A um passo da eternidade
Por José Nilton Dalcim
9 de julho de 2021 às 18:55

Novak Djokovic cumpriu todos os prognósticos, ganhou 18 sets consecutivos, mostrou o melhor tênis de todos os outros 127 participantes e está agora a um passo de igualar os 20 troféus de Grand Slam de seus mais diretos adversários, mas com vantagens numéricas e estatísticas que o colocarão acima de Roger Federer e Rafael Nadal caso derrote o estreante finalista Matteo Berrettini e conquiste seu sexto Wimbledon neste domingo.

Nole tem a oportunidade de ganhar os três primeiros Grand Slam de uma mesma temporada, algo que só Rod Laver fez na Era Profissional, mas diferentemente do excepcional australiano ele tentará tal feito em três pisos distintos. Desde 1968, apenas Rafa conseguiu ganhar três Slam sequenciais em superfíceis diversas, mas sua façanha de 2010 foi em ordem diferente (Paris, Londres e Nova York). o que não abriu caminho para ‘fechar o Grand Slam’.

Mais uma vez, Djokovic declara que Wimbledon é o maior troféu que se pode sonhar no tênis. E ele está perto de somar seis conquistas na legendária Quadra Central no curto espaço de 10 anos, tornando-se o digno sucessor de Federer e Pete Sampras como ‘rei da grama’. Aliás, o piso natural do tênis passou a ser o de maior sucesso do sérvio em termos percentuais: 101 vitórias em 119 jogos, ou seja, 84,9%, ligeiramente acima dos 84,3% da quadra dura e dos 80,4% do saibro. Apenas ele, Federer e Andy Murray passaram de uma centena de vitórias na grama.

A vitória sobre o canhoto Denis Shapovalov desta sexta-feira provou o quanto a experiência faz diferença em Wimbledon e reforçou o poder mental tão diferenciado de Djokovic, salvando break-points cruciais e aproveitando as chances na hora certa. O canadense jogou bem, mas falhou sempre nos momentos decisivos de cada set, principalmente é claro quando sacou para fechar a série inicial e cometeu erros imperdoáveis diante do número 1 do mundo. Perdeu o tiebreak e o segundo set com dupla falta.

O sérvio também fez mais aces, ganhou mais pontos com o primeiro saque, errou infinitamente menos (15 em  37 games!) e praticou o clássico saque-voleio com perfeição, enquanto o jovem adversário forçou muito, mas ficou preso demais na base, com 36 falhas e 40 winners. Foi sua primeira semifinal e é bem possível que se candidate a aventuras ainda maiores na grama quando amadurecer o necessário.

Com seis semis vencidas desde 2013 – desde então, só não chegou lá em 2016 e 2017 -, esta será a sétima decisão de Djokovic no Club, igualando Sampras e Boris Becker, e a 30ª de Slam, o que o deixa apenas uma atrás do recordista Federer. Desde que ergueu o troféu de Wimbledon em 2018, Nole só deixou de estar numa final de Slam por três vezes.

Berrettini aumenta festa italiana
O grande momento do tênis masculino italiano merecia mesmo sua primeira final de Grand Slam em 45 anos. Mais especial ainda, a primeira no templo sagrado do tênis em todos os tempos. E, como todo mundo sabe, ainda no mesmo domingo em que a Azzurra disputará a final da Eurocopa a poucos quilômetros dali, no final do dia.

A vitória desta sexta-feira sobre a surpresa Hubert Hurkacz, que vinha de vitórias sobre Daniil Medvedev e Federer, seguiu o script imaginado, apesar de o polonês ter vivido altos e baixos mais intensos. A partir do 3/3 do primeiro set, perdeu 10 games seguidos. Não se conformou, continuou brigando e enfim fez um set num padrão elevado e viu um raro momento infeliz do adversário com o saque ao longo do tiebreak. Mas a quebra logo de cara no quarto set criou pressão grande e ele só tirou cinco pontos de Berrettini no serviço italiano. A estatística mostra a diferença: 60 a 27 nos winners, com 22 a 5 nos aces, e nenhum break-point de Hurkacz.

Com 1,96m, Berrettini se encaixou mesmo na grama. São 11 vitórias seguidas, incluindo a conquista no Queen’s Club, e os números divulgados pela ATP são notáveis: nesse sequência, fez 169 aces (101 em Wimbledon), ganhou 83,5% dos pontos quando acertou o primeiro saque (82%) e 58,5% com o segundo serviço (61%). Nestas duas semanas, manteve 95 de 100 games de serviço (95%), apenas um pouco pior do que em Queen’s (56 de 58, com 97%) e salvou 22 de 27 break-points (81%), depois de ter evitado 10 de 12 (83%) há quatro semanas.

Como se pode ver claramente, sua maior arma tem sido o saque, o que também permite usar o pesadíssimo forehand de qualquer ponto da quadra, já que costuma fugir muito para o lado esquerdo. Ele sabe que o backhand é o ponto frágil e onde todo adversário vai tentar desestabilizá-lo, mas a defesa com slice na grama tem muito mais eficiência do que em qualquer outro piso e geralmente traz um problema para quem está do outro lado.

Nos dois duelos que fez contra Djokovic, perdeu. O primeiro veio no Finals de 2019 e levou uma aula, mas há dois meses em Roland Garros conseguiu até tirar um tiebreak do sérvio e caiu no quarto set por 7/5. Dos cinco títulos que tem na carreira, dois foram na grama. Nesta temporada, ganhou Belgrado e Queen’s e foi à final de Madri, onde levou virada de Alexander Zverev. Com justiça, já garantiu volta ao 8º lugar do ranking e passa a ser  o 3º mais bem pontuado da temporada.

Força contra jeito
A final feminina de Wimbledon também é muito especial, porque envolve duas tenistas que têm estilos diferentes porém ambos muito eficientes para as quadras de grama. Enquanto Ashleigh Barty aposta nas trocas de efeito e velocidade, com slice perigoso e boa mão para os voleios, Karolina Pliskova aposta na força do saque e de seu excelente forehand que gera golpes retos e quique baixo.

Obviamente, ganhar Wimbledon é um sonho enorme para ambas, mas arriscaria a dizer que existe mais pressão sobre Pliskova que, aos 29 anos, vê uma rara chance de enfim conquistar seu primeiro Slam. Quatro anos mais jovem, Barty se vira bem nos variados pisos e ainda tem várias temporadas à frente para aumentar seus números.

Além disso, a australiana costuma mostrar mais firmeza emocional do que a adversária, ainda que Pliskova tenha anotado uma virada excepcional na semi contra Aryna Sabalenka e deve ter se enchido de confiança. Promessa de um grande jogo.


Comentários
  1. Luiz Fernando

    Djoko bem q tentou deixar a partida mais emocionante perdendo um set praticamente ganho, mas não conseguiu. No início da partida o italiano estava perdido na quadra, sendo vitima do BH bem inferior ao do servio q se sustentava com slices na maioria dos golpes. Iguala-se de forma justa e merecida a Rafa e Federer em números de GS, superando-os em M1000, número de semanas na liderança e no confronto direto. Precisa mais argumentos? No momento é o GOAT, não ha como negar, pro sofrimento daquela galerinha rançosa e invejosa. Hoje é um dia pra postar sem receio: como os caras esta sofrendo kkkkkkkkkkkkkkk…

  2. Paulo Almeida

    GOAT ABSOLUTO, SUPREMO, INCONTESTE: NOVAK DJOKOVIC!!!

    E o primeiro vice da Itália no dia já veio.

  3. Barocos

    “If ever a man strives
    With all his soul’s endeavour, sparing himself
    Neither expense nor labour to attain
    True excellence, then must we give to those
    Who have achieved the goal, a proud tribute
    Of lordly praise, and shun
    All thoughts of envious jealousy.”
    Pindar – poeta grego

    Ex duris gloria, ex nihilo nihil fit, alea iacta est.”

    Ajde, Djokovic! Ideeemoooo!

    Saúde e paz.

    1. Sérgio Ribeiro

      Sem dúvida , caro Periferia . Esse gênio e maior artilheiro da história de sua seleção, e também aquele que mais jogou , não merecia na segunda tentativa no Maracanã, ficar sem o Caneco. Na primeira levou sua seleção a final da Copa do Mundo de 2014 , e desconheceu os 7 x 1 que os Alemães tinham aplicado no Brasil . Jogaram de igual e o 0 x 1 na prorrogação não espelha em nada o que foi o jogo. Depois de 16 anos jogando no mais alto nível , nada como os Deuses do futebol fazerem justiça. ABS !

    2. Barocos

      Periferia,

      Faço minhas as suas palavras. Mais do que merecida, um pouco de justiça foi feita, ainda que tardia.

      Saúde e paz.

    3. Filipe Fernandes

      Meu caro Peri,

      Você não tem noção do quanto fiquei feliz pelo Messi, por essa conquista tão esperada por ele e por seu país, pela carreira brilhante que ele vem escrevendo no livro do futebol desde o início do século. Esse Gênio merece muito este momento.

      Como é maravilhoso vê-lo conduzir a bola, desfilar sua categoria em campo, sempre em pé e rejeitando a queda fácil (um ethos admirável que recusa a cera infame, tão cultuada por essas bandas), criando, inventando suas jogadas não menos do que lindas com um ritmo, uma harmonia sempre inebriantes aos olhos.

      Grande Messi, os amantes do futebol hoje estão felizes por você.

  4. Rubens Leme

    E o “amarelão” Lionel Messi fez a Argentina acabar com o jejum de 28 anos sem títulos, ao provocar o novo Maracanazzo, 71 anos depois, e agora contra o maior rival. E o timeco da CBF, a “seleção canarinha”, mais uma vez, amarelou na final. Como sempre.

    Somos o único campeão mundial que sediou duas Copas do Mundo e perdeu ambas, pois a França venceu em 1998, a Itália, em 1934 e a Alemanha, em 1974. Só o México conseguiu o mesmo desempenho do Brasil (1970 e 1986).

    Agora o que é pior: ser vice da Argentina, em casa, ou ver Messi enfiar o título goela abaixo do medíocre Neymar?

    Só mesmo a imprensa brasileira sonhe em colocá-lo no mesmo nível do argentino e de Cristiano Ronaldo. Aliás, não deixa de ser curioso: os dois países que os brasileiros mais gostam de fazer piadas infames (Portugal e Argentina) nos golearam neste século, no futebol, produzindo os dois maiores nomes deste século. Na Europa, Neymar é visto com muitas ressalvas e poucos clubes realmente se interessam por ele, ainda mais após a confusão que fez no Barcelona.

    E Lionel Messi, assim como Maradona, foi campeão mundial sub-20, além de campeão olímpico. E agora surrou o Brasil. Nadal mal para um amarelão.

    Parabéns à Argentina.

    1. Rubens Leme

      Ah, esqueci de falar que o amarelão Messi foi eleito o melhor jogador do torneio, além de artilheiro (4 gols) e líder em assistências (5).

      Vamos fazer o seguinte: a gente manda o Lucas Lima, o Felipe Melo e o Luiz Adriano para Barcelona em troca do Messi e mais 50 mi de euros. É um ótimo negócio… para eles, claro. Vão receber 3 gênios e nos mandam um refugo e um dinheirinho pra feira.

      Né, não, Dalcim?

    2. Paulo F.

      Kkkkk
      A forçação de barra da imprensa esportiva brasileira de equalizar Neymar a Messi e Cristiano Ronaldo foi uma das coisas mais abjetas dos últimos 50 anos.

      1. Luiz Fernando

        Nas c-g-d-s fora de campo e na encenação de pênaltis ele já superou os dois juntos há muito tempo…

    3. Luiz Fernando

      Neymar preocupa-se mais em encenar do q em jogar, merece um lugar bem mediano na história do futebol brasileiro, e será conhecido mais por atitudes fora do q por conquistas dentro de campo. Se pusermos a família no contexto a coisa fica ainda pior…

  5. Maurício Luís *

    Djoko disse à imprensa sérvia que durante boa parte do jogo da semi estava com dor de estômago e tonturas. Se estiver 100% contra o Berretini, as chances do italiano diminuirão ainda mais.

  6. Periferia

    A Era do Rádio…1987…Woody Allen

    Um filme de memórias…o próprio Allen narra lembranças da infância.
    São memórias relacionadas a época de ouro do rádio (de 1920 até 1950)…com citações de acontecimentos do período (Orson Welles narrando a invasão marciana…ou a garotinha que caiu em um poço e criou uma grande comoção no país).
    O rádio era “parte da família”…cada membro da família tinha seu programa favorito.
    Tecnicamente um filme acima de quase tudo que Allen fez até então.
    Fotografia de Carlo Di Palma…com cores desbotadas…como se fosse uma fotografia antiga…ao mesmo tempo usando cores “quentes”…para mostrar o calor humano daquela família…uma montagem ágil.
    Tem Denise Dumont em uma pequena ponta cantando Tico Tico no Fubá de Zequinha de Abreu.
    O rádio já teve o poder da tv e da internet (sem as pedras do infinito).
    Em determinado momento a mãe chama a atenção do pequeno Allen:
    – vc deveria se preocupar com a lição ao invés de ouvir rádio…
    – Vcs ouvem rádio sempre…responde o garoto.
    A mãe refuta imediatamente…
    – É diferente….nossas vidas já estão arruinadas.

    1. Rubens Leme

      Woody Allen, o mestre. A Era do Rádio é o único filme onde atuam Mia Farrow e Diane Keaton juntas. Diane é a cantora da cena final, relembrando seus dias de Annie Hall.

      Um dos meus 5 favoritos deles e incrível como os filmes dele sem que ele atuem são mágicos, casos de Tiros Na Broadway, Simplesmente Alice.

