Os melhores golpes do tênis profissional (parte 3)
Por José Nilton Dalcim
15 de junho de 2020 às 20:14

Claro que força mental, preparo físico, trabalho de pernas e força bruta não são golpes em si. Mas quem pode negar que sejam componentes primordiais no tênis, quem sabe muitas vezes mais importante do que uma técnica perfeita?

São conceitos também difíceis de mensurar. Força mental tem a ver com administrar frustrações, encontrar soluções táticas, lutar até o fim, superar-se em dias ruins. Movimentação e resistência de certa forma se confundem, porém cobrir bem a quadra é diferente do que aguentar horas de sufoco. Aliás, é fácil perceber que resistência tem íntima ligação com poder mental.

Por fim, resolvi colocar a questão da força bruta em si. Não deixa de ser polêmico, ainda mais porque o tênis de 20, 30 anos não tinha a mesma capacidade de fogo de hoje. Por isso, considerei também a importância disso no estilo e sucesso do tenista em suas épocas.

FORÇA MENTAL
O que pesa muito a favor de Nadal são suas várias voltas por cima na carreira, além do que o saibro naturalmente exige mais da cabeça. Isso explica o voto em Chris Evert.

Masculino
1. Rafael Nadal
2. Novak Djokovic
3. Roger Federer
4. Bjorn Borg
5. Jimmy Connors
Menções honrosas: Pete Sampras e Rod Laver

Feminino
1. Chris Evert
2. Monica Seles
3. Steffi Graf
4. Margaret Court
5. Billie Jean King
Menções honrosas: Martina Navratilova e Justine Henin

MOVIMENTAÇÃO
Confesso que há mínimas diferenças, mas se é verdade que Nadal é mais veloz do que Djokovic, também me parece certo que o sérvio tem um poder de reação e explosão muscular mais incríveis pelo fato de jogar tão perto da linha. Steffi tinha pernas espetaculares para fugir do backhand.

Masculino
1. Novak Djokovic
2. Rafael Nadal
3. Andy Murray
4. Bjorn Borg
5. Roger Federer
Menções honrosas: Lleyton Hewitt, Jimmy Connors

Feminino
1. Steffi Graf
2. Martina Hingis
3. Chris Evert
4. Caroline Wozniacki
5. Kim Clijsters
Menções honrosas: Agnieszka Radwanska, Simone Halep

MAIOR RESISTÊNCIA
O rei do saibro merece a distinção e o estilo mais paciente de trabalhar os pontos exige resistência absurda. Chris Evert jogou num período mais lento, porém era um ‘paredão’ e nunca se cansava.

Masculino
1. Rafael Nadal
2. Novak Djokovic
3. Jimmy Connors
4. Bjorn Borg
5. Andy Murray
Menções honrosas: Guillermo Vilas, Thomas Muster

Feminino
1. Chris Evert
2. Arantxa Sanchez
3. Caroline Wozniacki
4. Svetlana Kuznetsova
5. Elena Dementieva
Menções honrosas: Martina Hingis, Francesca Schiavone

MAIS FORÇA
Sampras teve a meu ver a melhor combinação de força considerando-se todos os golpes e o sucesso maior sobre os demais lhe garante o posto. E ninguém até hoje bateu mais forte que Serena. Mas tanto Kyrgios como Osaka ameaçam esses reinados.

Masculino
1. Pete Sampras
2. Boris Becker
3. Nick Kyrgios
4. Andy Roddick
5. Milos Raonic
Menções honrosas: Tomas Berdych, Dominic Thiem

Feminino
1. Serena Williams
2. Naomi Osaka
3. Maria Sharapova
4. Lindsay Davenport
5. Steffi Graf
Menções honrosas: Martina Navratilova, Samantha Stosur


Comentários
  1. Rafael Azevedo

    Se, por um lado, o novo calendário ficou ruim para o Nadal defender os seus 4.000 pontos dos Slams, o cancelamento do Master de Toronto garantiu 1.000 pontos para o Espanhol e a oportunidade de somar mais pontos em Cincinnati.
    As análises de pontuação no retorno do circuito vai ser uma loucura…

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  2. Rubens Leme

    A indiferença (e igualdade de pensamento) de quem pensa apenas no seu próprio umbigo, em dois momentos. Meus ídolos (e votos) são outros. Ainda bem.

    “É claro que vidas foram perdidas e isso é horrível de ver, na região e no mundo. Mas a vida continua, e nós, como atletas, estamos ansiosos para competir”, complementou o jogador de 33 anos e atual líder do ranking mundial.

    https://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/77310/Djokovic-e-a-favor-de-jogos-com-torcida-na-Servia/

    ‘E daí? Lamento, quer que eu faça o quê?’
    https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/04/e-dai-lamento-quer-que-eu-faca-o-que-diz-bolsonaro-sobre-recorde-de-mortos-por-coronavirus.shtml

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  3. Rubens Leme

    Dalcim, já assistiu O Aprendiz, feito em cima do conto do Stephen King? Me lembro de tê-lo visto quando saiu e finalmente hoje recebi o meu DVD, de uma coleção de filmes feitos da obra de King.

    Muito se fala de Stephen como um escritor de terror, mas se esquecem dos livros em que ele abordou brilhantemente outros temas, como é o caos do À Espera de um Milagre. A química entre o veterano Ian McKellen e o garoto Brad Renfro (que tinha 16 anos e morreu aos 25, de overdose) é excelente e os dois carregam o filme.

    https://www.imdb.com/title/tt0118636/fullcredits?ref_=tt_cl_sm#cast

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  4. Sérgio Ribeiro

    Como cravamos assim que os arrogantes Franceses , marcaram a data de RG passando por cima de tudo e de todos , não deu outra. Mexeram na tal data em uma semana como era de se esperar. Quem elogiou a postura deles perdeu. Teremos dois ATPs antes do USOPEN e dois antes de RG. Com isso quem achou que 2020 tinha ido pro espaço , vai ver o Top 10 ( sem Federer ) masculino e o Top 10 ( sem Halep ) feminino quase todo presente. Em Rolanga teremos até quali . A conferir ! Abs!

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  5. Heitor

    Para hospedagem para o US open o custo do aluguel de casas é estimado em US$ 40 mil e ficaria a cargo dos jogadores interessados. US$ 40 mil…pqp

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  6. Luiz Fernando

    Acho q os comentários de Kyrgios hj no site seriam pertinentes, mas no caso do torneio ser realizado a curto prazo, o q não é a situação. Daqui a dois meses ninguém sabe como as coisas estarão, acho q só no início da Agosto é q se terá uma noção mais precisa da condição do torneio ser ou não realizado, claro q se a condição sanitária não estiver bem melhor será uma insanidade realizar o evento…

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  7. Barocos

    Dalcim,

    Excelente trilogia. Pelo que entendi das discussões subsequentes, em “toque” você incluiu bate-pronto (half volley), tweener e outras jogadas surpreendentes/improvisadas/incomuns e, por suas características, espetaculares? Ou é algo mais genérico, compreendendo a capacidade do atleta de controlar a direção da bola em situações difíceis (por exemplo, na recepção de um “míssil”, de uma bola na corrida ou estando o corpo fora de condições “estáveis”)? Se não for este o caso, então sugiro um novo quesito.

    De qualquer maneira, não podemos negar que o Nadal merece, sim, estar entre os primeiros da lista neste tópico. Suas passadas e improvisos em condições extremamente adversas são para lá de sensacionais.

    Por último, afinal, vamos ter torneios de tênis no ano. Comentei, lá no início desta trágica pandemia, que o quê se “compraria” com o isolamento seria tempo, tempo para preparar o sistema de saúde, para espalhar mais o número de casos no tempo, para desenvolver tratamentos efetivos, para que novas cepas menos agressivas se tornassem a principal na corrente de contágio, e que, no final das contas, este vírus insidioso iria atingir a maior parte da população. Infelizmente, como é costume no Brasil, não somos apenas desorganizados, estamos “atrelados” a “lideranças” destituídas de qualificação minimamente adequada e muitas vidas serão ceifadas por isto. A taxa de fatalidade entre nós, tudo leva a crer, será especialmente elevada, principalmente entre os menos favorecidos, como, aliás, é o usual. “Dos filhos deste solo és mãe gentil”, infelizmente, é pretensão presente apenas no nosso hino, sem qualquer vínculo com a dura realidade brasileira.

