Djoko dá show, Naomi dá exemplo
Por José Nilton Dalcim
26 de agosto de 2020 às 23:56

Na quarta-feira em que o número 1 do mundo Novak Djokovic deu show e avançou às semifinais do Masters de Flushing Meadows, a sensação aconteceu fora da quadra. Totalmente engajada com o movimento antirracista nos EUA, Naomi Osaka aderiu ao protesto do basquete e do beisebol e anunciou que não irá tentar vaga na decisão do Premier, abandonando a disputa em que era ampla favorita. “Há coisas mais importantes no momento do que me ver jogando”. Notável atitude.

Final do dia, ATP e WTA suspenderam a rodada de quinta, na esperança que Osaka ainda jogue. Vamos primeiro ao que aconteceu efetivamente com a bola rolando.

Com um tênis extremamente vigoroso e ainda assim consistente, Djoko deveria cobrar pela aula que ofereceu a Jan-Lennard Struff. Nem parecia que do outro lado da quadra estava o número 34 do ranking, dono de golpes poderosos, saque respeitável e voleios virtuosos. O show foi todo de Nole, que a cada dia mostra maior precisão e profundidade em suas bolas, com destaque todo especial para um forehand matador, especialmente os de paralela. A exibição foi tão rica que o número 1 jogou seguidos pontos junto à rede, como a ensinar ao adversário como é que se faz.

Apesar das 20 vitórias na temporada, 9-0 em tiebreaks e 7-0 em jogos contra top 10, Djokovic sabe que não pode vacilar contra o velho conhecido Roberto Bautista, contra quem tem 9 a 3 nos duelos mas sofreu duas derrotas no ano passado. O espanhol tomou 1/6 de Daniil Medvedev, não se abateu e reagiu. Fez alguns ajustes táticos, aventurando-se mais à rede, e não se desesperou ao perder o primeiro serviço do set decisivo. Está em sua terceira semifinal de Masters e será premiado com a volta ao top 10 se conseguir parar Djokovic. Terá importantes 24h de descanso.

Não menos notável foi a virada de Milos Raonic sobre o cada vez mais perigoso Filip Krajinovic. O sérvio teve o saque a favor para liquidar a partida, no que teria sido uma vitória estonteante, mas vacilou e o canadense abraçou a chance, crescendo de qualidade game a game, sem medo de forçar o saque e seu notável forehand. Salvou um match-point no terceiro set com coragem. Três games mais tarde, completou o placar com 53 winners, sendo 24 aces e 26 de direita. Mas note-se que Krajinovic cometeu apenas 17 erros no duríssimo jogo (fez aliás um só em todo o primeiro set).

Será mais um gigante no caminho do grego Stefanos Tsitsipas. Ele só jogou 11 games já que Reilly Opelka voltou a sentir o joelho direito e abandonou quando vencia por 6/5, um alívio para quem já teve de passar por Kevin Anderson e John Isner. Vale lembrar que Raonic tirou Tsitsipas nas oitavas do Australian Open de janeiro em sets diretos e hoje anotou as incríveis médias de 209 km/h no primeiro saque e 179 no segundo.

Vitória dupla de Osaka
Na quadra, a japonesa Naomi Osaka superou um considerável aperto, ao ver Anett Kontaveit sacar muito no primeiro set e abrir 2/0 no seguinte. Só então a japonesa achou o ‘timing’ perfeito e começou a disparar winners para garantir sua vaga na semifinal, onde deveria duelar contra a consistente belga Elise Mertens, a quem superou com sobras há 13 meses.

A ex-número 1 no entanto decidiu não ir à quadra para buscar um troféu importante, que seria o primeiro da temporada. Aderir ao movimento iniciado pelos atletas da NBA, que consideram até mesmo encerrar a temporada, cansados que estão da violência policial contra os negros no país. Osaka foi muito ativa durante todos os protestos dos últimos meses. Possivelmente, receberá críticas de torcedores e pressão de promotores e patrocinadores, porém a postura é coerente com tudo o que tem dito nas mídias sociais e, portanto, louvável.

Com o adiamento da rodada de quinta, fica a expectativa se ela recuará da decisão.

Na outra semi. Victoria Azarenka continua sem perder sets, apesar de um jogo de altos e baixos na primeira série diante da versátil Ons Jabeur e seus slices venenosos. Precisou evitar quatro set-points, dois deles no tiebreak, e só então dominou. Destaque para seu baixo número de erros: 11 em 20 games.

Em sua primeira semi em 16 meses, reencontra a perigosa Johanna Konta, para quem perdeu 2 de 3 duelos. A britânica, também invicta em sets mas com um jogo feito a menos, também gosta dos pisos velozes e curiosamente vinha de derrota na estreia em Lexington. Vika não levanta um troféu desde a dobradinha Indian Wells-Miami de 2016. Konta venceu seu último também em Miami, mas de 2017. Devem estar sedentas pela oportunidade que caiu do céu.

Sorteio na quinta
A USTA realiza a cerimônia e faz a montagem das chaves de simples, masculina e feminina, do US Open às 13 horas desta quinta-feira.


Comentários
  1. CAIO CESAR DE PAULA

    Dalcim,
    Poderia te parabenizar por tanta coisa, mas hj vou parabenizar o ser humano que és. Sempre com opiniões em que o respeito ao próximo está em primeiro lugar.
    Se me permite, irei deixar o link da entrevista de um comandante da rota na qual ele admite a diferença de tratamento entre pobres e ricos, o que, por certo, acaba acarretando a diferença de tratamento entre negros e brancos:
    https://www.google.com/amp/s/noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/08/24/abordagem-no-jardins-e-na-periferia-tem-de-ser-diferente-diz-novo-comandante-da-rota.amp.htm
    Grande abraço!

  2. Barocos

    Dalcim,

    És um craque no tema do blog e um craque na consciência e na consistência!

    Aproveito para parabenizar também o nosso grande companheiro de blog, Periferia e, ainda, Alessandro Siqueira e Willian Rodrigues. É um prazer ter a oportunidade de ler colocações coerentes e sensíveis neste canto da Internet. Aliás, este pequeno espaço é muito bem frequentado: Marcão, Luiz Fernando, Miguel BsB, Danilo, Gildokson, Marcílio Aguiar, Grande Gabi, Sérgio Ribeiro, Rafael, Filipe e muitos outros (desculpem-me pelas inevitáveis omissões).