      Era do Rádio, Tiros na Broadway, Crimes e Pecados, Broadway Danny Rose e Desconstruindo Harry são hoje meu top 5, mas preciso encontrar lugar para Hannah e Suas Irmãs e Rosa Púrpura do Cairo e Poderosa Afrodite e Sonhos de um Sedutor. Falando neste último (https://www.youtube.com/watch?v=s2SN65gGRpg), um dos melhores diálogos dele…

      “Allan: That’s quite a lovely Jackson Pollock, isn’t it?
      Museum Girl: Yes, it is.
      Allan: What does it say to you?
      Museum Girl: It restates the negativeness of the universe. The hideous lonely emptiness of existence. Nothingness. The predicament of Man forced to live in a barren, Godless eternity like a tiny flame flickering in an immense void with nothing but waste, horror and degradation, forming a useless bleak straitjacket in a black absurd cosmos.
      Allan: What are you doing Saturday night?
      Museum Girl: Committing suicide.
      Allan: What about Friday night?”

      1. Periferia

        Tem muitas pessoas no meio….que consideram A Era do Rádio uma homenagem a Amarcord de Fellini (o filme do Allen tem a mesma estrutura)…assim como Memórias foi baseado em Oito e Meio.
        Apesar de Allen ter um cinismo muito particular… até quando navega em outros mares…ele continua autoral…para bem e para o mal.
        Dos filmes do Allen…gosto muito da A Rosa Púrpura do Cairo…até por gostar de cinema …e também por gostar da literatura fantástica…A Rosa Púrpura do Cairo tem muito do conto fantástico…vc sai da realidade…e no final…quando volta ….volta melhor e com um olhar mais apurado da realidade.

        1. Marcílio Aguiar

          Periferia, me intrometendo na conversa, ” A era do rádio” está entre uns dos meus favoritos, assim como “Tiros na Broadway”, “Hannah e suas irmãs”, “A Rosa púrpura do Cairo” e “Manhattan “, em que resplandecem a juventude e beleza de Mariel Hemingway, neta de Ernest, e tem um pequeno papel para a ainda jovem Meryl Streep. Ainda favor de “Manhattan” a abertura maravilhosa ao som de “Rhapsody in blue”.

          1. Periferia

            Olá Marcílio

            Eu gosto também….não como o Leme que tem grande profundidade dos diálogos dos filmes dele.
            No começo os filmes eram sustentados pelos roteiros…muito inteligentes e inovadores….como cinema (forma de filmar) os filmes não eram bons (apesar de boas fotografias).
            Com o tempo Allen melhorou muito…a câmera passou a fazer parte da narrativa…são filmes bem cuidados (como A Era do Rádio ).
            Mas ainda acho Allen um daqueles cineastas em que vc necessita ter um vasto conhecimento…como ele tem…precisamos como espectador…estar no mesmo nível para saborear tudo que ele tenta passar (com diálogos e mesmo referências).
            Allen deve ser uma pessoa interessante (culturalmente) para tomar algumas brejas…rs

            Abs

          2. Rubens Leme

            A trilha sonora de Manhattan é tão sensacional que comprei dois cds, porque o primeiro de tanto ouvir, foi fazendo furos. Eu colocava no discman, no mode repeat e dormia com ele a noite toda.

            Acordar de madrugada para ir ao banheiro ouvindo Rhapsody in Blue dá outro sentido à vida. Tente um dia, Marcílio!

        2. Rubens Leme

          Todos os filmes dele dos anos 70 a 90 são ótimos, muitos são perfeitos. Curiosamente, quando começou a se repetir e “atualizar histórias”, é que fez maior sucesso.

          O filme rodado em Paris tem a mesma estrutura de Descontruindo Harry, o autor que interage com persoangens fictícios. só que no primeiro, Woody era um escritor drogado, mulherengo e sem escrúpulos, no atualizado, Owen Wilson um roteirista infeliz, meio bobo que fala com grandes autores. Match Point é baseado todo em Crimes e Pecados sem a parte filosófica; Melinda e Melinda tem a mesma estrutura narrativa de Broadway Danny Rose e por aí vai.

          Isso não impede de ter sido o maior cineasta norte-americano dos últimos 50 anos. É incrível que tenha escrito todos aqueles roteiros sozinhos, e produzindo um filme por ano, totalmente diferentes entre si e ainda revolucionado em vários aspectos como, por exemplo, em Zelig,, que serviu de base para Forest Gump ou ser o primeiro a falar em clonagem humana, como em O Dorminhoco.

          1. Periferia

            Concordo muito com a questão da variedade.
            Allen fez Escorpião de Jade que é um filme Noir….fez Neblina e Sombras que é um filme expressionista…usou a linguagem de documentário em Zelig…fez um Bergman em Interiores (por quem Allen tinha paixão)…Fellini em Memórias.
            No fundo Allen sempre fez filmes sobre ele mesmo…da inocência da infância aos fantasmas (que assombram até hoje) da vida adulta…a maioria das vezes provocando um sorriso amarelo.
            Nossos dois “melhores” cineastas (Eastwood e Allen) dos últimos anos são polêmicos quando dizem…”Corta”…

          2. Rubens Leme

            Allen conta que após arrebentarem com o roteiro de O Que que há gatinha? resolveu que ninguém mais iria interferir neles. Quando quis ser diretor – começou com Um Assaltante Bem Trapalhão – ele não tinha a menor ideia do que precisava fazer e por isso lia livros sobre cinema durante as filmagens.

            Confessa que odeia a parte técnica, como refilmar cenas, sabe que não é um diretor perfeccionista como Coppola ou Scorsese ou obcecado com detalhes. Gosta de filmar até às 20 hs, no máximo, para poder jantar e casa e ver os Knicks na TV. Permite que os atores mudem as palavras de suas falas, desde que elas não alterem o sentido do texto.

            Costuma não interferir muito ou dar dicas. Segundo ele, como consegue ótimos atores a preços baixos, porque filma “na baixa estação dos estúdios” não se preocupa como irão atuar.

            Woody é um homem de texto, cheias de referências políticas, culturais e sexuais de sua época, por isso fica difícil entender seu humor, que beira o absurdo. Um dos melhores diálogos acontece em Poderosa Afrodite, quando ele e Mia Sorvino estão no guichê para apostar em um cavalo e ele pergunta:

            – Você não tem medo que um dos seus clientes seja louco e te corte a garganta ou algo assim enquanto te amarra?
            – Oh, não, eles sempre pagam adiantado!

            E quem mais, senão ele, poderia pensar em um coro grego que ainda canta Cole Porter?

            PS: Sobre Bergman, revela que se conheceram em um jantar, ficaram amigos e às veze se telefonavam e o sueco revelou que para dormir assistia vários filmes blockbusters americanos porque os entendiava e ele fechava os olhos. Aliás, isso foi mostrado em um documentário sobre ele, tinha uma estante com uns 800 VHS cheios de Stallones, etc e tal. Quem diria, hein?

  7. Evaldo Moreira

    Dalcim,
    Cossenza: Berrettini precisa: 1) ganhar pontos de graça com o serviço, seja com aces, saques que Djokovic não conseguir devolver ou até saques devolvidos com dificuldade, mas que permitam matar o ponto já na segunda bola do italiano; e 2) trabalhar os ralis de maneira a conseguir chamar o jogo para sua direita, com a qual pode agredir e matar os pontos. O slice se faz importante na medida em que mantém a bola baixa, minimizando a capacidade ofensiva de Djokovic, já que devolver uma bola rasante de forma agressiva não é tão simples. Será melhor ainda se Berrettini conseguir direcionar seus slices para direita do sérvio. Com o forehand, Nole não gera potência de maneira tão natural quanto no backhand.

    Dalcim, se o italiano usar essa tática do Del Potro, em que algumas ocasiões deram certo, mas para o Berretini, acredita que deva funcionar?
    Ou você crer que o staff do italiano deva ter falado pra ele, que o favoristimo é do sérvio, jogue apenas o seu jogo, execute o plano de jogo, eé por ai mestre Dalcim, o que vc acha?

    1. José Nilton Dalcim

      Entrar com uma estratégica bem definida é obrigação de qualquer tenista, Evaldo, nada de ‘entrar lá e fazer meu jogo’. O grande lance do tênis é justamente essa adaptação a cada adversário, raramente se enfrenta dois iguais. Portanto, a avaliação do Cossenza é bem fundamentada e curiosamente falou do mesmo slice na paralela que me referi em resposta a outro internauta aqui.

  8. Hemerson

    Meus parabéns pelo blog de Tennis mais culto que conheço. Aprecio sua posição em permitir que no meio de grandes comentários pertinentes ao ” nosso negócio” ainda podemos ler, quem quiser que pule, as informações culturais, e de boa qualidade, oriundas dos colegas criando um pano de fundo para uma folga do Foi, não foi , será ou não, Nadal? Federer? Djokovic? New generation?… assuntos que nunca terão fim.

  9. Thiago Silva

    Pra mim é impossível torcer pelo Berretini, um tenista que em 2019 disse que planejou perder pro Federer no Finals pra ajudar ele a se classificar, patético demais.

    1. Sérgio Ribeiro

      Tu também não conheces o regulamento do ATP FINALS ?. Qual a sua fonte pra afirmar tamanha besteira ? . Uma Simples Vitória vale U$ 215000 e 200 pontos no Ranking . Novak e Federer perderam para Thiem . E Novak bateu Berrettini por 6 x 1 , 6 x 2 . Mesmo que Federer perdesse pra Berrettini, como bateu Novak em Sets diretos nada mudaria . O primeiro critério de desempate e’ o confronto direto. Vocês não esquecem o Suíço nem quando ele não está presente . Impressionante… Abs!

  10. Rubens Leme

    Meu caro, Dalcim, Abel Ferreira mandou passar aqui e deixar o seguinte recado: “Rubens, avisa nosso amigo que vencemos outra e continuo não vendo ninguém na nossa frente!”.

    Recado dado, meu caro José Nilton.

      1. Rubens Leme

        Estava fazendo um levantamento e descobri algo raro: desde os tempos da Parmalat, o Palmeiras não tinha 2 jogadores com mais de 60 gols no elenco: Hoje tem o Bigode com 65 e Dudu, com 70. Além disso, temos 14 jogadores com mais de 100 jogos, ou 15 se contarmos os 99 do Jailson e que ainda faltamente jogará pelo menos, mais uma vez. E espero que o novo presidente que assumirá em 6 de dezembro dê a ele mais um ano de contrato. Ele merece pelo Brasileiro de 2016.

        E com a chegada de Pedrão, Matheus Fernandes, Dudu, Deyverson e, talvez, Borja, ele terá, por exemplo, 9 opções pro ataque 6 volantes (Patrick, os dois Danilos, Zé Rafael, Felipe e o Matheus) e arruma a zaga com o Gomez, Luan, Renan, Kusevics e agora o Pedrão.

        Ou seja, tem bastante peça de reposição, dá pra sonhar com Brasileiro e tri da Libertadores.

  11. Rafael

    Leme,

    Ao ver seu interesse no filme Sammy and Rosie Get Laid (1987), de Stephen Frears, baixei o filme (em avi, melhor qualidade mas passa um pouco de 1GB) num site desses que sai do ar toda hora, criei uma conta free trial no dropbox e adicionei lá para você baixar, se quiser. Não incluí legenda, você busca e escolhe a que achar mais conveniente (idioma, etc). Vou deixar o link aqui, é só entrar e baixar. Vai ficar à disposição até 17/7.

    https://www.dropbox.com/t/oWxszgwXau3yvRAR

    (Claro, quem mais quiser pode baixar pelo mesmo link, é ilimitado, mas só até dia 17)

    1. Rubens Leme

      Obrigado. Rafael, tenho o filme em um link antigo, mas funcional, mas o seu tem qualidade superior e vou colocar no meu pen drive.

      1. Rubens Leme

        Rafael tá dado erro de codex, no avi.. abaixei em navegadores diiferentes, testei em quadro reprodutores de vídeo. Ele abre, mas depois começa a travar e pular cenas e se vc avança o filme, ele trava.

        Amanhã vou ver se consigo resolver isso. Mas agradeço do mesmo jeito.

        1. Rafael

          Leme,

          A culpa foi minha, achei que o torrent tinha completado (deixei baixando e saí da frente do laptop) e depois fiz o upload para o Dropbox. Vi sua mensagem, fui checar o BitTorrent e estava a apenas 48%. Assim, dá esses erros como o que você disse, é como se fosse uma “pré-visualização” de quando o download ainda está em processo, mas pula, trava, etc. Amanhã vou ver isso – baixar completo – e disponibilizo o link novo com o file completo.

          1. Rafael

            Leme,

            Sei que em determinados horários o número de pessoas compartilhando (seeds and leaches) fica mais baixo, mas deixei o cliente de torrent aberto a noite inteira e hoje, às 6 da manhã, continuava em ZERO. O filme parou nos 48% e não sai disso. Nunca vi isso antes com os que obtive pra mim, e já façoo isso há tempossssss. Ontem passei quase duas horas buscando e a maioria dos sites estava derrubada (error#404 – Page not found).

            Não vai ser tão fácil como pensava, cheguei a cogitar assinar uma VPN e Tor para criptografar meu tráfego e procurar na Dark Web (quando encasqueto com uma coisa fico obcecado), mas aí o telefone tocou e era o Diretor Geral do FBI pedindo pra eu dar uma maneirada porque estava dando na cara já, aquelas coisas…. o Biden estava meio contrariado e tals…

            Falando sério, há coisa de um ano voltei para uma rede que tinha prometido a mim mesmo que jamais voltaria (Facebook) incentivado por minha irmã, para propósitos profissionais. Bom, pedi para entrar em grupos de filmes PRIVADOS – onde se discutem temas mais SENSÍVEIS. Devo conseguir, quando aceito, alguma coisa por lá. Aí te atualizo.

            *Curiosidade: no meio das minhas buscas fui levado a um link da Amazon para comprar de lá fora – compra internacional (estava tão frustrado com meu fracasso que pensei em te fazer um presente);

            1 – não era o filme, era o livro – que eu logicamente nem sabia que existia;
            2 – o dito cujo estava pela bagatela de $650,00!!!!!! Affe Maria, quase caí pra trás.

            – Leme, mais cedo ou mais tarde eu vou conseguir, agora se tornou uma questão pessoal;
            – Pessoal, se eu for preso me mandem cigarros por gentileza.

