Noite dos sonhos para Aliassime
Por José Nilton Dalcim
4 de setembro de 2020 às 00:46

Não era de se esperar uma grande atuação de Andy Murray depois da estreia tão desgastante de dois dias atrás, mas ele certamente não contava com um Felix Aliassime tão inspirado. O garoto canadense fez uma de suas melhores exibições como profissional, demonstrando um controle invejável de sua força, o que lhe propiciou um caminhão de aces e winners. Sufocou o escocês do começo ao fim, numa noite de sonho na Arthur Ashe.

Felix jogou tanto, mas tanto tênis que Greg Rusedski, o canadense que foi top 4 enquanto jogava sob bandeira britânica, não conteve a euforia. “Se ele jogar nesse padrão o resto do torneio, pode ser campeão”, arriscou. Os números apoiam – 52 winners contra apenas 9, 24 aces e 89% de pontos vencidos com o primeiro saque  -, mas o que realmente encantou foi o domínio emocional, a profundidade das bolas, as devoluções tão ofensivas e as variações táticas que buscou.

Enquanto o canadense aguarda Daniel Evans ou Corentin Moutet, o genial Murray sabe que ainda precisa de mais tempo para recuperar o padrão físico tão essencial a seu estilo. Está um tanto claro que ele pode ter sucesso em torneios mais curtos, de três sets, sem esse padrão tão alto de exigência, como fez no ano passado na Antuérpia.

No feminino, o show foi de Azarenka. Imprimiu um ritmo muito forte no começo e Aryna Sabalenka se perdeu toda. Cometeu erros absurdos em bolas básicas. Vika ainda perdeu um serviço que quase recolocou ânimo na compatriota, mas ficou nisso. A excelente fase da campeã de Cincinnati continua. Ela aguarda quem passar do jogo interrompido pela chuva de Iga Swiatek e Sachia Vickery. Para alegrar ainda mais, Azarenka viu a queda de Johanna Konta, que era a mais provável adversária de oitavas.

Serena Williams jogou um pouco melhor do que na estreia, mas permitiu reação da russa Margarita Gasparyan, uma das raras no circuito que usa backhand de uma mão, e perdeu três serviços. A multicampeã levantou o astral com seus tradicionais gritos, que ecoam ainda mais alto no estádio vazio. Agora, reencontra Sloane Stephens para um duelo de campeãs, com vantagem de cinco vitórias em seis duelos.

A rodada masculina
– No dia em que comemorou 27 anos, Dominic Thiem venceu por sets diretos mas ainda viveu instabilidades. Incrível como devolveu lá no juiz de linha mesmo diante de um Sumit Nagal cuja média de primeiro saque é de 160 km/h. Vai precisar de muito mais diante do rodado Marin Cilic.
– Daniil Medvedev até encontrou resistência num desconhecido Christopher O’Connell, que tentou brechas com seu backhand de uma mão na paralela. A chave do russo continua incrível. Agora vem o convidado JJ Wolf, 21 anos e 138º do ranking. Não é mau jogador, mas foge demais do backhand e deixa buracos perigosos.
– Vasek Pospisil, um dos mentores da nova associação de jogadores, impediu o aguardado duelo entre Milos Raonic e Roberto Bautista. Ótimo duplista, Pospisil ousou esperar o saque do compatriota sempre em cima da linha e Raonic colecionou erros de todo o tipo. Bautista tenta chegar pela terceira vez nas oitavas.
– Frances Tiafoe lutou 3h57, cometeu 73 erros mas mostrou estar sobrando físico após a contaminação do coronavírus. Enfrentará Marton Fucsovics, que reagiu diante de Grigor Dimitrov em maratona ainda mais longa, de 4h50 e quase 400 pontos disputados. Foi apenas a 2ª vitória de Tiafoe em 10 jogos que chegaram ao quinto set.
– Semi do ano passado, Matteo Berrettini ainda não perdeu set no piso bem mais veloz. Agora, encara o também jovem Casper Ruud. E há boa chance de um outro ‘next-gen’ entrar na briga por essa vaga nas quartas: Andrey Rublev tirou dois franceses com autoridade e é favorito diante da surpresa italiana Salvatore Caruso, 100º aos 27 anos e que joga seu primeiro US Open.

– Outro duelo da nova geração envolverá o rapidíssimo Alex de Minaur e o mão de pedra Karen Khachanov, que hoje sacou muito bem. O australiano foi campeão de duplas em Cincinnati no sábado.
– Daniel Evans teve seu difícil jogo diante do canhoto Corentin Moutet adiado. A situação estava complicada. O francês de 21 anos mistura força e jeito. Pode complicar.

Os destaques femininos
– A cabeça 2 Sofia Kenin está na terceira rodada do US Open pelo quarto ano seguido, mas nunca passou disso. A juvenil canadense Leylah Fernandez confirmou sua qualidade, mas não foi páreo para a solidez da norte-americana, que agora encara a versatilidade de Ons Jabeur.
– As cabeças continuam a cair, e desta vez foi um nome de peso: Garbiñe Muguruza. Ela se rendeu ao tênis sempre agressivo de Tsvetana Pironoka, que não jogava torneios desde Wimbledon-2017 e sequer tem ranking. A espanhola raramente jogou bem em Nova York na carreira.
– A outra surpresa coube a Sorana Cirstea, que virou em cima de Johanna Konta, quadrifinalista do ano passado. Mas a romena tem qualidade: já ganhou 14 vezes de uma top 10 e agora 32 de top 20.
– Sloane Stephens e Madison Keys passearam em quadra. Amanda Anisimova fortalece a esquadra americana, mas teve grande trabalho com a promissora Katrina Scott, de tenros 16 anos, e agora tem jogo de pouco prognóstico frente à boa grega Maria Sakkari.

