Os 10 jogos inesquecíveis de Wimbledon
Por José Nilton Dalcim
3 de julho de 2020 às 17:03

O coronavírus impediu que o mais tradicional e importante torneio de tênis do calendário fosse à quadra. Wimbledon teria começado na segunda-feira a 134ª edição de sua história e a 53ª da Era Profissional.

Como homenagem, listei os 10 jogos inesquecíveis da fase aberta, mas não resisti e inclui mais cinco que tiveram importância inquestionável.

Vamos lá:

1. Rafael Nadal v. Roger Federer, 6/4 6/4 6/7(5) 6/7(8) 9/7 – final de 2008
Cinco vezes campeão e pronto para superar a marca de Bjorn Borg, Federer havia vencido Nadal nas finais dos dois anos anteriores. O duelo foi excepcional em qualidade e drama, com direito a duas paradas por chuva, dois match-points perdidos por Nadal no tiebreak do quarto set e disputado quase sem luz algum no game final, às 21h16 locais, após 4h48 de esforço. Merecidamente, ganhou um livro.

2. Bjorn Borg v. John McEnroe, 1/6 7/5 6/3 6/7(16) 8/6 – final de 1980
Jogo que virou filme, colocou em quadra o contraste de estilo e personalidade. O quarto set protagonizou o tiebreak talvez mais icônico da história, com um 18-16 de 22 minutos. Borg, que já havia perdido dois match-points com saque, teve mais cinco chances ao longo do desempate, evitando seis set-points. Por fim, ergueu o quinto troféu consecutivo e virou lenda.

3. Novak Djokovic v. Roger Federer, 7/6(5) 1/6 7/6(4) 4/6 13/12(3) – final de 2019
Mais longa final do torneio, com 4h57, e primeira a usar o tiebreak no 25º game do set final. Os dois faziam a terceira decisão entre si no Club e Federer teve duas chances de ganhar o nono troféu e o 21º Slam quando sacou com 40-15 no 8/7 do quinto set. Djokovic teve reação espetacular e se tornou o primeiro desde 1948 a ganhar Wimbledon com match-points defendidos.

4. Roger Federer v. Andy Roddick, 5/7 7/6(6) 7/6(5) 3/6 16/14 – final de 2009
Jogo cheio de história, foi então a mais longa final de Slam em games (77) e o mais extenso quinto set em games (30). Durou 4h17 e viu Roddick perdeu um único game de serviço, exatamente o último. Na terceira final entre ambos, Federer chegava ao sexto Wimbledon e batia o recorde com o 15º Slam, sendo assistido na arquibancada por Sampras, Borg e Laver. Roddick teve quatro set-points para abrir 2 sets a 0 e mais tarde desperdiçou 15-40 no 8/8.

5. Andre Agassi v. Goran Ivanisevic, 6/7(8) 6/4 6/4 1/6 6/4 – final de 1992
Inesperadamente, Agassi foi ganhar seu primeiro Slam em Wimbledon, torneio que chegou a evitar por três anos seguidos devido à dificuldade que tinha com o piso. Desta vez, no entanto, chegou à final com vitórias sobre Becker e McEnroe. O canhoto croata também era um estreante em decisões de Slam, tendo vencido Lendl, Edberg e Sampras. Exímio sacador, fez 39 aces na final mas não foi o bastante diante da devolução segura de Agassi.

6. Arthur Ashe v. Jimmy Connors, 6/1 6/1 5/7 6/4 – final de 1975
O clima não era nada amistoso. Duas semanas antes, Connors abrira processo de US$ 5 milhões contra Ashe por críticas a sua ausência na Copa Davis. Rebelde de 22 anos, dez a menos que Ashe, entrou em quadra com o uniforme da Davis como provocação. Era favorito absoluto: atual campeão, não perdeu set até a final e havia vencido Ashe nos três jogos anteriores, todos também finais. Ashe no entanto inovou, abusou de efeitos e curtinhas para se transformar no primeiro homem negro a ganhar Wimbledon.

7. Jimmy Connors v. John McEnroe, 3/6 6/3 6/7(2) 7/6(5) 6/4 – final de 1982
Foi uma edição com muita chuva e acúmulo de jogo nas rodadas decisivas. Connors e McEnroe, que haviam diminuído a rivalidade entre si, eram os dois principais cabeças de chave. Mac era o atual campeão, mas Jimbo vinha do título em Queen’s justamente em cima deles. Em duelo de 4h14, então o mais longo da história do torneio, recuperou o título conquistado oito anos antes e recuperou-se da frustração das derrotas nas finais de 1975, 77 e 78. Fato curioso, cada tenista marcou 173 pontos no jogo.

8. Roger Federer v. Pete Sampras, 7/6(7) 5/7 6/4 6/7(2) 7/5 – oitavas de 2001
Foi o único duelo entre os dois, considerados os maiores campeões sobre a grama da Era Profissional. Suíço tinha então 19 anos e ainda era uma promessa. Enfrentou o dono de sete Wimbledon e 13 Slam, que sonhava com o quinto consecutivo para igualar Borg. A partida foi equilibradíssima do primeiro ao último game, com os dois praticando genuíno saque-voleio, e Federer surpreendeu também pela frieza nos pontos decisivos.

9. Goran Ivanisevic v. Patrick Rafter, 6/3 3/6 6/3 2/6 9/7 – final de 2001
O mau tempo mudou a decisão masculina para a segunda-feira e aí tudo foi diferente em Wimbledon. Cerca de 10 mil ingressos foram vendidos na hora, formando-se filas quilométricas, e o público levou bandeiras à arquibancada. Ivanisevic fazia sua quarta final, mas vinha de sucessão de contusões e queda no ranking. Por isso, precisou de convite para entrar na chave. Na semi, venceu o herói da casa Henman também em cinco sets e não se abalou ao perder três match-points no quinto set.

10. John Isner v. Nicolas Mahut, 6/4 3/6 6/7(7) 7/6(3) 70/68 – 1ª rodada de 2010
Tecnicamente, não empolgou. Porém, os recordes ficarão eternos: 11h05 de duração, 138 games num quinto set de 8 horas, 215 aces e 980 pontos disputados. Apenas três serviços foram quebrados. O jogo levou três dias para se completar, com adiamento de 59/59 no segundo dia.

Menções necessárias:

Pete Sampras v. Patrick Rafter, 6/7(10) 7/6(5) 6/4 6/2, na final de 2000. Mesmo com dor nas costas e tendinite no tornozelo direito, Sampras chegou ao histórico sétimo troféu e ao 13º Slam. Rafter liderou tiebreak do segundo set por 4-1.

Roger Federer v. Marin Cilic, 6/3 6/1 6/4, na final de 2017. Sem perder set, Federer isolou-se de Sampras e Renshaw ao somar o oitavo troféu em Wimbledon e aumentar para 19 os troféus de Slam

Boris Becker v. Kevin Curren, 6/3 6/7(4) 7/6(3) 6/4, final de 1985. Então 20º do mundo, Becker se tornou o mais jovem campeão de Wimbledon aos 17 anos e 227 dias e primeiro não cabeça de chave.

Andy Murray v. Novak Djokovic, 6/4 7/5 6/4, na final de 2013. Derrotado na final anterior, escocês carregava sonho de dar um título masculino em Wimbledon ao tênis britânico depois de 77 anos. Nas quartas, estava dois sets atrás contra Verdasco e virou.

John McEnroe v. Tom Gullikson, 7/6 7/5 6/3, na 1ª rodada de 1981. O eventual campeão disparou contra o juiz a frase mais icônica do tênis, seu famoso “You cannot be serius”. A fúria lhe rendeu multa de 1.500 dólares. Apesar do título de 1981, Big Mac não recebeu o título honorário do Club – que só seria dado em 1982 – porque se recusou a ir ao jantar dos campeões.


Comentários
  1. Rodrigues

    Dalcim

    Voce esqueceu a primeira vitória do Guga em Roland Garros, ou a vitoria do Master series em Portugal. Qualquer uma delas, ou as duas, devem ser consideradas excepcionais, principalmente pelo fato de que ninguém o conhecia e era vindo de um País totalmente sem tradição no tênis (ainda não tem). Além do que, a vitória em Portugal foi épica, num dos melhores jogos que já assisti, além do fato de ter derrotado Sampras na semi final.

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  2. Rodrigo S. Cruz

    O Panatta apenas ratificou o que eu venho dizendo aqui há um bom tempo.

    Obrigado, Panatta!

    Eu sei que os nolistas da ala xiita se ressentem profundamente do fato, porém:

    ao final da carreira de ambos, o Federer deverá bem pouco pro Djoko em matéria de resultados (números).

    Também alguns recordes do suíço irão perdurar:

    o de 237 semanas consecutivas como líder (este por certo), e talvez aquele pertencente ao Connors…

    Todavia, o sérvio vai ficar devendo pro suíço até a PISCINA VELHA que ele usava de paredão em Belgrado, em matéria de:

    talento, habilidade, carisma e principalmente estética de jogo.

    kkkkkk

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    1. R.P.

      “Não me interessam estatísticas a favor de Djokovic” até me lembra um sujeito que chama um vírus letal e altamente contagioso de “gripezinha” pq as estatísticas tbm não lhe interessam, ou nada lhe significam. Quem são os xiitas mesmo?

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  3. Luiz Fernando

    Pouco abaixo a mesma ladainha de sempre: se Federer vence com a idade q tem é um gênio, se perde é pq está velho. Será q ele joga obrigado? Não, joga por receio dos outros superarem suas marcas…

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  4. DANILO AFONSO

    Nobres, vocês não acham que seria menos impactante e de menor relevância na história o jogo da final de Wimbledon 2008 se FEDERER tivesse sido campeão, mesmo mantendo boa parte do “enredo” do duelo (dramaticidade, duração do jogo e paralisações) ?

    Eu entendo que a vitória do Nadal naquele momento era mais interessante e “vendável”, pois o espanhol tinha perdido as duas últimas finais para o suíço, teve que se superar e adaptar seu jogo para vencer fora do seu “habitat” e parecia que perderia novamente quando deixou escapar os dois match point no 4º set.

    Acredito que devido Federer já ter vencido as finais de 2006 e 2007 em cima do Nadal, se tivesse conquistado também o título de 2008, o jogo seria menos marcante na história. Teríamos um repeteco, mais do mesmo.

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  5. Vitor Hugo

    Opiniões diferentes, provocações…. Vamos levar de boa, galera! Vc pode se aborrecer ou dar umas boas risadas. Estou tentando levar pelo lado engraçado. ✌

    Gavião e R.P na presidência do fã clube do Djokovic!

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  6. Mario Cesar

    Boa noite caro Dalcim só jogão hem?Mas no que diz respeito ao que falei para ti,está acontecendo muito embora queria que acontecesse torneio o Rafa já comunicou que não vai a RG muito menos os Estados Unidos,talvez os Masters 1000 no saibro .repito talvez,fazer o que é aceitar!pontuou!mas disse que está com a cabeça que se fosse jogar RG poderia não ir para as quartas independente dos Mas está muito complicado enquanto isto peço a Deus para direcionar estes caça niquel que tenha cabeça no lugar e termine este 2020 e aguarde se possivel o AO um abraço!

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      1. Mário Cesar Rodrigues

        Disse que só vai se sentir segurança total ele é os outros jogadores e disse que pouco público vai gerar insatisfaçãO.Continuando alertou que está preocupado e muito com o que pode acontecer,na Catalunha tem assustado ultimamente é ele não sabe se vai estar 100 por cento mentalmente dizendo que mexe muito com ele essa situação. Abs

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  7. Enoque

    Quase não acredito no critério maluco adotado pela ATP, pontuação será com base nos 22 meses de março de 2019 até dezembro de 2020, pegando apenas 1 resultado para cada torneio. Isto vai determinar a escolha do calendário de cada jogador, como um jogo de xadrez. O Nadal já tem garantido os 2.000 pontos no USO e RG, então não vai se desgastar, participando do USO, que não trará nenhuma possibilidade de aumento nos pontos, só iria se fosse franco favorito para amealhar mais 1 Slam no currículo, um vice ou menos não traria nenhuma vantagem, só desgaste. Nos torneios de saibro já tem garantido toda a pontuação de 2019, então vai jogar apenas os torneios que não ganhou, mais, evidentemente RG, já que é favorito, e se poupar naqueles que já tem a pontuação máxima. Já Djoko deverá participar do USO, onde não foi bem e nos torneios de saibro que não ganhou e evidentemente RG. Basicamente, os torneios que interessam ao Djoko, não interessa pro Nadal e vice versa. Assim, deverão se encontrar muito pouco até o final do ano, RG e mais 1 ou outro. O mesmo critério deverá ser seguido pelos outros integrantes do Top 5. Ninguém vai querer participar de um ATP 500, que já ganhou em 2019, só pelo dinheiro.

