Medvedev garante final correta para o Australian Open
Por José Nilton Dalcim
19 de fevereiro de 2021 às 10:28

Apesar da espetacular atuação de Stefanos Tsitsipas nas quartas de final contra Rafael Nadal, não me parecia haver maior justiça neste Australian Open do que uma final entre Novak Djokovic e Daniil Medvedev. Se o sérvio é o ‘rei de Melbourne’, o russo tem sido o melhor tenista do circuito nos últimos quatro meses. São dois grandes especialistas na quadra dura mais veloz e têm histórico de confrontos apertado. Grande chance de vermos às 5h30 de domingo uma batalha de tirar o fôlego.

Medvedev disputará nada menos que sua quarta final consecutiva, o que significa 20 vitórias em sequência. E estamos falando de torneios do quilate do Masters de Paris, Finals de Londres e ATP Cup. Nessa arrancada, ganhou de todos os 11 adversários de nível top 10 que cruzou, entre eles o próprio Djokovic. Neste momento, é o maior adversário que Nole poderia temer na tentativa do 9º troféu em Melbourne.

Tsitsipas escapou de um verdadeiro atropelamento na semifinal desta sexta-feira, e nem se pode colocar na conta um possível cansaço físico após a maratona diante de Nadal. Talvez, claro, tenha falhado mais a parte mental.

Diante de um Medvedev extremamente agressivo e sólido da base, Stef demorou demais para tentar um plano alternativo. Só ali na metade do terceiro set, quando já estava 2 sets e uma quebra atrás, entendeu que era mais negócio ir à rede e encurtar os pontos ao invés de ver seu backhand massacrado pelos golpes retos e profundos do russo, que lhe tiravam totalmente o tempo e o tornavam errático e defensivo.

Foi sem dúvida o melhor momento do duelo. Medvedev fez seu único game ruim no serviço – pareceu irritado com uma demora do adversário em se arrumar para a devolução -, a torcida se inflamou e Tsitsipas passou a comandar mais os pontos. Esteve perto de ganhar esse set, o que provavelmente mudaria muita coisa na partida, quando chegou a ter break-point para um 5/3. Mas o Urso arriscou tudo no saque e recuperou a confiança. Fez passadas magníficas para chegar à quebra definitiva e à vitória super merecida.

Quando se acreditava que a tática mais adequada de Tsitsipas seria a agressividade, os números mostram que Medvedev fez 17-3 em aces e 46-19 nos winners. E ainda errou menos (21-30). O grego ganhou 77% dos pontos em que subiu à rede (24 de 31), mas quase 60% deles concentrados no terceiro set (14 de 18).

Djokovic obviamente permanece o mais cotado para o título, diria na casa de 60%, ainda que tenha perdido 3 dos 4 mais recentes duelos. Só houve um confronto em melhor de cinco sets, lá mesmo na Austrália de dois anos atrás, e mesmo sem ainda ser um nome tão respeitado no circuito o russo ainda tirou um set.

De forma esperta, Daniil diz que não tem muito a perder em sua segunda final de Grand Slam – óbvio que não é tão verdade assim – e que haverá mais pressão sobre o sérvio, que defende a invencibilidade de oito finais anteriores do torneio. Se o russo obtiver tamanha façanha, de quebra também vai derrubar Nadal e tornar-se o primeiro nome fora do Big 4 a atingir o número 2 do ranking desde 25 de julho de 2005.

Uma coisa é certa: veremos a história ser reescrita no domingo.

Não deu para Soares
Dupla vence junto e perde junto, mas é inegável que Jamie Murray esteve um ou dois degraus abaixo dos demais jogadores na semifinal em que os campeões de 2016 perderam em dois sets apertados para os atuais detentores do título do Australian Open. Bruno Soares foi barrado na tentativa de sua terceira final seguida de Grand Slam pelo dueto Rajeev Ram e Joe Salisbury, que se mostrou mais compacto e oportuno.

O que faltou a Murray foi devolver com mais qualidade em momentos importantes da partida, especialmente na parte final do jogo, quando Salisbury não estava tão confiante. O escocês ainda teve dois serviços quebrados no primeiro set, o que prejudicou o bom início da parceria, que chegou a abrir 3/0, e vacilou feio ao não reagir rapidamente numa bola que ia para fora no tiebreak, permitindo que ela tocasse de raspão na sua raquete. De qualquer forma, Soares e Murray é uma dupla forte e experiente e podemos esperar títulos grandes em 2021.

Dos quatro finalistas, três buscam o segundo título de Slam – Ivan Dodig venceu aquele em Roland Garros de 2015 com Marcelo Melo – e outro, Filip Polasek, faz sua primeira final desse quilate.

Osaka: favoritismo delicado
Não há mais jogos na nossa madrugada. A partir de agora, as rodadas decisivas em Melbourne começarão sempre às 19h30 locais, às 5h30 de Brasília. Neste sábado, Naomi Osaka entra com relativo favoritismo para erguer seu quatro troféu de Slam e o segundo no Australian Open diante da norte-americana Jennifer Brady, que faz sua primeira decisão desse nível.

Se a japonesa confirmar, já se igualará a nomes de peso do tênis feminino moderno, como Kim Clijsters, Arantxa Sanchez e Hana Mandlikova, algo admirável se considerarmos seus 23 anos recém completados. Brady tem apenas dois anos a mais e é uma tenista divertida de se assistir, já que assume riscos, demonstra emoções e é dotada de grande espírito de luta.

Tal qual Medvedev, Osaka também venceu seus últimos 20 jogos e possui ainda 3-1 nos duelos diretos com Brady, mas é fundamental lembrar que a norte-americana deu enorme trabalho na recente semifinal do US Open, que terminou com o duro placar de 7/6, 3/6 e 6/3. A WTA aliás considerou esse como o melhor jogo de 2020 e a própria Osaka diz que foi uma das duas mais exigentes vitórias de sua carreira.

“Não vou mais para a quadra esperando que minha adversária jogue mal. Agora, eu acredito sempre que posso vencer, que tudo depende muito mais de mim”, afirma Brady. É a forma mais que perfeita de se encarar o circuito e este desafio na final.


Comentários
  1. Clever Eduardo Silva

    Muita comparação de Naomi com Serena. Não há necessidade. Osaka é uma excelente tenista que dá gosto de assistir dentro da quadra e ouvir fora dela. Ela não tem necessidade nenhuma de ganhar o mesmo número de títulos para ser apreciada. Hoje o jogo não foi bom, mas ela superou os nervos e venceu e, como sempre, foi extremamente humilde e bem humorada nas entrevistas. Provavelmente certos tenistas com bem mais titulos do que ela poderiam tirar algumas lições.

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  2. Marcelo F

    E não deu pra Jennifer “Brér-ui”, “irmã” de Tom “Brér-ui”, craque da NFL. Kkkk. Tá louco!!! Será que é tão difícil assim pronunciar o nome das jogadoras corretamente? Se narradores e comentaristas não sabem, é só prestar atenção como os juízes de cadeira pronunciam.
    Detalhes irritantes à parte, parabéns à Naomi Osaka.
    Título merecido.