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    1. José Nilton Dalcim

      ‘Toque’ pode ser definido como a habilidade de se virar em jogadas difíceis, de improviso ou reflexo, que não inclui força em si, mas uma forma de reagir contando com sua sensibilidade. É o que chamamos de ‘mão’. Uns tens mais, outros menos.

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    2. Hugo

      Gestão publica no Brasil em todas as esferas , é de uma incompetência absurda , independente de partido politico ou ideologia , apenas pensam em como serão reeleitos .

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  8. periferia

    Olá..

    Outro dia o Dalcim mencionou o filme Destacamento Blood (está na Netflix).
    Engraçado como uma obra de arte tem várias leituras.
    Quando assisti o filme fiquei incomodado….achei o filme racista (panfletário e oportunista).
    Alguém pode dizer que estou sendo injusto com Spike Lee (que tem uma cinebiografia de ativismo pela causa negra).
    Como dizia o filme me incomodou…. os vietnamitas são retratados de uma forma muito ruim….a única personagem feminina é vietnamita ex prostituta (com uma filha bastarda).
    O guia do destacamento é um vietnamita que resolve ajudar os americanos em troca de barras de ouro.
    Os vilões do filme são vietnamitas ….guiados por um francês que representa o colonialismo.
    Os demais vietnamitas apenas levam tiros….sem nenhuma fala.
    Vietnã Lives Matter diria um vietnamita.
    Desconfio que a cena do “Black Lives Matter” foi inserida após o corte final do filme.
    Spike Lee é um cineasta nova iorquino….com suas demandas .
    Para filmes que tocam na ferida do racismo precisamos de cineastas universais….caras que cinseguem passar uma mensagem igualitaria .

    É apenas uma opinião.

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    1. José Nilton Dalcim

      Desculpe discordar no que tange à problemática dos vietnamistas. Há várias passagens no filme – e desde a primeira cena em que eles estão num bar – em que se coloca o trauma que o país sofreu com a guerra. Até a questão de a quem realmente pertence o ouro é colocada. Claro que a leitura está feita mais para o lado americano, porém forrada de críticas o tempo inteiro quanto à participação dos EUA na guerra. Abs!

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  9. Vitor Hugo

    Conclusão, sem fanatismo, após os três posts do Dalcim:

    Federer, Novak e Nadal são três gigantes, três lendas, três monstros, estão em outro patamar e podem se sentar na mesma mesa.
    Roger é tecnicamente o melhor dos três, mas inferior aos dois na tática, físico e mental.
    O fato do suíço ser superior aos dois na técnica, faz ele compensar a inferioridade tática, física e mental.
    O fato de Novak e Nadal serem superiores no mental, físico e tático, faz com que eles compensem a inferioridade técnica em relação ao suíço.
    Novak é o jogador que mais equilibra os quesitos citados por mim.
    Como eu valorizo a técnica mais que as outras qualidades, considero Roger o melhor dos três. Mas acho justo, respeito e acho que existem argumentos para considerar qualquer um dos três o melhor.
    Tecnicamente, Federer é o mais completo, pois é o tenista que tem a maioria dos golpes mais próximo da excelência.
    Somando todos os fatores, físico, mental, técnico e tático, Djokovic é o mais completo.

    É isso.

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    1. Luiz Fernando

      Parabéns pelo comentário lúcido, concordo plenamente. Acho q se todos tentarmos ser razoáveis neste espaço, sem exageros e tentando ser menos fanáticos teremos um ambiente melhor. Todos já exageramos aqui, incluindo nós dois, mas sempre podemos tentar melhorar.

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      1. Vitor Hugo

        Sem dúvidas. Perda total de tempo ficar ofendendo ou ironizando alguém por pensar diferente, pra não dizer vergonhoso. Assim como ofender tenistas. Podemos conviver bem, fazer brincadeiras saudáveis com colegas ou tenistas, mas sem qualquer tipo de ofensa pessoal.

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    2. Barocos

      Vitor,

      Quantas vezes já discutimos isto? 😉

      Ponto pacífico: os três são gigantes e qualquer tentativa de definir o maior estará sujeita a preferências pessoais (pelos muitos argumentos apresentados por vários dos frequentadores do blog e opiniões de especialistas e ex-jogadores).

      No mais, é esperar o término (maldito tempo!) da carreira dos mesmos para poder provocar a torcida adversária. 😀

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    3. Luiz Fabriciano

      Nadamos, nadamos e agora concordamos com Dácio Campos, rsss.
      Muito didática essa sua visão descrita nesse comentário. Concordo com ela.

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    4. Gabi

      Nos-sa!!
      Cadê a aquele Vitor de antes? O que este muito mais interessante, muito mais comunicativo, menos reativo, muito mais articulado, aberto e querido e bem humorado fez com aquele?
      Muitos parabéns pelo amadurecimento.

      Crescer ou evoluir?
      Crescer é ficar maior; evoluir é ficar melhor.

      Esses meus comentários não são só por esse teu acima. É pelo conjunto da tua mais recente obra.

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  10. Luiz Fernando

    Dalcim, vamos supor q o USO realmente seja realizado, valendo os pontos habituais. Qual a chance de termos um torneio esvaziado na sua visão? A despeito das declarações de Rafa e Djoko aventando a possibilidade de não participar, se a situação sanitária estiver razoável creio q ambos estarão em quadra.

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    1. José Nilton Dalcim

      Concordo. Acho que apenas um agravamento muito grande das coisas poderiam deixar os dois de fora. Um Grand Slam não é pouca coisa, ainda mais na idade deles, e cada troféu com grande chance de conquista tem de ser valorizado. Claro que o fato de o saibro vir grudado (ao menos é o que indica a previsão de calendário) irá deixar Nadal mais indeciso… rsrs…

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      1. Sérgio Ribeiro

        Pois é , caro Dalcim. Serena já confirmou presença e teremos uma Chave com o mesmo número de jogadores. Nas duplas , a metade . Se Nadal optar em pular pra se preservar para RG , garanto que Novak vai adorar rs Abs!

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        1. Luiz Fernando

          Ele defende o título, 2000 pontos, estará bem descansado e em busca do recorde de GS, acho q jogará até Cincy q pulou o ano passado, se a situação da pandemia estiver sob controle.

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  11. Sandra

    Dalcim , o que você está achando dos americanos quererem fazer o Us open a qualquer custo .? Os jogadores serão obrigados a irem ? Você há de convir que corovirus e bem pior que a Zika ….. e mesmo,Roland Garros ? Eles dizem que na Europa o corovirus foi embora ! Você acredita ?

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que as condições na Europa já estão bem aceitáveis, Sandra. Nos EUA bem menos, mas faltam mais de dois meses para o US Open.

      Responder
  12. Heitor

    Os jogadores top da Europa querendo pular fora do US Open.

    Os jogadores de ranking baixo da Europa reclamando que não terão chances de jogar por falta de quali.

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  13. Jhalin Habey

    Dalcim, acredito que Fernando Gonzalez merecia ao menos menção honrosa no quesito força, não? Acho até que poderia entrar no quarto ou quinto lugar.

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        1. José Nilton Dalcim

          Vida pessoal não é minha especialidade, Toniol, mas ele se casou com Ilham Vuilloud em 2009, após muitos anos de namoro, mas se separaram um ano depois. Aí reataram e seguiram juntos até 2015, tendo uma filha (Alexia, hoje com 10 anos). Ele começou então o namoro com Vekic, que teria acabado no ano passado.

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  14. diego adrian

    Achei que o Ferrer iria estar no ranking de resistência, afinal o cara disputava jogos de 4 hs e continuava dando pulinhos. Ficou anos atras do big 3, com muito menos talento que eles, e tambem com menos altura. Resistência e força mental acredito eram suas maiores armas. Michale Chang que eu me lembre era um cara tambem muito resistente e com boa movimentação.

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    1. Carlos Henrique

      Bom lembrança. Não era tão talentoso ou com golpes muito contundentes quanto Tsonga, Berdych mas foi uma fortaleza em quadra. Uma final de Slam , 01 master 1000 e o número 3 do mundo é um feito hercúleo.

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  15. Oswaldo E. Aranha

    Considerando a lista do Dalcim e copilando os pontos de 5 a 1 em cada tópico, a situação fica assim:
    Djokovic – 30, Fedrer – 26, Nadal – 24, Sampras – 16, Borg – 9, Connors – 9, Agassi – 9, Murray – 7, Becker – 7, Kyrgios – 7, Isner – , González – 5, Edberg – 5, Wawrinka – 5, Nalbadian – 4, Karlovic – 4, Guga – 4, Del Potro – 4, Roddic – 3, Safin – 2, Paire – 2, Lendl – 2, Raonic – 1, Rios 1, Goran Ivanisevic – 1, Mc.Enroe -1
    Fica aí o desafio para quem quiser fazer o do feminino; Gabi, aceitas?

