Meninas de ouro
Por José Nilton Dalcim
31 de julho de 2021 às 13:32

Numa das campanhas mais surpreendentes do tênis brasileiro das últimas duas décadas, Laura Pigossi e Luísa Stefani superaram até mesmo o estigma de ‘cabeça fraca’ que os jogadores nacionais são acusados de possuir e, com quatro vitórias em cinco possíveis, chegaram a uma histórica medalha de bronze em Tóquio, superior a qualquer outro desempenho da modalidade na competição esportiva mais relevante do planeta.

Informadas seis dias antes de embarcar para Tóquio sobre a vaga inesperada, nossas melhores duplistas no ranking tiveram de fazer adaptações de urgência. Viagem longa, fuso horário avassalador, pouquíssimo entrosamento anterior entre elas, estilos um tanto conflitantes. Estava tudo contra elas, incluindo uma estreia difícil contra fortes canadenses.

Das quatro vitórias em Tóquio, três foram de virada e portanto no match-tiebreak, desafios que exigem muita frieza. Também evitaram oito match-points, quatro nas quartas e mais quatro na final deste sábado, e vamos ainda lembrar que o primeiro set da única derrota, na semi para as suíças, tiveram um set-point depois de liderar por 4/0.

A disputa do bronze contra as fortes russas nesta madrugada – acabaram de ser vices em Wimbledon – exigiu o máximo de Pigossi e Stefani, tanto no aspecto técnico como no controle emocional. Foram sets duros contra duas jogadoras que pegam muito pesado da base, mas as brasileiras conseguiram segurar muitas trocas importantes e foram extremamente oportunas junto à rede, como aliás aconteceu no ponto que deu a elas o match-point, em que Luísa mostrou incrível reflexo.

Salvar-se de 5-9, com dois saques do adversário a partir do 7-9, é um feito assombroso em qualquer circunstância, mas num jogo que valia tanto para o dueto brasileiro foi a mostra de maturidade e confiança. Simplesmente não erraram, mesmo com postura ofensiva, sem jamais segurar o braço.

Então a alegria de chegar a este bronze tão improvável não é apenas uma questão de nacionalismo, porém acima de tudo de mérito e competência. Além é claro de recolocar um grande foco sobre nosso tênis feminino, que reagiu nos últimos anos a partir do empenho hercúleo de Teliana Pereira, do crescimento técnico de Bia Haddad, da ascensão meteórica de Stefani e de tantas garotas extremamente sérias e dedicadas, como Pigossi, Gabriela Cé, Carol Meligeni, Paula Gonçalves ou Rebeca Pereira.

Jamais devemos esquecer que muito disso passa pela série de pequenos torneios profissionais promovidos no país desde 2011, eventos pouco mediáticos mas que são a base primordial para que possamos ganhar cada vez mais meninas de ouro.

Bencic é campeã, Svitolina faz história
Houve muito ponto bonito, mas a final olímpica feminina foi claramente tensa. Belinda Bencic e Marketa Vondrousova viveram muitos altos e baixos, tiveram dificuldades com o serviço e para sustentar vantagens, mas a suíça mostrou outra vez excepcional preparo físico e levou a terceira medalha de ouro do tênis para seu país, repetindo Marc Rosset, em simples de Barcelona-92, e os ainda ativos Roger Federer e Stan Wawrinka.

E a missão da ex-top 10 ainda não terminou. Voltará à quadra neste domingo para tentar outro ouro, agora em duplas, o que pode torná-la a quarta profissional a obter tamanha façanha. Bencic já pode ser apontada como o maior nome do tênis olímpico suíço, acima de Federer, que também possui uma prata de simples, em Londres-2012.

O bronze foi um duelo emocionante em que Elina Svitolina obteve notável virada em cima da cazaque Elena Rybakina, depois de levar uma surra no primeiro set. Esta é a primeira medalha do tênis ucraniano nos Jogos.

Sem medalhas e com vexame
E Novak Djokovic deixa Tóquio sem qualquer medalha no pescoço. Fez uma exibição de altos e baixos contra o espanhol Pablo Carreño, que se mostrou bem sólido o tempo todo e foi claramente superior no terceiro set. Emocionadíssimo, jogou-se ao chão para comemorar ao mesmo tempo a primeira efetiva vitória em cima do número 1 do mundo.

Nole alegou dor no ombro e sequer entrou em quadra para tentar o bronze nas mistas. Talvez, a frustração tenha sido o problema maior e isso ele deixou claro com duas explosões raivosas no terceiro set, a primeira arremessando a raquete na arquibancada e a outra, destruindo a raquete no poste da rede. Em ambas as situações, colocou-se outra vez no risco iminente de desclassificação. Será que a dura lição do US Open, justamente contra Carreño, não foi ainda o bastante?

De qualquer forma, Nole terá tempo suficiente para esfriar a cabeça e se preparar adequadamente para Cincinnati e US Open. Se o sonhado Golden Slam se esvaiu, fechar o Slam é apenas um degrau a menos na tabela das mais extraordinárias realizações que um tenista pode pretender na carreira. E a oportunidade continua muito aberta.


Comentários
  1. PSO

    Djokovic não foi ao Japão para defender a Sérvia. Ele foi para defender a si próprio contra os 2 que tiram o sono dele há anos – Federer e Nadal – e tentar dar um passo para o Golden Slam e se tornar o maior da história do tênis. Fez um papelão: perdeu dois jogos nas simples, jogou a raquete na arquibancada e quebrou a raquete na frente do juiz. O pior entretanto foi abandonar a compatriota, pobre desconhecida do tênis, e deixá-la sem o sonho de conquistar a medalha de bronze. Alegou uma lesão no ombro. VERGONHA TOTAL!!
    Enquanto tiver inveja do carisma e da popularidade de Federer e Nadal, esse tenista vai continuar uma pessoa infeliz, apesar de ser número 1 do tênis e jogar um tênis brilhante. Mesmo que ganhe 50 Grand Slams, sempre ficará atrás dos dois…
    Alguém deveria enviar para ele uma tradução para o idioma sérvio de uma famosa frase de caminhão aqui no Brasil: A INVEJA É UMA MERDA!

  2. Julio Cesar

    Na boa, já provaram que o Djokovic não tinha lesão ou vocês adoram ficar especulando coisas? Tem umas criaturas aqui que a vida inteira é desqualificar a pessoa, meramente por desqualificar, sem de fato saber o que se passa. Se eu fosse falar com certas pessoas daqui teria que levar um balde pra coletar o veneno.

  3. Miguel BsB

    Olha, não sou anti novak, até porque estava até na torcida para ele fechar o Golden Slam, e continuo querendo que ele feche o Grand Slam neste ano, feito raríssimo e muito difícil…
    Mas foi muito feio mesmo ele quebrar a raquete no poste e, pior, arremessá- la em direção as arquibancadas. Em plena olimpíadas…
    Imagine se os outros esportistas, frustrados pelas derrotas, fizessem o mesmo com seus objetos de trabalho?
    O cara do levantamento de peso resolvesse atirar anilhas e barras a esmo? Ou, pior, o atleta do arco e flecha ou, pior ainda, do tiro olímpico, resolvesse atirar a esmo e em direção às arquibancadas após um resultado frustrante?
    Ta na hora do novak parar com essas atitudes, não condiz com o supercampeao que é…

  4. Ricardo - DF

    Djokovic tem um mental monumental que, por vezes, desmorona. Depende do grau de estresse envolvido. O sérvio sucumbiu diante do russo-alemão, muito provavelmente por que ele valoriza muito, mas muito mesmo o ouro olímpico. É algo que ele persegue, como Federer, há anos. E não são muitas as oportunidades que se apresentam para obtê-lo. Provavelmente foi a última oportunidade real do sérvio de ganhá-lo pois, daqui a 3 anos, com 38 anos, vai ser bem mais difícil.
    Já Zverev é um dos poucos jogadores que consegue elevar o nível de seu Tênis a ponto de bater qualquer um do big-3. É um dos candidatos sérios a dominar o circuito em algum momento num futuro próximo, se conseguir manter a cabeça fria e a motivação.
    Com relação ao GOAT, achei interessante um vídeo do Vilaron, fazendo uma análise dos 3 grandes. Ele não toma partido, elogia todos mas, no final, observa: “Será que todos os pilotos de fórmula 1 que vencerem mais de 3 campeonatos serão maiores que Senna ???”…

  5. Paulo Almeida

    Não achei os grandes nomes do YouTube, do Twitter ou de qualquer mídia nojenta destilando seu veneno contra o Khachanov por ter quebrado a raquete com toda a sua fúria em pleno momento de glória do Zverev.

    Já sei: isso não rende ibope. Aliás, a final só foi transmitida nos sinais do Play. Depois que o Craque saiu, todo o interesse pelo tênis de simples (seja para o bem ou para o mal) se dissipou, o que acho uma pena.

    1. José Yoh

      Mas Paulo, você quer ler sobre Kachanov ou Djokovic? A imprensa vai escrever sobre o que nós queremos ler, como você mesmo disse.
      E não foi só a imprensa. A repercussão foi na net em geral, inclusive aqui no blog.
      Também não foi só quebrar raquetes, foi uma sequência de fatos difíceis de serem aceitos em uma olimpíada. É diferente de um torneio ATP, é outro espírito.

