A hora dos saibristas
Por José Nilton Dalcim
27 de setembro de 2020 às 20:10

A combinação tão diferente deste Roland Garros não está agradando a maciça maioria dos jogadores, desde os favoritos até os que estão lá atrás no ranking, mas o tênis talvez ganhe algo interessante com quadra pesada e bola lenta: a volta dos autênticos saibristas.

Alguns homens merecem uma observação mais apurada, além é claro dos três grandes candidatos ao título. Quem viu a desenvoltura de Andrey Rublev em Hamburgo e de Jannik Sinner em sua estreia em Paris devem ter percebido que os garotos se viram bem nessas condições, digamos, mais radicais, que exigem um tripé complexo formado de potência, perna e paciência.

E é fácil incluir aí o rodado Diego Schwartzman e ter certa esperança que Alexander Zverev se inspire em David Ferrer. A potência que sobra ao alemão falta para o argentino, mas podemos dizer exatamente o inverno das pernas. Se El Peque tem paciência e solidez, Sascha possui boa mão para a transição cuidadosa para os voleios. Ele aliás cravou 10 aces.

É possível que eu esteja com otimismo exagerado, mas gostei do que esses jogadores mostraram neste domingo de garoa fina irritante, em que também economizaram energia. Poderíamos incluir nessa lista de saibristas autênticos Stan Wawrinka e Marco Cecchinato.

O suíço teve pouco trabalho com um Andy Murray claramente sem armas no saibro úmido, mas sempre fica a dúvida de quanto Stan está com físico e com cabeça para a tarefa tão difícil que é construir pontos nessa lentidão toda. O italiano nunca mais foi o mesmo depois da semi de três anos atrás, mas é um típico jogador para esse novo Roland Garros.

Os primeiros jogos femininos também me agradaram porque mostraram algumas variações táticas interessantes, com apostas óbvias nas curtinhas, pouca importância ao primeiro saque e a evidência de que é possível sim machucar com um topspin mais profundo.

Simona Halep ganhou 10 games seguidos, Victoria Azarenka foi firme da base e Elise Mertens se mexeu muito bem. Mas isso não é lá muito novidade. São três nomes para ir muito longe nesse lado superior da chave.

Duas outras tenistas que encantaram pela ousadia. A adolescente Cori Gauff não se afastou tanto da linha e manteve seu padrão bem ofensivo diante de uma Johanna Konta que foi semi no ano passado. E Caroline Garcia comprovou que, apesar de tudo, é plenamente possível jogar na rede.

Foi um primeiro dia divertido.

Saiba mais
– Nishikori bateu Evans e manteve sua notável performance em jogos que vão a cinco sets. Foi o nono consecutivo que venceu. Em Roland Garros, sua marca agora é de 6 em 7. Na carreira, ganhou 24 de 30.
– Venus só venceu um jogo em oito torneios na temporada e sofreu a terceira queda na estreia de Paris. Nos seis últimos Slam disputados, só avançou uma rodada.
– Halep festejou em quadra seu 29º aniversário. Consciente das limitações do piso, colocou 81% do primeiro serviço em quadra.
– Nadal enfrenta Gerasimov, 83º do ranking. A única vez que perdeu para um tenista de ranking semelhante no saibro foi em 2004.
– Cilic e Thiem são o 149º e o 150º campeões de Slam da história e se cruzaram semanas atrás no US Open, com vitória do austríaco em 4 sets.
– Medvedev tenta sua primeira vitória em quatro participações em Roland Garros contra Fucsovics, contra quem penou para ganhar em Monte Carlo de 2018.
– Monfils joga sua 50ª partida em Roland Garros contra Bublik, que soma apenas 4 vitórias no saibro em torneios de primeira linha (e 2 delas em Hamburgo da semana passada).
– Serena encara Ahn, que exigiu no recente US Open: 7/5 e 6/3. Será a partida de número 408 em Slam para Williams.


Comentários
  1. Luiz Fernando

    E o primeiro dos “grandes” cabeças de chave está em apuros. Nesse momento, por sinal num jogo movimentado e com varias trocas de bola, Medvedv vai perdendo por 2 sets a zero contra Fucsovics, inclusive com direito a quebra de raquete e perda de ponto (setpoint) por advertencia a la Djoko…

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  2. Luiz Fernando

    Nao pude assistir ao vivo o jogo do Rafa, mas assisti o tape e… gostei. Claro, foi melhor do eu imaginava mas pior do q poderia ter sido, pelo visto em Roma, mas vi evolução no nivel de jogo. O percentual e a qualidade do primeiro serviço melhoraram demais, achei o cara bem regular e com melhor ritmo. Tudo tende a melhorar, afinal Nadal está em sua sala de estar, vamos observar a tendencia no desenrolar do torneio…

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  3. EDVAL CARDOSO

    Esse primeiro jogo do Nadal não dá pra mensurar e nem criar expectativas sobre seu jogo,se estranhou muito a bola,as condições etc…,seu adversário não deu trabalho,e ainda quando Nadal baixou um pouco a intensidade ele acabou se machucando e não pode mais ter o mínimo de competitividade.
    Vimos o que aconteceu em Roma,ele atropelou nas primeiras rodadas e quando pegou um adversário consistente, acabou sucumbindo.
    Melhor esperar mais um pouco.

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  4. u

    Por mais que Nadal esteja sem ritmo, etc, é difícil imaginar que ele não estará na final.
    Thiem não conseguiria vencê-lo se jogar tão atrás como costuma. De novo.
    É que Nadal abre muitos ângulos com sua direita. Um atídoto para isso seria jogar mais perto da linha, mas não sei se Thiem consegue fazer isso no saibro.
    Num eventual confronto direto, acredito que o austríaco seja favorito sobre Djokovic, Nadal seja favorito sobre Thiem e Djokovic seja favorito sobre Nadal, tanto pela quadra e bola pesadas quanto pelo aspecto mental.
    Outra: acho que ninguém, ocnseguirá poupar físico nesse torneio.
    Podemos ter alguma surpresa por esse motivo.

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  5. Marcelo

    Nao poseria deixar de parabenizar a tenista brasileira Teliana Pereira.

    Grande atleta, com ótimos momentos, e que anuncia aposentadoria hoje. Esta sim, uma heroína, visto as condiçoes que o Brasil proporciona a um atleta.