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    1. Vitor Hugo

      Na minha opinião, os aspectos técnicos mereceriam o dobro de pontos.
      Pode ser que vc tenha feito da sua maneira pra tentar provar que Novak é o melhor, o que eu respeito. Mas seguindo sua contagem, Marcelo Rios seria inferior a Karlovic?! 😆

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  16. Rubens Leme

    Não basta ter ficado lado a lado com um jogador de basquete com covid, embora assintomático, agora se enfia em uma boate fechada, a pular sem camisa, sem ter certeza de estar ou não contaminado, como um adolescente idiota.

    https://www.uol.com.br/esporte/tenis/ultimas-noticias/2020/06/16/sem-camisa-djokovic-comanda-festa-apos-ser-anfitriao-de-torneio-na-servia.htm

    Reclama dos protocolos de segurança da USTA para depois dar um show de irresponsabilidade. Cada um tem o ídolo que quiser, mas de um irresponsável igual a este (e dos seus fãs) eu quero mais é distância, que, aliás, continuarei a manter, todo satisfeito, vendo meus filmes do Woody Allen.

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    1. Rafael

      Em sua ânsia por criticar Djokovic, o comentarista jornalista falhou mais uma vez em apurar os fatos e esqueceu/não ficou sabendo que Thiem, Zverev, Dimitrov, Krajinovic e Lajovic estavam na mesma boate, dançando e pulando sem camisa (Zverev aparece claramente no vídeo, sem camisa e dançando).

      Óbvio que eu não vou dizer ao jornalista o que fazer, mas o mais coerente seria criticar todos, ou nenhum.

      PS: Será que eles invadiram uma boate clandestinamente, subornando e/ou ameaçando os seguranças para deixar aquela turma entrar? Me parece pouco provável. Acredito que, assim como o resto, tudo foi autorizado. Será que os citados acima são todos suicidas? Também acho que não.

      Opinião cada um tem a sua, mas credibilidade é algo difícil de conquistar e fácil de perder.

      Responder
      1. Lobovic

        Esse cara retrata muito bem o nível dos jornalistas no Brasil. Por isso o jornalismo aqui anda tão desacreditado, é mais fácil achar uma agulha no palheiro do que um jornalista imparcial, livre de viés ideológico, partidário, clubismo…
        A coerência desse “jornalista” vale tanto quanto aquilo que o gato enterra.

        Responder
    2. Carlos Reis

      PARA a MAIORIA das PESSOAS nem gripezinha É, parem de medir o caráter das pessoas conforme se comportam nesta quarentena INSANA, que quebrou países, empresas e pessoas físicas. As pessoas são ADULTAS, não precisam de babá. E para os adoradores de cachorro e fãs da mãe Terra, é até interessante o desaparecimento de humanos chatos e poluidores.

      Responder
  17. Luiz Fernando

    Caminhamos para um momento estranho no tênis profissional: dois torneios seguidos no mesmo complexo, sendo um M1000 e um GS, eventos sem publico, realizados numa cidade q no momento é a campeã mundial de coronavirus. Não sei q Djoko e Rafa estarão presentes, tudo dependerá do estagio da pandemia na época, sinceramente acho q ainda é muito cedo p conclusões definitivas…

    Responder
  18. Vitor Hugo

    E vc, Dalcim, tem um golpe matador? Forehand, back, saque, devolução, vôleio? Ou faz o tipo ‘maratenista’ que entra na mente do adversário? Por acaso vc é baloeiro??? Kkkkkkkk
    Brincadeira. Abs!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, nunca soube levantar bola. EU era saque-voleio enquanto tinha boas pernas, depois fui mais para o fundo. Eu acho que meu melhor golpe é o saque, o voleio eu me viro e o forehand melhorou.

      Responder
  19. Rafael Azevedo

    Eu estou surpreso em não ver o none do Federer na Resistência. Nunca vi o suiço ofegante ou cair de rendimento, nem nas batalhas de 5horas.
    Talvez, já após os 36, ou com lesões (como no AO2020), ele tenha perdido um pouco de Resistência. Mas, isso é o esperado para todo atleta. E, pelo contrário, WB2019 foi uma demonstraçao absurda de Resistência para um atleta de 38 anos.

    Responder
  20. Bruno

    Mestre,

    Parabéns pelas listas! No entanto, eu acho que deveriam ser considerados apenas tenistas que venceram algum Grand Slam ou alcançaram o topo do ranking, porque esses sim tiveram seus melhores golpes colocados à prova.

    A direita do Gonzalez, por exemplo, era espetacular. Mas quantas vezes ele jogou pressionado e teve que mostrar todo o potencial da sua direita para sair de situações difíceis ou tomar a iniciativa em pontos de jogos decisivos?

    No saque, também acho que a eficiência do golpe deveria ser relativizada pela altura do tenista. Isner e Karlovic sacam muito, mas, além de não terem servido em final de Grand Slam, também se aproveitam de suas alturas. Será que sacariam melhor que o Federer se tivessem a altura dele?

    Não quero desmerecê-los, é apenas pra gente pensar.

    Abraço!

    Responder
    1. Vitor Hugo

      Concordo com vc na questão do saque. Federer nem é tão alto assim, mas tem um saque espetacular. Pura técnica. O mesmo podemos dizer de Sampras e até Roddick, que não era um gigante em altura.

      Responder
  21. Rubens Leme

    JEFF BECK – TRUTH (1968)

    https://www.youtube.com/watch?v=-kaJIynR15s&list=PL94gOvpr5yt3Hpta-KHXvn_VdMM0UrWuA

    Para muitos, é um dos discos que deu início ao heavy metal, pelo peso da guitarra de Jeff Beck. Particularmente discordo e o vejo mais perto do hard rock, graças às raízes blues do grupo. Muitos consideram o disco como o primeiro do Jeff Beck Group, banda onde Jeff reunia dois nomes que ficariam muito famosos nos anos 70: o vocalista Rod Stewart e o baixista (e futuro segundo guitarrista dos Rolling Stones), Ron Wood. Os dois acabariam se juntando nos Faces, em pouco tempo.

    Beck já era um veterano da cena de blues inglesa, passando pelos Yardbirds, substituindo a Eric Clapton. Beck, no entanto, não era a primeira opção, pois Clapton havia recomendado um ainda desconhecido Jimmy Page para o seu lugar. Page declinou e então recomendou Jeff Beck, que aceitou. Quando o baixista Paul Samwell-Smith deixou o grupo, Page foi chamado para assumir o instrumento, com o baixista Chris Dreja tornando-se o segundo guitarrista.

    Com Beck e Page, os Yardbirds partiram para a América, mas em São Francisco, Beck foi hospitalizado e saída foi colocar Page como guitarrista solo, com Dreja voltando ao baixo. Quando Beck se recuperou, os Yardbirds tinham dois dos melhores guitarristas ingleses e com essa formação tocaram “Stroll On”, no filme Blowup, de Michelangelo Antonioni.

    Dono de um temperamento explosivo, Beck acabou demitido da banda e começou uma carreira-solo – “Hi Ho Silver Lining” e “Tallyman”, raros momentos onde assume os vocais. Logo em seguida, convidaria Rod e Ron, além do baterista Micky Waller e formou o Jeff Beck Group.

    Truth é um disco de blues branco e destaca-se a bela voz de lixa de Rod Stewart e o virtuosismo de Beck. Além do quarteto, há vários convidados, caso de John Paul Jones, que tocou órgão em “Ol’ Man River” e “You Shook Me” (canção que o Led gravaria, meses depois e em um arranjo muito mais pesado), o tecladista Nicky Hopkins e Keith Moon em “Beck’s Bolero”, canção instrumental inspirada no Bolero, de Ravel.

    Essa última composição, aliás, ficou tão boa que por um tempo, especulou-se em um supergrupo com Beck e Page, nas guitarras, John Paul Jones, no baixo e Keith Moon, na bateria, o que causou uma tensão enorme entre Beck e o lider do The Who, Pete Townshend.

    Rod Stewart e Ron Wood ainda continuariam com o grupo no disco seguinte, o já não tão inspirado Beck-Ola (oficialmente o primeiro disco creditado ao Jeff Beck Group), este sim um LP bem mais pesado, e muito influenciado pelo lançamento do primeiro disco do Led Zepellin.