Virada de Demo
Suada e valente vitória de Marcelo Demoliner e seu parceiro holandês Matwe Middelkoop. Frente ao grande especialista Nicolas Mahut, os dois foram buscar uma bela virada após tenso segundo set. Agora, pegam os britânicos Jamie Murray/Neal Skupski. Que chave!


Comentários
  1. Luiz Fernando

    Esse jogo da madrugada está sendo reconfortante, finalmente achei um jogador top com jogo de rede igual ao meu kkk, esses voleios do grego, altos, sem peso e na mão do Coric são idênticos aos meus…

    Responder
  2. Evaldo Aparecido Moreira

    Boa noite, boa madrugada…
    5x 2 no quarto set, e lá vai o lenga entre o Stefanos Tsitsipas e o pai, resultado, o grego perdeu foco e de quebra o set.
    Exemplo mais que claro que tá na hora do grego arrumar um técnico , o da Serena pode ser, muito bom, além disso , Stefanos tem que arrumar é a cabeça também , por causa do bate boca, pois mental ele mostrou que tem quando está focado.
    Então Dalcim , tá na hora dos meninos se ajeitarem , um o grego está formado , ou seja , jogador pronto , o outro , o Shapovalov tem muito o que mostrar ainda, principalmente dosar a força e saber compreender o ritmo da partida , buscando variações , o que achas Dalcim !?

    Responder
  3. Luiz Fernando

    Incrível o q o Coric jogou nesse quarto set, q estava perdido e ele conseguiu vencer. E jogando como gente grande, frente ao amplo favorito grego. O quinto set será uma incógnita maravilhosa, se Coric vencer sairá do torneio o único com capacidade maior p encarar o sérvio. Quanto aos demais jogos q vi, Djoko dominou após um primeiro game tenso, quanto mais o alemão batia na bola mais ele ficava a vontade. Difícil imaginar alguém vencendo 3 sets do cara neste USO…

    Responder
  4. Sérgio Ribeiro

    Entendi algumas ótimas colocações da Galera lá embaixo, sobre o assunto Felix Aliassime. Sobre a velocidade da quadra e’ perda de tempo voltar a um assunto , em que mesmo na época de Pistol Pete Sampras terminando SEIS vezes consecutivas como N 1 do Mundo , tínhamos uma variedade enorme de vencedores nos grandes torneios. Mas o jovem Canadense aos 20 aninhos , já fez 5 FINAIS de ATP , e e’ o atual TOP 20 do Mundo. Roger Federer venceu seu primeiro SLAM aos 23 . Nem todo mundo foi tão precoce como Borg , Sampras e Nadal. Abs!

    Responder
  5. Paulo Almeida

    Dito e feito: exibição de gala do Pelé do tênis, com saques, devoluções, direitas, esquerdas, slices e drops do mais alto padrão. Tudo nota 9,5 ou 10 na noite de hoje. Porém, o que mais impressiona é sua movimentação equivalente a de um menino de 20 anos. Como isso é possível???

    Adoro quando o Domingos Venâncio (que entende pouco do esporte) comenta os jogos do sérvio, pois tece uma infinidade de elogios sobre a técnica extraterrestre do mais completo de todos os tempos.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Fiquei esperando o Piloto fazer a pergunta de novo no ar … Claro que não ia fazer rs. Meu professor fez os costumeiros elogios , assim como faz com Nadal e Federer , nadinha do mais completo e outras invencionices. Precisa do emprego , mas assim como Dacio Campos , é Federer de carteirinha kkkkkkkkk Abs!

      Responder
    2. marcelo

      Esse é o ponto: 6,5 ou 7.0 em quase tudo. Eu confesso que olho, olho e não consigo enxergar 9,5 ou 10 em nada além de preparo físico. Em resumo, um mediano. O jogo é sonoloento. Dali não se espera nada, nem espetáculo. Até mesmo PEte Sampras, que era extremanente sem graça, tinha seus momentos de bom tênis.

      Responder
  6. Maurício Luís *

    Salta aos olhos que a Serena não é mais a mesma. A agressividade continua em alta, mas faltam-lhe consistência, pernas, e sei lá mais o que. Não adianta ficar berrando feito uma cantora de Ópera, porque isto não intimida as adversárias mais acostumadas a enfrentá-la. Haja visto aquele fuzuê que ela aprontou com o juiz na final do US Open contra a Osaka.
    Continuo torcendo por ela, mas que ninguém me peça pra por a mão no fogo, não. E a irmã Venus, olha… nem sei o que ela tá fazendo no circuito. O jogo dela tá um fim de festa de pobre. Pra quem já foi a número 1, dá dó de ver. O jogo, né? Porque ela já é milionária.
    Por enquanto, vejo a Osaka como favorita. E a Angelique Kerber correndo por fora, com aquele jogo eficiente porém aguado dela…

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Venceu Vika semana retrasada em Sets diretos , Maurício. Ainda bem que lembrastes que e’ milionária. Somente esqueceu da grave doença quando ainda estava no auge. Se diverte e adora o Circuito segundo suas próprias palavras. A mamãe Serena está longe do seu melhor desde a sua lesão em 2016. Mas mesmo assim fez 4 FINAIS de SLAM. As duas , a meu ver , podem se divertir a vontade. E os gritos de Serena são mais antigos que os de Sharapova. Abs!

      Responder
  7. Lola

    Voltei só pra comentar que a Atp deixou 11 possíveis contaminados jogar um GS.
    Já com o tour do Djokovic, fizeram um drama monstro, até de genocida chamaram o cara.
    Mas também, essa imprensa esquerdinha chama qualquer um de genocida, menos o Stalin!!!😂😂😂

    Responder
    1. Luiz Fernando

      A mesma q sempre cita a ditadura militar brasileira, que prendeu, torturou e matou inocentes como “ditadura” enquanto é branda e suava com a ditadura dos irmãos Castro em Cuba, que há 60 anos age da mesma forma…

      Responder
  8. Jonas

    O Struff foi tratado como um juvenil hoje. A diferença técnica é absurda.