    Não concordamos em tudo (o que eu acho ótimo), mas, pelo que tenho lido até aqui, concordamos no que é fundamental: respeito ao indivíduo, civilidade nas questões sociais, indignação frente às injustiças e iniquidades da vida. Compartilho com o Rubens a admiração pelas novas gerações e pela disposição destas em promover mudanças, a minha era quase que completamente apática.

    Acho inconcebível que ataquem o protesto declarado da Naomi, primeiro porque em qualquer estado democrático de fato, o direito de protestar costuma ser respeitado contanto que não se prejudique outras pessoas, o que é, certamente, o caso, e, para piorar, ainda a tacharam de oportunista; ou se tem alguma informação a mais para aplicar esta pecha ou, no mínimo, revela-se uma dose cavalar de leviandade por parte do acusador.

    Não costumo apoiar a particularização de questões que considero primordiais para a edificação de uma sociedade justa. Tenho para mim que ataques à dignidade por atos associados ao preconceito, ao desrespeito e à violência são melhor enfrentados quando tratados de forma generalista. Ainda que tais crimes sejam perpetrados contra homossexuais, negros ou mulheres na sua maioria, outras minorias também são vítimas de sacripantas e tratá-los como circunscritos ou específicos a subgrupos, infelizmente, impulsiona divisões sociais e estas, historicamente, tem sido utilizadas por canalhas elitistas para facilitar a realização, ou a tentativa, dos seus delírios supremacistas, aliás, exatamente o que está a ocorrer aqui e acolá.

    Quero ressaltar, entretanto, que especificamente na questão dos negros, a situação é muito grave e as indignidades a que são submetidos já não deveriam ocorrer há muito. Nesta hora faz muita falta líderes do calibre de Martin Luther King e Nelson Mandela. Gostaria muito de ver o Obama se envolver mais efetivamente na questão, mas entendo que ele não queira aumentar ainda mais a polarização atual e arriscar a promover algum evento que melhore as chances de vitória nas eleições do charlatão racista que o sucedeu.

    Complementando as ponderações do Willian Rodrigues, sempre me foi muito útil utilizar os dados publicados pela Unicamp para desfazer preconcepções e preconceitos: por favor, leiam o artigo publicado lá (sobretudo, leiam o final do segundo parágrafo):
    https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2019/12/16/rendimento-medio-de-estudantes-das-politicas-de-inclusao-e-o-mesmo-dos-demais

    Sendo repetitivo, fatos deveriam mudar opiniões, opiniões não modificam os fatos.

    Seria muito salutar que as pessoas parassem de entoar alcunhas que não revelam nada mais que preconceito ou ignorância enquanto relatam as suas ponderações. Querer restringir determinadas reivindicações à coisa de “esquerdistas” ou meramente atribuir a negativa delas a coisa de “reacionários” não contribui para a supressão ou entendimento das diferenças. O melhor do saber é saber compartilhá-lo.

    Saúde e paz para todos, em especial, para os de boa vontade.

    1. Luiz Fernando

      Houve uma época em que os esquerdistas eram demonizados, como na brincadeira “comunista come (ingere, p evitar as interpretações erradas) criancinha”, hoje estes mesmo esquerdistas querem demonizar a direita, culpada por tudo, talvez até pela onda de frio recente em Sampa. No mundo não existe perfeição, todos somos falíveis, temos bons e maus elementos em todos os segmentos, vide a quadrilha de esquerda responsável pelo maior escândalo financeiro da história da humanidade perpetrado em um país pobre e carente como o nosso…

    2. Carlos Reis

      Nelson Mandela!? Putz… É só mais um FALSO HERÓI da esquerda… Um homem realmente bom e honesto, THOMAS SOWELL, esse é O CARA.

  3. Bruno

    Poxa ,Dalcim
    Pensei que os problemas do Dacio Campos eram aqueles com a justiça.
    Tomara que se recupere.
    Parabéns pela oportunidade dada a ele de se manifestar.

  4. Paulo Almeida

    Não estou a fim de entrar na discussão que tomou conta do blog hoje, porém fico do lado da Osaka, Dalcim e outros.

    Se eu fosse ter um pensamento bem pequeno e egoísta, estaria puto porque o Djokovic foi prejudicado e o Agut beneficiado com mais tempo de recuperação após uma partida mais desgastante contra o Medvedev.

  5. periferia

    Parabéns Dalcim pela oportunidade oferecida ao Dácio (ganharemos nós com ele).
    É no detalhe que o grande homem se mostra.

    Abs

  6. Miguel BsB

    Dalcim, peço desculpas por “quotar”uma mensagem anterior, mas a opção de tréplica já estava desativada.

    Bruno Gama27 de agosto de 2020 às 17:28

    Qual o mérito em ser funça? viver as custas do dinheiro que o estado rouba dos trabalhadores pra dar a quem trabalha pouco não é meritocracia.

    Qual o mérito em ser “funça”? Primeiro, o mérito de ser aprovado em uma prova/provas, ou provas e títulos em geral concorridíssimas e muito exigentes.
    Se você não vê mérito em um relato como o do Alessandro Siqueira, que veio da pobreza, sem bens básicos na adolescência, pra superar, se qualificar e conquistar um emprego digno, vc é um cego.
    Segundo, os trabalhadores do setor público TAMBÉM pagam impostos, sem sonegação, choro nem vela, descontados diretamente da fonte. Não é só vc que paga não rapaz…
    Terceiro, os “funças” são os médicos e enfermeiras que salvam vidas e estão se arriscando aí no meio da pandemia. Idem para os policiais, bombeiros, e outras atividades essênciais para a sociedade. Grande parte dos professores são funcionários públicos. A maioria dos listados trabalham muito, são em geral mal remunerados, e muitas vezes arriscam suas vidas para exercer seu ofício.
    Feche a boca antes de tentar vir desqualificar os outros com esse papinho neoliberal de meritocracia só vale a minha…

    1. Bruno Gama

      Servidor público não paga imposto, o salário deles vem dos impostos. Professor, médico e enfermeira tem na iniciativa privada também e prestam um serviço bem melhor.
      Quem nunca teve aquele professor preguiçoso que só mandava copiar do livro e não dava aula direito? Um parasita que passa décadas recebendo pra não fazer nada e nunca vai ser mandado embora porque o estado protege o “direito” dele de vadiar.
      O Brasil é essa porcaria por causa desse tipo de sistema que protege uma classe de parasitas sugando todo o dinheiro que o estado rouba de quem produz.

