Medvedev insiste e resiste
Por José Nilton Dalcim
3 de julho de 2021 às 17:44

Jogo de tênis em cinco sets é sempre algo muito especial. Quem está na frente nunca pode entrar no clima do ‘já-ganhou’ por melhor que esteja atuando, quem está atrás  precisa acreditar, insistir, persistir. Daniil Medvedev jamais havia virada uma partida depois de perder os dois primeiros sets, entrou em quadra com o pobre histórico de uma vitória em oito vezes que chegou ao quinto set, porém não desistiu e foi premiado por uma reação completamente inesperada.

Marin Cilic fez dois sets primorosos, surrando a bola, máxima precisão no saque e no forehand, ótimas transições à rede, trocas espertas de direção. Somava então 30 winners e 84% de pontos vencidos com o primeiro saque. Bastou no entanto perder o saque no quinto game do terceiro set para o jogo sofrer mudança radical. Perdeu completamente a confiança, seus golpes morriam na rede, o saque não machucava mais, Medvedev comandava as trocas.

Perdeu quatro serviços consecutivos, um absurdo na grama, e aí é difícil segurar Medvedev.  Quando sacou com 5/0 no quinto set, o russo somava apenas 11 erros não forçados nos três últimos sets e cedido oito pontos quando cravou o primeiro serviço. Deu uma pequena ‘viajada’ na hora de fechar, o público se empolgou, mas o russo acabou com a festa. Não menos surpreendente, Cilic é o quarto tenista que mais ganhou quinto sets na Era Profissional, atrás somente de Djokovic, Federer e Sampras.

Enfrentará na segunda-feira o polonês Hubert Hurkacz, que nunca chegou tão longe num Grand Slam. Ele aliás não perdeu set em Wimbledon até agora, depois de cair nas estreias de Stuttgart e Halle. O campeão de Miami é um tenista de jogo sólido, saque bom e excelente movimentação, que permite buscar sempre uma bola firme de forehand. O duelo é inédito e os nervos podem, pesar.

Primeira meta cumprida
Não fosse o vacilo no final do terceiro set, Roger Federer teria passado com louvor pela terceira rodada de Wimbledon. De qualquer forma, ainda sem mostrar um tênis espetacular, cumpriu seu primeiro objetivo que era entrar na segunda semana, o que faz pela 18ª vez no torneio. Terceiro mais velho a estar nas oitavas de Wimbledon, atrás de Pancho González (41) e Ken Rosewall (40), tem uma chance concreta de dar mais um passo adiante frente ao italiano Lorenzo Sonego. O número 27 jamais havia ganhado jogos em Wimbledon antes deste ano e as únicas oitavas anteriores foram em Paris-2020. Aliás, foi no saibro francês onde cruzou pela única vez com Federer, em 2019, e não deu o menor trabalho.

Mas o suíço ainda mostra buracos no seu jogo. Norrie não é bobo na grama, onde explora bem o fato de ser canhoto, mas está longe de ser uma ameaça. Federer foi bem no primeiro set, escapou de um break-point no segundo e também prevaleceu. Em ambos, sacou bem na hora certa, errou pouco e mal foi à rede. Teve chance de ouro de simplificar o terceiro set, mas foi passivo nos break-points e pagou caro, com um game pavoroso de serviço.

A coisa foi se complicando, o britânico acreditou mais e a torcida veio com ele. Federer quebrou, mas permitiu reação em seguida. O jogo estava enroscado, bolas escapavam, mas enfim o suíço devolveu bem e fechou em seguida. Na ponta do lápis, foi uma atuação mediana, com 48 winners e 33 erros, 74% dos pontos vencidos com o primeiro saque e 30 de 38 lances positivos junto à rede. Ao menos, fica a impressão que dá para fazer bem mais.

Um novo semifinalista
Se apenas Federer já foi à penúltima rodada no seu quadrante, o outro semifinalista da parte inferior da chave será inédito. Na verdade, os quatro sobreviventes sequer chegaram nas quartas de Wimbledon até hoje, três deles ainda podemos chamar de ‘nova geração’. e dois são top 10. Matteo Berrettini está jogando um tênis primoroso, explorando saque, forehand e slices, e terá pela frente a surpresa Illya Ivashka, mero 79º do ranking e que só havia vencido um jogo de Slam na carreira antes desta semana. A melhor vitória do bielorrusso foi diante de Jeremy Chardy.

Alexander Zverev e Felix Aliassime sempre estão devendo algo devido ao enorme potencial e assim têm uma chance incrível neste Wimbledon. O alemão foi ao menos quartas em seus três Slam mais recentes e encarou teste real diante de Taylor Fritz. Mostrou certa frustração até a metade do segundo set. Aí conseguiu empatar e ficou bem mais consistente. Cravou 19 aces e 9 duplas faltas, mantendo o padrão de forçar sempre.

O canadense por sua vez foi dominado por um Nick Kyrgios inesperadamente consistente, mas o australiano passou a sentir o abdômen já no final do primeiro set e não aguentou muito mais. O recorde de Felix contra Zverev é negativo: três derrotas sem ganhar set, tanto no saibro como na dura, incluindo aquela amarga queda na final de Colônia no ano passado quando buscava de novo seu primeiro ATP.

Feminino: força muito jovem
A já experiente Cori Gauff, 17 anos, e a sensação britânica Emma Raducanu, de 18, provocam saborosa renovação na chave feminina de Wimbledon. Sem perder set até agora, Coco até não sacou tão bem, mas superou a eslovena Kaja Juvan com sobras e agora desafia a campeã de 2018 Angelique Kerber, que virou com autoridade contra Aliaksandra Sasnovich. A alemã, de 33, tem quase o dobro da idade.

Raducanu é agora a esperança nacional em simples. Tenista de mais baixo ranking da chave, entrou como convidada e tem mostrado um tênis muito competente sobre a grama, batendo na bola com vontade e precisão. Tirou Sorana Cirstea, que vinha da vitória sobre Vika Azarenka, ergueu a torcida e o momento Cinderela pode seguir contra a australiana Ajla Tomljanovic. Vale conferir a história dessa sorridente tenista no blog do Mário Sérgio Cruz.

Ashleigh Barty se atrapalhou no final do jogo, porém confirmou o amplo favoritismo e agora é a única top 10 no lado de cima da chave. E confirma o aguardado duelo de campeãs de Paris frente à tcheca Barbora Krejicikova, que precisou lutar muito frente à letã Anastasija Sevastova. Quem vencer, terá vantagem natural contra Karolina Muchova ou Paula Badosa, ainda que a tcheca já tenha estado nas quartas de Wimbledon há dois anos.

E mais
– Depois de uma ótima sexta-feira, o tênis brasileiro sofreu três derrotas no fechamento da primeira semana. A mais dolorosa foi a de Soares, que não embalou ao lado de Murray e só ganhou cinco jogos desde a semi do Australian Open.
– Matos e Monteiro deram trabalho aos atuais campeões Cabal/Farah e o gaúcho deve subir para o 83º posto do ranking após seu primeiro Slam.
– Stefani encarou a parceiia Carter, mas ao lado de Demoliner parou na segunda rodada das mistas.
– Federer atingiu a 1.250ª vitória da carreira e agora faltam 24 para igualar Jimmy Connors. Também precisa fazer mais 33 jogos para chegar aos 1.557 do norte-americano.
– Esquentou o clima na coletiva feminina. Tomjlanovic não gostou da postura e declarações de Ostapenko, que em quadra teria dito para a adversária que ‘você foi pior’ e na entrevista afirmou: ‘se jogasse 50%, teria vencido’. A letã tem sido sempre criticada por suposto menosprezo às adversárias.
– No espaço de dois dias, Medvedev e Rublev se tornaram o sexto e o sétimo russos a ter oitavas em todos os Slam. Safin e Kafelnikov foram únicos a chegar a um título.
– Berrettini marcou a 100ª vitória da carreira em 158 tentativas, sendo 21 delas na grama (8 neste ano).
– Esta é a primeira vez que dois canadenses chegam nas oitavas de um mesmo Wimbledon na Era Aberta e a primeira que isso acontece com dois italianos desde 1955.


Comentários
  1. Rodrigo S. Cruz

    “Barty não atrai torcida. Simples assim. Djokovic atrai torcida (contra)”

    HAHAHA HAHAHA

    Brilhante, Pessanha! rs

    Acho que essa foi a frase mais genial (e verdadeira) que eu já li aqui em todos os tempos…

  2. Sérgio Ribeiro

    E Lewis comprova mais uma vez o porquê de ser considerado uma lenda viva na Fórmula 1 . Mesmo tendo um rival 13 anos mais jovem talentosíssimo ( ou genial ) no seu pé, tratou de renovar rapidinho seu contrato até 2023 . Schumi na mesma idade
    com a concorrência de Alonso , mesmo ainda vencendo corridas , optou em dar um tempo. Poucos sabem mas ano que vem os carros passarão por uma metamorfose e veremos quem tem mais garrafa vazia pra vender rs . Uma coisa e’ certa . Mad Max dificilmente não irá pulverizar os números do Sograo Nelson Piquet rsrs. Abs!

    1. Periferia

      Olá Sérgio
      Os técnicos da fórmula 1 estão apostando na volta do “efeito solo”….com isso jogarão a pressão aerodinâmica para baixo dos carros (assoalho).
      Hoje a pressão está nas asas e apêndices (aquelas varetas).
      Acreditam que as mudanças façam os carros andarem próximos…hoje o carro que anda próximo do outro…além de perder pressão aerodinâmica (o piloto perde o carro nas curvas)….sofre grande desgaste de pneu (irão mudar o pneu também).
      A fórmula está próxima de se render ao “espetáculo”….com várias corridas no mesmo fim de semana.