    Em Beck-Ola, Beck tentou, sem sucesso, repetir com Rod, a alquimia de Page-Plant, o que aumentou ainda mais as brigas internas, fazendo com que o cantor e Wood, se unissem a alguns membros dos Small Faces, formando os Faces.

    Truth permanece com um dos grandes discos daquela era e no futuro Jeff Beck tentaria novos vôos solos ou em outros grupos, mesclando jazz, blues e hard rock, mas sem repetir a excelência da sua estreia.

    Responder
  22. José Eduardo Pessanha

    Mestre, as etapas 1 e 2 se referiam a predicados tenísticos. E aí não tem pra ninguém, é Craque Rogério na cabeça. Já a etapa 3 abrange basicamente as qualidades Maratenísticas. Aí já não é o território do Craque, mas sim dos Brucutus do tênis. Grande abraço a todos os colegas do blog e saudações rubro-negras.
    Abs

    Responder
    1. Vitor Hugo

      Vc pensou na possibilidade de alguém ter perguntando pra ele em uma entrevista, uma live? Ou vc acha que ele simplesmente gravou um vídeo pra dizer que é a favor. Há uma diferença.

      Responder
  23. Rubens Leme

    Dalcim, parece que o Djo-kovid tá virando o Weintraub do tênis. Daqui a pouco é chamado pra virar ministro de um certo país sul-americano. Noah Rubin e Fernando Meligeni estão malhando-o e de forma corretíssima.

    https://bolamarela.com.br/rubin-arrasa-djokovic-e-outros-tenistas-de-topo-calem-a-boca/
    “Aquelas imagens do Novak Djokovic a jogar futebol na Sérvia dizem muita coisa. Nesse mesmo dia, ele não teve 30 minutos para marcar presença na m*rda da chamada zoom dos jogadores onde estava a ser discutido o futuro da modalidade. O problema não é a atitude dele propriamente dita, mas sim o facto de muitos jogadores confiarem nele para resolver os seus problemas. Deixou-os ficar mal a todos“

    http://www.olimpiadatododia.com.br/tenis/244349-fernando-meligeni-critica-djokovic-torneio/

    “Ele tem que dar o exemplo, como o Nadal e o Federer estão dando. Não só o Djokovic, todos que estiveram no torneio. Se a pessoa precisa sair para trabalhar, se ela faz parte do serviço essencial, tudo bem. Mas tenista não precisa, em nenhum sentido, volta a jogar agora”.

    “Estamos falando de vidas e com isso não se brinca. Todos queremos voltar a trabalhar e a conviver normalmente, mas não é o momento. Ele é tenista top no mundo, voltar daqui 15 dias, um mês, dois não faz diferença para ele. Não dá para entender. É inaceitável”, finalizou Meligeni.

    Responder
    1. Rafael Azevedo

      Veja, Rubens, nós estamos olhamos com a ótica do brasileiro.

      Aqui no Brasil, estamos com assustadores 888.000 caso, 44.000 mortes, e a curva de casos diários ainda não começou a cair. Somado a isso, tem toda a questão política que nos deixa mais acalorados com a discussão sobre a volta das aglomerações. Então, para nós é mais “inaceitável” esses eventos, porque estamos com essa base.

      Na Sérvia, além de números bem menores (12.000 casos e 250 mortes), a curva de casos diários começou o seu declínio ainda em Abril, e já estava em baixa no início de Maio. Então, há mais de 1 mês os sérvios estão ouvindo notícias “menos” desesperadoras. Há mais de 1 mês estão recuperando a confiança em voltar às atividades. A base é completamente diferente da daqui do Brasil. Imagino, também, que as questões políticas não estejam tão acaloradas por lá (em comparação ao Brasil).

      O que nós estamos achando “um absurdo”, eles já devem achar “possível”. Eles estão no momento dos sentimentos de “esperança”, “recomeço”, de ânsia pela declaração da vitória. É totalmente compreensível que eles acreditem que já venceram o vírus, e que os casos são apenas casos normais de qualquer vírus (veja bem, só estou dizendo que é compreensível o que os sérvios devem estar sentindo. Não, que seja correto).

      Claro, há a questão da análise relativa (que pode concluir que os números deles não são tão baixos assim), as questões de interesse econômico e político, as possibilidades de um novo surto, como na China (se bem que a China já reabriu a economia há 3 meses e esse “novo” surto é apenas uma conjectura. Na prática, foram apenas alguns poucos casos e um isolamento preventivo), mas o que eu estou querendo dizer é que não podemos julgar sob a ótica do brasileiro. O que o Djokovic está fazendo é totalmente legal. Está dentro das permissões de seu país. E o seu povo está acreditando que pode.

      Responder
  24. Isaías

    Dalcim, Wawrinka foi cogitado pra entrar nessa lista de força?
    E uma coisa que chamou a atenção é a quantidade de vezes em que Andy Murray aparece na lista dos 5 e nas menções honrosas, até mesmo em listas que ele não entrou como a de “toque” alguns colegas aqui do blog falaram que talvez ele merecia ser citado pela grande capacidade de improviso que ele tem o que me levantou uma questão, Dalcim a inclusão do Britânico em diversas listas seria uma prova de que ele conquistou menos do que deveria??? Murray provavelmente não aparece entre os 15 maiores tenistas da era profissional, talvez nem entre os 20, mas essas listas mostraram que o Britânico tinha ou tem qualidades inegáveis.

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    1. José Nilton Dalcim

      Eu vejo muita qualidade no Murray, Isaias. Enfrentar o Big 3 da forma que fez é notável. Claro que ele pecou na parte emocional algumas vezes – ele aliás é emotivo por natureza – e nesse texto sobre a parte física, que é um dos seus fortes, ele não poderia deixar de ter destaque.

      Responder
      1. Luiz Fabriciano

        Realmente, emoções todos temos, mas cada um a sente e/ou sofre interferências distintas.
        O Murray é sobrevivente de um atentado à uma escola enquanto criança/adolescente.
        O Djokovic é sobrevivente de uma guerra.
        Qual o ponto que os dois lidam com isso atualmente? Qual o teor que as lembranças os afetam e/ou motivam a vencer obstáculos atuais?
        Por isso que julgar alguém, por você mesmo é extremamente inconsistente, já que o meu mundo, é e reage diferente do seu.

        Responder
  25. Oswaldo E. Aranha

    No momento de pandemia, com consequente recolhimento das pessoas em casa, e com o movimento antirracista no mundo, recomendo 2 filmes na Netflix: Negação e Marli-Gomont.

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  26. Rafael

    O Estrela Vermelha, time de futebol de Belgrado, comemorou o título sérvio sob a presença de QUATORZE MIL torcedores. Tudo autorizado pelo Governo da Sérvia. O Adria Tour, torneio organizado por Djokovic e autorizado pelo Governo Sérvio, contou com a presença de aproximadamente 4.000 pessoas no 1o. jogo.

    A Sérvia tinha, até a última sexta-feira, 259 (!) mortes por coronavirus em um país com mais de 7 MILHÕES de habitantes.

    Na Nova Zelândia, referência mundial em sucesso no combate ao vírus, foi iniciado o campeonato de rugby, com a presença de VINTE MIL pessoas no estádio. A primeira-ministra Jacinta Ardern esteve presente no estádio e fez questão de postar nas redes sociais.
    ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
    Como é injusto comparar a Sérvia com o Brasil, vamos então compará-la com a CIDADE de São Paulo. A cidade de São Paulo tem mais de 13 milhões de habitantes (talvez bem mais, são dados de 2018), praticamente o dobro da Sérvia. Há UM MÊS (o que significa que aumentou bastante desde então), a cidade tinha:

    – 2.766 óbitos confirmados
    – 3.143 óbitos suspeitos

    Caso entre os óbitos suspeitos apenas 10% (o que não é nem de longe o caso, fiz bem por baixo) fossem confirmados, há um mês a cidade de SP tinha mais de DEZ vezes o número total de mortos que a Sérvia tem HOJE. (Ou tinha na última 6a. feira). Como a cidade é, a grosso modo, cerca de duas vezes mais populosa do que a Sérvia, fazendo uma conta burra, São Paulo (a cidade) tinha, há um mês, mais do que CINCO VEZES casos de óbito por covid do que a Sérvia inteira. HÁ UM MÊS. Agora tem bem mais, e a tendência é aumentar.

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    Como Djokovic disse, não é ele que toma as decisões em relação à saúde. Nem foi o torneio dele o único a ser autorizado em Belgrado, muito menos o que contou com mais público. Sequer dá pra dizer que foi por pressão do Sérvio que o Adria Tour aconteceu, apesar dele ser um ídolo nacional.

