Djokovic coloca um pé e meio na final
Por José Nilton Dalcim
16 de fevereiro de 2021 às 12:58

Mais uma vez, Novak Djokovic provou como forte é sua parte mental. Sem treinar por conta da contusão, foi obrigado a adotar padrões menos ortodoxos, ficou atrás do placar por três vezes mas ainda assim conseguiu barrar Alexander Zverev em quatro sets intensamente brigados. Avançou pela 9ª vez às semifinais do Australian Open para enfrentar o debutante Aslam Karatsev. E uma má notícia para o russo: sempre que atingiu a penúltima rodada no Melbourne Park, Nole levou o título.

A batalha contra Zverev foi muito emocional. Djoko claramente entrou sem o ritmo ideal, entregando o saque numa dupla falta e optando por pontos muito curtos. Demorou também para achar a melhor forma de devolver o saque afiado do alemão, mas assim que conseguiu fazer o adversário pensar mais arrancou a quebra e o empate. Fez 2-0 e sacou com 4-3 no tiebreak, porém os erros ainda eram muitos. Somou 21 e viu Zverev jogar bem no finalzinho.

Nessa altura, no entanto, Djoko já estava muito mais firme com o saque, um elemento que foi crucial na sua virada, especialmente nos tão famosos pontos importantes. Aproveitou uma pequena queda de intensidade de Zverev para atropelar no segundo set. O alemão então cometeu talvez seu erro capital na partida. Dominou totalmente o início do terceiro set, abriu 4/1 e 0-30 diante de um sérvio que havia acabado de destruir a raquete e estava tão perdido que tentou um saque-voleio desesperador. Zverev devolveu longe e daí em diante entrou em parafuso, perdendo cinco games consecutivos com as primeiras duplas faltas devastadoras.

Mudou radicalmente de postura e diminuiu os riscos no começo do quarto set, quando outra vez Djokovic vivia intensos altos e baixos. Sascha abriu 3/0 e teve três break-points para ampliar. Aí os méritos foram todos do sérvio, que sacou com maestria e recuperou a quebra em seguida, na gangorra mental do adversário. Longe de seus melhores dias, Djoko ainda teria de lutar para se salvar no 3/4 e no 5/6, incluindo set-point, sempre na base do saque forçado e preciso. O novo tiebreak foi igualmente parelho e tenso, com única vantagem obtida por Djoko no 7-6 depois de outra subida completamente equivocada de Zverev à rede. Aliás, seu desempenho foi pífio nos poucos voleios que tentou.

A vida do número 1 não tem sido fácil. Sua única vitória em sets diretos foi lá na estreia. O esforço lhe dá como recompensa um adversário sem currículo nas semifinais. Karatsev, de 27 anos, é apenas o quinto quali a ir tão longe num Slam e o primeiro em 20 anos. Depois de surpreender Schwartzman e Aliassime com assustadora eficiência nas bolas retas que somaram seguidos winners, eliminou mais um cabeça, Grigor Dimitrov, que se arrastou em quadra nos dois últimos sets com problemas nas costas.

Número 114 do ranking, Karatsev curiosamente se torna o jogador de mais baixo ranking numa semi de Slam desde Goran Ivanisevic, em Wimbledon-2001, o treinador atual de Djoko, que então era 125º e conquistaria um dos títulos mais surpreendentes do tênis profissional moderno.

O próprio Karatsev, no entanto, já se queixa de falta de pernas. Depois de furar o quali em Doha, ele ficou impedido de treinar por duas semanas por viajar num avião contaminado. Embora seus três primeiros jogos tenham sido mais rápidos, ele fez 9 sets nas últimas rodadas. De qualquer forma, seu esforço já o levará ao 42º posto do ranking e o fará embolsar US$ 662 mil, mais de tudo que havia ganhado na carreira até hoje.

Magnífica Serena
Na sua melhor exibição talvez desde o 23º título de Grand Slam, em 2017, Serena Williams barrou Simona Halep e está de volta à semi da Austrália depois desses quatro anos. No duelo franco de fundo de quadra, a norte-americana de admiráveis 39 anos marcou 24 winners contra 9, mas também 33 erros diante de 19.

Além da conhecida coragem para arriscar em pontos fundamentais, voltou a chamar a atenção a qualidade defensiva de Serena e sua capacidade em brigar com Halep em pontos mais longos, tendo feito os mesmos 16 pontos que a romena em lances com mais de cinco trocas e, mais notável ainda, ganhado 14 dos 20 em que houve mais de nove rebatidas.

Sua tarefa para o eventual oitavo título em Melbourne ainda é hercúlea e provavelmente teria de incluir vitórias sobre as três líderes do ranking. O próximo e enorme desafio é Naomi Osaka, que não apenas lidera por 2 a 1 nos confrontos como também adora um jogo ofensivo e é 16 anos mais jovem. Passou com facilidade pela taiwanesa Su-Wei Hsieh e ainda tem o invejável histórico de jamais ter perdido um título de Grand Slam depois de atingir as quartas de final, o que já fez uma vez em Melbourne e duas no US Open.

Os últimos semifinalistas
O quadro dos postulantes aos título de simples serão definidos a partir das 21h desta terça-feira. Começa com a esperança local e número 1 do mundo Ashleigh Barty, que tenta segunda vitória sobre a tcheca Karolina Muchova. O duelo norte-americano entre Jennifer Brady e Jessica Pegula acontece a seguir. Apesar do ranking bem inferior, a 61ª do mundo Pegula venceu os dois duelos diante da atual 24ª.

Os russos Daniil Medvedev e Andrey Rublev jogam à 1h já da quarta-feira. Os dois se enfrentam desde a infância, mas no circuito Medvedev ganhou os quatro cruzamentos oficiais. Se repetir a vitória, será o novo número 3 do ranking.

Por fim, às 5h30, Rafael Nadal tem ampla vantagem no histórico diante de Stefanos Tsitsipas, com 6 vitórias em 7 confrontos. O único sucesso do grego foi no saibro de Madri, em 2019, e depois disso ele já perdeu quatro consecutivas.

Vale também sua torcida por Bruno Soares e o escocês Jamie Murray. Serão favoritos à 1h diante de Marcelo Arevalo e Matwe Middelkoop por mais uma semifinal no Melbourne Park, onde foram campeões em 2016.