  3. Carolina

    Estava dando um olhada em algumas estatísticas disponíveis no site do torneio:

    – Após três rodadas, o Berrettini é o destaque dentre os sacadores. Ele lidera em número de aces (60), saque mais rápido (139 mph ou 224 km/h) e percentual de pontos ganhos no segundo saque (67%). Além disso, ele é o quarto colocado em percentual de pontos ganhos com o primeiro saque (83%) e não aparece na lista dos 20 jogadores que mais cometeram duplas faltas. Outros destaques dentre os classificados para as oitavas de final são, Zverev, Djokovic, Hurkacz (84 e 67% de pontos ganhos com primeiro e segundo saque, respectivamente) e, um pouco mais para trás, Sonego e Medvedev. O Federer aparece em sétimo na lista de pontos ganhos no segundo saque (62%) e fez 33 aces.

    – Não esperava ver o Garin em décimo na lista de jogadores com mais aces. Ele fez 41 aces até o momento, sendo um a menos que nono colocado, Djokovic.

    – Infelizmente, não há dados disponíveis para break points enfrentados, break points salvos e percentual de saques não devolvidos.

    – Tenho mais dificuldade para interpretar os números de devolução, especialmente porque tenho a impressão de que os jogadores com as melhores estatísticas não enfrentaram grandes sacadores. De qualquer forma, dentre os jogadores classificados para as oitavas, alguns destaques são Korda, Bautista Agut, Rublev e Garin. Considerando os quatro critérios avaliados para devolução (número de pontos ganhos na devolução do primeiro saque, número de pontos ganhos na devolução do segundo saque, número de break points vencidos, e percentual de break points vencidos), o melhor jogador até o momento parece ser o Bautista Agut.

    – Djokovic e Medvedev, que enfrentaram bons sacadores, também aparecem com bons números. Sonego, Federer, Fucsovics e Zverev também se destacam em alguns dos critérios.

    – Dentre os 16 classificados para as oitavas de final, os únicos dois jogadores que não constam entre os vinte melhores em nenhum dos critérios de devolução são Berrettini e Shapovalov.

  4. Sandra

    Dalcim , até que ponto essa implicância do público com o O Djoko , não e uma certa raiva da mídia Edi público em geral pelo fato dele ter destronado Nadal e Federer? Federer até muito mais ! Aqui no Rio nas olimpíadas me deu até pena dó Del Potro , de tanta vaia que ele levava, a torcida era so Djoko e nem assim ganhou

    1. José Nilton Dalcim

      Com certeza, o fato de Federer e Nadal terem despontado antes ajuda muito, mas vamos combinar que Djoko não tem feito muito esforço para agradar o público, principalmente o mais tradicional. Quebrar raquetes, gritar com seu time, apressar pegadores com cara de bravo e atirar bola longe definitivamente não ajudam.

      1. Sandra

        Concordo , mas Kyrgios não é a décima maravilha do mundo e todo mundo acha graça nas suas faltas de educação ! Aliás vc armação do Kyrgios essa contusão ? Achei que não , mas não estranharia se fosse ?

      2. Araujo

        Quem vence incomoda. Quem vence Fedal com frequencia vira inimigo número 1 (literalmente kkk). Essa é a razao principal.

        Kyrgios faz enormes besteiras e acham bonito porque ele se mostra “humano”. Se Djoko demonstra emoções ai já não é o lado humano, imperfeito, dizem que é porque é sem caráter. Se comemora efusivamente é porque é desrespeitoso, quando é Nadal que cerra o punho e grita é porque é guerreiro, lutador.

        Tudo isso é hipocrisia, clubismo. Se vencer o que ele venceu nao é suficiente pra agradar, não sei mais o que ele pode fazer, virar uma pessoal artificial pra inglês ver? Sou muito mais Djokovic, que se mostra como um de nós, um mortal que foi capaz de vencer os Deuses (Nadal e Federer) e por isso é castigado pela mídia e torcida deles.
        Tudo que Djokovic faz de bom acaba menosprezado, varrido pra debaixo do tapete, inventam mil desculpas pra diminuir seus feitos. Agora seus erros são elevados a décima potência, maximizados com pitadas de fake news, parecendo até que estamos falando de um criminoso e nao do homem que superou uma infancia no meio de uma guerra e virou o maior tenista do mundo…Está parecendo campanha política, que os eleitores dos candidatos Federer e Nadal fazem de tudo pra queimar e diminuir o rival. Muito feio, mas o tempo é o senhor da razáo e a história trará justiça a Novak Djokovic, o lobo solitário das quadras, nosso guerreiro sérvio.

        1. Sandra

          Concordo com você ! Federer pode até dar uma sorte e ganhar , mas torcida e mídia acham que é certo a vitória dele !!

        2. Jose Yoh

          Caro Araújo, gosto muito do jogo do Djokovic e de seu lado emocional também. Mas algumas atitudes dele não dá para serem aprovadas pela maioria das pessoas – deixando claro que sem julgamento da minha parte. Fora o que o Dalcim falou, já vi ele rasgar camisas, gritar com a torcida no final do jogo de forma muito, mas muito grosseira, chutar placas a ponto de quebrá-las, gritar com árbitros e não vamos nem falar sobre o Covid…

          Definitivamente não ajuda a ter torcida em país nenhum. E isso não tem nada a ver com ser humano ou não. É ser controlado, educado e dar exemplo.

          Sobre os torcedores do Fedal, claro que existe um certo desejo de rebaixá-lo. Mas não acredito que seja maioria e muito menos seja sequer 20% de um estádio. O próprio Djoko falou que em 90% dos lugares onde joga a torcida é contra. É muita coisa para ser só inveja de fedalenses.

    2. Bel Grado Fa

      Talvez ele seja *muito querido* apenas na Sérvia e no Brasil (e por talvez por um ou outro país cujo povo é sem noção).

      Aliás, aqui parece que as pessoas têm tanto carinho pelos mal educados que os elegem para os mais altos cargos da esfera federal.

      1. Barocos

        Bel Grado Fa,

        Como assim aqui?

        Nos EUA elegeram o Trump, na Hungria o Orban, na Inglaterra o Boris, na Polônia o Mateusz, na Rússia o Putin, na Índia o Modi

        Está certo que nosso é péssimo e o pior entre eles, mas não estamos sozinhos em alçar más pessoas para altos cargos.

        Saúde e paz.

  5. VINICIUS BENEDITO CUSTODIO

    Dalcim, você não acha os grand slam muito antiquados em certos aspectos?
    Por exemplo, se eu quiser ver os melhores momentos de algum jogo, eles fazem uma seleção de 3-6 minutos no YouTube, as vezes até menos, mal existe interação nas redes sociais deles.
    Outro exemplo puxando o primeiro, eu queria ver os melhores momentos de hurkacz contra o bublik e não tem no canal oficial de Wimbledon, e se alguém tentar postar, o canal oficial derruba o vídeo, eles não fazem o mínimo e ainda não liberam para nós fãs vermos em canais não oficiais.
    Me incomoda tudo isso, pois o tênis masculino principalmente está no pico do esporte com 3 lendas disputando para ser o melhor da história, e não existe divulgação, nada
    Eu tenho medo pelo que o tênis pode se tornar quando os 3 se aposentar pois a nova geração não é carismática, nem de longe, e nem tão talentosa, não que seja ruins e sim que eles não conseguem suceder como Federer fez quando entrou, ou Nadal, Djokovic.
    Aí já entra em outra conversa, pois você sabe melhor que eu, que eles tentam mudar as regras, deixar o tênis mais humano a vista do público geral, porém eles não conseguem fazer o mínimo, o básico que é marketing, divulgar melhor, não adianta nada mudar as regras, deixar o jogo mais rápido, tornar a copa Davis naquela piada, se não tem divulgação, a fórmula 1 faz isso perfeitamente com interação nas redes sociais, o documentário, e faz porque entendeu que a rede social é o melhor caminho, quanto mais divulgar é melhor, e o tênis não sinto em nada disso, e o tênis vai perder daqui 2-4 anos, os 3 melhores jogadores da história por aposentadoria e os GS e ATP em geral vai perder público, porque dalcim, Medvedev não é o cara que vou acordar 5:30 para ver uma final de master mil na China, não é.
    O grego tbm, o alemão oscila, a ATP com GS cimentar um público pensando no futuro
    Texto ficou longo, mas me preocupa tudo isso.
    O que vc pensa de tudo isso?
    E eu usei o YouTube como métrica para o primeiro exemplo pq é a melhor rede social para video, não olhei o site, porém, é o que te falei, se não divulga em tudo, não tem interesse.

    1. José Nilton Dalcim

      Concordo, sim. Wimbledon principalmente é muito chato com a questão de imagem oficial e não permite nada, mas também não publica muita coisa. Isso realmente não ajuda. É fato que existe uma enorme pressão das tvs que compram direito para não deixar muitas janelas para imagens não-oficiais, porém ainda assim é fraco demais. Roland Garros foi muito melhor.

    2. F.R.

      Só o fato de W ter o domingo sem jogo tb revela que não quer popularizar o tênis. Afinal, quem pode deixar de trabalhar numa segunda à tarde para ver jogos de tênis senão uma classe mais alta?

  6. Rubens Leme

    Não sei quantos aqui já passaram dos 50 (fiz 52 este ano), mas tenho curiosidade se esta idade trouxe alguns questionamentos aos outros como tem feito comigo. A impressão que fico é que meu mundo antigo ruiu completamente e o ponto final foi a morte do meu pai, de covid, no ano passado. Simplesmente parece que estou vivo, mas em outra dimensão, outra vida. É como se o presente não fizesse mais sentido.

    Pode ser por causa da pandemia ou deste desgoverno, que mais parece uma distopia de Philip K. Dick, mas o fato é que procuro respostas no passado para saber se aguento o futuro.

