Ferrugem e umidade
Por José Nilton Dalcim
24 de agosto de 2020 às 23:21

Os primeiros três dias de jogos em Flushing Meadows para os Masters 1000 e Premier de Cincinnati foram marcados pelo tradicional calor sufocante de Nova York e pela inevitável falta de ritmo de quase todos os jogadores, mas principalmente dos grandes favoritos. Vamos a um breve resumo e aos meus destaques:

Novak Djokovic – Pouca sorte, mas muita competência para o número 1. Dor no pescoço o tirou das duplas e prejudicou claramente sua estreia contra um valente Ricardas Berankis. Perdeu três serviços devido à musculatura travada, mas jogou muito bem na devolução e sempre se recuperou. Fez ótimos e atléticos lances da base e deve evoluir a cada partida, confirmando o amplo favoritismo.

Dominic Thiem – Algo de estranho aconteceu ao austríaco, que optou muito rapidamente por um estilo kamikaze, indo à rede em qualquer oportunidade. Levou um mar de passadas do bom Filip Krajijovic, fez voleios horrorosos e arriscou tudo sempre muito afoito. Se não foi um problema físico, enlouqueceu completamente.

Daniil Medvedev – Causou-me surpresa pelo grande desempenho físico num sol de rachar. Para quem não jogou nada nos últimos cinco meses, fez uma estreia para lá de boa, ainda que contra o quali Marcos Giron.

Stefanos Tsitsipas – Manteve o ritmo das exibições de Nice e atropelou sem piedade Kevin Anderson. O grego parece bem à vontade no piso veloz, mas agora encara John Isner e talvez depois Reilly Opelka, sacadores indigestos.

Andy Murray – O grande destaque destes primeiros dias, porque superou a pressão física e emocional de dois terceiros sets. Claro que viveu momentos de baixa e poderia ter perdido para Alexander Zverev, mas é elogiável sua disposição. Precisa melhorar o índice de primeiro saque e quem sabe explorar mais os voleios. Missão dura contra Milos Raonic.

Decepções – Denis Shapovalov fez uma grande estreia e deixou escapar a vitória sobre o versátil Jan-Lennard Struff. Pior ainda se saiu Felix Aliassime e suas irritantes duplas faltas, vendo escorrer pelos dedos o direito de pegar Djokovic. O chileno Cristian Garin sofre no piso mais veloz, Andrey Rublev passa do giro com sua vontade de espancar a bola e Zverev melhorou no comportamento – nenhum chilique diante de Murray – mas não na confiança, com três duplas faltas na hora de ganhar o jogo. David Ferrer vai ter trabalho.

Surpresas – Muitos resultados inesperados assolaram a chave feminina. No domingo, as cabeças 1 e 2, Karolina Pliskova e Sofia Kenin, não ganharam set, ainda que suas adversárias tenham méritos evidentes. Petra Kvitova se juntou a elas nesta segunda-feira levando uma virada dolorida.

Serena e Osaka – Agora, são os grandes nomes do Premier, ainda que eu tenha gostado mais das atuações de Victoria Azarenka. Outra vez, Serena preocupa com intensos altos e baixos, tendo corrido sérios riscos de eliminação. E olha que o piso está bem a seu feitio. Osaka demorou para esquentar, o que nem é novidade.

De olho no tempo – A terça-feira promete ser o dia mais quente da semana em Nova York. Hoje, o calor bateu 32 com sensação de 34 e a ‘regra do calor’ foi acionada. Quem jogar no meio da tarde local pode ser exigido, e esse será justamente o caso de Djoko, Murray e Osaka.


Comentários
  1. Willian Rodrigues

    Perdoem-me pelo jargão tão elementar, mas realmente seria “cômico, se não fosse trágico!”
    Não me recordo de ter assistido antes dessa madrugada, a uma situação como essa envolvendo um dos grandes atletas do circuito!
    Serena Williams estava ficando nitidamente irritada com o fato da Maria Sakkari não conseguir fechar o jogo!! Rrrrsss…
    E a americana, por óbvias razões éticas e de desportividade, não poderia entregar-o-jogo, por assim dizer!! Mesmo encontrando-se extenuada… KKKKKK
    Em alguns momentos, a própria grega achou graça da situação…

      1. joao sandin

        Será que mais por uma falta de ritmo? Ou o quadril realmente vai cobrar esse preço de uma movimentação mais lenta?

