Pobre Medvedev
Por José Nilton Dalcim
28 de setembro de 2020 às 20:30

Não se podia esperar uma campanha espetacular de Daniil Medvedev no saibro lentíssimo de Roland Garros, mas outra vez ele sequer passou da primeira rodada. Nunca venceu um único jogo em Paris e, para seu azar, ainda encarou um adversário aplicadíssimo na parte tática, o húngaro Marton Fucsovics.

Mas o que falta ao russo? Um padrão de jogo mais bem elaborado. Medvedev quis resolver os lances na base da pancada, lá no fundo de quadra, raramente ousando uma transição à rede ou uma bola curta, algo que Fucsovics explorou com inteligência. Como era óbvio nas condições atuais, Medvedev sentiu dificuldade também para ganhar pontos com o saque e acabou perdendo seis games de serviço. Aliás, perdeu também a vergonha e fez um saque por baixo ao melhor estilo Kyrgios.

O número 5 do mundo se despede de forma um tanto melancólica, mas em boa companhia. No mesmo lado superior da chave, Filip Krajinovic e Hubert Hurkacz foram surpreendidos e, na parte de baixo, Fabio Fognini, Gael Monfils e Felix Aliassime ampliaram o mau momento, todos com atuações muito abaixo de suas qualidades. Será culpa só da bola nova?

Favoritos começam bem
Bom, os dois grandes nomes da segunda-feira não deram importância às condições atípicas de Roland Garros. É bem verdade que Dominic Thiem começou um pouco lento diante de Marin Cilic e por vezes pareceu não estar com o ‘timing’ ideal. Enquanto Cilic foi ofensivo e encurtou os pontos, se mostrou competitivo. Depois, o austríaco se soltou e o sinal mais claro disso esteve nos plásticos winners de backhand. Enfrentará agora Jack Sock, que há muito não vencia no saibro, e fica mais perto do interessante duelo contra Casper Ruud.

Rafael Nadal entrou logo a seguir e a boa notícia para ele é que Egor Gerasimov jogou bem. Isso permitiu que o espanhol exercitasse vários aspectos de seu jogo e principalmente encarasse bons ralis, em que ficou claro o quique mais baixo de seu topspin avassalador, mas que a grosso modo continuou sendo um martírio para o backhand alheio. Também sacou com qualidade. O próximo na lista é Mackenzie McDonald, estritamente um jogador de base e de quadra dura, que joga em cima da linha e corre muito. Nada mau.

Sustos e zebras
Ao contrário do domingo, os principais nomes da chave feminina tiveram um dia difícil. Elina Svitolina, Kiki Bertens, Serena Williams e Petra Kvitova não puderam vacilar e Garbiñe Muguruza flertou com a derrota, vendo-se forçada a jogar 36 games.

A impressão deixada é que Svitolina não teve tempo hábil para a transição de Estrasburgo e que a quadra pesada será um martírio para Serena e Kvitova. Jogadora de grande visão tática, Tsvetana Pironkova pode exigir de Williams na quarta-feira.

Não escaparam a atual vice, a jovem canhota Marketa Vondrousova, nem a experiente e também canhota Angelique Kerber, ambas com atuação muito abaixo do padrão. A lista de cabeças eliminadas se estendeu a Madison Keys, Karolina Muchova, Svetlana Kuznetsova e Magda Linette.

O adeus de Teliana
Afastada há algum tempo das quadras, não chegou a surpreender a decisão de Teliana Pereira de se aposentar do circuito, ainda mais depois da pandemia. Pena que a notícia tenha chegado no meio de Roland Garros e não permita uma homenagem como ela merece por seus grandes feitos na carreira diante de tantas dificuldades que encarou desde criança.

Teliana foi acima de tudo um exemplo magnífico de determinação e competência, sempre com sorriso no rosto. Recomendo o artigo de Mário Sérgio Cruz como um resumo bem apurado.

Saiba mais
– Como se esperava, o piso lento já propiciou quatro maratonas no quinto set longo, a maior delas com 18/16, mas outra com 14/12. A vitória do anônimo Lorenzo Giustini sobre o local Corentin Moutet bateu recorde de games disputados na Era Aberta (74).
– Abusado, Bublik fez dois lances notáveis diante de Monfils: um lob de improviso entre as pernas e o saque por baixo desconcertante, como já fizera em Hamburgo. Clique aqui e veja.
– Faltam apenas duas vitórias em Roland Garros para Djokovic somar ao menos 70 em cada um dos Slam. Federer é o único com esse primazia. Nole enfrenta o garoto sueco Ymer, que só fará seu terceiro jogo em Paris.
– Devido a contusões, Rublev não disputou Roland Garros nos últimos dois anos. Ele e Tsitsipas entram em quadra apenas 48 horas depois da final em Hamburgo. Se o russo pega o veterano Querrey, o grego tem pela frente um real especialista no saibro, Munar.
– Pospisil, adversário do forte Berrettini, nunca venceu uma partida no torneio em seis participações anteriores.
– Simon é 14 anos mais velho que Shapovalov e venceu todos seus adversários canhotos em Roland Garros.
– Por volta das 11h de Brasília, Thiago Monteiro encara a má fase de Nikoloz Basilashvili e tem chance real de marcar sua segunda vitória no torneio. O seu setor da chave é promissor.
– Bautista e Gasquet duelam pela nona vez, com 6 a 2 para o espanhol. Será a primeira no saibro.
– Pliskova fez ótima campanha em Roma, mas abandonou final com problema na coxa esquerda. Semi em 2017, pega a egípcia Sherif, 172ª do mundo.
– Kenin volta à quadra depois da ‘bicicleta’ que tomou de Azarenka em Roma. Sua adversária é Samsonova, 125º do ranking.


Comentários
  1. Jhonny

    Para deixar claro eu não concordo com o que o Mats Wilander falou sobre Murray porém como é uma opinião vamos la:
    Que moral o Mats Wilander Tem pra falar do Murray?