    Sempre fui saudosista, mas parece pior ultimamente. Assim, tenho revisitado as minhas lembranças, via filmes, discos e livros. Esta semana chegou um livro que havia lido com os meus 14, 15 anos, Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva.

    A primeira da editora Brasiliense era um livro totalmente retangular, em formato de tijolo, nada ver a com a edição moderna atual. Da mesma leva e formato, comprei na época, o Morangos Mofados, do Caio Fernando Abreu (que recomprei junto com o Feliz Ano Velho) e o estranhíssimo e chocante (para um garoto de 15 anos), Porcos com asas: diário sexo-político de dois adolescentes, de Marco L. Radice / Lidia Ravera, o livro mais pornográfico que tinha visto, com ilustrações impressionantes e o começo mais original que me lembro.

    Reler Feliz Ano Velho não foi tão bom como imaginei, embora esperasse isso. A prosa oitentista cheia de gírias da época e de personagens que ainda fazem todo sentido para mim (tive alguns amigos iguais), mas o texto às vezes parece mais um diário de um adolescente do que um romance, o que basicamente é o que acontece e soa meio constrangedor agora aos 50 anos.

    Na época li o livro em poucas horas (como hoje) e o reli reli reli e guardei passagens na memória por todos estes anos. Depois, comprei o segundo romance dele, Blecaute, uma ficção científica distópica que achei confuso e o final ruim.

    Também o comprei novamente, reli, e continuo achando a mesma coisa e até recordei de uma crítica em que o resenhista criticava Marcelo chamando-o de cru e fraco e não um escritor de verdade, o que considerei ridículo, pois se tinha lançado dois livros, estava claro que era um escritor. Hoje entendo e concordo.

    Conheci Marcelo na Folha, mas nunca disse que havia sido seu leitor e que tinha adorado o Feliz Ano Velho e que, por causa dele, me recusei a ver o filme, porque achei que iria estragar a força da obra original.

    Como disse, deve ser porque estamos vivendo um momento tão assustador e incerto que minha estranheza aumenta. Parece que meu corpo não é meu, a vida que levo é emprestada, os cães, tudo. Pode ser apenas medo de ter chegado ao meio século e perceber que deveria ter vivido mais e melhor e que não terei outra chance.

    Renato Russo errou ao escrever “temos todos tempo do mundo”. Não temos. O que sobra é esse e acabou. Não há rascunho, o que saiu é a nossa obra imprensa, com erros de concordância e lógica e temo que minha vida seja pior do que Blecaute.

    A vida é imperfeita como nós, mas gostaria de não senti-la como se fosse uma gelatina diet. Aliás, seria bom comer mais gelatina diet, estou realmente precisando.

    1. André Barcellos

      Colega, tenho a mesma idade que vc, só que faço meus 52 dia 15 agora.
      O que posso dizer é que tenho sentido coisas muito parecidas. Acho que a pandemia e a perda de entes queridos acentuaram vertiginosamente algumas das sensações existencialistas e, porque não dizer, da crise da meia idade. Esse é um nome que soa cafona e feio até. Mas ao pensar sobre minha rabugice e nostalgia, aliada à falta de conexões humanas que o isolamento impôs, bem como o teletrabalho ou até mesmo às obrigações inerentes aos cuidados de muitos que estão sob meus cuidados…
      Cansa.
      Já entendi que posso estar passando pela tal crise.
      Melhorei há alguns meses cuidando do condicionamento físico e voltando a tocar em pequenos grupos (sou tecladista/pianista, profissionalmente (porque tenho OMB há 35 anos – e por hobby, já que não é de onde tiro o sustento principal).
      Com o perdão de estar escrevendo no blog algo que não tem nada a ver com tênis (sim, também não acho isso legal…rsrs).
      De qualquer forma vai uma dose de empatia aí.

    2. Barocos

      Rubens,

      As coisas que vou dizer, ou repetir, não são frutos de minhas ponderações, mas da ruminação do que outros expeliram.

      Para começar, a vida não tem nenhum sentido especial ou, ao menos, não precisa ter (aqueles dotados de religiosidade que me perdoem). Até onde sabemos, nosso Universo é mega-hiper-gigantesco e por isto a chance de alguns lugares reunirem as condições propícias para que a vida não apenas surja, mas floresça por um tempo suficientemente longo, é não desprezível. Para gerar vida inteligente como a nossa, ainda que não necessariamente lá muito sábia, como me parece ser o nosso caso, novamente contamos com o acaso, mas como já disse, nosso Universo não é pouca coisa.

      Não sei o quanto você gosta de ciências, mas alguns números impressionam: nossa estrela brilhante, o Sol, que nem é lá muito grande quando comparada a outras, o que é uma sorte, concentra mais de 99% da massa do nosso sistema solar (ou planetário), nós estamos no 3° dos planetas pequenos, não somos gigantes como Saturno (95,2 x a massa da Terra), Júpiter (317,9 x), Urano (14,5 x) ou Netuno (17,2 x), então, apesar de egos gigantes, somos mesmo nanicos.

      O Sol é quente demais para abrigar a vida, mas a sua generosidade e “estabilidade” disponibilizaram as condições necessárias para você, eu e muitos que nos antecederam, e também para os muitos que nos sucederão, mergulhar em pensamentos sobre a excepcionalidade de nossa condição em êxtase e admiração sob uma noite de céu estrelado, fitando o “infinito”. Ainda não encontramos sinais de vida em nenhum outro lugar fora de nosso lindo planetinha azul e, diante do que não sabíamos e também do que agora sabemos, fica perfeitamente compreensível entender as pessoas teorizarem a existência de Deus, uma “fonte” de coerência e sentido em meia a mistura de caos e ordem que nos cerca, mesmo porque a ausência dele e das promessas que as religiões propagandeiam é por demais terrível para a maior parte de nós.

      Somos, de qualquer forma, privilegiados por existir aqui e agora e por termos tido o que tivemos.

      Para as suas aflições e questionamentos, nem eu e nem ninguém no qual eu confie, vivos ou mortos, pode lhe fornecer as respostas que você gostaria de ouvir, mas a conclusão a qual muitas das mais brilhantes mentes que já existiram em nosso pontinho suspenso no espaço chegaram é quase uma unanimidade: o sentido da vida é aquele que você dá a ela. Se você aspira ser amado, ame. Se você quer ser lembrado, crie. Se quer entender, estude. Se quer emoções, arrisque-se. E se tudo que você quer é aproveitar o tempo que tem aqui, não mergulhe no passado, envolva-se com o presente e o futuro.

      Saúde e paz.

      1. Rubens Leme

        Bonito, Barocos. Mas eu não disse que não aproveito o momento, apenas que me sinto estranho neste momento e busco alguma ajuda no passado para me entender, afinal não é isso que fazemos em terapia? Entedemos como chegamos até aqui, buscando as raízes do passado, para seguir em frente?
        (Não que esse seja um blog terapêutico, claro).

        Quanto a sermos menos de um grão de areia no universo, concordo. Não sei se busco uma resposta ou conselho, apenas uma curiosidade de saber quantos passam pelo mesmo tormento. Talvez André Barcellos esteja certo: esse não é o lugar de discutir o tema (embora tenha concordado em algumas temas, sinal de empatia, para usar uma expressão dele). Ou, talvez Dalcim preferisse que falássemos só de tênis, mas diabos, se temos a liberdade de variar e não ficar nessa chatice sem fim de goat por que não?

        Ademais, o Dalcim sempre esgota os temas com seus posts impecáveis, embora ele duvide do italianinho, o que é um erro, porque a Itália vencerá a Euro, o Palmeiras o Brasileiro e o Matteo será coroado o novo rei em Londres.

      2. Luiz Fabriciano

        Barocos, sob meu ponto de vista, seu último parágrafo fechou muito bem. O sentido da vida é o que damos à ela.
        Tambem fiz 52, mês passado e o dia em que comemoro meu nascimento, nessa vida – porque sei que já vivi outras – é para mim, o dia mais importante do ano, desde sempre. E já no dia seguinte, passo a aguardar o próximo ano.
        Sou entusiasta da vida e de viver. Admirar o belo, a natureza, para mim é algo único, que substitui a terapia, deitado à um divã. Apesar de nunca tê-lo feito.
        E para encerrar, deixo uma frase que vai na oposição de muito do que escreveste aqui: “Se Deus colocou seres, como nós, apenas nesse planetinha azul, Ele não entende nada de custo-benefício.”
        Mário Sérgio Cortella.
        Vou com ele.
        Saúde e paz (plágio de sua saudação)

    3. Periferia

      Olá Leme

      Há pouco tempo li Ainda Estou Aqui….(não sei se vc leu…deveria aproveitar a passagem por Feliz Ano Velho e ler em seguida).
      São livros autobiográficos…claramente percebemos a passagem dos anos nas letras do autor (e a mudança de espírito diante da vida).
      Mesmo datado (pela linguagem bem anos 80)….a força do livro não estaria justamente na forma?
      Toda vez que leio… é quase uma viagem no tempo (fico feliz pela linguagem está lá…cada gíria…cada descrição).
      Feliz Ano Velho é um livro feito por um jovem de 23 anos…em uma época onde a politica era algo distante (pouco claro)…e não era algo amargo (como Ainda Estou Aqui)…algo surpreendente para alguém tão jovem.
      Talvez vc tenha um “ressentimento” com o passado…rs
      Vc gostaria de estar lá….não aqui….convenhamos…o aqui anda de mal a pior….mas como diria aquela letra de música do Belchior.
      “Mas é você que ama o passado (nós)
      E que não vê
      É você que ama o passado (nós)
      E que não vê
      Que o novo sempre vem”

      E vem mesmo…nem sempre melhor.

      Sigamos

    4. Marcílio Aguiar

      Leme, eu tenho 63. Gosto do conforto material da vida moderna, mas não me escravizo por ele.

