Federer sofre pior e perigosa frustração
Por José Nilton Dalcim
16 de junho de 2021 às 12:47

Roger Federer não poderia ter sofrido derrota mais dura na sua tentativa de retorno ao melhor nível. Em plena quadra de grama e no torneio tão favorito que até o nome da rua é seu, o suíço levou virada do fã Felix Aliassime e novamente interrompeu a procura por ritmo e confiança de forma muito precoce. E desta vez no piso mais indicado para seu estilo. É mais do que natural que surjam dúvidas sobre suas condições de ir longe em Wimbledon.

O primeiro ponto que se precisa ver é que Aliassime vem embalado de boa campanha semana passada em Stuttgart, onde derrotou jogadores de currículo considerável na grama, como Lloyd Harris e Sam Querrey antes de cair na final em placar equilibrado diante de Marin Cilic. Ou seja, ainda que não seja um tenista com histórico na grama, o canadense obteve vitórias importantes onde justamente seus maiores adjetivos foram o primeiro saque bem forçado e boas devoluções.

Essa combinação barrou Federer na rápida grama de Halle. O suíço começou a ter dificuldade para manter os serviços já na metade do primeiro set, mas conseguiu então uma quebra e sustentou a vantagem até finalizar a série. Aliassime no entanto continuou a ameaçá-lo, ainda que o suíço ainda mantivesse média de primeiro saque na casa dos 70%. Federer escapou de mais quatro break-points antes de enfim ceder o serviço no sexto game e aí começou seu drama.

Desse momento em diante, Aliassime perdeu apenas três pontos com seu serviço, ou seja, nos seis games seguintes Federer não achou jamais uma força de devolver. Isso aliás tem sido um dos seus defeitos nesse retorno. Se o piso veloz ajuda sua ideia tática principal de encurtar pontos, de outro lado exige uma devolução compacta para colocar pressão no adversário. Aliassime está longe de ser um mega-sacador no circuito, ainda que seu primeiro saque não seja nada ruim. Colocou nesta partida 70% do primeiro saque e só perdeu seis pontos.

O canadense, que tem quase metade da idade, não escondeu sua emoção pelo resultado. Falou da idolatria por Federer quando começava a carreira e que jamais imaginou que dividiria a quadra com o suíço justamente devido à enorme diferença, mas que isso foi uma honra e a vitória, algo muito especial. Tomara que embale ainda mais sua carreira, que ainda tão precoce vive abalo por ter somado oito vices em finais de ATP sem vencer um set na hora ‘h’.

E Federer? Houve imagem clara do suíço de cabeça baixa antes do game final, o que poderia ser tentativa de concentração mas que me pareceu desilusão. Saiu nas oitavas de Roland Garros para se preservar fisicamente e não comprometer a curta temporada de grama, porém só conseguiu fazer dois jogos em Halle e complica de vez sua preparação para Wimbledon. Poderia até arriscar e pedir convite para Mallorca ou Eastbourne na próxima semana e assim tentar mais ritmo de competição. A questão que fica é o quanto esse esforço o prejudicaria fisicamente ou, pior ainda, o que uma nova derrota faria com sua cabeça.

Dono de um tênis reconhecidamente espetacular, Federer encara a dificuldade que é o retorno a um circuito tão competitivo, em que há tantos garotos dispostos a tudo pela vitória, e isso perto dos 40 anos. A parada de 14 meses é compreensivelmente uma montanha a se escalar, mas com a proximidade de Wimbledon e das Olimpíadas o que o suíço menos tem no momento é tempo. Nessa altura, o sensato é se esperar uma campanha digna. Título? Seria quase um milagre.

Desafio de Roland Garros
Leandro Silva faturou o Desafio feito para as semifinais de Roland Garros e ganhou a biografia de Novak Djokovic, grande sucesso da Editora Évora. Seis participantes acertaram os finalistas e a quantidade de sets de cada semi masculina, mas nenhum imaginou a virada de Djoko nem a vantagem de 2 a 0 de Tsitsipas. Quatro no entanto acertaram que o duelo entre Djoko e Nadal ficaria empatado por 1 set. Leandro levou a apertada disputa porque também acertou o placar de um set no jogo do sérvio e mais dois na partida do grego, além de ter ido muito bem no tempo, errando a semi de Djoko por apenas 1 minuto e a de Tsitsipas, em meros 8. Ele deve enviar nome e endereços completos e o CPF para que a Editora Évora faça o envio.


Comentários
  1. Lisandro

    Bom dia, Dalcim.

    O ganhador do grupo TenisBrasil no Fantasy do Rg também podia ganhar uma bio do Djokovic. (hehe não precisa publicar essa indireta)

    Parabéns pelos posts e cobertura de mais um sLam: imparcial e dinâmica, além do notório conhecimento compartilhado com os leitores.

  2. Uzaya

    Puxa, que legal, ganhei a biografia do cara que foi um dos meus maiores “ídolos” (entre aspas pq acho a palavra meio pesada) na infância/adolescência e ainda me mostra nesse começo de vida adulta que o esforço faz você alcançar os objetivos. Uma satisfação sem igual. Como um verdadeiro fã do Serbinator, farei um uso magistral desse livro e tirarei algumas lições pra vida de alguém que enfrentou tantas adversidades ao longo do trajeto (e, claro, vai que aprendo um pouquinho mais pra me ajudar no clube aos fins de semana, haha. Ultimamente, meu mental tá muito mais Safin que Djokovic).

    Dalcim, obrigado pela cobertura espetacular e a interação com a gente, como muitos estão dizendo nessa “ressaca” pós-Rolanga, o blog é a cereja do bolo, a crônica que a gente sempre espera ao fim das noites de torneios pra ir dormir. Como um olhar clínico faz diferença.

    Por onde devo entrar em contato?

  3. Roger

    Eu vi o jogo, sou fã do RF, mas no terceiro set o corpo dele se comportava como eu jogo no final de semana no clube.
    Sem condições físicas de encarar o jogo de hoje.
    Time to say good bye. A idade chega pra todos, ele nunca foi o fantástico da super forma física, agora que não o será.

  4. Carlos Bicalho

    Dalcim, vejo também uma preparação física do Djokovic bastante parecida com a do Cristiano Ronaldo. O Cristiano está jogando muito bem aos 36 anos, o que dá um alento ao Djokovic de, pelo menos, mais dois anos em altíssimo nível. O que acha?

  5. Carlos Bicalho

    É, chegou a hora do mestre Federer pendurar as raquetes. Seria um autêntico milagre o Federer aumentar o nível em poucas semanas e ganhar Wimbledon. Do jeito que está não chega nem à terceira rodada. São 40 anos de idade, foi-se a juventude e vem os problemas, o cansaço. É o fim de uma era. A tendência é que o Big 3 vire Big 1 em breve, já que só Djokovic não apresenta ainda uma forma física inferior. Nadal é outro que conseguirá, no máximo, mais um Roland Garros, e olhe lá, já que é só ano que vem e até lá outros surgirão fortes também.

      1. Carlos Henrique

        Madrid é totalmente dispensável ao Nadal. Não tem qualquer semelhança com Roland Garros. Só pesa o fato de ser na Espanha.

  6. Willian Rodrigues

    Realmente, eu considero uma pena o fato de Nadal não participar de Wimbledon e das Olimpíadas. Esse cara abrilhantaria demais ambos os torneios. Da mesma forma fará falta um Roger Federer em plenas condições de disputar os títulos, caso ele não consiga elevar seu nível de jogo. Portas abertas para membros da nextgen chegarem a mais duas finais importantíssimas!
    Espero que Djokovic faça valer sua condição de favorito e vença ambos, mas, isso é apenas minha torcida.
    Que sejam dois belos torneios para nos ajudar a esquecer o período sombrio relacionado à COVID 19.

    1. Willian Rodrigues

      Creio que a pretensão do Nadal seja chegar com força máxima ao US Open, onde já venceu em algumas oportunidades.
      Admirável o quão bom competidor é esse espanhol…
      Não largou, e não “abandonará o s osso” pela disputa da honraria de GOAT.
      Quer muito o recorde de slams, não duvidemos disso!
      E virá “mordido” contra o sérvio nos próximos slams…
      Excelente pra nós, espectadores, porque ainda teremos jogos fantásticos desses dois no próximo ano!
      Abs

      1. Jairo

        Virá mordido contra o sérvio logo na quadra dura? Onde ele não vence um mísero set contra desde 2013? É melhor esperar a temporada do saibro de 2022…

  7. Gustavo

    Creio que o foco do Nadal é ter chance em vários RGs ainda. Ele faz tempo não é uma força fora do saibro. Errado não está. As vezes que ele se deu bem fora do saibro de 2017 pra cá foi por conta dessa entressafra esquisita que está aí desde 2015. No saibro ele talvez continue a ser uma força. A entressafra que está desde 2015 cada Big3 teve a chance de aproveitar alguma coisa, mas o grande beneficiado foi Djokovic.