    Que tal a moral de 07 Grand Slans?
    Que tal ter ganhado 03 Grand Slans no mesmo ano?
    Que tal ao lado de Federer Nadal Djokovick Cornnos Agassi serem os únicos a ter GS nas 3 Superfícies?
    Que tal ser o único ao lado do Nadal ter pelo menos 2 Grand Slans nas 3 Superfícies?
    Que tal aos 20 anos ja ter 4 Grand Slans?
    Além de ser 7 Vezes campeão da copa davis.
    E títulos menores como os Grand Prix antigos Master 8 ao todo e 33 na carreira.
    Ou seja uma carreira vencedora portanto tem sim o direito de expressar (Ate porque ele é comentarista de Tv)

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    1. Emerson

      Nem tudose refere a gabarito não. A moral aqui está na questão do modo desrespeitoso como ele falou. Ele não tem moral pra criticar o torneio por dar a Murray um wild card e nem criticar o Murray por aceitar. Achar que o card poderia ser dado a outro é ok. Condenar a atitude de dar e aceitar, não. Simples. Ser campeão de Grand Slam nao imuniza ninguem de ser arrogante e desrespeitoso. E olhe la se ele não fez a mesma coisa na reta final da carreira, o que o tornaria um hipocrita

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    2. Sérgio Ribeiro

      Tava sumido não é mesmo caríssimo Jhonny? ..Sei…O fato de estar na TV já era motivo pro próprio saber , quantos CONVITES recebeu de 91 a 96 , devido às suas campanhas medíocres . E também que não teve nada sério ( que se saiba ) a nível de saúde. Finalmente resolveu parar aos 32 com a mesma idade de GUGA . Assim como o Manezinho também venceu TRÊS Roland Garros. Este estava fora do TOP 1000 em 2008 , precisou também de CONVITE para Paris. E assim como Andy Murray, caiu na primeira Rodada . Você acha que este mane’ , teria coragem de falar as mesmas merdas do Surfista do Saibro ??? Foi apoteótica a despedida de GUGA em RG 2008 . . Wilander não soube respeitar o Ex N 1 do Mundo , Bi -Campeão Olímpico , Três SLAM , FINALS , seus 14 MASTERS 1000 e 43 x 33 em ATPs para o Britanico . E principalmente , sua luta hercúlea para voltar ao Circuito. Assim como GUGA!!! . . Duvido que alguém do Big 3 seria tão idiota quanto esse Sueco. A meu ver , nem os Next Gen … Abs!

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      1. Sérgio Ribeiro

        Na boa , parceiro. Em seu último ano de carreira em 1996 , recebeu CONVITE para RG e caiu na segunda rodada em Sets diretos para Todd Martin. Até Fininho o venceu no México no início do ano . E Guga era Top 86 . Que cara de pau rsrsrs Abs!

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  2. Marcelo

    Alguem perguntou se na epoca de Feserer, Djoko e Nadal como “next gen” ou “New Balls please” para quem se recorda do termo, se estes tenistas eram badalados. Lembro que da geraçao do Nadal, o mais badalado era o Gasquet (acima inclusive do Nadal)Claro que apos entrarmos em 2004, Nadal ateopelou qualquer prognostico que pudesse se fazer dele, mas lembro so se falava em Richard Gasquet.
    Vc se lembra disso Dalcim, ou estou equivocado?

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  3. Rodrigo S. Cruz

    Esse Michael Ymer é um dos caras mais fracos tecnicamente que eu já vi.

    Não fosse aquela “gran willy” aplicada no bode…

    Enfim, um massacre como já era previsto.

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  4. Paulo Almeida

    “Nessa quadra sou inferior apenas ao Nadal”.

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, o Busta acha mesmo que venceu o Djokovic no USO e agora está todo prosa.

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  5. Paulo Almeida

    Já estava demorando para o mais talentoso da história voltar a aplicar um pneu. Joga demais o Pelé do tênis.

    Enquanto isso, “craques” como Fognini e Pospisil já foram despachados com enorme facilidade.

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  6. Luiz Fabriciano

    Minhas considerações do “novo” Roland Garros:
    – como os sons das batidas mudaram radicalmente. Até ano passado sempre produziam ecos. Hoje, parecem sons de tiros de pistolas automáticas.

    Foi interessante ver o jovem sueco calçando um tênis com a marca de Novak Djokovic nele.

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  7. Oswaldo E. Aranha

    Não esperava melhor desempenho do Melvedev; desde aquele torneio em que ele estava com larga vantagem sobre o Nadal e entregou os pontos, vi que lhe falta consistência para ser um grande tenista.

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    1. José Nilton Dalcim

      Tem sim, Fabrício. Fez ótimas partidas também na quadra dura. Até falei outro dia que foi uma pena a paralisação do circuito, porque ele havia mostrado progressos claros no começo da temporada.

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  8. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,percebo que dese o us.open o shapovalov vem subindo muito a rede,e com alta porcentagem de pontos ganhos(deve ter influencia de ele estar jogando duplas tambem)…Voce ja considera o canadense um dos melhores voleadores do circuito masculino?

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        1. José Nilton Dalcim

          A parceria parece estar indo bem, apesar de alguns vacilos do canadense. Mas acho que se deve muito a sua parceria com o Bopanna nas duplas.

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  9. Willian Rodrigues

    E o grande Djokovic, que de bobo só tem atitudes como as “boladas em juízes de linha” de vez em quando, TREINOU um absurdo os drop-shots hoje!
    Usou e abusou desse golpe, aplicando-o até mesmo em circunstâncias descabidas durante a partida contra o garoto Ymer.
    Creio eu que esteja trabalhando para calibrar bem esse golpe, uma vez que estaseria uma das armas mais poderosas contra Thiem ou Nadal.
    Lembrando que ambos, austríaco e espanhol, jogam bem atrás da linha…

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        1. Willian Rodrigues

          É verdade Dalcim. Errou mais que o seu padrão normal pra esse golpe nos últimos tempos, eu diria.
          Mas, você não acha que ele se aproveitou dessa partida partida para “experimentar” mesmo?
          Tive a sensação de que, ao perceber a fragilidade (até pelo nervosismo) do adversário, ele aplicou drops até em situações bisonhas.

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          1. José Nilton Dalcim

            Ele vem fazendo isso há algum tempo, em Roma está muito firme nos drops. Então acho que ele experimentou sim nesse piso ainda mais lento, sem falar que era a tática correta diante de um adversário que ficava tão lá atrás.

