Djokovic e Medvedev sobram
Por José Nilton Dalcim
16 de novembro de 2020 às 19:32

Não houve grande emoção nos jogos que abriram o grupo 1 do Finals de Londres. Embora tenham tido um início imperfeito, Novak Djokovic e Daniil Medvedev pouco a pouco dominaram seus concorrentes com clareza. Se era esperado que Diego Schwartzman encontrasse pouca chance diante do líder do ranking, Alexander Zverev causou certa decepção.

Com um número excessivo de erros, Djokovic teve saque quebrado no terceiro game mas rapidamente elevou o nível e passou a trocar a direção das bolas com a habitual eficiência, diante do serviço sempre pouco contundente do argentino. O segundo set do sérvio foi ainda melhor, com ótimas transições à rede e ataques fulminantes pelas paralelas. Como bem analisou Schwartzman, ele nem jogou tão mal assim para merecer o placar de 6/3 e 6/2, mas esses números mostram bem a diferença entre eles sobre um piso sintético coberto.

Na outra partida, Zverev tirou logo o primeiro serviço de Medvedev, mas não segurou a vantagem. Em seguida, viu o russo salvar cinco break-points e logo depois cedeu outra vez o saque. Daí em diante perdeu consistência e confiança. É bem verdade que Medvedev investiu em trocas longas e obrigou o alemão a tentar ir à rede para sair da correria. Zverev equilibrou o segundo set apesar de alguns riscos nos seus serviços e foi o máximo que conseguiu tirar de um oponente aí já bem confiante, a ponto de sacar por baixo no 30-30 do oitavo game, desculpando-se pelo atrevimento. Foi sua terceira vitória seguida em oito duelos, e muito mais dominante do que a recente final em Paris.

Os jogos de quarta-feira serão interessantes. Zverev arrasou Schwartzman poucas semanas atrás em Colônia, mas também já perdeu em pleno US Open-2019, e sabe que suas chances diminuíram porque muito provavelmente terá de ganhar também de Djokovic para ir à semi. Já Medvedev deu um passo importante para a vaga. Se vencer Nole pela terceira vez, a chance de classificar ficará enorme. Em caso de derrota, terá de ganhar do argentino e torcer para o sérvio se manter invicto. Nada mau.

Bruno perto do top 5
Em excelente momento, Bruno Soares e o croata Mate Pavic estrearam em mais um jogo decidido no match-tiebreak, mas poderiam ter superado Jurgen Melzer e Edouard Roger-Vasselin em dois sets. Mesmo perdendo o set inicial, os líderes do ranking de parcerias foram bem superiores daí em diante. Enfrentarão agora Marcel Granollers/Horacio Zeballos, para quem perderam nas quartas de Roma.

Mais uma vitória e Bruno já garantirá a volta ao top 5 do ranking individual de duplas. Não menos importante, ele está pertinho de disputar a 800ª partida de primeira linha da carreira – faltam três -, algo que apenas Marcelo Melo obteve entre os brasileiros (861). Soares chegou hoje a 506 vitórias e percentualmente está à frente do amigo mineiro: 63,48% contra 62,95%.

50 anos do Finals
As sete primeiras edições do Finals foram itinerantes. Depois da estreia em Tóquio, seguiu para Paris, Barcelona, Boston, Melbourne, Estocolmo e Houston. A segunda edição ainda reuniu seis classificados. O sistema de grupos, com classificação para semi e final, como acontece hoje, já surgiu em 1972. Ilie Nastase foi tetra (71-73 e 75). Guillermo Vilas e Manoel Orantes levaram os outros. As duplas passaram a ser disputadas em 1975, porém limitadas a quatro parcerias.


