O US Open é das meninas
Por José Nilton Dalcim
10 de setembro de 2021 às 00:51

Era de se esperar novidade na chave feminina do US Open, mas a final deste sábado superou de longe qualquer expectativa. De um lado, Leylah Fernandes de 19 anos recém completados, que eliminou sucessivamente Naomi Osaka, Angelique Kerber, Elina Svitolina e Aryna Sabalenka, todas no terceiro set. Do outro, Emma Raducanu, de 18 anos e 10 meses, que se torna a primeira tenista oriunda do qualificatório, entre mulheres ou homens, a atingir uma final de Grand Slam. Não dava para ser mais sensacional.

As vitórias em si já seriam extraordinárias, mas a forma com que Leylah se comporta em quadra fala ainda mais. Joga com alegria e leveza, interage com o público, concentrada. Sem gritaria ou exageros. De 1,68m, faz alavancas perfeitas para arrancar saques eficientes e winners desconcertantes. De repente, solta uma deixadinha ou decide o ponto bem construído no voleio. Dá gosto vê-la jogar.

No duelo diante da número 2 do ranking desta quinta-feira, Fernandez saiu de 1/4 para o empate, evitou set-point e foi firme no tiebreak. Após destruir a raquete, Sabalenka repetiu a dose na outra série, desta vez mais feliz na conclusão forçada dos pontos, e na série decisiva ainda salvou-se após a canadense abrir 4/2. No game final, no entanto, cometeu duas duplas faltas seguidas e mandou longe um forehand, jogando por terra sua segunda chance seguida de decidir o primeiro Slam.

Na tentativa de repetir a compatriota Bianca Andreescu, inesperada campeã de dois anos atrás também aos 19 anos, irá enfrentar no sábado a não menos surpreendente Raducanu, que saiu do quali e já fez nove jogos neste US Open… vencendo todos os sets! Sua trajetória foi um pouco menos vistosa, mas ainda assim incluiu Shelby Rogers, uma rodada depois de a americana ter eliminado Ashleigh Barty, e em seguida Belinda Bencic e Maria Sakkari. O set mais duro dos 18 que disputou chegou a 6/4.

Há muitas qualidades também no jogo desta canadense de nascimento, que se mudou para Londres aos dois anos. As principais são o segundo saque forçado e as devoluções agressivas quase sempre pelo centro da quadra, ao melhor estilo masculino. É muito eficiente no uso das paralelas, tem um forehand veloz e seus voleios são quase tão impecáveis quanto aos de Virginia Wade, a última britânica a ganhar o US Open em 1968, e Tim Henman, que lhe deu conselhos. Os dois estavam na plateia para assisti-la.

Um tanto diferente de Fernandez, Emma não esconde emoções. Quem olha o placar de sua vitória sobre Sakkari desta noite pode achar que a grega tremeu, mas o fato é que Sakkari tentou de tudo e raramente conseguiu ser melhor do que a jovem adversária, que tomou a iniciativa e jamais vacilou, nem mesmo na hora de fechar seu primeiro jogo no Arthur Ashe.

Sábado à noite vem mais história…

Soares vai atrás do sétimo Slam
Competência nunca faltou a Bruno Soares, mas esta final do US Open, a sexta que faz na soma de sua carreira em Flushing Meadows, é ainda mais especial. O mineiro de 39 anos chegou sem treinamento apurado devido à cirurgia inesperada de apêndice e assim sem qualquer ritmo de competição desde Wimbledon.

Está agora muito perto de defender o título do ano passado com parceiro diferente, o croata Mate Pavic, e busca o segundo troféu ao lado de Jamie Murray. Bruno tem outras duas conquistas no US Open em duplas mistas e por pouco não levou também o título de 2013 ao lado de Alexander Peya. É muito fácil amar Nova York dessa maneira, mas Soares também já foi campeão no Australian Open, ao lado do mesmo Murray, e tem final em Roland Garros com Pavic e de mistas em Wimbledon. Um cardápio completo.

Há duas dificuldades a ser superadas na final desta sexta-feira, ás 13 horas: o dono da casa Rajeev Ram, que faz entrosada parceria com o britânico Joe Salisbury, com quem venceu o Australian Open do ano passado e foi à final de 2021, justamente após superar Soares e Murray numa semi de dois sets.