    1. Rafael Azevedo

      Djokovic é muito inteligente.
      Isso é o que mais me impressiona nele. Ele não tenta apenas aprimorar os seus pontos fortes, mas sempre busca armas novas para lhe dar mais opções de estratégias.
      É um jogador, nato!

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      1. Marcelo

        Jogador mediano…. nao vai fazer falta numa possivel aposentadoria (que segundo alguns fãs aqyui do blog nao deve ocorrer NO MÍNIMO antes de 2030), após ele ter no mínimo 44 GS e 500 semanas na liderànça do ranking… além de dar bolasa em pelo menos mais 3 juízes de linha.

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    2. Jonas

      Djokovic em rodadas iniciais costuma fazer isso. Ele vai errar várias até calibrar, porque já percebeu que vai precisar das deixadas nessas condições.

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  10. DANILO AFONSO

    BAROCOS, como joga bonito é esse tal de Djokovic neh ??

    O sujeito consegue unir como poucos eficiência e belo tênis em suas apresentações. É o modelo de sucesso que os jovens treinadores e tenistas devem seguir à risca. O sérvio carrega consigo o “genoma” do tênis, a fórmula adaptável a qualquer superfície e época (décadas) deste esporte.

    Aquela contagem continua firme e forte nobre Barocos, e espero que no mínimo por mais 6 meses…kkkkkk

    Saudações Nolistas !!

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    1. Paulo F.

      Prezado Danilo, desculpa a intromissão, mas duvido que qualquer um por aqui me diga um jogador que seja tão bom em TODAS as superfícies quanto Novak Djokovic.

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      1. Marcelo

        EPara 2022 a ARP planeja ampliar os GS de 4 para 6: teremos o Saara Open (SAAO, e o Everglades open (EVO). e Djokovic já é primeiro nas casas de apostas, pois seu estilo “único” permite jogar sobre qualquer piso (seja o pântano úmido dos Everglades, seja na areia fofa do Saara. #Nolerumoaos30GS

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    2. Barocos

      Grande Danilo !

      Pois é, o sérvio é um jogador exuberante na técnica, na inteligência e no físico. Junte isto tudo a metas ambiciosas e foco nos objetivos e o que é que se tem? Alguém capaz de bater todos, ou quase todos, os recordes mais importantes da modalidade.

      Já disse algumas vezes que esta discussão toda a respeito do almejado título de GOAT, no final das contas, vai ficar a gosto do freguês, mas uma coisa não se pode negar: se o Djoko quebrar os recordes mais significativos do tênis, então esta discussão será realizada em um outro patamar, com um sarrafo bem mais alto e, provavelmente, será fonte de discussões ainda mais acaloradas do que as que temos hoje, e por muitos mais anos também.

      Minha principal torcida continua sendo para a conquista da medalha olímpica de ouro. Já imaginou o Djoko podendo apontar para o céu e depois observar a estante com os troféus de todos os torneios mais importantes do tênis? Seria uma situação para lá de lacrimosa … para os torcedores fanáticos dos oponentes do sérvio, uma cena impagável e digna de registro histórico ! Seriam vertidas mais lágrimas do que todas as que foram derramadas em “Gone with the Wind”, “Love Story”, “The Pianist”, “The Lion King” e “Life is Beautiful” reunidas !! Seria épico !! ( OK, pode até parecer, mas não sou sádico! 🙂 )

      Saúde e paz.

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  11. FERNANDO/MG

    Prezado Dalcim,
    saindo um pouco do tema RG/2020 (bolas, saibro lento, temperatura), gostaria de um opinião sua, acerca, do que vem acontecendo com a USTA, pois me parece ser a mais rica e abrangente associação (federação) de Tênis do mundo, onde anualmente existem uma infinidade de torneios em todos os níveis infantil ao profissional) nos EUA, aliado as fantásticas academias particulares existentes no País, no entanto, não vejo nenhum jovem tenista norte americano com potencial para conquistas em um futuro próximo, sendo que, na minha opinião o Canadá no momento está a frente dos EUA, aparecendo jovens talentos com enorme potencial.
    A que fatos vc atribui esse longo período sem a presença de jovens talentos no tênis norte americano? Começo a imaginar, talvez, até falta de interesse por parte dos jovens, uma vez que, para se tornar um atleta de alto nível, especialmente no tênis, sabe-se a dedicação tem que ser absurda em todas as etapas da vida de um atleta, pois, em uma país com uma estupenda estrutura para florescer talentos, não se vê nenhum talento aparecendo, imagino o enorme desconforto da USTA, com esse longo período sem a presença de grandes nomes. Digo tudo isso a nível de tênis masculino. Por outro lado, podem ter grandes jovens talentos, que eu desconheça.

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    1. José Nilton Dalcim

      Não existe uma fórmula matemática, Fernando. Você pode colocar todo o dinheiro do mundo, mas não achar aquele jogador diferenciado. Ainda assim, você provavelmente está falando apenas do masculino, já que a Gauff é um assombro aos 16 anos e me parece com futuro certo nos grandes torneios. Existem dois fatos a ser considerados: a enorme concorrência dos outros esportes, principalmente dos coletivos, que são muito mais populares e por vezes menos exigentes do que o tênis, e a demora na mudança do conceito americano de saque-forehand quando o tênis mudou para o fundo de quadra e hoje se exige jogadores com golpes de base bem fortes dos dois lados.

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  12. Thiago Silva

    Rafa deve colocar os pulsos no gelo depois de passar duas horas levantando aquela bolinha de chumbo. Mas eu saí com boa impressão da partida, a direita e o saque tão muito melhores que em Roma.

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  13. Luiz Fernando

    Dalcim vc não vê semelhanças no estilo do Medvedev e do Berdych? Me parecem caras q jogam na base da”paulada”, sem grandes variações, forma de atuar q os leva longe nos torneios (esqueçamos o russo ontem, claro), mas ao mesmo os distancia de grandes conquistas…

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, embora golpeiem de maneiras diferentes, no plano tático se parecem mesmo. O Berdych tinha bom saque e ótimo forehand, mas só foi começar a ir mais à rede quando veio a contusão e ele precisou encurtar os pontos. Poderia ter feito mais se mudasse isso bem antes.

