Leylah e sua incrível história de sucesso
Por José Nilton Dalcim
7 de setembro de 2021 às 23:49

Com cinco vitórias de qualidade, entre elas duas sobre campeãs de Grand Slam e outra sobre uma top 5, Leylah Fernandez roubou todas as cenas do US Open nesta terça-feira, ao se tornar a mais jovem semifinalista do torneio desde Maria Sharapova, em 2005, justamente um dia depois de completar 19 anos. Curiosamente, sua marca pode cair menos de 24 horas depois, caso a britânica Emma Raducanu, de 18 anos e 10 meses, elimine nesta quarta-feira a campeã olímpica Belinda Bencic.

A campanha de Fernandez, uma canhota franzina de 1,68m, é assombrosa. Tirou na estreia Ana Konjuh, ex-top 20; superou Kaia Kanepi, que já chegou seis vezes nas quartas de um Slam; eliminou a bicampeã Naomi Osaka e em seguida superou Angelique Kerber, outra vencedora do torneio e que vinha de 17 vitórias em 19 jogos. Por fim, encarou grande batalha e levou o tiebreak do terceiro set em cima de Elina Svitolina, a quinta do ranking. Todos seus jogos foram marcados pelo estilo agressivo, forehand preciso, ótima movimentação e enorme frieza.

Essa competência toda se mostra ainda mais assustadora quando vemos a história de Leylah, filha da filipina-canadense Irene e do equatoriano Jorge. A menina se empolgou com o tênis aos 5 anos, rebatendo contra a parede, até passar a treinar aos 7. Mas não conseguiu entrar num programa de treinamento, só aceitava ser orientada pelo pai e coube a ele a dura tarefa de aprender tudo sobre tênis para tentar atender ao sonho da filha, que assistia Justine Henin no YouTube e se inspirava na belga.

Jorge conta que sua primeira preocupação foi com a parte mental e estudou a história de pais que treinaram filhas, espelhando-se em Richard Williams. Adotou um critério penoso de ‘recompensa e castigo’, e deu certo. Aos 12 anos, Leylah ganhou o nacional de 16, recebeu apoio oficial da federação e a família se mudou para a Flórida, onde moram até hoje. Jorge então contratou o mesmo rebatedor que trabalhou com Henin e Kim Clijsters, um técnico para viajar e um preparador físico. Leylah, que esteve em Porto Alegre e ganhou a então Gerdau, foi campeã juvenil de Roland Garros aos 16 anos. O pai continua a ser o mentor e traça os planos táticos de cada partida.

Fernandez é agora a 18ª mais jovem semifinalista do US Open, mas está longe de ameaçar as recordistas: Andrea Jaeger foi semi aos 15, Pam Shriver chegou à final com 16 e 2 meses e Tracy Austin ganhou aos 16 anos e 8 meses. Se Raducanu também vencer, será a repetição de 1991, quando Jennifer Capriati, de 15, e Monica Seles, de 17, estiveram na penúltima rodada. De qualquer forma, este é o 13º Slam consecutivo que a chave feminina tem uma semifinalista inédita.

Já com o 36º posto do ranking garantido, num salto de 37, seu próximo desafio será a vice-líder Aryna Sabelenka, que na rodada noturna atropelou a tcheca Barbora Krejcikova numa partida um tanto estranha. A bielorrussa repete assim a campanha de Wimbledon e tenta enfim decidir um Slam em sua 16ª tentativa. Seus dois troféus desse quilate vieram em duplas, um deles no US Open de 2019.

E a festa canadense cresce
Só houve um set e meio do aguardado duelo da novíssima geração entre Felix Aliassime e Carlos Alcaraz e, como eu suspeitava, o espanhol estava mesmo no limite físico de seu monumental esforço nesta excelente e inesperada campanha nas quadras duras. Então cabe ao tênis canadense comemorar, com justiça, mais um semifinalista no US Open. E não vamos esquecer que Gabriela Dabrowski disputa as quartas de duplas nesta quarta-feira ao lado de Luísa Stefani.

Embora o jogo não tenha sido o que se esperava, ver Aliassime em seu primeiro grande momento num Slam tão importante é excelente. Em que pese suas falhas emocionais em tantos vices acumulados em nível ATP, ninguém nunca duvidou de seu potencial. A entrada de Toni Nadal no time parece ter lhe dado a estabilidade necessária e isso gerou fluidez maior no seu tênis, centrado em grandes golpes da base. Agora, vemos um Felix com saque bem mais eficiente e um jogo de rede vistoso.

