Miami vê jovens finais. E com Luísa.
Por José Nilton Dalcim
2 de abril de 2021 às 23:41

A nova era do tênis estará em quadra para as finais masculina e feminina de Miami. A soma de idade dos quatro candidatos ao título entre sábado e domingo é de apenas 88 anos, ou seja, uma média de 22 por finalista. Para quem clama por renovação, nada a reclamar.

Jannik Sinner é o mais jovem deles, com 19 e meio, e fará uma decisão totalmente inesperada contra Hubert Hurkacz, que acabou de completar 24. Entre as meninas, dois nomes já muito rodados, porém ainda de tenra idade. Ashleigh Barty, a mais velha dos finalistas, tem 24 e 9 meses e enfrentará a recuperada Bianca Andreescu, de 20 e 7 meses.

Com número 1 garantido outra vez, Barty tenta o segundo título consecutivo em Miami. Na primeira viagem para fora de seu país em 14 meses, teve dificuldade para soltar seu jogo mas progrediu rodada a rodada até fazer uma semi quase perfeita diante de Elina Svitolina.

O melhor desta final de Miami é que veremos um duelo inédito entre duas tenistas cheias de recurso, incluindo slices, deixadinhas e voleios, arsenal um tanto raro no circuito feminino. Andreescu bate mais forte, é verdade, mas isso não chega a ser uma diferença crucial nas condições mais lentas do torneio. Assim, é preciso construir pontos.

A canadense fez até aqui uma campanha notável. É apenas seu terceiro torneio desde o retorno da longa parada de um ano devido ao joelho. Fez já quatro jogos seguidos no terceiro set,  todos sob grande pressão e com menos pernas que as adversárias. Sempre achou um jeito de ganhar. Faz a primeira final em 19 meses e tenta colecionar outro troféu de peso na sua curta galeria de três, mas que foram erguidos em Indian Wells, Toronto e US Open de 2019.

Masculino: surpreendente e imprevisível
No domingo, Sinner pode se tornar o mais jovem campeão de Miami, quebrando marca de Novak Djokovic. Há muito se fala e se observa seu talento, mas é excepcional que ele já tenha conseguido adaptação tão boa à quadra dura. O saque aliás melhorou muito.

Mais um fruto do trabalho de Riccardo Piatti, que participou da formação de Djokovic e Maria Sharapova entre outros, Sinner tem grandes golpes de base, mas a cabeça se destaca talvez ainda mais. Raramente mostra emoções, mantém incrível foco e sempre acredita que ainda dá, como foi o caso da exigente virada desta sexta-feira diante de Roberto Bautista, em que achou soluções para repetir o que fizera em Dubai.

Para aumentar a imprevisibilidade da final, nunca enfrentou Hurkacz. O polonês é um sólido jogador de base, que também abusa no saque, e tem a especial capacidade de se mexer muito bem na base e assim distribuir golpes pesados com naturalidade. Foi assim que tirou Denis Shapovalov, Milos Raonic, Stefanos Tsitsipas e agora Andrey Rublev, todos inquestionáveis jogadores de quadra dura e estilos agressivos.

O grande momento de Luísa Stefani
E o tênis brasileiro estará no fim de semana decisivo de Miami com Luísa Stefani. Ela e a tradicional parceira Hayley Carter obtiveram linda reação nesta noite diante da top 10 Gabriela Dabrowski e da mexicana Giuliana Olmos, com triunfo num match-tiebreak de 18 pontos.

Luísa e Carter incrementam o espírito de renovação, já que a brasileira tem 23 anos e meio, dois a mais que a parceira. Para chegar a seu maior título, terão de passar pelas conhecidas japonesas Shuko Aoyama e Ena Shibahara, que as derrotaram na final de Dubai semanas atrás, além da Austrália e de Roland Garros, mas a dupla da paulista levou a melhor no US Open.

Num momento de poucos resultados animadores para o Brasil, Stefani já garantiu o 27º lugar do ranking e será 24ª em caso de título, uma posição que apenas outros nove tenistas nacionais obtiveram até hoje na Era Profissional, em qualquer sexo ou especialidade.


Comentários
  1. lEvI sIlvA

    Dalcim, o título de Hebert Hurkacz não vale um post? Tantas pessoas dando como certo a taça nas mãos de Jannik Sinner…

  2. Luis

    Oi Dalcim,
    Tudo bem?
    O Polonês ganhou, mas a Switek nem foi para as quartas de final. A pressão pegou ela? Estranha essa queda de qualidade depois do RG, acho que perder para a Halep no AO pegou um pouco. O que você acha dela em geral?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ela ainda precisa se adaptar melhor às quadras duras, Luís. Ela é uma típica jogadora de saibro, mas como tem um sólido jogo de base acredito que essa adaptação será feita com alguma naturalidade, desde que trabalhe um pouco mais no saque para não ficar vulnerável às devoluções das meninas, que andam bem agressivas. Abs!

  3. Jonas

    A final de Miami não foi de encher os olhos mesmo. O big 3 faz uma falta enorme nesses torneios, mas pelo menos eles dão uma chance para os mais jovens ganharem alguma coisa.

  4. Marcelo Costa

    O polonês , joga em toda a quadra, sobe a rede com confiança, chegando lá fecha os espaços, deixa sempre uma duvida na cabeça dos adversários, tudo isso deixá claro que só o sólido tênis de base, com toda a potência de golpes de fundo não são a única forma de se jogar.
    Vimos grandes jogadas, lances de tirar o fôlego, comentamos, debatemos o presente de olho no futuro, ou seja, teve tênis sem o big3, teve, e terá sempre, aos ufanistas justificados claro, desapega, desapega.