Bruno já garantiu o prêmio de US$ 165 mil dos US$ 330 mil dedicados aos vices, o retorno ao top 10 como nono colocado e a oitava posição na Corrida para o Finals.

E logo depois, mas no estádio Louis Armstrong, Luísa Stefani busca a quarta final consecutiva ao lado de Gabriela Dabrowski, e obviamente a mais importante delas. As campeãs de Montréal e vices de Cincinnati encaram as jovens Coco Gauff e Caty McNally.

Sonhos na semi masculina
Felix Auger-Aliassime é o intruso nas semifinais masculinas do US Open. Aos 21 anos e com apenas uma presença em quartas na carreira, o canadense ocupa o espaço que deveria ser de Stefanos Tsitsipas. Não derrotou qualquer dos atuais top 20, mas ainda assim fez uma campanha consistente, tendo superado Roberto Bautista, Frances Tiafoe e Carlos Alcaraz.

Por isso mesmo, o favoritismo de Daniil Medvedev é absoluto. O russo já decidiu o US Open de 2019, levando Rafael Nadal ao quinto set numa reação notável, e também foi à final do Australian Open de fevereiro, barrado por Novak Djokovic. O número 2 do mundo tem 12 títulos na carreira – três deles neste ano -, sendo um Finals e quatro Masters, todos no piso duro. Aliassime perdeu as oito decisões que já fez em nível ATP em três pisos diferentes e foi batido no único duelo direto com Medvedev, mas num jogo em 2018 e que terminou no tiebreak do terceiro set.

Ainda assim, dá para acreditar. Aliassime mostrou um saque muito eficiente neste US Open, ficou mais corajoso para tentar pontos junto à rede e tem usado slices, elementos táticos que podem funcionar muito bem contra Medvedev. O russo joga muito atrás da linha e deixa os ângulos mais vulneráveis, porém é uma máquina de bater na bola e muito aplicado taticamente. Muito provável que ataque o segundo saque para tirar a confiança do adversário.

Djokovic e Alexander Zverev, ao contrário, seguem o roteiro imaginado desde o sorteio da chave. O sérvio perdeu set em quatro de seus cinco jogos, tendo saído atrás nos três últimos, mas sempre mostrou a conhecida capacidade de elevar o nível ao longo das partidas. Zverev economizou mais energia, ainda que tenha levado sustos de Jack Sock e Lloyd Harris. Além do saque poderoso, continua a mostrar cabeça bem mais focada.

É de se esperar uma batalha direta entre o saque alemão e a devolução sérvia, ainda que Sascha também tenha evoluído como devolvedor como mostrou na vitória olímpica. São dois dos melhores backhands do circuito atual e será interessante observar quem vai arriscar paralelas primeiro.

O histórico de 7 a 4 é favorável ao sérvio, que também ganhou as duas em Slam, incluindo o recente Australian Open. E se somarmos isso ao fato de Zverev jamais ter vencido um top 10 nas dez vezes que os encarou num Slam, então a aposta mais lógica fica com Djokovic.


Comentários

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  1. Luiz Fernando

    Aguentar a pancadaria do fundo da quadra c o sérvio é p poucos, bem poucos, e o alemão vai equilibrando as ações. E se formos p o set5 ele me parece bem fisicamente, ao contrário do italiano nas quartas…

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  2. Luiz Fernando

    Se alguém disser q Zverev não está jogando bem seria uma bobagem imensa, mas é incrível como Djoko se mantém nos pontos e acha saídas. Set4…

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  3. Groff

    Madeirada do Nole de forehand no último ponto do primeiro set. Zverev começou o game sacando demais, e deu uma ligeira vacilada a partir do 40-0, resolvida por um último bom saque. Mas o Nole agora saca primeiro.

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  4. Paulo H

    Dalcim, a Fernandez me dava a impressão de uma figura já conhecida e agora posso afirmar com certeza que ela é a projeção humana da bailarina de Degas, escultor francês, que eternizou no bronze uma série de bailarinas. Com o sorriso no rosto e a saia de balé, desfila sua leveza pelos quatro cantos da quadra, sem nunca desistir. Ainda assim, coloco o favoritismo da final na raquete de Raducanu, pela postura mais agressiva, sem cometer muitos erros, receita perfeita para vencer qualquer jogadora.
    O Aliassime não conseguiu fazer frente à grande superioridade de Medvedev, que saiu descansado da quadra.
    O duelo de Djokovic vs Zverev é para mim, uma final antecipada e daí deve sair o grande campeão do US Open.
    Lamento a lesão no joelho da Stefani e a virada sofrida pelo Bruno, mas ambos chegaram mais longe do que esperavam e devem ficar orgulhosos pela bela trajetória.
    Concorda com os palpites, mestre?