    Desejamos a ela uma boa transiçao de carreira : – )

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    1. Luiz Fernando

      O Heat mereceu, venceu com amplos méritos. Infelizmente creio q o LBJ levará o Lakers p outro título, mas torcer não paga imposto Miguel kkk…

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    2. Gabi

      Rsrs. Obrigada por não pisar em cima da gente rsrs.
      Vc e Miami Heat estao de parabéns.

      Que time coeso, consistente, equilibrado e maduro. Spoelstra é um monstro e ajusta sua equipe a cada parada, defensivamente, ofensivamente.

      Merecedores demais!

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    1. José Nilton Dalcim

      As informações que tenho são baseadas no que ele falou, ou seja, que os organizadores não fizeram um segundo exame antes de excluí-lo. Se isso for fato, é certamente um erro. Pelo longo histórico dele no circuito, não custava um novo exame 24h antes do sorteio, por exemplo.

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      1. Julio Cesar

        Obrigado. Parece que foi um excesso de rigor de RG. Provavelmente não se informaram muito sobre a questão da reinfecção e limaram o pobre esportista, sumariamente.

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  6. Marcelo

    Também nao adianta fazer discussão “produtiva” no fórum errado. Aqui neste fórum, estamos discutindo quem é o GOAT e pronto. Trata-se de um blog para torcedores. Para quem procura discutir melhorias no esporte do país, políticas públicas do esporte como ferramenta de inclusao social ou política publica que fomente o esporte visando alto rendimento, sugiro procurar um fórum mais adequado para tal (e convenhamos, de preferência presencial e com respaldo público ou de associaçoes). O único problema, na opinião de alguém vivido, é que talvez possamos nos decepciona ao perceber que 90% da discussão será sobre políticagem….

    Boa sorte, Queridos!

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      1. Marcelo

        Meu Caro, vou tentar contextualizar de uma forma BEM resumida aqui para você e tentarmos chegar a um denominador comum sobre o que seja um GOAT (em minha humilde opinião):

        Me parece existe uma necessidade inerente ao ser humano da veneração ou idolatria a alguém com quem ele possa se espelhar, eo qual possam ser creditados feitos fora do comum, com profundo impacto na sua forma de pensar.

        Dito isto, note que até os anos 30/40 do século passado essa relação com a idolatria não se dava através do esporte: ela ocorria mais numa relação entre o fã e sua religião, do que propriamente com o ídolo no esporte, embora a idolatria já estivesse por lá. E o esporte até então, não possuia grande impacto no modo de pensar das pessoas exceto em momentos bem específicos de nossa história.

        A Bíblia foi a grande precursora dos meios de comunicação em massa. Através da propaganda da Igreja, ela alcançou lugares inimagináveis e catequisou 1/3 da população do globo.

        Mas com o advento do desenvolvimento dos meio de comunicação em massa como rádio e mais tarde a televisão, esta relação estava fadada a mudar: a religião foi (e ainda está) perdendo força pois conforme a informação se tornava não somente mais disceminada, mas também mais clara através das imagens e gravações, mais evidente ficava que alguns feitos ‘sobrenaturais’ creditados a alguma santidade deixava de fazer sentido (note que o processo de mudança é muito lento no ser humano e os fanáticos da fé ainda acreditam piamente em feitos fantásticos de seus ídolos).

        Nos Estados Unidos essa mudança ocorreu mais cedo e já nos anos 30 o beisebol tomava conta do imaginário popular (as histórias eram contadas e os ídolos venerados desde então). Já no Brasil isso ocorreu mais tarde (lá em meados dos anos 50), quando futebol passou a ganhar força, tendo seu ápice nos anos 60/70/80. Mas note que os ídolos eram ídolos locais (personagens como Zagalo, Pelé eram idolatrados e tinham seus feitos repetidos “em verso e prosa” depois de contados na rádio, e esta idolatria de ídolos locais teve seu ápice nos anos 80, onde Zico, Sócrates, Zenon, Reinaldo, Falcão, Roberto Dinamite e companhia podiam ter seus feitos contatdos em veso e prosa, mas agora.. havia também o advento da imagem e eles podiam ser além de contados… provados.

        E lentamente, o esporte foi tomando o seu lugar ao lado da religião devido ao apelo que ele exercia sobre as pessoas

        Mas note que a comunicação em massa se desenvolveu de forma assustadora desde então e o futebol (para o brasileiro) vem deste então tendo um declínio muito grande, pois para que a figura do ídolo e da idolatria possa se desenvolver, também é necessária a figura da identificação (e não dá para idolatrar alguém que troca de camisa a cada 6 meses/1 ano, mas a necesisdade do torcedor continua lá: ter um ídolo, idolatrar alguém

        Mas então, um novo fenômeno aconteceu com a comunicação em massa: veio a globalização e com ela, a possibilidade de ter um ídolo a distâncias maiores: você ainda pode idolatrar alguém próximo, mas você também pode idolatrar alguém do outro lado do globo.

        E depois da globalização, ainda temos a era da superinformação: tudo está disponível o tempo todo para todos. Então dados estatísticos de todas as montas estão aí, e vc, além de escolher seus próprios ídolos, pode ainda compará-los. Não ficou bonito? Mas tem mais: com o crescimento da exposição da internet por todos, você tem novos meios de discutir de forma globalizada sua idolatria com quem quer que seja, e em qualquer língua que você for letrado. Se você acessar um blog de tênis em Inglês ou Espanhol, a qualuqer momento (ou mesmo o youtube), verá que a discussão é a mesma: quem é o GOAT.

        Talvez encontre algumas variações: discussões sobre o GOAT: Jordan ou Lebron James, Schumacher ou Hamilton, CR7, ou Messi, Blog do Dalcim ou do Cossenza e por aí vai (embora eu ache o do Dalcim bem melhor, sempre vai ter alguém contra argumentando).

        Bom tudo isso para tentar explicar o que é um GOAT: GOAT seria “Greatst Of All Times”. Mas para falar a verdade, para compreender bem o termo, é preciso entender a razão da discussão em si: Essa necessidade que o ser humano tem de idolatrar alguém, e de defendê-lo (o fanático toma para si algo que se fala do ídolo dele. Quando você fala algo que não condiz com o personagem que ele criou dentro da própria mente, você está ofendendo o próprio e isso merece resposta ou revide imediato). E o GOAT é isso: uma forma de dizer que “o meu é maior e melhor que o teu”.

