas garante que o cotovelo direito parou de doer desde domingo.

Bem mais tranquilas foram as vitórias de Andrey Rublev, Jannik Sinner e Roberto Bautista. Frustrações enormes vieram com as quedas em sets diretos de Diego Schwartzman e Andy Murray. O argentino parou no 175º do ranking, o local Christopher O’Connell que não tem nada de muito especial mas é brigador. Murray não sacou bem, errou demais e encarou um animado Taro Daniel, que não deu bola para a torcida em peso para o escocês.

Ficam marcados encontros promissores na luta pelas oitavas: Rublev x Marin Cilic, Aliassime x Daniel Evans, Paire x Stefanos Tsitsipas e Bautista x Taylor Fritz. De todos eles, acho que Rublev é o único favorito mais destacado.

Zebras e duplas faltas no feminino
Mais quatro cabeças de chave se despediram na sempre imprevisível chave feminina, dando oportunidade para muitos nomes pouco badalados. Garbiñe Muguruza e Anett Kontaveit foram as top 10 eliminadas, Elena Rybakina abandonou e Emma Raducanu não superou bolhas na essencial mão direita.

Agressiva, Alizé Cornet fez uma belíssima partida diante de uma Muguruza muito instável e sem confiança, enquanto a garota dinamarquesa Clara Tauson deu um espetáculo de força, precisão e frieza com sua capacidade de trocar direções diante de Kontaveit.

E Aryna Sabalenka achou um cheio de sobreviver ao show de horrores que seu saque proporcionou até a metade do jogo contra Xinyu Wang. Foram seis duplas faltas no game inicial, nove em dois serviços de abertura e 12 ao final do primeiro set. Parecia que a cabeça 2 não iria se achar, mas aos poucos ela controlou a situação, despachou seus pesadíssimos golpes de base, fez então até aces de segundo saque e avançou.

Enquanto isso, Iga Swiatek fez outra partida muito tranquila e vai crescendo. Anastasia Pavlyuchenkova, como era esperado, marcou a despedida emocionada e a justa homenagem a Samantha Stosur, que ainda seguirá nas duplas ao menos nesta temporada.

Não deu para Bia
Era importante para Bia Haddad Maia que a ex-número 1 Simona Halep não estivesse num bom dia ou sentisse algum tipo de pressão por voltar à Rod Laver. Nada disso aconteceu e, de forma cristalina, a romena foi superior do primeiro ao último game. Mexeu muito bem a bola, sacou com qualidade acima da esperada e vibrou o tempo todo.

A canhota brasileira, que mais uma vez ficou sem uma terceira rodada de Slam, demorou para achar um ritmo que equilibrasse o duelo de base. Aí passou a bater mais forte e mais reto, obtendo alguns pontos excelentes, além de realizar transições corretas à rede. Mas quando deixou Halep tomar conta precoce dos lances, esteve sempre correndo atrás da bola. De qualquer forma, não há motivo para desânimos. Esse é o nível em que precisará jogar daqui em diante para ter chances nos eventos de nível WTA.

Ela, Bruno Soares, Marcelo Melo e Thiago Monteiro estão na segunda rodada da chave de duplas. Se vencerem a segunda rodada, os mineiros fazem duelo direto nas oitavas.


Comentários
  1. Eduardo

    Pra mim o título está entre zverev e Medvedev. Queria que o Nadal ganhasse o 21 slam, mas lhe faltam pernas para disputar contra esses dois.
    Concorda Dalcim?

  2. Carlo Von Wagen

    E o GOAT (posiçao que divide com Federer) continua abrindo caminho e ja está nas oitavas. Uma pena nao ser favorito, no momento. Embora acho q nao consiga mais fazer uma temporada completa “in his prime”, acho que mereceria. Principalmente agora que Medveev e Zverev começam a mostrar o seu melhor : – D

    E… dfiferente do que achava (que nao tinha chance alguma), acredito que ha uma “pequena” possibildade de surpreender um (pequena chance) ou os dois (mínimas chances) principais favoritos, caso chegue a enfrenta-los

  3. Luiz Fernando

    Nadal venceu em menos de 3 hs, confiança subindo e Karatsev e Mannarino vão se matando numa partida q já dura 4 hs. Grande chance de chegar nas quartas…

    1. Sérgio Ribeiro

      Excelente , caríssimo comentarista live score . Se tivesse assistido aos jogos , saberia que Rafa Nadal já chegou com a confiança em alta na primeira rodada. Coincidentemente após vencer o ATPzinho medíocre segundo o Magistral comentador kkkkkkkkk. Abs!

      1. Luiz+Fernando

        Meu caro esta é a minha opinião, a sua não me interessa, se um dia eu quiser eu peço, algo q nunca vai acontecer kkk…

  4. Paulo

    O mais louco de quem acredita em teoria de conspiração como a Sônia, por ex., é que os caras se sentem absurdamente superiores, cheios de soberba e empáfia. E isto que torna tudo ainda mais engraçado, se não causassem mortes, claro.

  5. Luiz Fernando

    Dalcim não acompanhei o jg do Rafa em razão do trabalho mas temi pela parte física após a perda do set3, aparentemente me enganei. Como vc viu a parte física dele?