    Mesmo assim, as críticas são todas dirigidas a Djokovic. Como não é ele que paga minhas contas, não estou aqui para defendê-lo. Porém, é duro vê-lo ser criticado enquanto os magistrais e competentes prefeitura/governo de SP permitiam o carnaval, implantavam bloqueios de vias principais, faziam rodízios megalomaníacos que resultaram em maior aglomeração no transporte público, mesmo o carro sendo o veículo mais seguro para se trafegar nesses tempos… Um PÉSSIMO gerenciamento da crise, típico de quem não tem nem ideia do que está fazendo. Faziam quarentena quando morriam 50 por dia, agora estão liberando quando morrem várias vezes mais do que isso, e nem chegamos no tal do pico…
    _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    Voltando ao Adria Tour, não importa minha opinião sobre se foi certo ou errado. O que me chama a atenção é a infantilidade de torcer para que Djokovic termine a carreira com menos Slams do que os outros 2 PORQUE organizou esse torneio, entre outros fatores, como o Rubens declarou aqui que vai torcer. Djokovic, goste-se ou não, fez tudo autorizado pelo governo e, onde não foi autorizado (Montenegro), não fez nem vai fazer. Djoko não é acusado de nenhum crime, não responde nem respondeu a nenhum processo (civil, administrativo, contra a saúde/segurança ou criminal), não atenta contra a integridade física/psicológica de ninguém, não teve contratos rescindidos ou não renovados por suas atitudes (confirmadas ou suspeitas), não teve que se defender na justiça por acusações contra ele – pelo contrário, tudo que se pode fazer é criticá-lo por suas posições. Para quem se ofende com as mesmas, basta ignorá-lo.

    O mesmo não pode ser dito do cineasta Woody Allen, que o Rubens adora. Como eu não estou aqui para julgar ninguém, pouco me importa. O que me incomoda é a falta de coerência nas opiniões e a indignação seletiva.

    Na vida há 3 filas: as do que fazem, que está quase sempre praticamente vazia, a dos que assistem, que tem bem mais gente e a dos que criticam. Esta está sempre lotada. Em qual fila vocês se encaixam?

    Responder
      1. periferia

        Olá Rafael.

        Apenas um contra ponto.
        A comparação entre a Sérvia e a cidade de São Paulo não ajuda muito….a Sérvia tem 111 habitantes por km2…..enquanto a cidade de São Paulo tem 7.4 mil por km2…..sem contar os bolsões de pobreza …..é algo bem distinto.

        Fique bem

        Responder
        1. Rafael

          Oi Claudio,

          Nesse caso vamos pegar qualquer lugar do Brasil, inclusive com densidade demográfica inferior a da Sérvia. E vamos chegar ao mesmo resultado. A Sérvia gerenciou (e continua gerenciando) a pandemia muito melhor do que o Brasil. Aliás, dizer que o Brasil “gerencia” a pandemia é uma piada, nem sequer temos um ministro da saúde.

          Fique bem, também, você e os seus.

          _______________________________________________________

          Assisti muitos filmes de Woody Allen, tinha muitos dos seus livros de crônicas. Depois que descobri os processos que ele respondia na justiça por molestar menores, agressão, etc, joguei tudo fora. O último filme que vi dele foi Vicky Cristina Barcelona. Achei um lixo. Pra mim está no mesmo balaio de Roman Polanski e Harvey Weinstein, todos predadores sexuais, gente perturbada. Tenho nojo de gente assim. A Miramax faliu, graças a Deus, e pelo menos ESSE infeliz vai morrer na cadeia. Se há dois crimes para os quais defendo a pena de morte, são o estupro e o abuso de menor.

          Sou assim, vou fazer o quê?

          Responder
      2. Rosa Maria Bernardi

        Caro Rafael, pôxa, finalmente racionalidade e discernimento colocando justiça nesse assunto. Se as questões sanitárias estavam dentro do estabelecido pelas autoridades, adequadas a realidade do país, (importante sempre contextualizar), o que vimos foi um belo torneio (filantrópico) de tênis …com bons jogos, divertido, com música e futebol, atrações extras promovidas pelo organizador/anfitrião que cumpriu muito bem seu papel.Eu me diverti muito assistindo. Um tanto surpresa no início pela “normalidade” do evento, procurei em seguida me situar no contexto e então curtir. Espero que gradualmente, e com a segurança possível para as circunstâncias tão excepcionais dessa pandemia, voltemos a vida normal.

        Responder
      3. Sônia

        Sensacional Rafael, concordo com tudo. Torcerei e muito para o Djokovic quando estiver jogando, ficando fãzoca dele fora das quadras. Beijos.

        Responder
    1. Barocos

      Bem, são muitas questões complicadas, então vamos por partes.

      Sobre o Djokovic, confesso, e penso que todos aqui sabem disso, que torço por ele. De tudo que vi e li sobre o Novak, tenho a impressão que ele tem um grande coração, que é um sujeito que não pensa só em si mesmo (e nos que o cercam) e que procura um sentido mais profundo para a vida. Embora estas características sejam admiráveis, acredito que todo homem que atinja uma grande projeção deve tomar extremo cuidado com as próprias declarações, e a que o Djokovic atingiu é enorme. Ele não é mais apenas um cidadão bem-intencionado, está dentro de muitas famílias, é modelo para muitas jovens em formação e mesmo para os mais velhos. Como bem resumiu o Stan Lee através da sua arte: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Acho que o Djokovic tem sido, provavelmente por falta de conhecimento adequado, negligente em algumas das suas declarações, pois estas deixaram de ter relevância apenas pessoal já há muito.

      Sobre a realização do torneio, desconheço como a Sérvia tem conduzido o acompanhamento da evolução desta doença terrível que assola o globo, mas se os governantes de lá estiverem se pautando por uma abordagem científica, com testagem e preparação, não vejo porque proibir os eventos se as condições mostrarem-se adequadas.

      Sobre o Woody Allen, nunca foi meu autor favorito e muitos dos seus filmes são especialmente centrados em angústias pessoais. Definitivamente, não é a linha que tem o meu mais alto apreço, prefiro filmes com temática sócio-geracional ou ficção científica onde os conflitos pessoais servem mais para amplificar a dramaticidade de eventos maiores. Alguns dos meus filmes favoritos são “A Lista de Schindler”, “Blade Runner”, “Cidadão Kane”, “Um sonho de liberdade (The Shawshank Redemption)”, “Lendas da Paixão (Legends of the Fall)”, “Tempos Modernos”, “Braveheart”, “The Pianist”, “A.I. Artificial Intelligence” , “Cold Mountain”. Perdoe-me por alguma incongruência.

      Como você bem pode notar, um filme do Polanski faz parte da lista, e não é apenas pelo fato de realmente gostar do filme, esforço-me muito para separar a criação do criador. Muitas obras produzidas por grandes gênios mundiais possuem um valor muito maior do que o valor do autor como cidadão e muitos, inclusive, não eram boas pessoas quando analisadas no todo.

      Devo, ainda, admitir que tenho um certo preconceito contra o revisionismo histórico, este que se exercita despojado de uma análise do pensamento e comportamento socialmente aceitos à época de personagens de outrora. Claro, existem coisas que são terríveis em qualquer tempo, mas acredito piamente que temos muito mais a ganhar se esmiuçarmos os equívocos do passado do que defenestrando-os dos livros e discussões, inclusive para desenvolver uma visão mais crítica sobre os nossos valores e faltas correntes. Muito provavelmente, as gerações futuras, se utilizarem apenas as noções de ética e moral da sua época, ficarão horrorizados com a nossa passividade com o que classificamos hoje como fatos da vida.

      Responder
      1. periferia

        Olá Barocos.

        Imagina daqui a 100 anos o pessoal descobrir que em 2020 grande parte da população gostava de um churrasco…..sendo que daqui a 100 anos terá uma proteína sintética para ocupar o lugar da carne.
        Seremos visto como bárbaros .