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  5. Periferia

    O “Patriota”
    O patriotismo é último refúgio dos oportunistas (Samuel Johnson concordaria com a mudança)…
    Os oportunistas…é bom ressaltar…em nada acreditam…nada querem construir…nunca pensam nos outros.
    Igual gafanhotos…destroem o que encontram pela frente…como abutres…vivem das sobras…como víboras…esperam a oportunidade para dar o bote…como gado obedecem sem refletir…
    Também atacam a corrupção…dos outros…
    Afinal…somente os outros são corruptos.
    É no bando que o oportunista se vê como forte.
    É ali aninhado… protegido pelos pares…que ele ousa se despir da fantasia transitória de bufão para se vestir com a couraça de patife insensato (fica bem com as duas).
    Seu potencial de fazer o mal só existe pela ação coletiva…porque… sozinho…esconde-se…acovarda-se…em cartas redigidas por terceiros.
    Nem Policarpo é…
    Se diz patriota…mas é apenas um oportunista…

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  6. Periferia

    Muito triste a contusão da Luísa no jogo de hoje…
    Tão perto e tão longe…
    O esporte é cruel algumas vezes…
    Que volte mais forte…e ocupe o lugar que merece…
    Com as melhores…

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  7. PAT CASH

    Essa imprevisibilidade é até interessante, mas o tênis feminino é muito nivelado por baixo. Quando não temos uma tenista extremamente dominante como era a Serena Williams, qualquer tenista em uma quinzena mais “inspirada” pode ganhar um Slam. Vide este US OPEN ser decidido entre a nº 73 vs nº 150 no ranking da WTA. Seria equivalente no masculino a uma inimaginável final de Slam entre Alexei Popyrin vs João Sousa.

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    1. Luiz Fabriciano

      A única diferença é que os dois citados por você, são cartas conhecidas de um velho baralho.
      Ao contrário das duas mocinhas da final, antes de Wimbledon, ninguém ouvia falar de Emma Raducanu.
      Se a partir de amanhã, ambas não se encontrarem mais em rodadas finais de grandes eventos, estarás praticamente certo.

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  8. Miguel BsB

    São campanhas fantásticas das 2 meninas, sem dúvidas.
    Mas acho que tem muito tb do que o pessoal reclama do tênis feminino. Só assisti o jogo da Fernandez… a Sabalenka, espancadora de bolinhas, n 2 do mundo, no tie break do 1 set tremeu pra garota. Erro bisonho de amador num smash, seguido por dupla falta no ser point…
    3 Set, sacando, comete 2 duplas faltas e mais outros erros por puro nervosismo…
    Quem tá com tudo tb são nossos duplistas, Bruno e Luísa! Vamos!

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  9. rafael

    Que demais as jovens na final. As duas são extremamente ágeis, sendo que a britânica é mais ofensiva. Será um belo jogo! Agora me impressiona negativamente a Sabalenka. Ela não tira o pé do acelerador um minuto; não tem um plano B!! É só pancada!!
    E o Bruno na final, hein? Craque do tênis!

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  10. Rafael Azevedo

    Que maravilha ver o Bruno na final, novamente…
    Queria ver a cara do Pavic, agora, rsrs.
    Melhor, queria vê-lo do outro lado da quadra enfrentando o mineiro, mas o croata foi inventar de perder na primeira rodada, hehehe.

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  11. Ronan Couto

    Bom dia.
    Um espetáculo ter duas meninas novas assim na final. Isso é bem legal, inclusive por ser um US OPEN bem insosso (e que infelizmente parece que será a tônica por muito tempo sem o FEDAL). Mas, como creio já ter tido antes, isso diz mais sobre o (já protocolar) baixo nível das “tops” da WTA, do que essas novas meninas. Elas ganham daquelas até no mental, bem emblemático mesmo do que eu dissera antes. A propósito, imagina quanto a WTA não torce para qq uma dessas duas virar uma #1, especialmente a Raducanu que, além de ser britânica, é bem gatinha. Melhor que isso só se ela fosse americana! Espero que isso aconteça, e que (Deus nos e a livre disso!) não queiram a transformar em símbolo de lacração, como fizeram com a (felizmente precocemente aposentada, novo ícone do “quem lacra, não ganha) Osaka.
    Se nenhuma das duas sucumbir emocionalmente (o que não creio, mas já vimos muitas, muitas mesmo, finais pífias de Slam da WTA por conta disso) será uma belíssima final.
    Abs,

