Conclusões de Miami
Por José Nilton Dalcim
5 de abril de 2021 às 15:58

Hora de passar a régua nestes dez dias bem movimentados nos dois torneios realizados no lento piso sintético de Miami. Vou colocar em tópicos para tentar reduzir ao máximo o tamanho do texto e focar nas conclusões mais relevantes.

Justiça no masculino
– É incorreto dizer que a nova geração não aproveitou bem a ausência do Big 3 em Miami. As quartas de final tinham sete jogadores com no máximo 25 anos e a decisão foi a quinta mais jovem em 35 edições de torneio, a de menor soma de idades desde Murray-Djokovic em 2009.
– A decisão totalmente inesperada entre Hurkacz e Sinner reforçou ainda mais essa renovação. A maioria esperava o título do jovem italiano, que marcaria um recorde de precocidade em Masters 1000, mas o polonês mereceu mais. De suas seis vitórias, cinco foram sobre cabeças de chave, duas diante de top 10 e quatro em cima de ‘next gen’, ainda que ele próprio tenha acabado de completar 24 anos.
– Sinner estava badalado demais, com entrevistas e perfis dos mais variados publicados na imprensa internacional. A própria ATP divulgou entrevista muito interessante do treinador Riccardo Piatti, explicando seu trabalho para moldar a parte emocional e competitiva do pupilo.
– O italiano teve 6/5 e saque para fechar o primeiro set, o que teria boa chance de mudar a história da partida, mas falhou justamente na parte mental e daí em diante foi um passeio do polonês. SInner só voltou a jogar bem parte final do segundo set, mas já era um tanto tarde.
– Pela contabilidade geral do torneio, Hurkacz foi o campeão justo, a meu ver. É bem curioso que, com 1,96m, ele se mexa tão bem na base, a ponto de conseguir fugir para bater forehand mesmo sem recuar tanto da linha de base. E isso não é fácil de se fazer contra bolas pesadas de Sinner ou Rublev. Também sacou melhor e variou com subidas espertas à rede, onde se vira muito bem, justamente o que faltaram tanto ao italiano quanto ao russo.
– Com o avanço dos dois no ranking, o top 25 desta segunda-feira tem 12 jogadores com até 25 anos. Mas como o congelamento dos pontos tem dado distorções relevantes, melhor é ver a classificação da temporada: os únicos ‘trintões’ do top 10 são Djokovic e Bautista, enquanto Rublev, Tsitsipas e Hurkacz aparecem entre os cinco primeiros. Sinner é 7º e a sensação Korda, o 15º.
– Zverev e Karatsev foram as decepções. O alemão vinha do título de Acapulco, meteu 6/1 em Ruusuvuori e aí desandou. Karatsev entrou cheio de holofotes e foi atropelado por Korda, sinal claro que terá de aprender a conviver com o favoritismo repentino.

Feminino animado
– O título feminino terminou em ótimas mãos, ainda que a final tenha ficado apagada com a torção de pé de Andreescu. Mas convenhamos: a australiana dava um show de técnica e tática até então, misturando incrivelmente bem efeito, velocidade e altura da bola, algo depois enaltecido pela canadense.
– Barty calou os críticos na hora certa, já que sua liderança no ranking vinha sendo questionada. Vamos lembrar que ela não jogou nada por 12 meses inteiros. Soma agora 10 títulos na jovem carreira e pela primeira vez defendeu um troféu.
– Andreescu por seu lado fez um torneio muito exigente, tanto na parte física como mental, e mostrou o quanto o circuito feminino perdeu por sua prolongada ausência. Garantiu que a lesão não foi séria e que terá chance de voltar com tudo no saibro.
– A reentrada de Barty e Andreescu só ajuda os torneios femininos, que contam com Osaka, Halep, Kenin, Sabalenka, Muguruza e Azarenka, todas de grande potencial. Miami foi recheado de ótimos jogos e ainda destacou o tênis versátil de Sakkari. É um grande momento para as meninas.
– Por fim, Stefani deu mais um passo à frente, lutou por um título de grande peso e avançou no ranking. A perspectiva que me parece essencial é notar que a paulistana tem apenas 23 anos e muito pouco tempo na elite do calendário, onde tudo é muito mais competitivo e difícil. Ela e Carter estão agora em quarto no ranking da temporada e podem sonhar com o Finals.

E, é claro, existe uma pergunta muito pertinente no ar: o quanto esses personagens de Miami poderão brilhar no saibro? É o tema perfeito para o próximo post.


Comentários
  1. Paulo Almeida

    Chave ruinzinha para o GOAT, apesar de ele ser pai da garotada. O problema maior é a falta de ritmo após o espetáculo em Melbourne mesmo.

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  2. Rodrigo S. Cruz

    Excelente e corajosa decisão do Min. Barroso pela formação da CPI da Covid contra esse ser repugnante que ocupa a presidência.

    O Bolsonaro vem sendo flanqueado por três grandes frentes:

    o perigo do Orçamento que fura o teto de gastos que pode resultar em pedaladas fiscais e crime de responsabilidade; a constante ameaça dos mais de 100 pedidos de impeachment na Câmara; e a agora essa CPI no Senado.

    Pode ser o começo do fim do Capitão Cloroquina!

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  3. Luiz Fernando

    Nadal não pode reclamar nenhum pouco de sua chave em MC, sem grandes adversários no piso até as semis e mesmo numa hipotética semi contra Medvedev no saibro lento ele seria franco favorito; não creio em Fognini na semi. Resta confirmar esta expectativa na quadra. Já Djoko não se deu bem, embora tenha jogo para vencer todos neste torneio, mas possivelmente encarar o embalado Sinner já na primeira partida não será nada agradável, pois esse rapaz não é nenhum inocente no piso e não nos esqueçamos q teve 65 no set 1 contra Rafa nas quartas de RG 2020, demonstrando sua capacidade. Na teoria o espanhol se deu muito melhor…

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    1. Marcilio Aguiar

      Prezado Luiz Fernando. A história mostra que, no saibro, não existe chave difícil para o Nadal, antes de semifinais. Existe, no máximo, um pouco mais de trabalho e a duvida se vai perder mais de 5 games por jogo. Abc

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  4. Ronildo

    Legal a chave de Monte Carlo para o Djokovic. Quanto mais difícil a chave do torneio melhor pra ele, afinal é número 1 do mundo e os outros que devem temer.