        Abs

        Responder
      2. Luiz Fabriciano

        Concordo com quase tudo, exceto de Djokovic ser um modelo e evitar comentários acerca de suas preferências e vida pessoal.
        O que ele disse e reafirmou foi que ele, e somente ele, não usa ou não usaria determinada coisa ou medicamento, caso não fosse obrigado e não gostaria que determinadas coisas fossem obrigatórias. Dai a dizer NÃO FAÇAM ISSO OU FAÇAM AQUILO há uma longa distância.
        Ou ele deveria sempre se esquivar de perguntas maliciosas, ficando sempre em cima do muro, no politicamente correto?
        Teve uma postura firme sobre o US Open, foi duramente criticado, mas não arregou. Hoje soubemos das flexibilizações no referido evento.
        O evento realizado na Sérvia e que se repetirá em países vizinhos teve o amparo do Estado, além de contar com a participação de vários nomes importantes como Thiem, Zverev etc. Acho que não necessitamos entrar mais nesses detalhes sobre a situação lá e cá.
        Diferente da alusão feita ao Stan Lee, sobre o Homem Aranha, ele não se propôs a salvar a humanidade, se escondendo dentro de uma máscara, aliás, fez uma parte disso de cara limpa, doando uma boa grana a muita gente necessitada. Mas isso não deve contar…
        Uma coisa que sempre me incomodou profundamente é o fato de celebridades terem que dar satisfações de tudo aos seus fãs, e pior, à fãs de outras celebridades na maioria das vezes.
        Saudações.

        Responder
      3. Filipe Fernandes

        Caro Barocos, bom dia!

        Muito legal ler a sua lista de filmes favoritos, assisti a alguns deles e apreciei as suas temáticas e histórias (sobretudo as de “A Lista de Schindler”). “O Pianista” é um dos meus filmes preferidos também, acompanhar o périplo do personagem principal pelos escombros da sua cidade é uma experiência — para ele e para nós, espectadores — angustiante. E a cena em que ele, totalmente um pária e maltrapilho (como o “bicho” do famoso poema homônimo do Manuel Bandeira), toca uma música no piano para um oficial nazista é uma das mais tocantes, a qual de certa forma reúne e representa, num mesmo instante, os inerentes polos artístico, ambíguo, indefinível e sombrio que constituem o ser humano (ainda mais quando reconhecemos um surpreendente ato de humanismo ao fim desta cena).

        Caro, arriscando um pitaco e se me permite um comentário, nos últimos anos assisti a alguns bons filmes contemporâneos e creio que você (e, quem sabe, também o pessoal do Blog) poderia se interessar, se já não os tiver visto.

        São eles: o sensível drama “Manchester à Beira-Mar” (2016); e a magnífica trilogia “Antes do Amanhecer”(1995), “Antes do Pôr-do-Sol” (2004) e “Antes da Meia-Noite” (2013), que, tendo sido realizada de nove e nove anos, acompanha o infindável diálogo e as inúmeras trocas de impressões entre um casal que se conhece na Áustria, na casa dos vinte, se reencontra na França, na casa do trinta, e, na Grécia, na casa dos quarenta… bem, cada reencontro intrinsecamente estupendo por segui-los em cada fase da vida. No último há uma personagem que, em certo momento, ao se lembrar do recém-falecido marido, diz: “Aparecemos e desaparecemos… somos tão importantes para algumas pessoas, mas estamos apenas de passagem…”. Tomara que 2022 nos reserve mais um capítulo dessa história, com eles na casa dos cinquenta).

        Certamente, você já deve conhecê-los ou alguns deles, mas fica a recomendação. Obrigado pela dica implícita acima. Um grande abraço, caro Barocos, e que você e sua família estejam bem (assim como o pessoal do Blog).

        Responder
        1. Barocos

          Filipe,

          Assisti à trilogia. Gostei muito do primeiro, o segundo ainda é bom, no terceiro, não sei se em função do que já presenciei, achei o papel da protagonista desnecessariamente neurótico. Leigo que sou, tenho predileção por enredos que não privilegiem o exagero supérfluo, devo confessar. Esta, aliás, é minha principal crítica a “Sociedade dos Poetas Mortos”, a morte do jovem aprendiz me pareceu completamente desnecessária, algo feito apenas para tentar elevar a carga dramática do filme e que o arruinou para mim (talvez até por meu agnosticismo e sensibilidade ao tema).

          Pelas razões expostas acima, não tenho a menor paciência com os modernos filmes de ação do tipo super-heróis e cia.

          Certamente que vou atender a sua sugestão e assistir ao “Manchester a Beira Mar”. Grato pela indicação. Se você não viu, assista a “The Killing Fields”, mas prepare-se antes. Outros filmes que considero muito bons são “O Paciente Inglês”, “Houve uma Vez um Verão (Summer of 42)”, “The Notebook” e “Se7en”.

          Existe um filme que tento há anos localizar, o vi quando ainda era adolescente, e, por mais que procure, não logrei fazê-lo. A Trama se passa em uma espécie de “retiro espiritual”, onde dois amantes se “curam” dos problemas de relacionamento nos seus respectivos casamentos e onde suas interpretações sobre os problemas no mundo colidem nas várias fases de suas vidas. Ambos planejam terminar os seus relacionamentos e casar, mas nunca o fazem em função do carinho/respeito/preocupação que tem por seus parceiros oficiais. Ano a ano voltam a se encontrar e o processo de conflito e cura se repete. Conhece?

          Reforço os votos saúde e paz para ti e que todos que o cercam.

          Responder
  27. Vitor Hugo

    Desde 2018, no saibro. H2h:

    Nadal 3 x 2 Thiem
    Nadal 2 x 0 Novak
    Thiem 2 x 1 Novak

    Novak perde pra Thiem e Nadal, no saibro, nos dois anos anteriores, no h2h.
    Thiem venceu duas vezes o melhor saibrista de todos os tempos, no saibro, nos dois últimos anos. Novak perdeu as duas, em Roma.
    Nadal ganhou os dois últimos Roland Garros e Thiem foi vice nas duas ocasiões no torneio mais importante e único slam sobre o piso.

    Não quero diminuir o sérvio e muito menos entrar em guerrinhas infantis de torcida, como já fiz várias vezes por aqui.
    Em nenhum momento disse que Dominic é maior que Novak na terra batida, o currículo dos dois no piso não deixa dúvidas. O sérvio é maior! No geral, contando todos os anos, Djokovic também é melhor.
    Eu apenas disse que, em 2018 e 2019, o austríaco tem sido sim o maior rival de Rafa no saibro e o segundo melhor jogador no piso. É minha opinião e os fatos estão acima.
    Algumas pessoas não aceitam, não querem entender meu ponto de vista ou tem algum problema com meus comentários.
    Discorda? Ok. Discorde sem ironias, deboches ou infantilidades. Dê o respeito pra recebe-lo de volta.

    Responder
    1. Renan Oliveira

      Que Thiem é melhor que djokovic no saibro hj não resta nenhuma dúvida, inclusive o sérvio tomou um pneu vergonhoso em 2018.
      É que o fanatismo é tão grande que a pessoa não aceita a realidade.

      Responder
    2. Willian Rodrigues

      Prezado, tomo a liberdade de discordar um pouco de suas colocações. É muito difícil excluir dessa comparação com Dominic Thiem, as lesões que comprometeram o desempenho de Djokovic nesse biênio 2018-2019. Quanto à última edição de RG, considerando-se a ventania e tudo o mais, não tenho tanta certeza asssim de que Thiem teria mesmo derrotado o sérvio na semifinal. Faltou maior bom-senso por parte da organização. “Pulando-se” essa etapa, acho que o austríaco poderia ter destronado Nadal naquela final se lhe fosse dada a chance de descansar por um dia a mais. Aquela foi uma das injustiças desse esporte…

      Responder
      1. Vitor Hugo

        Pode discordar à vontade.
        Se Novak venceria sem a ventania ou se teria mais sucesso se não tivesse se machucado, não sabemos.
        Vamos ver como será daqui pra frente.

        Responder
    3. Rafael

      Vitor,

      Eu não apenas concordo com vc e com todos que expuseram isso como sou um dos Nolistas que o Thiem vai ganhar como torcedor quando Djoko parar. Já votei lá na enquete.

      Abs

      Responder
      1. Vitor Hugo

        Poxa, que bom que agora estamos cvs de maneira civilizada, pois antes eu estava passando vergonha por aqui, admito.
        Não vou lhe pedir desculpas agora, prefiro esperar um tempo, pois não quero repetir o mesmo erro amanhã depois de me desculpar hj.
        Eu votei no Aliassime como jogador que eu provavelmente torcerei no pós Federer, mas Thiem e Tsipas também são boas opções.
        Abs!

        Responder
  28. Carlos Henrique

    Tirando a ausência de Monfa, Verdasco, Feli Lopez e Bello nas menções honrosas do mental, é uma excelente lista.
    Fica o registro sobre a Carol Wosniacki ser a atleta mais recente em melhor colocação nos quesitos footwork e endurance.