    Não adianta ficar dando porrada dessa forma contra o Djokovic. O sérvio pouco saiu da zona de conforto.

    Olha, Djokovic está com 33 anos esbanjando forma física e técnica. Duvido que vai ganhar tudo, mas está em uma fase exuberante, é muito completo.

    Responder
  9. Sandra

    Dalcim , talvez não esteja prestando muito atenção , qual o problema dos jogadores que já foram eliminados irem embora dos EUA, apesar de terem tido contado com o Paire? O Mannarino não está jogando e não tece contado com o Paire ?

    Responder
      1. Sandra

        Para que ? Se já perderam ? Não são só os brasileiros que não respeitam nada , infelizmente se tornou corriqueiro a COVID , eu morro de medo

        Responder
  10. Luiz Fernando

    Zé Verev nunca foi tão Zé quanto hj. Que atitude ridícula no momento q antecedeu a partir com o francês, parecia estar numa praia bebendo agua de coco ao invés de estar prestes, ou mínimo com uma possibilidade de jogar uma partida de um GS, torneios em q habitualmente tem performances pífias. E ainda conseguiu perder um set p esse rapaz q é apenas regular q com golpes pouco potentes, fazendo 7 duplas faltas e 26 ENF. Simplesmente lamentável…

    Responder
  11. Vitor Hugo

    Que pipocada do Fritz, hein? 2 x 1, sacando pra vencer a partida…. E é um ótimo sacador. Agora vai perder o jogo, ser eliminado e tomar um rivotril pra dormir.

    E o Zverev…. Adora perder pra um jogador do nipe do Mannarino…. Aguardemos.

    Responder
  12. Gabi

    O @SporTV parou a transmissão do jogo do shapovalov no quarto set para passar desde o início o do zverev. Pô!! Não. Termina o do shapovalov que tá nos momentos finais e emocionantes e depois lá no segundo set volta para o do zverev.

    Responder
  13. Fabio Hegg

    Dalcim, não acha que desde que o Shapovalov despontou (há exatos 3 anos no masters do Canadá), ele já deveria ter feito mais?
    Minha visão quando assisto os jogos dele é de que ele arrisca muito, cometendo muitos erros. Falta um pouco mais de consistencia da base.. são muitos erros ali eu enxergo.

    abs,

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, exatamente esse é o problema dele. Ele procurou ajuda do Youhzny nesse aspecto, mas ainda não conseguiu essa consistência maior.

      Responder
  14. Miguel BsB

    Dalcim, será que você consegue me tirar uma dúvida? Pode parecer um pouco nada a ver…rs
    Você já reparou que vários tenistas durante seus saques dobram os punhos e viram a raquete antes de sacar? Raonic é um que sempre faz isso…
    Será que fazem isso pra talvez tentar esconder do adversário algum ajuste de empunhada para um saque com mais efeito, saindo da continental?
    Ou é só mania do tenista mesmo? Outro que vi sacando assim foi o Moutet…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que é um pouco de tudo, Miguel. Pode ser mania, mas acredito que em muitos casos seja um ajuste de empunhadura mesmo. O saque é, de longe, o movimento do tênis com o menor nível de padronização. Há os mais variados tipos mesmo entre os profissionais, e todos bem efetivos.

      Responder
  15. Paulo Almeida

    Entendo a euforia da freguesada eterna com o Aliassime, afinal o que fazem basicamente desde 2008 é secar os rivais e agora torcer desesperadamente para um NextGen amadurecer logo para tentar frear o maior e melhor de todos os tempos Djokovic.

    Entretanto, ontem ele destruiu um jogador sem nenhuma condição mais de competir em alto nível. Quero ver o que fará contra o Thiem nas oitavas.

    Responder
  16. Paulo Almeida

    É, a figura só fez um teatrinho pra chamar a atenção. Jonas estava correto de fato.

    Ainda bem que não desperdicei minhas bombinhas traque, bem mais valiosas.

    Responder
      1. Luiz Fernando

        E vc é um deles, nunca posta nada aproveitável, só critica quem lhe interessa, sua autoridade p criticar os demais é nenhuma kkk. Aqui é diversão garantida kkkk…

        Responder
        1. Bruno

          Chama o Vitor de fake ,mas cria um perfil fake para comentar no site .
          Chamava o Federer de aposentado e cansadao até pouco tempo e quer dar uma de certinho.
          E quer saber estou me lixando para sua opinião.

          Responder
  17. Renato Toniol

    Torço muito pelo total recuperação do Murray, mas, ao meu ver, infelizmente ele não deve retornar ao top 10, e concordo com os amigos que postaram que ele pode, quem sabe, beliscar alguns ATPs 250 ou 500.
    Penso que talvez ele devesse tentar migrar para as duplas, e quem sabe até atuar ao lado do seu irmão, Jamie. Andy tem grandes requisitos para se dar bem nas duplas, já que devolve saque com maestria, possui ótimo jogo de rede e bons toques. Além de favorecê-lo a ter mais longevidade em sua carreira, ele poderia lutra por grandes títulos nessa modalidade.

    Responder
      1. DANILO AFONSO

        Eita !! Poucas vezes li o Dalcim cravar um nome para ser campeão sem mencionar também outros nomes como opção. Tomara que ele esteja certo…kkkk

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Lógica é lógica, Danilo, como diria Sr. Spock. Agora, eu acho que a nova geração está aproveitando bem a chance e gostaria muito de ver um deles ao menos na final.

          Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Cada jogo é um jogo, Rafael. Monteiro é canhoto para começo de tudo, então há adaptações necessárias. Os dois jogaram na quadra externa, mais rápida. E o Murray não atacou tanto como deveria, a meu ver. Por fim, primeira rodada é sempre tensa e é muito mais fácil no tênis jogar como azarão do que como favorito. Então eu acho que o Monteiro jogou muito bem, conseguiu colocar pressão no canadense.