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  3. Alex

    Mestre, concordando contigo, acho que domingo a história estará sendo reescrita, com o início de passagem do bastão.
    Os 3 semi-deuses, maiores tenistas da história, que praticamente reinvenraram o esporte, começam a sofrer realmente o peso dessa nova geração.
    Convenhamos, já não era sem tempo. São quase 20 anos de um domínio avassalador. Nem a enorme evolução da preparação física, dos materiais, dos pisos, dos deslocamentos, das premiaçőes, dos patrocínios, iriam eternizá-los no super nível dominador, semi-invencível, que até agora demonstraram.
    Djoko em Melbourne será o primeiro milestone dessa até agora previsão.
    O próximo colosso a ser superado, sem dúvidas, é muito maior. Nadal em Roland Garros é o maior domínio em alto nível do esporte mundial, em todos os tempos. Se mais esse feito for atingido, e especialmente em outra final, seja por Thiem, Sinner, Sverev,, Rublev, Tsitsipas, ou mesmo outro nome dentre tantos que vem evoluindo, para mim estará selado o fim da dominação absurda e inigualável que os 3 maiores tenistas da história promoveram.
    O que acha mestre, é por aí?
    Parabéns por mais um magnífico post.
    Deixo ainda a sugestão de, quem sabe, eventualmente publicá-los em sequência, registrando a história evolutiva de todos os Slams.
    Exemplo: quem hoje pesquisa que Djokovic perdeu a final de Roland Garros para Wawrinka, pode não ter a exata noção de que antes da final ele teve que superar Murray e Nadal, sequencialmente.

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    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, derrubar Nadal em Roland Garros é o que chamaríamos de ‘fronteira final’, Alex. Alguma hora terá de acontecer e, mais experiente e menos afoito, quem sabe Thiem enfim consiga. Abs!

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    1. José Eduardo Pessanha

      Serena tinha 7 GS com a idade atual de Osaka, sendo 5 deles ganhos em cima de sua irmã Venus. Depois do Australian Open 2005, seu sétimo GS, ela só voltaria a ganhar outro Slam exatamente dois anos depois (Australian Open 2007).
      A título de comparação, a fenomenal Monica Seles conquistou seu OITAVO Slam com apenas 19 anos e 1 mês de idade. 3 meses depois, aquele lunático desferiu a facada que praticamente acabou com os sonhos de Seles. Muito provavelmente ela seria, com folga, a maior tenista de todos os tempos.
      Abs

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  4. Teka Moraes

    Poxa, achei uma final muito fraca. Nem Chris Evert tentando incentivar a torcida, conseguiu melhorar os ânimos. Porém, o fato de não ser empolgante não tira o mérito das atletas, é claro. Jen precisa melhorar muito, mas gosto do estilo vibrante.

    Aos 23 Osaka marca 4 majors, lembrando que Serena aos 23 já tinha marcado 7, e julgo que posso comparar porque as duas jogam dentro do circuito atual. No mais, tem que parabenizar Osaka e incentivá-la no longo trajeto que ainda irá enfrentar: saibro, grama, medalhas olímpicas de ouro, tudo que Serena Williams já fez em sua carreira ao longo da WTA. Vida longa às atletas!

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  5. Sandro

    Só eu estou frustrado com a Final Feminina do Australian Open?
    Estou feliz pelo título da Osaka, mas Jennifer Brady não era adversária para Osaka na final. Na entrevista logo após vencer a Muchova na semifinal, quando Brady disse que “não sentia as pernas de tão nervosa que estava”, já sabia que Brady náo seria páreo para Osaka. Gostaria de ver uma jogadora com mais confiança e personalidade na final… Osaka atropelou Serena e Brady em seguida… Aliás, a ‘ÚNICA’ jogadora que não foi atropelada pela Osaka foi a Muguruza e foi o jogo onde Osaka teve que defender 2 match points contra e sofreu sério risco de ser eliminada pela Muguruza.
    Talvez jogadoras menos medrosas, mais confiante e com mais personalidade das que estavam presentes neste Australian Open como Iga Świątek, Aryna Sabalenka, Danielle Collins e Victoria Azarenka, fizessem uma final mais interessante contra Osaka.
    Que falta faz uma jogadora como Kim Clijsters no circuito feminino.
    Porém, Kim Cljisters recusou o wild card do Australian Open deivdo ao longo período de quarentena que ela achou absurda. Kim disse que as restrições da quarentena eram muito exremas e afetariam muito sua vida familiar
    Nesta fase da carreira de Kim, ela sempre tive a visão de poder viajar com a minha família. Por isso a Austrália foi descartada este ano.

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  6. periferia

    Hoje acordei cedo para ver Osaka fazendo história (será uma das grandes campeãs da história do esporte…muitos títulos virão).
    Brady fez um excelente torneio…mas é uma jogadora de “força “…quando as bolas entram…é uma jogadora perigosa…mas não tem plano b.
    Osaka tem um “cardapio” maior.
    Venceu a qualidade.

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  7. Barocos

    Nunca tinha lido ou ouvido nada diretamente da Osaka até a final deste AUSOpen.

    Acho que agora sei o porquê de todos os comentários sobre ela em redes sociais e na imprensa. Seu discurso e expressões deram um raro tom intimista em eventos deste tipo. Me pareceu o tipo de pessoa sensível que tão desesperadamente precisamos ter como embaixadores do humanismo em nossas sociedades, infelizmente varridas por hordas de egoístas ignorantes nos últimos anos.

    Espero, esperançosamente, estar certo sobre a minha impressão. O tempo dirá.

    Saúde e paz.

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  8. Marco

    Dalcin, não sei se esse favoritismo do Djokovic é real.
    O russo vem em melhor momento e jogando mais tênis que qualquer outro jogador, o jogo casa e não nos esqueçamos que ele venceu as 3 últimas partidas contra o sérvio.

    Gostaria mt que o Djoko vencesse, mas vejo difícil.

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  9. Marco

    Boa noite, grande Dalcim. E o Zverev hein Mestre???? Vc acha que ele algum dia vai ganhar algum Slam ou vai eternamente “peidar na farofa”???

    Diz aí Dalcim: Zverev em Slams ou o seu “Parmerinha” em Mundiais????? Quem tem pior desempenho?????

    Grande abraço

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    1. José Nilton Dalcim

      Bom, meu Palmeiras já tem um Mundial. Quanto ao Zverev, acredito que ele chegar lá, Marco. Acho que no piso sintético ele tem chances reais.

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  10. Alberto

    Dalcim, se a vodka vencer mais do que 7 games no domingo, o Monstrovic deverá aposentar-se imediatamente, pois já terá perdido sua condição de grande jogador.

    O resultado será 3 a 0 (6/1, 6/2, 6/3) ou algo similar.

    Decisão mais tranquila do que esta nem se fosse o bezerro espanhol do outro lado o cotonete teria.

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  11. Filipe Fernandes

    Oi, pessoal.

    Há uma cena tocante no bom filme “Ponte dos Espiões” (2015): um espião soviético (Mark Rylance), conversando com o advogado americano (Tom Hanks) que o representa de forma corajosamente íntegra durante a Guerra Fria, relata um episódio ocorrido quando ele ainda era uma criança: num certo dia, homens entraram em sua casa e começaram, sem motivo aparente, a espancar seus pais e um amigo taciturno que estava presente no momento; mas esse amigo, ao contrário dos outros, sempre se levantava quando caía no chão, resistindo de forma ousada às agressões dos homens misteriosos. Essa resistência fez com que os homens parassem de espancá-lo e fossem embora.

    O pai do espião então dizia para o filho que esse amigo silencioso e marcante era um “stoic mujic”, um “standing man”, um “homem persistente”. O filme é baseado numa história real.

    (https://youtu.be/isnIB4j49pM)

    Medvedev e seu seu semblante impassível e destemido em quadra me fez recordar essa cena hoje. Não faço ideia de qual vai ser o resultado no domingo, mas acredito que Medvedev, vencendo ou não, será, do início ao fim, um ‘stoic mujic’, deixando a final ainda mais acirrada e instigante de se ver.