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  14. Carlos

    Olá Dalcim,
    Na sua visão qual a explicação para que um país como a França (que indiscutivelmente é uma potência no tênis, com tanta tradição, 10 títulos de Copa Davis e sede do único Grand Slam no saibro, etc) não consiga gerar especialistas no piso ou ao menos competidores fortes no saibro?
    Tenho a impressão que até na América do Sul saem melhores jogadores nesse piso que o país sede no único Slam no saibro.
    Acredita que seja falta de um trabalho específico em formar especialistas por parte da federação francesa?
    Imagino que para eles seria um gigantesco acontecimento ter outro francês vencendo em casa no masculino….o último foi em 1983 e de lá pra cá, só pra ficar nos sulamericanos, foram 5 títulos pra América do Sul (1 do Gómez, 3 do Guga e 1 do Gaudio) e nada pra França…..

    OBS. Não lembro como aconteceu o rebaixamento de Hamburgo dos master 1000, mas é uma pena deixar esse torneio esquecido pra depois da grama, o complexo do estádio é lindo, à altura de um master 1000.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acredito que os franceses, como a maioria do circuito, relegou o saibro ao segundo plano já que o circuito é muito mais intenso na quadra dura. Assim, tenistas como Tsonga, Gasquet, Simon, Grosjean sempre foram jogadores de maior sucesso nos pisos sintéticos ou na grama. No caso do Tsonga e Gasquet, os mais talentosos, há uma deficiência técnica clara nos golpes de base, o que é essencial no saibro. O Monfils talvez fosse o francês mais talhado para tentar o título, chegou até numa semi. Tinha físico e paciência, mas a parte emocional sempre foi um problema.

      Responder
      1. Luiz Fabriciano

        Mestre Dalcim, pegando o ganho da postagem do colega, o que acontece com as francesas que perdem tanto?
        A Mladenovic e a Garcia, incrível como mau passam de segundas rodadas.
        A Garcia ainda foi vista pelo Murray como futura #1. Acho que foi uma bela viajada dele, rsss.
        Torço para as duas, mas não sinto aquele ímpeto de vencedora em ambas.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          A Garcia tem muita facilidade de jogar, Luiz. Entendo o potencial que Murray viu nela, mas como você bem disse o problema não é técnico, mas mental. Elas parecem se abater muito facilmente. Saudades da Pierce, Mauresmo, Bartoli…

          Responder
  15. Miguel Ângelo Pereira Delfes

    Dalcim..
    Desculpe mas ,discordo em parte do seu comentário..
    E em negrito..
    PERDEU A VERGONHA ?
    Não achei feliz tal colocação..
    Se faz parte da regra pq n tentar ?
    P mim..tão normal qt perceber o jogador n fundo da quadra e dar uma bola curta..seria desrespeito tb ???
    Saque por baixo é talvez um apelo p o jogador q percebe estar com o jogo desfavorável..mas longe de ser um desrespeito ao adversário..
    Talvez o tênis seja ainda mais interessante se aparecer alguma jogada # das q estamos acostumados a ver..tipo Federer entrar muito n quadra no segundo saque do adversário ou os balões q Nadal tem feito em alguns jogos..
    Ele foi infeliz na jogada mas se é permitido ,não é perder a vergonha..
    Acho ser uma atitude pior qd um tenista levanta os braços ,após um belo ponto ,incentivando a torcida a aplaudí-lo..ou ainda o ficar encarando..isso sim acho um desrespeito ao adversário neste nobre esporte..
    Medvedev precisa de terapia assim como Sverev o fez..
    Precisa alternar seu jogo como bolas curtas ,neste tipo de quadra principalmente..
    Eu diria mais..
    Qq jogador q queira ganhar RG deveria assistir..assitir de novo..assistir mais uma x..com muita calma e atenção ,todas as partidas de R Nadal e tentar fazer algo parecido..tentar pq ,fazer igual é outra história..

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      “Perder a vergonha” está longe de ser um pejorativo, Miguel. Desculpe se você interpretou de forma errada. Está muito mais no sentido de você enfim fazer algo que outros estão fazendo e você não tinha coragem de tentar. É como ir numa festa, ver todo mundo dançando e você enfim perder a vergonha de balançar o esqueleto também. Não é necessariamente algo ruim, é apenas enfim se soltar e tentar algo fora do seu padrão normal. Abs!

      Responder
      1. Luiz Fabriciano

        Realmente Dalcim, esse “perder a vergonha” aí é totalmente contrário – e positivo – ao que minha primeira impressão me deu ao ler o post.
        Mas acho que eu manteria minha vergonha e não usaria esse recurso. Caso, por exceção, em um bate bola de final de semana.

        Responder
  16. JAN DIAS

    É difícil entender o que acontece com o MEDVEDEV, mas eu percebo alguns pontos + fracos:
    1) Mental deficiente (um desânimo, falta de determinação pra virar ou ganhar uma partida);
    2) Falta de agressividade nos pontos decisivos (não foi o que aconteceu no RG, mas em outras ocasiões – USopen 2020 incluso), ele resolve ficar passando bolinha pro outro lado sem atacar, esperando o adversário errar..e acaba perdendo o jogo… Pra ganhar dos Top 5,6 não dá pra fazer isso;
    3) Falta de físico ( eu tenho a impressão de que ele está sempre cansado.. No torneio criado ano passado, ATP Cup, o NADAL e o DJOKO tiraram o maior sarro dele e do ZVEREV porque estes não aguentaram seguir um treino físico junto com o espanhol e o sérvio, ficando o russo e o alemão totalmente sem fôlego antes do final…

    Faz sentido pra você Dalcim ou tô viajando?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não consigo concordar. O mental dele não é deficiente, basta ver quantos jogos duros ele já conseguiu buscar, como no US Open do ano passado quando tinha até a torcida contra ele. Fisicamente, ele é um touro. Quanto à agressividade, sim, de fato acho que há momentos em que ele deveria buscar o ponto com mais decisão.

      Responder
      1. JAN DIAS

        Obrigada Dalcim👍🏻. Eu ainda duvido um pouco da parte física dele (acho que poderia melhorar), mas tecnicamente é um ótimo jogador e espero que ganhe mais títulos..

