Tênis profissional poderia ter começado 10 anos antes
Por José Nilton Dalcim
22 de julho de 2020 às 21:05

A contratação dos principais tenistas ao longo da década de 1950 por promotores, especialmente os norte-americanos, incomodou cada vez mais o All England Club, o criador de Wimbledon, que temia a perda de interesse do público. Em 1959, veio a primeira tentativa britânica de determinar o fim do amadorismo do tênis – algo que o golfe havia obtido 30 anos antes -, ao solicitar à Federação Internacional que permitisse livre inscrição nos torneios. A proposta foi a plenário e saiu derrotada por meros cinco votos.

A situação só piorava. Rod Laver, a grande estrela de 1962, assinou contrato para disputar o circuito norte-americano ainda aos 24 anos e causou um novo choque. Mais grave ainda, os promotores profissionais pouco a pouco abandonavam o formato de duelos individuais para organizar campeonatos, que evoluíram para circuito. Wimbledon mais uma vez tentou persuadir a Federação em 1964, mas não foi ouvido.

Como único recurso, os Grand Slam aceitaram pagar um cachê não-oficial para os principais tenistas que jogassem seus campeonatos, tentando assim conter a evasão, numa atitude que era conhecida como “falso amadorismo”. Na realidade, os melhores jogadores já tinham até contrato com marcas de raquete e de roupa, em outra evidência de que os tempos tinham de mudar.

A gota d’água viria em 1967, quando dois novos circuitos poderosos se formaram nos Estados Unidos: a National Tennis League, organizada pelo conceituado George MacCall, e o World Championship Tennis (WCT), criado por Dave Dixon e depois adotado pelo milionário Lamar Hunt. Entre os dois grupos de contratados, estava praticamente a nata do tênis da época.

O All England Club tomou então atitudes radicais. Em agosto de 1967, convidou oito profissionais para uma exibição em plena Quadra Central, sob o patrocínio da BBC e o pretexto de realizar a primeira transmissão colorida do tênis na TV. O sucesso foi a deixa final. Em dezembro, numa tumultuada reunião em Londres, os dirigentes da Liga Britânica anunciaram que iriam abolir a partir de 1968 a distinção entre “amador” e “profissional” mesmo ameaçados de expulsão pela Federação Internacional.

“Precisamos agir por nossa conta para tornar o jogo honesto”, afirmou o então presidente da LTA Derek Penman, referindo-se ao fato de que havia clara diferença entre os tenistas que recebiam cachê ilegal e os verdadeiros amadores de então. “Temos sido governados há muito tempo por um conjunto de regras amadoras que não são mais aceitáveis”.

Primeiros momentos
Wimbledon no entanto não se tornaria o primeiro Slam profissional da história. Em março de 1968, uma reunião de emergência em Paris, a Federação Internacional colocou em votação e levou goleada de 295 dos 300 votos a favor do fim do amadorismo. Anunciou então um calendário com 12 torneios abertos a profissionais. O primeiro deles aconteceu na quadra sintética de Bournemouth, em abril, vencido por Ken Rosewall e Virginia Wade. E logo em seguida, Roland Garros tirou a primazia de Wimbledon e se tornou o primeiro Slam da nova era.

Nada no entanto foi tão simples. Roland Garros aconteceu no meio dos protestos estudantis pelas ruas e com Paris praticamente sitiada, e ainda sofreu boicote severo.  Se o título masculino ficou para o grande nome do momento, Ken Rosewall, o feminino foi uma certa surpresa, já que a amadora Nancy Richey derrotou a profissional Ann Jones. Na hora de receber o prêmio de US$ 1 mil, Richey declinou em favor da australiana porque ainda tinha receio do que poderia vir e quis permanecer amadora.

Duas semanas depois, Wimbledon enfim recebeu Laver de volta. O genial australiano havia conquistado o torneio em 1962 e não retornado mais devido ao banimento obrigatório dos profissionais. O retorno foi glorioso, com título e apenas nove games perdidos diante de Tony Roche na final, com direito ao prêmio de 2 mil libras do total de 26.150 do torneio. Billie Jean King recebeu 750 libras.