  8. sander

    Dalcim, após a campanha em RG, vc ainda acredita que Tsisipas seja o próximo grande nome da grama para suceder o B3 (pelo estilo de jogo dele)? Nesse winbledon, vc iria (de principal representante da NG) de Tsisipas ou Medvedev?
    a respeito do suíço, como vc mesmo diz: “nunca duvide de Roger Federer”, principalmente em WB.
    abs

    1. José Nilton Dalcim

      Tsitsipas ainda não tem currículo na grama, Sander. Talvez seja o piso mais difícil para ele, apesar de na teoria ter todos os golpes para se dar bem lá. Se eu fosse optar entre ele e Medvedev, no entanto, ficaria com o grego para este Wimbledon.

  9. Ruy Machado

    Uma pena o Nadal não participar de Wimbledon e Jogos Olímpicos. Acreditava que poderia fazer bons torneios. Que se recupere para a fase final das Hards e venha algo muito positivo!????

  10. Luiz Fernando

    Além de “escutar o corpo”, creio q essa derrota na semi de RG mexeu com o psicológico de Rafa. Os jogos Olímpicos se eu fosse ele também não iria, ele já tem ouro de simples e duplas, mas perder um GS neste estágio da carreira é uma oportunidade q não volta mais. Ele e seu staff devem saber o q fazem…

  11. Miguel BsB

    Nadal desistiu de Wimbledon e das olimpíadas.
    Ele é outro, assim como Roger, que está chegando ao fim de carreira. Ambos estenderam com glórias suas carreiras além do imaginado nesse esporte que até pouco tempo atrás, ninguém ganhava mais nada depois dos 30…
    Mas os torcedores que adoram zoar o Federer (faz parte da rixa entre torcidas) devem se lembrar que provavelmente em poucos anos será a vez de um Djokovic mais velho começar a capengar e perder pra adversários tecnicamente muito abaixo. Aí virá a dúvida cruel para todos eles. Continuo ou paro? Como disse o Falcão, Rei de Roma, jogador morre 2x, a primeira é quando resolve parar de jogar…

  12. Sandra

    Dalcim , Nadal desistiu de ir a Wimbledon e as olimpíadas , o que achei muito correto da parte dele ! O Federer e obrigado a ir as olimpíadas em razão do patrocinador ? Obs: criticaram tanto a zica aqui no Rio nas olimpíadas que apareceu a Covid que é bem pior ! Aliás espero que daqui a mais quatro anos não apareça mais nada

      1. Gustavo

        Dalcim, poderíamos argumentar o contrário tb
        Considerando a idade dele, o desgaste, a questão dos joelhos, e o piso dos Jogos, talvez seja moralmente mais adequado deixar o Carreno competir no lugar dele
        Estaria dando mais chances de medalha ao seu país
        Inclusive o Sr. Djokovic, rei da verdadeira entressafra, estava perdendo pro Carreno no USO quando fez suas maluquices pra cair fora e se fazer de vítima
        Ah, e o Carreno disputou 2 semis de USO
        Se isso não é prova cabal da entressafra, não sei o que mais seria
        A entressafra começou em 2015

      2. Sandra

        Porque moral ? A essa altura da vida , correr riscos ? Para ele e a família , mesmo a família não indo ?

  13. Manu

    Não é a primeira vez que desiste de Wimbledon após uma temporada desgastante no saibro.

    Este ano, ainda teve um impacto mental de não ter ganho Roland Garros…

  14. F.R.

    Nadal não jogará W nem JÓ.
    Que trauma o Djoko deixou
    Kkkkk

    Brincadeiras à parte.
    Nadal fará falta mas só ele sabe o que é melhor para si

  15. Gildokson

    Nadal pulou fora de WB e Olimpíadas, quero só ver se algum nolista vai dizer o mesmo que dizia sobre RG 2009 quando ele logo em seguida na foi ao torneio inglês.
    Neh seu Paulo Almeida?!
    Será que ele estava inteiro nesse RG…? Hein seu Paulo F.

    1. Jonas

      Nadal não está lesionado.

      O problema dele sem a menor dúvida é a idade.

      É inacreditável o espanhol jogar neste nível até hoje, pelo histórico de lesões que carrega e pelo estilo de jogo único dele que é extremamente pesado.

      Não é um problema técnico, mas ele se desgastaria ainda mais indo pra Wb, sabendo que teria poucas chances de vencer.

      Ano passado o Nadal não foi ao US Open, mas venceu Roland Garros. Achei a decisão de hoje acertada, até porque ele tem uma equipe ao redor que sabe bem oq faz.

      1. Jonas

        Você citou 2009. O que sei é que na época surgiram notícias a respeito de uma lesão do Nadal, mas não sei se foi confirmado.

        Sei que o espanhol tinha 23 anos naquela derrota.

    2. Paulo Almeida

      Nadal estava lesionado em 2009, bem diferente de agora, quando está claramente se poupando para o US Open.

      Não adianta, Gildokson, vocês vão ter que ENGOLIR que o Djokovic foi o único a vencer Roland Garros batendo o Nadal em plena forma e por isso mesmo ampliou sua condição de GOAT.

  16. Bel Grado Fa

    Pra falar a verdade, meu caro, se compararmos com uma refeiçao, seria o seguinte: tênis do Federer está mais para um arroz com feijão e galinha caipira e jiló muito bem feitos pela minha Vozinha lá do interior, onde a simplicidade e a essência contam mais que tudo, com uma pinguinha do alambique do vizinho, que cuidou desde o plantio da cana até engarrafar e se esforçou para proporcionar a melhor experiência de vida (que nao se trata da comida nem da bebida em si, nem dos NUMEROS $$$ que você vai desembolsar depois, mas sim d de forma carinhosa e sustentável pela qual tratam a todos, das horas de conversa jogadas fora contando suas experiencias, seus causos), do que tua lagosta comidos sabe-se-lá onde. Visto que ninguem em sã consciencia vai comedor lagosta ao thermidor todos os dias, antes de comer deveria considerar pratos caríssimos que são feitos as custas da pesca irregular de um animal que não encontra mais lugar na nossa costa, por conta da pesca predatória; e as custas de pessoas que lhe servem e que via de regra vivem com menos $$$ ao mês do que aquilo que você deixa $$$ num almoço. Se alguém mais esclarecido de vdd ainda vê alguma coisa boa nesta situaçao, que exponha seu ponto de vista. Note que na essência, isso não agrega em nada. Embora, eu ache que o tênis do Sérvio esteja mais para um prato onde a couve está nadando no óleo de soja e o arroz mal cozido dominam, cozinhando todo o alface, tomate e cebola, que ficam por cima na “embalagem prateada”. Aliás, sao quase 8 da manhã e ja temos 19 encomendas de marmita (que venha a vigésima) : – D

    1. Paulo Almeida

      Não venha querer pagar de politicamente correto e defensor do meio ambiente depois de ter comparado o tênis do sérvio a cerveja ruim e churrasco na laje (baita preconceito).

      Não gostou da lagosta? Há diversos outros pratos deliciosos e simples, que podem ser utilizados nessa analogia.

      Concordo com você: o tênis do Federer é arroz com feijão e um jiló bem amargo a cada madeirada! ?????

  17. Ricardo

    Excelente comentário, Oswaldo.

    Foi por volta de 2015 que o ódio da seita mudou o alvo. Lembro que naquela final do USopen/15 os ânimos já estavam bem acirrados. Um amigo meu, que presenciou a partida in loco, me disse que via cara barbado com o bonézinho RF xingando crianças que torciam pelo Djoko. Mas o mais interessante era que, até então, o jogo do sérvio era “bem melhor, mais ofensivo e mais habilidoso do que o do espanhol milongueiro, dopado e baloeiro”.

    Sim! Era isso que os federistas falavam na época! Duvida? É só ver os arquivos daqui do blog. A história toda está lá. Este papinho de “torcida Fedal” (cof cof torcida federista cof cof) é a maior hipocrisia da história do tênis. O que o Nadal e sua torcida sofreram não está no gibi. O Luiz Fernando está ai pra provar. E o pior é que alguns o acusam de ser nolista só porque, e acertadamente, ele não dá o braço a torcer. Quem sofre nunca se esquece, amigo. A torcida que mais plantou ódio e que tinha, literalmente, um fake que só aparecia para xingar e depreciar o Nadal (e que, não nos esqueçamos, era aplaudido por muitos que se dizem indignados por alguns comentários de nolistas) hoje dizem ser da turma “paz e amor”, “vamos nos respeitar”, “imagine all the people”. kkkkkkkk
    A diversão nunca deixa de ser garantida aqui!

    Acho que o Chetnik usa umas palavras pesadas, mas, no mérito, ele está certo. É o que acontece. É a lei universal. Aqui se faz, aqui se paga. Plante ódio e colha ódio, infelizmente. Quem sabe daqui a dez anos possamos dar, igualmente, o devido valor aos três maiores de todos os tempos. É o que eu, de coração, espero.
    Abs

    1. Jonas

      O pior é que sempre usavam os números.

      Quem não lembra do:

      302
      17

      Segue o líder, kkkk.

      Hoje vêm com essa conversa de “jogo bonito”, os números de repente não importam mais.

      Claro, o suíço vem perdendo recordes que há uns anos atrás eram tidos como impossíveis. O Djokovic, salvo engano, já tem umas 330 semanas garantidas.

