Stan vive dia de Stan
Por José Nilton Dalcim
2 de outubro de 2020 às 18:02

Um primeiro set fulminante diante de um garoto francês que nunca havia vencido em nível ATP até segunda-feira. Parecia que Stan Wawrinka teria poucos problemas para garantir o bombástico encontro com Dominic Thiem nas oitavas de final de Roland Garros. Mas Hugo Gaston, de 20 anos e 1,72m, tinha suas armas. Canhoto de boas pernas, usou bem o saibro pesado, encheu o poderoso adversário de curtinhas e mexeu com a cabeça do campeão de 2015.

Não se pode de forma alguma diminuir os méritos do último e certamente menos cotado francês vivo na chave, mas o fato é que Wawrinka viveu aqueles seus dias. Acima de tudo, pecou por insistentes escolhas mal feitas de jogada. Depois, parecia irritado com a quadra pesada e, mesmo tendo empurrado o jogo ao quinto set, estava cada vez mais lento. Não teve o menor poder de reação e levou um ‘pneu’ do 239º do mundo, que foi às lágrimas.

Quem ficou aliviado foi Thiem. Claro que nunca se deve menosprezar qualquer oponente, mas diante do quadro difícil pela frente é muito menos complicado enfrentar um jogador de pouquíssima experiência. Outra vez, o austríaco começou em velocidade de cruzeiro e viu o competente Casper Ruud abrir 3/1. Nenhum tenista gosta de entrar em quadra tão cedo – 11h locais -, o que muda muito a rotina, e sinto que possa ter sido outra vez o caso dele. Quando se sentiu mais à vontade, dominou.

E olha que Diego Schwartzman também deu um susto, não conseguiu segurar a pancadaria desenfreada de Norbert Gombos e viu o eslovaco sacar para o primeiro set. Conseguiu reagir, levou ao tiebreak e só então tomou rédeas da situação. Seu adversário será o italilano Lorenzo Sonego, uma considerável surpresa, nem tanto pelo estilo porém pela cabeça frágil. Ele no entanto venceu dois tiebreaks de Taylor Fritz, um deles de 19-17, e mereceu.

Passeio de Nadal, firmeza de Zverev
Três jogos e apenas 19 games perdidos é a sossegada contabilidade de Rafael Nadal nesta primeira semana. O italiano Stefano Travaglia nem joga mal no saibro mas, como acontece com todo jogador que enfrenta o terror dos efeitos do canhoto espanhol pela primeira vez, não achou jamais um jeito de devolver com qualidade e dar real trabalho. Gostei de ver Rafa bem mais agressivo que nos jogos anteriores.

Seu adversário de domingo será o norte-americano Sebastian Korda, também sem currículo expressivo, que veio do quali, tirou John Isner e atropelou o especialista espanhol Pedro Martinez. Duvido que o filho de Petr Korda roube set de Nadal.

Muito promissor será o duelo entre Alexander Zverev e Jannik Sinner, aí sim dois jogadores que podem competir melhor com o multicampeão. Sascha aparentemente segue bem a cartilha de David Ferrer. Mostrou-se muito sólido mas também oportuno na variação diante do bom Marco Cecchinato. E Sinner, o italiano de 19 anos, segue fora dos holofotes sem perder um único set. Os dois nunca se enfrentaram, o que dá mais tempero.

Doce vingança
Mais uma grande atuação de Simona Halep. Desta vez, atropelou a mesma Amanda Anisimova que a havia surpreendido nas quartas do ano passado, quando buscava o bi em Paris. A romena não deu brechas e obrigou a jovem norte-americana a arriscar, resultando num caminhão de 30 erros, mais de dois por game.

Encara agora a também jovem Iga Swiatek, porém a polonesa de 19 anos e 53ª do ranking já tem estrada. Tenta atingir as oitavas pelo segundo ano consecutivo, em janeiro esteve na quarta rodada do Australian Open e há poucas semanas ganhou dois jogos em Flushing Meadows. Quem vencer, terá pela frente Kiki Bertens, que não sentiu sequelas da maratona contra Sara Errani, ou a surpresa Martina Trevisan.

Elina Svitolina fez outra boa partida e não vê mais cabeças nas duas próximas rodadas. Caroline Garcia, dona de recursos, tremeu de forma irritante antes de vencer outro jogo na Chatrier. Já Nadia Podoroska, de 23 anos, recoloca o tênis feminino argentino nas oitavas, o que não acontecia desde Gisele Dulko em 2011. Venceu já seis jogos, incluindo o quali, e tem chance diante da tcheca Barbora Krejcikova.

Aliás, são três fora do top 100 garantidas nas oitavas: Trevisan (159), Podoroska (131) e Krejcikova (114), com as duas primeiras tendo saído do quali. Krejcikova dedicou a vitória à falecida Jana Novotna, que faria aniversário hoje.

E mais
– Soares e Pavic ganharam a segunda partida e estão nas oitavas de duplas. Agora vêm os sempre perigosos Jean Rojer e Horia Tecau. A chave prevê cruzamento na semi contra os cabeça 1 Cabal/Farah.
– Stefani e Carter também avançaram e irão reencontrar a mesma parceria japonesa que ganharam no US Open, Ayoama/Shibahara. O perigo maior está nas eventuais quartas contra as cabeças 1 Hsieh/Strycova.
– Djokovic tenta a 11ª presença seguida em oitavas de Paris, o que igualaria o recorde atual de Nadal e Federer.
– Bautista e Carreño já fizeram semi de Slam, mas longe do saibro: um em Wimbledon, o outro no US Open.
– Garin pode ser primeiro chileno na quarta rodada de um Slam desde Fernando Gonzalez no AusOpen-2010.
– Dimitrov tenta pela quinta vez chegar enfim nas oitavas de Roland Garros.
– Monteiro perdeu o único duelo para Fucsovics, no saibro de Munique, no ano passado, mas foram três duros sets: 6/7 6/4 6/3.
– Há mais duas meninas fora do top 100 na rodada deste sábado: Irina Bara (142) e Clara Burel (415).
– Kvitova, 11º, e Fernandez, 100º, fazem pouco comum duelo de canhotas em Roland Garros.


Comentários
  1. Marcelo

    Bela participação do Thiago Monteiro. em RG. Perdeu para um jogador carne de pescoço. Eu não vi o M. Fucsoviz hoje, mas já assisti jogos anteriores dele e me parece uma derrota “normal” a sofrida hoje.

    Duas perguntas bem aletórias, Dalcim:
    – Você acha que em condições normais o Sinner teria alguma chance contra o Nadal este ano em RG (qual a porcentagem de cada um se um confronto ?
    – Há muitos casos de tenistas mais novos ‘deslumbrados’ com fama e namoradas no circuito e perdendo o foco? E se historicamente isso sempre foi comum de ocorrer no circuito.