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    1. Rodrigo Figueiredo

      US Open bem insosso? Estamos assistindo o mesmo torneio? Diversos jogos sensacionais no masculino e no feminino. Rodadas noturnas agitadíssimas, público muito feliz e participativo na maioria dos dias. Tirando as viúvas dos rivais-amigos Fedal, todos estão muito felizes com o torneio. Um sucesso.

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  12. Kiril

    Dalcim, fiz umas contas aqui:
    Emma Raducanu, em seus nove jogos (incluindo qualis) ficou em quadra 11h34m, disputou 931 pontos, venceu 582 perdeu 349.
    Leylah: seis jogos, 12h45m, 1092 jogados, 565 vencidos 527 perdidos. Fora os de duplas, que disputou três.
    Acha que isso vai pesar muito na final?

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    1. José Nilton Dalcim

      Não acredito que fisicamente elas esteja, tão desgastadas, embora a campanha da Leylah tenha sido emocionalmente exigente, pela qualidade das adversárias e por vencer tudo em três sets. Mas ao mesmo tempo isso enche qualquer um de confiança.

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  13. efraim santana silva

    o Nole em 5 sets e num slam não vejo ninguém batendo ele fato. é o melhor mental da historia e ainda tem um bom físico..já ta na final.

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  14. Thiago Silva

    É muito divertido ver essas pancadeiras tipo Osaka e Sabalenka perderem, só sabem jogar de um jeito e quando a adversária começa a devolver tudo elas entram em desespero e começam a errar, não sabem variar o jogo, só dar pancada e gemer pra intimidar a adversária. Esses jogos da Sabalenka quem não tá olhando pra TV pensa que tá passando um filme pornô.

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  15. Vitor Hugo

    Que ser patético o presidente da República, hein? Participa de uma manifestação inexpressiva( muito além do público q desejavam), diz q não acataria decisões do STF, e no outro dia diz que não é bem assim… kkkkk

    Mas sabem por que? Seu filho está prestes a ter ser caso julgado no STF, sobre o fórum especial no caso das rachadinhas.

    Fora Bolsonaro!

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    1. Euro Oscar

      Você comeu tanta mortadela que ficou bêbado. Aqui não é lugar para falar de política, ainda mais com opinião distorcida. Parece que você só acessa a mídia mentirosa. Houve muitos milhões de manifestantes na av. Paulista. E no resto do Brasil, igual. A mídia mentirosa , que quer derrubar o PR a todo custo, mente incessantemente. E há os que ficam reverberando isso, até em páginas neutras, como esta.

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      1. Bruno Gama

        Pouco importa a quantidade de gente que tava na paulista, se tinha 10 eram 10 otários, se tinha “muitos milhões” eram muitos milhões de otários que defendem político corrupto.

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  16. Thierry

    Dalcin, você n achou o jogo da Raducanu baseado nos pontos fortes do Djokovic? Eu n tinha visto ela jogar ainda, fiquei impressionado… Mas aposto 60/40 na Fernandez, que roubou meu coração essa semana hahaha

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    1. José Nilton Dalcim

      Com certeza, Thierry. Só falta ainda um primeiro saque mais confiável, mas ela compensa bem com a variação e força do segundo saque.

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  17. José Flávio

    Muito interessante esse contraste entre o Medvedev jogando bem longe da linha de base e a Leilah Fernandez que como outras meninas, tem usado muito o forehand com agachamento pra não se afastar.

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  18. Ronildo

    A Raducanu impressiona muito pela facilidade como joga. A elegância em quadra e a beleza física. Nunca o tênis feminino teve um nível tão elevado, com várias tenistas jogando em altíssimo nível ao mesmo tempo. Acho que não vai mais ser possível slan para Serena, Halep, Kerber, Muguruza e muito menos para Kvitova, que baixou um pouco o nível em relação às tops. E Osaka também, se não controlar seus sentimentos, só vai continuar descendo a ladeira.