    2. Luiz Henrique

      Concordo plenamente, nunca houve Fedal
      Chega a ser ridículo a torcida do Djoko falar essa expressão
      Mais fácil falar em Djodal ou Noledal
      Quem é nadalista de verdade, das antigas, jamais torce pro federer contra o djokovic, a não ser em casos excepcionais, como RG 2011, pq claramente seria melhor pro Nadal

    3. Paulo F.

      Ricardo, os alpinos amavam o Djokovic de paixão quando ele começou a ganhar e a impedir muitos títulos do Rafa, em especial no ano de 2011.
      Só que, quando o Nole também começou a ganhar bastante do incriticável, aí a paixão pelo sérvio virou um ódio, amargura, despeito, rancor que os amigos nadalistas nunca demonstraram nem 0,01% pelo sérvio.

  18. Araujo

    Inacreditável os comentários do Sr. Paulo Cleto. Torcendo contra Djokovic e menosprezando sua Vitória em Roland Garros no PodCast do Tenis Brasil. Uma campanha heroica dessa ser menosprezada e dita como caindo do ceu no colo dele…uma pessoa dessa nao pode ser analista de tenis, tem que ficar como
    torcedor mesmo.

    Além das falas fraquissimas e descabidas no PodCast, segue trechos dele no twitter:

    “Minha expectativa é q Djoko vença. Eu preferiria o Tsi. Tem mais potencial arsenal. Melhor de assistir. Não sei se já tem o emocional pra bater Dj. Pra isso tem a final! Tsi terá q amadurecer 1 ano em poucas hrs pra ganhar. Mas Dj nao gosta de ser favorito. Torço.”

    “Final @rolandgarros fraquinha. Não entendo a babação. Durante 2 sets @steftsitsipas jogou. Depois viajou, miou, afinou e despencou. Como previ, tem jogo, mas ainda não tem emocional pra vencer uma final de um GS. Simplesmente não mereceu. Uma pena.”

    1. Rodrigo Azevedo

      Bom, eu acho, e só acho, que ele entende e tem mais currículo para falar de tênis do que você.

    2. Gustavo

      Paulo Cleto só falou a verdade
      Só tem amarelão, é geração nutella, geração celular, geração mimimi
      Colocasse Hewiit e Roddick contra esses caras, fariam a festa
      Cada um teria 10 grand slams

      1. Marcelo

        Puts…complicado escutar um comentário desse. Federer tem 3 GS já que tem 2 match points contra Djokovic e perde, aí vem dizer de geração amarelona.
        Espero que você reconheça que Federer também é amarelão, caso contrário seu discurso será totalmente hipócrita.

        Obs: Zverev tem título de Finals em cima de Djokovic, já Federer perdeu as 3 finais que fez contra o sérvio

  19. Rafael Azevedo

    Rapaz…nessa resenha entre os torcedores do Federer e do Djokovic, no momento atual tá bem complicado para os torcedores do suíço. Tá dando até pena. É uma paulada atrás de outra. Seja com mais conquistas impressionantes do sérvio ou seja com derrotas precoces do Federer.
    Mas, faz parte. Segue o jogo. Hehehe

    1. Gustavo

      Um dia, quando voltar a ter competitividade, vamos poder olhar pra trás e analisar melhor.
      Todo mundo vai perceber que tinha disputa até 2014
      A partir de 2015, começou a maior entressafra já vista no tênis
      Só tem menino mimado e chorão

  20. Fernando Brack

    Há pouco revi os 26 min de melhores momentos do jogo Fedal da semi de WB’19. Putz! Federer tá muuuito distante daquela performance. Nesse jogo, sua movimentação estava soberba, os golpes calibradíssimos, os voleios primorosos, o saque na ponta dos cascos, e sustentou vários ralis com Nadal, ganhando um bom punhado deles. Ele teria que trabalhar muito pra recuperar aquela forma, mas custo a acreditar que ele ainda tenha disposição pra isso. Ainda que tenha, não seria possível uma volta àquele nível para este torneio de WB. Talvez para algum outro mais adiante em 2021, mas seria quase um milagre.

    Acho que a expressão desconsolada dele ao fim da partida de hoje contra Aliassime diz tudo sobre como ele mesmo vê suas chances de um bom resultado neste que pode ser facilmente seu último WB.

  21. André Barcellos

    Alguém disse outro dia (acho que foi um ex tenista) que Federer não deveria anunciar sua aposentadoria com antecedência porque ele mesmo ficaria exposto a muita pressão por resultados.
    Eu já penso diferente.
    Acho que Federer semeou no planeta inteiro a curiosidade ou sede por ver seu jogo.
    Acho que uma turnê de despedida faria muito bem a ele, com data pra terminar após algum torneio caseiro, como Basileia 2022.
    Sem dúvida a ideia venderia muito. Estaria mais pra exibição que para competição. Uma espécie de temporada do Mansour Barami, mas valendo.
    Vc acha que ele vai por esse caminho, Dalcim?
    Ou vai parar de forma abrupta, “brochando” (desculpe o termo) grande parte das torcidas?
    Um highlight dele num grande jogo faz a alegria da galera.
    Não seria uma brincadeira, mas uma espécie de “contrapartida” dele a seu público.
    Como Guga ou Agassi.

  22. Ricardo

    Assisti o último set – que, de acordo com o próprio Federer, foi o pior – e achei que a movimentação logicamente está abaixo do esperado e do necessário para vencer grandes jogos, mas acho que não se pode dizer que ele está acabado, até porque o Aliassime foi muito bem hoje. Me pareceu que, apesar de ter feito três jogos em RG, o problema é que está sem ritmo de competição, o que é absolutamente normal para quem ficou muito tempo parado. Não vejo problemas físicos, de potência ou “de idade”. Não sei se haverá tempo de recuperação porque Wimbledon já começa em duas semanas. Mas para as olimpíadas e US OPEN, se ele estiver realmente a fim de se dedicar, acho que ele tem chances de fazer ótimas campanhas e até conseguir títulos, a depender das circunstâncias dos torneios.

    1. José Nilton Dalcim

      Situação difícil. Se jogar, pode chegar mais cansado em Wimbledon. Se não jogar, só terá ritmo de treino, o que claramente não é a mesma coisa. Eu jogaria, nem que fosse duplas.

  23. Paulo Almeida

    O cracaço Djokovic, se não tivesse suas restrições ao glúten, teria hoje saboreado uma deliciosa Paulaner Weißbier Natürtrub (cerveja de trigo alemã) e jantado eißbein mit Saüerkraut (joelho de porco com chucrute), em homenagem ao rei deposto de Halle. Essas sim são uma bebida e uma refeição condizentes com o tênis praticado pelo sérvio, embora a comparação possa ser feita num nível muito mais alto, como com um Dalmore 18 anos e uma “Lagosta à Thermidor”.

    Aprendeu, Bel Grado Fa? ??????

  24. Maurício Luís *

    Não fiquei surpreso com essa derrota do Federer. O Aliassime tá com ritmo e tá jogando bem. Ser vice não é por acaso. Só nao vou ficar antecipando a aposentadoria do suiço como muitos o estão fazendo, porque não tenho vocaçao para vidente.
    Até o Nadal já tão querendo aposentar… Eu só acho que pra quem tinha a intenção e a pretensão de ganhar Roland Garros, perder energia depois daquele 7/6 do terceiro set e tipo “desabar” … Ora essa, como que um tenista que desaba no quarto set vai querer ganhar a semi (seriam então + 2 sets) e ainda enfrentar o grego na final? O Nadal ainda não tá no fim da linha, mas tambem já nao se trata de nenhum garotinho. A idade começa a lhe pesar também.

    1. Luiz Fernando

      E outro detalhe Murício, a sogra do Nadal deve ter fofocado com o Tio Toni qual a melhor estratégia p vencer o Federer, eta véia fofoqueira…

  25. Rubens Leme

    Ontem o Bellucci perdeu o jogo e um set de 7/5, quando vencia por 5/1 e sacava pra fechar.

    Dalcim, vc acha que o suíço teria chances contra o Belo? Em dois seis, sim, mas em três, o tie-break iria seria espetacular. Os dois tentando fechar E não conseguindo. Iria até 99×99.

    Em três, aposto no Thomaz e que o Dalcim tenha o Pestana como guru se eu estiver errado.

      1. Luiz Fernando

        Ele me disse q em respeito a vc tinha passado a torcer pelo Palmeiras e pelo Hamilton a partir de hj…

  26. Abel Jr.

    Olá Dalcim, como vai?
    Eu acho que Federer em caso de decepção em Wimbledon (decepção seria ele não ir às quartas), poderia após as olímpiadas durante a parte final da temporada optar por torneios menores para recuperar até a confiança.
    E ai como sempre faço, uma pergunta: Ele pode deixar de jogar Masters 1000 e optar por um outro torneio como exemplo ir a Washington e não jogar o Canadá?
    Sei que há riscos porém acho que tiraria a pressão de resultados que estes grandes torneios trazem pois ficaria claro que ele estaria recuperando forma (em todos os sentidos).

    E uma outra questão: Indian Wells vai acontecer em Outubro? e se vai, haverá alguma regra diferenciada em relação a pontuação?
    Um abraço.