  7. Bruno Gama

    Vou ter que concordar com o Chetnik, essa volta atrás da Osaka em jogar pegou muito mal, a impressão que dá é que ela só fez o protesto pra lacrar mesmo, por pressão da tropa progressista que iria cancelar ela se não tomasse nenhuma atitude. Se ela tivesse vontade mesmo de protestar teria ido até o fim, mas deve ter tido uma reuniãozinha com patrocinadores que a fizeram mudar de ideia.

  8. Fabio

    Parabéns, Dalcim, pela visão humanista e leitura precisa da posição de Naomi Osaka.

    Há quem ache que posicionamentos como o seu (e de boa parte dos leitores aqui) sejam “de esquerda”. Se possuir sensibilidade, compreensão e respeito às lutas daqueles que efetivamente sofrem com preconceitos é ser de esquerda, então assim sou, com orgulho.

    1. José Nilton Dalcim

      Obrigado, Fábio. Acho que antes de julgar a atitude de uma pessoa – e eu acho que nem temos esse direito -, me preocupo com a coerência. Certa ou errada, ela foi coerente com tudo que fez e falou nos últimos meses. isso tem valor para mim.

  9. periferia

    Ola

    Existia um esquadrão paramilitar (milícia) na Iugoslávia na segunda guerra.
    Monarquista e nacionalistas …a milícia colaborou com a ocupação nazista da Iugoslávia…tendo apoio tanto de Hitler como de Mussolini na luta contra os comunistas .
    Bem armados pelo eixo (Alemanha e Itália) aproveitaram e fizeram uma limpeza étnica…principalmente contra os muçulmanos.
    Fizeram aliança com a Ustashes croatas (nazistas ) cometendo grandes barbaridades (extermínio de mulheres e crianças).
    Terminada a guerra …derrotados ….pelos partizans (comunistas) de Tito…foram expusos da Iugoslávia.
    Viveram no ostracisno durante anos.
    Foram reabilitados por Milosevic na década de 80 .
    O mesmo Milosevic que foi preso por crimes de guerra e genocídio na guerra civil no Balcãs.

    Como alguém pode ter orgulho de carregar no nome uma história pesada assim??

    1. Chetnik

      Vai estudar história antes de falar M. Você sequer saberia quem foram os Chetniks se não tivesse visto meu “nome” e ido fazer uma “pesquisa” porca. Os Ustashas, esses sim aliados dos nazistas, eram os maiores inimigos dos Chetniks. Os Ustashas tinham ódio absoluto e insuperável pelos Sérvios. Que aula de história vocês tem na periferia?

      Vergonha eu teria de ser um ignorante petulante.

  10. Marcílio Aguiar

    Parabenizo a atitude dos atletas da NBA e da Naomi Osaka. Sei que esses gestos por si só não vão eliminar os problemas para os quais estão registrando protestos, mas acho que pessoas públicas, que detém a atenção da grande mídia, tem obrigação de assumirem posições nessa hora. Podem funcionar como agentes catalisadores para as transformações necessárias na direção de reduzir as desigualdades.

    1. Marcílio Aguiar

      Parabéns também ao Dalcim pelas respostas bem colocadas àqueles que insistem, sistematicamente, em teses obscuras e de negação da realidade.

  11. Enoque

    No tênis masculino, o fator desgaste/repouso é muito importante, principalmente em melhor de 5 sets. Quem jogar a final de Cincinatti no sábado, poderá entrar já meio desgastado no USO e pagar por isso, no decorrer do torneio. No lado feminino, nem tanto porque não são elas que tem que jogar em melhor de 5 sets.

    1. Paulo Almeida

      Besteira, já que a primeira semana costuma ter jogos mais fáceis para os cabeças.

      E depois de tanto tempo parados, é bem improvável que os finalistas fiquem cansadinhos, rs.

  12. Gildokson

    Agora vou falar sério, como cidadão afrodescendente que sou eu me sinto orgulhoso quando vejo atletas tentando fazer o mínimo que seja para chamar a atenção para o combate ao RACISMO, infelizmente alguns ainda tentam agir como se ele não existisse ou como se fosse um exagero, o pior, alguns antes mesmo de abordar ou discutir o tema, ja vão logo criticando quem agiu ou como agiu no seu protesto (como é o caso do ilustre participante Chetnick) Mas algo tem que ser feito, e só mexendo na ordem natural das coisas é que os poderosos vão se incomodar.
    Chega de negros sendo tratados de maneira diferente la, aqui ou em qualquer lugar do mundo. Todos sabemos que a escravidão não foi exclusividade dos negros, mas você não vê finlandeses por aí sendo mortos com alguém ajoelhado no seu pescoço, ou levando 7 tiros nas costas em frente amigos e familiares, somos nós de pele escura que recebemos os olhares de desconfiança numa loja, somos nós que perdemos o benefício da dúvida numa abordagem policial e somos tratados com desrespeito, somos nós que não podemos ter um carro acima de um modelo popular e andar tranquilo sem precisar provar sempre que aquele bem foi adquirido de forma honesta. Chega!!!

    1. Rogério R Silva

      Boa tarde.
      Não devemos ter preconceito de cor da pele
      Não devemos ter preconceito de sexo
      Não devemos ter preconceito de religião
      Não devemos ter preconceito de posição social
      Devemos cada vez mais ter intolerância com isso.
      Já não aceito isso há tempos e acho que não deveria mais ter na nossa sociedade algo assim.
      Só nos apequena.
      É muito triste ver isso acontecer nos dias atuais.

  13. Luiz Fernando

    Quero ver alguém no futuro falar das chaves do Nadal, essa chave do Djoko no USO é uma piada em se tratando do mega campeão q ele é, mais baba q essa só a Cincy…

    1. Paulo Almeida

      Calma lá, Luiz.

      Estarão lá nomes que bateram o Djoko recentemente pelo menos duas vezes, como Thiem, Tsitsipas, Medvedev, Zverev e Agutão.

