Raducanu faz história, circuito ganha estrelas
Por José Nilton Dalcim
11 de setembro de 2021 às 21:06

Emma Raducanu colocou a história do tênis profissional feminino de cabeça para baixo. Além de se tornar a primeira tenista saída do qualificatório a ganhar um Grand Slam, em qualquer sexo, ela conquistou o US Open logo em sua primeira participação e com apenas três outros títulos de nível ‘future’ no currículo. Aos 18 anos e 10 meses, com um tênis incrivelmente moderno, parece ter lugar garantido em muitos outros grandes momentos daqui em diante.

A rapidez com que chegou ao estrelato é notável. Jogou seu primeiro torneio de nível WTA em junho, sem passar da primeira rodada em Nottingham, mas em seguida aproveitou o convite para Wimbledon e, então uma mera 338 do ranking, atingiu as oitavas de final. Questionada como chegara ao sucesso tão instantaneamente, ela argumentou: “Acho que minha boa formação escolar ajuda muito”, referindo-se à sua habilidade com matemática e finanças. “Absorvo facilmente as informações e sinto que na quadra eu tenho sempre uma tática astuta”.

Ao viajar para a temporada norte-americana de quadras duras, tomou uma inesperada decisão e trocou de treinador logo depois de perder na primeira rodada de San Jose. Deixou Nigel Sears, o sogro de Andy Murray, e contratou Andrew Richardson, que havia sido um de seus treinadores como juvenil. Jogou então o WTA 125 de Chicago, indo à final, e quando chegou ao quali do US Open era a 186ª do mundo.

Aí entrou na chave e iniciou uma campanha inesperada, ainda que não tenha enfrentado qualquer top 10. Não perdeu set, ao contrário o maior placar que permitiu em sete partidas foi 6/4, mesmo diante de Belinda Bencic e Maria Sakkari. Ao repetir o feito de Virginia Wade de 53 anos atrás em Nova York, ganhou elogios da última britânica a ter vencido um Slam, em 1977. “Ela é muito boa em todos os campos, tem golpes fantásticos e certamente irá ganhar outros Slam”.

E foi exatamente isso que Raducanu mostrou na final contra a não menos surpreendente Leylah Fernandez. Extremamente aplicada na parte tática, explorou o saque no backhand da canadense e forçou sempre paralelas dos dois lados, além de aproveitar qualquer chance para ser agressiva desde a devolução, como foi seu padrão ao longo das duas semanas. Ao colocar a adversária na defensiva, não reluta em ir à rede e finalizar com voleio clássico.

Claro que Raducanu precisará de adaptações quando chegar a pisos mais lentos e encarar oponentes que a obriguem a ter mais consistência, porém nada indica que isso não seja possível porque seu preparo físico se mostrou impecável.

Leylah também parece fadada a muito sucesso no circuito. Tenista leve e rápida, se defende muito bem e possui o topspin como alternativa. Acaba de fazer 19 anos e portanto tem tempo e agora confiança para trabalhar um pouco mais na devolução de backhand, que foi um buraco bem explorado pela britânica.

O que coloca Raducanu e Fernandez como fortes candidatas a chegar com firmeza ao top 10 é o fato de elas se mostrarem forte mentalmente com tão pouca experiência no circuito e de jogar com tanta alegria e energia. O tênis feminino, recheado de jogadoras promissoras e jovens, promete muito para 2022.


Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Mangostin

    Oi Dalcim, nesses ultimos tempos estou curtindo muito mais o circuito feminino. Muitas mais surpresas, carisma e nao tanto discuros politicamente corretos.

    Responder
  2. Mangostin

    Oi Dalcim, nesses ultimos tempos estou curtindo muito mais o circuito feminino. Muitas mais surpresas, carisma e nao tanto discuros politicamente corretos.

    Responder
  3. Sandro

    Jogaço! Parabéns aos dois finalistas! Quem mais lucrou com esta bela final foi a LACOSTE, uma marca de alto luxo, que teve uma final de luxo, com dois atletas de altíssimo nivel vestindo o famoso Jacaré da Lacoste!
    Medvedev sacou tudo hoje! Mereceu a vitória, dando pouca oportunidade de Djokovic jogar os pontos no seu saque, que esteve espetacular hoje.