Comentários
  1. Sérgio Ribeiro

    Outro jogaço. Um dos melhores de todo o ano com trocas de bola de nível absolutamente surreal. Gostaria de ver a cara de P. Cleto vendo Nadal salvar 3 MATCH POINTS em sequência num total de 4 chegando em todas como nos velhos tempos. Maduro na Turma aos 27 , alguém ainda vir com o papinho de SuperTHIEMado pro Austríaco é querer muito pagar mico . Pelos meus cálculos precisa vencer mais um Set na terceira rodada pra chegar às Semis . E o Craque Suíço no Chat da ATP : “ Jogaria o FINALS até na Lua se fosse preciso . Graças a estar presente em 2003 , bati Agassi na fase de grupos salvando vários Match Points . Depois o bati de novo na FINAL . Ali percebi que poderia vencer os baseliners sem me apavorar “ . Quanto a SLAM em Três Sets , nem pensar mandou o Suíço. Porque o SEIS anos mais jovem não mandou essa em 2011 ? . Agora aos 33 é que o Sérvio resolve se pronunciar ? . Parece Nadal falando em Londres novamente de FINALS no Saibro. Seria o mesmo que mudar Rolanga alguns anos para hards ,,. rsrsrs. Abs!

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  2. Luiz Fernando

    PQP Rafa, perder é do jg, mas não se pode desperdiçar setpoint com o serviço a favor, ainda mais contra um adversário duro como Thiem. Agora a situação está bem complicada, pois além do risco da desclassificação (se perder do grego grande chance de ir p casa mais cedo) há uma chance razoavel de se classificar em segundo e encarar o Djoko, contra quem faz tempo q não vem um bom resultado na quadra dura. Segue o baile…

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  3. Miguel BsB

    A galera fica pegando no pé do Djokovic nessa questão dos sets nos Slams, na qual eu tb discordo (5 sets em Slam é o diferencial desses torneios, os maiores do mundo, inclusive, já passou da hora de botar as mulheres para jogarem 5 sets tb).
    Mas é a opinião do cara, e ele tem o direito de achar isso e se expressar sobre mudanças no esporte em que é um dos maiores expoentes…é direito dele expressar sua opinião.
    Discordo só quando ele expressa opiniões completamente sem lastro nenhum na realidade, como a questão de transformar água poluída em potável com o pensamento ou ser crítico da obrigatoriedade das vacinas…

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  4. Rodrigo S. Cruz

    Dalcim,

    o que você achou do SLICE cruzado do Thiem que acabou virando uma bela passada sobre o Nadal, na rede?

    Bonito e raro esse golpe, não?

    (rs)

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    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, um golpe que exigiu enorme precisão, tanto para passar bem rente à rede como o mais angulado possível. Pouco depois ele tentou outro, mas Rafa fez um belíssimo voleio curto na paralela.

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  5. Orlando

    Alguns apreciadores do tenis e talvez alguns jogadores, consideram que sacar por baixo é um ato de desrespeito ao adversário, ao que assim pensam, sugiro levar a ATP mudar a regra. Cada uma !

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  6. Rodrigo S. Cruz

    Jogaço esse de hoje entre Nadal e Thiem!

    O espanhol atuou muito bem técnica e taticamente, considerando que essa superfície não lhe favorece.

    Contudo, e felizmente, o vibrante tênis de ataque do Thiem prevaleceu.

    E que arsenal tem esse austríaco…

    Os pontos finais foram definidos com bolas vencedoras dele.

    O antepenúltimo foi um lindo backhand paralelo na corrida!

    E o penúltimo, um lindo backhand cruzado.

    Depois disso, o Nadal cometeu mais um erro não-forçado e perdeu o jogo.

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  7. Rafael Azevedo

    Sobre a declaração do Djoko, precisamos separar quem é fã de tênis de quem não é…
    Todos nós, como fãs de tênis, vamos preferir um jogo em melhor de 5 sets. Não temos problema em ficar 4 horas na frente da tv, porque já amamos o tênis!
    Mas, quando você quer atrair novos fãs, talvez eles não se interesse por um entretenimento “novo” que vai exigir 3, 4 horas de atenção…
    Além da questão de popularidade, já que as emissoras de tv resistêm em ter um programa que tome muito tempo de sua grade. Dessa forma, o acesso ao tênis fica restrito à quem tem alguns pacotes de TV fechada e de serviços de stream.

