Duríssimo de matar
Por José Nilton Dalcim
13 de maio de 2021 às 18:49

Favoritismo é algo só para a teoria mesmo. Quem imaginaria que Denis Shapovalov fosse capaz de dominar Rafael Nadal em pleno saibro de Roma? E, talvez o mais incrível de tudo, com paciência na construção de jogadas, aplicação tática e cabeça no lugar?

Foi um jogo de surpresas do começo ao fim. Shapovalov estudou direitinho o roteiro e soube tirar proveito do saque pouco contundente do espanhol. Agressivo na medida certa, o que é pouco usual, não deixou Nadal em paz nos games de serviço e isso explica as impensáveis vantagens que teve para vencer o jogo: 4/0 no primeiro set, depois 6/3 e 3/0 com break-point ou ainda 6/3, 3/1 e 40-0. E no terceiro set, mais 3/1 e dois match-points no 6/5.

Se por um lado Shapovalov pode ser acusado de não aproveitar tantas oportunidades, de outro foi admirável a forma com que segurou o mental e nunca deixou Nadal arrancar nas reações. Isso por fim só aconteceu no tiebreak que decidiu tudo, quando voltou a ser quem conhecemos: precipitado e indeciso.

Nadal viveu intensos altos e baixos e certamente sabe que o quão perto esteve da derrota e até de um placar vexatório para seu currículo no saibro. Porém, é preciso novamente se render a sua resiliência. Pressionado o tempo todo, quase sem tempo para respirar, arrumou de novo um jeito de superar deficiências e achar antídotos. Estavam lá o backhand na paralela, a curtinha, o avanço à rede, as passadas nunca repetidas.

Poucas vezes se viu no tênis alguém tão competitivo. Se é fato que estamos diante do Nadal mais vulnerável sobre o saibro, de outro esse espanhol mais fragilizado dá sucessivas aulas de como ganhar sem jogar o seu melhor. E isso, convenhamos, também é uma arte.

Desafios para os cabeças 1 e 2
Com muita razão, Nadal reclamou de ter jogado tão cedo nesta quinta-feira e agora, depois de 3h20 de enorme esforço, terá de voltar à quadra para rever Alexander Zverev. O alemão não foi tudo aquilo contra Kei Nishikori, dando ares de esgotamento até a metade do segundo set, mas também se superou e arrumou motivação para a virada. Vale lembrar que Novak Djokovic foi o único até hoje a ganhar de Nadal duas semanas seguidas no saibro, nas finais de Madri e Roma de 2011.

Por falar em Djokovic, vitória muito tranquila e sem qualquer susto diante de Alejandro Davidovich e duelo marcado contra Stefanos Tsitsipas, o que gera expectativa de outro jogaço no Foro Itálico. O grego anda tão confiante que venceu seis pontos seguidos no tiebreak que fez diante de Matteo Berrettini. O número 1 tem favoritismo pelo histórico de 4 a 2 no geral e 2 a 0 no saibro, mas vocês se lembram que o Stef  já levou Nole a cinco sets em Roland Garros de 2020.

Já na madrugada e sem público no set final, Lorenzo Sonego foi um gerreiro na vitória de 3h24 sobre Dominic Thiem, em que nada menos 50 de seus 129 pontos na partida foram winners. O italiano impôs agressividade, mas também toques sutis e está cada vez mais firme na rede. Poderia ter vencido ainda no segundo set, mas depois viu Thiem sacar para a vitória e falhar. Sonego Irá carregar a pequena torcida diante de Andrey Rublev para tentar vingar a derrota sofrida na final de Viena do ano passado. Rublev foi superior outra vez a Roberto Bautista no saibro, como aconteceu em Monte Carlo.

Lá no começo do dia, Reilly Opelka e Federico Delbonis ganharam o direito de ser a ‘zebra’ da semifinal – jamais foram tão longe em nível Masters – e mostram que um saque potente pode ajudar muito na terra romana. Opelka superou Aslan Karatsev e o canhoto argentino superou Felix Aliassiime em roteiros muito parecidos, já que o russo sacou para ganhar o tiebreak do primeiro set e o canadense teve set-point na série inicial, fatores que poderiam ter mudado a história dos jogos.

Gauff brilha em Roma
A chave feminina viu a queda de Aryna Sabalenka para a juventude de Coco Gauff, que continua a mostrar evolução sobre a terra, tendo já batido Maria Sakkari. Agora, o desafio é ainda maior: Ashleigh Barty, em confronto inédito. Quem vencer irá cruzar com Elina Svitolina ou Iga Swiatek. A ucraniana exibiu o saque frágil de sempre, mas foi bem mais consistente do que Garbiñe Muguruza em seu retorno depois de lesão na perna. Já a atual campeã de Roland Garros precisou salvar dois match-points diante da surpreendente Barbora Krejcikova, que já havia atropelado Sofia Kenin.

O outro lado verá quartas de duas jogadoras que pegam pesado: Karolina Pliskova e Jelena Ostapenko, duas tenistas com histórico de sucesso no saibro europeu. Petra Martic acabou com a festa de Nadia Podoroska e terá pela frente as bolas retas de Jessica Pegula.

Roma poderá dar boa mexida no ranking das meninas. Svitolina precisa de mais duas vitórias para recuperar o quarto posto perdido para Sabalenka e Swiatek pode enfim chegar ao top 10 em caso de título. Gauff avança para o 32º posto e isso pode lhe dar cabeça de chave em Paris.


Comentários
  1. Alberto

    William de Almeida, preciso parabenizar você, pois a sua capacidade de escrever o que não existe é inigualável. Seu comentário sobre o Monstrovic é prova inconteste disto: nunca vi tanta afirmação sem pé e nem cabeça em tão pouco espaço.