        Responder
      1. JAN DIAS

        Na época, passou na TV, mas bem rápido (se eu não estou enganada foi na ESPN)…vou ver se tem no YouTube Eduardo e aí eu posto no blog..
        Um abraço,

        Responder
  17. Fernando Brack

    Caro Dalcim, a essas alturas do esporte, vc acha que uma bola de tênis pode ser tão diferente assim? Eu simplesmente não acredito.
    Em outra questão, me refiro à pergunta que o Gustavo Silva te fez no outro post sobre as queixas de Nadal sobre a condição das quadras. Sua resposta foi que a quadra lenta seria desfavorável ao espanhol. Fiquei meio atônito, pois o ogro é rei absoluto das quadras lentas, dominando o piso como ninguém. As quadras mais lentas do circuito são Monte Carlo, Barcelona, Roma e RG, onde ele deita e rola há anos. Abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Nadal já cansou de dizer isso, Brack. Basta ler suas entrevistas sobre o assunto. E sim, a bola pode fazer uma tremenda diferença. O tênis de alto nível é de sintonia muito fina. Veja como vários tenistas baixaram absurdamente a libragem das cordas para compensar o problema em Roland Garros. O Isner está jogando com 36 libras!

      Responder
  18. Sérgio Ribeiro

    E realmente Medvedev era um Zebraço no Saibro . Assim como o papo de Thiem com problemas na superfície, sem chances . Com toda a lentidão ( já vi jogos da Davis no Brasil e na Espanha em Saibros em condições piores ) , deu pra disparar alguns mísseis pra cima de Cilic . Idem Nadal. O Espanhol vai ter partidas na conta pra pegar seu ritmo. Além de Zverev , já tem jogadoras malhando menos as bolinhas. Roland Garros sem tanta padronização está tendo uns jogos muito bons de se ver . E poucos comentaram que com 5 TOP 10 em Hamburgo, a Final foi com dois Next Gen . E a tendência é que além dos Três favoritos , tenhamos em Paris nas Quartas, uns quatro ou 5 Next . A turma de Cilic , Monfils , Goffin e CIA já está ficando precocemente pelo caminho a cada Torneio que passa … Abs!

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  19. Rodrigo S. Cruz

    DESTAQUES DA RODADA DE TERÇA:

    Djokovic x Ymer

    Nem precisa comentar muito, né? Partida mais mole do que “mastigar água” (rs). A menos que o Djokovic quebre algum OSSO do seu corpo, vitória em sets diretos do rei dos chiliques…

    Shapovalov x Simon

    O canadense tem atuado bem no saibro, de modo que muito se espera dele nessa competição. Torço para que esse foco se mantenha, a ele tenha paciência de contruir os pontos e continuar a boa transição na rede. Simon é o tipo de tenista mais derrubador de IBOPE que existe (rs) Apesar disso, acho que o “Shapo” vai vencer em sets diretos também.

    Pospisil x Berretini.

    Pra mim será uma das boas atrações da rodada. Acho o Pospisil um craque e um voleador de primeira. No Us Open, ele tirou nomes respeitáveis como: Kohlshreiber, Raonic e Bautista- Agut. Porem, o canadense não disputou torneios no saibro ainda. E o Berretini é simplesmente o número 8 do ranking. Ambos preferem quadras de hard. Não sei em quem apostar, mas vou torcer pelo Pospisil, claro…

    Tsitsipas x Munar

    Se jogar o seu “normal”, o grego entra credenciado até demais para avançar à segunda rodada, depois do vice-campeonato de Hamburgo. Já o Munar disputou uns seis Chalengers no saibro antes de Roland Garros, sendo que foi mal na maioria. No último,porém, atingiu a semi, tendo batido o João Menezes nas quartas… Ou seja, o grego é bem favorito contra ele.

    Bautista-Agut x Gasquet

    O Gasquet vive uma fase apagada no circuito. E não acredito mais que volte ao seus melhores dias… No entanto, joga em casa e sem grandes ambições. Quem sabe não apronta uma surpresa, né? O Roberto Bautista lidera o confronto direto por 6×2, e vive momento muito melhor. Acho que o espanhol leva por 3 sets a 1.

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  20. periferia

    Ola
    Fico imaginando Euclides da Cunha caminhando por cidades como Águas Belas….Santana do Ipanema…parando para beber um pequeno gole de água em um povoado chamado Barra de Tapera.
    Fico imaginando Euclides olhando aquela pequena sertaneja no meio dos muitos irmãos…. vivendo em condições difíceis
    Fico imaginando ele dizendo :
    “O sertanejo é antes de tudo um forte”.

    O esporte é algo transformador….o tênis ofereceu uma opção de vida não apenas para Teliana….mas para toda familia Pereira.
    Quantas Telianas existem por esse país?
    Quantas vidas poderiam ser transformadas com uma política pública ligada ao esporte?
    Concordo com o amigo Maurício…o país precisa discutir alguns pontos…entre eles políticas públicas ligadas ao cidadão (O país é vc cara pálida).
    E pode ser em um blog….no hall do prédio….no banheiro com a luz apagada….em qualquer lugar.
    Nem todos terão o sucesso da Teliana Pereira….mas serão transformados pelo esporte….transformados para melhor.

    Teliana é antes de tudo uma forte.

    Parabéns pela carreira de sucesso.

    Responder
    1. Filipe Fernandes

      Caro Periferia,

      Que carreira notável a Teliana Pereira construiu, é motivo de grande orgulho e inspiração — para ela e para nós. Também uma história de super-heroína, como tantas que o são e muitas outras que poderiam sê-lo (seja no esporte ou em qualquer âmbito).

      Muitas vezes penso nisso também: o quão mais relevante e transformador o esporte (em suas variadas modalidades) poderia ser na vida de muitos jovens se ele fosse mais incentivado e acessível. É um truísmo, mas a correlação esporte-formação educacional ajuda a formar o indivíduo, sobretudo na questão do caráter.

      É um assunto muito complexo, mas só de haver gente interessada em pensar nele é louvável.

      Meu caro, se me permite uma outra analogia literária, uma frase da obra-prima de Guimarães Rosa que se conflui com a trajetória de vida da Teliana: “sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar”. O pensamento dela se fez mais forte do que as adversidades.