    Mais uma excelente postagem, como sempre. TExto de alta qualidade!

    abç!

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, é bem normal se ter uma certa dificuldade em lidar com a fama, os holofotes, o assédio de uma forma geral. Por isso é importante ter uma equipe experiente por trás, e no caso de Sinner ele tem o Riccardo Piatti. Acho que, apesar de sua qualidade, seria uma tarefa dura para o Sinner cruzar com o Nadal em Roland Garros, mas não acho que ele não tenha chances. Seu backhand é muito forte, tem ótimo físico e parece não temer os grandes.

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  2. Sérgio Ribeiro

    De TODAS as quadrifinalistas do USOPEN 2020 , NENHUMA atravessou pra segunda semana de RG 2020 . Todos sabíamos de se tratar de uma Temporada atípica , e que muita coisa poderia acontecer. Os irritantes resultadistas de plantão , e que SEMPRE desdenharam da Next Gen , agora numa posição pra lá de covarde , querem aposentar de vez todos os trintões ou não que perderam pros garotos . Ou seja , copiam o babaca do Wilander. Nem o polêmico Big Mac se atreveu a tanto. Talvez porque também perdeu bastante pra “ Next Gen “ de sua época. Dito isto , parece bem claro que Novak além de estar se polpando bastante , está sendo bastante inteligente treinando a exaustão as curtinhas. Os caras que o mandaram pra casa OITO vezes ( 6 o Touro e 2 Thiem ) , além de principais oponentes, jogam bem longe da base . Esse cara inteiro numa FINAL, sei não… Abs!

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  3. Alessandro Siqueira

    Eis que Djokovic acabou de superar Federer como o segundo jogador com mais vitórias em RG. Mais uma marca destacável na vitoriosa carreira do sérvio.

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  4. Paulo Almeida

    E, pra comemorar o espetáculo que o Serbinator acabou de nos proporcionar, vou de Live Evil do Black Sabbath, primeiro álbum ao vivo oficial da banda. O Dio inclusive diz “Finally, a live album from Black Sabbath” no início de Heaven and Hell.

    Como é bom ver o cara cantando os clássicos da fase Ozzy War Pigs, Iron Man, N.I.B., Black Sabbath, Children of the Grave e Paranoid, além de seus próprios clássicos Neon Knights, Children of the Sea, The Mob Rules, The Sign of the Southern Cross, Voodoo e Heaven and Hell (claro!).

    Geezer Butler e Tony Iommi também fazem exibições de tirar o fôlego e Vinny Appice (irmão mais novo do Carmine) também não deixa por menos.

    Um dos melhores álbuns ao vivo da história!

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  5. Denis

    Dalcim, acho muito pertinente esse comentário em relação a como os jogadores que enfrentam o Nadal pela primeira vez sofrem para se adaptar aos golpes do touro. Você tem alguma estatística em relação a isso? Sabe dizer Quantos jogadores conseguiram vencê-lo no primeiro confronto?

    Ps: Parabéns pela cobertura de roland garros, como sempre o tênis Brasil vem dando um show de conteúdo.

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    1. José Nilton Dalcim

      Obrigado de toda a equipe, Daniel. Não, nunca vi uma estatística sobre isso mas sem dúvida seria interessante de se ver. Ainda mais contra os de backhand de uma mão (não foi o caso, mas imagino que seja ainda mais complicado).

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  6. Sandra

    Dalcim são todos os jogadores ou só Djokovic ?? Estou achando que ele está se cansando muito ! Como esses jogadores aguentam sair do qualy , jogando 5 sets e o físico inteiro ? Tem algum jogador que saiu do qualy e ganhou algum grand slam ?

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  7. Maurício Luís *

    “Era uma vez um cearense esforçado e simpático que tentou ir às oitavas de Roland Garros. Não deu certo. Fim. SNIF… ”
    Bom, pelo menos por enquanto ainda temos as duplas pra torcer. Mas pelo apoio que os esportes tem no Brasil (zero) e levando-se em conta a total falta de planejamento e perspectiva, até que os atletas brasileiros fazem milagres.
    A impressão que me dá é que os dirigentes esportivos, a nata pensante do esporte, estão interessados em encher os bolsos de dinheiro, e não em buscar soluções. Futebol inclusive.

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    1. periferia

      Olá Mauricio.

      Aproveitando…
      No próximo dia 7/10 teremos eleição para presidência do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).
      Um dos candidatos é o presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis)….Rafael Westrupp .
      Nada contra as pessoas terem ambições maiores….buscarem cargos de maior importância….é justo.
      Mas também seria bom…. essa mesma ambição fosse acompanhada de um trabalho excelente em sua confederação….
      O que não é o caso da Confederação de tênis….que tem muitos problemas.

      (Paulo Wanderley atual presidente é o favorito para eleição…..mas como a eleição é secreta e temos uma novidade….atletas votando ….tudo pode acontecer)

      Abs

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      1. Maurício Luís *

        A julgar pelo trabalho que o sr. Rafael Westrupp vem fazendo na CBT no tocante ao trabalho de base (acho que nenhum…), eu não votaria nele nem pra síndico do Condomínio Capivara.

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  8. José Eduardo Pessanha

    Cotonetes Paulo Almeida, Paulo F., Luiz Fabriciano, Marcelo Jacareí e demais colegas, Djokovic será campeão com muita tranquilidade. O azar que ele levou nos últimos anos (pegar o Thiem na semifinal) agora passou pro lado do Conan. É só aproveitar, uma chave baba dessas não é todo dia que se pega. Lembrando sempre que tem um velhinho na Suíça só descansando, se preparando para voltar ao seu lugar de direito no ano que vem.
    Abs

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    1. Paulo F.

      Concordo que nunca vi o Djokovic pegando uma chave tão favorável em RG.
      Na torcida para que não desperdice a oportunidade.
      Obviamente jamais retirarei o favoritismo do adestrador de cabras espanhol.

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    2. Luiz Fernando

      Acho q desta vez sua previsão tem uma boa chance de se confirmar, Federer tem uma boa chance de manter o numero 3 do ranking kkk. Abs.

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    3. Paulo Almeida

      Nada disso, Pessanha.

      O caminho ainda é longo até a final, apesar do GOAT estar jogando o fino do fino do tênis. Uma etapa de cada vez.

      Abs!

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    4. Marcelo

      Veja bem. Sou fão e torcedor do suiço. Mas convenhamos: como será que ele volta com 39 anos de mais uma cirurgia no joelho?

      Pra ser muito sincero com vc, não vejo o Federer ‘chegar chegando’ novamente e ganhar AUSOpen.