    Responder
  29. José

    Dalcim, concorda com o Djokovic de que a Sérvia já deveria ter um torneio ATP? É estranho um país atualmente tão forte no tênis com Djokovic, Ana Ivanovic, Lajovic, Troicki, Jankovic, Tipsarevic e até o duplista Zimonjic, não contar com nenhum grande torneio no calendário.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Mas a Sérvia teve seu ATP, entre 2009 e 2012, José. O torneio era propriedade da família Djokovic e dois descontinuado por falta de suporte financeiro local.

      Responder
    1. Rafael Azevedo

      Mas, isso mudou gradativamente.
      No passado, o Nadal engolia o Djokovic mentalmente, é só ver as caras de desespero que o sérvio fazia nos pontos perdidos.
      Atualmente, o negócio se inverteu. O Nadal treme diante do sérvio. Ele já entra de cara emburrada e faz cara feia desde o primeiro ponto perdido. E, quando vence, vibra feito um louco.

      Responder
    1. Babidi

      O cara que mais virou jogos em torneios de GS depois de estar perdendo por 2 sets a 0 tem mental fraco?

      Perder pro Djokovic é normal, amigo. Ele também é de outro planeta

      Responder
    2. Rafael Azevedo

      A questão é que a força mental varia de jogo pra jogo.
      O fato dele ter tido uma fraqueza mental contra o Djokovic só mostra que, naquelas partidas, o Djoko teve um mental superior.
      Mas, no geral, Federer tem uma força mental altissima.
      O que falar da final do AO2017? E as viradas do AO2020? E a semi de RG2011?

      Responder
      1. José Eduardo Pessanha

        A maior prova de força mental do Federer é o fato dele ter disputado quase 1600 jogos sem abandonar nenhum. Nadal e Djokovic jogaram muito menos jogos do que o suíço e abandonaram vários jogos em andamento. O suíço, nenhum.
        Abs

        Responder
      2. Willian Rodrigues

        Concordo plenamente! Costumo afirmar aqui que torço contra o suíço porque vejo nele algumas características pessoais que me desagradam. Mas, daí a afirmar que possui mental fraco… O único ponto mais vulnerável no jogo do Federer é o backhand. Mesmo assim, já fez muitos estragos por aí. Números não mentem…

        Responder
    3. Sérgio Ribeiro

      Na boa , Anderson . Ou o amigo não acompanha o Esporte ou é um brincalhão. As derrotas para o Sérvio aconteceram TB, muito por méritos do cara. Ninguém com o Mental fraco vence 102 ATPs e é o recordista junto com Becker ao sair de 0 x 2 . Abs!

      Responder
  30. Ronildo

    Estranho Roger Federer ter um primeiro serviço melhor que Pete Sampras e depois um segundo serviço pior.
    Mas em todos os casos, acreditava que Sampras tivesse um primeiro serviço melhor que o de Federer.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Não entendi o ” estranho ” , caro Ronildo. Pistol Pete tinha o primeiro e o segundo serviço do mesmo nível. A ponto que preferia a dupla falta a dar ritmo aos oponentes. A quantidade de Aces de segundo em momentos importantes , não deixam dúvidas. Abs!

      Responder
    2. João Carlos

      Outra coisa que tampouco compreendi. Como também nao compreendi a questão do voleio do Sampras figurar abaixo do voleio do Federer. Outro fato curioso é o Federer figurar no ranking de Força mental acima do Sampras. Quantos jogos/torneios perdidos por não controlar seus nervos e nao ter a frieza necessaria pra fechar o jogo. Enfim, opiniões que parecem ser, reitero, parecem ser uma exaltação a uma era recente do tennis – há varias teorias de exaltar o presente por ser mais nitido aos nossos olhos – percebe-se isso principalmente na mençao ao suiço neste ultimo quesito.
      Abraços.
      P.S É so uma opinião sobre algo de difícil compreensão.

      Responder
  31. Paulo F.

    Muito bom e justo Federer na frente de Borg no mental.
    Federer nunca fez boquinha para ir à Austrália e ganhou uma porrada de vezes o US Open.

    Responder
  32. Arthur

    Borg atrás do Federer no quesito força mental, Dalcim?
    Olha que eu sou federista, mas acho difícil dizer que o suíço tem mais força mental do que tinha o “IceBorg”.
    Eu o colocaria empatado em segundo lugar com o Djoko fácil, fácil.

    Um abraço.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O suíço venceu cerca de 200 partidas a mais que o sueco somente em Grand Slam, Arthur, e já está na quarta geração de adversários. Se isso não for demonstração de cabeça… rsrs…

      Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Acho que não tem um prazo certo. Tem mais a ver com novos nomes que aparecem, mudanças de equipamento e de condições de jogo…

          Responder
  33. Marcílio Aguiar

    Prezado Dalcim, no quesito “força mental” Ivan Lendl não estaria a frente de Connors? O Tcheco parecia muito frio em quadra e altamente concentrado.
    Sobre o Jimbo, parece que ele tinha o poder de intimidar os adversários. Certa vez assisti um documentário na ESPN, sobre como ele virou um jogo contra o Aaron Krickstein utilizando de uma certa pressão mental. Segundo consta esse jogo traumatizou o jovem tenista que teria uma carreira promissora, mas não decolou.
    No quesito “mais força” o Muster estaria próximo dos citados? Até que ponto o atropelamento sofrido em Miami prejudicou a carreira do Austríaco?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Esse jogo de Connors é histórico, Marcílio. Foram as quartas do US Open, ele com 39 anos e perdendo por larga margem no quarto set. Conseguiu uma das mais incríveis reações. Sim, a história sobre o Krickstein é real e ele próprio conta. Eram amigos, Connors era meio um tutor e depois desse jogo nunca mais falou com o garoto. Ele era realmente um cara esquisito.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Connors confessou que o único rival contra quem seus jogos mentais era inútil era contra o Borg. Ele disse até, recentemente, que até hoje o sueco é um total mistério pra ele, opinião compartilhada pelos compatriotas suecos do Rei dos Reis.

        Responder
        1. Sérgio Ribeiro

          Com todo respeito , mas todos sabemos que o ” Rei dos Reis ” ficou sem o AOPEN e o USOPEN . Sendo que no segundo sua força Mental não o impediu de perder TODAS as 4 FINAIS . Sendo que somente tirou um Set de Connors em duas. Perdeu até quando era Saibro. Mas venceu as últimas 13 contra o Norte-Americano . Abs!

          Responder
  34. Vitor Hugo

    Dalcim, duas perguntas: Vc acha que se Federer estiver motivado e sem graves lesões, tem condições de jogar até os 45 anos e se manter pelo menos no top-10?
    Em qual posição vc acha que Agassi e Sampras estariam no ranking se jogassem hj, mas jogando da mesma forma que jogavam anos atrás?
    Minha opinião sobre a segunda pergunta: Acho que Agassi estaria atrás apenas de Federer, Novak e Nadal.
    Sampras, com a velocidade das quadras de hj e seu estilo de jogo, provavelmente estaria atrás dos quatro citados por mim além de Tsipas, Thiem , Medvedev, Wawrinka e Murray, todos no auge mais com as condições de hj. Estaria male má no top-10.
    Polêmica! Rs

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    1. José Nilton Dalcim

      Não, não acredito que ele chegará aos 45. E nem consigo imaginar Sampras e Agassi jogando no circuito de hoje, é uma coisa completamente fora da minha capacidade.

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      1. Vitor Hugo

        Dalcim, Agassi tem todas as características de um jogador com as quadras de hj, não acha? Bom saque, ótima devolução, ótimo backhand e se defendia muito bem.
        Sobre o Federer, eu perguntei se vc acha que ele teria condições de jogar até os 45 se quisesse.
        Abs

        Responder
      2. Rodrigo S. Cruz

        Eu também considero muito difícil esse exercício.

        Era outro tênis.

        Por isso que acho de uma ignorância flagrante quando se apela para desqualificar tenistas de outra época.

        Dizendo que Federer pegou entressafra, que os Grand Slams dele foram fracos, e coisas do gênero.

        E os que curtem isso ainda são liderados por um cidadão com claros transtornos psicossociais… (rs)

        Mas, enfim…

        Afirmações de quem claramente não entende nada de tênis.

        E para mim há uma clara inversão de valores aí.

        O Federer deveria ser era elogiado por ter sobrevivido as transformações do tênis.