  6. Rubens Leme

    Será que isso está certo? Nos dois primeiros sets entre Karatsev e Mannarino, o russo cometeu 41 erros não forçados, contra apenas 6 do francês. No entanto, deu 42 winners contra apenas 13 do rival.

    Se ele passar, enfrentará o Nadal exausto, porque todos os jogos deles estão sendo longos e desgastantes. E ainda estamos no começo do terceiro set, com um set pra cada lado.

    O russo realmente lembra o sueco Robin Soderling. Com ele, não tem sutileza, é pancada e mais pancada.

  7. Allan

    Bom dia.
    Olha, no fundo, não acho que haja algo que “salve” esse Fechado da Austrália do fracasso de público, audiência e tal, aliás, que já seria mesmo sem a palhaçada com o Djoko, mas sem tem algo que pode pelo menos tenta, é o Medvedev. A ATP tem que tratar, e muito bem, esse cara, em breve, em muito breve, ele será uma das ou a única, na verdade, coisa minimamente interessante no circuito depois que o Big 3 parar de vez.
    Abs,

    1. Carlo V. W.

      Essa historia e uma reprise das paradas de, Lendl, de Sampras, de Jordan, da geraçao Senna… de Renan e Bernard…etc.

      Até do Zico e do fim do gverno do PT ja dsseram o mesmo.

      Mas a vida segue… e econtra seus prprios meios.

    1. Luiz+Fernando

      Eu achava o Korda um fortíssimo candidato depois q eliminou o magistral Norrie, que é um jogador divisor de aguas em GS, aprendi isso aqui no blog, ou será q os caras se enganaram kkkk???????

  8. Luiz+Fernando

    Acordei bem cedo e pude acompanhar o set derradeiro entre Berrettini e Alcaraz. O primeiro me surpreendeu positivamente: achei o cara mais inteiro fisicamente, com um BH q está evoluindo a olhos vistos e q venceu de forma merecida; se o físico permitir, tem grande chance de chegar na semi. O espanhol me decepcionou um pouco, um dia depois de ter assinado c a Rolex, algo espetacular pra sua carreira. Não q tenha jogado mal, muito pelo contrário, mas mesmo sendo bem mais jovem q o italiano estava claramente mais desgastado, em especial nos deslocamentos laterais. Precisa aprimorar a parte física, que hoje tem ainda mais relevância do q no passado.

    1. Sérgio Ribeiro

      Discordo totalmente. O jogo foi TODO de altíssimo nível , inclusive na parte física . A diferença é que o BAGRE do Italiano ,para alguns , melhorou uma barbaridade seu Back , além de um Serviço de TOP 3 . Daí levou os dois primeiros . Em vez de fazer como Rafa em 2007 no mesmo AOPEN ( 20 anos ) que caiu em Sets diretos para Gonzalez, o garoto de 18 foi buscar e levar o QUINTO para o Tie-Break . A maior experiência prevaleceu . Mas possivelmente pela última vez . A conferir.Abs!

  9. João ando

    Dalcim .a aryna sabalenka faz em média 20 duplas faltas por jogo e ainda consegue ganhar …..é uma coisa inacreditável. …

  10. Fernando Brack

    Kyrgios sugere que o tênis deveria rever seus conceitos, no sentido de permitir manifestações da torcida com a bola em jogo e, com isso, tornar o espetáculo mais divertido e interessante. Pra ele, que é um palhaço totalmente descompromissado com o jogo, pouco interessa o foco e a concentração que um tenista precisa para manter seu desempenho ao longo das partidas. Um idiota ridículo. Devia largar o tênis pra jogar futebol ou basquete.

    1. Jose Yoh

      Fora que seria algo bastante injusto – na verdade já é (vide o caso do Medvedev).
      Sao poucos torneios e a torcida local invariavelmente costuma favorecer o atleta da casa.

      Nao há um slam na Rússia por exemplo.
      Abs

  11. Samuel

    Dalcim,

    Sobre a expectativa de ranking das jogadoras:
    A tenista Vanessa Menga conseguiu um belo patrocínio de uma rede de hotéis de Manaus. Ao assinar o contrato ela foi entrevistada pela ESPN e na empolgação do momento ela disse que o objetivo era chegar ao primeiro lugar do ranking mundial. Foi número 163 conforme o site da WTA. Você lembra dessa história?
    A Laura Pigossi e a Bia Haddad declararam que pretendem chegar ao top 100 e ao top 20, respectivamente. Quem estâ mais próximo de conquistar o respectivo sonho? Ou elas estão fora da realidade.
    Sobre a Laura, descobri que é neta dos meus vizinhos. Ela nunca apareceu por aqui!!! Foi muito legal saber.

    Samuel, o Samuca

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que o tenista tem que ter mesmo grande ambição, Samuel. Claro que elas sabiam (e sabem) que isso é um projeto de longo prazo. Na comparação feita, eu diria que Laura está mais perto do top 100 do que a Bia do top 20, já que os resultados para dar esse salto são bem diferentes. Abs!