    Mas, talvez, o sérvio não pesou o efeito negativo disso. O efeito inverso! Alguns fãs podem perder o interesse pelo tênis, ou se tornar um fã “meia boca”, por causa da redução da emoção.

    Eu, como fã de tênis, prefiro a manutenção dos 5 sets!

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  8. Rafael Azevedo

    Sérgio Ribeiro,
    Em alguma pasta passada, você me sugeriu “perguntar ao Nadal” se o Finals era mais difícil que um GS…
    Mas, veja bem, o caso do Nadal é um caso à parte. Ele não vence o Finals porque ele não tem sido bom o suficiente em quadras hard indoor. É simplesmente uma questão de piso. Ou você acha que se o Finals fosse jogado em qualquer outro piso (incluindo a grama) ele não teria pelo menos uns 2 títulos lá? Da mesma forma, se houvesse um GS na hard indoor, provavelmente, o Nadal não teria nenhum título. Se ele não vence um toneio de 5 partidas e melhor de 3 sets, ele venceria um torneio de 7 partidas (e não pode perder nenhuma!) em melhor de 5 sets?? Note que ele só tem um título de M1000 na hard indoor (e foi em 2005, se não me engano). Exclusivamente para o Nadal, o Finals é mais difícil. Mas, isso é uma questão de PISO.

    Eu poderia devolver a solicitação, sugerindo perguntar ao Dimitrov, ao Zeverev, ao Tsitsipas (o primeiro Finals que ele jogou, ele venceu), a alguns citados neste post pelo Dalcim, como o Ilie Nastase e o Manoel Orantes. O ilie Nastase venceu 2 Gs e 3 Finals. O Manoel Orante venceu 1 Gs e 1 Finals. Mas, o detalhe é que eles disputaram, no mínimo, 4 vezes mais GS…
    Eu poderia incluir nessa questão até mesmo o Goffin que já foi finalista no Finals (o único que disputou), mas nunca foi finalistas dos dezenas de GS que competiu.
    Posso até mesmo incluir o prórpio Federer que venceu 6 dos 16 que disputou (37,5%), além de 4 vices (1 por desistência – poderia ter sido mais um título) e 79% de aproveitamento de vitórias. Nos slams, o suiço tem 20 títulos de 79 (25,31%) com um aproveitamento de vitórias em 86%. Ou seja, mesmo vencendo mais em GS, ele tem menos títulos (em termos de aproveitamento). Obviamente, ele vence mais em GS, por causa das fáceis rodadas inicias. Isso mostra o quanto é difícil vencer GS, porque você tem que vencer muitos jogos em sequência, sem perder nenhum.

    Cada caso é um caso. Para o tenista A o Finals pode ser mais difícil, mas acredito que no geral os GS o sejam…

    No Finals, nem sempre um atleta está com foco total. Por exemplo, o Zverev e até mesmo o Tsitsipas pode estar com um pequeno déficit de motivação nesta edição de 2020, já que venceram nos últimos anos. Nos GS, se você tem 20 títulos, você vai querer o 21. Todos os tenistas sempre estão em sua melhor versão lá.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Eu só discordo é quanto a falta de foco no FINALS em relação ao SLAM, Rafael. O próprio Nadal afirmou há dois dias “ Num Torneio que reúne o TOP 8 , qualquer descuido e’ fatal “ . Nos SLAM você vai avançando progressivamente, dependendo da chave até as Quartas em águas mornas . E o Espanhol deu azar que em suas duas FINAIS pegou Federer e Novak babando. Poderia ter dois Títulos. E quando jovem chegava mortinho pele excesso de Torneios. Aparentemente esse problema ( copiado por Thiem) , pode ter sido sanado definitivamente. A verdade é que o SLAM é o Torneio mais importante de Todos e pertence a ITF . Já o FINALS é o mais importante da ATP inclusive em prêmios e pontuação. Alguns teimam em nivela-ló com um MASTERS 1000 , sabendo que até as regras são totalmente diferentes. Abs!