A USTA, por seu lado, se mostrou bem mais cautelosa com os novos tempos e, nos dois primeiros anos de Era Aberta, promoveu dois campeonatos distintos, um amador e outro profissional, para cada sexo. Arthur Ashe ganhou os dois eventos em 1968, tornando-se o primeiro homem negro a erguer um Slam, mas repetiu o gesto de Richey e recusou o prêmio de US$ 14 mil, passando-o para Tom Okker, porque queria disputar a final da Copa Davis em dezembro (a Davis demorou mais alguns anos para retirar a restrição aos profissionais).

Como amador, Ashe derrotou Bob Lutz em torneio disputado em Boston. No feminino, Margaret Court venceu o amador e Virginia Wade, o profissional. O total de premiação atingiu US$ 100 mil, o dobro de Wimbledon. No ano seguinte, Rod Laver levou o título profissional e Stan Smith, o amador, enquanto Court faturou os dois.

Disputa e boicote
A maioria dos grandes nomes estava no entanto sob contrato da NTL ou do WCT e apenas uma minoria era independente, como Lew Hoad e Luis Ayala. O NTL agenciava Rod Laver, Ken Rosewall, Andrés Gimeno, Pancho Gonzales, Fred Stolle e Roy Emerson, enquanto o WCT estava com John Newcombe, Tony Roche, Nikola Pilic, Roger Taylor, Pierre Barthès, Earl “Butch” Buchholz, Cliff Drysdale e Dennis Ralston.

Como a Federação Francesa se recusou a fazer um acordo comercial, nenhum dos nomes do WCT competiu em Roland Garros inaugural de 1968 e todos os do WCT e da NTL boicotaram Paris em 1970, ano em que a NTL também não permitiu que seus jogadores disputassem o Australian Open.

A Federação Internacional, que sempre controlou os Grand Slam, se sentiu pressionada e aí novamente surgiu a figura de Jack Kramer, o grande tenista dos anos 1940 e 50, que também havia obtido sucesso com seus eventos de exibições. O norte-americano criou o chamado circuito Grand Prix, que dava boa premiação e estabelecia um ranking que elegia os oito melhores da temporada para um campeonato especial para fechar a temporada, que chamou de Masters.

O primeiro Grand Prix aconteceu em 1970, ainda com muita divisão entre os promotores, mas conseguiu realizar 27 torneios, incluindo Roland Garros, Wimbledon e US Open, com Masters em Estocolmo. Vários tenistas começaram a assinar contrato com o novo circuito, que admitia que eles disputassem também eventos dos outros promotores se as datas não fossem competitivas.

Inegavelmente, porém, o WCT era uma grande força. Iniciou seus torneios em 1968 e em 1970 absorveu o NTL, ficando ainda mais forte. Pediu então a um painel de jornalistas para classificar os melhores 32 tenistas do mundo, a fim de convidá-los para jogar o circuito de 20 etapas de 1971, lista que incluiu Ilie Nastase, Stan Smith e Jan Kodes. Até mesmo o Australian Open foi um WCT, que instituiu também um Masters ao final das etapas.

A disputa entre Grand Prix e WCT chegava ao auge. Rosewall, Gimeno, Laver e Emerson se recusaram a jogar o US Open de 1971 (Rosewall acabou indo, mas perdeu na estreia) e como resposta o Grand Prix proibiu os tenistas do WCT de competir em Roland Garros e Wimbledon de 1972.

Estava evidente que eram necessárias medidas drásticas para que o recém-nascido tênis profissional não naufragasse em suas próprias vaidades. Os tenistas se reuniram durante o US Open de 1972 e entenderam a saída: criar um sindicato que os representasse e tirasse tamanho poder dos promotores.

Surgia então a ATP. E isso fica para o próximo post.