Assim como Fernandez, a tarefa agora é muito dura: encarar o número 2 do mundo, Daniil Medvedev, um jogador já com considerável experiência em Grand Slam com dois vice-campeonatos. O russo perdeu seu primeiro set nesta edição do US Open para o quali holandês Botic van de Zandschulp, que pareceu um tanto perdido nos dois primeiros sets mas depois elevou o nível, passou a sacar melhor e ficou bem sólido na base, exigindo toda a atenção do adversário num quarto set disputado palmo a palmo.

É favorito absoluto contra Aliassime, mas tomara que o canadense veja isso como um ponto positivo.

Soares, a dois jogos do tri
Depois do susto da apendicite, Bruno Soares recuperou a melhor forma, cresceu jogo a jogo neste US Open e está agora nas semifinais, ou seja, a duas vitórias de conquistar um espetacular tricampeonato em Flushing Meadows, que seria também o segundo ao lado do escocês Jamie Murray, cinco anos depois da primeira conquista.

Atual campeão, quando jogava com Mate Pavic, o mineiro de 39 anos fez uma exibição sólida nesta noite contra Marcel Granollers e Horacio Zeballos, com o único senão de cometer dupla falta no set-point que definiu o tiebreak do primeiro set. Isso no entanto acabou se transformando num elogio, porque Bruno não se abateu e sua parceria não perdeu qualquer outro serviço nos sets seguintes.

Os adversários de quinta-feira serão os experientes John Peers e Filip Polasek, que tiraram Pierre Herbert/Nicolas Mahut. A outra vaga na final será entre Rajeev Ram/Joe Salisbury e Steve Johnson/Sam Querrey. De todos, Polasek é o único que pode repetir um Slam na temporada, já que ganhou na Austrália ao lado de Ivan Dodig.


Comentários
  1. Luiz Fernando

    Não imaginava postar isso hoje, mas após este set1… Djoko está ameaçado! O italiano está muito bem, inclusive com um BH regular, outra surpresa. Além da isso, ao contrário do japa e do Brooksby, o cara tem bom preparo, ótimo serviço e ótimo FH. Claro q ainda falta vencer mais 2 sets, ainda vejo o sérvio favorito hoje, mas ele está ameaçado…

  2. Ronildo

    Que nível de jogo é esse que a Maria Sakkari atingiu? Pliskova jogou muito. Acho que a final vai ser Sakkari vs Sabalenka.

    1. Sérgio Ribeiro

      Sei, não caro Ronildo. Sakkari pode até ser , mas Sabalenka vai se enrolar toda com a menina . Tá bom , valendo uma bala Juquinha. Fico com as duas meninas rs . ABS !

  3. Luiz Fernando

    No jg da Luísa, além da partida em si um show a parte é a … juíza, a Marijana, que mulher incrível…

  4. Luiz Fernando

    Vi agora q o Harris, que quando venceu o Nadal alguns afirmaram que era um jogador nível challenger, está apertando o Zverev, ou seja, o cara de nível challenger não tem nada. Por isso eu sempre digo e sempre vou repetir: alguns participantes do segmento federista são simplesmente insuportáveis nas suas declarações, pois tudo q postam tem como base o fanatismo, realidade passa longe desses caras. E por sinal quando postam estas asneiras aquele rapaz humilde, que gosta de se dizer superior aos demais, que gosta de dar lição de moral, NUNCA DIZ NADA, ou seja, ele age seletivamente, com oportunismo e apenas quando lhe interesse incomodar este ou aquele, que nunca são os amiguinhos de torcida. Ve-se de fato q ele é de fato é superior aos demais, na arrogância, na falta de bom senso e na falta de humildade…

    1. Sérgio Ribeiro

      Errado : Simplesmente quem és tu pra falar em Seitas , ou que “ odeio Roger Federer “ jogador que na sua opinião abalizada somente venceria ATPs 250 a partir de 2013 . Covardemente tentou se aproximar da Turma da Kombi , e não se iluda , como dizia o Lógico, és falso demais pra atingir tais objetivos . Cansastes de desdenhar da Next Gen e corrigi todas elas , nome por nome , até te cansar. Esse teu papinho de arrogância já deu rapaz . Não aceito as babaquices de Zumbis de maneira alguma . Já disse que não compactuo com vários aqui , e não faço parte de Turminha alguma . Cresça e apareça, mane’ . Abs!