  12. Sandro

    Essa rodada foi um rodada repleta de VEXAMES nesse Australian Open!!!
    Torcida fanática australiana vaiando do início ao fim o “ICEBERG” Dde frieza Medvedev, inclusive durante o saque do cara!!! O torcida ex-crota não parou de vaiar o Medvedev nem na entrevista, desrespeitando, inclusive, Jim Courrier e teve que ser chamada à atenção com justiça pelo Medvedev. Por suas vez, Medvedev Kgou tanto pra torcida quanto pras palhaçadas do Kyrgios e disparou INCRÍVEIS 68 WINNERS!!! Vexame da torcida australiana mal educada!!!
    Show de horrores de duplas faltas de Sabalenka, se a chinesa não fosse tão medíocre, poderia ter vencido… Sabalenka deu VEXAME na quantidade de duplas faltas!!!
    Vexame de Murray perdendo e sendo totalmente para o japonês vindo do qualify!!!
    Vexame do El Peque perdendo feio para um jogador praticamente desconhecido, sem ranking para um Grand Slam e que só entrou na chave com WILD CARD …
    E, por fim, VEXAME da Bia sendo humilhada e correndo que nem louca de um lado pro outro com as bolas da habilidosa Halep, que fez da Bia gato e sapato até lhe aplicar um doloroso pneu!!! Diferença técnica GRITANTE, Bia tem que evoluir muito ainda pra bater de frente com a Halep!!!

  13. Maurício+Luís+*

    Mas o que foi isso esse jogo entre o ‘Ali Acima’ e o ‘Foquinha’?1 Um míssil atrás do outro! Valha-me Deus… E a Bia Maia, infelizmente, não deu nem pra saída. Mas como é jovem, ainda dá tempo de trabalhar bastante coisas.

    ****** Cada um tem a sogra que merece ******
    Reunião no CST – Clube das Sogras dos Tenistas-. ‘Muy bien’ intencionadas, combinam o que é que vão dar de presente no niver dos genros.
    – ” Eu vou dar pro Federer um trofeu escrito ” Campeão Moral Wb – 40-15″.
    – ” Eu vou dar pro meu querido baloeiro um pente desdentado pra pentear os 14 fios que lhe restam e um condicionador… o qual fiz questão de comprar na MELHOR loja de 1,99 da Espanha. Tava em promoção! ”
    – ” E u vou oferecer pro meu querido Djoko uma dose da Pfizer!”
    Boazinhas, elas…

  14. Rubens Leme

    Morreu, aos 91 anos, a sambista Elza Soares, no mesmo dia em que se foi seu ex-marido, o inesquecível Mané Garrincha, em 1982.

    Mais um dos nossos que se vai. Enquanto isso, em Brasília…

  15. Paulo F.

    Entre o palhaço “técnico” que bebe, quebra a noite e não leva a sério o seu esporte x o cara que “joga feio”, mas é um atleta exemplar, disciplinado em todos os sentidos e regrado, o resultado óbvio.
    Talvez um dia a seita alpina entenda que no desporto, e na vida, apenas talento não basta.

  16. Vitor Hugo

    O Kyrgios as vezes faz e fala umas besteiras, quando defendeu o sérvio, por exemplo. Mas disse uma obviedade: ” Medvedev é o melhor do mundo no momento”.

  17. Jocelino Jr

    Dalcin,

    Mestre assisti o jogo da Bia e queria sua opiniao. Pra mim faltou slices p se recuperar nos pontos. Ela nao deu nenhum! E batia o backhand as vezes desequilibrada.

    Qual sua opiniao?

    Obrigado

    1. José Nilton Dalcim

      Ela usa mesmo poucos slices, Jocelino, e duvido que bolas lentas e baixas atrapalhariam muito a Halep. Claro que vale como variação de ritmo e sempre é um ingrediente importante. Ela fez alguns excelentes backhands, mas realmente a recuperação de posição depois de deslocada não é seu forte ainda. Precisará trabalhar um pouco mais nisso. Abs!

  18. Miguel BsB

    Que o Kyrgios joga muito tênis, isso é incontestável! Mas só isso não basta no circuito profissional. A sua falta de preparo físico o deixa na mão. Seu ranking, muito por conta da sua falta de compromisso com a profissão, o fazem pegar o n° 2, um casca grossa como o Medvedev, já na segunda rodada. E aí, por mais que ele tenha a técnica exuberante, não consegue contra um cara bem mais consistente e preparado fisicamente. Aliás, foi outro jogo antítese desse torneio. O ultra regular, pragmático, mas de jogo feio Medvedev, vs a capacidade de variação, técnica e improviso do Kyrgios…

  19. Paulo Almeida

    O palhaço Kyrgios, que andou puxando o saco do GOAT Djoko, deu mais trabalho pro Thiem em 2021 e pro Nadal em 2020. Fez lá suas palhaçadas de novo, mas não é atleta de verdade (preparo físico risível) como o craque Medvedev, superior, e por muito, aos bagres da entressafra 2003-2007.

      1. Paulo Almeida

        Os Magos sequer possuem Masters 1000, xará.