            Dalcim, desculpe as brincadeiras.

          2. Rubens Leme

            Eu tenho o livro, comprei por incríveis 1 centavo de libra, há vários anos, nos bons tempos do dólar a 1,50 e a libra a 2,00, em 2013. Aliás, comprei vários livros e cds por essa bagatela, na Amazon britânica, que hoje brecou as importações do Brasil.

            Como eu disse, tenho um link do filme e um dvd tirado do meu VHS. Não precisa se incomodar em ficar caçando-o, use o tempo cuidando da sua saúde. Torço para que não precise da sexta cirurgia.

            Agradeço a gentileza. Tudo de bom.

  12. Sandra

    Dalcim , se a final da Eurocopa e Itália e Inglaterra ninguém vai querer torcer para o Berretine ! Estou muito errada ?

  13. José Eduardo Pessanha

    Dalcim,
    Será que essa galera da Eurocopa conseguirá ingressos para Wimbledon amanhã? Deve estar tensa a negociação dos “tiffosi”com os cambistas rsrs
    Mudando de assunto, finalmente Tucano Ceni vazou do Flamengo, mas trazer “Renight” Gaúcho pro lugar dele é o “ó”. Volta, Jesus, velho traíra. rs
    Abs

    1. José Nilton Dalcim

      Não acredito que eles queiram ir, a proximidade dos dois jogos é grande e certamente todos estarão em total concentração. É mais fácil o Berrettini pedir um ingresso… rsrs…

  14. Rubens Leme

    JOHN LENNON – IMAGINE (1971)

    Toda vez que se fala no disco Imagine, logo vem a lembrança da famosa faixa-título, um sucesso tão grande como os que John Lennon teve nos tempos dos Beatles. “Hino de uma geração” etc e tal, Imagine encobriu as grandes faixas do disco de 1971. E não falo apenas “Jealous Guy”, outra perfeição regravada pelo Roxy Music, numa interpretação perfeita de Bryan Ferry.

    Além destas duas – mais do que suficiente para fazer do álbum um clássico – há as canções pacifistas “I don’t wanna be a soldier, mama, I don’t wanna die” e “Gimme Some Truth”, como o recado ácido ao ex-parceiro Paul (“How do you feel?”) ou “It’s So Hard”, onde relata sua dificuldade para aceitar a vida de um “simples mortal”.

    Mick Jagger relata que John Lennon sofria muito neste aspecto. Certo dia, mostrou ao líder dos Stones uma nota de 20 dólares e perguntou se ele sabia o que era aquilo: “Sim, John, é uma nota de 20 dólares”. “Sim, e ela são usadas para dar troco, Mick! Troco!”, numa alusão de como o mundo do ex-Beatle era uma bolha.

    Imagine acabou gerando uma tour gigante, e em 1986 foi lançado LP e vídeo chamado John Lennon Live in New York City.

    E, recentemente foi editado um CD duplo, com o segundo cd trazendo demos, versões alternativas, além de outro single histórico, “Happy XMas (War is Over)”.

    Seu catálogo pessoal é sempre revisitado e novos produtos são sempre lançados com intenções meramente comerciais. Porém, as belezas são sempre tantas que não importem o que joguem no mercado, os fãs sempre consumirão. E pedirão mais.

    Sim, eu faço parte deles.

    Descanse em paz, John. Se seus 40 anos foram curtos, seu legado, seguirá eterno.

    https://www.youtube.com/watch?v=rAn-AWXtHv0&list=PL6ogdCG3tAWj1Q8RHI3svk0INjYqrx20T

    1. Marcílio Aguiar

      Leme, seria uma heresia dizer que não gosto de “Imagine” e não vou cometê-la. É um hino, mas foi explorada à exaustão após a morte do beatle e por isso me causa uma certo enfado quando a ouço. Pior ainda foi o que fizeram com outra canção de Lennon “Happy Xmas” que se tornou o hit dos supermercados brasileiros em épocas natalinas, na versão cantada por Simone.

      Curto muito outras canções anteriores como “Mother”, “Stant Karma” e os álbuns “Mind Games” e “Double Fantasy”, que entre outras belas canções contém “Just like starting over”, como uma ironia do destino.

      Também sou fã de uma versão ao vivo de “whatever gets you thru the night”, no Madson SG, quando Elton John convidou Lennon para cantar com ele.

      1. Rubens Leme

        Whatever era uma aposta com o Elton John. Lennon estava recolhido em casa, sem querer voltar a gravar e Elton, padrinho de Sean Lennon disse que o ajudaria a voltar com um hit, que chegaria ao topo. Dito e feito, foi a única canção solo dele a ficar em primeiro nos EUA e Inglaterra. John vivia um período de crise, tendo se separado provisoriamente de Yoko e se mudado para a Califórnia. Foram 18 mees de separação. Esse show em que ele foi convidado pelo Elton foi sua última aparição em cima de um palco.

        “Instant Karma!” é minha canção favorita dele. Se tivesse sido incluída em Plastic Ono Band, ele seria o melhor disco da década de 70 e me refiro à década inteira, não apenas dele. Plastic Ono Band pela urgência e crueza me lembra Loki, do Arnaldo Baptista, embora o LP de Lennon tivesse a produção impecável e milimétrica de Phil Spector.

        Em 1988, Bono, no auge do seu egocentrismo escreveu God, Part II e xingou o escritor Albert Goldman, que fez um livro contando os podres de Lennon, The Lives of John Lennon. Bono prometeu pegá-lo se possível : “Don’t believe in Goldman/his type is like a curse/Instant karma’s gonna get him if I don’t get him first.”

        Tenho o livro, ele realmente jogou muita gasolina no mito. O Lennon, claro.

    2. Bruno Gama

      Péssima música, é a cara da esquerda Leblon, um bilionário dizendo que as pessoas devem ser “desapegadas de bens materiais”, impossível ser mais hipócrita que isso, deve ter escrito a música enquanto assistia as empregadas lavando uma vidraça quilométrica e trazendo chá pra ele.

      1. Joathan Júnior

        Como foi a Sensação de ver o Djokovic conquistando ambos os títulos em cima do Federer, Hein Dalcim? Kkkkkkk
        #PAS

        1. José Nilton Dalcim

          Wimbledon foi um torneio excepcional, apesar de ter sido o mais quente em décadas. Não fiquei para as rodadas finais do US Open, mas foram títulos muito merecidos.

  15. lEvI sIlvA

    Dalcim, caso Djokovic ratifique seu favoritismo e conquiste seu 20° Slam amanhã, teremos 3 tenistas com 60 títulos desse porte. Embora saibamos não poder duvidar do Big3, em algum momento já imaginou ver algo assim?

  16. Paulo Almeida

    O grunge foi uma desgraça para o metal tradicional dos anos 1980, pois roubaram o público jovem. Todas as bandas tiveram que se reinventar nos anos 1990 para sobreviver e, na minha opinião, a maioria piorou a sonoridade, como Metallica, Megadeth, Sepultura, Kreator e Anthrax; Testament foi exceção com o ótimo Low de 1994.

    É sério que o Miguel gosta disso?

    1. José Yoh

      Paulo, o grunge mudou a estética, assim como o jogo baseline no tênis. Não há uma sonoridade melhor ou pior.

      Gosto é gosto. Cada um tem o seu.

      Não entendo de música, mas poderia apostar que o grunge tem mais fãs que o rock metal dos anos 80.
      Isso faz do grunge o GOAT da música?

      1. Paulo Almeida

        Yoh, popularidade não é sinônimo de qualidade, muito pelo contrário. No entanto, as bandas precisam vender para sobreviver.

        Grunge não é GOAT de nada e tiveram uma curta duração (ainda bem), tendo sido aniquilado pelo revival da cena heavy/thrash no final dos anos 90/década de 2000.

        Abs.

        1. José Yoh

          Paulo, não fui muito claro.
          O que define o melhor estilo musical? Utilizar acordes difíceis, um arranjo diferente, um solo de guitarra complicado, boas letras?
          O que define o melhor jogador de todos os tempos? Um bom slice, regularidade, físico privilegiado, quantidade de grand slams?

          Tudo isso varia de acordo com a época.

          O que eu quis dizer é que não dá para estabelecer qual melhor estilo musical ou tenista. Isso é totalmente dependente do gosto de cada pessoa.

    2. Miguel BsB

      Paulo, gosto do grunge assim como gosto da maioria das bandas que você listou aí…
      Como disse lá no meu comentário, o grunge foi o primeiro grande “movimento” musical que acompanhei na época em que comecei a me interessar por música…foi algo quase natural, assim como deve ter sido o pessoal que viveu a época paz e amor hippie, woodstock etc.
      Abs

  17. Paulo Almeida

    O excelente caráter do Djokovic foi demonstrado mais uma vez ontem quando foi consolar o Shapo depois do jogo. Sempre um grande exemplo de empatia!

    1. José Eduardo Pessanha

      Essa é a nossa diferença, Paulo Almeida. Meu interesse sempre foi na excelência do jogo do Rogério, que é, foi e será pra sempre inigualável. Já os Cotonetes se importam mais com o “homem” Djokovic, se é macho Alfa, Beta, Theta, etc….
      Cotonete vai vencer amanhã, com méritos…sempre disse que ele é muito mais tenista do que Nadal….e muito inferior ao Craque. É um meio termo entre a “bruteza” do Conan ibérico e a categoria do Gênio Suíço.

      PS1: Logicamente, fui irõnico quando disse que ele irá vencer amanhã. É a famosa Zica Reversa. Estaremos ligados na telinha vendo a maravilhosa festa dos Tiffosi, que encherão a Quadra Central e levarão o romanista à vitória.
      PS2: Renato Gaúcho, não. Em nome de Zico, isso não pode acontecer.

      Abs

      1. Paulo Almeida

        Não, Pessanha, eu me importo infinitamente mais com o que o Djokovic faz dentro da quadra (e como joga o fino quando quer), mas é importante enaltecer seus valores fora dela também e desmentir todos que o julgam erroneamente só porque ele veio para desbancar o Fedal.

        Pode secar à vontade, nós adoramos!

        Abs.

      2. Paulo F.

        Eu sou nolista por ele.ser o mais completo tenista que já vi, o mais perfeito tenista que já existiu para todos os pisos do tênis.
        Não por ele ser macho alfa e etc.
        Embora que realmente eu goste dele o fato de nunca querer vergar a espinha para o rival, diferente do que fez o suíço aceitando passivamente a vassalagem para o seu mestre espanhol.

        1. Renato Toniol

          Aceitando a vassalagem para o espanhol, que dia?
          Veja os retrospecto nos últomos jogos, e constate que desde janeiro de 2014, Federer só perdeu um jogo em quadras duras para Nadal, impondo derrotas acachapantes ao espanhol como em Indian Wells, Miami e Shanghai 2017, entre outras, sendo que nesses três jogos que citei, sequer teve o saque quebrado.
          Portanto, isso mostra a grandeza de Roger Federer, e se tem os seus recordes batidos por Djokovic, méritos do sérvio, o que não diminui os feitos do suíço.

      3. Carlos Henrique

        Matteo apesar de romano (nascido em Roma) não é romanista, mas sim torcedor da Viola (Fiorentina).

      4. Sérgio Ribeiro

        Onde o conterrâneo estava em 1987 ? . O galinho jogando com uma perna só, mas graças ao super Ataque : Renato , Zico e Bebeto levamos o Título . Renato só faltou fazer chover no Mineirão pra cima do Atlético e no empate no Beira Rio contra o Inter. Zico já disse várias vezes que deve seu último Título Brasileiro as grandes atuações ao na época imarcavel Renato Gaúcho… Será bem vindo na Gávea amigo rs . Abs!

          1. Luiz Fabriciano

            Vamos dar uma mãozinha à eles?
            Aquele que meteu 3×0 no suíço em RG, com este já sendo #1 do mundo.

  18. DANILO AFONSO

    Vou torcer para que o LUIZ FERNANDO ganhe o livro. Tomara que o palpite dele esteja certo:

    Djoko vence 64, 63 e 62, em 1 h e 55 min

    1. Rodrigo S. Cruz

      Nem se os céus vierem ABAIXO, o Djokovic perde desse Berretini em plena final de Wimbledon.

      Ainda mais estando em jogo o recorde de Slams…

  19. Helena

    Depois que passamos a acompanhar o tenista durante um tempo é possível observar certos pontos. Ontem achei que o Djoko estava com algum problema e me preocupei que fosse alguma lesão no abdômen ou até algum enjoo, já que vez ou outra ele tem problema gástricos. Hoje leio que de fato ele estava com problemas estomacais, mas que já está melhor.

    Enfim, espero que vença, mas agora é importante jogar bem focado, porque Matteo “o lindo” tem jogado muito bem na grama e por tudo que foi demonstrado no torneio é o adversário mais duro que ele poderia enfrentar.

    Ah, muito legal o Shapo faltando sobre a conversa que teve com o Djoko após o jogo. Me parece que já existe algum feeling entre o Big3 e alguns dos postulantes ao trono.

    Dalcim,

    Você sabe dizer se o Carreño Busta e o grego vão disputar mesmo os jogos? Vi que os dois estão inscritos no torneio de Hamburgo (o grego pediu até wild card) que é jogado no saibro!! Se chegarem até a final, então teriam menos de uma semana para viajar ao Japão, se acostumar com o fuso e treinar em quadras rápidas.

  20. Sandra

    Dalcim , não seria menos estressante para o Djokovic e para mim também rsss, se ele confirmasse os saques dele e ganhasse no tie breake?

  21. Luiz Fernando

    Finalmente estamos vendo uma final, KP conseguiu se encontrar e contou o auxílio da Barry q sentiu na hora de sacar p o título. Terceiro set…

  22. Luiz Fernando

    Barry começou voando, parecia q íamos ter outro pneu na quadra central, mas aí relaxou um pouco. Por enquanto uma final de uma jogadora só…

  23. Carlos Henrique

    No outro tópico comentaram Djokovic não estava no auge aos 28 anos, mas sim entre 20/27 anos.