      Quer falar de chave fácil, então fale de uma cujo segundo nome mais forte era o Andy Roddick.

      1. Luiz Fernando

        Paulo, esses caras bateram o Djoko em algumas ocasiões mas são pra lá de inconsistentes. Quando vc tem um mega campeão e uma chave como estas, algumas das quais, Rafa já pegou também, é uma dádiva dos deuses do tenis. Quanto as chaves com Roddick e cia limitada, elas me fazem lembrar do Sampras kkk…

  14. Eduardo

    Triste é ler/ perceber o tanto de gente ignorante e sem o menor pudor em vociferar seus pensamentos dos anos 1500…Parabéns pelo post Dalcim, e principalmente pelas respostas corajosas…pouco escrevo no blog, mas leio sempre e o que posso te dizer é que as pessoas ultrajantes não decepcionam nunca, infelizmente. Parabéns novamente pelo trabalho mestre

  15. Willian Rodrigues

    Não julgo que esse US Open, apesar de relativamente esvaziado pelas ausências de peso, será “fraquinho”, como alguns afirmaram no site TenisBrasil e aqui no Blog. Nas atuais circunstâncias, temos que levar em consideração as dificuldades envolvidas numa pausa de 5 meses nos torneios oficiais. Além disso, jogos sem torcida, staff reduzido e incertezas sobre os riscos de contaminação – psicologicamente falando, tudo diferente.
    Prefiro o otimismo! Gosto de enxergar o copo meio-cheio. Será maravilhoso assistir a todos da chamada Nextgen super motivados pela possibilidade de levar seu 1º troféu de slam, além de Murray e Raonic que, aos poucos, estão retornando ao melhor nível. Particularmente, gostei do que vi em “Cincy”: achei que o nível da maioria dos jogos foi muito bom, considerando-se o esperado numa retomada do circuito.

  16. Chetnik

    Osaka vai jogar amanhã, kkkk. Eu falei. Demagoga e oportunista. Esse pessoal nunca decepciona e eu reconheço de longe. Por essa, eu nunca “mas” torço.

    PS: Logo aparece alguém para dizer “‘mais’ ela tá muito preocupada com a sua falta de torcida” kkkk.

    1. Gildokson

      Com ctza kkkkkk
      Acabei de falar com ela e ela me disse “Poxa, estou muito triste e chateada por perder a torcida daquele inteligentíssimo leitor do blog do Dalcim que além de tudo é um ótimo professor de português” kkkkkkkk

  17. Oswaldo E. Aranha

    Os que criticam a atitude de Osaka e ainda criam perspectivas escusas dão uma demonstração de incivilidade e menosprezo pelo gênero humano e pela liberdade de expressão.

  18. Marco Palhuca

    Vejam bem….quando a politica contamina o esporte ( em qualquer nível, e qualquer lugar do mundo) as coisas nem sempre são o q parece. Há de se fazer algumas reflexões a respeito do momento e maneiras com q são tomadas as atitudes. Em principio parece uma causa nobre e louvável, mas tenho comigo q quando a questão geopolítica e econômica entram em pauta, faz-se necessário ponderar, analisar e cogitar todas as hipóteses possíveis, nesse caso especifico a questão politico-social do movimento, e políticos em geral só se importam mesmo com seus interesse.

  19. Miguel BsB

    Osaka já ganhou mais um fã aqui…que consciência essa menina tem. Além de ser ótima pessoa, como tem demonstrado diversas vezes! Parabéns a ela e a turma da NBA! Chega, ninguém aguenta mais esse racismo institucionalizado lá e cá! Como disse o grande LeBron James, outro ídolo que remete a Mohamad Ali:
    Fuck this man! (Trump). We demand change! Sick of it.
    Fuck Bozo tb! Extremista demente com falas racistas. “Quilombola não serve nem pra procriar”. “Meus filhos não namorariam uma negra pq foram bem criados…”. Tão bem criados que são todos corruptos como o pai…
    Vidas negras importam!

  20. Bruno Gama

    Apoio o protesto da Osaka, é pacífico, não viola a propriedade de ninguém e vai ter bons efeitos.
    Já esses protestos das ruas com esses baderneiros arrebentando tudo que veem pela frente eu acho um absurdo, só vai servir pra aumentar ainda mais o racismo. Ninguém tem o direito de sair quebrando coisas que outras pessoas construíram, quem é que vai pagar pelos danos? Um monte de gente que não é racista teve seu comércio quebrado e agora vai ter que pegar empréstimo pra reparar, o que pode tornar uma pessoa que não era racista a virar racista.

  21. EDUARDO F GUILHERME

    Eu entendo a posição da Osaka, apesar de ter algumas ressalvas. Os assassinatos de negros nos EUA (e não só lá) são na imensa maioria cometidos por negros tbm. Isso quer dizer que não existe racismo ou que não existam crimes cometidos pela polícia? Não. Mas o fato é que algumas causas se tornam emblemas (como o lamentável caso do Floyd) e muitas vezes escondem os reais e mais profundos problemas da sociedade, que é o racismo estrutural e histórico (e não pontual de policiais criminosos, que serão julgados).
    Osaka deveria ter vencido o torneio, feito um discurso histórico e doado o prêmio pra família da vítima. Assim mandaria a mesma msg e não prejudicaria o torneio e quem pagou pra vê-la jogar, que efetivamente não tem nada a ver com o pato.
    Dalcin, parabéns por levantar a discussão. Continuo sempre acompanhando seus posts.
    Abs

  22. Rubens Leme

    Considero a nova geração – da qual a Osaka é uma digna representante – muito mais antenada e lúcida dos problemas mundiais, do que a nossa, que acho extremamente egoísta e conformada. Eles me parecem muito menos egoistas e percebo isso na minha sobrinha de 19 anos, uma ativista que me enche de orgulho e de vergonha (porque não fui na idade dela).

    Espero que eles ainda possam arrumar os estragos que nós perpetuamos e que salvem o planeta. Qualquer luta por uma vida melhor e mais digna tem meu total apoio.

    Brigar é um ato momentâneo, mas lutar é para a vida toda.

    1. Chetnik

      As novas gerações, a das mídias sociais, vivem atrás de autogratificação moral. Não tem nada de “serem menos egoístas”. Não seja ingênuo. É tudo hipocrisia e demagogia baratas em busca de aplauso.