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  9. FERNANDO/MG

    Prezado Dalcim, mais uma declaração no mínimo polêmica do Novak, com relação ao número de sets nos Slams, se tivesse feito conforme o Medvedev (que disse ser a favor de 3 sets no Slams, porque simplesmente suas chances de ganhar aumentam…Mais sincero e direto impossível), não ficaria no campo das teorias conspiratórias, que infelizmente o sérvio vem se notabilizando ultimamente.
    Li em alguns comentários a favor das partidas dos GS serem disputadas em três sets, o fator comercial, pois chamaria a atenção dos canais de TV abertos, ora bolas, nada mais furado que isso, vivemos às portas do 2021, com todo o aparato tecnológico existente hoje em dia, quem vai se preocupar com os direitos de transmissão de TV aberta? O verdadeiro público do Tênis nunca sentiu falta de transmissão em canais abertos, nem aqui, e nenhum outro lugar.
    Prezado Dalcim, quais as reais chances disso vir a acontecer? Se caso vc ache que sim, qual o período de tempo para se tornar real. Na minha humilde opinião, creio que isso nunca vá pra frente, primeiro pelo absurdo em si dessa mudança, depois por várias variáveis, como exemplo, o exacerbado tradicionalismo Inglês, se os caras não aceitam publicidade em Wimbledon, nunca vão aceitar seu tradicional torneio ser disputado em 3 sets.

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    1. José Nilton Dalcim

      Não vejo grande chance de uma mudança dessas acontecer, Fernando. Como você bem disse, os Slam têm um regulamento próprio. Existe até um Guia de Regras somente para os Slam. Ou seja, independe do que a ATP pense a respeito, embora eu imagine – e torça – para que as entidades sempre falem a mesma língua.

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  10. Sérgio Ribeiro

    Lewis Hamilton nesta corrida do Heptacampeonato mostrou aos 35 que permanece no ápice. Possui a habilidade de Senna , o calculismo de Prost e o gerenciamento de corrida de Schumacher. Pulverizou todos os recordes de Schumi simplesmente disputando 14 Temporadas e vencendo incrívelmente a metade , precisando de menos uma completa que o Alemão. Com mais 6 Vitórias atinge incrivelmente a marca Centenária , idem com mais 3 Poles. Venceu até mesmo com 3 Pneus . SIMPLE THE BEST . Enquanto isso em Londres as declarações de Novak e do treinador de Rafa comprovam que os “ especialistas “ estavam certos . Ambos realmente não estão nem aí pro ATP FINALS …rsrsrs Abs!

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    1. DANILO AFONSO

      Mandou bem Sérgio !!

      Hamilton é tudo isso que você falou.

      O inglês demonstrou que era especial já na sua estréia na F1, quando assustadoramente disputou o título tendo como companheiro de equipe o excelente e bicampeão Alonso. A dupla acabou por perder o título daquele ano em razão da falta de “jogo de equipe” nas últimas corridas. Haikkonen levou o título pela diferença de 1 ponto (110), com Hamilton e Alonso terminando com 109. Como não lembrar de 1986 quando Piquet e Mansell, ambos pilotos da Williams, “entregaram” o título para o francês Prost.

      Durante temporada 2007, a equipe Maclaren “transformou-se em duas equipes”, tamanho a rivalidade que se criou entre os pilotos. Alonso percebendo o “monstro” que tinha ao seu lado, passou a recusar que o inglês tivesse acesso ao ajuste do seu carro pouco antes da metade do campeonato. Não tinha como não lembrar do campeonato de 1988, primeiro ano do Senna como companheiro do Prost na Mclaren.

      O campeonato de 2007 está entre os 5 melhores campeonatos que pude assistir desde 1986, e poderia se melhor se o Massa tivesse um pouco mais de sorte em algumas corridas.