    KKKKKKKKKKKKK

    Esse espaço é uma diversão.

  24. Fernando

    Meu Deus! Quanta besteira eu leio aqui! Não do Dalcim (muito bom!), mas nos comentários. Ok, Djokovic ganha amanhã e se torna o GOAT. Aí vai o Nadal, faz uma fantástica temporada americana, ganha o US Open, como fez em 2013 numa final com o próprio sérvio, e chega a 21 grand slams. E aí? Nadal passa Djokovic e vira o GOAT? também?

    A verdade é que os três estão no mesmo nível e discutir quem é melhor é besteira. O pessoal fala de Nadal só no saibro, mas será que alguém lembra que o espanhol tem mais títulos que o sérvio no US Open?

    1. Jonas

      Não é besteira, e sim uma discussão que fará mais sentido quando os três pararem.

      Sendo bem realista, bem improvável que Federer vença Slam no circuito atual. O cara tem 40 anos…

      Nadal fazer uma temporada tipo 2013? Cara, acho quase impossível, mas ele tem boas chances de vencer Roland Garros e Us Open.

      Já o Djokovic parece APTO a vencer ainda mais Grand Slams e ser número 1 do mundo por mais tempo. Isso é só uma sensação de momento.

      Agora, se acontecer mesmo o que vc tá falando sim, Nadal será o GOAT, kkkk…

      1. Rodrigo S. Cruz

        Acho que jogo pra vencer os melhores o Federer ainda tem.

        Os golpes estão todos lá.

        Mas ele sofreu um enorme ABALO psicológico, e o físico parece que piorou também…

        Então realmente agora ficou muito complicado acreditar em qualquer grande resultado dele.

        Esta última partida dele em Wimbledon foi uma vergonha – entregou-se totalmente.

      2. Fernando Peixoto

        Essa história de quem é melhor ou pior dependerá sempre do critério adotado. Federer tem a vantagem de ter enfrentado gerações distintas, vencendo gente como Guga, Sampras, Agassi, e agora Nadal, Djokovic e os “novos” Tsitsipas, Medvedev, Rubkev. Djokovic tem a vantagem de ter seus títulos de slam mais distribuídos, de levar vantagem no confronto direito diante de Nadal e Federer. Rafa tem a vantagem de ter um domínio impossível de alcançar em Roland Garros. Ninguém jamais conseguirá fazer o que ele fez e ainda faz em Paris. Outra coisa que me irrita é falarem em “next gen”. Que next gen? Só quem ganhou slam foi Thiem, já mais próximo dos 30. Meu Deus! Nadal com 22 anos era tetracampeão de Roland Garros e campeão de Wimbledon no maior jogo da história. Em 2008 ganharia ainda o ouro olímpico e em 2009, o AO. Também chegou a várias finais na Austrália e só não ganhou em 2014 por azar (se machucou diante do Wawrinka). Amigos, entre Nadal, Federer e Djokovic, não dá pra dizer quem é melhor! Depende do lado para o qual você olha!

        1. Carlos Henrique

          Discordo de 2014. Wawrinka era superior ao Nadal antes da lesão. Se iria ganhar ou não é outra história, assim como não dá pra cravar que o título do suíço se deu por conta da lesão do espanhol.

    2. Ricardo

      Nadal é monstro, mas pelo q acompanho dele em 2021, estou achando ele com menos energia física com relaçao aos anos passados, acho q a idade e os esforços fora de série q fez ao longo da carreira começaram a cobrar seu preço, se eu estiver enganado ele é favorito ao lado do Djokovic no us open, quadra sempre foi boa pra ele, mais lenta e com quique de bola mais alto.

      1. Fernando Peixoto

        Nem acho que seja tanto a questão da idade. Nadal e Djokovic têm quase a mesma idade, com um ano de diferença. A pandemia prejudicou mais o Rafa, que parou mesmo. Djokovic ficou na ativa na medida do possível. Está com mais ritmo de jogo. Federer, este sim, está claramente sofrendo os efeitos da idade. Agora, Djokovic deve ganhar amanhã e aí serão 60 títulos de grand slam divididos entre os três. Não vejo como outros tenistas alcançarem isso! É muita coisa! O domínio do sérvio na Austrália é monstruoso, o domínio do espanhol em Paris é insano, inalcançável. Federer está entre os melhores do mundo há mais de vinte anos! Eu sou um felizardo de viver na época desses caras!

        1. Paulo F.

          Os critérios para o GOAT agora são a quantidade de winners e a plasticidade nos slices!
          Kkkkk
          O nobre Luiz Fernando tem razão, aqui é diversão garantida!

    3. Julio Cesar

      E o engraçado é que vão discutir por horas a fio, ninguém vai convencer ninguém de que o outro é melhor e cada um vai ficar acreditando no que quiser.

        1. Luiz Fernando

          Eu por exemplo tenho um critério único, e isento, claro: o cara tem q vencer pelo 13 vezes um mesmo GS kkk…

        2. Gustavo

          Antes, o critério era números. Agora que o federer está perdendo no a números, o critério mudou kkkkk

          1. José Yoh

            E antes, quando falavam sobre os números do Federer, o critério era H2H, o melhor desempenho em um ano, e etc etc etc…
            Faz pouquíssimo tempo, lembro bem.

      1. Rodrigo S. Cruz

        Exatamente.

        Podem despejar todos os números, estatísticas e crendices que quiserem.

        Todos vão continuar achando os seus respectivos ídolos os melhores.

        Não tem jeito…

      1. Luiz Fernando

        Federer teria total chance contra ele, em qualquer piso, venceria em sets diretos kkkk. Aqui é diversão garantida kkk! Ab…

  25. Eduardo

    Oi Dalcim, vi em um dos comentários você falar em 65/35 em termos de chances pro jogo do Djokovic contra o Berrettini. Não sei se você ainda iria falar um pouco sobre as expectativas pra partida, mas achei baixas as chances do italiano. Pelo que vi dos jogos até agora ele está muito sólido e confiante, com um jogo muito encaixado pra grama. O próprio Hurkacz destacou que ele tem ótimas chances. Você pensou mais na experiência do Djokovic pra apontar somente 35% de chances pro italiano ? Ou tem algo a mais, em relação à parte tática que nós, com olhos menos treinados que os seus, não estamos vendo ?

    1. José Nilton Dalcim

      Não acho 35% pouco para quem vai encarar o número 1, o pentacampeão, fazer sua primeira final de Slam. Mas também existe a questão técnica, em que Berrettini tem um buraco claro no seu jogo, o backhand, e precisa sempre protegê-lo. Vamos lembrar que o backhand de Djokovic é um dos melhores golpes do tênis atual, em que ele pode tanto aprofundar na cruzada – o que certamente fará muitas vezes – como principalmente mudar para a paralela para pegar Berrettini deslocado nessa proteção ao lado esquerdo.

    2. Thiago Silva

      O Berretini vai enfrentar só o tenista com os melhores números da história do tênis e que tá em uma de suas melhores formas, 35 ainda é muito pra ele, não deve vencer um set.

  26. Dionathas Cavalc

    Dalcim,

    Parabéns pela cobertura de mais um slam. Ótimos textos que saciam nosso apetite por tênis após os jogos.

    Nesta caminha até a final Novak teve adversários com saque muito bom, como é o caso de Anderson (ainda que não viva os melhores dias no tênis), Kudla e Shapovalov. Agora enfrenta na final outro grande sacador. Espero que as rodadas anteriores tenham servido como um excelente treino ao Djokovic.

    Também achei Nole muito abaixo do seu volume de jogo, esperava um jogador mais agressivo, muitas vezes parece estar testando seus golpes e movimentação. Mas o que jogou já serviu pra chegar a mais uma final de Slam.

    Previsão de jogo difícil, ainda mais pela sequência excelente de Berretini na grama e que vem de título em Queen’s.

    Dalcim, você já estudou algo sobre psicologia do esporte?Poderia nos falar no tênis o que contribui para ter um mental tão forte igual vemos em Novak e Rafael ?

    3×1 para Novak Djokovic.

    1. José Nilton Dalcim

      Já li muito sobre o assunto, mas estou longe de ser um especialista. Sua sugestão é perfeita como uma pauta. Vou anotá-la, obrigado!

    2. Miguel BsB

      Colega, livro relativos à parte mental do tênis, sobre a psicologia do esporte, temos o clássico The Inner Game of Tennis.
      O livro do Brad Gilbert, Winning Ugly, também discorre sobre o tema, mais voltado para uma abordagem analítica e prática.
      Se não me engano, a página do Tênisbrasil vende os 2 em português(fazendo um jabá aqui pra vocês Dalcim…rs).
      Eu li um que comprei no Kindle, Inside the Tennis Zone, que gostei muito tb.

  27. Marcão

    No esporte, e no tênis em especial, o improvável beira à regra (e até o impossível, eu juro, já vi acontecer). Agorinha, agorinha, quando fiz tilintar uma moeda no cofre vazio do italiano, ouvi algo semelhante à caixa forte do Tio Patinhas passar zunindo em direção contrária. Então, me sobreveio a dúvida: “um tostão por um chevette ou um chevette por um tostão?” E aproveitei para escalar o Deyverson de capitão no cartola.

  28. Raul Patti

    Dalcim
    Para mim o Djojo tem um pequeno buraco que o Federer quase aproveitou em 2019: o slice bem executado contra Djoko muitas vezes permite receber em condições de bater o Forehand
    Você acha que esse seria o caminho para uma improvável zebra?

    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, o slice na grama é uma arma muito importante, mas ele precisa ser baixo e profundo. Aliás, até o slice na paralela, que pouca gente usa, é muito eficiente nesse piso. O Berrettini poderia explorar isso na transição à rede, porque não é fácil passar na corrida com uma bola bem baixa.

      1. Carolina

        Não jogo tênis, mas tenho a impressão de que o slice de backhand na paralela deve ser um golpe de difícil execução. Imagino que seja complicado fazer com a que bola passe pela rede e ao mesmo tempo mantê-la longa e baixa. Vou prestar atenção amanhã para ver se o Berrettini ou o Djokovic executam esse golpe.

        Acho que vi a Barty executando esse slice na paralela uma poucas vezes no jogo de hoje. Mas a grande maioria dos slices foram bolas cruzadas ou no meio da quadra.

  29. Maurício SP

    Essa história de considerar o Berrettini um forte adversário é mais pra valorizar a final. O italiano despontou há muito pouco tempo no circuito. É apenas seu 14º. Grand slam, já que não tinha ranking antes de 2018 para se classificar.

    E por mais que tenha 11 vitórias seguidas na grama, nenhuma foi contra Top 10. Este ano, seu record contra Top 10 é de 1×4 (a única vitória foi sobre Thiem na ATP Cup em janeiro). Em 2020 não jogou contra Top 10. E seu histórico contra Top 10 em toda carreira é 7×12.

    Nunca ganhou de um Top 10 em Grand Slam (3 derrotas e nenhuma vitória). Chegou à SF do US Open 19 e à final deste Wimbledon sem enfrentar nenhum…

    Ou seja, o italiano pode até ter suas armas, mas ainda procura sua grande vitória. Tudo será novo para ele amanhã, será surpreendente se conseguir vencer. Se o fizer, deve ser porque a cabeça do Djoko também não estará legal, prestes a atingir o record de Grand Slams.

  30. Rubens Leme

    DONNIE DARKO (2001)

    Donnie Darko é um dos melhores filmes deste século e marca a estreia de Jake Gyllenhaal como protagonista, que atua ao lado de sua irmã, Maggie, que curiosamente é sua irmã também (uau, como pensaram nisso?) no filme. Jake dá um show como o jovem Donnie Darko, que sofre de esquizofrenia e tem alucinações com um coelho gigante chamado Frank, que fala que mundo acabará em pouco tempo.

    Utilizando o conto “Os Destruidores”, de Graham Greene como pano de fundo e passado no ano de 1988, traz ainda vários atores famosos, como Drew Barrymore, Noah Wyle, Mary McDonnell, Katharine Ross e o falecido Patrick Swayze.

    Um dos grandes pontos altos do filme é a trilha sonora. Tem como não gostar de uma película que abre ao som de “The Killing Moon” do Echo and the Bunnymen, segue com “Head Over Heels”, dos Tears for Fears, continua com “Notorious”, do Duran Duran, “Under the Milky Way” com The Church, “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division e fecha com Gary Jules fazendo uma versão belissima de “Mad World”, dos Tears for Fears?

    O filme voltou ao Prime Amazon e, desta vez, na versão legendada e não mais a pavorosa dublada.

    PS: entre vários momentos maravilhosos, destaca-se Donnie falando dos Smurfs e da Smurfette.

    1. Miguel BsB

      Caramba Leme! Assisti esse filme na época do lançamento e, confesso, não o entendi muito bem…rs
      Mas vou assistí-lo novamente e ver se dessa vez o entendo melhor…rs
      Uma trilha sonora com The Killing Moon e Love Will Tear Us Apart já vale a pena.
      Do Gylllenhall, gosto do filme Soldado Anônimo, Jarhead, baseado num livro sobre a 1 Guerra do Golfo.
      E a trilha sonora não fica atrás, pois é baseada no começo dos anos 90, com muito grunge, hip hop, com destaque para Something in The Way, do Nevermind do Nirvana.

      1. Miguel BsB

        Aproveitando Leme, você com o seu infinito conhecimento musical, que tal um post ou uma conversa sobre o grunge de Seattle da primeira metade dos anos 90?
        Pela minha idade, foi o primeiro grande movimento musical que acompanhei de perto. E admito, ouvi e ainda ouço muito.
        No tênis, nós temos o Big4, mas em Seattle tb saiu um Big4 de respeito: Alice in Chains, Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam. Dos frontmen das bandas, somente sobreviveu o Eddie Vedder. Kurt Cobain e Chris Cornell se suicidaram, Layne Staley (na minha opinião um dos maiores vocalistas do Rock), morreu novo, aos 34 anos, devido ao abuso de drogas, heroína principalmente. Kurt tb, se não desse o tiro na cabeça, teria morrido de overdose de qualquer jeito…
        A cena grunge de Seattle foi dominada pelo uso da pesadíssima e perigosa heroína, que destruiu e abreviou vidas e bandas. Uma pena. Kurt e Layne tinham muito talento e muito coisa boa pra lançar e desenvolver ainda. Eddie Vedder parece que nunca entrou nessa e muito por isso ainda continua entre nós…

        1. Rubens Leme

          Existe o livro do Donnie Darko, feito em cima do livro. O filme é muito interessante, porque aborda esquizofrenia e baicamente fala das dificuldades da adolescência e é irônico que a professora de literatura é demitida por debater um conto de cunho anárquico por um diretor imbecil e controlado pela religiosa da escola, que venera um imbecil de auto-ajuda e, ainda por cima, pedófilo.