        Eu quis dizer que o Meddy caminha fácil para ter seu nome entre os maiores do tênis. Falta pouco pra deixar o Roddick comendo poeira e em seguida será a vez de Hewitt e Safin. Zverev também chegará lá, mas vai demorar mais.

      1. Paulo Almeida

        Bruneco,

        O fato de eu estar contra o Djoko no episódio “Australian Open 2022” não significa que mudei todas as minhas convicções sobre tênis. Se a seita freguesiana pensou isso, sinto muito em desapontá-la, rs.

    1. Gildokson

      Craque?? Kkkkkkkkkkkk
      No meu tempo craque era outra coisa… kkkkkkkk
      Você quer dizer baseliner ultra super regular de ótimo mental neh?!
      Vai longe mesmo esse menino kkkkkkkk

        1. Paulo Almeida

          Falando em drogas, o tal de Borges era um cocainômano de primeira. Como cheirava o rapaz…

          A seita petralha passadora de pano pra bandido não pode falar muito da seita bolsonarista negacionista, afinal foi ela que elegeu o “Mito” ao não liberar o caminho pro Ciro Gomes, opção bem superior ao fraquíssimo Maldadd, pior prefeito da história de São Paulo.

      1. Paulo Almeida

        Craque no saque, na devolução, na capacidade defensiva, na mudança de direção, na movimentação, na solidez e até em alguns drop shots. É óbvio que está muito longe do Craque com C maiúsculo Djokovic, mas vai longe o monstro russo.

        Tudo isso vale mais do que uma jogada de circo que não ganha jogo.

        Abs!

  20. Periferia

    Trilogia Americana

    Chaplin dizia que para conhecer a América vc precisava assistir a Trilogia Ameticana de George Stevens.
    São três filmes :

    Um Lugar ao Sol de 1951.
    Com Elizabeth Taylor e Montgomery Clift (quem rouba as cenas é Shelley Winters)…um filme sobre a América burguesa.

    Shane de 1953 (que no Brasil recebeu o título de Os Brutos Também Amam)…um faroeste icônico…apresentando o último pistoleiro…inclusive era o filme predileto de Paulo Perdigão…responsável durante décadas por escolher os filmes que seriam exibidos na Tv Globo…foi um profundo conhecedor de cinema…se vc tem mais de 50 anos e gosta de cinema…Paulo Perdigao moldou seu gosto.

    Assim Caminha a Humanidade de 1956 fecha a trilogia (citado pelo Leme).
    Um épico texano (quase uma novela) com Rock Hudson lutando para manter sua imagem máscula…e um James Dean longe da imagem de Juventude Transviada…

    George Stevens sempre desejou Marlon Brando para os filmes (Brando sempre foi o Kirgios do cinema)…teve que se contentar com Clift e Dean…dois imitadores do Selvagem da Motocicleta.

    1. Rubens Leme

      Revi anteontem Por Um Lugar ao Sol, filme que levou Mont Clift ao estrelato. Sinceramente, prefiro ele a Brando. Mesmo nos seus filmes finais – Os Desajustados e Freud Além da Alma, ambos de John Huston – já com difculdades de decorar as falas por causa do excesso de remédios para dor, devido ao acidente que quase o matou (Liz Taylor o salvou de morrer sufocado arrancando os dois dentes da frente dele dentro de sua garganta, com ele ainda preso às ferragens), ele ainda conseguia dar aquele ar de rapaz indefeso e atormentado que tanto o marcou. Ele está ótimo em A Tortura do Silêncio.

      Minha mãe e minha tia, adolescentes nos anos 50, tinham fotos dele no quarto delas. Outro grande ator, o britânico Richard Burton, que casou com Liz Taylor duas vezes (ela teve 8 casamentos) disse que sempre se impressionou como ela era grande amiga de Brando, talvez por terem começado cedo demais no cinema e uma história muito parecida. Burton disse que se Marlon tivesse feito filmes mudos, provavelmente teria sido o maior ator da história, pois ele achava que a voz de Brando era um estorvo e sem ela, teria sido tão grande como Chaplin.

      Dean teve a carreira curta demais para poder dar um veridito e, embora tenha virado um símbolo dos anos 50 de rebeldia, detestava rock e era amante de jazz. Morreu jovem, bonito e tornou-se eterno, o mito perfeito.

      Falando em Shelley Winters, ela era brilhante e muito divertida de ver em Os Cinco de Chicago, de Roger Corman, filme polêmico e proibido em vários países, com Robert de Niro, ainda desconhecido, fazendo um dos seus primeiros papeis.

    2. Rubens Leme

      Só um adendo: Selvagem da Motocicleta é o título ridículo, no Brasil, de Rumble Fish, de Francis Ford Coppola, adaptado da novela de Susan E. Hinton, que também foi co-roteirista e faz uma ponta no filme, de 1983 e com uma trilha sonora fantástica do baterista do Police, Stewart Copeland.

      O filme que lançou Marlon Brando, 30 anos antes (1953) era apenas O Selvagem.

    3. Carlo V. Wagen

      Prwfiro sua outa verso (o lado A), com nome e sobtrenome. Embora vc consiga esconde-lo bem com a escrita num estilo bem diferente.