  6. JHONNY

    Sobre o bronze nas duplas o que podemos falar?
    Pigossi nem sabia que estava inscrita nas olimpíadas, a mesma disse que recebeu varias ligações enquanto jogava um torneio no casaquistão, a luisa nao acordava e eles precisavam dar a resposta urgente, e chegaram em cima da outra,
    Venceram 3 cabeças de chaves e uma dupla com duas vice campeãs de Grand Slam em simples, salvaram 8 math points realmente foi algo para guardar na memoria.
    Esta medalha vai para o Jaime Oncins que chegou nas quartas de Barcelona 1992 ( e naquela olimpíada não havia disputa de terceiro lugar ou seja ele ficou a uma partida da medalha) alias a derrota nas quartas foi 3 x 2.
    Vai pra Meligeni que surpreendeu em uma quadra dura de atlanta onde ficou tambem a um set de ganhar a medalha.
    Vai pro Guga que chegou as quartas em Sidney so que pegou o Kafelnikov nas quartas (um azar no sorteio)
    Para Marcelo Melo e Bruno Soares que chegaram nas quartas de duplas.
    ao Thomas Belluci que no rio surpreendeu e chegou as quartas de final fazendo um primeiro set primoroso contra o Nadal.
    Que esta medalha sirva pra Pigossi entrar de vez no circuito de duplas onde claramente ele tem chances de fazer uma carreira longa e vitoriosa.

    Observação: a Pigossi apesar de 03 anos mais velha parece ser mais nova que a Stefani

  7. JHONNY

    e a horda de federistas (a excessão de dois ou tres) que estavam desaparecidos voltaram agora a tona com o mesmo discurso apareceu apos a derrota do nole,
    Paciência novak realmente foi mal na semi final onde apos fazer 3 x 2 no segundo set parou de jogar, e foi feio ele desistir da disputa do bronze nas mistas.
    Agora e vir o USOPEN fechar o Grand Slan e ve esta turminha de novo voltando ao limbo, porque Novak fechara o GRAND SLAN.

  8. Miguel BsB

    Esse é um bronze dourado pras meninas! Totalmente inesperado, inédito! Parabéns demais pra elas! Mostraram se como as rainhas das viradas. No jogo em que elas começaram ganhando (4×0) da dupla Suíça, acabaram perdendo…
    Não vi com tanta surpresa assim a derrota do Djoko. Há tempos que, em 3 sets, a nova geração e um ou outro tenista conseguem derrotar o big 3. Principalmente o Zverev. A questão são os jogos em 5 sets dos Slam. Ali, a nova geração sempre fica devendo…
    Falando no alemão, agora campeao olímpico, só faltam os Slams pra ele. Gostaria de vê lo campeao de slam derrotando os Big3, no momento diria big 2, ao invés de só conseguir o feito após o declínio dos soberanos…
    Por fim, o Djoko decepcionou ao não jogar a última partida de duplas mistas. Um cara que se diz nacionalista, que ama as olimpíadas, deveria ter jogado mesmo com o ombro bichado, a base de remédios, o que fosse. Entrasse em quadra, e não abandonasse sua parceira, coitada. Imagina a frustração da garota. Talvez um bronze olímpico fosse a maior conquista que ela teria na carreira…

    1. Rodrigo S. Cruz

      Miguel,

      você é o cara mais ingênuo do planeta, se você acredita mesmo nessa conversa de ” lesão no ombro”.

      Se ele tivesse ido para final, ele jogaria até 50 sets com 49 tie-breaks, se preciso fosse…

  9. Willian Rodrigues

    Passando pelo blog para reconhecer que Djokovic teve atitudes realmente lamentáveis no torneio olímpico, indignas de um grande campeão como ele…
    Não me refiro ao excesso de vibração durante as partidas. O sérvio tem um sentimento nacionalista muito forte… As reclamações do Marcelo Melo não procedem; aliás, assemelham-se às atitudes do sérvio nessa última partida, demonstrando ser um mau perdedor. Julgo perfeitamente compreensível uma maior reatividade diante de situações adversas, e nunca deu uma importância tão grande ao fato dele quebrar uma ou outra raquete durante os jogos ou gritar com a equipe técnica para expurgar suas frustrações. Ele é um atleta que se cobra muito, extremamente competitivo… Porém, de uns tempos pra cá, isso se tornou mais frequente que o desejável, ou aceitável. Aquele ataque de fúria em que ele destruiu a raquete batendo-a contra o poste da rede foi, no mínimo temerária. Sinceramente, um péssimo exemplo! Poderia ter ferido alguém…
    Outro aspecto é que talvez ele tenha se assoberbado um pouco mesmo. Autoconfiança é algo imprescindível em todos os esportes, mas, não se pode descambar para o estrelismo.
    Concordo com o diretor do Blog e alguns foristas: as Olimpíadas constituem um templo especialíssimo do esporte! As únicas atitudes exacerbadas admissíveis são aquelas relacionadas às emoções pelas grandes vitórias, ou pelas “grandes” derrotas (sim, aquelas que deixam a sensação de que o atleta deixou ali o seu melhor ).

    Torço por Djokovic desde 2007… Sou admirador da técnica e da competitividade do sérvio. Há inúmeros aspectos de sua história pessoal que também me fazem admirá-lo. PORÉM, não posso me cegar diante de seus defeitos. Seria fanatismo…
    Sou convicto de que não se deve confundir a visão de mundo, crenças e ideologias de um atleta com sua atuação em quadra. Ele errou feio ao organizar o Adria Tour (vaidade…). Discordo completamente de seu posicionamento contra vacinas de um modo geral; trata-se de um desserviço à comunidade científica, à OMS e à população mundial. Eu poderia alongar a lista, mas, não seria conveniente para o momento.

    Com certeza, continuarei a vibrar com as vitórias e com os títulos do sérvio (ainda virão alguns), mas, espero que essa postura em quadra se atenue, melhore, porque realmente causa algum mal-estar àqueles que acompanham sua carreira.

    Sobre o ouro de Alexander Zverev, julgo muito merecido. Jogou demais nesse torneio!!
    E cravo aqui o seguinte: apesar do H2H desfavorável contra Tsitsipas, acredito que Zverev finalizará a carreira com mais “big titles” que o grego. Tsitsipas possui um maior arsenal de golpes, consegue variar melhor as jogadas… Mas, em alguns momentos esse russo-alemão demonstra uma maior força (quase literal). Ele possui uma arma absurdamente letal quando está bem afiada: o serviço de saque. Não percebo esse “plus” em nenhum golpe do grego.

    Saudações e semana abençoada a todos!

  10. Debora Motta

    Djokovic é MUITO gigante mesmo! Só ele foi capaz de Destruir FEDAL em quadra e unir seus fãs na insanidade do ódio lol
    Enquanto os haters perseguem Novak ele segue fazendo história!

    1. Rodrigo S. Cruz

      Verdade.

      Desprezar a disputa do bronze contra o Carreno, e sequer entrar em quadra pelo bronze nas duplas é histórico mesmo.

      Historicamente bizarro.

      Nisto, a gente concorda…

  11. Tiago Santana

    Olá, Dalcim. Logo após a vitória de Djoko em RG assumi, mesmo sendo torcedor e admirador de Federer, que ele, inegavelmente, se tornou o maior de todos os tempos no tenis, afinal detém as marcas mais importantes e impressionantes do esporte, e mesmo que os outros adversários ainda estejam em atívidade, Djoko me parece mais próximo de aumentar essas marcas do que Rafa e Federer de alcança-las. Vendo as olimpíadas meu sentimento já foi outro, enquanto se firma como demolidor de marcas, o sérvio se mostra também um esportista ruim. Entendo que um esporte, qualquer que seja, envolva honradez, retidão, ética, dentre outros compromissos comportamentais, e isso, infelizmente, não tem sido a tônica na carreira de Djoko, principalmente nesses últimos anos. Não acho que ele tenha de ser um gentleman ou amigo de todos no circuito, muito menos encenar ser bom moço, afinal está num ambiente de competição, mas ter comportamentos tão antidesportivos, que ofuscam até mesmo a conquista de seu adversário medalhista, contribuem apenas para diminuí-lo como atelta. Forte abraço!

  12. Barocos

    Depois de tudo por que ele passou, foi legal ver o Zverev levar o ouro. Espero que todas as acusações que lhe foram dirigidas sejam, no final das contas, muito exageradas, e que as lições que ele teve com os eventos tenham sido aprendidas.

    Muito, muito legal o que conquistou a dupla feminina do Brasil, espírito olímpico é isto, superação. Muito emocionante, quem sabe os brasileiros não passem a praticar mais este esporte maravilhoso depois disto. Precisamos mudar um pouco a mentalidade por aqui, claro, esta que coloca o 1° como importante e tudo mais como o resto. Esporte como educação e disciplina é o fundamental, o resto surge como consequência.

    Sérgio, que o Djokovic estava precisando de uma lição de humildade, é inegável, e que hora para ele receber uma.

    Em especial ao Periferia, um grande abraço, como bem notado por ele, a Rebeca é uma prova do que pode estar a espera do Brasil caso nosso país passe a tratar seus cidadãos, especialmente os mais humildes, com um mínimo de apoio, carinho e consideração. Apesar da medalha dela, sigo não gostando do funk brasileiro.

    Saúde e paz.

      1. Rubens Leme

        Sabe o que é legal de Bach? Há uma cena no filme The Commitments, bem no início, quando o tecladista começa a tocar Whiter Shade of Pale, do Procol Harum na igreja e ele comenta com o futuro empresário da banda, a peculiar letra da canção, até que o empresário fala: “eles roubaram a melodia de Marvin Gaye!” E o tecladista arremata: ” e ele roubou de Bach!”.