      Tanto que a Osaka vai acabar jogando…imagino que a “coragem” dela acabou com o racismo ontem. Então amanhã, em um novo mundo sem racismo, ela pode voltar a jogar…sinceramente, vamos ter senso crítico. Hoje em dia qualquer sicofanta é exaltado por uma hora acrítica e histérica. Basta afetar suposta superioridade moral.

      1. Chetnik

        Horda*. E espero esse mesmo senso crítico e altruísmo quando o circuito passar por países com notórias violações a “direitos humanos”. Há vários deles no circuito…

        1. Gildokson

          O que deve ser feito então inteligentíssimo?
          Você ja criticou, criticou mas até agora opinião sobre o tema sobre o tema nada neh?
          Pra você essa geração deve deixar o ódio pela raça negra continuar sem protestos? Essa geração deve fingir não ver a imagem daquele policial com as mãos no bolso assassinando um negro?
          Desde ja peço perdão por qualquer erro de português no meu texto excelentíssimo mestre.

  23. Fernando/MG

    Prezado mestre Dalcim, alguns comentários do blog, conseguiram me deixar perplexo, meu Deus, quanta falta de conhecimento, quanta bobagem, quantos papagaios (repetem o que recebem em suas redes sociais cegamente), nem digo que são terraplanistas, pois com certeza nem devem saber o significado desse termo, mas enfim, é triste, por saber que vivemos em uma sociedade extremamente racista e desigual, nosso Brasil é tão ou mais racista que os EUA, só que aqui, ninguém mostra, além de racistas são hipócritas tbém.
    Mestre, uma pergunta, se a iniciativa da Japonesa Naomi Osaka, tivesse partido do Novak Djokovic, esses comentários infundados, cegos e ignorantes, teriam se tornado elogios???

    1. José Nilton Dalcim

      Boa pergunta, Fernando. Inacreditável se condenar uma pessoa por fazer um protesto pacífico, qualquer que seja a causa.

  24. Leo Gavio

    Discordo da Naomi Osaka. Ela ta agindo de forma inocente.
    Discordo totalmente do movimento BLM. Que está sendo usado como uma arma politica violenta e emporcalhando a luta contra racismo.
    Discordo totalmente desses jogadores da NBA, que mesmo com toda a informação disponível acabam atiçando atitudes de protesto pelas ruas que desencadeiam em violência e destruição.

    O que ocorreu com George Floyd foi assassinato, isso é indiscutível, se foi racismo ou não isso é uma opinião e não um fato, o canal no youtube Police Activity mostra claramente que as policias dos estados americanos são truculentos com cidadãos brancos e negros, eles atiram mesmo, seja branco, seja negro, seja mulher, não importa, a lei nos EUA permite ação violenta preventiva caso o sujeito AMEACE alguém ou um policial, não tem conversa.

    No caso do Jacob Blake a policia gritou varias vezes pra ele parar e deitar no chão, a policia poderia ter freado ele antes, mas de fora é fácil falar, quem está no olho do furacão é que sabe do perigo.Tem uma situação parecida com essa no canal Police Activity em que o sujeito consegue pegar a arma no carro e balear dois policiais.

    O mundo, infelizmente, vive uma overdose de burrice coletiva, esquerda vem sendo agressiva depois de varias derrotas para conservadores bobocas e estão radicalizando, vão reeleger Trump e emporcalhar a luta contra o racismo, GENIAL.

    1. Gildokson

      Triste seu comentário tentando justificar ou injustificável.
      Navegue um pouquinho na internet e verá diversos vídeos onde cidadãos brancos resistem a prisão de maneira violenta e sequer são imobilizados, que dirá ter o policial ajoelhado sobre seu pescoço enquanto pede pra respirar.

    2. Willian Rodrigues

      Puxa vida amigo! Eu confesso que, em algum momento da minha vida, já analisei as coisa por esse prisma. Porém, é inegável que há diferenças de tratamento de acordo com a etnia… Infelizmente, por questões óbvias de ética e riscos de vieses, não é possível a realização de estudo de relação (causa e efeito) controlados a respeito desse tema. Existem estudos descritivos, baseados em dados estatísticos emitidos pelos órgãos oficiais (confiáveis?!) dos respectivos governos de diversos países. PORÉM, há evidências mais que suficientes que comprovam maior truculência de policiais e tendenciosidade nos julgamentos de criminosos relacionados às diferenças étnicas. Não consigo, e não devo, fechar os olhos para isso!
      Que fique registrado: não me sinto pertencente a nenhuma minoria; sou um sujeito pardo (se tanto), oriundo de uma família de classe média/média, com formação acadêmica razoável e padrão de vida mediano. Nunca senti na própria pele nenhum tipo de opressão ou discriminação! Mas, as experiências de vida (e leituras) foram, aos poucos, me tornando mais sensível a certas injustiças.

  25. Carlos Reis

    Osaka dá exemplo!!?? Que mané exemplo, só se for de indisciplina e de como ser uma idiota útil do século XXI. Essa gente ainda vai provocar uma guerra civil nos EUA. O caso G.Floyd foi um golpe, o policial que o matou deve ter recebido uma boa grana para cometer o homicídio, tudo para desestabilizar os EUA e prejudicar a possível reeleição de Trump. Esse mundo não é o que parece, ele é MUITO PIOR! Eu apoio o B.L.M.!, o movimento “Baby Lives Matter”.

        1. Carlos Reis

          kkkk A Terra É plana. Eu não dou UM passo, não dou UM centavo por / para esses movimentos, pois são agressivos, intolerantes e até violentos. Que gênio esse policial racista hein!? Foi liberar a sua fúria contra o oprimido a luz do dia e sendo filmado!? Tô nem aí para a opinião de vocês, Eu sei quem sou e o que fiz, não são os “limpinhos do bem” que vão fazer isso.

  26. William

    Concordo totalmente com a atitude da Osaka, apenas movimentos contrários ao que se espera terão atenção.

    *Acho que no lugar de Krajicek seria Krajinovic.

  27. Luiz Fabriciano

    Mestre Dalcim, lendo seu post agora cedo, parece-me que Osaka abriu mão da semi em razão de seu protesto anti-racista.
    Mas como li a matéria antes, onde a direção do evento diz ter sido suspensa toda rodada de hoje, o semi que Osaka teria abandonado será disputada amanhã, sem nenhum prejuízo para ela ou ela se retirou do torneio definitivamente?