    Um grande abraço a todos.

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    1. Vítor Barsotti

      Muito legal teu comentário, Filipe!

      Mas eu acho justamente o contrário: “the last standing men” nos slam são justamente Nadal e o próprio Djokovic! Que o digam as finais do USOpen19 e AusOpenVinte!

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      1. Filipe Fernandes

        Caro Vítor,

        Você tem razão, também vejo os dois gigantes como grandes exemplos de persistência. E penso ainda que, para além das conquistas recentes, a postura e a mentalidade sólidas do Medvedev em quadra o credenciam a ser (e já o está sendo) um tenista a se notabilizar na carreira por essa grande persistência nos jogos (por isso a lembrança da cena do filme); e acredito que o Sinner também vai se destacar muito nesse aspecto.

        Um grande abraço, Vítor, e boa final amanhã.

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  12. Orlando

    É verdade Alessandro Siqueira, teve essa história da mononucleose do Federer, eu já havia até me esquecido, mas vamos dar um desconto a ele é, afinal ele é “santo”, né !

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  13. DANILO AFONSO

    Talvez possa estar exagerando, mas se levarmos em consideração a sequência vencedora do russo nos últimos meses, o título pode representar uma troca de bastão do melhor tenista da década passada para o tenista que tem se mostrado o mais promissor no início desta década.

    Espero, é claro, que isso ocorra só daqui a 3 ou 4 anos…kkk

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  14. Eduardo Feitoza dos Santos

    O ¨SALSICHA ¨ está jogando muito e creio que esta final será dureza para os dois.
    Agora o NOLE que me desculpe ,mas as desculpas que trouxe a publico de sua lesão,é tudo papo furado.
    Como um jogador contundido corre de um lado para o outro como um doido, o mais óbvio seria não aguentar.
    E mais teria aumentado com o passar dos jogos.Porque um atleta desse esporte sabe o quanto necessita do corpo
    em condições para executar todos os movimentos e golpes.
    Enfim minha torcida é para uma excelente partida e que o ¨SALSICHA ¨ ganhe ,o cara merece .

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  15. Ronildo

    Se olhar apenas o fator atlético, levando em consideração a idade de ambos e eficiência tenística nos últimos meses, fica 70% Medvedev e 30% Djokovic.
    Porém se levar em consideração o mito Djokovic, aquele que briga com boleiros, isola a bola sem se importar quem está na reta, berra, berra, berra; urrra e faz milhares de caretas diferentes, então fica 60% Djokovic e 40% Medvedev.

    Veremos o que vai sobressair domingo: a realidade ou o mito.

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  16. Vitor Hugo

    Rodrigo, a situação está mt comoda pro sérvio. Se perder, vai dar desculpas dobre a lesão fake que teve e alguns fanáticos vão acreditar..
    Já se o sérvio for campeão, vão dizer que ele é um herói, invencível, macho alfa(para os feiticheiros) e etc….

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    1. Alessandro Siqueira

      Tem gente que acredita na mononucleose quando lhe convém e até crê em final de slam com a doença. Essa é a graça da vida. Todos são livres para acreditar no que convém.

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      1. Rodrigo S. Cruz

        Deixa um pouco de ser patético. Estamos em 2021, e não em 2008.

        Você tem tão pouco para falar do GOAT, que quando fala precisa recorrer ao paleolítico…

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  17. Alfred

    Dalcim,

    Na sua opinião, como será a temporada do Nadal e Federer em 2021?

    Eu acho que o Nadal vai continuar dominando o saibro europeu, mas não sei se ele ainda ganhará títulos relevantes (masters 1000 ou slam) na quadra dura ou na grama.

    Federer eu não faço ideia, tanto tempo de inatividade que é quase impossível prever algo rsrs, por isso estou pedindo sua opinião. Eu espero que ele tenha uma temporada digna, como foi em 2019, não ganhou muitos títulos de peso, mas foi longe em vários torneios importantes (como a semi de RG e final de Wimbledon).

    Parabéns pelo blog, sempre aguardo seu post depois de uma rodada de slam, gosto muito das suas análises.

    Um abs.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Obrigado, Alfred. Olha, você disse tudo: teremos de ver como Federer irá voltar às quadras – Doha e Dubai para começar – e aí fazer algum juízo do que ele poderá fazer. Nem calendário ele definiu e duvido que jogue mais do que Roland Garros no saibro, focando tudo na temporada de grama e nas Olimpíadas. Estou curioso para ver se Nadal manterá a inscrição em Roterdã, mas acredito que ele não faltará em Miami e obviamente jogará tudo que for possível no saibro europeu onde, se em forma, é novamente favorito. Abs!

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  18. Marcos André

    Acho que a chave da vitória pro djokovic está na variação do jogo, com slices e curtas, quebrando o ritmo do jogo, na pancadaria, no jogo franco do fundo da quadra, o djokovic perde

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        1. Paulo F.

          W 2008? Onde o pateta suíço deixou a Armada Espanhola invadir o seu feudo, assinando com gosto mais uma folha da caderneta de freguês?
          Hahahahahahahahahahaha!!!

          Responder
  19. Groff

    Tendo a crer que a experiência do Djoko vai ser o diferencial, mas que seria bom para o circuito o russo levantar o caneco, ah, isso seria. A confiança dele iria parar na estrotosfera e, a reboque, carregaria também a da garotada mais jovem. De qualquer maneira, é a melhor final possível para o AO.

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  20. Leo Gavio

    Mediva tem jogo e cabeça pra derrubar a lenda, mas são cinco sets, na superficie preferida da lenda.

    Djokovic 3 a 1 é o placar mais honesto. 3 a 2 eu vou assistir o quinto set no hospital, pois a lenda não tem dó dos fãs, e se Djokovic vier a perder, vai ser por 3 a 0; Mediva sacou insanamente como no Finals e DJoko deu um apagão como em RG. Não consigo ver a lenda perdendo por 3 a 1 ou 3 a 2, se ele ganhou um set numa semi ou final da Australia, é porque esta forte pra vencer.

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  21. Marcelo Morais

    Estou me lembrado da decisão de 2019, entre Nadal e Djoko. Ambos destruíram nas semis e como torcedor do Djoko acreditava num jogaço, onde poderia ir pra qualquer um. Entretanto, Djoko sufocou Nadal. Então…. Acho que vai se repetir a novela.

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  22. Jhonny

    Considerando que o jogo que o russo fez na final do USOPEN, onde ele levou o nadal ate o 5º set, e teve um break para empatar o mesmo, eu não acredito que ele sentira o peso da final.
    E o histórico entre eles mostra que Nole se sente desconfortável no confronto.
    Eu vou ser 8 ou 80:
    Se der Nole sera 3 x 2.
    Se der o Russo sera 3 x 0.
    torcendo para o 18º GS, tornar ao lado do Nadal o único com 09 troféus em um GS,
    Alem de voltar a alça de mira pros recordes que na minha opinião cravara quem será o verdadeiro GOAT (Que neste momento e de Federer)

    Maior vencedor de Grand Slans.
    o Jogador que lidera mais Semanas como numero 1.
    O Tenista que mais vezes fecha o ano como nº 1.
    Maior vencedor do ATP Finals.
    Maior vencedor de Master 1000.

    (Caso consiga ter todos estes recordes (que neste momento em sua maioria pertence ao Federer não haverá discussão (ou perdera o sentido a mesma) de quem realmente é o Goat).