        Outra passagem com Bach acontece no filme Mr Holland, quando ele vai ensinar escala jônica e mostra como Bach é copiado na música pop.

        Uma ótima maneira de aprender os grandes nomes.

  13. Luiz Fernando

    Que manhã para maravilhosa p esporte brasileiro, o ouro da princesa Rebeca emocionou a todos, eu mesmo me chorei, essa menina é pequena no tamanho mas é gigante em tudo mais, e com certeza deve ter tido uma trajetória das mais difíceis, na vida e no esporte. E enquanto isso os quadrilheiros do congresso aprovam uma verba de 6 bilhões para a eleição, esse país não tem jeito mesmo…

    Zverev venceu o ouro olímpico com totais méritos, pois venceu o número um do mundo que vem em grande fase e hj detonou o mediano Cx9, que de promissor já se tornou outro adversário a caráter para os principais adversários. Esse alemão se puser a cabeça no lugar pode vencer muito, pois tem disparado o melhor e mais agressivo BH dessa turminha da nextgen e um serviço excelente…

    E o fato lamentável ficou por conta do Djoko, uma lenda viva do esporte, um cara q eu sempre admirei a despeito das vitórias sobre Rafa, ele tem q entender q perder faz parte do jogo, ninguém é imbatível, basta ver o exemplo do outrora tido assim por seus seguidores de seita e q hj não vence nem o magistral veterano Andujar, mas essas atitudes só angariam antipatia e reprovação, além de implicarem em risco p terceiros, esse arremesso da raquete na arquibancada foi um dos maiores absurdos q já vi em quadra, Kyrgios deve ter aplaudido essa atitude…

  14. João ando

    Vou postar de novo dalcim. Novak foi moleque quando jogou contra os brasileiros tentando acertar as bolas em cima do Melo e da Luiza. Um baba….escrot..

  15. Bel Grado Fa

    Acredito que se Djokovic estiver contundido (ombro) , os planos (dos torcedores, claro) de ele chegar ao 21st GS não vão acontecer este ano. A contusão é chata e tente a se agravar se não parar para tratar (a se confirmar).

    Parece que os torcedores (uma parte) já sabe até em quem botar a culpa da derrota em Tokyo (ops, já sabe a causa): trata-se do Fisioterapeuta dele que não viajou junto para Tóquio, e já estão planejando o apedrejamento público dele em redes sociais.

    “Certo está nosso editor, que assim como o Alfinete do conto de Alcântara Machado, segue apenas escrevendo, sem se incomodar com o que as nossas agulhas pensam ou escrevem. E segue escrevendo”

  16. Arthur

    Que coisa maravilhosa essa vitória das meninas, Dalcim.
    Em um país que já teve Maria Esther Bueno e Guga, é no mínimo curioso perceber que até hoje não tínhamos medalhas no tênis.
    Confesso que não assisti à partida, mas, pela descrição do jogo, deve ter sido um verdadeiro teste pra cardíaco, como diria o Galvão Bueno, hehehe…
    Você ou alguém aqui do Blog tem um link para os highlights da conquista?
    Se tiver, poste por favor. Queria muito ver como a partida se desenrolou, especialmente o MTB.

    Um abraço.

  17. Arthur

    Ficou feio esse final olímpico do Djokovic, Dalcim.
    Essa história de lesão no ombro não passa de migué e, a esse respeito, o “histórico” do sérvio é bem revelador do quão furada é a desculpa.
    O “jogo” contra o Carreno foi simplesmente ridículo. Gente com ranking muito pior e jogando treino pareceria mais disposta do que o Djoko na disputa pelo bronze. Houve horas em que ele nem ia na bola e dava umas patadas sem o menor sentido, coisa de peladeiro de final de semana, jogando tênis na quadra dos “veteranos” depois de entornar duas caixas de cerveja.
    Enfim, achei patético os lances da raquete e mais patético ainda o sérvio não ter sido eliminado (especialmente no lance de jogar a raquete pra arquibancada, coisa que eu nunca tinha visto numa quadra de tênis na vida, seja profissional, seja amadora).
    E ainda tem gente aqui se perguntando por que o sérvio não ocupa o mesmo lugar no coração da torcida que o Federer e o Nadal…

    Um abraço.

  18. Paulo F.

    Muito feia, em plenos Jogos Olímpicos, a falta de desportividade ao final de sua participação, de um dos maiores desportistas da história.
    Como eu torço para um tenista ao invés de REZAR para outro, como outros fazem achando que é uma divindade incriticável, fico confortável em criticar o Djokovic.

  19. Barocos

    Em geral, leio todos ou quase todos os comentários de um artigo, no do corrente, não vou fazê-lo.

    O texto do Dalcim, como de costume, está preciso e ponderado, mas eu sei bem o que irei encontrar de alguns dos foristas, que muito raramente fazem outra coisa que não tripudiar em face a desgraça alheia (schadenfreude), o quê, conjuntamente com outro grande defeito que apontei em um dos artigos anteriores, o despeito, perfazem parte do grupo dos piores defeitos que um ser humano pode ter.

    Sobre o Djokovic, como apontado pelo Dalcim, e ao menos para mim, não foi a derrota a parte mais dolorosa, longe disto, ganhar e perder faz parte do esporte, mas ter privado a sua companheira de dupla da oportunidade de lutar por uma medalha olímpica foi muito abaixo da crítica, fiquei extremamente decepcionado. Ainda que o sérvio tenha ficado infelicíssimo com os resultados dos jogos, ainda mais vindo da maneira que vieram, não foi uma atitude digna aquela pela qual ele optou.

    Torço que ele possa se redimir, em parte, pela imensa canalhice que cometeu. É trivial se mostrar grande nas vitórias, mas é muito mais significativo fazê-lo nas derrotas.

    Saúde e paz.

    1. Willian Rodrigues

      Prezado Barocos, concordo plenamente com suas palavras!
      Estou em dúvida sobre qual foi a maior “canalhice”. Foi a desistência da disputa por medalhas nas duplas mistas, ou ter inventado essa história de lesão no ombro, que não colou de forma alguma??! Muito decepcionante…
      Como afirmou Dalcim, ele deveria ter pensado melhor antes de se inscrever.
      Vejamos como se comportará no US Open após essa verdadeira “pataquada” nos jogos olímpicos…

      P.S.: Apesar de toda a emoção da medalha, também continuo não gostando do funk brasileiro. Rrrss

  20. Periferia

    O Jantar

    Uma ampla sala de jantar…
    Uma mesa de 10 lugares (do século 18).
    Do lado esquerdo os dois meninos…
    Do lado direito a duas meninas
    Federer em uma ponta e Mirka na outra.
    Ao fundo o som de uma música clássica não identificada.
    O menu…
    Lagosta com molho de laranja acompanhada de um risoto pesto…
    Tudo muito silencioso (Federer não acha de bom tom barulho no jantar).

    Uma sala de jantar discreta…com várias cadeiras…todas ocupadas.
    Djokovic com o primogênito no colo (Wajda de um lado…Goran do outro).
    Jelena se entregando a Baco de tanta felicidade (Djoko está casa).
    Papai Srdjan falando pelos cotovelos…
    Mamãe Dijana morrendo de vergonha do marido.
    O menu:
    sarma (repolho recheado com carne picada)…uma musaka (porco picado assado com ovos e batatas)…
    Mas Djoko não toca em nada… Goran e Wajda não deixam.

    Uma sala…um sofá…
    Um cara de chinelo… bermuda…e uma fita estranha na cabeça.
    Um prato cheio de jamón na mão…vendo o jogo do Real Madrid…
    Tio Toni do lado…

      1. Periferia

        Olá Leme

        Interessante coincidência…como os assuntos fazem um círculo…
        Estávamos falando no outro post sobre gastronomia…culinária francesa (apesar da trama ocorrer na Dinamarca…Babette é uma “fugitiva” da França).
        E vc lembra do filme A Festa de Babette.
        O filme é poético… singelo (apesar de ter algo de Platão com seu O Banquete ).
        Tem Bibi Anderson (O Setimo Selo) dos filmes do Bergman…
        A comida no filme tem uma função social (apesar de uma época distante e de uma cultura diferente…tem grande ligação com nós brasileiros oriundos do interior…onde um bolo de fubá com café…tem a mesma importância de uma terapia familiar na cidade grande…com a diferença que no interior a “terapia” nos deixa mais gordos…rs).

        1. Rubens Leme

          Eu revi esses dias, e me lembro que quando o vi, ao ser lançado, saí com fome do cinema e me enfiei logo em um restaurante….rs

    1. José Yoh

      kkkkk

      “Tudo muito silencioso”
      “Jelena se entregando a Baco de tanta felicidade (Djoko está casa).”
      “Mamãe Dijana morrendo de vergonha do marido.”
      “bermuda…e uma fita estranha na cabeça.”

      Estou certo que na realidade tudo é bem diferente, mas que o mundo todo imagina assim! (Licença poética)
      Abs

  21. Vitor Hugo

    Excelente o post do Menon sobre Djokobagre… Assino embaixo!

    O bagre sérvio nunca estará próximo da grandeza de Nadal e principalmente o suíço Roger GOATerer. Melhor a gente sabe que ele não é em comparação com Roger.

  22. Alexandre

    Queria deixar aqui o meu abraço e respeito pela conquista das tenistas brasileiras. Haja mental forte para virar em 9-5. Meus votos para que o feito delas inspire uma nova legião de bons tenistas no Brasil – tanto no feminino como no masculino.