    1. José Nilton Dalcim

      Teremos de esperar para saber, Luiz. Acredito que a suspensão tenha por objetivo convencer Osaka a jogar.

      1. Luiz Fabriciano

        Vi à pouco que a WTA a convenceu de voltar ao torneio. Portanto, sexta-feira estará na semi.
        Belo exemplo das duas partes.

  28. Luiz Fernando

    A NBA e o tenis estão dando um exemplo de civilidade e acima de tudo de coerência com os mantras do esporte, acerca de igualdade: racismo NÃO. Infelizmente este problema assola o mundo e os EUA são um péssimo exemplo, com violência policial sem punição maior, muito menos exemplar, contra negros e latinos, algo cronico e reincidente. Simplesmente lamentável. E o maluco D. Trump ainda põe um casal de malucos p discursar na convenção do seu partido…

  29. periferia

    Olá

    O esporte pode novamente ser uma fonte de exemplo.
    Entre 1962 e 1992 a África do Sul não participou dos jogos olímpicos por causa do apartheid.
    Muitos esportistas boicotaram a África do Sul na época.
    Voltou 30 anos depois com fim do regime segregacionista.
    O que está acontecendo nos Estados unidos acontece em maior escala em outros países…..principalmente no Brasil (aqui não temos Lebrons nem Osakas…temos o “menino” Ney que não é negro….é “pardo”).
    O esporte não é algo separado da sociedade…pelo contrário….ajuda a formar o cidadão.
    Não teremos rodada nessa quinta feira.
    Que bom que o tênis está na luta contra a injustiça.
    O importante nesse momento é se indignar…o tênis está fazendo sua parte.

    (Jogadoras da WNBA também decidem não jogar e usaram camisetas com marcas de 7 tiros nas costas )

  30. Wladner

    Que triste ver esses movimentos políticos de esquerda atrapalhar a vida. Crimes são cometidos todos os dias e isso não leva as pessoas pararem a vida. Esses progressistas só querem se sentir melhor criando essas bolhas de ilusões. E que triste ver o Dalcim dando vazão a esses movimentos que não são nada mais que políticos.

      1. Alessandro Siqueira

        Muito complicado, Dalcim. Qualquer movimento que cobra dignidade e respeito é visto como “coisa de esquerda”. Acho que algumas pessoas não se dão conta de que, ao tachar movimentos assim como “coisa de esquerda”, estão dizendo, por outro lado, que a direita é o salve-se quem puder da barbárie.

        1. Miguel BsB

          Vc tem duvidas? Tai a direita defendendo o indefensável e apoiando a barbárie…mais claro que isso, impossível.

          1. Alessandro Siqueira

            Nunca tive dúvidas, Miguel, mas até bem pouco tempo isso era uma percepção minha. Venho de uma origem extremamente pobre no interior de Minas. Fui saber de coisas elementares como ter luz elétrica, banheiro, TV e geladeira em casa já na adolescência. Trabalhei na lavoura de café desde antes da pré-escola. A despeito disso, sempre me disse: irei estudar. Pois bem, em 1994 começou o real. Passou a ser possível uma organização com a superação da inflação galopante. Guardei cada real ganho durante o ensino médio, fui para a faculdade contrariando as probabilidades estatísticas e me formei em 2003. Em seguida fiz concurso, passei logo de cara e minha vida mudou. Sei muito bem o que é ser exceção e o quão perverso pode ser o discurso meritocrático, embora pudesse fazê-lo na primeira pessoa. Não o faço porque tenho consciência de que ninguém é uma ilha, que cooperar é o melhor modo de crescer e que fui agraciado na loteria genética. Sim, ganhei uma memória no padrão do PVC e isso tornou as coisas muito mais fáceis, ainda que tenha tido de conviver em um ambiente tóxico dentro de casa, degradado pelo alcoolismo.

            A direita e o discurso liberal do “se vira” sempre me pareceu brindar com a barbárie. Sempre negou ações de afirmação, como se todos tivessem prerrogativas minimamente parecidas. A gente sabe que não é assim. Contudo, especialmente pós-2018, tá demais. Os bichos escrotos saíram dos esgotos sem a menor timidez. Aliás, pelo contrário. As barbaridades ditas parecem encher de orgulho o falante e as exceções são usadas para justificar regras. Possibilidades são confundidas com probabilidades. Só não sei se por ignorância pura e simples ou se por má-fé.

          2. Bruno Gama

            Qual o mérito em ser funça? viver as custas do dinheiro que o estado rouba dos trabalhadores pra dar a quem trabalha pouco não é meritocracia.

          3. Alessandro Siqueira

            Bruno Gama, em um universo de quase 80mil, fiquei em terceiro no desempate. Mas isso é uma pequena parte da história. Também fiz pós, mestrado e passei há pouco para o doutorado. Se te importa saber, fiquei no serviço público por 15 anos e pedi exoneração. Sou poliglota e empreendi em outras áreas, sobretudo relacionadas à educação e, nos últimos tempos, construção. Posso falar de meritocracia sim, por mais escroto que o tema seja. Fui boia fria e hoje me dou ao luxo de não precisar trabalhar mais caso não queira. Hoje faço o que quero e viajo para o exterior sempre, inclusive para ver o Finals em Londres. E você, “liberal na economia”? O que tem feito?

