Sem os top 5, renovado Miami promete
Por José Nilton Dalcim
1 de abril de 2021 às 23:39

Miami verá um campeão de Masters 1000 inédito e chega à semifinal sem um favorito claro. Se a experiência joga a favor de Roberto Bautista, o explosivo Andrey Rublev faz um início de temporada muito confiante. Mas ambos estarão diante de adversários para quem perderam em confrontos diretos: Bautista frente o jovem Jannik Sinner e Rublev, do frio Hubert Hurkacz.

Bautista jogou um tênis primoroso na quarta-feira e outra vez barrou Daniil Medvedev, repetindo o que fizera nas quartas de Cincinnati no ano passado. Está na sua quarta semi de Masters e busca repetir a final de Xangai lá de 2016. Não é portanto apenas o mais velho e único ‘trintão’ da reta final de Miami, mas também o de maior currículo. Aliás, um eventual título também o levará de volta ao top 10.

A vitória sobre o número 2 do mundo não coroou apenas sua conhecida solidez na base, mas premiou a versatilidade, algo que claramente falta a Medvedev. O espanhol de 32 anos surpreendeu com trocas para a paralela, deu curtinhas na hora certa e ousou junto à rede, com direito até a saque-voleio.

Seu adversário será o mesmo Sinner que o venceu duas semanas atrás em Dubai com 7/5 no terceiro set. O italiano de 19 anos arrancou a vitória de Alexander Bublik, que teve 4-1 no tiebreak e 3/0 no segundo set e fez uma exibição na base do risco, com devoluções a 160 km/h e saque por baixo. Sinner, que já havia batido Bublik no mesmo Dubai, não escondeu a surpresa com a mudança tática e fez elogio: “Ele é um dos mais talentosos do circuito, tem uma mão incrível”. No jogo de pontos muito curtos, o italiano fez 26 winners, 28 deles de forehand.

A sexta-feira começou com a notável virada de Hurkacz sobre Stefanos Tsitsipas. O grego abriu 6/2, 2/0 e 15-40, dando ideia de que justificaria o histórico de 6-1 nos duelos diretos. Num passe de mágica, no entanto, se perdeu na partida e deu confiança para o polonês investir nos winners (foram 41 a 22), com destaque ao primeiro saque preciso nos momentos mais delicados. Também em sua primeira semi de Masters aos 24 anos, Hurkacz ganhou seus oito jogos na Flórida neste começo de ano – foi campeão de Delray Beach em janeiro – e já tirou três cabeças de Miami, lista que inclui Denis Shapovalov e Milos Raonic.

Ele reencontrará Rublev, mais um que faz a primeira semi de Masters. Hurkacz venceu o único duelo entre eles, no lento saibro de Roma do ano passado, mas é difícil tirar o favoritismo do russo, que ainda não perdeu set em Miami. Teve seu jogo mais duro nesta noite diante de Sebastian Korda, ainda que tenha sacado com 5/3 nos dois sets e aí perdido serviços pela primeira vez no torneio. Para alguém que adora espancar a bola, é notável que ele tenha vencido o primeiro set com apenas três winners e terminado com 15, comentendo apenas 13 erros.

Grande sensação da chave masculina, Korda encarou de frente o número 8, teve pequenas falhas com o serviço devido à afobação e ainda sentiu um problema na virilha que não o impediu de lutar muito e quase levar o segundo set. Sai como real promessa de evoluir rapidamente ao longo da temporada, já que será 64º na segunda-feira e isso lhe dá vaga nos Slam, alguns ATP 500 e qualquer ATP 250.

Rio Open só em 2022
Mais uma notícia ruim para o tênis brasileiro, ainda que totalmente esperada. O Rio Open não vai mesmo acontecer em 2021 em função do agravamento da pandemia no país. Os organizadores pensavam ainda em conseguir uma data em julho e com isso ainda aproveitar a autorização de captação de verba, que tinha esse prazo.

Mas o quadro sanitário continua imprevisível – espera-se um abril ainda pior do que março -, o país está isolado do cenário internacional e ainda haveria grande chance de o torneio ter de acontecer sem público, o que inviabilizaria contratos publicitários essenciais. Tudo muito triste.