    2. Sérgio Ribeiro

      Errado : Simplesmente quem és tu pra falar em Seitas , ou que “ odeio Roger Federer “ jogador que na sua opinião abalizada somente venceria ATPs 250 a partir de 2013 . Covardemente tentou se aproximar da Turma da Kombi , e não se iluda , como dizia o Lógico, és falso demais pra atingir tais objetivos . Cansastes de desdenhar da Next Gen e corrigi todas elas , nome por nome , até te cansar. Esse teu papinho de arrogância já deu rapaz . Não aceito as babaquices de Zumbis de maneira alguma . Já disse que não compactuo com vários aqui , e não faço parte de Turminha alguma . Cresça e apareça, mane’ . Abs!

  5. Groff

    Assistindo agora a Stefani e Dabrowski, que estão se impondo contra as adversárias. Como joga a Dabrowski, e os voleios da Stefani estão funcionando muito bem. Ela precisa trabalhar um pouco mais as devoluções, mas tem muito espaço e tempo para isso. Não sei o porquê de não haver mais audiência para a modalidade.

    1. José Nilton Dalcim

      Há um complicador, porque você tem muitos tenistas envolvidos ainda no Slam, incluindo duplas e mistas. Teria de adiar a chave para sortear na segunda, talvez, para que houvesse tempo de inscrição e deslocamento. Acho pior, na verdade, o fato de a ATP não permitir 250 em semanas de 1000, já que os 1000 estão fechado muito alto, geralmente antes do 50º.

  6. Daniel C

    Muito legal a fase atual do circuito feminino. Muitas jogadoras interessantes, sendo um misto de juventude e experiência, fora a imprevisibilidade. Nos últimos anos, temos visto muitas campeãs diferentes de GS. E atual liderado ranking tem um jogo muito completo e agradável de ver, e mesmo assim é surpreendida de vez em quando.

    Infelizmente não se pode dizer o mesmo do circuito masculino, onde faltam novos fenômenos para fazer frente aos veteranos. Nos últimos 2, 3 anos, os jovens têm conseguido resultados bons, mas estão devendo muito nos GS. Já era para termos uma turma com vários GS. Aquele que a meu ver tinha tudo para vencer pelo menos mais uns 2 GS era o Thiem, mas infelizmente ele tem sofrido com lesões e problemas emocionais. Tomara que a história nesse GS seja diferente. Ninguém aguenta mais ver o sérvio ganhar esses torneios, com um estilo de jogo muito chato (exceto é claro, a família dele e seus fãs). Eu realmente gostaria de ver sangue novo vencendo GS, seria muito bom para o Tênis.

  7. Sandro

    A disparidade física entre Sabalenka e Leylah é enorme! Sabalenka tem o fisico de um URSO, parece um trator dentro de quadra despejando potência, enquanto Leylah parece uma formiguinha perto da GIGANTE BELARUSSA…

  8. Renato Veneziano Toniol

    Dalcim, me da agonia ver as devoluções de forehand do Jamie Murray.
    O cara não tem uma técnica apurada de forehand, dá apenas um tapa na bola ou muitas vezes opta pelo lob, mas como não tem a técnica do top spin, o log muitas vezes sai curto e e fica um “presente” para os adversários atacarem.
    Ainda que Bruno tenha ganhado dois slams ao seu lado, ainda preferia que ele seguisse atuando ao lado do Pavic, que é bem mais completo que o britânico.

  9. Edval Cardoso

    Bom dia Dalcin
    Não parece que o Medvedev está mais defensivo nesse usopen?
    Notei no jogo contra o holandês que ele não está batendo tão reto como antes, tá fazendo uma parábola alta na rede.
    Minha opinião é que se jogar assim contra o Aliassime o canadense tem chance de aprontar.
    Que vc acha?

    1. José Nilton Dalcim

      O fato é que ele ainda não pegou um adversário que lhe exigisse o máximo. O fato de jogar tão recuado pode ser bem explorado pelo Aliassime, mas o canadense terá de diminuir muito os erros não-forçados.