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, ele pode optar pelo torneio que quiser jogar, como também podem Nadal e Djokovic, por exemplo. Existe uma regra que permite isso, Abel. Indian Wells será em outubro e aí cairão os 50% de pontos de 2019 que ainda permanecem.

  27. Alison Cordeiro

    Uma derrota dura para Federer, sem dúvida. Preocupante para WB, já que o desgaste dos jogos de 3 sets são maiores ainda. Jogar como Murray, que tem lampejos mas acaba não aguentando jogos seguidos, ou renascer como Djoko, que ganhou na grama depois de um retorno difícil?

    O conjunto de coisas é um desafio mesmo para alguém que sempre fez o difícil parecer fácil. Mas por tudo que já fez, o ideal é exigir menos de si mesmo e aproveitar cada instante em quadra.

  28. Chetnik

    O cara deixou os jornalistas esperando por 3 horas…e se recusou a responder perguntas que não em inglês. Imagina se é o GOAT fazendo isso…

    Mas o status quo tenístico finge que não aconteceu e no final do ano ele ganha mais um Edberg Awards, patrocinado por Rolex e Moët & Chandon. Vale qualquer coisa para preservar o maior produto de RP da história dos esportes.

    1. Paulo F.

      A língua materna de Federer é alemão, o torneio é na Alemanha e se ele só quis responder em inglês?
      Se for verdade, que palhaçada.

  29. Majô

    Não foi só a derrota que me surpreendeu,foi como você disse Dalcin ,Federer de cabeça baixa.Foi das mais fracas partidas de Federer.
    Essa demora para dar a entrevista foi preocupante, ter que conversar com a sua equipe?Que história é essa Federer?
    Penso que jogando o que está jogando,o maestro das quadras,não vai se dar bem em Wimbledon infelizmente. Gostaria muito que meu feelling falhasse mas…
    Algo em seus joelhos não está bem.E isso mexe com seu mental,que não é dos melhores. Federer teria que avaliar muito bem suas decisões de jogar Slans. Por favor né Federer,não vá terminar sua grandiosa carreira com vexames,está sendo muito sofrido te ver jogando é muito triste.
    Estou muito chateada.

  30. Chetnik

    Uns dias antes:

    “A justiça poética pode tardar, mas falhar, nunca. Vai ter o que merece em WB. Isso se o Divino não interceder antes.”

    Chetnik, o Oráculo.

    Viu, Ronildo, como é que se faz? Kkkk.

  31. Jose Nilton Dalcim

    Já publiquei no pé do texto, mas vou colocar aqui como reforço:
    Desafio de Roland Garros
    Leandro Silva faturou o Desafio feito para as semifinais de Roland Garros e ganhou a biografia de Novak Djokovic, grande sucesso da Editora Évora. Seis participantes acertaram os finalistas e a quantidade de sets de cada semi masculina, mas nenhum imaginou a virada de Djoko nem a vantagem de 2 a 0 de Tsitsipas. Quatro desses seis acertaram que o duelo entre Djoko e Nadal ficaria empatado por 1 set. Leandro levou a apertada disputa porque também acertou o placar de um set no jogo do sérvio e mais dois na partida do grego, além de ter ido muito bem no tempo, errando a semi de Djoko por apenas 1 minuto e a de Tsitsipas, em meros 8. Ele deve enviar nome e endereços completos e o CPF para que a Editora Évora faça o envio.

      1. Uzaya

        Olha a brincadeira, hein, “Leandro”… Kkkkkkkkk
        Espero que seja humor, mas falhou pq eu uso um trocadilho como “nome” aqui no blog. Valeu a intenção, jovem.

        1. Leandro Silva

          Na verdade não é uma brincadeira…me chamo Leandro Silva, também fiz a aposta e me parece que ficou mais próxima da descrição do Dalcim! Apostei o Tsisipas ganhando os dois primeiros sets e o Djoko virando em cima do Nadal! Com relação à duração do jogo do Djoko, quase acertei por 1 minuto e a do Tsisipas por 8! Na sua aposta o Djoko não virou sobre o Nadal né? Você apostou o Djoko levando o primeiro, o terceiro e o quarto! Quanto ao jogo do Tsisipas com o Zverev, você apostou na vitória do Zverev por 3×2, com o Zverev vencendo o segundo, o terceiro e o quinto! Desse modo, você não apostou na vitória do Tsisipas nos dois primeiros sets… Abraço!

  32. Luiz Fabriciano

    Mestre, fora do contexto, mas uma curiosidade:
    Tu imaginas o Big4, tornando-se treinadores de novas NextGens?
    Acho que dos 4, o Murray tem mais esse perfil.
    Salvo engano, inclusive foi ele quem introduziu grandes do passado nessa seara, com o Lendl.
    Grande abraço.

    1. José Nilton Dalcim

      Concordo plenamente. Não vejo menor chance de Nadal, Federer ou Djokovic virarem treinadores, ao menos não nos próximos 20 anos. Já o Murray curte mais o circuito, pode se empolgar com um britânico ou uma menina, já que ele curte muito o tênis feminino.

  33. Chetnik

    Eu não sabia que havia torneios no dia seguinte a uma final de GS…isso aí é um Challenger? Esse Federer é parente daquele suíço aposentado que brilhou entre 2004-2007?

    1. Rodrigo S. Cruz

      Talvez você não tenha ouvido falar também que estamos numa pandemia.

      Será?

      E que por causa disso, o calendário está todo maluco e embolado.

      O próprio Djokovic vai jogar duplas num torneio bem mais meia-boca, como preparação para Wimbledon…

  34. Arthur

    Pelo jeito a realidade vai superar minhas previsões mais pessimistas, Dalcim.
    Antes, eu achava que o Federer, se perdesse WB este ano, se aposentaria no final do ano.
    Agora, eu já acho que ele nem chega no final do ano. Perdeu WB é aposentadoria direto, com uma possível ressalva dos Jogos Olímpicos e olhe lá.
    É uma pena, mas estamos assistindo ao final de uma das carreiras mais gloriosas que o tênis já produziu.

    Um abraço.

  35. Oswaldo E. Aranha

    Não sei se você acompanharam o filme dos Beatles que está pra sair, Get Back, que é desmistificando o que o filme Let It Be fez, dizendo que os Beatles terminaram a carreira brigando, quando na verdade as gravações foram divertidas, porém o diretor só colocou as partes tensas do relacionamento entre eles (não vou dizer que ele tenha sido mau caráter, apenas quis mostrar o lado dele, e não da pra negar que fez bem, tanto que o filme ganhou um Oscar).
    E por que digo isso? Porque Federer conseguiu ter seu Get Back contra Nadal, passou a vida apanhando, porém deu a volta por cima, inclusive no momento em que os dois pareciam estar em baixa. Enquanto Nadal tentava voltar a ganhar títulos, Federer ficava batendo em Nadal, ou seja, toda aquela pisa que ele levou de Nadal entre 2005-2013 não foram o suficiente para dizer que o suíço era freguês do espanhol, pois o mesmo trucidou Nadal em 2017, deixando o H2H até disputado.
    Porém com essa atuação, basicamente o que podemos dizer é que não teremos um “Get Back” em se tratando de Federer e Djokovic. Basicamente quando Federer começou a parar de apanhar de Nadal, foi quando ele começou a ser trucidado por Djokovic, aqueles anos de 2014-2015 foram terríveis, sempre com Federer jogando muito (esse negócio de idade é uma lenda) mas na hora H contra Djokovic ele tava entregando, e o piro, na própria casa dele, no caso, a grama. E então em 2019 ele teve a chance de fazer o “Get Back”, e no fim só piorou, pois todos lembra o que aconteceu. Mesmo se Federer estivesse jogando muito, eu ainda trataria como improvável uma vitória diante de Djokovic em um jogo importante (Final de GS, Finals), mas isso que ele ta jogando atualmente não consegue sequer uma semi de GS, ou seja, provável nem jogar mais contra Djokovic, e assim vai encerrar a carreira num eterno “Let It Be” contra Djokovic.

  36. Sandra

    Muito difícil Dalcim aceitar que não da mais , Murray está tentando até hoje , não sei a sua opinião mas quem vai aceitar mais facilmente e o Nadal ! Qual a sua opinião?

  37. EDVAL CARDOSO

    Federer está jogando no nível do ranking que ele deveria estar se não tivesse a mudança da computação dos pontos por motivo da pandemia.
    Então tá tudo certo.

  38. Thierry

    Aliassime não passa do R4 em Wimbledon. Espero que Federer consiga uma campanha até às SF, e de preferência não jogue contra Nadal nem Djokovic… Qual chave é a melhor pro Federer cair no sorteio, na de Tsitsipas ou Medvedev?

  39. EDVAL CARDOSO

    Tá mais que provado que no tênis atual, se o jogador não tiver uma devolução no mínimo boa, não consegue mais vencer as partidas, não adianta ter uma super direita, uma esquerda ótima se com uma simples devolução bem aplicada anula essas armas, e já faz o adversário bater na correria, o que já diminui muito a chance de vencer o ponto.
    E nisso o Djokovic é mestre.
    A melhor devolução do planeta.
    O que na minha modesta opinião, é a responsável em grande parte por todo sucesso do Sérvio.