        1. José Nilton Dalcim

          Teremos de esperar um pouco para ver, mas torço muito que seja mesmo falta de competição em nível alto, calor forte… Porque obviamente não adianta ele jogar bem numa rodada e estar morto na seguinte.

  2. Sérgio Ribeiro

    E mesmo mantendo a tradição de quadra rápida em Cincinatti, com mais chances pra grandes sacadores , estamos assistindo partidas com belas trocas e algumas ótimas subidas à rede. Atingimos as Quartas com boas possibilidades de um replay de 2019. Isso se Bautista Agut não atrapalhar. Não dá pra cravar que Medvedev o bata e repita a Semi contra Novak . Tisitsipas se repetir o que jogou contra Isner , vence o outro gigante Opelka , e faz Semi. Pra desespero dos engraçadinhos de sempre , provavelmente o N 1 vá precisar bater um dos dois da Next Gen , pra levar o caneco. Grandes jogos à vista… Abs!

    1. Sérgio Ribeiro

      Ps. Para alguns desmemoriados , Medvedev bateu o N 1 ano passado na Semi , e levou o MASTERS 1000. Abs!

  3. DANILO AFONSO

    É nítido que a quadra está muito veloz, próximo do padrão do torneio de Cincinnati disputado no Estado de Ohio, torneio este que sempre se destacou pelo piso muito rápido. Logo não há motivo para questionar que o vencedor do torneio conquistará o Master 1000 de Cincinnati disputado expepcionalmente em NY.

    Se o piso estivesse bem diferente das características de Cincinnati, isto é, bem mais lento, aí sim poderíamos questionar com mais veemência a denominação do torneio.

    O que na verdade teremos, é um piso rápido fora dos padrões do próximo torneio, o US OPEN.

    1. Sérgio Ribeiro

      Quem questionaria , meu caro Danilo ? Essa insegurança do nobre rei das estatísticas, é pra Novak ser aceito como vencedor de 2 MASTERS 1000 na rapidíssima Cincy ? Apesar do Torneio está sendo disputado em Nova York , acredito que ninguém questione. Só são vale na contagem das Semanas colocá-las como consecutivas . Isso nem Pistol Pete Sampras conseguiu rsrsrs Abs!

  4. Barocos

    É ótimo assistir a Vika jogando bem de novo, estou torcendo para que ela fature o título.

    Djoko jogou pro gasto, aliás, uma coisa bem comum no início dos torneios.

    Ajde, Dokovic !

  5. Marcilio Aguiar

    O Grego venceu bem a usual batalha de tiebreaks contra o gigante Isner e amanhã terá outra torre pela frente. Que continue vencendo!

  6. Paulo Almeida

    Ainda não foi uma partida no padrão GOAT de qualidade, mas deu pro gasto. Djoko melhorou o saque e esteve ótimo na movimentação, castigando o adversário de um lado pro outro “comme d’habitude”.

    Struff tirou um set logo na estreia do AO, é bom lembrar. A semifinal, caso se confirme, é que vai ser indigesta contra um ou contra outro.

  7. Luiz Fernando

    Dalcim, vc não esta se surpreendendo com o Raonic? Olha eu estou, e agradavelmente. Primeiro q ele não esta gordo como se apregoava, depois está relativamente solido no fundo da quadra e por fim devolvendo bem. Venceu o primeiro set contra Murray, vai vencendo segundo c quebra na frente e da forma q está servindo, com media de primeiro serviço de 225 km/h, me parece com grande chance de emplacar as quartas.

    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, boa surpresa. Ninguém estava dando nada por ele, mas o piso bem rápido combina muito com ele. E não só pelo saque, mas também pelo forehand muito agressivo. Torço por ele, aliás. Sempre pareceu gente do bem.

  8. Manuela

    E este livro que será lançado em setembro: “Out”, o jogador assistido pela KGB, o sobrevivente do Titanic que se tornou campeão, o pai que envenenou os oponentes de seus filhos, o finalista de Wimbledon que virou assassino … Prepare-se para (re) descobrir um esporte extraordinário.