      Pode acontecer? Claro que pode, mas não aposto um centavo nisso…

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  9. Enoque

    Com a aposentadoria e final de carreira de alguns veteranos, fica a impressão que falta consistência no ténis atual.
    Esses caras estavam sempre chegado nas oitavas, quartas ou semi e dava mais credibilidade nos grandes torneios. Estou falando de:
    Berdyth, Tsonga, Monfils, Gasquet, Ferrer, Verdasco, Feliciano, Murray, Delpo, Wavrinca, Cilic, Fognini, além de outros.

    Responder
    1. Barocos

      Enoque,

      Muitos dos que você citou apresentaram sérios problemas de contusão e tiveram suas carreiras comprometidas. Para piorar, como não estavam no mesmo nível dos componentes do Big4, a geração que surgiu, e o novo sempre vem, tornou a vida muito difícil dentro das quadras.

      Então, a situação é a seguinte: você já não tem mais o mesmo físico, sabe que não tem muito o que fazer contra Nadal, Djokovic e Federer nos grandes torneios e nos médios a nova geração inferniza a sua vida, se você quiser ser competitivo ainda, vai ter que se esforçar no treinamento, o que aumenta a chance de uma velha lesão te incomodar novamente ou que uma nova surja, o que você faria? Tenha ainda em mente que você fez um bom pé-de-meia, ainda é bem novo e pode usufruir muito da vida. Então?

      Como você vê, a vida não é fácil para a elite dos esportes individuais, a não ser que eles resolvam fazer o que todos nós gostaríamos de fazer, apreciar o belo planeta em que vivemos enquanto ainda somos jovens.

      Saúde e paz.

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  10. Rafael Azevedo

    E não é que o Carreño Busta vem fazendo um bom torneio…
    Será que, de fato, baixou o espírito do segundo melhor de Roland Garros nele?

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    1. periferia

      Olá Rafael.

      E tem um encontro marcado contra o Djokovic nas quartas…..e como ele disse que apenas o Nadal está acima dele em Paris…..nas casas de apostas de Correñopolis…..Carreño é favorito.

      Abs

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  11. Luiz Fernando

    Monteiro esteve quebra na frente do MF e se perdeu no final do set1, desperdiçou varias oportunidades. Agora no início do segundo vai errando muito, algo infelizmente esperado após a frustração q deve ter tido no set inicial. Mas o jogo é longo…

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  12. Sandra

    Dalcim você sendo estudioso em tênis , e impressão minha ou essa nova geração já está ficando velha ?? Estou vendo tanta gente nova já na terceira rodada? Italiano, alemão , americano e etc

    Responder
      1. Barocos

        Dalcim,

        É a next nextgen chegando !

        Brincadeiras à parte, vamos esperar o desenrolar da competição, ainda é muito cedo para qualquer avaliação, claro, seria realmente excelente que garotos na faixa dos 20 anos se apresentem como grandes revelações, tal qual como aconteceu com os componentes do Big4.

        A nextgen atual está na faixa de 22 à 24 anos e não, não estou tentando reduzi-los a apenas estes limites, estou apenas me referindo aos jogadores que já são mais do que uma promessa, embora ainda não no nível do que foi o Big4.

        Saúde e paz.

        Responder
  13. Luiz Fernando

    Como cinéfilo, uma das cenas marcantes do filme Casablanca na minha visão foi no final, quando o inspetor vivido pelo Claude Rains, após o Rick matar o oficial alemão na frente dele, diz p os subordinados: Round up the usual suspects. A derrota do Berrettini hoje pra esse alemão jovem vai na mesma toada: estes perdedores de sempre tem q cair fora mesmo, esse italiano é outro do time do Cilic atual, do Wawrinka pós contusão e do Nishikori, são caras q não estão ali p disputar, são caras q estão ali p perder. Que deem lugar pra quem tem no mínimo mais gana e vontade de tentar vencer Esse alemão me pareceu “marrento”, brigador, antes um jogador assim do q os molóides q levam pneu de gente q entra por convite no torneio…

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    1. Sérgio Ribeiro

      Na boa, L F . Comente suas perspectivas antes dos jogos . Você se tornou diretor do INSS há muito. Somente comenta resultados e sempre com o intuito de desconstruir. Tentou até com Federer o que dirá de Berretini ainda em início de carreira ? Será que o mico que pagastes com Stan Wawrinka não foi o suficiente ? Não é agora depois de cirurgias e em final de carreira que você vai apagar o brilhantismo de nenhum deles. Abs!

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Ps. Se Jimmy Connors tivesse ouvido comentaristas como você jamais chegaria aos 109 ATPs . Perdia pra todos os Next Gen da época. Jamais venceu uma partida de Wilander. Abs!

        Responder
      2. Luiz Fernando

        Eu comento o q eu quero e sua opinião pra mim não faz a menor diferença. Exponho o q eu penso, o q nem sempre coincide com o q vc e outros pensam, simples assim. Talvez um dia essa sua mente privilegiada entenda essas questões simples… Quanto ao Connors, compara-lo com estes caras q eu citei é uma verdadeira heresia, mas vindo de um cara como vc não me surpreende…

        Responder
        1. Sérgio Ribeiro

          Heresia Connors ? O cara se você não sabe jogou 4 anos sem vencer um simples Torneio. E foi até aos 44 . Não teve nenhum babaca como Wilander e seus Blue Caps pra dizer que ele deveria dar lugar aos jovens. Sua simples presença era suficiente . É óbvio que você não vai entender nunca . Queria aposentar até Federer … Abs!

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  14. Rubens Leme

    Como coloquei esse comentário em um post antigo, sem querer, repito aqui. Me desculpe o erro…

    Seu comentário está aguardando moderação.

    Dalcim, todos os jogos que vi até agora foram apitados por mulheres, muitos pela mesma árbitra, Mariana Veljovic. Por acaso, existe alguma determinação de serem mulheres apitando jogos dos homens ou é só coincidência minha em pegar essas partidas? Quer dizer, eu até estou gostando porque a Mariana é muito bonita.

    Sobre o Kevin Anderson, parece que 2020 vai ficar marcado pelo ocaso destes grandes jogadores acima de 30 anos, mas que passaram por cirurgias ou possuem problemas físicos crônicos. Ele mal se mexia em quadra contra o Rublev. Tá certo que ele nunca foi um exemplo de mobilidade do alto de seus mais de 2 metros e 100 kg, mas era nítida a lentidão e a dificuldade em se mexer. E viver só do primeiro saque e forehand pesado contra a nova geração não é mais suficiente.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que existem mesmo neste ano mais mulheres na cadeira do que homens, mas não existe qualquer regra ou determinação sobre isso.

