Kids Day em Nova York
Por José Nilton Dalcim
4 de setembro de 2021 às 00:53

O US Open viveu um daqueles dias inesquecíveis na história do tênis profissional. Em poucas horas, dois tenistas de 18 anos com parca rodagem em Grand Slam derrubaram os números 3 do ranking com atuações técnicas e táticas tão brilhantes quanto ao assombroso controle emocional que mostraram ao longo de horas de muita tensão. Em outra coincidência maluca, os derrotados têm 23 anos.

A vitória de Carlos Alcaraz sobre Stefanos Tsitsipas talvez seja um pouquinho menos surpreendente do que a façanha de Leylah Fernandez em despachar Naomi Osaka, que afinal é dona de quatro troféus de Grand Slam, dois deles nessa quadra Arthur Ashe. Mas obviamente derrotar um adversário tão mais experiente em cinco sets demanda uma exigência única.

É difícil dizer qual o ponto em que Alcaraz mais se destacou. Se foi a capacidade de variação constante, com transições à rede bem feitas, voleios muito difíceis e deixadinhas desconcertantes, ou a dosagem correta de adrenalina e pernas para encarar Tsitsipas, um dos tenistas mais rápidos e bem preparados do circuito.

Mas acho que todos vamos concordar que a cabeça do espanhol foi seu forte. Dominou o começo da partida e abriu 3/0 no segundo set antes de levar uma amarga virada. Aí viu Tsitsipas crescer muito e chegar a 5/2 com duas quebras de vantagem e três set-points O espanhol jamais se entregou, levou ao tiebreak e foi muito mais eficiente. O grego se mandou é claro para o vestiário, voltou rapidamente e engatou um ‘pneu’.

Outra vez, Alcaraz manteve a cabeça no lugar e o plano tático firme, escapou de um break-point delicadíssimo no sexto game e levou a mais um tiebreak. E na hora em que a experiência mais deveria pesar, foi a precisão e ousadia do pupilo de Juan Carlos Ferrero que fez a diferença. O delírio do público se estendia ao sorriso incontrolável de Alcaraz. E há uma chance clara de dar mais um passo adiante, já que enfrenta o quali alemão Peter Gojowczyk.

A virada da canhota Leylah teve uma considerável ajuda de Osaka. A japonesa não havia permitido um único break-point até sacar para o jogo com 6/5, exatamente como havia acontecido no primeiro set. Até então a canadense jogava bem, encarando as trocas de bola, mas a instabilidade no serviço a havia colocado na posição difícil.

Osaka no entanto não aproveitou. Pior ainda, saiu completamente de jogo e fez um tiebreak tenebroso, mostrando muita frustração. O momento ruim se estendeu ao começo do terceiro set e por pouco Fernandez não abriu 3/0. Ainda assim, manteve a vantagem obtida no game inicial com uma maturidade notável e jamais foi ameaçada. Bateu firme na bola, fez voleio de improviso, disparou curtinha. Um show que colocou a maior parte do público a seu lado.

Fernandez evoluiu muito em pouco tempo. Seus golpes de base ganharam muito mais peso e o saque lhe dá hoje alguns valiosos pontos sem esforço.A próxima adversária também é alemã – que coisa, destino! -, mas ao contrário de Alcaraz vai encarar outra ex-número 1 do mundo, campeã de Grand Slam e vencedora do US Open, a veterana e canhota Angelique Kerber.

E mais
– Contra outro jogador de base de pouca agressividade, Daniil Medvedev fez o que quis e superou Pablo Andujar com nova economia de força. Vai encarar Daniel Evans, que fez uma virada incrível contra Alexei Popyrin depois de sair 2 sets atrás. Acreditem: em 310 pontos disputados, o britânico cometeu oito erros não-forçados.
– Em outro duelo de fundo, Diego Schwartzman não tomou conhecimento do canhoto Alex Molcan e será amplo favorito contra o quali holandês Botic van de Zandschulp.
– Felix Aliassime repete as oitavas de 2020, mas levou um susto. Jogou muito nos dois primeiros sets, viu Roberto Bautista reagir e passou por games delicados no quinto set. Enfrentará outro jovem do circuito: Andrey Rublev ou Frances Tiafoe.
– Garbiñe Muguruza ganhou o duelo contra Vika Azarenka num terceiro set em que encaixou 82% de primeiro saque. Terá outra campeã de Slam pela frente, Barbora Krejcikova.
– Simona Halep viveu intensos altos e baixos antes de eliminar Elena Rybakina. E se prepara para outra pedreira: Elina Svitolina, que vem de título em Chicago e não perdeu set em Nova York.
– Kerber entrou pelo terceiro dia seguido em quadra e tirou Sloane Stephens em três sets. Como de hábito, defendeu-se demais.
– Bruno Soares e Jamie Murray fizeram mais um bom jogo em Flushing Meadows e estão nas oitavas. Demoliner e Daniell tiraram set de Herbert/Mahut.


Comentários
  1. João ando

    A Osaka já tem 4 Gs e não gosta de perder o que é normal deve voltar logo .o girgios nunca ganhou nada e deve parar logo para o bem do tenis

  2. Bel Grado Fa

    E a “indigesta tarefa” das oitavas caberá a… Lloyd Harris. Mas caso passe, pode até ficar bem “indigesto” também para o Zverev nas quartas.

  3. Sérgio Ribeiro

    No Post “ Certo ou Errado “ de 01 / 08 , direcionado a nossa cara Helena , postei “ Alcaraz tem tudo pra chegar mais rápido que SINNER “ . Pra nossa grande alegria ambos aprontaram pra cima dos favoritos. Avisei que este piso do USOPEN 2021 proporciona a chance de sairmos da mesmice e previsibilidade . Até a excelente N 1 da WTA foi surpreendida pela anfitriã que tinha o tal h2h de 0 x 5 . Tudo por optar em jogar de maneira conservadora . Não acredito que paire dúvidas que teremos vida sim pós Big 4 . Jogos pra lá de excelentes pra quem gosta deste maravilhoso Esporte. Abs!