    1. Marcilio Aguiar

      Marcelo, embora o Big 3 vá fazer muita falta no início, concordo com voce que haverá vida para o tênis. A ressaca perdurará nos primeiros torneios sem o trio em definitivo, mas logo as rodadas decisivas dos torneios entre os jogadores das novas gerações deverão ter boas disputas, como essa final de Miami, que manterão o interesse pelo esporte. Os 3 gigantes entrarão para a historia com o destaque que merecem e os outros farão a sua.

  5. Oswaldo E. Aranha

    _sabiam que até 1926, os tenistas disputavam as partidas usando calças compridas de linho e camisas sociais com colarinho?
    _Isso só mudou naquele ano porque um talentoso jogador francês chamado Jean René protestou publicamente contra o traje.
    _Durante um jogo importante, ele declarou: “Essas roupas nos sufocam, tiram nossa liberdade, atrapalham o desempenho.”
    _Disposto a romper com o absurdo, no jogo seguinte, Jean entrou em campo vestindo uma camiseta de mangas curtas e um calção mais confortável.
    _O traje causou escândalo (…). O público dividiu-se entre vaias e aplausos.
    _Na plateia, o presidente de uma importante confecção francesa intuiu que a novidade tinha grandes chances de dar certo por dois motivos: Primeiro, o tenista desfrutava grande prestígio e muitos fãs certamente o seguiriam. Segundo, o fato teria forte divulgação na imprensa, o que significaria publicidade gratuita.
    _Depois da partida, o executivo procurou Jean e propôs a ele abrirem juntos uma confecção.
    _O tenista se chamava Jean René Lacoste e sua marca, a Lacoste, revolucionou o mercado de moda desportiva.
    A título de curiosidade: o pequeno jacaré, símbolo da marca, foi escolhido porque o jogador era chamado pela imprensa de Le Crocodile, pela forma como atacava os adversários nas quadras.”

    1. Jose Yoh

      O interessante é que uma marca que começou tão revolucionária e quebrando paradigmas tornou-se super conservadora e sem inovações.

      Toda revolução tem o desejo de nunca mais querer mudar…

      1. Luiz Fabriciano

        Concordo plenamente.
        Veja a Adidas, por exemplo, que cresceu depois de um racha na família, o quanto se moderniza e está em todos os lugares do mundo.

  6. periferia

    Não me lembro de um jogador…que antes do início de um Master mil (qualquer um deles) ter mais derrotas que vitoria….e ganhar o torneio (se aconteceu faz tempo).
    Antes do torneio Hurkacz tinha 56 vitórias e 62 derrotas.
    O polonês é um bom jogador….mas bons jogadores nao ganhavam Master mil….para ganhar master mil precisava ser um ótimo jogador.
    Sintomático…a qualidade caindo.

    1. Rafael Azevedo

      Bom, se Djokovic ou Nadal estivessem nesse M1000, provavelmente o polonês enfrentaria um dos 2 nas primeiras rodadas. E mais provavelmente ainda, perderia.

    2. Marcelo Costa

      Não vou pesquisar, vou pela memória, em 1997 o então 68 do mundo tinha mais vitórias que derrotas antes de entrar no sagrado templo do saibro? Ao vencer é surpreender o mundo seria justo dizer que a qualidade caia? Em 2004 e 2005 quando surgiram os dois maiores , eles ganhavam tudo? Ou tinham mais derrotas até despontar?
      A mudança virá de gente quê busca seu lugar aos podiuns perdendo até ganhar, Karatsev é a prova disso. A qualidade está aí, só os protagonistas de antes não estáo, sou um defensor do tênis, eterno e não de tenistas efêmeros.

  7. Mauricio

    Dalcim, o Rublev ainda não emplacou um grande título, mas você não concorda que o fato de ele estar tendo uma consistência grande em todos os os torneios que joga é algo que deve ser notado?? DIgo isso porque vejo essa geração nova no topo do ranking.. uma hora os caras ganham um masters 1000 e logo em seguida perdem 3 vezes seguidas na primeira, segunda rodada atp 250 500.. os caras não tem consistência.. fica difícil acreditar que algum deles vai ganhar um grand slam ou chegar a número 1 enquanto o big 3 estiver ai..
    Outra coisa Dalcim, você sabe se quando os jogadores formam uma dupla fixa, se a premiação é sempre 50% para cada, ou se existem acordos em diferentes porcentagens, por exemplo 70% para o melhor jogador e 30% para o outro??
    Abraços

    1. José Nilton Dalcim

      Não posso garantir, mas tenho 90% de impressão que é sempre 50% para cada lado. Talvez o máximo que possa acontecer é descontar antes o percentual do técnico, Maurício.

  8. Sérgio Ribeiro

    Não só podia endurecer como venceu e com todos os méritos o Polonês , mais um da nova geração. São parceiros de duplas e o mais Velho ( 23 ) se aproveitou pra enrolar o jovem Italiano . No Saibro sinceramente não acredito que possa repetir. Mas o macaco velho Piatti , deve ter visto que seu pupilo exagerou na porradaria. Vários ajustes serão feitos sem dúvidas. E Monte Carlo promete muito pois apenas Federer e Thiem não estarão presentes. O favoritismo ainda com o Big 3 ? . Sem dúvida, mas outro se apresentar na FINAL , já sabemos que não seria impossível… Abs!

  9. Luiz Fernando

    Creio q a maioria de nós, eu inclusive, esperava a vitória de Sinner, q claramente sentiu o peso de sua primeira final de M1000, algo esperado p um cara de 19 anos. O polonês, 5 anos mais velho, também sentiu, mas no fim venceu com méritos. Esses 2 caras se mantiverem esse nível de jogo vão incomodar muito de agora em diante…

  10. Paulo Almeida

    Grande Hurrikaczne! Baita jogador da escola do Djokovic!

    E ele vai pedir “Rock You Like a Hurricane” mesmo, que qualquer um conhece.

    Congrats!