    Um grande abraço, Dalcim e mais uma vez parabéns que excelente cobertura do tenis Olímpico.

  23. Paulo H.

    Não poderia deixar de registrar o meu orgulho e agradecimento às meninas brasileiras Luisa e Laura. Ouso discordar de você Dalcim, no quesito estilo de jogo, que considerei complementar entre as duas. A Laura com ótimas devoluções de saque e jogo na base, levantando algumas bolas, quando necessário e a Luisa correndo para se posicionar junto à rede, onde o seu jogo sempre é forte. Como se diz em algumas mídias, deu “match”. Gravaram seus nomes na história do tênis brasileiro.
    Torcendo também pela dupla suiça na final feminina, por simpatizar com a Bencic, que se concretizar o feito de ouro em simples e duplas, passará a pertencer a um seleto grupo de jogadores, no qual nem o grande Roger Federer conseguiu entrar.
    Sobre o Djokovic, desde o início estava incomodado com o clima quente e úmido, que mesmo sendo igual para todos, pode ter afetado mais o seu jogo pelo desgaste dos slams. Penso que pelo espírito olímpico e também em respeito à sua parceira, Nina, deveria ter participado da disputa pelo bronze (e aqui deixo uma dúvida pelo motivo alegado de dor no ombro esquerdo). Não reduz minha admiração por tudo que conquistou, mas deu muita munição para o seus desafetos.
    O meu palpite para a medalha de ouro é o Zverev, qual o seu Dalcim?

  24. Rodrigo S. Cruz

    Eu estava lendo os comentários da outra pasta e morrendo de rir aqui.

    Aliás, cumprimentos à sátira do Rubens Leme. 🤣

    Mas vamos aos fatos:

    dizer mais o que do comportamento do Djokovic?

    Que coisa FUNESTA a empáfia dele nas declarações que deu durante a competição olímpica.

    Nunca mais a sua torcida vai ter moral pra dizer uma vírgula sequer da vaidade do Federer.

    O sérvio já o superou nisto, e com folga!

    Ele menosprezou todos os seus adversários, porque na cabeça dele havia a certeza de que ganharia o ouro.

    Mas que bom que a soberba precede a ruína, e ele tomou “toco” até do Pablo Carreno… kkkk

    Depois, a sua soberba ficou ainda mais translúcida ao abandonar a disputa do bronze nas duplas, deixando sua compatriota a ver navios.

    Bronze em duplas não serve pro teu curriculum fake, né?

    Babaquinha!

    Fosse o suíço que tivesse feito isso, mesmo que vindo de duas cirurgias, a torcida nolista iria chiar até Paris 2024, ou Los Angeles 2028!!!

    Mas porque foi o “queridinho”deles, o incriticàvel, haja PANO para eles passarem como ótimos GARÇONS que são kkkkk 🤣🤣🤣

    No mais, nunca me diverti tanto, tendo visto os ataques de chilique criminosos dele, como a destruição da raquete junto à rede…

    Foi tão memorável e delicioso que se eu fosse organizador do torneio lhe daria uma medalha de latão.

    Abraços, Nole. 🤣🤣🤣🤣

    1. Rubens Leme

      Os fãs do Covidinho odiaram tanto essa sátira e me xingam tanto, que irei fazer mais vezes. Oportunidades, não faltarão.

    2. Rafael Azevedo

      Eu gosto muito do Djokovic, mas acho que vc foi certeiro na análise: “a soberba precede a ruína” (texto bíblico).
      Parece-me que foi exatamente isso que ocorreu. Uma pena, pois seria um uma feito histórico, sem precedentes, do sérvio, se conquistasse o ouro, dado o ano impecável que ele está tendo.
      Mas, pra mim, isso é normal. Todo ser humano que alcançou a posição que o Djokovic alcançou está sujeito a se ensoberbecer. Que ele aprenda com esse vexame e guarde sua mente para não cair nessa cilada novamente.

    3. Vitor Hugo

      Convenhamos, hein, Rodrigo, um jogo entre Novak x Busta é pra fazer qualquer um que sofre de insônia dormir, né? Kkkkkkkkk
      Só não sei qual dos dois dá mais sono….

  25. Alexandre

    Espetacular a façanha da dupla brasileira!!! Sensacional!!!! É pra comemorarmos muito!!!!

    Enquanto isso o sérvio fica emburradinho, desiste e desrespeita a parceira…o espírito olímpico passou longe do individuo. As máscaras caíram.

    1. Rodrigo S. Cruz

      Calma que logo mais ele manda o paizinho ridículo dele chorar pitangas e colocar a culpa no Federer…

      kkkkkk

  26. Sérgio Ribeiro

    “ Superior a qualquer desempenho da modalidade na competição esportiva mais Relevante do Planeta “ . Boa , Dalcim . E o mundo todo sabe disso , inclusive o Sérvio Novak Djokovic. O que as meninas fizeram , emocionou a TODOS que amam o Esporte como bem disse Bernardinho. As finais por Equipes, estão levando a loucura os atletas e a mídia mesmo sem público. E o N 1 sentiu na Vila Olímpica o que representa estar o melhor mesmo na modalidade que a princípio é individual . Se sentiu um Pop Star a lá Borg e não soube conviver com seu destino … Abs!

  27. Rodrigo S. Cruz

    Huahauahahuhauhuhàu

    Tcs, tsc, tcs

    Esse Djokovic…

    Vai ganhar uma medalha de LATÃO!

    🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

  28. Paulo Almeida

    Estardalhaço de YouTuber que nunca tinha visto o Craque quebrar raquete e os abutres oportunistas de sempre. Nada de novo sob o sol.

      1. Rodrigo S. Cruz

        É muita hipocrisia, né Dalcim?

        Se fosse o Kyrgios que tivesse feito uma dessas, esse rapaz iria falar mal dele até Los Angeles 2028…

      2. Paulo Almeida

        Não, foi lamentável, mas todos os deslizes do sérvio são amplificados além do que merecem com o poder da internet e agora até por quem provavelmente nunca viu uma partida de tênis.

        Enfim, vida que segue depois dessas derrotas. O saldo no ano continua bastante positivo.

        1. Paulo Almeida

          Calma, membros da seita.

          Vocês nem esperaram minha resposta e já chegaram babando. O “schadenfreude” (bom termo introduzido pelo Barocos) está forte, mas tenham um pouco de paciência.

        2. José Yoh

          Os deslizes são amplificados porque queremos a todo custo desmerecer ou enaltecer alguém, Paulo. Todos nós.

          Por essas e outras que Naomis, Biles e tantos outros entram em depressão.

  29. Marcílio Aguiar

    Grande feito das meninas brazucas, merecem todos os aplausos. Se superaram de uma forma pouco vista.

    Periferia, a que te remete esse titulo do Dalcim “Meninas de Ouro’?

    Não assisti ao jogo de Djoko x Busta, mas parece que o espanhol tem algum poder secreto que faz despencar nuvens negras sobre o sérvio.
    No episódio do USPOEN eu achei que a bolada na juíza foi uma infelicidade, totalmente involuntária e a desclassificação foi justa por estar no regulamento do torneio. Já hoje não tem como contemporizar com as ações do Numero 1. Apesar de não ter atingido ninguém, a raquete atirada ao longe é uma atitude muito mais perigosa e inexplicável que a do USOPEN. E fechou com chave de ouro destruindo a raquete daquela maneira. Me lembrou um certo tenista de Chipre que quebrava raquetes com gosto.

  30. Hendrix

    É inacreditável que um tenista negacionista e egocêntrico como esse sérvio mantenha uma base tão fiel de seguidores.

    Vivemos a era de que “os fins justificam os meios”, então é aceitavel para muitas pessoas torcer efusivamente para um tenista apenas porque ele é espetacular tecnicamente e tem vencido, independentemente de sua atitude deploravel em quadra ou fora dela. Dias sombrios.

    1. Luiz Henrique

      Discordo que seja inacreditável
      Veja que em 2010 ele era top 3 por 4 anos seguidos e não tinha essa base fiel, eram bem poucos
      No fim das contas resultado é que da torcida
      Pessoal quer torcer pra time/jogador que ganha, nada mais
      Se um Zverev e Medvedev da vida que hoje não tem base fiel forem o recordista de tudo no esporte daqui a 12 anos, tb vão ter uma base fiel, ainda que, sei lá, façam coisas bizonhas, ex: espancar esposa e filho, dar um tiro em um desafeto

    2. Bel Grado Fa

      Dias sombrios retrata bem a situação. Por mais que eu queira torcer pelo sérvio, esquecendo eventuais preferências, tenho a impressão que a cada torcida a ele, Djoko perde a compostura.

      Desta vez, conseguiu desrespeitar nossos espíritos olímpicos dentro da prőpria olimpíada!.

      Sem problemas, respeitamos. Apenas nao queira ser amado por todos, pois talvez (apenas talvez), nao va conseguir.

      Nada a se comemorar aqui!

  31. Rubens Leme

    KING CRIMSON – RED (1974)

    O disco que marca o final da primeira fase do King Crimson, grupo que começara em 1969, abrindo o show dos Stones no Hyde Park (o tributo ao guitarrista Brian Jones, morto dois dias antes, em 3 de julho) e meses depois lançando o clássico In The Court of Crimson King até a encarnação “final”, com um power trio de arrepiar: além de Robert Fripp, na guitarra, o baixista e vocalista (e originalmente guitarrista) John Wetton e o espetacular Bill Bruford, talvez o maior baterista que o rock teve, ao lado de Carl Palmer.

