Nadal abre porta a Zverev e Thiem
Por José Nilton Dalcim
7 de maio de 2021 às 19:00

Rafael Nadal continua longe de seu melhor tênis sobre o saibro e com isso está aberta a porta para que Alexander Zverev e especialmente Dominic Thiem abracem uma muito bem vinda reação na temporada. Zverev até fez quartas no Australian Open e ganhou um ATP 500 semanas atrás em Acapulco, mas isso diante de intensos altos e baixos. Thiem então nem se fala. Chegou a Madri com apenas cinco vitórias desde janeiro, saindo de contusão e se admitindo desmotivado.

Os dois farão batalha direta pelo direito de decidir o título no domingo, e há muita história por trás desse duelo. Zverev conquistou o torneio em 2018 justamente em cima do austríaco – não foi quebrado durante toda a semana -, mas no geral leva ampla desvantagem de 8 derrotas em 10 confrontos. Será também a primeira vez que se cruzarão desde a maluca final do US Open, em que o alemão esteve dois sets e uma quebra à frente antes de permitir a virada. Coloque-se ainda na balança que Zverev ergueu três troféus em sete finais de Masters, tendo vencido dois deles no saibro, enquanto a conquista solitária de Thiem veio no sintético e seus dois vices foram justamente em Madri.

Ambos têm motivo para chegar com moral elevado à penúltima rodada, já que fizeram ótimas apresentações nas quartas de final. Zverev derrotou Nadal pela terceira vez seguida sem perder set, a primeira no saibro e ainda por cima na casa do espanhol. Achei curiosa a entrevista de Rafa, em que diz não saber exatamente como perdeu o jogo. É verdade que sacou com 4/2 no primeiro set, seu único momento realmente lúcido em quadra, mas deixemos os números falarem: 2-12 em winners nesse primeiro set e 4-16 no segundo. Não dá para ser feliz assim, convenhamos.

E como Zverev chegou a estatística tão expressiva? Aproveitando-se das bolas curtas de Nadal, principalmente nas devoluções, que facilitavam ao alemão pegar na subida e disparar para os cantos. Assim que recuperou a quebra, com duas passadas consecutivas em subidas afoitas do espanhol, a confiança do alemão foi às nuvens e seu primeiro serviço a 220 km/h de média fez estragos constantes. Perdeu apenas seis pontos com ele – dois no segundo set -, finalizando com 82% de sucesso. Ao observar que Nadal sofreu muito em três games de serviço na segunda parcial, permitindo break-points em todos eles, fica ainda mais fácil entender o placar.

Já o grande mérito de Thiem é que ele soube sofrer, sem se desesperar. Quando se encara um grande sacador, a primeira coisa que se precisa cuidar é do próprio serviço, porque as chances de recuperação serão sempre pequenas. O austríaco não fez isso, perdeu logo o primeiro game de saque, e aí ficou na pressão. Por muito pouco, o jogo não escapou, mas ele conseguiu sobreviver a 10 minutos de um tenso quinto game de segundo set, em que Isner arriscava tudo nas devoluções e teve quatro break-points. Thiem se manteve frio e foi premiado com uma quebra de zero imediata e daí em diante achou oportunidades para manter a bola longe do norte-americano, que foi se cansando pouco a pouco.

A outra semifinal envolverá mais dois bons sacadores, que fazem de tudo para comandar os pontos com o forehand. Casper Ruud já esteve na semi de Roma no ano passado, mas este é sem dúvida o grande momento de sua curta carreira. Aos 22 anos, já garantiu salto para o 16º lugar do ranking. o que pode lhe valer ótima condição de cabeça de chave em Roland Garros. Embora menos experiente que o italiano Matteo Berrettini, que tem três de seus quatro ATPs sobre o saibro e acaba de ganhar Belgrado, o norueguês ganhou os dois duelos que fez diante do italiano no saibro, um em Roma e outro em Roland Garros, torneios de evidente relevância.

Ruud manteve contra Alexander Bublik o excelente padrão que mostrou ao longo da semana, em que venceu com sobras Felix Aliassime e Stefanos Tsitsipas. O cazaque até deu trabalho no primeiro set, usando o máximo de seu tênis variado, tendo até chance de saltar a 5/3, mas depois de levar a quebra que determinou a vantagem definitiva de 7/5 desabou diante do tênis sólido do adversário. Detalhe interessante, Ruud tem 1,83m, estatura apenas mediana para o tênis atual, mas saca com qualidade. Cometeu apenas quatro erros na partida. Na véspera contra Tsitsipas, haviam sido meros 12.

O jogo entre Berrettini e Cristian Garin reeditou aquelas coisas inexplicáveis do tênis. O chileno ganhou um equilibrado primeiro set e abriu 3/1 no segundo, com autoridade. Aí entrou em completo parafuso. Não sacou mais nada, cometeu erros de toda a sorte no fundo de quadra, fez escolhas no mínimo impróprias e conseguiu a proeza de perder todos os games seguintes. Isso mesmo, 11 games! Claro que o italiano jogou bem mais solto a partir do final do segundo set, fazendo mais com o saque e assim obtendo maior agressividade. Entrevistado em quadra, admitiu não ter entendido nada. Imaginem então Garin.