    PARABÉNS!! Você é insuperável nesta arte….

  2. Luiz Fernando

    Acabo de assistir o tape da partida do Rafa, q desta vez jogou muito bem, exceto pelo serviço, como deve ser claramente exposto. E só venceu pq p isso precisou jogar bem, pois Zverev, exceto pelos 4 primeiros games, também jogou muito bem. Nadal nessa partida jogou uns 80% do q pode, senão não venceria, pois o alemão hj é uma força inconteste nesse piso, com excelente saque e excelente BH, q na minha visão inclusive supera o FH. O espanhol amanha deve passar pelo americano, que também tem excelente serviço, mas cujo jg de fundo não chega perto do apresentado pelo alemão, devendo fazer a final domingo contra o grego ou contra o sérvio, q fatalmente entrarão domingo mais desgastados. Vamos aguardar o final da rodada de sábado p poder expor as coisas com mais segurança…

  3. Marcos Ribeiro

    Tsipas está no mesmo nível técnico, mental e físico do Djoko, Nadal e Federer, mesmo de alguns anos atrás e que não sei se caiu. E acima do Murray em seu auge. E Zverev está perto. Se os ex-big-4 continuarem na luta, ela pode virar big-6 e exigirá muita vontade de lutar.

  4. Sandra

    Dalcim , sei que o jogo do Djoko não terminou ainda , mas acho pouco provável do Djoko fazer o que o Nadal fez ontem ! Qual vc acha a diferença de um conseguir e o outro não ??o canadense na minha cabeça não jogou mal , acho que o Nadal com aquela super força que ganhou !!

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que depende também do adversário e o Tsitsipas está num momento muito superior ao do Shapovalov, não achas?

  5. Paulo Almeida

    É difícil demais jogar quando vira essa várzea. Não duvido do GOAT nunca, mas hoje está mais pro grego.

  6. WILLIAM DE ALMEIDA

    E o Djokovic hein apanhando do tsipas, desde do AO não vem jogando nada, parece ex jogador atividade.

    Quando é necessário efetuar uma variação de jogo o sérvio não tem recursos o que ele sabe fazer de melhor e aquele drop shot de esquerda.

    Agora com 34 anos não Estando no auge físico prevejo o início da decandencia, pois seu jogo baseado em maratona física, quando é necessário efetuar uma mudança de jogo com slice, subida a rede o sérvio demonstra falta de repertório.

  7. Luiz Fernando

    Em relação à organização de Roma, não entendi um detalhe: Nadal vinha fazendo os jogos no final da tarde e foi posto p jogar no primeiro horário hj, mesmo depois de uma maratona de 3.5 horas ontem contra o BB Ursinho, algo meio inexplicável, teoricamente ruim. Só q este algo q talvez fosse um problema se transformou em vantagem, pois as duas primeiras semis foram realizadas e as outras duas estão pendentes. Se ficarem p amanhã quem vencer a primeira semi entrará em vantagem no domingo. Vai entender os critérios destes organizadores…

    1. Enoque

      A organização do torneio tem a previsão do tempo (como a gente vê na Fórmula 1) e já sabia que a chance de chuva era maior no período da tarde. Quem jogou mais cedo tinha mais chance de não ser prejudicado.

  8. Aurélio Passos

    Essa partida que o Shapovalov fez reforça um comentário sarcástico que o DAvydenko fez, na última vez que enfrentou Nadal, e já no final de carreira (foi no saibro,k n~çao lembro o torneio).

    Ele perdeu por 62 62 e após o jogo falou algo irônico do tipo: “Melhor perder assim rápido pro Nadal, do que lutar, lutar e perder do mesmo jeito no tie-break do terceiro set”…

  9. Rafael Azevedo

    Victor Hugo usou o H2H entre Thiem e Djokovic (6 anos mais velho) no saibro para concluir que Thiem foi um melhor tenista, no piso, entre 2017 e 2019.
    Será que esse mesmo argumento vale para concluir algo sobre Djokovic x Federer, ou Nadal x Federer???

  10. Gilçon De Jesus

    Nadal fez um ótimo jogo hoje contra o ZVEREV , começa pegar ritmo para para R.G. , hoje seu saque já melhorou em relação aos outros jogos é tambem jogou bem mais agressivo.

  11. Luiz Fabriciano

    “Poucas vezes se viu no tênis alguém tão competitivo. Se é fato que estamos diante do Nadal mais vulnerável sobre o saibro, de outro esse espanhol mais fragilizado dá sucessivas aulas de como ganhar sem jogar o seu melhor. E isso, convenhamos, também é uma arte.”
    J.N. Dalcim

    Não Mestre, arte é só fazer twinners durante os jogos…

  12. Roberto Rocha

    Com clara evolução no saque e na recepção, Nadal vence Zverev e envia recado aos adversários: estou chegando em Roland Garros com condições reais de triunfar.

  13. Luis

    Belíssimo texto Dalcim, ótimo título. Muito bem colocado, realmente é uma arte ganhar quando se está jogando abaixo. O que mais gosto de ver é que quando o jogador não desiste e tenta de todas as formas se segurar. demora um tempão, parece que não evoluiu, mas um dia da um clique e muda de nível. Olha só como ele jogou hoje , muito diferente, se tivesse desistido por pouco que seja não teria conseguido elevar o nível, na minha opinião.

