Djokovic dos 100 aces
Por José Nilton Dalcim
18 de fevereiro de 2021 às 12:17

Não houve dor, nem falta de treino que segurassem Novak Djokovic. O recorde perfeito em semifinais no Australian Open se manteve diante da surpresa russa Aslan Karatsev e, um dia depois de garantir sua segunda mais espetacular façanha na carreira, Nole está pronto para o nono título em Melbourne e o 18º troféu de Grand Slam.

O rei dos tiebreaks em 2020 virou agora o rei dos aces. Como tem feito em toda a campanha deste ano no torneio e pouco antes na ATP Cup, Djokovic se esmerou no saque para encurtar pontos, abrir vantagens mas especialmente escapar de dificuldades. Como foi o caso dos dois essenciais break-points que encarou no 5/4 do segundo set em que Karatsev sequer tocou na bola.

Treinado por um dos mais hábeis sacadores do tênis moderno, Djokovic atingiu nesta sexta rodada do Australian Open a notável soma de 100 aces, o que dá média de quase 17 por jogo, exatamente a quantidade que desferiu contra Karatsev. Na segunda rodada contra Frances Tiafoe, bateu seu recorde pessoal para uma partida, com 26.

E isso considera apenas o ace em si, aquele em que o oponente mal reage, e não outros tantos serviços cruciais em que Djokovic induziu a devolução a erros. Infelizmente, a estatística ainda não contabiliza os aces de segundo serviço, outro aspecto em que o sérvio – e vários outros – tem se mostrado corajoso e eficiente.

O que será dos adversários se o melhor devolvedor da história se tornar também um dos maiores sacadores?

A partida desta quinta-feira contra Karatsev foi o que se esperava: muito esforço do russo e placar dilatado. Poderia ter sido ainda mais fácil, caso Djokovic tivesse fechado o segundo set na primeira chance, quando tinha 5/2.

Karatsev viveu alguns grandes momentos no fundo de quadra e fez alguns lances de força e precisão incríveis , mas o fator mais relevante era um alto índice de primeiro saque e ele mal chegou a 52%, vencendo ainda por cima apenas 65% deles. Então não dava mesmo para fazer novos milagres.

Com o recorde de semanas na liderança garantido e a inigualável façanha de ganhar quatro Slam seguidos em três pisos diferentes – seus dois maiores feitos, a meu ver -, Djokovic terá 72 horas de descanso para encarar Daniil Medvedev ou Stefanos Tsitsipas e encurtar para apenas dois a distância de troféus de Slam para Rafael Nadal e Roger Federer.

Posso apostar que ele prefere a inexperiência do grego de 22 anos, contra quem possui 4-2, do que o marrento russo, que o venceu em 3 dos últimos 4 confrontos ainda que o sérvio tenha 4-3 no geral.

Desafetos de longa data, Medvedev e Tsitsipas duelam às 5h30 desta sexta-feira. Tsitsipas vem da notável porém desgastante virada em cima de Nadal e pega um descansado russo que, além de já ter experimentado a tensão de fazer uma final de Slam,  leva ampla vantagem no histórico entre eles, com 5 vitórias em 6 duelos, sendo 4 a 1 nas quadras duras.

Osaka barra Serena e busca 4º Slam
Serena Williams teve suas chances na semifinal contra Naomi Osaka. Logo no começo do jogo, diante de uma adversária nervosa, abriu 2/0 e ainda poderia ter obtido quebras nos dois serviços seguintes. Mas a japonesa se mostrou uma fortaleza mental e deu seu show. Bateu na bola com desenvoltura invejável, achou ângulos perfeitos e contragolpes mortais, deixando a poderosa adversária estática e perdida na linha de base quase o tempo inteiro. Serena sentiu na pele o que mais gosta de fazer com suas adversárias: sufoco constante, sem tempo de pensar.

E olha que Osaka só acertou 36% de seu forte primeiro saque no set inicial. Esse ponto instável também deu uma quebra de sobrevida a Serena na metade do segundo set, mas que durou muito pouco. A japonesa manteve assim seu retrospecto impecável nas quatro semifinais de Grand Slam que já disputou e tem tudo para manter também a invencibilidade em finais no sábado, quando enfrentará Jennifer Brady.

Aos 25 anos e número 21 do mundo, Brady fará sua primeira final desse quilate e precisou novamente de três duros sets para vencer, agora Karolina Muchova. De estilo agressivo e acostumada a muitos erros não forçados – foram 38 nesta semi -, é arriscado dizer que ela não tem chance diante de Osaka. Mas precisará de um dia iluminado ou de uma atuação abaixo da média de Osaka para erguer a taça. Houve três duelos e Brady ganhou o primeiro deles, mas em 2014.

Soares e Murray desafiam campeões
Vale torcida brasileira no final desta noite e começo desta madrugada. Bruno Soares irá em busca de sua terceira final seguida de Grand Slam, depois do título no US Open e do vice em Roland Garros com Mate Pavic. Ele e o canhoto Jamie Murray enfrentam os atuais campeões, o norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury, e deve ser uma batalha de arrepiar. Jogo começa 23h de Brasília.

Bruno e Murray buscam a segunda final da parceria no Australian Open e a terceira em eventos de Grand Slam. Eles ganharam em Melbourne e Nova York em 2016.

E mais
– Esta será a 28ª final de Slam de Djokovic, o que o deixa igualado a Nadal e a três de Federer.
– O sérvio pode se tornar também o segundo homem com mais troféus num mesmo Slam, atrás dos 13 de Rafa em Paris. Federer tem 8 em Wimbledon.
– O título também será o sexto de Djokovic depois dos 30 anos, empatando com o recordista Nadal.
– Aos 27 anos, Karatsev aparecerá no 42º posto do ranking e terá grande chance de entrar direto em todos os principais torneios do circuito até pelo menos Wimbledon.
– Serena deixou a entrevista oficial em lágrimas depois de responder se teria sido seu adeus ao Melbourne Park. Muito aplaudida pelo público na saída, ela disse amar a Austrália nas redes sociais.
– Brady saltará para o 13º lugar do ranking com a campanha até aqui e subirá mais um posto em caso de título.
– Ex-número 1, Osaka poderá recuperar a vice-liderança no lugar de Halep se vencer o Australian Open, mas ainda estará 1.350 pontos atrás de Barty.