  40. Bel Grado Fa

    OS DOZE TRABALHOS DE DJOKOVIC:

    – Vencer Nadal no saibro (archieved)
    – Vencer Federer em Wimbledom (archieved)
    – Recordes de semana na liderança (archieved)
    – Ser o maior vencedor de MS (archieved)
    – Ser o maior vencedor de GS (caminha para tal)
    – Conquistar medalha de ouro nas Olimpiadas (torço para que alcance)
    – Terminar o ano mais vezes como número 1 (não vi as estatísticas, mas deve ter um torcedor do Nole para olhar por mim)
    – Ser o maior vencedor do Finals (também não vi as estatísticas, mas também deve ter um torcedor do Nole para olhar por mim)
    – Conquistar o Grand Slam no mesmo ano (torço para que alcance)
    – Conquistar o Golden Slam (Tarefa Hérculea, mas também torço por ele)
    E os dois últimos, estes mais difícies:
    – 11o.: Se controlar e não atirar bolinhas em juíz de linha nem fazer nenhum tipo de atitude que o desabone (como festa do COVID)
    – 12o.: Ter o mesmo carisma e ser tão admirado pelos feitos quanto o Federer e Nadal (…)

    Tenho certeza que Djokovic já tem a admiração de Zeus, e ao morrer sua porção Semi-Deus poderá desencarnar e ocupar
    seu lugar de direito no firmamento pelo que já alcançou. Mas se conseguir o Grand Slam/Golden Slam, na minha opinião mereceria um lugar no Olimpo ao lado de Hermes e Apollo.

    Quanto a 11a e a 12a., lamento, mas acho que teremos “Os 10 trabalhos de Djokovic”, apenas!

  41. Hugo Leonardo

    Dalcim,

    14 meses longe do circuito. E ainda, vindo de 2 cirurgias nos joelhos à beira dos 40 anos. O desafio é imensurável! Torço muito por Roger Federer que me parece bastante sensato, porém, acho que a hora dele se aposentar está mais próxima a cada dia. Não sou especialista, mas é nítido a falta de velocidade e potência nos golpes. Então, questiono: – Essa lentidão, falta de precisão e potência nos golpes podem ser recuperados?
    Eu torço que sim, pois um dos dias mais alegres da minha vida foi na conquista do 17 Grand Slam só Federer. Gostaria muito de vê-lo voltar a vencer um Major!

    1. José Nilton Dalcim

      Acho a falta de precisão o item menos difícil, embora isso exija obviamente pernas em dia para chegar no tempo correto às bolas. Mas com sua qualidade, dá para improvisar, como foi aquele incrível swing-volley de backhand em passada que ele fez. A lentidão é mais grave. Exigirá muito tempo de preparo físico e isso passa por joelho totalmente recuperado. A potência precisa muito de um posicionamento correto para aproveitar o peso da bola adversária e golpear no tempo correto. Então realmente é um conjunto, não será fácil.

  42. Bel Grado Fa

    Federer me parece com a movimentação visivelmente comprometida. Arriscaria a dizer que a causa é a cirurgia no joelho que ainda incomoda e que as vezes percebo dificuldade até mesmo para ele andar entre os pontos ou ao final da partida,ou mesmo se arriscar a correr atrás de bolas nas quais ele chegava antes. Arriscaria a dizer que a partir de agora, ele talvez encare a aposentadoria após Wimbledom, ou mesmo anuncie uma nova parada (também após Wimbledom) para avaliar a evolução da recuperação (apenas uma opinião). Talvez certo mesmo, é que no nível atual dele, vai ficar difícil levar até mesmo um ATP 250.

    1. Luiz Fabriciano

      Talvez ele não tenha aguentado a cerveja de altíssima qualidade, que é sua definição, que se produz e se consome na Alemanha, local do evento.
      Ela por ser forte e bem encorpada, pode ter motivado essa movimentação mais lenta nele.
      Apenas uma opinião.

  43. Paulo Almeida

    Hahahahahaha, o GUAT levou uma paulada até do meninote que conseguiu ser vice pro Cilic.

    Se algumas figurinhas sumiram após o Djokovic ter se consolidado como GOAT incontestável, agora prevejo uma debandada gigantesca. Hohohoho!

    1. Sandro

      Fui verificar o currículo do algoz AUGER ALI ACIMA, e ele tem INCRÍVEIS “ZERO” TÍTULOS DE ATP!!!
      Perdeu TODAS as 8 finais de ATP que disputou, ganhando um total de ZERO SETS em todas elas!!!

  44. Emilio

    Nadal poderia convidar Federer para formar uma dupla no seu torneio. Quem sabe eles ganham da dupla do Djokovic…

  45. efraim santana silva

    Sem fanatismo ou querer criticar nem to aqui pra isso ,. mas Dalcim a idade chegou , não era hora do Federer aposentar? visto que pra ele deve ser duro perder como hoje , vejo que ele não vai conquistar mais grandes títulos devido idade. a idade chega não tem jeito. que vc acha?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ele quer tentar, e tem todo o direito a isso, Efraim. Mais do ninguém, acredito que, ao se ver sem condições de ser competitivo, ele irá abandonar a carreira. No entanto ele precisa se provar. Lembre como o Guga tentou de todas as formas. É assim que fazem os grandes.

    2. Maurício SP

      Connors se aposentou aos 44 anos, 7 anos após vencer seu último torneio e 13 anos após vencer seu último slam. Então, como lembrou o Murray recentemente, se ele gosta de jogar, deixa ele ficar no circuito até deixar de gostar…O dinheiro que ele ganha só por se manter em atividade parece que continua sendo muito bom, vitórias e títulos estão em segundo plano. Continua tendo muita torcida querendo ver ele jogar.

  46. Danilo BR

    Dalcim! Vc não acha que Federer tem nas mãos a última chance de se aposentar dignamente agora em Wimbledon? A meu ver ele está forçando muito a barra, está claramente sem qualquer chance de competir pelos grandes títulos. O mesmo vale pra Serena. Nadal está em cima do muro, se não reagir ainda em 2021, também já era.

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ele ainda tem um compromisso com as Olimpíadas, Danilo. Então, se for para parar, concordo com a ideia de que aconteça na Laver Cup, após o US Open. Nem torneio na Basileia haverá de novo este ano, assim como chegar ao Finals está difícil. Mas claro que torcemos para que ele ainda acredite, se recupere e faça uma turnê de despedida mais animada, nem que seja em 2022.

    2. Sandro

      Tire Nadal desta lista! Até parece que vc não viu os últimos jogos de Nadal contra o Djokovic no Masters de Roma e em Roland Garros! Nadal está jogando em altíssimo nível!!!

  47. Jonas

    Não vou aposentar o suíço igual muitos aqui fazem com o Djokovic a cada mísera derrota. Mas perder pro Aliassime na grama é foda hein? Zebra enorme, mas ainda acredito que o suíço chegará em boa forma em Wimbledon. Deve ser a última chance dele de vencer o torneio.

    1. Babidi

      Zebra? Discordo, caro Jonas. A vitória do Aliassime não era inesperada. O garoto tá voando na grama, vem jogando muito bem, com muita potência nos golpes e evoluindo a cada dia. Não estamos em 2006

      Eu acho que o que se contesta aqui é a competitividade que faltou ao Federer hoje. Sofreu a quebra no segundo set e meio que largou o jogo

      1. Sérgio Ribeiro

        Boa , caro Babidi . Incrível como esses caras acompanham outro Circuito. Aliassime já fez duas finais na Grama . E hoje jogou como gente grande pois está em franca evolução. Seu Serviço melhorou uma barbaridade. E deu belos voleios na superfície. Sem essa de Zebra . Abs !

        1. Jonas

          Não disse que o Aliassime é ruim. E ele jogou bem, grande vitória, mas considero zebra.

          Ora, estamos falando do Federer em seu piso favorito. Sem essa de falta de ritmo, ele foi engolido no terceiro set. O quanto isso é preocupante pra ele não sei, afinal Grand Slam é outra conversa. Abs.

      2. Jonas

        O garoto tem potencial e vem jogando muito.

        Não sou do tipo que fica pegando no pé dos jovens. Sei que Aliassime e Sinner serão grandes tenistas.

        Tem muitos querendo resultados pra ontem. É assim no futebol, por exemplo, onde o técnico presta hoje, mas amanhã já não serve.

        Eu digo zebra por ser na grama. Federer já adquiriu certo ritmo de jogo. Aquele terceiro set foi bem estranho.

  48. Daniel

    Uma pena, mas pior é perder esse terceiro set por 6/2.
    Só ele e a equipe sabem das condições físicas, mas entendo que ele talvez tenha aproveitado um pouco demaiso ranking protegido.
    Se tivesse conseguido voltar no começo do ano e participado dos torneios, estaria com mais ritmo para Wimbledon e as Olimpíadas.
    Será que confiou demais no taco ou o físico não permitiu, de fato?

  49. Leo Gavio

    O Rei da Entressafra virou marmita oficial da next gen.