  4. Periferia

    O Grande Pecado

    Naquele dia São Pedro despertou…estava risonho e de bom humor.
    Teria mais um dia de serviço na repartição celestial.
    Era responsável por receber novas almas.
    Havia muitas novas almas…uma lhe assanhou o espanto…
    Era Lourival…tinha 42 anos…trabalhador braçal…casado…honesto…casto…caridoso.
    Bom como São Francisco…
    Virtuoso como São Bernardo…
    Meigo como o próprio Cristo…um justo…sem dúvida.
    Era uma alma excepcional…tinha tantas qualidade que merecia ficar do lado direito do Eterno e lá ficar.
    São Pedro desconfiou…fazia tempo que não encontrava uma alma com tantas qualidades.
    Pediu para São Judas (responsável pelos livros da repartição celestial) olhar os mínimos detalhes antes de autorizar a entrada de Lourival.
    Folheando o enorme Registro…até encontrar a página própria…onde com certo esforço achou a linha adequada e com o dedo afinal apontou o assentamento… São Judas (sempre atento) leu alto:
    -Essa alma é de um negro…
    São Pedro olhou desanimado e respondeu:
    – Mande ele para o purgatório…

  5. Miguel BsB

    Dalcim, uma pergunta: antes de Sampras, quem era considerado, pelo menos pela maioria dos especialistas, como o maior tenista de todos os tempos?
    Laver, Borg, Lendl, outro ou não existia esse debate tão forte como há hoje?

    1. José Nilton Dalcim

      Que eu me lembre era algo entre Laver e Borg, que tinham uma quantidade expressiva e um enorme carisma.

      1. Sérgio Ribeiro

        Então, meu caro Dalcim . Em 16 / 01 / 2000 , quando houve o batismo da Quadra Central para ROD LAVER ARENA , presente estava Pete Sampras com seus 13 SLAM e SEIS Temporadas consecutivas como N 1 do Mundo . O Norte-americano havia vencido com boa margem em votação “ ON LINE “ como o maior Tenista de Todos os Tempos . Tu poderias certificar a veracidade ? Abs!

  6. Helena

    Um dos pontos mais interessantes da vitória do Alcaraz foi antes mesmo do jogo começar. Quando venceu seu duelo de 2 rodada, já disparou que queria enfrentar o grego na quadra principal. Um dos motivos que a Next Gen (22-25 anos) sempre sofreu pra ganhar o carinho ou novos fãs foi justamente se ajoelharem nos momentos difíceis, então achei bem interessante essa bravura do rapaz.

    Já no jogo, foi incrível sua fortaleza mental. Teve inúmeros momentos pra se sentir frustrado ou derrotado, mas nunca abaixou a cabeça nem perdeu a esperança ou paciência.

    Mesmo sendo o jogador menos experiente em quadra (5 anos faz muita diferença considerando a idade dos dois),  foi o mais corajoso no tie-break (paralelas, deixadinhas, lob…) e saiu premiado com a justa vitória.

    Ainda venceu ida ao vestiário (dessa vez num tempo justo, diga-se), tempo médico, coaching e time violation. Por outro lado, a torcida estava inteiramente ao seu lado. Parecia a velha Copa Davis.

    Eu não me lembro de ter visto a Osaka com a atitude de hoje, mas achei muito legal da parte dela assumir o erro e pedir desculpas. Os jogos valem muito para quem está em quadra, então é normal que no calor do momento se destemperem e tenham alguma reação exagerada. Precisa de maturidade e grandeza de espírito pra admitir isso,  o que é sempre muito bom de ouvir em alguém acostumada a ser adulada. Fiquei muito feliz com a notíciade que vai dar uma pausa na carreira. Não sou fã da moça, mas claramente ela vem perturbada nos outros tempos, por isso espero que descanse bem, junto das pessoas amadas, e decida o que é melhor para a sua vida.

    Falando em admitir erros. Já o Tsitsipas foi no sentido contrário, a culpa é sempre dos outros. O árbitro que não o deixou sair novamente de quadra estava errado, a torcida o vaia porque nunca jogou tênis profissionalmente. Ainda tentou cutucar o Murray perguntando ao jornalista quanto tempo ele ficou no banheiro na final contra o Djoko, mas tomou uma invertida quando o jornalista respondeu de pronto que o escocês tinha passado apenas 3 minutos. Enfim, se continuar nessa atitude infantil de se fazer de vítima e achar que todos estão errados menos ele, me parece que as vaias e torcida conta no US Open vão ser só o começo.

    Aliás, Medvedev seria um ótimo exemplo a ser seguido. Apesar do ocorrido no começo do torneio de 2019, ele conseguiu conquistar a torcida, mas vale lembrar que ele assumiu a culpa e pediu desculpas pelo ocorrido. As entrevistas sempre inteligentes também não fizeram mal, com certeza.

    Ps: Vejo alguns uniformes muito bonitos nesse torneio, só é uma pena que tantas jogadores usem o mesmo modelo.

    1. Luiz Fabriciano

      A Nike caprichou nessa coleção.
      O Jack Sock ontem estava impecável.
      Admito ser fã da Adidas desde criança, mas, ao meu gosto, tem me deixado em segundo plano.

  7. Maurício Luís *

    Achei curiosa essa definição do Paulo Almeida chamando o Kyrgios, Monfils & Cia de “circenses”. Mas a pergunta que eu faço é: e se todos os tenistas fossem “sérios’? E se não existissem Iie Nastase, Jimmy Connors, John Mckenroe, Justin Brown…? E se no mundo todos fôssemos iguais?

    1. Maurício Luís *

      Ah, ia esquecendo. IMPAGÁVEIS as “caras e bocas” do Frances Tiafoe. Muito simpático e carismático. Do tipo que se alimenta da força da torcida.

      1. IVAN

        Acho muita espalhafatosidade desnecessária a atitude do Tiafoe ao final da partida, quando tira a camisa e bate no peito e tal. Fez assim em um outro GS e perdeu em seguida.

  8. Paulo Almeida

    Foi bem mais difícil do que o previsto, mas o Craque venceu, com a MAIORIA da torcida a seu favor!

    Mais um dia de luto pros secadores/sofredores de plantão!