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  8. Luiz Fernando

    Vamos a alguns comentários: 1) mudança no cálculo do ranking da ATP: casuísmo, que sem dúvida privilegia os principais nomes em detrimento dos demais, não há como negar. Mas no tênis sempre houve casuísmos, vide o famigerado ranking da grama, que sempre privilegiou alguns em detrimento de outros, só q aqui está tudo certo pois beneficia Federer; 2) campanha mais pífia de um jogador do big3, conforme alguns comentários abaixo: Federer em 2013, ano no qual ganhou o “estupendo” ATPzinho 250 de Halle, em meio a Manelandia, contra fatos não há argumentos; 3) declarações do Panatta: opinião válida de um grande ex-tenista, que tem o mesmíssimo peso de outras q consideram coisas diferentes, como, pex, a do Sampras sobre a entressafra. Se Panatta dissesse q outros seriam os melhores, aqui choveriam trocadilhos com o nome do cara, tipo “Panacca”, mas como vem ao encontro ao q a maioria quer ler, a visão do cara é tratada como inquestionável, mas trata-se simplesmente de uma opinião a mais. O italiano citou q Federer é o maior expoente tecnicamente falando, algo q quase todos concordam, inclusive eu, mas negar o valor SUPERIOR dos números é muita infantilidade e alienação, o montante das grandes conquistas será a baliza no futuro, o suíço hj é o GOAT para a maioria pela conjunção de ambos os critérios, mas nunca custa expor que as carreiras dos 3 ainda estão abertas…

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    1. Vitor Hugo

      A tua capacidade de deturpar as coisas é incrível. Sampras nunca se referiu aos jogadores de 2003 até 2005 como entressafra, apenas disse que não existiam naquela época jogadores do nível de Nadal e Novak, o que é fato.
      Agora chamar Hewwit, Safin e Roddick de bagres é coisa de ignorante que não acompanha o esporte.
      Hewwitt foi o mais jovem jogador a ser líder do ranking e ganhou Wimbledon.
      Roddick ganhou cinco masters, um u.s open e fez três finais em Wimbledon, perdendo para o MELHOR JOGADOR SOBRE A GRAMA DA HISTÓRIA. Liderou o ranking também.
      Safin ganhou Austrália Open e etc. Não preciso nem falar sobre o russo.

      E Nadal, que ganhou slam em cima dos estupendos Kevin Anderson, Berdych, Ferrer, PUERTA, Soderling e etc!?

      E a entressafra de saibrista? Qual o grande SAIBRISTA que Nadal enfrentou, já que Federer, Novak e Murray preferem as hards e grama!?

      Pare de hipocrisia pios vc é no mínimo igual aqueles que tanto crítica aqui. Um cara infantil, patético!

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      1. Sérgio Ribeiro

        Já lembrei a ele trocentas vezes sobre 2013 , e a grave lesão de Federer nas costas. Não existe um simples comentário dele com algo que acrescente. Repete as mesmas coisas de sempre . Dizia que o Suíço deveria se aposentar desde aquela época. Agora só joga com medo de quebrarem seus recordes. Não acrescenta nada e pelo visto despreza o Esporte. Um autêntico mané rs Abs!

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      2. Luiz Fernando

        Meu caro não adianta vc espernear, ele disse claramente q antes de Rafa e Djoko seu ídolo não tinha adversários a altura, negar isso é choro de fanático. Quanto aos adversários de Rafa em algumas finais de GS, esses caras chegaram lá durante a atividade plena de Djoko e Federer, que não chegaram mais longe por perderem antes, Soderling é o maior exemplo, lembra quem ele eliminou na semi de RG 2010 kkkkk??? Quanto a deturpar as coisas, não se esqueça q o Marquinhos que vc conhece bem comemorou a cirurgia de apendicite do Nadal, explorou a exaustão a balela da mononucleose em W2008 depois q o próprio Federer declarou estar recuperado, atribuiu vitórias dos adversários a doping, quem será q deturpa a realidade kkkk???

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  9. Bruno

    ExcelenteDalcim! Parabéns por estares preenchendo com conteúdo de tão grande qualidade esse período sem as grandes competições. Desses últimos 15 anos em que tenho acompanhado o circuito, senti falta na lista daquela vitória recente do Djocko sobre o Nadal em uma semifinal. O sérvio foi campeão depois sobre o Kevin Anderon, mas o grande jogo do torneio foi o que ele fez contra o espanhol mesmo, que estava jogando em altíssimo nível naquela semana e merecia levar o tricampeonato. Torci muito por ele naquele dia e foi difícil me conformar com o resultado, rsrs. Grande abraço!

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  10. Rodrigo S. Cruz

    Especialmente para:

    R. P, Jonas e Léo Gavião:

    Parece que os especialistas em tênis mais uma vez resolveram contrariar os senhores, comod e praxe.

    A opinião abaixo é mais um direto do estômago da CLAQUE djokovista!

    Campeão de Roland Garros em 1976, o italiano Adriano Panatta mais uma vez afirmou que Roger Federer é o maior de todos os tempos. Para ele, mesmo que o suíço perca o recorde de títulos de Grand Slam, isso não mudará o fato de que o tenista da Basileia é o melhor que já competiu nesse esporte.

    “É fácil, Roger Federer é o melhor. Não estou interessado em estatísticas a favor de Novak Djokovic. Eu olho para coisas MAIS COMPLEXAS, como estilo, sentimento, jogo completo. Federer é e sempre será quem joga tênis melhor que os outros”.

    Tá aí, Léo Gavião. Fim de papo.

    Federer é mais tenista mesmo!

    Grato pela preferência… (rs)

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    1. R.P.

      Discordo, sob qualquer perspectiva, que estatística – ou números – seja irrelevante ou inútil. Logo, qualquer argumento ou conclusão construídos com esta premissa têm o mesmo valor que um copo de lágrimas recolhido no tsunami de Wimbledon, serve nem para regar uma semente de feijão… kkkkkk

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    2. Rafael Azevedo

      Eu (ainda) considero o Federer o maior de todos os tempos, mas quando alguém diz: “ele sempre será o melhor”, eu já descarto a opinião. Declarações desse tipo são mergulhadas em paixão e torcida, logo, totalmente parcial e irracional.

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      1. Jonas

        Ele será o maior enquanto sustentar os números, concordo. É muita ingenuidade achar q Federer seria o maior se não fossem os 20 Slams, semanas como n1 etc.

        Está nessa posição por suas conquistas e recordes, que podem vir a ser quebrados até por outros jogadores q não sejam Rafa ou Novak. Imagina o Federer com 12 Slams, Novak e Nadal com 19, 18 cada e uma galera gritando “Roger é o maior” kkkk seria bizarro.

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        1. Rafael Azevedo

          Cada pessoa tem o seu critério.

          Eu entendo quando alguém diz que o Federer é o melhor porque tem o estilo mais “bonito”. Se esse é o critério do cara, beleza! Para outros são os números…Ok, Federer ainda detêm os melhores números!

          Mas, quando alguém diz: “nunca haverá alguém melhor…”, então ele está dizendo que nenhum tenista, do futuro, pode ter um estilo de jogo mais “bonito” (ou ter números melhores). Em outras palavras, ele está dizendo que o Federer é o tenista PERFEITO.

          Perfeição não existe (pelo menos para os humanos)! Claro que alguém pode jogar mais bonito e ter mais títulos do que o suiço, ainda que com baixas probabilidades. Ou seja, na verdade, essa pessoa NÃO QUER que alguém supere o Federer. Esse é um caso de paixão!

          Responder
        1. Rafael Azevedo

          Eu me referi à declaração do italiano, que você citou. Não sei qual a necessidade de falar dos “nolistas” aqui.
          Se algum nolista (famoso ou daqui do blog) falar que “nunca haverá um jogador melhor do que o Djokovic”, então, eu vou ignorar essa declaração, do mesmo jeito.

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    3. Paulo Almeida

      “Não estou interessado em estatísticas a favor de Novak Djokovic.”

      É o típico pombo enxadrista, assim como uns e outros que eu conheço.

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  11. Sérgio Ribeiro

    Impressionante que mesmo com um Post maravilhoso que dá chances a todos de tirar possíveis dúvidas em função de pouco assistirem aos jogos , e tome de lá pra baixo a mesma discussão sobre a teimosia e amareladas do Craque Suíço , principalmente nos pontos importantes. . Mesmo depois de 20 SLAM e 102 ATPs no bolso. Já aos 19 , ele mostrou ao grande Pete Sampras , como se portar exatamente nestes pontos. Não tenho dúvidas que isto deve ter lhe dado a confiança necessária pra atingir o Octacampeonato nesta superfície, e ao menos 5 nos outros SLAM fora do Barro. . Lá o Rei do Saibro o impediu por 4 vezes de possuir mais que uma conquista. Pete não consegui nenhuma Final , mesmo sem a presença de Borg e Nadal. Deve ser porque é também teimoso e covarde rsrsrs. Lembrando que sem o Sueco , Big Mac e Edberg fizeram finais mesmo com Saque -Voleio. Abs!

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Ps. John McEnroe e Stefan Edberg perderam no Quinto Set e de virada por 2 x 3 , para Ivan Lendl e Michael Chang respectivamente. Covardes e Amarelões kkkkkkkkkkk Abs!

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  12. periferia

    Morreu Morricone….
    As trilhas dele eram tão importantes quanto as imagens nos filmes.
    Banda de rock como o Metallica usava sua música na abertura de shows.
    Cena de Era Uma Vez no Oeste:
    Claudia Cardinalle chega na estação de trem….a camera (Leone) colocada em uma grua acompanha a atriz entrando na cidade….em um plano sequência……a cena é acompanhada pela música de Morricone…..uma das coisa mais perfeitas do cinema.

    Abs

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  13. Luiz Fernando

    A atual pandemia nos permite fazermos um paralelo com o mundo do tênis: 1) Soderling teve uma forma grave de mononucleose, como aqueles casos de covid q necessitam entubação etc, q o inviabilizou p continuar a carreira. Embora não seja um jogador espetacular, não há como negar grandes méritos pois em 2 anos seguidos eliminou Nadal e Federer em RG, coisa p poucos; 2) já o suíço teve um caso bem mais ameno, como aqueles q tem covid mas não requerem internação, algo q sem dúvida interferiu em sua pré-temporada, atrapalhou seu desempenho no AO, mas q segundo o próprio em Março de 2008 estava plenamente recuperado, ou seja, isso não interferiu na decisão de W2008, conforme alguns ex-fanáticos postaram abaixo, vencida por Rafa por uma única razão: FOI SUPERIOR NA PARTIDA…

    Responder
    1. Miguel BsB

      Fico feliz e aliviado de ler o posicionamento do médico que examinou, diagnosticou, tratou e acompanhou o Roger Federer…
      Aqui, a diversão é garantida! quá,quá,quá (risada modo irônico ativada).

      Responder
      1. Luiz Fernando

        Também dei muitas risadas com sua abalizada opinião sobre a mononucleose do Federer num dos outros posts. A julgar pelo ranking das partidas do Dalcim ele também kkk…

        Responder
  14. Vitor Hugo

    Uma coisa é fato, em 2006 Nadal era muito mais perigoso no saibro e mais jogador na grama, os resultados provam.
    A comparação com o Nadal versão 2015, melhor ano na carreira de Novak, o espanhol teve várias lesões e não venceu nenhum torneio expressivo sequer, então era um adversário praticamente nulo para o sérvio, pois não estava nem próximo do nível que ele realmente é..
    Não dá nem pra comparar Rafa 2006 com Rafa 2015.

    Já Roger, jogou um ótimo tênis, mas longe do seu melhor e já com seus 33/34 anos.

    Não estou desmerecendo o ano de Novak, que foi fantástico e um dos melhores anos de um tenista na história, mas não acho que o nível estava melhor em 2015 do que estava em 2006, pelos motivos citados acima. Minha opinião. Fatos.

    Responder
    1. Bruno Gama

      O Nadal jogou bem na grama até 2011, depois disso parece que aquela lesão grave que ele teve em 2012 que o tirou das olimpíadas e de metade da temporada afetou os anos seguintes e ele nunca mais rendeu o que rendia antes no piso.

      Responder
  15. Paulo Sérgio

    Grande Nadal! Por ser o rei do saibro, sempre teve dificuldade na adaptação para Wimbledon, que vem poucas semanas depois de RG. Mesmo assim, está no jogo mais icônico deste torneio, como vencedor. Partida reputada por muita gente séria como a melhor de todos os tempos. Para mim, o melhor jogador de todos os tempos.

    Responder
    1. Rogerio R Silva

      Você tem muitos motivos para achar o Nadal o melhor.
      Ganhou duas vezes Wimbledon, insuperável em Rolanga e os outros Slam também,além da medalha olimpica.
      Embora eu seja federista tenho que admitir este excelente currículo do Nadal.
      Eu não gostava do Connors e do Big Mac por serem briguentos e deselegantes e o Borg me parecia muito frio para um ser humano comum,sempre achei incrível a maneira fria dele.
      O lamento do Lendl em não conseguir Wimbledon me fazia torcer por ele pois se mostrava um humano como nós,se vc me entende.
      Traços este que vc via nas fraquezas do Sampras e Federer em Roland Garros.
      O Nadal tendo sucesso em todos os Slam,nunca quebrar uma raquete,o TOC incurável dele o transforma em um exemplo a ser seguido.
      Como diz o meu filho de 15 anos : “a gente gosta dele no nível pessoal”
      Sou fã dele também.

      Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, na teoria pode dar muito certo. Mas temos de considerar a inexperiência de Ferrer no assunto e na difícil personalidade do alemão.

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      1. Miguel BsB

        Pois é, acho a personalidade do Zverev bem difícil…geração Danoninho, como muitos gostam de dizer.
        Precisamos nos lembrar que ele chegou a ser treinado pelo Ferrero, espanhol com características semelhantes ao Ferrer (garra, dedicação, disciplina), e mais vencedor ainda.
        E foi um fiasco…
        Até o monstro Lendl teve problemas com ele, fora a vergonha que o Becker passou vendo seus pitis na ATP Cup.