E mais
– Desde 2010, esta será apenas a segunda vez que Miami terá um campeão inédito, repetindo John Isner de 2018. Nesse longo período, Djokovic ganhou cinco vezes e Federer, duas.
– Nos últimos 26 Masters 1000 disputados desde Roma de 2017, o circuito viu 13 campeões fora do Big 4: Zverev (3), Dimitrov, Sock, Del Potro, Isner, Khachanov, Thiem, Fognini e Medvedev (3).
– Antes de Sinner, sete outros adolescentes atingiram a semifinal de Miami. Desse total, cinco foram número 1 do mundo: Agassi, Hewitt, Nadal, Murray e Djokovic. Os outros foram Aliassime e Shapovalov.


Comentários
  1. periferia

    A Lei 13979 sancionada pelo presidente…permite a estados e municípios impor medidas restritivas para combater o contágio do coronavírus.
    O ministro do STF…Cássio Marques…em uma canetada monocrática…autorizou a volta dos cultos religiosos (num momento em que o vírus está completamente descontrolado).
    O pleno do Supremo já havia decidido pela liberdade dos estados no combate à pandemia (por unanimidade)…mesmo assim o ministro toma uma atitude política para agradar quem o nomeou.
    A decisão do ministro Cássio Marques coloca a população mais próxima de Deus (bem mais próxima).
    Mais um exemplo do “Estado Democrático de Direito”.
    Enquanto isso…vamos morrendo.

    Sigamos

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    1. Carlos Reis

      Cheio de PANDEMInions por aqui né!? Até o dono do Blog…

      A liberdade de IR e VIR e a liberdade de TRABALHAR são direitos constitucionais, só em estado de sítio que estes direitos seriam suspensos, a PANDEMIA é horrível, Ok, mas temos de aprender a conviver com ELA, eu só aceitaria o LoquiDaum se o vírus fosse de ALTA LETALIDADE, e não é, ainda bem! Obrigar uma pessoa a injetar em si um farmaco EXPERIMENTAL, e potencialmente perigoso, é outro absurdo proposto pelas OTORIDADES, e é aceito pelos PANDEMInions, eles clamam pelo veneninho da BigPharma.

      Meus pais tomaram essa porcaria, ainda bem que não foi A PIOR de TODAS(FAIZA), estou muito preocupado agora, pois as denúncias de mortes de vacinados só cresce.

      Mas é aquela história, cada um escolhe o seu caminho, e deve arcar com as consequências do caminho escolhido.

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  2. Marcelo Calmon

    O Tsitsipas continua o mesmo, sempre desmerecendo os caras que ganham dele. Atitude que se repete com frequência. Sempre acha que é vencido pelos erros dele e não por mérito do oponente. Principalmente quando é jogo contra alguém fora do TOP 3 !! Joga bem, mas se jogasse o que pensa que joga já seria nº 1 com folga. Torço sempre contra ele. Mas é novo, pode ser que aprenda a ser mais humilde.

    Acabou agora a outra semi, deu o polonês !!!

    Esse torneio reforçou a minha impressão que ainda vamos de TOP 3 por muito tempo. Não vejo ninguém, nem de perto, ameaçar o reinado deles.
    Lógico que o Federer, em função da idade e da longa parada, é o mais vulnerável. E o Nadal fora do saibro também pode ser batido, com grande dificuldade, num dia que não esteja bem.

    Tem a mesma visão ?
    Abs

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    1. Sérgio Ribeiro

      Se me permite , tenho uma visão completamente oposta , caro Calmon. Tivemos MEDVEDEV vencendo 27 de trinta partidas e em sequência MASTERS 1000 de Paris , FINALS ( com bela vitória de virada pra cima de Nadal) , ATP CUP ( venceu todos os jogos ) e FINAL do AOPEN ( Novak jogou barbaridade ) . O primeiro MASTERS 1000 do ano também vai ficar com a Nova Geração sem contar a quebra do jejum de 15 anos do N 2 saindo das mãos do Big 3 . Mesmo nesta lentidão de Miami vimos um SINNER que pode ameaçar num tempo mais curto que o previsto. Abs!

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      1. Marcelo Calmon

        Nesse torneio era quase certo alguém jovem ser campeão. A maioria dos veteranos não eram de grande qualidade, em coparação ao Big 3, e 2 deles dependem muito da quadra veloz (Isner e Raonic) o que não foi o caso. Mas continuo não vendo ninguém ameaçando Djoko no piso veloz e Rafa no saibro, apesar dos problemas que o Miura vem enfrentando. Lógico que não vão ganhar tudo, mas a supremacia deve continuar com eles.
        Vários já despontaram como ameaças, mas depois não se mostraram consistentes (Dimitrov, Zverev, Nishikora, Coric, etc).
        Pela idade, os jogos tendem a ser mais equilibrados, mas não vejo ninguém, nem de perto, com as qualidades do Big 3. Agora os problemas físicos tendem a ser mais complicados com a idade, então pode ser que alguns aprontem em alguns torneios.
        Abraços

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    1. Marcilio Aguiar

      Então um tenista que ganha 103 títulos e tem 20 Slams ganhou tudo isso sem ter consistência? Rapaz esqueça o Federer, pelo que eu vi ele nem jogou o Torneio. Curta a carreira do grande tenista para o qual voce torce. Eu sou torcedor do suíço e não perco o meu tempo para depreciar os outros, então você não tem autoridade para falar em meu nome.