        Como você bem notou, a argumentação é inócua pois você não muda a opinião alheia sobre um ídolo (falar do Federer ou Nadal para quem “torce” para o “Nole”, é como ofendê-lo) e a discussão não leva a nada, mas também: não há razão que explique a fé fora da mente de quem acredita.

        E apesar de parecer loucura, Meu Caro, precisamos levar em consideração (em minha humilde opiniao) que sem a fé não há religião, e que sem ídolos, o esporte pouco se desenvolverá e suas políticas públicas terão pouco efeito sem o fomento desta idolatria.

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    1. Barocos

      Grande Danilo !

      Confesso que acho suas intervenções sobre o número de semanas que faltam para que Djokovic conquiste este importante recorde divertidas. Fico ainda mais contente ao constatar que os (poucos) comentários negativos não o afetaram e nem o demoveram de continuar com a contagem regressiva.

      Meu espaço na Kombi é cativo, não está vago e nem é negociável !!

      Saúde e paz.

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  7. Luiz Fernando

    Dois comentários: 1) Cilic perdeu como sempre, só q agora de cara pois o adversário era bem superior do q a manezada habitual das primeiras rodadas; 2) Kyrgios deveria fazer o q nunca faz: fechar a boca…

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  8. Luiz Fabriciano

    Mestre Dalcim, diante de tua visão, me explique o que há com as tenistas Monica Puig e Andrea Petkovic.
    Duas que já protagonizaram e agora andam caindo pelas tabelas. A porto-riquenha perder para uma regressa como Sara Errani é osso, não?
    Forte abraço e que festival inusitado de tenistas – meninos e meninas – jogando de calças foi esse hein?

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    1. José Nilton Dalcim

      hahaha… voltando aos anos 30! A Puig sempre foi uma tenista mais de quadra dura e, convenhamos nada espetacular. Lembro de ter lido uma entrevista dela em que diz que o ouro olímpico criou expectativas que ela não conseguiu cumprir. A Petkovic convive com lesões há muito tempo, Luiz.

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    2. Gabi

      Verdade, quem queria ver as pernocas da mulherada (e dos homens!) agora vê um show de calça com saia por cima. Tenebroso. Até eu vou melhor vestida para a academia.

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  9. Maurício Luís *

    Acho que de nada vai adiantar, mas farei minha parte.
    – Discussão produtiva – como pressionar as autoridades pra que o esporte seja + divulgado e incentivado no país? Como obter mais verbas? Como dar mais acesso à classe C ao tênis, como construção de quadras públicas, de modo que o cidadão não tenha que obrigatoriamente ser sócio de um clube? É viável imitar o que tem sido feito na Itália, Argentina, onde tem surgido novos talentos?
    – Discussão IMPRODUTIVA – ” Quem é o GOAT?” —— Acompanho este blog faz anos, e nunca vi ninguém mudar de lado por causa dos argumentos tendenciosos. Fica cada um dos lados apresentando números que melhor lhes convém, tipo puxando a sardinha.
    Pior que o tal GOAT nem sabe que essa galera existe. Tá lá no iate dele, com os pés pra cima, um drink do lado, um tira-gosto do outro, nem aí.
    Perda total de tempo. Vai ver que se sentem bem fazendo isso, é tipo uma catarse. Fora isso, não serve pra nada.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Claro que não serve pra nada, Maurício. Afinal TRÊS candidatos ainda estão em atividade. E o que ainda está atrás é o que mais recebe a alcunha de ” Goat ” . E se usa todo tipo de inverdades, que são seguidas por marmanjos diariamente mesmo com o blogueiro já tendo chamado a atenção inúmeras vezes. Vida que segue … Abs!

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      1. Maurício Luís *

        Sérgio, você tocou num ponto importante e é lá que eu queria chegar. O Dalcim frequentemente tem que ficar chamando a atenção e fazendo moderação das ofensas. Acredito que isto toma tempo. É que ele é profissional e tem paciência, mas este tempo perdido poderia ser melhor aproveitado, acredito eu.

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    2. Willian Rodrigues

      Nobre Maurício, eu também considero extremamente importantes as discussões/debates acerca de propostas objetivas para que haja uma maior difusão do tênis no Brasil. Seria muito legal se houvesse políticas públicas mais eficazes de incentivo, não somente ao tênis, mas em relação a todos os demais esportes que não apenas o futebol. Nota: aprecio demais e sou vascaíno, sofredor. Há poucos meses, houve um levantamento quanto ao número de quadras públicas em nosso país, e os números forma surpreendentes (leia-se, lamentáveis).
      A questão é que, estabelecermos um fórum de discussões aqui seria pouco produtivo, a menos que alguns dos participantes ou colaboradores estivessem envolvidos com a gestão de órgãos ou instituições públicas e pudessem levar algumas sugestões adiante. DE QUALQUER MODO, eu endosso sua sugestãopara que o mestre Dalcim, quando dispuser de tempo, faça uma eventual reportagem a esse respeito… Eu realmente gostaria de ouvir (ler) as opiniões e sugestões de alguns colegas aqui, pois me parecem muito sensatos.

      Quanto às provocações e debates com relação à conceituação do que seria um GOAT, ou de quem será o futuro “maior e/ou melhor de todos”, particularmente, acho divertido demais!! HeHeHeHe… E, ao final das contas, acabo aprendendo um bocado sobre técnicas, estilos e táticas no tênis, devido aos apontamentos dos colegas, e do próprio Dalcim.
      Não gosto de encarar tudo nessa vida como um processo de intelectualização (talvez porque eu seja mesmo limitado…).
      Saudações a todos! Semana abençoada para nós todos!

      Responder
    3. Luiz Fernando

      Estou de acordo c vc e o Sérgio, com estes 3 ainda competindo ninguém sabe como estarão os números, que no meu entendimento são os mais relevantes em qualquer esporte p definir isto ou aquilo. O próprio Dalcim já expôs mais de uma vez q há necessidade de aguardar o final das carreiras do Big3 p fazer afirmações mais consistentes…

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  10. periferia

    Herói

    No esporte existem duas figuras.

