Vai esquentar
Por José Nilton Dalcim
18 de janeiro de 2022 às 12:08

Ainda será a segunda rodada na parte inferior da chave masculina, mas a promessa é de que as coisas esquentem precocenente no Australian Open. O agora favorito Daniil Medvedev terá encarar a torcida fanática por Nick Kyrgios, o que pode ser o ponto alto da primeira semana. E não é só: haverá o duelo direto entre Taylor Fritz e Frances Tiafoe e o de Grigor Dimitrov e Benoit Paire. Será difícil dormir muito.

Medvedev teve pequenos altos e baixos na estreia, mas dificilmente será surpreendido por Kyrgios, que vem de covid e provavelmente vai jogar na maior lentidão da noite. Claro que se espera um grande confronto por dois ou três sets. O polêmico australiano deu o tradicional show na fácil vitória sobre o canhoto Liam Broady e é evidente que vai arriscar tudo e abusar de saques por baixo e dos voleios. Imperdível.

Na contramão, Stefanos Tsitsipas deixou outra vez muitas dúvidas sobre a chance de ir longe no torneio e foi instável contra o frágil Mikael Ymer, apesar de vencer em sets diretos. Não duvido que o baixinho Sebastian Baez lhe dê sufoco. Se mantiver o favoritismo, deve ter mais trabalho contra Dimitrov ou Paire.

Richard Gasquet e Maxime Cressy me surpreenderam positivamente. O veterano francês, acreditem, apresentou um forehand batido e mais veloz. Notável que tenha trabalhado nessa falha técnica grave já no fim da carreira. Tirou de virada e em jogo muito apertado o bom canhoto Ugo Humbert e pode até ser o oponente de Medvedev na terceira fase. Cressy também está nesse quadrante e vem tendo atuações expressivas neste começo de temporada. Adora forçar o saque – 31 aces e 20 duplas faltas – e venceu 82% dos pontos em que encaixou o primeiro serviço. Salvou todos os nove break-points em mais de 4h de duelo. Pega agora um qualificado e talvez Diego Schwartzman.

Por falar em maratona, Andy Murray sobreviveu a mais 4h52, ganhou novamente de Nikoloz Basilashvili e cresceu muito a chance de vê-lo contra Jannik Sinner na terceira rodada. Na entrevista oficial, o escocês reconheceu que ele e o time discutem muito a necessidade de praticar um tênis mais ofensivo e de pontos curtos, mas que reluta em mudar o estilo, porque provavelmente passaria a errar muito.

Por fim, vale ficar de olho em Taylor Fritz, que vem jogando o melhor tênis de sua jovem carreira. O teste contra Tiafoe é dos bons porque logo em seguida deve vir Roberto Bautista.

Salada no feminino
O complemento da primeira rodada feminina foi uma mistura de emoções. Se por um lado Emma Raducanu superou os nervos e a instabilidade para tirar Sloane Stephens, Aryna Sabalenka continua muito insegura com o saque e três estrelas se despediram cedo denais: Petra Kvitova, Angelique Kerber e Leylah Fernandez.

Raducanu abriu a estreia com ‘pneu’, mas o jogo em si não foi divertido. Ambas falharam demais. A britânica fez 15 winners e 30 erros, a experiente Stephens terminou com 14 winners e 42 erros. Talvez agora a campeã do US Open se solte. Esta foi apenas a terceira vitória desde a incrível campanha em Nova York.

Sabalenka fez mais 12 duplas faltas, porém deu tempo de virar contra a convidada local Storm Sanders. Apesar da vitória, Garbiñe Muguruza e Iga Swiatek estão longe do ideal, ainda que tenham tempo de crescer. Péssimas atuações de Fernandez, Kvitova e Kerber e um jogo muito agradável entre Anett Kontaveit e Katerina Siniakova, em que as duas meteram a mão na bola o tempo todo.

Noite suada para os brasileiros
Bia Haddad Maia enfim voltou às vitórias em Grand Slam, nível de torneio que não competia desde Wimbledon de 2019. Anotou seu quinto triunfo desse quilate e o terceiro em Melbourne com virada esforçada sobre a quali Katie Volynets. A canhota paulista só achou mesmo um ritmo a partir da metade do segundo set e colecionou muitos erros (50), apesar de ter feito 36 winners.