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      1. Sérgio Ribeiro

        Concordo , caro Marcílio . E’ tipo do cara que não tem autoridade pra falar por ninguém. Sempre desconstruindo os outros acompanhando o outro mais abaixo que diz que um top 5 tem jogo de palhaço. Aja saco pra aguentar essas figuras . Abs!

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  3. periferia

    A Next antiga (agora com o Sinner tem a Next nova) foi atropelada no Master 1000 de Miami.
    Cabeça 1 – Medvedev…nao chegou nem na semi.
    Cabeça 2 – Tsitsipas…..nao chegou nem na semi.
    Cabeça 3 – Zverev……nao chegou nem nas quartas
    Cabeça 4 – Rublev ….chegou na semi e parou ali.

    Culpam o Big 3 pela falta de renovação…será?

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    1. Enoque

      Concordo com vc, estes garotos de 19 anos ou menos, não fazem parte da Nex Gen. Vão receber outro apelido, Sinner, Museti, Aliassime, Korda, Alcaraz. A Nex Gen, pode passar sem assumir a liderança no ranking. Thiem, por exemplo, já esta com 27 anos.

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      1. Luiz Fabriciano

        E tem gente que acha que a Next está aí. E está, mas protagonizar é um degrau um tiquim mais alto. Só assumirá quando, forem sempre os favoritos aos grandes títulos, mesmo na presença dos já grandes, em especial, o Big3.

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  4. Paulo F.

    Rublev- o Leão de ATP 500, o gatinho de M1000 e GS!
    Kkkkk
    Mas fica tranquilo, Rublev.
    Aprendemos aqui no Brasil, com o Ronildo, que ATP 250 e ATP 500 valem muito mais do que M1000 e GS!
    Hahahahahaha!

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  5. Ruy Machado

    Boa noite! Quem diria, uma final entre Hurkcaz e Sinner! Depois da vitória de RBA sobre Medvedev, esperava que ele encontrasse o Rublev na decisão. Mas tanto o Italiano quanto o Polonês jogaram muito as SF e merecem decidir o título! Parabéns a ambos!

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  6. Paulo Almeida

    Não deu pro craque Agut num ótimo jogo, mas o importante é que ele fez o serviço sujo para o rei do hard, da grama e do tênis em geral Novaking.

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      1. Paulo Almeida

        Se você não viu, o Djokovic, com a mão cheia de bolhas, varreu o Sinner na preparação para a ATP Cup. Imagine se jogar no GOD MODE, como fez na final do Australian Open contra o Medvedevil. Não vai sobrar pedra sobre pedra.

        Entretanto, eu entendo: vocês jaguatiretes já desistiram da nova geração e estão apostando tudo nos fetos, hahahaha!

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        1. Flavio

          Esse Paulo Almeida não sabe porra nenhuna de tênis só sabe menosprezar os outros, e acha que o Djokovic só ganha kkkkk quando o Djokovic tomou um coro do Nadal no Roland Garros não apareceu pra fala nada,vai caçar um serviço cara.

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  7. Rodrigo S. Cruz

    Valeu Sinner!

    37 WINNERS a 12 !!!

    Muito positivo ver o tênis de ataque suplantar o tênis “vira-latas” praticado pelo Pangaré-Agut.

    Aliás, diga-se de passagem, o jogo do Agut tem aquilo que o Djokovic tem de pior, só que pior ainda… rs

    Ele é uma espécie de PLACENTA do Djokovic!

    kkkkkkkkk

    Bom trabalho!

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  8. Renato Aquino

    Sinner me lembra o Djokovic no início de carreira. Frio, se mexe bem, tem ótima esquerda. Tem muito a evoluir, novo, mas já se mostra diferenciado. Este rapaz tem apenas 19 anos.