Comentários
  1. André Barcellos

    Ou Djokovic vai ter que entrar em God Mode ou prevejo muito má problemas pra ele na final. O russo não se importa em fazer o que tiver de ser feito pra ganhar. É paciente, está jogando bem, tem bom saque e boa devolução.
    Djoko pode sentir a pressão de jogar sempre uma bola a mais e daí começar a errar.
    Aí grita com boleiro, vai quebrar raquete, gritar com o público etc.
    Enfim, pode até ganhar, mas prevejo um show de horrores na final.
    O russo, por seu lado, vai ter de se manter frio e confiante. Tênis por tênis ele pode ganhar, pois Djoko não aguenta 6 horas em quadra hoje em dia. Acho.

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  2. Rogério R Silva

    Bom dia Dalcim e amigos do blog.
    Domínio total do russo.
    Incrível como está jogando.
    Mas a frieza dele quando ganha é tamanha que até assusta.
    Parece um serial killer,pouquíssima ou nenhuma empatia demonstrada.
    Acho que não lembro de ninguém assim no circuito.
    Vou até torcer para o Novak.
    (Mentira,só torço pra ele contra o Nadal)

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  3. José Eduardo Pessanha

    Como previsto, o Medvedev passou o carro no Fiuk Grego. Nem todas as preces ortodoxas salvarão o Djokovic no domingo. Mais um 3 a 0, dessa vez pra cima do Pega Varetas.
    Abs

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  4. Luiz Fernando

    O russo vai vencendo o grego por 20 e quebra na frente no set 3, demonstrando ser superior ao mesmo. O primeiro set foi equilibrado, mas c Medvedev um degrau acima técnica e emocionalmente. Pelo placar do segundo esse equilíbrio se desfez. Como cautela faz bem, convém aguardarmos o final do jg p comentar, mas tudo aponta para uma partida equilibrada no domingo entre o russo e o sérvio, com vantagem para o primeiro, mas tudo aponta q seria um erro considerar um favoritismo muito exagerado…

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  5. Carlos

    Dalcim, o que leva um jogador como esse russo, o coreano de anos atrás, a chegar a uma semifinal de slam? É difícil entender isso, são jogadores bem fracos para chegar a um ponto tão elevado no esporte, a semi de um slam. Para mim, esse russo não chega longe (ou seja, será no máximo top 30), já tem 27 anos, é jogador de mediano pra fraco, fraco fisicamente.

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    1. José Nilton Dalcim

      Claro que ele tem qualidades, Carlos, mas também ajudam uma chave boa, o fato de jogar sem qualquer pressão e também o de ninguém conhecer seu estilo de jogo ou seu potencial.

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  6. Rodrigo

    O sérvio é um dos grandes do tênis na história, mas seu comportamento em quadra me irrita profundamente. Acho, inclusive, que aquelas loucuras, em algumas situações, são para desconcentrar o adversário. Toda vez que a coisa começa a apertar são caretas, gritarias, gesticulações e quebras de raquete. Ontem, por exemplo, não vi essas “doideiras”.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Pior que teve.

      No primeiro set, quando o russo conseguia ainda equilibrar.

      Foi quando o Novak veio com aquela tática de querer apressar o jogo.

      E daí começou com as careta e os pitis apressando os boleiros…

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    2. Eduardo

      Problema do adversário! Tenista com mental fraco não vai a lugar nenhum. Por outro lado, todos os tenistas conhecem o comportamento um do outro. Não tem desculpa.

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  7. Marcilio Aguiar

    Falando do saque do Djoko, me impressiona a capacidade que esses caras tem de melhorar o que já e bom. Com isso eles compensam um pouco o que vão perdendo no físico com o passar dos anos. Todos os fundamentos são exaustivamente treinados e passiveis de melhorias, dependendo da dedicação do tenista. Dalcim, voce considera que a devolução é o mais difícil de todos para alcançar evolução ou depende de uma qualidade natural do tenista?

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    1. José Nilton Dalcim

      Olha, quase tudo é difícil no tênis, dependendo da habilidade de cada um. Os voleios por exemplo não são nada fáceis. Acho devolução uma grande qualidade devido à rapidez com que se saca hoje. Estudos mostram que um saque a 200 km/h exige um tempo de resposta (o tempo em que a informação visual vai ao cérebro e este envia a mensagem reativa ao músculo) demore 4 décimos de segundo.

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  8. Sandro

    Aryna Sabalenka parece um TRATOR DESGOVERNADO… Sabalenka com 1,82m e 80 Kg de muitos músculos 💪🏼 é a jogadora de maior força bruta entre as TOP. O dia que ela conseguir aliar toda essa força bruta e o tênis 🎾 que ela vem apresentando a um melhor controle mental, ela será muito difícil de ser batida!
    No jogo contra Serena no Australian Open , Sabalenka estava jogando melhor que a Serena, porém, deixou escapar várias oportunidades que teve, já que Sabalenka teve ONZE break points e confirmou apenas QUATRO. Serena ganhou esse jogo contando com toda sua experiência, paciência e se aproveitando da ansiedade de Sabalenka. Como Osaka costuma ser muito mais concentrada e menos ansiosa que Sabalenka, Serena acabou não tendo chances contra Osaka.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Maneira bem simplista de definir as atletas . Que tal dar uma entradinha no YouTube e assistir Serena x Steffi Graf na Final de Indian Wells 99 . Ou os grandes duelos de Serena x Henin , Kim , Davenport , Seles e CIA . Serena antes , durante e depois do seu auge e’ infinitamente superior a Osaka . O que dirá de Sabalenka. Muitas N 1 largaram pra fugir de jovens prodígios. Apenas 16 aninhos mais velha que a Nipônica teve suas chances na partida . Mas o físico não atende mais o comando . Mesmo assim Naomi entrou tremendo em quadra. Sua sorte é que Williams estava com seu forehand mortal totalmente descalibrado. Então nada mais justo que Osaka levasse a partida e provavelmente o AOPEN 2021 . Mas está tendo oponentes de verdade pela frente . Abs!