Comentários
  1. Rogério R Silva

    Boa noite caro Dalcim.
    Uma matéria dessa de tamanha importância histórica e ainda vemos ilustres e frequentes participantes do blog comentando sobre os três mosqueteiros atuais.
    Já vi bastante tenista bom e sempre me surpreendi com os que vieram.
    Tenho ainda os meus “heróis”
    Mas atualmente torço para a aposentadoria dos três para que acabe esse fanatismo.
    Está horrível entrar numa matéria e ver Paulo Almeida e o Rodrigo defendendo suas teses.
    Não gostam de tênis.
    Gostam do tenista.
    Parece torcedor de futebol.
    Façam-me o favor.
    O blog agradece a quantidade de comentários mas o ridículo já foi excedido.
    Chegou ao ponto de preferir comentar sobre política,rock e filmes.
    Se falar sobre direito de dar opinião eu digo que não têm direito de ser deselegante e bobo.
    Nosso esporte não merece isto.
    Reconheçam as qualidades dos tenistas.
    E sejam elegantes como eles são.
    O resto é passar vergonha.

    Responder
    1. Evaldo Aparecido Moreira

      É nobre colega, outros já passaram por aqui, e dizendo as mesmas coisa que voce, então vão continuar a fazer.
      Aqui tem tudo, turma da Kombi, kkkkkkkkkkkkkkkkk, nadaletes, federertes, kkkkkkkkkkkkk, e por ai vai……………

      Discordo de voce, que os 03 mosqueteiros teriam que aposentar, rapaz, ai para é matar o tenis de vez e afundar o circuito, rsrrsrsrs, essa nova geração ainda está verde, com exceção de uns, então, mesmo Roger com quase 39 anos, Nadal com 34 e Djokovi 33, ainda dão um banho danado na molecada.

      Em termos de talento, técnica, racíocinio rápido, bate-pronto, saque variado e com técnica, ai não preciso nem dizer o nome, Nadal e Djoko, tem as suas qualidades claro, disso não posso negar……

      Responder
      1. Jonas

        Rapaz, vai ser dureza. Eu gosto muito dos três, mesmo torcendo pelo Djoko. Quando se aposentarem vou acabar torcendo pelo Thiem, é o jeito.

        O big3 é muito diferenciado. Hoje temos uns caras que…bom, complicado. O Medvedev parece que tenta copiar o Djoko, mas o Russo tem uns golpes toscos, ele é muito estranho jogando. Vou sentir falta do backhand maravilhoso do Djoko e da devolução, a forma com que ele chega equilibrado em cada bola…só não vou sentir falta do smash kkkk. Esses três tenistas tem golpes marcantes. O forehand bizarro e de enorme eficiência do Nadal, a capacidade do Federer de tirar jogadas da cartola, a movimentação do Djokovic e sua resiliência em quadra…os três entregaram muito ao tênis. Como o Paulo F. falou, é uma era de ouro.

        Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      E agora que você vem falar isso, né mané?

      Realmente eu me queimei totalmente descendo ao nível desses caras.

      Mas não fui eu quem começou isso.

      E antes do sociopata fabricante de fakes aparecer aqui, o meu comportamento era exemplar.

      Sendo que sou muito mais antigo do que você.

      E já que era para você reclamar, teve aí pelo menos umas 200 pastas abertas para isso em que ele tocou o terror.

      E vocês ficaram quietinhos, não falaram nada. Alguns até elogiaram o cara.

      Agora é tarde…

      Responder
  2. Luiz Fernando

    Dalcim o q vc acha da eventual parceria Zverev/Ferrer? Pessoalmente vejo uma certa falta de sintonia, pois o espanhol sempre foi um jogador dedicado, regular, com muito empenho e bom preparo físico mas sem grandes golpes, sem golpes matadores. Já o alemão tem um excelente serviço, BH muito bom, me parece de estilo bem mais agressivo que o eventual técnico, embora sem grande preparo físico. Será q haveria sinergismo nessa parceria?

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que na parte técnica realmente não, mas isso é um tanto comum no circuito, Luiz. Acho que Ferrer poderá acrescentar muito ao forehand, nesse aspecto, mas o que realmente importaria era conseguir colocar espírito de luta e resiliência na cabeça do alemão.