        Responder
  16. Gabriel

    Senti falta de Nadal x Djokovic, semifinais de 2018. Mais uma vez, excelentes análises, Dalcim! Gostaria muito de ver dos outros slams também. Abraços!

    Responder
  17. Vitor Hugo

    Espero que a parceria Zverev/Ferrer dê certo. O espanhol pode dar uma pouco de sangue nas veias, garra, vontade de vencer que tanto falta para o alemão.
    Tecnicamente talvez um pouco mais de consistência e paciência nas trocas de bolas.
    É uma parceria que torço muito pra dar certa.

    Responder
  18. Rodrigo S. Cruz

    [R.P.]

    “Vários PROFISSIONAIS já declararam que o maior nível do Djoko supera o melhor Federer, apesar de uma década de resultados dispensar qualquer opinião”.

    E muitos profissionais ainda declaram o oposto, oras…
    Mas pra mim, isso pouco importa.
    Pois tenho plena convicção de que o Federer é mais tenista do que o sérvio.

    Sorry!

    Responder
    1. R.P.

      Melhor ano de Federer: 2006
      Principais oponentes: Baby Nadal; Roddick, Gonzalez, Baghdatis.
      Big titles: 8
      Vitórias sobre top 10: 19 (melhor marca pessoal)

      Melhor ano do Djokogoat: 2015 (melhor temporada de um tenista na era aberta)
      Oponentes: Nadal, Federer, Murray, Wawrinka (só bagre rssss).
      Big Titles: 10 (fez 13 das 14 finais)
      Vitórias sobre top 10: 31 (recorde absoluto da ATP. Detalhe, Djokovic venceu top ten por 20 vezes ou mais na mesma temporada outras 4 vezes).

      Contra a matemática opiniões valem tanto quanto as lágrimas de Wimbledon.

      Responder
      1. Jonas

        Temporada histórica, absurda. De quebra um primeiro semestre excelente em 2016. Essa perfeição toda acabou cobrando seu preço no ano seguinte…

        Responder
        1. R.P.

          FEDERER 2006 (92 – 5) X DJOKOGOAT 2015 (82 – 6)

          TOP TEN 2006
          1. Federer
          2. Nadal
          3. Davydenko
          4. Blake
          5. Ljubicic
          6. Roddick
          7. Robredo
          8. Nalbadian
          9. Ancic
          10. Gonzalez
          Total de Slams acumulados pelo Top Ten ao final de 2006, à exceção do líder do ranking = 3 (2x Nadal e 1x Roddick………. KKKKKKKKKKKKK!)

          Federer x Top Ten: 19 – 4 (82,6%)
          Títulos de Federer sobre Top Ten: 7 de 12 (58,33%):
          Indian Wells (Blake)
          Miami (Ljubicic)
          Wimbledon (Nadal)
          USOpen (Roddick)
          Madrid (Gonzalez)
          Basel (Gonzalez)
          Finals (Blake)

          Big Titles de Federer em 2006: 8 de 12 (66,66%)
          Títulos vencidos sobre o número 2 ou 3: 2 (16,67%)
          Derrotas: Nadal 4X: Dubai (final), Monte Carlo (final), Roma (final), RG (final); e Murray: (Cinccinati, 2ª rodada)
          ***
          TOP TEN 2015
          1. Djokão da Massa
          2. Murray
          3. Federer
          4. Wawrinka
          5. Nadal
          6. Berdych
          7. Ferrer
          8. Nishikori
          9. Gasquet
          10. Tsonga

          Slams acumulados pelo top ten até o final de 2015, à exceção do líder do ranking = 35 (só bagre! kkkkkkk)

          Djoko x Top Ten: 31-5 (86,1% – Recorde)
          Títulos de Djoko sobre o top ten: 11 (100%):

          AO (Murray)
          Indian Wells (Federer)
          Miami (Murray)
          Monte Carlo (Berdych)
          Roma (Federer)
          Wimbledon (Federer)
          USOpen (Federer)
          Beijing (Nadal)
          Shangai (Tsonga)
          Paris (Murray)
          Finals (Federer)

          Total de Big Titles: 10 de 11 (90,1%)
          Títulos vencidos sobre o número 2 ou 3: 7 (63,63%)
          Derrotas: Federer 3X: Dubai (final), Cinccinati (final), Finals (RR); Wawrinka: RG (final); Murray: Montreal (final) e Karlovic: Doha (quartas).
          Bônus: presente nas 13 finais de big titles que disputou; recorde de Masters em uma única temporada; maior pontuação já atingida; maior diferença para o número 2; conquistou títulos sobre Federer em todos os pisos; venceu todas contra Nadal, incluso Monte Carlo e RG.
          ***
          Conclusão: contra a matemática opiniões são como as lágrimas de Wimbledon: podem ser muitas e duradouras, porém incapazes de mudar uma vírgula da realidade dos fatos.

          Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            Concordo.

            Lágrimas não mudam uma vírgula a realidade dos fatos:

            Federer é melhor e pronto.

            Abs.

      2. Gildokson

        Nadal era jogador de basquete em 2006??? Até o próprio Wawrinka que você fez questão de enaltecer pra engrandecer o sérvio, deve ter virado jogador de tênis depois disso neh?

        Responder
      3. Rodrigo S. Cruz

        Se o Nadal era um ” Baby-Nadal”, o suíço hoje seria um “ELDERLY Federer”. kkkkk

        E pode espernear à vontade com essa cantilena de entressafra.

        O ano de 2006 do suíço foi mágico! E muito superior sim ao de 2015 do Djoko.

        Em 2015, o Nadal não jogou bosta nenhuma…

        Responder
      4. Sérgio Ribeiro

        Baby Nadal ? Esse discurso orquestrado do Piloto da Kombi não cola nem entre os integrantes da “ Turbinada “ rs . O Post desmente essa bobagem . De uma olhada no que fez o Baby Federer , aos 19, com o até ’ então “ Rei da Grama “ Pistol Pete Sampras , HeptaCampeao de WIMBLEDON e atual segundo melhor nesta superfície com o dobro de Títulos de Novak. Não reconhecer que o Espanhol era o N 2 do Mundo em 2005 , com direito a SLAM e 4 MASTERS 1000 , sendo DOIS nas Duras é desconstruir a história. Já azucrinanava o N 1 em qualquer superfície. Vai ver que repetindo a exaustão essa bobagem se torna uma realidade kkkkkkkk. Abs!

        Responder
      5. Paulo Almeida

        R.P., não fale da temporada 2006 do Federer.

        Algum tempo atrás eu dei uma boa garimpada nela e uma galerinha aí ficou totalmente desconcertada, kkkkkkkkkk.

        Responder
    2. Leo Gavio

      “Federer é mais tenista”.

      Esse é aquele tipo de afirmação caótica de significado. O que é ser mais tenista?

      Se um vence mais, como dizer que o que perde mais é mais tenista? Em que mundo o pior é o melhor? Já sei, na Fedtard Land.

      Qual o objetivo do tenis? Vencer o oponente utilizando as habilidades adiquiridas e inatas respeitando regras pre-determinadas.
      Se as habilidades do Federer são superadas constantemente nos eventos de maior importancia, como ele é mais tenista?

      Você pode dizer que o estilo dele te encanta mais, que a boquinha murcha dele te excita mais, mas mais tenista é aquele que domina mais.
      Veja como a afirmação ficaria esdruxula se disséssemos: “No saibro Federer é mais tenista que Nadal.” Bizarro.

      Que lixo de afirmação é essa? Não cabe, não funciona. O mesmo vale pra Djokovic vs Federer: O servio é mais tenista que o Federer.

      Na minha opinião o Federer tem um leque maior de habilidades, mas somando todas é, na pratica, tenisticamente inferior (não muito) que o feijão com arroz do sérvio. Quem tiver duvida basta assistir Aopen 2011 Djokovic vs Federer, uma semifinal. Federer com 9 anos a menos do que tem hoje, tinha acabado de vencer o Finals contra Nadal. Foi dizimado em 3 sets.

      O melhor do Djoko contra o melhor do Federer, não tem jeito, Novak Djokovic é mais tenista. Federer pode ser o mais malabarista, o mais elegante, o mais chorão, a boca mais murcha, mas MAIS TENISTA é quem obriga o adversario a dar três tapinhas no braço, assim como no MMA.

      È como dizer que Belfort é mais lutador de MMA que Jon Jones. O sujeito apanha em todas as lutas mas o mais lutador é o que foi dominado. Cem partidas entre o melhor do Djoko e o melhor do Federer é 70% a 30%, Novak é mais tenista. Tem um monte de tenista habilidoso, mais até que o Federer, que nunca ganhou nada, como eu chegaria aqui e diria que o Rios é mais tenista que o Federer?

      Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Gavião,

          Se o Djoko só precisa do feijão com arroz pra ganhar do suíço, como você explica a surra que ele tomou no Finals?

          Então o sérvio jogou o que ali? Feijão com ARROZ DE TERCEIRA? kkkkkkkkkk

          Aceite que dói menos, amigão…

          O Djokovic tem um tênis murcho, sem sal, e todo baseado num físico animalesco.

          Tira só um pouco disso dele, e sobra o que?

          Não sabe dar um smash, não sabe dar um slice, não sabe dar um drop-shot decente, enfim.

          Não tem resultado no mundo que coloca um cara desses como mais tenista do que o Federer.

          E Marcelo Rios foi mais habilidoso do que o Federer em que mundo?

          Será que a “gripezinha” te pegou tão forte assim?

          Vai se tratar com Noval-kina, vai…

          Responder
        2. Sérgio Ribeiro

          Perfeito caríssimo Chatonik , digo Léo rsrsrs . Na boa, me convenceu . Realmente o parceiro e’ um Sábio como diria o Piloto P . Almeida kkkkkkk Abs!

          Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Kkkkk

        Ficou nervosinho, foi Gavião?

        É a minha opinião, cara. Você pode discordar a vontade, mas chamar de lixo é apelação.

        Ainda mais com o teu histórico, né. (rs)

        E se a boca murcha do Federer me excita, o que excita você?

        Aquela LINHA no meio da cara do Djo-Covid-17 que nem de lábio dá pra chamar?

        kkkkk

        Responder
      2. Vitor Hugo

        O sr só esqueceu de dizer, que todas as finais de slam que Novak ganhou de Federer o suíço já estava com mais de 32 longe do auge.

        Responder
      3. Gildokson

        O tempo jogou a favor do Djokovic que um monstro com certeza. Mas vocês do alto da obsessão doentia e ódio que tem do suíço, fazem questão de ignorar isso.
        Como mostra seu comentário cheio de rancor. Isso pq o sérvio ta dominando hein… imagina se fosse como era até o fim dos anos 2000…

        Responder
  19. Rodrigo S. Cruz

    [Paulo F.]

    ” Insípida ou não, é a vitória do Djokovic que foi para a história e é o nome dele que está registrado no quadro verde do salão do AELTCC em 2019.
    E isso é fato, não opinião magoada”.

    Verdade.

    A história a gente não pode apagar.

    O Adria tour que o diga…

    (rs)

    Responder
  20. Vítor Barsotti

    Enfim consegui assistir um jogo de tênis após a parada por conta da pandemia. Que regras bizarras essas do Torneio UTS, hein? rs

    Apesar disso, foi uma partida bem interessante entre Tsitsipas e Moutet. Vinha acompanhando a evolução desse francês desde o ano passado, acho que tem futuro. Quanto ao Tsitsipas, gosto muito do estilo dele mas estou achando seu jogo muito vulnerável. Parece faltar consistência e, apesar de mais uma vitória no tie-break, cabeça também (se o francês não tivesse se estressado tanto no final, sei não…). Chamou-me a atenção também a relação desfuncional com o pai. Enfim, toda a evolução que temos visto no jogo do Thiem parece estar faltando no do grego. Uma pena.

    Responder
  21. Lucas Mendes de Oliveira

    Bom dia Dalcin!
    Salvo o jogo da final de 75, entre o saudoso Arthur Ashe, vítimado pela AIDS, contraída numa transfusão de sangue, e Connors tive o privilégio de ver a todos esse jogos. Nessa lista, os dois que me arrasaram foram as derrotas do Federer. Contra o Nadal, convalescendo de uma Mononucleose, jogando no escuro, acho que a partida deveria ter sido interrompida. No ano passado, estou parado no 40 x 15, com dois match points. Federer deveria usas a tática do Nole, pingando a bolinha 27 vezes antes de sacar num ponto histórico, ou, fazer como o Nadal: desatochar o calção, coçar o nariz, o ombro, o outro ombro e sacar.
    Acho que o Djoko está rindo até agora da cara do Federer.

    Responder
  22. Vitor Hugo

    Federer jogou melhor a semi-final contra Nadal do que a final contra Djokovic, na minha opinião. Estava menos pressionado contra Rafa. Sabia que já tinha tomado o domínio contra Nadal fora do saibro.

    R.P se muitos acham que o auge de Novak foi melhor que o auge do Federer, muitos pensam o contrário tbm.
    Pelo que eu tenho visto ultimamente, a maioria esmagadora dos tenistas consideram Federer o MELHOR tenista da história. Mas claro, respeito e concordo que há argumentos para os dois lados

    Tenho a certeza que, se Roger tivesse a idade de Novak e o sérvio a do suíço, Federer teria vencido as finais em Wimbledon 14, 15 e 19 até com mais facilidade que Novak venceu. E se os dois tivessem a mesma idade, Federer teria vantagem no h2h. Minha opinião.