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  9. JAN DIAS

    É triste p/ os jogadores, organizadores e público, mas um Estado (RJ) 🏖 que está c/ 500 pessoas aguardando um leito de covid não pode se dar ao luxo de realizar um Torneio ATP…

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  10. Sérgio Ribeiro

    E realmente não foi por falta de aviso rs . Esse jogo de Bautista Agut e suas bolas planas irritam o jogador mais agressivo, se não estiver muito inspirado cai como já aconteceu 3 vezes com o N 1 e agora com Medvedev. Quem lê os comentários deve lembrar que cravamos que o Russo não iria muito longe nesse Saibro Azul . E no verdadeiro Saibro pode vir a apanhar muito de novo. Acertar quem derrubaria o último trintão não parecia muito difícil já que a vez seria da sensação SINNER. Qual nada , o Italiano que o Alemão espirituoso comentarista disse parecer ter “ braço de Pedra “ tratou de arrumar WINNERS pra todo lado. Como fez a bolinha andar mesmo com toda a lentidão de Miami. Mostrou que com apenas 19 , não é necessário gritinhos e comemorações de frente para o oponente pra ter sangue nos olhos. Totalmente da escola Björn BORG, como também adora o Saibro ( já fez QUARTAS em RG num grande jogo contra Nadal ) , estamos sem medo de errar de frente para um futuro Grande Campeão. De “ farsa “ realmente a Nova Geração não tem nada rs . Abs!

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  11. Willian Rodrigues

    Acabei de assistir à partida entre Sinner e Bautista Agut.
    Esse italiano é um craque! Domina a maioria dos fundamentos.
    Talvez falte ainda se utilizar um pouco mais os slices para tirar o peso da bola e drop-shots para quebrar o ritmo do adversário.
    Um ou dois anos de lapidação e esse rapaz estará brigando por liderança do ranking.
    O único momento em que Sinner realmente perdeu o foco do jogo foi no 3 x 3 do 2º set. Quase cedeu o break, mas, recuperou-se em seguida com winners muito corajosos.
    Aliás, como anda o forehand, e como encontra ângulos sensacionais! Apesar do backhand não ser AINDA tão poderoso quanto o lado contralateral, Sinner conseguiu belíssimas paralelas e cruzadas para finalizar pontos cruciais.
    Quanto ao espanhol, vai ser resiliente assim lá em Castellón!! Jogo foi equilibrado demais… Houve um momento onde estavam empatados em todos os parâmetros.
    Primeiro teenager a atingir a final de Miami desde Djokovic em 2007. Será…??!!

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  12. Luiz Fernando

    Bela partida em o Sinner, que a cada dia evolui, e o RBA, tenista de grande qualidade mas inferior ao italiano. A diferença da velocidade do BH de ambos é absurda, e por aí o italiano construiu sua vantagem. Se jogar assim domingo tem tudo p vencer qualquer um dos dois adversários…

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  13. José Eduardo Pessanha

    Dalcim, você ainda considera o Tsitsipas candidato a número 1 do mundo? Acho que o Sinner vai dominar o circuito por um longo tempo. Talvez dentro de um ou dois anos já comece a dominar.
    Abs

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    1. José Nilton Dalcim

      Faz algum tempo que alertei aqui sobre a qualidade do jogo dele, Marcelo. E olha que ele ainda tem muita coisa a melhorar. O que mais me impressiona é a forma com que ele evoluiu na postura dentro de quadra, muito centrado, focado.

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          1. Helena

            Sim, por isso perguntei se a dedicação passou a ser exclusiva. Achei que os profissionais começavam bem mais cedo, você saberia me dizer outro grande nome que passou a se dedicar exclusivamente nessa idade?

          2. José Nilton Dalcim

            Olha, você vai encontrar dezenas deles, principalmente nos EUA e Europa, onde se dá ênfase ao esporte de forma mais abrangente e só depois se tende a uma especialização.

  14. Orlando

    Dalcim, vc sabe como está o Jerzy Janowicz ? Ele se recuperou das lesões/lesão,? Faz tempo que não se fala mais dele, ou se tem participado de algum torneio, o cara sumiu ! Abç

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    1. José Nilton Dalcim

      Ele chegou a voltar ao circuito no começo de 2020, fez até uma final de challenger em que perdeu para o Gulbis. Jogou depois uma rodada da Copa Davis e aí veio a pandemia. Desde então, não jogou mais.