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  3. Barocos

    Dalcim,

    Deste belo texto, uma passagem em particular é muito significativa:

    Estava evidente que eram necessárias medidas drásticas para que o recém-nascido tênis profissional não naufragasse em suas próprias vaidades. Os tenistas se reuniram durante o US Open de 1972 e entenderam a saída: criar um sindicato que os representasse e tirasse tamanho poder dos promotores.

    O exemplo deveria ser seguido por praticantes de muitos outros esportes. Contra o poder dos cartolas, só a união de quem realmente faz o espetáculo para poder mudar alguma coisa.

    Votos de paz, saúde e sorte para todos, nunca precisamos tanto. A situação é gravíssima e a turba se concentra em anti-ciência e cloroquina. Por pior que tenham sido nossos pecados, nós não merecemos isto que esta aí.

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  4. Paulo Almeida

    “Sérgio Ribeiro
    22 de julho de 2020 às 22:29

    Novamente falou e não disse rigorosamente nada , caríssimo Piloto, digo P. Almeida. É óbvio que o Sérvio pensa ultra rápido rs Podemos pegar como exemplo a FINAL de Wimbledon. “ Estou tomando WiNNERS de tudo quanto é lado . Como fazer pra não passar vergonha e ainda vencer ? . Vou empurrar o que posso para os tie -breaks. O Coroa arrisca demais , assim tenho alguma chance “ . Não impediu os 94 Winners , mas cometeu bem menos ENFS. O amarelão e covarde , segundo alguns manés , mandou ver sem ter medo de ser feliz. Ao FINAL da partida , sem receber muitos aplausos , Novak se abaixou e comeu grama de novo rs Nenhuma novidade rsrsrs Abs!”

    Caríssimo Ribeiro, o melhor ponto do Australian Open é um belo exemplo da rapidez incrível de pensamento (que obviamente faz parte de talento) de DjokoGOAT: Federer manda um slice baixinho e chato no quadradinho, Djoko reage rapidamente, arranca e chega na bolinha a tempo de meter um drop sensacional também com slice e efeito pra fora.

    Confira aos 4 minutos no vídeo do link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=T8yu51XuEVc

    Abs!

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Olha só caríssimo , Almeida. Responda embaixo do comentário como pede o Dalcim. Mas não apela não. Bela jogada de Novak ( não em WIMBLEDON ) , que o Suíço já fez no mínimo 1099 vezes. Em termos de raciocínio rápido , bate-prontos de TODOS os lugares da quadra , Voleios junto a rede e etc … Não dá nem pra saída , pra ninguém neste Esporte. É como o Sérvio afirmou , ” talvez o maior que já empunhou uma Raquete “. Abs!

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Sérgião,

        se esse cara tem coragem de escrever até que o Djokovic é mais talentoso do que o Federer, piada esta que nem os comparsas dele dizem, você realmente acredita que alguma coisa boa vai sair daí ?

        Você tem muita fé, viu…

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Djokovic é de fato o mais talentoso que já existiu. Ele é a máquina perfeita de jogar tênis, como bem dito pelo R.P. há poucos dias.

          “Sérgião” já viu muita coisa boa saindo daqui e continuará vendo. E daí, será que algum dia algum membro vai ver? Acho bem difícil, mas vamos aguardar…

          Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            Mais completo é algo bem discutível, mas pelo menos existe quem pense assim.

            Porém, mais talentoso? Nem com reza braba, amiguinho.

            E digo isto com toda serenidade do mundo.

            Você nunca vai ouvir quem tenha voz no mundo do tênis afirmar uma merda dessas.

            É tão ridículo quanto dizer que Federer tem mais físico que Djoko.

            e R. P, vulgo ” rest in peace” não se traduz em nada.

      2. Vitor Hugo

        É verdade, caro Sérgio. Os lances de habilidade que o sérvio mostra vez ou outra, são apenas café da manhã para Roger Federer.
        Mas Novak tem também seus momentos, apesar de não com a mesma naturalidade e plasticidade do mestre suíço.