      Enfim…

      1. Rubens Leme

        Se insinua que eu e Periferia somos a mesma pessoa, saiba que fico feliz com o elogio, mas temo que o José Cláudio – o nome real do Periferia – pode não ficar, assim como alguns dos meus detratores aqui, que adoram conversar com ele, mas me detestam.

        E o Dalcim pode ficar à vontade para desfazer a dúvida, assim como o próprio Periferia.

    4. Marcilio Aguiar

      Peri, você cita a trilogia preferida do gênio Chaplin. Eu não conheço a “América” de corpo presente, mas acompanho desde jovem dois dos seus maiores produtos culturais que são a música popular e o cinema.

      Hoje se tivesse que escolher a minha “trilogia americana”, de chofre eu citaria três filmes do início dos anos setenta. São imagens marcantes de uma América que acho bem mais atraente do que a hollywoodiana:
      – Midnight Cowboy;
      – Taxi Driver e
      – A ultima sessão de cinema (a propósito Bogdanovich faleceu recentemente).

      Ainda sobre a América mostrada no cinema, nos últimos meses tenho visto e/ou revistos quase todos os filmes disponíveis dos irmãos Cohen. Acho extraordinária a maneira como ele retrata os sujeitos comuns que habitam os “grandes sertões” americanos, na plenitude de sua truculência e imbecilidade.

      Abc.

      1. Marcilio Aguiar

        Ps: menção honrosa para “A noite dos desesperados” – “They Shoot Horses, Don’t They?” , do finalzinho dos anos 1960.

        1. Rubens Leme

          Marcíio, quando ele cita ma trilogia, ele fala uma trilogia de um mesmo diretor. George Stevens foi um diretor pouco lembrado hoje, mas que gostava de filmes longos e épicos. Os três citados pelo Periferia são três dos mais célebres filmes dele dos anos 1950).

          Aliás, Bogdanovich nos deixou por esses dias, Um diretor que teve um começo fulminante, tinha tudo para ser um dos grandes nomes da Nova Hollywood, mas acabou queimado na indústria pelo seu ego, especialmente após seu casamento com a A “Gata” Cybill Shepherd. Um dos maiores fãs de Hitchcock, com quem fez entrevistas e participou de vários documentários falando do cineasta britânico.

          1. Marcilio Aguiar

            Leme, de fato o termo trilogia não é o mais apropriado se pensarmos no estrito sentido do dicionário (até coloquei entre aspas), porque citei filmes que não se conectam por uma sequencia da história ou não são do mesmo autor/diretor, entretanto eu vejo uma ligação entre eles no perfil dos personagens. Todos sem glamour, sem heroísmo e com poucas saídas para mudarem o rumo de suas vidas.

            Quanto a “Gata”, não sabia que foi esposa de P. Bogdanovich. Aliás ela esteve em dois dos filmes que citei e não tinha pensado nisso.

            Abc.

      2. Periferia

        Ola Marcílio…

        Bom te ver por aqui…sentimos sua falta.

        Gosto do “melancólico” Perdidos na Noite…acho o personagem Ratzo triste…Voigh como o caipira que pensa que vai dominar o “monstro” da cidade grande…está perfeito.
        Ele tem uma certa ligação com Táxi Drive…o filme do Scorsese mostra uma cidade doente com personagens deprimentes…são filmes que retratam um período americano ruim (Nixon comandava o navio…os direitos civis eram pisados…assassinatos de Malcon X….Luther King…e o irmão do Kennedy…e a juventude cantava rock no meio da lama enquanto outros morriam no Vietnã…não foi o melhor período americano).
        A Última Sessão é um filme gostoso…tem uma pegada europeia…seu diretor tinha admiraçãoo pelo cinema francês (acho mesmo que foi mais reconhecido na Europa do que na América).
        Três grandes filmes….

        1. Rubens Leme

          Marcílio, na verdade não chegaram a casar, mas viveram juntos por quase 10 anos. Peter caiu de quatro pela Cybil quando começou a filmar. Ela causou uma enorme confusão na vida do Bogda, já que ele e a primeira mulher (Polly Platt) eram dois ratos de cinema, sabiam tudo e eram admirados pelo conhecimento. Ele era fã do diretor John Ford, que ficou impressionado com o conhecimento sobre sua vida por parte do casal. Bogda era também amigo de John Wayne, que convenceu o eterno vilão de faroestes Ben Johnson a aceitar o papel que deu a ele o Oscar de coadjuvante em A Última Sessão de Cinema.

          Cybil chegou a ter uma crise com o ele, quando este colocou Orson Welles para viver na sua mansão, em um anexo. Os dois ficavam horas falando de cinema, enquanto ela tinha chilique com os modos poucos higiênicos de Orson.

          E, Periferia, tenho certeza que é palmeirense, ainda que não confesse. Sabe tudo sobre o Endrick, aposto.

        2. Marcilio Aguiar

          Valeu Peri, eu estou sempre por aqui acompanhando o grande trabalho do Dalcim. Só que não tenho a mínima vontade de entrar nessas polemicas das ultimas semanas. Prefiro comentar o tênis dentro da quadra e outros assuntos mais agradáveis. Saúde! Abc.