    O campeão:
    O campeao é aquele que tira proveito de sua capacidade.
    Vence por que é bom.
    Cada músculo do seu corpo está preparado para conquista.

    O herói:
    O herói é aquele quando menos se espera… busca dentro da alma vencer limites.
    Luta com dificuldades…sabendo que a qualquer momento o corpo pode deixa-lo na mão.
    Joga por paixão.
    Faz do esporte uma estrada para superação.
    Não desiste.
    Se recusa a perder.

    O campeão nos faz sentir poderoso.
    O herói nos faz sentir humano.

    Murray é um herói.

    (O grande Mats Wilander questionou o convite recebido por Murray para Roland Garros.
    Para o sueco…heróis não merecem convites)

    Responder
    1. Marcelo

      Respeitamos a opiniâo dele, mas nao concordo. Não acho que Murray seja tampouco um herói (ao qual faltam muitas características para que o Murray seja considerado como tal). Mas o Murray merece. Para entender qualquer esporte ou àrea de conhecimento, é necessário respeitar a sua história. E Murray é parte da própria história viva do tênis.

      Óbvio que se insistir no ato de querer convite pra tudo todos os anos, ppderá rapidamente ser confundido como mais um caça niquel, que vai aos torneios para manter a imagem em evidência e assim perpetuar os contratos com bonificaçao por mais alguns anos (assim como aquela jogadora irmã da mais famosa, que ja passou dos 40, ja foi numero 1 mas cai na primeira rodada em todo torneio qye participa.)

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Desculpe , Marcelo. Murray nunca pediu convite pra tudo. Ou contrário , voltou disputando Challengers. E a nossa amiga de 40 anos , é uma lenda do Esporte que teve uma doença gravíssima ainda em seu auge. Todos sabem que as irmãs Willians se aposentam pós Olimpíadas ( são as maiores medalhistas da história ) , ou pós USOPEN 2021. Pra desespero dos preconceituosos que ainda acreditam que joguem somente por $$$$$$ Abs!

        Responder
        1. Marcelo

          Gostaria de entender porque há a visão simplória e romântica sobre os esportistas e artistas. Tenistas, boleiros, jogadores de basquete e o ser humano em geral são muito parecidos na essência: Eles tem os mesmos problemas, alegrias e ambições de todos.

          No caso, respeito tua opinião, mas enquanto discutimos aqui, aquela segue enchendo o bolso de pratinhas enquanto pode, já que raramente produz algo na quadra já tem alguns anos, antes da aposentadoria das quadras (no que aliás, está certíssima em fazer, já que o circuito sugou dela o que pode dela por mais de duas décadas).

          Mas de boa, as vezes acho que certas análises podem carecer de uma certa dose de vivência…

          Responder
          1. Heitor

            Vivência?
            pelos que leio aqui dos comentários do Sérgio Ribeiro, ele tem sim vivência para opinar e de forma abalizada.

    2. Sérgio Ribeiro

      Então caro periferia . O ” grande ” Wilander parece ter esquecido da sua triste tentativa de volta em 1996 . Um especialista no Saibro passou vergonha em RG , além de perder 8 em Dez . Quem é ele pra pegar um microfone e falar tanta bobagem do herói ? Que nessa sua tentativa já venceu um Torneio e um TOP 10 ( Zverev ) ? Abs!

      Responder
    3. Willian Rodrigues

      Periferia, gostei muito da sua crônica!
      Também achei injustas as declarações do Wilander, e postei isso no site Tenis Brasil.
      Murray já mereceria todas as honrarias do esporte por ter se destacado, durante aproximadamente uma década, como o 4º mosqueteiro. Foi dos pouquíssimos que conseguiu intervir no domínio do BIg 3.
      Liderou o ranking durante 41 semanas (14º maior), e venceu nada menos que 14 masters 1000 e 3 grand slams.
      Nessa tentativa de retorno após o problema nos quadris, vem demonstrando uma paixão descomunal pelo esporte e muita resiliência.
      Não bastasse tudo isso, é também um excelente exemplo de ser humano, antenado e engajado com ações afirmativas modernas.
      Primeiro, senão único, a contratar uma mulher como treinadora. Valoriza jovens talentos de seu país. Só faz declarações sensatas, especialmente me relação ao esporte. Enm minha modesta opinião, esse britânico merece todos os convites do mundo, e enquanto ele quiser!!
      Mesmo Mats Wilander sendo um grande vencedor (7 grand slams), está analisando o processo por um prisma equivocado.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Só não pode esquecer na sua relação , caro William o Bi Olímpico em sequência , algo que dificilmente veremos novamente , e o FINALS que o Touro ainda não possui. Um autêntico representante do Big Four e respeitado por todos no Circuito . Abs !

        Responder
        1. Willian Rodrigues

          Bem lembrado Sérgio Ribeiro!
          Puxa vida, fui me esquecer justamente do que há de mais importante na carreira do Murray! O legítimo bicampeonato olímpico, porque foi consecutivo. Esse feito, acho pouco provável que ainda seja superado. Abs

          Responder
    4. Filipe Fernandes

      Caro Peri (posso adotar o terno apelido que o caro Levi lhe dedicou? rs),

      Mais uma bela reflexão da sua parte, gosto muito dessa sua forma de ver o esporte (e já percebi que ela não é, felizmente, circunscrita a ele), a sua consideração às circunstâncias do percurso, para além das láureas. Uma percepção admirável. Murray é, de fato, um herói, nas quadras e na vida (um gentleman da consciência).

      Caro, outro dia você fez uma lista muito legal de filmes sobre jornalismo e imprensa, colhendo frases marcantes deles. Já assisti a alguns e os outros que não eu anotei para assistir. Sobre um que não estava nela: você já viu “O Informante” (1999)?

      Estou te perguntando, mas confesso que eu mesmo ainda não o vi. Ele também se ambienta no mundo jornalístico e foi realizado por um grande cineasta, o Michael Mann (motivo da minha pergunta), do excelente “Miami Vice” (2006).

      Um grande abraço, Peri, e boa semana!

      Responder
      1. Rafael Azevedo

        Também vi essa lista e também pensei em um filme: “Intrigas de Estado”. Já assistiram esse?
        Muito bom, também, mas não é baseado em fatos reais.