      Um grande abraço, caro Peri.

      Responder
    2. Rafael Azevedo

      Teliana é minha conterrânea. Somos pernambucanos (apesar de ela ter nascido em Alagoas).
      Orgulho total para os poucos (poquíssimos) pernambucanos/alagoanos que a conhecem.
      Infelizmente, ela nunca teve muito espaço na mídia local. Todas as notícias que li sobre sua carreira e conquistas vieram do jornalismo “sulista”.

      Mas, não tira o orgulho do meu peito. Virtualmente, aplaudo a sua saída DE PÉ!

      Obrigado, Teliana!

      Responder
  21. Yan Almeida

    Dalcim, boa noite!

    Sei que não é ilegal, mas você também concorda que o saque por baixo é uma falta de respeito no tênis profissional? Sinceramente, nunca vi um tenista top e maduro fazendo esse tipo de jogada, só essa mulecada maluca: Kyrgios, Medvedev, Bublik, Fokina, etc.

    Abraços!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, não acho uma falta de respeito. Fica até divertido, Yan. A maioria dos adversários dá risada, como aconteceu com o Monfils hoje.

      Responder
      1. Heitor

        Concordo, mestre! É uma estratégia e não uma falta de respeito. No futebol seria equivalente a uma cavadinha no pênalti. Se faz o gol / ponto é espetacular. Se der errado é um vexame.

        Responder
      1. João ando

        Tinha um tenista no Brasil que foi você campeão de duplas chamado Márcio Pascual ele dava muito saque por baixo …o adversário Não estava preparado e não conseguia responder …vinha com muito efeito

        Responder
    2. Rafael Azevedo

      Eu fico muito na dúvida.
      Eu acho uma jogada muito legal, do ponto de vista do entretenimento. Eu dou risadas, também.
      Mas, também acho um pouco desleal, porque o objetivo do saque por baixo é pegar o adversário desprevenido, despreparado.
      Mas, o saque no geral, só é realizado quando os 2 tenistas estão preparados. Inclusive, em diversos momentos a gente vê o recebedor pedindo para o sacador esperar, para ele terminar de se preparar. Por isso, me parece que o saque por baixo é o oposto disso.

      Responder
  22. Maurício Luís *

    Depois de passar noites em claro analisando minuciosamente todo o currículo do Big 3 nos últimos 180 anos, desde a marca da papinha de nenê que o Djoko comia até a primeira bola que o Nadal deixou ‘careca’ de tanto dar topspin… E levando-se em conta as fases da Lua e a teoria da elasticidade do rabo da lagartixa… Soltem os foguetes, rufem os tambores e toquem as cornetas! Eis a resposta definitiva de QUEM é o GOAT!!
    “Tudo depende. Nada é sempre. E tudo é às vezes.”

    Responder
    1. Marcelo

      Caro Mauricio,

      Antes de continuarmos esta discussao de forma amistosa (ou nao), nos diga para qual dos 3 BiG 3 voce torce…

      Aqui, neste exato momento está ocorrendo uma guerra e vc está pisando em campo minado e deliberadamente….

      Responder
  23. VINICIUS BENEDITO CUSTODIO

    Dalcim em que vc aposta amanhã para zebras no masculino?eu acho que o dimitrov e shapovalov podem perder, os 2 pela inconsistência de um torneio para o outro e principalmente o canadense por pegar o Simon que dificilmente entrega fácil os jogos.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Simon não joga bem no saibro, Vinicius, mas sem dúvida o piso lento pode mudar as coisas. Acho que Gasquet e Monteiro podem ser as surpresas.

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  24. Paolo

    Wilander, compatriota de Borg além de ser fã do melhor de todos os tempos, subiu muito no meu conceito. Ele não mentiu, falou o que tinha que ser dito, o que talvez por causa do politicamente correto, outras pessoas têm receio de falar. Em outras palavras ele disse que o escocês é um jogador aposentado que tem roubado convite de jovens promessas. O que realmente é verdade. Ficaram revoltados.

    È finito, Andy Murray.

    Abs!

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Vou falar apenas por mim, beleza?

      Eu não critiquei o Wilander por ele ser fã desse engodo de todos os tempos. (rs)

      Só critiquei porque achei que ele foi bem “babakinha” com o Andy Murray.

      O Andy é um dos tenistas mais amigáveis e educados do circuito.

      E que chegou até mesmo a acreditar que não pudesse voltar a jogar tênis.

      Então, qual o problema dele pedir convites?

      Duvido que se fosse o Djokovic que tivesse ferrado o quadril, e pedisse, você não viria aqui falar isso…

      Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Tá de brincadeira né caríssimo, Paolo Rossi ? Que papo babaca é esse de politicamente correto ? Essa figura subiu no teu conceito pois admira o melhor de todos os tempos ? Whats ? Essa mala ficou os últimos SEIS anos de sua carreira sem passar da rodada 3 de nenhum SLAM . Nunca arrumou nada em Wimbledon e se acha muito . O máximo que arrumou na Grama Sagrada foram duas quartas . Que moral tem pra falar de Murray ? A mesma que vocês e ele tem pra falar de GOAT … Abs!

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Ps. Mats Wilander estreou em SLAM aos 17 em 81 , e aos 18 já venceu RG . De 1991 a 96 , não arrumou nada . Coincidindo com o surgimento de Sampras e Agassi. Infelizmente nem ele nem Borg , se aproximaram da incrível longevidade em altíssimo nível de Roger Federer, Abs!

        Responder
    3. João ando

      Com todo respeito Pablo quem decide quabdo parar e o próprio tenista e não o Mats ou vc…e se dao convite e omurray aceita e problema particular dele

      Responder
    4. Rafael Azevedo

      Eu até entendo o ponto de vista do Wilander, apesar de discordar, pois acho que o Murray ainda tem mais tênis do que algumas das jovens promessas. Ele fez um grande torneio de Cincinnati. Ele só precisa de mais ritmo.
      Mas, o problema maior é a falta de educação do sueco. Ele pode expor sua visão e iniciar uma discussão a respeito, mas ele tem que fazer isso com EDUCAÇÃO. Ele disse o Murray era egoísta e “ladrão” (estava roubando a vaga dos mais jovens). Há melhores formas de falar essas coisas.
      Tem caras que gostam de chamar a atenção e chocar com declarações impactantes. Pra mim, isso é vaidade e egoísmo puros. Naquilo que ele criticou o Murray, ele se condenou!
      Talvez, alguns digam que se não falar dessa forma, não é ouvido. Eu sou completamente avesso a essa teoria.
      Não é sobre falar a verdade (ela tem que ser dita, sim), mas é sobre o modo e a motivação da fala.

