Indian Wells segue renovação
Por José Nilton Dalcim
6 de outubro de 2021 às 11:42

Um novo campeão vai surgir no deserto da Califórnia. Sem a presença de qualquer um dos cinco nomes em atividade que venceram o torneio desde 2004, o espaço está novamente aberto à renovação no Masters de Indian Wells.

Esta é também a primeira vez desde 2000 que Roger Federer, ou Rafael Nadal nem Novak Djokovic disputam o torneio. A novidade ficou por conta do sérvio, que preferiu não retornar aos EUA e aparentemente irá fechar sua temporada em Paris e em Turim.

Do lado feminino, quatro ausências de peso: as líderes Ashleigh Barty e Aryna Sabalenka, a campeã de 2018 Naomi Osaka e Serena Williams, que poderia comemorar os exatos 20 anos do seu bi em 2001. Isso abre espaço para Bianca Andreescu, Vika Azarenka, Simona Halep e até Kim Clijsters repetirem triunfos. Portanto, apostar numa nova campeã não é pedida ruim.

O desfalque de tantas estrelas de peso se junta à mudança radical de condições do magnífico complexo. A promessa é de temperaturas acima dos 32 graus, com alguns quedas repentinas para 23. O piso sempre foi um tanto lento, mas a bola costuma ‘voar’ mais com a baixíssima umidade. A premiação continua a ser um espetáculo: US$ 9 milhões para os homens e US$ 8 mi para as meninas, muito acima de qualquer outro evento de nível 1000 do calendário.

Favoritos sem currículo em IW
Daniil Medvedev entra, claro, como favorito. No seu piso predileto, tenta o terceiro grande troféu em dois meses, já que foi campeão do Masters de Toronto e do US Open. Seu histórico em Indian Wells no entanto tem sido incrivelmente pobre: seis jogos, três vitórias. O sorteio o ajuda desta vez, indicando Reilly Opelka ou Grigor Dimitrov nas oitavas e Hubert Hurkacz, Aslan Karatsev ou Denis Shapovalov nas quartas. A maior chance de surpresa pode vir de Sebastian Korda ou Frances Tiafoe.

O segundo quadrante está bem aberto e reúne algumas das novidades da temporada 2021, como Casper Ruud, Cameron Norrie e Lloyd Harris, que se misturam aos experientes Roberto Bautista, Diego Schwartzman e Daniel Evans. O principal nome porém é Andrey Rublev, que já decidiu dois Masters em 2021, em Cincinnati e Monte Carlo,  mas até hoje só ganhou uma partida em Indian Wells. Fato curioso, Ruud não passou do quali nas duas vezes que tentou jogar o torneio e agora aparece como cabeça 6, cinco títulos no ano e sua primeira conquista na quadra dura em San Diego no domingo. Espera-se que Rublev encare Norrie ou Bautista nas oitavas.

Na outra extremidade ficou Stefanos Tsitsipas, outro que possui um histórico paupérrimo no deserto californiano, com três jogos e uma vitória. O grego fez uma incrível temporada no saibro e desmoronou após o vice doloroso em Roland Garros. Deu uma sorte tremenda na formação desta chave, tendo como prováveis adversários Fabio Fognini na terceira rodada e Cristian Garin ou Alex de Minaur nas oitavas, isso se o garoto Hulger Rune não aprontar. O outro quadrante está com Felix Aliassime, Pablo Carreño e Karen Khachanov. Em 2019, foi Aliassime quem tirou o grego logo na estreia.

Por fim, Alexander Zverev tem o trabalho teoricamente mais duro das primeiras rodadas, caso enfrente Jenson Brooksby, Carlos Alcaraz (ou Andy Murray) e Gael Monfils na sequência. O alemão está com a marca de 17 vitórias em 18 jogos desde Wimbledon e dos quatro favoritos é o único que já fez oitavas em Indian Wells, mas lá em 2016. A outra vaga nas quartas pode ter um curioso duelo italiano entre Matteo Berrettini e Jannik Sinner – que aliás jogaram duplas juntos -, embora o setor conte com homens da casa um tanto imprevisíveis: John Isner, Taylor Fritz e Jack Sock, sem falar no garoto Brandon Nakashima.