E mais
– Rei dos tiebreaks em 2020, Djoko está menos eficiente neste começo de temporada, tendo vencido 4 dos 7 disputados.
– O sérvio soma agora 39 semis de Slam, atrás somente das 46 de Federer. Foi também sua 80ª vitória no Australian Open, seu melhor Slam nesse quesito.
– Durante a pandemia, Karatsev jogou torneios amistosos em Miami e ganhou 28 de 30 jogos. Em seguida, venceu dois challengers e iniciou 2021 confiante.
– Esta será a terceira vez na Era Aberta que a Rússia tem dois nomes nas semis masculinas de um Slam (US Open de 2001 e 2006 foram as outras).
– Serena disputará uma semi de Slam pela 40ª vez na carreira e buscará a 34ª final, o que igualaria o recorde absoluto de Chris Evert.
– Aumentou a chance de o público voltar na quinta-feira, quando acontecerão as semis femininas e Djoko x Karatsev. Tudo depende de não surgirem novos casos até quarta em Melbourne.


Comentários
  1. Luiz Fernando

    Depois do visto hj, tudo aponta p q Rafa não consiga o feito de vencer todos os GS ao menos duas vezes, pois a cada dia aumentarão as dificuldades de vitória no AO; em resumo, me parece q o único q poderá ter este feito será o sérvio se vencer um segundo RG. Uma virada destas sem dúvida mostra a força, técnica e mental, do grego, q pode perfeitamente vencer o russo e incomodar o sérvio. Claro q vejo Medvedev como favorito mas uma vitória como a conquistada hj sem dúvida fortalece, e muito, quem venceu. Sexta veremos o resultado…

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    1. Flavio

      Discordo de vc Mestre Dalsim sobre a Barty,pois eu acho que a mídia superestima demais ela porque ele é apenas uma razoável jogadora e só e nada mais do que isso,e acho que a pipoqueira Azarenka é muito mais jogadora do que ela, a Barty (que só tem um grande Slam e parece que ganhou na sorte) conseguiu peder nas quartas para uma brava jogadora doente (Muchova)mostrando que a Barty é uma jogadora limitadissima.

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  2. JOTAT10

    Pra mim a disputa masculina acabou, Naldal era o meu preferido, aos poucos os novatos estão aparecendo, a era Federer e Nadal esta chegando ao fim, vê esse pessoal dos EV e o Tsitsipas belas surpresas, agora é torcer pra minha favorita no feminino a Serena Willians, eu acho que o Medvedev .

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  3. Sérgio Ribeiro

    O Touro recebeu a 100 metros da linha de base ? . Sacou mal ?. Esqueceu de por a cara na rede ? . Jogou esperando o erro do oponente ? . Nada disso a meu ver . Fez mais Winners, praticamente o mesmo número de Aces e apenas TRÊS pontos a menos que o Grego em 5 Sets . A quadra mais rápida beneficiou o espetáculo impedindo aquela terrível empurrada de bolinha que alguns insistem em chamar de jogo épico. Realmente o AOPEN 2021 ainda não tinha acabado. Os de sempre afirmando que a nova geração não existe. Tisitsipas para levar o caneco deve precisar como sempre bater dois do Big 3 . Esse sempre foi o maior problema dos garotos . Já MEDVEDEV não. Com certeza Novak ainda não levou o Caneco pra desespero dos resultadistas de plantão. A maturidade está batendo a porta de vários da nova geração. . Teremos muito Tênis de qualidade pós Big 3 . A conferir. Abs!

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    1. Sérgio Ribeiro

      Ps, O tal h2h em quadras duras era de 0 x 6 contra o Grego. Está provado pra que serve tal retrospecto. E o Russo tirou o N 3 do Austríaco. Vem muito mas por aí … Abs!

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  4. Marcos

    Parabéns aos australianos. País moderno, esclarecido, e que honra seu passado e seu presente tentando politicamente corrigir as injustiças e esquecimentos.
    Parabéns ao governo da Austrália, que respeita a vida de todos os seus cidadãos.

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    1. Carlos Reis

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Austrália, Nova Zelândia e outros países cometeram ABUSOS ABSURDOS contra a população por causa da FRAUDEMIA, MAS coisas bem piores estão por vir, infelizmente.

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  5. Evaldo Medeiros

    Dalcim, bom bom dia. Assisti até o segundo set quando Nadal já tinha 4-1 contra o grego. Tive a impressão que era apenas mais um bom treino para o Nadal pegar ritmo em preparação para a semi-final. Parece que o Tsitsipas parou no tempo. Parece um adolescente. Não virou ainda ” gente grande” para fazer frente ao Djokovic e ao Nadal. Creio que nesse nível já está o Medvedev. Eu vi um grego bem abaixo do Nadal em termos gerais: variação, potência, movimentação, intensidade, etc. Acho que ele ainda precisa evoluir muito na preparação física. Estou errado?

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  6. Rubens Leme

    Dalcim, a matéria sobre o terceiro lugar do Medvedev não faz sentido, matematicamente. Ele tem 8715 pontos e com as semifinais soma mais 720 e vai a 9435, mas não tem como chegar a 11490 com o título como diz a mesma. Ele poderia ir a 10.715, não é isso? Tem 775 pontos a mais nesta conta.

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      1. Rubens Leme

        Bom, seria isso se descontar os 180 pontos do ano passado, mas os ponto cairão ou estão congelados, porque se nao estiver ele 1820 pontos com o título. Se somar 2000 sem descontar, fica 10715, pois no ranking da ATP soma 8715.

        Em todo caso, ele não poderia somar 11.490 como diz a matéria, que já foi corrigida.

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          1. Rubens Leme

            Eu sei que não pode acumular, Dalcim, mas o ranking não estava congelado por causa da pandemia e os pontos não estavam sendo descartados, não era isso? Ou só foram congelados os dos torneios não disputados e cancelados por causa da pandemia?

          2. José Nilton Dalcim

            A regra é clara, diria Arnaldo: não se desconta pontos, mas você não pode ter dois torneios ao mesmo tempo na lista dos 19 válidos. Então não dá para ter os dois Australian Open, tem que descartar o de menor valor. No caso, descarta o de 2020.

  7. Luiz Fernando

    Fui dormir com a sensação de q a Barty estava treinando e acordei c a notícia da vitória da Muchova, q inclusive precisou atendimento médico na virada de set. Incrível como este esporte teima em nos contradizer e em contradizer a lógica, que pode mudar de um game p o outro. Por enquanto parece q Rafa vai indo bem contra o grego, mas depois da partida da Barty melhor aguardar o final da partida. Medvedev venceu bem em 3 sets e vai ser um duro adversário para qualquer um, inclusive numa eventual final mesmo contra Djoko…

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  8. Rafael Azevedo

    Djokovic já é um monstro do tênis nas trocas de bola, agora está se consolidando entre os melhores sacadores…que bronca para os seus adversários.

    Quantos ao russo “novato”, se ele colocar na cabeça que já foi longe de mais, que sua campanha já está de bom tamanho, que já embolsou 600 mil dolares, que será top 50…vai tomar uma surra de cinta! É hora de bater no peito e dizer: “eu vou vencer o Novak!”