  9. Rafael

    De certa forma continuando meu comentário de ontem, espero que Federer seja devidamente respeitado por tudo o que fez pelo tênis. Um dos três maiores jogadores da história, em qual lugar depende do torcedor, me peguei pensando se o BIG 3, que alcançou tamanha popularidade graças ao mundo moderno e suas tecnologias, não sofrerá com a pressão que o povo tem de encontrar o “próximo Federer, Nadal ou Djokovic”. Nadal já é considerado o maior atleta que a Espanha já teve, com razão.

    Sinceramente, tenho minhas dúvidas se eles se manterão na memória do povo como Borg, McEnroe, Navratilova, Sampras, Lendl, Becker, etc.

    Da mesma forma que tem gente lamentando o fim próximo do BIG 3, vejo que também há muita gente de saco cheio deles ganharem tudo.

    É um mundo fast-food esse que vivemos agora. Espero estar bem errado.

    1. José Yoh

      Pois é Rafael. Veja o Sampras, dono de tantos recordes na época. Quando começa a ficar normal ter mais de dez slams, o valor da conquista diminui, já que muitos conseguiram. Creio que seja pelo business nos esportes ter essa necessidade de criar ídolos a cada geração.

      No final, alguns acabam achando que o que Sampras ou Federer conseguiram foi fruto disso, valorizando mais Borg ou Laver por exemplo ou o último que obteve mais conquistas (no caso Djokovic).

      Abraços

  10. Paulo F.

    O grande medidor histórico de quem são os maiores tenistas sempre foram a quantidade de Slams.
    Se Djokovic conquistar o US Open, além de abrir um de diferença, ainda será com um verdadeiro Grand Slam.
    E chorem e berrem à vontade pelos slices, winners, talento e habilidade do filho do Nadal.

    1. Sérgio Ribeiro

      Comentário sem noção alguma . Bote aí quantos SLAM ganharam McEnroe, Lendl e Connors e diga qual deles foi considerado mais jogador . Como não sabes vou te ajudar . Um deles ganhou Três FINAIS de SLAM em sequência de Björn BORG rs .Abs!

  11. Jonas

    Diferença técnica abissal entre Djoko e o Japa. Como o Djoko adora capengar em rodadas iniciais, acontece de perder sets bizarros como o primeiro.

    O que ele precisa dar um jeito é nesse segundo serviço, mas creio que irá melhorar gradativamente.

    Jogar com boa parte da torcida contra é osso. Costumam torcer pro tenista mais fraco na maioria das vezes, e isso incomoda o favorito, que quase sempre é o Djoko.

    Depois vem o Ronildo dizer que é mais fácil jogar com torcida contra. Foda.

    1. Ronildo

      Eu nunca disse isso. O que eu sempre afirmei foi que Federer sempre enfrentou mais pressão por vitórias do que Nadal e Djokovic.

  12. Luiz Fernando

    Terceiro set idêntico ao segundo, o espírito perdedor do japa o arrasta p derrota, parece uma lama movediça, incrível…

  13. Maurício Luís *

    A Osaka é + um caso de jovem que não consegue lidar com a fama. Certo é que fama e dinheiro são coisas que todos querem ter, mas tem também os OSSOS DO OFÍCIO. Desde jovens, são pressionados de todas as formas. Família, amigos, equipe técnica, fãs, mídia, patrocinadores… A cobrança é constante.
    Torço pra que ela olhe ao seu redor e perceba que toda profissão tem o seu lado ruim.
    Policiais, vigilantes e bancários tem que lidar com o perigo e a iminência de assaltos e crimes em geral. Lembro-me que certa vez li – acho que foi na National Geographic, se não me engano – que na India tem a profissão de limpadores de fossa… e eles entram sem nenhum equipamento, só de tanga. Então é isso, os Ossos do Ofício existem e muitas vezes são bem duros de roer.

    1. Luiz Fernando

      Perfeito Maurício, nem a sogra do Nadal seria tão precisa num comentário. Infelizmente algumas pessoas não estão preparadas para algumas situações, o sucesso cobra um preço as vezes muito alto, a pressão é muito forte sobre estes atletas de alto rendimento e muitas vezes a criação das pessoas interfere com sua vida profissional. Não temos noção de como foi a criação de Osaka, dos problemas q enfrentou etc. Além disso, depressão é um mal q pode impactar qualquer um, independentemente de raça, cor e credo, é o tipo de situação que vem e não se sabe quando ou se vai terminar. Que ela resolva seus problemas e siga sua vida da forma q ela julgar melhor…

      1. Maurício Luís *

        A D. Maria não se sente pressionada nem quando a visita passa de 3 dias e ele faz aquela “simpatia” de por a vassoura atrás da porta. Como dizia o Faustão, ” Domingo à noite, já tá tocando a musiquinha do Fantástico… e nem sinal de pegar a mala e ir pra rodoviária…”😎🤔👀

  14. Luiz Fernando

    Nishikori e Goffin são exemplos típicos de jogadores de excelente nível mas que são perdedores por excelência. O segundo set da partida contra o sérvio ilustra isso de uma forma perfeita: Djoko jogando claramente abaixo do q pode, errando mais e por isso dando várias chances de break, e ainda levou o set. Fosse o contrário, acredito q seria um 60 ou 61. É por isso q um na atualidade é o GOAT e o outro será sempre lembrado como um “bom jogador”…

  15. André Eduardo

    Como o Alcaraz esmurra a bolinha, hein Dalcim? Óbvio que o jogo dele no geral é muito interessante, mas as pancadas me chamaram a atenção. Aliás, o próprio Tsitsipas disse “I’ve never seen someone hit the ball so hard” após o jogo.

    1. José Nilton Dalcim

      Jogo de base dele é muito sólido, ele usa bem o peso da bola adversária para contragolpear. É também bem leve e se mexe muito bem.

    2. Flavio

      Bom, se o TSITSIPAS disso isso, ou ele não sabe bem o que “never” significa ou então ele -espantosamente- não viu nem o Del Potro, e muito menos o Fernando Gonzales jogarem, né?! 😀

  16. Rafael

    Como esse Tiafoe joga, hein? Além de ser super carismático! Vou torcer para ele seguir em frente.
    Mestre, o que acha do jogo do Tiafoe?

    1. José Nilton Dalcim

      Eu achei que ia despontar rapidamente, mas parece que a parte mental não funcionou tão bem. No plano técnico, ele trabalhou firme nos voleios e agora aproveitar melhor seu forte forehand para fazer a transição e finalizar o ponto.