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    1. Lola

      INCISO VI – LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E CRENÇA
      “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”

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      1. Barocos

        Lola,

        Estamos em uma pandemia, uma situação extraordinária, já contabilizamos cerca de 340.000 perdas, quantas mais são necessárias para que mostremos compaixão e amor ao próximo?

        De todos os ensinamentos da Bíblia, os que mais prezo são os 10 Mandamentos e a principal pregação de Jesus:
        2º – Não usar o Santo Nome de Deus em vão
        5º – Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo);
        8º – Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo);
        Jesus“Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro dos mandamentos. E o segundo é semelhante ao primeiro: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas”

        Pelo jeito, JMB não pode ser considerado um bom cristão, pelo menos três dos mandamentos são rotineiramente violados por ele, e o que defende Jesus é completamente ignorado em atos, palavras ou intenções.

        Para piorar, algumas projeções que tenho visto dão conta que devemos superar o USA em número de fatalidades. Um péssimo governante por lá, outro por aqui. O de lá já foi defenestrado do poder, torço para que o mesmo ocorra aqui em breve.

        Em tempo, e como todos que já tenham lido minhas digressões aqui devem saber, sou agnóstico.

        Saúde e paz.

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    2. Barocos

      Paulo,

      Pois é, mal chegou e já é a terceira bola fora, recorde absoluto (que eu me lembre)! E vejo só quem cerrou fileira com ele, a 2.ª pior indicação à corte.

      Saúde e paz.

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    3. Marcilio Aguiar

      Paulo, para mim o problema não está nos 2 votos em si, porque a divergência é parte do jogo. O horror esta na forma e o conteúdo desses votos, que definem uma tendência de procedimentos em casos futuros com perspectiva de logo ter mais um aderindo a essa dupla, com a aposentadoria do MAM.

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  5. JAN DIAS

    FININHO TÁ DE VOLTA:

    Graças à Deus a ESPN contratou o Fininho de novo p/ as transmissões de tênis, aquele gaúcho sabe de tênis mas como comentarista é chato p/ c..c..t… Não tem senso de humor..
    Fino estreia dia 12 de abril pro Masters de Monte Carlo.

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  6. Miguel BsB

    Olha, que notícia!
    Toni Nadal será o técnico de Aliassime e acompanhá-lo pelo circuito…
    Quero ver como se sairá Tio Toni treinando um jogador que não foi trabalhado por ele desde a infância, que não é seu parente, até porque os métodos de Toni para moldar o caráter de Rafa dificilmente poderiam ser aplicados em alguém que não fosse muito próximo, desde cedo na formação da personalidade, com o aval da família.
    Mas, que ele terá uma jóia bruta para ser lapidada em um campeão, ele terá.

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    1. João ando

      Aproveitando a observação do Miguel. Dalcim qual a porcentagem de um técnico em um tenista de alto nível para sua melhora técnica e mental …eu acho que não chegar a 20%

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          1. José Nilton Dalcim

            Ah, desculpe. Olha, acho que isso varia demais conforme o estágio do jogador. Em alguns casos, pode ser 100% (e temos vários), em outros funciona mais na parte emocional do que técnica. Mas veja que até grandes jogadores se beneficiam muito, e o Big 3 é um exemplo claro que o treinador contratado melhorou aspectos técnicos (Djoko no saque, Nadal e Federer no backhand).

          2. João ando

            Obrigado Mário.mas como não estou em um bom momento eu deixei o que o dalcim respondeu como tudo bem

  7. Marcão

    Amigos, escrevo ainda sob impacto do jogaço Evans x Musetti. Por jogos como esse, o tênis virou minha paixão. Ninguém poderia supor que essa partida ganharia contornos de drama após o primeiro set irrepreensível do italiano. Ao contrário, tudo indicava para outra aulinha no segundo set. Mas o britânico é um jogador de caráter, desses que não entregam fácil a rapadura (ao contrário de Fognini, por exemplo). Mesmo tendo jogado a final de duplas em Miami no sábado, feito uma longa viagem até a Sardenha e o saibro não sendo a sua praia, Daniel Evans arrancou da alma o seu melhor jogo e poderia ter protagonizado uma virada espetacular não fosse o indiscutível talento do adversário. E quando digo talento não estou me referindo apenas à profusão de golpes que esse italiano tem, mas ao talento que de fato diferencia os grandes: o de produzir o melhor sob pressão. Não sei se esse menino será número um, se baterá recordes ou se entrará na lista dos gigantes, mas não tenho dúvidas que será protagonista no vácuo pós-big3.

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Grande Marcão, não vi o jogo, mas vi agora que o italiano afirma ter sido desrespeitado pelo Evans nas trocas de lado.
      Isso com certeza não tirará a impressão que teve do jogo, mas talvez a dose de drama tenha vindo um pouco daí.
      Saudações.

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  8. Luiz Fernando

    Creio q o destaques do dia são 2: 1) grande vitória do Musetti, e de uma forma q dá moral p a sequencia, já q esse Evans é um adversário bem chato p qualquer um; 2) o principal destaque é o Tio Toni passar a treinar o FAA, jogador q era tido como de grande potencial (lembra Pessanha???) há um tempo atrás mas q depois se tornou uma grande decepção. Se tem alguém q possa dar um jeito nesse rapaz é o Tiozão, agora ou vai ou racha (infelizmente a segunda possibilidade me parece a mais provável)…

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  9. Oswaldo E. Aranha

    Dalcim, mensagem que enviei à UOL; sinto falta da página: Sempre apreciei a página tênis – jogos do dia, agora não existe mais e onde tinha todas as informações dos torneios, resultados e tabelas. Por que foi suprimida? Solicito que retornem. Atenciosamente.

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  10. Ruy Machado

    Dalcim, boa noite. Esse possível adiamento de uma semana para início de RG deve ajudar Nadal nessa temporada de saibro. Conhecendo um pouco o Espanhol, vai jogar MC, Barcelona, Madri, Roma e Paris. MC e Barcelona serão torneios em sequência, abrindo uma semana de “descanso” para Madri e Roma ( que também serão disputados em sequência). Ao invés de uma semana para o início de RG, passariam a ser duas semanas! Ao meu ver, dá tempo de recuperação física em caso do Nadal chegar na maioria das decisões. O que acha? Abc e boa sorte no Domingo contra o Mengão… Rsrs

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  11. Rodrigo S. Cruz

    Seria oportuno se o Rafael estivesse aqui para ver isso.