      Não é por desvalorizar as obras culturais que se produzem atualmente, mas talvez, devido a um espírito saudosista, eu também vivencio esse “apego” a coisas do passado. Tenho me interessado muito pouco pelas produções atuais. Gosto de reler livros, rever filmes ou ler/assistir pela primeira vez os antigos, que eu deveria ter lido/assistido antes (por exemplo, so no ano passado eu li “Os sertões” pela primeira vez. Foi um impacto tão grande quando eu percebi toda a minha ignorância sobre um dos capítulos mas marcantes da historia recente do Brasil).

      Apesar de ter essa ligação grande com o passado eu não me sinto parado no tempo. Tenho a convivência de duas filha na faixa dos 20 anos que me trazem preocupações, aprendizados e alegrias. Não posso dizer sou um tenistas, mas aprendi a bater na bolinha depois dos 50 anos e me divirto bastante jogando com os amigos. Não sou músico, mas tenho o meu Saxofone que teimo em assoprar, sem ter um milionésimo do talento de um Charlie Parker ou Sonny Rollins. Também me aventuro a escrever minhas poesias e crônicas, quando pinta uma ideia em baixo do chuveiro ou nas madrugadas de insônia.

      Assim me “mantenho vivo” e tento minimizar os efeitos negativos provocados pelas mazelas que nos rodeiam e pelos tempos obscuros que estamos passando.

      Fique bem!

      1. Rubens Leme

        Periferia e Marcílio, eu não critico o estilo literário, porque o entendo, apenas acho alguns pedaços hoje constrangedores, mas alguns eu quase derramei lágrimas ao reler. Se tenho “ressentimento” com o passado?

        Ressentimento é uma palavra pesada, apenas acho hoje que deveria ter aproveitado mais. Woody Allen fala muito bem sobre isso no final de Meia-Noite em Paris que a insatisfação com o presente é tolice, porque se fôssemos para uma outra era, iríamos encontrar gente reclamando daquela e dizendo que o bom era 30 anos antes e que no final só podemos ser quem somos e é isso mesmo.

        Eu não fico preso ao passado, porque tenho esposa e uma vida juntos e planos, mas confesso que o fato de ter tão poucos amigos do passado e nenhum presente na minha vida (todos ficaram em SP) me deixa ainda mais lacônico. O que não me impede de seguir em frente.

        E, Marcílio, eu estudo música na universidade – passei no vestibular e tudo – e estou pensando em comprar uma guitarra e um baixo para gravar junto com minha esposa, que toca piano, flauta e percussão. Vamos montar uma banda e chegar ao top 10 e depois te contratar para como membro fixo da nossa banda, para um tour nacional.

        Viu como espero ainda muito do futuro?

  7. Luis

    Dalcim bonita menina britânica rs e sobre Federer tá se Soltando vibrando mais tava meio passivo na estréia até comentei aqui no blog,tem jogo tranquilo antes possível encontro com Medvedev seria difícil,russo tá bem na grama há um tempo perguntei se Russo poderia ir bem na grama tem altura,saque muito bom,bons golpes,tá indo bem na rede,acho tá perto conseguir 1 Slam o russo,melhor jogo dia com Cilic,Dalcim Federer tá jogando legal apesar ter ainda altos e baixos,o que acha? Abraço

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ele melhorou, Luís, mas para esta segunda semana terá de elevar muito o nível, principalmente se pegar Medvedev.

  8. Marcos

    Lendl não entra nesse top 4 de maiores vencedores de quinto sets? certa vez havia lido que era dele o recorde

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, Lendl tem 36 vitórias em quinto sets, mas aí estão incluídos Davis e torneios que em sua época eram em cinco sets mas não eram Slam. Oado oficial da ATP é esse que eu publiquei.

  9. José Eduardo Pessanha

    Dalcim, um dado importante que passa até meio despercebido é que os tenistas correm muito mais nas partidas de grama do que nas partidas disputadas em outros pisos. Vou dar um exemplo: o Nadal, naquela partida contra o Fognini no US Open 2015, correu menos de 6 km, não lembro exatamente, mas acho que ele correu 5,5 km.
    Ontem o Medvedev correu 7,2 km. Ou seja, 1,7 km a mais do que o Nadal correu naquele jogo. E olha que o Fognini botou o Nadal pra correr muuuuuuito naquela ocasião. Outra estatística interessante: Federer correu 5,2 km hoje. Dá uma média de 1,3 km por set disputado. Federer raramente corre mais de 700 ou 800 metros por set. Hoje correu quase que o dobro disso.
    Abs

    1. José Nilton Dalcim

      Isso não tem o menor sentido, Pessanha. Pode ser um erro na estatística. Infelizmente, o site de Wimbledon está parado e não consigo conferir. Foi lá onde você viu isso?

        1. José Nilton Dalcim

          Então estão completamente malucos… rsrs… Não há a menor chance de um tenista correr mais na grama do que no saibro ou na sintética. Os pontos são muito mais curtos.

          1. Luis

            Kkk Dalcim tb da essa impressão na grama correndo mais talvez por que quica e é difícil controlar a bolinha rs que em uma quadra sintética

  10. Rodrigo S. Cruz

    Passo hoje para fazer duas comemorações e um lamento.

    Acima de tudo comemorar o processo de recuperação do nosso querido amigo Rafael – como só li a outra pasta agora, vou deixar meu comentário aqui. ???

    Em segundo lugar, comemorar a vitória do GOAT que parece evoluir e jogar um pouco melhor a cada confronto, em Wimbledon. ??

    O que ele apresentou até aqui, no entanto, é NADA perto do que precisa para encarar o Djokovic. Mas me agrada sua perseverança.

    E por fim lamentar a derrota do GÊNIO Nick Kyrgios que vinha atropelando o cabeça de gelatina Aliassime até sentir uma lesão e abandonar, antes do terceiro set.

    Ainda bem que ficou claro ali que Nick é um BILHÃO de vezes mais tenista do que ele. ?

    Abraços a todos…

    1. Marcelo F

      Rodrigo S. Cruz, cada um tem uma opinião, mas discordo totalmente. Como assim “ainda bem (pra quem?) que ficou provado (?) que ele é um bilhão (rs) de vezes mais tenista”? Quem disse que o melhor tenista é somente o mais habilidoso? Que o australiano é muito talentoso acho que ninguém pode negar. Mas o jogo não se resume ao talento. Ainda bem. É preciso muito mais. Preparo físico, comprometimento, resiliência, inteligência tática, força mental e…talento. Não nessa ordem, claro. Mas é um conjunto de coisas. Federer (o mais talentoso que já vi) tinha tudo isso em nível muito alto. Se fosse só depender do talento, não teria tido tanto sucesso. Ainda é, obviamente, talentoso, mas não parece mais ser o suficiente, o que é totalmente natural. Kyrgios é um desperdício, infelizmente. Jogador fraquíssimo mentalmente. Totalmente sem noção. Parece um Alexandre Pato, jogador com recursos que poderia ter sido muito mais, mas viveu sempre em seu mundo paralelo. É como alguns dizem aqui, e com razão: ele tem o direito de ser assim, já é rico, é jovem e quer curtir a vida, etc. Cada um faz o que quer.
      Mas não concordo com você afirmar que é mais “tenista”. Seria como você dizer que um jogador de futebol habilidosíssimo (que dá chapéu no meio de campo, dribla pra trás, etc (mas nunca faz gols) é mais jogador que um cara como Cristiano Ronaldo. Vou dizer o que penso, e vale pra qualquer esporte. Talento é de se admirar, queria eu ser talentoso também. Mas é algo que se tem ou não tem, não dá pra desenvolver. Sorte de quem tem. Então sempre vou preferir os obstinados (Nadal, Djokovic, pra ficar no tênis), que vão procurar alternativas à “falta” de talento de outras formas. Simplesmente porque querem ser vencedores no que se propõem a fazer. Lógico que eles não pensam assim, mas seria como se “não se conformassem em ficar à sombra de um mais talentoso, só porque não tiveram a sorte de ser assim”. Isso vale muito mais pra mim. Enfim…cada um tem a sua opinião. ABS.

    2. Luz de Júpiter

      Pois é, primeiro set demonstrou claramente a diferença entre os dois.
      Mas enfim, o tênis hoje em dia é muito físico para o perfil do Kyrgios.

      Uma dúvida, a queda não teve nenhuma relação com a lesão? Ele passou a sentir dor logo após o tombo.

  11. Sérgio Ribeiro

    A vibração do Suíço ao final da partida somente comprova que sabedor de suas atuais limitações , ainda se diverte e muito com o Circuito. Em fez de ficar jogando golfe , vai com tudo pra cima também em Tóquio 2021. Oito TOP 10 presentes contrariando o papinho de Torneio Turístico … Realmente precipitados os que pedem sua aposentadoria. Jimmy Connors sabe muito bem do que estou a falar …rs . E nossa previsão de MEDVEDEV nas quartas está por uma , chamamos atenção pro seu desempenho no ATP de Marbella. Tudo isso pra dizer que o Sérvio continua como grande destaque de Wimbledon 2021 rs . Abs!

    1. Maurício SP

      Também acho que o que vai desfalcar o torneio olímpico são as desistências entre os top 10. Os demais têm chance muito reduzida de chegarem às semifinais e disputar medalha. E ir a Tóquio só pra ter a honra de participar não é nada atrativo, ainda mais considerando as limitações que todos os atletas terão que ter lá, o que deve ser pior que foi qualquer torneio de tênis. Quem tem ranking mais baixo vive de oitavas e quartas de final de torneios grandes, então vale mais a pena descansar ou ir a um torneio alternativo, onde vai ganhar algum dinheiro.