  17. Bruno Macedo

    É no próximo jogo que Alcaraz mostrará seu real valor. Ja vimos muitos jogadores fazerem jogos maravilhosamente inacreditáveis , mas que caíram na partida seguinte. É muito difícil suportar tanta pressão em sequência. Boa sorte para o garoto.

  18. Teka Moraes

    Sim, ontem foi dia das crianças em NY, mas nada foi dado de presente, ao contrário, aliás, tanto Leilah quanto Alcaraz foram “agraciados” com adversários de grande peso nas chaves e isso não é sorte nenhuma. Só significa sorte se pensarmos no privilégio da oportunidade de jogar numa central, coisa difícil para quem ainda não é top.
    Porém, há uma contradição aí. RG, Cincinatti, Olimpíadas têm nos mostrado que ser campeã, no caso Osaka, não é só ganhar em circunstâncias favoráveis. Penso no quanto a mídia insiste em quer fabricar lendas e privilegia algumas figuras em detrimento de outras. Não vejo tanta “paparicação” com Barty, por exemplo, mas vejo um grande esforço em colocar Sabalenka como uma forte candidata ao posto, ou Andreescu, que também decepcionou e não emplacou como se esperava, sem falar em outras grandes promessas que não vingaram. É isso, campeões fabricados às pressas, sinais do nosso tempo.

      1. Sérgio Ribeiro

        Perfeito , Miguel . Apenas UM SLAM a menos que Sharapova em Toda a carreira . E atingiu o N 1 aos 21 em 2019 já de posse destas conquistas. Abs!

  19. Marcelo Costa

    Variação, essa foi a arma do espanhol, ele não deixou o grego a vontade durante o jogo inteiro, sempre havia alguma coisa diferente. Esse menino promete, pois, poucos teriam coragem de dar aquele lob match point que saiu por pouco.

  20. Rogerio R Silva

    Bom dia a todos.
    Ainda não consigo entender uma pessoa que alcançou seus objetivos,está milionária, é exemplo pra muita gente ,pode se dar ao luxo de hoje viver mais confortavelmente falar o tempo todo sobre saúde mental.
    Não criticando,só não tenho conhecimento científico sobre o assunto.
    Difícil entender alguém desistir depois de conquistar.
    Seria melhor falar que vai parar pois conseguiu o que queria,como o Nico Rosberg.
    Se alguém tiver matérias sobre o assunto acho que seria uma boa colocar aqui no blog.
    Forte abraço a todos.

    1. Periferia

      Olá Rogério

      Quem não conseguiu entender foi eu…
      Vc diz que não consegue entender…
      Faz um rápido resumo da trajetória da Osaka…
      Diz que ela fala o tempo todo de saúde mental…(seria um crítica?)…
      Depois diz que não consegue entender alguém que desiste depois de conquistar…(aqui…não cabe entender…).
      E no final…não resisti…mesmo não “entendendo”…tasca uma opiniao sobre aquilo que vc mesmo escreveu que não entende:
      “Seria melhor falar que vai parar pois conseguiu o que queria,como o Nico Rosberg”….

      Ela quer apenas parar…simples assim
      Percebo…sempre as pessoas tem uma opinião não muito boa sobre as necessidades e decisões de uma mulher….negra.

      1. Marcos Ribeiro

        Periferia. Já li e gostei de vários comentários seus. Mas tb já observei que você vc não engole nenhuma crítica a qualquer negro ou negra, mesmo quando a crítica não tem nenhuma relação com a cor do criticado. Te pergunto: você acha todos os negros perfeitos e incriticáveis? Se achar, meu caro, você está querendo demais, e na minha opinião reforçando os preconceitos raciais. A propósito, gosto da Sloane e sou fã do Pelé, mas acho a Osaka um pé no saco. E como gosto da diversidade étnica, tb gostei de ver que a promissora tenista que eliminou a Osaka tem a etnia dos índios latinos pré-espanhóis, o que ficou bem claro ao ser filmada a comemoração da sua família ao final do jogo.

        1. Periferia

          Olá Marcos

          Não sei se a pergunta foi para mim…já que vc mesmo respondeu…
          De qualquer forma o apontamento foi justamente por ver comentários sobre a “problemática Osaka” onde a pessoa não apele para o argumento de quanto ela ganha ou ganhou (dinheiro).
          Acho normal a pessoa achar alguém simpático ou não…um pé no saco ou não…não tenho problema quanto a isso.
          Agora quando se argumento utizando o fator “ganho” para justificar qualquer opinião (se vc olhar o argumento do Rogério…verá que o que realmente incomoda… é o ganho…nada mais).
          Falo por mim…existe um viés preconceituoso em muita coisa relacionada a Osaka…
          Mas não tenho problema quanto a crítica….tenho problema com os argumentos da crítica…
          No final…todos falarão que não são preconceituosos…e nunca tiveram a intenção de qualquer coisa.
          O Brasil é assim…mas não é nada pessoal….apenas uma constatação (como quando vc pensa algo em voz alta).

          Fique bem Marcos.

        2. Rafael

          Desculpe me meter na conversa.

          Negros não são todos perfeitos. Mas o cidadão negro já nasce com um contexto histórico atrás, de escravidão, perseguição, pré-julgamento, salários menores, menos oportunidades, bodes expiatórios. O Brasil, ao contrário do estereótipo de país acolhedor, é extremamente racista.

          Aquele que, hoje, não entende que ninguém é melhor do que outrem por causa da cor da pele tem um sério problema. A raça humana está em dívida com os negros há séculos. Já passou da hora de começar a pagar essa dívida.

          Se eu mandasse alguma coisa, racismo, homofobia e pedofilia seriam crimes inafiançáveis. Dito isso, qualquer um está sujeito a errar. Em minha opinião o caso de Osaka é muito complexo para ser julgado apenas pelo que é publicado.

          Grande abraço. Paz. Igualdade.

          1. Periferia

            Olá Rafael….