    Rei da Entressafra vs:

    Aliassime – 0 a 1
    Zverev – 3 a 4
    Thiem – 2 a 5
    Tsitsipas – 2 a 3
    Rublev – 0 a 1
    Kokkinakis – 0 a 1
    Andujar – 0 a 1 kkkk

    Cara, o Federer não ganha de nenhum da next gen, e muita gente chamando next gen de entressafra, kkkkkkkk. A “entressafra” atual domina o Rei da verdadeira entressafra, aquela em que Blake era top 4, Hewitt e Roddick eram top 3. Patetico!! O pior top 5 da historia do tenis, salvo o proprio Federer, a molecada de hoje não tem vários slams pq Djokovic e Nadal estão jogando, são duas lendas pra serem derrubadas em cada slam, não é fácil. Alem da concorrencia entre eles mesmos.

      1. Sérgio Ribeiro

        Tu chamas o mais jovem N 1 da Era da Profissional, e que bateu Sampras em Sets diretos na FINAL do USOPEN 2001 de que ?. És mesmo um alienado. Lleyton Hewitt está entre o TOP 10 dos que estiveram mais tempo no TOPO do Ranking. Se informe primeiro , mane’ rs. Abs!

    1. Babidi

      Os caras tratam o Aliassime como se ele fosse um pereba por causa do retrospecto em finais. O garoto tem 20 anos e já conseguiu chegar em 8 finais. Só foi derrotado porque ganhou várias partidas pra chegar até essas finais, não?

    2. Rodrigo S. Cruz

      Por favor, amigo.

      Evite comentários sem nexo.

      O Federer volta de 14 meses parados, e obviamente está longe do seu melhor.

      E se for para falar de derrotas pontuais para alguns pangarés, o próprio Djoko e o Nadal tem incontáveis…

  50. Diego Bezerra

    Apesar de ter um estilo de jogo que combine com a quadra de grama, a falta de ritmo o impõe à inesperadas decepções. Federer sabe o que precisa melhorar pra se dar bem na grama, ao meu ver seriam a devolução ( time) e um saque mais eficiente, como na grama a bola não quica tanto, o seu back batido ou usando slices se sobressai em relação ao saibro onde se exige bastante do físico e é claro há-se mais tempo na preparação dos golpes, especificamente nas devoluções e forhand….
    Numa quadra rápida é preciso ser o mais agressivo e eficiente possível, Roger sabe do caminho….

    1. Bel Grado Fa

      Talvez o físico e a idade não permitam mais melhorar. Fica-se mais lento a cada ano ao se aproximar dos 40.

  51. Fernando Brack

    As cirurgias e a longa parada para se recuperar vieram em péssima hora e prejudicaram completamente o final da carreira do Mestre. Não teve tempo para se preparar para WB e não há mais tempo para novas pretensões. Simples assim. Ele assumiu um risco ao volta a competir, mas parece que não dá mais. Teria que ser sobrenatural pra jogar em alto nível aos quarenta e sem nenhum ritmo.

  52. Rodrigo S. Cruz

    Bastante triste essa derrota realmente.

    Perder de modo tão contundente desse cabeça de geleia do Félix “Facim-Facim”, faz imaginar o passeio que levaria do Djokovic ou até mesmo do Nadal.

    Em suma, essa cirurgia e esse tempo parado custaram muito caro para o Federer.

    Mas ainda acho muito cedo pra afirmar que tudo terminou para ele.

    Vamos ver como ele responde a essa derrota, já que havia apostado todas as suas fichas na temporada de grama.

  53. André Barbosa

    Federer muito errático no jogo de hoje. O forehand não andou, a devolução não estava boa e ele me pareceu lento em vários momentos. É natual que ele precise de ritmo depois de tanto tempo parado (e chegando aos 40), mas essa atuação hoje, sobretudo na grama, preocupa.

    Como torcedor do suíço eu já não tenho nenhuma expectativa de vê-lo ganhando algo relevante, mas também não gostaria de vê-lo em quadra com desempenho cada vez pior.

    Veremos como serão os próximos capítulos.

  54. Victor Hugo Santiago Lobato de Campos

    Olá, Dalcim.

    Acho que a realidade está batendo para o Federer.

    O fim da carreira se aproxima. O tênis perde.

    Abraço.

  55. André Aguiar

    Conforme escrevi aqui recentemente, acho que ele pendura a raquete este ano, não muito depois das Olimpíadas. Uma despedida bacana seria na Laver Cup em setembro, um torneio festivo por natureza.

  56. Gustavo

    Desde 2015 Djokovic vem se beneficiando da maior entressafra já vista no tênis, e com a queda de rendimento do Federer (queda em relação aos anos de 2017 a 2019, quando mesmo longe do auge encarava o sérvio em quadras rápidas), agora sem ele a moleza vai ficar maior ainda. Na verdade desde 2015 tá moleza, mas sem o velho que quase ganhou em 2019, vai ficar mais moleza ainda.
    E veja que dou créditos a Djokovic: teve um 2011 excelente num circuito forte
    E foi bem tb de 2012 a 2014 num circuito forte
    Mas de 2015 pra cá é uma piada, o circuito que Federer pegou até 2007 era bem mais forte

      1. Gildokson

        Vamos ser realistas, torneio todinho se decide nesse jogo, assim como o do ano passado, alias… assim como vários últimos torneios. Vocês querem agir como se Thiem, Medevedv, Tsitsipas e Zverev fossem extraordinários, quando na verdade eles são nada em final de Slam, a ponto de ter uma final de Us Open entre eles e um queria perder mais que o outro. RG todinho foi decidido no jogo Djokovic x Nadal, o resto é resto.
        Aí vem com um com listinha sempre diminuindo Hewitt, Roddick e cia, como se esses aí da next gen fossem gigantes do esporte.

    1. Sandro

      Sou pra refrescar a tua memória…
      Com idade atual de Djokovic, 34 anos, ou com idade atual de Nadal, 35 anos, Roger FREGUESer já era o FREGUÊS-MOR de Djokovic e de Nadal !!!
      Vou te lembrar que Roger FREGUESer jamais venceu uma final contra Nadal em Roland Garros e nunca venceu uma final contra Djokovic em Wimbledon.
      Isso são FATOS, e contra fatos não há argumentos!!!

  57. Gildokson

    Movimentação meio lenta e devolução ruim.
    Estou muito triste em dizer, mas o fim chegou dessa vez.
    Federer é daquelas pessoas que você consegue ver oq sente só pelo semblante, e a cara dele no comprimento na rede mostrou bem que ele viu o fim.

  58. Ronildo

    Está complicado. Lembro que no US Open de 2008 Federer estava falando sobre deficiência técnica. Com esta idade e depois da longa parada, está difícil engrenar.

  59. Thomaz Cardoso Leite

    Mestre, assisti o jogo todo.
    Tive a mesma sensação, qnd a câmera focou no fim do jogo em RF, desânimo total, desapontado .
    Na minha visão está nítido a falta de intensidade do suíço, lógico normal para 40 anos de idade.
    Veja nas últimas derrotas dele, sempre assim, ele vence o primeiro set e não consegue manter o mesmo padrão de jogo/intensidade que o jogo pede, por mais que ele conserte jogadas com a mão ou o toque as pernas não respondem.
    Começo pensar que ele vai fazer uma temporada de despedida em 2022,infelizmente a idade chegou, o que é natural….

  60. Fernando Peixoto

    Quero muito estar enganado, mas parece o fim da linha para a dupla Federer / Nadal. Talvez Rafa ainda tente mais um Roland Garros em 2022 para encerrar a carreira com chave de ouro. Quanto ao suíço, uma campanha ruim ou regular em Wimbledon vai decretar a aposentadoria do jogador mais técnico de todos os tempos. Seja como for, independentemente do que ocorra, esses dois mudaram a história do tênis e levaram Djokovic ao patamar a que chegou.

    1. Sandro

      Óbvio que vc está enganado!
      Nadal fez uma final espetacular contra Djokovic no Masters 1000 de Roma e uma semifinal épica em Rolando Garros, além de ter distribuído vários pneus durante o torneio. E vc quer comparar Nadal com o Roger FREGUESer, que é o freguês preferido do Nadal???
      Menos, muito menos!
      Nadal está muito superior ao FREGUESer!

      1. Gustavo

        Acho que Nadal talvez tenha muitos anos ainda pra incomodar no saibro
        Aliás, o único adversário que Djokovic teve a partir de 2015 (ou melhor, nesse caso a partir de 2017), foi Nadal no saibro
        Já o circuito até 2014 era competitivo de verdade
        De 2015 em diante começou uma grande entressafra
        Em 2015 Djokovic tinha 28 anos e não tinha um jogador que prestasse mais novo do que ele
        A partir de 2017 ainda posso dar a colher de chá de considerar que surgiu o Thiem, e que ele é bom, mas fora do saibro foi jogou bem do final de 2019 a final de 2020, muito pouco
        Esses outros jovens que surgiram agora, apanhariam do Hewitt, essa é a verdade

  61. Vinicius Souza

    Dalcim, o que está pesando mais para o federer no momento, a falta de preparo físico para aguentar jogos longos ou a falta de ritmo de jogo pelo tempo em que ficou parado?