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    1. Pedro

      Das tenistas, vc vem e diz que elas são bonitas.
      E dos tenistas não?
      Eu não acho o Federer bonito mas pelo tanto que vc torce por ele vc deve achar. Dos big 3, acho o Nadal o mais bonito deles.

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  19. Ronildo

    O torneio feminino superou com folga o masculino em atratividade. Foram muitos jogos com grande dose de emoção para o público. Sabalenka e Sakkari ficaram muito chateadas com a derrota. Aquela imagem da Sabalenka, isolada, deitada no vestiário dá uma idéia do quanto muitos tenistas sofrem depois de uma derrota.

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  20. Paulo F.

    Que doideira essas meninasfazendo a final, no bom sentido, mestre Dalcim.
    De acordo com seu texto, o senhor aponta um leve favoritismo para Fernandez sábado?

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que há um ligeiro favoritismo por conta de ela já ter um título de WTA e jogado mais Slam. Porém tudo será questão de administrar os nervos, já que as duas estão vivendo uma experiência totalmente inédita.

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  21. Sandro

    Que o Canadá é um país que atrai muitos IMIGRANTES, todos já sabiam. Mas os tenistas canadenses e seus sobrenomes de origens multinacionais só vêm reforçar isso…
    Os sobrenomes ALIASSIME, RAONIC, SHAPOVALOV, ANDREESCU e FERNANDEZ demonstram o mosaico de nacionalidades diferentes de que é formado o tênis canadense.

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    1. Alessandro Siqueira

      E isso é ótimo. Seríamos melhores humanos se o imigrar fosse facilitado. Um ir e vir verdadeiro, pautado no acolhimento. Sentimentos como patriotismo só servem para segregar.

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    2. Carlos Reis

      Cara, o Canadá se tornou um país de malucos, pior que eles atualmente, só a Austrália. Essa FR4UDEM14 mostrou o caráter verdadeiro de muita gente.

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  22. Sandro

    O esporte feminino é muito louco! Quebra qualquer banca de apostas!
    Contraria quaisquer expectativas!
    Apostei todas as minhas fichas em MARIA SAKKARI como Campeã deste US OPEN 2021 e mais uma vez a imprevisibilidade do tênis feminino me dá uma rasteira!
    As surpreendente s finalistas tem em comum: o país de nascimento, o Canadá, o fato de serem teen, e também o fato de serem filhas de imigrantes.
    Emma e Leylah Fernandez, ambas só nasceram no Canadá, mas de ancestrais canadenses elas não têm nada!
    Jorge, pai de Fernandez é equatoriano e ex-jogador de futebol; sua mãe é de ascendência filipina . Seus avós paternos são peruanos. Fernandez é fluente em inglês, francês e espanhol.
    Emma Raducanu nasceu no Canadá, filha do romeno Ion Răducanu e da chinesa Renée, que são originários de Bucareste , Romênia e Shenyang , China, respectivamente. Os ídolos de Emma no tênis são Simona Halep da Romênia e Li Na da China ,ambos de países de sua ancestralidade. Sua família se mudou para a Inglaterra quando ela tinha 2 anos de idade .
    Essa é uma final literalmente MULTINACIONAL já que ambas as tenistas são de origem multinacional, apesar de coincidentemente terem nascido no Canadá.

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    1. Luiz Fabriciano

      Seu relato histórico é bem interessante.
      Só que o nome da ex-tenista chinesa é Na. Li é o sobrenome.
      Mas que geralmente causa confusão, causa.

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  23. Rodrigo Keke

    Mestre, que maravilha está sendo esse US Open de arquibancadas novamente lotadas, hein? E com o bônus da chave feminina estar nos presenteando com um punhado generoso de ótimas partidas tanto em nível técnico quanto em emoções diversas – ainda mais interessante que a chave masculina, ao menos na minha opinião. E a escrita dessas adolescentes, nada menos que surreal!

    Um ponto que gostaria da sua opinião caro Dalcim: essa leva de jovens jogadoras de jogo cheio de personalidade e variação – e não somente potência – ascendendo ao estrelato surgidas nos últimos anos com Bianca Andreescu, Iga Swiatek e agora Leylah Fernandez e Emma Raducanu são um indicativo de que o futuro do circuito feminino passa mais por essa busca por um jogo mais variado e habilidoso do que o porradeiro de muita força no saque e forehand que tem sido a tônica desde meados dos anos 2000? A minha impressão é que está ocorrendo uma inflexão nesse caldo da WTA, e aqui eu pinço a líder do ranking (ainda só 25 anos) Ashley Barty como integrante dessa ‘new age’ do tênis feminino.