Por fim, vale destacar este dado publicado no Twitter.


Comentários
  1. Rodrigo S. Cruz

    [Luiz Fernando]

    “Talvez no dia q vc pare de fazer o mesmo com os Paulo’s”.

    Pois é.

    Mas com o Paulo eu ironizo, mas eu argumento também…

    Ou seja, eu mostro as razões de ele estar errado.

  2. Barocos

    Por tudo que já demonstrou no tênis e pelo nível que apresentou em vários momentos da carreira, seria “justo” se o Zverev conquistasse o título. Torço também para que deixe para trás todos os conflitos que marcaram negativamente sua imagem nos anos que passaram. Ainda que seja muito estressante uma carreira na elite do esporte, existem limites que não devem ser ultrapassados no convívio social. Espero que ele não os tenha cruzado e, se o fez, que aprenda com as lições e peça sinceras desculpas a todos os afetados.

    Existem 4 jogadores da nova e da novíssima geração que têm demonstrado grande potencial: Tsitsipas (que há algum tempo atrás, finalmente, agregou mais um treinador de alto nível em sua equipe), Zverev (que está em excelente forma física agora e, me parece, tem tudo para desenvolver o controle mental para se tornar um super-campeão), Sinner (que deve alcançar excelência nos próximos 2 anos) e o Musetti (dono de um estilo e habilidades bem incomuns para a idade). Ainda que acredite que sentirei falta do Big4, encontro alento em constatar que o tênis estará em boas “raquetes”.

    Saúde, paz e um excelente Dia das Mães para todos os amigos do blog. Para aqueles que não têm mais o privilégio de ter a presença física das mesmas, que as belas lembranças dos muitos momentos felizes que compartilharam aqueçam seus corações,

    1. Sérgio Ribeiro

      Não tenha dúvidas, caro Barocos . A passagem de Ferrer ao lado do Alemão mesmo curta trouxe frutos . Berretini vai sofrer com um jogador que se igualou a Murray e Thiem , como os únicos do Circuito que bateram o Big 3 em seus pisos prediletos . O Italiano também é muito agressivo mas Sasha e’ a meu ver um jogador com mais recursos. Abs!

  3. Maurício Luís *

    A Sabalenka é tipo a “Sharapena” do tênis. Sharapova na gritaria e Serena no quesito PORRADA. Gosto de ver o jogo dela. A Barthy já é bem mais do tipo jogo variado, nunca se sabe qual coelho ela vai tirar da cartola. Só acho que pra uma número 1, falta-lhe carisma.

    ****** Sem cabelo e sem dente?*******

    – XISCA, puxa, não vejo a hora de ganhar + um Roland Garros e tapar a boca dos meus ‘haters’. Quero morder + um caneco!
    – Eu não morderia se fosse você. Careca ainda vai, até já tô me acostumando. Agora… careca e desdentado, aí eu peço as contas.
    … E a mãe da Xisca se segurando pra não rir…

    Ah, e por falar em mãe, FELIZ DIA DAS MÃES pra todas as frequentadoras do blog!

    1. Paulo F.

      Quando forem para a história, lembrarão, entre o gigantes feitos de Novak Djokovic: dos 11 títulos de M1000, do Roland Garros conquistado, do ÚNICO homem a ter derrotado Nadal em todos os torneios importantes do saibro e que foi o melhor adversário que o mestre de Federer teve no saibro.
      Ninguém vai dar a menor importância de que Diminic Thiem ganhou 2 vezes de Djokovic em RG entre 2017-2019 ou de que vice em GS pontua mais do que campeão de M1000 para o ZERADO no saibro “super-saibrista”.

      1. Vitor Hugo

        Vc tem sérios problemas pra interpretar testo e realmente é uma pessoa com comportamento infantil.
        Nunca disse que Thiem é ou foi mais jogador que Novak no saibro, disse que ele foi mais jogador que o sérvio nos anos citados por mim. Simples assim.
        Seus argumentos falaciosos não convencem ninguém.

      2. Rodrigo S. Cruz

        E que bela porcaria, né?

        Porque a verdade é que não será lembrado nem um e nem outro!

        kkkkkkk

        Nem esse citado desempenho do Thiem, e nem as raras vezes que o Encosto triunfou no saibro.

        Porque tudo é exceção, e o sérvio continua um freguês do Nadal.

        Simples assim…

    2. Sandro

      Paulo F., concordo plenamente contigo!
      Nunca vice-campeonatos serão melhores que títulos, porque colecionar vices é o estigma de quem nada, nada e MORRE NA PRAIA… Imagine só um cara chegar a número 1 do mundo colecionando VICES dos seus principais rivais…

  4. Vitor Hugo

    Rafa vai jogar pressionado em RG pois sabe que é o único slam que realmente tem chances de ganhar, e se não ganhar esse ano, não ganha nunca mais nem em Paris e muito menos em outro lugar, ou alguém acha que ele tem chances em Wimbledon(faz anos q não faz final) ou U.S Open??? Alguém realmente acredita que HOJE, Rafa seria favorito contra Novak, Thiem, Medvedev, Tsipas, Zverev, Rublev e até diante de Federer em uma hard?!
    E se tiver que enfrentar dois ou três dos citados por mim em sequência?
    Vai pra Paris pressionado pra quebrar o recorde de Federer e por ser o único slam com reais chances de vencer.