    Responder
  4. Israel

    Vitor Hugo, agora estou mais calmo e vou te dizer o que eu preciso dizer. O Djokovic se intrometeu entre os dois maiores expoentes do tênis, Nadal e Ferderer e os dominou. Tenho certeza que vc sabe disso, senão não teria tanto ódio dele. Amigo, o Ferderer já foi, acorda pra vida! No início do ano o Djokovic tinha vencido 17 Slans e agora já está empatado com os dois maiores expoentes do tênis. Os três são muito grandes e não devem ser menosprezados como vc procura fazer. Um abraço desse torcedor do Novak!

    Responder
  5. Israel

    Vitor Hugo pra mim é o maior hater que possa existir neste planeta. Não dá pra imaginar como um cara pode levar a vida secando uma só pessoa, no caso o Djoko. Acho que nem a mulher do Federer tem essa obstinação toda. Cara, tenta viver a vida um pouco. Olha para as coisas boas que existem. Você precisa urgentemente fazer uma terapia porque esse sofrimento todo que lhe aflige pode acabar. Saudações nolistas!

    Responder
  6. Maurício Luís *

    A Bia Maia está + do que merecendo um convite pra esses grandes torneios. O problema dela é ter nascido num país pobre de terceiro mundo. Que além de pobre, como se não bastasse, é chefiado por alguém que se preocupa em brigar até com a sombra em vez de governar. O tempo todo pensando em reeleição. Uma mistura de Ofélia (Só abro a boca quando tenho CERTEZA!) com Dona Bela, da escolinha do prof. Raimundo (Só pensa naquilo…)
    Fosse a Bia inglesa, americana, australiana ou francesa, choveriam convites.

    Responder
  7. Ronildo

    Pelo visto Radunacu poderia ter operado o milagre já em Wimbledom por este ser um slam mais propício para surpresas. Porém certamente não havia o apoio emocional que lhe proporcionasse equilíbrio oriundo da equipe técnica e, evidentemente por jogar na própria Inglaterra, não conseguiu escapar da pressão. Deste modo abandonou a competição por um motivo jamais visto antes por mim: crise de ansiedade!
    Menina inteligente! Trocou o técnico principal. Certamente não queria para si o tratamento a que muito jovens se submetem por falta de opção: ter um técnico super-gabaritado, mas que ao mesmo tempo lhes coloca muita pressão. Viu muita mais vantagem numa equipe de profissionais com características e capacidade de também serem amigos, donde tiraria muita energia para continuar focada e com o jogo fluindo naturalmente. Não por menos foi abraçar cada um deles depois da conquista do título.
    Pessoalmente acredito que Emma Radunacu também contou com a sorte de não enfrentar Barty que poderia vencê-la nem que fosse num jogo muito apertado. Barty é incrivelmente técnica e possui muita variação no jogo como bem sabemos. Muitas de suas vitórias são como as do São Paulo nos dias de Telê Santana. O Telê Santana quando treinava o São Paulo parecia que fazia de propósito para provar que era o melhor técnico do país: deixava o time perder no primeiro tempo apenas para voltar no segundo e virar a partida fazendo algumas alterações na forma de jogar ou na equipe. Foi uma pena o aneurisma cerebral! A Barty também tem muitas vezes perdido o primeiro set e revertido as partidas.

    Radunacu falou antes da final sobre pressão. Disse entender que as tenistas com mais idade tem mais pressão por vitórias e que este dia também chegaria para ela. Sua inteligência é evidenciada dentro e fora das quadras. Dentro de quadra, quando estava sacando no game final, fez uma jogada que sempre me perguntei porque os tenistas não faziam. Veio uma bola bem alta, ela estava perto da rede, ao invés de aplicar um smahs que é sempre perigoso, ela pulou, fez o movimento, mas apenas amorteceu a bola para ela quicar junto à rede, de maneira angulada.
    Quando a televisão passou o último ponto em câmera lenta foi incrível ver o quanto ela saltou para aplicar o ace.

    Ela lembra Ana Ivanovic, mas seu jogo parece ser mais eficiente.