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      1. Sérgio Ribeiro

        Valeu Danilo. Concordo que o de 2007 foi espetacular, mas sempre lembrando que no de 2006 , Schumi e Alonzo venceram 7 provas cada . E o Alemão foi superado novamente pelo Espanhol .Schumacher parou achando que o hepta seria inalcançável. E o de 2007 que ficou com Kimi em seu lugar por um ponto , poderia ter sido o Octa. Voltar três anos depois e ser massacrado por Rosberg sem do’ , não foi a boa para o multi-Campeao. Acho que Hamilton larga por cima . A conferir. Abs!

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  11. Paulo Almeida

    Declaração do Nole foi ruim mesmo, ainda mais porque ele não precisa temer jogo de 5 sets com seu preparo físico absurdo. O rei aguenta 4/5 horas tranquilamente e sem os 5 sets não teria vencido o Thiem na Austrália, por exemplo.

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  12. Antônio Luiz Júnior

    Até o presente momento a grande decepção do Finals foi Zverev. Rublev e Schawrtzman jogaram de forma inconsistente, e contra os grandes, é meio caminho para a derrota. São calouros e sentiram um pouco a responsabilidade. Devem jogar melhor a partir do segundo jogo. Zverev, jogando sem confiança, abusou das duplas faltas, e pior, em momentos decisivos, se não melhorar consideravelmente o saque é um sério candidato a ser eliminado na primeira fase…

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  13. Paulo Ricardo

    Dalcim, Zverev não seria igual a seleção masculina de vôlei de Cuba dos anos 90? Um timaço mas que só sabia jogar na frente. Quando não conseguia isso era ladeira abaixo.
    Obrigado e parabéns como sempre.

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    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, analogia interessante. Mas acho que Zverev já mostrou que tem capacidade de segurar a cabeça. Acho que depende muito do contexto e da motivação.

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  14. Vitor Hugo

    Para Roger Federer até que seria bom negócio slam em melhor de três. Sendo assim, Roger poderia jogar até os 50 com chances de vencer majors. Rsrs. Brincadeira, óbvio!
    Se for disputado em melhor de três, não pode ser chamado de grand slam.

    Mudando de assunto, Zverev só conseguem jogar bem quando saca bem. Sem o serviço entrando, se torna um jogador comum.

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  15. Marcelo-Jacacity

    MADvedev é terrivel. Opnoente duríssimo! No1E vai ralar um bocado.
    Djoko, slam em melhor de três? Prefiro as mulheres jogando 5 sets nos Slams.

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    1. Luiz Fernando

      O problema do MADvedev (gostei Marcelo, excelente) é q ele é completamente de lua, basta lembrar q ano passado estava voando na quadra até o termino do USO e após o mesmo voou em outras direções, menos a do tênis…

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  16. Sérgio Ribeiro

    Pode ser cedo pra afirmar que os 8 jogadores já mostraram a que vieram . Mas até o treinador de Nadal concorda que Novak segue como favorito. E pra mim os TRÊS que venceram em Sets diretos já estão nas Semis . A conferir. Então Dalcim , faltou 1972 para o Tetra do grande Ilie Nastase . E que os 18000 espectadores do Madison Square Garden somente foram ultrapassados pelos 20000 da Arena O2 . Mas que desde 1977 quando Jimmy Connors bateu Björn Borg até 1989 , em tradição, o Madison incrivelmente empata com a Arena . Ela também se despede com 12 edições. Certo ? Abs!

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    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, Ricardo, isso não era comum a ele, mas tem sido mesmo algo persistente nesta temporada. Claro que Nole tem um poder incrível de recuperação, mas com certeza há um desgaste por vezes desnecessário. Claro que eu não imagino que ele faça isso de propósito. Talvez ele esteja demorando mais para se soltar ou se concentrar. Pode ser até mesmo cansaço da rotina do circuito. Abs!