      Responder
    1. Rafael Azevedo

      Oi, Luiz. Apesar da revista ser conceituada, quem escreve o artigo são os autores/cientistas. Então, é normal que eles “puxem a sardinha”.
      Não estou colocando terra, mas eu também sou da área acadêmica (mas, na Engenharia) e sei como funciona as publicações, mesmo em revistas conceituadas.
      Se você procurar os artigos de cientistas que defendem a Cloroquina, por exemplo, você vai encontrar conclusões super animadoras, mesmo em revistas conceituadas.
      O revisor da revista só pode julgar a apresentação e a originalidade do artigo. Se o artigo for bom nesses pontos, ele aprova. Sobre os resultados, ele tem que confiar nos dados apresentados pelos autores, porque ele não tem os dados.
      E se tratando em artigos sobre a pandemia, esse controle dos revisores está mais relaxado ainda (era para ser o contrário, dada a gravidade da situação), porque a procura está enorme. Então, as revistas têm que publicar artigos sobre testes e vacinas para o Coronavírus, se não, perde a oportunidade de venda. Se você fizer uma pesquisa em periódicos da área, você vai encontrar cada porcaria…pode accreditar!

      É claro que esse pode não ser o caso desse artigo e dessa revista específica (eu espero!), mas eu só queria explanar os motivos de eu sempre ficar com um pé atrás para essas publicações…eu conheço bem como funciona esse negócio (publicações científicas!)

      Responder
      1. Luiz Fernando

        Estou de pleno acordo Rafael, esse estudo esta cercado de incógnitas, não envolveu milhares de pacientes pois faltou um ensaio fase 3, foi realizado em um único pais e gera muitas duvidas na comunidade cientifica quanto a veracidade dos resultados e eficiência na prevenção da doença. Mas por outro lado é uma vacina q esta disponível p uso, é a unica nesta situação e, pq não, ela pode ser eficaz. Vamos torcer para q seja, todos serão beneficiados…

        Responder
  18. Rafael Azevedo

    Dalcim, você sabe dizer se o fato de não ter uma pessoa segurando as toalhas está fazendo com que as partidas demorem um pouco mais.
    Pergunto porque, após cada ponto, o tenista vai até a extremidade da quadra e se enxuga. Na soma, isso deve dar vários minutos a mais, numa partida.
    Fico também me perguntando sobre os 25 segundos para sacar…os árbitros estão demorando mais para soltar o cronômetro, por causa dessa questão das toalhas…

    Sei que isso parece uma pergunta boba, mas fico imaginando como será para o Nadal…Ele já estoura os 25 segundos com 2 pessoas segurando as toalhas dele…imagina como vai ser, agora? hehehe

    Responder
    1. Gabi

      …por outro lado, como agora é o jogador que tem de ir até a toalha (rsrs), vejo que eles não têm ido muito. “Antes”, qdo a toalha ia até eles, meio que pediam a toalha para os boleiros não só para enxugar suor, mas para ganhar tempo, pensar na próxima jogada, irritar o adversário rsrs…

      Responder
  19. Vitor Hugo

    Segundo o jenio Novak Djokovic, o polonês Huracz e o francês Ugo Humbert seriam os próximos a liderar o ranking 🤣🤣🤣🤣🤣 Ele disse isso em Wimbledon no ano passado ou retrasado.
    Nem mencionou Félix, Tsipas e etc…. Os dois jogadores citados por ele nunca mostraram nada demais. São jogadores limitados, com mais de 22 e que sequer estão no top 10 ou até 20.
    De falta de talento o sérvio entende mesmo! Kkkkkkkkkk

    Responder
      1. Flávio

        Analisando os números não me parece que o sérvio seja um jogador sem talento.
        Como todo jogador ele tem pontos fortes e fracos, o grande Roger não tem uma grande esquerda (considerando o seu nível de jogo) e nem por isso deixamos de achar que ele é um tenista incrível.
        Joguei tênis desde de pequeno e acho dizer que qualquer tenista do top 100 é “sem talento” um absurdo.

        Responder
    1. Daniel

      Vitor Hugo, vc não entendeu. O sérvio disse isso pensando nos jogadores que ele gostaria de seguir enfrentando e não naqueles que possuem maior potencial. Afinal ele quer que a mamata dele continue…rsrs

      Abs!

      Responder
      1. Vitor Hugo

        Na verdade, Daniel, Novak pensa que dois tenistas limitados como ele podem sim chegar ao topo do ranking, como o próprio sérvio conseguiu. Mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, né? Rs

        Responder
        1. Luiz Fabriciano

          Nesse caso, não cai vez alguma.
          Como é bom ver Roger Federer perder três finais consecutivas, no mesmo torneio, para o mesmo limitado.
          Acho que o raio caiu no dedo daquela senhora que o apontava para cima, em sinal de UM ponto.

          Responder
    2. Willian Rodrigues

      Vitor Hugo, usando essa sua mesma linha de raciocínio, PELÉ deve ter sido um jogador muito medíocre!! Porque, desde a primeira vez que decidiu emitir uma opinião a respeito de outro jogador, foi muito infeliz… Rrrsss…
      Por favor, continue tentando denegrir a imagem do Djokovic! Parafraseando alguns colegas do blog, “aqui a diversão é garantida!” KKKKKKKK

      Responder
      1. Vitor Hugo

        Por favor, cara, não coloque Novak no mesmo patamar que Pelé! Aliás Federer, Pelé, Ali, Bolt, Phelps e etc não podem ser comparados com nenhum outro jogador em qualquer esporte! São os melhores e maiores em seus respectivos esportes!
        Quer comparar Dkojo com jogadores de futebol? Vou te dar umas opções: Dunga, Gatuso, Roney…. Tá de bom tamanho. Abs!

