Guerra e paz marcam o tênis masculino na Era Aberta
Por José Nilton Dalcim
24 de julho de 2020 às 21:26

A criação da Association of Tennis Professionals (ATP) na primeira semana do US Open de 1972 era bem intencionada, mas não livrou o recém-nascido circuito profissional de conflitos constantes. A paz nunca reinou inteiramente, e isso prossegue até hoje.

A primeira versão da ATP era integrada por cerca de 50 jogadores, presidida por Cliff Drysdale e tendo como diretor executivo Jack Kramer, que mais uma vez surgia como o grande nome nos bastidores do esporte. A ideia era que a ATP cuidaria de todos os assuntos relacionados ao tênis profissional masculino, principalmente contratos, pagamentos, calendário e até mesmo plano de treinamentos. Fixada em Dallas, a entidade passou então a controlar o Grand Prix em parceria com a Federação Internacional, e obteve aumentos gradativos do número de torneios e das premiações aos tenistas.

A dificuldade é que continuavam a existir muitas entidades tentando controlar o esporte. Em 1973, lutavam entre si o Grand Prix, o WCT, o circuito norte-americano de quadras cobertas e o circuito europeu de primavera.

A ATP não era bem vista por seus concorrentes e muito menos pelos promotores de torneio. E o teste de fogo viria na liderança de um ruidoso boicote ao torneio de Wimbledon de 1973. O iugoslavo Nikki Pilic se recusou a jogar uma rodada da Copa Davis, foi suspenso por sua federação e impedido de jogar Wimbledon. Nada menos que 81 dos 84 integrantes da ATP cruzaram os braços, com exceção de Ilie Nastase, Roger Taylor e Ray Keldie, que mais tarde seriam multados por isso.

O sindicato ganhou a batalha e como consequência foi criado o Conselho Profissional (MIPTC), a entidade que realmente comandou o tênis profissional daí até 1989. O órgão era um colegiado, formado por comissões da ITF, dos promotores e de jogadores, e dava a palavra final sobre tudo. Entre 1974 e 78, participantes do WCT que conflitassem com torneios europeus eram impedidos de jogar Roland Garros, o que atingiu diretamente Jimmy Connors.

Quase ao mesmo tempo, a ATP finalmente colocava em prática o ranking internacional, que teve sua primeira edição em 23 de agosto de 1973 e viria para revolucionar o esporte. Até então, inexistia um sistema matemático para classificar os jogadores e, acima de tudo, que fosse usado de forma mais justa para coordenar as entradas nos torneios. Antes do ranking, cada país publicava uma classificação anual e a aceitação em eventos se baseava na indicação dessa federação ou no desempenho de cada jogador nas semanas anteriores. Obviamente, não havia parâmetros claros. O ranking da ATP pretendia estabelecer critérios definidos e, apesar de imperfeito e sempre sujeito a ajustes e críticas, acabou sempre aceito pelos tenistas.

Conflitos permanentes
A convivência entre promotores e jogadores nunca foi fácil, porque havia um óbvio conflito de interesses. Os primeiros queriam sempre contar com os destaques do ranking para vender mais facilmente patrocínios e ingressos, os jogadores por sua vez queriam crescimento proporcional nas premiações e menores obrigações contratuais.

A década de 1980 viveu assim uma guerra, em que os dirigentes tentavam coibir as exibições extra-oficiais, o que segundo eles motivavam a ausência de muitas estrelas em torneios importantes, além de aumentar a chance de contusões. O MIPTC deixou mais rígidas as regras do Grand Prix, tentando obrigar os líderes do ranking a jogar cada vez mais.

Os tenistas ganharam algumas batalhas, como a mudança no formato da Copa Davis, que já não conseguia começar e terminar numa mesma temporada. Em 1981, a Davis mudou para o sistema de acesso e descenso, passou-se a premiar as equipes por rodada e ocupou apenas quatro fins de semana do calendário anual.

Havia também a disputa entre Grand Prix e WCT. As duas entidades fizeram um acordo, que vigorou de 1978 a 1982. O WCT no entanto decidiu se separar outra vez e estabelecer um novo e mais complexo circuito. Mas já havia perdido força e por fim houve a junção definitiva em 1985. A ATP então ganhou coragem para dar o grito de liberdade.

atp

Na famosa reunião no estacionamento do US Open de 1988, o presidente Hamilton Jordan, apoiado por 85 dos top 100, anunciou sua separação definitiva da ITF, através de um manifesto chamado “Tênis na Encruzilhada”. Estava lançado o ATP Tour. Dias depois, 24 dos principais tenistas, sendo oito dos top 10, assinaram contratos. Os promotores de torneio se juntaram em seguida.