    Responder
  8. Vitor Hugo

    Alexandre,

    Eu ensino pro meu papagaio o que eu penso e acredito, horizonte mais amplo em algumas situações.
    Não há uma verdade absoluta sobre quem é o melhor. Se vc tem um pouquinho de inteligência sabe que muitos pensam como eu, incluindo ex tenistas e especialistas.
    Vc fica com sua maneira de pensar e eu com a minha, pois a sua não significa nada!
    Se eu disser pro meu papagaio aquilo q vc escreveu pra mim, ele não vai ser um animal inteligente…

    Zverev tem sim um backhand no mesmo nível que Novak, um ótimo forehand e um grande saque, mas não é fisicamente no mesmo nível que Novak, é mais pesado, mais lento e cansa mais fácil.. mentalmente é inferior.
    A diferença entre os dois não é técnica, é mental e física e é por isso que o sérvio vence alguns rivais tecnicamente superiores a ele.

    Parabéns para o título da garota! E muitos falavam na Gauff….. passaram a frente…

    Responder
    1. Alessandro Siqueira

      Você nunca verá um ginasta olímpico com a altura do Opelka por razões óbvias de biomecânica. E está tudo bem. O esporte, sobretudo de alto rendimento, parte de certas aptidões físicas e isso nunca foi problema. Portanto, se Djokovic foi agraciado com um biótipo adequado, e cuida bem dele, que mal há? Sua tentativa diuturna de desfazer do sérvio, que possui mais grandes títulos que qualquer outro na história, é pueril. No fundo, e também no raso, sabe que as ideias não correspondem aos fatos.

      Responder
      1. Periferia

        Olá Siqueira

        Falavam a mesma coisa do 100 metros rasos em relação a homens altos….Bolt mudou essa percepção…
        O esporte surpreende…

        (Ainda veremos um ginasta de 2mts campeão olímpico)

        Abs

        Responder
        1. Alessandro Siqueira

          Periferia, e se tiver esse ginasta, tudo bem. O que me causa estranheza é uma seguimento aqui no Blog tentar diminuir os feitos porque a pessoa tem uma boa condição física. Atleticismo deixou de fazer parte da indumentária de um bom tenista desde quando? Atletas com 1,88 e pouco abaixo de 80kg tem aos montes no site da ATP. Se o Djokovic mantém essa condição ao longo dos anos, melhor para ele. Quem tenta manter peso sabe o caminho das pedras.

          Responder
          1. Periferia

            Sim….sim….concordo…a parte física é importante até para casar….rs….imagine para um esportista.
            Ainda mais hoje…onde existe todo um desenvolvimento fisiológico endereçado ao futuro fenômeno do esporte (quarquer esporte)…

            Abs

  9. Marcos Praz

    Bom dia.
    Ela é um espetáculo, espero que firme-se no topo. Imagina como a WTA, que sofre há muitos anos uma “crise de ídolos”, não torce para ela virar pelo menos uma top 10, né?! Britânica, simpática, e ainda é gatinha. Melhor que isso pra WTA só se ela fosse norte-americana!
    De qq forma, como creio ter comentado antes, é humilhante para as “tops” uma qualifier, não só vencer um Slam, como também sem dropar sets. Alguém imagina um troço desses acontecer na ATP? E, olha, talvez a humilhação será ainda maior se ela não se mostrar “essa Coca-Cola” toda depois de um tempo. A WTA já viu isso acontecer.
    Poxa, não consigo visualizar o Medvedev hoje (ou qq outro, para ser honesto) vencendo o Djoko, espero que “roube” 1 ou 2 sets, já será bem bacana.
    Abs

    Responder
    1. Paulo F.

      Eu acho que a WTA precisava desse choque: uma qualifier ganhar um título dessa magnitude e, ainda por cima, sem perder sets.
      E a escola eslava, por assim dizer, tem que rever esse conceito de ter apenas o plano A de somente espancar a bolinha.

      Responder
  10. Ronildo

    Lindo texto Dalcim. Você caprichou em cada palavra.

    Radunacu está unindo todas as torcidas em torno do tênis feminino.

    A única exceção pelo que notei é um tal de Flávio Cota que costuma comentar do Facebook nas matérias do Tênis Brasil.

    Responder
          1. Luiz Fabriciano

            Essa lei começou a ser revogada ano passado e culminou com sua extinção no match-point da final de Wimbledon, em 11 de julho de 2021.

      1. Paulo Almeida

        Sim, o estrago nos números do suíço já está feito e é definitivo, mas ele e o restante da Igreja ainda torcem para que não seja maior ainda.