    1. Luiz Henrique

      Cai na real rapaz, Nadal quase ganhou WB em 2018 é só não foi melhor que os 2 grandes rivais em 2019. Se ganhar WB n é surpresa nenhuma. Us Ooen então nem se fala. Aliás em 2019, neste exato momento, Nadal estava em pior posição do que 2021

      1. Vitor Hugo

        Quase ganhou o que?! Quer uma lista dos pangas que Rafa perdeu em Wimbledon nos últimos anos?

    2. JAN DIAS

      Concordo contigo em gênero, número e grau, Victor.
      Com o forehand fraco e curto do jeito que está e sacando mal pra caramba NADAL não tem chance no RG.. Vai ter que melhorar muuito e torcer pra não pegar esses caras em 2 jogos consecutivos de 5 sets… se pegar, no 3° jogo ele arreia…

  5. Alexandre

    Dalcim, realmente estou cada vez mais convencido de que o Nadal está ficando sem forças para duelar com a nova geração que tem muita potência nos golpes…são 3 derrotas seguidas para zverev!!!!… acho que esse ano talvez seja a última oportunidade para ganhar mais um slam…e se conseguir, vai ser muito suado. Creio que provavelmente vamos ver o touro miura se aposentar mais breve do que imaginamos….você acha que estou muito errado em minhas considerações?…abraços.

    1. José Nilton Dalcim

      Não acho que seja totalmente fora de propósito, Alexandra, mas tão perto de se isolar no recorde Slam eu sinceramente não acredito que ele ‘jogue a toalha’. A menos que a situação fique mesmo insustentável. Abs!

  6. Vitor Hugo

    Entre 2017 e 2019:
    H2h, no saibro, Thiem x Novak: 3 x 2 para Dominic
    Três confrontos em Roland Garros: 2 x 1 Thiem
    Finais em Roland Garros: Thiem 2 x 1 Novak

    Pontuação para campeão de Masters: 1000
    Campeão para vice em slam: 1.350

    Qualquer tenista prefere ser finalista em slam do que campeão de Masters, simbolicamente falando. Tem mais peso. Muito mais!

    Conclusão: Thiem foi o segundo melhor saibrista entre 2017 e 2019. Incontestável!

    Não quero desmoralizar ninguém, mas….

    Ippon!!!

    1. Vitor Hugo

      Correção:

      Finais em RG e entre 2017 a 2019: Thiem 2 x 0 Novak!

      Ficou muito mais humilhante ainda pra quem contraria meus argumentos ?

      1. Paulo F.

        Para ele o Sergio Ribeiro não vai dizer que ele precisa acompanhar mais o esporte, né?
        Rsrsrs Abs!

        1. Sérgio Ribeiro

          Digo isso o tempo todo pra você e tua Tchurminha da Kombi. Tenho certeza que ele lê. rsrsrs Abs!

    2. DANILO AFONSO

      Vitor, quem recorte (2017 e 2019) tendencioso é esse ??

      Por que não inclui no intervalo a temporada 2020 ??

      Deve ser porque o sérvio foi finalista ano passado em RG e foi campeão do Master 1000 de Roma.

      Finais Big Títulos (2017 a 2020)
      Djokovic – 5 (1 Slam e 4 Masters);
      Thiem – 4 (2 Slam e 2 Masters).

      Pontuação finais/títulos nos Big Títulos (2017 a 2020)
      Djokovic – 4400
      Thiem – 3600

      Títulos Big títulos (2017 a 2020)
      Djokovic – 2 Masters
      Thiem – 0

      Vítor, não tem como comparar os currículos. O sérvio ainda leva vantagem.

      1. Vitor Hugo

        É 2017 a 2019, Danilo! Thiem tem duas finais em RG, 3 x 2 no h2h no piso e 2 x 1 em Roland Garros, não tem contestação. Sinto muito!

  7. marcos

    Dalcim, que condições se alteram tanto em Roland Garros para que o Nadal também se transforme? São várias temporadas de saibro pré- RG que o Nadal apresenta um tênis entre o sofrível e o remediável. Seria o champagne francês servido nos maravilhosos bistrôs parisienses a razão dessa metamorfose? Abraços!

    1. José Nilton Dalcim

      Cinco sets são quase um outro jogo de tênis, Marcos. É preciso saber dosar bem a energia e a cabeça.

  8. Paulo F.

    Vamos à atualização de conquistas no torneio NO SAIBRO de Madri:
    – Novak Djokovic: 3.
    – Segundo Melhor Saibrista segundo Vitor Hugo: ZERO.

    Ah, a dureza dos fatos…

    1. Rodrigo S. Cruz

      Mas de novo isso, cara?

      Deus do céu, mas que fixação doentia!

      Faz o seguinte, Vitor Hugo:

      diz logo para ele que o melhor no saibro é o Encosto mesmo e pronto.

      rs rs

      1. Paulo F.

        Em Roma tem de novo, se o super-saibrista, o segundo melhor da era Nadal, o “gigante” Thiem não levar o caneco.