    Na última vez que ele falou comigo ele achou exagero eu dizer que o pai do Djokovic era asqueroso.

    Portanto reitero : asqueroso SIM.

    Um doente que não cansa de falar merda:

    “Uns 15 anos atrás, ele atacou meu filho quando ele ainda era jovem, de 18 ou 19 anos. Sabia que viria alguém que seria melhor do que ele. Eu disse então que era um grande campeão, o melhor do momento, mas por mais que fosse um grande campeão, Federer não era um bom homem”.

    Vejam o rancor desse sujeito! Por causa de uma treta de 15 anos atrás, o Federer não é um bom homem?

    Desde então, ele e o Djokovic sempre se respeitaram.

    Engraçado que o Kyrgios tem constantemente atacado o Novak, e ele nem fala nada.

    Para vocês verem que problema desse parvo é exclusivamente com o Federer.

    Porque MORRE DE INVEJA, não aceita que o suíço tenha mais torcida do que o filhinho dele…

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    1. Gildokson

      Rodrigo,
      Será que ele vai ser considerado um xiita por alguns comentaristas depois de mais essa declaração que demonstra o quão doentia é essa obsessão desse senhor com o Federer??

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      1. Luiz Fernando

        Claro, da mesma forma q vc considerou xiitas os q atribuíram as conquistas de Nadal e Djoko a expedientes como doping e esquemas kkk. Aqui é ou não diversão garantida kkkk?????

        Responder
        1. Gildokson

          Há séculos atrás realmente houve por aqui os que atribuíam as conquistas de Rafael Nadal a doping (eu particularmente nunca fiz isso) ja as de Djokovic nunca vi isso. Agora o que acontece regularmente quase todo dia é a tentativa de desmerecer uma fase inteira de conquistas do Federer, e pior, para isso depreciam tenistas que chegaram ao n°1 do ranking, conquistaram WB, Us Open, etc…
          E no topo desse bolo comportamental onde você se enquadra, nos chamam de xiitas.
          Realmente, com o espelho quebrado a diversão se torna garantida.
          Abs!

          Responder
          1. Luiz Fernando

            O problema não é se houve isso ou aquilo ou quando ocorreu isso ou aquilo, o problema foi sua atitude passiva de não condenar isso e agora, na atualidade, quando interessa, tentar cobrar isso. Abs.

  12. Rafael Azevedo

    Tava navegando aqui pelo site Tênis Brasil e de repente vejo a chamada: “Pai de Djokovic diz que Federer é uma pessoa ruim!”. Dou uma lida rápida e vejo que na matéria diz que o sujeito acusa Federer de destratar o seu jovem filho, na época (há uns 254 anos atrás), porque sabia que havia surgido alguém melhor do que ele…
    Pensei comigo mesmo: “Ué, o Tênis Brasil está repetindo a mesma matéria todo ano, há 10 anos??”.

    Como é repetitivo esse Srdan Djokovic…

    Responder
  13. Luiz Fernando

    Se o Federer na sua intimidade é uma pessoa boa ou não só os q convivem c ele sabem; suas atitudes são de uma pessoa do bem até onde se saiba. Agora esse pai do Djoko é um mala sem alça, devia acompanhar a carreira gloriosa do filho com orgulho e não sair por aí falando besteira, o q só contribui para q ele, em especial, e o filho, em um grau bem menor, angariem mais antipatia…

    Responder
  14. Luiz Fernando

    Nadal e Federer disputaram um único torneio em 2021 enquanto outros tenistas jogaram evento atrás de evento; Djoko está numa situação melhor pq venceu o único torneio disputado, que valia 2000 pontos. Esta constatação absolutamente autoexplicativa demonstra a razão para 2 dos 3 componentes do Big 3 estarem fora dos primeiros colocados na corrida do presente ano. Se atentarmos para o q ocorreu no ano passado com a pandemia explica também o pq de Medvedev estar em segundo lugar no ranking, pois é óbvio q quanto mais torneios se disputa mais se pontua. Não vejo nenhum razão técnica até o momento q exponha outra realidade. Se os torneios vindouros de saibro e grama transcorrerem como planejado teremos uma noção melhor das coisas…

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    1. Jose Yoh

      Bem observado. Mas temo que essas pausas que estão ficando cada vez mais longas (dos três) sejam lesões e afetem o rendimento a cada ano que passa.
      Creio que este ano saberemos como estão realmente as coisas.

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    1. José Nilton Dalcim

      Não vejo muita diferença na somatória. Acho que em temos de força e spin, Thiem é superior. Mas em termos de precisão e variedade, Federer é melhor.

      Responder
  15. Willian Rodrigues

    E o tal Musetti conjuga plasticidade do jogo com muita efetividade…
    Backhand anda que é uma beleza e tem precisão. Até mesmo um tweener providencial surgiu hoje! Foi bem espontâneo, a meu ver. Que coisa linda! Quase surgiu um lob… Federer melhorado?
    Vai apanhar do Sinner ao longo da carreira?
    Ou haverá grande equilíbrio como entre os membros do Big 3…?
    Eu estou muito otimista em relação ao que teremos após o encerramento do triunvirato.
    Saudações

    Responder
    1. Willian Rodrigues

      Complementando: claro que Federer é fantástico!! O termo “melhorado” que usei foi uma referência pura e simples ao backhand do suíço que era um pouco pior que outros golpes. Apenas isso…

      Responder
      1. Miguel BsB

        Pode ser, mas Backhand não é só topspin…
        Ele tem que desenvolver um senhor slice pra ter um backhand melhor que o do Federer…

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Exatamente.

          Se o backhand batido do Federer é indiscutivelmente um dos melhores.

          O slice nem se fala. É inimitável.

          Até hoje eu não vi ninguém com a mesma naturalidade nesse golpe que tem o suíço…

          Responder
        2. Willian Rodrigues

          Tá certo que faz 20 anos… Porém, ao se analisar os jogos do Federer entre 19 e 22 anos de idade, é notória a maior limitação do backhand em comparação ao jovem Musetti. Esse trabalho com os slices será melhor desenvolvido também. Vejamos…

          Minha provocação foi mesmo no sentido de comparar uma POSSÍVEL rivalidade futura entre Sinner (estilo mais próximo ao do Djokovic) e Musetti (lembra mais o suíço). Rrrss…

          Responder
          1. Renato Aquino

            Verdade. O que antes era um buraco (amplamente explorado por Rafael Nadal) , passou a ser uma vantagem para o suíço, que hoje possui uma das melhores esquerdas do circuito.