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  9. Luiz Fabriciano

    Mestre Dalcim, dessa eu não sabia. Quer dizer que ace de segundo serviço não é computado?
    Então pode colocar ao menos mais dois hoje. Teve um para fechar um game que foi com o segundo serviço.

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  10. Paulo F.

    Aproveitando o post do Mestre sobre o serviço de Djokovic: se ele está sacando melhor e realmente parece ser o melhor serviço do sérvio dos últimos 08 anos, a final será tarefa dura tanto para o eficientíssimo Medvedev quanto para o excelente Tsitsipas.
    O muito bom Zverev sentiu na pele o peso desse melhorado serviço do sérvio.

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  11. Marcelo Reis

    Dalcim, esse “despertar tardio” do Karatsev é algo um tanto incomum, hein! O rapaz fora do top 100, nunca foi chave principal de Slam e agora subiu de nível como um tsunami e aos 27 anos. Assim de cabeça, você lembra de casos “semelhantes”? Eu vejo alguns “jovens” fazerem isso, mas 27 anos no tênis já é meio de carreira.

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    1. Sandro

      O próprio Karatsev revelou que a responsabilidade de defender a Rússia na campanha vitoriosa da ATP CUP lhe deu muita confiança para disputar o Australian Open logo em seguida. O mesmo também serve para Medvedev, Rublev e Tsitsipas que fizeram excelentes partidas na ATP CUP e fizeram, em sequência, ótimos jogos no Australian Open.

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  12. Chadwick Boseman

    Por motivos pessoais, usarei o nome do ator de Pantera Negra.

    Espero poder ver Djokovic campeāo outra vez, especialmente se o jogo for contra Medvedev.

    Danilo, não apenas o Facebook confirma a enorme popularidade do sérvio. Aqui mesmo só se fala nele, é impressionante. Bem ou mal, falem de mim, rs.

    Como ando meio saudosista, deixo aqui algumas dicas de filmes q revi estes dias, quase todos com atuações espetaculares: As good as it gets, com Jack N. e Helen Hunt, Sea of Love, com Al Pacino e a SENSUALÍSSIMA Ellen Barkin, que vale o filme, Man on Fire, esse sim um filmaço de Denzel, com o bônus da excelente participação do grande Cristopher Walken, além da Dakota Fanning ainda criança e The Equalizer – o primeiro, também c Denzel, com a graciosa participação de Chloe Grace Moretz, entre outros.

    Abs a todos.

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    1. Marcilio Aguiar

      Rafael, assisti Sea of Love há muito tempo, não me recordo do enredo, mas lembro vagamente que é um thriller. Uma coisa eu não me esqueci é de Ellen Barkin nesse filme. Concordo com voce sobre a atuação dela. Uma ótima dica para rever. Obrigado.

      Responder
      1. Marcilio Aguiar

        Falando em autuação sensual e de alto nível, me lembro e outro que também assisti há muito tempo com Jessica Lange (outra maravilhosa) e Jack Nicholson:
        The postman always rings twice (O destino bate à sua porta). Outro que vale a pena rever.

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    2. DANILO AFONSO

      E tem participantes do blog que acham que o sérvio derruba ibope. Como estão enganados. O sérvio além de contar com a fiel e crescente torcida, tem a audiência de seus jogos turbinada pelos secadores de plantão.

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      1. Luiz Fabriciano

        Pois é. Quem derruba ibope não é notícia. É o contrário.
        Criaram um apelido para deprecia-lo e nem perceberam o tiro no pé. Ele não derruba ibope, derruba records.

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    3. Rodrigo S. Cruz

      Aliás, grande perda foi a do Chadwick Boseman.

      Um ator de talento e muito novo.

      Entretanto, dois que para mim serão insubstituíveis nos papéis:

      Robert Downey Junior como Tony Stark e Hugh Jackman como Wolwerine.

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ainda é cedo para comparações, Paulo. É um momento em que ele está sacando muito bem, mas precisamos ver qual será a continuidade. Federer saca bem há 20 anos! Abs

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  13. Maico

    Já vi muitas pessoas reclamarem dos narradores e comentaristas de tênis.

    Portanto, em um ano de mudanças de transmissão (sportv para espn), se vocês tivessem poder de escolha qual seria? (esta pergunta serve para vc tbm Dalcim) hehehe

    Canal:
    Narrador:
    Comentarista 1:
    Comentarista 2:

    Eu ficaria com:

    Canal: ESPN (tem 2 canais)
    Narrador: Fernando Nardini (desde que o o Federer não esteja jogando)
    Comentarista 1: Osvaldo Maraucci
    Comentarista 2: Fernando Meligeni (figura)

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  14. rafael

    O Djoko jogou muito tranquilo hoje e o russo terminou com a língua de fora! Parece que o Djoko chegará 100% recuperado para a final e aí…aí ficará muito difícil alguém derrotá-lo. Creio em um belo jogo entre Medvedev x Tsitisipas.
    Uma pena a Serena ter caído na semifinal. Estava torcendo para ela. Mestre, você ainda acha que a Serena vai continuar buscando o 24th?

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  15. Chetnik

    Djokovic como sempre subindo o nível para a semifinal e final. Não deu nenhuma chance. Desde o Becker que o saque dele melhorou muito. Mas, certamente, agora está no seu melhor.

    Espero que o Tsitsitetas vença em 5 horas de jogo rs.

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    1. Alessandro Siqueira

      Nada disso, Chetnik, vamos torcer para que o recorde de horas de 2012 seja quebrado. Quero uma partida de pelo menos 6 horas, com tie break em todos os sets… rsrsrs

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  16. Chetnik

    Sinceramente, fiquei extremamente surpreso quando o “match predictor” antes do jogo tava dando o favoritismo pra Serena. Pra mim um dos resultados mais óbvios possíveis. A Osaka é MUITO superior. Aliás, ela joga DEMAIS. E tem um mental %&)!*. Se não acontecer nada fora do ordinário, a “menina” vai ultrapassar fácil os 10 GS.

    Essa final vai ser um passeio no parque.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Errado como sempre . A Osaka ESTÁ muito superior. Jamais chegará ao nível da Rainha . Difícil para um Coroa preconceituso entender , não e ‘ mesmo caríssimo Chatonik ? Pra variar não postastes nada antes do jogo rs . Abs!