Campeã de duplas no domingo no 500 de Adelaide, um tremendo resultado, Bia tem enorme desafio agora diante de Simona Halep, que também ergueu troféu no fim de semana, em Melbourne. Para encarar a solidez da ex-líder e agora número 15 do mundo, Bia terá de ousar e tentar se aproveitar do segundo saque pouco contundente. A romena devolve por sua vez muito bem e aí será preciso manter esse bom padrão de estreia, em que a brasileira colocou 70% do primeiro saque na quadra.

E faltou pouco para o tênis brasileiro sair com outra vitória, a de Thiago Monteiro sobre o habilidoso Benoit Paire. O canhoto cearense teve alguns ótimos momentos, com um quarto set brilhante, e buscou mexer sempre o adversário. Era de se acreditar que um quinto set favoreceria o brasileiro na parte física, mas o saque não funcionou tão bem e Paire foi feliz nas devoluções. Monteiro participou de seu quarto Australian Open, com uma vitória em 2021.


Comentários
  1. Rubens Leme

    – Mãe, por que há tanta gente anti-vacina?
    – Porque suas mães os vacinaram, do contrário haveria bem menos.

  2. Paulo F.

    E Hurkacz, que atropelou o Messias Alpino em plena Quadra Central de Wimbledon, tomou 3×0 do “magistral” Mannarino….

  3. Miguel BsB

    Dalcim, engraçado vc mencionar o Forehand do Gasquet…estava assistindo uns jogos antigos dele, antes de 2010, e ele até tinha um Forehand razoável, mais penetrante. Dps, não sei porque, resolveu bater gancho alá Nadal, mas muito longe do pesadíssimo FH do espanhol. Agora, como vc falou, no fim de carreira, talvez tenha resolvido largar esse FH gancho que nunca funcionou pra ele…

  4. Luiz+Fernando

    Não assisti o jogo do Rafa mas parece q apesar do adversário pouco qualificado ele se complicou um pouco, ficando quase 3 hs em quadra. Creio q oscilações no atual momento são mais do q esperadas pra quem vem de longa parada, mas eu esperava uma vitória mais rápida, bem mais rápida. Agora vai enfrentar outro adversário por quem deve passar, mas como Kx9 sempre endurece as partidas contra ele, precisamos ver a q preço. Tirando uma eventual eliminação, o pior pesadelo p ele seria uma partida de 4-5 sets com duração de 4 hs ou mais, algo q pode perfeitamente ocorrer. Por outro lado, seu pior adversário numa suposta partida de oitavas de final, o Hurkacz, já rodou ontem. Vamos ver sexta como as coisas fluem, pois creio q deverá jogar na sessão noturna…

  5. Paulo

    E o Alexandre Pato falando “não se submeter à picada experimental” (apoiando o Djoko) e depois mudando de ideia e escrevendo sobre a importância de todos se vacinarem??
    Pqp

  6. Maurício+Luís+*

    Senhoras e senhores antivaxers do blog PENSEM BEM NO QUE ESCREVEM. Não há como consertar certos erros.
    Hana Horka, tcheca, vocalista da banda Asonance (música folk), morreu no domingo com 57 anos, segundo informou o filho Jan Rek. Influenciada pelo movimento antivacina, ela resolveu contrair o vírus do marido e filho de forma propositada por preferir se imunizar de forma natural. jan Rek pesou a mão no movimento anti-vacinas: “Tem as mãos sujas de sangue” . “Sei exatamente quem a influenciou. Deixa-me triste que acreditasse mais em estranhos do que na própria família”, disse.
    O link da matéria é este: https://www.dn.pt/internacional/cantora-anti-vacinas-morre-depois-de-contrair-covid-19-de-forma-propositada-14503089.html
    ANDY MURRAY — sou torcedor do escocês (cabemos num Fusca e ainda sobra espaço…) e como ele próprio declarou, é difícil mudar o estilo de jogo. Bom, pelo menos uma vantagem ele tem. Está livre de ter ataque do coração. Quando muito ele pode ter uma defesa do coração com contra-ataque pelo ventrículo.