            Perfeito…concordo muito….
            Até porque temos um preconceito “sem querer”…
            Aquela coisa velada (algo bem brasileiro…outras culturas as coisas são mais escancaradas)…
            Olhando os comentários sobre Osaka…quase a maioria a crítica é relacionada ao sucesso dela…
            Veladamente é como se ela devesse desculpas por ser a atleta mais vem paga do mundo…
            O que sabemos é uma bobagem…como o Miguel afirmou muito bem ..qualquer pessoa pode ter um problema assim….
            A impressão que fica é um certo incômodo por ela ter atingido um lugar…que muitos…veladamente acham que não é o lugar dela…
            Realmente….um assunto complexo…

            Abs

          2. Gildokson

            É Rafael… como na maioria das vezes você sendo perfeito nos comentários. Lembro que a unica vez que li algo seu e discordei veementemente foi quando expôs sua visão sobre o que achava do Federer pessoa e certas atitudes dele.
            Tudo que você disse sobre ser negro é verdade e sei por experiência própria, e é por isso que é triste saber que elegemos um presidente que ja disse em rede nacional que o Brasil não deve nada para os negros, que não à motivos para ressarcimento histórico por que quem vive agora não escravizo ninguém, e muitas pessoas pensam como ele.
            Concordo também que o caso da japonesa é pra la de complexo, coisas que não da pra entender, problemas que nascem dentro da própria cabeça da pessoa.

          3. Bel Grado Fa

            Falo agora na condição de pardo que EU sou:
            – Jamais fui discriminado pela minha cor/raça dentro ou fora do país.
            – Jamais fui discriminado pela minha posição/cor/raça, seja em países do primeiro ou do terceiro mundo.

            Mas acredito que quando uma pessoa possui um baixo nível de formação, a questão cor/raça é vez ou outra trazida à tona, mas de uma forma potencializada.

            Na minha opinião, É necessário SIM proteger as pessoas nesta situação, pois após a idade adulta, elas não terão a chance de voltar e corrigir nenhuma falha em sua formação (escolar, intelectual(. É necessário SIM investir em políticas de igualdade racial, para que as novas gerações possam ter oportunidades iguais, e gradualmente cortar este ciclo.

            “Quem nasceu na Periferia, não vota em patrão”

        1. Periferia

          Olá Rogério

          Se vc “falou” sobre Osaka…
          Vc falou sobre mulher e negra…
          Ou não???

          Acredito que não deveria se ofender…faz parte…principalmente em um blog aberto…ser contestado…e nem tive a intenção de ofender alguém com minha imaginação.

    2. Miguel BsB

      É simples de entender…
      A menina está claramente com problemas de ordem psicológica. Quantas vezes ela já não falou sobre isso? Uma campeã como ela, tenista de primeiríssima linha, tá com muitas dificuldades de lidar com essa questão. É um problema de saúde, que acomete ricos, pobres, negros, brancos, tenistas, bancários, jornalistas etc…
      Não sabemos o background, seu passado íntimo, sua mente. Só um profissional pra tentar resolver…

    3. Bel Grado Fa

      Meu Caro,

      A saúde mental não escolhe vítima pelo sucesso financeiro que a vítima alcançou ou deixou de alcançar.

      O erro é partir do pressuposto que uma vez que alguém alcança o sucesso financeiro ou profissional e ficará blindado de ser acometido por certos problemas ou enfermidades. Pois não está!

      Traduzindo: não é porque a Naomi se tornou milionária e uma pessoa de sucesso, que ela está livre de ser acometida por uma doença como a depressão (ou seja lá a doença que ela tenha).

      Pessoas podem ser acometidas de uma doença mental de forma aguda ou crônica (ser acometida por um problema passageiro, ou sofrer dela de forma definitiva) e necessitar de acompanhamento as vezes até o final da vida.

      Conhecer (ter consciência) de nossas próprias doenças é, via de regra, o primeiro passo em direção a uma recuperação, ou em direção a consciência que uma intervenção é necessária, e isso depende de cada um.

      Desejamos a ela uma recuperação, que por sinal, pode não ser nem tão fácil, nem tão rápida.

  21. Matheus Valestra

    Poxa, desculpa, tenho um “PS” que reforça e exemplifica, e bem, o que eu falava:
    Aquele EUSÉBIO que narra no SPORTV durante os poucos muitos, poucos mesmos que mostravam, agora não lembro se Osaka e a outra lá ou Sabalenka e Collins, não lembro, falou 3, não 1, não 2, 3 VEZES “já já voltaremos a mostra o masculino” (que estava em break entre sets), e num claro tom de “olha, não vai embora que já voltaremos com masculino, tá?”. Patético.
    Abs,
    MV

  22. Matheus Valestra

    Bom dia.
    Nossa, fazia um tempo que não via uma atuação tão firme de um garoto, ainda mais num Slam. E eu estaria fazendo o mesmo comentário se ele tivesse perdido. no 5o pois esse jogo é um clássico do “could have gone either way”. De qq forma, não consigo deixar de pensar que talvez isso fale mais sobre o Tsitsipas do que do garoto, mas isso é “papo” pra outro dia.
    O que eu queria falar mesmo, de novo, pois temo que já usei o espaço -democrático, ressalta-se- que esse fórum sempre foi para mais uma vez criticar as escolhas das emissoras brasileiras (Sportv e ESPN) nos jogos a transmitirem na TV. E mais uma vez talvez seja só força de expressão, pois não é 1 , não são 2, nem 3. Entra ano, sai ano fazem as mesmas asneiras.
    Priorizam os jogos masculinos sem a menor “vergonha na cara”, mesmo com os inúmeros apelos das redes sociais. Absurdos do tipo cortar um jogo feminino com tenistas renomadas, em seus momentos decisivos, para transmitir insossos inícios de sets de jogos masculinos.
    Isso me intriga mas também me leva a algumas inequívocas conclusões.
    Por mais que os diretores de programação de ambas emissoras já tenham se provado durante os anos -normalmente apadrinhados de “gente grande” dentro das emissoras, ambas infestadas desse tipo de profissional, que não entendem absolutamente nada do esporte, é impressionante o nível do descolamento da realidade do que a audiência está esperando. De qq forma, por mais burros (e não consigo pensar num melhor termo) que eles sejam deve haver alguma explicação minimamente lógica. Temo que essa explicação seja: masculino dá mais audiência que feminino. E não é pouca: é muita! Simples assim. Aí você pensa “mas você não falou que fazem ao contrário do que audiência espera”? Falei. Mas baseio-me nas redes sociais que, apesar de parecer, não, não é uma amostragem confiável, não o suficiente para esses idiotas (desculpe, de novo não tenho melhor termo) mudarem suas -repito, erradas- escolhas. E não, não me venham com “histórinhas” de “ah, isso é estratégia para reforçar o serviço de streaming delas”, não pois isso, se não for balela, é ainda mais estúpido da parte delas. Por inúmeros motivos!
    Bom, o que leva para minha maior crítica, razão de toda essa verborragia, na verdade: GRUPO GLOBO E DISNEY são duas empresas lacradoras patéticas e, como todas desse tipo, são hipócritas e falsas, ou seja, no discurso okay, sei que tem um bom mercado para a lacração, um bando de bobos que o engolem e consome. Na hora de meter a mão no bolso, ou seja, sacrificar, nem que seja um pouco a audiência, e ter nros melhores para mostrar aos patrocinadores depois e garantir renovação de cotas? Não, de jeito nenhum, vamos na “bola de segurança”, que é o masculino.
    Por fim, acho que a imprensa “especializada” deveria, e aí infelizmente incluo esse blog/site (se já o fez, desculpo-me), deveria -e já há algum tempo- ter feitos críticas a isso.
    Forte abraço.
    MV.