  9. José Eduardo Pessanha

    E mais uma vez o superestimadissimo superesTHIEMado fazendo a alegria dos adversários.
    Abs

    1. Rodrigo S. Cruz

      kkkkk

      Bom, vamos dar um desconto, né Pessanha?

      Porque já faz algum tempo que o Thiem não tem apresentado porcaria nenhuma…

      Tá numa fase horrorosa. rs rs

      Tanto ele como o Fognini…

  10. Luiz Fernando

    Ze Zverev jogando muito bem e acima de tudo c muita confiança. Ao final do set1, as médias de velocidade dos dois serviços foi absurdo a favor do alemão, o w sem dúvida facilita as coisas. Set2 s caminho…

  11. Luiz Fernando

    Grande chance de Rafa e Djoko pegarem estreias complicadas em Roma, o q é ruim especialmente pra Nadal q vem capengando nessa temporada…

  12. Roberto Rocha

    O problema do Nadal é de percepção. Não dá mais para pensar em grandes campanhas sem tentar acrescentar bolas planas e redução dos ralys. Nem vou falar do saque medíocre e da recepção no outro quarteirão… alguém já comentou aqui que a equipe do espanhol é um vazio preenchimento uma lacuna. Nadal precisaria contratar um treinador que tenha sido um grande sacador e possuidor de jogo agressivo. Sugiro que ele contrate o Federer! kkkkkkkkkk. Mas falando sério, ele precisaria mudar para competir com alguma chance nos próximos 2 anos, que serão os últimos da sua carreira.

  13. Vitor Hugo

    Luiz Fernando,

    Vc sempre fala em coerência, colega. Cadê tua coerência ao dizer que Federer tem 0 títulos este ano, sendo que o suíço tem quase 40 anos de idade jogou um torneio apenas(perdeu para o campeão), voltando de uma cirurgia no joelho próximo do final da carreira?

    Lembre-se que em 2013, com 27 anos, Nadal voltou de contusão e jogou o disputadíssimo e grandioso atp-250 de Vina Del Mar, e perdeu para o poderoso e estupendo ZéBallos…. Rafa tinha VINTE E SETE ANOS, não QUARENTA.

    1. F.R.G.

      Vou me intrometer.
      Ué, mas o Federer ganhou 0 torneios em 2021 mesmo.
      Independentemente da justificativa.
      Logo, o Luiz só constatou um fato.

    2. Luiz Fernando

      Quando vc ou o Marquinhos ou o Renato ou o Johnny começam um texto falando em coerência eu não leio mais kkkkk. Aqui ê diversão garantida kkkk…

      1. Rodrigo S. Cruz

        Poxa, Luiz.

        Rebata o argumento dele, nem que seja para variar…

        Vai ficar sempre nessa de “Marquinho, Renato, e Renato, Marquinho?

        rs rs

    3. Luiz Fabriciano

      Depois do tropeço em Viña, onde fez final, venceu todos os torneios posteriores naquele ano.

      1. Vitor Hugo

        Não queira comparar uma situação com outra. Rafa tinha 27 anos. Federer, trinta e nove, certo?

  14. Beto

    mesmo mais vulnerável do que o normal o Nadal é amplamente favorito para ganhar outros RG, a superioridade dele em Paris compensa os problemas no saque e físicos. Talvez ele passe à ter jogos competitivos com mais frequência mas ainda vai levantar outros canecos na Philippe Chartrier. A nova geração ainda esta excitante e insegura nos confrontos contra o Big3.

  15. Rodrigo S. Cruz

    Prezado Dalcim,

    Uma pergunta que todo mundo já deve ter se feito um dia:

    se você fosse o técnico do Federer, e ele te pedisse para bolar o melhor plano tático contra o Nadal em RG, o que você diria?

    Qual seria, no seu entender, o melhor caminho, do ponto de vista técnico e tático?

    1. José Nilton Dalcim

      Jogadores com backhand de uma mão só tem duas opções contra o spin do Nadal: ou jogam bem atrás da linha e imprimem grande giro na bola, algo que só o Thiem tem, ou tentam jogar mais perto da base para pegar o máximo na subida, como o Tsitsipas fez em Barcelona dias atrás. O Federer é o segundo caso, então teria de jogar nesse padrão. O ponto mais vulnerável do Nadal – e o Djokovic já cansou de mostrar isso – é o ataque cruzado na altura do T pelo lado do forehand do espanhol. Isso porque Nadal protege naturalmente mais o backhand e joga sempre longe da linha, abrindo o ângulo. Se esse golpe tiver potência e cortar o tempo do Rafa, funciona 70% das vezes. Ainda que Nadal chegue nessa bola, na maciça maioria das vezes vai optar pela paralela. Claro que Federer teria também de usar bem o saque aberto no lado da vantagem, obrigando-se sempre à segunda bola de forehand. O saque no lado da vantagem é sempre um problema, para qualquer jogador. O natural seria um quique aberto, mas isso cai no forehand. Então é preciso mesclar e acho muito útil o saque sobre o corpo, com um slice para a direita (ou seja para o backhand do espanhol) ainda que Nadal devolva muito atrás e tenha maior tempo.

  16. Vitor Hugo

    Seis winners no jogo!? Kkkkkkkk O baloeiro sendo baloeiro! Kkkkkkkkkk

    Casper Rudd é um jogador limitado. Aparece na temporada de saibro e depois some na temporada de grama e hards.
    Seu ano tem apenas 3 meses….