  7. Valmir da Silva Batista

    DALCIM, eu não acho que Medvedev “difícilmente será surpreendido por Kyrgios” como você diz, senão totalmente pelo contrário, ao menos pelo fato de tratar-se de um jogo com ares até de sensitividade pós filhadaputice djokovickiana e escrotice de certos administradores do Australian Open, bem como de algumas figuras burras do estado de Victoria, na Austrália. Nick Kyrgios pode até não estar inteiro, por estar voltando de covid, como foi bem observado por você, mas também não está tão quebrado assim que não possa se encher de brios ante a um Medvedev no auge de sua carreira, sobretudo após sua primeira vitória por incontestáveis três sets a zero sobre o britânico Liam Broady. Com certeza, o favorito no duelo entre o russo e o australiano é Medvedev, mas como afirmei, é precipitação esse lance de que ele “dificilmente será surpreendido por Kyrgios”, até porque, ainda tem o fato de que Kyrgios é um tenista extremamente talentoso, e antes que se diga que estou torcendo para ele, ou me contrapondo de forma gratuita ao Deus Dalcim, declaro que não é o caso, “apenas” estou ponderando, sem precipitação, a partir do fato de Medvedev( 2 ) versus Kyrgios( 115 ), com ingredientes extra fase de cada um, ser o enunciado de que pode, sim, vir a ser um jogo com andamento não tão óbvio assim. Quem sabe esse meu belo senso de analogia acerca do referido jogo se traduza como resultado final, não é mesmo?

    1. José Nilton Dalcim

      Se fosse melhor de três, acho que a chance de Kyrgios aumentaria bastante. Mas num jogo longo, e provavelmente em condições mais lentas, vai ser duro ele manter a consistência necessária para tirar Medvedev. De qualquer forma, espero uma grande batalha. Vou me divertir com os saques por baixo com o russo lá no pegador de bolas…

  8. Rubens Leme

    Estava lendo o livro de entrevistas do diretor francês François Truffaut com Alfred Hitchcock e acabei pegando uma meia dúzia de filmes do velho diretor inglês para rever.

    Embora algumas cenas pareçam extremamente datadas e totalmente fora da realidade, como a da ex-esposa do tenista que vai ao parque de diversões com dois marmanjos e se divertem como crianças de 12 anos, em Pacto Sinistro, os filmes ainda são maravilhosos. A maneira pela qual conta uma história e mostra uma cena apenas com imagens, passeando com a câmera e sem palavras, os cortes sempre enxutos e precisos, a elegância nos vestuários (cortesia quase sempre de Edith Head) e o sarcasmo e charme nas falas, que caíam como uma luva com Cary Grant ou com Grace Kelly.

    Disque M Para Matar, Intriga Internacional, Ladrão de Casaca, Janela Indiscreta, Pacto Sinistro, Um Corpo que Cai, A Tortura do Silêncio…. obras de arte de um diretor levado pouco a sério na América, mas idolatrado na Europa e um dos grandes mestres da Sétima Arte. Até mesmo os deslocados Topázio e Cortina Rasgada têm seu charme, embora Hitch admita que teve inúmeros problemas nestes dois.

    1. Periferia

      Olá Leme

      Tem o longa Hitchcock com Anthony Hopkins no papel do diretor.
      Um filme interessante…mostra a personalidade afetada do diretor (que era genial).
      O enredo do filme transcorre durante a concepção e filmagem de Psicose.
      A importância da esposa (Alma)…as paixões platônicas pelas jovens estrelas de seus filmes (Scarlet Johansson como Janet Leigh).
      O filme é irregular…não chega aos pés da entrevista do Truffault…mas ajuda a conhecer um pouco o gênio Hitchcock.
      Gosto muito de Intriga Internacional (meu favorito)…acho mesmo um filme injustiçado…até por “culpa” do próprio diretor que tem tantos filmes excepcionais.

      1. Rubens Leme

        Não gostei deste filme do Hopkins, acho sempre chatas e imprecisas essas reconstituições. Hitch era um cara estranhíssimo. Tippi Hedren, a estrela de Os Pássaros e Marnie, conta que ele se ficou maluco por ela e a assediou e o seguiu sem parar. E, segundo ela, a cena final em Os Pássaros, quando é atacada dentro do quarto foi a mais assustadora que fez na sua vida, pois ela sentiu que o diretor queria se vingar do amor não correspondido e matá-la.

        Ele era obcecado por loiras e ficou furioso quando Grace Kelly casou e foi proibida de seguir carreira no cinema. Tippi é mãe de outro ícone do cinema, Melanie Griffith.