          O que fascina em Donnie Darko é aquele lado destruidor e de querer ver o mundo pegar fogo que temos quando adolescentes. Essa frase é maravilhosamente dita pelo Michael Caine, vivemdo o mordomo Alfred quando explica para o Batman a personalidade do Coringa, em que alguns botam fogo no mundo apenas pelo prazer, não pelo dinheiro.

          Sobre o grunge, não é minha praia. Tenho os discos do Nirvana, mas nunca ouço. As outras bandas são chatas e esse foi um período ruim da minha vida e uma época em que as rádios e TVs só falam de grunge ou Guns ou Extreme ou Skid Row, então eu passei longe.

    2. Periferia

      Até sei porque vc gosta de o filme…ele é cheio de referências dos anos 80.
      Tecnicamente (a câmera…profundidade… distorções)… é um Lynch (David) genuíno.
      Mas assim como o Miguel…acho o filme confuso…ele não abraça nenhuma proposta…não é O Cão Andaluz e nem Cidade dos Sonhos.

      1. Rubens Leme

        Eu gosto também por isso, Periferia, é inegável. Mas eu gosto da maneira que ele foi construído. Ele é confuso sim, é preciso assistir mais de uma vez, mas o roteiro é muito interessante e eu parecia um pouco com o Donnie Darko nessa idade (mas sem o instinto destruidor igual ao dele…).

  31. Marcelo Morais

    Dalcim, tenho uma curiosidade: quanto é a premiação para um tenista Juvenil vencedor de WB ou qualquer outro Slam? E se tem o Juvenil feminino ?

    1. José Nilton Dalcim

      Há, sim, o juvenil feminino e em todos os Slam. Aliás, também tem duplas juvenis dos dois sexos. Juvenil não ganha premiação em dinheiro.

  32. Sandra

    Dalcim , quem saca mais? O italiano ou o canadense ? E a chave o italiano ? Ele pegou alguém complicado ? Antes que vc diga que a chave foi fácil para o Djokovic , vou concordar com vc sim , mas o canadense era difícil ! E o Berrettini ?

    1. José Nilton Dalcim

      Nem Djokovic, nem Berrettini pegaram grandes nomes na campanha, mas a culpa não é deles e sim de quem perdeu antes do que deveria. Claro que isso acabou deixou Wimbledon sem as emoções esperadas. Berrettini certamente saca mais que o Shapovalov, veja os números que dei no post.

      1. Miguel BsB

        Berretini sem dúvidas saca mais. Tem um dos melhores saques do circuito. Shapovalov saca bem e é canhoto, o que ajuda demais…ontem o Djoko devolvia os saques dele na vantagem lá no corredor de duplas…
        A direita do italiano é monstruosa. Quem me dera uma ter 70% de uma direita daquelas …rs

  33. Luiz Fernando

    A partida de ontem desmistificou outra baboseira postada pelas federetes: não adianta ter mais winners, não adianta ter uma plástica mais bonita, adianta ter mais sets e matches…

    1. Gildokson

      De novo isso? Meu Deus!!!
      Ta entendido ja, se alguém cometeu essa burrada de achar que adianta ter mais winners, esse alguém ja foi massacrado aqui nos últimos 2 anos após aquela final. Pra que pegar qualquer coisinha pra cutucar e voltar nesse papo besta d novo? É lógico que o que vale é GANHAR 3 SETS e ponto.
      Dãnnn

  34. Rubens Leme

    O PODEROSO CHEFÃO III – A MORTE DE MICHAEL CORLEONE (2020)

    Já que o periferia falou em O Poderoso Chefão não sei se alguém viu o remake que Coppola fez em 2020 do Poderoso Chefão III. A ideia inicial era chamá-lo de A Morte de Michael Corleone, mas a Paramount vetou a ideia porque queria faturar com o nome da franquia. Como o diretor era apenas um contratado e não tinha mais a força igual a dos dois primeiros teve que aceitar.

    Ele conta que quando foi chamar Robert Duvall para reviver seu papel de consigliere, o ator pediu uma quantia exorbitante e ele explicou que não tinha mais nenhum poder como nos dois primeiros, que era apenas um diretor assalariado sem força nos bastidores e por isso Duvall recusou.

    Bom, recentemente, em 2020, ele quis remontar o filme como havia feito com Apocalypse Now, quando criou aquela obra-prima Redux. E o que fez aqui? Mexeu principalmente no começo e no final e algumas coisas no meio (https://brasil.elpais.com/cultura/2020-12-04/michael-corleone-reescreve-seu-final.html).

    Diferente do Redux, prefiro a versão de 1990 a esta, mas que cada um escolha a sua.

    Quem quiser assistir, pode clicar no link – https://www.superflix.net/assistir-filme-o-poderoso-chefao-desfecho-a-morte-de-michael-corleone/

    1. Periferia

      Olá Leme.

      No meu caso gosto mais da versão de revisada.
      Ela é mais enxuta…o final é mais símbolico.
      Na versão original Michael Corleone morre….inclusive seu corpo cai da cadeira.
      Na versão revisada ele não morre…a câmera fecha em seu rosto velho e cansado e assim termina.
      Essa imagem casa melhor com o personagem…já que ele “morreu” interiormente (ele matou Fredo)…a morte física seria um bálsamo para ele.
      A nova versão deixa isso claro (nova versão é algo forte… “adequações” seria algo melhor…o filme é praticamente o mesmo).O problema do filme é a comparação…não é fácil ter como parâmetro dois dos melhores filmes que o cinema produziu.
      Mas é digno para finalizar a saga.
      Realmente Coppola queria fazer um epílogo para o personagem (os demônios de Michael)…o estúdio queria uma continuação da saga (dinheiro).
      Coppola sempre “refez” seus filmes (Apocalipse Now…Cotton Club e até mesmo os dois primeiros Chefões tiveram versões revista).

      1. Rubens Leme

        Periferia, sempre quis ver o “novo” Cotton Club, porque o primeiro é um dos filmes mais enrolados, caros e problemáticos, a ponto de fazer Apocalypse Now (chamado de Apocalypse “never”, porque demorou quase 3 anos para ser lançado) parecer um filme simples e barato.

        Sim, a morte simbólica de Michael é mais elegante, mas eu gosto muito do original, afinal, o vi no cinema com o meu pai (acho que foi o penúltimo que assistimos juntos). O último, acredite ou não, foi a segunda parte do Senhor dos Aneis, que eu nem sabia o que era.

        Ele me acordou de uma ressaca monumental e me chamou porque gostava do Tolkien. Eu via aquelas árvores gigantes andando com hobbits em seus galhos e só me perguntava onde estava a tequila quando eu mais precisava.

        Vou ver se saiu o remake do Cotton Club pra vender. Hoje irei rever Minha Adorável Lavanderia.

        1. Periferia

          Cotton Club tem muito a ver com O Poderoso Chefão…não apenas por causa do Coppola.
          O roteiro foi do Mario Puzo…a produção foi de Robert Evans (lendário produtor de Hollywood).
          Coppola aceitou a empreitada para tentar recuperar sua carreira (tanto artística como financeira…depois da quebra de sua produtora Zoetrope).
          O filme acabou numa salada…entre personagens reais e fictícios.
          A curiosidade é o par romântico….Richard Gere e Diane Lane…formaram um casal em outros dois filmes (Noites de Tormenta e Infidelidade) muitos anos depois de Cotton Club.
          Os grandes diretores tem uma vantagem…até quando fazem filmes ruins…eles ainda são acima da média geral.
          Coppola poderia ter feito mais filmes…Scorsese está por aí…Eastwood também….poderíamos ter um cineasta ao invés de “produtor” de vinho.

          1. Rubens Leme

            Na verdade, o filme era todo do Robert Evans Coppola disse que um dia recebeu um telefonema dele dizendo que estava com um problema com um filho. Eles andavam rompidos desde as brigas de Chefão 2, mas saiu em socorro ao amigo ao pensar que era realmente o filho e não o filme.

            Ali cmeçou uma briga imensa, com dezenas de roteiros circulando no estúdio ao mesmo tempo e com os atores desesperados porque a produção levou 28 meses. Gere, ao que parece, saiu para fazer Gigolô Americano e voltou para continuar sua parte.

            Evans já tinha gasto 13 milhões de dólares do seu bolso e os gastos chegariam a monstruosos 58 milhões, uma loucura para o começo dos anos 80. Foram feitos empréstimos com donos de cassinos, negociantes de armas do Oriente Médio e até morte ocorreu, no mais puro clima de Poderoso Chefão.

            Segundo Coppola o filme pode ter chegado a 65 milhões de dólares de gastos , porque chegou a ter um gasto diário de 250 mil dólares para comportar as 600 pessoas trabalhando na produção.

            Depois disso, Evans e Coppola romperam definitivamente.

    2. Helena

      Se não me engano, a ideia seria justamente fazer o embate dos dois personagens mais frios da franquia: Michael x Tom. Como o Duvall não aceitou por questões salariais, foi necessário mudar o roteiro e tivemos um filme bem abaixo dos demais.

      Lembrando que o conteúdo dos dois primeiros filmes foi retirado do livro, enquanto o terceiro foi o primeiro com material inédito.

  35. PSICO

    Esta geração de torcedores criada em frente a telinha e que se apresenta, precisa ser diagnosticada e tratada rapidamente, para se evitar uma tragédia.

    Dentre alguns outros transtornos, a BTF é claríssima. Ninguém mais quer torcer para o Bangu, América ou Portuguesa de Desportos. XV de Jaú ou Asa de Arapiraca então, nem pensar. “Meu time tem que ser o maior, o melhor e o único, não só local, como também global”. E se fosse possível, teria que ser o melhor nao só deste planeta, mas também de toda galáxia,l. Os sinais de BTF (Baixa Tolerância a Frustraçao), sao claros: nenhum deles aceitaria torcer para Bellucis ou Ricardo Mellos. Nem Victor Troickis (Ademooo Victor!!!). Nem Cilics ou Wawrinkas contam (afinal 1, 2 ou 3 GS é para tenista “cabeças de bagre” e nenhum deles suportaria torcer para um ídolo com derrotas.

    O tênis é o que menos importa aqui. O que procuram em torcer para o Barcelona, Real Madrid, GSW na NBA, Mercedes na F1, ou Nole, Miura e peRFect Roger Federer é contér uma frustraçao da perda, de derrota.

    As vitórias ou derrotas sao parte integrante da vida. A visão de que apenas “meu ídolo” possa ganhar remete um pouco a esse modelo de criação onde pais e maes tentam suprir a 100% das ansiedadés da criança na primeira infância consumindo bens está intimamente ligada a sociedade de consumo que se firmou.

    Crianças: um dia, papai e mamãe nao vao estar aqui pois nao sao eternos.

    Um dia o ídolo de voces se vai (aposenta ou desiste), ou até mesmo perde.

    É preciso estudar, evoluir e crescer, passando dessa tenra infância para um padrão mental mais próximo da idade física.

    1. Rubens Leme

      Concordo com tudo e sempre escrevo isso, embora com muito menos erudição e contundência.

      Parabéns.

      1. Marcelo Costa

        Acho temeroso e leviano culpar a geração atual, pois, me os da antiga geração acham Senna o maior de todos (o que não é) acha que a seleção de 1982 foi a maior de todas, que aquele Flamengo era épico, entre outras teimosias tais.
        Seu texto mostra tua frustação, com os jovens frustrados, então não acho que sejamos tão melhores que eles, pois, eles estão herdando o mundo cheio de preconceitos, angústias ódio desmedido deixado por nós. E indo além neste espaço há usuários de meia idade, que criam conta fake, não lidam com a derrota de seus mitos, atacam, distratam de todos..
        Então não honramos quem vem depois, mas exigimos que façam o que não fizemos. Nessa disputa, fico com o futuro, pois, o passado sei como foi e o que resultou.

        1. José Yoh

          Marcelo, creio que estamos falando também da geração de meia idade.
          Já faz um tempo que temos baixa tolerância a frustrações. Veja só quantos casos de depressão entre pessoas com mais de 40 anos.

          Sofrimento não faz parte da infância da maioria que nasceu após os anos 70, pelo menos na classe média. Esta já foi criada em um mundo consumista e de satisfação imediata para tudo.

          Tem mais uma coisa que a globalização/TV/Internet causou. Ao invés de ver o time local jogar no estádio e torcer para ele, passamos a torcer na TV para o Barcelona, que ganhava muito mais jogos. Isso vai fragilizando nossa tolerância a frustrações já que ocorre menos vezes. E pior, passamos isso aos nossos filhos.

          Abs.

          1. F.R.

            POR QUE AS CRIANÇAS ATUAIS SÃO PENTELHAS

            No artigo que vem depois do meu comentário, o Pondé arriscou um certeiro vetor. Mas não creio que seja o mais importante, que dirá o único.

            Acho que Freud e as esquerdas têm culpa nessa história. Freud, pela descoberta de que a criação marca as crianças; os hoje pais que estiveram em análise botaram a culpa de seus problemas nos próprios pais, daí morreram de medo de “traumatizar” seus filhos e se sentirem culpados depois. As esquerdas, ao dividir o mundo em opressores e oprimidos, seduziu os jovens a se identificarem com os oprimidos e a seus pais como os opressores. Quando se tornaram pais, passaram a morrer de medo de serem os “opressores” e deram de paparicar os filhos, a se preocupar se os filhos os amam ou odeiam.

