Sempre existe um jeito para Nole
Por José Nilton Dalcim
3 de setembro de 2020 às 00:21

Novak Djokovic se deu ao direito de fazer uma partida fora do padrão habitual, mas nem de longe correu riscos diante do jogo pesado mas sem variação de Kyle Edmund. O sérvio fez lances notáveis e erros sucessivos, perdeu seu primeiro tiebreak em 11 na temporada, chegou a ceder o serviço por duas vezes seguidas no terceiro set, mas sempre encontrou soluções adequadas.

É exagero dizer que o número 1 jogou mal, mas sua própria insatisfação com a produtividade ficou patente em quadra. Reclamou demais, chutou a bolinha, soltou gritos de frustração e urros de motivação. Acredito que dois fatores contribuíram para isso: a consistência do britânico, arrancando sucesso até de seu backhand instável, e a velocidade do piso, já que entrou em ação no meio da tarde, quando a quadra é sempre mais rápida. Precisou de adaptações para as duas coisas e, novamente, achou um caminho.

Reencontrará na sexta-feira o alemão Jan-Lennard Struff, contra quem só perdeu um set em quatro duelos e acabou de demolir nas quartas do Masters jogado lá mesmo em Flushing Meadows. Estará buscando mais números de peso: a 600ª vitória da carreira em 712 jogos sobre a quadra sintética e o melhor início de temporada no piso duro, com 25, o que superaria as 24 do mágico ano de 2011.

Stefanos Tsitsipas fechou o dia e encarou mais um gigante, o pouco conhecido Maxime Cressy, de 2,01m, uma sina que vem desde a semana passada, quando cruzou Anderson, Isner, Opelka e Raonic. O primeiro set foi equilibrado, mas depois o grego conseguiu evoluir nas devoluções e passadas. Agora, finalmente cruzará com um jogador de base, Borna Coric. O croata lutou 4h20 para tirar Juan Ignacio Londero e isso deve influir. Quem vencer, pega Jordan Thompson ou Mikhail Kukushkin. Nada ruim.

No feminino, o destaque foi a queda da cabeça 1. Karolina Pliskova vai continuar na fila por seu Grand Slam em dia em que errou muito. Não surpreende tanto quando se lembra de sua atuação da semana passada ou do histórico sempre apertado contra Carolina Garcia. Em seu oitavo US Open, a francesa finalmente tentará chegar nas oitavas, mas não deve relaxar: Jennifer Brady está em casa e ganhou Lexington há poucos dias.

Naomi Osaka por seu lado atropelou Camila Giorgi, cedendo apenas três games em 70 minutos. O momento mais divertido foi a difícil comunicação no telão do estádio com a mãe. A japonesa será super favorita diante da ainda juvenil Marta Kostanyk, que fez terceira rodada em Melbourne deste ano e tirou nesta semana Anastasija Sevastova e Daria Kasatkina.

A rodada masculina
– Alexander Zverev teve o esperado trabalho contra o bom Brandon Nakashima e anotou 25 pontos em 31 voleios. Pode fazer oitavas pelo terceiro Slam seguido e pela quinta vez nos últimos seis, o que começa a afastar o fantasma. Em janeiro, foi semi em Melbourne. Encara o canhoto Adrian Mannarino com grande chance.
– O ‘trintão’ Ricarda Berankis, hoje treinado por Janko Tipsarevic, concorre às oitavas contra Pablo Carreño e pode ser o oponente de Djokovic.
– Oito norte-americanos foram à quadra e apenas Taylor Frtiz está na terceira rodada, com vitória confortável sobre Gilles Simon. Número 25 do ranking aos 22 anos, ele tentará pela quarta vez chegar nas oitavas de um Slam.
– Fritz faz duelo de nova geração contra Denis Shapovalov, que levou sufoco e marcou virada, com números bem a seu estilo: 62 winners e 57 erros. O canadense ganhou os dois jogos contra Fritz.
– Cameron Norrie passou por dois argentinos salvando 32 de 41 break-points. Seu adversário será o garoto espanhol Alejandro Davidovich – que fechou o primeiro set hoje com um saque por baixo. Nenhum deles foi tão longe num Slam.
– Jogo bem interessante envolverá David Goffin e Filip Krajinovic. O belga fez oitavas no US Open nos últimos três anos, o sérvio não perdeu set até agora.