  9. Luiz Fernando

    Djoko fez um bom treino contra o magistral Sandgren, demonstrando q tanto Covid quanto a dor cervical são coisas do passado. Deve ter um pouco mais de dificuldade amanhã…

  10. Luiz Fabriciano

    Alguém aí acredita em teoria da conspiração?
    O que o Zverev fez ontem para perder aquele jogo não está escrito em gibi nenhum.

  11. Rubens Leme

    Dalcim, estou até vendo o título após o segundo título de Stan na capital tcheca: “A Praga de Stan!”

    Um bom nome, aliás, prum filme catástrofe.

  12. Vitor Hugo

    Dalcim,

    Por favor, qual dia será a final do masters em New York e qual dia será a estreia da chave do u.s open?
    Grato!

  13. Thiago Silva

    Um monte de gente preocupada com a falta de ritmo do Nadal, mas sempre que ele ficou bastante tempo parado voltou muito bem, em 2013 voltou fazendo final no primeiro torneio, em 2017 também começou o ano fazendo final do AO, em 2018 se machucou em Indian Wells, ficou mais de um mês parado e voltou na Davis atropelando nos dois jogos e em seguida venceu Monte Carlo.
    O Thiem que jogou 500 partidas durante a pandemia em todo tipo de piso voltou ontem passando vergonha, o Medvedev não jogou nenhuma vez na parada e ganhou fácil os dois primeiros jogos em Nova York.

  14. Luiz Fernando

    Thiem, na matéria do site, negou problemas físicos ou de saúde q justificassem sua performance pífia ontem, o q é preocupante. Medvedev venceu sem problemas maiores e vai avançando rumo a uma possível semi contra Djoko, parece q esse rapaz joga de uma forma nos EUA e de outra fora dali…

          1. Vitor Hugo

            Creio que vc tem capacidade pra entender o que eu escrevi. Pelo que vc escreveu, deu a entender que o russo só joga bem quando está em solo americano, o que não é fato, caso contrário ele não teria um título de masters 1000 em solo asiático. Simples.

          1. Paulo Almeida

            Xangai na verdade substituiu o piso duro de Madrid em 2009, com o Masters da capital espanhola passando a substituir o de Hamburgo no saibro. Como o Nadal levantou a taça por lá em 2005 antes da mudança, você acabou acertando sem querer, rs.

  15. Daniel

    Que legal ver o Murray jogando bem de novo.
    Dalcin, me parece que ele bate a direita um pouco atrasado.
    Seria falta de ritmo ou a posição mudou um pouco em função dos problemas no quadril?

    1. José Nilton Dalcim

      Ele sempre bateu o forehand assim, Daniel. Alguns estudos indicam que a execução do forehand ‘open stance’ é justamente o que provoca o desgaste excessivo do quadril (incluindo o Guga), então me pareceu que o Murray busca ajustar isso e tentar bater mais à frente.

  16. João Carlos

    Dalcin, bom dia. Uma.pergunta fora de contexto.. O ranking do ano, aquele que leva a londres, sera computado somente com os torneios jogados sim? Existe a possibilidade deste ano termos um tenista melhor do ano que n seja numero 1 do ranking de entradas? Atp ja disse algo sobre o tema?
    Um abraço

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, foi dito logo que decidiu a nova regra do ranking. O ranking da temporada não terá validade para o Finals, que classificará os oito primeiros do ranking tradicional.

  17. periferia

    Olá
    Estou achando os jogos frios…sem alma..pensei que a falta da torcida não seria um grande problema. ..afinal o tênis é um dos poucos esportes onde o juiz pede silêncio para o jogo prosseguir.
    Muitas vezes identificamos o nervosismo do jogo naquele torcedor com ar blasé…roendo as unhas disfarçadamente.
    Ou naqueles torcedores argentinos urrando Delpo!! Delpo!!….como se fosse um gol.
    Sem contar os “gemidos ” de lamentação pelo erro do tenista….abalando a confiança.
    Os aplausos…como fazem falta…os jogadores crescem em confiança e arrogância.
    É o que temos para o momento….melhor que nada.
    Pensando bem Sales e a Sharapova poderiam voltar…um barulhinho não faz mal a ninguém.
    Viva os decibéis.

    1. Rafael Azevedo

      Também estou achando os jogos sem “alma”…
      Acho, sim, que é a falta do som da torcida entre os pontos (que causa a tensão do silêncio, na hora da disputa dos pontos).