    Responder
  23. EDVAL CARDOSO

    Bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme a ocasião!
    Sinceramente, acho que estão dando um peso muito grande às atuações do Medvedev nesse AO, acho que o que ele tem de melhor, e fica só nisso, é o saque e suas bolas retas em que consegue ângulos incríveis, se o Djokovic estiver inspirado na devolução e nos drop shots, trazendo o Russo pra rede onde ele é um peixe fora d’água tem totais chances de ganhar com facilidade, o Sérvio só não pode insistir muito nas trocas de bola de fundo de quadra, onde o Medvedev é muito sólido, e pelo que parece está com físico bem melhor que o Djokovic, então o negócio é o Sérvio encurtar os pontos ao máximo, com drops, slices pra tirar o Russo de sua zona de conforto, coisa que até agora não entendi porque o grego não fez isso sendo ele tão hábil na rede, acabou insistindo nas trocas, e por mais que sua esquerda seja muito bonita, ainda não é tão sólida.

    Responder
  24. Chadwick Boseman

    Aliás, se vc for uma das 2 ou 3 pessoas que lerão o q postei e compactuar com esse tipo de comportamento, peço sinceramente a gentileza de nunca se dirigir a mim enquanto eu participar deste espaço.

    Obrigado.

    Responder
      1. Chadwick Boseman

        Oi Dalcim,

        Eu postei sobre o Samuel Jackson em Sea Of Love, falei sobre racismo e em seguida complementei com este post, abaixo do meu e em sequência. Porque ficaram separados eu nāo sei. Sobre o “você”, é qualquer um que leu o outro posto e compactuar com os ideais racistas.

        Abs!

        Responder
      1. Groff

        Por favor, Dalcim. Faça sim! (Rimou, mas foi involuntário rsrsrs.) Daquelas outras vezes em que você fez ficou legal, porque teve a marca dos minutos em que os pontos aconteceram. Vamos puxar essa fila, pessoal!

        Responder
  25. Chadwick Boseman

    Em Sea Of Love, que citei no último post, há uma cena logo nos primeiros minutos onde a polícia local manda um convite para cerca de 50 pessoas contra as quais tinham mandados de prisão, simulando que seria um evento onde o time dos Yankees estaria presente, ou seja, comes e bebes e um encontro com os ídolos. Um dos atores que faz um dos “convidados” é um jovem e magrinho Samuel L. Jackson. Sua participação não dura 2 minutos, pontinha irrelevante. Ele usa uma camiseta vermelha.

    No final do filme, nós créditos, como se referiram a ele? Man at the Fake Yankees meeting? Bad Guy? One of the guys arrested at the staged Yankees brunch? Man in red shirt?

    Não.

    “Black man”.

    Como se essa forma nojenta e desnecessária de racismo o diferenciasse dos outros tantos q estavam em dívida e caíram na armação da polícia.

    Imagina vc ser ator, pegar uma ponta num filme do já consagrado Pacino, contar p a família, amigos, todo mundo assiste p dar aquela força e, no final, vc é creditado como:

    “Negro”.

    Black Man não é “pessoa de cor” ou qquer lixo hipócrita que o valha. Não é como se fosse Nigger, mas aí seria o fim da picada.

    Já era meados pro final da década de 80. Depois me perguntam pq sou pessimista. Conheço racistas assim até hj. Não há Rosa Parks, Mohamed Ali, Martin Luther King, Malcolm X, Spike Lee, o fato de Obama ter sido eleito presidente 2x, Black Lives Matter, Lewis Hamilton, nada que mude isso. Infelizmente. Nāo devem parar de tentar, claro, mas a cara de pau de certas pessoas se acharem melhores ou com mais direitos do q outras pela cor da pele é uma das piores e mais entranhadas falhas de caráter do “ser humano”.

    Desculpem o off-topic.

    Responder
    1. Barocos

      Rafael,

      Nada do que se desculpar. Para mim, um dos eventos mais repugnantes da história americana foi o FDR, que foi o presidente americano correto para a ocasião, não ter convidado o Jesse Owens para a Casa Branca. Nesta época já era uma tradição o POTUS convidar os heróis olímpicos para conhecer a sede do poder presidencial. Esta mácula ficará para sempre, tanto na biografia do então presidente, quanto nos anais da história das civilizações.

      Saúde e paz.

      Responder
    1. Marco

      É, meu caro, acho que ferrou tudo.
      O russo vem jogando bem mais que o Djoko. Minha esperança é que o sérvio consiga elevar o nível, só não sei se ele tem condições de fazer isso atualmente.

      O roteiro do jogo é uma partida de mtas trocas, que vai desgastando o sérvio e que acaba com ele indo pra rede na louca ou fazendo deixadas a rodo e aí seja o que deus quiser.
      Lembrando que ele perdeu as últimas 3, tá foda.

      Responder
  26. Paulo

    Dalcim, se houver sorteio, aproveita e pergunta pro povão quantas raquetes serão quebradas pelo sérvio e quantos pedidos de atendimento médico serão feitos pelo sérvio para desestabilizar o russo. Vale um tubo da head kkkkkkk.

    Responder
  27. André Barcellos

    Ou Djokovic vai ter que entrar em God Mode ou prevejo muitos problemas pra ele na final. O russo não se importa em fazer o que tiver de ser feito pra ganhar. É paciente, está jogando bem, tem bom saque e boa devolução.
    Certamente o sérvio está pensando em chamar o russo pra rede, mas vai precisar estar num dia bom pra acertar isso. Medvedev tem jogado bem mais dentro da quadra neste AO e isso tira um pouco a eficiência de deixadas.
    Uma bola mais curta seguida de passada é uma boa pedida, mas tem que “combinar com os russos”.
    Djoko pode sentir a pressão de jogar sempre uma bola a mais e daí começar a errar.
    Aí grita com boleiro, vai quebrar raquete, gritar com o público etc.
    Enfim, pode até ganhar, mas prevejo um show de horrores na final.
    O russo, por seu lado, vai ter de se manter frio e confiante. Tênis por tênis ele pode ganhar, pois Djoko não aguenta 6 horas em quadra hoje em dia. Acho.

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  28. Helena

    Dalcim, boa tarde!

    Você vê alguma semelhança na carreira do Medvedev com o Djoko? Me parece que os dois eram jogadores considerados fortes, mas que não se tinha tanta expectativa sobre eles quanro em relação a outros , e de repente deram um boom e começaram a atropelar. Os dois não apresentam o jogo mais plástico, mas compensam tudo com o mental privilegiado.

    Outro ponto que eu vi foi o grego falando que não estava mais com energias. Você acredita que isso de fato aconteceu ou que foi mais uma tentativa de diminuir um pouco a conquista do grande rival? Porque se for o primeiro caso, então ele me parece mais longe do título de Slam do que eu pensava. Dois jogos fáceis, uma desistência. Não consigo imaginar uma vitória num Slam sem a presença de ao menos 2 ou 3 jogos longos e exigentes.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, não vejo tanta semelhança, embora obviamente há muitas histórias de dificuldades para engatar a carreira, Helena. E você está certíssima. Não dá para colocar toda a desculpa no físico de um garoto de 22 anos. Claro que o jogo do Nadal desgastou, mas não deveria ser para tanto.

      Responder
  29. Rodrigo Figueiredo

    Medvedev faz jus ao sangue e à história do povo russo. Quanta coragem, que atitude para lidar com o público que sempre está contra ele. Seu jogo “unorthodox” tem cada vez mais me chamado atenção, bem como a sua postura frente à torcida que frequenta as quadras de tênis na Europa e nos EUA. Assim como Djokovic, ele parece ter a coragem e a atitude necessárias para enfrentar esses entraves. O seu tênis, nada exuberante, é surpreendente. Pode acertar uma bola vencedora de qualquer canto, pode trocar bolinha em longos rallys, tudo sufocando o adversário com curtíssimo tempo de preparo do saque.