Os destaques femininos
– Além de Brady, mais quatro americanas avançaram na parte de cima da chave. Duas farão duelo direto (Shelby Rogers e Martin Brendle), Jessica Pegula desafia Petra Kvitova e Ann Li encara Angelique Kerber.
– E o torneio feminino fica ainda mais desfalcado. Cinco cabeças caíram no feminino ao lado de Pliskova e Sevastova, uma lista com Elena Rybakina, Marketa Vondrousova, Alison Riske, Dayana Yastremska e Kristina Mladenovic.
– A derrota de Mladenovic é daquelas para não se esquecer tão cedo: tinha 6/1, 5/1 e saque com 30-30! Dois games depois, no serviço da russa Varvara Gracheva, 102ª do ranking, ainda desperdiçou quatro match-points. Daí perdeu feio no tiebreak e levou ‘pneu’ no set final. Saiu reclamando dos organizadores, da ‘bolha’, oh vida cruel.

Brasil enfim vence
Bruno Soares e Luísa Stefani estrearam com vitória dura em três sets em suas respectivas chaves de dupla, mas Marcelo Melo já está fora. Nesta quinta, Marcelo Demoliner entra em ação.


Comentários
  1. Rafael Azevedo

    Hehehe. O blog está ficando divertido de novo.
    Voltando às provocações e resenhas entre os torcedores.
    E até agora, sem nenhuma agressão. Espero que continue assim.
    Não vale “estilar”. Vamos nos divertir.

  2. Gabi

    Felix Auger-Aliassime, escrevi enquanto estamos no no primeiro set, 4-2 para vc, não me faça perder o carinho que tenho por ti…

  3. Gabi

    Luiz Fernandoooo!!

    O Lowry foi muito genial na reposição da bola…
    Mas como é que deixaram o O.G livre daquele jeito?!

    0.5 segundos.
    Meio
    Segundo
    Esse foi o tempo que os Raptors tiveram para encaixar essa bola garantindo a vitória.
    104-103 placar final.

  4. Luiz Fernando

    Aliassime vai vencendo Murray por 30 e jogando muito bem no início do set1, da forma q todos creem q ele é capaz de jogar. O problema é manter este nível de jogo…

  5. lEvI sIlvA

    Dalcim, meu caro, tudo bem por aí? Espero que sim.
    Grata surpresa ver Dacio Campos tecendo comentários ao fim de cada rodada do US Open!
    Era quem mais apreciava escutar na SporTV muitos anos atrás. Louvável sua iniciativa de dar espaço a grande figura que ele é comentando. Quem sabe, não surja algo maior disso aí… Torço muito por isso!

    ***********

    Ando meio sem tempo, mas vi algo que só posso lamentar. O caríssimo “periferia” deixou o Blog, uma pena. Grande sujeito, gostava de questionar muita coisa, era sua essência. Quem sabe, daqui um tempo reapareca… Deixa um grande vazio aqui, triste!

    ***********

    Gostaria de deixar registrado, sinto falta de todos. É espero que todos os colegas e familiares seus estejam bem. Por favor, cuidem-se todos por aí!

  6. Miguel BsB

    Gabi, pelo jeito, a final do leste vai ser Heat X Celtics…
    Td pra ser uma grande final, entre os 2 times que mais simpatizo na NBA.
    Go Heat!

  7. Carlos Andrade

    Prezado Vitor Hugo,

    Após a proibição do Meldoniun, Novak teve que recorrer a câmara hiperbárica. É isso!

    1. José Nilton Dalcim

      Rapaz, tenistas sempre me impressionam com sua capacidade de recuperação. Então eu acredito que sim. Haverá duas semanas entre os Slam, então basta fazerem um calendário bem pensado.

  8. Paulo Almeida

    Thiem dificilmente deixará de dar as suas “thiemzadas”, mas, quando joga o seu melhor, é mais adversário para o rei do tênis do que Medvedev e Tsitsipas, bem mais.

    Vamos aguardar a evolução do austríaco, principal responsável pelo octa do Djokovic no Aussie ter sido tão peso pesado, em Flushing Meadows.

  9. Luiz Fabriciano

    Dalcim, que papelão da Kiki Mladenovic ontem?
    Não o que ela disse depois do jogo, mas dentro da quadra.
    Nas minhas elocubrações de tenista amador, cheguei a pensar numa virada naquelas condições, mas jamais imaginei acontecer no profissional.
    Ela tinha 5 x 2 e 0-40 no saque da adversária.
    Daí perdeu 11 games seguidos e o jogo.