  17. Rafael

    Mestre,

    Devemos aprender com o passado. Em vários anos o Nadal chegou mal em RG, fez uma primeira semana fraca, mas destruiu na segunda semana do slam francesa. Eu sou da seguinte teoria: não aposto em nada contra o big 3. Lembro que antes do Federer voltar da penúltima operação no joelho todos diziam que não ganharia mais nada. Enquanto tiver no circuito pode ganhar de qualquer um na grama. Abs, mestre

    1. José Nilton Dalcim

      Não foram vários, né, Rafael. Foram apenas dois ou três. No entanto temos de colocar no papel a questão idade, que alguma hora vai pesar mais do que nunca. No entanto, também jamais apostaria contra ele em Paris.

      1. José Alves Aragão

        Isso, verdade,somente em 2014,2019 e 2020 ele chegou questionado por campanhas irregulares no saibro ,porém venceu em Roland Garros

  18. Aurél Passos

    Que Big Three não vença mais nada. Chega. Já deu. Que aumentem o brilho dos torneios com sua participação, mas que os outros vençam.

  19. Elder

    Bom dia, Dalcim.

    Li uma nota no GE sobre os 10 anos da campanha incrível de Bellucci no Masters de Madrid, completaram essa semana.

    Gostaria de ler alguma impressão sua sobre aquele momento especial em que por alguns games Bellucci não encerrou o recorde de vitórias de Djokovic e alcançou a final.

    Abraços!

    1. José Nilton Dalcim

      Poderia ter lido aqui no TenisBrasil também, que trouxe uma belíssima nota, com declarações do Bellucci, feita pelo Mário Sérgio Cruz. Em rápidas palavras, foi a melhor versão do Bellucci que já vimos. Ele na verdade sempre jogou bem diante dos grandes, quando obviamente a responsabilidade é menor e pôde então soltar o jogo. Além disso, o saibro mais veloz sempre foi o mais indicado para seu estilo e o fato de ser canhoto com bom saque poderia ter ajudado ainda mais Bellucci a ter grandes campanhas, ainda que permanecer três temporadas seguidas no top 30 seja um belo resultado.

  20. Wladner

    Mesmo que o Big 3 perca os próximos Grand Slams para os “next gen” penso que seria mais pelo envelhecimento do Big 3 do que pelos méritos dos next gen. Felizmente eles não vão poder dizer que tomaram o dominância do Big3.
    Dalcim, vc ainda consegue ver Federer dando trabalho em Wimbledon? Eu acredito que ano que vem seja o ano de despedida do Federer, para a tristeza do mundo.

    1. José Nilton Dalcim

      É sempre uma questão de ele estar 100% fisicamente, Wladner. Se estiver, não se pode duvidar dele, nem mesmo para o título. É um piso em que ele será respeitado por qualquer adversário, até mesmo pelo número 1.

  21. Edgard Upinho

    Dalcim, como você avalia o momento de forma de Djokovic atualmente no saibro? Imagino que ele não esteja tão espetacular como outrora. Torço muito para que ele vença mais uma vez em RG, acho que ele merece por ser o tenista, a meu ver, com maior diversidade em sua coleção de títulos, mas não o vejo com o nível de confiança sobre o saibro suficientes para frear esses novos jogadores caso eles estejam num dia incomum de inspiração. Sobre Nadal, tb discordo do que ele disse em relação a performance dele nesse jogo. Não adianta dispor de segundos a mais de reação, devolvendo a bola perto dos boleiros, e deixar a bola curta . Outra coisa que me impressionou foi a solidez do backhand do alemão. O backhand é um ponto crucial para um destro ao enfrentar o touro espanhol. De qualquer forma, acho prematuro ainda fazer prognósticos pra RG. Nem mesmo uma campanha pífia em Roma seria suficiente para desacreditarmos do touro, vide o que ocorreu ano passado. Enfim, sempre leio os posts com suas análises, Dalcim, apesar de comentar raramente. Considero que sua análise é bastante precisa, sem ser tendenciosa, apesar , evidentemente, das preferências “tenisticas” que o senhor certamente possui. Pra mim, Federer é o maior em termos de talento, qualidade e capacidade, mas admiro muito Nadal e Djokovic por tudo que eles fizeram no esporte, sobretudo contra o suiço. Muito obrigado.

    1. José Nilton Dalcim

      Tudo legal, Edgard? Olha, Djokovic fez obviamente uma preparação longe do ideal no saibro até agora, embora ainda tenha Roma e Belgrado para ganhar ritmo e principalmente confiança. Uma derrota precoce em Roma certamente não ajudaria, mas são jogadores de enorme qualidade e experiência para saber dosar e se impor nos Slam. Quando ao Zverev, o backhand dele é excepcional, eu colocaria no mesmo nível de um Murray, por exemplo. Abs!

  22. Ronaldo Oliveira

    Mestre Dalcim, blz!! Queria saber a sua opinião sobre o que seria a maior “zebra” para você e para o circuito: o Nadal. Federer ou Djokovic não passar para a segunda semana em RG, WB e UO, respectivamente. Na minha opinião, eu acharia o Nadal já que o cara se transforma em Paris – mas acho que isso não irá acontecer tão cedo para nenhum deles… Grande abraço e parabéns!!!