        Responder
        1. Willian Rodrigues

          Prezado Vitor Hugo, suas opções não são, nem de longe, plausíveis! Até porque, nenhum dos supracitados é recordista de títulos jogando por clubes ou obteve nada em termos de premiação individual no futebol. Dois foram campeões mundiais pelas respectivas seleções de seus países, mas, sem tanto destaque. Já Novak Djokovic, venceu tudo que poderia nesse esporte, com exceção da medalha de ouro olímpica. Os principais recordes do tênis, para desespero de fanáticos pelo Federer como você, estão prestes a ser igualados. E Nole segue imbatível aos 33 anos de idade, confirmando agora há pouco a 25ª vitória consecutiva na temporada. Vocês vem alegando o fator “idade” para justificar as derrotas acachapantes do helvético perante os seus dois principais algozes desde que ele tinha 29 anos!! Nunca me preocupei em diminuir as conquistas do Federer. No máximo, critiquei, e ainda o faço, a postura arrogante do suíço. Você, por outro lado, só aparece aqui no blog pra desferir alguma crítica ácida ao Djoko ou aos seus torcedores. Gostaria de sugerir que se ligasse mais no basquete, porque de futebol parece que não entende muito também. Quem sabe assim você não sofreria menos? Abs

          Responder
      2. marcelo

        Passaram-se 50 anos e ainda falamos de Pelé. Vão se passar mais 50 e falarão yambém de Roger Federer. Já o Servio está mais para Modric. PAssaram-se 2 anos da conquisa dele e ele já sumiu. Aposto que só lembrarão do Djokovic na Sérvia daqui a 5 anos e talvez na casa de 5 ou 10 torcedores colecionando meias usadas ou qualquer outro objeto dele.

        Responder
  20. Rafael Azevedo

    Assim como o redator do Blog e a maioria dos seus participantes, estou abismado e impressionado com o nível de tênis do Aliassime, ontem.
    Pra mim, beirou a perfeição!
    Não foram só a potência, os winners e o saque, mas, também, slices inteligentíssimos e no limite das linhas da rede e da quadra, além de voleios e smashes firmes e matadores. Foi completo. Sensacional!
    Apesar da tristeza em ver o Murray sendo castigado, foi um prazer assistir o canadense.

    Falando em canadenses, eu sempre gostei do estilo do Pospisil, mas ele andava meio sumido das principais partidas do circuito. Feliz pela vitória de ontem.
    O Canadá tem uma equipe muito forte (Pospisil, Raonic, Aliassime e Shapovalov), mas falta um jogador dominante, o “chefe” da equipe que vai dar a vitória nas competições da Davis. Será que o Aliassime vai assumir esse papel?

    Responder
    1. Marcelo

      Eu acredito que o Murray não seja mais uma referência para comparar com ninguém (uma pena). Vamos ver nos próximos duelos antes de dar uma opinião mais precisa. :- D

      Mas… um eventual título ou no.1 do ranking estariam em excelentes mãos. A imagem do Aliassime é mais “vendável” que a dos demais concorrentes ao posto de substituto de NAdal e FEderer : – )

      Responder
  21. Vitor Hugo

    Concordo com o britânico que se manter o nível, Felix pode sim vencer o torneio. É mais talentoso e tem mais recursos técnicos que o pereba mumber 1, mas falta ser mais regular , preparação física e controlar o mental.
    Porém não dá pra ter tantas expectativas assim de um cara que perdeu cinco de cinco finais de atp que fez, aproximando-se perigosamente do recorde negativo de Julian Benetteau, que perdeu 9 das 9 finais que fez.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Está brincando né Hugo . Tem apenas 20 anos e procure saber quantas FINAIS de SLAM consecutivas Ivan “ o terrível “ Lendl perdeu antes de se tornar o impiedoso oponente de Connors e Big Mac . Muita calma nessa hora … rs Abs!

      Responder
  22. Paulo F.

    Dominic Thiem, 27 anos.
    Único título de relevância: UM M1000 em cima de quem? Do tradicional Pato Suíço da galera (Nadal, Djokovic, Del Potro).
    Sim, Dominic Thiem tem muito do que “rir” de Novak Djokovic, pode acreditar Multi-Homem…

    Responder
    1. Jonas

      Dominic Thiem é um excelente jogador, diferenciado mesmo. Talvez ele esteja no auge…será que ainda vai subir o nível?

      Azar dele ter que jogar contra esses monstros. Fosse na época do Gaudio o austríaco teria mais títulos, acredito.

      Responder
    2. Carlos Reis

      Hahaha esse mundo já foi pras pikas mesmo… Zé Ruela que ninguém sabe quem é tirando sarro do Federer!? É sério isso produção!? kkkkkk

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Deveria também ter descoberto que Thiem , N 3 do Mundo , vencedor de MASTERS 1000 , e DUAS vezes FINALISTA de RG ( em ambas tirando Novak ) e FINALISTA do AOPEN 2020 , não riu coisa alguma de jogada do Sérvio , carissimo Piloto. Como não assistes , assim como o P. F., nem jogo do tal goat, não percebeu que ele sorriu para o outro Tenista que o serviu famoso ENERGÉTICO. O trio parada dura somente repete o que contam na Whats . Mesmo quando e’ uma tremenda M**da rs Abs!

        Responder
  23. Emilio Dias

    Dalcim, você acha que Murray voltar a ser o que era? Ao meu ver é caminho sem volta, pode até ganhar uns ATP’s 500 ou 250, mas nem no top 10 acho que figurará mais.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, o mais provável é que não consiga retornar na faixa dos top 20. Os Slam ficam mais penosos porque são muito exigentes na parte física. Ele próprio afirmou ontem que não vê mais como ganhar um Slam.

