Djoko com pé e meio em outro grande recorde
Por José Nilton Dalcim
14 de outubro de 2021 às 01:16

Ainda que exista a famosa ‘possibilidade matemática’, que mesmo assim é muito apertada, Novak Djokovic já nem precisa mais entrar em quadra no restante do calendário para anotar mais um recorde de peso na carreira: a sétima temporada encerrada como número 1, façanha que dividia com Pete Sampras.

Daniil Medvedev já tinha uma caminhada bem difícil na tentativa de superar o sérvio e a maluca derrota desta quarta-feira em Indian Wells enterrou suas chances. Se ele só jogar Paris e Finals, como está previsto, a possibilidade é zero. Se pedir convite para Viena, mesmo o título ainda deixaria Djoko com necessidade de meros 100 pontos. E no caso de insana tentativa de jogar e vencer Moscou também, na próxima semana, Nole se garantiria com 305 pontos. Duvido que o russo se arrisque a tanto.

Como eu já havia dito antes, não me parece haver o menor sentido um tenista ganhar três Grand Slam e ser vice em outro e ficar em segundo lugar do ranking. Embora numericamente possível, seria uma aberração.

É bem verdade que isso tem considerável chance de acontecer no ‘ranking da temporada’, já que ali a distância do russo é de 1900, algo que ele poderá alcançar com os 2.500 em disputa entre Paris e Turim. Seria um imbróglio para a ATP resolver: o que vale, o ranking de 52 semanas ‘costurado’ ou o ranking do ano para definir quem é o melhor de 2021?

Na quadra, Medvedev foi uma decepção. Ninguém pode ignorar as qualidades de Grigor Dimitrov quando o búlgaro joga o seu melhor, porém o russo dominava por 6/4, 4/1 e saque antes de perder a consistência e ver o primeiro serviço sumir. Aí o búlgaro ganhou confiança e jogou um belo terceiro set. Seu adversário será o competente polonês Hubert Hurkacz, que tirou enfim Roger Federer do top 10 e é um candidato sério a seu segundo Masters.

Stefanos Tsitsipas, por sua vez, garantiu lugar nas quartas com uma virada um tanto na marra diante do valente Alex de Minayr. Mas a preocupação com o grego é menos técnica e sim comportamental. De novo, virou objeto de polêmica. Fabio Fognini foi à loucura com supostas intromissões do pai-treinador, o que não é novidade. Apesar do tênis elegante e eficiente, Tsitsipas precisa acabar com essa má fama enquanto dá tempo. Como bem colocou Fernando Meligeni na transmissão do jogo de terça, nada pior pode acontecer a um tenista do que ficar isolado no circuito, e o grego caminha velozmente para isso. A atuação contra De Minaur passou limpa, mas o australiano mal o olhou no cumprimento. Stef será favorito natural contra Nikoloz Basilashvili.

Nas outras quartas, um duelo entre dois tenistas que estão adorando o piso lento: Diego Schwartzman e Cameron Norrie. Vale lembrar que Peque quase perdeu na estreia para o quali Maxime Cressy. A surpresa no entanto é Taylor Fritz, responsável pela queda de Matteo Berrettini e Jannik Sinner sem perder set. O teste de fogo agora é Alexander Zverev. O alemão fez contra Andy Murray o duelo de melhor nível técnico do torneio até agora e derrotou enfim o único Big 4 que faltava no seu belo currículo..E contra Gael Monfils deu show e mostrou outra vez que consegue fazer a bola andar muito mesmo em Indian Wells

Decisões no feminino
A chave feminina confirma a imprevisibilidade de quase toda a temporada: nenhuma das 13 primeiras do ranking chegou sequer nas quartas de final. E isso inclui quedas de Garbiñe Muguruza e Maria Sakkari na estreia, de Karolina Pliskova e Petra Kvitova na terceira rodada, de Iga Swiatek e Elina Svitolina nas oitavas. Simona Halep só venceu um jogo.

As sensações do US Open não vingaram. A campeã Emma Raducanu sentiu mesmo a pressão e terá que recolocar a cabeça em ordem se ainda competir em 2021. Leylah Fernandez não se achou na quadra áspera, que maximizou sua dificuldade em colocar peso na bola, mas foi muito competitiva.