  18. Vitor Hugo

    Nunca vi um tenista que se lesiona tanto como Djokovic. Ou é o pescoço, ou antebraço, ou cotovelo…..
    Não estou questionando se está lesionado ou não, mas de certa forma tirou uma pressão pra ganhar o torneio de si mesmo, pois não é nada difícil ele perder depois de tanto tempo parado.
    Mas é aquela história: Se ganhar é porque é muito superior aos outros, invencível e etc. Se perder é por causa do pescoço. Assim fica fácil, né?

    1. Luiz Fabriciano

      Larga do pé do cara, ou melhor, do pescoço Vitor, rsss.

      Falando sério, não precisava falar nada, tudo mundo viu.

  19. Paulo F.

    Bom dia, mestre Dalcim!
    Muito bom ver o gigante Murray atuando novamente.
    E eliminando Tiafoe e o desinteressado Zverev – membros da geração que o tal do expert Sérgio Ribeiro dá quase como favas contadas que tirarão o US Open do favorito Djokovic.
    Mas que sequer dão conta de um ainda cambaleante Murray.
    Acho que tenho que acompanhar mais jogos…
    rsrsrsrsrsrs abs abs abs

    1. Sérgio Ribeiro

      Onde é que o expert me viu escrevendo esta besteira , caríssimo P. F . ? Apontei Novak favorito para os dois torneios. Até porque assisto aos jogos. E sei que a Next Gen vai substituir o Big 3 . Quanto ao rapaz , não passa de baba ovo mor do Almeida rsrsrs Abs!

  20. Vitor Hugo

    Bom, acho estranho a quadra estar tão rápida assim com muitas quebras de saque e poucos aces.
    Prazer ver Murray voltando e ganhando de um top-7, apesar de ser o menos confiável entre os tops. Espero que o britânico siga evoluindo.
    Thiem provavelmente estava com problemas sim. Não por ele ter perdido o jogo, o que é normal pelo histórico dele. Mas sim COMO perdeu a partida.
    Tsitsipas e Medvedev são os que apresentaram o melhor nível de jogo, pelo menos por enquanto. Nada espetacular, claro.

  21. Rubens Leme

    Dalcim, seria bom arrumara frase abaixo, principalmente de concordância e dizer em qual quadra Djokovic jogou, porque segundo a matéria a Louis Armstong e Ashe são mais lentas do que as quadras externas.

    “As quadras estão muito rápidas, não sei o que aconteceu. Refizeram ou repintaram de uma forma que estão agora pelo menos 20-30% mais rápidas do que no ano passado. Além disso, o Arthur Ashe e Louis Armstrong são mais lentos do que quadras externas, por isso fiquei muito surpreso com a velocidade da bola”, reclamou o sérvio após anotar 7/6 (7-2) e 6/4 em sua estreia na competição.

  22. Rubens Leme

    Dalcim, ainda é cedo para dizer, mas as promessas canadenses – Shapovalov e Aliassime – já já são superados no ranking pelo boneco de Olinda e seu novo penteado sem gomalina do quase trintão Milos Raonic.

    Acho que o sonho em ver novos “herdeiros” do trono, gerou uma expectativa exagerada em alguns nomes. Eles são bons, mas será que irão virar o que todos esperam (ou esperavam)?

    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, Leme, cobrança é sempre algo que precisa ser administrado. O Felix parece ter andado para trás depois daquele grande início de temporada em 2019, que brilhou até no Rio, enquanto Shapovalov ainda não achou o estilo certo, nem mesmo com a ajuda do Youzhny. Mas são muito jovens e já no top 20, então ainda dá para acreditar.

  23. Miguel BsB

    Essa next gen sempre amarelando, com ou sem pandemia…
    Os que sobraram são os que me parecem mais consistentes da turma. Medvedev e Tsisipas. Esse russo é carne de pescoço, msm sem jogar há meses vai lá e resolve…
    Thiem, decepção total. É o que aventaram por aí, parece até que pegou o Covid, pra explicar essa partida kamikaze e sem nexo dele.
    A melhor noticia pra mim é o Murray. Esse cara é f… msm! Sabe fazer de tudo numa quadra de tênis. Variação e ferramentas para todos os gostos.