      Responder
  24. Sandra

    Do jeito que vão as coisas , vamos ter um
    novo campeão , pelo visto essa garotada está voando , mas minha torcida e pelo Djoko, queria muito ver ele alcançar recordes

    Responder
  25. Alfred

    Dalcim, você não acha que o Monteiro fez um baita jogo contra o Félix? Depois de ver a surra que o murray levou, fiquei mais surpreso ainda que o brasileiro teve chance até de ganhar o jogo se tivesse aproveitado os set points nos tie breaks que perdeu. Se jogasse sempre daquela forma seria top 50!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, Alfred, foi exatamente o que eu escrevi no dia do jogo dele. Foi muito bem em quase todos os aspectos a partir do segundo set e poderia muito bem ter vencido. Ontem mesmo eu ficava imaginando que o Monteiro poderia estar ali enfrentando o Murray na Ashe, e com chances reais de ganhar. E depois quem sabe pegar um Moutet… Isso anima, com certeza.

      Responder
  26. Miguel BsB

    Juro que tentei assistir Azarenka x Sabalenka. Pelo menos, até onde passaram…mas tem uns jogos femininos que é um festival de gritos e gemidos que irritam demais…ainda mais nessas quadras vazias.
    Minha mulher até saiu do quarto pra vir perguntar o que eu tava assistindo…kkkkkk ela achou que eu tava assistindo algum filme das brasileirinhas hahahaha

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Não acredito , Miguel . Quando Maria Sharapova, Azarenka e Serena começaram a mandar seus digamos , “ gemidos “ , as brasileirinhas ainda não tinham nascido kkkkkkkkkkk Abs!

      Responder
  27. Miguel BsB

    Que foi isso? O Aliassime simplesmente atropelou o Murray…jantou com maple syrup os saques do escocês, principalmente os segundos. (Sempre foram e continuam sendo um dos pontos fracos do britânico), não deu nenhuma chance…acompanho o Dalcim e, na minha opinião, foi a melhor atuação que já vi do canadense.
    Como dizem em inglês, o garoto estava “inside the zone”, irretocável….

    Responder
  28. Leo Gavio

    Vendo outros jogos desse garoto eu simplesmente não dava nada, sempre achei exagero do pessoal aqui do blog, mas o que ele fez ontem contra Murray mudou absolutamente tudo, se esse moleque jogar assim o restante do torneio tem grandes chances de ser vice do Novak.

    Impressionante. Mas eu tenho a ligeira impressão de que o tecnico dele disse pra ele ser ultra agressivo o tempo todo, porque o entendimento geral é de que o Murray realmente estava moído por conta da maratona do primeiro jogo, da cirurgia e da falta de ritmo.

    Responder
    1. Miguel BsB

      Então, mas pra enfrentar um jogador moído e cansado, em melhor de 5, a estratégia deve ser outra…não há necessidade de ser muito agressivo e arriscar demais.
      Estende o jogo e os rallys, até o camarada botar a língua pra fora. Alias, deu pra perceber que o Murray tava se movendo mal desde o começo.
      Aliassime jogou pesado e agressivo porque essa é a essência do seu jogo, e ontem ele executou à perfeição.

      Responder
  29. Luiz Fernando

    Tomara q esta partida represente alguns degraus na subida do Aliassime rumo ao estrelato, esse rapaz tem talento, sua bola anda muito e ele me parece bem humilde em sua postura. Creio q ao lado do grego, serão os expoentes dessa nova geração no futuro.

    Responder
  30. DANILO AFONSO

    ESTATÍSTICA DE SAQUE DO DJOKOVIC

    No Master 1000 de Cincinnati presenciamos a irregularidade do Djokovic nos games de serviço, cometendo muitas duplas faltas e tendo que jogar muitas vezes com o 2º serviço.

    Ao consultar todos os torneios que Djokovic participou na carreira, constatei duas estatísticas interessantes contabillizadas em Cincinnati:

    a) Dentre os seus 80 títulos, em Cincinnati o sérvio anotou sua PIOR MÉDIA DE 1º SERVIÇO (média torneio), apenas 56,6%, superando a sua pior marca de 57,7% obtida no título do ATP 500 de Beijing, em 2010. Curiosamente, neste mesmo torneio chinês, Djokovic registrou os seus dois melhores recordes, 70,5% e 72,6%, nas edições de 2013 e 2015, respectivamente. Vale ressaltar, que apenas em 10% dos torneios em que foi campeão, Djokovic teve média inferior a 60% com 1º saque jogado. Contabilizando todos 252 torneios disputados, Novak tem a média de 64,92% de 1º serviço encaixado, o que o coloca na posição 64 entre todos tenistas na história do esporte.

    b) o sérvio computou média de 7,5% de DUPLAS FALTAS no torneio americano, bem acima da sua média histórica de 2,97% em todos pisos. Há 10 anos que Djokovic não registrava média igual ou superior ao último Master. A última vez fora em 2010, no ATP 500 de Dubai, oportunidade em que foi campeão mesmo registrando média de 7,7% de duplas faltas. Considerando o histórico, as piores marcar de duplas faltas de Djokovic foram registradas no início da carreira, em seu primeiro e terceiro torneio da ATP (nível 250), em Umag 2004, 9,2%, e Bangkok 2004, 10,2%. As melhores porcentagens foram contabilizadas na temporada 2015: Master 1000 Shangai (campeão), 0,4%, Master 1000 Roma (campeão), 0,6% e Roland Garros (finalista), 0,8%.

    Acredito que o prejuízo destas estatísticas negativas no volume de jogo do sérvio vem sendo atenuada pelo melhor aproveitamento de ACES na temporada 2020. Em Cincinnati, Djokovic anotou média de 9% de ACES, acima da sua média histórica de 7,06%, porém abaixo dos 12,3% contabilizados no Australian Open deste ano.