De olho nas finalistas de Nova York
Já o feminino terá Karolina Pliskova e Iga Swiatek como principais cabeças de chave. Se a tcheca está num piso muito favorável, a polonesa ainda não mostra a confiança necessária. A expectativa é que Pliskova cruze com Andreescu, a atual campeã, nas oitavas. O outro lado do quadrante ficou com Maria Sakkari, Ons Jabeur e Danielle Collins.

O lado superior da chave tem outro setor bem interessante e pouco previsível, que reúne Barbora Krejcikova, Cori Gauff, Garbiñe Muguruza e Angelique Kerber. A veterana alemã talvez mereça ser indicada como favorita por ter recuperado a boa fase e pode ter um imperdível encontro com Clijsters já na estreia. Camila Giorgi nunca pode ser descartada se achar o ritmo certo do seu poderoso saque.

Mas é claro que as atenções principais, ao menos nas primeiras rodadas, estarão sobre as novas estrelas Emma Raducanu e Leylah Fernandez. A campeã do US Open será pela primeira vez cabeça num torneio de primeira linha e já pode cruzar com Halep na terceira fase. Se avançar, é provável ter Azarenka ou Petra Kvitova em seguida. Nada fácil. Quem sobreviver a esse fortíssimo setor deve cruzar com Elina Svitolina ou Elise Mertens.

Fernandez deu um pouco mais de sorte, apesar de Alizé Cornet ser uma estreia bem perigosa. No caminho, estaria depois Anastasia Pavlyuchenkova e quem sabe oitavas diante de Belinda Bencic ou Jil Teichman. É o setor de Swiatek e daí a chance de a polonesa ir bem longe, já que tem Veronika Kudermetova na terceira fase e Elena Rybakina ou Jelena Ostapenko nas oitavas.

Monteiro na chave
Com a queda de Bia Haddad no quali, Thiago Monteiro será o único representante brasileiro em simples. Pegou Tennys Sandgren, a quem venceu em 2015 e não vive bom momento, a ponto de sequer ter vencido três jogos seguidos em nível challenger na temporada. Se avançar, o canhoto brasileiro reencontrará Norrie, hoje 26º do mundo mas que perdeu para Monteiro no ano passado em quadra dura.


Comentários

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  1. Maurício Luís *

    O meu colega internauta Anderson Barbosa Paim MORDEU A LÍNGUA… Falou que a Bia tinha mental lixo… Mas é que às vezes se acha muita coisa boa no lixo.

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  2. Sérgio Ribeiro

    No melhor jogo até agora , Murray bateu Alcaraz se utilizando de todas as suas manhas pra cima do garoto. Quem postou outro dia que o Britânico está extremamente defensivo , está bem longe da realidade. Quem sofreu mais fisicamente foi o Next Gen depois de ser exigido a fundo . Zverev que está reclamando da enorme lentidão diz que chegou o momento de bater o último do Big Four que falta ( duas derrotas) . Vai precisar se mexer muito pra conseguir o objetivo. Quanto a Tiafoe não ter recursos , resolveu expô-los todos contra Korda . Jogou muito … Abs!

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    1. Gustavo

      Se alguém viesse aqui falando que o alcaraz é fraco vc faria textão enaltecendo as vitórias dele em x, y, z etc. e dizendo que ele joga muito etc etc

      se alguém tb viesse e dissesse que o murray deveria se aposentar, vc viria fazer outro textão dizendo que ele ganha de x y e z inclusive da next gen

      Se alguém dissesse que o murray era favorito nesse jogo, vc diria que a pessoa não entende nada de tênis etc etc etc

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      1. Sérgio Ribeiro

        E tu não sabes o que significa um fórum de debates . Acho que Murray jogou acima das expectativas e Alcaraz pagou pela inexperiência. Caíste aqui de paraquedas e se mete sempre onde não és chamado sem nada a acrescentar. Vai procurar sua turma cumpadre rsrsrs. Abs!