Basicamente, a ATP queria modificar o calendário, alongando as férias. No ano seguinte, preparou-se um novo cronograma, com oito semanas de descanso e torneios mais valorizados, com a garantia da presença dos melhores do ranking, e determinou o limite de 76 torneios de nível ATP. Fechou também um pacote com as TVs, lançou um programa beneficente e um departamento de marketing. Os promotores comprometeram-se a aumentar a premiação em 50% e os tenistas, a disputar os principais eventos. Criou-se um quadro permanente de arbitragem, mudou-se o ranking (que era por média aritmética até então) e tirou o Masters de Nova York.

Em 1990, surgia o ATP Tour sem interferência do MTC com um formato revigorado, onde se destacavam os nove mais importantes torneios logo baixo dos Slam, ainda que somassem metade dos pontos no ranking.

Claro que a ITF não gostou nada da história. Embora mantivesse o controle sobre os Grand Slam e a Copa Davis, a entidade se sentiu desprestigiada e então contra-atacou. Instituiu a milionária Grand Slam Cup, com a então incrível premiação de US$ 6 milhões, o que na época soava como uma heresia até para os tenistas. Houve quem se recusasse a jogar, mas quase todos os classificados estiveram lá.

Mudanças prosseguem
Exatamente 10 anos depois, as duas entidades reataram. A ATP passou a dividir com a ITF e o Comitê dos Grand Slam a realização do Masters, que passou a se chamar Masters Cup, além de fazer modificações na pontuação do ranking e nomenclatura dos torneios. Na medida mais relevante, os Slam e os Masters Series se tornavam torneios obrigatórios.

A ATP por sua vez fez novas modificações na estrutura do tênis masculino, com o objetivo de simplificá-lo, e até mesmo mudar alguns pontos da regra. A principal inovação foi a Corrida dos Campeões, um ranking que só considerava os resultados da temporada, com todos os tenistas
partindo do zero, computando pontos de 18 torneios.

Em 2008, a ATP reconheceu que a Corrida era um fracasso, já que o antigo ranking de entradas sempre prevaleceu na mídia e entre os jogadores. Determinou então mudanças para a temporada seguinte, com ajustes no calendário, polêmica ao rebaixamento de Monte Carlo e a introdução dos ATP 500 e 250 para simplificar o ranking.

A paz entre as entidades voltou a estremecer em 2016, quando a ATP exigiu recompensa financeira para amenizar o eventual prejuízo dos torneios diante dos Jogos Olímpicos do Rio. Sem acordo, retirou os pontos do ranking tanto das Olimpíadas como da Davis.

Três anos depois, anunciou a criação da ATP Cup, autêntica versão simplificada da Davis, que por sua vez havia trocado em 2019 seu sistema de disputa, gerando uma onda de  pesadas críticas, ao assinar um milionário acordo comercial com empresa espanhola sem qualquer currículo no tênis. A ‘nova Davis’ foi fracasso de público e deu prejuízo, em contraste total com a ágil ATP Cup, realizada na Austrália com a maciça maioria dos grandes nomes e sucesso absoluto.

A evolução do tênis profissional feminino e a reentrada olímpica ficam para o último posto desta série.


Comentários
  1. Marcelo

    Boa noite Dalcin,

    O ‘problema’ dos excelentes textos é que nós, leitores, ficamos na expectativa de quando chegarão os novos.

    Abç!
    ps: na expectativa de mais história!

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  2. Rodrigo S. Cruz

    Gabi,

    Não sei se você entendeu “bulhufas” daquela confusão sobre os fakes abaixo.

    Mas só para deixar bastante claro:

    sempre gostei até demais da tua participação aqui no blog.

    Bjs.

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  3. Vitor Hugo

    Gabi, querida(com todo respeito), pela
    pessoa inteligente, educada e carismática que vc demonstra ser aqui, tenho certeza que o melhor há de acontecer em sua vida amorosa. Talvez ninguém ainda tenha sido bom o suficiente pra vc.
    Te desejo toda força e sorte do mundo!

    🌹

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    1. Gabi

      Poxa, muito obrigada pela consideração e apoio. Sempre muito bom trocar ideia aqui com vc.
      Vc tb há de encontrar a tua princesa encantada… e que vai treinar com vc no jardim da tua casa e ainda gostar de tênis.
      Mas, ei, inteligente, educada e carismática é muito pouco hihihihi.