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        1. Sérgio Ribeiro

          Quem diria que o Coroa do grupinho da Whats iria ficar tão nervosinho kkkkkkkk. Vou de ajudar . Sempre falou de Serena com termos PEJORATIVOS . E quanto a passeio no parque na FINAL , é típico de um fake que não conhece nada do esporte. Será um jogo de altíssimo nível . Abs!

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  17. LION

    Como já frisou várias vezes o federista Rodrigo Cruz neste site, Djokovic tem um ótimo saque. Este é um aspecto algo subestimado do seu jogo. Na verdade, ele se tornou um GRANDE sacador. Não é um “serve bot”, mas saca com muitíssima técnica e acurácia. Hoje, é um dos pontos fortes do seu jogo. Até Isner e Karlovic já comentaram sobre isso.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Sim.

      Detesto ter de admitir, porque eu não gosto dele.

      Mas é quando mais importa, que o saque dele tem funcionado e feito estrago.

      O Djokovic já é conhecido pela notável capacidade de jogar melhor os pontos cruciais.

      Aliás, essa é para mim a principal virtude do seu jogo, e que faz ele ser tão difícil de ser batido.

      E, ultimamente, quando ele enfrenta um 0/40 ou 15/40, na maioria das vezes encaixa esses saques.

      Dá raiva! rs rs

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Uai , Rodrigo. Você elogiou o Serviço de Novak , Zverev e CIA e esqueceu da rapidez da quadra de Melbourne. Será que até Nadal aprendeu a dar um monte de Aces somente agora ??? kkkkkkkkkkkk . Abs!

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Mas eu não esqueci, Sérgio.

          Em pleo menos uns 3 posts anteriores eu citei a velocidade da quadra.

          Procura aí abaixo que você acha.

          Mas mesmo com a quadra sendo mais veloz, ainda assim eu vejo uma evolução no saque do Encosto.

          Abs.

          Responder
  18. Groff

    Bom, a primeira parte do “script” já se confirmou com a fácil vitória do sérvio. Apesar de gostar bem mais do estilo do grego, prefiro que Medvedev passe, pois acho que ele tem mais chances de fazer um jogo parelho contra Novak. Mais uma vez, a ver.

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  19. periferia

    Lawrence da Arábia
    1962.

    Filme do diretor britanico David Lean (A Filha de Ryan ).
    Baseado no livro Os Sete Pilares da Sabedoria de T.E.Lawrence.
    Retrata a experiência de Lawrence no conflito entre árabes e turcos.
    Considerado o maior épico que o cinema produziu (assim disse Spielberg).
    Com uma fotografia espetacular de Freddie Young (captando toda magia do deserto).
    Música do compositor Maurice Jarre…uma das mais belas e majestosas trilha da história.
    Estrelado por um “afetado” Peter O’toole (Caligula)….o filme ainda tem Omar Sharif (Dr. Jivago)…Anthony Quinn (Zorba o Grego)…Alec Guinness (Star Wars)…e Claude Rains(Casablanca).
    O filme tem quase 4 horas (prefira a versão de 2001…com 227 minutos).
    É um daqueles filmes que jamais serão realizados novamente (hoje em dia ninguém tem mais tempo para um filme de quase 4 horas…ainda mais sobre um inglês no Império Otomano).
    O filme vale o “sacrifício “.

    Responder
    1. Rubens Leme

      Sabe o que é mais curioso? Vi anteontem. David Lean foi diretor de poucos e longuíssimos filmes, entre eles a Ponte do RIo Kwai (que falei aqui semana passada e com um dos finais mais insanos já feitos) e Doutor Jivago.

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  20. DANILO AFONSO

    Dalcim, eu crente que você achava que o segundo maior feito do sérvio foi ter completado o Double Career Gold Master 1000.

    Os 9 torneios Master 1000 apesar de serem eventos de nível inferior aos Slams, contam com uma variação maior em velocidade dos pisos, com extremos (velozes e lentos) bem mais acentuados do que encontramos nos Slams, além disso há o torneio indoor (Paris) para dificultar mais ainda a empreitada.

    Shangai e Cinccinnati possuem geralmente pisos mais velozes que as superfícies do AO e US OPEN. Monte Carlos historicamente é mais lento que RG. A umidade do Master de Miami é um diferencial no circuito.

    Ademais, o Carerer Gold Master do sérvio é mais impressionante quando lembramos que bateu NADAL no saibro de Madrid e Monte Carlos quando o espanhol era jovem e estava no auge. Não podemos esquecer a dura missão de vencer Federer em Cincinnati após tantos revés.

    Dalcim, já que não é o segundo maior feito do sérvio, seria o terceiro ou você considera outra marca ??

    Responder
  21. Marcedo

    Com essa chegada de Djokovic a final, no fim não fez diferença Nadal ganhar ou não do grego, pois não iria ganhar de Djokovic na final, assim como Federer com Anderson em 2018, a virada no fim salvou eles de mais uma derrota.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O Medvedev abriu 2 sets a 0 e depois relaxou. Como o Krajinovic é um ótimo jogador, quase custou caro. Krajinovic é um digno top 30, Sandra. Foi uma terceira rodada bem difícil para o russo.

      Responder
  22. Moa Mrocha

    Dalcin, vejo que essa evolução do Djoko no saque pode ter uma interferência direta a médio longo prazo, na questão da longevidade. Não dá pra dizer se será suficiente pra encarar a nova galera que está chegando por muito tempo, mas estamos falando de um gênio que está se reinventando. Veremos!

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    1. FLAVIO

      Mestre Dalcim ninguém esta surpreso não cara, porque todo(ou quase) mundo sabia que o Djokovic iria passar do esforçado russo, e ele não iria perder a oportunidade de chegar em mais uma final. Agora a respeito das mulheres eu vejo a mídia de tênis superestimando demais a Barty (só tem apenas um misero slam),que não passa de uma tenista razoável e inferior que Azarenka, Naomi, Halep, Serena , Muguruza, PLISKOVA e veja ela não deu conta de ganhar de uma esforçada tenista e ainda doente (Muchová), então isso mostra um pouco a minha análise, ok mestre, abraços!