  10. Luiz Fernando

    Raonic foi quebrado no quarto set fazendo uma dupla falta bisonha, depois mais erros bisonhos no game seguinte com o FH q todos elogiaram na semana passada. Incrível a irregularidade de certos jogadores, q não conseguem uma sequência de torneios em nível elevado. Este é o grande diferencial dos grandes campeões…

  11. Heitor

    Antes de cumprimentar, com a raquete, a adversária de quem perdeu o jogo, estao falando que a Muguruza cuspiu na sua mao…

  12. Luiz Fernando

    Estou assistindo o terceiro set do jogo do Thiem e o estou achando muito bem. Fisicamente inteiro, excelente movimentação, golpes fundos, enfim, bem melhor do q em Cincy. No quarto game poderia ter aberto 40, mas errou em demasia. Deve vencer por triplo 63, se ambos mantiverem os serviços. A perspectiva é de melhora progressiva. Se confirmar, vai encarar Cilic, q até hj não sabe como venceu aí em 2014…

  13. Adriano Souza

    Dalcim , oq diferencia os jogadores gringos dos jogadores brasileiros? É o alto padrão de treinamento físico específico, ou tem mais a ver com o mental e técnico? No que os jogadores brasileiros deveriam copia-los?

    1. José Nilton Dalcim

      Depende de quais estrangeiros você se refere. Se compararmos a americanos e europeus, há uma questão cultural de se libertar da família mais cedo, há a curta distância para se jogar torneios e encarar outros centros de treinamento, sem falar no custo bem inferior. Se compararmos com argentinos, que estão aqui do nosso lado, acho que é uma questão cultural de maior profissionalismo e especialmente de entender que o tênis tem de ser seguido como profissão.

  14. Zan

    Dalcim, o que achou do garoto Brando Nakashima? Quase venceu o Tiafoe este ano, em Dallas, e jogou bem até contra Zverev…..
    Parece bater bem na bola, fundamentos corretos e o mental com atitude correta. É uma das apostas para se juntar ao next gen, como Rublev, Sinner Berrettini e, talvez, Tsitsipas ?

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, falei dele esses dias. Tem um tênis muito moderno, baseado no fundo de quadra mas com avanços confiantes à rede. Muita perna, é bem leve na quadra. Acho uma grande promessa para o tênis norte-americano, que anda precisando disso.

  15. Alison Cordeiro

    Essa capacidade de se reinventar, aliada à consistência, são mortais nesses jogos de 5 sets. Para quem está do outro lado há a certeza que é preciso manter um nível de precisão absurdo diante de um cara que não pode ter uma chance de reagir na partida. Pedreira.

    Djoko reclama, vibra, está incomodado. Acho que isso é importante para quem está com fome de vitórias e títulos. Não se acomoda com o que já fez, está em busca constante de evolução. Alguém criticou no blog que alguns golpes dele não são os melhores, que ele poderia treiná-los mais. Concordo que deva fazer isso, e até acredito que o faça, mas o foco dele tem que ser no que ele é diferente, e na devolução ele é o melhor. O resto é bônus. Claro que pode e deve aprimorar outros golpes, mas se já é mortal com esses “meia-boca”, o que seria dos adversários se fosse diferenciado em todos? rs. Deixa o homem falhar também, senão o circuito perde a graça.

  16. Evaldo Medeiros

    Dalcim, você viu a namorada do Thiem? Tinha 6×1, 5×1 e 0-40 e ainda perdeu o jogo!!!! Você já viu algo parecido no tênis??? Não acha suspeito???

    1. José Nilton Dalcim

      Suspeito? De forma alguma. Acho um desastre. Vi coisas parecidas, como a Sabatini abrir 6/1 4/1 e saque nas quartas de Roland Garros. Vi até um brasileiro, Marcos Hocevar, abrir 6/0 e 4/0 e levar virada. O tênis é cruel, Evaldo!

  17. Bruno

    O Paulo (Chatonik)Almeida ,tem que decidir sobre a idade.
    No post anterior disse que Federer ganhou do Agassi de fralda,no Us open.
    Quando a idade é em relação ao Federer ,aí já não conta .
    Meio confuso esse rapaz .

    1. Rodrigo S. Cruz

      O citado não tem NADA a ver com o Chetnik.
      O Chetnik pode ter lá os defeitos dele, mas não usa de atitudes covardes.
      E não fabrica fakes para tentar difamar os participantes…

  18. Nattan Lobatto

    Como é bom assistir esse sérvio jogar! É o cara do momento, aliás, da década haha…

    Deve ser muito difícil torcer contra lendas do quilate de Djokovic, Nadal e Federer. São tão talentosos que o jeito é atacar a eficiência do drop, do slice, do back, smash, postura, tiques, personalidade, h2h etc. Mas é compreensivo, pois não se joga pedras em árvores que não dar frutos. Que na árvore sérvia, brote mais um SLAM/18.