      Responder
  15. Vitor Hugo

    Dalcim, não sei se vc concorda, mas acho que Rublev tem mais condições HOJE de ir longe no torneio do que Tsipas. Apesar de inferior tecnicamente ao grego, o russo me parece mais maduro(Não dá tanto piti qt antes) e embalado pelo título em Hamburgo. Hj atropelou o Anderson! Acho que vai fazer semi no torneio.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ele se vira melhor numa quadra mais lenta que o grego, isso é inegável. Também existe a questão emocional. Enquanto o russo está muito bem na temporada, Tsitsipas vem de uma sucessão de frustrações.

      Responder
  16. Luiz Fernando

    Dalcim com certeza vc já deve ter visto esse Altmeier jogar, mas eu não. Me surpreendeu muito. Claro q hj deve estar num dia inspirado, mas me parece bem superior ao italiano nesse tipo de piso. Além de ter uma movimentação ímpar. E com bom BH…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, não tinha visto ele jogar antes desta semana. Vi dois jogos dele e realmente surpreendeu pela consistência mesmo tendo backhand de uma mão.

      Responder
      1. Gume

        Bom dia mestre.

        Ninguém tinha visto este alemão jogar. Se o site da ATP estiver correto, o w/l dele marca 2/4, ou seja, ele jogou somente 6 partidas nível atp na carreira antes de RG.

        Abraços.

        Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      O Alemão até agora jogou 8 partidas ATP e perdeu 4 . Contra 63 de Berretini . O Italiano bateu Bautista e Krajinovic em suas duas conquistas exatamente nesta superfície. E a outra foi na Grama pra cima de Aliassime. Em novembro Berretini irá completar um ano dentro do TOP 10. Abs!

      Responder
        1. Sérgio Ribeiro

          Tem a ver tudo , guri. Ele’ é mais competitivo do que o mane’ pensa . Suas respostas conseguem ser piores que seus comentários kkkkkkkk Abs!

          Responder
  17. Carolina

    É ótimo ver a Garcia e a Ostapenko vencendo jogos importantes novamente. Fico na expectativa para ver o quão longe elas chegam.
    Mudando de assunto, a Nadia Podoroska e a Fiona Ferro se parecem fisicamente ou é apenas impressão minha?

    Responder
  18. Marcilio Aguiar

    Caro Dalcim, por favor, permita-me essa mensagem fora do assunto tenis.

    Prezado periferia!

    Você é um amante da sétima arte e sempre nos traz informações preciosas sobre filmes. Há alguns anos eu escrevi dois textos que pretendem ser singelas homenagens ao cinema.

    O primeiro, “O milionário”, trata de reminiscências da minha relação com o cinema itinerante e bissexto da minha cidade natal, durante a infância e inicio da adolescência.

    O segundo, resultou em uma fantasia, uma estória meio caótica, que teve como guia os títulos em português de vários filmes que assisti (a quase totalidade) e outro sobre os quais li resenhas. Procurei, na medida do possível, ser fiel à forma como os títulos foram grafados nos cartazes. Como alternativa, também utilizei as palavras dos títulos em ordem invertida e em formas derivadas. Também há alusão a filmes, através de citação de personagens ou de cenas. O texto é muito longo (6 páginas) e não vem ao caso reproduzi-lo aqui.

    Vai uma amostra dos dois primeiros parágrafos. Se você e mais alguém quiser e tiver a paciência de ler, seguem links para os textos completos no Google drive.

    “Luz, câmera, ação (mil e uma cenas).

    A minha amiga Alice não mora mais aqui. Como eram divertidas as festas que ela dava em seu apartamento. Ah se aquele apartamento falasse…Frustrado por não encontrá-la, me recusava a voltar para casa. Naquela névoa espessa me vi perdido na noite, vagando como um “Taxi Driver”, sem destino. Depois de horas, perambulava de bar em bar, quando, através de uma cortina rasgada de uma janela indiscreta, vi uma corpo que caía de uma torre infernal!
    Estava em “Chinatown” e andei 16 quadras, fugindo daquele inferno para pegar o último metrô. Distraí-me por instantes quando me vi encurralado em uma rua escura sem saída. Um porteiro da noite, de aspecto tenebroso, estava de pé em frente à última casa da rua, em atitude ameaçadora para quem se aproximasse. Em pânico, lembrei-me que era uma sexta-feira treze, por volta da meia noite. Fantasmas antigos vieram à mente, até aquele da velha ópera abandonada. Somente sombras e escuridão ao redor. Outras sinistras figuras das trevas povoavam meus pensamentos. O que mais desejava era encontrar um caçador de monstros como Van Helsing ou até um padre exorcista que me livrasse daquele aperto. Acossado, tentava fugir a qualquer custo daquela perturbação, o que estava se tornando missão impossível….”

    https://drive.google.com/file/d/1MWlCjvk7jKDPNtmmZlbQsd57FD6JmUKl/view?usp=sharing

    O milionário:

    https://drive.google.com/file/d/1lEqDtxbIB4T1MZKg2LwFyyLSU4UzQOC4/view?usp=sharing

    Saudações.

    Responder
    1. periferia

      Olá Marcilio

      Começou bem….quem começa por Scorsese sempre começa bem…rs.
      Para alguém como eu….seu texto me trouxe recordações.
      Como O Porteiro da Noite….um filme da magnifico da cineasta Liliani Cavani…que assisti em uma época distante….quase em um tempo onde eu não era eu ( o Periferia era diferente de hoje…e espero que diferente amanhã)
      Ou Os Olhos de Laura Mars com Faye Dunaway (faz tempo que não o vejo).
      Lendo ….fico com vontade de revisitar Fellini….Altman…Godard..Truffaut.
      Uma bela homenagem.

      O Milionário não tem como não lembrar de Totó e Alfredo (é o “meu” filme predileto).
      Não tem como não lembrar os primeiros filmes….o impacto daquela tela imensa nas fantasias de um garoto.
      A arte é transformadora (assim como o esporte).
      Devo muito ao cinema como indivíduo.
      Fico feliz de ver que o cinema ainda tem lugar na construção de nossas vidas.
      Muitas vezes não reparamos….mas usamos um filme….uma música…um livro para “marcar” um momento de nossas vidas.
      Quando ouvimos determinada música (filme…livro) lembramos de onde estávamos e o melhor…com quem estávamos.