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  9. Rodrigo S. Cruz

    Vou deixar claro:

    Eu NUNCA torci pelo Fognini por causa de Federer nenhum, ou vice-versa.

    Torço pelos dois, por apreciar o tênis dos dois. Simples.

    E pro mal dos teus pecados, Paulinho, eu sequer cravei o vencedor do duelo Nadal/ Fognini.

    Só disse que o Fabio daria trabalho. E errei. Como muitos aqui toda hora erram…

    Agora, se errar previsão é passar vergonha, você mesmo passou na semi de Wimbledon 2019, lembra?

    Passar bem.

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  10. Arthur

    Na boa, Dalcim: esse Zverev é uma piada. Vai ser pipoqueiro assim lá na Alemanha.
    De todo modo, isso estava na conta. Minha esperança de renovação no circuito vem da Rússia.
    Vamos ver se o Mdvedev resolve fazer com o Djoko o que não fez com o Nadal.

    Um abraço.

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  11. Alexandre

    Dalcim, Boa noite!
    Pelo que acompanho do circuito, acho que o Djokovic já entrou na mente de todos os outros jogadores, exceto em RG onde o Nadal tbm já entrou na mente de todos os demais.
    Assim sendo, realmente não acredito que algum desses adversários terá superar o sérvio no AO.
    Com a sua experiência, vc acha que estou muito errado nessa linha de raciocínio?
    Abraços e parabéns mais uma vez pelo blog.

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que você está certo, Alexandre, principalmente quando se trata de Grand Slam, onde físico e cabeça pesam ainda mais. Nos torneios regulares, isso não acontece tanto.

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  12. Luiz Fernando

    Barty vai treinando contra Muchova, que mal consegue por a bola em quadra. Por sorte não levou pneu no set1. Tomara q eu esteja enganado, mas vejo possibilidade do jogo do Djoko e do russo na quinta seguir o mesmo script…

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  13. Aguinaldo

    Dalcim,
    Parabéns pelo Blog
    Excelentes posts e comentários sensatos.
    Na sua opinião o piso da quadra central mais rápido, segundo comentários gerais dos jogadores.
    O Sampras teria chances contra o Nole ou Nadal?, acho que o principalmente fator de hoje seja o condicionamento físico dos jogadores atuais.
    Então, os jogadores de outras gerações também teriam preparo físico muito próximo, basta ver o Federer não é tão forte como o Nole ou Nadal, mas consegue equilibrar os jogos.

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    1. José Nilton Dalcim

      Ah, com certeza, Aguinaldo. Com o talento que esses grandes nomes tinham, certamente estariam adaptados ao tênis de hoje. Seria aliás muito curioso ver um Sampras x Djokovic, que duelo de saques, voleios e devoluções espetaculares!

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  14. Hendrix

    Dalcin, tudo bem?

    Achei um jogo de incrivel nivel tecnico, algo que o Hewitt e o Courier nao cansavam de repetir na transmissao. Uma pena que o alemao sempre sentia a pressao quando tinha a chance de arrancar na frente, as vezes parece que ele tem medo de vencer nesses jogos grandes. Eh um jogador excepcional, mas vejo problemas para ele no futuro nesses jogos finais de GS.

    Gostaria de te fazer duas perguntas sobre o Djoko, se voce puder responder.

    – O jogo de ontem foi certamente o que eu vi o servio sacar melhor na carreira. Voce acha que isso tem alguma relacao com estrategia para evitar alongamento dos pontos pela contusao, ou foi apenas uma noite feliz no servico?
    – Tentei observar alguma limitacao de movimentos, mas sinceramente nao percebi nada alem de alguns ENF a mais que o normal. Voce identificou algum golpe especifico que tenha sido afetado e que possa atrapalhar no restante do torneio?

    Abracos

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    1. José Nilton Dalcim

      Sério que eles falaram isso? Puxa, fiquei surpreso. Quanto ao saque, Djokovic já vem evoluindo há algum tempo, mas lembro de ter observado durante a ATP Cup que ele estava sacando realmente bem e forçando o segundo saque, algo aliás que vários outros tenistas estão adotando. Também não vi limitação, talvez alguns erros de forehand possam ser colocados nessa conta da contusão, mas a rigor não vi nada que atrapalhe na questão técnica em si.

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  15. periferia

    O Velhinho

    Era uma vez um velho muito velho….quase cego e surdo…com os joelhos tremendo. Quando se sentava à mesa para comer… mal conseguia segurar a colher.
    Se movimentava com muita dificuldade…tinha rigidez nas articulações.
    Acordou cedo nesse domingo…tinha um compromisso inadiável…a idade havia cobrado seu preço.
    Outrora seu poder físico era glorificado…todos o observava com inveja.
    Diziam que era por causa da “câmera hiperbárica”.
    Outros falavam sobre a eliminação do glúten.
    Mas hoje…com 90 anos…o passado…era apenas passado.
    Colocou um agasalho (não queria mostrar as pernas…era vaidoso)…vestiu sua camiseta (Lacoste velha de guerra)…calçou o par de tênis (Asics)…pegou seu inseparável andador e seguiu.
    Quando estava na esquina lembrou…a mochila…resmungou um palavrão sérvio…e voltou.
    Chegou em cima da hora na Rod Laver Arena.
    Todos estavam preocupados.
    Pelo barulho…a quadra estava cheia.
    Abriu sua mochila…pegou sua raquete…jogou o andador de lado…e foi para a quadra.
    Era a final do Austrália Open de 2077.
    Tinha outro velhinho com sotaque espanhol do outro lado da quadra.
    O velhinho de 90 anos pensou:
    “Quem será ele????”

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    1. DANILO AFONSO

      Massa Periferia !!! Muito bom !!

      Mas eu postaria esse texto se Djokovic fosse campeão, jogando ou não a final com Nadal.

      Ainda acho que terá que batalhar muito para confirmar o título…kkk

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    1. DANILO AFONSO

      Calma nobre !! Ainda nem ganhamos o 18° título.

      Tem muito chão ainda para sonhar com 20 ou mais Slam. Algum tenista top 10 pode elevar o nível igual o sérvio fez em 2011 e dificultar muito as coisas. Pode ocorrer a diminuição significante do vigor físico e eventuais contusões durante a jornada. O cenário pode mudar num intervalo pequeno de meses.

      Mas tomará que a sua profecia se concretize, nobre Anderson.

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  16. Rodrigo S. Cruz

    Emoção não faltou no jogo de hoje entre o Zverev e o Encosto.

    Foi uma partida exigente em todos os níveis: físico, técnico e mental.

    E, claro, também serviu para concluirmos o óbvio:

    Novak Djokovic é o MAIOR mentiroso do circuito! Mas eu já retorno a isso.