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Vez ou outra a cada game, de forma que na partida inteira são inúmeras jogadas geniais. Tudo bem natural e fácil para um jogador extremamente técnico como o Djokovic.

          Responder
      3. Paulo Almeida

        Só fiz isso porque o Dalcim publicou outro texto num espaço de tempo muito curto, mas não é do meu feitio.

        No mais, acho que não há jogador que pense mais rápido e seja mais inteligente em quadra do que o sérvio. Abs!

        Responder
    2. Luiz Fabriciano

      Para mim, esse lance é belíssimo (coisa de quem “não sabe” fazer um drop).
      Mas, o que achei mais impressionante dos últimos eventos, foi o game para fechar o segundo set na final de 2019.
      O primeiro ponto de segunda bola e mais três aces na sequência: coisa de maratenista.

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Luiz, no vídeo tem pra todo gosto: drop, lob, voleio e um puta smash do fundo da quadra contra o Thiem. Só senti falta daquele slice ofensivo matador também contra o austríaco, que ocorreu num momento bem difícil do jogo.

        Responder
    3. Rodrigo S. Cruz

      No outro post o tal de Jonas me torrou o saco porque eu resgatar um post de outra discussão.

      Mas aí vem o IMITÃO, amigo dele, e faz exatamente o mesmo!

      Quer ver que o Jonas vai ficar caladinho, pianinho?

      kkkkk

      Aqui é diversão garantida mesmo viu!

      Responder
      1. Jonas

        Amigão, você faz isso com frequência, é quase todo post. No seu caso é carência mesmo, quer q as pessoas do blog se envolvam na discussão. Acho que todo mundo já percebeu.

        Não acho certo o Paulo ou qualquer um fazer isso, mas repito, eles fazem quase nunca, já você…Mas é o que o Sérgio falou, não é o correto a se fazer e pronto. Se eu e outro já te cobraram sobre isso é porque você é extremamente carente, isso é óbvio. Nesse caso o Paulo resgatou uma discussão da outra pauta, já que o Dalcim atualizou. Ainda assim não acho correto. Mas VOCÊ vir cobrar algo é piada né? Comece tentando fazer o mínimo que o blogueiro pede como não xingar. Faria bem a você parar com a paranoia dos fakes tb.

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Deve ter tido algumas sacanagens tuas que ficaram sem respostas mesmo.

          Mas eu só fui depois de muito tarde. Foi isso.

          Jamais me furtei de te responder como merece, e você sabe muito bem.

          Responder
  5. GUILHERME MARTINS DE SOUZA

    Que postagem maravilhosa! Uma aula. Mto obrigado, Dalcim!

    Mas fiquei com uma dúvida: qual o papel dos brasileiros nesse momento? Koch, Maria Bueno, Mandarino…nenhum brasileiro teve relevância na profissionalização?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Obrigado, Guilherme. Os brasileiros na verdade foram mais vítimas… rsrs… Maria Esther teve de parar justamente ao final de 1968, Koch também teve muitos problemas físicos mas conseguiu alguns resultados relevantes até 1974, bem superiores aos do Mandarino.

      Responder
  6. Miguel BsB

    Dalcim, me tire uma dúvida, por favor.
    Os Slams, e outros torneios, passaram a se chamar Abertos (Open) a partir da profissionalização e realmente depois que todos jogadores puderam participar? USOpen, AusOpen, Aberto da Itália etc…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, o termo “Open” foi dado para definir a abertura das inscrições aos profissionais (e não aos amadores, como a maioria acredita). Então os torneios passaram a incluir o termo “Open” a partir de 1968, com exceção a Wimbledon, que sempre usou apenas esse nome.