  11. Luiz Fernando

    O polonês está jogando demais, encarando com vantagem a troca de BH, ponto alto do jg do Sinner. Sinceramente não me lembro de uma partida com menos slices, pura pancadaria, com clara vantagem p Hurkacz no momento, que vai levando por 40…

  12. Luiz Fernando

    E o Pecador pecou no set 1, depois de um game espetacular com quebra p servir 65. Mas ninguém pode reclamar dessa partida, de alto nível, com excelentes trocas. Vamos p o set 2…

  13. João ando

    E a bia ganhou da Jones …que parece carimbou muito…nem deu as mãos para bia …esperamos que a Luísa ganhe tb

  14. Paulo F.

    E pelo visto Bianca Andreescu será a versão de saias de Del Potro.
    Campeã de US Open e enorme potencial.
    Mas uma carreira que será pontuada por lesões.

  15. Helena

    Dalcim,

    Boa noite. Vi alguns sites noticiando um possível descumprimento de jogadores na bolha de Miami, mas não vi nada no site da ATP. Você teve alguma informação sobre o assunto?

  16. Paulo Almeida

    Karatsev e Medvedev chegaram bem descansados para seus respectivos confrontos diante do GOAT, que vinha de jogos duros contra Tiafoe, Fritz (quando houve o rasgo fibrilar), Raonic e Zverev. Se alguém chegou exaurido, esse alguém foi o sérvio.

    É curioso que até hoje nenhum ortopedista renomado tenha questionado a ruptura inicial de 1,7 cm que avançou para 2,5 cm no músculo oblíquo do abdômen, conforme exame de ressonância magnética. No mundo paralelo e negacionista onde a Ciência não existe, talvez algum leigo possa duvidar da lesão, mas somente nele.

  17. lEvI sIlvA

    Dalcim, um excelente 1° saque acima de 200km/h em cima da linha e muito bem colocado, muitas vezes resulta em ace/winner. A dívida é, um 2° serviço mais lento e sem tanta dificuldade na devolução, mas que resulta em bola na rede, ou mesmo fora, seria erro não forçado?

    1. José Nilton Dalcim

      Esse é um problema, Levi, porque estatísticas são feitas por seres humanos, que muitas vezes podem ter diferentes interpretações. E eles nunca estão nos mesmos jogos, quadras e muito menos torneios. E vamos pontuar que essa ‘decisão estatística’ tem que ser tomada com muita rapidez. Na teoria, um segundo saque em que o recebedor não se defenda mas tente atacar ou ao menos colocar a bola do outro lado seria um erro não forçado, portanto está muito mais na intenção do recebedor, algo que por vezes pode não ser bem claro. Por isso existe agora o ‘erro forçado’, esse sim dependente da intenção do sacador ou do que ataca, ou seja, o quanto ele forçou o lance para gerar a falha. Deu para entender?

  18. Francisco Neto

    Boa noite, Dalcim

    Talvez uma pergunta muito leiga, mas gostaria da sua explicação. Vi os melhores momentos de Sinner x Bautista e tive a impressão de que a bola do Sinner anda demais, sobretudo depois de “quicar” na quadra adversária. Pareceu-me que ela ganha muita velocidade depois disso quando começa a subir após o quique. O que você poderia me dizer sobre isso?

    Abraços

    1. José Nilton Dalcim

      Ele usa mais topspin, Francisco, que é o efeito que faz a bola andar mais a frente e para cima depois do quique da quadra contrária. Como o Bautista bate com bem menos efeito – embora até tenha usado muito esse recurso nesse jogo devido ao vento -, sua bola tende a ficar mais baixa. O golpe mais reto pode ser muito veloz, mas aí depende de pura força física.

  19. José Eduardo Pessanha

    O Pecador cometerá o crime em Roland Garros e tremerá frente ao seu ídolo Roger Federer em Wimbledon.
    Abs

    1. Luiz Fernando

      E cometerá o crime sem perder sets, como vc sempre prevê kkkk? Apareça mais, vc faz bem ao blog. Abs.

      1. Paulo Almeida

        Não entendi seu incômodo na pasta anterior, nobre Luiz. Dizer que o Djoko é o rei do hard, da grama e do tênis em geral já é uma das minhas marcas registradas há muito tempo. Achei que fosse alguma coisa relacionada a “craque Agut”, que é claramente forçado, embora o espanhol seja um adversário carne de pescoço para muitos.

        Abs!

        1. Luiz Fernando

          Caro Paulo, cada um de nós posta da forma q julga melhor, apenas achei um pouco de exagero no teor do q vc postou, e quando eu penso em exagero aqui sempre me lembro do segmento zumbi, daí o comentário…

    2. Rodrigo S. Cruz

      Então, Pessanha…

      Você lembra quando eu pegava no seu pé, por superestimar o Aliassime?

      (rs)

      Só que dessa vez, eu vou te acompanhar na aposta.

      Parece que esse garoto Sinner tem futuro…

      Porque além dos golpes, ele mostra uma maturidade mental diferenciada.

      Abs.

  20. Diego Bezerra

    Boa tarde Dalcim, de fato apareceram muitos tenistas talentosos, com golpes fortes de base, saque forte mas com pouca variação, além do mais que quase nenhum deles vão à rede nos momentos oportunos, exceto Shapovalov e Tsisipas. Entretanto o fato de maior relevância e que todos esses novos tenistas não têm consistência, apesar de jogarem uns 4-5 torneios muito bem. Para onBig 3 ser destronado é preciso resiliência ano a ano dessa nova geração, o que lhes faltam pra chegarem a essa resiliência, Dalcim?

    1. José Nilton Dalcim

      A nova geração não enfrenta apenas o Big 3, Diego, mas também Thiem e agora Medvedev, um super motivado Bautista, um sacador como Isner. Sem falar nos próprios ‘nextgen’ entre si, como é o caso de um Rublev, um Tsitsipas. O circuito é muito equilibrado e aí vemos o quanto o Big 3 é diferenciado.