    E o alemão consegue jogar mesmo de igual para igual com ele, mas o Djokovic faz coisas sobrenaturais…

    Construir os pontos e obter as quebras não foi problema, o Zverev fez isso.

    Mas foi nessas horas que também mais relaxou, e permitiu as viradas de mesa do sérvio.

    No primeiro set o Zverev liderou até a 2°metade dele, e aí deixou a intensidade cair.

    A definição então foi no tie-break, em que o alemão com um esforço hercúleo fechou a parcial.

    Mas esse mesmo erro se repetiria depois no terceiro e no quarto sets.

    Neles, o Zverev de novo obteve as quebras, mas em seguida aliviou o pé do acelerador…

    Fazer isso contra qualquer jogador do mundo pode não significar tanto, mas contra o Encosto sérvio é jogar roleta russa!

    O Resultado? Sim. Zverev atirou na própria cabeça…

    Em belo jogo cheio de alternativas, com trocas longas, ótimos lances e notável exigência física, prevaleceu o de sempre.

    O homem que não cansa nunca…

    Se alguém tinha ainda a mínima dúvida de que Novak simulou aquela contusão de araque, acho que não tem mais.

    Por que ele faria o que fez. Para tirar a pressão de sobre si, para bancar o herói que ganha lesionado? Não sei…

    Só sei que mentiu.

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      “Se alguém tinha ainda a mínima dúvida de que Novak simulou aquela contusão de araque, acho que não tem mais.”
      Realmente não tenho mais, aliás, nunca tive. Tenha é certeza que foi realmente um problema físico.

      Responder
  17. Rodrigo Lightman

    Fala Dalcim, conversando com um amigo meu que é primeira classe, foi professor de tênis e tem bons contatos no meio tenístico do interior de SP, falei que acompanhava seu blog. Ele disse: “Dalcimmm, ele era encrequeiro na quadra. Nem parece esse blogueiro nobre, sensato e comedido, rsssss. Quem nunca!!

    Torcendo pelo Medvedev nesse Aussie Open, se vencer será o número um imbatível no final do ano.

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  18. Efraim Oliveira está a

    Novak já perdeu mais sets nesse edição AUSOP do que Nadal somando as quatro últimas edições de Roland Garros.

    Zverev não tem mentalidade pra fazer frente ao big 2, ele treme de mais nos momentos decisivos.

    Torcendo de mais pela Serena, e que venha o 24⁰ slam!

    Responder
  19. Paulo F.

    Sérgio Ribeiro:
    Todos sabemos que a Glibosat transmitiu por décadas vários torneios de tênis, o que não exclui o fato de que relegou sim o tênis ao último canal. Então beira o ridículo as tuas tentativas de sempre em querer dar “aulinha”.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Ridículo é o teu oportunismo de tentar criticar aquilo em que você mesmo incorre!

      Apostando na burrice ou falta de memória alheia.

      Mas a minha memória é boa.

      E eu me lembro que você cravou, com extrema arrogância, o resultado do Fedal em Wimbledon último.

      Cravou, e quebrou a cara…

      Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Relegou coisa nenhuma , cumpadre. Acrescentou o terceiro Canal , o SporTV 3 . Nas duas primeiras décadas não havia essa babaquice de MMA e CIA . O Tênis se e’ que leu TUDO o que Postei ( já notei que és preguiçoso rs ) , perde pra tudo em audiência. Acredite mas a Globolixo dos manés , transmitia até os duelos no Canal aberto de BORG contra Connors e McEnroe. Isso a mais de 40 anos . Guris como Tu é que fizeram o Tênis cair tanto depois da era GUGA devido ao fanatismo rs . E como diz o Rodrigo, o N 1 é um derrubador de Ibope. Sem o Craque e’ melhor que fique mesmo com o grupo Disney rs . Abs!

      Responder
  20. mario cesar Rodrigues

    Tive a opotunidade de ver o jogo do Nole e danoninho, é ai que separa os adultos e adolescentes.Acompahei rapidamente a Naomi Ozaka se não abrir o olho ano que vem vai estar no porte fisico da Serena.Querem saber a verdade para mim o Grego tem mais bola do que o Espanhol,o Russo não nem o Thiem mas Dalcim vc deu 35 por cento em uma eventual final contra Nole,ok opinião deve ser respeitada mesmo que para fomentar discussões.agora te falo separando os adultos e os adolescente nunca que o Grego e se for o Russo nuna eventual semi irá tirar essa final,do Rafa,ai sim.Vamos ver realmente sua postagem e outra coisa se Nole for a final espero que sim!abs

    Responder
  21. Rafael

    Algumas colocações:

    – O post do André sobre a lesão do Djoko o outro dia foi de uma clareza, concisão e ensinamentos impressionantes. Ele já sabe disso (que é um dos meus escritores prediletos), mas este vale um elogio extra. Deixou os acusadores passando vergonha.

    – Um grande abraço de volta ao nobre Nolista Luis Fabriciano!

    – Já deve ser a segunda vez que peço ao Sérgio Ribeiro uma análise e ele, muito polido, despejou conhecimento. Bom, o que quero dizer é que PARA MIM, Sérgio Ribeiro é mais interessante de ler do que PAULO CLETO. Inclusive, seu estilo – quando se propõe a analisar tanto as chaves de torneios como determinados jogadores – me lembra um pouco o Domingos Venâncio, meu comentarista de TV favorito.

    – Se até o querido Vitor Hugo (ferrenho crítico de Djokovic) está criticando o Kyrgios significa que este palhaço (o Kyrgios) passou mesmo dos limites.

    – Rodrigo Cruz: De boa, visto que (aparentemente) um dos seus maiores desafetos no blog saiu de cena; visto que Paulo F. e outros diminuíram (ao que parece) suas provocações direcionadas a vc (não que não façam mais, mas diminuíram), por que vc não dá uma folga ao Djoko? Vc sabe que gosto muito do que vc escreve, mas de uns tempos pra cá quase tudo se resume a criticar, desmerecer ou criar apelidos. Na minha opinião, vc é maior do que isso. Óbvio que vc escreve o que quiser, quem sou eu, mas, mas… entendeu? Bom, fica a seu critério.

    Abs e saúde a tds.

    PS: Dalcim, pq vc não convida o Sérgio Ribeiro para participar de um podcast? Tirando vc, não vejo ninguém com mais conhecimento do que ele sobre tênis.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Rafael,

      O caso é que o Djokovic acabou virando um prato cheio para mim:

      organiza torneios sem respeito às regras de distanciamento, dá pitis com direito a bolada em idosa e carteirada nos outros, continua incrivelmente mal educado com os boleiros, e agora reincide nessa de simular contusão.

      (aliás, queria até ouvir tua opinião isenta sobre essa última)

      Então, motivos não me faltam.