        3. Sérgio Ribeiro

          Então, Miguel . Realmente o Back chapado que acabou com a farra do Espanhol fora do Saibro, foi uma evolução em parceria com Ljubicic . Mas engraçado é parte da turminha do Kombi afirmar que deitavam e rolavam quando o cara era jovem. Nalbandian andou espalhando esta sandice. O N 1 juvenil do Mundo e Campeão de Wimbledon com certeza não foi David Nalbandian kkkkkkkkk . Se o Back fosse como dizem ele não aplicaria PNEU no Espanhol em melhor de Cinco na FINAL no Saibro de Hamburgo 2006 rsrsrs.

          Responder
  16. periferia

    Voar…Voar

    Voou….rumo ao desejo de realizar algo extraordinário…rompendo todos os limites.
    Ignorando os conselhos dos conservadores e negacionistas.
    Sem pensar no trajeto ou destino…motivado pela sensação da liberdade.
    Seduzido pela capacidade de voar…Brazil sobe cada vez mais alto…até que se aproxima demasiadamente do Rei Sol.
    Os raios…cada vez mais quentes amolecem a cera que ligava as penas umas às outras.
    As asas começam a se desfazer.
    No meio do seu desespero de sonhador…Brazil pressente o corpo cair…precipitando-se nas profundezas do mar da intolerância.
    Brazil afogara-se no sonho eterno da busca da felicidade.
    Dédalo observou tudo impotente…ouvindo Iron Maiden…Flight Of Icarus.

    Hoje 06/04/2021.
    4.211 mortos (cada um…o amor de alguém)

    Responder
    1. Willian Rodrigues

      Essa reflexão foi contundente!
      “Cada um, o amor de alguém…”
      Para alguns governantes (e seus cegos seguidores) contabiliza-se apenas números de CPF…
      E a letra que você escolheu é de uma música sensacional.
      Parabéns

      Responder
      1. Miguel BsB

        Essa música é sensacional Perifa!
        Isso mesmo. Uma das promessas de campanha do Bolsonero era cancelar o CPF da bandidagem…engraçado que o CPF da família e amigos é cada vez mais protegido.
        Eles estão cancelando centenas de milhares de CPFs da população brasileira. Não estão nem aí pra amor e dor de ningúem! Isso não faz parte do vocabulário dos extremistas…Eles gostam é de violência, tortura, morte e armas…
        Não sou coveiro, e lamento, ta o kei!??

        Responder
    2. Marcelo Costa

      Ouvi hoje na rádio Bandeirantes, que famoso dia D, o real, não o do ex ministro, neste dia da início a derrocada após o ataque a Normandia, este dia importante e tráfico vitimou 4,400 soldados que ali estavam, lutando uma guerra. Aqui onde nossas aves gorjeiam mais que as outras, no dia 06 abril deste ano uma guerra silenciosa , tratada com desprezo vitimou 4211, incautos que sucumbem entre cloroquina, leviandade, desumanidade e ironias vãs. O pior que temos todo dia um dia D.

      Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Mas isso não quer dizer nada ainda.

      O Federer precisa confirmar.

      E já sabemos como ele adora se inscrever em um torneio, e depois desistir antes da estréia…

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Já confirmou , Rodrigo. A dúvida é no segundo Roma ou RG que é próximo demais a Halle. Quanto mais de Stuttgart. Eu iria de RG. Ali ele vai longe só dando curtinhas rsrs… Abs!

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Pois é, Sérgio.

          Já ficou provado que o Federer sempre chega longe em Roland Garros também.

          E que ele só não tem mais títulos lá, por causa de um cara chamado Nadal…

          Também estou torcendo para ele jogar em Paris.

          Mas que ele não entre em rota de colisão com o espanhol.

          Responder
  17. Mário Cesar Rodrigues

    No saibro quem e carta fora do baralho bem fique claro o que eu acho.Shapopalov,Huckas.Felix,Zverev,Thiem não tem um q de campeão para ter o q se tem ou nao.uma vez ou outra pode dar certo Sinnnek,Tiafoe,são minhas apostas contra gistaria de quebrar a cara mas não consigo ver de outra forma.em jogos 2 sets o Sinner pode calar minha boca e o Kei pode fazer algo.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, possível certamente, mas ela terá de ir muito bem nos torneios realmente grandes. Veja que, se ela tivesse vencido Miami, que é um “1000”, teria subido de 30 para 24, ou seja, a luta no topo do ranking é bem apertada.

      Responder
  18. Sérgio Ribeiro

    Impressionante como 90 % dos comentaristas já julgam a nova geração como se esta fosse definitiva. “ Fulano amarelou ali “ , SINNER não sabe variar e nem volear ( que estupidez ) e por aí vai. MEDVEDEV se borrou no AOPEN … Não vou falar em desconhecimento e sim um monte de desmemoriados que teclam por impulso. Quanta coisa melhorou ao longo do tempo no jogo do Big Four + Wawwrinka ??? . Desde o quebrador de raquetes , Roger Federer , passando pelo esquentador de banquinho N 3 ( mal sabia o que era jogo de rede ) , a imaturidade junto com Murray e STANIMAL que chegou a seu primeiro SLAM aos 29 , e por aí vai. Temos aqui uma montanha de resultadistas de plantão que conseguem ( não sei como rs ) , influenciar os demais. Muitos não vão vingar ? não tenho dúvidas . Muitos vão ainda surpreender ? sem dúvidas. Pelo menos a mim e ao Dalcim rs. Abs!

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Ps . Borg com seu inconfundível jogo de Baseliner surpreendeu o Mundo na lendária FINAL de 80 , botando a cara na rede antes do exímio voleador John McEnroe. Aos 24 ninguém sabia que deixaria o Norte-americano falando sozinho contrariando seu próprio estilo. Era gênio ? claro. Mas o garoto BigMac acabou pegando suas manhas e o venceu em TRÊS finais consecutivas de SLAM mais a frente . Daí a achar que todos esses novos garotos vão continuar amarelando … A virada de Tisitsipas pra cima de Nadal saindo de 0 x 2 no AOPEN é somente o começo. A conferir . Abs!