    Escrevi aqui o mesmo que fiz várias vezes, porém de forma respeitosa. Tem um ou outro aí que não aceitam opiniãos contrárias.
    Discorda de mim? Ok. Faça sem ironias ou ofensas.

    Responder
  23. Rafael Azevedo

    Dalcim, belo post sobre as inesquecíveis partidas deste palco tradicional no tênis. Parabéns!
    Você considera Winblendom como o torneio mais importante do tênis profissional, como muitos o fazem? Ter um título em Wimbledon tem mais peso do que ter um título em algum outro Slam, no currículo de um atleta?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, ganhar Wimbledon é o máximo da carreira para a maciça maioria dos tenistas, Rafael, e eles próprios não se cansam de dizer isso. E hoje em dia me parece ainda mais relevante pelo desafio que é jogar bem na grama.

      Responder
  24. Rafael

    Bom dia,

    Como hj tenho que terminar um trabalhinho chatíssimo para amanhã cedo, vou me manifestar agora por medo de não conseguir mais tarde. Gostaria de agradecer primeiramente ao Dalcim, que provavelmente teve de ler todas as minhas postagens para ver se não estavam ofendendo em nada as regras do blog. Em seguida, a todos os colegas que se deram ao trabalho de ler, aos que elogiaram e criticaram.

    Deixo aqui minha homenagem, na pessoa do Dalcim, aos jornalistas de verdade. Mesmo nesse arremedo de pseudo-matéria tive um trabalho muito maior e mais longo do que esperava. Só posso imaginar o processo de receber (ou atribuir) uma pauta, definir (ou seguir) a linha editorial, organizar o trabalho de pesquisa, compilar dados, procurar fontes, checar a confiabilidade, tornar os textos concisos, porém interessantes e informativos, traduzir, ordenar o texto para que faça sentido, escrever com clareza, revisar (só de ler depois que publiquei encontrei mais de uma dúzia de erros que n tinha visto antes de pubicar), manter um certo distanciamento (imparcialidade) mesmo tendo opiniões em que o dedo coça para expressar e fazer disso SUA PROFISSÃO (sem contar outras variantes como entrevistas ao vivo, podcasts, blog, redes sociais, logística, prazos, aspectos comerciais, etc). Deve dar um trabalho do * baralho *, só pra quem é apaixonado pelo que faz mesmo.

    Como falhei em todas essas tarefas e vi como é difícil, só me resta, pela centésima vez, parabenizar você, Dalcim.

    GABI: se já não estou confundindo, sobre a visita de Graf a Seles, foi na wikipedia.en e em fóruns de discussão em inglês. O interessante é que dizem, nos fóruns, que Graf e Seles não se davam, e a visita foi “pra não ficar chato pra mídia”, ainda no hospital em Hamburgo, onde Seles foi atendida logo após o atentado. Depois da visita e de se assegurar que Seles não corria risco de morrer, Graf foi embora e nunca mais manteve qualquer contato social com Seles. O resto das fontes praticamente eu cito nos textos, pena que não deu para publicar fotos, encontrei as capas originais das revistas impressas que citei, um barato.
    VITOR: os haters aos quais me referi foram todos aqueles que visualizei no twitter e no instagram, com mensagens extremamente amargas, passando bem longe das atitudes de Novak e/ou sua família. Os “terroristas do teclado”.

    Responder
    1. Gabi

      Muito obrigada por vir responder antes de encarar mais uma madrugada adentro de trabalho!!
      Pois é, muito difícil julgar as duas… OK, de um lado a rivalidade e as disputas em quadra (não eram amigas) e, do outro, a saúde, a consideração, o afeto.
      Se fosse comigo, eu teria ido de coração visitar e tb ficaria chateada se ela não fosse me visitar…

      Responder
  25. Barocos

    De todas as finais arroladas, só não vi a de Ashw x Connors.

    Sobre o jogo de Federer x Djokovic, a rivalidade entre os dois é tão grande que transpira para o estádio inteiro, para além do estádio, para todos os cantos do planeta onde existam torcedores de qualquer um deles. Um bom termômetro para avaliá-la pode ser inferido pelo rosto e gestos angustiantes da Mirka, esposa do Federer. Não sei bem quando a tensão entre o sérvio e o suiço se tornou tão grande, a ponto de fazer o Roger inclusive errar bolas que muito dificilmente erraria, acho que foi por volta de 2012 ou 2013, quando o sérvio demonstrou definitivamente que era um competidor a ser temido pelo helvético, e se tornou imensa já em Wimbledon 2014. Em finais, e especialmente em finais de Slams, ela é gigantesca.

    São muito poucas as rivalidades entre atletas de competições individuais que atingem este alto grau de tensão, mesmo a entre Djokovic x Nadal, está milhares de Volts mais baixa. As mais próximas, que eu me lembre, foram as entre Senna x Prost, Carl Lewis x Ben Johnson e Mike Tyson x Evander Holyfield. Por sorte, no tênis existem muitos metros e uma rede entre os competidores, ou correríamos o sério risco de ter mais uma batalha esportiva decidida aos socos e com uma possibilidade não desprezível de gerar orelhas mutiladas, como no último caso (aviso aos incautos: hipérbole).

    A final de Wimbledon 2019 não primou exatamente pela técnica, nenhum deles apresentou o melhor dos seus estilos, julgo que muito em função desta alta tensão entre ambos. A capacidade do Djokovic de permanecer no jogo mesmo em “dias ruins” é, simplesmente, impressionante. Acredito que mereça estar entre as melhores justamente pela imensa rivalidade, porque ambos estão entre os três melhores tenistas de todos os tempos e porque cada final entre estes magníficos atletas pode ser, definitivamente, a última.

    As finais de 1980 e 2008 foram excepcionais também (a expressão no rosto do Big Mac já diz tudo), mas a final entre Federer x Nadal é a minha favorita disparada em Wimbledon.

    Parabéns, caríssimo Dalcim, sua lista está excelente e a ordem idem.

    Um grande abraço de cotovelo.

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Por tudo isso que narraste, agora mesmo não tenho a menor dúvida – apesar de já não ter antes – do quão rivais são Federer e Djokovic.
      Teve um comentarista aqui que negou esse fato, atribuindo a isso, a diferença de 6 anos na idade entre ambos.

      Responder
  26. Marcos Castillo

    O que o Connors jogou naquele 4×4 do quarto set na final contra o Ashe é brincadeira, né? Esse vídeo está bem engraçado, acho que o cara que o editou não era muito fã do Connors, não… cada jogada bizarra!
    Porém, só quem empunhou uma Metalplas da vida sabe a injustiça que é comparar jogadores de diferentes épocas… acredito que se qq um do Big 3 jogasse com uma raquete daquelas hoje contra o centésimo do mundo munido de uma raquete moderna, dificilmente ganharia um game…

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      O grande problema de se comparar épocas, se dá principalmente, porque atualmente, munidos de internet e teclados, estamos elucubrando colocar jogadores da Metalplast com uma moderníssima Head Speed PRO na mão e vice-versa, esquecendo que a transição ocorreu de forma bastante lenta e gradual. O grande Roger Federer, do alto de sua maestria foi de adaptar à uma raquete nova depois de bastante tempo.
      As comparações feitas por aqui, na maioria da vezes, é como se quisessem que Fangio pilotasse uma Mc Laren do Hamilton, por exemplo.
      Cada esportista vencedor, está em sua época, com seu estilo e equipamentos próprios.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Então Luiz , acabamos concordando. Anos a fio muita gente reclamando da pouca velocidade desta Final épica de Borg x Big Mac mesmo com a Grama rapidíssima de outrora . Equipamento 2020 na mão do ICEBORG , e veríamos verdadeiros mísseis em quadra. Com raquete de MADEIRA é exigir demais. Abs!

        Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      O Big Mac sempre teve razão Miguel rs . Até hoje não entendo como foi expulso no meio do AOPEN. E graças a ter vencido um na AUSTRÁLIA, seu grande rival Jimmy Connors terminou exatamente com um SLAM a mais que o encardido kkkkkkkk. Abs!

      Responder
  27. Daniel

    É, temos duas finais aí que o Federer tinha plenas condições de ganhar e entregou o outro. E talvez essas chances perdidas podem definir o recorde de GS, quem diria rs. Acho que a maior fraqueza do Federer sempre foi a afobação nos grandes pontos em partidas importantes. De fato ele fica um pouco mais nervoso que seus grandes rivais. Mas eu pelo menos vejo isso como reflexo do estilo de jogo agressivo dele e também do grande repertório de jogadas que ele tem. Enquanto nessas horas ele tem que lidar com qual jogada deve executar e com os maiores riscos de uma bola de ataque, Nadal e Djokovic simplesmente executam o jogo de regularidade que estão acostumados a fazer o tempo inteiro. Logo eu nunca entendi pq o Federer nunca tentou tirar eles da zona de conforto nessas horas, como por exemplo chamá-los para a rede ou simplesmente ficar trocando bolas como eles…

    Responder
    1. Jonas

      Ele já tentou isso Daniel…trocar bola e tentar vencê-los na regularidade não funcionou.

      Acredito que seus fãs ficavam incomodados nos jogos contra o Nadal, quando o suíço levava diversas passadas e continuava insistindo. Eu particularmente não gostava do excessivo uso de slices…é algo que funciona contra o Djoko, enquanto o Nadal fica na zona de conforto.

      Responder
      1. Paulo F.

        Exatamente!
        Os slices do Federer, que os membros da seita tanto cultuam e veneram, na verdade sempre facilitou a vida do Nadal ao invés de atrapalhá-lo.

        Responder
          1. Sérgio Ribeiro

            Teimosia coisa nenhuma , caro Jonas . Desespero é o correto, a meu ver. Aqueles ganchos altíssimos acima de sua linha de cintura obrigava o Suíço a apelar pros Slices excessivamente pra baixar a bolinha , principalmente no Saibro. O mesmo terror acontece com STANIMAL . Este tenta bater com ele lá encima e também não arruma nada. Nas outras superfícies como o Espanhol têm menos tempo de preparação, o Suíço pega na subida com seu Back de uma mão. Novak com seu excepcional Back de duas neutraliza totalmente os golpes do Espanhol fora do Saibro. Mas na terra batida possui 7 x 17 , e STAN 1 x 6 . Ou seja , todos fazem parte da extensa freguesia do Espanhol em seu habitat. Em sua melhor exibição nesta superfície contra Novak ( 4 x 4 no geral ) , o Suíço foi à rede várias vezes, e mandou seu Slices venenosos a vontade em RG 2011. Abs!

        1. Vitor Hugo

          Existe quase uma unanimidade que o slice do Federer é o melhor da história. Na lista do Dalcim está como o melhor golpe da história. Seria o blogueiro um integrante da seita?

          Responder
          1. Paulo F.

            Eu também acho um golpe magnífico dele, meu caro.
            Como quase todos os golpes dele, dotado de biomecânica irretocável e plasticamente belíssimo.
            Mas muitos dos que torcem mais pro Federer do que gostar de tênis propriamente dito, exageram nos atributos que o golpe possui.
            Tanto que minha postagem foi nesse sentido, de que o slice de Federer nao não é esse suprassumo todo e serviu inclusive para facilitar a vida de Nadal.

          2. Paulo R

            o colega nao ta dizendo que o slice é ruim. Todo mundo sabe que é o melhor. Tá dizendo que o nadal sabe o que fazer com ele. Isso nao tira o titulo do federer de melhor slice (porque o fato de Nadal saber como reagir a um do federer nao torna o slice do nadal melhor, entende?).

        2. Miguel BsB

          Pode ser, tanto que ele voltou a ganhar do Nadal quando começou a soltar a esquerda topspin na subida, sem dó e sem medo…
          Mas o slice do Federer é um golpe magistral, rasante, venenoso e quebra a maioria dos adversários. É venerado com razão, ainda mais por nós domingueiros que tentamos fazer algo parecido.

          Responder
          1. Jonas

            Exato. Desde 2017 o Federer tem tido sucesso contra o Nadal adotando essa estratégia. Não só isso, ele de fato melhorou a execução do golpe. Não é uma esquerda pesada como a do Wawrinka, mas acredito que ninguém no mundo executa o bate pronto de back como Federer.

    2. Anderson Nues

      Acho que o problema de Federer contra Nadal sempre foi ser cabeça dura em não tentar um plano B para ganhar do espanhol, porém talvez não tivesse mesmo, o jeito era esperar o espanhol ficar mais lento, e então quando o espanhol ficou mais lento ali ele dominou, e sequer acho que a final de 2008 tava “na mão”, acho que Nadal teve todos os méritos da vitória, na mão, por exemplo, estava a final do US Open 2009, que na época diziam não fazer muita diferença, pois seria inimaginável ter Nadal a um GS de Federer, mas hoje se vê como uma final perdida daquela faz diferença.
      Já em relação a Djokovic o problema é outro, é a covardia do suíço diante do sérvio nos momentos importantes. A coragem que sobra pra Wawrinka diante de Djokovic em jogos importantes falta em uma proporção 10 vezes maior quando nos deparamos com Federer vs Djokovic. Aquela final de Wimbledon 2019 com certeza não foi surpreendente para que já estava calejado no mundo do tênis, e como sempre digo, Djokovic fez de Federer um amarelão, ou seja, o sérvio diminuiu o tamanho de Djokovic.
      Não acho que o estilo de Federer o prejudique nos momentos importantes, o problema vem do mental mesmo.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        O cara mete 94 WINNERS contra o melhor defensor do Circuito e e’ covarde ? Novak em vantagem no Quinto Set e o Suíço foi buscar porque e’ covarde nos pontos importantes ? Onde estão os méritos do Sérvio nisso tudo amigo ? Logo a seguir no FINALS 2019 , Novak lutava pelo N 1 contra Nadal e não viu a cor da bolinha , será porque amarelou ? Ou foi covarde ? Muda o disco , parceiro rs Abs!