        Responder
      2. Daniel C

        Primeiro: o Federer ainda será o Goat pra muita gente, mesmo se o sérvio vencer hoje. Segundo, a torcida para que o sérvio não tenha sucesso hoje é mais uma questão de não querer vê-lo com essa marca, não tem nada a ver com o Federer. Tem muita gente que não acha que ele é um representante do tênis à altura para um feito desses. Mas fica tranquilo: há 95% de chances dele conseguir esse feito na atual entressafra que o circuito masculino atravessa.

        Responder
  11. Rossini Santiago

    Esta final feminina foi um colírio. Que bom sair da gritaria das meninas que só espancam a bola, têm o campo livre para invadir a rede, e ficam atrás. Raducanu agride e vai conferir lá na frente. Fernandez usou bastante slice contra a monótona Sabalenka, e uns top spin grandes de canhoto. Tomara que esta tendência se consolide, já vem nisso com a Barty, e todos lembramos do sucesso que Henin e Mauresmo tiveram, que faziam esse jogo mais completo.
    Havia praticamente parado de assistir, porque o jogo tava sempre naquele padrão Sharapova contra Cibulkova. Acho que todos que gostamos de tênis queremos ver também o jogo feminino cheio de recursos e poucos erros não forçados, pelo menos quando as tops se enfrentam. Ou aquela mudança tática no 4-4, nos games finais do set, enfim. Mais horas se divertindo na frente da Tv.

    Responder
    1. André Barcellos

      Realmente belo jogo da Raducanu.
      Melhor que isso só se aparecesse um backhand de uma mão estratosférico de maravilhoso, estilo Justine Henin.

      Responder
  12. José Eustáquio Masculino Cruz

    Acompanhei ao jogo ,depois vi replay e claramente aos 18 anos que espetáculo,a Fernandez se der prosseguimento vai ter chances não digo Slam é muito dificil mas grandes torneios.este foi atipico,tanto no masculino quanto no feminino mas a Britânica me fez lembrar a Aninha Ivanovic nos bons tempos reparem se não é o mesmo jogo.

    Responder
  13. Periferia

    O UsOpen foi muito bom..assisti diversos jogos…bom nível técnico e jogos disputadíssimos…
    Mas algo me incomoda…
    Como alguns protagonistas estão muito aquém da história do jogo…
    Hoje vc tem um Barretini que não tem esquerda e nem movimentação lateral aceitável para um top 8 do mundo.
    Vc tem um Zverev que melhorou muito o saque (era inconstante) e foi colocado como o maior adversário do Djokovic para o título (alguns afirmaram…final antecipada)…nunca ganhou de um top 10 em um Slam… incrível.
    Vc tem um Aliassime entre os quatro finalistas que nunca venceu um título (7 finais…7 vices)…lembrei da Ponte Preta.
    Vc tem um Tsitsipas com problemas de concentração (o jogador mais técnico dessa geração não consegue dominar o mental)…o Napoleão do tênis.
    Jovens como Rune…Brooksby…Alcaraz…sem condição física adequada (eles não aguentam)…o básico de um atleta de alto rendimento é igualar no físico…que perca na técnica ou no mental…mas que consigam voltar a pé para o hotel.
    Pode parecer um paradoxo…achei o torneio tecnicamente muito bom…e reclamei dos “atores” do torneio…uma contradição (a contradição é tudo…diria o bêbado).
    Não acho que Djokovic está jogando o máximo que pode (sabemos do nível dele)…mesmo assim está ganhando.
    A incapacidade dos jovens “chutarem” a porta é algo que chama atenção …
    No feminino as portas estão no chão…inclusive nos últimos 6 anos…4 finais femininas tiveram mais audiência que a final masculina nos Estados Unidos….
    A mulherada merece cada moeda….trabalhar mais não é trabalhar melhor.

    A final ainda não ocorreu…mas imagino a entrevista do Medevdev no final do jogo…as palavras irão sair fácil:
    – Perdi para o maior jogador da história…

    E a porta????

    Responder
    1. Rafael

      “A mulherada merece cada moeda….trabalhar mais não é trabalhar melhor.”