      Já o torneio olímpico de tênis há muito é um dos torneios mais importantes do calendário, isso muito graças ao Big 4 que sempre valorizou o torneio. E esse ano, mesmo com todas as limitações que os atletas terão que encarar, contar com Djokovic, Medvedev, Tsitsipas, Zverev, Rublev, Berrettini já mostra que o torneio terá a dificuldade de um ATP Finals pelo menos. Se Federer for, abrilhantará ainda mais.

    2. Barocos

      Sérgio,

      Dedos cruzados, será sensacional se tivermos a honra e o privilégio de assistir a mais uma batalha entre o sérvio e o suíço! 100.000 Volts de tensão!

      Depois que os 2 pararem, vão poder ser bons amigos.

      Saúde e paz.

  12. VINICIUS BENEDITO CUSTODIO

    Dalcim, você gosta das chances do polonês contra o Medvedev?ou russo é muito favorito para vc?
    Parabéns pelo texto.

    1. José Nilton Dalcim

      A grama é muito imprevisível, mas daria favoritismo para o Medvedev. E torço para um duelo dele com Federer, seria bem interessante.

  13. José Eduardo Pessanha

    O Kevin Anderson perde todas desde que virou técnico do Medvedev. Ironic mode on.
    Abs

  14. Araujo

    Medvedev tava perdendo de 2×0, totalmente dominado, foi pro vestiário e virou o jogo facilmente. Se fosse Djokovic era atacado de todo jeito, como é outro tenista, ninguém diz nada. Pura hipocrisia… (OBS: Eu nao acho nada demais ir ao vestiario, a questão é que só se incomodam quando é o Djokovic. Como diz o Saretta: quem ganha incomoda. E eu completo: Quem ganha do Fedal incomoda muito mais e vira persona non grata).

    1. Bel Grado Fa

      Alguns eventualmente podem estar com mania de perseguição! Ou achar que só perseguem o tenista “dele”. Mas não é nada disso!

    2. Paulo F.

      Como disse anteriormente, ir ao vestiário depois de 2 sets é absolutamente normal.
      Ou vão querer que o tenista urine na grama em frente ao público?

      1. Thiago

        Pois é.
        O Djoko incomoda tanto (pelo fato de estar destronando Federer) que até uma ida ao vestiário se transforma em crítica.

  15. Fabio Junior Gonçalves de Araújo

    Boa noite , caro Dalcim o Federer passou a segunda semana. Tem grande chance de fazer quarta de final. Aí complica se pegar o russo né? Ou se fazer um jogo sem desgaste na segunda e o Medvedev jogar 5 sets longos , acho que ele terá alguma chance. Aliás acho se fosse o Federer que tivesse pegado o Marin Cilic,hoje ele teria perdido de 3×0, não concorda comigo Dalcim? Abraços

    1. José Eduardo Pessanha

      Federer ganha do Salsicha em três sets. Tranquilo…mas acho que Medvedev nem vai passar do Hurkacz.
      Abs

  16. Paulo H.

    Dalcim, queria um comentário seu sobre o momento atual do tênis masculino australiano. Um país que já teve alguns números um, como John Newcombe, Patrick Rafter e Lleyton Hewitt passa por um mau momento, com somente um tenista realmente bom e esforçado, o Alex de Minaur. O John Millman e o Alexei Popyrin seguem bem atrás, na minha opinião. Talentos como Nick Kyrgios, não encaram o tênis com seriedade e desperdiçam uma boa chance de se manter em alto nível. Parecem estar atravessando uma entressafra semelhante ao dos EUA, ao contrário da Itália, Russia e Espanha, que tem produzido grandes talentos seguidamente. A questão é de financiamento (não parece ser), número de torneios locais (também excluo) ou somente sorte mesmo?

    1. José Nilton Dalcim

      Eu vejo o tênis australiano com o mesmo problema do tênis norte-americano, Paulo, ou seja, não houve percepção de que haveria uma mudança técnica e tática do jogo ao longo das décadas seguintes, onde a formação dos golpes de base seria tão importante. Claro que sempre surgiram jogadores talentos por lá que conseguiram se destacar, mas é preciso mudar a formação desde o início. Dinheiro certamente eles têm de sobra. Existem também alguns problemas a mais, como a distância da Austrália para o resto do mundo e a própria característica mais relaxada e menos disciplinada do australiano.

  17. Carolina

    – O jogo entre Cilic e Medvedev foi mesmo estranho. Depois do segundo set, parecia que o Cilic tinha a situação sob controle. No fim, mérito do Medvedev, que conseguiu tirar proveito da queda de rendimento e confiança do adversário. Acho que Medvedev x Hurkcaz tem potencial para ser um jogo divertido. Além disso, duelos inéditos sempre atiçam minha curiosidade.

    – Em jogos recentes, o Ivashka deu trabalho para Nadal e Federer e venceu o Zverev. Em Wimbledon, pegou uma chave favorável e aproveitou a oportunidade. Ótima campanha até o momento.

    – Pouco a pouco estou começando a apreciar o Cameron Norrie. Fiquei feliz quando ele venceu o terceiro set e estava torcendo para que ele conseguisse forçar um quinto. Como prêmio de consolação, ele o Munar venceram o jogo de duplas.

    – Uma jogadora que eu curti foi a Siniakova. O jogo entre ela e Barty teve uns lances bonitos, pelo menos no segundo set. Agora, nas oitavas, teremos Barty x Krejicikova!

    – Também destaco a Muchova que, apesar de ainda não ter me empolgado, continua avançando.

    – Gosto do tênis da Ostapenko e de seu jeito petulante, mas muitas vezes ela exagera. Não é possível ter certeza se ela realmente sentiu alguma lesão, mas o timing foi no mínimo suspeito. Interessante que o estilo de jogo da Ostapenko reflete muito de sua personalidade, por vezes brilhante, por vezes um desastre.

    – Por fim, curti a dupla Matos / Monteiro. Espero que o Matos consiga subir no ranking e que possamos vê-lo com mais frequência nos torneios da ATP. Bela estreia em torneios de Grand Slam!

    1. Miguel BsB

      Para mim a jogadora mais interessante de se assistir, disparado, é a Barty. Tem um tênis muito bonito e habilidoso…
      Agora, não sabia que a Ostapenko era arrogante desse jeito. One hit wonder…
      Ganhou um RG iluminado 4 anos atrás e dps mais nada de relevante. Tem um jogo muito kamikase…

  18. Rubens Leme

    Taste – What’s Going On: Taste Live at the Isle of Wight (2015)

    Em 1970, o Taste fazia seu adeus dos palcos e do seu líder, Rory Gallagher, que cansado de ser roubado por empresários e ficar sempre devendo, optou por seguir carreira solo, montar outro power trio e se tornar um dos maiores nomes do blues branco britânico. Segundo Eric Clapton, Rory foi o responsável por sua volta, dada a tremenda paixão deste irlandês pela música e pelos palcos.

    Após abrir shows para o novato Yes, em 1968 e para o Cream, do próprio Clapton, o trio manteve apenas seu líder e trouxe dois novos membros – Richard McCracken (baixo) e o baterista John Wilson, fixaram residência em Londres e, em 1969, assinaram com a Polydor.

    Em um curto espaço de um ano lançaram dois discos de estúdio – Taste (1969) e On the Boards (1970), onde Rory chamava a atenção como cantor, compositor, guitarrista, além de tocar, sax e gaita.

    Assim, em 1970 são convidados para o prestigioso festival da Ilha de Wight, onde as estrelas seriam Jimi Hendrix e The Who, além dos Doors, Miles Davis, Joni Mitchell, Jethro Tull, Emerson, Lake & Palmer, entre outros.

    Mesmo sendo uma banda quase desconhecida fizeram uma performance arrebatadora durante 80 minutos. Um álbum com seis faixas seria lançado postumamente, em 1971 – Live at the Isle of Wight -, até o show completo com as 10 músicas sair em CD e DVD, em 2015.

    É fantástico notar que o Rory já estava pronto e maduro quando resolveu seguir seu próprio caminho. Após sua morte, em 1995, Richard McCracken e John Wilson resolveram reformar o Taste chamando Sam Davidson para ser o frontman. Tal versão permanece até os dias de hoje sem nenhum dos membros originais e soando apenas com uma banda tributo sem graça.

    Abaixo o disco completo:

    https://www.youtube.com/watch?v=Nrbs51AOZtQ

    1. Filipe Fernandes

      Meu caro Leme,

      Eu não conhecia o Taste, mas em seu texto você cita uma cantora que aprecio muito, Joni Mitchell, cujo álbum “Blue” completou 50 anos semana passada. Deste, me encanto com ‘River’ e ‘A Case of You’, mas a canção que eu mais amo da obra dessa artista é ‘Both Sides Now’, com sua letra magnífica.

      Boa lembrança. Citando você: bons sons.

  19. DANILO AFONSO

    Rafael, li só agora a sua postagem na pasta anterior. Emocionante d+ o seu relato. Feliz com o seu progresso e acredito que você irá melhorar muito mais.
    Abs !!

  20. Barocos

    Dalcim,

    Sem zebras nesta rodada, e com as chances de um novo encontro entre Federer x Djokovic, aumentando, vou aproveitar para comentar sobre algo tem sido tema recorrente de discussões por aqui: torneios sobre a grama.

    Aproveito para, humildemente e cordialmente, solicitar que você corrija e/ou complemente as informações que este mero entusiasta elencar nas linhas abaixo. Ainda, em virtude das insistentes inconveniências, reforço minhas usuais escusas pelo meu recorrente hábito de agravar as suas horas de labuta.