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  4. Luiz Fernando

    Estive ausente estes dias do blog, mas vou postar sobre algumas situações q acabo de ler: 1) Gabi não esquenta não gata, um amigo da republica lá em Uberaba quando a gente terminava com as namoradas (ou elas conosco, claro) falava uma frase boba, infantil mas real: “mulher é igual biscoito, vai uma vem oito”, o mesmo vale pra vcs em relação aos caras. Claro q determinadas circunstâncias nos entristecem, nos decepcionam muito, mas ninguém progride na vida rindo, quase sempre é chorando, e assim quando vc julgar q é hora de partir pra “outro” vc vai estar mais madura, mais apta a ter um relacionamento legal. Bola pra frente; 2) O Vítor falou dos caras q torceremos no futuro quando não houver mais Big3, olha vai ser um vácuo muito grande e difícil de ser preenchido, talvez o Aliassime, pela humildade e grande qualidade do seu jogo que seja uma opção, mas o grego e o Zé Verev ao menos comigo não tem chance. Se Rafa parasse hj eu torceria pra quem? Thiem, fácil, esse cara joga demais, e acho q ele tem uma chance real de vencer um GS ainda neste ano (tomara q seja o USO); 3) Rodrigo essa história dos fakes vem de longa data, eu tenho mais tempo de blog do q vc, essa praga sempre existiu e sempre vai existir. O modus operandi desses caras sempre foi o mesmo, mas pex eu não vejo o Jonas como “fake”, também não vejo pq os Paulos (Almeida e F) precisariam recorrer a isso, eles sempre postam sua opinião, encaram as críticas e respondem, defendem seus pontos de vista como vc e eu. Me parece muito mais provável q alguns caras q ficam a espreita bancando os “santos” recorrerem a esse expediente do q os q sempre postam nas derrotas ou nas vitórias. De qualquer forma vou te dar uma sugestão: ignore esses fakes, não vale a pena se irritar com eles…

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  5. Heitor

    Meligeni: Da série se você me encontrasse na rua e fizesse uma pergunta. O que você perguntaria? Tentarei responder aqui. Ehehe

    Água coca latão: Nadal, Federer ou Djocko (sic)?

    Meligeni: Pra que? Sair pra jantar Nadal, bater bola Nadal, falar de tênis Roger, apresentar pra família Roger, falar da vida e experiências de vida Djoko.

    Muito boa resposta ehehehe

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  6. Sérgio Ribeiro

    Já passou da hora da ATP , ITF e COI se entenderem de uma vez por todas . Se as arrogantes FIFA , UEFA e COI conseguiram porque esses entidades insistem em se degladiar. A Copa , o Mundial de Clubes e o aumento da idade de jogadores de futebol nas Olimpíadas , é a prova FINAL. A NBA garante que tudo mudou depois do Dream Time em 92 nos jogos. Ela passou a ser um evento Mundial. Tirar os pontos das Olimpíadas e da Davis pela ATP , é um absurdo total. O Tênis Olímpico é eliminatório , nenhum jogador fica preso no um mês de competição. Não atrapalha coisa alguma. E é de quatro em quatro anos. Mais uma vez veremos todas as feras em Tóquio. Queiram ou não. Abs!

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  7. periferia

    Olá

    Quando mais novo…….sempre que possível…..eu e meu irmão íamos ao Morumbi assistir jogos de futebol….qualquer jogo….de qualquer time (na época todos os grandes da cidade mandavam jogos no estádio do São Paulo)….gostávamos muito do esporte.
    Era uma boa caminhada …subíamos a Av Geovani a pé ….dinheiro contado….dois ingressos de Geral (a Geral ficava atrás dos gols e ficávamos de pé o jogo inteiro… a visão da partida era péssima …mas era barato) …e um trocado para os lanches ( compravamos no final da partida ….promoção: 3 pelo preço de 2..valia a pena esperar ).
    Com o tempo ..o poder “aquisitivo” cresceu….fomos para arquibancada (evolução das espécies diria Darwin com uma pitada de Adam Smith ).
    A Geral do Morumbi era democrática….os torcedores dos dois times ficavam juntos…do time A com o time B ….raramente acontecia uma briga.
    Na arquibancada era diferente …existia a separação (Uma corda separava as torcidas….e vários policiais ficavam vigiando).
    Existia as torcidas organizadas na arquibancada….eles chegavam depois. ..perto do início da partida… com aquelas bandeiras e instrumentos de bateria ….
    mandavam vc sair do bom lugar que vc sentou….diziam que eram torcedores “antigos”…logo tinham privilégios.
    O que chamava atenção do pessoal da torcida organizada é que eles não assistiam o jogo….geralmente ficavam brigando (tipo UFC ) entre si….o jogo inteiro…de costa para a partida….sem refresco.
    Quando acabava o jogo tinha integrante da organizada que perguntava:
    “Como foi o jogo?Jogamos bem?”