  21. Paulo Almeida

    Caso o Sinner vença, ele poderá pedir “Sinner” do Judas ou “The Ultimate Sin” do Ozzy, enquanto o Hurkacz terá o direito de escolher qualquer uma da polonesa Vader.

  22. Luiz Fernando

    Barty venceu com méritos, independente da contusão de Andreescu. Apos um início titubeante, no qual teve q salvar mpoint contra, ela se recuperou no torneio e reencontrou seu melhor nível de jogo.

    Dalcim, uma duvida: esse torneio de Miami esta sendo realizado ha uns 2 ou 3 anos ao lado do estádio dos Dolphins, esse será o local definitivo do torneio ou esta sendo construído outro complexo p abrigar o evento no futuro?

    E claro, feliz páscoa a vc e familiares, bem como aos demais frequentadores do blog.

  23. Helena

    Se as coisas continuarem desse jeito, é bem capaz dos jogadores da Next Gen deixarem de ser coadjuvantes do Big Three para se tornarem coadjuvantes de Sinner & Cia.

    Sobre este último, ele tem tantas qualidades que dá até medo de zikar. Além da potência não golpes de direita e de esquerda, destacaria esse voleio com a esquerda. Incrível como domina (e sabe usar) vários fundamentos com tão pouca idade.

    Vou ficar feliz com qualquer um que vença amanhã (embora prefira o italiano), pois são jogadores esforçados e com os pés no chão, mas tenho a impressão que o Sinner leva. Além das qualidades já citadas, ele não sai do jogo mesmo quanso está em desvantagem e tem uma boa leitura para saber fazer algum ajuste quando necessário.

    Como curiosidade, os dois são bons amigos e inclusive jogaram em dupla em alguns torneios, acho que a última vez foi há poucas semana em Dubai.

  24. Luiz Fabriciano

    Mestre Dalcim, me explique algo intrigante, por favor.
    Está em destaque o lado mental do jovem Sinner, mas como se dá isso tendo em vista ser italiano, conhecidos por seu lado sangue quente e extramamente passionais?
    Grande abraço.

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que a nacionalidade em si não diz muito, mas sim a criação. Ele é de origem austríaca, pode ter tido uma educação bem mais ‘germânica’ do que italiana.

    2. José Eduardo Pessanha

      A galera do extremo Norte da Itália é geneticamente alemã/austríaca. É até curioso eles serem italianos, não sei exatamente como se deu a unificação do Norte da Itália, mas a região de Bolzano tem essa característica germânica.
      Abs

    3. Paulo F.

      Fabriciano, leia sobre o Tirol do Sul, região histórica de onde Sinner é nativo.
      Inclusive há uma espécie de movimento separatista (ou de reanexação à Áustria) chamado “Südtirol ist nicht Italien” – traduzido do alemão “Tirol do Sul não é Itália”.
      Verás que de italiano, ele só possui a nacionalidade.

  25. Ronildo

    A supremacia do Big3 acabou. Djokovic só é líder do ranking por causa da interrupção do circuito em 2020. Em 2020 ele seria ultrapassado por Medvedev ou Thiem porque tinha muitos pontos para defender. Mas tudo bem. Roger Federer, Nadal e Djokovic tem muita influência no circuito e conseguiram uma maneira de preservar alguns pontos até mesmo de 2019. Evidentemente tem uma lógica neste raciocínio em que foi baseado o desconto dos pontos. Afinal a pandemia foi um efeito histórico nunca visto antes. Porém à medida que as competições se desenrolarem vai ser bonito ver eles serem confrontados com esta legião de tenistas muito jovens e promissores que emergiram no circuito. Djokovic tem uma certa fragilidade com jogadores talentosos e jovens. Quem não se lembra das derrotas dele para o Kirgios e das finais perdidas para o Zverev. Federer tem uma coleção de derrotas para o conjunto Thiem, Tsitsipas e outros. Dos 3, Nadal é quem tem sido mais forte contra a nova e novíssima geração.

    Apesar de no jogo a supremacia já ter acabado, falta este nivelamento ser mostrado nos pontos cujo sistema de computação está de certa forma blindado. No AO vimos Djokovic ser campeão com mais dificuldade que em outros anos. Teve a sorte de fazer uma semi com um tenista muito cansado e uma final com outro tenista que aparentou não estar fisicamente preparado e por isso sucumbiu em ansiedade e nervosismo. Esse ano Nadal não vai ser campeão de RG. Estou curioso para ver se Djokovic vai ser campeão novamente de algum slam.

    1. Thiago Silva

      É muito engraçado ver o desespero dos fanáticos com a perda dos recordes do Federer, qual o sentido disso? Pra que tanto amor pelo suíço que nem sabe que você existe? Os recordes tão aí pra serem quebrados, ninguém é dono de nada, até o Federer pode vencer mais um Wimbledon e tentar manter o recorde por mais um pouquinho de tempo, mas é inevitável que no final da carreira do Big3 ele vá ficar em segundo lugar no geral e possivelmente em terceiro no recorde de slams e Masters.
      “O Nadal não vai vencer Roland Garros esse ano”. Falaram isso em 2017, 18, 19, 20, vão contando até acertar um dia kkkkk.

      1. Rodrigo S. Cruz

        Curiosa a tua pergunta:

        ” Por que tanto amor por um suíço que nem sabe que você existe?

        Como se aqui no blog não tivesse um fanatismo, em certa medida, ainda PIOR por parte de alguns nolistas.

        Pergunte então pra esses o mesmo:

        ” Por que tanto amor por um sérvio, sem carisma, de jogo chatinho, e que sequer liga pra existência de vocês? rs rs

        Abs.