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  3. Paulo F.

    Eis que a ESPN deixou de transmitir a rodada de domingo de Indian Wells – justamente o mais importante dos M1000 na atualidade.
    Esta edição não conta com a presença de Novak Djokovic.
    Se ele é o derrubador de IBOPE, como alegam alguns notórios da seita, então a audiência deveria estar altíssima com a sua ausência e a ESPN deveria ter transmitido o torneio domingo, não?

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    1. Sérgio Ribeiro

      Errado : Não sei quanto tempo és assinante , nada a ver com a “ importância “ de Indian Wells ou com os Tenistas. Aos domingos qualquer coisa dá mais audiência que o Tênis no Brasil . Mesmo tendo mais de um Canal , o atual grupo Disney optou por NFL e Basquete . Se existe alguma “ Seita “ com certeza tu fazes parte da mesma kkkkkk. Abs!

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  4. Luiz Fernando

    Essa espn não tem escrúpulos em demonstrar q tem pouco respeito pelos assinantes. Acabo de ouvir q a rodada noturna de hj em IW só estará disponível no canal pago starplus. Simplesmente lamentável, nem e globo, sedenta de dinheiro a vida toda, teve coragem de fazer isso com o tênis. Não verão um centavo meu…

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    1. Marcilio Aguiar

      Achei um absurdo também, até porque já pagamos assinatura para assistir ao canal. Enquanto a ESPN era um canal de esportes era ótimo. Depois da Disney virou “entretenimento” e o que interessa é a grana em primeiro lugar.

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      1. Rubens Leme

        Pois eu fiz o contrário. Há seis anos cancelei a tv a cabo e assino alguns poucos canais online, entre eles o Starplus. Assinar esses canais para ver os mesmos filmes, as mesmas grades e, pior, com predominância cada vez maior de programas dublados (e péssimos) ao invés dos legendados originais, me irritou muito.

        E te digo que foi a melhor decisão que tomei.

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  5. Paulo Almeida

    O canal BIS está exibindo um pequeno documentário sobre rock progressivo, em que basicamente comentam sobre a carreira de Rush e Yes nos anos 1970 e confirmam o In The Court Of The Crimson King como o primeiro álbum do gênero. Nem precisavam ter explorado muitos grupos, mas o fato de sequer terem citado pelo menos Pink Floyd e Genesis foi uma erro terrível.

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  6. Rafael

    Cristiano Ronaldo instala equipamento de crioterapia em casa para ajudar em sua reabilitação pós jogos, o custo de R$ 375,000, ou seja, por volta de 70,000 dólares.

    Por esse valor, querendo, até Thomas Bellucci e Thiago Monteiro teriam acesso, mesmo que em 3 ou 4 vezes. Que dirá gente que já ganhou o que ganharam Medvedev, Zverev, Tsitsipas, Rublev, Berretini, Aliassime ou QUALQUER UM dentro dos top 50, e, dependendo dos torneios que joga, 90% dos top 100, pelo menos 30% dos top 150 que estejam nessa faixa do ranking há uns 2 ou 3 anos….

    E o meu querido companheiro de blog José Yoh defendeu a tese que esses equipamentos custavam milhões; graças a isso, jogadores mais veteranos conseguiriam esticar a carreira, já que só eles teriam dinheiro para bancar os custos desses equipamentos, devido aos muitos anos acumulando recursos. Em um dos posts, o querido Yoh diz que quem tem dez milhões de dólares – quantia sugerida por mim – sentiria falta do dinheiro e não teria, portanto, acesso.

    Como pôde ser claramente verificado, praticamente qualquer bom atleta tem acesso, já que Cristiano COMPROU UMA PARA SUA CASA, e, por muito menos grana, pode-se usar uma nos locais em que elas ficam à disposição, até pq não vai ficar mais do que cinco minutos dentro de uma, ou morre de hipotermia.