    Muitas vezes aqui no blog acontece isso….o pessoal está mais preocupado em “brigar” do que desfrutar o “jogo” ( esporte).

    Abs.

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  8. Sandra

    Dalcim, você iria a Nyc se fosse um Nadal ou um Djokovic? Eu não! Os únicos que eu teria mais confiança seria o Australian open e Wimbledon e mesmo assim até Wimbledon cancelou !!! rsss

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    1. Sandra

      Aliás eu vi uma pesquisa interessante, achava que era só no Brasil, mas ninguém está confiando nos políticos com essa história de covid, seja no Brasil ou qualquer outro país, aqui e pior pois nós tivemos chance de ter reduzido essa mortandade toda!

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    2. José Nilton Dalcim

      Sim, eu iria. Acho que se você tomar as precauções recomendadas – e eles podem muito bem se isolar -, o risco é bem pequeno. Além disso, chances de se ganhar Slam não acontecem todo dia, nem para eles. Wimbledon cancelou porque tinha seguro, estava no meio da pandemia e das restrições totais de deslocamento.

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  9. Rafael Wüthrich

    Que aula, Dalcim.

    Vem cá, estava com dúvidas a esse respeito, e apesar de notícias aqui no site e no seu blog à época dos problemas, não tinha lido nada tão contundente a respeito da “Piquet Cup” (me recuso a chamar de Copa Davis) sobre fracasso de público (embora com claros indícios , mídia e financeiro.

    Qual foi o tamanho do tombo financeiro e de público em relação a 2018, por exemplo, e como isso repercute até agora? Sei que a mídia especializada estrangeira bateu sem dó no torneio, com direito a jornalistas tarimbados tirando fotos das arquibancadas às moscas em Madri.

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    1. José Nilton Dalcim

      Não há como fazer paralelo com público porque foi uma primeira tentativa, mas se compararmos com a ATP Cup é fácil perceber que foi bem abaixo quando a Espanha não estava em quadra. Em termos financeiros, fala-se em US$ 5 milhões. Abs!

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  10. Marcelo

    Que ótimo post, hein? Os temas, para eu que estou lendo de fora, ainda parecem um pouco soltos na cronologia. Mas ao final, com mais histórias e uma boa edição deve funcionar. : – ) Só achei que que um pouco mais abaixo a temperatura está um pouco alta hoje, e com algumas panelas de pressão a todo vapor. Dalcin, poderia dizer hoje quem está por trás destas associações (wta, itf, atp). Abç!

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  11. DANILO AFONSO

    Estes últimos 3 textos do Dalcim foram tão diferenciados e fantásticos que não tive coragem de postar aqui nada alheio ao tema.

    Eu que acompamho o blog desde 2010 e li quase todos os textos de 2006 a 2010, fico impressionado ao ver ano a ano os textos cada vez mais interessantes e ricos em detalhes.

    Pior que a aposentadoria do BIG3 é imaginar o Dalcim se aposentando antes de 2035…kkkk

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  12. Emerson

    Isso dessas tretas é interessante inclusive como olhamos para marcas e tals. Sabemos que os Grands Slams sempre foram os mesmos. Mas e os demais big titles?Quais tornerios poderiam ser equiparados ao famosos “masters 1000” de hoje? Dalcim, existe um site tennis goat que atribue isso a torneios do passado. Segindo eles Lendl por exemplo teria 22 Masters. Procede isso? E como classificar os Big Tittlez do passado? WCT Finals e Grand slam cup oodem ser considerados big tltles? Eu creio que sim, mas qual sua opinkao?

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    1. José Nilton Dalcim

      Não há como fazer essa conversão, Emerson, porque traria distorções enormes. Já vi vários sites fazerem isso, mas não acho correto.

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      1. Emerson

        Concordo. Mas como por exemplo medir jogadores de epocas diferentes? Geralmene e isso que se faz pra decidir o goat mas medir so slams e injusto pois e uma visao muito limitada do tenis

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          1. Emerson

            Sim claro. Mas qual o criterio voce usa quando faz listas de melhores de todos os tempos que voce ja fez aqui Dalcim? Nao pode ser so os Slams tem que contar os grandes titulos abaixo. Como voce faz?

          2. José Nilton Dalcim

            Eu sempre explico isso nos meus textos, Émerson. Os títulos de Slam para mim são apenas um dos parâmetros. Acho mais relevante o peso histórico de cada tenista.

    1. Gabi

      Muito obrigada. Vc sempre muito gentil comigo!!
      Espero que tb esteja muito bem.
      Conseguimos finalmente emendar o carnaval com o natal e não parece tão divertido como achávamos que seria… rsrs.