    E é quando colocamos lado a lado os dados estatísticos de SAQUE do Djokovic nos torneios de Cincinnati e Australian Open, que constatamos que o sérvio tem muito a evoluir neste golpe durante a temporada. Vejamos o comparativo:

    AUSTRALIAN OPEN 2020
    Aces – 12,3%
    Duplas faltas – 2,8%
    % 1º serviço – 68,3%
    % Pontos vencidos com 1º serviço – 80,6%

    CINCINNATI 2020
    Aces – 9,0%
    Duplas faltas – 7,5%
    % 1º serviço – 56,6%
    % Pontos vencidos com 1º serviço – 73,5%

    Caso Djokovic consiga equilibrar no restante da temporada os dados estatísticos de saque apontados, os apertos que passou em Cincinnati ocorrerão com menor frequência e os títulos e recordes almejados serão cada vez mais alcançáveis.

    Responder
    1. Willian Rodrigues

      Parabéns Danilo! Mais um levantamento muito bacana! Creio que essas deficiências no saque foram superadas pela poderosa devolução e o excelente jogo a partir da linha de base, como bem pontuou o Dalcim. Inúmeros tenistas já relataram que, após longos períodos de inatividade, o primeiro golpe a se tornar mais vulnerável é o 1º serviço. Além disso, parece que houve alguma pequena lesão na musculatura do dorso ou ombro que dificultou os trabalhos nesses jogos oficiais após a retomada do circuito. Torçamos para que haja evolução até as semifinais: Tsitsipas não perdoaria muitos erros… Abraços

      Responder
      1. DANILO AFONSO

        William, torço para que o baixo aproveitamento seja somente resultante da dor no pescoço e pausa longa do circuito. Se o aproveitamento voltar aos números do início do ano, teremos muitas alegrias neste e nos próximos anos. Abs !!

        Responder
    2. Jonas

      Danilo, eu sempre disse aqui que não acho Djokovic um “passador de bola” ou um tenista extremamente defensivo.

      Quando usei o exemplo da final do Australian Open contra o Nadal, muitos não aceitaram afirmando que Nadal joga de forma defensiva contra o Djoko.

      Eu vi poucos comentando a respeito, mas o Djokovic fez 52 winners contra apenas 27 do Edmund, que é um tenista agressivo. E olha que não foi uma partida boa do sérvio.

      Acho interessante observar que ele se adapta bastante aos adversários, o que é mais um motivo para ele dominar há tanto tempo.

      Responder
      1. DANILO AFONSO

        JONAS, eu também não acho que Djokovic é um passador de bola como alguns pensam. Muito longe disso. Eu acredito que Djokovic estrategicamente joga conforme o adversário, indo para o jogo com um plano tático bem definido e algumas vezes muda a forma de jogar com o desenrolar da partida. Mas é claro que algumas vezes pelo mérito e característica ofensiva do adversário durante a partida, Djokovic fica mais acuado e com menos alternativas, restando a ele se apegar ao que tem de sobra frente aos seus pares: a consistência defensiva, devolução e contra-ataques.

        Tem um detalhe que muitos não percebem. Djokovic consegue ser OFENSIVO de uma forma inigualável. Desde que eu acompanho tênis (1995), eu nunca vi um tenista que consiga impor em seu jogo, com regularidade e simultaneamente, dois detalhes:

        – TROCAR COM FACILIDADE A DIREÇÃO da bola, tanto de direita quanto de esquerda;
        – e com bolas PROFUNDAS próximas das linhas;

        Essa forma peculiar de atacar vai minando os adversários mentalmente e/ou fisicamente, resultando muitas vezes em erros: a bola não volta ou volta curta. As estatísticas não mensuram essa ofensividade.

        As pessoas pensam que para ser ofensivo, o tenista tem meter o braço igual o Thiem ou subir com maestria à rede como o Federer. Djokovic vem mostrando há uma década que nem sempre isso é necessário.

        Djokovic sabe muito bem a fórmula básica para se ganhar um jogo: saber dosar com equilíbrio a quantidade de winners com erros não forçados. O sérvio é cirúrgico nesse ponto. Lê o jogo como nenhum outro. Quantas vezes já vimos Federer perdendo jogos por teimar em não mudar o plano tático ?? As finais de Cincinnati 2018 e US OPEN 2014 são provas disso.

        Essa estatística contra Edmund eu não tinha reparado. Impressionante !!

        Por último, convenhamos nobre JONAS. Quem aqui do blog arriscaria milhões de dólares, fama e títulos, se tivesse o mesmo aproveitamento no fundo de quadra que o sérvio possuí ??? Arriscaria tudo isso para agradar torcedores opositores que não aceitam o tênis moderno ??

        Saudações Nolistas !!!

        Responder
        1. Jonas

          Djokovic, para mim, é o jogador mais equilibrado do circuito, há vários anos.

          Muito bacana o levantamento sobre o serviço, Danilo. Esse já foi um dos pontos fracos do sérvio por um bom tempo.

          Responder
        2. Adriano Souza

          Danilo, vc descreveu o jogo do Djokovic perfeitamente .

          As bobagens que as federetes dizem , é mais pra fazer humor mesmo.! Nem elas acreditam na própria mentira delas kkkk

          Responder
      2. Luiz Fabriciano

        Naquela final contra o Nadal, Djokovic fechou o segundo set com apenas 5 bolas.
        A segunda após o saque para o primeiro ponto e mais três aces em sequência.

        Responder
    3. Paulo Almeida

      De fato o GOAT esteve péssimo no saque em Cincy, mas levou o duplo Golden Masters porque é o mais completo da história, tendo todos os recursos para compensar a deficiência momentânea.

      Responder
  31. PIETER

    Não verifiquei a chave mas a final dos sonhos para mim neste US Open seria o Aliassime contra o Tsitsipas.
    Dois jovens que têm um estilo maravilhoso de se ver!
    E personificam a mais do que bem-vinda renovação no tênis masculino.