        Responder
    3. Thiago Silva

      Em 2008 quem teve as melhores chances de vencer foi o Nadal, inclusive podia ter sido em 4 sets, Nadal teve 5-2 e dois serviços pra fechar o tie-break do quarto set e dois match point. Era pro Federer ter perdido bem antes, ele não ficou a frente do placar e não teve nenhum match point.

      Responder
  28. Marcílio Aguiar

    Prezado Dalcim, mais uma lista irretocável. Pode haver preferências pessoais por um ou por outro jogo, mas na essência esses são inesquecíveis. Sinto-me felizardo por ter assistido muitos deles pela TV. Vou comentar as finais em que me envolvi emocionalmente como torcedor. O mais emblemático para mim foi a final de 1980, porque naquela época eram raros os jogos na TV aberta (somente finais de RG e WB) e Borg era o meu ídolo entre todos os esportistas. Foi uma vitória sofrida e eu vibrei muito. Os mais frustrantes, e não menos sofridos, foram as derrotas de Federer em 2008 e 2019. O mais equilibrado de todos e mais tenso até o último ponto foi a final de 2009. Roddick foi um bravo, jogou o seu melhor tênis, aguentou um quinto set eletrizante saque a saque e não teria sido nenhuma injustiça se ele tivesse vencido. Para mim essa final de 2009 poderia estar em 3º lugar e a de 2019 em 4º, porque, após o Federer desperdiçar os famosos match points era óbvio que o Djoko não “entregaria a rapadura” de jeito nenhum e a sua vitória seria questão de tempo. Por fim, na final de 2001 eu fiquei dividido. Gostava demais do tênis praticado pelo australiano Rafter e também queria ver o croata Ivanisevic campeão na sua última chance, por tudo que ele já tinha jogado na grama sagrada. Esperava que o australiano ainda tivesse outras chances em WB, mas infelizmente se retirou no ano seguinte, uma pena.
    Como estamos sempre querendo lhe arrumar muito trabalho, vão sugestões óbvias de listar os jogos épicos do feminino e também dos outros Majors, já fazendo um lobby para os Jogos de Guga: em RG contra Russel em 2001 e Ferrero em 2000 e no US Open 2001 contra Mirnyi. Saudações.

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      1. Gabi

        Sim, sim, eu vi mas, honestamente, achei muito fraco diante da dimensão e profundidade que foi a operação Entebe!!
        Vc gostou?
        Aliás, das operações do Mossad e na netlifx, tem a série “O espião”, muito boa!! Eu mesma não conhecia a história do Eli Cohen – as informações que ele obteve enquanto espião foram muito úteis para a Guerra dos seis dias!!
        Outros filmes muito interessantes são “Missão no mar vermelho” e “Operação final” (capturar Eichmann, um dos responsáveis pela operação final – de mandar os judeus para os campos de concentração- na Argentina para ser julgado em Israel).

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        1. periferia

          Olá Gabi

          Também não gostei muito do filme do Padilha….apesar dele ter feito Ônibus 174 ( outro sequestro….nacional).
          Achei o filme muito voltado para o psicológico dos sequestradores (2 alemão e 2 palestino).
          Gostei de Operação final…..o filme é bem cru….ele não tem aquela roupagem cinematográfica….é quase um documentário (Eichman é mostrado com toda sua arrogância).
          Na Netflix tem um documentário interessante…O Monstro ao Lado….sobre um metalúrgico de Cleveland….que na realidade foi um nazista chefe de um campo de concentração de extermínio….muito bom….recomendo.

          Fique bem Gabi

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          1. Gabi

            Exatamente!!
            Só uma observação, escrevi errado, é solução final a atrocidade criada pelo Eichman para assassinar os judeus.
            Eu vi esse documentário e tb achei muito bom!!
            Muito obrigada, vc tb, fique muito bem!!

  29. Vitor Hugo

    Ninguém discute o quanto Nadal é superior a Federer no saibro. Apesar da avalanche que é o h2h, no piso, para Rafa, Roger venceu o espanhol em melhor de 5, na final do masters de Hamburgo. Fez ALGUNS jogos razoáveis contra Nadal em RG, mas não suficiente para colocar a Vitória do oponente em perigo.
    Mas, cá entre nós, aquela final de RG, em 2008, foi bizarra. Roger jogou de cabeça baixa, cometeu erros bizarros, arrisco a dizer que foi uma das 5 piores partidas que o suíço jogou em toda sua carreira. Reflexo da mononucleose(teoricamente curada) má preparação e péssimos resultados do começo do ano? Talvez. Assim como menos de um mês depois, na final de Wimbledon, Federer pode ter sentido os reflexos da surra que levou de Nadal em Paris, sem desmerecer a vitoria justa e merecida do espanhol.

    Mas o tempo passou, Ivan L chegou, ajustou alguns detalhes no jogo do suíço e fez com que Roger tirasse a boa diferença que tinha contra Rafa no h2h. O suíço lidera contra Rafael na grama e nas hards. E se não fossem apenas 4 jogos entre eles no piso verde, fosse o mesmo número de jogos na grama como é no saibro, o h2h seria bem diferente.

    Responder
    1. Jonas

      Até concordo contigo, só algumas correções…Federer tem duas vitórias contra Nadal no saibro. Essa vitória em Hamburgo foi em 3 sets, mas o último set foi um atropelo do suíço (6-0). Nadal vinha de 81 jogos invicto no piso. A outra vitória foi em Madrid 2009.

      Ljubicic realmente melhorou muito o jogo do suíço e isso mostra o quanto um técnico é importante. Um exemplo é a parceria entre Djoko e Vadja…olha o quanto Novak caiu de nível após demitir o técnico. Depois de resultados ridículos, Novak teve que engolir o orgulho e retomar a parceria.

      O Moya, a meu ver, também tem feito um trabalho excelente com o Nadal. Mesmo os gênios precisam de ajuda.

      Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Uma pena Wimbledon ser o único torneio de grama em que eles possam colidir…

      Já que o Nadal não joga em Halle.

      Porque na grama, realmente o Federer se queda favorito.

      E se pensarmos nas vezes em que o Nadal caiu de forma precoce em Wimbledon…

      Ou seja, até nisso eu acho que a torcida do Federer deu azar:

      foram muito menos os “Fedal” jogados em Wimbledon do que os jogados em Roland Garros.

      Responder
      1. Vitor Hugo

        Nadal jogou duas vezes Halle, Rodrigo. Perdeu uma para o Brown e outra para o Kolchsriber(ñ sei se é assim que escreve) nas rodadas iniciais, enquanto Federer chegava as finais…

        Responder
      2. Paulo F.

        Sou fã declarado da grama, por ser belo naturalmente e ser o piso original deste esporte.
        Assim sendo, lamento muito que um dos nove torneios M1000 não seja na sagrada relva.

        Responder
  30. Oswaldo E. Aranha

    Rafael, gostei muito das matérias que colocaste, demonstrando tua imparcialidade e altivez; permita-me dar-te um abraço.

    Responder
  31. Vitor Hugo

    Creio que a mononucleose do Federer afetou mais no começo de 2008. Não foi normal, naquele momento, o suíço perder por 3 x 0 de Novak, como aconteceu no Austrália Open. O normal seria o inverso. Tanto é que Roger venceu facilmente Djokovic no u s open do mesmo ano. Como ele contraiu a doença em Dezembro/17, como o Jonas postou, atrapalhou a pré temporada e o começo da temporada em 2018.

    Responder
    1. Jonas

      Então, se realmente afetou, foi bem no início do AO 08. Não me lembro de Federer ter mencionado isso, mas é possível…

      O Djoko venceu a semi por 3 x 0, mas já dava sinais de que ia incomodar o suíço no ano anterior, quando deu bastante trabalho na final do USO 07.

      Responder
        1. Jonas

          Eu concordo que até 2010 Novak era coadjuvante da dupla Vitor. Ele fez um ótimo 2008 sim, inclusive venceu o atp Finals de forma dominante.

          Nos dois anos seguintes ele fez algumas mudanças em seu jogo. Me lembro que ele trocou de raquete (Wilson pra Head) e teve um problema sério no serviço. Até que ponto isso o atrapalhou eu não sei dizer, mas é fato que ele só foi bater de frente com a dupla Fedal a partir de 2011. Djoko chegou a ser chamado de eterno n3 por não ameaçar o domínio da dupla…

          Responder
          1. Vitor Hugo

            Em 2010 ele tirou Federer do jogo e começou a ser o maior rival de Nadal, naquele momento. Tanto é que foi ele que decidiu a maioria dos títulos importantes contra Rafa. 2011 foi o up que faltava pra engrenar como um gigante do esporte.

  32. Rafael

    Post conclusão: (Não havia mais como “responder” a mim mesmo)

    Baseado nas colocações de Juliana Roth, docente da Universidade de Ludwig Maximilian, de Munique

    Existe, informalmente, o que se chama de “Europa do Leste”. Ele nasce na Europa do século 18 e, desde o início, é marcado pela visão a parte oriental do continente como sendo DIFERENTE, ESTRANHA, SINISTRA, ATRASADA. Esses atributos praticamente não mudaram até hoje.
    (…)

    Os pontos em comum (entre as sociedades do leste europeu) são mais recentes, sobretudo a camisa de força do sistema soviético e as consequências políticas e mentais resultantes – uma das quais é a atual xenofobia crescente, que está estreitamente relacionada à época soviética. (ou seja, os povos de lá não toleram uns aos outros (!))

    * Agora o porquê – que não é justificativa, mas para situar tudo que coloquei, do ponto de vista dos “estranhos” (como todos os tenistas que citei):

    Essas sociedades eram isoladas do mundo exterior, com mobilidade extremamente reduzida, quase sem contato com os mundos externos, nem mesmo com os “povos irmãos”. O olhar só estava voltado para dentro e para si mesmo (Sharapova?), os estrangeiros quase não contavam. Mesmo os contatos com estudantes estrangeiros (…) eram banidos. A internacionalidade, no sentido literal do termo, e o “pensar para além do próprio mundinho” eram grandezas desconhecidas.
    ____________________________________________________________________________________

    Bom, já me estendi de forma imperdoável. O que quis passar, nesse pqueno estudo que fiz por conta própria, é que mesmo os que se mudaram crianças para o exterior tiveram a criação e receberam os valores da família. Esse povo tem razões para ser como é, para não se sentir amado, e para buscar isso. Ninguém, no entanto, é obrigado a amá-los. No entanto, americanos (principalmente) e o resto da Europa – principalmente os ingleses) são xenófobos gritantes. No episódio do Brexit, seguiram-se muitas manifestações de ódio a todo tipo de estrangeiros (mesmo os regularizados) no Reino Unido. Um nojo. NOS EUA, nem se fala, é até admitido em um dos textos, por um americano (não que precisasse). Conclusão: Esse povo não sabe como se fazer querer, de um modo geral. E a meca do tênis (pra ficar só no tênis) não abre nenhuma concessão pra acolhê-los. Daí as grandes mágoas de grandes ídolos.

    Grato pela paciência,

    Responder
    1. Heitor

      Muito interessantes as tuas análises.
      Além dos pontos em comum que vc trouxe, trago mais um: exceto pelo Djoko, os outros 4 fugiram para onde? Para se ver livre de toda a opressão que vc expôs, foram para aonde? Se naturalizaram em qual país? Viram saída onde?
      Para os EUA que todo mundo adora criticar mas é para aonde se vai em busca de liberdade, em busca de melhores condições, em busca de valores e de uma vida um pouco mais digna.

      Tb tem coisa ruim, claro.
      Mas as pessoas têm de ser coerentes (não to falando de vc, e sim das pessoas) Se criticam, não deveriam poder pedir abrigo.
      Tb por isso sou a favor da embaixada americana analisar as redes sociais das pessoas que solicitam vistos ou embarcam rumo aos EUA. Tem de ser coerente. Se a pessoa posta coisas contra os EUA, por ex, ou vivas ao comunismo (apoiando governos como Cuba, venezuela e afins), etc, não deveria poder entrar lá!!

      Qdo a situação aperta, é para os EUA que a gente “sonha” em ir.

      Responder
      1. Miguel BsB

        Heitor, já morei nos EUA como estudante, já fui diversas vezes para lá, conheço muito bem o país, o povo e a cultura. Desenvolvi uma espécie de “carinho” pelo país, apesar das muitas críticas e ressalvas que tenho em relação a muita coisa, principalmente das ações do governo, e te digo: se tivesse que sair do Brasil, os EUA não seriam minha primeira opção, nem a segunda nem a terceira…existem países melhores, com melhor qualidade de vida para os residentes e muito menos violência para se morar, entre outras coisas…

        Responder
        1. Heitor

          obrigado pelo teu comentario.
          mas, ainda assim, vc escolheu os EUA na tua “primeira” ida para morar fora…heheheh
          tenho amigos e conhecidos que estao muito bem la e nao voltariam para cá ou imigrariam para outro país. Claro, têm as coisas ruins como em todos os lugares, mas dizem que as vantagens ainda superam as desvantagens.
          Eu, se fosse sair daqui, iria para o Canada.