      Mas vou pegar mais leve, então…

      Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Valeu , Rafael . Mas você acha que o Dalcim é doido ? rs . Iam chover Whats de Chatoniks e CIA exigindo minha retirada imediata kkkkk. Mas quanto ao nosso grande professor Domingos Venâncio aí sim. Esse grande cara além de Roqueiro parceiro também do Dalcim , me dava aulas aqui em Cabo Frio no Malibu Tour durante toda a década de 90. Um comentarista realmente pra lá de muito bom. Grande abraço!

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  22. Chetnik

    Mais uma vez o Djoko prova que não consegue vencer a nova geração kkkk.

    No estado em que se encontra, o jogador a ser evitado é o Medvedev. Mas isso não depende dele. Por ora, só coletar as lágrimas de desespero das hienas kkkk.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      E em qual estado que ele se encontra?

      O estado da Vitória que abriga a capital Melbourne?

      Ou o estado de mentiroso contumaz que alega contusão, sem que haja uma?

      kkkkk

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  23. Teka Moraes

    Vai no embalo, Serena!!!!

    Outra mediana ganhadora de 2 ou 3 slam pode até ganhar, mas a coroa de rainha do tenis é só dela. Impressionante atuação com essa idade, com essa chave difícil e com essa postura gigante.

    Vai, rainha!!!

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  24. Alberto

    Como eu previ, o alemão Xuxa e Sasha não foi páreo para o maior monstro da História do tênis mundial.
    O rei das piscinas sérvias atropelou o talentoso Zverev e deverá navegar sem sustos à decisão frente ao bezerro espanhol ou à vodka russa de quase 2 metros.

    Monstrovic foi, mais uma vez, cerebral. The strongest mental power of the world.

    Rumo ao nono título do AO.
    Rumo ao décimo nono slam
    Rumo à tricentésima décima semana como top one.
    Rumo ao título de GOAT of the GOATS.

    Responder
  25. Julio Marinho

    Sei lá, Dalcim, sobre o Djokovic. Não acho que a turma ande melhorando, mas sim que ele ande piorando. O domínio dele nos jogos já é bem menor. O que tem feito a diferença é o aspecto mental. E para isso, tantos Raonics quanto Zverevs que as chaves lhe agaraciarem, melhor para ele. Mas cada vez mais seus jogos são apertados, com as famosas caras feias, encaradas, gritos, destruição de raquete. Aliás, será que um dia ele para com isso?
    É o favorito, porque tem que ser, mas a estabilidade de seu jogo, que era o grande forte (com placares vexatórios de 6-0, 6-1 e 6-2), já ficaram para trás. Me lembra um pouco o Federer quando começou a ter que suar bem mais a camisa para vencer, tendo que colocar garra e correria no tempero.
    Ele pode ganhar, mas tanto Tsitsipas, mas sobretudo Nadal e Medvedev entram com chances bem boas na final. Rublev ainda seria presa fácil, não acha?

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  26. Miguel BsB

    Dalcim, o desempenho do Zverev foi pífio na rede.
    Incrível, assistindo o jogo e vendo no box dele Marcelo Melo, um dos maiores duplistas da atualidade, e seu irmão Misha, sacador e voleador por natureza…
    Não consegue aprender, treina pouco, não dá valor ao jogo de rede, ou simplesmente tem enormes dificuldades?
    Me explique isso aí se puder, meu caro Dalcim…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ele voleou muito bem na ATP Cup, Miguel. Acho que hoje sentiu demais a pressão. Teve voleios razoavelmente fáceis (para um top 10) e jogou muito mal na rede. A última subida à rede no tiebreak foi lamentável.

      Responder
  27. Rafa Reis

    Na boa, esse site é muito ruim. Pensei “deixa eu dar uma olhada quais jogos vão haver hoje para ver se vale a pena se programar para acompanhar”.
    E…cadê a programação do dia? 😐

    Responder
  28. karita

    Boa Tarde, Dalcim,
    Concordo que o Djoko já colocou 1 pé e meio da final como as mãos no 9AOPEN. Dificil crer que alguém consiga bate-lo em Melburne no atual momento. não?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Bom, acredito que ele vá entrar com favoritismo na eventual final qualquer que seja o adversário, mas Medvedev anda muito perigoso e nunca se pode descartar o Nadal.

      Responder
  29. Pieter

    Apesar da praga que ora nos assola impiedosamente, este AusOpen está maravilhoso, levando-se em consideração as limitações do momento. E que show de planejamento e organização a Tennis Australia bem dando. Sensacional!

    Responder
  30. Robson

    Confesso que fiquei surpreso com essa vitória de Novak Djokovic hj,ainda mais quando o jogo começou e o número 1 do mundo preso no solo,parece que tinha uma bola de ferro em casa uma das pernas.
    Aí no 2° set a movimentação melhorou muito,era o que faltava,pq os golpes estavam funcionando bem.
    Se passar por Karatsev,Novak terá 72 hs pra se recuperar desses 3 jogos seguidos com mais de 3 hs de duração, aí entra domingo tinindo em quadra pra pegar Med,Nadal, Tsitsipas ou Rublev,na minha opinião,4 pedreiras.
    Quanto a raquete que o número 1 do mundo destruiu,agiu certo,tem que estravasar mesmo,foi ótimo detonar a raquete,melhorou a partir dali.
    .
    Jose Nilton,qual horário que AO costuma marcar a final, horário de Brasília?

    Responder
  31. DANILO AFONSO

    Vejo alguns torcedores nolistas empolgados e achando que o título está no papo. Calmo poh !! Cada jogo tem a sua história.

    Não gosto quando Djokovic enfrenta adversarios desconhecidos como o russo. O sérvio parece que joga melhor quando conhece na pele a qualidade e buraco do adversário.

    E se chegar na final, do outro lado tem adversários de peso para freá-lo, principalmente Medvedev que está invicto há 18 jogos e venceu 3 dos ultimos 4 confrontos e Nadal não acredito que será presa fácil como em 2019, pois possivelmente adotará uma postura mais ofensiva, evitando a passividade da última final na quadra dura.

    Responder
    1. Barocos

      Grande Danilo !

      Como de costume, ponderações realistas.

      Na torcida pelo guerreiro dos Balcãs. Se o sérvio triunfar, teremos que fazer campanhas e “vaquinhas” gigantescas, tudo para ajudar a ala helvética fanática num momento muito difícil, mas tenho lá minhas dúvidas se se produz no mundo, todos os lenços necessários para enxugar o oceano de lágrimas que ela irá derramar.

      Saúde e paz.

      Responder
  32. Eduardo Moura Lima

    Dalcim,

    Apenas curiosidade … qual foi o campeão de Slam que ficou mais tempo em quadra no percurso até o título ?