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  15. Flavio

    Mestre Dalcin eu acho que do top 8 que compõem a ATP o Tsitisipas tem um mental mais fraco, eu não estou tirando os méritos do Hurkacz que se controlou bem (ele mesmo disse isso) e por isso conseguiu sair bem do buraco e vencer, mas se espera mais de quem é um top 5 e o Tsitsipas se abate rápido ,e lamento porque é um ótimo jogador e vejo que se ele não controlar o mental nunca vai adquirir as glórias que os grandes campeões alcançaram como o big 3 ou as grandes lendas do passado, e assim não vai alcançar objetivos em grandes torneios e no caso do Finals que ele venceu o Thiem onde jogou muito bem o torneio parece que foi por acaso, então concorda Mestre?Abraços!

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    1. José Nilton Dalcim

      Bom, ele já conquistou um Finals, que é um torneio bem difícil, Flávio. Mas sem dúvida acho que ele precisa melhorar alguma coisa nessa postura, porque ele sai muito rapidamente do jogo e demora para reagir, o que muitas vezes é fatal.

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  16. Luiz Fernando

    Qualquer final que não seja entre Rublev e Sinner será uma grande surpresa, pois ambos tem mais bola e mais fisico que os adversários. Quanto a escalada de Rublev no ranking, a vejo como natural e esperada, não apenas pela qualidade do seu tenis mas também pq essa turma mais jovem disputa praticamente todos os torneios e acumula pontos. Veremos a real posição dessa turma mais jovem talvez no ano q vem, quando tivermos uma temporada completa e com todos em quadra…

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  17. Marcilio Aguiar

    Semifinais imprevisíveis. A experiência pode favorecer o espanhol, mas gostaria de ver uma final entre Sinner e Rublev.

    O Tsitsipas é um enigma para mim. Como sai do jogo com facilidade! Ainda dá tempo de melhorar a cabeça, caso contrário não vai ganhar os maiores torneios, apesar do grande potencial físico e técnico que tem.

    Responder
    1. Flavio

      Concordo com você Marcilio Aguiar e falei isso aqui ao Mestre Dalcin sobre o Tsitsipas, que é um grande jogador mais de todos que compõem o top 8(até no Hublev)o Tsitsipas tem um mental muito fraco, e se ele não aprender a controlar isso não vai alcançar as glórias nos grandes torneios, embora tenha ganhado um Finals do Thiem me parece que foi por acaso.

      Responder
  18. Willian Rodrigues

    Com relação ao comentário de Marcelo Ríos, achei meio infundado o que ele disse a respeito do slice Dalcim.
    Se o garoto tem habilidade para realizar os movimentos de forehand em ambos os lados do corpo, por que não teria também condições de fazer o mesmo com os slices?! Pra mim, é obvio que os treinadores o auxiliarão a desenvolver esse aspecto do jogo.
    Ficaria sensacional, se ainda por cima, realizasse slices de forma ambidestra…
    E, salvo engano, o vídeo divulgado mostrou que o “ferinha” também executa o backhand, o que seria a solução para as bolas mais rápidas.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Compreendo a preocupação do Ríos e acho que o slice é mesmo uma arma importante na variação e defesa. E, como você bem disse, o garoto parece ter armas para tudo. Então teremos de observar sua evolução. É ainda muito jovem (12 anos) para tentarmos avaliações táticas e técnicas apuradas. Torço muito para que dê certo, seria uma excepcional atração no circuito, não acha?

      Responder
      1. Willian Rodrigues

        Seria um espetáculo mesmo Dalcim!
        Porém, como bem sabemos, pra se tornar um grande campeão há vários aspectos a serem trabalhados.
        Por exemplo, não sabemos como irá se comportar quando surgirem as primeiras grandes frustrações, e elas virão, com certeza.
        Na expectativa…

        Responder
  19. Willian Rodrigues

    Sensacional a evolução do Bublik !
    Na íntegra, eu já havia assistido a apenas 3 jogos dele. Gostei nem mais dessa vez!
    Nessa partida contra Jannik Sinner, fez algumas jogadas muito plásticas, e vendeu caro o 1º set.
    O que mais gosto nesse cazaque é o fato dele ser irreverente e espontâneo, mas, agir de forma ética.
    Bem diferente das idiotices do Kyrgios…
    Quanto a Jannik Sinner, salvo alguma lesão grave ou um evento de vida muito negativo, é candidatíssimo a top ten ainda nesse ano!
    Em sua opinião Dalcim, quais são os fundamentos que o italiano mais precisa se aprimorar??