    Acredito que ele será um dos grandes. Dos tenistas dessa nova nem tão nova geração, é aquele que apresenta a melhor capacidade de enfrentar os três maiores nas situações difíceis de um jogo. Thiem e Tsitsipas até têm mais jogo, mas o russo é uma força mental. Torço para o sérvio levar o décimo oitavo, mas acredito que estará em ótimas mãos caso vá para Medvedev.

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  30. Sérgio Ribeiro

    Antes do Torneio cravamos que Novak teria que se virar com a nova geração no AOPEN 2021 . Não deu outra mesmo com o Rei do Saibro jogando mais nas duras do que imaginávamos ( esperem em RG ) . Novak declarou que se fala muito nos garotos mas estes ainda precisam trabalhar bem mais ( bola amarela ). Como MEDVEDEV e TSITSIPAS não se mataram , teremos sim uma grande Final . Nada de “ passeio no parque “ segundo idiotas. Obviamente que o Octacampeão fez a sua parte e leva o favoritismo. Mas nenhuma artimanha costumeira será suficiente contra o gelado Russo. Este é simplesmente imprevisível. O Servio quando enfrenta Federer ou Nadal nos últimos anos no AOPEN, já sabe tudo do que precisa. Me parece que os 70 % não serão suficientes contra o grande Arsenal “ feio “ mais incrivelmente eficiente do já atual N 3 do Mundo. A conferir . Abs!

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  31. Miguel BsB

    Se o Sérvio bater o Medvedev, bozhe moi! Putin vai ficar bem putinho com ele…derrotar 3 russos na sequência? Onde já se viu?
    Brincadeira, der Zverev é alemão…

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  32. Vitor

    Ano passado diziam que era a vez do Thiem.

    Estilo agressivo que lembra o Stan e deixa o sérvio desconfortável. Antes da final o austríaco vinha de 2 vitórias seguidas contra o Djoko, incluindo em Grand Slam. Não tinha uma sequência de vitórias tão grande quanto o Medvedev hoje, mas havia eliminado o Nadal e estava mentalmente muito forte, vencendo Nadal em tie breaks e o Zverev tb.

    Enfim, todo ano o monstro parece ser maior, mas não acho que o jogo desse ano seja teoricamente mais difícil que o do ano passado.

    Vai ser uma batalha, porém Novak continuará sendo o “last man standing”.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Brincadeiras à parte, a final tem tudo para ser um jogão, uma partida épica.

      O Djokovic não está lesionado nem aqui e nem em Andrômeda!

      Foi mentira, rigorosamente mentira.

      Portanto, o Nole vai pra essa final com mais bagagem, esbanjando físico, regularidade, e um saque melhorado.

      E o Medvedev entra sem tanta experiência, mas um bom físico, regularidade parelha, e um saque melhor ainda.

      No quesito “frieza”, eu acho que dá empate.

      No quesito “pontos vermelhos”, acho que nunca haverá outro como esse Djokovic.

      Portanto, esse será o maior desafio do russo:

      arrumar um jeito de “sequestrar” alguns desses pontos.

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    2. Medvedev Futebol Club

      Lembrando q em Roland Garros 2015 já tavam preparando a festa para o sérvio na Sérvia, mas se esqueceram que não é a Suíça que amarela pra Djokovic, mas sim um suíço.

      Resumindo: Cada partida tem sua peculiaridade e uma não pode servir de parâmetro pra outra, o que pode servir de parâmetro é o histórico atual do jogador, nesse sentido Medvedev vem de uma sequencia de vitórias muito boa, em torneios grandes, contra vários tops, inclusive Djokovic, o qual venceu facilmente, vale salientar.
      No campeonato, inclusive, fez uma campanha muito mais contundente que a do próprio sérvio que a anos eu não via tão frágil no AO, nem nos anos que Chung e Istomin limparam o caminho pra Federer, pois aquelas duas derrotas foram inesperadas.
      Particularmente se fosse apostar em alguém seria no russo.

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    1. Medvedev Futebol Club

      Difícil ele ganhar os 4 GS esse ano, nunca fez isso a carreira toda, difícil fazer agora, porém o que poderia acontecer era Wimbledon fazer duas edições para tentar corrigir aquele erro histórico deles, ai com 5 GS as chances seriam mais viáveis, embora ainda improváveis.

      Responder
      1. Gildokson

        2 Wimbledons em 1 ano? Kkkkkkkkkkkkkk
        E o Djokovic garantido de ganhar os 2? kkkkkkkkkkkkk
        É fácil ganhar Wimbledon hein? Inclusive o último ele venceu numa baita facilidade kkkkk aliás… se vcs não perceberam, depois daquele desfile na final do AO 2019 nenhum Grand Slam foi fácil para o Djoko, não seria nenhum absurdo ele ter perdido os 5° sets das 2 últimas conquistas, e fora as eliminações no Us Open por Wawrinkisse e boladas kkkkkk e depois violentado por Nadal em RG.

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  33. Marcão

    Se há considerável favoritismo para Naomi na final feminina, o mesmo não se dá na final masculina. Penso mesmo que o russo dribla dificuldades notórias e milongas prováveis e levanta o caneco.

    P.S. Como as boas casas do ramo abriram hoje com leve favoritismo para Djokovic, joguei meu Chevette 1974 no russo. Ganhando Medvedev, na segunda-feira arrisco uma viagem de Palio Weekend 2008 para Guaratuba (se for 3×1, desço mais tranquilo de Sentra 2012); se der Djokovic, desobstruo a garagem. Como se vê, um excelente negócio, qualquer que seja o cenário.

    Responder
    1. Barocos

      Marcão,

      Como de costume, mais um excelente texto.

      Eu não vou apostar nada, as condições atuais são imprevisíveis, estou satisfeito com meu Onix e espero permanecer mais alguns anos com ele.

      Antes que eu me esqueça, minha amiga com beleza renascentista manda lembranças.

      Saúde e paz.

      Responder
    2. Rubens Leme

      Pô, Chevette 1974 é um clássico. Meu pai tinha um Opala 4 portas vermelho e preto 1970 ou 71 que pedi para levar ao Rio uma vez para vender para algum flamenguista, mas ele se negou. Acabou dando prum parente qualquer no final dos anos 90 que o destruiu.

      Não se livre dele assim, não. Clássicos são eternos.

      Responder
      1. Marcão

        Não se preocupe, Rubens. Como diria Manoel de Barros, “noventa por cento do que eu escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira.” Se bem que é verdade que já tive um Chevette 74, tubarão, azul calcinha, sirizinho na cabeça do câmbio, veludo laranja no console, TKR auto reverse e outras deliciosas cafonices da década de 1970. Diria que ele cumpriu bem a sua função, mas hoje, a menos que desfile reluzente nos domingos de um colecionador, deve estar em piores condições do que eu.

        Responder
        1. Rubens Leme

          Pois sou adepto das velharias. Ontem chegou meu tape deck Polyvox que juntei ao meu toca-discos e receiver, ambos Polyvox também, para formar um conjunto de som. Liguei um dos meus discman no auxiliar e agora poderei curtir minha coleção de vinis, cds e k7s na maior felicidade.

          Odeio profundamente mp3 e spotfys da vida e quem diz que tem 1 tera de música e 50 mil discos armazenados. Se tem digitalmente, não tem nada, porque basta um pisão no aparelho ou um curto e tudo se perde.