            No Brasil, para agravar a situação, a partir da ditadura o conceito de autoridade ficou confundido com o de autoritarismo, o que só fez piorar as coisas. Os filhos ficaram pentelhos, os pais começaram a odiar isso e a operar a formação reativa de serem “bonzinhos” com os filhos. Aí é que a vaca foi pro brejo.

            “Idiotas da autoestima

            Luiz Felipe Pondé

            FOLHA DE SP – 08/07/19

            Os pais sentem culpa por acharem um saco tomar conta dos ‘pentelhos’

            Vou descrever uma cena e depois vou perguntar o que você acha dela. Cenário: um restaurante bem frequentado da zona oeste de São Paulo.

            Uma criança com cerca de cinco anos corre perto da mesa onde se encontra sua família, com uma taça de vidro de vinho vazia nas mãos. A família conversa acaloradamente. O restaurante cheio, as mesas umas ao lado das outras. Sexta-feira à noite. De repente, um ruído de vidro quebrando. A criança, o que era óbvio de se esperar, derrubou a taça no chão.

            É razoável imaginar que os pais não perceberam que a criança corria de um lado para o outro com a taça de vidro nas mãos. Às vezes, ainda mais numa sexta-feira à noite, tudo o que você quer é relaxar, e não ficar vigiando o “pentelho”. Com o ruído da taça se espatifando no chão, os pais se levantam e correm até a criança. Pedaços de vidros se espalham pelo chão, caindo, inclusive, nas mesas em volta, nos pratos das pessoas, e mesmo nos cabelos das mulheres próximas ao incidente. Vou propor duas reações possíveis que os pais tiveram e você “vota”.

            Reação A. Os pais correm a acudir a criança para ver se tudo estava bem com ela e, em seguida, passam a pedir desculpas às pessoas próximas, mortos de vergonha pelo ocorrido. Em seguida, buscam ajuda dos garçons para limpar a área atingida pelos cacos minúsculos de vidro.

            Reação B. Os pais correm a acudir a criança para ver se tudo está bem com ela, enchem a criança de beijos, dizem que não foi nada, que a culpa não foi dela, e voltam para a sua mesa sem se dirigir às pessoas das mesas em volta e sem buscar ajuda junto aos garçons a fim de garantir que os cacos de vidro não permaneçam, colocando todo mundo ao redor em situação de risco.

            Se você votou na reação A, errou. O que aconteceu foi a reação B, por incrível que pareça. Talvez, não tão incrível assim. Afinal de contas, a única preocupação dos pais foi garantir que a criança não se sentisse culpada pelo que aconteceu. A rigor, os culpados foram eles, adultos, responsáveis pelo que uma criança de cinco anos faz.

            As avós sempre nos ensinaram que crianças não podem mexer em determinadas coisas.

            Mesmo que, num momento de desatenção, você não veja que seu filho brincava com um objeto de vidro (todo mundo pode perder de vista uma criança de vez em quando), na sequência do incidente, após ver se tudo está bem, você deveria vestir o manto da humildade e pedir desculpas aos outros.

            Mas as avós estão fora de moda. O que está na moda é uma pedagogia e psicologia da economia da autoestima das crianças. E isso está destruindo a educação, as escolas e as próprias crianças.

            Os pais mais jovens hoje fazem dos seus filhos pequenos ditadores, perguntando a eles o tempo todo “o que desejam”. Num movimento de suposta instauração do “direito das crianças” não fazerem o que não querem, os pais fazem dessas crianças adultos insuportáveis, incapazes de lidar com os desafios que qualquer vida normal traz para as pessoas.

            Aposto que, em poucos anos, não haverá mais avaliação alguma nas escolas, e essas existirão apenas para reforçar a autoestima dos pequenos mimados de 25 anos.

          2. Marcelo Costa

            Prezado!!! Você sintetizou com maestria como sempre, pois, essa geração é reflexo da nossa, eles são o resultado de nossas escolhas, e ao criticamos , estamos sim reconhecendo nossas falhas.
            Sempre coerente!!!!!

    2. Luiz Henrique

      Parabéns pelo comentário. Na verdade essa coisa doentia é uma fuga da própria vida. Quem tem conquistas pessoais dificilmente vai perder tempo detratando jogadores multimilionários

  36. Chetnik

    Para o fim de semana eu espero, e torço, para:

    1. Uma vitória do GOAT do tênis.
    2. Uma vitória do GOAT do futebol.
    3. Uma vitória da GOAT das seleções europeias.

  37. Alice

    Parabéns, Dalcim! Que belo post!
    Não tenho muito o que falar sobre Djokovic. Já opinei algumas vezes aqui, que ele é o mais completo tenista do Big3. Que possui um corpo exuberante, o melhor da história do tênis ao meu ver. E eu acho absurdo tudo que esse sérvio vem fazendo. Fico abismada, tem tudo pra bater oa principais recordes do tênis e sobrando. Sinceramente? Se eu imaginava Nadal jogando em alto nível aos 35? Sim, pq tinha como referência o Ferrer..que usufruiu bem do corpo (gastou) ao longo da carreira. Pode jogar até os 38 se quiser e será Top10. Federer uma longevidade incrível também, não creio que o suíço esteja jogando em 2023. Agora eu me pergunto: Se Federer jogou em alto nível aos 38 e está aí a beira de completar 40 anos..imagine aquele que é número #1 do mundo hoje com 34 anos e que não tem um mísero adversário a altura! Apostaria bem alto que ele (Novak) deve jogar por mais 5 anos de boa no circuito, salvo lesão. Que venha o futuro, pq estou admirada com os jovens!.

    E Court que se cuide…pq depois depois que o dito ‘comedor de fígado’ passar dos 20 Grand Slam..vai ir babando pra cima dela! Hahahaha

    Hoje, depois de tudo que esses 3 “monstros” fizeram, não ouso duvidar de mais nada.

    1. Jonas

      Putz, Alice…se o Djokovic jogar no nível de 2021 pelas próximas 3 temporadas não haverá a mínima discussão, kkkk.

      Mas eu acho bem difícil. É impressionante o que o sérvio joga aos 34 anos, mas acho que um dos fatores que levaram Federer a jogar nesse nível por tanto tempo foi seu estilo de jogo, completamente diferente do Nadal.

  38. Rafael

    Mestre,

    É incrível o efeito que uma guerra provoca em seu povo. Infelizmente, algumas pessoas associam à rejeição do Djokovic à sua origem nos Bálcãs. Ivanisevic, o pai do Djokovic. Que assunto chato. Eu era fã do Djokovic no início da carreira. Ficava no YouTube procurando as imitações dele. Torcia por ele. Por incrível que pareça, parei de torcer por ele pelas posturas e declarações dos últimos anos. Um sujeito como ele pode ter 50 Slams, mas nuca será aceito pelos amantes do tênis

    1. Luiz Fabriciano

      Não seria mais apropriado, que sua frase terminasse assim?
      “Nunca será aceito por mim…”
      Essa história de Djokocic não imita mais, virou arrogante, é mera desculpa esfarrapada para justificar o que não se justifica.
      Djokovic sempre foi brincalhão. Desde a infância. Haja vista vídeos seus antes dos 10 anos de idade.
      Cresceu, amadureceu, começou a vencer os grandes e percebeu quem nem todos entendiam e aceitavam seu jeito natural de ser.
      Sharapova sempre curtiu suas imitações.

  39. Periferia

    O tênis anda tão estranho….que os finalistas de Wimbledon21…nenhum enfrentou alguém que estivesse entre os 8 jogadores do ranking durante o torneio.

    1. José Yoh

      Estamos em um período de transição, onde os melhores já não são tão melhores (exceto Djoko) e o pessoal que vem atrás não consegue se firmar, perdendo para rankings menores. Mas acho que se fosse apostar em uma final no começo do torneio, seria essa mesmo. No geral achei o torneio fraco por ter só um favorito disparado (e por favor colegas, não achem que estou falando de entressafra!).

      Faltaram partidas históricas, como Nadal e Nole em RG. Tomara que a final seja uma delas mas acho muito difícil.

      1. Marcílio Aguiar

        Concordo, Yoh.

        A semi de RG Nadal x Dojoko foi o ponto alto do ano e até a final teve algum suspense quando o Tsitsipas abriu 2 x 0.

        A minha expectativa é que o italiano consiga, no máximo dificultar um set para o numero 1, amanhã.

        Contra o novato em decisão pesa também a história. Se não me engano, contra o BIG 4, somente o Del Potro (USOPEN) e Wawrinka (AO) venceram a primeira final que fizeram. Acho que o italiano ainda não alcançou o nível desses dois.

  40. rafael

    Vejo tanta gente falando que o italiano está jogando demais e que o Djoko terá que jogar muito para ganhar. Não seria o oposto? O italiano terá que fazer o jogo da vida para tirar o 20 GS do sérvio. Será a bomba do saque do italiano contra a melhor devolução da história e se o Djoko entrar nos pontos, addio bambino!!!
    Concorda mestre?
    60% x 40%

  41. WILLIAM ALMEIDA

    Trechos do livro do Agassi open.

    “Chego às quartas de finais e novamente estou diante de Federer. Não consigo vencer um único set. Ele me despacha como um professor diante de um aluno tapado.”

    “Caminhando em direção à rede, estou certo de que perdi para o melhor homem, o Everest da próxima geração. Tenho pena dos jogadores mais jovens que terão de lidar com ele. Lamento pelo homem que está fadado a ser o Agassi jogando com este Sampras. Embora eu não cite pete pelo nome, é principalmente ele que tenho em mente quando digo aos jornalistas: É muito simples. A maioria das pessoas tem suas fraquezas . Federer não tem nenhuma.”

    Djokovic escalou o Everest conseguiu chegar nos números de Federer e a fraqueza de Federer foi o Djokovic e Nadal. Essa última frase de Agassi de não ter fraqueza deveria ser aplicado a Djokovic.

    1. José Yoh

      É difícil perceber que o tênis evolui independente dos nomes caro William. Isso é por conta de nossas paixões.

      Depois do sérvio virão outros que despacharão ele como Federer fez com Agassi.

      Tudo vai mudando: pisos, raquetes, medicina, movimentos, táticas. E assim o novo fica velho.

  42. Evaldo Moreira

    Boa noite,
    É Shapolavov, hoje jogou como nunca……….perdeu como sempre, fato.
    Mas não é possível, que nem na hora H, o cara não consegue fechar o set, fruto de sua falta de tranquilidade, poxa vida, deu pra ver a ansiedade do cara para fechar, não sacou bem, fez escolhas erradas e/ou bateu na bola com excesso de força, o/30, isso no primeiro set, quando vi isso, desisti de ver o montante do jogo, só alguns momentos, e olhe que sérvio não estava assim tão perfeito.

    Concordo com o Dalcim, em que pese, todo o post, é essa ladainha de goat, guat, e não sei o que mais, e teve um que disse que Dalcim torce contra o Djokovic?, kkkkkkkkkkkkkkkkk, levou um recibo, passou vergonha, fato.
    Na minha opinião e visão dos fatos: Federer, Nadal e Djokovic, se eu não negar os feitos dele, ai sou louco, rsrsrs, mas reconheço sim, os feitos do servio, e ponto final, não tenho nada contra, não gosto de seu jogo, e ponto final, até o staff do cara, é arrogante, fato.
    Palpite para amanhã: goleada do sérvio chiliquento, fato, Bezzerrotini, nem faz cócegas, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    Último grand slam do ano, os 3 empatados co 20???. Será???????. Vamos aguardar.

  43. Maurício SP

    Djokovic este ano está jogando bem abaixo nos tiebreaks do que nos anos anteriores. Hoje só ganhou o tiebreak porque os dois jogaram mal, mas o Shapovalov jogou hiper mal. Um Djoko normal ganharia o tiebreak de 7×0, já que o canadense perdeu todos os seus saques. Aliás, uma pena esse mental do Shapovalov, se colocasse a cabeça no lugar poderia brigar pela liderança do ranking.

  44. Carolina

    Para variar, meu coração está partido pelo Shapovalov. Não conseguiu vencer nenhum set hoje e agora o head to head está 0 – 7 a favor do Djokovic. Pelo menos ele fez uma boa campanha e demonstrou mais consistência e maturidade que em torneios anteriores. Torço para que ele continue evoluindo tecnicamente e também nos aspectos mentais.

    Na final, acredito em vitória do Djokovic sem maiores dramas. O Berrettini, por sua vez, poderia buscar inspiração na performance do Del Potro nos Jogos Olímpicos de 2016 e, como qualquer adversário do Djokovic, esperar por um improvável alinhamento planetário.

    Minha torcida está dividida para a final feminina. Tenho muita simpatia pela Barty e prefiro o seu estilo de jogo mais engenhoso. No entanto, uma vitória da Pliskova neste momento da carreira dela seria incrível.

  45. Thiago Silva

    Mesmo que o Djokovic vença no domingo ele ainda não vai ser o GOAT porque o que vale não são os números e sim o slice mais bonito e os ATP 250 em cima do Alejandro Falla. Se ele ganhar a olimpíada também não vai ser porque o que vale é o ouro em duplas, mas se ele ganhar duplas também não vai ser porque pra ser o GOAT ele tem que ter o patrocínio da Rolex.

  46. Leandro martins

    Acho que pro berretini será essencial a porcentagem de primeiros serviços,o que facilita com teu forhend pesadíssimo,mas o que realmente ele terá que evitar é que provavelmente nas trocas djokovic subirá à rede atrás dos teus constantes slices,em contrapartida tb se o italino manter o serviço do sérvio em jogo trazendo as trocas pro teu forehand acho que tem grandes chances!!Enfim ,terá que estar num nível extraclasse !!!daria 55 ×45 pro sérvio,maa nesse nível de hj contra o shapo no domingo o italiano janta ele bonito!!!