Fica a sensação que as veteranas irão vingar. Vika Azarenka já está na semi, sua primeira no torneio em cinco anos. Muito mais do que os dois títulos, em 2012 e 2016, está jogando um tênis de grande qualidade até aqui, com destaque para a atuação impecável diante de Kvitova. O saque trabalha muito bem, os golpes de base estão profundos e consistentes, a movimentação flui. É uma de suas melhores semanas da temporada.

A outra que joga com a experiência é Angelique Kerber. A alemã começou com dificuldade de adaptação, depois vem jogando cada vez mais solta e agora encara um belo desafio diante de Paula Badosa, 10 anos mais jovem e que certamente gosta da lentidão. Quem vencer nesta quinta-feira vai encarar Anett Kontaveit, que fez uma partida impecável contra Bia Haddad Maia e coleciona grandes vitórias em 2021, ou a habilidosa Ons Jabeur.


Comentários

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  1. Paulo Almeida

    Bem surpreendentes e interessantes essas semifinais de IW.

    Meddy já recusou Moscou e agora é só fazer o mesmo com Viena para o GOAT erguer aquele belíssimo e gigante troféu pela sétima vez.

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  2. Ronildo

    E agora? Quem vai ser campeão? Acho que é o master 1000 com mais baixo ranking entre os semifinalistas em toda a história deste nível de torneio!

    Minha preferência é Dimitrov. Percebe-se ele tem um boa torcida em seus jogos, alguns com bandeiras da Bulgária, inclusive. Ele pareceu estar bastante cansado ao final dos jogos.

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    1. José Nilton Dalcim

      Foi inesperado, mas não inédito. Osaka fez o mrsmo. Precisamos conhecer os bastidores. Nem a imprensa britãnica arriscou palpite.

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  3. Marcelo Seri

    Dalcim, boa tarde! Já li algumas coisas a respeito do assunto, mas nenhuma muito convincente. Agora, após a declaração do Joyce, ex-treinador da Sharapova, a pergunta fica mais incômoda: por que raios a Raducanu mandou o treinador embora? Será que foi alguma interferência externa, em meio ao turbilhão de fama e contratos pós-US open?

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  4. Groff

    Com o torneio passando agora no Star+ (nem sabia que eu tinha acesso a esse app lol), estou todos os dias tentando ver uma partida inteira no masculino. Falho miseravelmente em cada uma das tentativas. Essa quadra lentíssima é desesperadora: um monte de bolas lindas que voltam porque o piso “freia” os golpes. Daí as belas jogadas terminam seguidas de erros, forçados e não forçados. Credo. O saibro pelo menos tem, entre outros atributos, o fator de menor fricção e os deslizes, que tornam mais agradável ver a construção de pontos mais longos. Mas na quadra dura é um suplício, eca!! Chega a me dar aflição pensar no estado dos pés dos tenistas. Mas a chave do lado feminino, em que elas não se deslocam tanto lateralmente, está sendo legal até. Não invejo você tendo que fazer essa cobertura do masculino, Dalcim!

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  5. Maurício Luís *

    Como é bonita a Paula Badosa. Encantado com ela! Outra que deixou saudades pela beleza e pelo jogo é a Gabriela Sabatini.
    ****** Quantas velas no bolo do niver?*******
    No bolo de niver da sogra do Nadal, ele comprou as velas com os algarismos da idade.
    – Nãão, não – dissse ela – , põe aí uma velinha palito pra cada ano. Assim o pessoal fica com preguiça de contar e não descobre a minha idade!
    – Mas aí não vai dar certo não, querida progenitora da minha amada Xisca. Vamos ter que chamar o Corpo de Bombeiros pra apagar o incêndio…
    – PAF! – bolsada na cabeça.
    Agora, além do pé, o baloeiro vai ter que cuidar da parte de cima também.

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    1. Bruno Gama

      Badosa é um espetáculo, a irmã dela é tão bela quanto, outra tenista jovem belíssima é a ucraniana Marta Kostyuk, que também tem uma irmã parecida com ela.

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  6. Thiago Silva

    Dimitrov joga demais quando tá com a cabeça no lugar, só teve o azar de jogar na década mais difícil da história, tivesse nascido uns 10 anos tinha vencido slams.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Dez anos antes , teria a mesma idade de Federer . Então pegaria SEIS Ex N 1 (Moya , Agassi , Ferrero, Safin , Hewitt, Roddick) , além de Federer, Nadal , Novak , Murray , STANIMAL, é mole ou quer mais ??? . Repetes isso há década no face rs . Abs!