    1. José Nilton Dalcim

      Não o vejo sem resistência, embora um pouco mais lento. Então acho que falta manter um padrão mais linear nas partidas, Vinicius.

  62. DANILO AFONSO

    Sou nolista e desejo que o sérvio figure ao final da sua carreira no topo deste esporte, mas atualmente não consigo torcer contra o suíço como em outras temporadas. Talvez por ter quase a mesma idade do suíço, acabo me sentindo representado em quadra. No meu mundinho como amador de tênis e futebol, por diversas vezes me pego pensando o que teria feito em determinada jogada anos atrás. É duro perder ou passar sufoco para alguns jogadores mais novos sem técnica e variação de jogo.

    É certo que a vida nem sempre é como um roteiro de filme hollywoodiano, porém acredito que algo grande está reservado para o suíço antes da sua aposentadoria. Não sei se será agora em Wimbledon, Tóquio ou no ano que vem. Seria fantástico que ele conseguisse no apagar das luzes algo próximo do que presenciamos na despedida do ídolo Kobe Bryant, quando anotou incríveis 60 pontos (jogo oficial), ou da participação olímpica dos fenômenos Maicon Phelps e Usain Bolt no Rio 2016.

    Se eu tivesse a certeza que Djokovic levaria o ouro olímpico em Paris/24, ficaria contente em ver o Federer no Japão no andar mais alto do pódio, principalmente se não enfrentasse o sérvio na campanha olímpica.

    Saudações Tenísticas !!!

      1. Alessandro Siqueira

        Aí não, Danilo, o ouro esse ano faz parte do pacote “Golden-Slam-Finals”. Não dá para transigir.

        1. Barocos

          Exatamente! Se é para o suíço encerrar com o troféu de algum torneio, e torço para consiga, que seja Indian Wells, onde costuma ir bem.

          Saúde e paz.

  63. André Barcellos

    Concordo com sua bela análise, Dalcim.
    Acrescento ainda que a grama é o piso mais traiçoeiro, onde qualquer deslize pode significar a derrota, ainda mais em melhor de três.
    Ainda há a incógnita: Federer obviamente não vai ficar como Murray, insistindo e perdendo…então a ideia de parar pode estar começando a lhe assombrar.
    A cabeça baixa pode ser esse tipo de pensamento.
    Ou ainda qualquer desconforto físico, o que ele reservadamente sempre tratou de esconder durante os jogos em toda sua carreira.
    A conferir.
    Wimbledon fica mais para milagre que para torcida.

  64. Rubens Leme

    Já que o próximo grande evento será em Londres…

    Esses grandes torneios e suas histórias fantásticas. Sabia que Wimbledon já teve uma “final comunista”? Pois é, em 1973, o tcheco Jan Kodes e o soviético Alex Metreveli decidiram o título, ficando com Kodes, por 3×0 (6-1, 9-8 e 6-3).

    Esse torneio foi interessante por alguns aspectos:

    1 – foi a primeira participação de Bjorn Borg, então com 17 anos e cabeça de chave 6. Ele caiu nas quartas-de-final para o cabeça 3, o local Roger Taylor, na famosa partida em que as garotas londrinas invadiram a quadra para consolar o sueco, enquanto o britânico e vencedor (não o confundam com o baterista do Queen ou mesmo do Duran Duran, até porque ambos eram Roger Taylor, mas não o mesmo Roger Taylor), ficava do outro lado, com as mãos no quadril, inconformado de sequer olharem para ele.

    2 – Nas semis, Taylor acabaria caindo para o campeão, enquanto Metreveli derrotou o norte-americano Sandy Mayer (irmão mais velho de Gene Mayer), num autêntico embate USA x USSR, se vingando da derrota do ano anterior (explicação abaixo).

    3 – E, essa poderia ter sido a segunda “final comunista” consecutiva, não tivesse o mesmo Kodes caído, nas semifinal, de 1972, para o campeão, o norte-americano Stan Smth, que derrotou na decisão o romeno Ilie Nastase, por 3×2 (4-6, 6-3, 6-3, 4-6 e 7-5).

    4 – Stan, aliás, “carimbou” os dois finalistas de 1973, pois além de Kodes, na semi, derrotou também Metreveli, nas quartas. Definitivamente, os soviéticos, que veriam o então imbatível Boris Spassky perder a coroa para Bobby Fisher, tiveram outra decepção esportiva (ainda que bem menor) frente ao Tio Sam, no ano de graça de 1972.

    E Stan, ao derrotar três “agentes do Império do Mal” (Metreveli, Kodes e Nastase), imagino, que deva ter virado herói nacional e eleito o “sexiest man alive” pela People Magazine.

    PS: além dos dois finalistas, o super Stan (não o Wawrinka, mas o nosso “exterminador de comunistas”) em sua caminhada ao título de 1972, também bateu o compatriota Sandy Mayer, semifinalista de 1973. Isso ocorreu na terceira rodada. Ou seja, dos quatro finalistas de 1973, apenas Roger Taylor escapou de sua ira, já que não participou da edição daquele ano.

    Na certa, Roger Taylor tirou um tempo para aprender a tocar seu instrumento favorito, a bateria com… Roger Taylor. Do Queen. Não o do Duran Duran, pois este Roger tinha apenas 12 anos na época e deve ter se apaixonado pelo instrumento ouvindo o Queen. E Roger Taylor.

  65. Barocos

    Mestre Dalcim,

    Ainda que você tenha dado crédito ao Aliassime no texto, quero ressaltar ainda mais que o canadense jogou bem e que seu saque funcionou admiravelmente hoje.

    Realmente, o que mais preocupa foi a reação do Federer, visivelmente abatido, mas acredito que, ao rever a partida, ele melhore um pouco o seu ânimo e se concentre em analisar seu saque, devolução e ímpeto de buscar logo a definição, para corrigir o que precisa ser corrigido. Se vai ter tempo eu não sei, depois de uma parada muito menor, Djokovic demorou uns 2 meses ou mais, eu acho, para enfim retornar a um nível elevado. Infelizmente, Roger não tem este tempo todo.

    Saúde e paz.

    1. Barocos

      Uma última observação: como quando o Nadal iniciou sua preparação no saibro ainda fora das condições ótimas, é torcer para que o Federer pegue uma chave com os primeiros jogos mais fáceis para que ele possa pegar ritmo.

      Saúde e paz.

  66. Periferia

    Não é fácil não

    O jogador adversário se prepara para sacar…
    Federer aguarda o saque.
    A bolinha passa sem reação de FedEx
    15×0

    O adversário se prepara para sacar novamente…
    Saca.
    A bolinha passa sem reação do Leão da Montanha.
    30×0

    O adversário se prepara para sacar…
    Federer aguarda o saque.
    A danada da bolinha passa novamente.
    Sem reação do Maestro.
    40×0

    O adversário se prepara para sacar novamente…
    Federer aguarda o saque.
    Num gesto desesperado…um torcedor do suíço interrompe o inevitável…
    – Se vc não responder o saque não tem jogo…grita com a voz trêmula…
    – Agora que vc avisa…responde o helvético campeão.
    – Vc não sabia???
    -Faz tanto tempo que não jogo…diz um desolado Roger Federer.

  67. JHONNY

    Bem é uma derrota que não estava nos planos, ainda mais depois de 3 boas partidas em roland garros.

    Lendo o post anterior li algo interessante (agora nao lembro o nome) sobre quem sera o GOAT e a diferença entre MAIOR e o MELHOR.
    um Curto preludio:
    A primeira vez que ouvi falar sobre Nole foi em 2007 quando em uma reportagem onde colocaram ele como o tenista que poderia intrometer na rivalidade de Federer e Nadal, onde colocaram que ele era querido no circuito por suas imitações etc, e que ja tinha ganho naquele ano o Master 1000 do Canadá e acabara de ver vice do USOPEN pro Federer, como uma 3º via o titulo de 2008 fez minha admiração crescer e sua ascensão em 2011 onde com o titulo do Austrália Open eu ganhei a raquete aqui do blog com uma pontuação muito acima dos demais fez eu começar a torcer pelo mesmo.
    Mesmo torcendo pra Nole eu considero que Federer é sim o tenista mais talentoso na acepção da palavra que o tênis ja conheceu, e isto lhe resultou números que ja em 2005 o colocava como GOAT, e estes números corroboraram isto durante um bom tempo, sua técnica aliada a sua capacidade de jogar em todos os pisos e a capacidade de minar 99% do circuito fez a lenda que ele é.
    Porém um Goat não se olha apenas no talento (que é inegável) Nole vai merecer este GOAT (Que pra mim ainda não e dele será assim que bater o numero de GS de FEDERER), por um mistura de talento, técnica, sua capacidade atlética, sua ótima leitura de jogo, sua força mental sua capacidade de adaptação a qualquer tipo de piso, ao seu estilo de tênis que se não e o mais brilhante e considerado o mais completo por ter quase nenhum buraco, além de ter os seus golpes notas altas de execução e no mínimo e considero a melhor devolução que já existiu.
    Nao quebrara todos os recordes de Federer ate porque alguns são impossíveis como o de numero de semi finais e quartas de finais consecutivas, o numero de semanas na liderança seguidos, mais compensara isto com pelo menos ter os 4 troféus de GS ao mesmo tempo, (podendo repetir esta façanha este ano) ter vencido o rei do saibro com este em forma ser o lider de semanas ser o tenista que vai terminar como numero 1 no final do ano mais vezes (neste momento esta empatado com Sampras) ter o maior numero de GS (esta a 1 de federer e Nadal) e de ATP finals (esta 1 de Federer) alem de ser o unico tenista a vencer TODOS os Master 1000 não uma mais duas vezes.