  14. Luiz Fernando

    Esqueci, mais moral ainda p Nadal por vencer seu “pai” segundo algumas sumidades do blog, embora seja estranha uma paternidade com h2h negativo, mas isso só reforça algo: aqui é diversão garantida kkkk…

  15. Gildokson

    Está todo mundo falando da vulnerabilidade do Nadal esse ano e tal… mas para mim segue todo dentro da normalidade (dos últimos anos no mínimo) em que ele faz um feijão com arroz nos Masters e na segunda semana de RG o homem vira o bicho.
    Olhem só de quem ele ta ganhando, imagine em melhor de 5 sets. Não dá! Infelizmente kkkkk

  16. Ruy Machado

    Bom dia! Nadal fez, finalmente, um bom jogo! Começou o 1° Set com sangue nos olhos e achei que poderia ter rolado um 6/0 ou 6/1. Deu uma relaxada no 5° game, além do Zverev ter crescido no jogo. Não me lembro de dupla falta do Espanhol e forçou mais o saque. Velocidade acima de 190km/h em alguns momentos que pude reparar no placar e acho que chegou a 200km/h. Infelizmente, tive que sair para trabalhar e acompanhei o placar on line do 2° Set que, pelas parciais, foi mais equilibrado. Peguei o último game do jogo e Nadal passou um pouco de perrengue para fechar… Bom, elevou o nível e espero que melhore gradativamente até o fim do torneio! Jogo interessante entre Djokovic e Tsitsipas após o Espanhol…

  17. Luiz Fernando

    Atendendo e torcendo vi q Rafa venceu em 2 sets, ficando a dúvida sobre o numero de winners p confirmar a ida p a semi, o q como postei ontem é quase uma ida a final, pois me parece difícil q Opelka vença o cara amanhã. Pelo q avaliei das estatísticas e comentários do Dalcim, o serviço ainda está devendo. Me lembro bem q em 2019 o grego tirou Nadal em Madri e foi tirado pelo mesmo em Roma, agora ocorreu o mesmo c o alemão. Observei q finalmente venceu mais de 70% dos pontos c o segundo serviço, algo q vinha limitando seus resultados, talvez significando alguma melhora da qualidade deste fundamento. Mais importante do q tudo isso, venceu bem, em 2 sets, sem tempo exagerado em quadra e um adversário q vinha de vitória sobre ele, situações q acima de tudo irão contribuir p aumento da confiança do cara. Vamos p a semi…

  18. Rafael Azevedo

    Que jogaço esse Nadal x Zverev!

    O espanhol abusou das deixadinhas e finalizou o jogo com um belo “saque e voleio” (olha aí, Sérgio).

    O saque da Nadal ainda está lento, mas hoje ele colocou mais primeiro saque dentro da quadra e conseguiu ângulos interessantes no serviço.

    Em resumo, Nadal, com a ótima visão tática e recursos técnicos que tem, mudou vários aspectos do seu jogo (em relação à derrota de Madri) para conseguir vencer o Zverev.

  19. Paulo F.

    “O Big-3 acabou. Não ganham mais da NextGen”.
    Enquanto isso, uma aula grátis do Rafa no Zverev hoje.

  20. Rafael Azevedo

    Esse horário do jogo entre Nadal e Zverev foi sacanagem…
    Os dois jogaram tarde, ontem, e foram partidas demoradas e desgastantes

  21. Periferia

    O monstro

    Observo que os bens mais almejados pelos meus semelhantes eram a reputação…a verdade e a empatia.
    Uma só dessas qualidades bastaria para outorgar respeito e admiração a um homem…mas a falta de pelo menos uma delas era suficiente que fosse considerado relegado à condição de pária ou escravo da destruição…condenado a viver nas sombras da verdade.
    O que era eu? (Penso).
    Nada sabia sobre minha criação e pouco sobre meu criador…mas sabia que não possuía as qualidades necessarias.
    Eu nem sequer tinha a natureza de cuidar…de proteger…de amar…não fui criado para isso.
    Era um monstro…uma nódoa na terra…da qual todos os homens fugiam e que ninguém queria reconhecer por ser um igual.
    Eu não me transformei em um monstro….
    Eu sempre fui um monstro.

    (Trecho adaptado do livro Frankenstein…de Mary Shelley…lembra muito o ex Ministro da Saúde que está pedindo no STF o direito de ser mudo…cego e surdo ele sempre foi).

  22. Davi Poiani

    Belo texto caro Dalcim! Como sempre uma satisfação ler textos tão bem escritos. Realmente, diante das dificuldades o que o Nadal faz é pura arte, algo de se tirar o chapéu. Me chamou atenção a frase que ele disse depois, bem em consonância com o que você escreveu: “Eu posso falhar com minha raquete, mas não com minha cabeça. Esse é o jogo, tentar lutar mesmo que pareça impossível”

  23. Rodrigo S. Cruz

    [José Nilton Dalcim]

    “Veja o outro link que mandei pro Luiz”.

    Tá, Dalcim. Mas e quanto ao nosso link?

    E também tem a questão da nossa memória…

    O que deve ter ocorrido é que o Datafolha apresentou dois levantamentos seguidos. Só isso…

    E a pesquisa que você mandou deve ter sido posterior.

    Porque existiu também aquela que colocava o Bolsonaro como perdedor num cenário de segundo turno.

    E eu me muito lembro bem disso, porque eu mesmo achei um ABSURDO! rs

    E também porque tem um vídeo dias depois do presidenciável Álvaro Dias, em que ele interpelado por um eleitor do Bolsonaro rebate o pedido desse eleitor de que o senador apoiasse o capitão…

    E ao rebater, o senador usa como argumento JUSTAMENTE a referida pesquisa do Datafolha dizendo:

    ” Não…esquece isso. Esse cara não ganha de ninguém no segundo turno”.