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    2. Marcelo Costa

      Sabe quem foi o cara mais casca grossa, que foi contemporâneo do big 4? O espanhol Ferrer, ele foi número 4 por muito tempo, fez uma final de RG, contra Nadal e não teve chances, então ter atingido seu auge físico, técnico e mental junto a esses caras do big 4, é uma tremenda falta de sorte.

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    3. Groff

      Não acho, com todo o respeito, que esse foi o grande problema dele. Primeiro, porque os desafios aparecem para serem superados. Foi o que Federer, Nole e principalmente Nadal fizeram. Segundo porque se fosse realmente assim caras como Andy Murray, Stan e DelPo (o mais azarado segundo o tio Toni, com o qual tendo a concordar) não teriam feito nada de suas carreiras e só assistiriam aos 3 maiores fazendo a festa livremente. O problema maior dele, para mim, sempre foi a falta de consistência, além de uma tendência a querer trocar mais bolas do que o jogo dele foi estruturado para fazer. Isso permitia a muitos oponentes cozinhar a partida até o ponto de conseguir explorar a esquerda dele até ele “quebrar”. Houvesse investido mais em ser um definidor de pontos, como os dois suíços, talvez tivesse conseguido uma carreira melhor, mas esse estilo é muito difícil de manter, especialmente no circuito de pisos lesma dos últimos anos. Acho, então, que ele simplesmente não tinha tênis para fazer muito mais do que fez. Talvez nos anos 90, começo dos 2000, tivesse mais sucesso (e ele tem M1000 e Finals no currículo, o que é excelente). Abraço.

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    4. Marcelo Seri

      Concordo. Mas ainda dá tempo, se ele voltar a ter o foco e confiança que tinha em 2017.
      O Big 3 tá caminhando pros seus capítulos finais (só o Djokovic que ainda tem mais gás).

      E, antes que me xinguem, sou torcedor do Federer. Mas todos têm que encarar a verdade!

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  7. Rubens Leme

    Yes – Progeny: Seven Shows from Seventy-Two (2015, shows de 1972)

    Em 2015, o Yes lançou uma caixa de 14 cds, contendo 7 shows na íntegra de um trecho da Close to the Edge tour, que a banda fez entre os anos de 1972 e 1973 e que depois resultaria no LP triplo (e posteriormente CD duplo) Yeessongs.

    Os sete shows – de outubro a novembro de 1972 – tinham um repertório praticamente idêntico ao disco triplo de 1973 e, como a caixa era cara demais, resolveram editar um higlights (espécie de “melhores momentos), com dois cds, respeitando a mesma ordem das músicas dos 7 cds. Aliás, todos os shows apresentam a mesma sequência de músicas.

    A formação é a quase clássica pois, ao invés de Bill Bruford na bateria, temos Alan White. Porém, todos os demais clássicos membros estão presentes: Jon Anderson (voz), Steve Howe (guitarra), Chris Squire (baixo) e Rick Wakeman (teclados).

    Como sou um cara que gosta de tudo bem completo, deixo o link com as 63 músicas que estavam nos sete shows e nos 14 cds. Se alguém gostar tanto de Yes assim (como eu) é um prato cheio.

    Agora preciso ir atrás da caixa, pois só tenho o highlights.

    https://music.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nEwG0ZmMKGpk_CpFIu9pqjdqoPoogiuoI

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  8. Rubens Leme

    Dimitrov é um ótimo jogador, que chegou a 3 do mundo após vencer o Finals. E um grande cavalheiro. Basta ver a forma com que se desculpou no ponto derradeiro que deu a ele o segundo set. O pedido foi tão genuíno e claro que sequer comemorou a vitória na parcial..

    Ele, como Tsonga e muitos outros, poderiam ter sido maiores se o “se” não fosse tão constante em suas carreiras. Ainda assim, tem bons recursos, fez um voleio de cinema e fico na torcida para que vença o torneio nesta quadra lentíssima e chata.

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  9. Davi Poiani

    Salve Dalcim!

    Como é bacana ver um cara talentoso como o Dimitrov jogando bem! Uma figura como ele faz muito bem ao tênis. Está jogando muito tênis neste torneio. Ter derrubado o Medvedev e hoje o Hurkacz é muito expressivo. Soube usar o slice muito bem contra o polonês.