  23. Anderson Barbosa Paim

    Para mim Nadal está perdendo DE PROPÓSITO para ganhar fácil RG mais uma vez. Ano passado não se esqueçam que ele entregou feio a partida no M1000 no saibro ano passado para o Diego S. e, EM SEGUIDA, destruiu o argentino na semifinal de RG e aplicou 6×0, 6×2, 7×5 no Djoko na final. Ele com certeza está entregando as partidas de 3 sets e não está lutando nada. Tudo para cair em descrédito e faturar RG MAIS UMA VEZ. Essa a minha opinião. E vai desistir ou PERDER o M1000 de Roma de propósito mais uma vez, podem anotar. Para ele e Djoko, só interessa GS daqui para frente, infelizmente.

  24. Arthur

    Na boa, Dalcim, mas que joguinho tecnicamente sofrível, esse do Nadal contra o Zverev.
    Pode ser impressão minha, mas eu acho que o nível geral do tênis caiu bastante nesse período de pandemia.
    Não vou nem falar do saque do Nadal, porque o espanhol nunca teve um serviço verdadeiramente decente, mas a quantidade de madeiradas e erros bizarros foram numa profusão que não se costuma ver em jogos desse nível. E dos dois lados, que fique claro. O Zverev também produziu um monte de erros bisonhos, incluído um festival de direitas pra fora com a quadra aberta e a bola quicando no T (no que foi acompanhado pelo Nadal, que errou até um forehand em que ele estava colado à rede).
    Enfim, acho que toda essa parada não fez bem ao circuito, não. Vamos ver se a coisa melhora até RG.

    Um abraço.

    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, Arthur, mas a parada já ficou um tanto para trás, não achas? Mesmo Nadal, que se machucou, teve tempo de sobra para pegar mais ritmo em Barcelona, por exemplo.

  25. Alex

    Dalcim, tenho seguramente 90% de chances de estar falando bobagem, mas vou ousar arriscar o palpite: a era de domínio dos slam pelo big tree chegará ao fim em RG. Nem Nadal, nem Djoko. Sinto pelo Federer, mas me parece um ex-jogador em atividades selecionadas. Os dois monstros passam a apresentar ligeiros sinais de que entraram na espiral implacável da alteração física. São geniais, evidentemente.
    Mas aí aparecem, em quantidade e qualidade crescentes, nomes já badalados ou mesmo com pouca bagagem, apresentando evolução constante, quer na técnica, na força, na atitude, na preparação, no gás, no treinamento, na disponibilidade, na prioridade, e na cabeça.
    Pois então, vai lá o risco: nem RG ficará com um dos B3. Nem qualquer outro slam mais.
    Claro que se repetisse isso continuamente, uma hora eu iria acertar rsrs.
    Mas estou arriscando que a contagem 20 20 18 acabou por aí.
    Gde abraço, e sempre muitos parabéns pelos textos sensacionais, pois apesar de raramente comentar, leio todos os posts e me divirto muito com os comentários.

    1. José Nilton Dalcim

      Vamos te cobrar pela previsão, Alex! rsrs… Eu sinceramente ainda torço para o Thiem vencer lá. Talvez não seja ainda em 2021, mas seria bem justo pelo tênis que ele joga sobre o saibro. Abs!

  26. Paulo

    Sei não Dalcim. Nadal sempre cresce na hora h mas não vindo de um nível tão baixo para o padrão dele, está jogando no nível de 2015 e 2016, sofrendo para ganhar de top 50 e perdendo para top 10.
    A sorte dele é que o Djoko também nao ta jogando nada.
    Veremos o que acontece em Roma.
    Será que por isso que o Federer se inscreveu pra RG? Kkkk

    1. José Nilton Dalcim

      Nadal sempre será favorito em Roland Garros, Paulo, mas acho que desta vez ele entra um pouco mais fragilizado. Claro que uma grande campanha em Roma – imagine vencer Thiem na semi e Djokovic numa final, por exemplo – ainda pode mudar tudo. Já vimos isso antes. Federer está torcendo para Nadal estar com a lombar avariada e assim só treinou slices nas últimas semanas… rsrs… Abs!

    2. Luiz Henrique

      Acho q não da para comparar com 2015 ainda. No momento daria mais pra comparar com 2014 e 2019. Aliás, acho em 2014 e 2019 ele jogou até pior de monte Carlo a Madri do q em 2021. Tudo bem q em 2014 levou Madri, mas estava indo mal na final com Nishikori que abandonou. Em 2021 pelo menos ganhou Barcelona contra o campeão de monte Carlo, é mais do que tinha feito em 2014 e 2019 nesses 3 primeiros torneios no saibro

  27. José Alves Aragão

    Ontem o Dalcim falou que Nadal dividiria o espaço da quadra com os juízes de linha e o próprio Nadal confessou contrariado após a partida que devolveu a 6 metros da linha kkkk. Amo as análises do Dalcim,sempre muito geniais ,mas triste reconhecer que foi exatamente o que aconteceu.