      Perfeito. O ranço machista é outro problema sério da humanidade. Li uma entrevista de Daniel Filho (83 anos, como o tempo passa, mas traz serenidade) à Folha, hoje, e ele diz que temos que entregar o mundo às mulheres, entre outras coisas (boa entrevista). Concordo com ele. Em minha experiência profissional, nunca vi uma mulher inferior a um homem por ser mulher.

      Responder
  14. Rafael

    Helena: Seus comentários e análises estão se tornando cada dia mais agradáveis e mostrando que você expressa suas opiniões com serenidade, fazendo com que eu agora PROCURE suas intervenções a cada atualização ou novo post do Dalcim.

    Barocos (André): Não o vejo há algum tempo por aqui, espero que esteja tudo bem, com saúde principalmente. Você está fazendo muita falta.

    Emma Raducanu x Leylah Fernandez: Excelente, duas meninas que não deram a mínima para ninguém: Vim, vi e venci (as duas). Sobre o futuro delas, nenhum prognóstico. Que aproveitem o momento.

    MInha posição em relação ao maior tenista de todos os tempos: Como acontece com o meu Tricolor, há muito torcer para o São Paulo deixou de ser uma grande moleza. No entanto, a torcida continua. E vou morrer torcendo para o SP. Como explicar? Antes de Djoko ganhar RG pela 1a. vez, postei aqui que se fosse ele, ganhando, me aposentaria. Até muito pouco tempo (um ano, talvez) considerava Federer o maior de todos os tempos, por aliar plasticidade, magia e eficiência.

    No entanto, Djoko evoluiu muito, e hoje é muito acima da média em todos os principais golpes do tênis. Enxerga o jogo como ninguém e pode (na maioria das vezes) ESCOLHER como mudar sua tática NO MEIO DE UM JOGO para reverter um resultado desfavorável. Fazendo isso, atingiu as principais marcas do tênis, que todos sabem quais são.

    Friamente, como apreciador de tênis e deixando o torcedor de lado, não vejo mais como colocar Federer acima de Djokovic. Escrevo isso antes da final para que, caso Djoko perca, fique registrado que essa já era minha opinião.

    Quanto ao feito do tênis que sei que NUNCA será igualado: Vencer um mesmo slam TREZE vezes, como Nadal fez. Acredito que SE Djoko repetir hoje o feito de Laver, alguém no futuro irá repetir o feito de Djoko ANTES que um jogador sequer SONHE em repetir o feito de Nadal.

    Bom domingo a todos.

    Responder
  15. André Melo

    É, Dalcim, enquanto muitos aguardam ansiosos o próximo Slam do Djokovic e a disputa do Big 3 por mais troféus eu prefiro muito mais ver o feminino com jogadoras de estilos diferentes, estrelas em ascensão e caras novas. Do ponto de vista do entretenimento elas estão bem na frente…

    Responder
  16. Ângela Correa

    Caramba Dalcim, os especialistas da espn o tempo todo falando que o técnico da Raducanu, quando focalizado pela câmera, era sogro do Murray. Que erro grosseiro ao vivo. Nem procuraram pesquisar, e ainda se acham. Constrangedor demais.

    Responder
  17. Sandro

    Não gostei nem um pouco da atitude da Leylah Fernandez de ficar reclamando enquanto Emma Raducanu estava sangrando sendo atendida no tempo médico. Minha admiração por Leylah acabou ali, pois ela não demonstrou qualquer empatia pelo ferimento da Raducanu, e, como uma garotinha mimada, Leylah só ficou a reclamar.
    Até a essa atitude ridícula da Leylah eu a estava admirando, depois disso, perdeu minha admiração.
    Parabéns à Raducanu pelo espetáculo de tênis nesse US OPEN.
    Eu apostava todas as minhas fichas em Maria Sakkari como Campeã desse US OPEN, porém, depois da semifinal contra Raducanu, vi que esta menina tinha algo totalmente diferente e especial pra mostrar ao mundo!

    Responder
  18. Julio Cesar

    A Raducanu parece que vai ter que fazer o caminho inverso da Swiatek. Uma jogadora que tem um jogo mais adequado pra quadra dura que vai ter que fazer adaptações para o saibro, enquanto a Swiatek já é uma saibrista muito mais natural.

    Responder
  19. Cassio Carvalho

    Pra acabar de vez com esse papo de que o femenino tem que ganhar menos porque não atrai público. Viva o USOpen e seus premios igualitários!