        2. Willian Rodrigues

          Concordo com você Alexandre Siqueira! Afirmações assim distorcem completamente os conceitos e estabelece rótulos tão equivocados, quanto perigosos. Não sou a favor do total liberalismo econômico porque, dentre outras coisas, acentua demais a concentração de renda e, ao contrário do que alguns apregoam, dificulta a mobilidade social. Por outro lado, a história tem nos ensinado que a implantação de regimes de esquerda, por assim dizer, não deu certo em lugar nenhum do mundo. Aliás, em muitos aspectos, todos foram catastróficos. O que deveríamos mesmo é cultivar o BOM SENSO, o que implicaria moderação em tudo. Um pouco mais de altruísmo e sensibilidade não fariam mal algum. Sou consciente de que existem pequenas diferenças intelectuais, e que alguns, independentemente de sua etnia, possuem habilidades especiais em maior ou menor escala do que outros. Há também a questão da proatividade; alguns são mais aguerridos, esforçados e, por isso, é uma utopia querer que todos tenham o mesmo padrão de vida!! Por outro lado, adoro as ideias progressistas, programas sociais de distribuição de renda, e cotas de vagas em universidades públicas, por exemplo. Até mesmo porque, redução das desigualdades sociais gera crescimento econômico. E sejamos sinceros, considerando-se o atual estágio do conhecimento científico acumulado pela humanidade, está mais que comprovado que não existem diferentes subespécies (raças) humanas. Todos nós somos um emaranhado de genes das mais diversas ascendências. O que se denomina “ódio racial” é, no mínimo, um sinal de ignorância, de desconhecimento, de estupidez mesmo!! Eu nem mencionaria sentimentos mais nobres, que transcenderiam questões científicas. Tratar bem e respeitosamente ao próximo não é apenas um princípio divino, teísta, cristão, etc., mas também uma questão muito lógica, que implica ordem social, civilidade e bem-estar geral. PORTANTO, comentários parciais, contendo exageros e enviesamento político- ideológico sem fundamentação na literatura, e sem o filtro da razão, só colaboram para desconstruir, para desagregar. Em minha modesta opinião, são dispensáveis.

          1. Bruno Gama

            As únicas coisas que as cotas geram são a retirada de uma pessoa mais capacitada pra uma vaga sendo substituída por uma menos capacitada em função da cor da pele.

          2. Willian Rodrigues

            De tudo que eu escrevi, você conseguiu extrair esse ponto para tentar uma contra-argumentação??!! Sou professor universitário querido, e afirmo com toda veemência que as cotas, especialmente as sociais, possibilitam o ingresso de muitos estudantes com inteligência emocional, e até mesmo próprio quociente de inteligência (QI), muitas vezes superior ao daqueles que você interpreta como sendo melhor “capacitados” para o ingresso numa instituição pública.
            Considerando-se a Medicina, por exemplo, um aluno de classe média que pode (te,m o privilégio) de “martelar” por 3 a 5 anos em um cursinho pré-vestibular caríssimo não é exatamente melhor preparado para ingressar no curso que um estudante de comunidade que mal teve acesso a um livro razoável de literatura para enxergar o mundo de uma forma mais ampla. Por favor, que argumento pífio…
            É certo que, da forma que se apresenta hoje, esse processo de inclusão das cotas ainda tem inúmeras falhas. A saber, fraudes em relação às declarações de rendimentos, alunos que se matriculam em escolas públicas em período noturno e frequentam cursinhos caros durante todo o ensino médio para obter vantagens e ainda, a inclusão de estudantes dos Institutos Federais, que por frequentarem cursos cujas grades contemplam Cálculo Diferencial, Física e Química mais avançadas, levam muita vantagem em relação aos egressos das Escolas Públicas Estaduais, os quais muitas vezes nem sequer têm professor das disciplinas mais exigentes. MAS, ainda assim, eu considero um avanço social importante.

          3. Marcelo

            Em minha humilde opinião, tanto o discurso da ‘meritocracia’ quanto o de ‘distribuição de cotas’ encobre uma verdade mais preocupante: apesar dos altos valores investidos pelo governo em educação, estes valores não se reflete em número de vagas de qualidade dentro das universidades e alguém terá de ficar de fora da Universidade com cursos de qualidade. Talvez a “minha/nossa luta” (desculpe pelo termo infeliz, visto de quem ele provêm) deveria ser para que pudesse haver espaços para todos nas ditas salas de aula, e não sobre uma disputa sobre quem deva ser o eleito para ocupar tais cadeiras. A luta sobre “quem deve” ocupar a cadeira me parece mais mesquinha, uma vez que ambos os lados tentam a duras penas provar que ela deve ser o lado “merecedor” e portanto ‘escolhido’ para receber tal ‘honraria.

      2. Geailton

        Dalcim, acho que neste ponto quem está tendo visão minúscula é você. Não se trata de não se revoltar contra estas questões. Se trata da relatividade, do tomar para si uma pauta que não é exclusivamente sua. Se trata de quem e nao do quê. Quando ocorrem coisas ruins contra quem “não lê a cartilha”, não há esta mesma repercussão. Os que se preocupam de verdade se manifestam contra todas as injustiças, independente de sua visão politica das coisas

        1. José Nilton Dalcim

          Apenas me explique qual é o problema de Naomi decidir não jogar uma semifinal, abrir mão de um título e de uma premiação para defender uma causa que considere justa e importante. É um direito absolutamente dela. Não está prejudicando ninguém, a única prejudicada é ela mesma. No seu conceito, imagino, está fazendo algo para um bem comum. Qual a dificuldade de se aceitar que alguém decida o que fazer do seu próprio destino, ainda mais se isso é para ajudar alguma coisa e não para prejudicar alguém? E pior ainda colocar isso num campo de interesses políticos. Desculpe, mas não aceito essa pequenez.

          1. Wladner

            Isso tudo já prova como não faz bem algum esse movimento todo. Um blog de esporte estar perdendo tempo para falar de política. Muito fácil Dalcim não ter argumentos e por isso querer diminuir a opinião alheia. Como eu disse, essas paralisações não vão gerar bem algum a sociedade mas tão somente dar mais visibilidade para um grupo política que julga ser dono de uma causa e supostamente a solução para esta causa. A realidade da vida vc faz algum bem no concreto para com seus próximos (família, amigos, trabalho, etc), não ficar com movimentos abstratos vendendo mundos utópicos futuros.

          2. Geailton

            Desculpado, sem problema. Mas não entendeu meu comentário. A crítica não foi a ela, mas sim à situação (repercussão) do excesso policial, que não tem a mesma cobertura em outras circunstâncias.

        2. Marcelo

          Dou meus 100% de apoio a decisão da tenista (como fã) e 100% de apoio a divulgação de tal notícia pela mídia especializada: a mídia está apenas divulgando um fato relacionado ao tênis, e não “fazendo política”, como alguns tentam colocar. A notícia em si é 100% relacionada ao tênis e assim como na vida, não dá para separar o tÊnis do contexto Parabéns, Dalcim!