    1. José Nilton Dalcim

      Para encerrar o assunto, a pesquisa reflete o momento e obviamente é uma amostragem. No link que publiquei, existe o histórico de todas as pesquisas, desde a primeira até a então mais recente. E ali fica clara a evolução dos candidatos a cada pesquisa. Portanto, houve a cada pesquisa uma atualização do momento, claro com a margem de erro natural de qualquer pesquisa desse tipo. O que me incomoda é o intuito de insinuar manipulação. Abs!

      1. Rodrigo S. Cruz

        Ok.

        Eu nem toquei em assunto de manipulação.

        Só destaquei que a simulação de derrota no segundo turno foi noticiado á época.

      2. Barocos

        Dalcim,

        Mais uma vez quero deixar registrado o meu apreço e admiração por suas qualidades profissionais e discernimento. Existe todo um movimento de descrédito do jornalismo praticado por entidades sérias, com a FSP, Estadão, O Globo, NY Times, Washington Post e outros, talvez porque as pessoas desconheçam que a publicação de libelos pela imprensa legalmente constituída está sujeita a penalidades através de processo e indenizações caso comprovada a intenção de ludibriar.

        Ainda que estas entidades às vezes pequem pela omissão intencional, são muito raras as ocasiões nas quais houve publicação deliberada de inverdades. Na maioria absoluta dos casos, a incorreção é facilmente identificada nos erros de interpretação do leitor.

        É lastimável que as pessoas insistam em utilizar desinformações advindas de fontes não confiáveis.

        Saúde e paz.

      3. Luiz Fernando

        Dalcim tenho maior respeito p vc mas não tenho o mesmo respeito pelo Datafolha, que já falhou em várias outras, inclusive na que motivou essa discussão, mas pelos diferentes links enviados tanto por mim quanto por vc vimos que não se tratou da maior falácia lida ou escrita. Por mim este assunto também está encerrado. Voltemos ao tenis…

      4. Rogério R Silva

        Pra encerrar o assunto basta lembrar que é perda de tempo discutir sobre pesquisa data folha ou globo.
        Veja a atual o que diz.
        Todo mundo sabe que é mentira.
        Pede pro Lula ir às ruas,veja a quantidade de deslikes no youtube.
        Papo mais infantil do que “o meu tenista é melhor que o seu”.

        1. Gildokson

          É só olhar para última eleição onde por causa da popularidade Lulista o “enfeite” Haddad recebeu se não me engano cerca de 43 milhões de votos.

    2. Marcelo Costa

      A discussão é sobre nossa insistência em renegar institutos sérios, como Datafolha, o ódio desmedido a imprensa livre, negação a ciência, entre outras sandices. A negação da ciência, sendo ela quais quer, nos remota uma era obscura, dá qual não quero fazer parte , eu confio no Instituto.

  24. Rodrigo S. Cruz

    [José Nilton Dalcim]

    “Por favor, Paulo… Currículo do Federer no saibro é desprezível e vergonhoso? Você tem certeza de que está falando de tênis?”

    Ele nem sabe o significado do vernáculo “tênis”.

    Acho que tênis pra ele é só aquele calçado que todo mundo usa… rs

      1. Paulo F.

        Quem falando em vergonha, aquele que afirma que o zerado em conquistas importantes no saibro é o melhor saibrista depois do Rafa.

    1. Paulo F.

      Tu se arrisca em um quiz de tênis contra mim numa live?
      Eu topo.
      Posso até perder, mas desmascaro essa tua afirmação mentirosa de que desconheço do que é tênis.
      Para início de conversa, foi esse nobre esporte que emprestou seu nome para denominar o calçado destinado para a prática de esportes no português brasileiro.

  25. José Alves Aragão

    Excelente texto ! No aguardo de mais excelentes comentários do Dalcim na próxima rodada! ??

  26. Miguel BsB

    Shapovalov tremeu nos match points e no tie break. Começou a mandar tudo na rede.
    Nadal não, foi corajoso e salvou 1 dos MP com esquerda paralela no limite…
    Incrível a capacidade de se manter no jogo, não desistir, e dar um jeito de vencer do espanhol.
    Fala se muito da força mental dele, que é extraordinária. Mas estou cada vez mais convencido que ele possui tb um dos maiores QIs tenísticos da história. Ele sabe adaptar sua tática e sua estratégia durante a partida como poucos. Um tremendo conhecimento do esporte.
    Ele tá claramente com problemas físicos que estão segurando seu saque. Isso está tornando-o vulnerável no saibro como talvez nunca vimos antes. Esta sendo quebrado com certa facilidade.
    Não fosse a temporada de saibro, acho que ele estaria ainda parado na “lanternagem”.
    Podem escrever, Nadal vai pular toda a curta temporada de grama, Wimbledon incluso.

    1. Marcelo Costa

      Muitos de forma leviana, tratam Nadal como um cara que só corre, mas você foi muito feliz ao dizer que ele possuiu uma leitura e uma adaptação nunca vistas antes. Minimizar isso é desconhecer ou pior, é escarnecer um tenista que deveria servir de exemplo

    2. Aurélio Passos

      Não sei qual partida você asisitiu, O Shapovalov perdeu os dois match point que teve jogando a bola fora, e não na rede (o primeiro foi um backhand na paralela para fora, o segundo foi uma madeirada que jogou a bola na lua). Sim, o canadnse tremu…. mas Nadal não salvou nenhum match point com backhand ousado…. Enfim…

    1. Gildokson

      Dizer que o currículo do Federer no saibro é desprezível foi realmente hilário kkkkkkk
      Ele tava brincando pô!!! ķkkkkķkkkk
      É a tal da diversão garantida que tanto falam…. rsrs

  27. rafael

    Realmente o Nadal é um grande guerreiro. Não se entrega e luta até o fim, mas seu jogo anda muito estranho mesmo. O vejo rápido e bem fisicamente, mas parece que algo não está se encaixando. Mestre, se ele não ganhar Roma e/ou RG, você acha que será o começo do fim?