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  17. Lucas Leite

    Dalcim, não acha impressionante a falta de um segundo serviço de segurança para o Zverev? No começo do jogo, tinha quebra a frente e 30-0 em seu serviço, deu 3 duplas faltas seguidas e ajudou muito o russo a devolver a quebra. Mais tarde no mesmo set, foi quebrado novamente, finalizando o game com 2 duplas faltas em sequência. O que será que acontece? Ele deveria nem que fosse dar um saque mais fraco e não tão bem colocado mas dentro da quadra, essas duplas faltas seguidas não condizem com o jogo de um top 10…

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    1. José Nilton Dalcim

      Há uma eterna discussão se o segundo saque é um problema técnico, de execução, ou emocional. No caso do Zverev, me parece técnico acima de tudo. Vi artigos interessantes no começo do ano mostrando como ele lançava a bola de forma instável – altura e direção, principalmente – e isso é o que o levaria a tantas duplas faltas. Vamos lembrar que algo semelhante acontece com Aliassime, embora o canadense esteja um estágio abaixo. Claro que parece existir também o lado emocional, mas você bem pontuou que ele falhou quando tinha vantagem no placar e no game. É algo que o Ferrer precisará de muita atenção, sem dúvida. Abs!

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  18. Daniel C

    O sérvio mais uma vez deu uma declaração absurda, até mostra o quanto a ambição pelos recordes daquele que ele inveja está deixando ele cego. Como pode alguém dizer que os GS deveriam ser disputados em 3 sets, ignorando toda a tradição? Eu sei responder: é alguém que não se importa com o esporte e sim com as marcas pessoais que satisfazem o imenso ego dele. O raciocino é óbvio: sabendo que o tempo está contra ele e a favor dos mais jovens em partidas mais longas e exigentes fisicamente, o malandrão gostaria de ganhar GS tendo que jogar menos. Essa obstinação em querer os recordes está ficando ridícula, ao ponto dele comemorar uns pontinhos num ATP 500 que garantiriam o no1, mesmo após ser destruído por um jogador mediano…

    Vale tb destacar a declaração dele de que sente falta do público: ou é mentiroso ou é doido. Todo mundo sabe que jogo sem torcida é melhor para ele, afinal ele costuma dar o piti sempre que percebe que a maioria da torcida está a favor do adversário, o que acontece sempre…rs

    Responder
    1. DANILO AFONSO

      Também não concordo em melhor de 3 sets em Slam. Mas esse papo de que não pode mudar em nome da tradição é conversa fiada. O esporte está em constante evolução, e a tradição nunca pode ser empencilho absoluto para frear a melhor adequação do esporte.

      Quantas tradições fora do esporte já não foram quebradas, ficando apenas na lembrança ou nos livros de história…kkk

      Outro dia eu li que o tênis poderia ser mais popular se a duração dos jogos fosse mais previsível ao ponto de transmitirem os eventos com regularidade na tv aberta.

      Com exceção de RG, os Slams incluiram ao longo dos últimos anos o tiabreak no 5° set com intuito de diminuir a duração dos jogos. Os Masters 1000 eram jogados em melhor de 5 sets. Hoje o tenista tem 25 segundos para colocar o 1° saque e alguns torneios estão retirando os juizes de linha para dar mais agilidade nos jogos. Fora isso, a ATP estuda algumas alterações para atenuar o tempo de jogo.

      Enfim, não se agarre tanto na tradição, pois a como disse acima, a tendência é que futuramente os jogos sejam cada vez mais rápidos, não sei se com a alteração dos Slam para 3 sets ou alteração na quantidade de games por set, mas dificilmente teremos daqui a 10 ou 15 anos jogos com mais de 4 horas.

      Essa sua parcialidade e hostilidade com o sérvio prejudica demasiadamente o seu discurso, nobre.

      Saudações Nolistas !!!

      Responder
      1. Daniel C

        Bem Danilo, como eu já disse, não tenho a intenção de fazer um discurso impecável nesta convencer outras pessoas. Eu simplesmente dou a minha opinião e não acho que criticar a postura do sérvio seja hostilidade. Mas entendo que será hostilidade para seus fãs, que tendem a não enxergar defeitos nele, afinal são fãs! Coisa mais normal do mundo! Hostilidade seria eu carregar meu comentário de ofensas em relação a ele.