        Responder
      2. periferia

        Olá Filipe.

        Gosto muito….(boa lembranca ) principalmente do personagem do Pacino…Lowell Bergman.
        Um personagem real….foi produtor do 60 minutos por muitos anos (programa de grande relevância).
        Mostra quem manda no jornalismo….e não é a notícia.
        Michael Mann teve um início muito bom….com o tempo deu uma caída ….gosto muito de Fogo Contra Fogo (Pacino e De Niro em um bom policial ..eles fizeram O Poderoso Chefão mas não haviam contracenado juntos….o filme foi uma oportunidade de juntar os dois maiores atores de sua geração).

        Abs Filipe.

        Responder
        1. Filipe Fernandes

          Caro Periferia,

          “Fogo Contra Fogo” é conhecido também por, talvez, apresentar a sequência de tiroteio mais emblemática do cinema. Diversos críticos a consideram a mais impressionante. É muito bom saber que conhece a obra desse cineasta.

          Caro Rafael Azevedo, não assisti a “Intrigas de Estado”, até me lembro de quando ele foi lançado. É outro que vou anotar para ver, agradecido pela dica implícita. Li a sinopse dele agora e me veio à mente outro filme que envolve jornalismo, conspiração e, também, universo jurídico: “O Dossiê Pelicano” (1993), de Alan J. Pakula, o mesmo cineasta de “Todos os Homens do Presidente”, que o Periferia havia citado na lista. Gostei muito desse, há uma boa química entre Denzel Washington e Julia Roberts nas cenas em que contracenam e uma densa atmosfera de perseguição.

          Um grande abraço cinéfilo aos dois!

          Responder
        2. Luiz Fabriciano

          Caro Periferia, em Fogo contra Fogo, segundo li, ambos não participaram do mesmo set. Por birra que nutriam mutuamente.
          Tanto que no confronto final, realmente há um lance que divide a cena em duas.

          Responder
          1. periferia

            Olá Luiz.

            São dois atores de egos imensos….hoje estão decadentes….mas foram grandes…..principalmente entre os anos 70 e 80 com filmes como :
            O Franco Atirador
            Touro Indomável
            Era uma vez na América
            Coração Satanico
            A Missão
            Taxi Drive
            Um dia de cão
            Scarface
            Serpico
            O Poderoso Chefão 1 e 2

            Apenas na década 70 e 80.

            Abs

      3. Rubens Leme

        Michael Mann é diretor de poucos e clássicos filmes, com 4 indicações ao Oscar, sendo três pelo O Informante, um filme que aborda não apenas a relação entre jornalista e sua fonte, bem como o poder das fake news – para usar um terma atual – e a influência da parte comercial de uma empresa no conteúdo jornalístico. Um filme de grande reflexão e ainda muito atual.

        A película se baseia em uma história real, teve 7 indicações ao Oscar, incluindo a de melhor ator para Russell Crowe, no melhor papel de sua carreira.

        Já Mann, dirigiu apenas 24 filmes e destaco dois: Fogo contra Fogo, de 1995 – disponível no Prime Amazon -, um policial que pela primeira vez coloca cara a cara na tela, Al Pacino e Robert de Niro (antes eles haviam aparecidos em épocas diferentes no O Poderoso Chefão 2). Neste filme há o diálogo lendário entre os dois personagens, entre o tenente Vicent Hanna (Pacino) e Neil McCauley (de Niro) – sobre o que acontecerá quando se encontrassem novamente.

        Grande filme.

        Outro grande filme, mas de final triste e amargo é Profissão: Ladrão, estrelando James Caan (o Sonny Corleone) e James Belushi. Este filme foi lançado recentemente aqui como parte da caixa Cinema Policial Volume 1 (são 5 volumes): https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1411980980-dvd-cinema-policial-1-sem-cards-versatil-bonellihq-m20-_JM#position=1&type=item&tracking_id=f965481e-76c0-4534-979a-976db8effc27.

        Também valem ser vistos dele a biografia de Cassius Clay (Ali, com Will Smith) e o também, extremamente violento, Inimigos Públicos, que conta a caçada promovida pelo agente do FBI Melvin Purvis (Christian Bale) em cima do lendário John Dillinger, vivido por Johnny Depp.

        Ainda dele, poderia se destacar, embora mais fracos, O Último dos Moicanos (com Daniel Day-Lewis) e Colateral, com Tom Cruise.

        Responder
        1. Filipe Fernandes

          Caro Leme,

          Você mais uma vez trazendo ao Blog um belo inventário da obra de um artista. Sua presença no neste ilustre espaço o abrilhanta sobremaneira. “Profissão: Ladrão” é outro filme do Mann do qual já ouvi falar muito bem e que ainda não vi. Obrigado pela lembrança.

          Espero que sua aparição aqui no Blog seja mais frequente — claro, dentro do seu ritmo pessoal. E que esteja tudo bem com você e seus queridos.

          Um grande abraço, caro Leme, e mais vida à vida que prossegue.

          Responder
    5. Miguel BsB

      Herói não sei se ele é, mas guerreiro com ctz sim!
      Murray já é uma lenda do tenis multi multimilionário, pai de 2 ou de 3 filhos, não sei ao certo…não precisaria mais jogar se não fosse seu legitimo amor ao esporte.
      Tb não compactuo com nenhuma declaração desrespeitosa em relação ao escocês! E ele merece convite pra qualquer torneio no mundo que ele desejar jogar…

      Responder
    6. Marcilio Aguiar

      Muito bem periferia. O escocês merece todo o respeito e admiração pelo sua carreira e pela pessoa que demonstra ser. Acho que se ele vai saber a hora de parar sem a necessidade de ser tutelado por ex-campeões.

      Responder
    7. Barocos

      Periferia,

      Como sempre, grande intervenção, sobretudo sob a ótica humanista. De fato, tudo que já li sobre o Murray e seus posicionamentos acerca de questões relevantes no mundo do tênis (e até fora dele) e, principalmente, suas conquistas dentro das quadras, deixam claro que ele merece todos os convites que quem pode tomar este tipo de decisão resolver conceder.

      Acho muita presunção do Wilander querer determinar quem merece ou não este tipo de privilégio, que eu saiba ele não patrocina nenhum grande evento. Está, novamente, na moda querer ditar o que é certo ou errado na vida alheia e em decisões que não nos afetam diretamente.