    1. José Nilton Dalcim

      Bom, ele pode compensar em outros Slam ou ainda tentar em 2022. Não vejo ainda como o fim.

  28. Fabio Riella Fernandes

    Dalcim, impressionante o poder de reação do Nadal. Liguei a TV e estava Shapo 1 set a 0 e 3×0 no segundo. E eu pensei “não é possível isso, será que o Touro Moura vai ser amassado? Mas ao mesmo tempo lembrei que Nadal não se entrega facilmente e sem mentir quando Nadal devolveu a quebra no 3×2 imaginei que ali ia começaria a vitória do Nadal. E depois ainda salvou dois matches. Acho que os grandes campeões são assim, enquanto houver um fio de esperança há luta. E quanto ao Shapo, que derrota dura, pois ele jogou demais. Mas parece que o domínio de Nadal já não é mais o mesmo no saibro. Ainda assim acho ele o favorito em RG. Concorda Dalcim?

    1. José Nilton Dalcim

      Concordo, Fábio. Para tirar o favoritismo dele lá, teria de acontecer muita coisa negativa.

  29. Paulo Almeida

    Thiem só foi melhor do que o Djokovic no saibro em 2017 e 2018 mesmo (e quem não foi?) e olha que tomou 6-1 e 6-0 do sérvio elbowless na semifinal de Roma.

    1. Paulo F.

      E taças do saibro no armário que é bom?
      Kkkkkkk
      Thiem tem que agradecer, e muito, a amarelada do Sascha no US Open passado.

  30. Paulo

    Dalcim, algumas coisas sobre o Big 2 que eu gostaria que você comentasse:
    1) Djokovic parece querer encurtar os pontos, sem aquela paciência (e físico) de antigamente, com troca de 30 ou mais bolas por cada ponto jogado. Isso aumenta o número de erros não forçados e provoca perda de games que ele normalmente ganharia;
    2) Todo jogo do Nadal a partir de agora parece um drama, exigindo grande esforço para compensar a perda de velocidade por causa da idade e a mudança de saque provocada pelas dores musculares;
    3) O que ainda mantém os dois acima dos demais é a consistência, regularidade e força mental que preservam, mesmo com todas as adversidades, principalmente no caso do Nadal.

    1. José Nilton Dalcim

      Olha, não vejo o Djokovic tão acelerado assim nos pontos. Se você viu os jogos dele em Monte Carlo e Belgrado frente Evans e Karatsev, ele investiu em pontos longos e a variação muitas vezes veio do adversário. Mas acho que faz mais parte do seu estilo tentar concluir. Ainda vejo Nadal rápido em quadra, conseguindo fugir bem do backhand e chegando em bolas incríveis, mas o saque é realmente um problema que ele não consegue resolver e o atormenta. O Zverev se aproveitou muito bem disso em Madri e o Shapovalov usou a mesma ideia hoje. Sem dúvida, mentalmente Djoko e Nadal são excepcionais e isso ainda vale muito. Abs!

  31. Daniel

    02 observações ao ver o jogo de hoje:

    1- Nadal e Djokovic tornaram-se jogadores “ganháveis” e o circuito já se deu conta disso. Se é fácil ou possível ganhar deles, é outra história.
    2- Shapovalov e Monfils enchem os olhos, lutam como nunca, sempre perdem.

    1. Rodrigo S. Cruz

      Certamente para o Shapovalov ainda há esperança…

      Agora, esse Monfils por mim já poderia ter se aposentado faz tempo.

      Ele tem um mental de MARIA-MOLE!

      Quem quiser ficar rico é só entrar num site de apostas, e apostar alto no rival dele!

      rs

    2. Chico Bioca

      Exato, quem me parece hoje despontar com tudo pra acabar com eles é Zverev, o jogo de hoje vai me dizer como vai ser daqui pra frente.
      Me parece que Thiem, apesar de jovem, tá numa descendente, não digo que vai sair do top, mas parece que já vai mais brigar pra ser n1, por exemplo, meio que o que aconteceu com Roddick, que passou anos no top 10 depois de ser n1, mas como figurante.
      Quem eu acho com mais poder pra ser n1 é o Medvevdev, mas vejo ele capaz de amassar todo mundo e ganhar umas 50 partidas seguidas, porém com uma ressalva, na quadra dura, que não é o único piso do circuito.
      Tsitsipas é um que também percebeu que o Big 2 tá ganhável, tanto que virou contra Nadal no AO, e junto com Zverev parecem ser os caras que vão rivalizar com os dois.

    1. José Nilton Dalcim

      Vi todos os jogos dele. Não está jogando mal, aliás seu backhand nunca esteve tão firme. No entanto é clara sua dificuldade em selecionar jogadas, apostando em alternativas muitas vezes inadequadas. Hoje perdeu um match-point numa escolha muito infeliz. Então acho que ele pode sim reagir em Roland Garros, haverá tempo para treinar mais, porém me parece essencial uma chave propícia em Paris.

      1. Luiz Fabriciano

        E não há a menor possibilidade dele entrar mais na quadra para devolver, especialmente, segundos serviços?

        1. José Nilton Dalcim

          O Thiem adota um padrão muito parecido com o Nadal, em que a meta essencial é entrar no ponto, preferencialmente com uma bola longa. Observe que o Thiem muitas vezes faz como o Wawrinka, ou seja, prefere bloquear a devolução com slice. Acho que ele poderia sim fazer mais, já que seus golpes são poderosos.

    1. José Nilton Dalcim

      Difícil dizer de longe, Lucas, mas acho que no aspecto físico o Zverev leva desvantagem. No entanto, o alemão me pareceu mentalmente cansado hoje, e isso sim é muito perigoso diante do Nadal.