      Poderia gritar “Alfredo….Alfrefo”
      Mas hoje vamos de “Marcílio….Marcilio”

      Agradeço imensamente vc ter compartilhado .
      Gostei muito

      Responder
      1. Filipe Fernandes

        Caro Periferia,

        Que coincidência, mencionamos e recordamos o mesmo filme na resposta ao caro Marcílio! “Cinema Paradiso” é daquelas obras que fazem o coração balançar, profunda a carga de nostalgia que ele nos permite sentir. Aliás, na última vez em que fui ao cinema tive a felicidade de assistir ao romântico e, em certa dose, melancólico “New York, New York”, numa mostra dedicada à obra inteira do Scorsese ocorrida no início deste ano, antes da eclosão da pandemia, no Palácio das Artes, em BH. Ter acompanhado, num sábado de noite fria e agradável, os encontros e desencontros entre uma lindíssima Liza Minelli e um elétrico Robert De Niro foi mágico (experiência gratificante que nem as luzes inoportunas e mal-educadas de alguns aparelhos celulares foram capazes de estragar). O cinema é sempre um lugar de sonhos. Muita saudade de estar novamente em uma sala escura diante de um projetor.

        Um grande abraço, caro Periferia.

        Responder
        1. periferia

          Olá Filipe

          Verdade….coincidência agradável.
          O cinema como conhecemos….acho que não veremos mais….o novo sempre vem….e não sei dizer se é bom ou ruim…..será diferente essa relação.
          De certo modo estou como Lord Cigano (José Wilker) em Bye Bye Brasil …
          Lord Cigano viajava com sua caravana Rolidei …e quando chegava em alguma pequena cidade …observava se as casas tinham antenas (televisao)…
          Se a televisão estava naquela cidade….o show dele seria um fracasso completo…concorrência fortíssima.
          Mesmo fazendo nevar no sertão…..ele não conseguiu vencer o novo.
          Estamos em um momento parecido…

          Abs….fique bem

          Responder
    2. Filipe Fernandes

      “… eram milionárias. Não em bens, mas em sonhos, esperança, simplicidade, entusiasmo, amizade e alegria de viver.”

      Puxa, caro Marcílio,

      Quanta ternura e quanto apreço à Sétima Arte e à Vida emanam de suas palavras e de suas lembranças. Tal como acontece muitas vezes com um livro na mão, eu não consegui “largar” a leitura dos seus textos, certamente dois tesouros pessoais inestimáveis.

      A certa altura, lendo o primeiro (cuja amarração incrivelmente inventiva dos títulos me prendeu até a “última sessão” do seu belo enredo), me veio da memória a imagem daquele garotinho chamado Totó, no filme “Cinema Paradiso”, e do apaixonante fascínio que ele exibia tanto na poltrona em frente à tela grande quanto ao lado do seu fiel companheiro, atrás da mesma tela. Assim, intuí que aquele garotinho baiano que jogava bola na rua e aguardava com muita expectativa “o dia” do filme nutria (e ainda nutre) igualmente o mesmo e imenso fascínio daquele pequeno italiano. Foi um misto de surpresa e contentamento o sentimento que me veio ao ler o nome desta obra lá na última página, quando “vocês” seguiam “na direção do edifício”.

      Caro, é sempre com um grande respeito e interesse que leio as suas impressões aqui no Blog, assim como as do caro Periferia e de outros ilustres visitantes deste nobre espaço, e desta vez foi também com incomensurável alegria.

      Obrigado pelo gentil compartilhamento, Marcílio. Um grande abraço e tenha um bom fim de semana.

      Responder
      1. Marcilio Aguiar

        Prezados Periferia e Filipe, muito obrigado pela generosidade de terem lido e comentado. Tenho muito apreço pelas intervenções de ambos nesse espaço. Aprendo muito com vocês e tantos outros, que não vou citar para não cometer a injustiça de esquecer alguém. Forte abraço e muita saúde!

        Responder
  19. Roberto

    Mr. Dalcim, boa noite. Tudo bem!
    Saudações alviverdes!!! Vai palestra!
    Eu estou com a sensação de que vai dar touro x comedor de fígado. Hahahaha vejo o Nole com um desejo de pegar Nadal e fazer história, apagar US. E mostrar ao mundo: sou Novak em qualquer lugar. Ele é o único que tem golpes para bater Nadal ai 2x no currículo se conseguir.
    Abs

    Responder
  20. rafael

    RG parece que ainda não engrenou. Nadal Djoko e Thiem são claramente favoritos. O monstro espanhol , mesmo com as vitórias, não me parece tão favorito assim. Acho que a final sera Djoko x Thiem. O que acha mestre? Espera algo diferente?

    Responder
  21. Rubens Leme

    Poucos artistas no rock passaram por tantos estilos ao longo da carreira deixando sua marca em todas elas. No início, era apenas um cantor de um dos grupos de rock de garagem, sonhando em ser poeta, que tocava sax, timido e que administrava um negócio de lavador de janelas (tinha até empregados), quando aos 18 anos incompletos escreveu “Gloria” e fez do Them um dos pais do rock irlandês e britânico, por extensão.

    Após dois anos e incontáveis brigas, foi levado para Nova York com um contrato com uma pequena gravadora (Bang!), onde gravou seu primeiro disco, Blowin’ Your Mind. Odiou o disco e ficou preso a um contrato pela viúva do dono do selo que o culpou pelo estresse que matou seu marido, Bert Berns.

    Sem dinheiro, sem emprego e sem poder tocar em clube algum – Berns tinha ligação com a Máfia e quem o contratasse como cantor poderia acabar ir dormindo com os peixes -, ainda sofreu uma ameaça de deportação por parte da viúva rancorosa e só foi salvo graças a um casamento providencial com a artista Janet Planet.

    O casal se mudou para Cambridge e ao ser convidado pela Warner para gravar um novo disco, viu-se preso ao contrato antigo. Para escapar, assinou um contrato maluco onde era obrigado a entregar três músicas por mês para o antigo selo. Entregou as 36 canções, todas feitas em uma única sessão, que saíram no disco New York Sessions ’67 (não me perguntem se tenho, não façam perguntas óbvias!).

    Assim, em 1968 lança um disco intimista, só com instrumentos acústicos, falando de seus primeiros anos em Belfast: Astral Weeks. O disco vende pouco, mas o estabelece como músico respeitado e abre as portas para uma enxurrada de clássicos. Em 1970, começa a mudar sua carreira fazendo uma mescla de rock, soul e jazz e lança dois clássicos em poucos meses, Moondance (o primeiro CD que comprei) e His Band and the Street Choir.

    Em 1971, já morando em Woodstock, Nova York, vivendo basicamente no campo, bulcólico, longe dos agitos e levando uma vida que sua esposa considerava insuportável, onde se vestia com roupas estranhas e praticamente não saía de sua propriedade, com exceção para fazer shows, lança outro LP espetacular: Tupelo Honey.