    Por último, pergunto a você e aos demais participantes do blog se concordam com a seguinte ordenação quanto ao aspecto mental dos jovens mais promissores (Medvedev nem tão jovem assim):
    Sinner > Medvedev > Korda > Tsitsipas = Rublev > Zverev > Shapovalov > Aliassime
    Abraços

    Responder
    1. Paulo

      Acho que o Sinner vai pra top 6~7 esse ano.
      Pra mim é um murray um pouco piorado, dá pra melhorar bastante se jogar mais perto da linha de base e melhorar o saque. Acho que vai jogar mais que o Med.

      Responder
  20. Ronildo

    Desta vez ao que parece Dominic Thiem vai fazer uma preparação especial visando estar no auge em RG. Teve a preocupação de pular Monte Carlo.

    Tomara que ele fique do lado de Djokovic na chave. Assim poderemos ter outra final Thiem vs Nadal.

    Responder
  21. Ronildo

    Até 2005 Federer tinha a companhia e concorrência de excepcionais tenistas como Safim, Kuerten, Agassi, Hiewt, Nalbandiam, González, Roddyck, Cória, Moyá, entre tantos outros tenistas de grande qualidade. Depois de 2005, além de alguns destes, apareceu Nadal vencendo no saibro, nas duras e fazendo final de Wimbledom em 2006, 2007 e 2008.

    Quer atestado de ignorância? Então afirme que Federer foi o rei da entessafra!

    Responder
      1. lEvI sIlvA

        Ronildo, longe de mim discordar totalmente de você. Mas infelizmente, Guga só era concorrente de Federer no saibro. Na grama pouco fez em toda a carreira, na hard um título em Cincinnati em cima do Rafter e apenas um Finals com direito a derrotar Sampras na SF e Agassi por triplo 6-4.
        Cuide-se por aí, meu caro!

        Responder
    1. Jonas

      Esses caras aí foram bons/ótimos jogadores.

      Você afirmou na pasta anterior “O domínio de Djokovic sobre a geração fraca e a geração enfraquecida vai acabar em breve.”

      Ora, isso aí é um atestado de ignorância seu. Djokovic é o melhor tenista da década 2011 a 2020. Dominou Federer (fraco?), Nadal (adversário fácil né?), Murray (fraco esse aí também). No início dessa década havia outros bons jogadores como Del Potro, Wawrinka, Tsonga, Berdych, Ferrer, mas eram frequentemente “barrados” pela forte concorrência do “Big Four”.

      Hoje, iniciando a década 2021 a 2030, temos Djokovic, aos 33 anos, como número 1 do mundo, seguido de perto por Medvedev, 25 anos, e Nadal, que é da mesma geração que o sérvio. Se você fosse fazer um levantamento dos 18 Grand Slams vencidos por Djokovic, perceberia logo que o sérvio pegou uma concorrência duríssima e ainda saiu vencedor na maioria das vezes. Chegou a ser vice para Nadal, Murray, Wawrinka, perdeu Olimpíada para Del Potro. Enfim, meio difícil sustentar que o sérvio dominou/domina sobre uma geração fraca.

      Você poderia trazer um comparativo para nós entre Federer e Djokovic, mostrando onde o sérvio pegou essa “baba” toda desde 2011, quando virou número 1 do mundo pela primeira vez.

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Me admira a sua paciência para seguir doutrinando com maestria o desesperado Ronaldo, quer dizer, Ronildo.

        A era bagreolítica 2003-2007 machuca demais a seita jaguatirete, kkkkkk.

        Responder
      2. Ronildo

        Falar de geração fraca e enfraquexida não é o mesmo que falar de entressafra. Eu citei os jogadores que considerei mais fracos. E de fato: os que citei são mais fracos do que os tenistas que rivalizaram com Roger Federer antes de Djokovic se firmar no circuito. Os enfraquecidos são especialmente Federer pela idade e os tenistas de grande qualidade mas cujo físico não acompanhou o talento, como Del Potro e Stan conforme o Daniel citou anteriormente. Nadal, apesar das grandes conquistas, também está mais enfraquecido nestes últimos cinco anos; isso levando em consideração toda a carreira dele.

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        1. Renato Aquino

          Então o Djokovic de bengalas (tem mais de 30) domina o circuito atual por pura sorte e graças ao Nadal muito muito enfraquecido, já que passou dos 30, e graças ao Federer, que também está aí por pura sorte. O verdadeiro Federer ficou lá em 2006, acertei?