    Olhando o gramado verdinho de Wimbledon dos primeiros dias, e após os usuais suspiros de admiração entre exclamações do tipo “Oh, como é bonito!” e “Deveria haver muitos mais torneios com este tipo de piso!”, vou citar alguns motivos pelos quais é bastante improvável que esta última requisição seja atendida:
    1) predizibilidade – a superfície não pode conter imperfeições tais que tornem o quique da bolinha um jogo de adivinhação, ninguém quer nossos famosos “montinhos artilheiros”, que existem até em alguns campos de futebol de uso profissional, ao menos por aqui, em partidas de tênis, onde o grau de precisão é elevadíssimo. Para piorar, o fato da “redonda” ser pequena e leve dificulta muito que se atinja o nível da qualidade exigida nos gramados das quadras;
    2) estabilidade e resistência – tal como o lugar onde os goleiros têm a infelicidade de frequentar, no tênis uma parte do gramado é mais maltratado e, ainda assim, espera-se que se mantenha “1” dentro de limites razoáveis, que no caso específico do tênis são mais estritos. Como consequência o solo que serve como base precisa possuir boa estabilidade e resistência, o que torna o cultivo de gramíneas nestes uma tarefa bem mais árdua;
    3) custo de preparação e manutenção – devido a “1” e “2”, construir e manter um gramado “perfeito” exige muita pesquisa, trabalho e … dindim. Segundo alguns artigos que li, o custo de manter uma quadra gramada não é apenas mais caro, é muito mais caro. Para base de comparação, ainda que o foco da reportagem sejam gramados de futebol, leiam o seguinte artigo “https://www.theguardian.com/football/2021/jun/15/silicon-valley-of-turf-uk-perfect-football-pitch”;
    4) financiamento – muitos dos torneios de tênis sobre a grama são realizados em clubes exclusivos e dispendiosos, o que ajuda a amortecer os custos de manutenção do complexo, mas muitos dos grandes torneios do mundo são realizados em lugares que não possuem este tipo de “reforço” de caixa para cobrir as despesas de um ano inteiro.

    Por último, quero deixar aqui um link sobre os bastidores do torneio de Wimbledon. Ainda que a reportagem original tenha sido publicada há alguns anos, provê uma boa ideia sobre as estruturas que se montam em grandes torneios e que ajudam a torná-los mais acessíveis e agradáveis – “https://arstechnica.com/information-technology/2021/07/wimbledon-ibm-tennis-technology”.

    Estamos mais próximos de mais uma final épica!

    Saúde e paz.

  21. André Barcellos

    Dalcim, Federer deu a entender, na coletiva, que ainda luta com o joelho ou estou errado?
    Outra coisa: ele falou algo sobre ser o último slam dele ao fim do jogo, ainda em quadra, ou eu ouvi mal?
    Tenho quase certeza de que estou errado. Caso contrário era notícia…

  22. André Barcellos

    Estou achando o Federer ainda pavoroso. Muitos erros não forçados, esquerda errática, físico no limite (pareceu ir perdendo o gás já no terceiro set).
    Como previ, passou do britânico.
    Mas acho que perde o próximo jogo. Seja contra quem for.

    Se por milagre ganhasse, acho que venceria um Medvedev da vida, mas não o Zverev.
    O Berretini, talvez, apesar de tudo que o italiano está jogando. Questão de malícia e movimentação.
    Enfim, muitos candidatos a eliminar o suíço desta edição.

    Estou duvidando de Roger Federer.

    1. André Barcellos

      Meu problema com o jogo do suíço hoje em dia é que tenho a memória muito viva de quando ele jogava realmente bem, ao contrário de muitos que simplesmente esqueceram e só consultam dados.
      A comparação é amarga.

    2. José Eduardo Pessanha

      Cara, o Federer já tá na final. Vou ficar muito surpreso se ele perder uma chance tão clara dessas. Se ele calibrar o slice, então….
      Abs

  23. Denis

    Quem puder assista o vídeo do Kyrgios falando sobre a sobre o jogo de duplas com a Vênus Williams. É um ótimo exemplo para entender a diferença no pensamento de um grande campeão para um jogador “normal”.
    Ele cita que em alguns momentos ficava remoendo sobre alguns pontos ou oportunidades perdidas e quando falava sobre isso com a Venus ela dizia que sequer se lembrava dos pontos. A cabeça dela funciona de um jeito que acabou o ponto ela já está focada no próximo o que justifica o tamanho do sucesso que ela tem na carreira, nas palavras dele.

  24. Diego Bezerra

    Oie Dalcim, boa noite!! Federer aos poucos vai ganhando ritmo e recuperando a confiança, treinar muito e jogar pouco faz com que a confiança fique estagnada, cheguei até pensar que com Federer seria diferente, foi assombroso o seu retorno em 2017( fantástico).
    A comemoração do suíço ao término da partida foi empolgante, logo ele geralmente bem contido né?!! Sei que falta um longo caminho a percorrer, ser agressivo como ele, é preciso ter nervos, ter confiança, sacar ótimo e estar com o seu forhand afiado., além de muita perna para bater equilibrado e manter o controle na maioria dos pontos….. Ele sabe do que precisa pra estar no seu melhor nível….pensando rodada a rodada….. Nole segue como amplo favorito, está jogando muito, tá absurdo….Berretini tá por ali, Rublev quer surpreender, Medeved tá com sangue nos olhos e Alexander tá gostando da grama….. Aguardaremos…..
    O que vc acha de Federer vs Sonnego?? Grato.

    1. José Nilton Dalcim

      Sonego não pode ser menosprezado. No ano passado, numa quadra veloz como Viena, surpreendeu Djokovic com um estilo agressivo, de risco e que deu muito certo. A grama certamente não é seu melhor piso, mas ele tem um saque confiável e se sente à vontade na base. Mas eu diria que Federer leva favoritismo natural, talvez perder um set seja o mais lógico.

  25. Bruno Souza

    Dalcim
    Creio que considerando a atuação de hoje, Federer está jogando 75% do que apresentou em 2019
    Você acredita que ele possa alcançar aquele nível dentro do torneio e em quais aspectos ele tem que evoluir?

    1. José Nilton Dalcim

      Eu acho que ele está a 60% de 2019, mas cada vitória aumenta sua confiança e fisicamente ele não me parece nada desgastado. Então dá, sim, para evoluir na segunda semana, Bruno;

  26. Nattan Labatto

    Vejamos duas declarações, de duas lendas que escreveram com letras garrafais seus nomes na história do esporte:

    “É muito impressionante ver o que ele está fazendo este ano. Sempre há adversários perigosos na chave, para onde quer que você olhe, mas ao mesmo tempo ele tem maneiras diferentes de como vencer as partidas. Ele se saiu incrivelmente bem na Austrália de novo e também em Paris”, acrescentou o veterano de 39 anos. “Ele parece ser o grande favorito aqui em qualquer rodada em que entrar. Ele merece estar nessa posição, porque trabalhou muito e está jogando muito bem. Então, será um adversário difícil de bater”. Roger Federer

    “Jamais alguém jogou assim. A única coisa que posso fazer é aplaudir e parabeniza-lo. Pude fazer algumas coisas melhor, mas a realidade é que nessas condições provavelmente seja impossível jogar contra ele”. Rafael Nadal.

    “Rei da Grama” e Rei do Saibro. É certo que esses dois entendem como poucos as nuances desse brilhante desporto. Ler essas declarações só aumenta a certeza de que Novak é o upgrade, a evolução, o ápice técnico, físico e mental alcançado por um tenista. Torci muito tempo para o Roger Federer, só que o Djokovic conseguiu como poucos, aliás o ÚNICO, a doutrinar essa dupla fenomenal.

    Sim, Paulo Paulo Almeida, título Parrudo existe e época Parruda também. Aproveitem, amigos, o recorte temporal mais PARRUDO da história do tênis…! Estamos vivendo nele.

    Abs.

    1. Julio Cesar

      É possível afirmar, por muitos ângulos, que são os 3 maiores do tênis. A ordem fica a critério de cada um.

      1. David Lopes

        Uma hora, o cara é fregueser, rei da entressafra, mental de geléia, e otras cositas más; quando interessa ao seu propósito, engrandece o cara. Essa torcida da Kombi se supera a cada dia.

    2. Ruy Machado

      Doutrinar, Nattan? Tá falando sério? O cara tem 30×28 contra Nadal e 27×23 contra Federer e vc chama de doutrinação??? Vai virar diversão garantida aqui também?

    3. Paulo Almeida

      É o que sempre digo: quem detém a maioria de títulos e semanas na era mais parruda da história é o GOAT inconteste.

      Abs.

    1. Barocos

      Gildokson,

      Também acho possível que ele quebre o número de títulos do Connors, 109. No momento o Federer tem 103, mais vai ter que esticar a carreira mais um pouco e torcer (ou seja, cuidar-se muito bem) para se manter saudável.

      Claro, em termos de qualidade, não há comparação entre ambos os números.

      Saúde e paz.

      1. Barocos

        ?

        Crassa errorem – errata (1° parágrafo): “103, mais” -> “103, mas”.

        Quod factum est.

        Saúde, paz e revisão antes de postar.

  27. Ronildo

    ATP – Associação dos Tenistas Profissionais.

    O que Djokovic quer fazer?

    Ele quer que o tênis seja como o boxe com mais de uma entidade disputando poder?

    O correto seria ele publicamente declarar o que há de errado com a ATP ao invés de tentar fundar uma associação rival.

    O que parece pela maneira de atuar de Djokovic é que ele deseja pessoalmente controlar a modalidade do tênis, principalmente quando se aposentar. Deve ser fã do Putin.

    1. Ronildo

      Acredito que a maioria absoluta dos tenistas não vai aderir a estas idéias djokovitas sobre este “sindicato”.