    2. Valmir da Silva Batista

      RUBENS LEME, adoro Hitchcock, e é difícil chegar à conclusão de qual seu melhor filme, mas um dos que mais gosto, tendo assistido mais de uma vez, é “Festim Diabólico”. Neste filme, como você deve saber, o personagem Brandon Shaw, vivido por John Dall( 1929-1971 ), tenta provar que existem pessoas superiores e pessoas inferiores, aliás, veja só que curioso, isto até nos remete a Novak Djokovic, por conta dos motivos que todos já sabemos. Ele caberia perfeitamente no lugar de John, caso uma nova versão do cult-movie de Hitchcock fosse rodada. No mais, achei muito interessante você inserir um assunto de teor artístico, num espaço específico sobre tênis, isto mostra que o Blog do Dalcim também é cultura…

      1. Rubens Leme

        James Stewart afirma que esse foi um dos filmes mais desconfortáveis para ele, não apenas por ser o professor homossexual (e James era o modelo perfeito do homem comum americano), como pelo teor do texto. Hitchcock, confessa aliás, que todos o aconselharam a colocar a cena da morte, no final, quando é aberto o baú e não no começo, pois tirou todo o impacto. E ele acha que deveria ter realmente feito isso.

        Festim é um filme que também difunde o errado mito de que Friedrich Nietzsche era nazista. Na verdade, quem distorceu sua obra para vender tal imagem foi sua irmã, Elisabeth Nietzsche, que até tentou criar, ao lado do compositor alemão compositor alemão Richard Wagner, uma colônia ariana no Paraguai (https://www.bbc.com/portuguese/geral-59197538). Nietzsche, aliás, discordava totalmente de sua irmã.

        Essa história serviu de pano para o filme e livro Meninos do Brasil e é usado na série da Prime, Hunters.

        1. Valmir da Silva Batista

          RUBENS LEME, James, talvez por ser o queridinho de Hitchcock, parecia um serzinho mimado, um quase diretor à sombra de seu amo. Especificamente sobre “Festim Diabólico”, exceto no que se refere à cena do assassinato, suas opiniões mais pareciam coisa de um cagador de regras falso moralista do que um parecer realmente conceitual. Sobre as informações de cunho intelectual que você pescou, elas procedem, aliás, é preciso ler e reler Nietzsche e também ler e reler Nietzsche, para saber quão fascinante o quê nietzschiano. Muito por conta do histrionismo de John Dall enquanto Brandon Shaw, foram se revelando inúmeros cotejos intelectuais, inclusive a elucidação a respeito de determinada face de Nietzsche…

  9. Marcos RJ

    Dalcim
    Como você vê as chances da Bia continuar a crescer no ranking, agora que enfrenta adversárias mais fortes?
    Ela fez um esforço louvável para voltar ao top 100, mas parece que ainda precisa de um salto técnico considerável para chegar no top 20, conforme a recente entrevista. Abraço.

    1. José Nilton Dalcim

      Acredito que ela continuará evoluindo lentamente e o limite dela hoje, a meu ver, é o top 50. Daí em diante ela terá de colocar outras armas no seu jogo ou melhorar muito as atuais, como o saque. Pelo que vi nestes jogos de começo de temporada, ela trabalhou bem o físico e está bem mais ‘fininha’. Se seus golpes ganharem um pouco mais de peso e consistência, vai furar o top 50. Abs!

  10. Bruno Costa

    Dalcim, acho que a Bia jogou mal ( abaixo) em vários momentos, mas fiquei com a impressão de que a Bia de 2/3/4 anos atrás perderia este jogo neste contexto de oscilação. Percebi certa maturidade no aspecto tático e mental mais forte para lidar com um dia não tão bom.

  11. Periferia

    Um dia na saída do tribunal.

    Nas escadarias do Tribunal Federal….surge um cabisbaixo advogado.
    Era Nicholas Wood…advogado do sérvio Novak Djokovic.
    Os repórteres como abutres se aproximaram e começaram a inquerir o advogado.

    Repórter 1 – O que aconteceu Sr. Wood ???

    Wood – Tivemos uma sentença desastrosa para os interesses do nosso cliente.

    Repórter 2 – Estão dizendo que a sentença desfavorável foi por terem recorrido a soluções não muito habituais…é verdade?

    Wood – Sim… é verdade…tentamos algo com a astrologia…depois buscamos na bruxaria…mas não deu certo…por último consultamos um “especialista” brasileiro.
    Ele garantiu que venceriamos.

    Repórter 1 – Não foi um risco???