  23. Periferia

    Interessante o jogo entre o Tsitsipas e o Alcaraz…
    Vendo o jogo… percebe-se que o estilo de jogo do grego é muito mais bonito…o grego tem mais golpes…bate com mais facilidade…tem um saque imensamente melhor…e não jogou mal…
    O jovem Alcaraz arriscou tudo na direita (bateu sem medo) e nas deixadinhas…
    Claro que o jovem espanhol tem um futuro promissor…mas ele é inferior ao Tsitsipas…
    Mesmo assim venceu (o tênis tem disso).
    O grego perdeu (talvez) por não saber fazer a leitura dentro do jogo (aquelas pequenas alterações que vai leva-lo a vitória em um jogo apertado…um passo pra frente…dois para trás…um saque no corpo…).
    Depois de várias acusações e indiretas…achei-o “solitário” na quadra…precisando de uma ajuda “tática” (na realidade…o grego passa a impressão que ainda usa fraldas…que a mamãe arruma a cama dele quando acorda…e que papai ajuda ele nas tarefas escolares).
    Enquanto o grego pensava como resolver suas dúvidas “shakespeariana”….o jovem espanhol fez o que se espera de um garoto… bateu na bola “irresponsavelmente” (aquilo no rosto dele era espinha???)

    O Us Open está tendo ótimos jogos…muito diferente dos últimos Slam(s)…não apenas por serem jogos disputados…mas pela qualidade deles (raramente vejo um jogo que não é agradável de assistir…)…

  24. Marcos Ribeiro

    Alcaraz é espanhol, mas seu estilo de jogo parece é com o do Djokovic. E o seu treino, como o do Djokovic, com certeza tb prioriza a flexibilidade, uma qualidade que lhe dá uma grande vantagem sobre os que não a tem.

  25. Ruy Machado

    Aliassime poderia ter fechado em 3×0 e correu sério risco de levar uma virada do sólido Agut. Segurou a cabeça e fez bonito, no fim, sob o olhar atento do Tio Tony. Seria muito bom um confronto entre ele e o (possível fenômeno) Alcaraz numa QF. Não assisti ao jogo do espanhol mas, pelo que li, foi de impressionar… Com 18 anos e mental de veterano. Se tudo der certo para um ou para outro, perdem para Medvedev numa SF… Ou não? Do outro lado da chave, não acredito em algo diferente de Djoko x Zverev.
    Saudações Rubro Negras e bom fds

  26. Paulo F.

    Dalcim, abandonando as costumeiras provocações, me impressionei negativamente do quanto Tsitsipas chegou mal em absolutamente todas as deixadas feitas pelo Alcaraz. E estamos falando de um jogador esguio e jovem, que deveria ser mais ágil.
    Alguma opinião sobre essas canelas de chumbo do grego?

    1. José Nilton Dalcim

      E usso não é de hoje. E outro detalhe que ele precisa melhorar é o voleio de backhand. Ele gruda demais na rede e sua abertura é um pouco atrasada. Precisa de treino nesses dois aspectos.

    2. Helena

      Me parece que ele é meio lento na reação, inclusive o Djoko sempre se utiliza desse recurso contra ele. Podemos ver isso nos dois jogos nesse ano, mas me lembro especialmente da final de Dubai 2020.

  27. Paulo F.

    Bruno, só para refrescar tua memória, quando o “GOAT” Federer começou a se atrapalhar contra um feto espanhol, como fez Tsitsipas ontem e por isso a minha brincadeira, ele possuía apenas 02 Slams.

  28. Vitor Hugo

    Alcaraz tem mais recursos técnicos hoje do que seu conterrâneo, Rafa, e o 1 fake, Novak, quando os dois tinham a mesma idade do espanhol. Caminha para ter uma carreira brilhante. Saque a 215 e 220kmh…

    Alcaraz, apesar de espanhol, já declarou ser fã de Federer, quem ele considera ser o melhor da história, assim como a maioria esmagadora dos novos jogadores, entre eles Sinner e Musseti.

    1. Jonas

      Não sei se você falou sério mesmo nesse comentário, mas o Alcaraz lembra MUITO o Djokovic no início de carreira. Assistindo ao jogo de ontem, me deu a impressão de um tenista parecido com o Djoko de 2007. Sim, aquele que chegou à final do US Open aos 20 anos.

      Como falei anteriormente, Medvedev e Zverev não terão minha torcida depois que Djoko largar, mas gosto dos estilos de Sinner e Alcaraz. Aliassime é talentoso, mas não vejo algo a mais nele.

      Enfim, sobre o assunto GOAT só resta chorar Marquinhos. Mas admiro tua paciência, kkk…

      1. Vitor Hugo

        O seu problema é q vc quer empurrar goela abaixo dos outros que Novak é goat e etc, e vc sabe muito bem q não é unânime. Eu não choro não, pois tenho certeza absoluta do meu ponto de vista e opinião.