    Red foi lançado duas semanas após Fripp encerrar as atividades do grupo (eles só voltariam em 1980, em novo formato e mais perto da new wave, influenciados por grupos como o Talking Heads), e sendo o terço final da trilogia iniciada com Larks’ Tongues In Aspic (1973) e seguido de Starless and Bible Black (1974). Foram três álbuns complexos, de muita improvisação e talento lançado em apenas 18 meses.

    Red pega Robert Fripp em um momento de profunda crise com a indústria musical e abraçando o misticismo, em especial os escritos do autor russo George Gurdjieff. Assim, deixou que Bruford e Wetton conduzir muitas composições, já que considerava os dois como “tijolos voadores”, em termos rítmicos.

    O disco abre com a faixa título, com Robert levando o grupo ao extremo do som pesado, quase heavy metal, carregando sua guitarra em distorções e peso, enquanto os “tijolos voadores” cobrem tudo com uma verdadeira argamassa. Seria a única faixa assinada apenas pelo guitarrista, já que todas as outras são coletivas.

    Além dos três, vale destacar a presença do violinista David Cross na faixa ao vivo “Providence” e dois antigos ex-membros fixos do Crimson, os saxofonista Mel Collins e Ian McDonald, em “Starless”.

    Após o lançamento, Fripp entrou de sola em sua carreira solo, fazendo discos com Brian Eno, gravando com David Bowie, Talking Heads, Peter Gabriel e montou seu grupo new wave (The League of Gentlemen), até convidar o guitarrista americano Adrian Belew (que havia tocado com Bowie e Frank Zappa) para a segunda reencarnação do grupo, com outra trilogia – Discipline (1981), Beat (um disco tributo ao livro On The Road de Jack Kerouac, 1982) e Three of a Perfect Pair (1984), onde Belew também cantaria, com um timbre de voz bem parecido ao de David Byrne (Talking Heads).

    https://www.youtube.com/watch?v=X_pDwv3tpug&list=PLjPIe5KlzbfVieL1zPh3LjDNJQBV98WTF

    1. Paulo Almeida

      Como disse na pasta anterior, leio seus comentários sobre bandas que me interessam, mesmo com tantos outros odiosos e lamentáveis concomitantemente.

      Red e Larks’ Tongues In Aspic são excepcionais de fato e Starless And Bible Black muito bom, mas ainda prefiro In The Court Of The Crimson King, In The Wake of Poseidon e Lizard a este último.

  32. Lila Muniz

    Faltou beber mais água suja!
    Esse Nole, às vezes, se torna uma piada de muito mal gosto.
    Depois desse exposição vexatória nos jogos olímpicos, ele deve se olhar no espelho e dizer: primeiro – ninguém é imbatível, segundo – é maravilhoso vencer, mas quando se perde, não posso agir como um garoto mimado e besta, mesmo porque estou com 35 anos e terceiro – ame mais o tênis…vai precisar quando o corpo precisar parar!

  33. Vitor Hugo

    Depois de organizar o ‘torneio da morte’, sugerir que água suja cura covid, se mostrar descontrolado em todos os sentidos, só faltou um convite pro sérvio participar da mociata junto com um sujeito tão ‘ilustre ‘ quanto ele…

    1. Rodrigo S. Cruz

      Aquele cena dele quebrando a raquete foi patética!

      Como pode um tenita tão premiado como ele se comportar assim, tendo já ganhado TANTA COISA relevante nos últimos tempos?

      Se isso não for uma falha de caráter, eu não sei mais o que é…

  34. José

    Nada como um dia após o outro.

    Pra mim o único erro do Djokovic na Olimpíada inteira foi atirar a raquete na arquibancada. Agora aqueles chororôs do Marcelo Melo, aquelas insinuações que Djokovic falou da Simone Biles (que só gente safada pra falar) e a desistência dele, são coisas que os abutres fedais vão usar pra atacá-lo injustamente, porque criaram um ódio do sérvio depois deste se transformar no maior tenista de todos os tempos.

    No mais é isso: Federer e Nadal são fregueses de Djokovic; têm menos títulos relevantes (Slams+M1000+ATP Finals+Olimpíadas); têm menos semanas como número 1 do mundo e tudo isso sendo mais velhos que o sérvio. Segue o jogo.

    1. Luiz Henrique

      Caro José, acho que não dá para generalizar
      Eu mesmo sou “nadalista”, e não tenho ódio algum do Djokovic e tampouco deixo de reconhecer que o mesmo é o melhor jogador de todos (desde 2015 que sabia que era questão de tempo até bater todos os recordes)
      Mas isso é uma coisa
      Outra é “exigir” que todo mundo goste da personalidade dele, são coisas diferentes
      Críticas a personalidade dele não quer dizer que a pessoa o odeie ou não admita que ele seja o melhor jogador

    2. Renato Toniol

      Caro José, não seria mais fácil você reconhecer os erros do Djokovic? Uma coisa são os seus feitos e recordes, pontos incontestáveis, outra coisa, são suas frequentes atitudes de fúria, algo que já ocorreu inclusive em jogos em que ele estava vencendo.
      O pior de tudo, é fazer vista grossa para as atitudes deploráveis do sérvio.

      1. Marcos Ribeiro

        Para mim, enquanto o jogador está descarregando a sua fúria na raquete, ele está direcionando bem o seu sentimento e está no seu direito. Não pode é direcioná-la para outras pessoas. Mas, pelos comentários, parece que vários visitantes deste blog têm empatia pela raquete e compartilham das suas supostas dores. kkk Talvez este seja o récorde mundial da sensibilidade! rss VamoQuiVamo!

        Parabéns, Stefani e Laura! Bravo!!!

        1. José Yoh

          Caro Marcos, sempre penso que nunca aprovaria meu filho quebrar raquetes em quadra, menos ainda perto de outras pessoas. Por isso não gosto dessa atitude.
          Fora o fato que eu sonho com uma raquete daquelas faz tempo… rs

    3. Debora Motta

      Muito bem colocado, José! Os haters sentiram o golpe da supremacia do Nole e estavam desesperados esperando qualquer derrota para saírem de suas cavernas e poluírem o mundo com ódio e atrocidades, teve um infeliz que se dirigiu ao nole como “um sérvio” de forma pejorativa! Além de tudo nole ainda tem que lutar contra o preconceito em relação a sua nacionalidade!!! Djokovic é gigante e por isso incomoda tanto! Deixe que falem, enquanto isso ele coleciona recordes!!! Abraços

      1. Luiz Henrique

        Essa história de preconceito por ser sérvio é uma das baboseiras mais incríveis que já li. Supera a terra plana. Nunca vi nada disso, e por sinal a Sérvia é um país forte em muitos esportes, basquete por exemplo

    4. Bel Grado Fa

      Olha José,

      Aparwntemente, o Servio nao precisa desta ajuda q vc relatou.

      Ele consegue arruinar a imagem sozinho mesmo.

      E nao tenho nada a comemorar. So sinto vergonha!

    5. Alexandre G.

      Sou Federista, respeito e admiro o Nadal, e não tenho ódio algum de Djokovic, e admito que ele será o maior tenista da história, em números. Ele definitivamente entrou no meu rol de tenistas que não conquistaram o meu respeito. Serena Williams está nesta lista.

  35. Rafael Azevedo

    Se realmente foi uma lesão no ombro que tirou o Djokovic da disputa do bronze nas duplas mistas, não tem o que falar. Agora, se ele realmente tinha condições de jogar e abandonou pra se poupar para o USOpen, ou por desânimo mesmo, foi um tremendo vacilo.

  36. Marcos

    Dalcin, qual foi o ranking mais baixo de um(a) medalhista olímpica, seja em simples, duplas, duplas mistas?

    Parabéns Luísa/Laura pela memorável conquista!

  37. Edgard Upinho

    Dalcim, apesar de toda presepada que Djokovic fez, comportamento este indigno para alguém como ele, sobretudo numa competição internacional onde estava representando a Sérvia, você acreditou no motivo (dores nos ombros) para não disputar a partida de duplas? Achei uma sacanagem com a compatriota Nina Stojanovic e tb com a Sérvia. Enfim, ele alegou também cansaço físico e mental, e nisso eu acredito. Acho até que isso, assim como ocorreu quando ele venceu RG pela primeira vez, pode significar um momento de baixa do Sérvio para os próximos torneios. O US open sempre foi o slam mais aberto, imprevisível, e vendo esse Nole atual mental e fisicamente cansado, começo a acreditar que ele poderá não vencer em NY.

    1. José Nilton Dalcim

      É algo muito difícil de dizer, Edgard. O desgaste destes dois dias foi inegavelmente grande e é muito provável que realmente tenha trazido dores. É muito ruim dar w.o. num jogo de medalha. Deveria ter pensado melhor antes de se inscrever.

      1. Luz de Júpiter

        Mesmo que tenha sentido dores nos ombros nada impediria de jogar. Ele jogou com cotovelo baleado por tanto tempo não conseguiria jogar uma curta partida de mistas? Desgaste 0.
        Além de ser uma atitude egoísta com a sua parceira, tirou a emoção que Barty e sua dupla teriam ao conquistar a medalha.

        Medalha é medalha.

        Vocês estão reparando que nesta Olimpíada sem público os esportistas estão valorizando mais as suas conquistas do que se importando com a reação das pessoas? Uma medalha de bronze, um sétimo lugar… Cada qual sabe o valor que tem e comemora consigo mesmo.