      Responder
      1. Luiz Fabriciano

        Gabi, acho que identifiquei uma característica marcante sua (talvez tarde demais, kkk): sempre há uma pitada de bom humor ou uma associação aos fatos correntes em suas respostas, como essa de ligar o carnaval ou natal, mas não tão bom quanto pensávamos.
        Grande abraço.

        Responder
        1. Gabi

          Muito obrigada pela observação.
          E se identificou isso tem grandes chances de termos mais ou menos o mesmo tipo de humor…
          Só não entendi o “tarde demais”…rs

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  13. Rodrigo S. Cruz

    No post anterior a figura que se denomina “Jonas” veio me dizer que me cobra de algo.

    Então, é melhor eu deixar algo claro aqui.

    Para que alguém me cobre de algo, esse alguém precisa ser “gente”.

    E não uma figura simplória e desprovida de qualquer atributo marcante.

    Tão pouco alguém que cria fakes ou se une a eles (fingindo que não são), para assim promover ataques covardes e sujos aos seus desafetos de torcida contrária.

    Ou mesmo terceirizar tais condutas, se eximindo das culpas – o que também é uma covardia.

    Portanto, pessoas como:

    o Miguel, o Sérgio, o Rafael, o Fabriciano, o Dalcim que modera o blog, e até mesmo o Luiz Fernando.

    Esses podem me cobrar quando bem quiserem.

    ( e desculpe se não pude citar todos).

    São pessoas com quem tenho um longo convívio, e que apesar das muitas divergências, eu SEI, simplesmente sei que são pessoas de caráter.

    Portanto, fique isso abundantemente explicado aqui.

    Responder
    1. Jonas

      É bem engraçado você agindo como uma celebridade, kkkkk. Você não é, simples. É apenas um membro como qualquer outro, com o diferencial de ficar chorando e esticando discussões. Também costuma ofender os outros, então menos.

      E que coisa ridícula essa coisa de fake. Não nego que podem existir fakes nesse espaço, mas que paranoia bizarra. O Vitor Hugo, por exemplo, fez alguns fakes. Boa parte do blog sabia, mas a tua indignação sempre foi seletiva. Não tenho nada contra ninguém, mas você parece realmente perder o sono com esse tipo de coisa. Deve ser o máximo ficar criando inúmeros fakes só pra “causar” no blog, que coisa incrível!! Só que eu tenho mais o que fazer, sou casado.

      Responder
      1. Jonas

        Gostaria de saber qual o seu atributo marcante. Ficar chamando todo mundo de fake? Não argumentar? Ofender? Estender discussões ad aeternum?

        Responder
      2. Rodrigo S. Cruz

        Você está muito enganado.

        O Vitor não praticava esta conduta descrita.

        Ele postava sim com nicks diferentes, só que de tempos em tempos.

        Um mês era Renato, outro mês era Jonny, e por aí vai…

        Mas ele nunca usou mais de um na mesma pasta para ficar concordando ou elogiando a si mesmo.

        E muito menos para atacar outro participante.

        Responder
        1. Jonas

          Eu não acho ele um participante ruim, pelo contrário, é um dos que mais participa e tem feito comentários bem pertinentes. Já provocou outros participantes, assim como eu e você, o que era até normal pela rivalidade do big 3.

          Entendo você se sentir “atacado” por possíveis fakes, mas deixo claro que não sou um deles. É claro que o Dalcim não se importa com isso, mas ele sabe muito bem que eu não sou fake. Posto sempre com o mesmo nome aqui.

          Responder
          1. Jonas

            Nunca fiquei indignado com isso Vitor, cada um faz como quer. Acho contraditório o cara se estressar com outros membros (que podem ou não ser fakes), e no teu caso passar o pano.

      3. Paulo Almeida

        Celebridade foi foda, kkkkkk.

        Cara, eu já sentia preguiça em relação a essa cisma com fakes, mas agora estou ficando é com dó.

        Responder
        1. Jonas

          Acho que sempre houve fakes aqui, isso deve acontecer há anos (me lembro do Lógico e de um outro q tinha a foto do V de Vingança) . Agora, é uma paranoia do cara ficar perseguindo. Uma hora é o Heitor, depois João, aí Mauro…será que todo mundo é fake? Não faço ideia e não me importo. Uma coisa é certa, o moderador deixa passar comentários não ofensivos, decisão acertada, aqui é um espaço bastante democrático.

          Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            Para mim, João (com letra minúscula), Mauro e Heitor são simples marcas de fantasia do Almeida.

            Mas sigam negando.