        E depois delas ter ainda se firmado como um dos melhores da atualidade…

        Responder
  35. Vitor Hugo

    Ótima lista. Concordo com 99%. Trocaria uma posição ali, ou outra aqui, mas acho bem coerente.
    Novak é sim o jogador que melhor se defende no circuito.
    Gulbis poderia estar também no quesito “força bruta “. Alguém assistiu o jogo entre Ernest x Rafa em Roma?? Não lembro o ano. Quem viu sabe o que eu estou falando.
    Poderia acrescentar o Janowicz e o M.Berretinni na lista também da força bruta.

    Como eu disse no post anterior, Federer tem sim uma grande força mental, mas inferior a Novak e Nadal.

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  36. Rubens Leme

    A movimentação do Borg era tão espetacular que a BBC filmava as pernas deles na final contra McEnroe. Na parte mental, acertei 5 de 6, só mudou o Federer ao invés do Laver.

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  37. Kleber

    Djokovic tem mais mental que Nadal Dalcim. O que ele fez no Aus Open 2012 tanto no mental como fisicamente contra Nadal tá aí pra provar. Wimbledon 2019 contra Federer tbm. É impressionante como Djoko consegue engolir os 2 mentalmente (o próprio Toni Nadal falou da forma como Djoko entra na cabeça de Nadal em quadra

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    1. Jonas

      Nadal em geral tem o mental mais forte.

      Acho que casos isolados não provam nada. Mas a final do US Open 2013, definitivamente mostra o quanto Rafael Nadal é um monstro mentalmente.

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      1. Sérgio Ribeiro

        Finalmente concordamos , caro Jonas. A força mental do Espanhol é tão grande , que é aquele que mais sabe se perdoar em quadra . Além de jogar cada ponto como se fosse o ultimo. Já vimos Novak entregar algumas quando está em desvantagem . Muito poucas é verdade. Abs!

        Responder
  38. Jonas

    Eu creio que o Thiem, hoje, seja mais jogador que Novak no saibro, embora a diferença seja mínima.

    O austríaco vive seu auge no piso e Novak já jogou mais tênis ali. Essa comparação dos últimos 2 anos que me parece descabida. Óbvio que o Thiem teve resultados melhores, mas quem não lembra do Novak em 2018? O cara estava quase “aposentado”. Vajda voltou a trabalhar com o sérvio em Abril e os resultados vieram de fato apenas em Wimbledon.

    Djokovic foi massacrado por Thiem em 2017 (ano ridículo do sérvio) e perdeu para o Cecinatto em 2018. A vitoria do Thiem sobre o sérvio ano passado foi bastante justa, porém foi um jogo bastante equilibrado, tal como ocorreu em Madrid (vitoria do sérvio). Vejo eles bem próximos, e se jogassem hoje daria o favoritismo para o austríaco.

    Quanto a esse último torneio organizado por Novak, acredito que não provou nada. Foi um bom treino pra todo mundo, ótimo pra ir pegando ritmo.

    Em relação à lista do Dalcim, não me surpreende tanto Roger em terceiro na força mental. Acontece que Novak e Nadal são absurdos demais nesse aspecto e vejo boa margem sobre o suíço. Depois de tantos anos no top 10, não tem como dizer que Roger é fraquíssimo mentalmente.

    Responder
      1. Jonas

        Obviamente o Djokovic é bem maior que o Thiem, as conquistas de ambos no piso provam isso.

        Reafirmo que, hoje, Thiem é levemente superior ao sérvio. Porém ele ainda não consegue incomodar Nadal em Roland Garros.

        Responder
      2. Sérgio Ribeiro

        Tem muito chão pela frente , apressadissimo Paulo F. Novak perdeu as 8 primeiras e as 3 últimas pra Rafa no Saibro . E as duas primeiras para Federer. Thiem chegou a duas FINAIS consecutivas em Roland Garros e tirando o Sérvio em ambas. A diferença de idade dele pra Novak e’ a mesma que deste pra Federer, SEIS anos. Muita água pra rolar ainda … Abs!

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    1. Sérgio Ribeiro

      Esse comentário parece até com os do ” diversão garantida ” , caro Jonas . Em 2018 , Novak quase ” aposentado ” rsrsrs ? Venceu WIMBLEDON , o USOPEN, dois MASTERS 1000 e fez a FINAL do FINALS. É mole ou quer mais ? Perdeu de Thiem um pouco antes em RG porque o Austríaco jogou uma barbaridade . Simples assim . Abs!

      Responder
      1. Jonas

        É que você (como sempre aliás) não lê direito. É óbvio que me refiro ao primeiro semestre. O cara parecia não saber mais jogar tênis. Ele fez a opção de voltar a trabalhar com Vadja em Abril, que exigiu mudanças na rotina do sérvio, incluindo alimentação.

        Em cerca de 4 meses Novak ganhou Wimbledon e depois foi voltando à melhor forma, mas lógico que perdeu para “bagres” durante o período.

        Responder
        1. Sérgio Ribeiro

          Leia direito o que escreve . ” Em 2018 o cara estava quase aposentado ” . Errado : Ele não estava era jogando nada. Sem essa de Papinho furado estilo o ” diversão garantida” , caríssimo Jonas. Sem apelação por favor. E perder pra Thiem não é perder pra ” bagre ” . Outra babaquice da turma da Kombi rsrsrs Abs!

          Responder
          1. Jonas

            Não gênio, eu não me referi ao Thiem.

            Vamos desenhar novamente:

            Djoko perdeu em sequência para Chung, Taro Daniel, PAIRE (pqp), Klizan, Edmund, Cecchinato. Tá bom pra você? Pois é.

            Foi um dos PIORES momentos na carreira de Djokovic. A baixa entre 2017-2018.

            Repare que o sérvio foi voltando aos poucos graças ao Vadja, mas certamente houve muito trabalho ali.

            “Claro que fiquei muito feliz de voltar a sua equipe de novo, mas desta vez foi um pouco diferente porque seu nível não era o mesmo e tínhamos que começar tudo de novo. Levei alguns dias até tomar a decisão, falei com minha família e chegamos à conclusão que seria bom e importante para mim”, acrescentou o técnico.

            “Quis que ele parasse com a sua colaboração com Pepe Imaz. O ténis não é filosofia. Quando tens um adversário do outro lado, tens de pensar em onde vais meter a bola e não em Buda”, confessou, antes de ser claro sobre a alimentação de Nole. “Ele tem o corpo perfeito para jogar ténis, mas os músculos precisavam de ser fortalecidos. A sua alimentação é vegetariana, mas precisava de alguma proteína animal. Sem ela era impossível competir ao melhor nível. Obriguei-o a comer algum peixe, porque carne ele não come mesmo.”

            Cara, sério, não dá pra desenhar mais que isso. Fico feliz de Novak ter tido excelente resultados a partir de Wimbledon, porque antes disso foi f…

          2. Sérgio Ribeiro

            Você desenhou o que mane’ ? Mesmo sem confiança ( mandou Agassi embora ) , chegou as QUARTAS de ROLAND GARROS e perdeu pra grande surpresa do Torneio , atual TOP 8 . A seguir foi a FINAL da rápida Queen’s e perdeu Match Point contra Marin Cilic. E venceu WIMBLEDON 2018 , na sequência. Na boa , o problema não é ser um fanático copiloto da Kombi , é distorcer os fatos. Abs!

        1. Sérgio Ribeiro

          Aparece pegando rebarba , caríssimo ” diversão garantida ” ? Lembra do mane’ chamando Federer de Aposentado e Cansadao anos a fio ? E repetindo essa babaquice de ” entressafra ” a dar com o pau ? Que não entendes do Esporte todo mundo sabe , agora frequentar um Blog em que o dono posta exatamente o oposto , é uma demonstração de total estupidez rsrsrs Abs!

          Responder
          1. Sérgio Ribeiro

            Correção : A sensação foi Cecchinato que perdeu na sequência na Semi para Dominic. O atual TOP 8 é o outro Italiano Berrettini . Abs!

    2. Marco

      É possível que o Thiem seja o segundo mesmo.
      Só acho que no último RG ele foi beneficiado pelo furacão que tava nos dias de jogo, uma vez que não é segredo pra ninguém que o sérvio é o mais prejudicado com mt vento.

      Enfim, tomara que estejam em chaves diferentes dessa vez.

      Responder
      1. Jonas

        Pois é Marco, eles são bem parelhos no piso, porém não é novidade nenhuma que o Djokovic não rende o bastante jogando contra o vento. É uma deficiência dele.

        Responder

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