      Responder
      1. Willian Rodrigues

        Perfeito Rafael Azevedo! Também acho pertinente que qualquer discussão seja suscitada, mas, com polidez, um pouco mais de tato. Quem está recebendo a “pancada” é o Murray, um cara de quilate ao menos semelhante, senão maior que o do próprio sueco.
        OK, dentro de um certo ponto de vista, Wilander tem razão… Alguma jovem promessa pode, de fato, pode ter perdido a grande oportunidade de jogar um slam em condições, no mínimo, diferentes. E quem sabe, avançar mais na chave.
        Porém, como em todo esporte, há algumas subjetividades envolvidas. Em minha opinião, a presença de um cidadão que já foi tão vitorioso e tem sim, alguma lenha pra queimar, atrai público e patrocinadores, além de ser ótima influência em termos comportamentais pra galera mais jovem.

        Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Imagino que haveria uma boa discussão na Áustria, Lucas. Muster ainda teria muito mais títulos no geral, foi número 1. Por outro lado, dois Slam tão distintos pesam.

      Responder
  25. Miguel BsB

    Bom, se dizem que essa bola nova ajuda quem bate mais reto, não ajudou muito um dos tenistas que mais batem reto no circuito, o Medvedev.
    Também achei que o adversário do Nadal jogou bem, não foi um pato morto não…

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Pra você ver , Miguel. Leia Serena no TenisBrasil . Disse que não se lembra de ter que usar tanto Spin como hoje . O que definitivamente não é a sua praia … Abs!

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  26. Paulo Almeida

    Bom para o Rublev mais uma campanha melancólica do Medvedev.

    Não duvido que o Salsicha faça o jogo de quartas de final contra o Shapovalov no lugar do Tripas, que pode estar traumatizado com a perda bisonha do título de Hamburgo.

    Responder
  27. LION

    A verdade é que, como já dito aqui por outro comentarista, apenas forçando um bocadinho a barra o Medvedev poderia ser chamado também de um “Nextgen”. Mas digamos que sim. Todos sabemos que Djokovic demorou um pouco mais a adquirir o ritmo contínuo de vencedor de Grand Slam quando comparado a Federer e ,principalmente, a Nadal, mas mesmo assim, com a exata idade do Medvedev de hoje, aos 24 anos e 8 meses, ainda supostamente um “nextgen”, Djokovic realizava uma das partidas mais famosas da história contra Nadal no AO 12, e faturaria o seu 5 Grand Slam. Pergunta-se: com que idade o Medvedev terá os 5 GS que Djokovic possuía quando tinha a idade de agora do Russo? Talvez nunca? A diferença é que Djokovic, apesar de só ter realmente maturado o seu jogo aos 23 anos de idade, já havia vencido o seu primeiro GS antes dos 21 anos, aos 20 anos e 8 meses, no AO 2008. Isso fez toda a diferença para o sérvio, que já carregava o DNA da vitória e do êxito nos maiores palcos. O que quero dizer é que a chamada “nextgen” precisa acelerar o passo se não quiser ficar com traumas mentais incuráveis. Vencer o primeiro GS antes dos 23 anos faz sim muita diferença, como prova o caso de Novak( Por isso realmente me equivoquei quando disse que Thiem poderia vencer 10. Eu estava empolgado. Vencendo o primeiro apenas aos 27 torna isso quase impossível). Medvedev está indo o ano que vem para os 25, Zverev para os 24, e até mesmo o Tsitsipas já completou 22, que é mais idade do que tinha Federer, o mais velho a debutar entre os 3, quando venceu o seu primeiro. Ou eles quebram a barreira já o ano que vem, ou a verdadeira “nextgen” será a turma que tem 3, 4, 5 anos a menos do que eles agora…

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Djokovic venceu seu primeiro Slam precocemente com 20 anos e poderia já ter se tornado gigante ainda em 2008 se tivesse descoberto sua intolerância ao glúten. Como isso não aconteceu, teve desempenhos que deixaram muito a desejar em 2009 e 2010 principalmente.

      Responder
      1. Paolo

        Você tem o livro Sirva para vencer, Almeida?

        Em 2010 o doutor sérvio Igor Cetojevic ,percebeu que havia algo de errado na alimentação de Djokovic. Mais especificamente, ele percebeu que os problemas respiratórios do sérvio, eram resultado de um desequilíbrio no sistema digestivo, o que provocava um acumulo de toxinas nos intestinos.

        O doutor Cetojevic lhe disse que a sensibilidade a alguns alimentos não era apenas a causa do seu colapso físico,mas que também estava prejudicando o seu estado mental como um todo.

        E garantiu que lhe daria as diretrizes para ajudá-lo a criar sua própria dieta – sem glúten para a excelência física, e mental.Abs!

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Sim, Paolo, o médico percebeu isso especificamente naquele jogo contra o Tsonga no Australian Open de 2010.

          Os resultados não apareceram imediatamente após o início da dieta regrada em meados daquele ano, mas em 2011 já era nítida a diferença que ela estava fazendo.

          Responder
        1. Antônio Luiz Júnior

          Perguntem ao Guga, o que ele e o Larri comiam quando viajavam para disputar grandes torneios na Europa. Onde se hospedaram? Com todo respeito ao sérvio, sem essa de justificar mais resultados por intolerância ao Glúten. Isso para não dizer de dormir em cama hiperbárica. Vamos ser menos hipócritas…

          Responder
    2. Alice

      Lion, acho que estamos nos precipitando. Veja que antes a aposentaria de um tenista era por volta dos 30 anos, hoje não…se pode chegar ao seu ápice/auge aos 30. Se pensarmos que daqui 8 anos nenhum Big Four estará jogando em quadra, teremos alguns trintões na ativa, com muito mais bagagem do que outros novos que virão. Ainda creio que podem ganhar ‘muitos’ Majors, é mais uma questão de era do Big4 acabar. Seria uma grande divisão de titulos. Eu acredito que Thiem ainda possa chegar a 10 Majors. O problema da última geração e dessa..realmente são os 4…eles possuem 59 Grand Slam…é um ABSURDO. Quase 15 pra cada um. Valem por 2 grandes tenistas na história.