    1. José Nilton Dalcim

      Devolver tão lá atrás, José Alves, garante um tempo maior de reação, não há dúvida. Só que aí exige uma força descomunal para você devolver com a profundidade necessária. Hoje a bola dele estava curta e aí foi uma festa para Zverev, que jogou de forma inteligente. Abs!

  28. Rhenan Zimermann

    Acompanho o blog tem uns 05 anos, mas nunca comentei. Sou torcedor do espanhol. A atual fase dele, me lembra muito aquele Nadal de 2015. Na época, salvo engano, ele deu uma entrevista alegando que aquela temporada havia sido atípica, pois não tinha mais confiança em seu físico, haja vista sempre aparecer um probleminha aqui e outro acolá. No meu achismo de torcedor, devido a incontestável lesão na lombar que teve ainda no AO, me parece que Nadal está nitidamente abalado e sem confiar no seu próprio físico, e isso já acarreta um desempenho insatisfatório no seu saque, e por conseguinte, compromete todo o seu jogo, tendo em vista que devido ao seu estilo de jogo, é inegável o quanto depende do físico. Aí chove duplas faltas, bolas curtas e o resultado já sabemos. qualquer um. Se o físico não melhorar até RG, já dou como certo que esse ano não comemoraremos o 21º Slam. Dalcim, admiro muito seu trabalho e gostaria de sua opinião, se meu raciocínio está de acordo com a realidade ou se estou “viajando” muito =) Abraço!

    1. José Nilton Dalcim

      Tudo legal, Rhenan? Olha, eu concordo plenamente com a dependência do físico, mas acho que o problema atual, se for mesmo ainda sequela da lombar, não se trata do físico em geral, mas especificamente de sua falta de confiança com o saque. Está mais lento, mais impreciso, duplas faltas em momentos delicados. No físico em geral, ainda vejo Rafa muito resistência e veloz. Vimos isso na batalha contra Tsitsipas em Barcelona. Apareça com mais frequência. Abs!

      1. Luiz Fabriciano

        Mas Dalcim, um cara como Nadal, com o mental forte como só ele mesmo tem, com um treinador muito bom, uma academia e tempo à disposição, estaria mesmo sofrendo de falta de confiança no saque? Treinar à exaustão não seria uma alternativa que desse resultado?
        Não acho uma derrota para Zverev, mesmo que no saibro, o fim do mundo para o espanhol.

        1. José Nilton Dalcim

          Mas se existe um problema físico, treinar não adianta lá tanto assim, Luiz. Na verdade, pode piorar.

  29. Ronildo

    Alguém poderia me explicar, por favor, porque Berrettini sofreu tanto para vencer Taro Daniel na semifinal de Belgrado?

    1. Fabio

      Os caras são seres humanos, ele tem uma namorada no circuito e é novo, não consigo contar quantas vezes planejei um dia e não consegui fazer o que tinha planejado, as vezes por uma noite mal dormida, um mal estar ou um imprevisto, algo que te desconcentra, ele me surpreende por estar constante no topo nos últimos anos, é pra poucos

  30. Paulo F.

    Nadal ganhar RG de Djokovic com um pé nas costas?
    Pode ser.
    Mas se fosse contra Roger Federer aí seria com os dois pés nas costas.

    1. JAN DIAS

      Vocês não cansam de falar m..rd…? ?

      FEDERER chegou nas SEMIS em 2019 e deu bastante trabalho pro NADAL ganhar dele…

      1. Luiz Henrique

        Rapaz, se Federer deu trabalho na semi de RG 2019, Nadal deve ter dado trabalho ao quadrado na semi de WB

    2. Rodrigo S. Cruz

      De fato.

      O Federer não tem como ganhar do Nadal no Aberto da França. E isso não se discute mais.

      Mas farei aqui um pequeno exercício teórico:

      o Federer não perde por não possuir as armas, e sim porque ele mesmo já colocou na cabeça que a tarefa é impossível.

      O histórico dos revezes dá uma vantagem psicológica enorme pro Nadal.

      E o Federer já entra resignado com a ideia de que vai perder mesmo (rs)

      Se eu tivesse que apontar o principal obstáculo, eu diria que é este.

      A outra dificuldade, contudo, é aquilo que o suíço já declarou:

      ele não sabe que tática adotar quando enfrenta o Nadal, em Roland Garros.

      Tudo para ele parece confuso…

      E ele se queixa que nos treinos não há um tenista sequer que se assemelhe a maneira do espanhol jogar.

      Então, o que eu faria se fosse o Roger Federer?

      Estudaria os VT’s dos tenistas que venceram, de forma convincente, o Nadal, no saibro.

      Como o Fognini fez em 2019, e o Zverev acaba de fazer em Barcelona.

      Acho que um das chaves é sacar muito bem, e ir o máximo para as bolas vencedoras.

      O Nadal DETESTA isto!

      Mas sem temer muitas trocas longas também, claro.

      Pois no saibro não é possível definir os pontos assim o tempo todo.