    Responder
  20. Paulo F.

    Uns (ou um) federista(s) cada vez mais se perdendo na falta de argumentos para desmerecer o sérvio. Daqui a pouco vão dizer que o sérvio levou sorte porque a cor atual das bolinhas é o amarelo, caso Djokovic fosse do tempo em que as bolinhas eram brancas, ele não teria chance.
    Kkkkk

    Responder
    1. Ronildo

      Tem isso também Paulo, obrigado por lembrar.

      O fato das bolinhas serem amarelas ajudou Djokovic a aperfeiçoar suas devoluções, visto seu jogo se basear antes de tudo na defesa sendo o ataque mera consequência em sua estratégia.

      Responder
  21. Paulo Almeida

    Claro que o Djoko está mais desgastado do que o Medvedev quando se olha só o torneio, mas ele tirou um mês de folga para se recuperar daquela maratona de Roma até as Olimpíadas, enquanto o russo jogou dois Masters.

    Contra o Khachanov, ele vinha de dois jogos longos em dias consecutivos contra Cilic e Federer, não teve nem 24 horas de descanso e ainda estava gripado. Já contra o Nadal, perdeu na bola mesmo, pois saiu inteiraço da semifinal (já o grego com a língua pra fora) e ainda teve tempo hábil para se recuperar. Sua estratégia de jogo foi completamente anulada mesmo, diferentemente desse ano.

    Enfim, a princípio, a condição física do Craque não me preocupa para a final de amanhã, que promete ser outra batalha épica para também entrar no rol das maiores do esporte. Ainda não há nada ganho e ele sabe disso.

    Bora, Rei dos Reis!

    Responder
    1. Antônio Luiz Júnior

      Que falta de assunto amigo, o blog do Dalcim trata especificamente da final feminina, entre duas novas promessas do tênis mundial… Emma Raducano e Leylah Fernandes, nos brindaram com atuações brilhantes, jogando um tênis moderno e vistoso. Quanto fanatismo…

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Então terei que esperar a próxima publicação (que só saíra amanhã à noite) para poder fazer uma PRÉVIA da final? Complicado, não?

        De qualquer forma, já tinha elogiado a Djokinha Raducanu na pasta anterior. Satisfeito?

        Responder
  22. Periferia

    Foi um Conto de Fadas…
    A jovem Emma Raducanu…18 anos…chocou o mundo (o jovem Ali disse a mesma frase depois de vencer Liston)…venceu o US Open numa campanha espetacular…
    Não existem barreiras para os fenômenos…eles surgem do nada…se estabelecem…não batem na porta (chutam)…
    Reconhecemos o feito imediatamente…sabemos que o futuro da jovem é a glória…
    A história dela começará sempre com…
    Era uma vez…Emma Raducanu…

    (Como um Conto de Fadas deve sempre começar)

    Responder
        1. Maurício Luís *

          Verdade, Thiago. Obrigado pela correção. O certo seria dizer que ela derrubou a porta com um rolo compressor ou tanque de guerra. Nada a ver a betoneira!

          Responder
  23. Daniel C

    Incrível esse resultado e me tornei fã do estilo de jogo da Raducanu, além da coragem dela de ir pra cima em pontos importantes. Nada a ver as comparações que tem sido feitas aqui entre ela e Djokovic, claro que tinha que ser do pessoal que é apaixonado pelo sérvio. A Emma tem um instinto agressivo, de definição do ponto, tal como o Federer. Bem diferente do paredão sérvio, cujo jogo se baseia somente em ficar trocando bolas fundas sem errar até esgotar o adversário física e mentalmente. Não à toa o sérvio tem tido mais sucesso em jogos de 5 sets, que exigem mais físico e regularidade.

    O tênis feminino tem passado por um ótimo momento nos últimos 2-3 anos, com jogadoras interessantes, imprevisibilidade de campeãs e agora com uma no1 com comportamento exemplar dentro e fora das quadras e um jogo muito variado e agradável. O completo oposto do circuito masculino, onde temos um negacionista chiliquento com jogo enfadonho (exceto para seus admiradores) reinando em um circuito fraco. Um jogador de 34 anos estar a 1 jogo de fechar o GS diz muito sobre a fragilidade da concorrência.