  24. Willian Garcia

    A partir de 2021, os canais ESPN serão os responsáveis por transmitir os Masters 1000. Com 04 canais espero que mostrem ainda mais jogos. Sportv perdeu os direitos.

    1. Bruno

      Meligeni ou Dacio Campos poderiam ser contratados .
      Não gosto dos comentaristas da ESPN.
      Ou quem sabe ,o Dalcim .

      1. Gabi

        Não tá aberto ao voto, mas eu opto pelo Meligeni e/ou Nardini.
        Pessoalmente, acho a voz, o sotaque e os bordões do Dácio Campos muito chatos.

      1. Marcilio Aguiar

        Eu também gosto das coberturas do Sportv, mas às vezes eles pisam na bola quando deixam de passar um jogo de Master Mil para colocar outros eventos, menos interessantes para mim, que poderiam passar nos outros canais, uma vez que a grade do tênis é definida exclusivamente para o Sportv3.

  25. Marcão

    Murray levou a mariola quando já não sonhava mais com ela. Fez um jogo correto, é verdade. Fustigou a direita de Zverev, que é o céu e o inferno do alemão, e abriu 4×1 no terceiro até que a sua direita quis brincar de barata-voa. Ah, mas nunca se deve menosprezar a capacidade de entrega de um next gen. Eles sempre entregam. Basta jogar a bola para o outro lado. Às vezes nem isso. Eles mesmos dão um jeito de fazer com que a bola não chegue do outro lado. Mas fiquemos com a passada que deu o match point. Primorosa, no melhor estilo Murray. Não sei se o duplo entra em quadra contra Raonic. Talvez prefira poupar a cadeira de adamantium. Seria um duelo interessante, pois se o escocês não tem mais a mobilidade que tinha é indiscutível que a devolução ainda está lá. E ele não precisa mais do que ela para passar na frente de quase todos.

  26. Fernando/MG

    Bom dia mestre Dalcim, bom demais, podermos voltar a assistir as competições desse esporte magnifico, melhor ainda, ver o nosso milongueiro do bem, de volta em grande estilo, Andy Murray, esse cara faz muita falta ao circuito, impossível quem gosta de Tênis, não ter simpatia e admiração por esse britânico que mais parece ter nascido e se criado nas Ilhas Falklands, ou Malvinas, de tão milongueiro (do bem), suas caras e bocas, suas constantes discussões consigo mesmo e com seus demônios, sua eterna cara de cansado, que corre cada vez mais e mais…Enfim, creio que esse magnifico tenista tenha muita lenha pra queimar ainda…Mestre, o Zverev por ser considerado o mais superestimado dessa “Current Generation”? (essa turma já passou da next no meu ponto de vista)

    1. José Nilton Dalcim

      Não diria isso, porque jogo e títulos ele tem. Em algum momento ele perdeu a confiança e ainda custa para se achar. Também não evoluiu em alguns pontos, talvez por falta de empenho maior.

    1. Paulo F.

      Esse é o que vai eliminar o aiiinnnn Djokovidddddd-17 do aiiiinnnnn US Opeeennn?
      No aguardo.
      Enquanto Thiem é eliminado vexatóriamente, Djokovic avança. E com cervicalgia.

      1. Sérgio Ribeiro

        E o mane’ finalmente assistiu o jogo ? Ou viu o Poster do seu quarto pela milésima vez , caríssimo P. F . ? Kkkkkkkk Abs!

  27. Rubens Leme

    Por uma questão de respeito, deveriam preservar um pouco o Murray que fez dois jogos longos de 3 sets e tem o problemático quadril. Aliás, Dalcim, é frustrante ver como o Tiafoe virou apenas uma promessa e parou por aí. É outro que possui a mão descalibrada e faz uso excessivo da força em todos os momentos. Não acho que tenha mais conserto. O que no começo era culpa por ser muito jovem, agora virou crônico.

    Murray x Raonic vai ser legal de ver.

  28. HeitorD

    As ausências de Nadal e Federer deixarão o Grand Slam muito injusto para o lado de Djokovic: de fato, sem aqueles dois a competição será muito mais difícil para o sérvio.