      Responder
      1. Rafael Azevedo

        Tire os 3 do Murray. Dá 56 Slams, ou quase 19 para cada um…equivalem a 3 tenistas de classe mundial.
        Hehe, o problema não foi o BIG 4, o problema foi o BIG 3.

        Responder
        1. Alice

          Rafael, entendi perfeitamente a sua colocação. Porém, eu coloquei Murray nesse rol, pq senão ele seria posto/alçado como o cara que quebrou essa hegeminia dos 3, não só ganhando 3 Majors (11 finais), 14 Masters (absurdo pra a concorrência), 2 ouros olímpicos solo, algo que nenhum outro membro do dito Big4 conseguiu ou o barrou de fazer contra os mesmos. Fora o topo alcançado com 41 semanas na ponta do ranking mundial. Se eu o excluisse, estaria contrapondo meu argumento sobre Thiem.

          Responder
    3. Alice

      E o mais louco disso tudo…é que eles ainda, no caso mais de Nadal e Djokovic possuem capacidade de ainda dominaram o tênis por mais 5 anos. Pelo menos mais 3. Ou seja…quantas mais semanas na liderança do ranking? Quantos mais Majors. Eles podem fazer uma hegemonia de 2 décadas. O recordista hoje, Federer..pode terminar a carreira em terceiro na corrida do Majors. E sabe lá quantas mais semanas, após o recorde …o sérvio pode fazer. Porque hoje só há um homem, um único tenista capaz de batê-los…sim o “superestimado” Thiem. Surreal.

      Responder
  28. Paolo

    Sem dúvidas, o ranking foi a grande criação da ATP.
    Apesar de ser imperfeito , e sempre sujeito a ajustes e críticas,acabou sempre aceito pelos tenistas.

    Faltam 23 semanas para Djokovic torna-se recordista de semanas na liderança do ranking. 😂😂😂😂😂😂😂

    Abs!

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      De minha parte, acho o ranking e seus critérios perfeitos.
      Veja que o grande desafio do tenista é chegar ao #1, mas se torna maior a partir daí. Tem que dormir com um olho fechado e o outro aberto.

      Responder
  29. Fernando

    Segundo os fãs do sérvio o mesmo já é o campeão, mesmo que ainda nem tenha entrado em quadra. Djokovic conseguiu a proeza de ter uma torcida mais arrogante que a do suíço! Que Nadal e Thiem encontrem seu melhor jogo…quero ver o choro dos fãs do agressor de velhinhas novamente kkk

    Responder
      1. Willian Rodrigues

        Eu me declaro como membro da Ala Nolista Moderada! KKKKKKK
        Não deixo de reconhecer as enormes qualidades dos demais “mosqueteiros”, incluindo o 4º deles, Andy Murray.
        Torço contra Federer por uma série de pequenos motivos que já explicitei aqui. Mas, não costumo depreciar suas qualidades tenísticas. E, se já usei termos pejorativos para me referir a qualquer um deles no passado, há muito que não o faço, ainda que por brincadeira.
        Se o “título” de GOAT não ficar nas mãos do Djoko, que essa honraria esteja com Nadal, porque o acho um tanto mais humilde e humano.
        Além disso, dentre todos, foi o que mais sofreu com lesões graves ao longo da carreira.

        Responder
          1. Willian Rodrigues

            Seguimos aprendendo sobre tênis, outros esportes e sobre a vida!
            Aproveitemos o espaço aqui como um hobby.
            Abs

    1. Paulo Almeida

      Segundo quem, figura?

      Dê nome aos bois.

      A chave do Djokovic é interessante até a semifinal, mas não passou nem da primeira rodada ainda. E não é favorito numa eventual final contra o Nadal e tem 50-50 contra Thiem.

      Responder
    2. Paulo F.

      Quem que já deu Djokovic como campeão do torneio?
      Até mesmo os xiitas, como tu se refere, sempre deram ênfase ao favoritismo do pai do suíço.

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Não, não.

        Ênfase é o que você acaba de dar a teu fanatismo.

        Pois insere na discussão a pessoa que odeia, sem ele nem estar nela…

        Abs.

        Responder
  30. Sandra

    Será que eu vi o mesmo jogo que você ? Eu não achei que o russo tivesse jogado mal, ele parece até um jogador de xadrez , tamanha paciência , mas pelo visto,o outro foi mais paciente, pensei até que o jogo só fosse terminar amanhã , de tanto que um estudava o outro

    Responder
  31. Rodrigo S. Cruz

    No caso do Fognini, eu assisti o jogo quase todo pelo STREAM.

    Mesmo jogando abaixo do seu nível, ele chegou a sacar em 5/4 para fazer 2 a 1 em sets.

    Mas foi quebrado, e logo em seguida torceu o tornozelo…

    A partir daí, não conseguiu se movimentar mais em quadra e tomou um pneu.

    Deveria ter abandonado na hora…

    Responder
  32. Daniel Melo

    Dalcim, não sabia que o Simon tinha apenas 7 anos… kkk Brincadeiras a parte vale a correção no texto, já que o Simon é mais velho e não mais novo que o Shapo.

    Responder
  33. Chetnik

    Tem uns jogadores que fazem tudo direitinho, têm potência nos golpes, um bom saque, etc. Mas falta aquele “algo mais” que nunca lhes permite deixar a condição de coadjuvante. Esse Fucsovics é um deles. É um bom jogador e fez um bom jogo.

    Medvedev…mais um papelão. E que quadra lenta!

    Responder
  34. Lucas Leite

    Dalcim, você arrisca um palpite sobre quem deve chegar às semis no quadrante do Medvedev? Um quadrante com Tsitsipas, Rublev, Shapovalov e Dimitrov promete uma disputa interessante.

    Responder

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