          1. lEvI sIlvA

            Marcilio, meu caro, tudo bem por aí?
            Deu uma sumida uns tempos atrás…
            Indiquei um CD a você, Peri e Filipe Fernandes algo pra escutar e, quem sabe desfrutar..
            Iona – Journey Into the Morn (1996)

            Abraço!

  21. EDVAL CARDOSO

    Sem meus dois jogadores preferidos, Djoko e thiem, esse AO pra mim, tá mais sem graça do que dançar com a irmã no baile.
    Vou deixar pra perder noites de sono só nas fases agudas.

    1. Sandro

      Concordo plenamente contigo!
      Sem Novak Djokovic, Dominic Thiem e Tennys Sandgren esse torneio perdeu muito a graça..

  22. DANILO AFONSO

    Dalcim, por que o nobre Vilaron parou de postar vídeos no canal do YouTube ? Estou te perguntando porque meses atrás você respondeu que são amigos. Há pouco mais de 2 meses não posta nada no canal, sendo que era comum ele postar uns dois vídeos por semana, inclusive o TênisBrasil estava replicando (link) os vídeos no portal.

    Torço para que a ausência não seja por algum problema de saúde, e sim alguma proposta profissional que torne incompatível a manutenção do emergente canal.

    1. José Nilton Dalcim

      Ele perdeu o pai há exatamente dois meses e isso modificou um pouco seus projetos. Ele me falou que retomaria em breve. Torço por isso também, Danilo.

  23. André+Borges

    Se quiser se estabelecer nesse nível, Bia precisa ir pro jogo. Ir pro jogo e perder é normal. Agora se continuar nos grandes torneios investindo nessa tatica ridícula de ficar passando bola vai ser atropelada pelas tops e vai ter muita dificuldade contra as medianas. Pra ganhar um jogo vai depender exclusivamente de uma top ter um dia trágico tipo a Pliskova, mas se a top jogar 60% é atropelo. Precisa dar uma chacoalhada nesse tecnico.

  24. Rafael

    Vi o jogo do Medvedev e Kyrgios a partir do 2 set. O russo jogou muito bem e mesmo perdendo um set ele não se abalou. Um desempenho digno de favorito. O aussie é habilidoso demais mesmo, mas ainda lhe faltam outras qualidades como físico e paicência. Vou torcer para o Cilic e Taylor Fritz!!
    Mestre, o Djoko faz muita falta ao torneio, não?

    1. DANILO AFONSO

      Rafael, o torneio seria perfeito com Djokovic, Federer, Thiem, Del Potro, Stan e Nishikori. Todos “voando” em quadra para bater de frente com a garotada.

  25. Rubens Leme

    MÚSICA, CINEMA E LIVROS

    MÚSICA

    Procol Harum – Shine On Brightly (1968)

    “Gary Booker e Keith Reid são os únicos caras possíveis de serem comparados a nós!” (Elton John e Bernie Taupin)

    Além da dupla acima citada de compositores, o grande destaque do grupo era o guitarrista Robin Trower, que após deixar o Procol após o LP Broken Barricades (1971), começou uma extensa carreira-solo, voltado mais ao blues e ao hard rock. Guitarrista virtuoso, chegava a dizer que sentia a presença do espírito de Jimi Hendrix quando tocava. Robert Fripp, do King Crimson, sempre afirmou que Trower foi um dos seus grandes modelos como guitarrista.

    https://www.dailymotion.com/video/x31kq4s

    CINEMA

    Fazia uns 30 anos que não revia Juventude Transviada, o filme que fez de James Dean um ícone (mas não o seu melhor) e que lançou um trio de atores que morreram todos jovens e de maneira trágica: o próprio Dean (aos 24 anos, acidente de carro), Natalie Wood (aos 43 anos, de possível afogamento) e Sal Mineo (esfaqueado aos 37 anos, na frente do seu edifício).

    Dean estrelou apenas três filmes – Vidas Amargas (1955, meu favorito dele), Juventude Transviada (1955) e Assim Caminha a Humanidade (1956, épico de Goerge Stevens ao lado de Rock Hudson e Elizabeth Taylor).

    Antes destes havia feito ponta (sem ser creditado) em cinco filmes e foi indicado ao Oscar pelos seus dois últimos filmes. Além deste, assisti Gata em Teto de Zinco Quente, outro filme maravilhoso, especialmente pela presença magnética de Liz Taylor, que nem precisava ser uma ótima atriz, o que era.

    É uma pena que não existam mais filmes e atores como estes. Ainda bem que há a possibilidade de sempre revê-los.

    LIVROS

    É uma pena que nosso grande crítico literário Filipe Fernandes apareça tão pouco, pois gostaria de saber se leu duas obras de escritores russos/sovéticos (para mim, o lar dos melhores autores) cheias de humor, ironias e críticas ácidas: o primeiro é “Oblomóv”, de Ivan Gontcharov (https://www.amazon.com.br/gp/product/8535932461/ref=ppx_yo_dt_b_asin_title_o04_s02?ie=UTF8&psc=1).