    Concluindo, a crioterapia de C. Ronaldo e a câmara hiperbárica de Djoko não mostram nada mais do que o seguinte: atletas diferenciados, que buscam informação e tem o mérito de usar bem o dinheiro = inteligência – para alongar suas carreiras e continuar produzindo em alto nível. Outros por aí não abrem mão de sua cervejinha e aí estacionam na carreira.

    Querem ser goats em 2021 fazendo o que se fazia em 1960. Aí não dá…

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    1. José Yoh

      Rafael, um equipamento desses pode não ser tão caro para o Christiano Ronaldo ter em sua casa. Mas levar um equipamento desses para cada jogo que ele fizer pode ser um bocado caro.

      Mas acho que mais do que os equipamentos, a equipe que trabalha para o big 3 render bem com a idade que tem é caríssima, isso contando técnicos, médicos, fisioterapeutas, laboratórios, e até mesmo estatísticas geradas por computadores.

      Todo esse meu contorcionismo é para achar alguma explicação para tantos slams depois dos 30 por parte dos 3 fabulosos. Nunca acreditei muito na falta de esforço dos demais nem no físico privilegiado do big 3, embora em alguns jogadores seja nítido que falta vontade e cabeça mesmo. Agora dizer que nenhum deles em todos estes anos se esforçou ao máximo para conseguir, isso estou certo que não é verdade.

      Grande abraço

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    2. Marcelo Costa

      Você assistiu o documentário untold sobre o ex tenista mard fish? Ele em um determinado momento da carreira, investiu em uma câmara hiperbarica, se dedicou totalmente a parte física galgou o ranking, chegou no finals, mas esqueceu da cabeça, não tratou a alma, a mente, e sucumbiu. Então hoje é necessário o trato da mente, mais até que o físico, veja o “hate” que a Emma, sofre aqui vemos isso o que é desumano, pessoas desdenhando da derrota da menina que tem idade pra ser filha de seus críticos.

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      1. Rafael

        Mardy Fish sofre de síndrome de Pânico, o que atrapalhou muito sua careira e é bem incapacitante. Em determinada oportunidade, deveria jogar contra Roger Federer no dia seguinte. Dominado pela ansiedade de se expor a milhares de pessoas na audiência física, sofreu o dia inteiro anterior à partida. Não comeu, vomitou, não dormiu, etc. No dia seguinte, não conseguindo encarar a ideia de dirigir até o estádio, faltou à partida. Hoje em dia tenho visto que ele está jogando alguns torneios de veteranos, onde a pressão é muito menor e, graças a Deus ele parece estar em uma fase sob controle.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Até que enfim o “ humilde “ diversão garantida postou algo que presta . O jogo de MEDVEDEV não tem nada de bonito. Mas seu jogo de pernas excepcional, para a sua altura , faz com que a eficiência seja sua marca . Começando pelo Serviço. Abs!

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        1. Sérgio Ribeiro

          Errado : És fraquinho desde 2013 em qualquer análise. Errou tudo até hoje . Daí sem dúvidas se tornou o diversão garantida sem rivais no blog kkkkkkkkkkkkkkk. Abs!

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  7. Valmir da Silva Batista

    Estou postando este comentário já com a Emma Raducanu eliminada em Indian Wells, porém, o que quero dizer é a respeito dela mesmo, ou seja, tomara que ela não seja apenas uma eterna cortina de fumaça, como o são a Elena Ostapenko, que ganhou Roland Garros há quatro anos, e a Sofia Kenin, que venceu o Austrália Open há quase dois anos, e depois não conquistaram mais nada de relevante.

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  8. Paulo Almeida

    Djokita Raducanu sentiu a pressão e caiu logo na estreia, uma pena.

    A audiência de Indian Wells sem o GOAT Djokovic rei supremo do tênis será baixíssima, mas farei a minha parte e acompanharei o que puder.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Finalmente concordamos rs . Djokita sentiu tanto a pressão como Djokito . Este venceu seu primeiro SLAM em 2008 , abandonou uma penca de jogos , e esquentou o N 3 até 2011 kkkkkkkkkk. Que dureza !!! . Abs!