    Aproveitando, na pasta anterior comentaram sobre uma suposta “ginástica argumentativa” para depreciar o Djokovic. Ora, lamento se eu não sou mais um da massa que só consegue enxergar recordes e números. Existem outras nuances que eu não vou esperar que os apaixonados pelo sérvio enxerguem (pois tendem a vê-lo como um ser perfeito), mas que pra mim explicam não somente que ele está longe de ser o “Goat”, como também explicam os seus feitos totalmente inflacionados para o nível técnico dele.

    Responder
    1. Jonas

      Raducanu parecida com Federer?

      Putz, essa foi de doer. Sim, ela é agressiva, porém ainda é ‘so’ uma marreteira. Não dá um slice.

      Federer sempre variou, saca e voleia, usa bastante slice. Não tem nada a ver com Raducanu.

      Não duvido de sua torcida pelo suíço, mas aposto que assiste mais a jogos do sérvio. E inclusive não me lembro de algum texto seu que não tenha citado o GOAT Djoko. Deve ter pesadelos, uma pena pra vc, rs.

      Abs.

      Responder
      1. Daniel C

        Meu caro, em nenhum momento eu disse que ela joga parecido com o Federer. Volte na mensagem e verá que mencionei o “instinto agressivo”. Me referi apenas a isso. Alguém com os recursos do Federer dificilmente aparecerá de novo.

        Sobre ter pesadelos com o sérvio, se você fica feliz imaginando isto, tudo bem. Eu durmo muito bem, mas não tenho como provar. Mas confesso que estou ansioso pelo dia em que o sérvio deixará de ser no1 e vencer GS. Não acho que falta muito, apenas preciso ter um pouco de paciência. Aí voltarei a ter mais prazer em acompanhar tênis, que certamente terá novos jogadores interessantes após o Federer. E já que o tênis perdeu a chance de ter alguém como o suíço como o maior vencedor, quem sabe no futuro teremos outro jogador como o Federer que irá ultrapassar os números do sérvio. O Federer deixará números incríveis, mas a maior força do legado dele será o estilo de jogo, os lances geniais e a paixão pelo tênis.

        Abs

        Responder
        1. Jonas

          As principais marcas de Federer eram as semanas como n1 e o recorde isolado de Grand Slam. Como você bem sabe, esses recordes já eram. Djokovic está fazendo questão de os sepultar definitivamente. Aposto que é por isso q vc chora aqui diariamente.

          Quanto à longevidade do Djoko, entendo sua torcida, afinal odeia o sérvio. Mas creio que Djoko, ainda que perca hoje, tem condições técnicas e físicas de chegar a 24 ou 25 Slams. E isso deve acontecer dentro de 3 anos.

          Então são 3 anos bem amargos para você. Mas desejo sucesso em sua jornada meu caro, até concordo que Federer deixará saudades. Apesar de ser freguês do principais rivais, ele tem um slice bem bonito mesmo.

          Abs.

          Responder
          1. Daniel C

            “É isso deve acontecer em 3 anos”. Opa, agora me passe os números da mega sena rs. A real é que não temos como prever o que acontecerá de 2022 em diante. Mas claro que se essa entressafra continuar e o sérvio se manter fisicamente acima dos rivais, ele irá conquistar mais GS, sem dúvida. Mas que conquiste 25, o que importa é que em algum momento ele vai vazar. Enquanto isso, existem outros esportes para acompanhar 🙂

            Mas eu ainda tenho esperanças que no ano que vem, o gap entre ele e os garotos será ainda menor e ele deve ganhar menos.

            Abs

    2. Paulo Almeida

      A Djokinha Raducanu não tem esquerda atrofiada e muda de direção com a mesma facilidade do Djokão, que fez em torno de 50 winners ontem, das mais variadas formas com a maior caixa de ferramentas da história.

      E as noites de pesadelo já duram cerca de 11 anos, hahaha.

      Responder
    3. Flavio

      Boa noite Daniel!
      Me permita discordar de vc, acho que os movimentos da Emma são muito parecidos com os do Djoko, principalmente quando ela desliza na quadra em situação de defesa ( foi assim que ralou o joelho) o estilo do Federer não se encaixa com jogo feminino.
      Sobre o restante do seu comentário eu responderia em outro canal que não fosse esse que deveria ser para amantes do tênis.
      Abs

      Responder