  38. Carlos Alberto

    Caro Dalcim,

    Penso que fiquei quase tão emocionado quanto a Laura após o match point! Confesso que chorei junto!

    Achei seu post excelente e apropriado. Todas as meninas citadas são verdadeiras guerreiras. Gostaria muito que o tênis e o esporte em geral (exceto o futebol) fosse levado mais à sério no Brasil. Hoje, por algumas horas, Laura e Luísa me fizeram ter orgulho de ser brasileiro!

  39. Majô

    Embora tenha tido pena pela derrota. Me lembro que Djocovic disse dias antes sobre a Biles:” quem quer se tornar(sic) atleta de ponta, tem que ter o mental forte.Ora,a Biles é uma super vencedora já tem uns três ouros Olímpico ou mais!.Certo é que Djocovic disse que gostava de pressão.
    Quanto aos ataques de fúria,é do momento da partida, mas péssimo assistir.
    Dor no ombro,pode ser claro,mas para mim foi um vexame!E nem me venham com essa história que Olimpíadas não valem nada,claro que vale e muito!Lá estão os maiores de seus países e foram para bater recordes e vencer.
    Vale tanto que o próprio Djocovic pediu desculpas por não ter conseguido.

  40. Gilvan

    Novax Dkocovid, infelizmente, é uma figura tóxica para o tênis. Tudo que ele deixa na quadra ele joga no lixo fora dela. Figura lamentável em todos os sentidos. Pior que um mau perdedor é um mau vencedor.

    1. Luiz Henrique

      Interessante esse seu comentário “Pior que um mau perdedor é um mau vencedor.”, se é que ele teve o sentido que eu pense que tenha tido
      Sempre achei que Djoko é o que se comporta melhor após perder um jogo
      Cumprimenta o adversário de forma sorridente, elegante
      Não que os demais se comportem mal nas derrotas, mas ele se comporta melhor
      Nadal por exemplo sai de cara amarrada, não que isso seja se comportar mal, não, mas Djoko é o que se porta melhor após perder
      Mas ao ganhar é ao contrário, eu acho que ele as vezes poderia ser mais comedido quando ganha
      Acho que ele tem umas reações meio inapropriadas as vezes quando ganha
      Então de fato as vezes acho ele um bom perdedor e mal ganhador
      Nadal é um pouco o oposto, dificilmente da sorrisos pro rival após perder, mas é bem mais comedido ao vencer, dificilmente sai gritando que nem um doido, ou rasgando a camisa e tal
      No máximo da um saldo vibrando
      Mas enfim, são coisas subjetivas, cada um pode enxergar de uma forma

      1. Gilvan

        Luiz Henrique, quando digo “mau vencedor” não me referia à derrota/vitória no jogo em si. É uma referência mais geral à postura (dentro e fora de quadra) que o Djokovic tem adotado desde que se tornou um grande campeão, já há alguns anos. Era um jogador que eu admirava e que hoje acho uma figura intragável. Vejo ele como uma figura péssima para o tênis, o que só vem se reforçando ano a ano, seja com papo anti-vacina, tentativa de criar um circuito paralelo, bolada no juiz, ataques de pelanca, promovendo torneios no meio da epidemia, largando a parceira na dupla mista no momento de glória dela (briga pelo bronze), a postura arrogante, enfim, tá difícil de gostar do sérvio.

        1. Carlos Reis

          O Ani Vacina mais famoso do mundo joga muito, é multi campeão! E agora mostra um lado “bad boy” muito bom, deu desse papo politicamente correto o tempo todo, chega de hipocrisia, chega de fingir. Djokovic foi buscar SAÚDE, e quem faz isso seriamente descobre que a alopatia é um LIXO, DESCOBRE que as va$$inas são VENENO! E essa para Covid, nem vacina é, é terapia genética EXPERIMENTAL, onde NENHUMA cobaia animal sobreviveu muito tempo, e estão injetando essa PORCARIA nas pessoas, bando de N4Z1ST4S M4LD1T0S!

          1. Maurício Luís *

            Essa “porcaria” a que voce se refere baixou o número de óbitos no Brasil de quase 5 mil ao dia pra média móvel inferior a 1000/dia. São fontes oficiais. Já as suas fontes, não se pode dizer o mesmo.

          2. Gilvan

            Pra existir o golpista sempre tem que existir o parvo que caia nos seus golpes. Todo mundo pode ser o parvo da vez, mesmo um craque da bola como o Djokovic, então não chega a ser um privilégio, Carlos Reis.

  41. Gildokson

    Campanha extraordinária das meninas, e pior que deixou a impressão que por um detalhezinho poderia até ser um ouro hein. Mas só de ser um feito inédito e inesperado eles tem q se orgulhar e muito. Mostraram uma mentalidade totalmente diferente da maioria dos atletas do comitê olímpico brasileiro que muitas vezes parecem se vitimar e não acreditar em si mesmo e que pode sim conquistar.

    Agora voltando ao assunto Djoko rsrs que diferença do comentário do meu amigo Paulo Almeida falando sobre a medalha que o Federer perdeu para o Di Pascale e falando sobre a derrota do sérvio para o Busta. Para avaliar a derrota do ídolo ele se torna totalmente racional kkkkkkkk considera até cansaço e contusões, mais um pouquinho nos surpreenderia considerando a idade kkkkkkkkkk
    Ahhh e antes que eu me esqueça, Paulo F. disse no primeiro post pré Olimpíadas que voltaria só após as medalhas (não cumpriu, claro). Agora eu fiquei curioso… Que medalhas???
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  42. Herald Santos

    Dalcim, você sabe se a Laura foi a jogadora de ranking mais baixo a conquistar uma medalha olímpica? Você possui essa estatística? Seria ainda mais fantástico!

  43. Renato Toniol

    Quebrar raquete, acho que Nadal é o único dos tops que nunca vi fazer. Agora, Djokovic vem fazendo dessas atitudes furiosas a sua marca registrada.
    Puxa, o cara acaba de igualar o recorde de Grand Slam e está a beira de assumir a ponta isolada, além de ter imensa oportunidade de vencer todos os Slams na mesma temporada, mas volta e meia tem as suas atitudes de fúria.
    É esse o tenista que querem chamar de goat? Desculpa, mas para ser classificado como o maior de todos os tempos, há também a necessidade de se zelar por uma imagem integra e respeitosa. É uma pena, pois a sua grandeza tenística não condiz com grande parte de suas atitudes, e o fato de não trazer medalha nesses jogos, não o diminuiu em nada, mas as suas atitudes…

  44. Jeovan dos Santos

    Hahahahahahhahhaa Putz Dalcim, e agora? O blog vai ficar sem assunto heim… Esse Djokovic aprontando com vc, mal sabe ele o trabalho que vc tem para preparar com antecedência as matérias, que são sempre sobre ele hahahhahahahahhahahahahhahah Tá esperando ansioso pelo US Open né “mestre”? Hahahahhahaha

    1. José Nilton Dalcim

      Dos sete textos olímpicos, apenas um deu enfoque primordial ao Djokovic, e foi nas derrotas dele na semifinal. Um comentário completamente fora do tempo. Que pena que você gaste tempo em fazer críticas descabidas.

  45. HUGO L C ALMEIDA

    É impressão, ou a turma aprendeu como jogar contra o Djokovic? Claro, ele é excepcional! Mas Zverev fez 6/1 no 3 set?! Hoje, o Pablo Carreno Busta, também, conseguiu se impor em 3 sets.
    Djokovic é favorito p/ o USA Open, porém, ficou nítido na Olimpíada que ele não é mais o ser de outro planeta.

    1. Gustavo

      O problema não é aprender a jogar contra ele
      É não amarelar
      Tripas por ex tinha 2 sets a 0 e amarelou após tomar 1 quebra
      A geração mimimi não aguenta que alguma coisa comece a dar errado no jogo, entregam
      Medvedev no AO bastou perder 1 set e pirou a cabecinha

  46. Sidney Rodrigues

    Dalcim
    Parabéns ás meninas, exemplo de luta, raça e determinação.
    E o Djoko, hein?
    Além de não ganhar nada, impediu que sua companheira de duplas mistas pelo menos tentasse ganhar uma medalha.
    Entrou na Olimpíada pensado que era o MVP e saiu mais pequeno ainda.
    Que vexame…

  47. Marcelo

    Sensacional.
    No 9-5 confesso que entreguei as minhas esperanças, mas de repente uma virada sensacional.
    Dalcim, você acha que nas duplas as Olimpíadas tem maior peso que na simples? Tipo, se Bellucci chegasse a final de RG 2016, o Brasil teria parado, assim como se tivesse chegado a final das Olimpíadas, mas não sei se Bruno Soares/Mello chegando na final de RG 2016 teriam tanta visibilidade quanto chegando numa final do Rio 2016.

    1. José Nilton Dalcim

      As Olimpíadas têm uma visibilidade maior por se tratar do maior evento esportivo, larga cobertura das tvs. O resultado é do país, diferente do circuito tradicional que é do jogador. Acho no entanto que se tivéssemos no circuito uma dupla totalmente nacional, ao invés de ter um parceiro estrangeiro, as duplas ganhariam ainda mais peso.

  48. Rubens Leme

    “Foi um choque vê-lo no velório teatralmente iluminado como se um Buda em postura parinirvana tivesse vindo aqui deixar sua mensagem de piscadela de ilusão & deixado o corpo para trás”.