        1. Jonas

          Não pô, cada um tem sua opinião. Certamente existem uns que não acham Phelps o maior da história. O problema é sustentar isso com argumentos sólidos. Não conseguem.

          Você como torcedor fanático, jamais irá admitir o óbvio, porque deve doer muito. Eu também achava chato admitir que Federer era o maior até 2019.

  29. Bel Grado Fa

    Queimei minha língua! Jogaço de igual para igual contra o Tsitsipas: Excelente a maturidade do garoto Alcaraz (que faltou ao Musetti e ao Tsitsipas em RG contra o Djoko): ao ver que não teria chances no 4o. set (6×0), preferiu desistir do set e entregar de bandeja, enquanto economizava a energia necessária (que ainda não tem) para equilibrar o jogo novamente no set final.

    Não o acho favorito na próxima rodada (seja pela empolgação da vitporia + idade, ou por ter estendido demais o jogo (creio seja a partida mais longa que ele já disputou.

    Mas torço por ele. Excelente surpresa, num torneio mais ou menos previsível”

  30. Flavio

    Mestre Dalcin a vida não está fácil para o Tsitsipas mesmo, desde aquela pipocada feia no Rolland Garros ao entregar o título de bandeja para o Djokovic ele não foi mais o mesmo, e aquela derrota está o machucando até hoje isso mostra que ele tem um mental muito fraco até o menino (Alcaraz) se mostrou mais confiante do que ele , embora o Tsitsipas tenha um tênis vistoso como o Federer ele não consegue controlar a sua capacidade mental, agora Dalcin mesmo o Tsitsipas tendo talento você acredita que ele possa vencer Slams desse jeito?

    1. José Nilton Dalcim

      Também acredito que Roland Garros ainda o esteja afetando, mas tecnica e fisicamente ele é excepcional e terá muito tempo para reagir na parte emocional. Foi uma bobagem criar essa pressão extra sobre as idas ao vestiário, só piorou as coisas.

  31. Vitor Hugo

    Pelo visto tem um ou outro aí desejando ser um homem como Djokovic quando crescer.. kkkk
    Os caras devem pensar: “Que homem meu Deus! Kkkkk
    Respeito quem gosta do estilo de jogo do sérvio. Normal. Mas aí elogiar o ‘homem ‘ Djokovic é demais! Tipo d gente que deixa a idolatria em primeiro lugar.

    Antes que alguém fale que eu idolatro Federer. Não não não. Pra mim ele é um cara normal, não se envolve em polêmicas e de certa forma até pacato. Não é santo, é humano! Mas longe de fazer as m… que o sérvio faz dentro e fora de quadra, que só um ignorante mesmo pra não reconhecer.

    Eu idolatro o tênis bem jogado, agressivo, com jogadas plásticas aliadas com eficiência e, nesse ponto, ninguém fez ou faz melhor que Roger Federer, que eu e a maioria consideramos o melhor da história. É o maior também, pois é o MAIOR LEGADO do esporte, o jogador q mais causou impacto, que mais arrecada, com maior número de fãs, q mais enche estádios e um dos maiores vencedores do esporte.

    O tal Araújo postou os números, mas a gente precisa enxergar as coisas de forma mais ampla, mais inteligente.
    Só pessoas limitadas olham apenas para os números, e é claro que a fakeaiada do sérvio se delicia…

    Comento aqui desde 2010, e não me lembro dessa torcida toda do sérvio até 2013, 2014… aqui tinha apenas 1 ou 2 torcedores de Novak. E por que? Porque são modinhas, não gostam d tênis, gostam de quem está ganhando, e começaram a torcer para o sérvio apenas quando ele começou a vencer slam e ganhar de um Roger já com idade avançada. Fato! Mais modinha impossível!

    Pra quem dúvida, é só ler os arquivos do blog e ver como a torcida do sérvio era inexpressiva aqui até 2013, 2014…

    1. Jonas

      Torço pro Djoko desde 2010. Mas, tirando as provocações de longa data no blog, admiro o Big 3.

      Demorei a gostar do estilo de jogo do Nadal, que era irritante até 2007 pelo menos.

    2. Rafael

      “Um ou outro” é o jogador Rune, que Djokovic venceu na primeira rodada, foi ele quem fez essa declaração.

      Só alerto você, Vitor, de uma coisa, assim como alertei uma pessoa de meu círculo social que falou para a doméstica que “ia por ela no tronco” (a mulher é negra), em tom jocoso, mas que não me impediu de ficar impressionado com a estupidez da declaração:

      – Homofobia, assim como racismo, é crime. Vai que alguém anda tirando print das telas onde você faz essas insinuações…

      1. Daniel C

        Não vi nenhum comentário homofóbico nesse último comentário do Vitor, sinceramente. É forçar a barra.

        E concordo com ele. O Federer quando tinha uns 5, 6 GS, já tinha uma legião enorme de fãs. Não é como um certo sérvio que apenas começou a ganhar muitos fãs nos últimos 4, 5 anos, quando perceberam que ele poderia se tornar o maior vencedor. Em 2016, quando ele viveu aquele momento de baixa, teve uma galera que desapareceu do mapa rsrs…

        É como o Vitor disse. É modinha torcer para o cara que está por cima e tem sucesso. Mas é a única coisa que ele oferece: ganhar jogos. O tênis é sem sal e a postura, nem se fala…Um dos piores representantes que o tênis já teve.

        1. Rafael

          É sua opinião, não é? Você tem todo direito a ela.

          Aliás, vc exprime essa mesma opinião em quase todos os seus posts. Eu, pelo menos, já entendi o seu ponto de vista. Graças à repetição.

          1. Rafael

            “Não é como um certo sérvio que apenas começou a ganhar muitos fãs nos últimos 4, 5 anos, quando perceberam que ele poderia se tornar o maior vencedor.”

            – Daniel, não sei há quanto tempo você frequenta o blog, mas se acompanhou os posts de quando Djoko tinha 25, 26 anos a maioria aqui dizia que ele não estaria mais jogando quando fizesse 30 por causa de seu estilo de jogo….