          Deveria ter pedido o Opala pro meu pai. Aprendi a guiar nele, mas tinha vergonha na época, como todo moleque idiota que só queria impressionar. Hoje, seria motivo de orgulho. E mesmo destruído – como deve estar – se bobear, está em melhor do que eu, hoje.

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    3. Robson

      Grande Marcão,fala comigo meu bom e velho torcedor do Murray,integrante da romiseta, heheheeee…
      Cuidado com suas apostas,apostar contra fenômenos as vezes pode ser fatal.
      Vamos ver domingo,será um jogaço,vou no embalo de 60% a 40% número 1 do mundo em favoritismo.

      Responder
      1. Marcão

        Então, Robson, a saudosa romiseta foi pra garagem com 3 Slam e 2 ouros olímpicos na carenagem. Pode parecer pouco, mas a primeira next gen já foi e a segunda está indo sem nenhuma figurinha na algibeira. Medvedev não é next gen, está confiante, mais inteiro e não treme. Claro que Nole pode vencer, mas não será fácil.

        Responder
    4. Filipe Fernandes

      Caro Marcão,

      Que P.S. mais engraçado! Uma aposta muito sábia da sua parte (nem é preciso lhe desejar ‘boa sorte!’), rs.

      Um grande abraço.

      Responder
  34. Gildokson

    No tênis moderno é assim, os robôs vencem os craques. Ponto.

    kkkkkkkkkkkk brincadeirinha rapaziada….
    Domingo promete ser jogão, e acho que o sérvio deve levar ligeira vantagem se chamar tda hora o desengonçado para a rede, ja que nisso o sérvio têm muito mais técnica, agora se ficarem nas trocas incansáveis do fundo da quadra… bye bye nole, esse Medvedev é o novo robô versão 2020 kkkkkkkkkkk

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    1. JAN DIAS

      A tática seria essa mesma, o problema é que as deixadinhas do DJOKOVIC, na maioria das vezes, são bem ruinzinhas…
      Quando ele tem que usar muito esse recurso, ele acaba errando…

      Responder
  35. Paulo F.

    Vai ser uma final bem encardida para o Djokovic.
    É bom que entre com o mesmo espírito que costuma enfrentar Nadal e Federer.
    Se tentar ir no automático, como tentou fazer contra o Thiem ano passado, corre seríssimos riscos.
    E vai precisar como nunca de seu atual bom serviço, que Goran consiga dar mais uma calibrada ainda nestas últimas horas.

    Responder
    1. Carlos Fernando

      Bem colocado, Paulo.

      Você falou algo que também tenho notado nas últimas derrotas de Nole para os tops. É a postura passiva, de se manter no jogo esperando que o adversário baixe o nível. Foi assim com Khachanov e Zverev em 2018 (Paris e Londres, respectivamente); Medvedev e Thiem (Cincinnati e Finals; 2019) e ano passado novamente contra o austríaco no torneios dos campeões.

      Acho que quanto mais a partida se arrastar no domingo, mais chances terá o russo. Djokovic tem que entrar com a faca nos dentes desde o início.

      Responder
  36. Gabriel Maganha

    É a hora de vermos se o Big 3 ainda dão as cartas no circuito ou se, com o raiar da nova década, teremos novos Reis e Comandantes no Tênis! Ainda acho que Djokovic leva, mas me parece que Medvedev e Thiem estão há apenas um triz de destronar o Big 3!

    Responder
  37. Marcos Antônio

    Torço para Djocovic, mas não me surpreenderia de maneira nenhuma de Medvedev ganhar domingo de Djocovic, está jogando muito. Hoje fez o que quis com o grego, só vacilou um pouco quando o grego demorou um pouco para receber um saque, aí desestabilizou-se um pouco, mas quando voltou ao normal não deu mais chance ao grego. Domingo é 50 a 50 as chance de cada sair com o título, Medvedev está jogando muito, parecer Djokovic de 2011, pra mim o melhor Djocovic que eu vi jogar, pena não ter acontecido em 2011 Nadal x Djocovic em Rolanga, a final que eu queria ter visto, mas os “Deuses” do tênis não quiseram. Acho que daqui pra frente os torneios mais importantes de quadra dura vão ser divididos entre Djocovic e a nova geração, e se o Medvedev estiver 100% fisicamente, vai ser ganhar deste russo. Espero que domingo seja um grande jogo, e que vença Djocovic, mas vai ser um jogo duro, porque Lem de Medvedev está jogando muito, este russo é gelado e tem um mental forte. Vamos Nole.

    Responder
  38. Luiz Fernando

    Creio q numa situação normal Rafa teria mais chances contra o russo do q o grego mas pelo visto hj ele dificilmente passaria para a final. Mas não vejo a campanha como ruim, pois por pouco Rafa não venceu o grego em sets diretos, bola pra frente pros próximos torneios. Quanto a final, Medvedev já era apontado pelo Dalcim antes do torneio como o principal obstaculo ao nono AO do Djoko e creio q o desenrolar do evento demonstrou isso de forma cabal. Imitando o Dalcim, hj eu daria 60-40% para o sérvio, mas não me surpreenderei com uma eventual vitória do russo, q será, neste ou em outro evento, possivelmente o primeiro nextgen a vencer um GS. Esta impressão não decorre apenas do nível de jg, mas também do fato ele me parece mais frio e por isso mesmo mentalmente mais forte do q o grego e Zeverev…

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  39. Sandra

    Dalcim, acabei de ver um comentário muito interessante e vou plagiar “ Ficou russo para o Djokovic “ rsss, e afinal o Djokovic era dor no quadril ou no abdômen?

    Responder
  40. Filipe Mota

    Acho que será o maior desafio de Djoko. As chances do russo são enormes. Tenho assistido aos seus jogos e o nível de consistência do Medvedev é assombroso, de modo que a instabilidade do sérvio não será perdoada. Zverev, por exemplo, abriu várias vezes a dianteira nos sets que perdeu para o Djoko. O russo não dará essa bobeira. De fato, Djoko terá que se valer da grande inteligência tática que dispõe. Terá que jogar muita bola curta, tirar um set do russo para alongar o jogo e fazer cansar o gigante russo e aí sim, este perder um pouco a precisão. Será um jogaço.

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    1. Leo Gavio

      você fez uma leitura perfeita.

      Mas o servio, num slam onde ele é especialista (Aopen e WImblendon) sempre pode chegar ja colocando pressão maxima, não permitindo o adversario encontrar um padrão confortável.

      Responder
  41. periferia

    Foi um atropelo….Tsitsipas tem um estilo bonito…”fluido”…é legal ver ele jogando.
    O russo é o contrário….tem um estilo “estabanado”….muito eficiente…bate na bola com gosto….tem um estilo feio…não é agradável vê-lo jogar.
    De certa forma voltamos a eterna discussão …seleção de 82 ou de 84????

    Responder
    1. Jose Yoh

      94 ganhou uma estrela na camiseta. Mas 82 ficou eternamente no céu de nossas mentes.
      Todo esporte tem dessas. Senna/Schummy creio ser um bom exemplo.
      Enfim, a preferência é totalmente pessoal. Há público pagante nos dois casos, então deve ficar 50/50.

      Responder
  42. Barocos

    Mestre Dalcim,

    É impressionante a capacidade do Medvedev de devolver bolas em que você pensa “esta não volta mais”. Chegou a me lembrar o incrível Rafael Nadal de outrora, ainda que os estilos de jogar sejam diferentes. Não só voltavam, como muitas delas foram espetaculares. Imagine o desespero que deve ocorrer na cabeça do adversário, os muitos impropérios e expletivos contidos por força da liturgia que a ocasião exige.