    (Allen Ginsberg, no enterro de Jack Kerouac)

    Passei o dia lendo O livro de Jack – Uma Biografia Oral de Jack Kerouac, de Barry Gifford e Lawrence Lee (https://www.amazon.com.br/livro-Jack-biografia-oral-Kerouac/dp/8525055263).

    Basicamente, os autores entrevistaram várias pessoas que conviveram com o escritor, ao longo de anos e em centenas de horas de gravações e depois compilaram e reconstruíram a vida de Kerouac via estas lembranças orais.

    Allen Ginsberg – um dos melhores amigos e mentor de Jack – ficou fascinado com a obra e disse que “é como o Rashomon (o filme), onde todos mentem e a verdade vem à tona!”.

    Ginsberg também confessa que se afastou de Kerouac nos últimos anos, quando o autor de On The Road se mudou para a Flórida e só conversavam ao telefone, e Kerouac falava coisas odiosas e ofensivas. Ao longo dos anos, foi renegando sua obra e, principalmente, os apaixonados por On The Road, que fez dele um ícone que nunca quis ser.

    Na verdade, sempre foi conservador e extremamente religioso e isso fica claro em várias entrevistas ao final da vida. Há uma em especial para o programa Firing Line with William F. Buckley Jr, com o tema “The Hippies”, em que um Kerouac inchado, alcoolizado, que mal conseguia abrir os olhos e sempre fumando, solta “pérolas” reacionárias, com Allen Ginsberg na plateia, que observa decepcionado (https://www.youtube.com/watch?v=oaBnIzY3R00).

    O livro é uma obra dura e verdadeira, com alguém que confessou ter feito dezenas de livros que mais pareciam autoentrevistas falando de si e exausto por ter que responder as mesmas perguntas, 10 anos depois. “Estão todas (as respostas) nos meus livros”.

    Goste ou não dele ou de sua obra – Truman Capote o detestava e o chamava de “datilógrafo” – Kerouac mudou a cara da América e foi um dos “culpados” pela revolução hippie e o que se seguiu depois, ainda que tenha renegado o rebento antes de morrer.

  49. André Barcellos

    Surpreendente o bronze e a garra dessas meninas. Realmente contra todos os prognósticos.
    Dalcim, acho que no tênis olímpico (assim como outras modalidades olímpicas) o bronze vale tanto quanto a prata, quer pelo número de vitórias, quer pela motivação em meio à frustração, em pouquíssimo espaço de tempo.

    Djoko não conseguiu a mesma motivação e é lamentável que tenha se comportado de forma tão descontrolada nessas olimpíadas.
    Nunca vi um cara de tanto sucesso com tão pouca paz interior (entre esportistas)

  50. Carlos

    Sou torcedor do Nole, e não tenho nada contra quebrar uma raquete aqui ou ali. É ideal, não. É bonito, de jeito nenhum. Mas todos já fizeram isso…
    Agora, o que ele fez hoje foi um absurdo e vergonhoso para um tenista que está em todas as listas dos três maiores de todos os tempos (sim, para mim é o maior: Slam/semanas n.1/H2H favorável contra rivais/TodosMasters).

    Deveria ter sido desclassificado sumariamente.
    Vai ter que recomeçar do zero para buscar o USOpen.
    Não em termos técnicos ou físicos, mas em termos psicológicos. E essa é sempre a parte mais difícil.

    1. Majô

      Boa tarde Carlos. Parabéns pelo comentário isento de fanatismo e de muito equilíbrio.Você é um torcedor de tênis genuíno. Ótimo domingo.

    2. Barocos

      Carlos,

      Lamentável que ele tenha abandonado a parceira na disputada da medalha de bronze, acho imperdoável.

      Saúde e paz.

  51. Gustavo

    Acho que o grande objetivo do Djokovic era ser desclassificado mesmo, aí fazer o maior drama de perseguido e tudo mais.
    Ia vir um monte de gente falando em conspiração, que é pq ele é sérvio, e mil baboseiras do tipo.
    Tentou 2 vezes.
    Acho que só n tentou a 3º pq ia ficar meio evidente

    1. Carlos

      Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
      Bolsonaro e Djokovic são duas pessoas absolutamente diferentes. Djokovic sequer deveria ser citado nesse contexto.
      Querer transformar o Djokovic num símbolo do Bolsonarismo por ele ser pessoalmente contra vacina beira a insanidade.

      Misturou alhos com bugalhos.

    2. André

      Cara, com todo o respeito, votei no Bolsonaro em 2018 e pretendo votar nele novamente. Este é um Blog de tênis, mas nunca vi uma postagem sua sobre o tema do blog. Um pouco mais de respeito…

    3. JHONNY

      Ue bastou a derrota para deixar de escrever sobre musica filme ou livros?
      e ainda vem falar que também fala de tênis?

  52. WILLIAM ALMEIDA

    Sérvio depois das declarações arrogantes perdeu dois jogos, parece que os 20 GS subiu a cabeça. Assisti o primeiro set e o sérvio estava com aquele jogo passivo confiando demais no seu físico. Tinha especialistas ex tenistas falando que o Sérvio vai ganhar 30 GS e jogar até os 40 anos, no meu entendimento com esse estilo de destruir o físico no fundo de quadra ele não chega até os 40 jogando no nível do Federer que tem um estilo de pontos curtos poupando o físico.

    Completando o Sérvio não tem um estilo que joga pontos curtos, todo jogo ele quer ganhar no físico trocando 500 bolas até o oponente cansar, tenho sérias dúvidas que o Sérvio vai repetir o desempenho do Federer dos 35 anos até os 37 jogando esse estilo maratonistico confiando demais no físico.

  53. NELSON LUIS DE CARVALHO FREIRE

    Dalcim
    Já havia comentado antes aqui neste blog, a pouca cobertura que o tênis feminino brasileiro tem. Acho até que rola um certo preconceito contra o tênis feminino, que é, erroneamente., comparado ao masculino. São coisas completamente diferentes, mas ambos tem dificuldades altíssimas. Ambos são ESPORTE. Com a dureza das derrotas e a alegria das vitórias. Essa foi MAISCULA!
    Salvar 4 matchpoints valendo medalha olímpica, é pra muito poucos. 2 bolas quase na linha da Laura e a firmeza de rede da Luiza, pelo amor de Deus! Infarta a gente! PARABÉNS meninas, vão ser lembradas para sempre!!

    1. José Nilton Dalcim

      Sou obrigado a discordar, Nelson. A cobertura é proporcional aos resultados. Se há grandes feitos, como aconteceu com Teliana, Bia e Stefani recentemente, a divulgação vem. Não estou é claro me referindo ao TenisBrasil, que procura divulgar todo tipo de evento, mas da imprensa geral. Temos de compreender que resultados são essenciais para o esporte ser mais bem divulgado. Abs!

      1. Carlos

        Discordo, Dalicim.
        E também não me refiro ao TenisBrasil, pois aqui vejo isonomia na cobertura tenística, equilíbrio nas manchetes e destaques entre os gêneros. Mas, em geral, exalta-se mais o masculino sim. E não é somente no tênis não. Em outros esportes e campos da vida também.

      2. NELSON LUIS DE CARVALHO FREIRE

        Dalcim
        Não gostaria de polemizar, mas não vejo os tenistas brasileiros (masculino) fazendo grandes resultados ultimamente. Infelizmente. Não posso dizer que vc não cobre o feminino, mas é tb notório o volume de informação publicada, mesmo aqui no Tenis Brasil sobre o masculino em comparação com o feminino, se referindo a tenistas do masculino não Brasileiros. É isso ao que me refiro
        Abc

        1. José Nilton Dalcim

          Mas você não pode ignorar a questão editorial, Nelson. Damos toda a cobertura ao feminino, mas a proporção de audiência é de 1 para 4. Então temos de atender a demanda.

    2. Carlos

      Eu sou fã do tenis feminino. Inclusive, prefiro tenis feminino ao tenis masculino.
      O momento atual é muito mais competitivo, com várias jogadoras promissoras, algumas veteranas, outras experientes e todas com muita qualidade. Muitos nomes fortes!
      Além disso o jogo é mais lento e permite maior variação do que o masculino.
      Inclusive, acho o mesmo em relação ao volei. O masculino é muito rápido, enfadonho, e o feminino é mais técnico.

      1. Gustavo

        Concordo
        O masculino é um esporte quase em extinção
        Tem 6 anos que só tem um jogador
        O resto é velhos, ex jogadores em atividade e geração mimimi

  54. Rubens Leme

    É madrugada em Belgrado, quando uma chamada via whatsapp estremece a cidade.

    – Papis, papis!
    – Alô, flhinho…
    – Tava dormindo, papis?
    – Imagine, filhinho, papai jamais dorme às três da manhã. Sou eu quem acorda nossas galinhas para trabalharem!
    – Mas não temos galinhas, papis!
    – Bem, então vou comprar umas, só para acordá-las!
    – Vai comprar galinhas, papis?
    – Estava apenas sendo irônico, filhinho. Como você está?
    – Ah, papis, tô tão triste!
    – Não fica assim, filhinho, aconteceu e pronto!
    – Tô sendo criticado na internet por todo mundo, não apenas pela imprensa!
    – Esquece isso, filhinho, são tudo robôs federistas e nadalistas.
    – Papis, quero que dê uma entrevista!
    – Pode deixar, filhinho, já tô agendado e já rascunhei o que falarei contra aquele suíço!
    – Esquece ele, papis, quero que fale mal da Head!
    – Head? Mas, que Head, filhinho?
    – A Head que me fornece raquetes, papis!