  47. Marcelo

    Um negócio que eu acho engraçado, Djokovic tem 19-10 em finais de GS, Federer tem 20-11, mas da a impressão de que o sérvio é muito mais eficaz nas finais de GS do que o suíço

    1. Alessandro Siqueira

      De 2004 a 2007 Federer ganhava praticamente todos os slams, com exceção a RG. De lá para cá o aproveitamento caiu muito e o de Djokovic foi melhorando. Ganhou em 2008 na Austrália, deu uma arrancada em 2011 e em 2018 começou a ganhar finais em sequência.

    2. Enoque

      Isso se deve ao fato do Federer ter vencido muitas finais de GL , entre 2003 e 2007.
      Entre 2003 e 2007 foi campeão 12 vezes e vice 2, (12 – 2)
      Entre 2008 e 2018 foi campeão 08 vezes e vice 9, (8 – 9),
      Inclusive, chegou a ganhar as 7 primeiras finais que disputou, entre 2003 e 2006. Naquele período era imbatível, só perdendo pro Nadal no saibro.

  48. Nattan Labatto

    Federer e Nadal foram e são imensos, gigantes, titãs no tênis. Só que o menino nascido e crescido durante a Guerra da Bósnia, conseguiu ser MAIOR!!! ????

  49. efraim santana silva

    Dalcim sei que toda a midia e grande parte da torcida torce contra o Nole inclusive voce.. é dficil ne? visto que ele vai ser o maior.de.todos os tempos….mais dificil ainda.

    1. José Nilton Dalcim

      Ando cansado dessa postura ridícula. Você acha que para a audiência do meu site o melhor é ter Shapovalov ou Djokokvic na final? Tenta raciocinar com o mínimo de bom senso. Não é tão difícil.

    2. R. Santiago

      Quem diria que aquele garoto sem fôlego que abandonou contra o Coria em RG 2005 iria chegar onde chegou?
      Qualquer um destes jovens aí em ascensão tem potencial e o equilíbrio para chegar é uma luta de semanal, torneio a torneio, contra os elementos e contra si.
      Isso é que essa turma que acusa Dalcim e outros jornalistas de torcer pra um tenista tem que aprender. Nem tudo é nesse fatalismo, agora acabou fulano, agora fulano ganha tudo. Agora Dalcim e os outros colunistas por aí são jornalistas, é informação o serviço deles, audiência, gente comentando, gente comprando nos parceiros do site, etc. Ele não vão ficar explicando a vocês assim não, isso fica pros chatos que nem eu.
      Acorda juventude, desrespeita o cara trabalhando aqui, às 22h duma sexta, e a ainda se entrega em toda sua falta de educação e imaturidade.

  50. Rodrigo S. Cruz

    Podem entregar o troféu já pro chiliquento.

    Não precisa nem entrar em quadra no domingo.

    Matteo Berretini?

    Nossa… Final dos sonhos!

    Agora o Big 3 tem juntinhos 20 Grand Slams cada. Isso já são favas contadas…

    1. Araujo

      Zica reversa nao cola. Berretini está apresentando o melhor tenis do campeonato. Se pegasse federer ou nadal seria uma surra histórica nestes. Djokovic pode perder 3×0 se berrettini encaixar o saque e ele continuar tao passivo e errático como nas últimas rodadas.

      1. Carlos Henrique

        Pois é. Falam como favas contatadas, mas Berretini é, de longe, o melhor jogador da curtíssima gira de grama de 2021.
        Hoje é um adversário bem mais perigoso que Anderson, Cilic ou Raonic foram em seus respectivos anos…

    2. Paulo F.

      Bem melhor do que a final Federer X Philippoussis.
      Pode escrever que a carreira de Berrettini será maior do que a do Rei Mago Philippoussis.

        1. Paulo F.

          Nobre Luiz Fernando, citei Belquior Philippoussis, pois foi contra ele e em Wimbledon que o messias do tênis ganhou seu primeiro Slam.
          Não esqueço de Baltazar Baghdatis e nem de Gaspar González, pode deixar.
          Kkkkkkk

  51. Antônio gabriel

    Acho que em muitos momentos do jogo o Djoko sacou bem mal,mas nos pontos importantes foi impecavel, como de costume. O Berretini esta jogando muito, mas pra vencer no domingo, alem de jogar muito vai ter que contar tambem com um dia ruim do Djoko, mas cada jogo tem/sua historia, entao vamos ver noque da.

  52. R. Santiago

    Caso Djoko vença , o que pra muitos aqui é uma ofensa ao seu tenistazinho de estimação, tentem manter o danoninho em dia ou peça pra papai não deixar faltar a gasolina no carro. Não é toda hora que a gente quer rir com vocês se chatxiados
    Lembrem-se que os cegos pelo Federer e pelo Nadal dizem que título em cima de Baghdatis, Gonzalez, Soderling, Berdych e Ferrer “não conta”, é coisa de entressafra.
    Vão querer ouvir que título em cima de Berretini, Anderson, Tsonga e Tsitsipas também não conta.??? Não né, melhor curtir o jogo ao vivo e apreciar o tênis.

    Fora isso, o italiano tem jogo para complicar. E vai haver pressão nele e também no Djoko, pra chegar no 20º Slam. O italiano chegou a complicar em RG este ano, e em Wimbledon, seu saque e direita podem deixar Nole naquele sufoco. Lógico que Djoko vai trabalhar com muito slice, vai ter slice ali na direita pedindo pro italiano levantar a bola e começar a mexer com Berretini pra lá e pra cá. O termômetro vai ser a devolução. O italiano vai ter que tá com 70% ou mais de primeiro saque. Djoko vai ter que estar com a bola mais profunda do que o que mostrou hoje contra Shapo, que infelizmente não tá maduro ainda pra entregar tudo que pode. Concordo com Dalcim que os adversários podem exigir mais dele.
    Ainda assim, é do jogo alguns torneios o favorito levar sem ter aquele aperto grande em alguma rodada. O Big 3 ganhos alguns Slam assim, sem serem extremamente exigidos em um ou mais rodadas.

  53. Paulo Almeida

    O Mental Giant jogou bem melhor do que nas últimas partidas (talvez 60% de sua capacidade), mas seu adversário também foi ótimo no geral, o que justifica 3 sets bastante apertados. Vai ser mais difícil ainda quebrar o Berrettini (superior ao Roddick por ter slice e um drive de direita mais potente), mas nunca se pode duvidar da melhor devolução da história.

    Pelos critérios de desempate (Double Career Slam, Nole Slam, semanas como número 1, número de year-end, Masters 1000, Double Golden Masters, Finals e h2h favorável contra os arquirrivais) já é o GOAT, porém ele quer colocar mais números de vantagem pra ficar bem isolado.

    Pessanha, o que tem a dizer do 6-0 na Central? Voltou mudando de assunto e achou que ninguém iria perceber? Aliás, eu ri DEMAIS daquela caricatura do Federer vestido de borracheiro rolando um pneu! ?????????

    IDEMO, AJDE!!!

    1. Carlos Henrique

      Discordo que o Berretini é superior ao Roddick. Na direita, sem dúvida. Mas o americano tinha mais saque, voleava melhor e tinha um ótimo slice,

  54. Periferia

    A um Passo da Eternidade….1953…Fred Zinnemanm

    Retrato de uma base militar no Havaí…pouco antes do ataque japonês a Pearl Harbor.
    Com grande elenco (Burt Lancaster…Montgomery Clift…Frank Sinatra…Déborah Kerr…Donna Reed…Ernest Borgnine)
    Dirigido com a competência habitual de Fred Zinnemanm( O Dia do Chacal).
    Teve muitos problemas coma censura da época (Código Hays e o Código Militar)…mesmo assim conseguiram produzir um filme inesquecível.
    Uma curiosidade…foi nesse filme que Frank Sinatra (que estava em baixa na época) ganhou o papel do soldado Angelo Maggio por sua amizade com a Máfia…(episódio lembrado em O Poderoso Chefão…na cena da cabeça do cavalo na cama do produtor de cinema)…Sinatra ganhou um Oscar pelo filme e revitalizou sua carreira…e diz a lenda…que por essa dívida…Sinatra participou da conspiração da morte do Kennedy…manipulando Marylin Monroe…sua ex namorada…e amante de Kennedy.
    O filme ganhou 8 Oscar.

    1. Rubens Leme

      Coppola jura de pés juntos que essa cena não tem nada a ver com o Sinatra, embora a referência seja óbvia.

      1. Paulo

        Copolla ou Mario Puzo? Sinatra chegou a tirar satisfação com o escritor ítalo americano bem antes do filme existir.

  55. Filipe Mota

    Excelente esse vídeo com o resumo do jogo do Nole. 20 minutos e dá para se ter bem a noção de como foi o jogo.

  56. Ricardo Lessa Filho

    A atuação do polonês hoje apenas serviu para deixar a derrota do Federer mais melancólica. O seu algoz não é nada mais do que um jogador razoável, com alguns bons momentos. O italiano por sua vez, com essa combinação de grande saque e forehand, mas com um jogo de rede irregular e backhand problemático, só se torna campeão se o sérvio genial jogar uma partida desastrosa.

  57. Maurício Luís *

    O Djokovic não tem a maior torcida, não é o que joga + bonito, não é tão malhado quanto o Nadal… mas o mental dele e a capacidade de adaptação aos pisos diferentes o estão mantendo no topo.
    Eu me lembro que anos atrás, quando Djoko ainda era o número 3 atrás do FEDAL, o Paulo Cleto disse “-Ele tira leite de pedra”. E como tem leite essa pedra, hein?
    Quem gosta de ver as coisas por vários prismas, pode tirar do esporte lições para a vida. Exemplo: final de Wimbledon 2019. Do outro lado da quadra, Federer com saque e 40-15. Double championship point. Torcida toda a favor do adversário. Uma senhora na arquibancada levantando o dedo em riste: “Falta 1 !!”
    O desfecho, o qual todos sabemos, nos mostra que por + difícil que seja uma situação, sempre há uma saída. Nem sempre fácil, mas tem saída.
    Muitas vezes nos deixamos ser engolidos por problemas que teriam solução… se não nos apavorássemos.

    1. Maurício Luís *

      Se o Berretini estiver sacando bem, eu que não ponho minha mão no fogo pelo sérvio, não. Diante da força bruta, nem sempre mental resolve.

    2. Luiz Fernando

      A grande chance do italiano é a se a sogra do Djoko importunar a noite de sábado p domingo dele…

  58. Marcílio Aguiar

    O Djokovic está parecendo a seleção de futebol da Alemanha (não a atual mas as de antigamente). O adversário jogava, se desdobrava, atacava e no final a Alemanha ganhava o jogo.

    A performance no Berrettini nesse WB é digna de nota , mas no domingo conseguirá, no máximo, um set.

  59. Aurélio Passos

    Depois dos 2 bizarros match point que perdeu contra Nadal em Roma, Shapovalov não me engana (contra os grandes). na hora H aquele backhand de uma só mão vai espirrar, ou o forehand vai na lua.

  60. Diego Bezerra

    Boa noite Dalcim, Nole mais uma vez mostrou garra e confiança, apesar de ter jogado melhor nos momentos cruciais, eu achei que o sérvio jogou um pouco abaixo do ápice do seu nível; Shapovalov o pressionou bastante, criou inúmeras chances mas a experiência pesou! Parece que o canadense se candidatou a ser o novo queridinho de WB, saiu aplaudidíssimo e acabou indo aos prantos pois percebeu que teve as suas chances e não as aproveitou….
    Apesar de ser um super fã de Roger, fico satisfeito pelos números do sérvio, são absurdamente incríveis, se encaminha cada vez mais para ser o Maior da História em termos de números( Slams, Finals, Master 1000, Semanas#1 e por aí vai…), isso se já não for…..
    Ainda assim acredito que em termos técnicos não há ninguém acima de Roger, pois creio que este é o melhor de todos que nós amantes desse maravilhoso esporte presenciamos, simplesmente perfeito!!!!
    Roger – técnica; Nadal- mental e Nole – físico!
    Nole amplo favorito para essa final, mas terá que devolver muito….hj achei a sua devolução bem abaixo do seu padrão, no Domingo pode ser diferente, afinal jogará contra um destro.

  61. Fernando Peixoto

    Se ganhar no domingo, Djokovic vai a Tóquio em busca do ouro olímpico em simples, que Rafa Nadal tem e ele não. Se perder, deve desistir das Olimpíadas. Ganhando Wimbledon e Tóquio, vai ao US Open para tentar fechar o Grand Slam na mesma temporada e, aí sim, ser o melhor de todos os tempos em números. Em números, destaquemos. Terá físico pra isso?

    1. Maurício SP

      Não vejo o sérvio desistindo das Olimpíadas, mesmo se perder no domingo. É um título que ele busca há muito tempo e que ele sempre valorizou. Possivelmente será sua nova grande chance, depois da frustração de 2016. Já o Federer, apesar de valorizar muito o título, sabe que será azarão na disputa pelo ouro. Se ir, deve ser por questões contratuais (imagino que o contrato deve prever detalhadamente essas opções entre ir ou não, ainda mais sendo uma marca japonesa que sabe que, mesmo não sendo favorito, será uma das grandes estrelas dos jogos).

  62. Sandra

    Dalcim, porque os jogadores não reconhecem que não podem perder para Djokovic mas podem perder para Nadal e Federer ?não é um pouco de arrogância is ? Não vi o canadense parabenizar Djokovic, como também não vi o grego em Roland Garros , você acha que Djoko e pior que Nadal e Federer ? E a última pergunta , o que Vc acha que Djoko deve fazer para ganhar do Italiano ?aliás e outro que também não tem nem um pouco de humildade ! Ele está que nem o canadense , já ganhei !,,

    1. José Nilton Dalcim

      Não sei onde você viu ou leu essas coisas, Sandra. Quanto a como ganhar, Djokovic certamente precisará entrar nos pontos e atacar o backhand. Subir à rede atrás do backhand aliás é uma ótima alternativa.