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        1. Sérgio Ribeiro

          Na boa , caríssimo do face TênisBrasil. És ’ tu mesmo quem defines que o Cotonete ( assim se referes ao cara há anos ) é o tal “ goat “ ??? . Quando apareces por aqui finges que teu preferido não venceu 20 SLAM e incríveis TREZE vezes RG . Ou sejas , pensa que enganas a quem ??? kkkkkkkkkkkkkkkkk. Abs!

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          1. Thiago Silva

            Primeiro que o público do Tênis Brasil é totalmente diferente do daqui do blog, enquanto lá tem aquele tal de Leonardo torcedor do Djokovic com 50 fakes pra xingar o Nadal(já bloqueei quase todos), aqui a torcida do Djokovic é muito mais educada e respeitosa com o touro, não tem sentido chamar ele de Cotonete aqui, quem eu vi xingar o Nadal aqui são torcedores recalcados do Federer(não incluo você e sim o rapaz dos múltiplos fakes), segundo que eu não torço pro Nadal por ele ser candidato a GOAT, pouco me importa se ele vai terminar com mais slams que os outros, torço por ele pelas outras características.

          2. Sérgio Ribeiro

            Podes torcer pra quem quiser, mas o tal “ goat “ dificilmente será definido em 2021 até porque não há tempo suficiente pra saber qual será o legado dos três ao final das carreiras. Abs!

      1. Paulo Almeida

        Sim, abandonou uma penca de jogos porque desconhecia seu problema com o glúten, para a sorte dos rivais. Só falta a Djokita padecer do mesmo mal (espero que não, que a semelhança seja apenas no estilo de jogo).

        Abs!

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  9. Eduardo

    Oi Dalcim, estava assistindo ao filme “Quinto set” da Netflix e me chamou a atenção uma cena em que o protagonista diz que Djokovic é uma máquina, e a mãe dele contesta, falando que “Borg sim era uma máquina; se tivesse o equipamento que Djokovic tem hoje, você veria a diferença”. Fiquei curioso pra saber sua opinião: quem você acha que tinha mais razão nessa conversa ? A mãe ou o protagonista ?

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    1. José Nilton Dalcim

      Muito difícil avaliar, Eduardo, porque são épocas muito distintas. Borg era uma máquina mesmo nos pisos lentos, mas quando ia para os pisos velozes (grama, tapete) ele mudava radicalmente o estilo e sacava-voleava quase o tempo todo. Para sua época, Borg era muito veloz de pernas também, mas é muito difícil imaginar como seria a velocidade dos seus golpes já que raquete e principalmente cordas evoluíram 1.000%. Num chute absoluto, diante da lentidão do circuito dos últimos 20 anos, acho que Djokovic seria mais regular do que Borg foi.

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  10. Rubens Leme

    É uma pena ver tenistas como Kyrgios e Paire com tanto desinteresse dentro da quadra. Paire conseguiu perder por duplo 6/4 em apenas 1 hora e 1 minuto. Entra na quadra como se fosse obrigado, faz pontos de uma beleza inacreditável e depois liga o botão do f****-se e quase implora para ser desclassificado pelo juiz por falta de desportividade.

    Melhor pro Tiafoe, que é um tenista fraco, com os mesmos erros de sempre e que nem precisou se esforçar. Quando quis, o francês fez games notáveis, venceu alguns de zero, mostrou com se voleia – fez alguns lindos, cruzados, com uma naturalidade desconcertante – e encheu os olhos. Mas, na maior parte do tempo parecia um funcionário de escritório entediado e louco, somente esperando dar cinco da tarde para bater o ponto e correr para pegar o metrô de volta para casa.

    Já Nishikori e Souza foi um jogo de irregularidades e, em certo momentos, no terceiro set, parecia que ninguém queria vencer a partida, tantas quebras e erros.