      Responder
  7. Luiz Fernando

    https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/07/23/alckmin-e-denunciado-por-falsidade-eleitoral-corrupcao-passiva-e-lavagem-de-dinheiro.ghtml. Confesso q sempre achei a maioria dos políticos do PSDB íntegros, em especial os de Sampa, mas a cada dia estamos vendo o contrário. Me lembro claramente q na época da reeleição do FHC surgiu um boato q dizia q o próprio, o Mário Covas e o “Serjão” tinham uma grana em paraísos fiscais, o q eu imediatamente atribuí a disputa eleitoral. Estávamos todos embevecidos com os resultados do plano real, por isso a descarada compra de votos da reeleição passou em branco p a maioria das pessoas. Os fatos lamentáveis q aconteceram c o Aécio expuseram as mazelas do partido, e a mais recentemente a cada dia pipocam novas denuncias, novos fatos lamentáveis, o PSDB agora se junta ao PMDB, PT, PP e outros “P”. Infelizmente a palavra “político”, com “p” minúsculo, em nosso país não pode ser associada a nada bom, a nada íntegro, independentemente do partido ao qual pertençam. Triste sina para um país que necessita de homens públicos com H…

    Responder
    1. Vitor Hugo

      Vai me dizer que vc acreditava realmente que só o PT roubava? Colega, aposto contigo que TODOS os partidos estão recheados de corruptos e criminosos. Não importa se é de esquerda, direita ou centro. O mau do Brasil é a ELITE política que permanece intocável, mandando e demandando, usando seu fantoches. Além da ELITE empresarial que BANCA e entra no esquema dos corruptos.
      O Brasil precisa de uma reforma política e judiciária urgente!
      Agora, cadê o FHC pra falar suas abobrinhas de sempre, já que os colegas estão todos sendo investigados? Quando era o pt, ele estava todo dia na mídia!
      Infelizmente o profexo vai bater as botas antes que a PF bata a porta da sua casa.

      É metro de SP, rodoanel… Quanto dinheiro roubado pela organização criminosa AZUL.

      Responder
    2. Paulo Almeida

      Todos os políticos mais cedo ou mais tarde estarão envolvidos em corrupção, mesmo que “apenas” fazendo vista grossa para os crimes de outrem. Não adianta, é o tal do “sistema”.

      Responder
  8. Luiz Fernando

    Dalcim não sei se vc acompanha o Instagram, mas no do Nadal há uma menção a um evento que fará parte da sessão de treinos dele, agendado p amanhã e no vídeo se vê claramente uma quadra dura, na qual aparentemente o evento ocorrerá. Será um indício de ida ao USO???

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não vi essa menção e realmente é estranho, porque há dois dias ele publicou vídeo de treinamento com um juvenil em que estavam no saibro. Mas se for isso, é uma boa notícia, Luiz.

      Responder
  9. Luiz Fernando

    Putz agora estão acusando o Djoko de andar sem máscara, esse pessoal está exagerando, deixa o cara em paz. Qual de nós já não andou sem mascara? Que coisa…

    Responder
          1. João

            Que paranoia fake.
            Se vc fosse tão observador qto se acha ser, perceberia que eu e o Almeida não temos nada a ver. Pois se eu fosse fake dele, em algum momento eu me entregaria.
            Isso quer dizer que vc acha o Almeida tão inteligente a ponto de, primeiro, criar um fake “perfeito”??? E, segundo, por sempre dar um baile de argumentacao e em poucas linhas??
            Sextou, vá lá curtir em vez de ficar me chamando de fake.

    1. Bruno Gama

      Deixem ele transmitir o vírus em paz, ninguém tem nada com isso, se vai matar alguém azar da pessoa, ele não tem culpa de nada, é só uma criança ingênua.

      Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Qual de nós quem cara-pálida ? Ele que saia de Marbella e volte pra Sérvia. Ou então faça como Rafa Nadal. Que está passeando em Palma de Mallorca com seu novo iate de 5 milhões de Euros sem encher o saco de ninguém rs Depois do que aprontou , tem que dar mais exemplo ainda . Assim como Bolsonaro e seus baba ovos estão fazendo rs Até a Ex de Kyrgios criticou rsrsrs Abs!