      Responder
        1. Flavio

          José ela tem até habilidade isso eu percebo também, mas não é melhor porque ela falha demais nos momentos importantes e não aguenta a pressão,olha ai ela perdeu para uma jogadora doente nessa semana mostra do que ela é superestinada e sendo uma jogadora razoável espero que a Halep ou Osaka tire a sua liderança do ranking para ser justo. Abraços aí José .

          Responder
  23. Rafael Darvin

    Dalcim,

    Não quero ser tendencioso nem nada, porém ontem uma questão me veio a mente. Se o sérvio faturar ao menos 10 Ausopen na carreira, esse feito seria equiparável ao feito do espanhol na terra batida de RG? Você já ressaltou algumas vezes – sem querer desmerecer – que com o passar dos anos a quantidade de especialistas de saibro somente diminui, sendo que em contrapartida a maioria dos tenistas tem como preferência a quadra dura – somado ao fato de a maioria dos torneios serem jogados nesta superfície.
    Entendo ser uma análise com muitas variáveis porém os feitos de Novak neste torneio são incríveis, fora o fato de ter 3 usopens – mesmo piso mas com clima e condições diferentes claro. Ele sempre encontrou uma competição de altíssimo nível em todas as conquistas, há de se considerar isso…
    Ótimo texto como sempre, gratidão mestre..
    Cheers,

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Olha, Rafael, acho que comparativamente pode, mas como você bem destacou haveria uma variedade de prós e contras. Acho que um domínio tão longo – e o primeiro dele lá foi em 2008, 13 anos atrás – é algo incrível por si só. Nadal ganhou o primeiros Paris em 2005, então 15 anos antes do mais recente. São jogadores realmente de outro mundo. Abs!

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    2. Sandro

      !3 Roland Garros ainda é mais que 10 AustralianOpen, assim como os 20 Grand Slams de Nadal são mais que os 17 atuais do Djokovic, vc diz que não queria ser tendencioso, mas acabou sendo. Gosto tanto do Djokovic quanto do Nadal ,mas dizer que 10 Australian Open se equivalem a 13 Roland Garros é um absurdo enorme. Até porque é mais difícil ganhar Roland Garros do que o Australian Open.

      Responder
  24. Raul Patti

    Dalcim

    Porque não se joga mais em quadras com o desenho só da de simples (como no Finals de Lisboa que o Guga ganhou)?

    Eu acho que elas ficam esteticamente bonitas

    Responder
  25. DANILO AFONSO

    Rodrigo, realmente o sérvio está sacando muito. Você citou isso na segunda rodada contra o americano Tiafoe, e eu achei que era um caso isolado por causa do cansaço do derrotado.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Já havia mostrado na Laver Cup. Engraçado que Zverev resolveu copiar Medvedev que fez uma partida inteira contra Novak sacando o primeiro e segundo Serviços com muita potência. Sampras fez isso em Toda a carreira mas as lesões não o largaram . Vamos ver Novak já próximo aos 34 , se aguenta muito tempo ou e’ uma estratégia momentânea. Mas que é uma arma mortífera não resta dúvidas ( embora tem feito Aces também apenas com colocação) . Abs!

      Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Pois é, Danilo.

      Isso daí ficou nítido pra mim.

      O número de aces dele está bem acima do normal…

      Houve um trabalho para melhora do saque dele.

      Além disso, a quadra está mais rápida. Por isso, outro que se beneficiaria ainda mais seria o Federer.

      Uma pena ele ter ficado de fora…

      Responder
  26. Rubens Leme

    E o Século XXI vai virando o século da reciclagem ou de “como estragar um clássico na tentativa de encher os bolsos”.

    Agora, três filmes (e séries) que me divertiram na adolescência e começo da vida adulta, terão continuações desnecessárias: Um Príncipe em Nova York (que terá parte 2), Máquina Mortífera 5 (O diretor Richard Donner e Mel Gibson confirmaram que já estão começando a escrever um novo roteiro) e, o mais surpreendente, Coppola irá remontar O Poderoso Chefão 3 e colocar um novo final (e o título) que quis na época, mas a Paramount o vetou.

    Segundo ele, a terceira parte se chamaria A Morte de Michael Corleone, mas o estúdio negou porque queria O Poderoso Chefão 3. Coppola andava em baixa em Hollywood, falido e foi contratado para o filme apenas para continuar a mística dos dois primeiros. Não conseguiu nem mais dinheiro para ele e sequer controlava muito as cenas, especialmente as filmadas com sua filha, Mary.

    Já li algumas coisas a respeito sobre a nova versão e não me animei. Não será o caso de inserir novas cenas como foi feito em Apocalypse Now, que em 1999 ganhou a versão Redux, com 43 minutos extras.

    Um Príncipe em Nova York é uma de minhas comédias favoritas, o melhor papel de Eddie Murphy e foi um filme perfeito do começo ao fim. A segunda parte (pelo que já li) servirá apenas para queimar este legado. O mesmo vale para Máquina Mortífera 5: quem irá querer ver Riggs e Murtaugh 25 anos depois? Vão prender quem, algum bandido da ala geriátrica da polícia de Los Angeles?

    Já foi duro ver O Irlandês com Robert de Niro, Harvey Keitel e Al Pacino parecendo três uvas passas. Claro que quando passar num Netflix ou Prime da vida, assistirei, mas não sairei de casa, até porque a covid não aconselha.

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    1. periferia

      Olá Leme

      Sofia Coppola era uma péssima atriz…acabou virando uma boa diretora.
      Fez Encontro e Desencontros com Bill Murray e a Viúva Negra.
      Fez também As Virgens Suicidas…pouco visto…mas um bom filme.

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      1. Rubens Leme

        Sim, a Sofia fez uma péssima Mary, mas ele reclamou que as cenas com ela foram um pesadelo porque riam dela. Aquela em que ela e Al Pacino tomam café e ela pergunta se ele era uma testaa de ferro quase o fez desistir, pelo jeito quase improvisado, segundo ele.

        Eu gosto de Virgens Suicidas, é um filme bacana.