          Responder
          1. Miguel BsB

            Eu não escolhi, “escolheram” para mim pois tinha 17 anos e fui fazer intercâmbio por lá…
            Veja bem, é um excelente país, mas, como disse, após conhecer outros países tb, tenho a opinião que existem no mínimo uma meia dúzia que proporcionam melhor qualidade de vida.

    2. Marcílio Aguiar

      Prezado Rafael, gostei da sua explanação sobre esses tenistas vindos do leste europeu. Sempre tive simpatia pelos tenistas Tchecos dos anos 1970 e 1980, como Navratilova, Lendl, Madlikova, Mecir, etc e ficava um pouco incomodado quando Martina e Ivan eram chamados de americanos (apesar de terem se naturalizado), sendo que a formação tenística de ambos, se não me engano, era da sua terra natal. Talvez por ser um brasileiro (terceiro mundo), não tinha esse viés de preconceito contra tchecos, húngaros, poloneses, romenos, iugoslavos e etc. No tênis e também nos jogos olímpicos eu ficava feliz em ver atletas dessa região enfrentarem de igual para igual os dominantes norte americanos e europeus ocidentais. Esses povos trazem em sua história muitas lutas por independência e sobrevivência, que talvez lhe propiciem algo mais na hora de enfrentarem as dificuldades. É óbvio que poucos atingiram a capacidade que o Djoko tem de transformar as adversidade em força para conseguir reverter jogos praticamente perdidos contra os grandes rivais. Não é o meu tenista predileto, mas devido a isso o respeito e reconheço-lhe todos os méritos como grande campeão. Saudações.

      Responder
  33. Vitor Hugo

    Prezado Rodrigo,

    Não estou discutindo se o Hamilton é um grande piloto, ou não. Ele é. Mas fica uma dúvida: O fato da Mercedes ter um carro que está muito acima dos outros não faz com que o piloto inglês pareça ser bem melhor do que ele é?
    Será que com o carro da Red Bull ele disputaria título? Abs

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Então…

      É bem verdade que o Hamilton nunca pilotou carros ruins. Nunca!

      E o Schumacher começou a contar com carros dominantes a partir de 1999.

      Ano que ele também só não ganhou devido a um grave acidente em que ele quebrou as pernas…

      Mas o inglês sempre contou com carros de ponta, e com boas chances de vitória.

      Quando ele não teve o melhor carro, teve o segundo melhor… (rs)

      Por isso é que os números dele são tão impressionantes.

      E na Fórmula 1, para alcançar o que Lewis e Schumi alcançaram, só em condições assim.

      Do contrário, ele e o alemão se aposentariam com uns 3 ou 4 títulos, no máximo.

      Como o Vettel é nitidamente inferior ao Lewis, este descontava a diferença de equipamento no braço!

      Já na comparação entre Hamilton e Schumacher é preciso levar em conta o seguinte:

      O alemão sempre se serviu de vantagens internas na Ferrari.

      Algumas até mesmo PROFANAS, um verdadeiro escárnio com o esporte.

      O contrato do Schumi humilhava o segundo piloto, reduzindo-o a uma figura meramente simbólica na equipe…

      Ouso dizer que a Ferrari só não corria com um carro só, porque o regulamento não permitia. (rs)

      Enquanto que o Lewis sempre teve condições internas idênticas, e se destaca por méritos próprios.

      Por isso, eu acho justo colocar o inglês um pouco acima do alemão.

      Embora em termos de pilotagem, eles dois se equiparem.

      E, nesse quesito, abaixo apenas do extraterreno Ayrton Senna.

      Abs.

      Responder
      1. Luiz Fabriciano

        “Ouso dizer que a Ferrari só não corria com um carro só, porque o regulamento não permitia. (rs)”

        E/ou também não seria beneficiado por seu “colega” de equipe. Rsss.

        Responder
    2. Luiz Fernando

      Vou me intrometer: Hamilton é um piloto fantástico, nível dos grandes da F1, não nos esqueçamos que em seu primeiro ano disputou o mundial cabeça a cabeça com Alonso na mesma equipe, e o espanhol também é um p… piloto. Raikonen foi o campeão sendo claramente inferior aos dois, numa questão de justiça divina, pois foi o ano q roubaram os projetos da Ferrari. Mas o fato de ter guiado carros fenomenais na maioria absoluta dos anos da carreira ajudou muito nos resultados…

      Responder
        1. Carlos

          O carro tem peso sempre, Senna tb tinha o melhor carro em sua época, Schumi idem, Hamilton idem. O unico piloto na historia da F1 que ganhou não apenas 1 mas 2 títulos mundiais sem ter o melhor carro foi Nelson Piquet com a Brabham em 1981 e 1983. Tanto que a Brabham jamais venceu o mundial de construtores mesmo quando o piloto foi campeão.

          Responder
  34. Rafael

    O que os seguintes jogadore(a)s tem em comum? 1) Martina Navratilova; 2) Ivan Lendl; 3) Monica Seles; 4) Maria Sharapova; 5) Novak Djokovic

    1) Martina Navratilova: Nascida na Checoslováquia e naturalizada norte-americana. Em Maio de 2006, ano em que completou 50 anos, em uma entrevista ao The Guardian, com o título “Eles me destruíram”, Martina recebe a seguinte descrição: “Por décadas ela foi a mulher mais vilanizada no mundo do tênis. Ninguém podia negar seu talento – mas ela simplesmente não era suficientemente bonita, magra ou heterossexual. Seguem outros trechos: “Em boa parte de sua carreira, sua relação com os torcedores não foi fácil.” – “Por volta de 1975, depois de ganhar 9 quilos, os jornais zombavam dela, chamando-a de “Great Wide Hope” “- (a esperança branca gorda, trocadilho com “The Great White Hope – A Grande Esperança Branca”, muito utilizado no boxe, por exemplo, quando surge um branco capaz de fazer frente à supremacia negra no esporte). – “Os comentários sobre seu peso foram só o começo de anos nos quais a imprensa e o público encontraram em Martina um alvo conveniente para destilar seus sentimentos sobre a guerra fria, estrangeiros, (…), forçando-a a jogar um jogo muito mais amplo, no qual o objetivo era ganhar a aceitação e admiração do público sem abrir mão do respeito a si mesma. “Eles me destruíram”. Ela aprendeu, devagar e dolorosamente, a “me auto-editar, me censurar”. Em 1981 ela se declarou homossexual, e a homofobia foi incluída no repertório de críticas. Isso custou a ela milhões em patrocínios, e ainda em 1994, ela recebia vaias das arquibancadas. “CHRIS EVERT nunca teve que passar por isso”, ela diz. Evert é descrita como a magrinha, loira, Americana típica.

    (Cont.)

    Responder
    1. Rafael

      Ivan Lendl: Nascido na República Checa: Em 1986, Lendl foi campeão do US Open. No mesmo ano, em 15 de setembro, a famosa revista americana “Sports Illustrated” dedicou sua capa inteira a uma foto de Lendl, com a seguinte chamada: “O CAMPEÃO COM QUEM NINGUÉM SE IMPORTA”. Em 15 de setembro de 1987, o Washington Post publicou uma matéria após a final do US Open entre Mats Wilander e Lendl, com o seguinte título: “VENCENDO TORNEIOS, MAS SEM GANHAR O CORAÇÃO DOS FÃS”. (Lembrando que Lendl continuou como No. 1 do mundo após vencer o título). A matéria ainda observa que faltava a Lendl vencer Wimbledon e pontuava: “Vença lá e talvez as pessoas vão finalmente te abraçar”. Outros trechos, ainda sobre aquele US Open e o jogo com Wilander: “Novamente, como tem feito repetidamente em seus jogos no US Open, os fãs torciam para o adversário de Lendl.” Continuando, a matéria indaga o porquê da rejeição ao jogador, apesar de ele, também naturalizado americano, adotar várias das características do american way of life. E segue: “Talvez os norte-americanos sejam XENOFÓBICOS, e não gostem de ver estrangeiros fazendo o que eles fazem MELHOR do que eles.”

      (Continua)

      Responder
      1. Rafael

        3) Monica Seles: nasceu de pais Húngaros e foi criada em uma região da Iugoslávia, atualmente conhecida como a SÉRVIA. Recebeu cidadania Americana em 1994 e Húngara em 2007. Em 1993, já com uma admirável dominância e uma série de títulos conquistados, Seles jogava as quartas de final em um torneio em Hamburgo, quando Gunter parche, um xarope obcecado por Steffi Graf, saiu do meio da multidão que acompanhava o jogo, invadiu a quadra e esfaqueou Seles na região do ombro.

        Embora os ferimentos de Seles tenham levado apenas algumas semanas até a cura, ela não retornou ao tênis de competição por mais de DOIS ANOS. No início, foi especulado que o ataque a ela poderia ter MOTIVAÇÕES POLÍTICAS, já que Seles vinha da Iugoslávia. Seles já havia recebido ameaças de morte em conexão com as Guerras da Iugoslávia. No entanto, essa hipótese foi rapidamente descartada pelas autoridades ALEMÃS, que descreveram seu agressor como um possível perturbado mental.

        O mais incrível é que Parche, seu agressor, passou menos que 6 meses preso preventivamente. No julgamento, ele foi declarado como perturbado psicologicamente, e condenado a 2 anos em LIBERDADE CONDICIONAL (!!!!) e tratamento psicológico.

        Seles jurou nunca mais jogar na Alemanha de novo: “O que as pessoas parecem esquecer é que esse homem me esfaqueou intencionalmente e não recebeu nenhuma pena por isso…”

        Depois desse episódio e de seu retorno, Seles voltou a apresentar um tênis competitivo, mas nunca mais teve a consistência de antes.

        Várias publicações conjecturaram que, não fosse o ataque, Seles tinha potencial para se tornar a maior vencedora de Slams, superando Margareth Court, e que Seles teria se tornado a “maior jogadora de tênis a empunhar uma raquete” – ou seja, a melhor de todos os tempos.

        (Continua)

        Responder
        1. Sérgio Ribeiro

          Permita- me discordar ,caro Rafael. Em TODA a carreira SeIes jamais teve um Serviço a altura para chegar a tanto. Convido o amigo para assistir a menina antes e depois do atentado, no YouTube .As irmãs Willians acabavam com seu jogo entrando na quadra nas devoluções. Até mais que Steffi Graf. 1 x 9 com Vênus e 1 x 4 com Serena . Mas sem dúvida uma excepcional jogadora. Daí a se tornar a melhor a empunhar uma raquete … Abs!

          Responder
        2. Rafael

          4) Maria Sharapova: Russa naturalizada Norte-Americana. Em 1986, a família de Sharapova, os Sharapov, foi obrigada a deixar a cidade de Gomel – hoje pertencente à Bielorússia, após o trágico acidente nuclear de Chernobyl. Um ano depois, vinha ao mundo Maria Sharapova.

          Em 29 de Março de 2016, o New York Post (sempre os americanos) publicou uma matéria intitulada “Porque todos no mundo do tênis ODEIAM Maria Sharapova.

          A matéria relata: “Ela realmente parece não ter quaisquer amigos no circuito” – como confirmado por um treinador físico que trabalhou com uma top-10. – “Ela é muito fria.” Sharapova disse ao Telegraph, em 2013: “Não sou mesmo próxima de muitas jogadoras. Penso que não é porque você esteja no mesmo esporte que isso significa que você tenha de ser amiga de todo mundo.” De fato, a matéria continua, “muitas jogadoras vem o circuito como sendo cada uma por si, ao invés de como uma sororidade (irmandade, fraternidade).

          “Essas garotas estão no circuito desde seus 12, 13, 14 anos – seus anos de formação – e elas continuam viajando nessa mesma bolha (de adolescentes). Elas não tem a exposição necessária para amadurecerem. Elas vivem em um vácuo, então há um certo componente de CIÚMES quando uma delas sobe no ranking.”

          E elas sentem prazer (schadenfreude = sentir satisfação com o infortúnio de outro) quando ela se dá mal.

          A atitude de rainha do gelo de Sharapova pode ser simplesmente bom para seus negócios. Seu agente: “Ela é muito profissional. É um trabalho para ela. Não penso que Maria seja do tipo de pessoa que anunciaria – Ei, esta é minha BFF (melhor amiga para sempre). Ela cuida da sua vida”.

          *Notem que a exposição neste texto é muito mais sobre a atitude defensiva ou indiferente de Sharapova do que sobre preconceitos ou injustiças/dificuldades. Explicarei no último post.

          (Continua)

          Responder
          1. Rafael

            5) Novak Djokovic: sérvio. Não vou falar muito de Djokovic além do que todo mundo já sabe: a infância difícil, os treinamentos em uma piscina como paredão, bombardeiros sobrevoando as casas de sua vizinhança, etc. Pulando para a fase “adulta”, é curioso notar que, enquanto Djokovic era o eterno No. 3, enquanto era o bobo da corte que imitava tenistas e fazia gracinhas, era “peculiar” e, para alguns, o “engraçadinho” (ou aspirante a). Quando começou a vencer consistentemente Rafael Nadal e Roger Federer, a rivalidade adotada pelos americanos (órfãos de campeões depois da passagem de Sampras e Agassi) e europeus – o FeDal, começou a ser notado como uma “pedra no sapato”. Com a consolidação de seu tênis vitorioso, Novak sentiu-se à vontade para finalmente deixar escapar facetas dele que desagradavam a mídia e os torcedores: explosões de raiva, atitudes tidas como grosseiras com boleirinhos, destruição de raquetes, etc. Assim como outros campeões balcânicos, quase nunca tinha a torcida a seu favor, mesmo em jogos com oponentes de menor expressão.

            Não importaram (ou não pareceram importar) as doações milionárias que Novak fez a vários países durante a pandemia. Tampouco sua fundação na Sérvia para educação, alimentação e prática de esportes para crianças. Novak é “o jogador que tem residência em Mônaco e não paga impostos em seu país”, “o fingido”, “o mal-amado”, “o carente”.

            Novak tem uma base considerável de pessoas que o odeiam há anos. E finalmente surgiu a oportunidade para seus haters unirem o útil ao agradável: Novak organizou o fatídico torneio em que quase 10 atletas e/ou assessores e/ou parentes se contaminaram com o vírus. Recebeu as críticas necessárias e pertinentes, afinal errou, mas o que notei, assim como outros aqui também notaram, é que as críticas duraram muito mais e foram muito mais duras que o que seria razoável, passando das ridículas comparações com Bolsonaro até desejos de morte ao sérvio (e não falo apenas da pichação na Croácia, houve outros casos nas redes sociais).

            Daí veio a ideia de fazer essa pesquisa e infestar o blog de posts. Tive várias dúvidas: Por que esse ódio, esse ciúme, essa torcida contra, essas passadas de pano quando as vítimas são dessa etnia? Afinal, o comportamento segue um padrão já histórico. Aliás, li que Graf foi visitar Seles no hospital, ao contrário do que o Dalcim falou, mas não pude comprovar.

            No último post dessa série, mostrarei um pouco do outro lado: porque os balcânicos são desse jeito.

          2. Vitor Hugo

            Olha, Rafael, acho justo chamar de hater quem ODEIA Djokovic. Mas não acho justo chamar de Hater quem não GOSTA das atitudes do sérvio e suas maneiras de pensar.
            Alguns comportamentos do jogador, dentro e fora de quadra, fazem sim com que ele sofra rejeição, e o comportamento do seu pai e mãe acabam TURBINANDO mais ainda.
            Sem querer e nem desmerecer a história dele e família, suas boas atitudes caridosas, sua fé e o gigante do esporte que ele é.

          3. Vitor Hugo

            Também acho um desrespeito comparar Novak a Bolsonaro. O sérvio organizou o torneio com BOAS INTENÇÕES, mas acabou dando tudo errado. Ele pagou e vai pagar pelo erro. Mas pra mim acabou, acho que está sendo um exagero as críticas mesmo.
            Bolsonaro é um sociopata, age por ódio, autoritário, quer enfrentamento e etc. Não parece ter amor no coração.

          4. periferia

            Olá Rafael

            O caso da Sharapova destoa do conjunto da boa matéria.
            Sharapova ganhou mais dinheiro com sua imagem do que com seu jogo (uma prova da sua aceitação).
            O público compra tudo relacionado a ela.
            Por ter uma história de vida muito interessante….afinal pai e filha (então com 6 anos) chegaram na América sem falar inglês e com pouco dinheiro (700 dolares)….a mãe ficou por não ter conseguido visto.
            O pai tendo que trabalhar nos piores empregos para manter o sonho .
            Sendo humilhado e desqualificado quase sempre.
            Isso criou uma casca na moça……ela sempre teve resistência entre seus pares (outras jogadoras) por ser muito competitiva….nunca com os americanos ou outros países ….que reconhecem a conquista do sonho americano por qualquer indivíduo….de qualquer nação.
            E a família Sharapov conquistou isso…..com muito suor….e talento (afinal foi Navratilova que teve um olhar para o talento da menina ).
            Matéria boa

            Abs

          5. Gabi

            Muito interessantes teus comentários!!
            Muito obrigada.

            Tb fiquei estarrecida qdo li o Dalcim dizendo que uma das maiores mágoas da Seles foi a Graffi não ter ido ao hospital…
            Onde vc leu que ela foi?

  35. Paulo F.

    Outra primazia de postagem, mantendo seu altíssimo nível Dalcim.
    Congratulações!
    Pergunto-te se tu não poderias fazer outros três tópicos nos mesmos moldes, sobre os Slams restantes, como uma espécie de “minissérie”, tetralogia?
    Um fraterno abraço e bom fim-de-semana.

    Responder
  36. Renato Zuccari

    Muito bom! Mas iria um pouco além no tempo e colocaria mais 2 partidas, a final de 1974 com a vitória de Connors humilhante sobre Rosewall, que foi um marco, encerrando a era dos australianos e começando o domínio da era Connors/Borg e a partida entre a jovem promessa, que não vingou, Charlie Passarell e o veterano de mais de 40 anos, Pancho Gonzalez, considerados por muitos como o maior tenista da história, mas ele não é lembrado pois praticamente só jogou os profissionais. Ele tem o maior número de títulos profissionais, mais que Laver.

    Responder
    1. Rogerio R Silva

      Renato,bom dia.
      Confesso que nunca tinha lido nada a respeito desse tenista,nunca ouvi o nome dele.
      Pesquisei e realmente tem uma biografia formidável.
      Realmente enriquecedor seu comentário.
      Forte abraço

      Responder
    2. periferia

      Olá Renato.

      Bacana a história de Pancho Gonzalez……dizem que realmente foi grande.
      Tem uma biografia dele onde diz que no fim da vida teve muitas dificuldades financeiras…..inclusive quando morreu…..seu funeral foi pago por André Agassi.

      Abs

      Responder
  37. Luiz Fernando

    A vitória de Rafa em 2008 marcou o início de uma nova era do tênis, a era de uma nova lenda viva do esporte, que venceu uma partida espetacular na qual ambos os jogadores estiveram excepcionais durante todo o jogo. Tão marcante quanto o resultado foi o comportamento da torcida, de início completamente favorável a Federer e ao final quase dividida, basta rever a partida para confirmar. O jg do ano passado entre Federer e Djoko também foi épico, com uma virada incrível do sérvio, q não se abalou com os bobos q levantaram o dedo dizendo q faltava um ponto p o suíço vencer, imagino o q vencer esta partida representou p ele…

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Incrível como dizem o tempo todo que Federer perdeu aquele jogo.
      Mas ninguém releva o fato de Djokovic ter 4×2 no quinto e permitir que o suíço voltasse.

      Responder
      1. Jonas

        Desconsideram os três tiebreaks, o 4-2 no quinto set e também as finais de 2014 e 2015, que foram vitórias bem mais tranquilas do Djokovic.

        Se o tênis se resumisse a maior quantidade de pontos, ou mais winners, não seria um esporte tão espetacular e nem mental.

        Responder
      2. Emílio Dias

        Mas isso é pouco importante, uma vez que Djokovic ganhou, diferente de Federer q em 3 GS já teve match point e em dois com saque, e ainda assim não ganha do sérvio.
        Não adianta justificar, Federer amarelar pra Djokovic e ponto.

        Responder
  38. periferia

    Olá

    Vendo a final do 6° jogo inesquecível feito pelo Dalcim …..entre Arthur Ashe e Jimmy Connors ( final de 1975).
    Impressiona as imagens da partida….quando a câmera pega a platéia …..em nenhum momento se vê outro negro em Wimbledon naquele dia…..impressiona….fica a sensação de que o único negro em Wimbledon era Arthur Ashe.

    Abs

    Responder
  39. Paulo Almeida

    Acabei de assistir a um dos meus primeiros DVD’s, o Rude Awakening do Megadeth.

    Aqueles que gostam de uma banda altamente técnica não irão se arrepender de assistir aos excepcionais solos e duelos de guitarra entre Dave Mustaine e Al Pitrelli, ao talento de Jimmy DeGrasso na bateria e ao sempre competente David Ellefson comandando o baixo.

    O show está disponível no YouTube para os interessados: https://www.youtube.com/watch?v=kqux5Svs7Bg

    E é sempre bom lembrar que Megadeth >>>>> Metallica!

    Responder
    1. Rafael

      Eu costumo usar este espaço para tirar dúvidas para Dalcim, mas ao ler a sua mensagem mudei de ideia…
      Gosto de ambas as bandas (admito que muito mais do Metallica).
      Mas eu gostaria de entender a sua opinião, pois fiquei curioso (rsrsrs!)
      Abraço!

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Rafael, boa parte da resposta já está no comentário anterior.

        Tenho predileção por sons mais técnicos/complexos, embora também valorize alguns dos mais simples. Acontece que no caso do Metallica não consigo engolir as limitações grotescas do Lars Ulrich e do Kirk Hammett. Os músicos talentosos que passaram por lá foram justamente o Dave Mustaine e o falecido Cliff Burton.

        Eu até escuto os três primeiros álbuns de vez em quando, mas o Metallica está longe de pertencer ao rol das minhas bandas prediletas. Talvez no dia em que Hetfield/Hammett fizerem o que Mustaine/Friedman fizeram em Hangar 18 eu mude de idéia, rs.

        Responder
  40. Leo Gavio

    Sem duvida NENHUMA o jogo mais inesquecível é Djokovic vs Federer 2019, o jogo que definiu quem é o GOAT.

    Até aquela final, a vitoria do Nadal em 2008 era imbativel. Mas não sendo injusto, acredito que para a historia do tenis a final de 2008 tenha sido mais importante porque Federer estava amarrando cachorro com linguiça, não tinha adversarios fora do saibro e Nadal deu um show de superação e um gás ao tenis, eu mesmo que acompanhava muito tenis, até a decadência forçada do Guga, parei de assistir por causa do marasmo da entressafra, me lembro que o unico jogo decente que teve naquele periodo foi Safin vs Federer Aopen 2005, o resto era passeio, totalmente um deserto de rivalidades, e realmente a final de 2008 e toda a luta e trabalho arduo do Nadal fizeram a paixão pelo tenis voltar com tudo a partir dali.

    Feito a ressalva historica, é preciso diferenciar “inesquecível” de “relevante”, a final de 2019 foi uma odisseia, como eu disse, o GOAT foi definido ali.

    Quem discorda é apenas arrogante, é inacreditável a quantidade de partidas GRANDES em que Djokovic está na bacia das almas e faz comebacks surreais.

    Se a gente pudesse fazer um paralelo com o Xadrez eu diria que Djokovic é o Magnus Carlsen, Federer é o Karpov e o Nadal é o Kasparov.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Meio certo!

      A final de 2019 até pode ser considerada a melhor partida de todas.

      Porém, com ressalvas… Ela foi maculada pelo resultado final.

      O Djokovic provou naquele dia que até o melhor que ele pode de produzir é opaco…

      O estádio lotado e todo mundo torcendo contra ele. Uma lástima.

      E nem podia ser diferente, né pessoal? Convenhamos…

      O Novak jogou como nunca, correu como nunca, e mesmo assim tomou 94 winners!

      Conseguiu o feito de ganhar ao final tendo sido superado em TODOS os itens menos um:

      Aces – Federer 25|Djokovic 10

      Duplas-faltas – Federer 6 | Djokovic 9

      1° serviço – Federer 63 % | Djokovic 62 %

      % de 1° serviço – Federer 79 % | Djokovic 74 %

      % de 2° serviço – Federer 51 % | Djokovic 47 %

      Pontos na rede – Federer 78 % | Djokovic 63 %

      Chances de quebra – Federer 13| Djokovic 8

      Chances convertidas – Federer 7 | Djokovic 3

      Devolução – Federer 79/219 ou (36% )| Djokovic 64/203 ou (32%) ( cadê o devolvedor imbatível ??? )

      Winners – Federer 94 | Djokovic 54 Massacre da serra elétrica!!

      Unforced errors – Federer 62 | Djokovic 52 (único item do sérvio, e por pouco)

      Total de pontos – Federer 218 | Djokovic 204

      Distância coberta- Federer 5810, 3 m | Djokovic 5623, 5 m

      Distância coberta por ponto – Federer 13, 8 m| Djokovic 13, 3 m

      .
      .

      Santo Deus, que tipo de vitória sem “sazon” é essa? (rs)

      Impossível agradar o público dessa maneira.

      Mas o Léo tem razão em dizer que o “come back” do sérvio fora surreal.

      Tão surreal que contou ainda com duas falhas incríveis do adversário, nos matchpoints salvos.

      Sem as quais, nem as primícias da opacidade tenística sérvia ofuscaria o brilho suíço…

      Portanto, acho que a comparação do Gavião é equivocada.

      O Federer está mais ou menos para o Bobby Fischer no xadrez.

      O Djokovic é quem guarda mais semelhança com Anatoly Karpov, que na definição de um certo enxadrista era:

      ” frio, com nervos de aço, dono de um estilo enigmático, no qual o mais importante era não dar qualquer atividade para o adversário, e que se tornou mais e mais forte depois que virou campeão”.

      Responder
      1. Paulo F.

        Ainda não houve mudanças nas regras do tênis: ganha quem faz mais pontos, games e sets. Não é o vencedor quem faz mais winners.

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          E eu por acaso disse que o sérvio não venceu?

          Apenas destaquei a performance espetacular de um, em contraste com a insipidez da vitória do outro…

          (rs)

          Responder
          1. Paulo F.

            Insípida ou não, é a vitória do Djokovic que foi para a história e é o nome dele que está registrado no quadro verde do salão do AELTCC em 2019.
            E isso é fato, não opinião magoada.

      2. Vitor Hugo

        Novak venceu porque é mentalmente mais forte, frio e segurou os nervos. Simples assim.
        Federer foi superior ao sérvio na maior parte do jogo, mas vacilou no momento de matar a partida. O esporte é assim.
        De qualquer forma, é difícil um jogador dominar tanto uma partida mas não levar. Pena, para NÓS!

        Responder
      3. Luiz Fabriciano

        Para descontrair um pouco Rodrigo, acrescente às suas estatísticas:
        Madeiradas – Federer 1 (no match point); Djokovic 0

        Agora dizer que público apoiava Federer por conta do jogo opaco do sérvio (como sugere), é injustiça. O público já apoiava Federer desde o dia anterior…
        Grande abraço.

        Responder
      4. Sérgio Ribeiro

        Perfeito , Rodrigo . Nem de xadrez o campeonissimo Léo Gavião ( desta vez não matei a quem ele emprestou o Nick rs ) , entende. Obvio que Karpov bate é com Novak rs. Agora os Match-Points foram bem antes. Até o Iceborg perdeu os seus contra o Big Mac . Novak teve o grande mérito de saber apanhar muito e ser letal. Esse jogo faz seu Papai não dormir até hoje. Implora a aposentadoria do Craque Suíço rsrsrs . Abs!

        Responder
      5. ROBERTO GARCIA SCHWARZ

        E o chororô continua… O fanatismo cega… O cara não admite que, nessas horas “impossíveis”, só os melhores se sobressaem. Djoko é, sem dúvidas o melhor. Federer o mais talentoso e Nadal o mais obstinado. Não adianta, no somatório de n critérios, no geral, o Sérvio tem a maior nota. Parem de chorar que já encheu, literalmente. Fiquem satisfeiros por Federer estar entre os três melhores. Mas a caravana passa e, finalmente, podemos consagrar Djoko como o único e verdadeiro GOAT.

        Responder
      6. Gildokson

        Rodrigo por favor não me faça parar de amar o esporte tênis… ao ler esse post eu fico mais revoltado ainda com esse resultado, ao menos essa o Federer merecia ganhar. É esporte de maluco mesmo como diz o Meligeni.

        Responder
      7. R.P.

        Kkkkkkkkkk….

        Até o mais doente federista sabe q Djokão se jogou 70% foi muito. Subiu de nível nos tie e só. Djokão no modo exterminador foi aquele que fez Federer parecer um amador no 2 sets no AO 2016; ou aquele que cometeu 9 erros não forçados contra o Nadal na final do AO2019 (contra o N-A-D-A-L), que vinha voando no torneio.

        É duro admitir que 70% do Djokão vale mais que 95% do suíço, e 3 vezes no mesmo palco!

        Está mais fácil erradicar a covid no Brasil do que secar esse tsunami de lágrimas Wimby 2019.

        Responder
        1. Jonas

          Eu já falei isso aqui, não gostei nada do que apresentou o Djoko. Parecia nervoso, fez um segundo set deplorável e tem que agradecer a essa força mental absurda que possui. Nos tiebreaks realmente foi cirúrgico.

          Em geral, parecia um jogador completamente diferente daquele de 2015.

          Federer esteve afiado, parecia mordido. Essa derrota deve ter sido a mais dolorosa na carreira dele…

          Responder
        2. Rodrigo S. Cruz

          Fanatismo é querer dar ao sérvio um nível que ele não tem, ou nunca teve.

          Pra mim ambos jogaram 100%, e qualquer pessoa com honestidade reconhece isso…

          O Federer foi soberbo na técnica (que é melhor mesmo), e o sérvio soberbo na cabeça. (que é melhor mesmo).

          No fim, a cabeça prevaleceu.

          E o físico, de forma excepcional deu empate…

          Responder
          1. Vitor Hugo

            Os dois jogaram em um % no mesmo nível, com uma desvantagem para Roger pela idade.
            Novak jogou um pouco abaixo nos sets que perdeu assim como Roger jogou abaixo nos que perdeu. Mas no fim foi a cabeça que prevaleceu.
            Até rimou rs

          2. Paulo R

            Mas o que vc tentou enfiar à forceps foi que o Djoko não merecia ter ganho.ou que venceu mas não convenceu.
            Quer vc goste ou não, ganhou!! Ganhou do Federer em Wimbledon.

          3. R.P.

            Em suma “quem pensa diferente de mim não é honesto”…

            Vários PROFISSIONAIS já declararam que o maior nível do Djoko supera o melhor Federer, apesar de uma década de resultados dispensar qualquer opinião.

            P.S.: próxima cartada: “Federer com 29 já estava fora do auge”.

          1. R.P.

            Federer jogou muito melhor a final do que a semi, quando poucas chances teve o Nadal. Os caras querem, na marra, que o discurso deles seja ratificado pelo tempo e pela perda de memória; obviamente Djoko jogou MUITO abaixo do que pode.

      8. Rafael Azevedo

        Então, Federer correu mais do que o Novak nesse jogo (é isso que significa a estatística distância coberta?)?
        Se sim, me parece que, dessa vez, não foi o físico do Djokovic que o fez vencedor, né? Mas, sua precisão (que é uma habilidade técnica) nos pontos chaves.

        Responder
    2. Paulo Almeida

      Djokovic jogou bem abaixo do seu melhor nível e mesmo assim venceu, pois o seu talento absurdo apareceu nos BIG POINTS, ou seja, na hora em que os meninos são separados dos homens.

      Responder
  41. Vitor Hugo

    Dirceu, Lula, Serra, Aécio, Alkmin….. Não existe alguém que seja mais ou menos bandido que o outro, até porque, O BANDIDO ROUBA DE ACORDO COM O TAMANHO DO COFRE.

    Responder
  42. Sérgio Ribeiro

    Não faz assim , meu caro Dalcim . Eu tive a sorte de ter assistido TODAS . Daí eu ter sempre afirmado neste fórum que houve vida antes do BIG 3 . Mas juro que fiquei sempre na dúvida entre as duas primeiras. Até que surgiu a Épica de 2019 . Nunca pensei que você teria coragem de botar duas derrotas do Rei da Grama entre as três melhores rs . Era só escolher a épica entre o Heptacampeão contra o futuro Octacampeão. Sim , Pistol Pete Sampras x Roger Federer. Estaria tudo resolvido rs . E depois ainda afirmam que o amigo torce pelo Craque Suíço. Peço então encarecidamente que faças justiça com o Pop Star ICEBORG x BIG MAC , afinal até o Cinema o fez. Fico no aguardo ou apelei de novo ? rsrsrs ABS !

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Seus argumentos são ótimos, Sérgio. Acho que qualquer um dos três jogos na primeira posição representam muito bem o peso que ganhar Wimbledon tem na história. Todos ricos em dramaticidade também. Mas acho que o duelo de 2008 tem tantos elementos de peso para a época e para a modernidade do tênis que acabei optando por ele. Ainda que meu coração sempre estará com Borg-McEnroe de 1980, que foi a partida que mudou minha vida. Abs!

      Responder
    2. Paulo F.

      Todos sabem que existiu tênis antes do Big-3, mas não houve em nenhum momento da história do tênis uma época tão áurea como a do Big-3.

      Responder
  43. Heitor

    Sobre o caos dos bares no Leblon.
    É o que eu sempre falo. Governo tem culpa? Sim. Mas o brasileiro que não colabora e frequenta daquele jeito aglomerado e usa máscara com nariz para fora é tão culpado quanto.

    Responder
  44. Marcelo Serrão dos Santos de Araujo

    Excelente texto, Dalcim!

    Só uma correção: o último set do jogo 4 teve 30 games, e não 20 como está escrito.

    Parabéns!

    Responder
  45. Emílio Dias

    Djokovic tem que agradecer muito a Federer por ter tirado Wawrinka em 2014 e Murray em 2015, pra dar de bandeja os títulos pra o sérvio, como um perfeito gari, limpando o caminho.
    Mas acho que caberia colocar alguns jogos que não foram mencionados como Nadal vs Djokovic em 2018, Nadal vs Muller em 2017, Nadal vs Dele Potro em 2018, Federer vs Falla em 2010, Isner vs Anderson em 2018, Tsonga vs Federer em 2011.

    Responder
    1. Jonas

      Não sei se esse comentário foi sério, mas o Wawrinka não é lá essas coisas na grama.

      O Murray sim é muito bom, mas não chega na unha do Federer.

      Responder
      1. Emílio Dias

        Jonas, acho que de fato Murray não se compara a Federer na grama, mas Wawrinka na se compara a Federer na quadra dura, mas mesmo assim 1 anos depois de DJokovic ter sido campeão em cima de Federer ele venceu o US Open.
        A questão é só uma, se Djokovic jogar mal em uma final de GS contra Wawrinka ou Murray ele perde, já contra Federer ele pode não jogar nada (vide US Open 2015, que pra o que Federer jogou o torneio inteiro o que Nole jogou naquela final não era nada) que mesmo assim vai ganhar, pq na hora do vamo vê o braço encolhe.
        Por isso que aquele ano de 2015 foi magistral pra Djokovic, pq encontrou Federer em muitas finais, se a final de Wimbledon tivesse sido contra Murray muito provável que fosse mais disputada.

        Responder
  46. Luiz Fernando

    Que estranho, o jogo mais relevante da historia do torneio mais relevante do tênis ter sido maculado por uma… mononucleose kkkkkkkk. Aqui é diversão garantida kkkkkk. Só falta a citação dos bastidores (hummm, a Nike patrocinava os 2 kkkkkk) e do doping (essa bobagem já foi dita aqui a rodo, inclusive e principalmente por caras q posam agora de bons moços kkkkkkkkk)…

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Em fez de curtir a exaltação de uma partida pra lá de Épica , em que os protagonistas se respeitam até hoje ( quebraram recorde de público juntos ) , se pega nua picuinha sem nenhum sentido. Até porque Roger deixou bem claro que em nada foi atrapalhado pela tal mononucleose. Na boa , gostas mesmo do Esporte ??? Abs!

      Responder
        1. Luiz Fernando

          Fanático q eu saiba é quem encontra desculpas p a derrota deste ou daquele distintas dos méritos do adversário. Creio q quem torce p Nadal ou Djoko não se enquadra neste perfil kkk…

          Responder
      1. Luiz Fernando

        Vc num dos outros posts foi um dos q deu respaldo para a desculpa esfarrapada da mononucleose 6-7 meses antes, mesmo com grandes campanhas do Federer antes de W2008, demonstrando estar plenamente recuperado. Mudou de ideia? Ou será q viu q era muita cara de pau manter esse posicionamento oportunista e sem nexo diante da relevância da partida como expôs o Dalcim? Coerência nunca faz mal, agora reconhecer posicionamentos equivocados deve ser muito difícil para um cara arrogante como vc…

        Responder
        1. Sérgio Ribeiro

          Arrogante é esse ridículo Post , mais uma vez . Aprenda a ler concentrado e deixe as babaquices para a Whats. Afirmei da outra vez que houve mononucleose sim em 2008. Mas que Roger Federer deixou SEMPRE bem claro que ela em nada atrapalhou sua temporada, guri. Repito, cresça e apareça rsrsrs Abs!

          Responder
          1. Sérgio Ribeiro

            E deixe de ser baba ovo . Novak não precisa de um mané tão grande dentro da Kombi rsrsrs Abs!

          2. Jonas

            Não.

            “Estou bem. Me sinto bem”, afirmou o suíço antes do jogo-exibição contra o norte-americano Pete Sampras. Federer revelou neste sábado ao New York Times que havia contraído a doença em dezembro passado. Mas agora o tenista disse que a mononucleose “é passado” e “ficou lá atrás”… – Veja mais em https://www.uol.com.br/esporte/tenis/ultimas-noticias/2008/03/10/roger-federer-assegura-que-superou-a-mononucleose.jhtm/?cmpid=copiaecola.

  47. Eduardo Guimarães

    Excelente lista, mas ficou faltando pelo menos nas menções necessárias a final de 1990 entre Stefan Edberg e Boris Becker, o capítulo final e o mais dramático de uma rivalidade de três anos em Wimbledon.

    Responder
  48. Vitor Hugo

    Sigo o mestre!

    Só não entendi o porque do jogo Nadal x Novak, semi de 2018, não estar pelo menos entre os dez.

    Senti pena de Roddick ter perdido a final de 2009 para o GOAT. A cara do americano depois do jogo quando Federer recebeu o troféu dá vontade de chorar. RS

    Responder
      1. Gildokson

        Exatamente oq pensei no dia Rafael kkkk e o pior é q ficou por um triz de dar. E como disse o Vitor, foi de partir o coração a cara dele na cerimônia, fez muita força pra segurar o choro, senti mais muita pena do americano pois ele merecia 1 WB.

        Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      O norte-americano mostrou que de “ bagre “ não tinha nada. Bateu em sequência Hewitt e Andy Murray com propriedade nas Semis. Já Federer bateu Haas que tinha tirado Novak em 4 Sets. O Suíço precisou de 50 Aces nesta mais que equilibrada Final . Na entrevista mandou um “ fiz de tudo Pete “ , mas não deu rs Abs!

      Responder
  49. Marcos V

    Nas oitavas de 2001, Sampras e Federer, eles usavam a mesma raquete ? Alguem sabe me dizer ? Por que a raquete do Sampras parecia mais um tacape…

    Responder
  50. Paulo Almeida

    Além dos citados, gostaria de acrescentar mais cinco épicos que tive o privilégio de acompanhar:

    1 – Djokovic 3×2 Federer em 2014;
    2 – Djokovic 3×2 Nadal em 2018;
    3 – Nadal 3×2 Del Potro em 2018;
    4 – Djokovic 3×2 Del Potro em 2013;
    5 – Djokovic 3×2 Anderson em 2015.

    Responder

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