      E nesse caso é preciso realmente ter solidez do fundo e não ter medo da correria…

      1. Luiz Henrique

        Olha só que fórmula maravilhosa, sacar super bem e ir pras bolas vencedoras, acho que tb é uma excelente dica pra ganhar de Djoko no AO e Federer em WB. Bem simples!! kkk

  31. José Eduardo Pessanha

    Eu falei que Zé verev eliminaria Nadal em RG, mas o serviço sujo será feito pelo fenomenal Craque Suíço, que fará a Trinca RG/Wimbledon/Olimpíadas. Os Deuses do Tênis escreverão esse capítulo final da batalha entre o Tênis Arte e o horripilante Maratênis, com a vitória do Craque, claro.
    Abs

    1. Maurício Luís *

      Vixe… tá até parecendo aqueles sujeitos que tomam antidepressivo em excesso, e saem entusiasmados ao ponto de entrar em órbita por causa dos efeitos colaterais.

      1. Alessandro Siqueira

        E aí que surge o problema, Maurício, na fase da euforia. Ninguém tem arroubos na melancolia. Mas no pós “prozac”, sai de baixo. É uma alegria que leva ao rompimento com a realidade.

    2. JAN DIAS

      VOU ENLOUQUECER JUNTO C/VOCÊ : ?

      Também tô com um feeling muito loko de que o FEDERER vai ganhar RG e Wimbledon ? esse ano. Só vou discordar quanto à Olimpíada: essa eu acho que ele não leva.. (o esquema de segurança vai ser rígido e bem chato, vai demandar paciência)…

  32. Marcilio Aguiar

    Dalcim, parece que este ano o Nadal chega com a menor porcentagem de favoritismo em RG, mas mesmo assim os desafiantes, exceto o Djoko, precisam ter uma consistência ainda não comprovada em jogos de 5 sets para bater o touro no saibro. Ainda sou cauteloso em desconfiar de Nadal em RG.

    1. José Nilton Dalcim

      E com razão, Marcílio. Mas hoje achei que Zverev teria condições de encarar Nadal em cinco sets.

    2. Jose Yoh

      Uma pergunta Dalcim e Marcilio… Tenho a impressão que com a padronização dos pisos e com o domínio do espanhol nesta superfície, sumiram os “especialistas” do saibro. Essa falta de especialistas não seria um dos motivos para aumentar o domínio de Rafa na terra batida?

      1. José Nilton Dalcim

        Eu creio que sim. A maioria se adapta ao saibro, até mesmo alguns que nasceram sobre ele, mas com o padrão dos sintéticos.

  33. Luiz Evandro

    Tem dias que não consigo entender o Nadal e suas bolas curtas. Lembremos que ele no US Open “jogou com bolas curtas (no T) porque o Kevin Anderson sentiria a primeira final de Slam dele”, palavras do Moyá. Enfim, foi uma tática adotada e deu certo. Outro fato, dito no livro do Nadal, não lembro por quem, é que ele treina soltando a pancada na bola (só ver vídeos de treino com ele terminando o forehand da maneira correta), e nos jogos, por muitas vezes, termina daquela forma que é a foto/ slogan da academia dele, ele sempre espera para contra-atacar.
    Se durante a carreira ele focasse mais em manter a bola mais funda e FIRME em determinados, teria uns 25 Slams. Mesmo sabendo que ele conquistou tudo o que conquistou jogando assim.
    Outro jogo que exemplifica isso é a final contra o Medvedev no US Open.

    1. José Eduardo Pessanha

      O “se” não existe, meu caro. Se Federer tivesse trocado de raquete em 2007, teria fácil uns 10 GS a mais. Demorou mais 7 anos pra trocar aquele “tacape” que ele tinha, perdendo inúmeros GS ganhos.
      Abs

    2. Fabio

      Nadal no começo da carreira vencia principalmente na consistência, devolvia bola indo até as placas de patrocínio, ele adotou estilo mais agressivo no posicionamento e no saque dea acordo com ele próprio e sua equipe porque aquilo ficou insustentável, agredir a cinco metros da linha de base gerou vários lances históricos mas pra agredir mais perto da linha com aquele movimento amplo aos 33 anos é mais difícil, isso sem levar em consideração que o cara já ganhou esses torneios em média acima de dez vezes cada um, é absurdo ele encontrar força mental e disciplina pra chegar em uma semifinal durante uma pandemia que torna a vida tão pesada e cheia de distrações

  34. Flavio

    Dalcin você acha que esse ano em Rolland Garros o Nadal pode chegar mais vulnerável do que em outras eraa? Bom eu acho que pode ser uma boa oportunidade de bons jogadores no saibro como Zverev;Thiem, Tstsipas e Djokovic terem uma chance boa de tirar Rolland Garros do Nadal,então o que você acha? Abraços!

    1. José Nilton Dalcim

      Com certeza, Nadal estará bem mais vulnerável do que o normal, Flávio. O que não quer dizer que ele não vá se superar. Mas a chance de uma surpresa me parece bem maior do que antes.

  35. Sandra

    Dalcim, qual a diferença que você acha entre esses atuais jogadores que são considerados nova geração da outra geração como Dimitrov , que também eram considerados nova geração? Esse são melhores ou Nadal , Federer e Djokovic estão ficando velhos ? Depois do que eu vi ano passado , em que Nadal veio a trancos e barrancos, e ninguém levava fé nele em Roland Garros , eu não duvido de nada vi do dele

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que a novíssima geração está com mais armas e mais vontade do que os outros, Sandra. E sem dúvida o Big 3 teve uma queda, o que é absolutamente natural.

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