    Dimitrov vem se mantendo dentro do top 100 desde 2011, com grande parte deste período figurando entre top 30 e top 20, atingindo o auge no top 10 entre 2017 e 2018, o melhor período de sua carreira quando conquistou o Finals e o Masters 1000 de Cincinnati. Sendo assim, comparado à totalidade do circuito, é inegavelmente uma carreira de sucesso.

    Mas levando em conta seu talento e potencial, ficou aquela impressão que ele poderia (e deveria) ter feito mais. É uma pena não ter tido a consistência para ter chegado mais longe na carreira, com talvez alguma final de Slam ou mais títulos expressivos. Tinha tudo para isto, um cara muito promissor. Talvez o mais próximo que alguém tenha chegado a Roger Federer em termos de semelhança de estilo de jogo, plástica dos golpes e o belíssimo one handed backhand.

    O que tu acha que faltou para ele nos últimos anos?

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    1. José Nilton Dalcim

      Concordo, Davi. Logo sbaixo falo disdo com o Luiz Fernando. Ah, e estou surpreso positivamente porque ele está fazendo tudo isso num piso bem lento.

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  10. Edval Cardoso

    Quem acompanha o tênis há pelo menos 15 anos sabe que essa antipatia toda com Djokovic tem relação com o fato de ele ter se metido e até ultrapassado os queridinhos que dominavam o todos os torneios maiores, aí a partir de 2011 ele passou a dominar, e isso causou uma hecatombe entre os fãs do Rafael Nadal e do Roger Federer que não aceitaram um entrometido vir a se consolidar como um um dos maiores se não o maior jogador em todos os tempos.
    Não tem nada haver com oque ele faz extra quadra ou com seus rompantes de fúria quando está em apuros na quadra.
    São fatos ocasionais que não tem nada haver com o caráter da pessoa, cada um lida de um jeito suas frustrações.

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  11. Marcelo Costa

    Dizem que nesse espaço você escrever: novak goat três vezes, você evoca um SR, que escreve vais, és, vens e adora uma kombi
    A conferir abs.

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  12. Luiz Fernando

    Dalcim, Dimitrov alterna torneios de desempenho medíocre com outros de alto nível, como o atual IW q está jogando muito. Nesse momento está 44 com Hurkacz, adversário de respeito frente a qualquer um. Como explicar esses resultados aquém da capacidade na carreira? Há uns dias vc comentou q em parte foram pelo namoro com a Maria, será q o fato dele ao lado dela nunca ser o protagonista impactou tanto assim seus resultados?

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    1. José Nilton Dalcim

      Me referi à Sharspova a seus primeiros anos. Olha, tecnicamente ele é muitom, fisicamente um touro. Então só pode ser emocional. Não sei se a dificuldade está na expectativa, na ansiedade ou em lapsos de concentração. Sinto às vezes que ele não acredita.

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  13. DANILO AFONSO

    RAFAEL, li o que você escreveu na outra pasta:

    “Sou filho de espanhóis, como já disse aqui antes. Tenho dupla-nacionalidade (a brasileira e a espanhola). Todos os meus tios e tias são espanhóis. Todo o círculo social de minha família é Espanhol. Conheço um bocado sobre a cultura da Espanha (para o lado bom e o ruim). Tive a chance, no Brasil, de conhecer Nadal, seu tio, seu agente, sua entourage e trocar algumas palavras com eles no hotel. Tudo graças à adoração de uma de minhas irmãs por Nadal.”

    Com todo esse estreitamente com a Espanha que te direcionaria a torcer para o NADAL, por que optou em torcer para DJOKOVIC ? Você chegou a torcer para o espanhol antes da ascensão do sérvio no início da década passada ? Eu torcia para o Nadal (sem fanatismo) até “migrar” e enraizar minha torcida para o sérvio em 2010.