            – Quando ele tinha 11 slams, disseram que não ganharia mais nenhum e que já tinha ganhado mais do que merecia…

            – Quando ele parou de imitar outros jogadores e jogadoras, disseram que era forçado e que ele fazia isso pra chamar a atenção, pq pelo seu jogo nunca chegaria a lugar algum…

            – No último US Open, disseram e ainda dizem que foi UM TORCEDOR de Djoko que ameaçou a senhora da bolada de morte….

            – Quando ele errou em promover o Adria Tour, miraculosamente UM toneio virou “torneios” “Aquele que promoveu torneios durante a pandemia”….

            Agora que ele chegou onde quase ninguém acreditava ser possível, é lógico que você pode continuar criticando à vontade, o espaço é democrático, mas também é lógico que a torcida de Djoko vai se manifestar mais e ser mais efusiva. Djoko e sua torcida já foram alvo de muita coisa por aqui….Agora é nosso momento, nada mais justo que o desfrutemos.

            Da mesma forma que você critica, eu elogio e admiro Djokovic por muito que ele fez.

          2. Helena

            Olá,Rafael!

            Não consegui responder no comentário certo, então vou inserir aqui. Muito interessante o seu comentário.

            Tenho lido algumas coisas que achei muito curiosas. Um ponto que me chama atenção é como ao falar de Djokovic gostam de soltar um “Djokovic tem muitos defeitos, mas…”. E eu, bobinha, achando que todos nós éramos cheios de defeito, mas pelo visto só somos eu e o Djoko mesmo.

            O Adria foi uma grande bobagem, mas também é incrível como a interpretação fica a gosto de freguês. Hoje vi uma pessoa citando esse exemplo  como parâmetro para falar do caráter do sérvio, e dizendo que ele tinha mais qualidade do que defeitos (aqui parece que ele ganhou de mim, talvez….).

            É muito claro que errou feio ali, mas a questão é também é simples pra quem não tiver muita má vontade em analisar. Djoko é um atleta que sempre faz muitas doações e resolveu organizar esse evento para caridade. Não preciso lembrar a ninguém do constrangimento de ver os atletas agindo como se nada estivesse acontecendo. Errou ele, os organizadores e o governo local. Aqui não vejo ponto para discussão.

            Dessa forma, se quiser chamar o cara de inocente ou ignorante, acho justo,  mas, de verdade, alguém que organizar um evento de solidariedade é algo que pesa para considerar a sua falta de caráter? Sei lá, essa história de questionar o caráter do cara ou toda vez ter que citar que não é um ser humano perfeito me parece o cúmulo da birutice.

      2. Vitor Hugo

        O mesmo rapaz que eu chamei de fronha, está dizendo que eu sou o tal de Daniel C, que não tem nada a ver!
        E o mesmo rapaz e outro mané aí, estão dizendo que eu comemorei contusão de jogador, o que é uma mentira! Já desafiei o cara a colar e copiar, mas como é mentiroso, não o fez. O problema é q vcs e seus coleguinhas de torcida, acabam comprando a ideia jogando muitos contra mim.
        Rafael, se formos levar ao pé da letra, crimes são cometidos aqui quase q diariamente. Injúria, estelionato, crimes raciais ou homofobicos…
        Mas ok, entendi o seu recado.
        Grato

        1. Vitor Hugo

          Estelionato não. Mas falsidade ideológica, falsa identidade e etc sim, ou vc acha q metade dos participantes aqui colocam o verdadeiro nome? Eu não coloco pra me preservar. Já tive meu privado(face) invadido por um fake torcedor de Novak.

          O ‘vai procurar o que fazer’ foi impulsivo, então peço desculpas.

        2. Rafael

          Que bom, não quero encrenca nenhuma com você nem com ninguém. Óbvio que não sou perfeito, só dei um toque porque com certas coisas a gente tem que tomar cuidado e não vacilar, e isso vale pra todo mundo, inclusive eu.

          Grande abraço.

  32. Vitor Hugo

    Uma coisa eu concordo com o Jonas, a discussão sobre quem é o GOAT acabou faz tempo. Foi só Federer pisar em uma quadra de tênis… Talvez daqui uns 50 anos apareça alguém pra desbanca-lo.

    Sobre o maior da história, vejo Federer Muito a frente dos outros q compõe o top-5, Nadal, Sampras, Laver e Borg.

    1. Araujo

      Vitor Hugo e seus diversos outros pseudônimos acusam tanto o golpe que “eles” omitem justamente o nome daquele que superou Federer kkkkkkk O número 1 nao é nem citado no top5, é piada kkkkk

      Esse Vitor Hugo tem fixação tão grande em voleio que eu to achando que daqui a pouco ele vai dizer que Giba é o GOAT. Acho que ele tem que mudar de esporte e ir assistir Squash, Badminton, Frescobol….Que ai tem voleio aos montes.

  33. Paulo H.

    Quando Naomi Osaka venceu seu primeiro USO, quase se desculpando por vencer a até então imbatível Serena Williams, era difícil não se comover com aquela tenista de fala suave e golpes potentes, dos dois lados da quadra. De lá para cá, apesar de ter vencido mais 3 slams, houve uma reviravolta em sua vida, com troca de treinador, holofotes pelo movimento BLM, recordes de ganhos com publicidade e outras coisas que enfraqueceram o que tinha de mais forte dentro de si: o amor pelo tênis e a vontade de ganhar mais troféus. Hoje, parece amaldiçoar aquilo que a tornou mundialmente conhecida e corre o risco de abandonar uma carreira de grande futuro, ainda muito jovem, a exemplo do grande Bjorn Borg no passado. Uma pena para o tênis, mas espero que reencontre a paz de espírito que precisa para aproveitar a imensa fortuna que já acumulou.
    Não falei muito sobre a Leylah Fernandez, mas achei que a Osaka perdeu a partida no momento em que o seu mental foi para o espaço, e não que a Fernandez tenha vencido somente por méritos próprios. Ainda assim, mereceu vencer por permanecer focada, acreditando na vitória mesmo quando tudo parecia perdido, o que não é pouca coisa.
    Sobre o jovem Alcaraz, só elogios. A exemplo do italiano Sinner, bate forte na bola, mas tem recursos no voleio e nas curtinhas que o tornam diferente dos demais. Com mais experiência e aperfeiçoamento no saque, será uma ameaça para os ex-Next Gen.

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