  32. José Eduardo Pessanha

    Rodrigo, eu trabalho com isso. Conheço muitas dessas figurinhas carimbadas da política e sei um pouco do que acontece nos bastidores. Esse lance de os políticos serem amigos não é uma opinião, é uma informação. Desligou as câmeras, o cenário muda completamente. Ah, e os que mais são amigos são aqueles que o povo acha que são arquirrivais. Somos literalmente feitos de trouxas rs
    Abs

  33. Paulo Sérgio

    Está difícil ver Nadal jogar. Uma complicação enorme para ganhar qualquer jogo contra qualquer um. Sinner e Alcaraz são promessas viáveis mas ainda não justificam o parto que foi para Nadal vencê-los. Duplas faltas demais, winners descalibrados, pontos vencidos visivelmente mais por sorte que por talento, saques de tênis feminino. Tudo está sendo suado, difícil, arrastado. Não acredito que já seja o fator idade. Acho a equipe ‘cansada’, acomodada, pensando que ele vai ganhar o jogo com a cara e com a fama. Se no saibro está assim, temo pelo que pode acontecer em Wimbledon e na temporada de quadra dura. Triste ver um atleta com um mental exuberante desses estar jogando tão mal.

    Dalcim, hoje na transmissão Meligeni disse que essa era a versão mais ‘ganhável’ de Nadal de todos os tempos. Você concorda ou em algum momento do passado ele já esteve mais vulnerável do que isso que estamos vendo?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que em 2015 ele foi até pior no saibro em termos de resultado, mas ali havia um claro problema físico que ele não conseguiu resolver até Roland Garros. Hoje vemos alguns problemas técnicos mais relevantes, mas não há um problema físico evidente.

  34. Sérgio Ribeiro

    Deixando de lado os entretantos e indo direto aos finalmentes rs , ninguém deve estar mais satisfeito com esse Serviço curto do Touro do que o Sérvio. Era o up que ele precisava para acreditar que leva RG 2021. Estamos na boca do SLAM , e não foi nada difícil pra Shapovalov montar nas devoluções. O que dizer do maior devolvedor do Circuito em quaisquer superfície ? . Mesmo mais uma vez se recusando a perder , Nadal declarou segundo Nardini : “ muito difícil se recuperar deste jogo há tempo para amanhã “ . Postamos esta semana a dificuldade dos “ Velhinhos” nos jogos diários dos MASTERS 1000. Não me lembro do Miura fazendo esta declaração até então na gira do Saibro. Vi Zverev , com apenas 23 , mortinho contra o Samurai que praticamente entregou o jogo. A coisa tá feia … Abs!

    1. Paulo F.

      Olha Sérgio, discordamos bastante e tu odeia o Djokovic e não comprrende como ele pode ser tão bom, mas o senhor relatou no jogo contra o Fokina do quanto ele está devolvendo o serviço?
      Apenas indo ao encontro e complementando o que tu citou acima.

    2. Miguel BsB

      Verdade Sérgio! Esse serviço curto e pouco agressivo do Nadal renova as esperanças do Sérvio em RG.

  35. Jonas

    Incrível como Madrid e Monte Carlo não são parâmetro pra Roland Garros.

    Nadal não está jogando nada, muito abaixo, se segurando pelo forte mental que tem…mas vai chegar como principal favorito no Slam francês.

    Djokovic deve mesmo chegar como segundo favorito mesmo que perca amanhã pro grego. Aliás, o Tsitsipas é uma grande surpresa, e no fim das contas vai estar dividindo o favoritismo com o sérvio. Ano passado foi semifinalista, este ano chega com maior peso, até porque Nadal não vem bem.

    A piada mesmo é o Medvedev que, segundo entendidos, seria número 1 do mundo com folga ano passado, kkkkk…

    Sobre uma discussão que ocorreu no post anterior, penso o seguinte: Federer tem ótimo currículo no saibro, óbvio, inclusive ficou em 10°, salvo engano, em um ranking feito pelo Dalcim sobre os maiores da história no saibro.

    Mas não o vejo em pé de igualdade com Djokovic neste piso, apesar do H2H equilibrado.

    Nole já venceu Monte Carlo duas vezes, Federer nunca. Djoko é PENTA em Roma, enquanto Federer sequer conseguiu um mísero título ali. Djokovic é o único até hoje a ganhar de Nadal duas semanas seguidas no saibro e por aí vai…a diferença é grande.

    1. Sérgio Ribeiro

      O problema é que pra fanáticos FINAL é a mesma coisa que nada. Federer fez em TODOS os MASTER 1000 e levou 6 , sendo 2 pra cima do Touro. Com 5 Finais e um Título em RG . Somente perde em número de Vitórias em Paris pro Touro e duas a menos que Novak. Possui 11 Títulos na Superfície contra 15 do Sérvio ( contando os 2 na Sérvia ) . Federer 4 x 4 Novak no geral no Saibro . Na boa , Jonas. Inexiste diferença entre tu e os Paulos. São fanáticos que não conhecem nada do Esporte rsrsrs . Abs!

      1. Jonas

        Vou dar um desconto porque você não sabe interpretar.

        Não disse que Federer é ruim no saibro. Ele é um dos melhores, desenhei???

        Djokovic OBVIAMENTE tem o currículo superior a Federer no saibro. Entendeu agora? Duvido.