    2. Marcos RJ

      Os motivos da criacao da nova entidade desafiando a ATP para representar dos jogadores ja foram muito bem explicados.
      Para sua informacao, Djokovic e Pospisil dizem que os torneios organizados pela ATP e Grand Slams dedicam cerca de 14% das receitas para premios aos jogadores, enquanto outras ligas profissionais (NFL, NBA, Hockey…) dedicam cerca de 50% das receitas para os jogadores. Eles tambem alegam que a ATP tem serios conflitos de interesse pois representam tanto os jogadores quanto donos de torneios, e os jogadores acabam nao sendo os direitos representados. Tambem existem empresarios no conselho que sao donos de torneios e gerenciam carreiras de jogadores – outro conflito de interesses.
      Pospisil alega que somente os tenistas top 50 conseguem viver com os premios e patrocinios, enquanto os demais (50-250) mau pagam despesas ou sobrevivem com o esporte: como comparacao, a liga de hockey Canadense tem 700 jogadores ganham acima de $700mil dolares p/ano.
      Se voce realmente tiver interesse, procure ler o longo artigo do NYTIMES detalhando a historia e os motivos.
      Nao tenho uma opiniao definitiva sobre a iniciativa e nao sou torcedor do Djokovic, mas acredito que eles tem pontos bastante validos. Espero que a discussao ajude a difundir o esporte e de maior suporte aos jogadores(as) com ranking mais baixo.
      Dalcim, que tal um post sobre esse assunto?

      1. Rafael Azevedo

        Isso aí. A discussão é válida. Com certeza há prós e contras.
        Mas, o que importa pra uma galera é quem está tomando a iniciativa e não a utilidade da iniciativa. Se é o Djoko, então não presta. Se fosse o Federer…

      2. DANILO AFONSO

        Parabéns Marcos pelo comentário!! Conciso e preciso. Lendo jurava que você era torcedor do sérvio…kkk

    3. Luiz Fabriciano

      Queres ser do contra?
      Certo. Procure argumentos.
      Os pontos e as propostas da nova associação já foram expostos dezenas de vezes.

  28. Marlon

    Dalcin, eu to com a impressão de que o grande nome da chave será o italiano Matteo, pelo tênis afensivo que está jogando e a adaptação rápida q está tendo na temporada de grama, o que vc acha?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ele está jogando muito bem, Marlon, porém temos de ver como reage na hora da verdadeira pressão. Se for à final ou mais ainda se ganhar o título, será um prêmio merecidíssimo a todo o tênis italiano!

    1. Araujo

      Não dá nem pra comparar com a sacanagem que foi com o número 1 masculino, já que é a intenção da alfinetada. Barty = 1SLAM e nunca chegou nem nas quartas de wimbledon. Djokovic = 19 SLAMS; 5 Wimbledon; Atual bicampeão; Recordista de semanas como número 1.

      1. Paulo F.

        Araújo, Nadal é o Nadal em RG.
        E, nesta edição ainda, jogou na segunda quadra (Suzanne Lenglen).
        Sem drama.

        1. Araujo

          Sim. Mas no lugar de nadal no mínimo jogou um top 5 na central né, ele nao foi preterido por Daniel Evans. Isso que eu questiono. Se fosse um Medvedev, Federer, Nadal , Tsitsipas…

    2. José Eduardo Pessanha

      Barty não atrai torcida. Simples assim. Djokovic atrai torcida (contra). Sou a favor do Cotonete sempre jogar na quadra principal, apesar do seu estilo de jogo feioso inspirado em Dunga, Felipão, Celso Roth, Mano Menezes, Parreira, Tite e Abel Braga.
      Abs

      1. Paulo Almeida

        O estilo de jogo do cracaço sérvio é maravilhoso e o mais vitorioso já visto e por isso senta na mesa de Bolt, Phelps, Pelé e Jordan. Fregueser senta na mesa dos pipoqueiros Zico e Messi.

        Abs.

    3. Antônio Luiz Júnior

      Pergunte a ela o que ela acha de jogar na quadra 01 e ela, como sempre, vai lhe dar uma resposta inteligente, educada, e altamente positiva, como grande desportista que é. Não está escrito em nenhum regulamento que o número 01 do mundo tem que jogar todas as partidas na quadra central. Ridículo o seu comentário. Mais ridículo ainda é você querer enaltecer Djokovic como um semideus.

      1. Paulo Almeida

        É sério que você não percebeu a ironia nem com aspas?

        Não sacanearam a Barty e o Djoko também não é semideus. Ficou claro?

        Abs.

  29. Luiz Henrique

    Para quem gosta do papo sobre longevidade no esporte, queria registrar aqui minha incrível admiração pelo jogador de basquete Alex Ribeiro Garcia
    Sou fã desse jogador desde 2001, quando jogava basquete com meus 13 anos na época, e o dito jogador com 21 anos estreava na seleção brasileira e jogava muito pelo Ribeirão Preto Coc na época
    O cara é um animal, um atleta incrível, é o Nadal do basquete brasileiro, é uma espécie de ambidestro igual o Nadal
    Com 41 anos, continua com um físico impressionante, hoje jogou muito bem na vitória da seleção brasileira
    É um grande exemplo, tive até a felicidade de conhecê-lo pessoalmente em 2006 e tirar uma foto com ele

    Outro assunto: lembram quando perguntam ao Nadal sobre passar o Federer em slams, e ele costuma falar que vai dormir feliz a noite mesmo sem o recorde de grand slams, e que não é bom pensar “poxa mas o vizinho tem uma TV melhor, um jardim melhor, etc”, algumas pessoas ficam criticando essas respostas do Nadal, mas a verdade é que se trata de uma lição de vida. Para quem quiser entender melhor, vejam esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=M2cPKGKQtO8

    Obs: meu comentário não tem a ver com Djokovic dizer seus objetivos abertamente e etc, não estou falando nada de que isso é errado ou coisa do tipo. Eu tb admiro a mentalidade e personalidade de Novak, que ganha com torcida contra e tem uma capacidade de concentração espetacular

    1. Denis

      Também sou fã do Alex. Dono de uma mecânica de arremesso bastante peculiar e de longe o melhor marcador da nossa seleção pelo menos nos últimos 20 anos.

  30. Luiz Fernando

    Jogadores e jogadoras q fazem declarações como a atribuída a Ostapenko apenas demonstram mediocridade e falta de espírito esportivo, não sabendo reconhecer valor no adversário. Alguns participantes do blog deveriam ter a mesma noção, de como é ridículo se considerar superior aos demais…

      1. Helena

        A Tomljanović é legal pra caramba, a Ostapenko que é insuportável mesmo. Alguns anos atrás ela deu umas baladas propositais na Cornet nós jogos de duplas. Recentemente ela falou horrores da sua rival da Fed Cup, que o jogo era feio, que o nível ela era ITF. Enfim, a lista da letã é longa.

        Sobre a australiana, alguns anos atrás ela estava vencendo uma final contra a Yastremska e a ucraniana pediu atendimento médico nas duas vezes em que a Tomljanović ia sacar para o jogo. Resultado, a ucraniana terminou quebrando de volta nas duas vezes e levando o jogo. Com certeza essa memória ficou na cabeça da moça.

  31. LION

    A grandeza do Big 3 claramente afetou a cabeça de Nick Kyrgios. A cada declaração dele isso fica mais fácil de se perceber. Convivendo com eles, o australiano viu que tipo de disciplina ferrenha seria necessária para alcançar a glória e, não disposto a isso, resolver “jogar tudo ao alto”, e assumir esse pitoresco personagem de “entreteiner”. Inclusive refere-se a si mesmo, no auge dos seus 26 anos, como se fosse um “velho”, numa clara amostra de severo desgaste mental misturado com um pouco de desapontamento não admitido consigo mesmo. Ao menos tem parecido um pouco mais dosado e menos “pimpão” nas falas. Talvez tenha caído a ficha de que ele não é nenhum “pimpão”….Também, talvez ele tenha achado que os píncaros da imortalidade estivessem lá, esperando por ele de “braços abertos”. Como todos sabemos, a realidade é bem distinta disso….

    1. Araujo

      Na verdade Kyrgios dúvida da sua própria capacidade de ser um campeão do esporte, ai esse desdém é uma forma de proteção contra os fracassos. Pra ficar sempre como um talento que tinha potencial e nao chegou porque nao quis, mas que de fato ele sabe que nao tem capacidade para tanto. É um mero serve bot com jogadinhas de efeito e nada mais. É um Monfils com saque de Isner. Ele é como uma pessoa que quer uma uma coisa e quando nao consegue diz: “Também, eu nao queria mesmo….”

    2. JAN DIAS

      Concordo 1000% com sua análise.?? Tb acho que ele percebeu o nível descomunal de esforço que teria que fazer pra vencer o Big3 e surtou..
      É muito triste ver essa postura derrotista por parte de 1 tenista tão talentoso, e + triste ainda porque sabemos que ele não vai mudar…

  32. Marcos RJ

    Gosto do jogo elegante da Ashley Barty, com afiadas variacoes de spin e habilidade para colocar a bolinha em qualquer lugar da quadra, alem de escolhas inteligentes para buscar padroes de jogo favoraveis. Acho que a australiana merece bem mais do que apenas 1 titulo de Grand Slam ate agora, com volume de jogo de sobra para ganhar esse Wimbledon. Mas nao gostei da postura dela contra a Siniakova – que so nao estragou a festa pela falta de experiencia. Pareceu que Barty tremeu quando o jogo estava praticamente definido no 2o set, com 3×0 e break point para a segunda quebra quando a adversaria estava nas cordas: tirou a mao, passando a empurrar a bolinha com jogadas de efeito fora de hora; foi penalizada com empate em 5×5, mas entao foi a vez da adversaria entregar a rapadura. Se mantiver essa postura nao passa das semis.
    Dalcim, sera que pesa a pressao apos as as maiores campeões recentes (com exceção da Kerber) estarem fora do torneio?