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    1. Rafael

      Danilo,
      Desde Stefan Edberg e depois Guga Kuerten, fiquei órfão de jogador para torcer. Acompanhei o auge de Sampras e o considerava o melhor jogador do circuito, mas sem nenhuma paixão. Depois vi surgir Rogê Federrê (que era como Eusébio pronunciava seu nome nas primeiras transmissões), mas considerava seu jeito de ser de modo geral pedante e sem carisma (pelo menos não do tipo que me chamava atenção), embora fosse óbvio que estava vendo um excelente jogador. Lembro do ridículo que achei quando o jovem Roger apareceu com seu cabelo com rabinho de cavalo todo descolorido. Obviamente no meu inconsciente já não ia com a cara dele, e sabia que nunca iria. Quando o espanhol-com-cara-de-índio, corpo de aspirante à halterofilista, expressão sempre de poucos amigos Nadal começou a vencê-lo, achava bom, porém sem ficar muito emocionado ou envolvido. Na verdade ninguém tinha me chamado atenção ao ponto de me fazer grudar na Tv para acompanhar tênis e, ainda me sentindo meio órfão de Guga, afastei-me um pouco do acompanhamento assíduo que antes fazia. Sabia o que acontecia no mundo do tênis, mas não me interessava, ainda mais que nessa fase vivia uma época agitada no meu relacionamento com o sexo oposto e com as ocupações profissionais. Ainda assim tive tempo e vontade de criar um blog no UOL, que, à época, premiava semanalmente um blog de boa performance com uma semana de chamadas em sua home para o blog escolhido – e o meu foi um. A audiência aumentou, lógico, assim como aumentou o tempo que passei a dedicar a responder às questões dos participantes. Daí a migrar o blog para o finado e saudoso Orkut foi um pulo, onde criei uma comunidade que, pelo tema sensível que seguia o do blog, ao acumular mais de 3,000 membros com intensa participação/interação, foi um sucesso. Promovemos encontros em SP e participantes vieram de todas as partes do Brasil. Encontros muito divertidos que geraram relacionamentos e mais tempo gastando energia e tempo com mulheres e com o famoso msm, onde guardei conversas memoráveis com amigos e mulheres até do Japão (época em que passei a receber o que depois viria a ficar famoso como “nudes”). Bom, também frequentavam outras comunidades e, numa delas, um dia, antes de pedir filiação, li a descrição sobre o homenageado do qual nunca tinha ouvido falar, um tal de Novak Djokovic. E a descrição citava algo que ele supostamente havia dito: Beware, Roger Federer, I’m coming to get you!.
      Fiquei intrigado e fui ver de quem se tratava.

      O resto é história. Daí para frente voltei a acompanhar tênis de perto.

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      1. DANILO AFONSO

        Rafael, não esperava essa sua resposta. Acabou que o seu relato retratando o que tu fez entre o vácuo Guga-Novak foi bem interessante. Você não precisa (e nem deve) responder, mas confesso que fiquei bem curioso em saber o tema do seu blog e comunidade no orkut, principalmente depois que você citou “tema sensível que seguia o do blog”.

        Abs nobre !!!

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  14. DANILO AFONSO

    Ontem o Dimitrov deu um show de slices contra o russo. Tal recurso foi utilizado com muita inteligência. Hora usava como variação para quebrar o ritmo do russo, hora utilizava como o único recurso para se defender de bolas profundas e bem anguladas que pareciam perdidas, o que tirou a paciência do russo.

    Fiquei tão empolgado com a vitória do búlgaro, que menos de uma hora depois do fim do jogo, pedi para o meu professor de tênis dar uma atenção maior no golpe. Foram quase 20 minutos só treinando slice na cruzada e paralela, alternando entre slice defensivo e ofensivo (rasante rápido) para fazer o approach para volear. Muito bom treinar ou jogar após assistir bons jogos dos profissionais.

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  15. Sandro

    Não sei porque Fabip Fognini reclama tanto do Tsitsipas, fica feio esse chororô de perdedor!
    Que oitaliano da próxima vez jogue melhor que grego se quiser vencer!

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  16. Sando

    Nossa! Que surra que Bia levou da Anete! Bia tem que trabalhar na consistencia e regularidade…
    No final das contas esse circuito feminino é totalmente louco, imprevisível e sem qualquer tipo de lógica!!!
    Ranking no feminino não significa absolutamente nada!!!
    Nenhuma TOP 10 do ranking nas semifinais mais uma vez!