    Abs

  19. Marcelo

    Os nomes na segunda rodada e o tênis que apresentaram comprovam que poderia haver lugar para os dois brasileiros de simples até a terceira rodada. Faltou sorte no sorteio da chave para o Tiago e me pareceu faltou ritmo/experiência para o Wild, que demorou a entrar no jogo. Uma pena!

  20. Fabio Hegg

    Dalcim, gosto muito do jogo do Tsitsipas, mas por exemplo, comparando ele com o Thiem, você não acha que talvez falte um pouco de potência nos golpes do fundo do grego para sair aplicando winners lá do fundo da forma que o austríaco faz contra o Nadal e Djoko?

    Não enxergo ele aplicando winners de BH por exemplo como o Thiem fez no AO deste ano contra os dois…

    Abraços,

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, é difícil competir com o Thiem em termos de potência, Fábio, mas dá para compensar com uma variação de slices profundos, por exemplo. O grego também faz com precisão cada vez maior a transição para a rede, porém acho que ainda precisará de um ou dois anos para atingir um ápice técnico.

  21. Willian Rodrigues

    E os detratores do sérvio continuam sangrando… Será até doloroso acompanhar a “choradeira” ao longo desses próximos 3-4 anos, à medida que os principais recordes forem, pouco a pouco, superados. Não me agrada assistir nenhum ser humano passando por tamanho sofrimento…
    Imagino também que surgirão outros critérios para definição de GOAT! KKKKKKKK
    Por enquanto, os critérios maiores ainda incluem o nº de slams e semanas na liderança do ranking. Quando esses forem ultrapassados, seja por Novak, seja por Nadal, provavelmente, essa definição se dará pelo jogo mais bonito, pela elegância em quadra, pela torcida, maior carisma, maior número de winners em um mesmo torneio ou numa mesma partida, etc. Pode ser também pelo nº de vice-campeonatos…
    Maior atleta da história ainda é Michael Jordan!! Extrema eficiência, dono dos recordes mais importantes e um ser humano cheio de defeitos. Nunca poupou os companheiros de time, equipe técnica, ou quem quer que seja! Relatos são de que ele era muito competitivo, e um “xarope” nos treinos e nas partidas! Não estou me baseando apenas na série da NETFLIX – realmente acompanho basquete desde os 13 anos de idade. “Air Jordan” adorava os grandes embates e sempre jogava pra vencer, pra aniquilar os oponentes. Djokovic meio que me lembra esse perfil…
    Saudações Nolistas!!

    1. Sérgio Ribeiro

      Acho que o Professor se enganou na hora de postar. Esse comentário lembra os costumeiros lá do Site Tênis Brasil rs . Por aqui o caríssimo andava bem mais inspirado rsrsrs Abs!

  22. Vitor Hugo

    Edmund deve estar lamentando não ter uma câmara hiperbárica. Mesmo adversários 10 anos ou mais mais jovens que Novak, conseguem cansar muito antes que o sérvio.

    1. DANILO AFONSO

      Vitor Hugo, tu sabe me informar se ele de fato levou a câmara hiperbárica ??

      A câmara hiperbárica ajuda sim na recuperação, mas não faz milagre. A grande diferença é a preparação física “raiz” que muitos não estão disposto a seguir com afinco..

      Esta câmara hiperbárica custa entre 60 a 85 mil dólares, valor que qualquer tenista TOP 100 teria condição de parcelar em “trocentas” vezes.

      #voltavitor

  23. RUBENS GAVETTI

    tenho acompanhado os jogos do sérvio e noto que constantemente ele começa a se irritar e perder o controle quando o adversário começa a lhe oferecer resistência…o que este ser quer? que os outros jogadores entreguem a partida logo pra ele não se cansar? Que coisa mais ridícula esse comportamento tosco, parece um ogro? Acho que alguém da equipe técmica dele deveria chamar ele de canto e o colocar no seu devido lugar, todos ali são esportistas e todos querem dar o seu melhor ou ganhar o jogo, ninguém esta ali pra ceder as partidas pra ele porque ele acha que tem que bater os recordes de Federer e Nadal…lastimável esse comportamento.

    1. Adriano Souza

      Em entrevista o Djokovic disse que se irrita com os próprios erros dele. Então não tem nada a ver com o jogo do adversário, mas sim com ele mesmo. Ele se cobra muito , e segundo ele , isso o motiva a dar a volta por cima no jogo.