    Está configurada uma gigantesca promessa de uma inesquecível final. Que os deuses do tênis permitam que ela seja tão épica quanto os contornos fazem crer!

    Ajde, Djokovic!

    Saúde e paz.

    Responder
  43. Fernando

    Interessante o jogo desse russo, percebe-se que não é tão habilidoso, grande dificuldade na rede, as bolas são retas e fundas…
    O saque é devastador!!!
    Acho que o grego deveria ter usado mais slices e deixadinhas.
    O russo jogou na zona de conforto.
    Acho que deveremos ter uma grande final !!

    Responder
  44. Vitor Hugo

    Pelo que tem jogado, e pelo histórico recente e a freguesia consolidando-se, eu acho que Medvedev tem 80% de chances de ser campeão.
    O pirulito devolve melhor, Daniil saca melhor, forehand e back se equivalem, Novak corre mais e os dois são mentalmente fortes. Se equivalem também na sonolência do jogo, falta de habilidade e variação.
    Estão entre os 10 jogadores que jogam mais feio no circuito e que derrubam ibope.

    Responder
    1. André Barcellos

      Acho que tanto a esquerda quanto a direita do sérvio são melhores.
      O que acontece é que o russo é muitíssimo difícil de ser atacado por conta das bolas fundas.
      Os dois não voleiam muito, mas o russo é uma negação na rede

      Responder
  45. Lucas Leite

    Dalcim, acredito que a rivalidade Tsitsipas x Medvedev será uma das melhores num futuro próximo do circuito. Acredito que com o grego evoluindo ainda mais, até porque ainda é novo e com duelos dos dois em outras superfícies (principalmente no saibro) o H2H tenda a ficar mais parelho. Até agora, pra mim, a rivalidade mais interessante dessa “next gen”. Muitas batalhas desses dois ainda estão por vir. Concorda?

    Responder
  46. Sandra

    Dalcim, ano passado o Djokovic não ganhou do russo ? Se sim foi em que torneio ? E posso estar errada mas quanto o grego ou o Zverev ganham do Nadal Djokovic , na partida seguinte eles pifam mentalmente ! E a última pergunta , em 2018 , Nadal estava voando, todos achavam que ia ganhar do Djokovic e acabou perdendo , a dúvida se foi na semi que Nadal jogou 5 sets , , do jeito que esse russo está jogando não estou vendo chance, só se for no tie break, muito difícil quebrar o saque do russo e cadê sua explicação de como ganhar do Medvedev? rsss

    Responder
  47. osvaldo* Geraldo

    Medvedev parece ser o tenista da nova geração mais preparado para se opor ao domineo de Federer ,Nadal e Djokovic.E candidato a liderança ainda este ano.

    Responder
  48. Rodrigo S. Cruz

    VAMOS LÁ, FORÇA, MEDVEDEV !!!

    Só você tinha condições reais mesmo de derrubar o Encosto, derrubador de Ibope e simulador de lesões!!!

    Rumo ao primeiro Grand Slam, se Deus quiser!

    Responder
    1. Daniel

      Realmente, o jogo do Medvedev é lindo e faz subir o IBOPE.
      O que sobrou para os torcedores do Federer, tão orgulhosos do tênis bonito desse espetacular jogador, é isto: torcer para um tenista desengonçado, com poucas variações e habilidade, mas muito eficiente.
      Em outras palavras, o ódio é pelo sucesso do sérvio mesmo, e não tem nada a ver com estilo de jogo.
      Obrigado por provar meu ponto. Fanatismo é ruim em tudo mesmo. Prefiro torcer para os três sem odiar os demais.

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Cara, eu não odeio ninguém.

        E já cansei de escrever aqui que o jogo do Medveedv é AINDA MAIS feio que e do sérvio.

        Mas eu tenho direito de não gostar do Djokovic, não tenho?

        Assis como tenho de torcer contra quem eu quiser.

        Faça o mesmo.

        Abs.

        Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que tem chances, sim, mas terá de defender o vice em Paris e o título de Nova York. Se tivesse vencido na Austrália, iria ficar a 180 pontos do líder.

      Responder
  49. Carlos Augusto

    Tudo pode acontecer na final masculina, mas a única certeza é que nos momentos em que Medvedev estiver melhor no jogo Djokovic vai fazer cara de dor…

    Responder
  50. Marcelo Calmon

    Bom dia Dalcim,

    Concordo que durante a partida o Murray esteve abaixo do que se espera dele, mas no TB decisivo o Bruno jogou muito mal, culminando com a DF no último ponto. Já tinha perdido o 1º saque, no 2 x 5. Devoluções de 2º saque desperdiçadas, etc. Enfim, desperdiçaram algumas oportunidades e mereceram a derrota.

    Não vi o jogo do Medvedev, mas resultado super esperado.
    Apesar de gostar da Osaka, lamentei a derrota da Serena, pelo esforço pós maternidade para voltar em alto nível.
    Nada de desafios ? E o T.Monteiro, volta em que torneio ?

    abs

    Responder
  51. Jairo Silva

    Esse Russo é a maior pedreira que qualquer um pode pegar hoje em dia. Ele se inspirou no mito Novak e tem sido o melhor tenista mesmo dos últimos meses.

    Medvedev tá no auge e Nole vem oscilando. Pra mim o Russo é levemente favorito, mas espero que Novak equilibre as ações.

    Gildokson, como Nole não pega pedreira? Tu viu o jogo contra o Zverev? E só de pegar o Medvedev na final dispensa comentários hehe…

    Quem você acha que Nole prefere? Medvedev, Nadal ou Federer??

    Sem dúvidas ele prefere o freguês, patinho suíço, que não o derrota desde 2012 em SLAM!! Rafa também seria uma boa na final…mas vai ser o Russo mesmo. Jogaço!

    Responder
    1. Gildokson

      Duvido que o Djokovic prefira o Nadal numa final de Grand Slam no lugar de um novato, mesmo que o momento do russo seja melhor. Ja em relação ao Federer, se ele tivesse convertido o 40/15 o Djoko voltaria a temer ele, mas como não converteu eu concordo contigo. Mas longe de ser desrespeito, ele só deve ter mais confiança mesmo após tantas vitórias.

      Responder
  52. rafael

    Descreveu brilhantemente o que foi o jogo mestre. A bola do grego simplesmente não machucava o russo. Daí, quando ele viu já era tarde demais.
    Mestre, o que mais pode complicar para o russo frente ao Djoko? A devolução? Mental e experiência? Ou volume de jogo mesmo?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Medvedev tem problemas no forehand defensivo, então a paralela de backhand do Djokovic tende a machucar muito. Também acredito que Nole vá dar curtas e chamar o russo para a rede, onde ele não tem confiança.

      Responder
  53. Rubens Leme

    Não me lembro de ninguém ter apenas 6 títulos na carreira, metade deles em Slams, como a Osaka. Se vencer amanhã serão 4 Slams em 7 conquistas e 10 finais, no total.

    Vc se lembra de algo parecido, Dalcim?

    Responder
      1. juninho Fonseca

        Olá Dalcim….uma sugestão curiosa Aki…..o tema acho q vai render…….
        Faz uma lista aí dos melhores jogadores que já chegaram em sua máxima posição…. exemplo…
        Eu acho q o wawrinka foi o melhor número 3 da história…..
        O Tommy Haas foi o melhor número 2 da história….
        E por aí vai….

        Ajuda aí!!