        1. Thiago Silva

          Porque hoje os torcedores do sérvio estão em vantagem e podem se gabar com contundência, os do Federer estão em posição inferiorizada e tem que ficar torcendo contra os outros tenistas pra não baterem seus recordes.

          1. Rodrigo S. Cruz

            Ah entendi.

            Então foi só pura arrogância do segmento de vocês, né?

            Muito obrigado por confirmar o que eu já sabia. ?

          2. Thiago Silva

            Rodrigo S. Cruz

            É normal quando você torce pra um tenista e ele tem os principais recordes parecer arrogante ficar citando diariamente esses recordes, quando era o Federer que tinha os recordes os torcedores vinham com o peito estufado comentar aqui, agora é a vez dos torcedores do sérvio.

        1. Thiago Silva

          Se o Thiem ganhar parabéns pra ele, se o Rafa ganhar vai ser o maior campeão de slam por um período de tempo até o sérvio bater também esse recorde.

      2. Jose Yoh

        O desespero não é só dos federistas, caro Thiago. Todo dia vejo comentários tentando diminuir o atual e ainda recordista de slams apenas para tentar provar que Novak é o maior de todos.
        O que também não faz sentido porque nenhum deles precisa provar mais nada, é só o um pouco mais de ração pro fanatismo faminto de cada um.

          1. Rodrigo S. Cruz

            Não falei que esse cara ama a mentira? ?

            Se ambos somam 20 títulos, como que só um deles é recordista?

          1. Jose Yoh

            Somando dois no total de comentários tentando reduzir o suíço…
            E somando um no contador de comentários tentando aumentar o espanhol para diminuir o suíço…

            Comprovando o que disse no comentário inicial.

    2. Thiago Silva

      Outros dois pontos a destacar: as derrotas do Djokovic pro Zverev e pro Kyrgios foram lá em 2017 quando ele jogava sem cotovelo e todo mundo, inclusive eu, já tinha aposentado ele.
      E quanto ao ranking distorcido, o Dalcim já fez um post mostrando que o Djokovic foi quem mais fez pontos em 2020, então não tem do que reclamar. Medvedev e Thiem não teriam vencido Wimbledon, o jogo deles nem encaixa direito na grama.

      1. Ronildo

        O que eu disse foi que Djokovic não defenderia suficientemente os pontos de 2019 se o circuito em 2020 tivesse transcorrido normal. Isso por causa das conquistas que outros tenistas teriam, principalmente Thiem, Medvedev, Nadal, Zverev e Tsitsipas.

        1. Luiz Fabriciano

          Teriam.
          E porque Djokovic não as teria também?
          Foi vice em RG, ganhou dois M1000, perdeu no tapetão do US Open, foi semi no Finals, venceu Dubai, o AOpen, de forma mais difícil que esse ano até.
          Quanta má vontade.
          Analista e apaixonado realmente não dão um bom casamento.
          Federer, se não fosse o congelamento do ranking estaria fora do top500.

          1. Ronildo

            Pela idade o Sérvio não aguentaria defender tidos os pontos se o circuito fosse exatamente o mesmo ritmo de 2019, levando em consideração também a pressão que Medvedev e Thiem já estavam exercendo em 2019. O fato da pandemia ter quebrado o ritmo do circuito em 2020 foi excelente para Djokovic.

          2. Luiz Fabriciano

            Agradeço ao Mestre Dalcim se publicar essa resposta aqui ainda.
            Djokovic fará 34 anos logo mais. Fisicamente vai muito bem, obrigado.
            Mentalmente mais forte e com muita vontade de vencer mais. Se Federer nessa idade é considerado por você, fora de combate, reafirmo que essa visão para o sérvio é pura vontade de vê-lo no canto.
            Até o início da paralisação dos torneios em 2020, Djokovic estava invicto (e no tênis isso quer dizer que ganhou todos os torneios que participou), tendo sofrido a primeira baixa pelos motivos mais que discutidos aqui.
            Perdeu na semi do Finals, deixando acontecer o que é mestre em fazer com os outros: escapar um tiebreak depois de ter 5×1 e saque.
            Nesse momento seus olhos brilharam como quem diz: agora ele vai embora.
            Mas começa um novo ano e de novo ele volta vencendo tudo. Dando um baile na final do AOpen, sobre um garotão de 25 anos. O mais carne de pescoço de sua geração, que vinha papando tudo, inclusive exercendo pressão sobre o sérvio, conforme dito por você mesmo.
            Se pressão é kriptonita para o suíço, para o sérvio é vitamina, rsss.
            Grande abraço.

      2. Sérgio Ribeiro

        Jogava sem cotovelos ? Sei … Tu torces mesmo pelo Nadal cumpadre ? Somente rindo das desculpas idênticas lá do face Tênis Brasil sempre tentando desmerecer os outros que não seja o Sérvio . Será que ele estava também com dodói quando foi eliminado no FINALS 2019 por um senhor de 38 ? . E o N1 caiu no colo de Nadal ? rs Abs!

    3. Renato Aquino

      Vejo de uma forma totalmente diversa da sua, caro colega. Djokovic ainda é o jogador mais completo do circuito. É claro que por já ter 33 anos vai selecionar os torneios mais importantes para atuar e isso permite que jogadores inferiores vençam torneios como Miami, Madrid etc.

      Nos torneios realmente importantes Djokovic e Nadal continuam acima dos demais. Nadal especialmente no saibro, mas ele venceu o Us Open 2019 em cima do Medvedev.

      Djokovic venceu o Australian Open 2019, 2020 e 2021. Esta última final contra o jovem Medvedev foi um atropelo, ele não estava cansado de forma alguma. 1 hora e 53 minutos de jogo, apenas. Chama atenção a diferença enorme de idade entre os dois e a ampla superioridade do sérvio.

      Há ainda um equívoco grande quando você cita o ranking mundial. O Djokovic foi um dos principais prejudicados com a pandemia, enquanto Federer se beneficiou. Sugiro que volte em posts antigos do Dalcim detalhando esta situação. Tudo isso foi falado por ele.