  68. Rubens Leme

    Dirigido pelo grego Costa-Gavras (o mesmo do histórico Z), O Quarto Poder traz uma visão crítica do poder da imprensa e da busca cruel por notícias. John Travolta é um segurança despedido de um museu e que deseja recuperar o emprego e que cai nas garras do sádico e cruel repórter vivido por Dustin Hoffman, que sonha com uma grande matéria para ascender na profissão.

    A partir daí, a vida destes dois homens tão diferentes torna-se um inferno, com um final amargo, ainda que previsível.

    Um grande filme.

    1. Periferia

      Ola Leme

      Durante a semana revi Rede de Intrigas (Network)…um filme referência sobre o “quarto poder”.
      Fico imaginando o filme hoje…mas não com a televisão como pano de fundo…mas com a internet como protagonista…
      Network tem uma abordagem diferente do “irmão” Todos os Homens do Presidente (do mesmo ano 1976)…é mais ácido.
      Depois de quase 45 anos…o filme é atual (principalmente aqui no Brasil…onde ética e negócios não caminham juntos).
      O Quarto Poder bebeu no filme do Wilder…A Montanha dos Sete Abutres com Kirk Douglas…Gavras domina esse tipo de narrativa político/social (Como Missing e Z).
      Bom tempo em que o jornalismo ainda era considerado o quarto poder….hoje ele caiu um pouco…99° lugar (completamente dominado pelo interesses das corporações..como em Network).

      Abs

      1. Rubens Leme

        Periferia, eu falei tanto do Quarto Poder como a Montanha dos Sete Abutres em um post lá atrás ,quando comentei sobre a Naomi Osaka e até citei o bobinho Notting Hill como filmes que abordam o papel da imprensa, especialmente a “marrom”, atrás apenas de sensacionalismo.

        O Rede de Intrigas, tanto pelo elenco pesadíssimo – Robert Duvall, Faye Dunaway, Willam Holden, Peter Finch e o saudoso Ned Beatty que morreu esta semana.

  69. Luiz Fernando

    Aguardando os posts dos caras q postaram q Nadal acabou ou q não vence mais GS após a semi de RG. Talvez, mas acho q em ATP 500 no saibro talvez ele tenha chances virtuais, imensamente menores do, pex, Federer na grama. Cada besteira q se lê aqui. Análise do Dalcim feita neste post foi acima de tudo isenta e lúcida, esses 14 meses de ausência e acima de tudo a possível falta de confiança no físico arrasaram o suíço, ao menos o q se vê até o momento, e em todos os pisos. Aliassime, nem de longe um “especialista” na grama, teve um caminhão de breaks contra o suíço e enfiou 62 no set 3. Precisa falar mais? Vamos ver a próxima postagem do Pessanha expondo quantos sets Federer perderá em W; diria q dependendo do sorteio, 3…

    1. José Eustáquio Masculino Cruz

      E tem mais o Paulo Cleto falou que o Rafa não ganha mais RG e nem torneios importantes.como acreditar nisto?e no ultimo podcast disse que não apostaria nunca contra o Nadal.me diz como acreditar na Imprensa!Dalcim é Federer mas é meio entendido!o resto bem fracos!

  70. Rubens Leme

    Como fã de Borg, foi muito duro vê-lo aposentando cedo, aos 26 anos, com muito tempo de tênis pela frente, mas imagino que é muito pior para os adoradores de Federer vê-lo se arrastar em quadra, sonhando com uma façanha em Wimbledon que é tão provável acontecer como Bellucci votar a ser top 25.

    Claro que ele, Murray e todos os demais devem jogar até quando quiserem, mas as expectativas serão bem modestas para alguém com a história dele.

  71. José

    Difícil seguir com quase 40 anos, mesmo sendo o gênio que ele é. Fez um primeiro jogo difícil contra o Ivaskha, dois sets duros, e hoje, contra o Alliassime, jogou bem apenas o primeiro set, dai parou com as pernas, ficou nítido que nao tinha mais pernas a partir da quebra no segundo set. Para WB? Difícil demais, nao vejo chance alguma de titulo, mesmo sendo Roger.

  72. Henrique Cipriano

    Admiro demais o Federer, foi o tenista que me fez gostar do esporte. Por isso, diante da sua enorme representatividade para a modalidade, e com vista a preservar seu legado, penso que é a hora dele se retirar. Quando um jogador começa a perder para adversários muito mais novos, sobretudo no piso em que sempre se deu bem, é porque o nível de competitividade já não é o mesmo. Uma coisa é voltar com 35, outra bem diferente é voltar com 40. Cada vez mais temos visto “fãs” ganharem em cima dele, o que definitivamente, considerando sua história, não é um bom sinal.

  73. Flavio

    Mestre Dalcin concordo é percebi isso também que o abatimento dele parece desilusão, pois com a queda de Medvedev ele não esperava cair assim tão cedo em um de seus atps favoritos e acho que infelizmente ele pode esta pensando em abandonar mesmo,e se Wimbledon ele fazer uma campanha péssima eu acho que ele vai acabar encerrando a carreira infelizmente, pois ele está sentindo os efeitos do corpo, mas eu espero esta enganado e que ele faça uma grande campanha em Wimbledon, mas vamos esperar e aí concorda Dalcin?Abraços.

  74. LION

    Eu ia comentar justamente o que o Dalcim falou na última parte do texto. Como disse Paulo Cleto no último podcast, as câmeras hoje em dia captam detalhes das expressões faciais que antes passavam totalmente desapercebidos. E hoje, pela primeira vez, pudemos ver o rosto do Federer claramente abatido, quase melancólico…Não sou um djokovista que o desrespeita, pois a grandeza e o significado simbólico dele para o tênis são evidentes. Minha birra é com o culto aloprado a ele feito por torcedores e parte grossa da imprensa. Minha bronca, enfim, é com uma mídia que foi capaz de produzir textos bizarros como “Assistir a Roger Federer é uma experiência religiosa”…Mas a ele em si, todo respeito e reconhecimento ao seu irreproduzível estilo de jogo. Terá condições de vencer Wimbledon? Eu acho, muito, muito, mas muito difícil… Entretanto, quem sabe ainda teremos um último Federer x Dojokovic na final? Let’s see…

  75. Toninho Santana

    Exatamente, Dalcim. Acreditar que Roger poderá fazer frente aos leões que hoje estão babando no circuito é forçar demais na idolatria. Sou fã desse cara, mas contra fatos não há argumentos. Pelo tamanho da sua história no tênis, espero que tenha um fim de carreira digno.

  76. Mágno Lucas Sampaio

    Olá Dalcim! Que surpresa desagradável, esperava que Federer fosse bem mais longe, vc tem razão, a pulga está atrás da orelha com o futuro em Wimbledon. Aguardemos para ver…

  77. Paulo F.

    Não cometerei o erro que os seguidores da seita alpina cometeram quando tripudiaram a derrota do Nole pro Evans em Monte Carlo.

      1. Paulo F.

        Não, não sou santo.
        Apenas não cometerei o erro gigante que vocês cometeram com o Djokovic em Monte Carlo.

        1. Jonas

          Eu avisei, mas os caras comemoram qualquer derrota como se fosse título.

          Na cabeça desses caras o Djoko deveria ganhar de tudo e todos, se não é vexame.

          O próprio Djoko já admitiu que seu foco é ganhar Grand Slam. Mas o pessoal é teimoso, acha que uma derrota pro Karatsev vai fazer mal ao sérvio. Pelo contrário, perfeccionista do jeito que o Djoko é, vai usar isso a seu favor pra corrigir os erros onde realmente importa.

          1. Jonas

            Um exemplo é aquela derrota pro Cilic em Queens 2018. Os entendidos de sempre vieram aqui decretar o fim do sérvio.

            Semanas depois ele venceu Wimbledon.

          2. Paulo F.

            Jonas.
            E insistem em desqualificar o sérvio por ele não disputar os “imprescindíveis” torneio de Queens e Halle.

    1. Alessandro Siqueira

      Novak perdeu para o Jiří Veselý em Mônaco em 2016. Boa parte dos haters vaticinou que seria o fim do sérvio na saibro. Bom, o resto é história e o quarto slam em sequência segue como um marco exclusivo em mais de 50 anos. Desde Laver em 1969, ninguém conseguiu ostentar, ao mesmo tempo, os 04 canecos: Wimbledon, USOPEN, Austrália e RG.

    2. Paulo Almeida

      Não é erro: é misericórdia da sua parte com quem não merece, mas respeito.

      Caras insinuam até doping e o castigo vem a cavalo.

      1. Paulo F.

        Nem fala, xará.
        Eles já chegaram ao baixíssimo nível de torcer pela apendicite do Rafa.
        A maior baixaria que já vi por aqui.

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