  36. Paulo F.

    Ah Dalcim, eu acho sim fraco o currículo de Federer no saibro.
    Estivéssemos falando de algum outro tenista, até seriam conquistas respeitáveis.
    Mas estamos falando daquele que é considerado por muitos o maior tenista de todos os tempos.
    Aí nenhuma conquista em Monte Carlo e em Roma?
    Nenhuma vitória em RG contra o seu maior rival?
    Obviamente minha opinião.
    Desde sempre o meu muito obrigado pela atenção, fidalguia e, principalmente, paciência!
    Fraterno quebra-costelas e um ótimo trabalho amanhã cobrindo as quartas!

    1. Paulo F.

      E, puxa, ganhou seu primeiro grande torneio (M1000 quando ainda era em Hamburgo) derrotando o Guga nas semifinais e o Safin na final.

    2. Rodrigo S. Cruz

      Pera lá, homem.

      Você deve imaginar que todo mundo aqui do blog é idiota, né?

      Porque você pintou o currículo como uma PORCARIA sim, e isso ficou muito claro pelo monte de adjetivos usados!

      Você não disse somente que o currículo era fraco para o Federer.

      Nada disso, senhor!

      Você falou com todas as letras:

      ” é um currículo pífio, ridículo, vergonhoso e desprezível”.

      Não venha agora cinicamente se desdizer, apenas para fazer média com o Dalcim, não…

      Se formos partir de uma premissa insana como a tua, teríamos que considerar até o currículo do sérvio um “lixo” também.

      Porque ele só tem 1 Roland Garros contra 13 do Nadal, e infinitamente menos conquistas expressivas no terrão…

    3. Sérgio Ribeiro

      O que adiantou Novak bater um Rafa lesionado e perder a FiNAL pra STAMIMAL ? . És uma criança mesmo P. F . kkkkkkkkkkk Abs!

  37. Luiz Henrique

    Eu acho bem curioso como a cada vitória difícil de Nadal no saibro vem uma turma comentar “ohhh agora ele está tendo dificuldades, está mais vulnerável”.
    Eu fico pensando, será que quem comenta isso assistiu as últimas 16 temporadas de saibro?
    Pq em todas elas Nadal ou perdeu partidas (na verdade em TODAS as temporadas de saibro que Nadal jogou 5 torneios ele perdeu ao menos uma vez), ou venceu jogos com MUITA dificuldade, no limite
    Do jeito que alguns falam, parece que nos últimos 16 anos Nadal ganhava de todo mundo com facilidade, e só agora está tendo jogos complicados no saibro
    Então vou fazer um levantamento básico
    Todos os jogos que vou dizer que foram no limite, se alguém questionar, depois vou trazer os detalhes de porque foi no limite, uns só pelo placar e duração é meio óbvio, mas vendo os highlights aí não há qualquer dúvida.
    2005: Foi no limite com Gasquet na semi de Monte Carlo. Em Roma foi campeão perdendo sets nos 3 jogos finais, sendo que tanto a semi como a final foram NO LIMITE (Ferrer e Coria)
    2006 foram mais de 5 horas para ganhar de Federer em Roma, e mais de 5 horas para vencer Mathieu na 3º rodada de RG
    Em 2007 venceu a semi de Roma contra Davydenko NO LIMITE. Deitou no chão após a partida. Mais de 3h de jogo. Em Harburgo perdeu sets nas quartas e semis e na final perdeu.
    2008 em Monte Carlo estava perdendo set pro Ferrer por 4/0 e foi buscar virada. Na final com Federer tb estava perdendo set por 4/0 e foi buscar virada.
    Perdeu set pro Ferrer em Barcelona. Em Hamburgo jogou semi de mais de 3h com DJoko, e na final estava perdendo set por 5/1 para virar
    2009: final difícil de Monte Carlo, semi ultra difícil em Madri, ambos com Djokovic. Em seguida perdeu em Madri e RG
    2010: na semi de Roma contra Gulbis foi ao 3º set, Nadal chegou a sacar em 4/5 15-30. Tb perdeu set pro Almagro em Madri e venceu o mesmo Almagro em RG por 7/6 7/6 6/4
    2011: semi complicada com Murray em MC, 3h de jogo. Semi complicada com Federer em Madri, perdeu 1º set e teve que virar. Perdeu final em Madri. Na estréia em Roma quase da vexame contra um jogador desconhecido, venceu em 3 sets, ainda abalado pela final de Madri. Perdeu final em Roma. Venceu estréia de RG em 5 sets. Virou na 2º rodada um set que estava perdendo por 5-1.
    2012: esse talvez tenha sido o desempenho mais impressionante da carreira de Nadal no saibro, já que venceu Mc, Bc e Roma sem ceder sets. Mas a final de Barcelona com Ferrer foi duríssima, 7/6 7/5, Ferrer teve set points. Na final de Roma Nadal chegou a sacar 4/5 30 iguais contra Djoko. Não foi no limite mas foi difícil. Em Madri perdeu do Verdasco.
    2013: perdeu em Monte Carlo, se salvou em Madri com Ferrer por MILAGRE, Ferrer errou bola fácil que lhe daria match point. Em Roma Nadal ganhou de Gulbis nas oitavas NO LIMITE, 1/6 7/5 6/4, Gulbis teve set point para PNEU. Depois tb sofreu com Ferrer na rodada seguinte. Em RG ganhou de virada as 2 primeiras rodadas, e venceu a semi no 5º set.
    2014: perdeu em MC pro Ferrer, BC pro Almagro, ganhou Madri por desistência de Nishikori, jogando mal, em Roma ganhou de Murray NO LIMITE, perdeu o 1º set por 6/1 e esteve quebra atrás no último set. Em RG teve que virar jogos contra Ferrer e Djoko
    2015 e 2016: aqui nem preciso comentar muito, via de regra perdeu
    2017: virou jogo em Monte Carlo, perdeu sets em jogos em Madri, derrotado em Roma em sets diretos por Thiem
    2018: perdeu em Madri por sets diretos por Thiem, perdeu um set na final pro Zverev por 6/1, ganhou no sufoco no 3º set
    2019: não fez final nos 3 primeiros torneios no saibro, perdendo de Fognini e Thiem por sets direitos, e por Tsitsipas. Só em Roma começou a se encontrar. Perdeu set de Goffin em RG
    2020: perdeu fácil de Dieguinho em Roma

    Será que alguém pode me explicar de onde surgiu essa ideia de que SÓ AGORA Nadal está tendo dificuldades no saibro??
    Sempre teve, e foi assim que conquistou seus títulos, não foi com moleza nenhuma não.