    O outro é “O Mestre e a Margarida”, de Mikhail Bulgakov (https://www.amazon.com.br/gp/product/8573266805/ref=ppx_yo_dt_b_asin_title_o04_s02?ie=UTF8&psc=1).

    Vão escrever bem assim lá em Vladivostok!

    1. Filipe Fernandes

      Meu caro Leme,

      De fato, tenho comentado muito raramente, mas venho lendo, sempre que possível, o Blog do Mestre Dalcim, que é sui generis. Espero que você esteja bem e possa ter um excelente ano.

      Puxa, você citou dois livros de autores cujas obras ainda não conheço, apesar de “O Mestre e a Margarida” estar lá no meu imenso “Carrinho” encalhado há tempos (risos). Como disse aqui certa vez o nosso caro Marcão ao comentar, suspirando, a leitura que fizera de “Morrer Sozinho em Berlim”: é tanta arte para pouca vida. Os escritores russos são mesmo especiais, com suas histórias invariavelmente profundas. Quem os lê sabe que essas palavras não são nenhum exagero.

      Atualmente, Tchékhov vem sendo a minha companhia às noites com “A Estepe”, e eu, por meu turno, venho fazendo companhia a um certo menino na traseira de uma charrete, atravessando as vastas pradarias daquele país. Uma viagem serena, mas expressiva.

      Quem me dera ser um crítico literário (tal como os grandes Leyla Perrone-Moisés, Harold Bloom, Antonio Candido), no momento sou apenas um mero leitor; mas quem sabe um dia chego lá? (Risos)

      Meu caro, estou buscando iniciar uma caminhada profissional no reino da tradução, e, entre algumas leituras atuais, recentemente me deparei com uma matéria muito interessante na Revista Piauí sobre… os “Nossos três russos” (https://piaui.folha.uol.com.br/materia/nossos-tres-russos/?amp), aqueles grandes tradutores que nos possibilitaram conhecer a fundo a fantástica literatura russa. Aliás, um dos que figuram nesta matéria, o Rubens Figueiredo, é o tradutor de “A Estepe”. É um texto que vale a leitura.

      Por fim, apenas uma lembrança que me veio ao ler seu comentário: quando a pandemia deflagrou no país, no início de 2020, o nosso caro Rafa fez um depoimento muito tocante e bastante reflexivo aqui no Blog, do qual me recordo até hoje: ele nos relatou a fase delicada pela qual sua empresa estava passando por causa do confinamento e, naquele ínterim, pontuou as muitas responsabilidades que dependiam exclusivamente dele, e como aquela situação estava suscitando diversas preocupações e reações emocionais excruciantes. Nisso, o Rafa fez um comentário sobre um livro monumental, desses cuja leitura enriquecedora nos engrandece como seres humanos: “O Demônio do Meio-Dia”, do escritor americano Andrew Solomon. Eu e o Rafa até trocamos algumas palavras na época sobre essa obra. Fiz essa ponte aqui, meu caro Leme, porque a significativa epígrafe deste livro brilhante foi retirada de uma outra obra de Mikhail Bulgakov, “O Exército Branco”, e, assim, achei que seria oportuno citá-la. É isso, meu caro. Um grande abraço e fique bem.

      “Tudo passa — sofrimento, dor, sangue, fome, peste. A espada também passará, mas as estrelas ainda permanecerão quando as sombras de nossa presença e nossos feitos se tiverem desvanecido da Terra. Não há homem que não saiba disso. Por que então não voltamos nossos olhos para as estrelas? Por quê?”

      1. Rubens Leme

        Grande Filipe. Olha só, tenho uma irmã tradutora e eu mesmo estou começando a estudar para isso, por diversão. É sempre divertido você exercitar e aprender um idioma desta forma.

        Eu coloquei para mim nesta época de pandemia que iria ler uma média de 500 páginas por dia para diminuir os livros entulhados da minha sala. Obviamente, a promessa durou uma semana, porque não dá para ler tanto assim todos os dias, então fiz uma promessa de ler, pelo menos, dois livros por semana – faço virar um quando é maior do que 500, 600 páginas – e tem dado certo.

        Recentemente, importei os 3 livros do Thomas Wolfe (não tem parentesco com o Tom Wolfe): Look Homeward, Angel: A Story of the Buried Life; Of Time and the River: A Legend of Man’s Hunger in His Youth e o You Can’t Go Home Again.

        Cada um, com mais de 800 páginas, num estilo muito florido e cheio de adjetivos de Wolfe, uma prosa bem diferente da do Hemingway, por exemplo. Esta semana peguei o primeiro e me pergunto porque só lançaram dois livros pequenos de contos dele aqui e não estes.

        O primeiro deles é até citado no filme Cabo do Medo. Wolfe morreu cedo e foi retratado por Jude Law no filme O Mestre dos Gênios, película que mostra a vida do editor Max Perkins. O filme é fraco, mas vale por conhecer um pouco deste autor que teve uma vida brevíssima (morreu aos 37 anos), mas deixou uma obra muito bonita.

        Outra coisa que me prendeu estes dias foi uma edição bilíngue dos Poemas de T.S. Eliot. E já que citou Bulgakov devolvo com a introdução do monumental poema “Os Homens Ocos”.