        Responder
  27. Adriano Souza

    Se o Djokovic quiser vencer o Medevedev , terá que ser agressivo para encurtar os pontos! Ficar por muitos minutos trocando bola com o russo no fundo da quadra , não é o melhor caminho !
    Medevedev é osso duro de roer

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  28. Luiz Fernando

    Nem sabemos ainda quem vai encarar Djoko na final de domingo, como a maioria me parece q Medvedev é o principal candidato, mas seja quem for o sérvio me parece muito favorito, vencer esse cara nessa quadra é uma tarefa semelhante a vencer Rafa em RG, claro q uma hora alguém vai conseguir, mas é bem difícil…

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  29. Jairo

    Como até já disseram aí, Djokovic só é favorito mesmo se a final for contra Tsitsipas. Se for contra o russo acho que será sua primeira derrota numa final em Melbourne. Espero estar enganado, pois sou torcedor do sérvio, mas Medvedev já mostrou que é o melhor da nova geração (na minha opinião), e não treme para adversário nenhum.

    Ainda acho que Tsitsipas precisa melhorar o emocional, enquanto o russo é uma rocha.

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que os dois têm maiores chances na grama. Ainda não sei a forma física que Federer terá após a parada de 13 meses, mas eu diria que ele tem mais chances.

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  30. Jairo Silva

    Esse recorde de semanas do Novak é absurdo e tende a aumentar mais, um monstro!! Duvido que quebre o recorde de semanas seguidas, pois precisaria de adversários mais fracos, no mínimo.

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  31. Jairo Silva

    Novak já é o maior de todos e não para de aumentar seus feitos. Espero que fiquei mais uns dois anos como líder do ranking.

    O sérvio não tem moleza mesmo…Medvedev vai ser parada duríssima e promete ser o jogo do ano. Seria mais fácil claro se Novak enfrentasse um freguês como Federer, mas é impressionante como Nole só pega adversário difícil. Ano passado foi o Thiem e este ano tem tudo para ser o Russo que, inclusive, se inspira no mito sérvio.

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    1. Flavio

      Federer freguês Jairo kkkk, tu não sabe nada de tênis cara o pmacar está 27×23 para o Djokovic,mas mesmo com essa vantagem não se pode chamar o maestro que já está veterano freguês não,se ambos tivezsesm com a mesma idade eu duvido que o Djokovic teria essa vantagem,agora vc disse que o Djokovic é o melhor ée tomou ma cacetada humilhante para o Nadal na final do Rolland Garros e vc falando besteira,entao Jairo não sabe nada pois os 3 são iguais em zupremacia cada um ao seu estilo, portanto aprende idiota .

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    2. Gildokson

      Eu acho que to assistindo outro torneio. Djokovic só pega adversário difícil? kkkkkk O cara acabou de enfrentar o número 114 do ranking numa semifinal de Grand Slam! Quem mais tem uma sorte dessa hj em dia? Kkkkkk
      Ele teve uma sequência adversários medianos pra baixo e só vai encarar um jogo difícil se trombar o russo chato na final.
      Sobre a final do ano passado, o Thiem… bom, melhor nem falar mais do Thiem neh kkkk

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  32. Carlos Alberto

    Prezado Dalcim,

    Houve quase uma unanimidade entre os tenistas acerca do aumento da velocidade do piso nesse AO. Gostaria de saber como se faz isso (aumentar a velocidade do piso) e qual seria o objetivo da direção do torneio ao fazer isso.

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    1. José Nilton Dalcim

      O objetivo eu não posso garantir, Carlos Alberto, mas eu diria que a ideia poderia ser para termos jogos mais rápidos e menos desgastantes diante da pandemia ou até mesmo ajudar os locais, principalmente o Kyrgios. Mas são suposições. A velocidade é obtida conforme a última camada de resina sintética que se aplica no piso. Quanto mais lisa e dura, mais veloz. Quanto mais áspera e macia, mais lenta. Abs!

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  33. Teka Moraes

    Eu não achei o jogo da japonesa tão espetacular assim, pois Serena teve inúmeros erros não forçados que, cabe dizer aqui, Osaka também se beneficiou deles. A japonesa soube aproveitar, é certo, mas a capacidade de uma lutadora como a Serena, que derrubou garotas explodindo saúde como a pedreira Sabalenka, a super consistente Halep, numa chave fortíssima, provam que foi um jogo sob forte pressão, onde o mental prevaleceu com mais firmeza em Osaka, por isso, Serena recuou e acabou construindo sua própria derrota. Na ultima exibição em Melbourne, Serena e Osaka duelaram e Serena ganhou, mas né… fizeram vista grossa, ninguém lembra, ninguém comenta. Do outro lado, beneficiada por uma chave mediana e quase, mas quase fazendo as malas que Muguruza, por um pequeníssimo delize não mandou despachar, a japonesa nem estaria aqui hoje pra contar história.

    Responder
    1. Barocos

      Teka,

      É óbvio que você é fã da Serena (eu torço há anos para a Azarenka), ótimo, você tem motivos para tal. Ela é, provavelmente, a melhor atleta a empunhar uma raquete, atribuição que eu também dedico ao Djokovic, por quem eu torço desde que vi as suas primeiras partidas, ainda um rapazote de uns 18 anos (eu acho). Como no caso do Nole, não considero a mais jovem das irmãs Williams como a jogadora de maior habilidade que vi jogar, este título, me parece, pertence a Steffi Graf.

      Dito isto, vou repetir um argumento que direcionei ao grande Sérgio Ribeiro: se a Serena quiser quebrar o recorde de títulos de Slams, vai ter que passar pela Osaka e, para tal, vai ter que estar em melhor forma física. Serena tem tênis para superar 99% das jogadoras do circuito feminino, a Osaka não faz parte destas, não com a Serene muito longe da forma física ideal.

      Saúde e paz.