    Wood – Ele parecia tão convincente…

    Repórter 3 – E vc acreditou Wood?

    Wood – Sim…inclusive a confiança foi tanta que comprei uma Kombi dele.

    Repórter 3 – A Kombi estava em bom estado?

    Wood – Por fora tá legal…por dentro não tem como saber…ele se trancou dentro dela…

    1. José Nilton Dalcim

      Só saberemos amanhã cedinho, mas acredito que será o jogo principal da rodada noturna local, portanto umas 7h de quinta.

  12. Rubens Leme

    Em homenagem ao Australian Open – mais interessante a cada dia – revi ontem esse box de filmes daquele pais: Ozploitation – Cults Australianos (https://www.amazon.com.br/gp/product/B08G9ZVT31/ref=ox_sc_saved_image_8?smid=A1ZZFT5FULY4LN&psc=1).

    Três filmes diferentes do padrão Hollywood, com vários diretores e atores famosos, entre eles, Nicolas Roeg, diretor do Homem Que Caiu na Terra, citado por Periferia estes dias, além de James Lee Curtis, Donald Pleasence, Stacy Keach etc.

    E como trilha sonora, peguei os cds do grupo Gong, fundado por um habitante de Melbourne, Daevid Allen, falecido há quase 6 anos, banda que hoje tem entre seus integrantes o brasileiro Fabio Golfetti, líder e guitarrista e voz do paulistano Violeta de Outono e grande discípulo e amigo de Daevid.

    Embora Fabio tenha gravado alguns discos com o grupo, peguei os álbuns clássicos dos anos 1970, entre eles o delirante Flying Teapot, de 1973 (https://music.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_khM7-2_Qh3nBd4E6CEDiGnEUuirH4kN4A). Chamar o Gong de banda progressiva é correto, mas limitante. Allen foi uma das mais pessoas mais criativas e originais que a música já conheceu. Tive o privilégio de conhecê-lo e entrevistá-lo.

    Filmes e discos separados, antes dos seguidos winners madrugada adentro, todos de tenistas devidamente vacinados. E sem serem deportados.

  13. Arthur

    Sei não, viu, Dalcim?
    Acho bom o Medvedev abrir o olho.
    Se tem uma coisa que o Kyrgios gosta é de enfrentar os tops do ranking em “big stages”.
    A “estréia” dele fazendo isso contra o Nadal em WB 2015 (salvo engano) foi antológica.
    Não me surpreenderia nada se o australiano resolvesse aprontar de novo agora.

    Um abraço.

  14. DANILO AFONSO

    Kyrgios tem retrospecto positivo contra o n. 1 e n. 2 do mundo. Tem duas vitórias e nenhuma derrota contra Djokovic e Medvedev.

    O jogo contra o Medvedev será muito interessante não apenas pela diferença de estilos e improviso do australiano, mas também porque possivelmente o russo em algum momento vai “perder a cabeça” com a torcida inflamada, o que pode fazer diferença no jogo. Já imagino ele gesticulando e provocando a torcida. Enfim, vai ser divertido.

  15. Rubens Leme

    Toda vez que vejo o Monteiro, me lembro do Bellucci: perde os mesmos jogos e da mesma forma, sem, no entanto, nos brindar com aquelas vitórias do paulista de Tietê. Sem falar nos 4 ATPs conquistados.

    Assim como Thomaz, Monteiro é canhoto, saca bem, tem um forte forehand e… só. Até a mesma alergia de ir à rede e a ausência de um plano B incomodam. E deixa as vitórias escaparem sempre “nos detalhes”.

    1. Evaldo Moreira

      Ê Mashallah,

      Até que enfim, um falou o que há tempos venho pontuando aqui neste renomado blog, onde a diversão é garantida, e onde tem classes de pessoas de todos os tipos, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
      Então Rubens, o Tiago Monteiro, é um jogador esforçado, tem bom saque, e um bom forehand, nada mais, além de um bom preparo, só que………infelizmente para por ai, não tem plano B, e já perdi a conta de partidas que vi dele, em que ele perdeu no detalhe, contra o Paire, foi a mesma coisa.
      Por ser jovem ainda, dá margem para melhorar em algo, nunca é tarde para se aprimorar algo no jogo, então, agregar mais uma pessoa no staff seria o ideal.
      Já o Bellucci coitado, já devia ter parado há muito tempo, dado a fase em que se encontra, uma pena mesmo, trocou o staff, e a sensação que tenho, é que andou para trás, fato.