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  17. Luiz Fernando

    Gostei muito das declarações do Rafa, pois significam q finalmente a ficha caiu. Não raras vezes no passado ele entrou ou continuou em quadra sem condições. Ele é uma lenda viva do esporte q não precisa provar mais nada a ninguém. Creio q estará em ótima condição no AO, pois fará uma pré temporada como se deve. Eu fugiria de eventos preparatórios muito competitivos, mas tenho dúvidas se ele agirá assim…

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    1. Thiago Silva

      Ele devia fazer igual fez em 2013 e pular toda temporada de quadra dura pra recuperar os pés plenamente, disputar só os ATP sul-americanos no saibro.

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  18. rafael

    O Djoko fechará o ano como n1 do mundo pela 7th vez. E merecidamente! Creio que ele jogue Paris e Turim e certamente estará muito motivado e descansado. Além de ter a possibilidade de se isolar como maior ganhador de masters 1000 e igualar Federer em títulos do Finals! Acredita nisso, mestre?
    Idemo Nole!!!

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  19. Vinicius Souza

    Dalcim, depois da derrota de ontem o medvedev disse que a quadra em indian wells está lenta igual uma quadra de saibro. Você acha que o russo está certo ou ele exagerou nessa declaração?

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  20. Pedro Batista

    Bom dia Mestre! Cada vez que assisto Dimitrov, fico achando que ele poderia ser muito mais do que foi até aqui na sua carreira. Você concorda?

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  21. AKC

    Por eu ter ascendência grega, eu torcia pelo Tsitsipas e gostava dele, ainda mais pela leve semelhança com o Guga. Mas depois que eu vi um vídeo no youtube com um compilado de mancadas que o grego já deu na carreira, passei a olhá-lo com outros olhos. Vários episódios de arrogância contra boleiros, torcedores, jogadores… Agora com essa história de trapaça… Fica difícil, mas ainda dá tempo de corrigir. Zverev é outro que não fica atrás. O próprio Medvedev não é um poço de simpatia e seu estilo de jogo é chatíssimo (embora eficiente). Não à toa que os três já se bicaram entre si. E esse poderá ser o novo Big 3. Sentiremos saudades de Federer, Nadal e Djokovic…

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    1. Sérgio Ribeiro

      Então , caro AKC . Que tal dar uma olhadinha no Compilado do atual N 1 ? . Vais entender porque por mais que faça o reconhecimento de ” goat ” definitivamente ele terá . E como sabe disso dificilmente continuará jogando por muito tempo. Mesmo tendo físico pra mais 5 temporadas. A conferir. Abs!

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  22. Paulo Almeida

    O mundo do tênis e principalmente a nação DjokoGOATista ficará muito feliz com a confirmação do sétimo year-end, o que colocará o Craque Absoluto como detentor isolado de dois dos três principais recordes do esporte, além de levar vantagem nos critérios de desempate nos Grand Slams (Double Career, quatro consecutivos, impossibilidade de defender Wimbledon 2020 e parrudez maior de suas conquistas).

    No entanto, alguns como o SR vão dizer que 6 temporadas consecutivas valem mais do que 7 alternadas ou que 237 semanas consecutivas valem mais do que mais de 350 alternadas, kkkkkkkk.

    De qualquer forma, o maior e melhor da história precisa jogar Paris e Finals para tentar retomar a confiança depois do US Open e manter uma distância razoável do Medvedev, senão corre o risco de perder a liderança logo no início do ano que vem.

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    1. Ronildo

      Em verdade, em verdade, para se medir a qualidade do tenista em si, uma vitória sobre o número 1 do mundo aos 38 é mais importante do que estes recordes circunstanciais que Djokovic tem atingido, já que tais recordes muitas vezes dependem de eventos extra-quadra como temos acompanhado na carreira de Djokovic. Como esta vitória do Dimitrov sobre o Medvedev, por exemplo. Já numa vitória sobre o número 1 aos 38 anos, como Federer conseguiu contra Djokovic, tal mérito é unicamente devido à qualidade extraordinária do tenista. Acredito que jamais veremos isto acontecer novamente. Basta observar como Djokovic está fraquejando aos 34 anos para um número 2 como Medvedev.

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      1. Ronildo

        Só lembrando dos eventos fora quadra que ajudaram Djokovic na superação de recordes: lesão de Murray, pandemia de covid, depressão de Thiem, geração posterior mais fraca que o Big 4, envelhecimento de Federer, etc…

        Nadar à favor da correnteza é mais fácil que nadar contra. Correr à favor do vento é mais fácil e remar à favor da maré é mais fácil. Em suma, Djokovic dominou em condições favoráveis nos últimos 5 anos.