        Grande abraço…

        Nós somos os homens ocos
        Os homens empalhados
        Uns nos outros amparados
        O elmo cheio de nada. Ai de nós!
        Nossas vozes dessecadas,
        Quando juntos sussurramos,
        São quietas e inexpressas
        Como o vento na relva seca
        Ou pés de ratos sobre cacos
        Em nossa adega evaporada

        Fôrma sem forma, sombra sem cor
        Força paralisada, gesto sem vigor;

        Aqueles que atravessaram
        De olhos retos, para o outro reino da morte
        Nos recordam – se o fazem – não como violentas
        Almas danadas, mas apenas
        Como os homens ocos
        Os homens empalhados.

  26. Vitor Hugo

    Os jogadores mais técnicos e habilidosos do circuito: Federer, Kyrgios, Thiem, Tsipas, Fognini e Dimitrov

    Os favoritos pra ganhar o Austrália Open: Medvedev, Zverev……
    E muuuuito abaixo Rublev, Alcaraz e Nadal por último entre os cinco.

  27. Sérgio Ribeiro

    E não deu outra . Mesmo cedendo Set mas disparando mais de 65 WINNERS, MEDVEDEV mostrou porque e’ o atual N 2 do Mundo. Postamos antes da FINAL do USOPEN 2021 , que o Russo estava mais que maduro na Turma . Ontem mostrou pra Kyrgios que ele e’ que tem que mudar seus conceitos e não o Tênis. MED além de tirar de boa a torcida , mostrou que pode receber mais à frente um potente Serviço como o do Australiano. E junto à rede não decepcionou . SINNER já com a melhor campanha e o jovem Alcaraz promete não se perturbar com Berrettini. Vale a pena conferir . Abs!

    1. Barocos

      Sérgio,

      O que me impressiona no tênis praticado hoje é a sua vitalidade, é impressionante o que jogadores como Djokovic, Medvedev, Zverev, Sinner, Alcaraz correm e se defendem. Nadal também já foi para lá de excepcional nisto, mas acho que as contusões e os anos estão lhe cobrando um preço, nesta altura da carreira.

      Se a presença do Federer no circuito acabou por determinar o grau de entrega a que tanto Djokovic quanto Nadal teriam que se submeter, a presença destes dois últimos também estabeleceu a altura do sarrafo para esta turma mais jovem. O recado foi claro: ou vocês se entregam ao máximo, ou nada de títulos para vocês, eles cravaram a primeira opção.

      Saúde e paz.

      1. Sérgio Ribeiro

        Não tenha dúvidas , caro Barocos. Esse sarrafo jamais será alcançado por alguém somente com talento ,tipo Nick Kyrgios … ABS !

  28. Rafael

    Dalcim, tenho a seguinte impressão sobre a Raducanu: é uma jogadora jovem, que tem potencial (vide o US Open) para evoluir, entretanto o título de slam fez com que a mídia e patrocinadores criassem uma imagem de estrela do esporte, sem ser uma grande jogadora. Ela vai ter que comer muito arroz e feijão pra ser consistente e chegar a ser top, por mais que esteja perto com seu ranking. Eu espero que ela tenha sucesso sim e evolua. Mas essa imagem que criaram dela, não condiz com seu nível de tênis. Paciência e o tempo para ela, e que não divague em ser uma estrela de tênis, como foi com a Bouchard, que tinha tênis e sumiu…

    E a sua opinião mestre Dalcim? Concorda, discorda…
    Abraço

    1. José Nilton Dalcim

      Concordo plenamente, Rafael. O sucesso foi repentino e a repercussão, enorme. É duro absorver isso de uma hora para outra. Tenistas muito mais rodados tiveram dificuldade nessa adaptação e acho normal que isso aconteça com ela também. Já começou com aquela história um tanto estranha de trocar de treinador repentinamente. Mas vamos torcer. Ela tem potencial e faz um grande bem para o tênis. Abs!

  29. João ando

    Achava que a bia não ia fazer mais do que três games ….fez dois …e por aí mesmo. ..mas vamos em frente bia rumo ao top 50

  30. Gilvan

    Hoje só tive a oportunidade de ver o jogo da Bia e do Medvedev.
    Como jogou mal a Bia. Ela tem uma dificuldade enorme pra fazer a transição defesa-ataque, então contra uma atleta mais consistente como a Halep ela é incapaz de incomodar o saque da adversária. Ficou contando com os erros que não vieram. E olha que a Romena passa longe de ser uma grande secadora.
    Sobre o Medvedev, fez o que tinha que fazer: buscou manter a regularidade, quebrando o jogo eventualmente com ótimas curtinhas. Se o Kyrgios não leva a própria carreira a sério, aqueles que levam agradecem. É um baita desperdício de talento.

    1. Rubens Leme

      O Kyrgios tem orgulho em não ter um comportamento profissional e jogar só quando tem vontade. Ele só se importa com os grandes palcos, grandes adversários onde pode jogar de maneira relaxada e sem obrigação de vencer pois está fora do top 100 agora e acha mais importante ficar em destaque na mídia do que treinando.

      Ele parece aquele centroavante que já rodou o Brasil todo, o Walter.

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