      Responder
  19. periferia

    A Missão….1986…Roland Joffé.

    Filme polêmico…por retratar a “conquista” das potências européias (portugueses e espanhóis) dos índios Guaranis no século XVIII (com envolvimento da Igreja Católica).
    Para os nativos sul-americanos sobraram três opções:
    Perder seus costumes e crenças
    Capturados e escravizados
    E por último…serem dizimados pelos colonizadores.
    Nem as almas caridosas e sacrossantas dos jesuítas escapam (aculturação forçada de um povo).
    Com trilha de Ennio Morricone (Gabriel’s Aboe é uma das coisas mais belas do cinema).
    Com atuações espetaculares de Robert de Niro (ex mercenário Mendonza) e Jeremy Irons (Padre Gabriel) o filme continua relevante.

    Responder
    1. Gume

      Caro Periferia:
      A cena em que Rodrigo Mendoza é perdoado pelo índios onde, na brilhante interpretação em close up, Robert De Niro passa um compilado de emoções que vão de alívio e gratidão até arrependimento e redenção. Sensacional.
      Mas o grande destaque é, sem dúvida nenhuma, a trilha sonora. Obra prima do maior de todos, Morricone. Lembrei de uma entrevista do Oswaldo Montenegro que comentou com o repórter que “ao ouvir a trilha de A Missão começo a questionar o meu ateísmo”.
      Bela lembrança.

      Responder
  20. Miguel BsB

    Das meninas, em questões de jogo (algumas me chamam a atenção por outros requisitos rsrs), a Barty é a que mais gosto de assistir, de longe…Joga bonito e tem inúmeros recursos, variação.
    O nº1 está em boas mãos e espero que ela o segure por um bom tempo ainda.

    Responder
  21. Rodrigo S. Cruz

    Também achei merecida a vitória do Hurcaks, até pela chave mais difícil que ele pegou.

    O Sinner tem a minha simpatia, mas não está entre os tenistas por quem eu torço.

    Mas o tênis dele pende um pouquinho mais para ofensivo, coisa que eu sempre vou apreciar em qualquer tenista!

    Mas inexiste qualquer um nessa nova leva de tenistas, que sequer arranhe o BIG 3.

    E nesse ponto, tudo continua na mesma…

    O Kyrgios tinha mais potencial do que todos, mas não trabalhou isso, e já o considero fora dessa briga;

    O Tsitsipas ainda segue no páreo, mas os golpes dele não me convencem muito.

    O Medvedev era o mais forte candidato a romper esse domínio, mas se cagou inteiro nessa final do Australian Open. rs rs

    Ao passo que o Rublev parece não passar de um mero porradeiro em boa fase…

    Ou seja, o cenário segue inalterado.

    Com o Djokovic favorito na Austrália e em Londres; o Nadal favoritíssimo em Paris , e o Us Open parcialmente em aberto…

    E sou bem pragmático:

    acho que o domínio do sérvio simulador de lesões se estenderá por no mínimo uns 2 anos.

    Responder
    1. JAN DIAS

      Com a permanência ainda do BIG3 e a ascensão da 2a Next Gen (SINNER, MUSETTI, ALCARAZ etc), acho que KYRGIOS não vai ganhar nada de relevante..
      Não tem a vontade e disciplina necessárias p/ bater os demais… Infelizmente acho que a carreira dele já foi pro brejo…

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Eu não disse isso.

        Não acho que a carreira dele irá pro brejo. Acho que vai simplesmente continuar na mesma.

        Porque sem o trabalho duro, fatalmente tenista nenhum chega lá…

        Continuará sim nos divertindo muito com suas aparições espetaculares e os seus shows.

        E ocasionalmente, quem sabe, ganhar dos grandes nesse ou naquele torneio.

        Mas não acho que vai arregaçar as mangas para faturar um Masters 1000, ou chegar longe num Slam, por exemplo…

        Não tem a disciplina e não tem a ambição para isso…

        Responder
        1. JAN DIAS

          Eu sei que vc não disse isso..fui eu mesma.
          Mas eu quis dizer exatamente o que vc pontuou: uma carreira que não deslancha, que vai ficar sem títulos importantes…

          Responder
      2. Alice

        Jan, se a carreira dele foi pro brecho eu não sei. Se o australiano conseguir se manter no circuito por mais tempo, pode conquistar algo. O que eu tento entender é como que um tenista que não tem comprometimento com a carreira eque sofre de lesões recorrentes pode ter tanto potencial, apenas pela ‘qualidade’ das suas habilidades tenísticas. Convenhamos, o tênis hoje é muito moderno, pra se depositar todas as fichas somente no talento.

        Responder
        1. JAN DIAS

          É que ele joga só p/ ganhar uma grana (acho que ele mesmo disse isso uma vez), e como quase sempre a participação dele nos torneios dificilmente passa da 3a rodada, só o talento técnico dele dá pra isso.
          Mas, como eu opinei antes, a partir de agora com a chegada dessa nova geração e da permanência ainda do BIG3, ele vai ter muito + dificuldade p/ chegar nessa 3a rodada… Ele já vai fazer 26 anos agora em abril, não é + 1 novato…
          E é uma pena ver um tenista tão talentoso quanto ele não se dedicar ao esporte… por isso acho que a carreira dele vai terminar nesse limbo de jogador que não venceu torneios importantes…

          Responder
  22. Paulo Almeida

    O tal do Kassio Nunes Marques (citado pelo Periferia), diferentemente das outras várias aberrações que passaram ou ainda estão nesse desgoverno (das quais destaco Weintraub, Pazuello, Ernesto Araújo, Damares, Sérgio Camargo, Lorenzoni, Ricardo Salles e, é claro, toda a família Bozo) só vai vazar daqui a muitos anos e com uma aposentadoria bem gorda, pois afinal ganhou um cargo estável. Que lástima.

    Responder
    1. Barocos

      Paulo,

      Na minha opinião (que, na verdade, não é minha, é das pessoas da área com as quais converso), parece ser, de longe, o pior dos indicados ao STF, superando em muito até o Toffoli. Duas decisões importantes, duas bolas fora. A primeira então, foi motivo de piada entre os meus conhecidos. Já tinha começado com o pé esquerdo com as invenções sobre os títulos inexistentes.