      Você citou o Kyrgios, mas vou além. O Djokovic de 2017-parte de 2018 perdeu para tenistas muito piores que o Australiano. E aí temos o Paire, Istomin, Taro Daniel etc. Óbvio que a fase não era das melhores. Foi justamente quando Federer venceu 3 Grand Slams.

      Eu poderia dizer que o suíço foi amplamente beneficiado pela fase terrível do sérvio. Mas aí estaria agindo como um fanático…

      Sei que você tem pressa, mas logo logo o Djokovic e o Nadal não estarão mais em alto nível. É questão de tempo, coloco uns 4 anos para o sérvio e uns 2 para o Nadal.

    4. Willian Rodrigues

      “A supremacia do Big 3 acabou.” – Como assim?! Djokovic venceu AO e Nadal foi campeão em RG! Respectivamente, nº 1 e nº 3 do ranking! Rrrsrs…

      ” Djokovic só é líder do ranking por causa da interrupção do circuito em 2020″ – Já foi mais do que evidenciado, inclusive pela equipe do Tênis Brasil, que Djokovic obteve maior pontuação em 2020. Se não fosse o cancelamento de WB e da dobradinha IW e Miami, seria ainda mais…

      “Em 2020 ele seria ultrapassado por Medvedev ou Thiem… Djokovic tem uma certa fragilidade com jogadores talentosos e jovens…” – Cara, tu não assisitiu ao masaacre da final do AO em cima do Medvedev??!!

      “… nos pontos cujo sistema de computação está de certa forma blindado.” – Aqui o maior beneficiado é Roger Federer!! Chega aser constrangedor…

      “No AO vimos Djokovic ser campeão com mais dificuldade que em outros anos.” – Nesse caso, você está cpberto de razão. E isso se deve, principalmente, à elevação de nível dos oponentes. O sérvio tem tentado modificar alguns aspectos do seu jogo – vide o saque, MUITO elogiado pelo prórprio Dalcim e especialistas do mundo todo!

      “Esse ano Nadal não vai ser campeão de RG…” – Disseram isso nos últimos 5 anos!! E veja no que deu…

      “Estou curioso para ver se Djokovic vai ser campeão novamente de algum slam.” – No mínimo, pode esperar que ele dê muito trabalho aos novos e novíssimos talentos.

      Jannik Sinner, a meu ver, é aquele que tem maiores chances de atingir o topo após a aposentadoria do Big 2 (Federer não me parece mais em condições de fazer frente á galera fora da grama. Infelizmente…). Acredito que passará o trator sobre Zverev, Tsitsipas e companhia.

      1. Jonas

        Gostei demais do Sinner, ele é muito sólido e parece ser bastante focado. Tem uma galera boa vindo aí…

        Tsitsipas, Zverev e Medvedev já são realidade há um tempo. Não venceram Slams por culpa de Nadal e Djoko que ainda jogam em nível absurdo. Agora, o Sinner pode furar essa fila rápido, embora ainda tenha muito a evoluir.

        1. Willian Rodrigues

          Prezado Jonas, concordo que Jannik Sinner ainda tenha muito a evoluir. Usa muito pouco os slices e drop shots. Mas, já venceu mais pontos nas subidas à rede nessa última partida.
          Para vencer um slam o buraco talvez seja mais embaixo. Se bem que temos os exemplos de Becker e Michael Chang…
          Desde o surgimento do Big 4 (sim, Murray derrotou Federer quando tinha apenas 19 anos), não assistimos à ascensão tão rápida de um jovem talento no circuito. Daí a empolgação com o garoto… Por sinal, é o mais jovem desde Rafael Nadal e Djokovic a atingir uma final de Masters 1000.
          Auger-Aliassime foi outro precoce, porém, atingiu 6 ou 7 finais de ATP e não levou nenhuma.
          Aspecto mental do italiano é que chama à atenção… Atingiu duas finais de ATP 250 e levou os dois títulos! Além disso, ainda venceu o NextGen ATP Finals em 2019 em cima do De Minaur!
          Saudações

      2. Ronildo

        Cara, você tem que atentar para os detalhes. Não posso explicar minuciosamente a base teórica das minhas conclusões, senäo teria que escreve um livro. Mas em questão de meses veremos
        como o circuito vai estar complicado para Djokovic.

        1. Luiz Fabriciano

          Ronildo, está complicado há mais de 10 anos.
          Não fosse quem ele é, estaria fora de ação desde muito tempo.

        2. Willian Rodrigues

          “Cara”, eu me atento aos detalhes de suas previsões e comentários. Tento extrair algo convincente…
          Porém, há tantas inconsistências, que uma hora ou outra precisamos alertá-lo.
          Rrrsss…
          Se você redigir esse livro explicando suas hipotetizações quanto ao fracasso da dupla Nadal e Djokovic, lamentavelmente, eu não o lerei.
          Abs

    5. Luis

      Amigos, gostaria do seu apoio para a campanha que lanço hoje oficialmente:

      RONILDO, NÃO DESISTA! UMA HORA VOCÊ ACERTA!

      Creio que todos aqui do blog, assim como eu, veem com certo ressentimento a peleja pela qual o Ronildo vem passando nos últimos 3 anos. Suas previsões são totalmente furadas, mas uma hora ele há de vencer.

      (Enquanto isso não ocorre, sugiro aos amigos continuarem apostando no contrário do que ele diz. Da pra fazer um belo pé-de-meia!)

        1. Ronildo

          Cara, eu me baseei em várias leis quânticas e fiz vários gráficos com diversas variantes aplicáveis ao esporte de auto rendimento, especialmente o tênis, evidentemente.
          Vai ser esse ano!