    A faixa título teve várias covers, deu nome a uma pequena elefantinha nascido no Zoo de Houston, em 2010, e foi tema do filme Ouro de Ulisses, com Peter Fonda vivendo um papel de pequeno produtor de mel que lhe deu uma indicação ao Oscar.

    Um disco arrebatador, com todos elementos que fez dele, George Ivan Morrison, um dos grandes nomes da música dos últimos 60 anos. Longa vida ao diminuto (1,55 m) grande bardo, Van Morrison!

    https://www.youtube.com/watch?v=VX2_HahKoe4&list=PL9kqbtoCqwiGzemdlW9ggoGgwMdzBEP2R

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  22. Marcilio Aguiar

    Hoje infelizmente não consegui ver qualquer jogo, com exceção dos dois últimos sets do Thiem x Rudd. Além de trabalhar feito um camelo, fui ao médico cuidar da panturrilha lesionada, quando fui correr em uma bola curta em um joguinho de duplas com vizinhos de condomínio Vim aqui para me atualizar e vejo essa surpresa do Stan já eliminado de forma acachapante e melancólica. Estava indo tão bem… Acho que não vai ter zebra. No final o Nadal vence.

    Responder
  23. Rubens Leme

    Stan é muito grande e acidentes acontecem. Afinal, como ensinou o grande pequeno bardo Van Morrison, haverá dias como este.

    PS: no clip aparece uma linda loira tocando sax. Trata-se de Kate St. John, que nos anos 80 fez parte do trio Dream Academy, descoberto e produzido por David Gilmour e que deixou alguns hits, entre eles o clássico “Life In A Northern Town.

    Kate era uma das paixões inalcançáveis na minha adolescência.

    https://www.youtube.com/watch?v=3UUWkr4FUlo

    When it’s not always raining
    there’ll be days like this
    When there’s noone complaining
    there’ll be days like this
    Everything falls into phase
    like the flick of a switch
    Well my momma told me
    there’ll be days like this

    When you don’t need to worry
    there’ll be days like this
    When noone’s in a hurry
    there’ll be days like this
    When you don’t get betrayed
    by that old Judas kiss
    Oh my momma told me
    there’ll be days like this

    When you don’t need an answer
    there’ll be days like this
    When you don’t meet a chancer
    there’ll be days like this
    When all the parts of the puzzle
    start to look like they fit
    Then I must remember
    there’ll be days like this

    When everyone is upfront
    and they’re not playing tricks
    When you don’t have no freeloaders
    out to get their kicks in
    When it’s nobody’s business
    the way that you wanna live
    I just have to remember
    there’ll be days like this

    When noone steps on my dreams
    there’ll be days like this
    When people understand what I mean
    there’ll be days like this
    When you bring out the changes
    of how everything is
    Well my momma told me
    there’ll be days like this

    Oh my momma told me
    there’ll be days like this
    Well my momma told me
    there’ll be days like this
    Oh my momma told me
    there’ll be days like this
    Oh my momma told me
    there’ll be days like this

    Responder
  24. Rafael Azevedo

    Wawrinka frustrou a tão aguardada oitavas de final com o Thiem…
    Eu acompanhei a partida pelo “LIVE scores” do site do torneio. Lá, tem um gráfico temporal, que mostra como os pontos foram conquistados. Em casa game, tinha no mínimo 2 UE (Unforced Error) do lado do Wawrinka. Assim, é complicado.

    Responder
  25. Sérgio Ribeiro

    Depois da Cirurgia, já aos 35 , numa temporada pífia ( pulou até o USOPEN) , não dava pra entender colocar STANIMAL como um dos candidatos . Mesmo assim entrou sem convite ( TOP 17 ) , e nos brindou com momentos de pura arte com seu Back poderoso. O Next Gen de 20 , tinha suas armas como muito bem descritas no Post. E vai tentar de novo as curtinhas contra Dominic . Mesmo com seu jogo de pernas espetacular, o Austríaco precisa ficar esperto. E Zverev depois do susto da última parece ter ouvido Ferrer . Jogou de maneira mais consistente. O jovem Italiano confirmou e e’ perigoso pois não tem nada a perder. Rafa ainda não pode estrear rs , mas está mesmo encurtando os pontos. Mantenho a previsão de antes do Torneio. Quatro ou cinco Next Gen e os três favoritos farão as Quartas . Embora Dieguito esteja doidinho pra me complicar rsrsrs. Abs!

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  26. Maurício Luís *

    Parece que o Diego Schwartzman começa a fazer escola. Esse francês que ganhou do Wawrinka tem uma estatura nada espetacular. Até me lembro de uma declaração do argentino numa entrevista: ” O tênis não é só para os altos”. Eu acrescentaria: o tênis de alto nível não é só para os altos.
    Davi Ferrer que o diga. Foi campeão de Master 1000, finalista de Rolanga e chegou a ser 3 do mundo.
    Mudando de pato pra ganso, a Karolina Pliskova jogando e o Milton Nascimento cantando… não sei qual dos dois é o mais “animado”.

    Responder
    1. Yan Savietto

      Acredito que a questão da Pliskova seja a personalidade dela mesmo, uma pessoa mais fria com os sentimentos, tanto na parte de comemorações, quanto nas reclamações. Eu gosto disso, pra ser diferente de 90% dos tenistas da ATP e WTA que reclamam por qualquer erro mínimo. Aliás, aprecio muito mais o estilo de jogadores mais “frios” dentro de quadra, talvez também pro refletir minha própria personalidade. Abraços !!

      Responder
    2. Willian Rodrigues

      Esse aparente “desânimo” do Milton Nascimento, apenas evidência o quão pouco ele se esforça para apresentar seu canto. Rrrsss…
      Suave na nave… É um verdadeiro monstro, um dos maiores intérpretes brasileiros. Em minha humilde opinião, supera até mesmo Djavan.

      Responder
  27. Yan Savietto

    Essa pergunta é tanto para o excelente Dalcim, que tem o melhor blog sobre tênis da internet, quanto pra quem gosta de estatísticas: Já houve algum GS no qual os 32 cabeças de chave chegaram todos nas 8as de final ?? Essa é bem complicada, quem quiser a resposta vai ter que pesquisar muito rs Abraços a todos frequentadores do blog e ao Dalcim !!