      Bem, ele vai ter bastante tempo para se aprimorar, só espero que queira e que não caia no populismo, como já aconteceu com alguns dos que lá estão aboletados, o que gerou toda esta confusão jurídica no país. Estão lá para respeitar a constituição, este é valor deles para a sociedade, não estão lá para agradar a A, B ou quem quer que seja.

      Saúde e paz.

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Prezado Barocos,

        Não sei se pensa como eu: os ministros do STF deveriam ser todos juízes ou desembargadores com pelo menos 20 anos de experiência, que deveriam ser aprovados em um baita processo técnico de seleção (elaborado pelos ministros vigentes) para só então tomarem posse; nada de indicações políticas e aquele processo de sabatina no Senado.

        Não sou da área, mas não concordo com esses ritos e para mim a Constituição já está bastante ultrapassada.

        Abs.

        Responder
        1. Paulo Almeida

          ERRATA: (…) juízes ou desembargadores com pelo menos 20 anos de experiência aprovados em um baita processo técnico de seleção (…).

          Dois “deveriam ser” seguidamente não dá, né? Rs.

          Responder
        2. Gildokson

          É por isso que quando vejo você gritando aos 4 cantos que Djokovic é o GOAT, e que Bautista Agut é craque, eu não acredito muito… kkkkk
          Olha só que comentário perfeito sobre a escolha dos ministros do STF e sobre é nossa “constituição”
          Parabéns Paulo!!
          Abs!!! kkkkkkķ

          Responder
          1. Paulo Almeida

            Que nada, estimado Gildokson. Foi apenas minha mera opinião.

            Bom, Agut craque é forçado, mas Djokovic GOAT é a pura realidade!

            Abs.

        3. Barocos

          Paulo,

          A seleção dos candidatos é um critério bem difícil de estabelecer. Nos USA, que é o modelo que copiamos (não precisa ter sido juiz), a indicação é do presidente, e o juiz da SC de lá não tem uma data limite para se aposentar (muitos só se aposentam “compulsoriamente” com o óbito, literalmente). Na Alemanha, o limite é 70.

          Talvez o melhor modelo, pelo que pesquisei, seja o francês, onde existem vários conselhos com poder de veto e que participam da escolha.

          Não sou favorável a uma seleção feita apenas pela classe (juízes e promotores), porque estou para conhecer qualquer associação de profissionais com um senso de corporação mais exacerbado que a destes, e corporativismo pode, muitas vezes, nos fazer enveredar por caminhos que não desejamos quando suas decisões têm a capacidade de afetar radicalmente a vida dos cidadãos.

          Saúde e paz.

          Responder
          1. Sérgio Ribeiro

            Apenas complementando , caro Barocos . Temos apenas SETE artigos na Constituição Norte-americana. Contra mais de 700 nesta ultrapassada do Dr Ulisses . Queria ver se esses caras do STF aprontariam o mesmo se estivessem sentados com a bunda por lá. Veja a rapidez no caso Donald Tramp … Abs!

          2. Paulo Almeida

            Barocos,

            O modelo francês me parece interessante e talvez melhor do que o que passou pela minha cabeça. Entretanto, apesar das questões corporativistas, não vejo profissionais mais capacitados do que juízes e desembargadores (não promotores) com larga experiência, notório conhecimento jurídico, reputação ilibada e tudo mais para ocuparem os cargos da Suprema Corte.

            Abs.

        4. Jose Yoh

          Paulo, fora do tênis não lembro de nada que eu não concorde com você. Grande comentário.
          Creio que a maioria dos brasileiros que tenha um mínimo de bom senso não compactua com essa forma de escolha do STF, muito menos com nossa confusa Constituição que permite diversas interpretações. Diz muito do nosso caráter burocrático e pouco pragmático.

          Responder
          1. Paulo Almeida

            Grato, Jose Yoh.

            Que bom saber que convergimos em temas avulsos ao tênis, embora a divergência de opiniões (que não descambe para agressões) seja sempre muito importante!

            Abraços.

    2. Lola

      E por falar em advogados:
      Pq Deus criou as cobras antes dos advogados, pq ele precisava praticar. kkk
      By Jimmy Mcgill ( Better Call Soul)

      Responder
  23. Willian Rodrigues

    Excepcional síntese acerca do torneio Dalcim! Parabéns a você e equipe pelo trabalho antes, durante e após o evento.
    Minhas expectativas são as melhores para a gira do saibro.
    Creio que será muitíssimo disputada, até porque contaremos com o retorno de Djokovic e Nadal, ambos defendendo inúmeros pontos. Federer…??
    Zverev, Tsitsipas, Sinner e mais alguns jovens se adaptam bem ao saibro e querem muito vencer alguns Big Titles com o Big 3 ainda em atividade.
    Então, será muito interessante…

    Responder
  24. Marcão

    * Miami foi a amostra do caótico mundo pós-big3 que se aproxima. Qualquer tenista, de qualquer idade e ranking, vai poder sonhar com qualquer coisa.

    * No acirrado circuito feminino, onde o caos brilha feito orgia de pirilampo, Ashleigh Barty ensaia o seu reinado. É quase impossível que seja longo, pois a corte exala rebeldia, mas nenhuma menina é tão completa quanto ela.

    * No saibro, onde o ogro não boceja, meu palpite para surpresa é outro italiano: Lorenzo Musetti.

    Responder
  25. Ronildo

    Muitos tenistas experientes fazem qualquer coisa numa partida para quebrar o ritmo alucinante de um adversário que está levando vantagem e caminhando para a vitória. Muitas vezes o objetivo é apenas tomar tempo para respirar mais e recompor as forças.
    É baseado nesta lógica da necessidade de recompor as forças e focar no essencial que afirmo que Djokovic perderia o número 1 em 2020 caso não houvesse paralização e cancelamento de muitos torneios por causa da pandemia. Em 2019 Medvedev e Thiem estavam num ritmo excelente e certamente ambos venceriam alguns torneios que Djokovic havia vencido em 2019. Sem falar nos torneios vencidos por Nadal, Tsitsipas e Zverev, entre outros.
    Evidentemente que Djokovic perdendo o número 1 em 2020, poderia recuperar em algum momento em 2021.
    A paralisação também deu gás para Nadal. Sem sombra de dúvidas que o principal beneficiado foi Roger Federer. Porém criou-se condições ideais para Djokovic se manter no número 1.
    O circuito da ATP é de certa forma excruciante. Vencer um torneio, seja 1000, 500 ou 250 requer um esforço hérculuo. Manter-se no topo depois dos 33 anos é uma coisa que ainda não foi vista, digo, ano após ano. Porém conforme todos sabem, foi dado pausa, houve cancelamentos e agora blindagem. Não estamos no circuito conforme ele foi rotineiramente de 1970 até 2019.
    Disto isto, que são fatos, gostaria de ressaltar que muitos vêem uma imagem e criam alucinações, transferindo o ideário da imagem vista para outro agente, sujeito ou objeto. Não se dão conta que é apenas uma imagem projetada, uma fantasia.
    Destes modo muitos torcedores de Djokovic observaram a imagem de Federer jogando um tênis exuberante aos 38 anos e transferiram este ideário ao próprio Djokovic. Não se dão conta que são tenistas completamente diferentes e suas carreiras também serão diferentes, embora ambas sejam igualmente gloriosas.