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    1. Luiz Fernando

      Cuidado hein Rubens, de repente aquele rapaz q prima pela humildade se revolta com sua classificação do Tiafoe e vem aqui dizer q ganhou tantos sets, converteu tantos breaks etc, e aí responde a ele mesmo corrigindo kkkk…

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  11. Luiz Fernando

    Acabo de desligar a tv, não consigo ver essa mediocridade e inconsistência recorrentes do Monteiro. Tomara q vença, mas acho difícil…

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  12. Paulo H

    Se alguém reclamava da falta de oportunidade para os novos nomes se destacarem, agora não existe mais este problema. Com a ausência do Big 3 e a difícil jornada de Andy Murray, o Indian Wells é um vislumbre de como serão as próximas temporadas de tênis. Aqueles que odeiam o “maratênis” verão partidas cada vez mais rápidas, decididas em no máximo 4 trocas de bolas, todas do fundo da quadra. Drop-shots e voleios, serão cada vez mais raros, embora sempre estejam disponíveis no You Tube, para saudosistas como eu. Pode ser somente o meu mau humor, mas não enxergo em nenhum dos jogadores atuais nem a metade da qualidade do Big 4. Que tédio…

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    1. Marcelo Costa

      A bola anda muito mais agora que a poucos anos atrás, e há sim vários ralis com trocas intensas de pancadaria, as subidas a rede ficam mais distantes devido exatamente a essa velocidade, e mudar a empunhadura para o drop também é difícil. Então perdão mas é sua má vontade com o atual tenis jogado, eu sou fã do saque e vôleio, mas quando não fico saudosista, aliás tudo evolui, todos passam e a nós cabe aceitar ou não.

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  13. Daniel C

    Ainda está difícil de se acostumar com o tênis sem Federer ou Nadal rs, mas não vai ter jeito, a renovação está cada vez mais consolidada e resta escolher para quais jogadores iremos torcer nos próximos anos. Acho que teremos uma maior variedade de campeões como está acontecendo no feminino, o que é bom para o Tênis. Acho ruim quando temos dominância de 2 ou 3 jogadores (a ser que quem está dominando joga um tênis como o Federer jogava no auge, aí era espetáculo todo jogo rs). Enfim, a minha torcida é para que agora todos os grandes títulos fiquem nas mãos da garotada, mas eles ainda precisam se empenhar mais, pois decepcionaram de novo em 2021 de forma geral (no quesito ser uma ameaça para o Big 2)

    E que o Federer consiga jogar num nível legal ano que vem na sua turnê de despedida e quem sabe beliscar um titulo em algum torneio especial pra ele. Wimbledon eu não acredito (e não precisa provar mais nada – mas eu sempre irei lamentar as diversas chances perdidas de engordar a conta dele para 10 títulos, um número que seria muito mais compatível para o jogador de grama que foi)

    No feminino, vou de Raducanu, mas já estou achando que ela pode estar deslumbrada demais com a fama. A conferir os efeitos da popularidade absurda no tênis dela.

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  14. Sérgio Ribeiro

    O Post disse tudo outra vez , mas independente das ausências, pelo que mostrou também num piso mais lento na Laver Cup ,MEDVEDEV só não seria grande favorito com a presença do N 1 . Já no Feminino o bicho vai pegar legal. Somente não vejo Vika ainda com chances num Torneio deste porte . Mas na WTA tudo pode acontecer… Dito isso, vou de EMMA , Leylah e Swiatek rsrs. Abs!

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  15. Preconce

    Provavelmente essa temporada poderemos ter algo histórico, que é Nadal saindo do top 10, tudo vai depender de dois nomes Sinner e Auger Aliassime, acredito que Ruud e Hurkacz vão passar o espanhol com certa tranquilidade, o Sinner é bem provável que passe, e ao meu ver, o a campanha do canadense em Indian Wells pode ser o fator mais importante para uma possível ultrapassagem, pois se faz uma semi, por exemplo, fica a um ATP 250, praticamente, de passar o espanhol, se fizer final vai ultrapassar cedo ou tarde. Acho que uma semi vai ser crucial para se poder cravar Nadal fora do top 10, algo que não acontece desde 2005.