        Eu mantenho minha posição. Com os avanços da medicina (que inclusive estão permitindo que os tenistas tenham uma carreira mais duradoura e com qualidade), não vejo motivos para reduzir sets em GS. E além disso, teria que deixar de comparar os tenistas do passado e do futuro assim que a mudança fosse feita: não seria justo comparar um tenista que ganhou 10 GS com o formato melhor de 5 Sets com um que ganhou 10 GS com o formato de 3. É o que eu acho. Mas de novo, quem apenas enxerga que recordes, estatísticas e números frios definem o melhor de todos, provavelmente não veriam problema nisso.

        Abs.

        Responder
        1. DANILO AFONSO

          Daniel C, muitos torcedores do sérvio não concordam com tudo que o Djokovic pensa sobre o tênis ou outros assuntos alheios ao esporte. Eu e outros aqui do blog criticamos quando soubemos que o sérvio promoveria o Adria Tour e também quando foi imprudente com a juíza de linha. Como eu disse acima, eu sou favorável a manutenção de 5 sets, mas não acho impossível que futuramente haja mudança.

          Voltando a sua primeira postagem, eu entendo que os jogos de 5 sets ainda favorecem o físico do sérvio contra a maioria dos adversários, a exemplo da semifinal de RG deste ano em que o jovem grego estava esgotado no set decisivo, enquanto o sérvio demonstrava que ainda tinha gás para mais um set. Mudando para melhor de 3 sets, Djokovic seria muito mais ganhável, teria a mesma dificuldade que tem nos Masters 1000. Acredito que ele se manifestou favorável a mudança sabendo que não ocorrerá a curto ou médio prazo. Se acontecer, ele não estará na ativa.

          Saudações Tenísticas, nobre Daniel !!!

          Responder
      2. Marcelo F

        Danilo, somente as finais de M1000 eram em melhor de 5 sets, o que é muito diferente do que afirma. Concordo quando diz que ajustes podem ser feitos, mas GS sem 5 sets não é GS. E Copa Davis boa era a antiga.

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      3. Luiz Fabriciano

        Só um pequeno ajuste em seu belo comentário Danilo, os Masters 1000 eram de 5 sets apenas em suas finais.
        E realmente, muito se tem aberto mão da tradição em função das necessidades do mundo atual.
        Juízes eletrônicos, hawk-eye, tie-breaks etc. Até Wimbledon cedeu ao tie-break no quinto set, apesar de esticar até o 12×12.
        Agora uma tradição que acho que eles jamais abrirão mão é do branco das roupas dos tenistas. Mas aí não faz diferença para ninguém mesmo, kkk.

        Responder
      4. DANILO AFONSO

        Marcelo F e Luiz Fabriciano, vocês tem razão. Eu pensei uma coisa e falei outra. Realmente antigamente os Masters 1000 eram melhor de 5 sets apenas na final. E olha que eu já acompanhava o tênis nesta época…kkkk

        Abs !!

        Responder
    2. Paulo Almeida

      Jura? Na semifinal de Roland Garros, foi o moleque de 22 anos que botou a língua pra fora e o “velho” de 33 saiu de quadra como se tivesse ficado por lá apenas meia hora. Como explica isso?

      Ele não comemorou os pontos, não minta. Apenas deu uma declaração infeliz com raiva depois da derrota horrorosa pro Sonego dizendo que já havia conseguido o que tinha ido fazer em Viena.

      Não é mentiroso tampouco doido. Ele sempre se alimentou do público contra e as 13 finais que ganhou em cima do velho freguês não me deixam mentir. Aliás, as 3 finais de Wimbledon e a do USO foram as mais evidentes nesse sentido.

      Responder
  19. Sandra

    Dalcim, você já viu algum jogador mais carne de pescoço que o Medvedev? Nadal e Djokovic até são , mas esses já são velhos conhecidos, mas que nem o russo tá difícil, ele cai duro na quadra mas não entrega nada

    Responder

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