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      2. Paulo Almeida

        Acho que nem você acredita em tanta besteira. O Murray, mesmo sem lesão, nunca teria sido melhor do que o Djokovic e uma vitória em melhor de três em Round Robin não é nada perto de Wimbledon 2019 ou Australian Open 2020. Aliás, provavelmente o sérvio já nem precise estar em quadra aos 38, somente desfrutando da sua fortuna e com os principais recordes em mãos.

        Sem choro!

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        1. Ronildo

          Mas você sabe, e todos sabemos, que Djokovic com 38 anos jamais jogará nem sequer 20% do que Federer jogou. E o exemplo de Wimbledom 2019 seria válido se os dois estivessem com 38 anos.

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          1. Paulo Almeida

            Talento para jogar 200% do que o Federer jogou com 38 ele tem, mas não haverá mais motivação provavelmente.

            Snif, snif, teve 40-15 e perdeu o título porque estava velho, kkkkkk.

  23. Leo

    O Tsitsipas precisa cuidar mesmo desses detalhes, senão vai ser como o Djokovid, que lá no começo da carreira tinha atitudes ruins e com isso, até hoje em dia muitos torcem o nariz para ele.

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  24. Luiz Fernando

    Será um outro feito extraordinário, pois será obtido encarando Nadal e Federer no auge, ou seja, longe da entressafra que beneficiou um outro componente do Big3…

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    1. Verdades que doem

      Corrigindo seu post: Auge do Federer foi 2003/2008, Auge do Nadal 2005/2010. Eventualmente esses dois conseguiram alguns títulos depois do auge, por aí sim ser uma década de entresafra, que criou como melhores gente como Raonic, NIshikori, Dimitrov, Sock.

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  25. Alessandro Siqueira

    Djokovic se saiu tão bem nos slams, mas tão bem, que pôde se dar ao luxo de pular vários Masters 1000 e ainda ter uma certa gordura na liderança.

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  26. Fernando Ferreira

    Dalcim, salvo engano a ATP já tinha anunciado no início do ano que o que vai valer para o ”Year-End-Number-One” será o Ranking da Temporada, mesmo que não seja líder do Entry System.

    Ainda assim, essa derrota do Medvedev deixou o Djoko muito perto de garantir, porque o russo teria que ganhar Paris E Finals de novo, porém 600pt garantiriam o sérvio. A questão é saber o quanto o desgaste emocional vai influenciar o Djoko nesse final de temporada (e se ele volta para quadra em 2021) e o quanto o Daniil vai focar em buscar isso, solicitando algum WC para somar pontos.

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  27. Eric Babenco

    Não faz sentido a contagem não ser o ranking da temporada apenas, pois a temporada foi jogada de forma praticamente completa, não aconteceu ela vergonha que Wimbledon fez ano passado.
    Se pelo ranking da temporada o russo terminar em primeiro, qualquer coisa que não ele sendo n1 vai ser fake.

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      1. Jones Barbosa Silveira Banquis

        Mas aí é resumir tênis a GS. Aí jogadores como Ferrer, Tsonga e Berdych não seriam grandes jogadores, pois jamais ganharam GS.

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        1. Luiz Fabriciano

          Você simplificou demais.
          Falávamos apenas do ano em curso.
          E também não há o que contestar de que quem vence o que o sérvio venceu em apenas um ano é bem maior que quem venceu M1000 no mesmo período, ou não?
          Na contabilidade são 7.200 pontos. Se qualquer outro vencer todos os 1.000, são 9.000.

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  28. Sérgio Ribeiro

    E como MEDVEDEV e Tsitsipas se enrolaram com a lentidão do piso. O primeiro com o jogo na mão foi só seu primeiro Serviço desaparecer que seu jogo foi junto. Mesmo cometendo mais ENFS , Dimi levou com justiça. O Grego escapou na marra de uma Zebra que chegou a querer passear rs . Agora , o que jogou Sasha não está no gibi . Também anda não tinha vencido Monfils ( 0 x 2 ) e disparou mísseis de tudo que e’ lado. Parecia os jogos olímpicos. E seu Serviço e seu jogo de rede estão impecáveis. Sem medo de errar o melhor jogador do Torneio até então. Abs!

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