    Pergunto pois o Djoko já ficou 14h e 52 min em quadra nesse AO e ainda tem mais 2 jogos…

    Abraço

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não conheço essa estatística, Eduardo, até porque a contagem de tempo ao longo de cada partida dos Slam é uma coisa relativamente recente.

      Responder
  33. Rubens Leme

    A questão da bolha proposta por Djokovic semelhante à NBA não funcionaria, por uma razão simples: as quadras de basquete são basicamente as mesmas, enquanto os torneios possuem pisos diferentes, mesmo sendo do mesmo tipo. O saibro de Monte Carlo difere de Madrid, como a grama de Halle e de Wimbledon.

    Agora a questão da quarentena é realmente problemática e ela só funcionou na Austrália porque era começo de temporada e ainda havia a ATP Cup. Mas é impossível ficar duas semanas trancado em Londres para jogar Wimbledon ou Roland Garros, por exemplo. Em Paris, seria necessário perder Madrid e Roma.

    Assim, é uma questão insolúvel. Como ninguém cogita parar o circuito, teremos essas discrepâncias e, provavelmente, maior número de lesões. Temo que só irão pensar em paralisar caso ocorra uma tragédia imensa, que ninguém espera ou torce para que aconteça.

    Responder
  34. José Eduardo Pessanha

    Dalcim, o que houve com a Ostapenko? Ganhou um GS e sumiu. Foi cabeça, físico ou ela não joga o suficiente pra ganhar GS e deu sorte em sua conquista?
    Abs

    Responder
      1. José Eduardo Pessanha

        Eu quis dizer que ela havia sumido do rol de tenistas com chance nos GS. Ela venceu RG, foi semi em Wimbledon e “sumiu”. Detalhe é que ela nasceu no mesmo dia em que Guga venceu seu primeiro Slam em RG. 20 anos depois foi a vez dela ganhar o mesmo torneio.
        Abs

        Responder
  35. Rubens Leme

    Dalcim, fico me perguntando se o Thiem teria vencido o US Open sem a desclassificação do sérvio. Acho incrível como todo o circuito treme na hora do vamos ver contra ele e o Nadal. Simplesmente não conseguem aproveitar qualquer vantagem que podem ter, nem física, algo espantoso, pois eles têm entre 24 e 27 e a dupla já está com 33 e 34 anos.

    Como duvido que os dois se aposentem antes de 2024, parece que só perderão Slams se estiverm lesionados. Uma coisa é endurecer pros dois em três sets, outra é em melhor de cinco numa semifinal de Slam.

    Mas, quem sabe (e torço) eles queimem minha língua.

    Responder
  36. Ronildo

    Cara, se já foi uma batalha nas quartas contra Zverev este ano, você acha que vai see mais fácil ano que vem?
    Imagina quantos tenistas estão se aperfeiçoando!

    Responder
  37. Luiz Fernando

    Zverev vinha sacando de forma absurdo o primeiro e o segundo serviço, e o q se viu hj? Djoko c mais aces. Teve um caminhão de breaks q não converteu e saltou a frente em 3 dos 4 sets q quase perdeu todos. Esse é outro cara q desperdiça seu grande potencial…

    Responder
  38. Sandra

    Dalcim , primeiro Djoko tem que ir para final , na minha opinião todos os quatros do outro lado são encardidos, qual vc acha mais encardido ? Eu acho o Medevedev, espero ansiosamente que todos joguem 05 sets , brincadeirinha!!!?

    Responder
  39. AKC

    Não tem como comparar a parte mental do sérvio ou do Nadal com a nextgen. Basta lembrar que constrangedor foi o último set na final do US Open 2020. Zverev é um típico millenial, o sérvio passou por uma guerra quando criança.

    Responder
  40. Claudio Bernardo

    Winners
    Djokovic 48 x 45 Zverev

    Aces
    Djokovic 23 x 21 Zverev

    Dalcim,
    Qual sua análise sobre o saque do Djokovic. De fato teve uma melhora com Ivanisevic? Parece que foi fundamental na vitória de hoje.
    Obrigado. Abraço.

    Responder
  41. HILARIO MUYLAERT DA SILVA LIMA

    Djokivic e Nadal tiveram que se adaptar à realidade que se impunha, dadas as idades dos 2, e aperfeiçoaram seus 1ºs e 2ºs saques.
    Isso é notório, e reconhecido por todos do mundo do tênis, e por eles mesmos ( Nadal e Djoko).
    Além disso, Nadal e Djoko passaram, também, a hierarquizar os torneios que disputam, de acordo com seus respectivos objetivos. Por exemplo: Nadal não jogou a ATP CUP, pois priorizou o Austrálio Open.
    Some-se, ainda, a preparação física, fisiológica, etc…que têm os levado a serem os 2 melhores tenistas do mundo, mesmo com a idade avançando….
    Agora, quanto à Djokovic fica claro que tem um bom drop-volley, mas há muito espaço para melhorar / aprimorar sua bola de aproximação à rede, e consequente voleio agressivo, voleio profundo, baixo, e para frente. Se fizer isso, seu jogo melhorará, e, principalmente, ganhará pontos com menor esforço, aumentando assim sua longevidade no top-5, ou top-10 pelos próximos anos.
    Quanto ao Nadal, há menos a melhorar / acrescentar, do ponto de vista técnico, a seu jogo ( já melhorou muito seus saques, conforme comentei acima ).

    Responder
  42. Willian Rodrigues

    Bela atitude do búlgaro Dimitrov perante Karatsev!
    Manteve-se em quadra mesmo com uma lesão aparentemente muito limitante para não desmerecer a conquista do russo que, de forma inédita, atinge uma semifinal de major.

    Responder
  43. Sérgio Ribeiro

    “ O meu fisioterapeuta tem mãos mágicas “ . “ Ao destruir a raquete me senti bem melhor , embora não aconselho.. “ . Dito isto , o Sérvio provavelmente irá manter o favoritismo atribuído ao próprio antes do Torneio se iniciar. Sua presença na FINAL está garantida pois o desconhecido Russo já também alega lesão. E Zverev afirma que mais uma vez perdeu grande oportunidade. Bem , sua sorte é que é 12 anos mais jovem . A animação do Touro com uma possível lesão do Sérvio deve ter ido para o espaço. O Espanhol apreendeu mesmo encurtar os pontos numa quadra rápida. Não acredito que ceda fácil a vaga na FINAL para MEDVEDEV. Algo me diz que Osaka vai estragar o sonho da Rainha novamente. Está jogando uma barbaridade… Abs!

    Responder
    1. Ronildo

      Poxa, imagina como Nadal deve ter torcido para o Zverev!

      Agora a única possibilidade de Djokovic não ser campeão é encontrar Medvedev na final.