    2. DANILO AFONSO

      Não nobre Rubens Gavetti!!

      Perceba que ele se irrita quando toma decisões erradas que resulta no ponto do adversário, quando por exemplo encurta a bola ou escolhe o lado errado que deveria ter direcionado a bola. Djokovic muitas vezes reclama de si até quando ganha o ponto por achar que escolheu uma jogada errada.

      Outro detalhe: DJOKOVIC é o tenista que mais parabeniza (palmas) os adversários quando estes finalizam os pontos após uma grande jogada.

      Enfim, você está sendo injusto com o sérvio.

      1. Gildokson

        A verdade é que o cara é um verdadeiro mistério… rs
        As vezes eu acredito nele, as vezes acho ele um baita de um falso bom moço, sei la… só quem conhece pessoalmente pra dizer. rsrs

  24. Fabrício Martins

    Olá Dalcim!

    Tudo bem? Gostei muito de suas análises! Parabéns! Se for possível, me tiraria uma dúvida, por gentileza: Para mim o Janko Tipsarevic era treinador do Filip Krajinovic . Então ele também treina o Ricarda Berankis, pelo que dissestes? E pode isso? No mínimo fica meio esquisito. Pode gerar discórdia entre esses jogadores, não acha?

    Obrigado

    1. José Nilton Dalcim

      É bem comum um treinador trabalhar com dois ou até mais tenistas, Fabrício. Claro que, se o tenista atinge um nível muito alto, ali pelo top 20, aí sim a tendência é ter apenas um pupilo.

  25. Vitor Hugo

    Mais um jogo sonolento, horroroso! Dei uma espiadinha depois de voltar do trabalho e vi que o Thiem estava assistindo a partida do perebinha. Em um certo momento, Novak fez mais uns dos seus ‘magníficos’ drops que foi parar no meio da rede, a câmera flagrou Dominic rindo e comentando com um rapaz que estava ao lado. Parecia dizer algo assim: “Nossa, que b….!!! Kkkkkkk
    Falando sério, o sérvio deveria parar de treinar um pouco de devolução e começar a treinar mais slice e drop. Tá feio, patético!

    1. Alessandro Siqueira

      “Inveja não é querer o que o outro tem, mas querer que ele não tenha.” Mas até para esse querer que o outro não tenha deveria ter limites, né? Assim fica feio, caro interlocutor, porque nós sabemos que você não acredita nisso. Se acreditasse, não perderia tanto tempo tentando desfazer do sérvio e dos números cada vez mais espetaculares que ele ostenta. Só pra lembrar, 57 títulos grandes… e contando. Enquanto isso, 54 para o suíço, 06 anos mais velho.

    2. FERNANDO DE OLIVEIRA SIKORSKI

      Thiem deve ter comentado com o amigo: “não sei quem é mais freguês desse cara, eu o federer”.

    3. Bruno

      Deveria ser usado como receita para insônia.
      Mas sem torcida e com aqueles berros,pode ter efeitos colaterais piores que o Rivotril.

    4. Roberto Garcia

      Eu acho que quem deveria treinar mais são os outros, para ver se ganham do Sérvio kkkkk… Principalmente o Suíço, que está de retiro, e por isso, não está levando mais bordoadas… Pelo amor de Deus, quanto mais o cara ganha, mais você critica sem embasamento nenhum, caia na real, Djoko é o melhor e maior tenista da história, se fôssemos fazer um somatório de vários critérios, ele teria a maior nota total, assim, é o maios completo. Mas não precisa ficar chorando e postando porcaria aqui de forma interminável, pois ainda sobra espaço pro Federer ser considerado, de fato, o mais talentoso te todos os tempos, e o BIG 3 é fenomenal em praticamente todos os aspectos. Nole tem 5 anos pra superar os números de Federer, quem, em sã consciência acredita que, se não houver lesão duradoura, os recordes cairão???

    5. Willian Rodrigues

      Prezado, Dominic Thiem completa 27 anos exatamente na data de hoje. Esse brilhante austríaco possui o total de UM título em nível Masters 1000, conquistado em 2019, e ZERO título de grand slam!! Com essa mesma idade, em 2014, Djokovic alcançava seu 18º título de masters e 7º grand slam ao vencer Wimbledon. Realmente, Thiem tem mesmo todos os predicados e o “direito” de rir bastante ás custas dos erros bobos do sérvio… KKKKKKKKK

      1. Alessandro Siqueira

        Willian, com uma fala tão contundente assim, receio que vai acabar jogando o amigo numa camisa de força… ??☺️?