      Responder
      1. Teka Moraes

        Caro colega.
        Serena é uma atleta da era aberta e ativa ainda, precisando bater recorde apenas para Margarete, sem precisar encontrar com Osaka pelo meio do caminho para alcançar o êxito. Tal afirmação de que precisaria passar pela japonesa para ser melhor, é um equívoco. Temos uma Barty que raramente se põe à prova e é número um. Temos Halep, Muguruza, Sabalenka e muitas aí querendo alcançar resultados consistentes. Mas é bom tambem lembrar das novatas – ganhadoras de UM grand slam – que foram dadas como promessas e andam esquecidas. Nesse grande Australian, onde estão elas? Andreescu, Kenin, Iga? Bom, é disso que falo, da racionalidade da CONSTÂNCIA de resultados. Serena está ai, sempre nas semis, nas finais ( mesmo como vice), vencendo e jogando, em pé, treinando. O que acho é que ainda é cedo para Osaka, que ao meu ver é muito boa, mas é cedo, só isso. E evocar Steffi nesse momento é tremendamente anacrônico.
        Fique bem!

        Responder
        1. Marcilio Aguiar

          Desculpe me intrometer, mas nunca pode ser anacrônico evocar alguém que escreveu uma parte importante da história. A Steffi e todos os outros grandes devem ser sempre lembrados e reverenciados. Graças a eles que temos esse esporte maravilhoso para acompanhar. Saudações.

          Responder
          1. Sérgio Ribeiro

            Com certeza, Marcílio. Martina e Chris Evert surgiram e são sempre lembradas por dominarem o Circuito por uma década substituindo Court que perdurou até os 35 anos . Steffi e Seles surgiram e acabaram com o reinado das citadas. Quando surgiram as Irmãs Willians e de cara Serena venceu SLAM em 99 , a Senhora Agassi alegou lesão e se afastou precocemente aos 30. Seles ainda jogou por mais 4 anos sem sucesso contra as irmãs ( 1 x 5 e 1 x 9 ) . Estamos em 2021 e Serena Williams enfrentou uma penca de N 1 sem se abalar com nenhuma delas . E olha que tínhamos Justine Henin , Kim , e Hingis entre elas . Talvez Naomi Osaka jovem mas já experiente , possa levar Serena a se despedir em Tóquio 2021 perto dos 40. Perguntada se retornaria ao AOPEN na coletiva , caiu em lágrimas… Abs!

        2. Barocos

          Teka,

          Não disse em nenhum momento que a Serena precisa superar a Osaka para ser a melhor, mas que ela precisa superar o Osaka para conquistar títulos e se tornar a maior vencedora de Slams, são coisas diferentes, e pela segunda vez foi superada em Slams justamente pela Naomi. Não tenho dúvidas que a caçula das Williams pode fazê-lo, mas com a condição física atual, isto é menos provável. Inclusive, pontuei que considero a Serena como a melhor atleta a empunhar uma raquete. Sobre comparações, elas são inevitáveis e não anacrônicas, fosse este o caso então poderíamos rasgar todas as estatísticas de atletas que já se aposentaram e, bem, isto não faz o menor sentido.

          Saúde e paz.

          Responder
          1. Teka Moraes

            Quando o senhor fala de atletas que jogaram períodos diferentes, onde força de golpes, preparação física portanto + estrutura de pisos e bolinhas que também acompanharam mudanças relativas à velocidade dos “tiros” trata-se de anacronismo sim. Não se pode “comparar” atletas de uma época, onde se exigiam qualidades diferentes, com outra época que já acrescentou exigências nas performances dos atletas atuais, para obter vitórias.

            Quanto à primeira questão, se precisa vencer Osaka para ser melhor ou superar rankings, o senhor rodeou, rodeou e não acrescentou nada rs
            Na boa. Opinião dissidente é bom para movimentar o blog. Fechemos a questão.
            Tenha um bom dia.

          2. Barocos

            Sra Teka,

            Atletas, de fato, adaptam-se às condições de uma época, aos treinamentos vigentes e aos oponentes disponíveis, é isto que dá o rumo às suas carreiras, mas, como já foi repetido por aqui várias vezes, não é questão de colocar uma jogadora de muitos anos atrás para competir com as atuais, ninguém aqui é tolo de pedir isto, mas de ponderar se a jogadora de outrora adaptaria sua forma de jogar aos tempos modernos, o quê o gênio suíço foi capaz de fazer (não duvido que Pete Pistols também o fizesse) e, muito provavelmente, pela qualidade que ela possuía na época, a grande Graf também conseguiria, ou você duvida que a Serena, se jogasse em outra época, teria um padrão de jogo diferente? Não vejo nada de anacrônico nisto, em comparar as performances de jogadoras de uma época contra as suas adversárias, com a atual contra as oponentes correntes. Novamente, se o que você pleiteia fosse verdade, então seria melhor que apagássemos da história os recordes de outrora.

            Sobre a necessidade da Serena de entrar em forma, isto é patente pela relativa pouca mobilidade que ela tem demonstrado já faz alguns anos e este é o ponto, isto tem deixado ela mais vulnerável em seus embates contra outras atletas, é você que quer estabelecer uma relação de superioridade no tempo presente, nas condições presentes, e não o contrário. Basta notar que as vitórias sobre as oponentes, que vinham com relativa facilidade, já não se configuram tão previsíveis. Considerando-se que a caçula das Williams tem 39 anos, de fato, é impressionante que ela ainda se mantenha tão competitiva, ainda mais quanto ostenta flagrante falta de condições atléticas ideais. Aliás, isto é um indicador do elevado nível e potencial que ela possui, o que, pelo que foi exposto anteriormente, não lhe garante as almejadas vitórias.

            De minha parte, estou aberto a argumentos que possam alterar minha percepção sobre os elementos discutidos, mas estes devem ser amparados em bases sólidas sobre os pontos apresentados, e não sobre a vontade de determinar uma posição final. Caso tenha alguma linha de argumentação sólida, apresente-a e eu, com prazer, passarei a utilizar os seus em minhas conversas sobre o tema.

            Saúde e paz.

  34. Alan Guimarães

    Grande Dalcim,

    Não sei se isso se manterá mas o fato é que o serviço do sérvio está muito mais agressivo do que já foi, mesmo se comparado aos tempos em que ele foi treinado pelo Boris!

    Um outro aspecto que eu tenho curiosidade de entender melhor, porque Djokovic precisa de poucos jogos para encontrar seu jogo mas muitas vezes, chega no final do 2/3 da temporada bem desgastado enquanto Nadal precisa jogar muito mais partidas até chegar ao seu auge?

    Vc acredita que isso é mais físico ou questão de adquirir confiança/mental?