      De qualquer forma Zverev mostrou mais um vez sua qualidade. Só falta vencer a barreira mental contra o Tsitsipas para no futuro conseguir ganhar algumas finais contra ele. Lembrando que neste meio fututenístico tem o Medvedev, Sinner, Alcaraz …

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Exato , caro Ronildo. Difícil é para resultadistas de plantão enxergarem que alguns dos citados já são realidade. Muitos esquecem que STANIMAL somente venceu uma final de SLAM do Big 3 próximo aos 29 . E principalmente que o AOPEN 2021 ainda não acabou … rs . Abs!

        Responder
  44. Willian Rodrigues

    OK! Djokovic jogou melhor os pontos mais decisivos contra Zverev e superou algumas dificuldades no aspecto físico com excelentes serviços. MAS, fica uma ressalva a essa vitória. Mais uma vez, o tenista para quem eu torço desde 2007 deu péssimos exemplos. Além de quebrar a raquete daquela forma obrigando a garota a varrer o chão removendo os fragmentos em frente às câmeras para que o jogo pudesse continuar (embaraçoso…), houve os gritos e impropérios dirigidos contra sua equipe. O PIOR de tudo foi QUASE arremessar a bolinha na direção do treinador!!!! Aquilo foi um absurdo! A mais completa falta de respeito! Ainda que Ivanisevic tivesse dito algo que o sérvio não gostasse, não estaria justificado. Lamentável… Isso endossa alguns comentários depreciativos que Djoko recebe. Sou professor há vários longos anos e fico imaginando SE exemplos como esses não contribuem para o nível de insubordinação e desrespeito por parte dos alunos a que temos nos sujeitado na última década. Esse é um verdadeiro asterisco nessa campanha. Que fique registrado meu desapontamento.

    Responder
    1. Barocos

      Willian,

      Meus amados pai e mãe foram professores (meu pai também era fiscal federal, mas do que ele gostava mesmo era de dar aulas). Eu tenho o hábito de, de tempos em tempos, voltar a frequentar as salas da academia para aprender mais um pouco em alguma nova especialidade. A vida é muito curta para o tanto que gostaria de conhecer (claro que é um esforço um tanto fútil, já que se esquece quase o tanto que se aprende com o passar dos anos – ainda assim, julgo o saldo muito positivo). Sempre entro via “grandes concursos” de acesso e, às vezes, me sinto culpado por isto, mas, em geral, desqualifico minhas ressalvas devido ao alto índice de evasão nas universidades federais brasileiras. Quando a oportunidade ocorre, aconselho amigos com filhos em universidade particulares a prestar atenção às oportunidades discriminadas em editais de preenchimento de vagas que as instituições federais abrem para muitos de seus cursos.

      Da posição de observador, e ao menos nas universidades que tive o prazer de frequentar, devo confessar que minha impressão diverge da dos professores com os quais converso. Em geral, estes se queixam do nível dos alunos ou que estes não prestam muita atenção nas explanações dadas em aula. Quando comparo a média das turmas atuais com as de outrora, me parece que, em média, esta novíssima geração está melhor preparada e não o contrário, mas admito que a segunda queixa está bem amparada.

      Lembro bem de meu primeiro curso, lá no longínquo e saudoso iniciozinho dos anos 80. Antes da entrada do professor, muita conversa animada entre aprendizes entusiasmados com perspectivas auspiciosas de futuro ou sobre meras frugalidades de então, assim que o professor adentrava a classe, silêncio, olhos e ouvidos atentos aos ensinamentos do mestre, com esporádicas risadas seguidas a comentários engraçados que poucos destes se davam a liberdade de proferir. Alguns chegavam a ser rudes, num nível não admissível nos tempos correntes. Atualmente é corriqueira a necessidade da intervenção direta do educador para que as conversas paralelas cessem ou que modernas geringonças eletrônicas sejam postas de lado. Não tenho lá muita certeza se algo seria diferente, se nos dias de outrora a minha geração tivesse tido acesso a tão fascinante e absorvente tecnologia como esta disponível no presente.

      Sobre a insatisfação com o desempenho, atribuo esta ao padrão de medição utilizado: comparam os alunos com a competência que tiveram em suas épocas de aprendizes. Para mim, isto é um equívoco e a prova recai sobre o grau de excelência que muitos deles construíram e que os habilitaram a preencher as posições que ocupam. Entendo, entretanto, suas nobres aspirações: almejam que seus alunos igualem ou superem os seus mestres.

      Saúde e paz.

      Responder
      1. Barocos

        Errata (antepenúltima linha do 1º parágrafo): “com filhos em universidade particulares” -> “com filhos em universidades particulares”

        Perdão, Dalcim, tenho tentado cometer menos erros.

        Grato de antemão.

        Responder
  45. Roberval Lofeu Junior

    Djoko longe do seu melhor e ainda sim vencendo.
    Dalcim, quem poderia barrar Djoko do 9° caneco?
    Parabéns pelas excelentes análises no blog. Forte Abraço

    Responder
  46. antonio g o santos

    Mais um jogo dificil pra conta. pra turma que adora criticar quando ele ou outro jogador quebra a raquete, dizendo que tem de manter a postura e coisa do gênero, sendo um cavalheiro e blá, blá, lembrem-se que o tenis é um esporte para os fortes mentalmente e cada um sabe a válvula de escape para se controlar, se ele gosta de quebrar raquetes para por os nervos no lugar, ótimo, desde que não atinja ninguém fora ou dentro da quadra. Vai receber a sua punição e vida que segue. Agora é se concentrar para o próximo desafio, esse Russo vai dar muito trabalho pois esta na condição de Franco Atirador.

    Responder
    1. Daniel

      Bem observado, sem machucar ninguém.
      Que venham mais quebras de raquete! Eles são patrocinados, são ricos e PODEM quebrar raquete. Diferente de um tonto que quebra a raquete que o papai deu porque perdeu um game no clube.
      Num mundo tão politicamente correto e enfadonho, pouco de rebeldia restou numa geração de gente frouxa e frustrada, que se realiza criticando a tudo e a todos.

      Responder
  47. Barocos

    Grande Mestre !

    Fico imaginando, a configurar-se mais uma final de Slam entre Rafa e Novak, o que pensará a geração atual sobre o fato? Ficarão eles tristes por terem nascido em uma época em que gigantes habitam as arenas de tênis pelo mundo, como o faz a geração anterior e a dos próprios titãs, lamentando-se pelo infortúnio em ter que atirar-se em combates assimétricos e em perseguições cruéis a títulos que raramente findaram em suas mãos sedentas de glória? Ou se resignarão e lançarão os seus olhos para o futuro, certos que o tempo lhes favorece e que terão suas recompensas nos próximos anos, até em certo júbilo, já que ao menos para eles as conquistas serão possíveis?