      2. Miguel BsB

        Pois é…e o austríaco joga pra cacete, bate com uma potência absurda, tem um puta preparo físico, saca demais, é um jogadoraço no saibro. E, ainda sim, só tem um título realmente grande, vários vices, é verdade.
        Isso só me leva a crer que o Big 3 tem um pacto com o próprio capiroto…rs só pode ser essa a explicação…

    6. Paulo Almeida

      Luis Ifanger, o GOAT deve deixar o Struff desconcertado com mais uma sessão absurda de drops e slices de primeira qualidade na sexta-feira.

      O que realmente me deixou com raiva ontem foi o fato de ele ter dado uma madeirada à la Fregueser. Não, isso eu não aceito, é coisa exclusiva de bagres!

      1. Barocos

        Paulo,

        Agora falou uma verdade, é muito raro o Djokovic dar uma “madeirada”, para sorte dele, não é lenhador ou carpinteiro.

    7. Adriano Souza

      O Frauderer nunca errou um drop né! Kkkk
      Fala sério!

      A porcentagem de acertos do Djokovic nos drops está favorável ultimamente! Com certeza treina muito para conseguir executar! E qual atleta que não treina né!

    8. Luiz Fabriciano

      Para mim, Federer é o maior, o melhor, o mais bonito, o jogo mais plástico (detesto essa palavra nesse contexto), o mais habilidoso da história.

      Como tem valor as vitórias de Djokovic sobre o supracitado.

      1. Alessandro Siqueira

        Se Federer é o maior, melhor, mais plástico etc, etc, etc, como nominar quem o suplanta no piso em que ele tinha o maior domínio?! Devemos chamar Djokovic de “jogador inominado”, tal qual o recurso contra a decisão de mérito nos Juizados Especiais?! ???

        Sabe, Luiz, acho que os torcedores do suíço não se dão conta de que, ao enaltecerem o helvético, estão, necessariamente, colocando quem o supera em um patamar acima, ainda que seja de transpiração. Sim, mais mérito deve ser reconhecido a um “cara limitado” que supera o maioral.

        1. Luiz Fabriciano

          Bingo!
          Foi exatamente esse o ponto que quis colocar em meu comentário.
          Eu teria vergonha de ficar dia sim, dia também, enchendo um cara de defeitos, tentando fazer da minha opinião uma verdade universal e não enxergar que esse supera o outro, na bola.

  26. Marcílio Aguiar

    Prezado Dalcim eu nunca tinha ouvido falar desse americano Cressy. É adepto do saque e voleio e ontem foi tipo kamikaze, atacando a maioria das devoluções e indo para a rede. Saca fortíssimo e tem um FH reto que lembra o Del Potro, obviamente sem a mesma eficiência. Ele ja tem 23 anos e só agora aparece em um torneio grande. Será que estou muito por fora ou ele estava restrito ao circuito universitário americano?

    Estou na torcida por Murray, Dimitrov , Tsitsipas, Kvitova, Madso Keys e Osaka.

  27. Daniel

    Não vi o jogo do Edmund, mas pelo placar, imagino que a partida tenha seguido o mesmo roteiro de sempre: o adversário do sérvio mostra que tem mais jogo que o sérvio, mas não consegue sustentar a eficiência por mais tempo que o outro. Se já é dureza assistir ao Djokovic jogar, imagino como deve ser enfrentá-lo. Ver a bolinha voltando o tempo todo, deve ser chato demais, apesar de eu achar que falta muita qualidade no circuito atual.

    E o irônico é que mesmo quando o sujeito tá ganhando com tranquilidade, ele é destemperado. Ele deve estar num momento de grande stress, sabendo que não pode perder oportunidades de chegar no recorde de GS, que ele busca com tanta gana, pra satisfazer o imenso ego, já que torcida, está sempre a favor dos adversários, por mais corações que ele mande pra galera (inclusive agora está tentando ganhar a torcida “espírita”, mandando corações para as arquibancadas vazias rsrs).