            Vocês dois podem fazer todo mundo de bobo aqui, menos eu…

            (rs)

          2. Jonas

            Por mim tanto faz, cara. Eu não dou a mínima pra você, mas vai que tem algum participante maluco a ponto de te perseguir. Tem doido pra tudo.

    2. Vitor Hugo

      Uma coisa é fato e eu tenho reparado. Tem uns ‘novos colegas de blog’ de nomes curtos que sempre estão escrevendo em um comentário seu, geralmente pra te criticar e etc……. Escrevem aqui como se estivessem escrevendo há muito tempo….

      Responder
    3. Manuela

      Barocos, Filipe Fernandes, Oswaldo, periferia, Jonas, Paulo Almeida, Paulo F., Heitor, Levi, MArcelo, Gabi (fez muita falta, vc sabe), Sandra, João, Vitor Hugo, Rafael Azevedo, Léo Gavio, Bruno Gama, Marcílio Aguiar, Alexandre Maciel, Gildokson, Evaldo Moreira, Thiago Silva, Ronildo, Maurício Luís, não somos pessoas de caráter para o Rodrigo.
      Ó vida, ó céus.

      Responder
      1. Gabi

        Manuela, muito obrigada pelo carinho e tb por me incluir na lista dos que têm caráter rsrs. A regra é clara: se num discurso vc quer citar nomes, ou cita todos ou não cita nenhum.

        Fique com quem te diz “vamos nos ver pelo menos cinco minutos” e não com quem diz “pra gente se ver só cinco minutos, é melhor não se ver”.

        Responder
      2. Evaldo Moreira

        Boa noite,
        Não ia falar nada, mas se o Rodrigo acha que eu não tenho caráter…….hum, ele tem que provar, e EU tenho caráter sim, o Dalcim sabe muito bem que eu sou, até o sigo no Instagram, volta e meia sempre comento com ele lá, sobre assunto que ele coloca lá, aliás , sempre pertinentes e saudáveis, dá gosto.
        Acredito eu, que me dou bem com todos, lógico que, entrevero aqui e acolá, tive sim, se não me falha memória, com o Paulo Almeida, que aliás, apesar de pegar no pé, kkkkkkkkkkk, se mostrou uma pessoa com comentários pertinentes e de boa colocação.

        Gosto e muito dos comentários do Sergio Ribeiro, Rafael, Miguel BSB, Gabi, e Vitor Hugo também, tem vários, mas ai citar, é muito nome.
        Sei que o Rodrigo vai responder, mas que responda decentemente, acho os seus comentários plausíveis, se defende como ninguém, mas gostaria de sua fala, a respeito de caráter, e sei que voc~e tem caráter meu caro, pois acompanho o blog há tempos o suficiente, para compreender a fala de cada um.

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Meu Deus, é inacreditável…

          Você sabe o que significa lista exemplificativa, cara?

          Eu não posso citar todo mundo do blog que eu respeito, logo eu citei só alguns nomes.

          Eu nunca tive nada contra você…

          Nunca nem troquei ideia contigo, como é que vou falar do teu caráter?

          ACORDA!

          Responder
          1. Evaldo Moreira

            Bom dia,
            Se esta, é a tua resposta, ok, caro Rodrigo sem problemas, e quanto ao acordar, estou a acordado há tempos, kkkkkkkkkkkkkkkk.
            Encerramos aqui essa discussão, eu não ganho nada isso, e muito menos você.
            Ótima semana para você, e a todos do blog.

          2. joao

            to junto com vcs, Evaldo e Manuela. Como muito bem colocou a Gabi: se vc se dispõe a citar nomes, ou cita todos os nao cita nenhum.
            Mas, eu sei que tenho carater. Minha familai sabe. Minha esposa sabe. Meus filhos tb. Meus amigos e colegas de trabalho tb.
            um abraço para vc, paranoia fake.

        1. João

          Agora se faz de vítima…
          Vive xingando todo mundo aqui (agora até sem caráter somos) e quando alguém, eu no caso, destaca isso, vc se faz de injustiçado…

          Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            Toda hora você aparece mentindo e inventando que xinguei alguém.

            Sendo que nem NUNCA tinha te visto aqui.

            E depois ainda dizes que não és fake?

            kkkk

            Tá bom!

          2. joao

            eu digo que vc xinga colegas de blog e como vc se responde? me chamando de fake e dizendo que sou mentiroso kkkk. Releia alguns comentarios teus para ver se nao xinga.