    2. Marcelo+Costa

      Sabe, tirando os realmente tops, pois, Bellucci foi 21 do mundo, ou seja foi top mas não realmente, não vejo ninguém com condições de mudar um plano de jogo, subir a rede e saber o que fazer por lá, ou seja dentro do nível máximo que ambos alcançaram, dentro de suas limitações, eu os coloco como tantos outros tenistas, a única diferença é que ambos são brasileiros, onde ou se é Guga ou Bellucci, ou se é Senna ou Rubens, ou se é bom ou medíocre, colocamos a régua inatingível. Brasileiro não gosta de esporte, gosta de ganhar, não sabe perder.
      Não é seu caso, eu creio, mas é praxe, e uma provocação a ti, se Koch jogasse hoje, se não fosse melhor que Guga, seria o Bellucci, no nosso país binário, de bestas e bestiais.

      1. Rubens Leme

        Bellucci foi um ótimo jogador e top 100 durante muitos anos. Infelizmente, em uma entrevista há alguns anos disse que não precisava acrescentar nada no seu jogo – nem jogo de rede, nem um melhor backhand, nada – apenas treinar duro para voltar rapidamente ao top 100. Hoje, nem sei se ainda joga. Da última vez tinha perdido para um cara que era 1900 e tantos no ranking.

        Acho que os tenistas brasileiros treinam demais no saibro, quando deveriam treinar mais em quadras duras e também uma tática mais agressiva. Nunca esperei que substituísse o Guga, sempre achei essas coisas sem sentido. Mas é fato que perdeu vários jogos – e até um ATP em Moscou, na quadra dura pro Seppi – por fazer péssimas escolhas nas horas mais críticas.

        Ainda assim, jogou mais do que talvez se esperasse, afinal ser 21 do mundo não é fácil.

          1. João ando

            Tb acho dalcim. E o Lelê Fernandes ….Acho que teve um tenista com esse nome não é dalcim?não é da minha época

        1. Marcelo+Costa

          O desbravador, quem surgiu qdo era tudo mato, quem mais teve importância foi Koch, mas jogando Bellucci foi melhor, mas a questão não é essa, mas a forma como tratamos os nossos esportistas, um exemplo foram as meninas de bronze na olimpíada, deixe elas perderem na França e todos que hoje curtem, irão criticar, pois, gostamos da vitória e só.

  16. Sandro

    Muito bom ver um jogador sempre aprimorando sua técnica e trabalhando nos seus pontos fracos durante qualquer fase de sua carreira como vemos com Richard Gasquet.. quem sabe isso o credencie a dar vôos mais altos neste Australian Open??? Porém, Danil Medvedev pode cortar as asinhas de Gasquet dentro em breve… Gostaria de ver esse confronto Medvedev x Gasquet…

  17. Sandro

    Bia Haddad teve uma excelente estreia, porém, enfrentar a habilidosa Simona Halep tão cedo é o pior cenário que se podia ter já na segunda rodada… Bia vai ter que jogar muita bola e entrar concentradíssima se quiser ter alguma chance contra Halep!!! É muito difícil fazer previsões sobre o tênis feminino, pois as tenistas são psicologicamente muito instáveis, então, quem sabe a Bia possa aplicar uma surpresa na Halep???

    1. PIETER

      Também gostei da vitória dela hoje pois já sabia que a adversária iria dar trabalho – e muito, como ficou evidenciado pelo placar do jogo.
      Mas o fato inescapável é que a brasileira terá que melhorar bastante o seu jogo para ter alguma chance contra a Halep, principalmente diminuir os numerosos erros não forçados e contar com um dia ruim da romena.
      Não é provável mas também não se afigura impossível.

    2. Valmir da Silva Batista

      Colegas comentaristas em geral, e mulheres, em especial, guardem bem mais esta pérola proferida pelo misógino SANDRO, a partir da medição feita por sua régua machista: “as tenistas são psicologicamente mais instáveis”. Como pode, né? Em pleno século XXI…

    1. Fernando Brack

      Concordo bastante. Deveria ser uma tendência comum a todos os tenistas procurar acelerar o jogo e reduzir o tempo em quadra, na medida em que a idade avança. Especialmente no caso dele, que tem o corpo marcado por séria contusão. Suas chances se reduzem drasticamente com jogos longos em sequência.

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