      Responder
  10. Luis Felipe

    Dalcim, quais são os argumentos para não incluir os profissionais? Eu vejo que ficaria mais caro pros organizadores de torneios, mas isso não poderia ser usado como desculpa abertamente.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que havia vários fatores, Luís Felipe. Em primeiro lugar a intenção de que o esporte continuasse algo apenas por paixão, como sempre quis o Comitê Olímpico Internacional. Depois certamente havia a questão financeira: para pagar os jogadores, os torneios teriam de ter patrocinadores, já que apenas a receita de ingressos seria insuficiente.

      Responder
      1. Luis Felipe

        Nossa, tá certo que a mentalidade era diferente, mas acho esse argumento muito frágil!!! Olha é a mesma coisa de falar para um músico que ele deve fazer shows por paixão e não por dinheiro. Fiz a relação com artistas porque, assim como esportistas, trazem entretenimento mas não algo diretamente de primeira necessidade pra sociedade. (Fácil saber que Federer é o melhor pra mim, né? :)) Difícil alguém aceitar isso! Esse sendo o principal argumento, me surpreende muito que tenha durado tanto.

        Responder
  11. Maurício Luís *

    Vixe, que coisa + confusa… Vou pedir pra DILMA vir aqui explicar. Ainda bem que criaram a ATP, que senão nem dirigentes muito menos torcedores iriam chegar num consenso de quem eram os melhores.

    Responder
    1. Maurício Luís *

      Dizem que “Todo campeão tem sua frustração”. Só pra citar alguns que foram número 1 do mundo, Jimmy Connors , John McEnroe e Pete Sampras nunca venceram Roland Garros; Bjorn Borg nunca foi campeão do US Open; Ivan Lendl, a grande frustração dele foi não ter vencido Wimbledon; Rafael Nadal, ao menos até o momento, tem o mesmo número de títulos da Ponte Preta de Campinas; e até o ROD LAVER, quem diria, parece que tinha sua frustração particular também: nunca conseguiu nada no WCT, que hoje já nem existe, mas na época era um título de peso.

      Responder
      1. Barocos

        Maurício,

        A frustração do Nadal é não ter um Finals sequer (e mais alguns Master 1000). A frustração do Nole é não ter conseguido ainda o ouro nas Olimpíadas, único título importante que ainda não possui. Esta também pode ser a do Federer (tem apenas em duplas e faltam alguns torneios de Master 1000), conjuntamente com a perseguição de dois sujeitos mais novos que teimam em querer alcançar as suas principais marcas (bem, semanas seguidas como nº 1 deve permanecer com ele). As de todos os outros tenistas devem ser ter tido que compartilhar o circuito com os três monstros citados.

        De qualquer maneira, os dados ainda estão rolando. Só saberemos, mesmo, quais são/serão as frustrações dos membros do Big3 depois que estes encerrarem as carreiras. Enquanto há jogo, há esperança.

        Responder
      2. Sérgio Ribeiro

        E logo Rod Laver que queria tanto o profissionalismo , depois dos 31 , um ano apenas depois da ERA OPEN , não venceu mais nenhum SLAM. Criado o Ranking da ATP em 73 , o máximo que o Australiano conseguiu foi um N 3 em 74 . E assim como Nadal , Zero FINALS. Realmente não dá pra entender … Abs!

        Responder
  12. Sandra

    Dalcim , até que ponto vale o investimento dos Masters e dos dois ultimos grand slams sem público ?? Aonde eles vão lucrar? E ainda tendo que pagar cifras milionárias aos jogadores? Na pandemia todos perderam

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Segundo matéria que eu escrevi no TenisBrasil, US Open ainda lucrará algo perto de US$ 50 milhões mesmo sem público. Acredito que Roland Garros consiga uns 15 milhões de euros. Eu acho um bom lucro.

      Responder
        1. Alvaro Armbrust Jr

          Quebraram sim…ô.
          AMEX, Chase, J.P. Morgan, Rolex, Mercedes Benz, Deloitte, IBM, Emirates, BNP Paribas, Lacoste, Peugeot, Mastercard… tá tudo quebrado.
          Que nem o Gaiato, restaurante aqui da esquina.

          Responder

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