  14. Vitor Hugo

    Depois que Nadal, Federer e Novak se aposentarem, provavelmente teremos torcedores de tenistas opostos HOJE, torcendo para o mesmo tenista AMANHÃ.
    Já pensou o Ribeiro e Rodrigo Cruz e P Almeida torcendo pelo mesmo tenista!? Kkkkk
    Ou eu, Jonas e Luiz Fernando torcendo por Aliassime unidos contra os FANÁTICOS por Carlos Alcaraz, Danilo Afonso, Mc e RP!? Kkkkkk Vai ser hilário!
    Mas acredito que alguns parem de aparecer por aqui após as 3 lendas deixarem o circuito… Voltando a provocar e escrever por aqui se por acaso os três se e enfrentarem em amistosos no futuro, carecas ou barrigudos.. kkkkk

    Responder
    1. Jonas

      Gosto muito do estilo de jogo do Aliassime! É bem possível que eu acabe torcendo por ele mesmo ou pelo Thiem.

      Será que alguém vai torcer pelo Kyrgios?? Eu não gosto nenhum pouco desse cara, mas tem muito talento.

      Acho que a torcida vai ficar dividida entre três tenistas, no caso Zverev, Tsitsipas e Aliassime.

      Responder
      1. Barocos

        Jonas,

        Acho que o Tsitsipas tem boa chance de levar a minha torcida. Já tem um tênis bem vistoso, só falta acertar uns detalhes, claro, os detalhes são sempre a parte mais difícil. Em engenharia costumamos dizer que os últimos 10% costumam consumir 90% do tempo e do esforço.

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      2. Thiago Silva

        Eu comecei a torcer pelo Nadal principalmente por causa do caráter, desde cedo ele já tinha um comportamento exemplar na quadra, depois que li a biografia passei a admirar mais ainda. Dos tenistas novos quem mais me agrada é o Thiem, que tem um estilo mais agressivo que o Nadal e a personalidade é parecida. Também gosto do Aliassime, tanto no estilo quanto no comportamento, espero que ele acerte aquele serviço irregular e deslanche de vez. Kyrgios é um talento, mas eu não me veria torcendo pra ele numa final de slam, também não torceria pro Medvedev, Zverev e Tsitsipas, são 3 mimados, não consigo ter identificação com nenhum.

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        1. Jonas

          Eu gosto muito do estilo de jogo do Djokovic, pelo fato de ser um jogador muito equilibrado e disciplinado. É um cara que trabalhou demais para superar Federer e Nadal (duas lendas).

          Aí eu olho para o Kyrgios, o rapaz é um desperdício. Nasceu com uma habilidade, um talento enorme, mas não parece ser o tipo de cara que se esforça. Como um cara desse vai ganhar Slams ou ser o melhor do mundo? Ele já tem aí seus 25 anos, passou da hora. Pelo visto o foco dele mesmo é ficar criticando tudo e todos no twitter.

          Concordo contigo a respeito do Zverev e Tsitsipas, são mimados, só que ainda vejo neles a vontade de evoluir. O alemão é diferenciado, quem não lembra da grande atuação dele no Finals 2018? Não se trata de qualquer um, evidentemente. Espero que o Ferrer faça dele um grande jogador.

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      3. Marcílio Aguiar

        Eu gosto do tênis do Kyrgios, mas ele desperdiça o talento. A minha inclinação é torcer pelo grego, mas ele precisa cuidar um pouco da cabeça para não se perder pelo caminho.

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        1. Jonas

          O grego tem algo que me chama a atenção. Não respeita ninguém em quadra. Já venceu Federer na Austrália, Djoko em Toronto e Nadal em Madrid, com ctz um rapaz de enorme potencial e tem muitos recursos. Se conseguir deixar a família “fora”, vai longe, a meu ver.

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      1. Marcílio Aguiar

        Concordo plenamente. Aprendi a gostar de tênis torcendo pelo Borg e depois dele torci pelo Edberg, mas não na mesma proporção. Continuei acompanhado e só vim a torcer de verdade para o Guga e depois para o Federer. Provavelmente vou torcer pelo Tsitispas mas não será igual.

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    2. Paulo F.

      Dois dos meus prediletos são o Tistispas e o Aliassime.
      Mas acho que o Tsitsipas vai flopar se não se livrar do pai dele.
      Não adianta, pai de treinador não dá certo!

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    3. Luiz Fabriciano

      Vitor, gostei da provocação, rsss.
      De minha parte, nunca escolhi ninguém para torcer. Veja que no Brasil existia Meligeni, mas bastou colocar o olho em Guga e a paixão surgiu.
      Por isso, da nova geração atual, o único que me desperta o interesse para torcer, e eu já faço desde que vi pela primeira vez, exceto ao enfrentar Djokovic, é o Shapovalov.
      Agora, quanto a frequentar uma Kombi no futuro, onde só haverá espaço para os confrades torcedores do mesmo tenista, que outrora dividiam veículos diferentes, para mim não há problema algum, pelo contrário, até gosto, pois qualquer ato em prol da afinidade, mesmo que seja insignificante, supera todo o passado em prol da divergência.