    Caso mais uma disputa entre estes super-humanos se concretize, e se você ainda não tiver utilizado este título, sugiro “Batalha de Titãs”.

    Saúde e paz.

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Prezado Barocos, se fosse eu um dos que convive com o titãs, travando batalhas onde é quase impossível vencer, optaria pela resignação ao lamento de ter nascido para enfrenta-los.
      Se nós, de cá de nossos teclados, já curtimos esses caras ao ponto de perdemos sono, estribeiras etc, imagine, enfrenta-los dentro de uma quadra, em um evento de tamanha magnitude como os GS?
      Grande abraço.

      Responder
  48. mario cesar Rodrigues

    O contundido sériamente ganhou mas ganhou de quem? Zverev nunca vai ser vejo que a maioria quer comparar o big 3 ou o inverso com o restante.Gente não vai haver época de ouro de tênis com estes 3.melhor aqui eu ficar com os 3 por exemplo Djokovic fico com o melhor dele que é a devolução,Federer dificilmente tem brecha ele é o tênis.Agora sou fã do Espanhol porque noa próxima biografia dele irá contar quem desanimou ele para o Tênis e achou que era melhor ir para o Futebol,o Tio Tone disse no Marca já vi muita coisa nesta vida mas a recuperação fisica do Nole jamais(simplesmente não teve nada)disse que faz mal ao tênis e mal exemplo. Disse que Rafael Nadal estava realmente com dificuldade com o saque e foi melhorando teve um movimento brusco mas nada que se compare ao que o Sérvio fez e faz.e continuando disse que ele não é bem visto entre os tênistas.e se Rafa passar pelo grego já terá feito um bom trabalho disse que rafa sabe dos seus limites tem que lutar muito.Mas não descartou Rafa ir a final e se for contra o Djokovic pediu para que ninguém que goste do tênis perder pq Rafa tem grandes chances.mas tem mais dois jogos complicado mas para ele o tio Rafa é um exemplo de jogador a ser seguido.

    Responder
  49. Jairo Silva

    Nole já tá com uns 34 anos e continua doutrinando a molecada. Vejo fãs do Federer com desculpinhas de idade. Será que já viram Tom Brady jogando?? Esse aí já passou dos 40.

    Enquanto os secadores continuam chorando, Nole segue na ativa em busca de mais recordes.

    Rafa é outro que não está nem aí pra idade. Vai deixar o Federer comendo poeira nesse recorde dos SLAMS.

    Responder
  50. Gustavo

    Boa tarde!

    Numa eventual semifinal entre Nadal e Medvedev,
    seria justo dar 55% Nadal X 45% Medvedev? E numa eventual final Nadal e Djokovic, seria justo dar 25% Nadal X 75% Djokovic?

    Ou existem números mais aproximados para ambos hipotéticos confrontos?

    Obrigado!

    Responder
  51. Gildokson

    Na minha opinião o jogo de hoje só serve para provar 2 coisas.
    1- A coroa nunca vai ser arrancada dos 3 maiores, principalmente dos 2 mais novos, ela no máximo vai ser passada à esse bando de medianos quando Nadal, Djokovic e Federer não aguentarem mais.
    2- Djokovic só tem 1 adversário em Slam no momento. Rafael Nadal.

    Responder
    1. DANILO AFONSO

      GILDOKSON, essa sua postagem e anterior sobre o título do Thiem no US OPEN, garantiram seu acesso VIP em uma das milhares de kombis da nação Nolista…kkkk

      Saudações Nolistas !!!

      Responder
      1. Gildokson

        Danilo, é com muita RAIVA e DOR no coração que digo isso kkkkkkkkkk Mas é a pura verdade. Esses caras nunca serão!!! Erram bolas pífias em momentos importantes por não terem convicção e coragem e muitas vezes até por ter menos técnica mesmo, como foi o caso dos voleios medonhos do alemão hoje.
        O cara com uma bola simples pra volear na cruzada ou carimbar o Djokovic… Não, ele prefere ajeitar mandando não mão do sérvio e perde o ponto. Ridículo.

        Responder
    2. Miguel BsB

      Gildokson, esse é o meu pensamento há muito tempo…
      Mas eu estou achando que tem um desses “garotos” que pode arrancar a coroa de Nadal e Djoko neste momento.
      Daniil Medvedev
      E pode ser agora, Ausopen 2021.

      Responder
      1. Gildokson

        Miguel, se fosse o caso ele ja teria ganho do Nadal naquela final de Us Open19, ali ele também vinha como um caminhão sem freio descendo a ladeira em quadras rápidas. E o que aconteceu?
        Eu prefiro não acreditar mais nesses caras. Capaz até do Federer ter mais chances de vencer os 2 rivais num próximo Slam de que eles.

        Responder
    3. Marcilio Aguiar

      Prezado Gildokson, ao ver as chances que o Zverev deixou escapar, também tive a sensação de que essa turma de novos e seminovos jamais ganharão um titulo de Slam enquanto o Djoko e o Nadal conseguirem dar dois passos dentro da quadra. Eles não precisam estar no auge das suas formas, basta a presença em quadra para intimidar e ganhar jogos no mental. Acho que o grego e os russos, também sucumbirão ao final.

      Responder
    4. Luiz Fabriciano

      Em maio próximo, fará 6 anos que postei um comentário aqui dizendo isso. Naquela época, os postulantes eram Dimitrov, Raonic, Nishikori e Gulbis.
      Em meu comentário eu coloquei que a coroa ia ser colocada na cabeça de alguém, por um dos Big4 (o Murray estava no auge) quando esse resolvesse sair de cena, por vontade própria.

      Responder
    5. Efraim Oliveira está a

      Me lembrei de um post do Dalcim dizendo que Nadal fazia falta ao circuito porque ninguém fazia frente a Novak. Isso foi em 2012 quando Nadal se afastou das quadras. Isso continua sendo a tônica do tênis, só um fazendo frente ao outro.

      Responder
  52. Luiz Henrique

    Eu torço pro Nadal, mas acho que Djoko leva de novo.
    Zverev na minha opinião jogou até muito bem. Claro que tem seus altos e baixos, mas esse é justamente o problema de qualquer um que enfrentar Djoko.
    Ninguém vai ter a consistência necessária.
    Pra apenas se manter no placar contra ele, vc tem que jogar demais. E isso só pro placar não ir embora. É tipo Nadal em RG.
    Medveved n vai ter melhor sorte não. Embora vejo alguns achando que ele tenha mais chance que Nadal. Pode até ser, mas n leva não.
    Djoko ganhará pela 9ª vez, e não acho absurdo imaginar que possa chegar a 11 ou 12 títulos nessa quadra.

    Responder

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