      1. Luiz Fabriciano

        Dalcim, pegando o gancho, aquele slice do holandês ontem, com o backhand, levinho e a meia altura no centro da quadra, não é fraquinho para quem quer ir mais longe nos grandes torneios?

        1. José Nilton Dalcim

          Ah, sem dúvida não é um golpe que machuca, ainda é claro que a ideia fosse baixar o máximo possível, o que sempre complica quem gosta de bater mais chapado.

      2. Araujo

        Dalcim, esse recuo adotado por Medvedev pode ser menos efetivo contra Djokovic, haja vista que ele já está acostumado com Nadal recebendo saques dessa forma e também tem maior capacidade de angular bolas?

        1. José Nilton Dalcim

          Sem dúvida, não é o melhor posicionamento, porque dá muito espaço para a segunda bola do Djokovic. Mas é difícil fazer uma mudança radical, mas acredito que ele deva avançar mais no segundo saque.

  10. Luis Nogueira

    GOATVic é o jogador mais completo que tive a oportunidade de acompanhar. Um monstro em pontos decisivos e, além disso, tecnicamente é fora do comum. O Backhand do GOAT é de encher os olhos.

    O que vou dizer é polêmico: Zverev e Medvedev estão jogando demais, a ponto de, a meu ver, esse Slam ser mais difícil para o GOAT conquistar do aqueles que venceu sobre o freguês, o segundo maior da história, Federer. Vamos aguardar, não estou tão confiante já que NOLE GOAT está jogando bem abaixo, pro gasto. Não pode ser inconstante assim contra Sasha e Medvedev, que estão no auge físico e técnico.

    1. David Lopes

      Caro Luis, o Federer derrotou o teu querido Djoko 23 vezes, e sofreu 27 derrotas. Diferença de 4 apenas, para o Sérvio, ou seja 8%. Explica pra mim é para os frequentadores deste blog, essa tal de freguesia???!!!

      1. Luiz Fabriciano

        Por tudo que apregoam sobre Roger Federer, ter 27 derrotas na carreira para um oponente, seja quem for, não é uma pinta de 8%, é uma enorme mancha!

  11. Periferia

    A série Untold…produzida pela Netflix sobre os bastidores do esporte chega a seu quarto episódio (seis no total)..
    O episódio (Breaking Point) mostra a história do tenista Mardy Fish.
    Desde criança…até sua passagem por Saddlebrook Resort na Flórida…onde a USTA reunia os jovens mais promissores para substituir a geração Sampras/Agassi/Courier no circuito profissional.
    Cenas dos bastidores….
    A amizade com Roddick (imagens raras do início dos dois)…o dia dia do circuito…a pressão por resultados…os problemas com a saúde mental…(tem até a famosa “câmera hiperbárica”).
    O documentário dirigido pelos realizadores de Wild Wild Country (série imperdível sobre um guru indiano) é muito bom…merece uma olhada pelos fãs do tênis.

  12. Bruno Macedo

    Quanto ao Alcatraz, é muito difícil resistir a tanta pressão física e emocional tantas vezes seguidas. Por isso poucos ganham grand slam, a maioria dos jogadores não passa nem perto do troféu mesmo com muitos anos de carreira.
    Vamos ver os próximos campeonatos. Seguimos na esperança de achar um novo fenômeno antes da despedida dos três extraterrestres (Big3).

  13. Luiz Fernando

    A Leylah dispensa comentários, trata-se de uma menininha gigante, com uma carreira possivelmente muito vitoriosa pela frente, creio q quem viu a partida ontem torceu por ela, e muito. Se no feminino estas surpresas acontecem com frequência, no masculino são bem menos comuns, pois os jogos são de 5 sets e vimos como jovens promissores como Alcaraz e Brooksby não tem gás para jogos exigentes melhores de 5 sets seguidos, a despeito de potencial técnico inegável. Medvedev tem claro favoritismo sobre Aliassime, este último que aos poucos vai superando etapas na sua carreira, mas sinceramente é difícil apostar nele nesse momento…

  14. PIETER

    Como esse esporte é fascinante pela imprevisibilidade de seus resultados!
    Já conhecia a Leilah e seu potencial, haja vista que ela já venceu um WTA em Monterrey, este ano, e fez outra final lá no México ano passado.
    Mas penso que ninguém esperava dela uma campanha tão sensacional como a deste US Open.
    Como tem jogado essa garota. E ela destoa das demais jogadoras pelo físico franzino e relativa baixa estatura, comparativamente falando. Sem a menor dúvida de que, se a Sabalenka não jogar o seu melhor, poderá ser mais uma a ser surpreendida pela formiguinha filipino-canadense…

  15. Vitor Hugo

    Creio q a final mais interessante seria entre Felix x Zverev, mas achei inevitável a vitoria do russo sobre o canadense. Sendo assim, creio na final entre Medvedev e Alexander, é o que de melhor tem no torneio.