    Responder
  32. Sérgio Ribeiro

    E vimos o quanto a quadra mais rápida possibilita a saída da mesmice . E também permite grandes espetáculos. Até outro dia Aliassime disputava com Zverev quem perdia mais Serviços cometendo dupla -falta. O Next Gen sacou 24 Aces contra a conhecida grande devolução de Sir Andy Murray. E impôs um ritmo de jogo alucinante pra cima do velho Campeão. E com um caminhão de Winners e jogo de pernas espetacular , não deixou nenhuma dúvida que venceria em Sets diretos. O mais que jovem Canadense me deixou emocionado. Uma cambada de velhos babões não cansam de repetir que essa geração não vai a lugar algum . A começar por um famoso vira-casaca. O reinado do Big 3 perdura no máximo mais Três anos . E sem a dupla Fedal . Isso em nada impossibilita de que Novak e Rafa ultrapassem vários recordes do Craque Suíço . A conferir. Abs!

    Responder
    1. Willian Rodrigues

      Sérgio, eu não creio que essa suposta “saída da mesmice” esteja diretamente relacionada à velocidade das quadras. Há outros fatores preponderantes. A saber: ausências de peso (Federer, Nadal, Wawrinka e outros) e as óbvias dificuldades físicas nessa retomada dos torneios oficiais. Além disso, há cerca de 3 anos estamos assistindo à ascensão de alguns jovens, e maiores dificuldades para o Big 3 vencer os torneios; algo muito natural… Especificamente falando desse jogo contra Andy Murray, teria Aliassime sido tão agressivo, e obtido tamanho sucesso, caso o escocês estivesse no auge de sua forma? Ou se, pelo menos, não estivesse travando essa luta contra uma lesão que poderia impedi-lo até de deambular corretamente. Perdoem-me, mas aplicar 2.356 winners em cima de um Murray, que além da prótese de quadril, ainda estava semidestruído pela partida anterior foi moleza, vocês não acham?! Não posso desconsiderar completamente o mérito do rapaz, mas o mesmo sofreu contra o Monteiro. E quanto aos grandes sacadores que deveriam se sobressair nessas circunstâncias de maior velocidade do jogo? Maior parte já ficou pelo caminho nas primeiras rodadas…

      Responder
    2. Marcão

      Caro Sérgio, um dia o reinado do big-3 há de acabar, afinal os caras têm mais de 30 anos. Daqui a três anos Nadal e Djokovic terão mais de 35 e Federer será um pôster! Que a next gen tem talento, ninguém discute. Mas a essa altura do trecho já deveria estar dando as cartas ou minimamente revezando Slams.

      Responder
    3. Luiz Fabriciano

      Caraca, a nextgen terá que aguardar 3 ou 4 anos para desbancar o Big3? Ou seja, 37,38 e 43 anos respectivamente…
      O Monteiro, jogador bem mais rodado que o Felix, ao se atrapalhar sozinho, em um ponto que lhe daria o quarto set, deu o maior suor no canadense que atropelou o Murray na série seguinte. Ainda é muito pouco para darmos essas favas como contadas.

      Responder
    4. Barocos

      Sérgio,

      Vendo o jogo com calma, minhas impressões são as seguintes:
      – Aliassime é um jogador muito bom;
      – O saque do Murray estava pífio e a sua movimentação, comprometida;
      – Bons jogadores colocam bolas fáceis onde querem e o Murray cansou de fornecê-las;
      – Nos lances onde Andy não teve que se movimentar muito, deu para ver que a habilidade dele ainda está lá;
      – Se o Félix vai se tornar, ou não, o jogador que todos nós desejamos que ele se torne, este jogo contra o Murray não serve de base, na minha opinião de leigo.

      Vamos ver como as coisas se desenvolvem, acho que o 1º teste real do garoto só virá na rodada posterior à próxima, ao, enfrentar Cilic ou Thiem. Sou mais um torcendo para um circuito com vários grandes jogadores, isto é tudo que os fãs do esporte desejam.

      Responder
  33. Denis

    Dalcim, consegui ouvir hoje o podcast com a ótima entrevista com o Dacio Campos. Parabens pela otima postura de estender a mão para o Dacio nesse recomeço

    Responder
  34. Gildokson

    E o Raonic hein gente… o cara provocando boas impressões em todo mundo no master de cincy… a ponto do Jonas elogiar o tênis dele em quadras rápidas kkkkkkkk pura decepção…
    Paulo Almeida, eu não gosto disso, mas esse tipo de jogador sim, que tu tem que chamar de bagre! Mas tu e teu eco não vão querer menosprezar um cara desses para não correr o risco de desvalorizar um título do Djokovic neh kkkkkkkkkk

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Se você viu Cincy e está assistindo o USOPEN, caro Gildokson . Te chamaria a atenção o atual físico do gigante Canadense . Sem chances de emendar dois Torneios dessa magnitude chegando a final do anterior . E ainda dá o azar de pegar um conterrâneo que o conhece muito. Acredito que até mesmo Novak ainda pode sentir algo . Mesmo tendo de longe o melhor fIsico do Circuito. Ao menos a meu ver . Abs!

      Responder
    2. Jonas

      Hahahaha

      Sim, eu disse que não dava para questionar a eficiência dele em quadras rápidas. De fato ele é muito bom jogador nesse piso.

      Eu também disse isso aqui, lembra?

      “Independente do resultado final, não acho o boneco de posto favorito para o US Open.”

      Abs.

      Responder
    3. Paulo Almeida

      Sim, Gildokson, ele faz parte do caminhão de bagres do tênis, que comporta dentre outros Philippoussis, Baghdatis, González, Blake, Ljubicic, Soderling, Cilic, Hewitt bicicleta e nosso querido American “Roddick” Clown.

      No entanto, ele varreu o Fregueser em Wimby 2016 mesmo assim.

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *