A Divina iniciou tênis profissional há quase um século
Por José Nilton Dalcim
20 de julho de 2020 às 21:17

Quem pensa que pagar tenistas para jogar partidas e campeonatos seja algo que surgiu em 1968, talvez se surpreenda ao saber que o tênis profissional já tem 94 anos e seu primeiro século será comemorado em 2026.

O conflito entre esporte amador e profissional é ainda mais antigo e a primeira disputa conhecida entre as duas vertentes data de 1895, quando o rúgbi se dividiu em dois: a liga amadora e a liga profissional. Isso se deu principalmente porque os trabalhadores do Norte da Inglaterra exigiam pagamento em cima do tempo que deixavam de ir às fábricas para treinar e jogar.

O tênis competitivo por sua vez ganhou real projeção depois da Primeira Grande Guerra e despontaram dois nomes: Bill Tilden, o Big Bill, e Suzanne Lenglen. Os dois dominavam a cena no início da década de 1920, com conquistas de peso e portanto popularidade.

Isso chamou a atenção de Charles C. Pyle, um bem sucedido promotor de esportes nos Estados Unidos. Ao perceber o fascínio que Lenglen causava no público – elegante e atlética, acredita-se que tenha vencido 179 partidas consecutivas como amadora -, finalmente convenceu A Divina a se tornar profissional.

O empresário ofereceu a então fabulosa bolsa de US$ 50 mil para que Lenglen disputasse uma série de partidas contra Mary Browne, campeã do Nacional dos EUA (hoje US Open) entre 1912 e 1914, ao longo de quatro meses. Três anos antes, Lenglen havia recusado outra ótima proposta para se tornar profissional. A ideia de Pyle eram duelos contra Helen Wills, mas a excelente norte-americana não aceitou.

Também foram contratados quatro homens para o circuito de Pyle. O mais famoso deles era o campeão olímpico Vinnie Richards, que formou o grupo com Paul Féret, Howard Kinsey e Harvey Snodgras, já que Tilden preferiu se manter amador e só viraria pro em 1930, quando estava com caixa apertado. Com esse grupo, Pyle realizou 40 etapas do seu ‘circuito’ em grandes arenas nos EUA, Canadá e até em Cuba, com público lotando arquibancadas e pagando ingressos. A primeira noite no Madison Square Garden atingiu 13 mil espectadores.

Lenglen jogava simples e duplas mistas, ganhou 33 dos 40 jogos contra Browne – que chegou a ser incentivada com um ‘bônus’ caso tirasse ao menos quatro games da francesa em cada jogo – e a Lenglen ainda tinha direito a um percentual da bilheteria. Assim seu faturamento dobrou para US$ 100 mil.

Apesar do sucesso financeiro, Lenglen não quis continuar e pouco depois assinou contrato com o promotor Charles Cochran para jogar profissionalmente na Inglaterra. Foram apenas sete etapas, mas uma delas chegou a reunir 15 mil pagantes. Suzanne recebeu muitas críticas. Wimbledon retirou seu título de sócia, a Federação Francesa a expulsou e assim jamais disputou a fase internacional de Roland Garros. Ela se defendeu: “Fui campeã por 12 anos no tênis, muita gente ganhou fortunas com meus jogos e eu nunca levei nada”.

Lenglen se retirou das quadras em seguida, pediu perdão e tentou reverter para a condição amadora em 1932, mas a Federação Francesa bateu o pé. Escreveu vários livros, teve sua própria escola até falecer de anemia crônica, a mesma doença de seu pai, ainda aos 39 anos.

Expulsão e sucesso
O tênis profissional causou uma grande divisão no circuito. O Comitê Olímpico Internacional tirou a modalidade dos Jogos a partir de 1928 e a Federação Internacional decidiu que os Grand Slam só poderiam ser disputados por amadores.

A semente no entanto estava plantada e a partir da década de 1930 tornou-se comum que os tenistas tentassem uma carreira de destaque no tênis amador, principalmente nos Slam, e chamar a atenção dos promotores. Foi exatamente o caminho seguido por Fred Perry, que se profissionalizou após o bi em Wimbledon, em 1936.

Além dos duelos diretos, que era o formato mais comum, torneios começaram a ser disputados entre os contratados. Os mais famosos eram o US Pro (surgido em 1927), o French Pro (1930) e Wembley (1934).

Um grande salto aconteceria em 1950, quando Jack Kramer criou seu próprio circuito – ele também jogava em alto nível – e conseguiu trazer para seu lado nomes de peso como Bobby Riggs, Pancho Segura e Ken Rosewall. Primeira negra a ganhar um Slam, Althea Gibson se renderia ao tênis profissional em 1958.

É razoável dizer que o circuito de Kramer teve grande responsabilidade pelo surgimento da chamada ‘Era Aberta’, ou seja, quando finalmente o circuito regular voltou a ser permitido aos profissionais.

Bem organizado e rentável, as exibições de Kramer ‘roubavam’ cada vez mais os grandes tenistas e os tirava dos Slam, como foi o caso especialíssimo de Rod Laver, o campeão de todos os grandes torneios em 1962 e que foi contratado a peso de ouro para jogar partidas e torneios nos EUA. Só em seu primeiro ano de pro, Laver embolsou US$ 60 mil.

Cinco anos depois, a coisa explodiu. Mas isso fica para o próximo post.


Comentários
  1. Paulo Almeida

    Somando-se a declaração do Dusan Vemic sobre a incrível rapidez de pensamento do Djokovic com os 19 erros não-forçados do Federer contra um do sérvio nos últimos seis tie-breaks entre os dois, conclui-se mais uma vez quem é mais tenista, mais jogador, mais completo ou qualquer outro adjetivo nesse sentido.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Novamente falou e não disse rigorosamente nada , caríssimo Piloto, digo P. Almeida. É óbvio que o Sérvio pensa ultra rápido rs Podemos pegar como exemplo a FINAL de Wimbledon. “ Estou tomando WiNNERS de tudo quanto é lado . Como fazer pra não passar vergonha e ainda vencer ? . Vou empurrar o que posso para os tie -breaks. O Coroa arrisca demais , assim tenho alguma chance “ . Não impediu os 94 Winners , mas cometeu bem menos ENFS. O amarelão e covarde , segundo alguns manés , mandou ver sem ter medo de ser feliz. Ao FINAL da partida , sem receber muitos aplausos , Novak se abaixou e comeu grama de novo rs Nenhuma novidade rsrsrs Abs!

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      1. joao

        A primeira frase é desnecessária. Para quê provocar e dizer que o que o outro diz é nada?
        O texto poderia começar a partir de “É óbvio que”.
        Ah, ja sei, o Rodrigo e o proprio Sergio vao se unir e virao falar que minha opiniao de fake nao conta kkkkkkkkk

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        1. Sérgio Ribeiro

          Na boa, parceiro. Não tenho a menor ideia se você é Fake ou não. Mas ficar dando lição de moral aí já é um pouco demais. Acredito que sejas bem grandinho pra aprender a ficar na sua . Abs!

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  2. Oswaldo E. Aranha

    Gostei tanto da matéria que até me entusiasmei em te sugerir, se é que ainda não aconteceu, que repitas o enfoque sobre a nossa Maria Esther. Abraços.

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  3. Barocos

    Dalcim,

    Muito interessante o seu artigo. Esta controvérsia toda em torno de profissionalismo x amador tem as suas origens na visão romântica do Barão de Coubertin sobre os jogos olímpicos gregos. Também não ajudava que no século XIX existisse uma clara distinção social entre aristocratas e cidadãos comuns, principalmente na Inglaterra vitoriana, mas também, em menor parte, no restante da Europa. Bem nascidos não gostavam de competir contra a plebe, já que qualquer derrota para os segundos, poderia pôr em dúvida as presunções dos primeiros quanto as suas condições de superioridade, algo sobre o qual se agarravam de há muito. Ainda, os aristocratas e ricos costumavam ter tanto o tempo quanto o dinheiro para se dedicar à prática desportiva. Coubertin era contra a exclusão de qualquer competidor por critérios associados à classe social, mas acreditava que a profissionalização do esporte, de alguma maneira, maculava os ideais competitivos.

    O mais surpreendente é que esta iniquidade tenha durado tanto tempo e, infelizmente, prejudicado a carreira de um incontável número de atletas em praticamente todas as modalidades esportivas.

    Mais uma vez, os meus sinceros agradecimentos por mais um artigo enriquecedor.

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  4. Luiz Fernando

    Se essa barbaridade se confirmar será um tapa na cara do… mundo: https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2020/07/epoca-negocios-eua-fecham-compra-de-todas-vacinas-contra-covid-19-da-pfizer-e-biontech-em-2020.html. Se um único país adquirir todas as possíveis doses de vacinas disponibilizadas por duas empresas até o final do ano será um erro imensurável de ambas, um escárnio, e a demonstração q essa turma de fato, embora diga o contrário, está apenas privilegiando o maior lucro possível com essas pesquisas…

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    1. Bruno Gama

      Se fossem só as vacinas da Pfizer eu não acharia nenhum absurdo vender todas pro próprio país, mas não entendo porque a empresa alemã resolveu vender tudo pros EUA, deveriam priorizar o povo deles.

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  5. Miguel BsB

    Parabéns Dalcim, mais um excelente post sobre a história do tenis!
    Um lado bom dessa parada do circuito é que te deu mais espaço pra postar sobre estórias, rankings e curiosidades que vc não teria em tempos normais de torneios atrás de torneios…

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  6. Leo Gavio

    Eu não acompanhei muita coisa do Edberg, mas depois de ver esse video https://www.youtube.com/watch?v=gsP-Pnt2hpE onde mostra um compilado de lances contra o Sampras, entendo porque o Dalcim fala tanto dele.

    Realmente, o saque e voleio faz falta no circuito.

    Será que não seria legal ter um circuito paralelo só de quadras rapidas e essas raquetes dessa época.

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    1. José Nilton Dalcim

      Dois dos meus grandes ídolos, Leo. Edberg jogava com duas mãos até os 15 anos e aí foi convencido a mudar. Pena que não trabalhou tão firme para melhorar o forehand, teria feito muito mais.

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      1. Miguel BsB

        Então os dois foram convencidos a mudar de 2 para uma mão, para aperfeiçoar o jogo de saque e voleio…
        Tb não acompanhei muito o Edberg, mas já vi vários jogos dele o youtube, principalmente pra tentar melhorar meu Saque Kick, porque sempre disseram que o dele era um dos melhores e mais venenosos…

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    2. Sérgio Ribeiro

      Finalmente, caríssimo Leo. Quem diria que um dia veria um dos fundadores da Kombi, postar sobre a beleza do Saque -Voleio antes da ridícula padronização. Isso é a prova que o parceiro deveria tirar o Nick dos que postam que o Esporte somente começou após 2008 rs . A variação que a quadra rápida proporcionava não tinha preço. Lembremos que quem acabou com o reinado de Bjorn Borg em Wimbledon, foi exatamente Big Mac. Não tínhamos mesmice de forma alguma . O maior ídolo de Federer foi exatamente Edberg. Daí que como seu treinador , o Suíço pode encurtar os pontos, e aos 38 , fazer uma partida inesquecível contra o maior defensor do Circuito pós padronização. Abs!

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        1. Sérgio Ribeiro

          Depois de assistir o citado link , ainda diz que é um saco , caríssimo L . Fabriciano ? Mas pra quem ficou anos repetindo a ladainha que apesar do piso rápido , achava no YouTube os jogos lentíssimos e chatos , não se tem muito a acrescentar. Em momento algum se tocava que os Equipamentos eram outros. Se e’ que já empunhou uma raquete de Madeira… Abs!

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      1. Sérgio Ribeiro

        E bota espetáculo nisso. Jogadas geniais de ambos os lados, com um piso veloz e Equipamentos melhores. Nada de 850 bolinhas pra definir um único ponto como gostam os maratenistas. Um verdadeiro colírio ! Abs!

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          1. Sérgio Ribeiro

            hum… O Rodrigo tem razão. E não é que o fake lá do TenisBrasil veio dar as graças por aqui. Mas continue porque és até engraçadinho e quem sabe garantes um lugar na Kombi rsrsrs Abs!

  7. Alexandre Maciel

    Nossa, belo post, Dalcim. Muito legal ter um contexto assim pra entender bem o que se passava na época da transição do nosso querido esporte. Grande abraço !

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  8. Evaldo Aparecido Moreira

    E por falar em divina,
    Dalcim,
    Estava vendo os grandes jogos femininos, vi nesse fim de semana, a final de Indian Wells, se não me engano, entre K.Clisjter x J.Henin, que final, como jogava a belga, que forehand, e a Henin não fica atrás, bem que ela (Henin) poderia voltar mestre, como ela usava bem os slice, as variações na partida, e olhe que ela estava na frente, mas Kim surpreendeu e que virada espetacular.

    Vi também o destempero da Serena nas semi-finais no US Open, me corrija se eu estiver errado, contra a Kim Clisjter, em que a juiza marcou algo, e aI VIROU uma discussão sem fim, mas a belga muito superior no jogo.

    E por último, me responda por favor Dalcim: se Henin e Clisjter tivessem continuado as suas carreiras, sem interupções, você acha Serena Williams teria esse tanto de Slam?. Eu particularmente tenho as minhas dúvidas, kkkkkkkkkk, mas Serena é grande jogadora e tem as suas qualidades, isso é fato.

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    1. José Nilton Dalcim

      É bem provável que as belgas tirassem alguns Slam de Serena, Evaldo, exceto na grama, onde a norte-americana sempre foi muito superior. Clijsters tem sido muito elogiada por suas atuações no WTT dos últimos dias!

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    2. Thiago Silva

      A Henin tentou voltar, chegou a final do AO em 2010 e perdeu pra Serena, alguns meses depois ela sofreu uma lesão gravíssima no cotovelo e aposentou de vez em 2011.

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      1. Evaldo Aparecido Moreira

        Bom dia,
        Uma pena Thiago, ela ter tido essa lesão, Henin jogava demais, vi vários jogos dela, as de hoje, nenhuma de momento chega tão perto, a mais próxima, não sei se você concorda, a russa Daria Kasakina, joga demais e tem muitas variações, falta consistência fisica principalmente, mas é jovem, e pode crescer ainda no circuito.

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        1. Miguel BsB

          Para mim, das jogadoras atuais, a que mais se aproxima do estilo da Henin em técnica e variação, e até no porte físico diminuto, é a Barty.
          Tb sou muito fã da belga!

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  9. Evaldo Aparecido Moreira

    Boa tarde, Dalcim e companhia,

    Há tempos queria saber quem era Suzanne Lenglen, e vendo essa história passei a admira-la mais ainda, o texto por si só já uma dádiva Dalcim, muito obrigado por prestigiar mais essa história dessa grande campeã, além demais detalhes do tenis antigo.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não vejo ainda risco de cancelamento dos torneios em Nova York, Luiz. A cidade teve domingo e ontem o menor número de infectados em quatro meses (média de 2.400 casos registrados por dia desde o começo de julho). As mortes desabaram (média agora de julho é de 16 por dia). A situação lá é muito diferente de outros estados norte-americanos, felizmente.

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      1. Luiz Fernando

        Tomara Dalcim, mas sinceramente vejo o torneio hj, mesmo após a manifestação da USTA, mais ameaçado, em especial pela possibilidade de boicote de alguns dos principais jogadores…

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  10. Marcelo

    Poxa, que bonito. Pode trazer mais, que tenho certeza vamos consumir o conteúdo. O momento atual do tênis (descontando 2020 e a pandemia) coroa a bonita trajetória do tênis, um dos esportes mais bem organizados dos últimos 50 anos (na minha opinião). Interessante notar que além de contar o nascimento do circuito sob a perspectiva do tenista, você também expõe e não sei se de forma consciente ou não, como o “Cartolismo” se inseriu nesse esporte. Essa caixa de pandora na forma de associações rege a administração de qualquer esporte hoje em dia, promovendo e sendo promovida pela imagem do atleta.

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    1. Luiz Fabriciano

      Marcelo, o que você chama de “Caixa de Pandora”, que também concordo, é na verdade, o pagamento que a grande maioria faz, pelo empreendedorismo que a minoria impõe nos mais diversos seguimentos, sejam esportivos ou não.
      A FIFA é uma das instituições mais ricas do planeta, por organizar um evento “às custas” do talento de muitos atletas, que por sua vez, são apenas talentosos dentro dos seus respectivos campos, mas sem habilidade alguma, tanto organizacional quanto empresarial.

      Responder
      1. Marcelo

        Luis, o que você mencionou eu chamaria (e não de uma forma muito correta), de “gestão esportiva”. Não queria dizer abertamente, mas quando falo em “caixa de pandora”, quero dizer sobre o uso do esporte para fins espúrios (sonegação, lavagem, sugando as associações e não prestando contas). ; – )

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  11. Emílio Dias

    Nossa…acho que depois o pessoal viu a besteira que vez.
    Rod Laver podia ter uns 25 GS, por exemplo, mas por conta dessa frescura de profissional e amador, o cara teve que parar de jogar GS.

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  12. Mauricio Luís *

    Nossa, gostei demais. O pessoal pensa que as coisas já nasceram prontas, magicamente, como se tudo sempre tivesse sido assim. A Billie Jean King é outro exemplo de luta pelos direitos das mulheres.
    E não devia ser fácil jogar com aquelas raquetes de madeira pesadas. Era tudo + difícil.
    A Maria Esther Bueno, por ex, foi tri em Wimbledon, e não tinha nada desse rio de dinheiro de hoje. Ficou famosa, mas até onde eu sei, rica não.

    ******* … Jardim da infância******
    Quando o Nadal viu esses vídeos, virou-se pra sogra:
    – Quando a Suzanne Lenglen foi campeã, em qual Jardim da Infância a senhora estava matriculada?
    Levou uma bolsada na cabeça.

    Responder
  13. Paulo Almeida

    Assim como no esporte, a rivalidade também está presente em vários outros segmentos, como na música. Os fãs de rock, por exemplo, gostam de comparar bandas e até mesmo formações diferentes da mesma banda. Citarei algumas rivalidades que gosto de debater de tempos em tempos:

    – Led Zeppelin X Deep Purple;
    – Black Sabbath com Ozzy X Black Sabbath com Dio;
    – Judas Priest X Iron Maiden;
    – Metallica X Megadeth;
    – Joe Satriani X Steve Vai;
    – Pink Floyd X Yes;
    – Genesis X Marillion;
    – Rush X Dream Theater.

    Quem quiser pode ficar à vontade para citar outras, até mesmo Guns N’ Roses X Bon Jovi, rs.

    Responder
    1. Miguel BsB

      – Led Zeppelin
      – Black Sabbath com Ozzy
      – Iron Maiden;
      – Metallica X Megadeth; empate
      – Joe Satriani
      – Pink Floyd
      – Genesis
      – Rush
      – Guns

      Responder
        1. Miguel BsB

          Rs… respondi na lata e sem rodeios na minha escolha pessoal entre as bandas.
          Mas, na verdade, sou fã da maioria delas aí listadas…

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      1. Sérgio Ribeiro

        Isso sem esquecer que o The Who afirmava que além do Led , os Beatles não tocavam Rock. Pra desespero deles Abbey Road depois de 50 anos , voltou a TOP 1 das paradas Inglesas , caro Alexandre. Covenhamos que é algo inigualável. Abs!

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        1. Rafael Azevedo

          Sergio Ribeiro, eu tenho uma dúvida há muito tempo…
          Esse seu conhecimento histórico sobre tudo (tênis, futebol, bandas, política etc.) vem tudo da memória, mesmo, ou tem a ajuda do Goolge (nem que seja só para confirmar, hehe)?
          Impressionante, a quantidade de fatos históricos que você menciona nesse blog!

          Responder
          1. Sérgio Ribeiro

            Que tal o amigo fazer a mesma pergunta para José Nilton Dalcim , caro Rafael ? Posso afirmar que ambos somos contemporâneos , e não tem nada que eu poste que ele não saiba. Nossa diferença é apenas que moro no Praia ( Cabo Frio ) , e corro 100 Km por semana. Na pandemia estou utilizando elípticos rsrsrs Abs!

          2. José Nilton Dalcim

            Sérgio tem ótima memória e certamente ajuda muito. Obviamente que eu muitas vezes tenho de pesquisar para dar uma resposta bem embasada, quando me questionam as coisas.

  14. Vitor Hugo

    Jonas, uma curiosidade: Vc disse no post anterior que muitos militares ainda apoiam o Bolsonaro, o que eu creio que é fato.
    Mas vc deve ter colegas de farda que não apoiam ele, um número até considerável, ou não?

    Abs

    Responder
    1. Jonas

      Há colegas que não o apoiam mais, inclusive no meu setor. Nem tanto pelo possível envolvimento com corrupção (que é o principal ponto de decepção pra mim), mas em virtude do descaso com a Covid. Posso dizer ainda que, em Abril, quando ocorreu a demissão do Moro, muitos militares criticaram o Presidente, alguns até postaram no facebook, oq gerou uma discussão enorme.

      Agora, em relação à maioria, infelizmente, não estão dispostos a ouvir verdades. Se eu falar algo sou taxado de petista, traidor e por aí vai. Só que essa é uma situação geral do país, a divisão é enorme. Não vejo esse cenário mudando tanto em dois anos…abs.

      Responder
        1. Miguel BsB

          Jonas, nada contra os militares, pelo contrário! Sempre defendi que as FFAA brasileiras fossem bem equipadas, bem preparadas…um dos meus (muitos) interesses é sobre equipamentos militares, caças, navios, submarinos, guerras etc…
          Só acho que os militares estão se queimando com grande parte da população por esse apoio cego e ostensivo ao Bolsonaro…e, infelizmente, msm os que não o apoiam, como é o seu caso, acabam entrando no balaio…

          Responder
          1. Jonas

            Ah sem dúvida. Ainda que o presidente dê declarações infelizes e de fato faça um governo desastroso, esses colegas continuam o apoiando e acaba sobrando para os que pensam de outra forma. A crítica infelizmente vem de uma minoria.

            O pior é o argumento pífio de muitos como “devemos continuar apoiando senão o PT volta”. O Bolsonaro teve a chance de fazer boas mudanças, mas o que mostrou até agora foi despreparo e descontrole para estar à frente do país.

          2. Vitor Hugo

            Eu também me interesso muito por f
            Caças, porta-aviões, tanques, sistemas anti-misseis e etc Miguel. 👍

        1. Jonas

          Não sei se chega a ser um fenômeno mundial, Marcelo. Mas para o nosso país isso é péssimo e muito triste. É muito difícil falar de política sem ser rotulado. Eu nem falo disso no quartel, mesmo com colegas mais próximos, porque sei que vai gerar briga e um desconforto muito grande no ambiente.

          Responder
          1. MArcelo

            Também não falo nada sobre política na vida social (nem aqui onde em teoria somos anônimos, por conta da polarização), afinal de contas não é possivel dizer para onde isto vai nos levar no futuro e qualquer instabilidade pode nos empurrar para um lado ou outro. Ademais, temos que ver política como sendo um instrumento de estabilidade e união, e não de segregação. Em resumo, se é para tomar partido de algo com o intuito de torcer, vou exercer meu ‘direito de torcer’ na arquibancada ou em frente À TV, e não no noticiário político/econômico.

  15. Rafael Azevedo

    Rapaz…fiz até uma pipoca para ler esse post.
    Isso dava um livro ou uma série da Netflix.
    Valeu, Dalcim.
    Ansioso para os próximos capítulos.

    Responder

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