  16. Jonas Verdadeiro

    Particularmente eu acredito que essa falta de títulos deveria vir com um asterisco por parte de Auger-Aliassime, uma vez que tiveram muito poucos torneios temporada passada, o que teria mudado totalmente a relação entre o canadense e o primeiro título da ATP.

    1. Luiz Fabriciano

      Independente da quantidade de torneios, o fato é que ele já disputou 8 finais, enquanto outros, mais jovens e com menos finais, já faturou algum, como por exemplo, o Sinner.
      Por isso a menção da falta de títulos.

    1. José Nilton Dalcim

      Pelos dados da ATP, Bruno soma 6,5 milhões de dólares de premiação em torneios. Mesmo dando 50% de desconto de impostos e gastos, ainda sobra um bom dinheiro. Sem falar em patrocínios.

      1. Bruno Gama

        E pelo tanto que o Bruno é inteligente eu aposto que esses 3 milhões que “sobraram” foram muito bem aplicados.

  17. Paulo H.

    Dalcim, acertei metade dos meus palpites sobre os jovens e confesso que a Fernandez está me surpreendendo pela lucidez com que vê o jogo e as brechas oferecidas pelas adversárias. Corre uma barbaridade e finaliza muito bem todos os pontos, errando pouquíssimo para quem bate a maior parte do tempo em deslocamento. Hoje a Svitolina lembrou a rainha das devoluções, Caroline Wozniacki, que sempre batia uma bolinha a mais e chegou ao número um da categoria, mesmo sem nunca ter vencido um slam e também a Sharapova, quando começou a gemer após cada rebatida de bola, saindo de seu modo habitual silencioso, talvez para buscar uma força interna para impulsionar os seus golpes, porém, sem sucesso. Quanto ao Alcaraz, falta melhorar o preparo físico, para suportar as partidas de cinco sets, mas já fez um ótimo US Open.
    Hoje a torcida será pela Raducanu, que também vem fazendo um excelente torneio e terá uma grande batalha contra a Bencic, que está no melhor ano de sua história e que pode ser coroada com a conquista de um slam. No masculino, não acredito em surpresas e a final antecipada será a semi de Zverev vs Djokovic, depois que passarem pelos adversários de hoje. Concorda com os palpites, mestre?

    1. Luiz Fabriciano

      Não sei se falou que a Wozniacki chegou a ser #1 sem vencer um GS, mas sabes que venceu mais adiante ou se não se lembra desse fato.
      Apenas um lembrete.

        1. Luiz Fabriciano

          Ivanovic venceu Roland Garros meu caro, salvo engano, em 2008.
          Uma que certamente foi #1 sem vencer um GS foi a Dinara Safina, irmã do Safin.

  18. Sérgio Ribeiro

    Até tu , caríssimo Dalcim ? rs . Ninguém duvidou do potencial do jovem Dupla falta Ali Acima ??? . Perdi as contas dos Posts ridicularizando o rapaz até na postura em quadra . Cara de derrotado, sem sangue nos olhos , já deu com tantas finais perdidas…. Cansei de postar porque esses comentaristas de resultados, não aprendem de vez, que se de tempo para jogadores ainda em formação. Até Dominic e Zverev não escaparam destas figuras . Agora Shapovalov é que está na vez . Mesmo Felix sacando muito e firme na base , MEDVEDEV parece mesmo muito maduro na turma e favorito na Semi. Abs!

    1. José Eduardo Pessanha

      Ali Acima ainda está devendo….e muito. Ainda não fez nada num circuito com jogadores jurássicos (Federer, López, Verdasco), Matusaléns (Nadal, Gasquet) e repleto de veteranos. Ainda segue sendo um Danoninho. Será tratorado pelo Salsicha. Saudações rubro-negras.
      Abs

      1. Sérgio Ribeiro

        Na boa , Pessanha . Aos 21 , Top 15 e SETE FINAIS não é nada ??? . Titio Toni em pouco tempo botou massa muscular e acabou com o show de Duplas -faltas ( assim como Zverev ) e chegou a sua primeira Semi de SLAM. Da maneira que está chegando nas bolinhas acho difícil ser tratorado por quem quer que seja . A conferir. Abs!