    Responder
  28. Miguel BsB

    Eeee Stan! Assim não dá! Rs
    Como o cara pode ter um tênis desses e perder uns jogos bobos?
    Assisti ao primeiro set e ele estava no modo Stanimal…espancando a bolinha, acertando tudo, deixando o adversário sem reação. O francês,sem experiência alguma em alto nível, me pareceu tb sem armas pra incomodar o suíço…
    Fui jogar minha duplinha de sexta e, dps, fico sabendo que o jg foi paralisado pela chuva, e, na volta, o suíço perde a partida com um 6×0 no 5. Realmente, difícil acreditar no Wawrinka nessa altura do campeonato, principalmente do seu físico, e, nao é surpresa, de seu mental oscilante.
    Estão comparando e aposentando aí (por “coincidência” ,um mesmo participante que há uns anos atrás gostava de aposentar o Federer) uns jogadores mais veteranos. Acho que o colega deve trabalhar no INSS rs
    Só digo uma coisa. Enquanto o Wawrinka souber e puder empunhar uma raquete e jogar uns games que sejam, eu estarei assistindo, pq o tenis do cara é lindo de se assistir…esquerda igual à dele não se vê em toda esquina não….

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Que susto , Miguel. Salvou tudo no final do comentário. Nunca foi o mesmo depois da Cirurgia, mas mesmo aos 35 , ainda nos reserva momentos sublimes de Tênis. Fiquei puto quando ele teve que pular o USOPEN. Deixa quieto Stan The Man !!! ABS

      Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Pois é, Miguel.

      Sou e sempre serei fanzaço do Stan e do seu jogo.

      Mas é inacreditável a capacidade dele de jogar qualquer partida na privada e dar descarga…

      kkkkk

      Mesmo o quarto set que ele acabou vencendo foi uma disputa de quem jogava pior.

      Com várias quebras de ambos os lados…

      Responder
  29. Daniel C

    Muito bom ver mais um talento aparecendo (Sinner). O circuito esteve muito carente de bons jogadores nos últimos 10 anos, facilitando demais a vida de Nadal e Djokovic.

    E como eu já enjoei de sempre os mesmos vencendo os GS, farei como no US Open e torcerei por uma final sem Nadal e Djokovic. Que seja Thiem x Tsitsipas/Rublev. Essa garotada que tem mais potencial precisa começar a ganhar uns títulos grandes para tirar o peso das costas e jogar com mais tranquilidade contra o Big 3 a partir de agora e sobretudo ano que vem. O circuito ficará mais interessante assim.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Realidade: desesperado porque todos os recordes do Federer serão derrubados, exceto o de semanas consecutivas, que é o menos importante de todos. Aliás, h2h entre GRANDES com várias finais e semifinais disputadas vale muito mais do que isso.

      Responder
  30. Rodrigo S. Cruz

    E amanhã teremos sessão DIAZEPAM na quadra Suzanne-Lenglen:

    Roberto Bautista-Agut versus Pablo Carreno.

    uffffffs!!!

    Será que tem como ficar mais aborrecido?

    Esse eu “agarantio”, viu:

    Sedação garantida ou teu dinheiro de volta…

    Responder
    1. Maurício Luís *

      Seção Diazepam é boa… Só não digo que todo mundo vai dormir porque o Bautista-Agut + parece o mordomo Tropeço dos Adams, então pode ser que alguém se assuste com algum close.

      Responder
  31. Lucas Leite

    Dalcim, achei os confrontos de hoje meio decepcionantes, você também? Thiem viu um Casper Ruud que até tentou no começo mas depois não fez muita resistência ao austríaco e mostrou clara vulnerabilidade no backhand, dando um amplo domínio ao Thiem. Cecchinato errou muito no jogo contra o Zverev, entregou o primeiro e o último set de bandeja e não conseguindo se manter sólido nem quanto esteve a frente no placar e sacando para o set. Anisimova, que muito fez no ano anterior, dessa vez, pareceu não encontrar nenhum plano tático que incomodasse a Halep. Confrontos que prometiam e acabaram sendo monólogos de um único jogador. Fiquei com a sensação de que foi tudo “morno” demais. O que você acha?

    Responder
  32. Rodrigo S. Cruz

    Dalcim,

    o nosso querido Stan Wawrinka é uma figura indecifrável, não?

    Como é pode um cara possuir um talento tão imenso, e escolher tão mal as jogadas? (rs)

    Tudo que é pangaré do circuito tem seu dia de estrela, quando o Stan começa a errar assim…

    Na próxima rodada esse Gaston será TRITURADO pelo Dominic Thiem.

    Responder
    1. Marcelo F

      Com todo o respeito, não acho o talento de Wawrinka tão imenso assim.
      Como o comparam com Murray, por causa dos 3 GS de cada, considero o escocês mais habilidoso.
      Gosto de Stan, mas acho ele bem perto de ser um “marreteiro com talento”, do tipo Berdych, Delpo, Soderling…
      Ele é talentoso, lógico, mas não tanto como Fognini, Dimitrov, Tsitsipas, Kyrgios, pra ficar só em quatro.
      Não é voleador, não usa muitos slices, não é bom devolvedor.
      Enfim, cada um com sua opinião.

      Responder
      1. José Eduardo Pessanha

        Definição perfeita: marreteiro com talento. E a tão propagada esquerda do Ursinho Carinhoso é inferior à do Federer no bloqueio do saque, no slice defensivo e no slice ofensivo. Realmente, é superior no ataque, muito mais devido à potência do que qualquer outra coisa. E, sim, Murray é BEM mais habilidoso do que o Wawrinka.
        Abs

        Responder
  33. Paulo Almeida

    Eu tinha dito que o Chico Bento não era confiável: é mais um suíço com mental de geleia que sequer pode ter a carreira comparada com a do Andy Murray.

    Bom, mas esse daí pelo menos conseguiu ganhar alguma coisa relevante do GOAT depois de 2011, enquanto o outro foi destruído três vezes na sua suposta casa, além de levar 21×10 no h2h e 10×2 em Grand Slam nos últimos dez anos.

    O craque sérvio rei da grama, do hard e do tênis em geral e nem o rei do saibro teriam perdoado a “sofrência” do Thiem hoje. É bom ele se ligar.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Mais um brilhante comentário de um verdadeiro “ amante “ do Esporte. Como alguém vence tudo que venceu ( inclusive as cirurgias ) , pode ser citado como tendo um mental de geleia ? E já no ocaso da carreira aos 35 ? Na boa , você e seus bagres são quem possuem tal mental sem dúvida alguma caro Piloto rs Abs!

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Simples, Ribeiro.

        Em 95% de sua carreira, o mental de geleia do Estanislau falou mais alto do que seu “talento” e seus erros grotescos.

        Obrigado pelo brilhante!

        Abs.

        Responder
      2. Bruno

        Caro ,Sérgio
        Hj em dia já levo os comentários do Paulinho numa boa.
        É tudo sacanagem dele,pois não existe no mundo um idiota desse nível.