    Abraço!

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    1. José Nilton Dalcim

      Não tenho a menor dúvida disso, Rodrigo. O tênis feminino evoluiu muito na parte física, ajudado pelos novos equipamentos, e depois na preparação da atleta. Vemos agora a busca por uma qualidade técnica maior. O uso de deixadinhas e bolas anguladas reforçam isso, além de voleios e slices. Lembramos obrigatoriamente da Henin, que trouxe esse tipo de arsenal mas não foi seguida pelas evidentes dificuldades. Acho que o tênis feminino ganhou muito nestes últimos anos.

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  24. Davi Poiani

    Falou tudo Dalcim! Dá gosto de ver a Leylah Fernandes jogar, que talento! E a outra menina Raducanu também dá gosto de ver. Que backhand e que consistência hein… Vai ser um jogaço. As duas são muito carismáticas e passam longe daquele tipo de jogo burocrático e sem graça.

    Faz muito tempo que eu não me impressionava tanto com o tênis feminino. Uma delas é canhota então vai ser uma versão Nadal vs Djoko feminina e jovem…. Estas sim jogam com alegria e tem o potencial de ser grandes estrelas no tênis… e com carisma de verdade!! Que elas tenham no futuro a consistência necessária para isto.

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  25. Flavio

    Mestre Dalcin eu não gosto muito do tênis feminino por achar muito fraco, e quando acompanho é só quando esta se afunilando gual foi hoje, mas euvtekatei a semi entre Sabskenka x Fernández e fiquei surpreso como a menina franzina joga, ou seja ela tem uma técnica bem apurada que se trabalhar bem pode ser uma jogadora de bom potencial, mas ainda precisa trabalhar bem o seu saque principalmente o primeiro se conseguir fazer isso pode ser uma jogadora mais vencedora no futuro, agora a respeito da bela Sabakenka eu acho ela uma boa jogadora mas falta um pouco de técnica a ela porque ela abusa demais da força e acaba comprometendo o seu tênis nos pontos chaves do jogo, e o tênis feminino mostra de novo que é imprevisivel e acontece surpresas interessantes como a final desse Us open diferente do disputado tênis masculino, então concorda Mestre?

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    1. José Nilton Dalcim

      O tênis feminino se mostra muito mais equilibrado e aberto, a nova geração tem espaço mais constante e está cada vez mais agradável de se acompanhar, Flávio.

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  26. Rafael

    Dalcim, esta final feminina, assim como a Barty campeã em Wimbledon, e talvez a Krejcikova em RG, mostra algo para o tênis feminino:
    Jogar só com força não é só o suficiente. Saber trabalhar a bola, mexer, variar altura, angulo é crucial e quem faz isso bem, tem tudo pra se destacar.
    Espero que estas 2 tenistas (e outras é claro) sejam o turning point dessa mudança no tênis feminino, que está num nível bom e que pode ser melhor ainda!

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  27. Reatado Luís

    Dalcim, Mats Wilander comentou que Raducanu lembra muito Djoko nas devoluções, mental e revés e elogiou muito o serviço dela. Muita variação é 2o serviço diferenciado dão feminino . Não a tinha visto jogar antes e o cara sabe tudo. Realmente ela é impressionante.

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    1. Flavio

      Que exagero é esse fan boy do Djokovic Paulo Almeida a menina está começando a carreira dela agora e você já está colocando pressão nela, se liga zé bola fora.kkk

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    2. Sérgio Ribeiro

      Até mesmo assistindo um jogaço Feminino ( dois ) falas em “ goat “ e em Djokovic. O caso e’ mais sério do que se imagina , Dr kkkkkk Abs!

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    3. Luiz Fabriciano

      Meu caro Almeida, qualquer das duas que levar esse GS, será um feito para lá de parrudo, certo?
      A Leilah tendo batido todas as favoritas do caminho e a Emma, tendo batido a Leilah que bateu as outras.

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      1. Paulo Almeida

        A Emma varreu a eliminadora da Barty, a campeã olímpica e a Sakkari, mas de fato a campanha da Leyloca foi ainda mais impressionante. Será um título bem parrudo para qualquer uma das duas, de qualquer forma.

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