  19. Euro Oscar

    Olá, Dalcim, Concordo com os elogios à Leylah Fernandez. Muitos se perguntam se ela é oriental, pelos olhos puxados. Explica-se: sua mãe, já filmada na plateia, vendo a filha, é filipina. O pai é equatoriano.
    Um outro ponto: aquela dancinha dela, o tempo todo dando pulinhos repetidos, inclusive antes dos saques, é uma coisa muito irritante e que parece um deboche, ainda que ela não tenha essa intenção. Aquilo é desrespeitoso às adversárias, pois prejudica a concentração delas e incomoda também a muitos espectadores, entre os quais me incluo. Por isso já me decidi que não vou mais ver os jogos dela, para não ter de aguentar aqueles pulinhos repetitivos e irritantes. As jogadoras da seleção brasileira de voleibol têm reclamado muito das jogadoras da seleção norte-americana, porque elas costumam fazer uma dancinha num estilo parecido durante as comemorações. Mas a Fernandez dá os pulinhos até antes de sacar. É o tempo todo…. E vamos acompanhando os ótimos jogos de tênis aqui pelo canal!

    1. Sérgio Ribeiro

      Na boa , caro Oscar . As milionárias jogadoras de Vôlei reclamando das dancinhas das USA ? . Lá nem existe liga profissional de Vôlei Feminino. O problema maior é as amareladas das brasileiras quando as enfrentam . Quanto a Fernandez não dá pra perder um jogo desta menina . Ao menos a meu ver . Abs!

    2. Antônio Luiz Júnior

      Desculpe amigo, mas não vejo absolutamente nada de desrespeitoso nos pulinhos dados pela Leyla Fernandes antes dos saques. Aliás, é um recurso muito utilizado por inúmeros tenistas do circuito, cada qual a sua maneira, antes de realizar o saque. Vejo sim uma menina muito talentosa, extremamente focada, e com muita maturidade com tão pouca idade, 19 anos e dois dias. Não vi também nenhuma adversária reclamando dela e momento algum e muito menos ter sido advertida pela arbitragem. Se você deixar de ver os jogos dela por este motivo, realmente estará deixando de apreciar o que realmente interessa, seu jogo sólido e sua agressividade permanente, apesar da pouca altura. Vi sim surgir mais um novo talento no tênis feminino, juntamente com a inglesa Raducano, oxigenando o circuito e nos garantindo assistir a um número maior de grandes jogos. A menina é um fenômeno, o resto é mi, mi, mi…

    3. Marcelo F

      Também não gosto desses pulinhos da Fernandez. E me irritava muuuuito ver a Sharapova virar de costas pra quadra adversária a cada ponto ganho, justamente quando a rival estaca sacando. Mas sei que cada jogador tem seu “ritual” pra se concentrar. O que dizer de Nadal então?
      E Djoko, que quica a bola mais de dez vezes antes de sacar?

    4. Ricardo - DF

      Tchê, os pulinhos são uma recomendação usual para o sacador que está nervoso, tenso. É para soltar o corpo e relaxar. Entretanto, se a menina faz isso o tempo todo, provavelmente virou mania, um ritual como muitos jogadores fazem.
      Os pulinhos não me incomodam, mas existe uma variedade de coisas esquisitas no circuito, como o ritual puxa-cueca do espanhol, a cara de sofrimento da mulher do Djoko, os jogadores com a boca permanentemente aberta, a gritaria de algumas tenistas, e por aí vai… Kkk

  20. Paulo Almeida

    Que pena mesmo essa desistência do Alcaraz, jogando uma ducha de água fria em todo mundo que estava esperando um grande entretenimento na noite de hoje.

    Bom, pelo menos o Aliassime chega bem descansado pra tentar fazer alguma coisa na sexta.

      1. Paulo Almeida

        No momento ainda estou pensando no Berrettini, mas vejo Zverev como maior ameaça do que o Medvedev no momento na busca pelo tetra.

        Abs.

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