        Responder
  34. Edgard Upinho

    Vejo o nadal bastante ganhável nesse . Seu primeiro saque segue bastante abaixo dos rivais. Acho que Thiem finalmente conseguirá bater o espanhol caso se enfrentem. E você, Dalcim, até aqui, acha que alguém tem favoritismo pra conquistar o título? eu aposto no Thiem.

    Responder
  35. Roberto Rocha

    Nadal se cansaria mais batendo bola contra uma parede… o masculino está começando a ficar parecido com o feminino. Jogadores bizarros, fraquíssimo, que só faltam pedir autógrafos aos maiores. Teve até jogador que enfrentou Djokovic usando tênis com a imagem do mesmo… Em todo caso, Nadal não leva esse título se precisar enfrentar Thiem e Djokovic em seqüência. Seu corpo nao agüenta mais esse tipo de maratona…seriam 5 horas em cada jogo. Salvo um desastre, Djokovic x Thiem farão a final. E devido ao desgaste do austríaco, título do sérvio.

    Responder
    1. Flávio

      Concordo com o nobre colega José, mas mestre Dalcin o Warinka deu uma vacilada ou também o italiano jovem jogou bem, mas com tudo isso o jogador do nível do Warinka tomar um pneu para um novato é meio decepcionante, né e seria interessante um confrontro ente Warinka xThiem, mas não deu ,então concorda mestre? Abraços.

      Responder
      1. José Nilton Dalcim

        O garoto é francês, não italiano. Acho que o Gaston fez a sua parte, brigou o tempo inteiro e achou um jeito de incomodar o Wawrinka.

        Responder
  36. Augusto

    Dalcim, com essa notícia do encerramento do circuito WTA esse ano em Outubro após Roland Garros, como fica a situação das brasileiras na Europa? Vai continuar acontecendo Futures e Challengers por lá até o final do ano ou o circuito feminino 2020 vai encerrar por completo?

    Parabéns pelo blog!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O calendário que está no site da ITF prevê vários torneios ainda. Acredito que seguirá pelo menos até começo de novembro, Augusto. E obrigado!

      Responder
  37. Marcelo Calmon

    Jogos bem chatos o do Nadal e do Zverev. Amanhã deve ser a mesma coisa com o Djoko.
    Depois das contusões do Wawinkra, nunca esperei grandes resultados dele. Lógico que pode aprontar algo ainda, mas não creio.
    Engraçado, não achei que a Garcia tremeu. Perdeu o saque para fechar o jogo, mas não se abalou e quebrou a belga de novo. Dificuldade para fechar jogos sempre é natural, ainda mais num jogo parelho. Realmente errou um smash ridículo. Mas não vamos esquecer que Federer perdeu 2 MP no saque, na grama que ele tanto gosta, numa final de Slam. Ele tremeu também ? E pior, não se recuperou.
    Existe algum registro de quanto um tenista correu numa partida ? A ATP faz essa estatística ?
    abs e vamos de Monteiro amanhã. Aliás li que o Fucsovics num jogo ficou pulando corda entre o 2º e 3º sets de uma partida. Acho que foi até na única partida que jogou contra o Monteiro.

    PS: Existe algum registro de quanto um tenista correu numa partida ? A ATP faz essa estatística ?

    Responder
  38. Vitor Hugo

    Vai pintando a final antecipada do torneio, Thiem x Nadal. Se bem que, acho que Sasha vai dar trabalho pra Rafa…
    Se o duelo entre Dominic e Nadal fosse hoje, apesar do currículo irretocável do espanhol em Paris, creio que o austríaco venceria em 5 sets.

    Responder
  39. Sandra

    Dalcim, qual o prazer de um jogador já consagrado jogar Roland Garros? Nunca vi um torneio tão avacalhado ! Chove , não tem quadra, acaba os barnabes sendo prejudicados ! Até o Us open e mais organizado

    Responder
    1. Efraim Oliveira

      Ah, claro! Os outros slams não têm jogos atrapalhados pela chuva… Fala logo que você odeia Nadal rsrs.

      Queria ver alguns odiarem tanto Roland Garros se fosse um brasileiro ganhando por lá.

      Responder
  40. FILIPE

    Eu não vi o jogo do Nadal hj, mas assisti os dois primeiros. Bom, Nadal é o rei do saibro, mas achei o primeiro saque frágil e me pareceu com mobilidade menor. Assisti o Thiem hj e me impressionou a forma como aumentou o nível diante de Casper Ruud. Por outro lado, a forma com que o Sérvio está jogando aliado ao seu estado anímico confiante de quem ainda não perdeu um jogo esse ano habilita o sérvio ao título.Olha, meu palpite é Thiem x DJoko na final.

    Responder
  41. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,vejo entrevistas do Thiem citando um possivel desgaste vindo do us.open,até mesmo da parte mental…Acha que é um pouco para tirar a pressão ou realmente pode pesar numa semi contra nadal ou final contra djokovic?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho natural ter o desgaste, porque foram muitas emoções e um esforço gigantesco. Mas talvez ele esteja valorizando um pouco.

      Responder
      1. Carlos

        Oi Dalcim,
        Aproveitando esse comentario do Paulo, já teve algum jogador clássico de saque/voleio que tenha triunfado em RG nos últimos 40 anos? Sei que faltou muito pouco pra que Edberg e McEnroe conseguissem, Stich tb fez final e outros sacadores/voleadores clássicos como Sampras, Rafter, Becker, etc, fizeram semi mas teve algum sacador/voleador clássico que conquistou RG?

        Só mais uma: na sua opinião, como vc explica que jogadores que ficavam mais no fundo de quadra como Hewitt e Agassi (só pra ficar em dois ex-n°1) tiveram tanto sucesso em quadras mais rápidas como grama, carpete e hard e menos ou quase nada no saibro? O estilo do Agassi era perfeito pro saibro, fez 3 finais em RG mas fico com a impressão que seria absolutamente normal ele ter vencido mais 1 ou 2 RG….o caso do Hewitt é pior ainda, nem chegou perto de vencer RG ou qualquer M1000 no saibro mas acho que o jogo dele tb encaixava muito com o piso e menos com a grama e hard, no entanto ganhou Wimbledon e US Open…
        Obrigado e abç.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Acho que o único jogador mais de saque-rede a ganhar foi o Yannick Noah, em 1983, ainda que ele também tenha tido que fazer adaptações. Também não se pode esquecer de Fededer em 2009, embora ele também tenha apostado muito no fundo de base para a conquista. Quanto ao Agassi e Hewitt, o problema é a bola muito reta, um problema que afetou vários outros grandes jogadores que não conseguiram se adaptar ao saibro, caso típico de Pete Sampras e até mesmo de Federer. Não dá para jogar o tempo todo em cima da linha pegando na subida e sem usar uma boa dose de topspin para garantir profundidade.

          Responder

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