    1. Rodrigo S. Cruz

      Luiz,

      Ninguém seria louco de subestimar o Nadal no saibro, prezado.

      Mas acho que está nítido que as últimas atuações dele ficaram abaixo do seu grande nível.

      Amanhã por exemplo será um bom termômetro – pois enfrentará de novo o Zverev.

      Mas mesmo que ele perca, isso não significa que deixou de ser o mais temível predador do saibro.

      Até porque Roland Garros vem aí.

      E todo mundo sabe o quanto ele costuma elevar o seu nível lá…

      Abs.

    2. Robs

      Pois é…Nadal quase nunca tem jogos massacrantes…ele tem vitórias abundantes e essa constancia de triunfos passa a idéia de imbatível. Na gloriosa carreira ele construiu essa aura., Se beneficia dela e maioria das vezes em que perdeu o vitorioso teve que ralar muito…em todos os pisos.

    3. DANILO AFONSO

      Luiz o seu raio X do Nadal no saibro ao longo destes anos foi muito interessante. Deve ter dado muito trabalho para apurar.

    4. Luiz Henrique

      Uma pequena correção, contra Gulbis 2010 ele sacou 4/4 15/30, não 4/5.
      Poderia ter mencionado ainda que em 2006 virou semi de MC e perdeu set pro Moya em Roma por 6/1

    5. Luiz Fabriciano

      E sempre colocam a única derrota para o Djokovic em RG ( único ao lado de Soderling) por conta de um Nadal em mau momento.
      Esquecem que o 2015 do sérvio foi a melhor temporada de um tenista na história. Pena o Wawrinka ter colocado uma mancha nela.
      Saudações.

      1. Luiz Henrique

        Luiz Fabriciano, desculpa mas em 2015 Nadal estava sim em um péssimo momento.
        Inclusive estranhei que o Dalcim mencionou em outra resposta que em 2015 houve problemas físicos, mas acho que houve algum engano.
        Nadal em 2015 não teve problemas físicos, e sim técnicos mesmo.
        Inclusive se Nadal tivesse passado pra semi, por exemplo se Djoko se machucasse e desse um WO, sei lá, Nadal tb não teria chances contra Murray e Wawrinka
        Vamos lembrar que nos torneios anteriores ele já havia sido facilmente vencido por ambos, Murray e Stan, em sets diretos
        E a maior dificuldade de Djoko contra Murray e Stan após vencer Nadal corrobora mais ainda esse fato
        Mas nada disso tira o fato de que foi um grande ano do Djoko, sem dúvidas

    6. ALEXANDRE ADORNO DA CUNHA

      Grande levantamento.. É claro que é quase impssivel pra qualquer ser humano ganhar todos estes torneios e o RG, Nadal chegou bem perto.

    7. Luiz Henrique

      Obrigado aos que elogiaram.
      É que é uma coisa impressionante, todo ano a mesma conversa, o pessoal esquece o ano anterior sempre, é incrível.
      Sem sacanagem, até em 2008 era esse papo: estão dando mais trabalho, está tendo mais dificuldade, o físico não sei o que
      Até Dalcim em 2008 chegou a cogitar um declínio físico de Nadal nos primeiros meses de 2008
      Pena que os arquivos não estão mais aí à disposição, os de 2006 a 2012
      Todo ano sem exceção, “não é mais aquele de antes”, difícil é saber quando foi esse antes, não entendo realmente, porque nunca houve um ano sem jogos sofridos no saibro

  38. Luiz Fernando

    Rafa e o alemão disputam amanhã uma vaga na final, pois creio ser bem improvável q qualquer um deles perca a semi p qualquer adversário. Nadal aparentemente ressuscitou das cinzas, mas não custa torcer. A partida das 07 hs deve ser equilibrada mas não ha como negar q o alemão está num momento melhor. Também vejo chances, embora menores, do Djoko também rodar…

  39. Julio Cesar

    Shapovalov parece que ainda precisa de um degrauzinho ou dois no mental pra chegar no nível dos melhores do circuito. Parece que tem jogo pra isso…

  40. Julio Cesar

    Nadal com primeiro saque muito lento ou é impressão? Alguma notícia de problema físico? Saudações

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que tratando-se de saibro Djoko e Nadal têm sempre 60% no mínimo, Ricardo. Acho que Zverev teria um pouco mais de chance, mas o achei muito cansado hoje.

  41. Gustavo Moreira

    Dalcim, gosto muito do tênis do Shapovalov, acho um dos jogadores mais divertidos de assistir. Muitas vezes, mesmo perdendo, da a impressão que ele teria totais condições de vencer, mas falta paciência, muitos erros não forçados. Por ser jovem você acredita que ele tem condições de melhorar seu jogo? Ou esse é o jogo dele mesmo?

    1. José Nilton Dalcim

      Também gosto muito dele, Gustavo. É um tênis moderno e plástico. Mas certamente falta ajuste fino, o que acredito ainda irá acontecer. Hoje foi um bom exemplo do que ele poderá fazer se investir nisso.

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