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  15. Emílio Dias

    Por essas e outras que eu acho que não da pra comparar números entre épocas.
    Hoje com tudo bonitinho você pode comparar o número de GS’s de Federer, Nadal e Djokovic, mas é injusto comparar o deles com os antecessores de sucesso.

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    1. Paulo F.

      Mas TRÊS ao mesmo tempo, com tantas e grandiosas conquistas, nunca houve na história do tênis.
      Eu acho a maior época que esse esporte já viveu.
      Uma pena essa doença maldita ter causado um hiato nesta história, quando ela já se aproxima do epílogo.

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  16. Barocos

    Dalcim,

    Excelente artigo! Confesso que não possuía qualquer conhecimento sobre os bastidores da organização dos eventos, apenas sobre o calendário e contagem de pontos. Deveria ter imaginado que complexas negociações ocorreram para que se chegasse ao sistema atual. Vivendo e aprendendo.

    Obrigado por mais uma bela e instrutiva sequência.

    Mudando de assunto, alguém sabe o que aconteceu com a Gabi? Depois que ela falou que estava se separando, deu uma sumida do blog. Ei, menina, se você estiver lendo isto, saiba que desejo tudo de bom para você. Sei que o apreço é compartilhado pela maioria dos frequentadores deste espaço. Apareça para dar um alô!

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    1. Gabi

      Barocos, alô!! Rsrs!!
      Puxa, muito obrigada.
      Pois é, além de tudo, mais essa.

      Conheço gente que levou quatro anos para superar o final de um relacionamento. Qua-tro a-nos. Nesse tempo dá para terminar faculdade, financiar carro, fazer curso completo de japonês. Uma criança aprende a andar, a falar, a usar o computador. Mais um pouco e já entra no Tinder.

      Quatro anos. A pessoa lá comendo um pote de Nutella no sábado à tarde, fazendo “binge watching” de séries de TV, adepta de jejum social e sexual e quando percebe já esquentou, esfriou, veio Natal, foi Réveillon, esfriou de novo. Perdeu a formatura do melhor amigo, o batizado da sua sobrinha.

      Também conheço gente que depois de dois meses de relacionamento sofre como se tivesse vivido a história mais importante da vida. Sofre como se em dois meses tivesse de fato um relacionamento, quando tudo que existe entre duas pessoas nesse curto de espaço de tempo se chama tesão.

      Sofrer faz parte, assim como dosar o sofrimento. Terminar uma relação de anos e amargar uma dorzinha de corno por alguns meses é natural. Lamentar que um casinho não tenha ido para frente também. O que não dá é velar o morto-vivo ad aeternum­. Eu coleciono pés na bunda. Dados e levados. E coleciono amizades com ex. Apenas quando a relação acabou limpinha, sem penas voando para todos os lados. Não foi o caso desta última.

      Então, vc tem razão, a fila anda. Alô alô!!

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        1. lEvI sIlvA

          🤣🤣🤣🤣
          Boa, Gabi!
          A vida continua, com ou sem a cara metade, não é mesmo?!?! Continue assim, sempre espirituosa e pra cima…!

          Responder
      1. Barocos

        Grande Gabi !

        Tão nova e tão sábia.

        Minhas adoradas filhas terminaram os seus respectivos longos relacionamentos no ano passado. Foi ótimo constatar que, após um curto período de melancolia, ambas estavam novamente animadas, radiantes e com as suas “joie de vivre” intactas. Pelo seu texto, sei que o mesmo ocorrerá com você.

        Divirta-se bastante, as nossas curtas existências merecem emoção, muita emoção, ainda que com o devido cuidado.

        Menina, muita, muita felicidade, saúde e paz para você.

        Responder
        1. Gabi

          Vc sempre muito querido!!
          Nem tão nova assim, 41, acredita? Rsrs. Honestamente, dos 30 aos 50, o auge da mulher!!
          O mérito de elas se reerguerem após o fim dos longos relacionamentos tb é teu pela educação e exemplo que deu a elas (lembro qdo vc escreveu sobre as tuas filhas. Fiquei muito feliz por ti e por elas).

          Muitas pessoas devem lhes perguntar: por que não deu certo? Bem, ele deu certo durante pelo menos um período, e é isso o que conta. É o que deveria contar.

          Estou no caminho, uns dias melhores, noutros piores, e assim a gente vai. Mas o carinho de pessoas como vc faz toda a diferença…

          Muito obrigada, tb te desejo muita paz, muita saúde e muitas alegrias.

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