      Saúde e paz.

      Responder
    8. Marcão

      Não entendi a deselegância do Wilander. Mais do que ninguém, Murray sabe que se aproxima o fim do espetáculo. É bem verdade que viveu diversos personagens, alguns heróicos outros pusilânimes, mas o figurino de sparring certamente não vestirá.

      Responder
          1. Luiz Fabriciano

            Se aqui fosse o Sérgio Ribeiro diria: onde o colega estava quando Tenisbrasil divulgou isso e tu não viu?
            Rssss.

          2. João ando

            Nao e por dinheiro. …a premiação dele já ronda 6 milhões de dólares ….mulher muda a cabeça dos homens….ele está com 38 anos

  11. Marcelo

    Vi um pouco de Sinner vs Gofin e tive a impressão que ambos os tenistas tem uma diferença clara de potência nos golpes bem acima do normal para o saibro e o Gofin parece que sofreu bastante com as bolas que vinham sempre mais pesadas do outro lado. Isso também pode ser “colocado na conta” da troca de bolas por mais pesadas? Não me recordo de força ser um fator tão decisivo em jogos no saibro. Por curiosidade procurei, mas não encontrei no google nada falando sobre a diferença de peso entre antiga e nova. Vc saberia dizer?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      As bolas têm um peso mínimo e máximo estabelecidos pela regra, Marcelo. A questão não é o peso antes de jogar, mas depois que a bola fica mais desgastada. Três ou quatro games depois, com a força e efeito que os profissionais jogam, os pelos tendem a aflorar e isso vai deixando a bola cada vez mais lenta porque mistura ainda o piso lento e úmido.

      Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Como eu argumentei antes, Edval, a bola me parece ter sido feita para um torneio normal, ou seja, em condições de quadra seca e clima mais quente, do final de maio. A mudança de clima certamente não estava prevista.

          Responder
  12. Marcilio Aguiar

    Nada será como antes! A época é outra, o teto é retrátil, o frio castiga, o sol se recolhe, as bolas se tornam de chumbo e o ano é aziago. Alguma coisa está fora de ordem? Pode ser, pode ser… mas uma coisa não muda e o final será como antes: NADAL vence!

    Responder
  13. Eduardo Pomiecinski

    Boa noite Dalcim,

    Esse ano acabamos esquecendo um fato histórico bem importante no Tênis. Em 25/07/2005 ( Há 15 anos e 2 meses), iniciou uma hegemonia, em que nenhum tenista fora do big four conseguiu chegar ao menos ao top 2. O último foi Leyton Hewitt em 18/07/2005, na segunda posição.
    Acho um feito realmente esplêndido porque tivemos muitos afastamentos prolongados do big 4 por lesões e mesmo assim os que mantiveram em ação seguraram as pontas.

    Esse ano estamos sem Federer e sem Murray praticamente.

    Dalcim, tu acha que o Thiem chega a top 2 esse ano? Ou tu acha que esse recorde pode chegar a 16 anos?? INCRÍVEL NÉ??

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ele já terá uma chance neste Roland Garros, caso conquiste o título. Acho que ele pode ir bem também na quadra dura coberta e assim a briga com Nadal promete ser intensa até o Finals.

      Responder
  14. Jony Marcio

    Dalcim, desde a terceira rodada do Bellucci no Us Open de 2015, não temos um tenista brasileiro atingindo essa rodada em nenhum Grand Slam, considerando tão somente as chaves masculinas de simples. São 5 longos anos. Acho que está mais do que na hora de alguém quebrar essa escrita. Vc vê o Monteiro com boas chances nesse torneio?

    Responder
  15. Mário Cesar Rodrigues

    A única dúvida minha é Rafa pois o saibro lento é bom para ele quando mais jovem,E essas bolas o Evans falou que não serve nem para cachorro o Rafa vai lutar muito mas tem que ver como está fisicamente e ritmo de jogo.mas se tratando de RG já amolou as facas!

    Responder
  16. Rafael Azevedo

    O Sinner tá jogando o fino da bola.
    E não é só ofensivamente. As defesas e contrataques dele foram formidáveis contra o Goffin. Tá chegando em todas as bolas.

    Responder
  17. Rodrigo S. Cruz

    A rodada de segunda-feira que trás jogos do outro lado da chave terá algumas atrações interessantes.
    Resolvi tecer alguns comentários sobre alguns deles, galera:

    Cilic x Thiem

    Será a segunda partida da Philipe-Chatrier… O Cilic nunca conseguiu beliscar nada relevante no saibro, e ainda deu o tremendo azar de enfrentar aquele que é no mínimo o terceiro maior favorito ao título neste ano. Se tivesse que apostar, acho que o Thiem vencerá em sets diretos também.

    Gerasimov x Nadal

    Pouco se sabe sobre esse primeiro oponente do Nadal, exceto que joga o seu primeiro RG e que fracassou no quali de Roma, caindo para o Cecchinato… O Touro deve passar o trator por cima. 3 x 0 com placar elástico.

    Bublik x Monfils

    Alexander Bublik, número 56 do mundo, é cazaque e possui um currículo bem modesto. No entanto, ele HUMILHOU o superestimado Felix Auger-Aliassime, semana passada em Hamburgo…o jogo tem tudo para ser tranquilo pro Monfils. Todavia, o francês disputou dois torneios sobre o saibro e decepcionou. Em Roma, ele foi varrido pelo inexpressivo Koepfer, e em Hamburgo foi facilmente superado pelo desconhecido Hanfmann. Ambos, na estreia. Não vou arriscar o placar, mas acho que o francês vence.