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  16. Rubens Leme

    Andy Summers & Robert Fripp – I Advanced Masked (1982) e Bewitched (1984)

    Robert Fripp e Andy Summers são dois dos mais influentes guitarristas britânicos, dois veteranos da cena psicodélica e progressiva da década de 1960. O primeiro ficou famoso como o líder inconsteste do King Crimson, uma das bandas mais importantes do movimento, ainda na ativa. Já Andy fez fama e fortuna no Police, trio que vendeu quase 100 milhões de discos e com vários sucessos.

    O que pouca gente sabe é que Andy era quase 10 anos mais velho que Sting e Stewart Copeland e de longa ficha corrida, tendo participado até – ainda que de maneira breve – do Soft Machine, com quem excursionou pelos EUA, e dos Animals, de Eric Burdon.

    Assim, já famosos e com a vida ganha, resolveram entrar em estúdio para gravarem dois álbuns experimentais, cercado por sintetizadores, baterias eletrônicas… e guitarras, claro. I Advanced Masked (1982) e Bewitched
    (1984) assustarão os fãs do Police, mas muito pouco os do King Crimson. Ambos são instrumentais e mostram dois grandes amigos e músicos à vontade no estúdio, experimentando, longe das pressões das paradas e de hit singles.

    Nas 23 composições, há alguns excessos nos arranjos, típicos da época, mas o que vale é ver Fripp e Summers exercitando seus músculos, longe de suas bandas, especialmente Andy, que sempre admitiu certa frustração pelas músicas do Police, que permitiam pouco espaço para o improviso e mostrar seu lado mais virtuoso.

    E, se irá estranhar os fãs do trio, os de Fripp não reclamarão, pois sempre manteve uma carreira solo paralela ao King Crimson.

    https://music.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nBWXD7gbTfJ20wOjqU7Oam8mUnledj_mE

    https://music.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_mFGK_k1PabQjwMUVAzXlE8AQ_n_Kch0lk

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  17. Anderson Barbosa Paim

    Alguém sabe se vai acontecer o Rio Open em 2022 e em qual data? Estamos em outubro e até agora nada de informações! Agradeço a resposta muito obrigado.

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          1. José Nilton Dalcim

            Não sei qual sua certeza. Se até o Carnaval vai liberar público, então o Rio Open poderá novamente ter venda de ingressos e isso faz toda a diferença para os promotores.

  18. Luiz Correia

    Dalcim, quem é o técnico da Bia? Está claro que eles precisam trabalhar no saque dela, principalmente o 2º serviço. Está levando muitas quebras. E outros pontos são a parte física e deslocamentos laterais e para frente na quadra.

    Eu acho que ela tem muito potencial, tem biotipo para se destacar nas quadras duras e se manter no Top 50 da WTA. Mas sempre que parece que isso vai acontecer, vem uma lesão, uma derrota inesperada, etc.

    Responder
  19. Luiz Fernando

    https://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/90182/Toni-aposta-em-bom-2022-para-Nadal-e-mais-3-anos/

    Se isso se confirmar será algo espetacular não apenas pra quem torce pro espanhol, mas para o esporte. Pessoalmente acho difícil que isso ocorra. Agora a explicação da maior simplicidade de jogar contra Federer e da dificuldade de encarar Djoko já diz tudo, só um cego (e aqui tem vários) para não captar a mensagem. Agora fica a eterna dúvida quando se diz algo q envolve o suíço de forma negativa: será q o Tio Toni entende de tênis????????????????

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    1. Sérgio Ribeiro

      Negativo e’ a sua incompetência em entender e/ ou interpretar um simples texto. Ele disse que desde 2006 ( destro que joga como Canhoto) já sabia o que fazer contra o Back Simples de Federer . Já a leitura contra um Back de duas mãos de Novak foi muito mas complicado . A única coisa que o magistral comentarista e o Titio Toni não explicam e’ o fato de Rafa não vencer desde 2015 o Craque Suíço fora do Saibro e Novak desde 2013 . És ou não o diversão garantida kkkkkkkkkkkkkkk. Abs!

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      1. Sérgio Ribeiro

        * MAIS … Titio Toni : “ Quando Rafa surgiu já se via que Roger seria um dos melhores da história “ , realmente altamente negativo rs . Na boa, tua obsessão diverte mesmo qualquer um kkkkkkkkkkk. Abs!