    …(silêncio na ligação)

    – Papis? Papis? Caiu a linha? Alô?
    – A Head, Nolinho? Mas, como assim? Por que?
    – Como assim porque, papis? Não viu que fizeram umas raquetes ruins que quebraram só porque as encostei no chão!
    – Filho, mas a Head é nossa parceira há anos, te paga um bom dinheiro e você a usa há anos. Não temos do que reclamar!
    – Claro que tem. Estão me criticando por ter quebrado raquetes!
    – Filhinho, você as quebrou. O que é verdade, é verdade. Papis não gosta de mentiras.
    – Não, papis, não quebrei. Elas apenas escaparam da minha mão quando fiquei um pouco… exaltado!
    – Filhinho, olha só. Eu posso falar mal do Roger, do pai dele que produziu o filme do Richard Williams, mas não vou falar mal da Head!
    – Mas, papis…
    – Não, Nolinho, não e não. E vai dormir que amanhã você pega o vôo de volta!
    – Tá bom, papis.
    – Boa noite, filho.
    – Papis, papis! Só mais uma coisa!
    – Que foi, filhinho?
    – É que estou ainda esperando minha motociata.

    ….(silêncio na ligação)

    – Alô, papis? Papis?! A ligação caiu de novo?
    – Alô, filhinho, a ligação tá com chiado, não tô te ouvindo. Quando você chegar, conversamos.
    – Papis, papis!

    E o silêncio volta a reinar em Belgrado e nos galinheiros adjacentes…

    1. JHONNY

      Hipocrisia reinando pra variar

      Nole ganhando.
      vamos escrever sobre filme, livros, musicas, por do sol etc.
      Nole perdendo
      Vamos falar de tênis ou zombar um pouco do cara

  55. Rubens Leme

    Às vezes acho que os brasileros deveriam se concentrar em duplas. Um que teria tido otimos resultados desde que despencou como simpliesta seria o Bellucci, não acha Dalcim?

    Parabéns a elas que de zebras viraram realidade.

    1. Bel Grado Fa

      Da forma como eu enxergo as coisas, sempre me leva a pensar que quem está “lá em cima, eleito”, é sempre muito parecido com a maioria que vota e est[a “aqui embaixo”, ou ao menos se identificam em muitos aspectos, ou eles não seriam tão populares:

      – Enquanto “nós aqui de baixo” não aceitamos torcer para ninguém que não seja o melhor, os “nosos tenistas lá de cima” também não admitem tentar numa modalidade que não seja a melhor, maior, etc.

      São todos muito parecidos na essência. Não pode haver tanta diferença assim entre os brasileiros (ou sérviso) que estão “lá em cima” ou “aqui embaixo”.

      Aliás, aposto que se aquele do Leste Europeu pedir ao “Papis” uma motociata, Papis vai organizar uma motociata. E se Papis, organizar, vai estar cheia de seguidores (do mesmo modo que aqui). E não duvide que irá sem máscara e será seguido na falta do adereço também.

      Mas como sempre há uma Lei da ação e reação presente, abriria a possibilidade de ser campeão do título de Djokovid Ota do ano pela segunda vez, num inédito bicampeonato. Mesmo sabendo que ele têm um concorrente de peso aqui no Planalto.

  56. Rafael

    Faz mais de 10 anos que Djokovic não “perde” uma partida. Simplesmente após todas as derrotas, mais cedo ou mais tarde, ele alega que estava com algum problema físico no dia.

  57. Marcelo Costa

    Quero ver as pistas ou ruas tomadas de fadinhas, as praias tomadas de ítalo, Tatiana, e as quadras de tênis cheias dessas meninas guerreiras, que são de ouro.
    Dica as cidades que não possuem quadras públicas, cobrem seus governantes , vão pra cima e “exigam” a construção de quadras, e aulas gratuitas para todos. O momento é nosso, a majestade é delas.
    Sobre o sérvio, nesse reino do tênis, ele é rei mas vive agindo como bobo da corte.

    1. Bruno Gama

      Exijam que os governantes montem uma quadra de tênis no meio da pracinha e deixem lá pros cracudos e maconheiros fumarem em cima dela.

      1. Marcelo Costa

        Estranho onde moro, só vão tenistas, crianças, famílias, idosos, mas usuários de droga não vi, e já vi quadras públicas em várias cidades, creio que você aproveite e cobre segurança pública, vá à secretaria de esportes, e após vá à secretaria de segurança.

  58. Rubens Leme

    Enquanto ganhava, Covidinho dava entrevistas dizendo-se ótimo, feliz e preparado para tudo. Bastou ser espancado pelo alemão, que abandonou a parceira na mão nas semi, apanhou do mediano Busta, destruiu a raquete na hora de cumprimentar (“foi você a culpada da minha derrota!”) e deixou para lá a altivez fingida e forçada do dia anterior e saiu sem medalhas.

    Aposto que daqui uns dias o papai sairá metralhando contra tudo e contra todos, em outra entrevista tão constrangedora quanto as lives de um certo presidente.

    Resumindo: um ídolo ressentido, que não sabe perder, mostra todo o seu desprezo pela fama de “esporte de cavalheiros” que cerca o tênis e que até pode deter recordes, mas nunca será apreciado como os verdadeiros gigantes do esporte.

    Duvidam de mim? acessem o twitter e veja o monte de críticas e não apenas dos “adoradores” de Federer e Nadal.

    Mas o que esperar de um negacionista, anti-vacina e que (também, claro!) faz lives constrangedoras com um guru de terceira? Neste aspecto é um verdadeiro goat, anos-luz do segundo colocado, seja lá o escolhido.

    Covidinho é o “ídolo” de barro, que representa perfeitamente esta era chucra, que na ausência de argumentos (diálogo nunca foi o forte desta gente) e conhecimentos históricos, atacam a todos.

    Amam o “ídolo”, mas desconhecem a história do esporte e jamais haviam acompanhado tênis antes de 2011. Não possuem sequer um memória afetiva com o esporte em sua vida, não conseguem citar os campeões de Wimbledon e Roland Garros, de cabeça, de 1971 para cá, sem consultar o wikipedia.

    Não foram a jogos ao vivo, nunca chegaram perto de Borg, Connors, Kirmayr, Marcos Hocevar, Luiz Mattar, Thomaz Koch, Givanildo, Júlio Goes, Patrícia Medrado, da peruana Laura Arraya, Niege Dias ou pediram autógrafo para o paraguaio Victor Pecci. Alías, desconhecem todos esses nomes e a história do esporte no Brasil.

    Ainda bem que caminho, como sempre, do outro lado do rio. Ser xingado e criticado por esses “fãs” é o maior elogio que podem me conceder, especialmente daqueles que “sempre pulo quando vejo um post do Rubens Leme, nunca leio”, mas sempre estão prontos para me criticarem depois, sejam pessoas reais ou robôs.

    E atacam e agridem, somente. Agora, debater com argumentos razoáveis e com conhecimento históricos, nunca.

  59. Periferia

    Não está morto quem peleja…
    Muito mais que as vitórias….as derrotas nós moldam.
    Quem tem medo de perder…deve evitar a disputa.
    Não foi o caso do sérvio…além do desejo de buscar uma medalha para seu país…ele buscava a glória de vencer tudo…e foi em busca dela.
    Diria mesmo que Djokovic não perdeu…ele deixou de ganhar (ele quase não perde ultimamente).
    Deu tudo (vi a entrevista dele…muito decepcionado).
    Com certeza veremos ele em Paris…mais velho…a peleja ainda não acabou.

    As medalhas brasileiras (apenas 8.. até o momento) o bronze do tênis feminino foi o mais surpreendente.
    A derrota esteve sempre próxima…mas as duas lutaram…do improviso inicial…para o entrosamento das partidas finais.
    Foram recompensadas…merecidamente.

    Nunca está morto quem peleja.

        1. Rubens Leme

          André Catimba era daquela época de ouro dos jogadores folclóricos, mas sem passinhos ridículos, cabelos idem, tatuagens e essa mania besta de agradecer a deus a cada gol.

          Rapaz, que saudades destes jogadores antigos.

      1. Periferia

        Olá Luiz

        Ele é o cara a ser batido no tênis…esquecendo (não é fácil) as pataquadas que ele dá de vez em quando…nesse momento….ele perde para ele mesmo.
        Quando a fase piorar…vai se arrepender das conquistas que deixou no caminho…
        Federer já esteve na posição dele…(poderia mais…sempre mais)…uma raquete…um estilo que precisava de mudança…acreditar que o talento apenas bastava.

        Abs

        1. Periferia

          Fiz o comentário e pensei no Nadal…
          De certa forma o Federer tem uma arrogância natural (nasceu craque).
          O Djokovic uma arrogância adquirida (virou um craque).
          O Nadal não se enquadra…o conjunto da carreira foi construída com muito esforço e correndo atrás de alguém (primeiro o Suíço depois o Sérvio)…dos três é aquele mais “humilde”…olhando de longe o mais humano deles.

          Abs

          1. Luiz Henrique

            Periferia, excelente seu comentário, sua leitura sobre o que foi a carreira do nadal
            Mesmo sendo “nadalista”, acho que a disputa sobre o melhor jogador de todos sempre esteve entre federer e djokovic
            Nadal conseguiu se intrometer na Era federer e na Era djokovic, mas nunca houve uma Era Nadal, a não ser no saibro
            De fato ele é humilde mesmo, para desespero dos haters que tentam classificar sua humildade como falsidade
            Ele não é um falso humilde, sabe do seu lugar mas respeita a todos e não é arrogante

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