        Responder
  54. Ronildo

    Domingo vamos tirar a limpo essa hegemonia de Djokovic no circuito. Vamos ver se era blindagem da pandemia de covid ou se de fato ele é atualmente superior a todos os outros como alguns pensam.

    Responder
  55. Alison Cordeiro

    De todos os adversários do circuito, Medvedev é certamente o mais “temido” por mim, como torcedor de Nole. Assisti às derrotas recentes do sérvio diante do russo, que está jogando um tênis de grande qualidade, parece ter controlado o temperamento o suficiente para usar essa energia em quadra, com bastante foco. De outro lado, Nole tem a extraordinária capacidade de crescer nos momentos decisivos, está invicto em finais em Melbourne e já enfrentou batalhas históricas por lá. Está muito bem preparado.

    O desafio de ambos é monumental. O russo vem voando, Nole é Nole. Expectativa de um grande jogo. Como Dalcim mais uma vez magistralmente registrou, é a final correta, a final dos melhores no torneio. Dalcim, parabéns por mais esta cobertura sensacional, imagino que o sono atrasado tenha compensado.

    Responder
    1. Helena

      Concordo que o Medvedev é o mais difícil. Aliás, o próprio Nole comentou antes do jogo como o russo era temível.

      Mas enfim, Final de AO na Rod Laver, melhor de 5 sets. Ainda é o melhor cenário para Nole. Vamos torcer!

      Responder
  56. Lucas de Faria

    Grande Dalcim,
    Não acha que a pressão é maior para o Russo do que para o Sérvio? Djokovic já ganhou 8 vezes esse título, já entrou para história como um dos maiores tenistas de todos os tempos, se não ganhar, nada vai mudar em relação a isso! Já Medvedev precisa desse titulo para provar que entrou de vez na briga por GS e pelo número 1 do ranking e começar a escrever seu nome na história do tênis.
    Se fosse um Masters 1000 ou algum torneio melhor de 3 sets, colocaria os 60% de favoritismo para Djokovic ou até mesmo um 50% para cada, mas em uma final de GS, melhor de 5 sets, acho que o mental vai pesar muito, e na minha opinião, eu aumento as chances do Djokovic lá para os 70/80 %!

    Responder
    1. André Barcellos

      Posso opinar aqui? Creio que Djokovic está numa corrida particular contra a história e a cada chance desperdiçada ele vai se pressionar mais. Já é muito grande a pressão por conta disso.
      Ele não quer ser um dos maiores da história. Quer ser o maior. E o recorde de Slams, embora não absoluto nesse sentido, conta muito.

      Responder
      1. Jose Yoh

        O único motivo desses três ainda estarem em atividade são os outros dois.

        Não há outra motivação senão os recordes, penso eu.

        E isso aumenta a graça da coisa. Todos queremos ver o final do filme.

        Responder
  57. Rubens Leme

    A frieza com que o russo comemorou a passagem para a final foi digna de nota. Parece ser um cara muito frio, antipático. Dalcim, mais do que o tênis a nova geração precisa ter mais empatia com o público, pois parecem tímidos demais ou desinteressados.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Segundo eu li na imprensa britânica, ele segue exemplo de um ídolo dele, jogador de futebol, que não comemorava os gols. Não lembro de ele ter mencionado quem era o jogador.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Acho que foi nesta entrevista que deve ter lido, mas ele não cita nomes.

        Q. Amazing week. I was quite interested in your reaction when you won match point. No big celebration, no diving on the court. What was actually going through your mind?

        DANIIL MEDVEDEV: Yeah, I’m very happy when I win matches. That’s what I’m playing for. That’s why all the big champions, if we don’t want to win, we would not be here, so it’s just something that I decided to do last year, because at one moment of the career, everybody decides to do something special. Somebody does a special celebration. Somebody, how you call it, applauses the fans. Especially you can see many people doing some things with the racquet.

        So I decided during US Open when I had a tough time with the crowd that hopefully I can have a lot of more big titles in my career, and it’s gonna be my thing. I’m probably in tennis maybe the first one. Definitely saw some players in football that don’t celebrate their goals.

        I don’t celebrate my victories. That’s just my thing and I like it (smiling).

        https://www.nittoatpfinals.com/en/media/2020/interviews/medvedev-final

        Responder
  58. Rubens Leme

    Um dos grandes filmes policiais dos anos 70, que teve uma continuação estranhíssima, pesada (no mau sentido) e até desnecessária, Operação França consagrou o violento policial Jimmy “Popeye” Doyle (Gene Hackman) e o diretor William Friedkin, ambos devidamente oscarizados neste clássico.

    Friedkin foi uma das estrelas entre os diretores da Nova Hollywood e talvez o primeiro a se queimar com os estúdios. Mais arrogante do que Coppola, mais perfeccionista que Scorsese e até maldoso (Elle Burstyn o culpa por um crônico problema nas costas durante as filmagens de O Exorcista), fez ainda o Comboio do Medo, grande fracasso de bilheteria e que quase matou boa parte da equipe de malária e desnutrição; o próprio diretor perdeu quase 25 kg.

    Fez também o criticadíssimo Parceiros da Noite, com Al Pacino, pela maneira na qual retratou a cena gay de Nova York. Depois, sua carreira entrou em uma espiral decadente, onde fez poucos e irregulares filmes, mas foi em Operação França onde mostrou todo seu talento e técnica em um dos mais frenéticos filmes policiais já realizados.

    https://megafilmeshd50.com/filme/assistir-operacao-franca-online-dublado-e-legendado-gratis-em-full-hd/

    Responder
    1. periferia

      Olá Leme.

      Ele concorreu (melhor filme e diretor ) contra Stanley Kubrick e o classico“Laranja Mecânica”.
      O prêmio (os dois) foram uma heresia.
      É um bom policial….mas…
      Como injustiça só perde para o prêmio de 1977….Rocky um lutador e seu medíocre diretor John G. Avildsen (ganhou de Táxi Drive de Scorsese).

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      1. Rubens Leme

        Laranja Mecânica e Taxi Driver eram indigestos demais para os padrões da Academia. Operação França é um belo filme policial, mas aí vai de gosto. Claro que o filme mais famoso dele é O Exorcista e com razão. Acho que pior que 1977 foi o ano de 1986 quando o horrível Entre Dois Amores venceu 7 estatuetas, com o diretor Sidney Pollack batendo Akira Kurosawa (com Ran) e John Huston, com o impagável A Honra do Poderoso Prizzi. em um ano que ainda teve A Cor Púrpura, A Rosa Púrpura do Cairo, O beijo da Mulher Aranha e A Testemunha.

        Só não foi pior do que o Grammy de heavy metal pro Jethro Tull em cima do Metallica.

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        1. Rubens Leme

          O Oscar é um prêmio da indústria, por isso as distorções. Os únicos Oscars de Scorsese (Os Infiltrados), Paul Newman (A Cor do Dinheiro) e Al Pacino (Perfume de Mulher) vieram em trabalhos menos representativos, mas que tinham a intenção de premiar mais a carreira do que o momento de cada um.

          Pior: diretores como Alfred Hitchcock, Sidney Lumet (ambos com 5 indicações) jamais foram agraciados. Enquanto isso, Alfonso Cuarón tem um aproveitamento de Naomi Osaka: 17 filmes na carreira e 4 estatuetas.

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  59. Rubens Leme

    Duelo de duas das maiores ex-potências esportivas da antiga Cortina de Ferro, as extintas Iugoslávia e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. E quando eles se encontravam saía faísca e tiro pra todos os lados.

    Yugo x Lada! Imperdível.

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