    Responder
    1. Miguel BsB

      Ronildo, numa boa e com todo respeito. Estou longe de ser da ala Djokovista do Blog, mas essas suas previsões e análises estão sendo furadas há uns bons anos já…
      Esses “se, se,se”, não jogam e não contam meu amigo. Djokovic tá papando quase tudo há muito tempo…”Se” vários torneios no ano passado não fossem cancelados, é bem provável que ele teria vencido a maioria deles…
      Veja agora, Miami acabou de acontecer…você não acompanhou? Estando fora os Big 3, a final foi a surpresa de Hurcakz x Sinner. Medvedev, Tisisipas, Rublev, Shapovalov, Zverev etc…foram ficando pelo caminho.
      Qual a sua base de achar que no ano passado esses mesmos jogadores, mais o Thiem, derrubariam Djokovic da 1ª posição? Não tem lógica nisso que você teima em pregar…

      Responder
      1. Jonas

        Curioso é que uma hora os caras vão ficar velhos mesmo, dando espaço para os novatos. Só que esse rapaz aí achou que isso aconteceria em 2019, 2020 e nada…enfim, é o famoso “SE” repetido até a exaustão.

        Responder
        1. Ronildo

          2019 estava iniciando a revolução, 2020 foi ano totalmente atípico. É de agora em diante se a pandemia permitir. Mesmo com a blindagem dos pontos.

          Responder
          1. Jonas

            Revolução, ou algo próximo a isso, seria um tenista aleatório destronar o Djokovic no auge. Assumir a ponta do ranking e não largar por um bom tempo.

            Djokovic já tá com seus 33 anos, é perfeitamente normal que daqui a um tempo ele baixe o nível, coisa que ainda não aconteceu. O fator idade ainda não está pesando para o sérvio.

      2. Ronildo

        Na verdade não aconteceu Miguel pelos motivos já citados. Quando a oposição estava em ponto de bala, caiu a pandemia. Por isso que entendo que à partir de agora se inicia um novo ciclo ao qual Djokovic sofrerá a oposição que se livrou em 2020. Muitis acreditam que ele se manterá no topo com 33, 34, 35. Eu penso ao contrário. Então respondendo sua pergunta: a idade o derrubará, juntamente com o surgimento de tenistas mais gabaritados. Mesmo porque alguns que estão aí já o venceram. Mas basicamente é o fator idade.

        Responder
          1. Jonas

            A idade derrubou o Federer em 2011 coitado, 29 anos e já era um idoso. Uma década se passou e o pobre suíço continua jogando. É um baita sacrifício, não?

    2. Paulo César

      Djokovic perderia o número 1 em 2020? Amigo,ele ficou invicto até aquela bolada no USOPEN. Tinha pouco a defender no saibro e era favorito absoluto na grama. Jamais perderia o número 1. Medvedev só começou a jogar bem no fim do ano. Aliás, Medvedev teria despencado no ranking não fosse o congelamento, que tirou 22 semanas de Djokovic.

      Responder
      1. Jonas

        Eu aposto minhas fichas que o Medvedev, eventualmente, será número 1 do mundo. Só que falta muito. Ele é excepcional nas hards, porém é fraco no saibro e na grama.

        Será que ele tinha essa consistência toda para assumir a ponta ano passado, não fosse a pandemia? Duvido muito.

        Medvedev já teve suas chances para vencer Slams na quadra dura, claro que haverá outras, mas já perdeu para o Nadal no US Open e foi surrado pelo Djokovic no Australian Open recentemente. Ele também perdeu para o sérvio no Australian Open 2019.

        Responder
        1. Miguel BsB

          E outra…não fosse aquela bolada na juíza, ele ia levar o USOPEN tb.
          Ou alguém duvida que se o Djokovic enfrenta Thiem ou Zverev tremendo de nervosos daquele jeito, ia ser um atropelo sem dó nem piedade…

          Responder
    3. Luiz Fabriciano

      Prezado Ronildo, com todo respeito, esse foi engraçado.
      Então, o mundo que acompanha o tênis, vendo o domínio de Djokovic, não passa de seres que imaginam e um ou outro, sozinho, que vive criando projeções que não se realizam, é o que enxerga a realidade?
      Agora me preocupei comigo mesmo.

      Responder
        1. Luiz Fabriciano

          Eu profetizei que ele seria #1 do mundo, quando o vi pela primeira em 2007.
          Mas já tem mais de 2 anos que tua campanha para destrona-lo do trono é incansável.
          Profetizei também em 2015 que aquela geração, não chegaria ao topo de ranking enquanto o Big3 existisse, depois, fiz upgrade, dizendo que nem a geração seguinte chegaria. A geração que assumirá o topo do ranking acontecerá pós-closing do Big3.

          Responder
      1. Ronildo

        Eu falei da projeção mental da imagem de Djokovic jogando aos 38 o mesmo tênis de qualidade e eficiência que Federer apresentou aos 38 anos.

        Responder
        1. Luiz Fabriciano

          Ninguém mentaliza Djokovic jogando como Federer,
          Há sim, uma realidade que nos mostra ele superando Federer.
          Veja:
          No mano a mano, tem mais vitórias;
          Como #1 do mundo, já tem mais tempo;
          Como #1 ao final da temporada, tem mais;
          Torneios M1000, tem mais;
          4 GS em sequência, só ele tem;
          Todos M1000, só ele tem (e duas vezes);

          Para ficar só nos pontos que realmente importam na carreira de um tenista.
          Só perde em número de GS e Finals conquistados (por enquanto – isso mentalizo mesmo).