  26. Evaldo Moreira

    SENSACIONAL, kkkkkkkkkkkkkkk
    Grande final, pelo que vi e observei, o Sinner tem mais recursos a meu ver, agora o gigante polonês como se move hein, e cobre a quadra, espetacular para a sua altura, porque mostrou agilidade, e o Rublev, poxa vida, tem os seus méritos, alguém tem que falar pra ele, que pancadaria não resolve, o cara não deu nem 3 slice ao longo do jogo, só um, e foi no supetão, porque o polonês mandou a bola baixa demais, ai o Rublev usou esse recurso.

    Vi alguns jogos da Luiza, carece de melhoras ainda, é jovem, assim como a parceira dela, vão crescer sem dúvida ainda mais, acho que dá pra ganha, vai depender do dia, vai ser jogo de nervos, a final feminina, imprevisivel realmente, a Bianca vai dar um trabalho para a australiana, que tem um jogo morno, e me dá a impressão que a bola não anda, não é número 1 a toa, joga muito, vamos aguardar, há como joga essa canadense, kkkkk

  27. Luiz Fernando

    “Periferia:
    A Next antiga (agora com o Sinner tem a Next nova) foi atropelada no Master 1000 de Miami.
    Cabeça 1 – Medvedev…nao chegou nem na semi.
    Cabeça 2 – Tsitsipas…..nao chegou nem na semi.
    Cabeça 3 – Zverev……nao chegou nem nas quartas
    Cabeça 4 – Rublev ….chegou na semi e parou ali.

    Culpam o Big 3 pela falta de renovação…será?”

    Pensei nisso ontem. Os principais expoentes da Nextgen 1 ou antiga como vc expôs nem se estabeleceram como dominantes e já sofrem a concorrência da Nextgen 2. Quando não tivermos mais Big3 será um momento parecido com o q seria se as hordas de orcs de Sauron vencessem a Batalha pela Terra Média em O Senhor dos Anéis…

    1. Jose Yoh

      Talvez seja a primeira vez na história onde temos 5 gerações com níveis parecidos. Considerando cada geração com uma diferença de 4 anos:

      39~42 anos
      – Federer (39 anos)

      31~34 anos
      – Djoko (33), Nadal (34)

      27~30 anos
      – Thiem (27), Schwartzman (28)

      23~26 anos
      – Zverev (23), Medvedev (25), , Rublev (23)

      19~22 anos
      – Sinner (19), Tsitsipas (22)

      A longevidade dos atletas estão aumentando como nunca. Pura técnica e esforço? Não.
      Vai ser uma temporada interessante…

    2. periferia

      Olá Luiz.

      Aquele menino de 12 anos (o ambidestro)…vira esperança.
      Imaginando o garoto enfrentando os “tiozinho” (alguns de bengala)…e povo dizendo….”A Next chegou de vez”.

      O jogo do Sinner e Agut….100 ENF (53 x39)….quase a metade dos pontos do jogo (189)…sempre discuto a qualidade do jogo (mesmo não compreendendo o jogo como ele merece).

      Abs

      1. Willian Rodrigues

        Prezado Periferia, esse grande número de ENFs do Sinner esteve relacionado, ora à sua agressividade no jogo, ora à sua ansiedade excessiva (algo próprio da idade e que será melhorado). Foram três sets muito intensos e equilibrados…

        O garoto busca os winners com muita frequência. A meu ver, de forma bem menos irresponsável que um Shapovalov, por exemplo.

        Para se analisar a qualidade do jogo por esse parâmetro que você propôs, a quantidade de ENFs tem que ser contraposta ao número de pontos disputados e ao nº de winners obtidos! De forma isolada, pode trazer uma interpretação diferente da realidade…

        Eu achei o nível técnico do jogo muito bom, excluindo-se a falta de variações, especialmente por parte do Bautista Agut.

        1. periferia

          Olá Willian.

          Eu vi o jogo….foi um jogo disputado…poderia ter ido para qualquer lado…o garoto mostrou capacidade (principalmente mental).
          Mas o jogo…tecnicamente…não foi bom.
          Winners ….37 a 12
          ENF… ……..53 a 39
          Pontos ……98 a 91 (total)
          Se esquecer que o Sinner tem 19 anos e focar apenas na partida…a partida não foi essa “Brastemp” toda.
          Aí entramos naquela discussão….ao invés de se discutir nomes e gerações (entressafra e afins)….por que não se discute a qualidade dos jogos de hoje em dia ?
          Que está ruim.
          Noto uma certa ansiedade para o aparecimento de um grande nome que possa substituir os craques atuais (que não jogam com a qualidade de antes).
          O tempo passa e o “escolhido” não aparece.

          Abs

          1. Willian Rodrigues

            Olá Periferia!
            Gosto da sua proposta: “….ao invés de se discutir nomes e gerações (entressafra e afins)….por que não se discute a qualidade dos jogos de hoje em dia ?”

            No chamado “tênis moderno”, a maioria dos jogadores é de baseliners. Essa característica não favorece mais esse tipo de erro?? A necessidade de encontrar ângulos, deslocar os adversários, ou acelerar ao máximo as bolas, não acentua os riscos?

            Federer, e outros das gerações anteriores que jogam (ou jogavam, dependendo do caso) de forma mais agressiva, cometiam um número de ENFs tão menor assim, quando tinham idade próxima a essa??
            Nunca parei para fazer essa análise…

            Vejo como natural um grande nº de erros não forçados por parte de um jovem que busca constantemente os winners como fez (faz sempre) Sinner.
            Particularmente, tenho a impressão de que as belas jogadas que definiram os pontos COMPENSARAM, e muito, a grande qtde de ENFs.

            Essas seriam boas perguntas para o Mestre Dalcim e demais participantes do Blog…

            Abs

          2. Jose Yoh

            Creio que é exatamente essa ansiedade e cobrança que fazem com que um Medvedev por exemplo não consiga ganhar uma final de slam contra o Djoko, embora ele tivesse uma série de vitórias sobre o sérvio em torneios menores. O lado mental pesa justamente nos momentos mais importantes.