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      1. Rubens Leme

        Essas previsões são sempre divertidas. Não vamos nos esquecer que o mundo inteiro estava aposentando, no final de 2016, Federer e Nadal, principalmente o suíço. E 2017 foi aquele espanto. Em forma, o Nadal tem gás para moer muito next gen, ainda mais no saibro.

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  20. solange januzi

    Dalcim, o Federer, mesmo sem jogar continua a ocupar o 9. lugar do ranking , não saiu do top 10?
    Foi beneficiado pela mudança das regras de contagem dos pontos.
    Quando e como ele perderá os pontos acumulados até agora?
    Os demais top 10 se engalfinhando para contar pontos e o Federer tranquilamente em recuperação e sem jogar. Claro que não é por culpa ele mas é uma aberração se isto se mantiver.

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    1. José Nilton Dalcim

      Ele vai perder 1.580 pontos até o final desta temporada e portanto deverá ficar bem perto do 20º posto na virada para 2022, o que ainda o manterá como cabeça de chave no Australian Open. Sem dúvida, essa mudança na regra do ranking causou distorções e ele foi muito beneficiado. Ele próprio já disse isso. Se considerados apenas os pontos de 2021, ele estaria hoje no 68º posto.

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  21. José Maria Marin

    Tenho trauma de Indian Wells depois daquela doada de título de Federer em 2018, onde ele deu o título pra Del Potro. Fico imaginando Nadal e Djokovic vendo essas chances perdidas de Federer, pois esses certamente ganhariam todas.

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  22. Rubens Leme

    Dalcim, vou repetir aqui o comentário para a Helena, que era para entrar no outro post, mas ficu sem espaço pra continar o papo, ok?

    Com a Joan Hickson, tenho esse no meu computador, em três partes, O Corpo na Biblioteca. Tenho em DVD as duas partes do Convite para um Homicídio, meu primeiro romance dela. Aliás, um Convite foi totalmente desfigurada na versão mais nova da Miss Marple. Não sei porque as pessoas mexem tanto nos livros, que são enxutos, bem construídos e de fácil adpatação. Enfim…

    Eis o filme, com a Joan:

    https://www.youtube.com/watch?v=giSGHnMonSk

    https://www.youtube.com/watch?v=yTVYH6XBGK4

    https://www.youtube.com/watch?v=Ai0E9_LeFm8

    Sobre as adaptações com o sachê: A Terceira Moça, Um Gato Entre os Pombos, Os Quatro Grandes são péssimas, quase constrangedoras. Mas, de fato, a partir do momento em que a televisão irlandesa fez uma parceria com a BBC e começou a produzir, melhoraram os episódios. As primeiras temporadas tinha aquela abertura horrível com um solo brega de sax digno de motel de estrada.

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  23. Rubens Leme

    Se o Monteiro tivesse mais jogos em quadras duras e até em M1000, já que é apenas o quinto da carreira dele neste nível, diria que teria boas chances de avançar até à terceira rodada. Vou torcemos para que, pelo menos, avance para a segunda.

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    1. João ando

      Rubens acho o tênis do Monteiro muito limitado e tem que dar graças a Deus por estar entre os 80 do mundo.falando nisso dalcim onde está o Bellucci. …

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        1. Rubens Leme

          Bellucci é o atual 370 do mundo e fez incríveis 11 mil dólares este ano, o que é incrível mesmo porque ele está caindo em qualificatório de challenger.

          Dalcim, depois daquela suspensão por doping (mas que no começo pensava ser apenas uma lesão grave), ele despencou sem parar. Você acha que é apenas decadência técnica, tática e física mesmo? Porque aquela última derrota para um cara quase 2 mil do mundo foi inacreditável.

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          1. José Nilton Dalcim

            Acho que ele perdeu a confiança e o jogo estagnou completamente. Vi alguns jogos em que ele jogou muito bem em alguns momentos e muito mal em outros. Então acho que é muito mais cabeça mesmo.