    1. Jonas

      kkkkkkkkkkkkkk

      Zoeiras à parte, isso tem um fundo de verdade, pelo menos atualmente. Nadal tem histórico favorável sobre Djoko no US Open, tendo duas vitórias contra o sérvio em finais. Mas também é verdade que Nadal não arranca sequer um set do sérvio em quadras rápidas desde agosto de 2013.

      Federer é pentacampeão no US Open, porém não vence desde 2008 (ainda tinha 27 anos). Chegou em finais depois, verdade, mas perdeu as duas; uma delas para o próprio Djokovic há 5 anos.

  29. Vinicius

    Dalcim, você acha que essa derrota vergonhosa que o thiem sofreu pode afetar a sua confiança para a disputa do us open?

  30. Chetnik

    O Zverev Danoninho é uma das coisas mais patéticas que eu já vi numa quadra de tênis. Perdeu de um sujeito que é homem, e não um garotinho assustado. Bom para o tênis e para a humanidade.

    O Shapovalov pra mim nem jogador de tênis é. Sempre disse aqui, ruim demais. Logo desaparece do ranking.

  31. Sérgio Ribeiro

    Mais que as dores no pescoço, o N 1 disse não entender o porque da quadra no mínimo 30 % mais veloz. Finalmente os Norte-Americanos tomaram vergonha na cara . Não sei até que ponto contribuiu para tantas eliminações precoces, afinal ninguém vinha treinando em pisos tão velozes. Mas da’ pra termos boas trocas , e os grandes Sacadores passam a ter vez. Tisitsipas mostrou que sabe se virar direitinho. Pode ser o cara da Next Gen . Aos que já estão sacaneando vale lembrar que Medvedev ainda está vivo. Tem jogo ainda … Abs!

    1. José Nilton Dalcim

      Engraçado, todos treinando há uma semana no complexo – Djoko já treinava no domingo anterior – e só agora perceberam a quadra mais rápida?

      1. Rubens Leme

        Pelo que entendi da fala dele ele achou as duas quadras principais mais lentas do que as externas. Em qual delas ele jogou ontem?

        1. José Nilton Dalcim

          Ele e sua equipe deveriam saber que os dois estádios principais não seriam usados para Cincinnati, portanto era certo que ele atuaria na Grandstand. Então, se não bateu bola nenhum dia lá, é uma falha lastimável.

  32. Paulo Almeida

    Djoko mal demais no saque. As desculpas podem ser várias, mas fico com a falta de ritmo e a dor no pescoço. Mas será possível que pelo segundo ano seguido uma lesão vai atrapalhá-lo na gira norte-americana de verão?

    Claro que não vou tirar os méritos do Ricardão, que sentou o braço com várias pancadas do fundo e conseguiu excelentes winners. Vamos ver amanhã contra o Sandgren se já melhora um pouco.

    A chave abriu pro Murray, hein? Tem tudo pra fazer uma semifinal contra o Tsitsipas se continuar jogando o ótimo tênis de hoje.

    1. Luiz Fernando

      Ferrugem Paulo, ferrugem, ao ver Djoko em quadra hj imaginei como estará Rafa na estreia em Roma, talvez até pior, pois depende mais de ritmo do q o servio. Alem disso, não se esqueça q o cara vem de uma virose que ninguém sabe o efeito sobre esses caras, e o problema no pescoço, q o incomodou claramente. Alem de tudo isso, o Ricardão como vc disse surpreendeu a todos, jogou muito, embora perdendo como sempre. Djoko deve ter performance ascendente…

      1. Paulo Almeida

        Apesar do sérvio ter ficado assintomático e com 0% dos pulmões comprometidos (pelo menos até que um raio-x mostrando o contrário seja divulgado), de fato ainda não se pode descartar totalmente qualquer outro efeito do coronavírus em seu organismo. Por ora, no entanto, a doença não é desculpa.

    2. Isac Ribeiro Martins

      Gostaria muito de ver uma final entre Djokovic e Murray. Mas parece que Djokovic, se não melhorar seu desconforto, chega no máximo em Medvedev. Não acredito que Murray consiga chegar uma eventual semifinal com Tsitsipas. Ao que tudo indica, pelas condições físicas e tênis apresentado até aqui, uma final entre Medvedev e Tsitsipas é a que apresentaria um bom jogo de tênis.

      Espero estar errado.

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