    Uma coisa é certa: menos torcida é bom para os boleiros, pois quando o sérvio se irrita com a torcida contra, sobra pra eles…

    1. Adriano Souza

      Duro é ver o Frauderer não ganhar de um “simples passador de bola “né Zé? É muita incompetência ! Kkkkkkkk

    2. Willian Rodrigues

      Puxa vida, os assuntos respeito, tolerância e benevolência estiveram entre os mais comentados nesse blog durante a suspensão do circuito em função da pandemia… Inclusive os dois colegas que brincam agora, aparentemente com aquilo que desconhecem, a questão espírita, fizeram comentários interessantes nesse sentido.
      Prefiro pensar que se trate apenas de ingenuidade, e não de hipocrisia… Não tenho nada contra as críticas pertinentes quanto a certos comportamentos ou posicionamentos políticos de grandes atletas. Eu mesmo costumo criticar a empáfia do Federer, ou o posicionamento “anti-vacinas” do Djokovic . Também julgo saudável se tirar um sarro, fazer uma brincadeira com os colegas que torcem para um adversário de peso. Sem problemas!! Contudo, debochar da fé ou do credo de alguém como forma de desmerece-lo dessa maneira é algo pouco ético e passível de crítica. Por favor…

      1. Willian Rodrigues

        Djokovic realmente acredita que possa emanar boas energias com os gestos que enseja após as vitórias. Trata-se de sua fé… Ingênua ou não, deve ser respeitada. DE FATO, ele consegue atingir os espectadores, não é mesmo?! Afinal, pela lógica, se isso está incomodandoa alguns, é porque outros que têm a mesma crença, estão captando a mensagem…

      2. Luiz Fabriciano

        Empáfia do Federer?
        Quase fui crucificado aqui por citar essa palavra a respeito do suíço outro dia.
        Concordo com tudo que li.

  28. Miguel BsB

    Assisti boa parte do jogo do Shapovalov, e é incrível como esse jogador é afobado e só sabe marretar. Não vejo um grande futuro nele caso não seja capaz de alterar isso.
    Como disse o Narck na transmissão, o canadense faz todos os pontos do jogo, os dele e os do adversário…
    Quando tem bp a favor, ou, como no 1 set, liderando por 5×2 no tie break, ao invés de “passar” a bola uma vez ou outra e fazer seu adversário jogar, quer espancar logo de cara e, bang, erro não forçado. Entregou de lambuja assim o 1 set.
    Até a maneira dele se comportar em quadra, elétrico, inquieto, pulando o tempo todo e comemorando cada ponto, mostra um garoto afobado e sem “frieza”…
    Se quiser ir mais longe na carreira, vai precisar mudar isso urgentemente.

    1. joao

      Muito bem colocado. Tb acho o Shapovalov muito afobado e ri qdo vc escreveu “faz os pontos dele e os do adversário”. Qto a ficar andando de um lado para o outro, eletrico, é a ansiedade, deve estar com a cabeça à mil. Talvez ele devesse fazer yoga rs.

      ——

      Sergio, vc nao vai falar nada sobre ele nao assistir o jogo todo e vir comentar? kkkkkk
      nao, nao, isso vc só faz com os torcedores do djoko ou com o LF

      1. Sérgio Ribeiro

        Errado , João. Tem muito torcedor do Sérvio que assiste aos jogos , e conhece da matéria. Até mesmo alguns ( minoria ) da Kombi rs. Agora o trio parada dura comandado por Chatonik no grupinho da Whats , todo mundo sabe que não assistem a nada e somente postam asneiras sem tamanho. Coitado do Dalcim na moderação. Imagina os caras repetirem a exaustão inverdades , já que o Sérvio ainda está atrás nos recordes. Basta você lembrar os anos de repetição da bobagem de que o Espanhol definitivamente tinha entrado na cabeça do Suíço , pra depois passarem vergonha e sumirem de vez. Ou virarem casaca a lá LF . Este se convenceu que ficar do lado da turma do Sérvio dá mais Ibope rsrsrs . Abs!

  29. rafael

    Mestre, não se pode deixar de dizer que o Britânico jogou muito tênis no 1 set. Mas, parece que o Djoko sempre tem uma solução para superar os caras. A confiança está nas alturas!
    Difícil alguém bater o servio. Até porque o saque voltou a ser muito eficiente. Não acha?

    1. José Nilton Dalcim

      Sacou bem, mas perdeu dois serviços seguidos. Ou seja alguma instabilidade. Mas ainda o vejo o grande favorito porque tem muitos recursos.

  30. Daniel Ribeiro

    Dalcim, o que achou da Kerber hoje ??? Acha que dá para buscar o título, ainda mais com essa chave aberta até demais rsrs… Abraços

  31. Davi Poiani

    Olá Dalcim! Eu assisti alguns trechos do jogo do Thiago Wild contra o Evans. Houve um momento em que o Wild soltou um backhand de uma mão. Não sei dizer se foi por frustração por conta do momento do jogo. Mas foi algo bacana de se ver!