    1. Mário Fagundes

      Concordo com você, Wladner, esses movimentos exploram fatos com o objetivo de querer impor suas ideologias e, certamente, não representam a totalidade negra dos EUA. Quando essas manifestações políticas começaram por lá, uma mulher branca foi agredida por gritar: “todas as vidas importam!”. O fato não teve a repercussão que deveria, é claro. Este é o duplo padrão da militância progressista em todo o mundo.

    2. Marcelo

      Que bom ver pessoas que tem certa notoriedade parar o que estão fazendo e dedicar um tempo ao desenvolvimento da igualdade. Eles são formadores de opinião e podem fazer a diferença em muitos sentidos (todos nós podemos, mas a ação deles sempre tem um alcance maior). O circuito todo poderia ter parado Cincinatti e acompanhado a tenista. Com certeza, a repercussão seria imensa, e traria benefício a imagem de todas!

    3. Miguel BsB

      Triste é ver direitistas como vc d…. pelo teclado!
      O que “atrapalha a vida” é tomar 7 tiros pelas costas e, se sobreviver, ficar paralítico! O que “atrapalha a vida”é estar rendido por um policial e ser sufocado até a morte!
      Pessoas como vc estariam defendendo a escravidão até hj…

      1. Carlos Reis

        Esquerdinha é assim, você diz “A”, eles entendem “B”. É difícil lidar com essa gente, é bem difícil. No caso da menina de 10 anos que fez um “aborto legal” dias atrás, eu disse que era contra, pois a bebê de quase 6 meses poderia ter nascido VIVA, bastava esperar mais um mês e fazer uma cesariana, a mãe não teria o trauma do aborto e a bebê poderia ser adotada. Me chamaram de “Defensor da Pedofilia”, não entendi NADA! Essa gente é contra a pena de morte para assassinos e estupradores, MAS não pensam duas vezes quando a pena capital é para um feto/bebê. A esquerda defende O ABORTO, isso já basta para eu querer que “ela” SUMA do MAPA.

        1. Marcelo

          A Lei e o senso comum não tem ‘esquerdinha’ nem ‘direitinha’. As considerações e designações para esquerda e direita servem mais para a manada poder se guiar pelo lado direito ou esquerdo do corredor… Tendo dito isto, podemos considerar que um estupro de incapaz com 10 anos de idade é um crime, do qual a lei permite a interrupção da gravidez. A criança precisará de apoio psicológico para tentar conviver com as consequências psicológicas das duas violências que sofreu (o estupro e a interrupção) e a sociedade precisa punir o indivíduo que praticou tal crime, dentro dos limites da Lei. E ele vai ser preso, pois trata-se de um crime de grande repercussão. Uma vez preso, ele deve sofrer uma segunda condenação, esta advinda do sistema penal paralelo, aquele que atua onde o estado não alcança e a boiada se recusa a enxergar (Seja um boi de esquerdinha ou de diretinha). Procuremos todos olhar a nossa volta, observar a situação sob outro olhar: são duas famílias destruídas (a de quem praticou o ato e a de quem o recebeu). Por que ocorreu, onde a sociedade deixou de agir para que chegasse a esta situação? Note que ficou claro que os governos de “esquerda” não conseguiram efetivamente dar uma solução em grande escala ao problema. Troucou-se o governo para uma “direita” (!?!?!?!) e este também não conseguiu resolver e situações deste tipo continuam a ocorrer. Vc realmente acha que isto tem a ver com esquerda ou direita????

          1. Luiz Fabriciano

            Marcelo, você citou duas famílias destruídas: a de quem praticou o crime e a de quem o recebeu.
            No meio, a Justiça ordenou o aborto (assassinato de uma vida – era um bebê de 6 meses – vida ou não?).
            Nesse caso, concordo com a opinião do Carlos Reis, totalmente contra esse e qualquer outro aborto voluntário.

  31. Chetnik

    Tenho saudade dos pneus que o Djokovic distribuía a torto e a direito. Faz tempo que, quando ele tem a oportunidade, dá um jeito de entregar um game. Nem lembro a última vez. Acho que depois que ele ficou “paz e amor” perdeu o ímpeto de pisar no pescoço rs. Não quer humilhar ninguém.

    Amanhã é o princeso. Um dos jogadores mais detestáveis do circuito. É chato e sempre incomoda, mas esse título já tem dono.

    1. Paulo Almeida

      Acho que foi contra o Kohlschreiber em Roma do ano passado, mas falei na pasta anterior que tinha sido melhor assim: Djoko deu três slices à la Federer que deixaram o Struff desconcertado. Craque absoluto do esporte!

  32. Chetnik

    Demagogia barata da Osaka. Quero ver é boicotar o USO. Ninguém acompanha tênis feminino fora de Slam. Diferente da ATP com seus vários torneios importantes, ninguém fala que a fulana venceu tantos torneios de nível não sei o que, como se faz no circuito masculino. Não é sacrifício nenhum abandonar essa semi-final. Pelo contrário, aposto que vai colher os frutos da “coragem”.

    Se ela boicotar o USO eu me retrato aqui e reconheço que ela é “colhuda”.

      1. Sérgio Ribeiro

        O impressionante e’ que o fato de ter dado uma sumidinha com o Nick , acha que engana alguém meu caro Bruno. E ainda afirmou que de agora em diante ficaria mais light, um autêntico mane’ … Abs!

      2. Paulo Almeida

        Mais um que não consegue distinguir membros totalmente distintos.

        Eu quero saber é quando você vai conseguir escrever um texto com pelo menos quatro linhas.

      1. Sérgio Ribeiro

        Claro que não, meu caro periferia. A Atleta mais bem paga do Mundo ( passou Serena ) , negra assim como Le Bron e Hamilton , precisava se posicionar. Quando as Irmãs Willians o fizeram há anos atrás , passou batido . Agora não vai passar … Abs!

        1. periferia

          Olá Sérgio

          Foi apenas uma pergunta para o Chetnik.

          (O nome Chetnik incomoda ….mas temos que aceitar)

          Abs

      2. Willian Rodrigues

        Amigo, é sempre muito difícil “colocar-a-mão-no-fogo” por alguém. Mas, concordando com você, Osaka não precisaria mais disso… Já venceu grand slam e embolsa, regularmente, fabulosas quantias advindas de patrocinadores e premiações dos torneios. Embora jovem, ela me parece ser muito consciente, isso sim!

Comentários fechados.