    1. José Nilton Dalcim

      Não vejo a Barty sentindo muita pressão em quadra, Marcos. Ela parece um tanto desencanada com isso. Talvez ela tenha pensado em poupar o físico, não correr riscos e isso é u perigo na grama.

    1. Araujo

      Essa chave de Federer foi um presente: Mannarino (que desistiu), Gasquet (que nao é ameaça pra ninguem), Norrie (se borrou nas calças e nao lutou) e agora Sonego.

  33. Evaldo Moreira

    Boa noite,
    Cumpriu o objetivo, que é chegar nesta segunda semana, gostei do jogo de hoje, mas Roger ainda insiste em escolhas , o qual ora leva passada, ora consegue e no sufoco, converter os pontos, contra um Daniil M e ou contra outro top, vai detonado rápido, fico com a frase do Dalcim: ao menos tem a sensação de que se pode fazer mais, fato.
    Dalcim, Federer vem melhorando a movimentação, conforme vai eliminado os seus adversários, passando por Sonego, contra o russo, o que você acha que o Federer vai adotar e/ou fazer contra o russo, para evitar as longas trocas: mais variação, slice constante e subida na rede no momento oportuno, ou você acha que ele será o mesmo que vimos nas partidas anteriores?

    1. José Nilton Dalcim

      AH, ele vai usar muito o slice curto e atrair Medevedev à rede. O ataque ao forehand do russo também é a melhor opção.

  34. Sandra

    Dalcim , muito complicado esses nomes , por isso vou escrever as nacionalidades , vc não acha que quem é bom , e bom em qualquer piso ? Os italianos pelo que vi vão adiante em qualquer piso, no feminino parece que Kerber só sabe jogar na grama ou em piso duro, a tcheca que ganhou Roland Garros está indo de vento em popa, australiana também e a polonesa também , vc não acha esses jogadores mais completos ?

    1. José Nilton Dalcim

      Não há tanta diferença entre os pisos no tênis atual, Sandra, e no feminino isso ainda fica mais evidente. As jogadoras não precisam fazer qualquer mudança no seu estilo de jogo, talvez um detalhe ou outro.

  35. Periferia

    Hoje algo ficou claro…enquanto tem saque…tem jogo (do popular ditado….”enquanto tem bambu…tem flecha”)
    Enquanto Cilic sacou bem….conseguiu levar o jogo…quando o saque caiu…acabou.
    No jogo do Federer também teve…ele sacou muito bem no primeiro set…o saque foi caindo….caindo….com isso o Norris cresceu…a diferença do Cilic foi que o Federer conseguiu dar uma levantada no saque no final do 4 set (com isso fechou o jogo)… senão…

    1. Rodrigo S. Cruz

      Será que o Paulo F. algum dia vai agregar alguma coisa que não seja provocação?

      Ah não, pera…

  36. Periferia

    Conto da Lua Vaga (Depois da Chuva)…1953….Kenji Mizoguchi

    Genjurô fábrica cerâmicas…conta com a ajuda de Tobei…seu vizinho e irmão.
    Casados com mulheres fortes e corajosas…os dois irmãos são movidos pela ambição…querem ficar ricos.
    Esquecem tudo ou deixam tudo que realmente importa para trás.
    O realismo fantástico compõe a narrativa…na figura de Lady Wakasa…um fantasma por quem Genjurô acaba envolvido.
    O filme tem belas cenas (a do nevoveiro no lago é uma delas).
    O cineasta Kenji Mizoguchi é reconhecido pelo domínio da câmera ( planos sequências longos…ao contrário da tradição do cinema japonês…onde a câmera quase não se movimenta)…. perfeccionismo na direção dos atores…tinha um olhar feminino em um país conservador (época também).
    Ao lado de Ozu e Kurosawa… é considerado um dos três mestres do cinema japonês.
    Scorsese bebeu no cinema dele.

    1. Rubens Leme

      Scorsese bebia muito xarope pra tosse porque era asmático. é também uma enciclopédia viva de cinema, viu tudo. É muito bom vê-lo falar de cinema, especialmente no seu jeito frenético.

      1. Periferia

        Ele tem dois planos sequências inspiradissima no japonês….uma em Os Bons Companheiros (a câmera entrando no clube pela cozinha…acompanhando Ray Liota ) e outra no recente O Irlandês (…no início….a câmera caminhando até Robert de Niro).
        Um personagem a tomada.

    2. Filipe Fernandes

      Meu caro Peri,

      Você disse bem, os três Mestres do cinema japonês, e, para o ótimo crítico José Geraldo Couto, Kurosawa seria o épico, Ozu seria o lírico e Mizoguchi, o dramático (https://blogdoims.com.br/poesia-convulsiva/).

      Meu caro, fiquei fascinado com as palavras que você, Leme e Miguel teceram a respeito de Clint Eastwood, cineasta cuja obra mais me toca pessoalmente, sobretudo por criar indivíduos comuns que muitas vezes precisam encarar dilemas e assumir responsabilidades frente a situações e adversidades, em alguns casos colocando até mesmo crenças e máximas de toda uma vida à prova.

      O caro Miguel mencionou um filme exemplar neste sentido: “Um Mundo Perfeito” (1993), no qual um verdadeiro pária no mundo toma para si a inusitada missão de cuidar de uma criança. E é impossível não se lembrar de Walt Kowalski, de “Gran Torino” (2008), e de Frank Dunn, de “A Menina de Ouro” (2004), de tantos e tantos.

      E saber que ele lida de forma extremamente afável e solícita com a equipe de produção e os atores durante as filmagens é, para mim, muito significativo, é, como em seu cinema e seus personagens, mais um belo sinal da complexidade humana.

      Uma grande abraço, meu caro, e saúde.

      1. Periferia

        Olá Filipe

        Miguel tem bom gosto…apesar de muitos considerarem Um Mundo Perfeito uma obra menor de Clint Eastwood…o filme tem muito a dizer.
        Como a maioria dos filmes do diretor…o forte é a ambiguidade do homem…vc tem um Kevin Costner que representa o bem e o mal ao mesmo tempo.
        Ao mesmo tempo que temos um garoto em busca de um interlocutor afetivo…temos um bandido com necessidades paternas.
        Um desavisado poderia entender que é a “síndrome de Estocolmo”…mas não é…. são necessidades afetivas que todos temos …os filmes dele sempre tem esse viés…o que é surpreendente em um homem com a personalidade de Clint Eastwood…ele é um cineasta sensível aos medos e dificuldades humanas.

        Abs Filipe

  37. Thierry

    Animadíssimo pra ver Federer x Medvedev, será um jogo espetacular se o Suíço estiver em forma… Berretini deve chegar às semis, ele está jogando muito!

    Do outro lado, Rublev x Djokovic farão o único (possível) duelo interessante, que deve ser 3 a 0 pro Sérvio. Bautista deve repetir semi, é chato de ver mas consistente na grama, mas vou torcer mto pro Korda, o Djokovic contra a torcida sempre é divertido de ver, principalmente pq quase sempre ganha e comemora muito kkkkkkkk

  38. Rubens Leme

    Dalcim, dias atrás escrevi que os anos terminados em 1 sáo traiçoeiros pros números 1 do ranking, pois desde 1971 eles nunca venceram o torneio.

    Como a Itália vem fazendo uma senhora Eurocopa e ninguém apostava nela, cravo Matteo Berrettini o novo campeão, junto com a Itália que vencerá a Inglaterra, em Wembley, que fica onde mesmo? Londres, mesmo local do All England.

    Então aceite meu conselho e comece a preparar material pra falar desse italiano porreta, que é neto de uma brasileira.

      1. Rubens Leme

        Tenho medo de apostar e o Pessanha querer me acompanhar… eu só aposto no tialiano, caso vc aposte em outro e ele siga seu palpite. rs

        1. Rubens Leme

          Dalcim, façamos o seguinte: se o italiano for pra final aposto 100 dólares contigo e o perdedor faz um pix pro outro ao câmbio do dia. 1000 dólares são 5 paus, é muita grana e vai gerar ressentimento de quem perder, mas 100 eu encaro se ele chegar.

          Topa?

      2. Barocos

        Dalcim,

        Uma “barbada” desta merece pelo menos o dobro!

        Esta me lembrou uma frase que um de meus mestres adorava: se você já eliminou o possível e o provável, então o impossível dever ser verdade.
        Para o Leme que é fã de mistério, esta frase é uma adaptação de “When you have eliminated the impossible, whatever remains, however improbable, must be the truth. – Sir Arthur Conan Doyle, stated by Sherlock Holmes.”

        Saúde e paz

        PS.: claro, não que eu ache a hipótese impossível, mas … sei lá. 🙂

  39. Orlando

    Gente, sou torcedor do Monstrovic, mas a verdade é que tanto ele (Djokovic) como o Federer só pegaram até agora jogadores bábas. Também acredito que ambos passarão para as quartas de final sem sustos. A conferir !

  40. Willian Oliveira

    A Rússia sempre se destacou no tênis feminino, mas me surpreende como os jogadores filhos de mães russas se destacam hoje. Além dos russos Medvedev e Rublev, Zverev, Shapovalov e Tsitsipas são filhos de mães russas.
    Ô genética boa para tênis é essa russa!

  41. Fedex

    Dalcim, não assisti o jogo do Federer, mas ele baixou o nível em relação ao último jogo? Ou ele só fez um game desastroso de serviço e foi quebrado no 3° set?
    Qual a chance do suíço para o próximo jogo?

    1. José Nilton Dalcim

      Adversários muito diferentes. Norrie foi muito mais consistente que o Gasquet, então acho que o britânico merece alguns créditos. Acho que tem boa chance.

  42. JAN DIAS

    Ainda tentando entender ? como o CILIC perdeu essa partida…
    Mas o MEDVEDEV merece os parabéns pelo poder de superação ??

Comentários fechados.