          Responder
          1. Ronildo

            Sempre fugindo da questão exata: O que eu disse é que Djokovic com 38 anos nunca terá um tênis competitivo e eficiente como o Federer mostrou ao mundo aos 38 anos. E acredito que todos, inclusive você, sabem o porquê.

  26. Paulo Almeida

    O título do polonês foi mais um balde de água fria na ala xiita freguesiana, que já contava com o italiano deslanchando e ganhando tudo em 2021, kkkkkk.

    Eu lembro que o Urka deu um trabalho enorme para o Djoko em Wimbledon 2019, inclusive fazendo um pontaço de voleio à la Becker se atirando pra cima da bolinha no tie do segundo set; o sérvio também fez isso na final em um game complicado do quinto set. Enfim, o título de Miami ficou em boas mãos.

    E vamos para o saibro, no qual MC e Belgrado serão essenciais para que o número 1 não perca sua posição, apesar de já ter dito que não vai se matar mais por isso depois da quebra do recorde, dando prioridade aos Slams.

    Responder
  27. Barocos

    Esta novíssima geração tem bons talentos, mas quão bons eles são só saberemos quando voltarmos a vê-los duelando com Nadal, Djokovic e Federer, e mesmo assim com reservas, já que nenhum dos três está próximo ao auge do atleticismo deles, o que aconteceu em épocas diferentes para cada um destes fenômenos.

    De todos, os que mais me impressionam são o Tsisipas, que já é um pouco mais velho, e os dois italianos, o Sinner e Musetti.

    Lembro bem de quando vi pela primeira vez o Djokovic e fiquei impressionado com o garoto. Guardadas as devidas proporções, espero que os três também deslanchem.

    Saúde e paz.

    Responder
  28. Vitor Hugo

    Geração fraca + Federer Velho + Murray fora de combate = O número 1 mais fake da história do esporte. Tecnicamente sem dúvidas é um dos mais fracos!

    Salve o GOAT Roger Federer! O MAIOR E MELHOR DISPARADO DE TODOS OS TEMPOS!

    Responder
    1. Paulo César

      É…Djokovic começou a construir seu Record no mês passado. Não enfrentou os dois até então maiores tenistas da história em TODA sua carreira, além de Murray, Del Potro, Wawinka, Tsonga etc. Forte mesmo foi a geração do Federer de 2003 a 2008, com os extraordinários Riddick, Hewitt, Ferrero, Bagdathis, Filipoussis e tantos outros gigantes. É cada absurdo…

      Responder
      1. Paulo F.

        E adoram se apegar que Djokovic deu a sorte de pegar o Federer em fim de carreia.
        Baseando-se neste argumento, Federer ganhou outro GS papinha (o USO de 2005), afinal derrotou um Agassi no final do final de sua carreira.

        Responder
  29. Daniel

    Acho que o polonês estava “mais pronto” pra ganhar.
    Os dois jogaram muito bem e acho que o Sinner ainda tem muito pra melhorar.
    Teria que aprender a variar o jogo, sua única alternativa é dar porrada pra todo lado. Nesse quesito ele é ótimo, tem todos os golpes e se movimenta bem, mas quando precisa variar, nada acontece.
    Mesmo acontece com o Rublev.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Exatamente…

      O Hurcaks leva vantagem a curto prazo.

      Enquanto o Sinner deve ter mais sucesso do que ele a médio e longo prazos…

      Abs.

      Responder
    2. ANTONIO LUIZ DE MACEDO COSTA JUNIOR

      Desculpe amigo, com todo respeito, comparar o jogo do Sinner com o de Rublev é simplesmente ridículo. Sinner tem muito mais recursos e variações. Se tem como predicado facilidade para fazer winners de ambos os lados é mérito dele. Não fez um bom jogo na final, faltou principalmente confirmar o primeiro serviço e esteve afobado em alguns momentos importantes. Tem apenas 19 anos de idade e já é bem maduro para apouca idade. Com o tempo vai conseguir administrar melhor o nervosismo e principalmente fazer melhores escolhas nos pontos decisivos. É um grande talento, que ainda precisa ser devidamente lapidado. Está no caminho certo. Já é 22º do mundo aos 19 anos de idade, com dois títulos de ATP e um vice num MASTER 1000. Nada mal…

      Responder
  30. rafael

    O polonês teve uma super semana e mereceu demais o título. Vejo o italiano com mais armas e, certamente, evoluirá mais e mais!
    No feminino a Andreescu realmente fez falta ao tênis. Como joga a canadense!! Contudo, a Barty mereceu o título.
    No saibro, para mim, nada mudará. Nadal favorito e Djoko e Thiem colados! O resto será surpresa!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Vou fazer algumas projeções para o saibro no próximo post, Paulo, mas é difícil tirar Nadal e Djoko de qualquer favoritismo.

      Responder
  31. Luiz Fernando

    Essa final me pareceu um revés claro q a nextgen 1 como disse o Periferia, os quais apanharam sem do nem piedade, em especial do polonês, o qual nunca foi tão badalado como os demais na faixa 23-25 anos. Venceu de forma clara, com uma movimentação q surpreendeu a todos, pela sua altura. Em relação ao saibro, Sinner ja teve um bom resultado em RG 2020, chegando as quartas e servindo p vencer o set1 contra Rafa, embora não confirmasse; não custa lembrar q no primeiro encontro contra Nadal em 2018, em Barça, o grego, por exemplo, fez 2 ou 3 games na final. Assim, o italiano deve ir bem nesses próximos eventos. Zverev também ja teve boas atuações no piso, salvo engano inclusive vencendo M1000 em cima do Djoko; também não da pra esquecer a final de Roma em 2018 quando teve quebra na frente de Rafa no terceiro set. Rublev e Medvedev, jogadores q tem padrões de jg com menos variações q os demais, me parecem menos afeitos ao saibro. Aguardando ansiosamente o próximo post do Dalcim p ler as impressões dele…

    Responder
  32. Marcilio Aguiar

    Dalcim gostei muito o jogo do polonês nessas ultimas rodadas. Embora preferisse a vitória do italiano, o título ficou com com quem mereceu de fato. Confesso que não prestei atenção nele antes, mas fiquei bem impressionado com a mobilidade e poder de defesa para quem é tão alto. Um surpresa agradável. Espero que mantenha esse nível e venha a encorpar o grupo de protagonistas nos próximos torneios.

    Responder

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