    Medvedev x Fucsovics

    Apesar de liderar o confronto direto por 3 x 0, não dá para cravar que Medvedv terá vida fácil… o russo disputou apenas Hamburgo e está sem ritmo sobre o saibro. Sendo que ali, ele foi derrotado por Ugo Humbert na estreia. Já o seu rival Marton Fucsovics tem um físico privilegiado. E único título de simples da sua carreira foi sobre o saibro, em 2018. Mas não pode ser desprezado, já que fez grande campanha no Australian Open, tendo eliminado Shapovalov, Sinner e Paul, e também tirado um set de Federer…

    Fognini x Kukushkin

    O resultado vai depender como sempre da VONTADE do italiano em jogar (rs) Ele lidera o confronto direto no saibro por 2 x 0 contra o cazaque, e a diferença técnica é abissal. Entretanto, o Fognini vem de participações pífias em Roma e em Hamburgo, tendo vencido apena suma partida em 3 jogos…

    Nishioka x Auger-Aliassime

    O queridinho” do nosso velho amigo Pessanha vem apanhando feio de muita gente. Em Hamburgo, acredite quem quiser, ele perdeu do Bublik! Curiosamente ele perde no confronto direto com Nishioka por 2 x 0 também, só que nunca se enfrentaram no saibro… Claro que eu aposto numa vitória do Aliassime, mas ele precisa entrar atento para evitar outro vexame.

    Responder
  18. Davi Poiani

    Tantos jogadores assim reclamando da bola pode ser um sinal de que o torneio pisou na bola ao ter trocado as bolas… Ainda mais pelas condições climáticas. Mas também concordo com um eventual lado positivo de se ver alguma novidade no decorrer do torneio.

    Dalcim, quanto à questão que você mencionou sobre isto favorecer a volta dos verdadeiros saibristas, compreendo que isto tem a ver com o jogo mais lento no geral. No entanto, o fato do quique ser mais baixo não seria algo a justamente descaracterizar algo típico do saibro, que é o quique mais alto e a necessidade de mais spin?

    Vi alguns caras, tal como o Medvedev, dizendo que talvez isto possa ajudar a bater mais reto na bola. Você também acha que isto pode ser um fator relevante para dificultar as coisas para o Nadal?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Bater reto com uma bola de quique baixo também não é tão simples assim, Davi. E se a bola está ‘grande’ (pesada, lenta) fica ainda mais complicado. É fato que a bola mais baixa dificulta entrar por baixo e dar o topspin ideal, mas ao mesmo tempo ‘puxar’ a bola é melhor solução de contragolpe. Quanto à troca de bola, vamos lembrar que o contrato foi assinado lá no começo do ano e certamente previa a disputa do torneio na data normal, o que infelizmente não aconteceu por conta da pandemia. Abs!

      Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, acho que ele estaria na melhor das hipóteses muito próximo ao Djokovic. Vamos lembrar que o austríaco não fez qualquer jogo no saibro ainda. Claro que é seu piso natural, mas as condições deste Roland Garros estão diferentes e então precisamos avaliar com calma. Djoko, por seu lado, trocou para o saibro em Roma e levou o título, com alguns grandes momentos.

      Responder
  19. Nattan Labatto

    O colega Paulo Almeida falou algo interessante no post anterior sobre a relação peso/altura do Djokovic. Eu acredito ter sim relação com o fato dele não ter muitas lesões (ao menos não tão graves quanto a maioria dos tenistas de ponta), alinhado é claro com outros progressos que o sérvio obteve.

    Ah se ele faz essa dieta do glúten em meados de 2007… Nunca saberemos, mas cogito que teria uns títulos a mais.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Pelo menos os membros inferiores do sérvio não sofreram nada grave até hoje, caro Nattan.

      Sim, se ele tivesse mudado sua dieta antes de meados de 2010, é bem possível que tivesse atingido o nível de 2011 mais cedo.

      Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Vocês só lembram das lesões do Sérvio quando ele perde , não é mesmo caro Nattan ? Já ficou meses adiando cirurgias. Vamos ver daqui a três anos se essa relação peso/ altura , será a grande responsável por uma possível longevidade. É SEIS anos mas jovem que o Suíço que na mesma idade de Novak não tinha muito o que reclamar. Abs!

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Ainda bem que você admite que o Federer não podia colocar a culpa das derrotas pra Djokovic e Nadal por ter míseros 33 anos. Aliás, não pode até hoje, vide Wimbledon 2019.

        Responder
    3. Marcelo

      A dieta do sérvio é altamente recomendada (e não se trata apenas de retirar o gluten, pois a que ele aplica é bem mais complexa do que isso, e muito provavelmente explica parte da longevidade e desempenho dele). Mas acredite: não deve ser muito diferente dos demais TOP, ou eles não estariam lá aos 34/35…/39 (Federer, Nadal, Wawrinka e companhia).

      Sou “torcedor” do Federer, mas acredito que está conversa dele em dizer que come queijo, chocolate, macarrão e adora sorvete trata-se mais de uma forma de despistar sobre como ele se alimenta, do que propriamente dizer o que ele faz para manter a longevidade. A alimentação dele está mais próxima da alimentação do Servio, sem dúvida.

      Enquanto isso outros (brasileiros) parecem que não entendem isso e continuam se alimentando de pizza e adoram um fast food “escondido” e já aos 32 enfrentam sérios problemas para manter o alto rendimento.

      Já quanto aos títulos do Djoko, já que os torcedores dele adoram um “SE”: “se ele tivesse começado a dieta do glúten aos 11, ele provavelmente começaria a ganhar títulos aos 14 e estaria imbatível aos 15 e hoje ele COM TODA CERTEZA DO MUNDO já teria mais títulos que o Connors”. : – DDD

      Responder
      1. Nattan Lobatto

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        Esse último parágrafo já valeu o ingresso hahaha

        De resto, acredito e concordo que todos os tops devem ter fazer uma alimentação regrada e rígida. Agora, é latente a mudança/evolução do Djoko pós dieta, deixando, inclusive, de abandonar jogos com frequência.

        Abs

        Responder
  20. Athos

    Dalcin , apesar da quadra está pesada e a bola mais pesada ainda , não achei o jogo tão lento assim , é bem verdade que vi apenas 2 jogos o do wawrinka e o do Gofin , estes jogos quase não tiveram ralis , o jogador que atacava primeiro na cruzada ou paralela dificilmente perdia o ponto , com o quique mais baixo os jogadores que ficam mais atrás da linha de base podem sofrer pq vão pegar uma bola quase na na altura da canela na minha opinião .

    Responder
  21. Gustavo Silva

    Dalcim, por que você diz que o Nadal não gosta do saibro mais lento? Eu pensava que era exatamente o contrário: piso mais lento e pesado, jogo mais físico, com spin alto e fundo do espanhol machucando os adversários, que seriam obrigados a atacar buscando as linhas, cometendo vários erros não-forçados.