    Ao observar o jeito de jogar de determinado jogador, é possível perceber que a opção do tipo de backhand escolhido geralmente combina com o estilo dos golpes, movimentação ou até mesmo com o tipo físico do tenista. Não parece ser uma questão exclusivamente de preferência do próprio tenista em alguns casos. Meio difícil de explicar, é algo visual de observação. Para alguns jogadores parece haver uma questão da própria anatomia que leva o jogador a escolher qual backhand usar, para outros talvez não. Por exemplo, difícil conceber o Djokovic usando o backhand de uma mão, isto se observa até mesmo pelo jeito que ele faz o slice. Para o Federer, vale o contrário.

    Mas vendo o Thiago Wild jogar e sua movimentação, mesmo percebendo que ele aplica bem o backhand com duas mãos, fico com a impressão de que o backhand de uma mão também combinaria muito com o jogo dele. Este backhand que eu vi pareceu natural. Uma vez eu comentei aqui no blog sobre a possibilidade de um jogador ter um backhand híbrido e você disse pensar que talvez este possa ser o futuro do tênis. Esta cena que vi me fez pensar: bem que o Wild poderia ser um dos primeiros nesta seara!

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que o problema no caso dos profissionais, Daniel, é que você precisa treinar muito para consolidar cada golpe. E como o forte do Wild é na base, acredito que ele procura um backhand bem sólido e nesse caso sempre o de duas mãos vai prevalecer. Mas não seria má ideia treinar slices. O backhand de uma mão será sempre um último recurso, como o Tsonga faz tão bem. O curioso é que esse improviso acontece sempre que o tenista perdeu o tempo, o que mostra como o backhand de uma mão funciona tão bem mesmo sem uma abertura longa do golpe.

  32. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,obviamente Tsitsipas é um grande jogador,por isso é top 6,já ganhou o finals…Mas em uma análise técnica,o que mais chama sua atenção?Nao consigo ver nenhum golpe extremamente dominante,um uma super consistência,etc…

    1. José Nilton Dalcim

      Aí que está o segredo dele, Lucas: ele é bom em todos os golpes, sem que tenha um tão superior ao outro. Saca muito bem, voleia firme, ótimo forehand, backhand com batida e slice… Ele ainda precisa obviamente de um backhand mais consistente. Veja como a devolução dele evoluiu vencendo tantos grandes sacadores em piso veloz. É muito completo. Falta dominar a cabeça e a ansiedade.

  33. Emerson

    Dalcim, olhando o jogo do Tsitsipas, não me parece que ele tenha armas contra o Djokovic. Quem do lado da chave do Djoko lhe parece com mais chances de vencer ele?

    1. José Nilton Dalcim

      Eu já acho que o Tsitsipas tem sim armas para ganhar de Djokovic, embora obviamente não seja tão simples. O grego faz tudo direitinho e pode jogar de maneiras diferentes, um recurso que não é todo mundo que possui no circuito.

      1. Barocos

        Dalcim,

        Também acho que o Tsitsipas tem, entre todos os que vi jogar, a maior chance de incomodar, e bem, o Djokovic: um belo saque, ótima potência nos golpes, muita variação e principalmente, muita “fome” de vitória. Talvez lhe falte um treinador mais tarimbado, para ajustar detalhes no padrão de jogo e precisão, principalmente no que diz respeito às estratégias diferentes para enfrentar jogadores específicos, como Nadal, Federer e o próprio Djokovic. Desta nova geração é ele quem apresenta o tênis mais plástico.

        Uma coisa que ele deveria fazer, talvez, é redirecionar a sua comemoração para o fundo de quadra ou laterais, assim evita-se motivar o oponente por provocação (não estou dizendo que ele realmente provoque o adversário, mas que parece, parece).

        Por fim, você não julga que, algumas vezes, ele dobra demasiadamente os joelhos, por exemplo, na hora da recepção ou na devolução de bolas baixas? Ele é bem novo ainda, mas é o tipo de coisa que pode lhe trazer problemas no futuro.

        1. José Nilton Dalcim

          Olha, André, flexionar os joelhos na devolução faz parte da cartilha. Há jogadores que se dobram totalmente. Não vejo um problema se houver um acompanhamento físico constante.

    2. Paulo Almeida

      Ele tem armas, tanto que já venceu o Djoko duas vezes oficialmente e uma no Mubadala, porém em um dia bom do sérvio fica bem complicado achar um buraco.

      Medvedev e Agut parecem ser os piores adversários até o momento e ainda bem que ficaram do outro lado.

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