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    2. Daniel C

      Exatamente, Ronildo. A verdadeira entressafra existiu na década de 2010 a 2020. O Del Potro depois de estourar em 2009, passou a década inteira lutando contra lesões. O Wawrinka viveu altos e baixos e sempre lutou contra o peso rs, e o Murray deve alguns picos, mas o mental sempre deixou a desejar, e as lesões sérias foram aparecer justamente quando ele virou no1. Ou seja, o Djokovic só teve como reais adversários um Federer trintão e o Nadal, já que a nova geração foi só começar a aparecer um pouco mais no ano passado (mas ainda assim, esses mais jovens tremem nos GS). Vamos ter que ter um pouco mais de paciência (e lá se vão mais 10 anos de paciência para ver surgir algum jovem que ameace o Djokovic kkkk)

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      1. Enoque

        Acho que vc não foi feliz na colocação de entressafra à partir de 2010, o que houve foi falta de renovação à partir de 2008. Em 2010 tinha Federer com 28 anos, Nadal com 24, Djoko com 23, Murray com 23, Wawrinka com 25 ou 26. Era, na realidade, a maior safra de excepcionais tenistas num mesmo período. Federer, em 2010, já era considerado um dos melhores tenistas da história. Pena que fraquejou contra, o ainda garoto, Nadal, e deu moral pra ele ousar ganhar até mesmo na grama. Ele perdeu a oportunidade de deixar o Nadal, na segunda posição durante 7 anos seguidos, o que seria perfeitamente possível, já que o circuito tem mais torneios em quadra rápida.

        Responder
        1. Enoque

          No ténis, como em todos os esportes o cara tem que usar os fatores a seu favor. Usar o prestígio, a fama, a moral, e até no grito, fato que o Federer deveria ter feito, quando o Nadal começou a mostrar as asinhas. O Federer foi muito bonzinho e Nadal, malandro e latino que é, percebeu e fingiu amizade sincera, mas, no fundo queria comer o fígado dele.

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          1. Thiago Silva

            Kkkkkkkkk essa última parte foi hilária, quer dizer que o Nadal enganou o garotinho inocente e roubou o lanche dele no recreio?

        2. Sérgio Ribeiro

          Na boa , parceiro . Onde você estava em 2005 quando o Espanhol venceu ONZE ATPs com direito a DOIS MASTERS 1000 nas DURAS .?Somente não foi N 1 neste ano devido ao fato de Federer ter trancado a porta. Mesmo com Novak e Murray já como TOPs 3 e 4 em 2007 , Nadal somente assumiu o N 1 em 2008 jogando uma barbaridade em Wimbledon com 9×7 no Quinto Set . Roger Federer recuperou o N 1 em 2009 . Desmerecer as qualidades do Espanhol apenas um ano mais velho que o Sérvio e creditar a culpa pra cima do Suíço não bate. O Espanhol evoluiu muito fora do seu habitat graças há muito treinamento. Isso tudo é óbvio a meu ver. Abs!

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          1. Thiago Silva

            Rafa não foi número 1 em 2005 porque ainda era muito verde nas quadras duras, só virou competitivo mesmo a partir de 2009 quando passou a disputar slams.

          2. Sérgio Ribeiro

            Até pela sua foto lá do face Tênis Brasil o verde aqui é você . Aprenda a entender o significado de precocidade. Rafa Nadal somente não foi o mais jovem N 1 do Mundo porque Roger Federer tinha muito mais bola do que ele . Essa sua desculpinha já deu parceiro. E outros não venceram mais SLAM na época pois o Touro não permitia no Saibro. Veja Novak apenas um ano mais jovem que o Espanhol. Esquentou o N 3 de 2007 até 2011 quando enfim amadureceu. O que não é o teu caso até hoje. Abs!

    3. Luiz Fernando

      Sua opinião tem o mesmo peso da dos participantes A, B, C ou D do blog, embora alguns iludidos com seus mundinhos próprios pensem o contrário quando postam aqui. Assim, sua visão merece respeito. O problema pra sua tese é q tem um outro rapaz, de fora do blog, que talvez vc já tenha ouvido falar, Pete Sampras, q além de ter sido número um do mundo enfrentou estes jogadores em quadra. Ele pensa diferente de vc e creio q a opinião dele tem bem mais peso do q sua…

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      1. Sérgio Ribeiro

        Errado : Se tu lesses constantemente os comentários de Ex – Tenistas irias perceber a contradição irritante dos mesmos . Se agarras a essa última de Sampras mas pode se preparar que pode ouvir do mesmo outras opostas . O mesmo já confessou que imaginou que seus 14 SLAM que possuía seriam o suficiente. Quem viu a FINAL de Wimbledon 2009 quando Andy Roddick somente teve seu Serviço quebrado no 16 x 14 do Quinto Set , viu um Sampras desesperado na Arquiba vendo seu recorde superado . Como o Suíço que precisou de 50 Aces não tinha oponentes ? . Seu Oitavo em Wimbledon não saiu devido à queda para o moleque de 19 anos . Tratou de se aposentar no ano seguinte aos 32 . Parece que recalque é algo muito sério mesmo rs. Abs!