  63. Lucas

    A provável vitória no domingo não deixará dúvidas, como Dalcim disse no texto, nesse momento os números estão a favor do sérvio, com todos os méritos. Com um Federer quarentão e um Nadal ainda perigoso e senhor do saibro, mas aos 35 caminhando para a parte final da carreira, a distância tende a aumentar. Tanto o suíço quanto o espanhol tem importante parcela no sucesso do sérvio, pois decidiram dezenas de títulos de slam e masters, perdendo bastante, diga-se. Tiveram suas chances, disso não podem reclamar. Em breve a pequena mas fiel torcida do Djoko poderá dizer sem soar como conversa de torcedor: GOAT!

  64. Luiz Henrique

    Djokovic não quer se contentar em ser Goat geral e Goat da quadra dura. Agora quer ser Goat da grama tb. E no saibro sua regularidade é tão absurda que talvez mereça até estar a frente de Borg. Não fosse por Nadal talvez tivesse passado Borg em RG tb. Domínio surreal no esporte

    1. Marcílio Aguiar

      Além de Borg, tem Villas no saibro também. Não se esqueça que se não fosse o Nadal o Federer poderia ter mais 4 ou 5 RG pelo menos.

        1. Marcílio Aguiar

          Luiz, não entendi. Eu fiz a comparação com o Nadal porque o seu xará disse que o Nadal impediu o Djoko de ter mais alguns títulos em RG. A mesma coisa aconteceu com o RF. Perdeu 4 finais e 2 semis para o touro, que poderiam ter-lhe propiciado mais títulos em Paris.

      1. Marcílio Aguiar

        Paulo, acho que voce quis dizer Borg. Não sei da onde voce tirou “tenis” pré-histórico. O tênis daquela época era disputados por grandes jogadores com os melhores recursos disponíveis. Então, daqui a 30 anos as conquistas dos jogadores atuais não valerão nada, serão “pré-históricas” porque os materiais e as condições das quadras deverão ser diferentes?

        Então a música de Beethoven, Bach e etc. não deve ser considerada porque tem mais de 200 anos, são pré-históricas, não foram criadas e executadas com instrumentos eletronicos?

  65. Tadeu

    Mestre, concordo plenamente com a brilhante solidez e ‘timing’ do Djokovic, que na hora acerta eleva seu tênis, impõe mais pressão ao adversário e não comete ENF. Porém, tenho a sensação que sua melhor atuação no torneio foi na segunda rodada, quando domou o Kevin Anderson com triplo 6/3.

    Me parece uma caminhada regular e sólida, como é padrão do sérvio, mas com menos brilhantismo até aqui. Tenho a impressão que não tem impactado tão bem a bola, não me parece tão confortável, embora claramente pareça jogar numa zona de controle, dosando o físico, elevando o nível de jogo quando necessário…

    Vê da mesma forma? Diante do poderoso saque do italiano, imagino que pequenas oscilações, como já foi neste Wimbledon, podem ter sérias consequências…

    1. José Nilton Dalcim

      Concordo, sim, Tadeu, mas os adversários realmente não exigiram o máximo dele. As pequenas oscilações foram contornáveis, a ponto de ele não ter perdido mais set depois do primeiro lá na estreia. Então ele tratou de sacar bem e esperar um momento ideal em cada set para pegar a vantagem. E sim, se Berrettini continuar sacando tão bem, acredito que o jogo ficará bem apertado e não permitirá grandes vacilos. Mas isso vale para o italiano também.

    2. R. Santiago

      Verdade, pareceu desconfortável ali nas trocas, jogando um pouco curto. A gente acostumado àquelas bolas profundas.
      Porém naquele segundo set, encontrou aqueles lobs, venceu aqueles pontos ali e o Shapo perdeu o controle naquele momento e o set. Djoko tem escolhido muito bem as jogadas, mas nas rodadas anteriores do que nesta de hoje. Hoje parecia um pouco preocupado em tão jogando tão curto e não tá acertando devolução como costuma, tanto que todos os sets foram a 7 games

  66. DANILO AFONSO

    RUBENS, acho que o sérvio leu sua reclamação na pasta anterior acerca da falta de voleios na grama sagrada. Hoje foi nota 9 no golpe, inclusive em vários games de serviço adotou o estilo saque e voleio quando sacava aberto. Creio que acertou todas as vezes quando sacou e foi à rede. O smash também esteve ótimo.

  67. sliceman

    Djokovic jogou mal os dois primeiros sets. Entrou em quadra com uma cara e uma atitude meio estranha, apático. Estava sofrendo para devolver o saque do Shapovalov, em particular o saque no T dos dois lados, e as bolas batidas de fundo de quadra estavam saindo curtas e pouco agressivas. Como ele mesmo reconheceu, Shapovalov estava melhor.
    Shapovalov jogou bem, mas falhou justamente em pontos importantes que foram desperdiçados. Falta ainda maturidade.

    Assisti aos melhores momentos de Djocovic vs Berretini em RG. Djokovic parecia muito mais afiado naquela partida do que hoje.
    Se ele quiser levar o título, vai ter que jogar melhor.

  68. Geailton

    É Dalcim sua torcida falhou rsrsrs. Quais as chances de cada um pra final? Eu daria 65 a 35% pro sérvio. Concorda?

  69. SANDRO

    Barrettini tá jogando muito! Um monstro dentro de quadra!
    E Djokovic aquele trator mental que já conhecemos!
    Estou que nem a Glória Pires no Oscar, não sou capaz de opinar quem é o favorito… Vou de 50% a 50%.

  70. Antônio Luiz Júnior

    Dalcim tenho um grande respeito por você e pwla qualidade dos seus comentários. Mas, não vejo nem de longe este ano, em Winbledon, este Djokovic que você nos apresenta. Além de ter sido largamente beneficiado por uma chave fraquíssima, não fez nenhuma apresentação a altura do seu handicap. É óbvio que a experiência e principalmente a baixa quantidade de erros cometidos são dois fatores que lhe beneficiam muito. Shapovalov jogou bem melhor que Djokovic nos dois primeiros sets, isto é um fato. Mas, cometeu erros imperdoáveis, no final de ambos os sets. Fez muitas escolhas erradas e adotou um plano tático incorreto na minha opinião. Não estou tirando os méritos do sérvio em nenhum momento, mas, ficou longe de uma boa apresentação. Jogou para o gasto. Foi suficiente para a vitória. Shapovalov ficou devendo muito. Ainda falta muito para o próximo passo. Tem muito potencial, e joga um tênis plasticamente muito bonito.

    1. Carlos Henrique

      Concordo. Se Shapo tivesse mais experiência nesse nível elevado Djokovic teria que jogar bem melhor para ganhar.
      Mas o se não entra em quadra.
      Fica a lição ao canadense, que achou o meio termo para o seu jogo, principalmente na grama.
      Ficarei bem surpreso se o mesmo terminar a carreira sem um título em WB.

  71. Paulo H.

    Dalcim, impressionante o jogo do sérvio hoje, contra o melhor Shapovalov de toda sua breve carreira. Nas poucas oportunidades que encontrou, venceu.
    Você já comentou no passado sobre os “pontos importantes”, no 4×4, 30×30 e assim por diante. A impressão que tínhamos é que o Djoko deixou o canadense sacar à vontade no meio (mais de 90% dos saques, conforme estatística da TV) e quando precisou, se posicionou de forma a devolver e vencer os pontos decisivos. Talvez, se o sérvio tivesse devolvido desde o início, o tenista canadense partiria para outro plano e isso tiraria a previsibilidade do saque, imagino eu.
    O fato é que a lição de hoje foi sobre o aspecto estratégico e mental do jogo e nisso o tenista sérvio é insuperável. No jogo do Berrettini contra o Hurkacz assistimos vários momentos não aproveitados de ambas as partes e que certamente farão a vitória e o troféu penderem para o lado de Djokovic.
    O meu palpite é de 3×1 para Djoko, e o seu?

  72. José Felipe Pereira da Silva

    Dalcim Boa noite parabéns pelo seu trabalho mais uma vez
    Então caso o Djokovic vença domingo, chegue aos 20 Grand Slam.
    Na sua opinião entre ele, nadal e Federer
    Qual vai ter os melhores títulos seja de Grand Slam ou outros títulos importantes?
    Se você fosse escolher escolherei qual dos três e porque?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que eu escrevi isso, José Felipe. No caso de Djokovic empatar, os critérios de desempate são todos para ele por diversos ângulos que se possa examinar o assunto.

      1. Marcelo F

        Acho que se o Djoko vencer, se tornará, já no domingo mesmo, o GOAT. Não há como negar. Eu achava que o Nadal ia ter esses números primeiro, e depois seria ultrapassado pelo sérvio. Mas, pelo jeito, Novak será coroado em breve, para desespero de alguns aqui. Nada mais justo. Monstro. Só uma catástrofe (Deus o livre) tira o título dele.

      2. Paulo César

        Concordo plenamente! E mesmo com um slam a menos, o conjunto da obra de Djokovic é mais impressionante. Já ganhou quatro slams em sequência, conseguiu cada um pelo menos duas vezes, todos os masters 1000 pelo menos duas vezes, além de ser o recordista junto com Nadal, vantagem no confronto com ambos, 5 Atp finals (apenas um a menos que Federer), mais semanas disparado como número 1. Os três são gigantescos e é um grande privilégio para os amantes do tênis terem assistido a esse confronto de monstros sagrados, mas a obra do Djoko impressiona mais a esta altura.

  73. Thierry

    Eu acho que Tsitsipas tinha mais chances de vencer RG do Djokovic do que o Berretini WB… Vou torcer muito pro Sérvio, acho que as chances são de 60/40 pra ele. Espero um 3 a 1 de virada, com parciais equilibradas e pelo menos 2 tie breaks.

    Quem venha o maior US Open da história, e que seja com Federer, Nadal e Djokovic na mesma chave e Medvedev na final, já que o Russo é osso duro na quadra dura

  74. Paulo F.

    É, Ronildo, Shapovalov estava calibrado.
    Mas talvez hoje tu tenhas se dado conta do quanto a mais é necessário para derrotar Rafa ou Nole em Slams.

  75. Verdades que doem

    Djokovic é realmente forte ou se aproveita de uma década fraca no tênis,em que os melhores nomes dessa década são Dimitrov, Raonic, Nishikori, berretini, Goffin, Kashanov, Swartazman, Coric, Lajovic, Paire, Pouille?

    1. LION

      Argumento fraquinho, fraquinho. Típico de sofista de buteco. Novak já venceu em FINAIS de slam três dos MELHORES jogadores mais novos: Medvedev, Thiem e Tsitsipas. Não foi contra poullie, ou Diego,ou Dimitrov não. Inventa outra.

    2. Araujo

      Nadal, Federer, Murray, Wawrinka, Del Potro, Cilic, Thiem e por ai vai. Década muito forte. Ou será que Baghdatis, Philipoussis, Blake…eram melhores? kkkkkkkkkkkkkkkk

    3. Barocos

      Caríssimo,

      Se você estiver falando da década atual, nenhum dos citados tem se apresentado bem neste ano, aliás, não o tem feito já há uns bons anos. Porém, se sua referência visava a década passada, Federer, Nadal, Murray, Wawrinka e Del Potro é que deveriam ter sido citados.

      Em ambos os casos, as suas afirmações não encontram ecos nos fatos.

      Saúde e paz.

    4. Geailton

      Kkkkk pq ignorou Murray e Wawrinka? Esses 2 ganharam mais GS na era mais forte do tenis que qualquer um na época do Federer. Pare de chorar e tenta inventar outra

    5. Enoque

      Acho que vc se esqueceu de alguns bons jogadores desta década, como: Wawrinka, Murray, Cilic, Tsonga, Bautista, Thiem, e parte dela Medvedev, Zverev e outros jovens, além de 2 bastantes conhecidos que não preciso falar os nomes.

    6. Paulo César

      Cara, você tem noção do que está falando? A década foi dominada por Nadal, Federer, Murray, sem contar Wawrinka e Del Potro. Você já contou quantas vezes Djokovic venceu Federer e Nadal em Slams e Masters 1000 desde 2011 e mesmo antes? Ele venceu Rafael Nadal em Roland Garros há quatro semanas e venceu Federer em três finais de Wimbledon, com dois match points, dedinho e tudo. Foi Djokovic contra Wimbledon. Precisa de mais?

    7. Carlos Henrique

      O forista me inclue na lista de melhores Swartazman, Coric, Lajovic, Paire e Pouille quer ser levado a sério?
      HAHAHAHAHAHHA
      Talvez Medvedev, Tsisipas, Thiem, Zverev sejam atletas de boliche…

  76. Alessandro Siqueira

    Djoko deve estar cantando Blitz numa hora dessas: “estou a dois passos do paraíso…”

  77. Paulo F.

    Boa noite, Dalcim!
    Eu achei que a atuação do Shapovalov foi excelente (apesar de erros cruciais nos pontos importantes, duplas faltas por exemplo).
    É impressionante como contra Nadal no saibro e contra Djokovic na grama/piso duro não basta estar num nível excelente, tem que estar num nível estratosférico.
    Abraço e bom descanso!

  78. Jorge Diehl

    Belas palavras Dalcim!!! Acho que o jogo do berretini casa mais com o jogo do Djoko….vai aproveitar a força de berretini pra devolver com a maestria de sempre!!! E assim minando a cabeça do adversário que terá sempre que bater uma bola a mais! Concorda mestre?

    1. José Nilton Dalcim

      Não é tão fácil devolver o saque do Berrettini, Jorge, e até mesmo no saibro o sérvio encontrou dificuldades. Mas é certo que a primeira meta é fazer o italiano entrar nos pontos e será essencial para Djoko sacar bem e não dar vantagens.

  79. Marcelo

    Djokovic realmente é uma cerveja ruim…. para os adversários e haters, pois desce “quadrada” na garganta deles.
    No mundo, a meritocracia é o critério mais justo.
    Plasticidade não tem nada a ver. Alguém gostaria de perder o emprego para alguém mais “apresentável”, mas menos competente?
    O Lobo Solitário, contra tudo e todos, contra a má vontade do público e até da mídia, vem quebrando recordes, e seus números já são suficientes para ser apontado como o Goat.
    Perto do Lobo, o Leão via gatinho e o touro vira boi.

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