            É um bloqueio que o próprio Djoko tinha na época em que Federer e Nadal dominavam o circuito. Uma vez rompido, veja só o que aconteceu.

          3. Jose Yoh

            Sobre os jogos atualmente, acho que a qualidade técnica subiu, porém a quantidade de trocas, os estilos parecidos e a falta de grandes nomes no auge fazem o tênis – que nunca foi um esporte de multidões exatamente por ser chato de assistir – ficar mais chato ainda. Uma espécie de F1 moderna.

            Para ajudar, com as raquetes, preparo físico e as quadras lentas, é possível defender qualquer bola. Até alguns amadores conseguem fazer o que um profissional fazia há 15 anos atrás.

            Muitas vezes eu salto até os highlights, porque basicamente todas jogadas são iguais. Isso sem contar o tempo que os jogadores estão levando para sacar.

            Modorrento.
            É o que eu (um grande fâ do tênis e da F1) acho.

  28. Carlos

    Luiza joga muito bem
    Saca bem, voleios e devoluções muito bons
    Sua parceira Carter, voleia bem, mas o saque é muito ruim, saca 80mph no primeiro saque e quase sempre é quebrada
    Futuralmente acho que a luiza vai fazer dupla com uma parceira melhor tecnicamente e vai subir ainda mais no ranking

  29. Eder

    Fiquei impressionado com o saque da parceira da Luísa… Muito ruim. Saca na media a 105 km. Pífio pra uma tenista profissional e jovem como a carter, fora a ausência de potência nos smashs e na movimentação pra trás. Acredito que uma parceira melhorzinha nesses quesitos colocaria a Brasileira no top 5. O que acha Dalcim?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ela tem seus predicados também, Eder, como boas devoluções e um backhand cruzado firme. Também acho que voleia bem. Na dupla, é importante também ter um bom relacionamento pessoal, não adianta apenas ter grandes golpes individualmente. Mas, sim, acredito que a Stefani possa ir mais longe com uma parceira mais experiente em futuro próximo.

      1. Luiz Fabriciano

        Quando se fala em relacionamento nas duplas, lembramos de nossa dupla masculina, certo ou errado Mestre?

        1. José Eduardo Pessanha

          Não entendi, Luiz. Está se referindo ao Melo e ao Soares? Achei que eles se dessem muito bem.
          Abs

          1. Luiz Fabriciano

            Me refiro à eles mesmos.
            Tecnicamente são os melhores do Brasil, mas não que tenham problemas pessoais, apenas falta a química essencial para que uma dupla vingue.
            E isso serve para qualquer seguimento.

    2. Fabiano

      Ao final do jogo de ontem, ja seguindo para o vestiario, ao levantar a camisa, a americana tinha uma enorme bandagem de protecao em toda a regiao lombar e nas costelas do lado direito. Aquele saque frouxo de ontem nao pode ser algo normal. Certamente ela esta jogando muito no sacrificio.

  30. Alberto

    Com esses jogadores da chamada “Next Gen” em ação e tendo apenas o bezerro espanhol já idoso e só jogando razoavelmente melhor do que Monstrovic somente no barro, podem computar 500 semanas na liderança do ranking.

    O maior vencedor e o mais completo da História do esporte vai reinar absoluto por mais 6 anos.

    1. Willian Rodrigues

      Moss…
      Eu me considero um torcedor fiel do sérvio! Mas, é uma barbaridade o que você afirmou.
      Nadal joga MUUUUUITO MAIS que Djokovic na terra batida!
      7 x 1 em Rolland Garros é um H2H bem elástico, né não?

  31. Sérgio Ribeiro

    O Polonês realmente mostrou recursos para fazer uma FINAL equilibrada com JANNIK SINNER. Conseguiu inclusive cravar muito mais WINNERS que o marreteiro Rublev que se enrolou todo com sua excelente movimentação. Sem plano B no piso lento , deixou o cara muito confiante. Jogo pra TRÊS Sets . E pro estilo da N 1 essa quadra não atrapalha coisa alguma. Pode usar e abusar de seu vasto repertório ( o oposto de Rublev) e por isso levar um ligeiro favoritismo. Ia me esquecendo , Ashleigh Barty já faz parte do seleto TOP 10 com 67 Semanas no Topo, a frente de jogadoras como Halep e Vênus . Abs!

  32. Lucas Leite

    Dalcim, essa derrota parece que vai doer muito pro Rublev, não? Apesar de não só ele, mas os outros jovens no topo, Tsitsipas, Medvedev e Zverev, terem perdido uma grande oportunidade em Miami. Mas ao contrário dos outros, que têm títulos grandes e já chegaram em finais desse calibre mais de uma vez, o Rublev não. Seria algo grande que ele ainda não alcançou e a chave estava aberta. Para mim o Rublev sentiu muito a pressão do favoritismo.

    1. José Nilton Dalcim

      Sinceramente, não acho que vá pesar tanto assim, Lucas, porque ele vem de muitas vitórias e títulos. Claro que foi uma chance, mas ele sabe que tem jogo e precisará evoluir em alguns campos.

  33. Paulo

    Dalcim, acho que essa vai ser mais dificil pro polones, porque o Sinner coloca mais a bola, busca mais ângulos, varia mais, sobe pra rede e não tem um “lado fraco” como o Rublev. É um Murray piorado, kkkk.
    Ao mesmo tempo o Sinner tem um historico ruim contra porradeiros, como o Karatsev e Medvedev.
    Voce ve algum favoritismo?
    Abracos!

    1. José Nilton Dalcim

      Não, não vejo favoritismo. Acho que vai depender mesmo do dia e do controle dos nervos.

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