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    4. Enoque

      Alguns desses fizeram a companhia, mas não a concorrência. Guga já apresentava problemas no quadril em 2001, e em 2005 não tinha nenhuma condição do jogar. A rivalidade Guga x Federer nunca existiu. Safin, declarava que não perderia os prazeres da juventude pelo ténis, gostava de uma noitada regada a vodca. Agassi é na realidade mais velho que Sampras, estava em final de carreira. Os concorrentes eram Hewitt e Roddyck, que abandonaram o ténis ainda jovens, um por contusões o outro disse que estava com alguma doença que retirava suas forças, principalmente no saque, sua especialidade. Os demais foram bons jogadores, no nível de Berdyth, Ferrer, Tsonga, Cilic e abaixo de Wawrinka e Murray. O Moya chegou a assumir a liderança do ranking, por algumas semanas, justamente pela oportunidade, oferecida, daquele período. Digo isso, porque comecei a torcer pro Federer em 2003, quando ele começou a derrotar os algozes do Guga, principalmente o Hewitt e Safin.

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  22. Ronildo

    Em 2005 Rafael Nadal com 19 anos venceu RG e mais 4 master 1000, 2 no saibro e 2 na quadra dura. (Além de outros torneios)

    JOGADOR DE SAIBRO?

    FEDERER FOI NÚMERO 1 DURANTE UMA ENTESSAFRA?

    A ignorância é detectada à medida que o ignorante expõe sua compreensão dos fatos!

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  23. Carlos Fernando de Melo e Silva

    Dalcim, impressiona muito a fluidez de jogo do Korda. Movimentos compactos, postura equilibrada e golpes limpos. Parece não fazer força pra jogar tênis. Muito potencial a frente. O que acha?

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  24. Lucas Leite

    Dalcim, me diz uma coisa, não é engraçado observar como o Tsitsipas consegue ao mesmo tempo demonstrar um forte lado mental para alcançar grandes vitórias tão novo e ao mesmo tempo se perder em jogos que seriam teoricamente mais fáceis? Mesmo só com 22 anos ele já tem currículo notável, derrotou Federer na Austrália salvando todos os 12 breakpoints que o suíço teve no jogo, virou sobre Djoko para alcançar semis em Shanghai em 2019, foi firme para virar sobre Thiem e vencer tiebreak decisivo para levantar o maior título da carreira no Finals, sem falar na histórica virada contra Nadal esse ano na Austrália. Ao mesmo tempo o grego conseguiu se enrolar todo para perder um jogo praticamente ganho como o de hoje. O que será que acontece? Mais concentração e solidez quando vai enfrentar um top? Ou ainda sente muito a pressão quando é favorito num torneio tão grande? Achei muito peculiar como o mesmo jogador pode apresentar esses dois lados. Acho que depois de tudo o que ele fez, ele não pode ser considerado um jogador fraco mentalmente. Mas talvez esteja nesse processo de continuar evoluindo na carreira para aprender a lidar com situações como a de hoje. Foi o que ele disse na coletiva, que precisa aprender com essa derrota para nunca mais repetí-la. Excelente texto como sempre! Abraço.

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    1. José Nilton Dalcim

      Você tem absoluta razão, Lucas. É meio padrão no circuito você jogar mais solto quando pega um tenista superior e ele é bem o caso. O que me incomoda no Tsitsipas é como rapidamente ele vai da confiança para o destempero, o que ainda inclui algumas reclamações bobas e fora de hora. Acho que é algo pessoal mesmo, que ele precisará trabalhar com o tempo e principalmente um bom psicólogo.

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  25. Luis

    Acho que o Djoko vem com sangue nos olhos para Monte Carlo e Belgrado.
    A dúvida paira sobre Madri e Roma, onde defende 2000 pontos.
    Dalcim, o que acha melhor para o sérvio: jogar os M1000 pra pegar competitvidade já pensando em RG ou jogar alguns 250 para conservar o número 1?
    Abs

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    1. José Nilton Dalcim

      Ah, não tenho dúvida de que ele jogará Roma. Talvez até salte Madri por conta de Belgrado e pelo fato de Madri ser um saibro bem diferente do restante. Abs!

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