    Um abraço!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não sei se consigo te dar uma resposta, porque é algo um tanto subjetivo. Mas basicamente eu diria que o estilo de jogo de Djokovic é mais simples do que o do Nadal. Ele joga da mesma forma em todos os pisos, raramente saindo de cima da linha. Então é uma questão basicamente de achar o tempo da bola. Já Nadal precisa de maiores adaptações conforme o piso ou até mesmo o adversário. Abs!

      Responder
  35. Marcelinho

    Vejo Medvedev com chances de ganhar, assim como via Thiem ano passado, onde o austríaco perdeu num 6×4 num quinto set.
    Porém se der Tsitsipas, que eu acho improvável, pra mim o sérvio já pode levar o título pra casa.
    Me lembro o último confronto do russo com o sérvio, simplesmente uma passagem de carro, Djokovic conseguiu fazer nada, e acho que os últimos 4 jogos falam por si só.

    Responder
  36. André Barcellos

    Pra variar vou comentar sobre o feminino. Osaka hoje é mais tenista que Serena. Simples assim.
    E mais uma vez me decepciono a postura de Serena de não dar méritos para adversária e apenas procurar desculpas, como se tudo dependesse do que sai da sua raquete.

    Responder
    1. Sandro

      Serena já deu muita sorte de não ter sido eliminada pela Sabalenka. Osaka não tomou conhecimento de Serena assim como Djokovic passou relativamente fácil sobre o Karatsev. A partida mais dura de Osaka neste torneio foi justamente contra Muguruza, quando Osaka realmente correu o risco de ser desclassficada do Australian Open. O saque de Osaka estava machucando bem mais a Serena do que o contrário, Osaka marcou o dobro de aces de Serena e teve um aproveitmanto de 85% de pontos vencidos no primeiro serviço enquanto Serena teve apenas 65%. Já Djokovic teve muito mais trabalho com Taylor Fritz e Alexander Zverev do que com Aslan Karatsev.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Se tivesses assistido a partida verias que Serena cometeu uma série enorme de ENFS . E principalmente de forehand que é o seu forte . Não teria nenhum motivo pra não estar frustada . Não havia motivos para elogiar Osaka que nem precisa . O que faltou foi reconhecer que desde 2017 está muito mal fisicamente. Abs!

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Bom,

          eu assisti a partida.

          E ficou bastante claro pra mim que a Osaka é muito melhor do que a Serena mesmo.

          Erra menos, crava mais Winners.

          Até a velocidade média de primeiro saque dela é melhor que a da Williams…

          Responder
  37. Carlos Augusto

    Exceção feita a jogos contra Nadal em Rolang Garros, Djokovic é sempre o favorito em qualquer final. Mas se o adversário desta vez for Medvedev, dá pra dizer que o título não está garantido. O russo vem jogando bem, está embalado e é o tipo de jogador frio o suficiente para não se abalar com o fato de estar diante de uma lenda. O título não virá fácil, Nole vai ter de jogar muito bem pra levar o 18o slam. Mas se der Tsitsipas na semi, daí dificilmente perde.

    Responder
    1. Barocos

      Paulo F.,

      Seu comentário me fez voltar 25 anos! Êta túnel do tempo! Quando minhas meninas eram pequeninas e ameaçavam fazer alguma pirraça, eu contra-atacava e “feio, bobo e chato” eram os adjetivos que elas utilizavam, exatamente nesta ordem, em protesto contra as minhas provocações! Eh, saudade imensa!

      Saúde e paz!

      Responder
  38. Sandra

    Dalcim, o problemas do cotovelo do Djokovic não foi em razão do saque ? E como esse russo teve pernas para ultrapassar o qual é chegar na semi ? Quantos jogos ele teve que jogar ? E realmente o que fazer para derrotas o Medvedev ? Não que o grego seja fácil! Tenho minhas dúvidas !,,

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, foi no saque, depois das mudanças que o Becker fez. Ele precisou alterar a abertura e terminação do golpe. Foram 3 jogos no quali, mas o quali foi três semanas antes, daí uma boa diferença. Vou explorar o assunto se o Medvedev ganhar, Sandra.

      Responder
  39. Alessandro Siqueira

    Eis a pergunta fundamental: “o que será dos adversários se o melhor devolvedor da história se tornar também um dos maiores sacadores?” Enfim, os haters piram.

    Responder
    1. Jose Yoh

      Treinar saque creio que seja uma tendência, já que alguns pisos estão mais rápidos. Então será uma tendência melhorar a devolução também. Não vejo mais os grandes sacadores do tipo Isner chegando às semis. Porque só isto não basta mais.

      O que vai acontecer – e já está acontecendo – é que os adversários do big 3 estão cada vez melhores aproveitando o fator idade. Vide o grego com Nadal. Djoko contra Thiem ou Medvedev. As estatísticas estão mostrando isso.

      O amadurecimento mental normalmente acontece lá pelos 22~25 anos. Então talvez estejamos vendo uma troca de gerações (finalmente).
      Falta aquela virada de chave, como Djoko fez com Federer a partir do USO 2010.

      Então acho que a preocupação do sérvio não são os haters, nem Nadal ou Federer, mas sim os jovens que evoluem cada vez mais. E é exatamente por isso que ele partiu para melhorar o saque. Saque economiza jogo e seu tempo restante no tênis é curto se jogar da mesma forma, ele sabe disso. Federer também tentou mudanças no jogo alguns anos atrás e obteve bons resultados.

      Responder
  40. Jorge Diehl

    Dalcin! Caso a semi entre o grego e o russo seja uma batalha de 5 sets…acho que será o título mais tranquilo dos últimos anos para o Nole, devido a inexperiência e cansaço, apesar de serem jovens os openentes! Concorda?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que o Medvedev já tem uma boa experiência, Jorge, e está embalado, num grande momento. Mesmo que jogue cinco sets na semi, ainda o vejo muito perigoso.

      Responder
    2. Sandro

      Não vejjo esse tal cansaço no Medvedev, ele idsputou partidas bem mais curtas que o Djokovic nesse Australian Open. O caminho do Djokovic até a final foi muito mais duro que o do Medvedev. Djokovic teve partidas difíceis contra Tiafoe, Fritz e Zverev.

      Responder

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