    Não entendi. Quero aprender com quem entende de verdade.

    Boa noite, Dalcim. Ótima semana!

    Responder
    1. Miguel BsB

      Meu caro Gustavo, quanto mais seca as condições climáticas e menos umidade, a bola quica mais e o topspin é intensificado…
      Digo isso pois sou de Brasília e aqui, além de seco a maioria do ano, tem uma certa altitude, 1.000 acima do mar.
      Aqui a bola fica “selvagem” com quem consegue imprimir muito topspin e fazer ela girar…

      Responder
  22. Cassio

    Dalcim, adoro teu blog. Sempre vejo pessoas te elogiando aqui e hoje é a minha vez. Vc me surpreendeu com esse texto justamente porque tava todo mundo falando do peso e da bolinha e da quadra e do barro… e vc fez a gente olhar o outro lado da moeda e ainda se divertindo. Muito bacana. Durante estes anos (desde 2012 eu acompanho o Blog) vc fez eu ampliar o sentido do gosto do esporte em mim. Antes eu gostava só do Guga, depois só do Federer e aqui aprendi a ver o esporte se desenvolvendo e aprimorando e não ficar apenas “torcendo”. Depois de começar a ler diariamente teus textos observo em mim mesmo o quanto teus relatos são importantes para o esporte, porque eu mesmo melhorei minha visão… Assisto os jogos e vou tentando reparar em cada jogador de acordo com alguma prévia dica que você deu sobre a partida e tals… (Vc traz a escola do debate serio de Futebol para o mundo do Tenis, como o Kfouri e outros) É como estudar música. A gente vai ouvindo os sons que antes não ouvia. Um barato. Eu moro na Argentina, e todos sabemos da historia que a Argentina tem nesse esporte. Mas meus amigos daqui não tem um “Dalcim” deles. Conversando com eles percebi que tinha mais “informação mastigada” da temporada que eles (hahaha) Não que seja uma competição, mas isso me surpreendeu e eu só depois percebi que era por tua causa (hehe)! Eu até recomendei o TenisBrasil pra vários deles porque nos textos comuns sobre o tenis tem pouca dessa análise pessoal/técnica/sensível que você faz. Sem exagerar. É fundamental para nossa formação como torcedor e acredito pros jovens tenistas tb. Se você souber de outros colegas jornalistas teus que escrevem em castelhano sou todo ouvido para novas indicações. Abraçaço!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Opa, Cássio. Puxa, fiquei muito contente com suas palavras. Isso incentiva o meu trabalho e de todo o pessoal aqui do TenisBrasil. A gente se esforça muito para dar essa contribuição e, ao receber feedbacks tão positivos, fico realmente motivado. Não conheço muito o trabalho do pessoal aí, mas se souber aviso, sim. Abração!

      Responder
      1. Filipe Fernandes

        Caro Dalcim,

        Faço das palavras do caro Cássio as minhas. Suas análises acuradas ampliam a minha (nossa, certamente) visão e entendimento acerca deste belo esporte, em suas particularidades e linhas gerais. Você me lembra muito o notável Paulo Calçade da Espn, que, com o seu conhecimento profundo e a sua elegância, sempre nos convida a ver o jogo de futebol de forma mais enriquecida e interessante, ao invés de diminuí-lo ou banalizá-lo. Ao meu ver, sua postura ante o tênis é inteiramente similar.

        Um grande e cordial abraço, mestre, e também ao pessoal do Blog. Bom Roland Garros e uma boa semana a todos!

        Responder
          1. Filipe Fernandes

            Mestre,

            Como é bom saber disso, que são amigos! Você não tem noção do quanto admiro vocês dois, o trabalho e a integridade de ambos. Um grande abraço, Dalcim!

          2. José Nilton Dalcim

            Paulinho trabalhou comigo na Gazeta e na Match Point. Uma pessoa íntegra e muito competente. Tentei fazê-lo virar tenista, mas não teve jeito… rsrs… Obrigado e abraço!

  23. Fernando Ferreira

    Dois jogos que chamam a atenção, além do óbvio duelo Thiem vs Cilic (dois campeões de Slam).

    Monfils vs Bublik – dois tenistas imprevisíveis e acrobáticos que muitas vezes parecem mais interessados em se divertir em quadra do que em ganhar o ponto. Deve gerar um bom número de jogadas interessantes, que o público vai aplaudir de pé,

    Milmann vs Carreño Busta – dois tenistas raçudos e consistentes do fundo de quadra que gostam de longas trocas. Mesmo que acabe com placar dilatado, tipo 6-2 6-2 6-1, não deve ser jogo rápido, os pontos e games devem ser longos. E, se as margens dos sets forem curtas, pode gerar uma batalha longa, maratona do fundo de quadra.
    É o tipo de jogo 8 ou 80 – ou as pessoas não tem paciência e desistem de assistir porque fica longo, ou então ficam entretidos com os longos rallies.

    Responder
  24. Lucas Leite

    Dalcim, me diz uma coisa. Achei que o Tsitsipas jogou um tênis incrível hoje, no terceiro set, da última vez que quebrou o Rublev e logo depois confirmou seu serviço, estava voando, com pontos lindos, com potência e muita variação. Mas no fim, games muito rápidos se decidiram entre erros bobos do grego e pontos muito bem jogados pelo russo. O que é mais importante para o grego resgatar a confiança, mais vitórias? Pra chegar na final, ele embalou 4 boas vitórias que já serviram para ele resgatar seu melhor tênis. Será que mais vitórias são o que falta para esse ajuste de confiança? Porque ele mostrou tênis de sobra em quadra essa semana, fez um pouco de tudo e bem feito. Só não conseguiu fechar o jogo, sacando para o título…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que não é questão de vitórias, mas de vitórias importantes. A partir do 5/4 e saque para ganhar o jogo, ele fez só dois pontos em três games!

      Responder
      1. Evaldo Aparecido Moreira

        Dalcim,
        Neste caso, não seria o mental também?
        Não seria a hora do Patrick M, assumir de vez e preparar melhor o grego, porque o pai dele, atrapalha demais, nem é técnico, é mais pai mesmo rsrsrs, e dadas a circunstância, ou até outro técnico, já Patrick M treina a Serena Williams, ai fica dificil conciliar, concordas mestres !?

        Responder

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